Fosseis e Datação ras Rochas

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Fosseis e Datação ras Rochas

  1. 1. A Terra conta a sua história… Podemos conhecer o passado da Terra pelos fósseis …
  2. 2. O que são fósseis? <ul><li>Os fósseis são restos de organismos, vestígios ou marcas da sua actividade, que povoaram a Terra em épocas anteriores à nossa e que se conservaram principalmente nas rochas sedimentares. </li></ul>Os Fósseis
  3. 3. Os Fósseis
  4. 4. Os Fósseis
  5. 5. Os Fósseis
  6. 6. Quanto tempo demora a forma-se um fóssil? <ul><li>Não há limites cronológicos para os fósseis. Um objecto biológico não se torna um fóssil apenas depois de um determinado número de milhares ou de milhões de anos enterrado... Não é a idade que define o fóssil, mas sim a sua origem e o seu contexto presente. </li></ul><ul><li>Se se trata de um objecto com origem biológica identificável (um dente, uma folha, uma pegada, etc.) e está, ou esteve, inserido num contexto geológico (enterrado em areia, petrificado, inserido numa rocha ou incluído no gelo de um glaciar, em âmbar ou em asfalto, etc.), então é um fóssil, independentemente da sua idade. </li></ul>Os Fósseis
  7. 7. Paleontologia e Paleontólogos: <ul><li>A ciência que estuda os fósseis chama-se Paleontologia (ramo da Geologia) e os cientistas que a praticam recebem o nome de Paleontólogos. </li></ul>Os Fósseis
  8. 8. Processos de fossilização: <ul><li>O Processo de fossilização consiste na forma como os organismos se tornam fósseis. </li></ul><ul><ul><li>Ex: mumificação, moldagem, mineralização, … </li></ul></ul>Os Fósseis
  9. 9. Mumificação ou conservação total <ul><li>Todo ou quase todo o ser vivo fica conservado, mesmo as suas partes moles (fenómeno raro). </li></ul><ul><li>Após a morte, o ser vivo é envolvido por uma substância (gelo, âmbar), que permite a sua conservação. </li></ul>Os Fósseis
  10. 10. Conservação em Âmbar: <ul><li>Mosquito preservado em âmbar. </li></ul><ul><li>Âmbar é uma resina que existiu há muitos anos. </li></ul><ul><li>O âmbar isola o organismo do contacto com o exterior. </li></ul>Os Fósseis
  11. 11. Conservação em gelo <ul><li>Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. </li></ul><ul><li>O gelo interrompe a actividade dos microorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química. </li></ul>Os Fósseis
  12. 12. <ul><li>Mineralização : </li></ul><ul><li>Este tipo de fossilização envolve a substituição completa, ou quase, de partes do organismo por substâncias minerais. </li></ul>(O resultado final da mineralização é aquilo a que, vulgarmente, se chama, petrificação). Os Fósseis
  13. 13. Trilobite Amonite Cabeça de dinossauro mineralizada Os Fósseis
  14. 14. Troncos “petrificados” Os Fósseis
  15. 15. Ovos fossilizados Os Fósseis
  16. 16. <ul><li>Moldagem : </li></ul><ul><li>Neste tipo de fossilização não se conservam quaisquer partes do organismo, mas somente uma reprodução ou molde da sua estrutura interna - moldes internos - ou da sua estrutura externa – moldes externos. </li></ul>Molde interno (esquerda) e externo (direita) de concha de gastrópode Turritella . Miocénico, Albufeira. Os Fósseis
  17. 17. Molde Externo Molde Externo Molde Interno
  18. 18. <ul><li>Impressão: </li></ul><ul><li>Os organismos deixam apenas marcas da sua existência nos sedimentos por onde passaram ou onde foram soterrados: pegadas, rastos, marcas de folhas e de asas são bons exemplos de impressões. </li></ul>Os Fósseis
  19. 19. Os Fósseis
  20. 20. Fósseis vivos: Celacanto Os Fósseis <ul><li>Frequentemente, pertencem a grupos biológicos que no passado geológico da Terra foram muito mais abundantes. </li></ul><ul><li>Alguns destes grupos biológicos foram inicialmente identificados com base no registo fóssil, sendo classificados como extintos, e só depois sido descobertos - vivos - na actualidade. Daí a expressão &quot; fóssil vivo &quot;. </li></ul>
  21. 21. Gingko biloba Os Fósseis
  22. 22. Nautilus Os Fósseis
  23. 23. Caranguejo-ferradura (Limulus) Os Fósseis
  24. 24. Que fósseis permitem datar as formações geológicas? <ul><li>Os fósseis de idade ou fósseis estratigráficos , correspondem a seres vivos pertencentes a grupos que sobreviveram durante intervalos de tempo curtos e tiveram grande área de dispersão. São importantes para estabelecer uma relação entre a idade dos terrenos em que se encontram, ajudando-nos a datar as rochas, camadas ou estratos . </li></ul><ul><li>EX: As trilobites e as amonites são bons exemplos de fósseis de idade. </li></ul>Os Fósseis
  25. 25. Que informações nos podem fornecer os fósseis de fácies ou de ambiente? <ul><li>Os fósseis de fácies ou de ambiente , apesar de não datarem as camadas, dão-nos preciosas informações sobre o tipo de ambiente que existia, no local onde são encontrados, aquando da sua fossilização. </li></ul><ul><li>EX: As turritellas e os corais são bons fósseis de ambiente. </li></ul>Os Fósseis
  26. 26.  Permitem estudar a evolução da vida na Terra  Permitem datar as rochas e determinar ambientes antigos . Fóssil de Idade Fóssil de Fácie Coral 500 M.a.  actualidade Vivem apenas em ambientes de águas calmas , quentes e pouco profundas Amonite 248 M.a.  66 M.a. Os Fósseis Importância dos fósseis
  27. 27. <ul><li>A estratigrafia ocupa-se do estudo, descrição, correlação de idades em classificação das rochas sedimentares. Regra geral, a formação dos estratos faz-se segundo planos Horizontais. </li></ul>+ recente + antigo A Idade das rochas
  28. 28. A Idade das rochas
  29. 29. Diferentes princípios podem ser utilizados para fazer a datação relativa de formações geológicas <ul><li>O Princípio da sobreposição dos estratos , numa série de estratos na sua posição original, qualquer estrato é mais recente do que os estratos que estão abaixo dele e mais antigo do que os estratos que a ele se sobrepõem. </li></ul><ul><ul><li>Este principio foi enunciado pela primeira vez por Niels Stensen , no século XVII) </li></ul></ul>A Idade das rochas Assim, um conjunto vertical de estratos forma uma sequência estratigráfica e representa um registo cronológico da história geológica da região.
  30. 30. Datação Relativa <ul><li>Nesta cronologia , o geólogo pode dizer que uma camada de rocha é mais antiga do que outra, mas não pode dizer quantos anos é mais velha, nem sequer quantos anos tem. </li></ul><ul><ul><li>Na figura: o estrato B é mais velho do que o A e mais novo do que o C e D . </li></ul></ul>Mais recente  Mais antigo  A Idade das rochas
  31. 31. <ul><li>Discordâncias estratigráficas ou lacunas: Consistem nas grandes continuidades no registo geológico, marcadas pela ausência de camadas mais ou menos espessas, que podem ser explicadas pela ausência de sedimentações no local ou por erosão de camadas que existiam. </li></ul>A Idade das rochas
  32. 32. <ul><li>Principio da horizontalidade: afirma que os materiais que formam os estratos se depositam inicialmente segundo planos horizontais. </li></ul><ul><ul><li>Este princípio foi formulado por Nicolaus Steno em 1689. </li></ul></ul>A Idade das rochas
  33. 33. <ul><li>Princípio da Correlação estratigráfica ou da Identidade Paleontológica : Este Princípio admite que os grupos de fósseis aparecem numa ordem definida e que se pode reconhecer determinado período do tempo geológico pelas características dos fósseis. (este princípio deve-se a William Smith). </li></ul>A Idade das rochas
  34. 34. A Idade absoluta das rochas <ul><li>Os métodos de datação relativa das rochas apesar de importantes apenas ordenam os acontecimentos numa escala de “antes e depois” ou “mais antigo e mais recente”, não permitindo estabelecer a duração real dos acontecimentos (idade numérica) . </li></ul><ul><li>Para tal, existem os chamados métodos </li></ul><ul><li>radiométricos, que se servem dos elementos </li></ul><ul><li>radioactivos nas rochas, como o Urânio, </li></ul><ul><li>Carbono-14, potássio-40, rubídio … para as datar. </li></ul><ul><ul><li>São usados instrumentos electrónicos que </li></ul></ul><ul><ul><li>medem a quantidade dos elementos </li></ul></ul><ul><ul><li>radioactivos em amostras de rochas. </li></ul></ul>A Idade das rochas Nesta cronologia , o geólogo pode dizer que uma estrato/rocha/fóssil é mais antiga(o)/recente do que outra(o) e pode dizer quantos anos tem.
  35. 35. Escala do tempo Geológico <ul><li>Nos séculos XIX e XX, os geólogos, utilizando os princípios da datação relativa e absoluta das rochas e juntando informações recolhidas em afloramentos por todo o mundo, elaboraram uma escala do tempo geológico , ou seja fizeram um calendário da idade e história geológica da Terra. </li></ul><ul><li>Os nomes atribuídos às grandes Eras geológicas dizem respeito à vida animal: </li></ul><ul><ul><li>o sufixo – zóico significa “animal” </li></ul></ul><ul><ul><li>os prefixos paleo -, meso -, e ceno -, significam respectivamente, “antigo”, “médio” e “recente”. </li></ul></ul>A Idade das rochas
  36. 36. <ul><li>Os limites das Eras </li></ul><ul><li>estão assim relacionados </li></ul><ul><li>com a história da Vida </li></ul><ul><li>(aparecimento de espécies, </li></ul><ul><li>extinções em massa,…) </li></ul><ul><li>Os nomes atribuídos aos </li></ul><ul><li>Períodos têm que ver com </li></ul><ul><li>uma região natural ou com </li></ul><ul><li> as características da época </li></ul><ul><li> geológica que representam. </li></ul><ul><li>Também se consideram espaços de tempo mais curtos, dentro dos Períodos, chamamos Épocas. </li></ul>A Idade das rochas
  37. 37. * Tabela simplificada com Eras, Períodos épocas A Idade das rochas

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