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Cancro na Vida das Pessoas - Livro
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Cancro na Vida das Pessoas - Livro

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  • 1. 2009/2010 CANCRO NA VIDA DAS PESSOAS Sensibilização Para o Cancro Ana Moreira Escola Secundária de Felgueiras Andreia Guimarães Área de Projecto Bruno Magalhães 12ºC Cátia Sampaio Serafim Pinto
  • 2. Cancro na Vida das Pessoas Índice Prefácio .................................................................................................1 O cancro ................................................................................................3  Tipos de tumores ................................................................ 3  Como diferenciar tumores benignos de tumores malignos…………. .................................................................... 5  Cancro genético .................................................................. 7  Como se desenvolve o cancro ............................................ 8 Cancro do colo do útero........................................................................9  O que é?.............................................................................. 9  Factores de risco ............................................................... 12  Sintomas ........................................................................... 15  Diagnóstico ....................................................................... 16  Tratamento ....................................................................... 17  Incidência .......................................................................... 20 Cancro do cólon e/ou recto ............................................................... 22  O que é?............................................................................ 22  Factores de risco ............................................................... 24  Sintomas ........................................................................... 25  Diagnóstico ....................................................................... 26
  • 3. Cancro na Vida das Pessoas  Tratamento ....................................................................... 28  Incidência .......................................................................... 29 Cancro da mama ................................................................................ 31  O que é?............................................................................ 31  Factores de risco ............................................................... 32  Sintomas ........................................................................... 33  Diagnóstico ....................................................................... 34  Tratamento ....................................................................... 41  Incidência .......................................................................... 47 Cancro da próstata ............................................................................. 49  O que é?............................................................................ 49  Factores de risco ............................................................... 50  Sintomas ........................................................................... 51  Diagnóstico ....................................................................... 52  Tratamento ....................................................................... 53  Incidência .......................................................................... 55 Cancro dos pulmões ........................................................................... 59  O que é?............................................................................ 59  Factores de risco ............................................................... 60  Sintomas ........................................................................... 61  Diagnóstico ....................................................................... 61
  • 4. Cancro na Vida das Pessoas  Tratamento. ...................................................................... 63  Incidência .......................................................................... 65 Leucemia ............................................................................................ 66  O que é?............................................................................ 66  Factores de risco ............................................................... 68  Sintomas ........................................................................... 70  Diagnóstico ....................................................................... 71  Tratamento ....................................................................... 72  Incidência .......................................................................... 73 Actividades desenvolvidas ................................................................. 74  Visita ao IPO ...................................................................... 74  Exposição .......................................................................... 76  Visita ao Hospital de Dia de Guimarães............................ 80  Inquérito ........................................................................... 81  Tratamento de dados ....................................................... 84  Entrevista a doente oncológico ...................................... 100  Entrevista a familiar de doente oncológico .................... 103  Entrevista a médico oncológico ...................................... 105 Glossário........................................................................................... 110 Bibliografia ....................................................................................... 122 Agradecimentos ............................................................................... 123
  • 5. Cancro na Vida das Pessoas Prefácio Somos um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária de Felgueiras (2009/2010) e decidimos ter como tema do nosso projecto (no âmbito da disciplina de Área de Projecto) “Cancro na Vida das Pessoas”. Seleccionamos este assunto devido, principalmente, ao nosso interesse em desmistificar a interpretação que as pessoas dão à palavra “cancro”. Mas também porque é um assunto muito corrente e tem vindo a aumentar a incidência de pessoas com esta doença ao longo dos anos. Com isto, é preciso alertar as pessoas 1
  • 6. Cancro na Vida das Pessoas para os principais factores de risco da doença, para a realização dos exames de rotina, dos diagnósticos, dos cuidados a ter com a alimentação, etc. Mas acima de tudo, informar que, hoje em dia, existem várias formas de tratamento para superar esta doença. Não devemos agrupar a palavra “cancro” com a palavra “morte”. E com este projecto é isso que pretendemos: alertar mas também desmitificar esse “mito”. Portanto, definimos como produto final a produção deste livro para a concretização dos nossos objectivos, juntamente com um blogue (http://cancronavidadaspessoas.blogs.sapo.pt) e um vídeo com as actividades desenvolvidas ao longo do ano lectivo se encontra em anexo. 2
  • 7. Cancro na Vida das Pessoas O cancro A palavra Cancro é utilizada para identificar um vasto conjunto de doenças que são os tumores1 malignos. Os tumores são muito diversos, havendo causas, formas de evolução e tratamentos diferentes para cada tipo. Há, porém, uma característica comum a todos eles: a divisão e o crescimento descontrolado das células.  Tipos de tumores Nem todos os tumores correspondem a cancro. Os tumores podem ser benignos ou malignos. Os tumores benignos não são cancro:  Regra geral podem ser removidos;  As células destes tumores não se “espalham”, ou seja, não se disseminam para os tecidos vizinhos ou para outras partes do organismo;  Raramente põem a vida em risco. 1 Ver glossário 3
  • 8. Cancro na Vida das Pessoas Os tumores malignos são cancro:  Podem ser removidos, embora muitas vezes voltem a crescer;  As células destes tumores podem invadir e danificar os tecidos e órgãos circundantes. Podem ainda libertar-se do tumor primitivo e entrar na corrente sanguínea ou no sistema linfático – este é o processo de metastização2 das células cancerígenas, a partir do tumor primário, formando novos tumores noutros órgãos;  Podem colocar a vida em risco. O nome dado à maioria dos cancros provém do tumor inicial. Por exemplo, o cancro do pulmão tem início no pulmão e o cancro da mama tem início na mama. Quando o cancro metastiza, o novo tumor tem o mesmo tipo de células anormais do tumor primário. Por exemplo, se o cancro da mama metastizar para os ossos, as células cancerígenas nos ossos serão células de cancro da mama; neste caso, estamos perante um cancro da mama metastizado, e não um tumor ósseo, devendo ser tratado como cancro da mama. 2 Ver glossário 4
  • 9. Cancro na Vida das Pessoas  Como diferenciar tumores benignos de tumores malignos Tumor benigno Tumor maligno Tamanho Pequeno (<6mm) Grande (>6mm) Crescimento Lento Rápido Ulceração Não Sim Sangramento Não Sim 5
  • 10. Cancro na Vida das Pessoas Infiltração Não Sim Delimitação Bem delimitado Mal delimitado Simetria Simétrico Assimétrico Cor Uma tonalidade Diferentes tipos de cores Inflamação Não Sim 6
  • 11. Cancro na Vida das Pessoas  Cancro genético Uma célula normal pode tornar-se numa célula cancerígena após ocorrerem uma série de alterações genéticas. Algumas dessas alterações passam de pais para filhos e na altura do nascimento estão presentes em todas as células do organismo. O cancro “familiar” é raro. No entanto, alguns tipos de cancro ocorrem frequentemente em algumas famílias do que no resto da população. Vários casos do mesmo tipo de tumor, numa família, podem estar ligados a alterações genéticas herdadas, que podem aumentar a probabilidade de desenvolver cancro. Na maioria das vezes, os casos de múltiplos tumores na mesma família, são apenas coincidência. Se tem, ou pensa ter história familiar de cancro, deve questionar o médico acerca dos testes genéticos. Só assim podem ser investigadas certas alterações genéticas hereditárias, que aumentam a probabilidade de desenvolver cancro. No entanto, herdar uma alteração genética não significa, necessariamente, que vai desenvolver cancro: significa que tem maior probabilidade de desenvolver a doença. 7
  • 12. Cancro na Vida das Pessoas  Como se desenvolve o cancro A primeira etapa deste processo é a iniciação, em que uma mudança do material genético da célula, causada por um agente carcinogénico3 ou por um promotor, a prepara para se transformar em célula cancerígena. A última etapa é a promoção, na qual a célula modificada transforma-se em cancerosa. Assim, vários factores são necessários para causar o cancro. As mutações génicas são, geralmente, muito difíceis de detectar. Contudo, algumas mudanças no tamanho e na forma de um cromossoma assinala um certo tipo de cancro. Porém, o mais Fig. 1 provável é a existência de várias modificações cromossómicas para que se desenvolvam alguns tipos de cancro. 3 Ver glossário 8
  • 13. Cancro na Vida das Pessoas Cancro do colo do útero  O que é? O cancro do colo do útero localiza-se no cérvix – a zona inferior do útero que o liga à vagina. Os ovários, trompas de Falópio e útero constituem o sistema reprodutor feminino. O útero está localizado Fig. 2 entre a bexiga e o recto, é oco, com a forma de uma pêra, apropriada para o crescimento de bebés. Pode ser dividido em três partes: a parte inferior mais estreita que o liga à vagina é o colo ou cérvix, no meio vai alargando é o corpo e a parte superior arredondada é o fundo. As trompas estão ligadas ao fundo e a estas os ovários. Tem uma camada de tecido interna chamada de endométrio 4 e uma camada muscular externa o 4 Ver glossário 9
  • 14. Cancro na Vida das Pessoas miométrio5. A camada interna fica mais espessa todos os meses para preparar o útero para uma possível gravidez. Caso não aconteça, a camada mais espessa ao sair pela vagina provoca sangramento que é a menstruação. O cancro ou tumor do útero é maligno e é mais frequente no colo do útero e endométrio. O colo do útero sofre alterações ao longo da vida de uma mulher (puberdade, durante o parto, menopausa). A área que une a região externa do colo do útero (exocolo do útero) e a porção interna (endocolo) é muito sensível. É aqui que se inicia a maior parte dos cancros do colo do útero. O que é que provoca o cancro do colo do útero? Ao contrário de muitos outros tumores malignos, o cancro do colo do útero é provocado por um vírus. Este vírus é denominado Papilomavírus Humano. O Papilomavírus Humano é muito comum e facilmente transmissível. Qualquer actividade sexual que envolva o contacto íntimo ou genital com uma pessoa infectada pode levar à transmissão do Papilomavírus Humano e não é necessária a penetração e os preservativos não garantem protecção. Como prevenir? 5 Ver glossário 10
  • 15. Cancro na Vida das Pessoas A vacinação contra o cancro do colo do útero como prevenção primária, em combinação com o rastreio para detecção precoce, maximizam a eficácia do programa de combate ao cancro do colo do útero. Vacinação Uma vez que o cancro do colo do útero é causado por um vírus, é um dos poucos tumores malignos em que pode ser administrada uma vacina preventiva. A vacinação pode reduzir significativamente a Fig. 3 incidência de resultados anormais nos rastreios, a necessidade das mulheres se submeterem a exames adicionais, ou a remoção cirúrgica das células cancerosas. A vacina funciona através da injecção de partículas tipo-vírus (VLP – vírus- like particles) que imitam de forma muito próxima este vírus, induzindo uma imunidade forte e persistente contra uma futura infecção por Papilomavírus Humano. As VLP correspondem a cápsides6 vazias de Papilomavírus Humano. Não incluem quaisquer genes virais e por isso não podem levar ao desenvolvimento de doença. 6 Ver glossário 11
  • 16. Cancro na Vida das Pessoas Rastreio O rastreio do cancro do colo do útero não previne a doença mas ajuda a detectar a presença de células anormais causadas pelo Papilomavírus Humano. O rastreio deve ser mantido dado que as raparigas ou mulheres podem ter sido infectadas antes da vacinação e a vacinação não oferece uma protecção contra todos os tipos de cancro do colo do útero. Uma citologia negativa não garante que o cancro do colo do útero não irá desenvolver-se no futuro. Em casos raros, mulheres rastreadas regulamente podem vir a desenvolver cancro do colo do útero nos três anos após um exame citológico negativo.  Factores de risco Não é conhecida a causa do cancro do colo do útero, mas alguns factores de risco aumentam a probabilidade de uma mulher desenvolver este cancro:  Vírus do papiloma humano (HPV): a infecção por HPV é o principal factor de risco para o cancro do colo do útero. O HPV é um conjunto de vírus que pode infectar o colo do útero. As infecções por HPV são muito frequentes. Estes vírus podem ser transmitidos de pessoa para pessoa através de contacto sexual, sendo que a maioria dos adultos já foi num dado momento da sua vida infectada com HPV. Alguns tipos de HPV podem provocar 12
  • 17. Cancro na Vida das Pessoas alterações nas células do colo do útero, alterações essas que podem originar verrugas, cancro e outras complicações genitais.  Não realizar o exame de Papanicolau regularmente: o cancro do colo do útero é mais frequente em mulheres que não realizam periodicamente o exame de Papanicolau. Este exame possibilita a detecção de células pré-cancerígenas. O tratamento das alterações cervicais pré-cancerígenas previne, muitas vezes, o desenvolvimento de cancro.  Sistema imunitário enfraquecido (o sistema de defesa natural do organismo): as mulheres infectadas com VIH (o vírus que provoca SIDA) ou sob medicação inibidora do sistema imunitário, apresentam risco aumentado de desenvolver cancro do colo do útero. Nestas mulheres, os médicos recomendam o rastreio regular do cancro do colo do útero.  Idade: o cancro do colo do útero ocorre com maior frequência a partir dos 40 anos de idade.  História sexual: as mulheres que tenham tido muitos parceiros sexuais apresentam risco aumentado para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. As mulheres que tenham tido relações sexuais com homens que, por sua vez, tenham tido muitas parceiras sexuais, apresentam também maior risco de desenvolver cancro do colo do útero. Em ambos os casos, o risco é 13
  • 18. Cancro na Vida das Pessoas acrescido, uma vez que estas mulheres têm maior risco de infecção por HPV.  Tabagismo: as mulheres fumadoras com infecção por HPV apresentam um risco acrescido de desenvolver cancro Fig. 4 do colo do útero.  Tomar a pílula durante longos períodos de tempo: tomar a pílula durante longos períodos de tempo (5 anos ou mais) pode aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero, em mulheres infectadas por HPV.  Ter muitos filhos: estudos efectuados sugerem que as mulheres infectadas por HPV que tenham muitos filhos, podem apresentar risco acrescido para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.  Hormonas: há maior probabilidade de surgir em mulheres com excesso de estrogénio, baixos níveis de progesterona e obesas. 14
  • 19. Cancro na Vida das Pessoas Alguns estrogénios são produzidos pelo tecido adiposo (gordo) pelo que as obesas têm maior quantidade de estrogénios no organismo do que as magras.  Raça: as pessoas brancas têm maior taxa de cancro do colo do útero do que os de raça negra.  Antecedentes familiares: se houver antecedentes de familiares com a doença aumenta a probabilidade de sofrer cancro.  Sintomas  Em mulheres jovens pode surgir menorreia (menstruação muito abundante) ou hemorragia (sangramento) no espaço de tempo entre duas menstruações;  Em mulheres após a menopausa pode ser sinal o corrimento vaginal de sangue;  Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exame pélvico;  Períodos menstruais mais prolongados e intensos do que o anterior;  Dor pélvica; 15
  • 20. Cancro na Vida das Pessoas  Dor durante as relações sexuais Pode haver outros problemas de saúde a provocar as hemorragias, sem ser o cancro.  Diagnóstico O exame que permite um diagnóstico é feito pelo ginecologista. Este faz um exame que consiste em introduzir um cotonete grande pela vagina até à parede interna do útero para retirar uma Fig. 5 amostra (exame Papanicolau). Se uma mulher apresentar um dos sintomas típicos ou um resultado do exame de Papanicolau que possa sugerir a presença de células pré- cancerígenas ou de cancro do colo do útero, o médico irá certamente sugerir outros procedimentos para obter o diagnóstico, nomeadamente: 16
  • 21. Cancro na Vida das Pessoas  Colposcopia7;  Biópsia8; O prognóstico depende do estado em que se encontra o tumor quando é diagnosticado. Cerca de 80% dos casos encontrados numa fase inicial têm cura, pelo que as consultas anuais, principalmente após os 40 anos, são fundamentais para detectar cedo a doença.  Tratamento Se o tumor estiver numa fase inicial o tratamento passa pela cirurgia retirando o útero (histerectomia parcial) ou histerectomia total se houver necessidade de retirar útero, trompas de Falópio e ovários. De acordo com o cirurgião e o tamanho do cancro, o doente pode ser aconselhado a retirar também, como medida preventiva, os gânglios linfáticos da pelve e abdómen. Se houver suspeitas ou verificar que o cancro está espalhado (metástases ou raízes) o cirurgião encaminha o doente para o médico de oncologia, que poderá indicar a necessidade de fazer tratamentos de radioterapia e depois quimioterapia. 7 Ver glossário 8 Ver glossário 17
  • 22. Cancro na Vida das Pessoas Durante os tratamentos são realizados exames para verificar a sua eficácia ou se é necessário mudar de tratamento. O tratamento do cancro do colo do útero pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Algumas pessoas fazem uma combinação de tratamentos.  Cirurgia 18
  • 23. Cancro na Vida das Pessoas A maioria das mulheres com cancro no útero faz uma cirurgia, para remoção do útero (histerectomia), através de uma incisão no abdómen. O médico remove, ainda, as trompas de falópio e ambos os ovários; este procedimento é designado por salpingo-ooforectomia bilateral. O médico pode, também, remover os gânglios9 linfáticos na região do tumor, para ver se há envolvimento tumoral. Se as células cancerígenas tiverem "chegado" aos gânglios linfáticos, pode significar que a Fig. 6 doença já metastizou para outras partes do corpo. Se as células cancerígenas não tiverem metastizado além do endométrio, pode não ser necessário qualquer tratamento adicional. O internamento no hospital, pode variar de alguns dias a uma semana. Após uma histerectomia, geralmente a mulher apresenta alguma dor e sente-se extremamente cansada. A maioria das pessoas volta à sua actividade normal 4 a 8 semanas após a cirurgia. No entanto, pode ser necessário mais 9 Ver glossário 19
  • 24. Cancro na Vida das Pessoas tempo. Depois da cirurgia, algumas mulheres podem ter náuseas e vómitos, e algumas apresentam problemas de bexiga e intestino. No início, o médico pode restringir a dieta a líquidos, seguida de uma introdução, gradual, de alimentos sólidos. Pessoas que tenham feito uma histerectomia, deixam de ter período menstrual, e deixa de ser viável engravidar. Quando os ovários são removidos, a menopausa ocorre repentinamente. Neste caso, os afrontamentos e outros sintomas da menopausa, causados pela cirurgia, podem ser mais acentuados e graves do que os provocados por uma menopausa natural. Para algumas mulheres, a histerectomia pode afectar a sua intimidade sexual, pode ter sentimentos de perda, que tornem difícil a intimidade.  Radioterapia10  Quimioterapia11  Terapêutica hormonal12  Incidência 10 Ver glossário 11 Ver glossário 12 Ver glossário 20
  • 25. Cancro na Vida das Pessoas São diagnosticadas anualmente cerca de 500.000 cancros do colo do útero em todo o mundo e 250.000 mulheres morem por esta doença neste período de tempo (o equivalente a quase 685 mulheres por dia ou 30 por hora). Na Europa, são anualmente diagnosticados cerca de 33.500 cancros do colo do útero e 15.000 mulheres morrem em consequência da doença por ano (o equivalente a 40 mulheres por dia e duas mulheres por hora). Apesar do rastreio para a detecção numa fase inicial, o cancro do colo do útero permanece a segunda maior causa de morte (a seguir ao cancro da mama) entre mulheres jovens (idades compreendidas entre os 15 – 44), na Europa. O cancro do colo o útero é causado exclusivamente pelo Papilomavírus Humano. Estima-se que aproximadamente 70% de pessoas sexualmente activas serão expostas ao Papilomavírus Humano num determinado momento das suas vidas, frequentemente na adolescência ou na fase de jovens adultos. 21
  • 26. Cancro na Vida das Pessoas Cancro do cólon e/ou recto  O que é? O Cancro do Cólon e/ou do Recto é, também, chamado Cancro Colo-Rectal. A maioria dos cancros Colo-Rectal, desenvolvem-se Fig. 7 a partir de lesões benignas no intestino grosso ou cólon, conhecidas como adenomas13 ou póliposadenomatosos 14 (pólipos ). Esta evolução é geralmente sem sintomas, nalguns casos, as lesões podem aumentar de tamanho e pode ocorrer no organismo uma série de transformações nas células. Esta situação pode resultar em alterações na 13 Ver glossário 14 Ver glossário 22
  • 27. Cancro na Vida das Pessoas função, estrutura e forma das células levando a tumores malignos, ou até mesmo ao Cancro.  Tumores benignos: - Não invadem os tecidos circundantes nem metastizam, devendo ser removidos por colonoscopia15. - Se não forem removidos podem-se converter em tumores malignos.  Tumores malignos: - Podem-se espalhar a outras partes do corpo (principalmente fígado e pulmão), onde se formam novos tumores (metástases). 15 Ver glossário 23
  • 28. Cancro na Vida das Pessoas  Factores de risco Em estudos efectuados, foram já identificados os seguintes factores de risco para Cancro Colo-Rectal:  Idade: a probabilidade de ter cancro colo-rectal aumenta com a idade. Mais de 90% dos diagnósticos desta doença, são efectuados em pessoas com mais Fig. 8 de 50 anos.  Pólipos colo-rectais: os pólipos são saliências do tecido da parede do cólon ou do recto. São comuns em Fig. 9 Pólipo do cólon com 5 mm de diâmetro pessoas com mais de 50 anos. A maioria dos pólipos é benigna (não cancerígena), mas alguns pólipos podem tornar-se cancerígenos (adenomas). Detectar e remover os pólipos, pode reduzir o risco de Cancro Colo-Rectal. 24
  • 29. Cancro na Vida das Pessoas  História familiar: os familiares próximos (pais, irmãos ou filhos) de uma pessoa com história de cancro colo-rectal, têm maior probabilidade de desenvolver a doença, especialmente se o familiar teve a doença ainda jovem. Se muitos familiares tiverem história de cancro colo-rectal, então o risco ainda é maior.  Alterações genéticas: se houver alterações em determinados genes, aumenta o risco de desenvolver Cancro Colo-Rectal.  Sintomas Os principais sintomas do Cancro Colo-Rectal são:  Alteração dos hábitos intestinais;  Diarreia, obstipação ou sensação de que o intestino não esvazia completamente;  Sangue nas fezes;  Fezes menores que o habitual;  Desconforto abdominal generalizado (dores de gases, inchaço, enfartamento)  Perda de peso inexplicada; 25
  • 30. Cancro na Vida das Pessoas  Cansaço constante;  Náuseas e vómitos. Na maioria das vezes, estes sintomas não estão relacionados com um cancro, e podem, ser provocados por tumores benignos ou outros problemas. Normalmente, as fases iniciais do cancro não causam dor. Se tem estes sintomas, não espere até ter dor para consultar o médico, o qual deverá confirmar se são provocados por um tumor ou por qualquer outra causa.  Diagnóstico O médico pode recorrer a diversos métodos para determinar a existência ou não de Cancro Colo-Rectal:  Exame rectal digital ou toque rectal: o médico insere um dedo protegido por uma dedeira ou luva, no recto, para sentir se existem nódulos. Muitos cancros Colo-Rectais são detectados deste modo; 26
  • 31. Cancro na Vida das Pessoas  Pesquisa de sangue oculto nas fezes: recorrendo a uma tira indicadora colorida, este teste é utilizado para detectar se existe sangue nas fezes que não seja visível a olho nu;  Clister opaco: trata-se de um tipo especial de radiografia, precedida da administração dum enema (clister) com um material radio-opaco (bário), que permite o exame de todo o intestino grosso, destacando o perfil da parede do intestino (e qualquer possível tumor), na Fig. 10 película radiográfica;  Recto- Fig. 11 Sigmoidoscopia flexível: utiliza- se um aparelho constituído por um tubo fino e flexível, com um canal oco por onde é possível passar pinças para execução de biópsias, e que tem acoplada uma câmara, que permite estudar o 27
  • 32. Cancro na Vida das Pessoas interior do recto e o segmento final do cólon (sigmoide) sob visão directa;  Recto-Sigmoidoscopia rígida: em vez de um tubo flexível, este método utiliza um tubo iluminado rígido. Tal como na sigmoidoscopia flexível, este método pode ser utilizado para a colheita de biópsias;  Colonoscopia: semelhante à anterior, mas permite avaliar todo o cólon. Esta técnica também pode ser utilizada para remover pólipos e recolher amostras Fig. 12 de tecido para biopsia. Pode ser administrado a doente um sedativo fraco antes do procedimento, a fim de reduzir o desconforto.  Tratamento  Cirurgia: 28
  • 33. Cancro na Vida das Pessoas  Cancro colo-rectal em fase inicial: se o cancro não se espalhou por outras partes do corpo, recorre-se à cirurgia para tentar curar o cancro;  Cancro metastático: se o cancro se espalhou, mas apenas de forma limitada, pode tentar-se a cirurgia. A cirurgia também é utilizada por vezes, porque o cancro está a bloquear a passagem das fezes (obstrução). Esta intervenção não irá curar o cancro, mas poderá aliviar os sintomas e evitar algumas complicações graves.  Radioterapia;  Quimioterapia. Infelizmente, quando o cancro se espalhou pelo corpo, a probabilidade de cura é reduzida. A quimioterapia é normalmente administrada a pessoas com cancro neste estádio a fim de prolongar o mais possível o tempo de vida, reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A isto chama-se tratamento paliativo.  Incidência 29
  • 34. Cancro na Vida das Pessoas  O cancro Colo-Rectal (CCR) é a segunda maior causa de morte por cancro em todo o mundo e é o terceiro tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos;  Um em cada 20 portugueses pode vir a ter este tipo de cancro;  Em Portugal, a mortalidade por cancro colo-rectal progrediu 5% ao ano nos últimos 10 anos;  Todos os anos mais de 4.000 portugueses são atingidos por este cancro;  A idade média das pessoas diagnosticadas de CCR situa-se entre os 60 e os 70 anos, embora esta doença possa afectar pessoas de qualquer idade;  Nos grupos etários entre os 60 e os 80 anos há três vezes mais casos de cancro colo-rectal recém-diagnosticados que em qualquer outro. 30
  • 35. Cancro na Vida das Pessoas Cancro da mama  O que é? O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e corresponde à segunda causa de morte, por cancro, nas mulheres. O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, mas porque atinge um órgão com muito simbolismo na maternidade e na feminilidade. Em Portugal, cerca de 1% de todos os cancros da mama, são no homem. A investigação continua a esclarecer questões relacionadas com o cancro da mama: são descobertos novos dados acerca das suas causas e novos modos de prevenir, detectar e tratar esta doença. Assim, as Fig. 13 pessoas com cancro da mama podem esperar uma melhor qualidade de vida e menor hipótese de morrer devido a esta doença. 31
  • 36. Cancro na Vida das Pessoas  Factores de risco Não é conhecida nenhuma causa específica para o cancro da mama. Mas, sabe-se que embates violentos na mama não provocam, por si só, cancro da mama. No entanto, é conveniente ter cuidado. Podemos enumerar alguns factores de risco para esta doença:  Idade: a possibilidade de ter cancro da mama aumenta com o aumento da idade, sendo menos comum antes da menopausa;  História pessoal com cancro da mama: uma mulher que já tenha tido cancro da mama (numa mama), tem maior risco de ter esta doença na outra mama;  História familiar: o risco de uma mulher ter cancro da mama está aumentado se houver história familiar de cancro da mama;  Raça: o cancro da mama ocorre com maior frequência em mulheres caucasianas (brancas), comparativamente a mulheres Latinas, Asiáticas ou Afro-Americanas;  Outros. 32
  • 37. Cancro na Vida das Pessoas  Sintomas O cancro da mama pode causar alterações físicas detectáveis, que devem ser observadas com atenção:  Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço;  Mudança no tamanho ou no formato da mama;  Alteração na coloração ou sensibilidade da pele da mama ou auréola;  Secreção contínua por um dos ductos;  Retracção da pele mama ou do mamilo (mamilo virado para dentro);  Inchaço significativo Apesar dos estádios iniciais do cancro não causarem dor, se sentir dor na mama ou qualquer outro sintoma que não desapareça, deve consultar o médico. Na maioria das vezes, estes sintomas não estão associados a cancro, mas é importante ser vista pelo médico, para que qualquer problema possa ser diagnosticado e tratado atempadamente. 33
  • 38. Cancro na Vida das Pessoas  Diagnóstico Pode dizer-se que o diagnóstico começa com a observação de qualquer alteração no funcionamento geral do organismo. É fundamental que o diagnóstico do cancro da mama seja feito o mais precocemente possível, pois isto aumenta as hipóteses de cura, evita que o cancro se metastize para outras partes do corpo, favorecendo o prognóstico, a recuperação e a reabilitação. Para um diagnóstico precoce do cancro da mama, é necessário que todas as mulheres:  Façam o auto-exame mensalmente, após o período menstrual;  Vão ao médico especialista em patologia mamária uma vez por ano;  Sejam interessadas em programas de rastreio. Auto-exame da mama O auto-exame da mama deverá ser feito mensalmente, para avaliar quaisquer alterações nas mamas. Quando faz este exame, é importante lembrar que as mamas são diferentes, de mulher para mulher, e que podem surgir alterações, devidas à idade, ao ciclo menstrual, gravidez, menopausa, ou 34
  • 39. Cancro na Vida das Pessoas à toma de pílulas contraceptivas ou outras hormonas. É normal sentir que as mamas são um pouco irregulares e não lisas. Também é comum que as mamas se apresentem inchadas e sensíveis, no período antes da menstruação. A melhor altura para realizar o auto-exame da mama é aproximadamente uma semana depois da menstruação (no fim do período menstrual). Se não tem uma menstruação regular, deverá realizar, preferencialmente, o auto- exame sempre no mesmo dia de cada mês. Passo 1. Observação Para realizar o auto-exame de forma correcta, deverá colocar-se de pé, em frente a um espelho, com os braços caídos ao longo do corpo. É importante estar relaxada e certificar- se de que pode fazer o auto-exame calmamente, sem interrupções. 1º Braços levantados; Fig. 14 2º Braços ao longo do corpo 3º De perfil 35 Fig. 15 Fig. 16
  • 40. Cancro na Vida das Pessoas O que se deve observar:  Mamas  Mamilos O que se deve observar no mamilo e na mama:  Tamanho  Forma  Cor Fig. 17  Eczemas Passo 2. Palpação A palpação deve ser feita deitada com uma almofada debaixo do ombro ou no duche. 36 Fig. 18
  • 41. Cancro na Vida das Pessoas Deve-se palpar a mama esquerda com a mão direita e vice-versa, em pequenos movimentos circulares. Fig. 19 Na axila, ao palpar deve-se verificar a existência de caroços em ambos os lados. Fig. 20 Alterações mais frequentes detectadas no auto-exame:  Da mama: nódulo, inchaço, espessamento, volume e forma, dor;  Do mamilo: tamanho, forma, cor, corrimento;  Da pele: retracção, depressão, textura casca de laranja. 37
  • 42. Cancro na Vida das Pessoas O exame clínico da mama pode confirmar ou esclarecer o auto-exame realizado pela mulher. O médico submeterá a mulher a um cuidadoso exame clínico e fará algumas perguntas sobre a história familiar. Podem-se salientar os seguintes exames:  Mamografia16  Ultrassonografia (ecografia)17  Biópsia  Receptores hormonais É importante conhecer alguns dos termos utilizados para descrever os cancros da mama, porque o tratamento e prognóstico variam de doente para doente e em função do tipo de tumor.  Adenocarcinoma: quase todos os tumores malignos da mama têm origem nos ductos ou nos lóbulos da mama, que são tecidos 16 Ver glossário 17 Ver glossário 38
  • 43. Cancro na Vida das Pessoas glandulares. Os dois tipos mais frequentes são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.  In situ: este termo define o cancro da mama precoce, quando se encontra limitado aos ductos (carcinoma ductal in situ) ou lóbulos (carcinoma lobular in situ), sem invasão dos tecidos mamários vizinhos ou de outros órgãos.  Carcinoma ductal in situ (CDIS): o carcinoma ductal in situ é o tumor da mama não invasivo mais frequente. Praticamente todas as mulheres com CDIS podem ser curadas.  Carcinoma lobular in situ (CLIS): embora não seja um verdadeiro cancro, o CLIS é por vezes classificado como um cancro da mama não invasivo.  Carcinoma ductal invasor (CDI): este é o cancro invasor da mama mais frequente. Tem origem nos ductos e invade os tecidos vizinhos. Cerca de 80% dos cancros da mama invasores são carcinomas ductais.  Carcinoma lobular invasor (CLI): tem origem nas unidades produtoras de leite, ou seja, nos lóbulos. À semelhança do CDI pode disseminar-se (metastizar) para outras partes do corpo. Cerca de 10% dos cancros da mama invasores são carcinomas lobulares. 39
  • 44. Cancro na Vida das Pessoas  Carcinoma inflamatório da mama: este é um cancro agressivo mas infrequente, correspondendo a cerca de 1% a 3% de todos os cancros da mama. Outros tipos mais raros de cancro da mama são o Carcinoma Medular, o Carcinoma Mucinoso, o Carcinoma Tubular e o Tumor Filoide Maligno, entre outros. O cancro da mama é também classificado em estádios: Estádio 0: corresponde ao carcinoma ductal in situ. Estádio I: quando o tumor tem até 2cm, sem qualquer evidência de se ter espalhado pelos gânglios linfáticos próximos. Estádio II: inclui tumores de até 5cm, mas com envolvimento de gânglios linfáticos ou então, um tumor primário com mais de 5cm, sem metástases. Estádio III: quando o tumor tem mais de 5cm e há envolvimento dos gânglios linfáticos da axila do lado da mama afectada. Estádio IV: quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos, pulmão, pele ou outras partes do corpo. Uma vez identificado o estádio, é possível ao médico planear o tratamento mais adequado. 40
  • 45. Cancro na Vida das Pessoas  Tratamento O cancro da mama tem boas opções de tratamento. A escolha depende:  Do estádio da doença;  Do tipo de tumor;  Do estado geral de saúde do doente. O especialista em patologia mamária é a pessoa mais indicada para avaliar e escolher o tratamento mais adequado a cada caso. A cirurgia é o tratamento inicial mais comum e o principal tratamento local. O tumor da mama será removido, assim como os gânglios linfáticos da axila (esses gânglios filtram a linfa que flui da mama para outras partes do corpo e é através deles que o cancro pode alastrar-se). Existem vários tipos de cirurgia para o cancro da mama, e eles vão ser indicados de acordo com a fase evolutiva do tumor: 41
  • 46. Cancro na Vida das Pessoas  Tumorectomia - é a cirurgia que remove apenas o tumor. Em seguida, aplica-se a terapia por radiação. Às vezes, os gânglios linfáticos das axilas são retirados como medida preventiva. É aplicada em tumores mínimos.  Quadrantectomia - (tratamento que conserva a mama) é a cirurgia que retira o tumor, uma parte do tecido normal que o envolve e o tecido que recobre o peito abaixo do tumor.  Mastectomia - intervenção cirúrgica em que se realiza a remoção da mama. Há vários tipos de mastectomia: Fig. 21  Mastectomia parcial - remoção do tumor da mama e algum tecido normal à volta do tumor. 42
  • 47. Cancro na Vida das Pessoas  Mastectomia simples - a mama é removida, na sua totalidade, pelo cirurgião.  Mastectomia profilática - uma ou mesmo ambas as mamas são por vezes removidas nos doentes que apresentam alto risco de vir a ter cancro, a fim de evitar que isso aconteça  Mastectomia radical - remoção de todo o tecido da mama, todos os gânglios linfáticos da axila a dos músculos peitorais  Mastectomia radical modificada - Remoção da mama e dos gânglios linfáticos da axila, através da cirurgia, mas com conservação do músculo grande peitoral. Seguidos de cirurgia vêm os seguintes tratamentos, quando indicados pelo médico:  Radioterapia  Quimioterapia  Hormonoterapia  Reabilitação 43
  • 48. Cancro na Vida das Pessoas Reconstrução mamária Algumas mulheres com cancro da mama, que fazem uma mastectomia, decidem fazer a reconstrução da mama, durante a cirurgia ou mais tarde; outras preferem usar uma prótese. Outras, ainda, decidem não fazer nada. Qualquer das opções tem vantagens e desvantagens e, essencialmente, o que está bem para uma, pode não estar para outra. Cada pessoa tem várias opções. Reconstrução imediata - feita durante a cirurgia de remoção do tumor, através da colocação de um expansor que mais tarde permitirá receber uma prótese definitiva, ou a reconstrução com tecidos da paciente (retalho Fig. 22 Reconstrução imediata com Fig. 23 Reconstrução com retalho expansor abdominal 44
  • 49. Cancro na Vida das Pessoas abdominal ou dorsal). Fig. 24 Reconstrução com retalho dorsal Reconstrução mamária diferida - feita através dos mesmos métodos, mas algum tempo depois da cirurgia de remoção do tumor. A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e da rigidez nas costas e no pescoço. Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados logo que o médico permita, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a operação. Inicialmente, os exercícios são suaves e podem ser feitos na cama. 45
  • 50. Cancro na Vida das Pessoas 1. Exercícios que promovam a mobilidade da cervical  Flexão / extensão – “olhar para o chão / olhar para o tecto”  Inclinação lateral (direita / esquerda) – “levar a cabeça ao ombro direito / esquerdo”  Rotação (direita / esquerda) – “olhar para a direita / esquerda” Fig. 25 2. Exercícios que promovam a mobilidade do ombro  Flexão / extensão – “trazer os dois braços para a frente e para cima”  Abdução / adução – “ trazer os dois braços para os lados e para cima” 46
  • 51. Cancro na Vida das Pessoas  Descoaptação – “ balançar os dois braços”  Antepulsão / retropulsão – “com os dois braços à frente, simular que empurra uma parede”  Rotação interna – “apertar o soutien” / rotação externa – “apertar o colar” 3. Exercícios de relaxamento  Executados no final do grupo de exercícios, servem para descontrair as estruturas e o próprio indivíduo. Fig. 26  Incidência 47
  • 52. Cancro na Vida das Pessoas O cancro da mama é o cancro mais comum nas mulheres americanas, sendo responsável por 27% dos casos de cancro das mulheres, e a sua incidência está a crescer gradualmente Em Portugal existem cerca de 3000 a 3500 novos casos de cancro de mama por ano, uma média de 9 a 10 novos casos por dia e em cada 100 casos de cancro da mama, 99 são em mulheres e 1 em homens. A incidência do cancro da mama aumenta ao longo da vida sendo que aos 30 anos há uma incidência de 1 em cada 3000 mulheres e aos 80 anos de 1 para cada 10 mulheres. 48
  • 53. Cancro na Vida das Pessoas Cancro da próstata  O que é? Cancro da próstata é uma doença na qual o seu desenvolvimento ocorre numa glândula do sistema reprodutor masculino. Este cancro ocorre quando as células da próstata sofrem mutações e começam a multiplicar-se sem controlo. Estas células podem espalhar-se desde a próstata até outras partes do corpo, assim como os ossos, gânglios linfático e pulmões. O cancro de próstata na coluna pode também comprimir a medula espinhal, causando fraqueza nas pernas e incontinência urinária. Sabemos também que o cancro da próstata pode causar dor, dificuldade em urinar, disfunção eréctil e outros sintomas. O que é a próstata? A próstata faz parte do sistema reprodutor masculino. Localiza-se à frente do recto e sobre a bexiga. O tamanho de uma próstata saudável, é semelhante ao Fig. 27 49
  • 54. Cancro na Vida das Pessoas de uma avelã, e tem a forma de um "donut". A uretra (tubo através do qual fluí a urina), passa através da próstata. Se a próstata aumentar muito de tamanho, comprime a uretra, podendo causar problemas urinários, pois diminui ou pára o fluxo da urina, desde a bexiga até ao pénis.  Factores de risco Os mecanismos que levam ao aparecimento do cancro da próstata não estão completamente esclarecidos, mas acredita-se que resultem de influências entre a herança genética de cada indivíduo e a interacção desses factores com causas ambientais.  Idade: é o factor de risco mais importante, em especial a partir dos 50 anos, com a maioria dos diagnósticos a serem feitos depois dos 65 anos.  Raça: por razões que não estão ainda esclarecidas, este tumor é muito mais comum em países da América do Norte e da Europa Ocidental (e nestes, nos indivíduos negros) do que, por exemplo na Ásia, África ou América do Sul.  Histórico familiar: o risco do homem ter cancro da próstata é mais elevado do que a média, se o pai ou irmão já tiveram a doença. 50
  • 55. Cancro na Vida das Pessoas  Dieta: alguns estudos sugerem que os homens que fazem uma dieta rica em gordura de animal, ou em carne, correm mais riscos de sofrer de3 cancro da próstata.  Determinadas alterações da próstata: apresentar células anómalas, chamadas neoplasias intra-epitelial da próstata de grau elevado, pode aumentar o risco de contrair doença.  Sintomas Geralmente, os sintomas do cancro da próstata podem incluir:  Problemas urinários;  Incapacidade em iniciar e manter um jacto contínuo de urina;  Necessidade frequente de urinar, principalmente à noite;  Fluxo de urina fraco ou intermitente;  Dificuldade em ter uma erecção;  Sangue na urina ou no sémen;  Dor frequente na zona inferior nas costas, nas ancas ou na zona superior das coxas. 51
  • 56. Cancro na Vida das Pessoas  Diagnóstico O diagnóstico de certeza implica recolher, por biopsia, uma pequena amostra de tecido prostático, que, ao microscópio e com o auxílio de outras técnicas, permita identificar as células malignas e classificar o tumor de acordo com a sua agressividade e extensão. Esta avaliação é decisiva para delinear o tratamento indicado em cada caso. Para o diagnóstico é especialmente importante considerar a presença dos sinais e sintomas da doença; testes laboratoriais como o “prostatic specific anting” , uma substancia produzida na próstata mas também Fig. 28 encontrada no sangue e cuja a elevação permite, de uma forma precoce, suspeitar de Cancro da próstata; a avaliação morfológica pormenorizada da por ecografia transrectal. Todos estes métodos podem ajudar no diagnóstico precoce do cancro da próstata e também para uma maior probabilidade de sucesso no tratamento, mas são, infelizmente, falíveis. É, por isso, importante salientar que, em alguns casos, estas informações podem ser muito tardias e noutros casos, não serem 52
  • 57. Cancro na Vida das Pessoas suficientemente precisas para evitar intervenções que procuram confirmar a existência de um tumor que afinal não existe. Por outro lado, não permitem distinguir os tumores mais agressivos, em que o tratamento poderá ser mais útil, daqueles em que, pela lentidão da evolução do tumor, o tratamento não confere benefícios significativos, mas apenas contribui com efeitos laterais que limitam a qualidade de vida da pessoa em causa. No fim dos tratamentos possíveis se não for diagnosticado o cancro, o médico pode receitar medicamentos para que os sintomas causados por uma próstata aumentada sejam reduzidos. Caso contrario, isto é, se realmente for detectado o cancro, o patologista refere qual o grau do tumor, revelando-nos assim se o tecido tumoral difere muito do tecido prostático normal. Sugere- nos a velocidade provável de crescimento do tumor. Os tumores de alto grau tendem a crescer mais rapidamente.  Tratamento O tratamento é variável, dependendo do estado da neoplasia, que de certo modo pode ser dividido em tumor localizado e tumor metastático. O tratamento do tumor localizado pode ser cirúrgico ou radioterápico. 53
  • 58. Cancro na Vida das Pessoas O tratamento de tumor metastático baseia-se no bloqueio hormonal da testosterona, inibindo assim o crescimento da massa tumoral sendo frequentemente um tratamento adicional importante. Para se tratar o cancro recorre-se a vários métodos tais como:  Cirurgia: prostatectomia, que consiste na recessão da próstata;  Hormonoterapia; Fig. 29  Radioterapia  Quimioterapia A crioterapia prostática é uma alternativa à cirurgia, minimamente invasiva, e com raras complicações. A crioterapia é uma técnica alternativa à cirurgia e à radioterapia que consiste na destruição de células anormais através do seu congelamento. Para tal aplica-se nitrogénio líquido a -125° C através da introdução por via percutânea de uma sonda metálica ecoguiada. Este líquido congela o tecido circundante através da formação de cristais de gelo intra e extracelularmente, produzindo uma série de reacções e consequentemente a necrose tecidual. 54
  • 59. Cancro na Vida das Pessoas As indicações da criocirurgia são muitos semelhantes às da braquiterapia, tendo um interesse especial quando há extensão extracapsular. Neste tipo de situação, ao alargar-se o volume de tecido a tratar, os nervos erectores ficam comprometidos, atingindo 80% os casos com disfunção eréctil. De um modo geral as complicações são raras, havendo uma taxa de incontinência que ronda os 3% e as complicações mais graves incluem congelamento e perfuração do recto, bexiga, uretra. A dificuldade da criocirurgia é ter certeza de que as margens cirúrgicas estão seguras (livres de tumor), uma vez que não se obtém material para exame anátomo-patológico.  Incidência As taxas de incidência deste tipo de cancro variam: o cancro é menos comum no sul e no este da Ásia e mais comum na Europa e Estados Unidos. O cancro é menos comum entre homens asiáticos e mais comum entre homens negros. Este tipo de cancro desenvolve-se mais frequentemente em homens acima dos 50 anos de idade. Ocorre apenas em homens, já que a próstata é uma glândula exclusiva deste sexo. É o tipo de cancro mais comum em homens nos Estados Unidos, país em que é a segunda maior causa de mortes masculinas por cancro. Entretanto, muitos homens que desenvolvem cancro de próstata não apresentam sintomas e acabam por morrer devido a outras causas. 55
  • 60. Cancro na Vida das Pessoas Formas de prevenir o cancro da próstata Como em todas as doenças oncológicas, existem alguns factores que podem ser considerados como tendo uma acção preventiva. O estilo de vida e a dieta parecem ter, de algum modo, uma influência preventiva. Como por exemplo uma alimentação rica em antioxidantes, vitaminas A, D, E e selénio, que podem ser encontrados na dieta mediterrânica (pão, cereais, fruta, cenoura, espinafres, melancia, alho e cebola), tomate cozinhado e vinho tinto parecem ter algum papel protector contra o cancro da próstata. Estima-se que 40% dos homens com mais de 50 anos sofrerá de cancro da próstata no futuro. Com esta perspectiva, é importante que os homens com mais de 45 anos façam regularmente análises e Fig. 30 recorram também a outros meios de diagnóstico como o toque rectal e ecografia para despistar a doença. 56
  • 61. Cancro na Vida das Pessoas Todas as doenças da próstata são malignas? Não. Pois os tipos de patologia prostática mais frequentes são: Infecção: situação de infecção da glândula, que se manifesta por grande dificuldade em urinar, ardor ou dor à micção, febre e queda do estado geral, por vezes de surgimento súbito que obriga a terapêutica com antibióticos. É, por vezes, o primeiro sinal de doença prostática. Hipertrofia benigna da próstata (HBP): uma patologia que surge a partir dos 50 anos. É uma doença benigna que tem como consequências a diminuição do jacto urinário, urinar frequentemente e em pequenas quantidades de dia e de noite, urgência miccional ou mesmo grande dificuldade em começar a micção. Trata-se da doença mais frequente da próstata, benigna, que pode requerer tratamento médico ou cirúrgico. Cancro da próstata: em fase inicial não tem qualquer sintoma, podendo ser detectado em associação com um quadro de HBP ou porque em análises de rotina foi detectado um aumento de valores de PSA ou alteração do toque rectal que leva à realização de uma biopsia prostática. 57
  • 62. Cancro na Vida das Pessoas Diferentes estádios da doença: A-1: Se o tumor é de dimensões reduzidas, então localiza-se apenas dentro da próstata. B-2: Apesar do cancro já ter atingido uma dimensão maior, continua a limitar-se à cápsula da glândula da próstata. Fig. 31 C-3: O tumor começou a infiltrar-se e a espalhar-se para os tecidos vizinhos. D-4: O cancro evoluiu para os ossos, fígado e pulmões. Curiosidades Segundo peritos da Universidade da Califórnia, o sumo de romã trava o crescimento das células que originam o cancro da próstata. Os doentes submetidos a radioterapia ou a cirurgia à próstata registaram notáveis melhoras quanto ao tratamento foi complementado com sumo de romã. 58
  • 63. Cancro na Vida das Pessoas Cancro dos pulmões  O que é? O cancro do pulmão é uma doença grave, caracterizada por uma neoplasia que se expande mais ou menos rapidamente. Os tumores que têm início no pulmão, dividem-se em dois grupos principais: cancro do pulmão de não- pequenas células e cancro do pulmão de pequenas células, dependendo de qual o Fig. 32 aspecto das células envolvidas, quando observadas ao microscópio. Estes dois tipos de cancro do pulmão, crescem e metastizam de formas diferentes, ou seja, têm um comportamento distinto e, como tal, são também tratados de forma diferente. O cancro do pulmão de não-pequenas células, é mais comum que o cancro do pulmão de pequenas células e, geralmente, cresce e metastiza mais lentamente, ou seja, tem um comportamento menos agressivo. 59
  • 64. Cancro na Vida das Pessoas O cancro do pulmão de pequenas células é menos comum que o cancro do pulmão de não-pequenas células. Este tipo de tumor cresce mais rapidamente, e é mais provável que metastize para outros órgãos.  Factores de risco  Envelhecimento;  Tabaco;  Luz solar;  Radiação ionizante;  Determinados químicos e outras Fig. 33 substâncias;  Alguns vírus e bactérias;  Determinadas hormonas;  Álcool;  Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso. 60
  • 65. Cancro na Vida das Pessoas  Sintomas  Tosse que não desaparece e piora com o passar do tempo ou acompanhada de sangue;  Dor constante no peito;  Falta de ar, asma ou rouquidão;  Problemas recorrentes, como pneumonia ou bronquite;  Inchaço do pescoço e rosto;  Perda de apetite ou de peso  Fadiga.  Diagnóstico  Broncoscopia: o médico insere um broncoscópio (um tubo fino e iluminado), dentro da boca ou nariz e "empurra-o" através da 61 Fig. 34
  • 66. Cancro na Vida das Pessoas traqueia, para ver as passagens de ar. Através deste tubo, o médico pode recolher células ou pequenas amostras de tecido. A broncoscopia é indicada em várias situações:  Para identificar problemas das vias aéreas, que podem se expressar por escarros com sangue, tosse ou falta de ar.  Realizar biópsias quando a radiografia de tórax ou a tomografia mostram manchas anormais, não diagnosticadas por outros meios.  Para remover corpos estranhos que bloqueiam as vias aéreas.  Para controlar sangramento (ver hemoptise).  Para diagnosticar e avaliar a extensão em casos de tumores de pulmão.  Toractomia: a cirurgia para abrir o peito é, algumas vezes, necessária para diagnosticar o cancro do pulmão. Fig. 35  Aspiração por agulha: é inserida uma agulha no tumor, através do peito, para remoção de uma 62
  • 67. Cancro na Vida das Pessoas amostra de tecido.  Toracocentese: usando uma agulha, o médico remove uma amostra do fluido que envolve os pulmões, para procurar células cancerígenas.  Tratamento  Quimioterapia;  Radioterapia;  Cirurgia: a cirurgia é uma operação para remoção do tumor. O tipo de cirurgia realizada depende da localização do tumor, no pulmão. Uma operação para remoção de apenas uma pequena parte do pulmão, chama-se ressecção segmentar ou em cunha. Quando o cirurgião remove um lobo inteiro do pulmão, o procedimento chama-se lobectomia. A pneumectomia corresponde à remoção total de um pulmão. Alguns tumores não são operáveis, ou seja, não podem ser removidos por cirurgia, devido ao seu tamanho ou localização; por outro lado, algumas pessoas não podem ser submetidas a cirurgia, por outros motivos médicos.)  Terapêutica fotodinâmica (PDT). 63
  • 68. Cancro na Vida das Pessoas Tratamento do cancro do pulmão de não-pequenas células O cancro do pulmão de não-pequenas células, pode ser tratado de diversas formas. A escolha do tratamento depende, principalmente, do tamanho, localização e extensão do tumor. A cirurgia, é o tratamento mais comum para este tipo de cancro do pulmão. A criocirurgia, um tratamento que congela e destrói o tecido cancerígeno, pode ser usada para controlar os sintomas, nos estádios mais avançados do cancro do pulmão de não-pequenas células. A radioterapia e a quimioterapia, também podem ser usadas para atrasar o progresso da doença e para controlar os sintomas. Tratamento do cancro do pulmão de pequenas células O cancro do pulmão de pequenas células, metastiza rapidamente. Em muitos casos, quando a doença é diagnosticada, as células cancerígenas já se disseminaram para outras partes do organismo. Para atingir as células cancerígenas, em todo o organismo, quase sempre é feita quimioterapia. O tratamento também pode incluir radioterapia, dirigida ao tumor no pulmão ou a tumores noutras partes do corpo, tal como o cérebro. Alguns doentes fazem radioterapia ao cérebro, apesar de não ter sido encontrado qualquer tumor. Este tratamento, chamado radioterapia profilática ao crânio, é feito para prevenir que se formem tumores no cérebro. A cirurgia, faz parte do plano de 64
  • 69. Cancro na Vida das Pessoas tratamentos de um pequeno número de pessoas com cancro do pulmão de pequenas células.  Incidência A mortalidade por Cancro dos pulmões é muitíssimo elevada. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. Fig. 36 65
  • 70. Cancro na Vida das Pessoas Leucemia  O que é? A leucemia é um tipo de cancro que tem início nas células do sangue. A leucemia é um cancro que tem início nas células do sangue. Nas pessoas com leucemia, a medula óssea Fig. 37 produz glóbulos brancos anómalos; estas células anómalas são células de leucemia. No início, as células de leucemia funcionam quase normalmente. Com o tempo, ultrapassam, em número, os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos e as plaquetas. Torna-se, assim, difícil o sangue conseguir realizar a sua função. A produção de glóbulos brancos anómalos é causada por uma mutação somática nas células que originam os glóbulos brancos. 66
  • 71. Cancro na Vida das Pessoas  Células normais: as células do sangue formam-se na medula óssea. A medula óssea é a substância mole que existe no interior dos ossos. As células do sangue, quando imaturas, chamam-se células estaminais. A maioria das células sanguíneas, amadurecem (maturam) na medula óssea e seguem, depois, para os vasos sanguíneos.  Células de Leucemia: nas pessoas com leucemia, a medula óssea produz glóbulos brancos anómalos. No início, as células de leucemia funcionam quase normalmente. Com o tempo, ultrapassam, em número, os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos e as plaquetas. Torna-se, assim, difícil o sangue conseguir realizar a sua função. Os principais tipos de leucemia:  Leucemia mielóide aguda: este é o tipo mais comum de leucemia, ocorre em crianças e adultos.  Leucemia mielóide crónica: este tipo de leucemia afecta principalmente os adultos. É associada a uma anomalia do cromossoma chamado de cromossoma Filadélfia, que cria um gene anormal chamada BCR-ABL. Este gene produz uma proteína anormal chamada tirosina quinase, que os médicos e pesquisadores acreditam ser a causa das células da leucemia 67
  • 72. Cancro na Vida das Pessoas crescerem e desenvolverem. Uma pessoa com esta leucemia pode ter poucos ou nenhuns sintomas durante meses ou anos antes de entrar na fase em que as células de leucemia crescem mais rapidamente.  Leucemia linfocítica aguda: este é o tipo mais comum de leucemia em crianças jovens.  Leucemia linfocítica crónica: surge geralmente em adultos e os sintomas podem estar ausentes por anos. É mais comum no povo judeu de origem russa ou do Leste Europeu.  Factores de risco Os principais factores de risco para o desenvolvimento da leucemia são:  Níveis muito elevados de radiação - pessoas expostas a níveis muito elevados de radiação, apresentam maior probabilidade de desenvolver leucemia.  Trabalhar com determinados químicos - a exposição a níveis elevados de benzeno, no local de trabalho, pode causar leucemia. Também o formaldeído é usado na indústria química, os 68
  • 73. Cancro na Vida das Pessoas trabalhadores expostos ao formaldeído, também podem ter um risco mais elevado de ter leucemia.  Quimioterapia - uma pessoa com cancro, tratada com determinados fármacos anti- cancerígenos, anos mais tarde pode vir a desenvolver leucemia. Por exemplo, a classe terapêutica anti-cancerígena dos agentes alquilantes, está associada ao Fig. 38 desenvolvimento secundário de leucemia, muitos anos depois do tratamento.  Síndrome de Down e outras doenças genéticas - algumas doenças genéticas, causadas por cromossomas anormais, podem aumentar o risco de leucemia.  Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1) - este vírus causa um tipo raro de leucemia linfocítica crónica, conhecida como leucemia das células T humanas. No entanto, a leucemia não é contagiosa.  Síndrome mielodisplásico - uma pessoa com esta doença do sangue, tem um risco elevado de desenvolver leucemia. 69
  • 74. Cancro na Vida das Pessoas  Sintomas Os principais sintomas da leucemia são:  Febres e suores nocturnos;  Infecções frequentes;  Sensação de fraqueza ou cansaço;  Dor de cabeça;  Sangrar e fazer nódoas negras (hematomas) facilmente: gengivas que sangram, manchas arroxeadas na pele, ou pequenas pintas vermelhas sob a pele; Fig. 39  Dor nos ossos e articulações;  Inchaço ou desconforto no abdómen (em consequência do aumento do baço);  Gânglios inchados, especialmente os do pescoço e das axilas;  Perda de peso; 70
  • 75. Cancro na Vida das Pessoas  Diagnóstico  Exame físico: o médico observa a pessoa, para verificar se existem alterações, por exemplo, dos gânglios linfáticos, do baço e do fígado.  Análises sanguíneas: o laboratório faz a contagem de células do sangue. A leucemia causa uma grande elevação da Fig. 40 contagem dos glóbulos brancos, ou diminuição dos mesmos. Também provoca níveis baixos de plaquetas e hemoglobina. Através da análise do sangue, no laboratório, também pode verificar-se se a leucemia afectou o fígado e os rins.  Biópsia: uma biópsia corresponde à remoção do tecido ósseo, para verificação da existência de células cancerígenas. O médico remove uma porção de medula óssea, do osso da bacia, a amostra é analisada ao microscópio, por um patologista. A biópsia é o único método seguro de saber se as células tumorais se encontram na medula óssea. 71
  • 76. Cancro na Vida das Pessoas  Citogenética: em laboratório, são feitas análises aos cromossomas de células colhidas de amostras de sangue periférico, de medula óssea ou de gânglios linfáticos.  Punção lombar: o médico remove algum líquido cefalo-raquidiano (líquido que preenche o espaço dentro e em redor do cérebro e da espinal medula). O procedimento é realizado com anestesia local. O líquido é analisado, num laboratório, para detecção de possíveis células tumorais ou outros sinais de patologias.  Radiografia ao tórax: os raios-X são importantes para avaliar indirectamente os pulmões e o coração.  Tratamento  Quimioterapia;  Imunoterapia;  Radioterapia;  Transplante de células estaminais. 72
  • 77. Cancro na Vida das Pessoas  Incidência A maioria dos casos aparecem em adultos e pessoas com mais de 60 anos, mas a leucemia linfóide aguda tem uma taxa crescente de crianças. Anualmente, cerca de 10000 casos em adultos são diagnosticados como leucemia mielóide aguda, 8000 são leucemia linfocítica crónica, 500 são de leucemia mielóide crônica e cerca de 3500 são formas de leucemia linfocítica aguda. Todos os tipos de leucemia são mais encontrados nos homens do que nas mulheres. 73
  • 78. Cancro na Vida das Pessoas Actividades desenvolvidas  Visita ao IPO No dia 20 de Janeiro de 2010, pelas 14 horas, fomos visitar o Instituto Português do Oncologia do Porto (IPOP). O nosso objectivo com esta visita era obtermos mais informações sobre o cancro, conhecer as instalações, o funcionamento, relação entre os profissionais e doentes. Fomos recebidos no Centro de Ensino e Formação por profissionais que nos encaminharam para ouvirmos uma palestra prestada pelas enfermeiras que nos acompanharam ao longo da visita. Antes de tudo, todos os grupos presentes na visita se apresentaram, referindo o nome do projecto que estavam a desenvolver e expondo algumas das actividades que se propunham a realizar ao longo do ano lectivo. Relativamente à palestra supra mencionada, as enfermeiras falaram sobre o cancro de uma forma geral em formato power point. Mencionaram os principais factores de risco, alguns sintomas, os tipos de tratamento existentes, os tipos de cancro mais frequentes e alertaram-nos para os comportamentos de risco que, principalmente os jovens, cometem nos dias que correm. Tais como o tabagismo e excessiva exposição solar. De seguida fomos conduzidos até ao Hospital de Dia para ficarmos a conhecer a sala onde os doentes fazem a quimioterapia. A profissional 74
  • 79. Cancro na Vida das Pessoas responsável por esta secção do IPO tirou todas as dúvidas que lhe foram dirigidas pelos grupos. Na sala onde é feita a quimioterapia, não pudemos interagir com nenhum doente, de maneira a que não fosse causado qualquer tipo de perturbação. Prosseguimos a visita para a zona onde é feita a radioterapia onde uma médica, responsável por fazer os moldes para cada doente, nos explicou como trabalha com todo o processo de moldagem. Vimos também todos os exames que são necessários para que se possa começar a realizar este tipo de tratamento e as respectivas máquinas para a radioterapia. Para finalizar a visita fomos ver o centro de investigação do IPO, onde uma técnica nos decifrou como decorre uma investigação de cada caso de cancro que aparece e a sua evolução. Durante esta visita tivemos oportunidade de realizar a entrevista a uma das enfermeiras que nos acompanhou. Fig. 41 75
  • 80. Cancro na Vida das Pessoas  Exposição No dia 4 de Fevereiro de 2010, Dia Mundial da Luta Contra o Cancro realizamos na biblioteca da escola, a exposição sobre os seis tipos de cancro que trabalhamos. Começamos por colocar de forma ordenada os cartazes nos locais mais chamativos, os panfletos de forma organizada numa mesa, espalhamos pelos seis blocos da escola cartazes do IPO com informação sobre o cancro, colocamos livros bastante interessantes e com imensas curiosidades sobre o tema e por fim um vídeo feito por nós que passou durante todo o dia. Esta exposição tinha como objectivo alertar e sensibilizar a comunidade escolar para esta doença que é cada vez mais comum nos dias de hoje, a comunidade escolar mostrou-se interessada na nossa exposição e no tema, principalmente funcionários e professores que elogiaram o nosso trabalho e o tema escolhido para projecto final de 12ºano, deste modo cumprimos mais um dos nossos objectivos. Fig. 42 Fig. 43 76
  • 81. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 44 Fig. 45 Fig. 46 Fig. 47 Fig. 48 Fig. 49 77
  • 82. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 51 Fig. 50 Fig. 52 Fig. 53 Fig. 55 Fig. 54 78
  • 83. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 57 Fig. 56 Fig. 58 Fig. 59 Fig. 60 79
  • 84. Cancro na Vida das Pessoas  Visita ao Hospital de Dia de Guimarães No dia 8 de Abril de 2010, pelas 9h e 30 min fomos visitar o Hospital de dia de Guimarães. Esta visita tinha como objectivos conhecer as instalações, conhecer o tipo de tratamento disponibilizado aos doentes e contactar com os funcionários directamente ligados aos serviços de Oncologia, para recolher informações sobre a forma como os mesmos lidam com os doentes. Fomos recebidos por uma enfermeira que nos guiou ate á sala de reuniões de oncologia onde esperamos ansiosamente pela Doutora Camila Coutinho, médica oncológica que nos iria acompanhar na visita e nos daria toda a informação que necessitávamos. Após a chegada da Doutora Camila Coutinho, esta acompanhou nos numa visita guiada ao piso de oncologia, onde visualizamos as salas de tratamento, depois da visita fomos novamente para a sala de reuniões onde fizemos uma entrevista á Doutora na qual esclarecemos bastantes dúvidas e adquirimos ainda mais informação sobre o tema: O Cancro. 80 Fig.61
  • 85. Cancro na Vida das Pessoas  Inquérito Somos um grupo de alunos do 12ºC e estamos a elaborar estes inquéritos no âmbito da disciplina de Área de Projecto, com o objectivo de avaliar os conhecimentos dos alunos da área de Ciências e Tecnologias do 11º ano, face ao tema: O Cancro. Idade: ___ F M 1. Para ti, o que significa a palavra cancro? _____________________________________________________________ ________________________________________________________________ ________________________________________________________________ 2. Que tipos de cancro conheces? Cancro da mama Cancro do colo do útero Cancro da próstata Cancro do cólon 81
  • 86. Cancro na Vida das Pessoas Cancro dos pulmões Leucemia Outros:_______________________________________________________ 3. Os factores de risco para esta doença, são: Idade Alimentação Falta de exercício físico Radiações Tabaco Antecedentes com a doença 4. As pessoas com cancro podem manifestar sintomas? Sim Não 4.1. Se sim, quais? _____________________________________________________________ _____________________________________________________________ 5. O cancro quando detectado tardiamente: 82
  • 87. Cancro na Vida das Pessoas É inofensivo Pode provocar a morte Pode causar desconforto 6. Que tipos de tratamentos conheces? Quimioterapia Radioterapia Hormonoterapia Imunoterapia Cirurgia 7. Achas que há formas de prevenir o aparecimento de cancro? Sim Não 7.1. Se sim, quais? _____________________________________________________________ 8. Que dúvidas gostarias de ver esclarecidas sobre o cancro? Causas Sinais e sintomas Formas de prevenção Diagnóstico 83
  • 88. Cancro na Vida das Pessoas Outras:_______________________________________________________  Tratamento de dados Este tratamento de dados destina-se à análise dos dados obtidos através das respostas aos inquéritos realizados aos alunos de seis turmas do 11º ano do curso de Ciências e Tecnologias, no âmbito da disciplina de Área de Projecto. Fig. 62 Gráfico representativo das idades dos inquiridos. Através da figura 1, podemos verificar que 2% dos inquiridos tinham 15 anos, 68% tinha 16 anos, 20% tinha 17 anos, 5% tinha 18 anos, 3% tinha 19 anos e 2% tinha 20 anos. 84
  • 89. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 63 Gráfico representativo dos tipos de cancro conhecidos pelos inquiridos do sexo feminino. Através da figura 2, podemos verificar que os tipos de cancro mais conhecidos pelas inquiridas são o cancro da mama, o cancro da próstata e o cancro do colo do útero, tendo estes uma percentagem de conhecimento de 100%. Quanto ao cancro dos pulmões há uma percentagem de conhecimento de, aproximadamente, 96.6%. A leucemia tem uma percentagem de conhecimento de 89.8% e o cancro do cólon é o menos conhecido pelas inquiridas, tenho este uma percentagem de conhecimento de 73%. 85
  • 90. Cancro na Vida das Pessoas Relativamente a outros tipos de cancro conhecidos, verificamos que conhecem também o cancro da pele, cancro do pâncreas, cancro do esófago, cancro do estômago, cancro da língua, cancro do fígado, cancro da bexiga, cancro da faringe. O mais enunciado pelas inquiridas foi, sem dúvida, o cancro da pele, com cerca de uma percentagem de 60%. Fig. 64 Gráfico representativo dos tipos de cancro conhecidos pelos inquiridos do sexo masculino. Através da figura 3, podemos verificar que os tipos de cancro mais conhecidos pelos inquiridos são o cancro da mama, o cancro do colo do útero e o cancro dos pulmões, tendo estes uma percentagem de conhecimento de 100%. Quanto ao cancro da próstata, tem uma percentagem de 98%, a leucemia apresenta uma percentagem de conhecimento de 86.7%. O cancro 86
  • 91. Cancro na Vida das Pessoas do cólon é o que apresenta menor percentagem de conhecimento (à semelhança do que acontece com as inquiridas), sendo esta de 80.4.%. Relativamente a outros tipos de cancro conhecidos, verificamos que conhecem também o cancro da pele, cancro do pâncreas, cancro do estômago, cancro da língua, cancro do fígado, cancro da bexiga, cancro dos testículos. O mais enunciado pelos inquiridos foi, sem dúvida, o cancro da pele, com cerca de uma percentagem de 70%. Fig. 65 Gráfico representativo dos factores de risco conhecidos pelos inquiridos do sexo feminino. Através da figura 4, podemos verificar que o tabaco e os antecedentes com a doença são os factores de risco mais conhecido pelas inquiridas, tendo estes uma percentagem de conhecimento de 96.6% e 98.3%, respectivamente. 87
  • 92. Cancro na Vida das Pessoas Quanto às radiações, podemos verificar que, aproximadamente, 77.9% das inquiridas conhece este factor de risco. A alimentação é considerada um factor de risco por, aproximadamente, 37.3% das inquiridas. Quanto à idade e falta de exercício são os factores de risco menos conhecidos, tendo estes uma percentagem de 20.3% e 16.9%, respectivamente. Fig. 66 Gráfico representativo dos factores de risco conhecidos pelos inquiridos do sexo masculino. 88
  • 93. Cancro na Vida das Pessoas Através da figura 5, podemos verificar que as radiações, o tabaco e os antecedentes com a doença são os factores de risco mais conhecidos pelos inquiridos, tendo estes uma percentagem de conhecimento de, respectivamente, 92%, 96% e 72.5%. Quanto à alimentação, podemos verificar que 45% dos inquiridos considera um factor de risco. A idade e a falta de exercício físico são os factores de risco menos conhecidos pelos inquiridos, com percentagens de conhecimento de, respectivamente, 35.5% e 31.4%. Fig. 67 Gráfico representativo acerca das opiniões dos inquiridos do sexo feminino quanto à possibilidade de manifestação de sintomas. Através da figura 6, podemos verificar que 88% das inquiridas são da opinião que as pessoas com cancro podem manifestar sintomas. No entanto 89
  • 94. Cancro na Vida das Pessoas 7% das inquiridas acham que não. Os restantes 5% não responderam a esta questão. Quanto aos sintomas, os mais conhecidos pelas inquiridas foram fadiga, falta de apetite, inchaços, tumores, dores do corpo, desmaios, má disposição, tonturas, hemorragias, queda de cabelo, emagrecimento repentino, envelhecimento precoce. Fig. 68 Gráfico representativo acerca das opiniões dos inquiridos do sexo masculino quanto à possibilidade de manifestação de sintomas. 90
  • 95. Cancro na Vida das Pessoas Através da figura 7, podemos verificar que 88% dos inquiridos são da opinião que as pessoas com cancro manifestam sintomas. Os restantes 12% não acham que essas pessoas manifestam sintomas. Quanto aos sintomas, os mais conhecidos pelos inquiridos foram emagrecimento, fadiga, dores no corpo, manchas na pele, queda de cabelo, aparecimento de tumores, inchaços, tosse, desmaios, cegueira, vómitos e Fig. 69 Gráfico representativo das respostas dos inquiridos do sexo feminino relativamente às respostas à pergunta “O cancro quando detectado tardiamente:”. tonturas. Através da figura 8 podemos constatar que, aproximadamente, 98.3% das inquiridas acha que o cancro pode provocar a morte. No entanto, 91
  • 96. Cancro na Vida das Pessoas aproximadamente, 1.7% é da opinião que o cancro quando detectado tardiamente é inofensivo. Os restantes são da opinião que o cancro apenas Fig. 70 Gráfico representativo das respostas dos inquiridos do sexo masculino relativamente às respostas à pergunta “O cancro quando detectado tardiamente:”. pode causar desconforto. Através da figura 9, podemos verificar que 100% dos inquiridos consideram que detectar o cancro tardiamente pode provocar a morte. Destes inquiridos, 5% considera também que pode causar desconforto. Nenhum destes considera que seja inofensivo. 92
  • 97. Cancro na Vida das Pessoas Fig.71 Gráfico representativo dos tipos de tratamentos conhecidos pelos inquiridos do sexo feminino. Através da análise da figura 10, podemos concluir que 100% das inquiridas conhece a quimioterapia como um tratamento para esta doença. A cirurgia e a radioterapia têm uma percentagem de conhecimento de 81.3% e 69.5%, respectivamente. No entanto, a hormonoterapia e a imunoterapia são os menos conhecidos com 6.8% e 15.2%, respectivamente. 93
  • 98. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 72 Gráfico representativo dos tipos de tratamentos conhecidos pelos inquiridos do sexo masculino. Através da análise da figura 11, podemos concluir que 100% dos inquiridos conhece a quimioterapia como um tratamento para esta doença. A cirurgia e a radioterapia têm uma percentagem de conhecimento de 74.5% e 52.9%, respectivamente. No entanto, a hormonoterapia e a imunoterapia são os menos conhecidos com 7.8% e 9.8%, respectivamente. 94
  • 99. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 73 Gráfico representativo das opiniões dos inquiridos do sexo feminino acerca da existência de formas de prevenção no aparecimento do cancro. Através da figura 12, podemos apurar que 69% das inquiridas acha que existem formas de prevenção no aparecimento do cancro. 29% é da opinião que não há formas de prevenir o aparecimento desta doença e os restantes 2% não respondeu. Quanto às formas de prevenção indicadas pelas inquiridas foram: realizar exames frequentes, não fumar, tomar vacinas, ter uma alimentação saudável, ter cuidado com as radiações solares. 95
  • 100. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 74 Gráfico representativo das opiniões dos inquiridos do sexo masculino acerca da existência de formas de prevenção no aparecimento do cancro. Através da figura 13, podemos constatar que 71% dos inquiridos acha que há formas de prevenir o aparecimento do cancro. E os restantes 29% são da opinião que não existem formas de prevenção no aparecimento desta doença. Quanto às formas de prevenção indicadas pelos inquiridos foram: realizar exames de rotina, evitar comportamentos de risco, fazer exercício físico, ter uma alimentação saudável, não fumar, tomar vacinas, evitar exposição aos sol nas horas de maior calor, não ingerir bebidas alcoólicas. 96
  • 101. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 75 Gráfico representativo das dúvidas que os inquiridos do sexo feminino gostariam de ver esclarecidas relativamente ao cancro. Através da figura 14, podemos concluir que 74.6% das inquiridas gostaria de ser esclarecidas relativamente às formas de prevenção da doença. 72.3% gostaria de ver esclarecidos os sinais e sintomas e 64.4% gostariam que fossem as causas. Quanto ao diagnóstico, 59.3% das inquiridas gostaria de ver esclarecido este assunto. 3,4% não apresenta quaisquer questões que queiram ver esclarecidas. Nenhuma das inquiridas referiu outros assuntos face a esta doença, para serem esclarecidos. 97
  • 102. Cancro na Vida das Pessoas Fig. 76 Gráfico representativo das dúvidas que os inquiridos do sexo masculino gostariam de ver esclarecidas relativamente ao cancro. Através da figura 15, podemos concluir que 82.4% dos inquiridos gostaria de ser esclarecidas relativamente às formas de prevenção da doença. 72.5% gostaria de ver esclarecidos os sinais e sintomas e 70.6% gostaria que fossem as causas. Quanto ao diagnóstico, 41.2% dos inquiridos gostaria de ver esclarecido este assunto. 5.9% não apresenta quaisquer questões que queiram ver esclarecidas. Apenas dois inquiridos gostariam de ver esclarecidos os comportamentos dos doentes após a notícia dada pelo médico acerca da sua doença e os diferentes tratamentos existentes. Pergunta 1: Quanto às opiniões dos inquiridos relativamente ao que significa a palavra cancro, 60% acha que é uma doença, 17% dizem que é uma doença que pode levar á morte e os restantes 23% não responderam. 98
  • 103. Cancro na Vida das Pessoas Conclusão Através da análise dos dados concluímos que o nível de conhecimentos que os inquiridos possuem é razoável. Relativamente aos sintomas, verificamos que há alguma confusão entre estes e os efeitos secundários que os tratamentos acarretam. Há inquiridos que ainda brincam muito com este assunto, com respostas menos apropriadas. E a maior parte é da opinião que esta doença equivale à morte. Por estas razões, vamos tentar elucidar a comunidade escolar quanto a essas dúvidas. 99
  • 104. Cancro na Vida das Pessoas  Entrevista a doente oncológico Somos o grupo 1 de área de projecto do 12ºC. Esta entrevista foi realizada a um doente oncológico. 1. Qual foi o tipo de cancro que lhe foi diagnosticado? Cancro da mama. 2. Há quanto tempo lhe foi diagnosticado o referido cancro? Há 8 meses. 3. Como detectou a doença? Através do auto-exame da mama realizado pela minha ginecologista e posterior extracção e análise do tumor. 4. De que forma, o momento em que descobriu a doença mudou a sua vida? Mudou a minha vida toda. Tive que parar de trabalhar e mudar muitos hábitos da minha vida para começar uma nova etapa e dedicar-me apenas a ultrapassar esta doença. 100
  • 105. Cancro na Vida das Pessoas 5. Em alguma ocasião teve de procurar apoio, ou foi-lhe concebido apoio imediatamente? Tive logo apoio da minha família e do médico que me seguiu. 6. Recebeu algum tipo de apoio psicológico? Não. 7. Considera que foi bem informada pelos médicos sobre todo o tratamento? Fui sempre muito bem acompanhada e esclareceram-me todas as dúvidas. 8. Quanto tempo demorou a iniciar os tratamentos depois do diagnóstico? Realizei uma mastectomia radical após 10 dias me terem diagnosticado a doença. Os restantes tratamentos vieram passado um mês da cirurgia. 9. A que tipo de tratamentos foi sujeita? Cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonoterapia. 10. Qual a fase dos tratamentos que mais lhe custou realizar? Quimioterapia, sem dúvida. 11. Sentiu-se sempre bem tratada? 101
  • 106. Cancro na Vida das Pessoas Sim. 12. Considera que os serviços prestados pelos profissionais e os respectivos meios para o tratamento poderiam ser melhores? Não tenho quaisquer tipos de queixas sobre isso. 13. Quais os cuidados que tem de ter daqui para a frente? Muita vigilância, acima de tudo. Mas não posso fazer muitos esforços do lado a que fui submetida à cirurgia, fazer exercício físico todos os dias, não usar roupas com fibras, não usar desodorizantes, não fazer depilação nas axilas com cera, máquina depiladora ou a laser. 14. Onde foi buscar força para ultrapassar todos os momentos difíceis? À minha família, principalmente às minhas filhas. 15. Considera que falar com outras pessoas que se encontram numa situação semelhante à sua, conforta-a? Conforta-me e conforto também as outras pessoas. Ajuda-nos a perceber melhor a nossa doença e fazer com que as pessoas não tenham medo de falar sobre isso. Tem que deixar de ser um assunto tabu. 16. Deixe uma mensagem de apoio a outros doentes. Nunca desistir porque vale sempre apena o sofrimento para lutar pela vida. 102
  • 107. Cancro na Vida das Pessoas  Entrevista a familiar de doente oncológico Somos o grupo 1 de área de projecto do 12ºC. Esta entrevista foi realizada ao familiar de um doente oncológico. 1. Qual o seu grau de parentesco com o doente? 1º grau. 2. Como reagiu à notícia da doença do seu familiar? Ninguém da família reagiu bem. Acho que ninguém está à espera de uma notícia dessas quando se trata de uma pessoa que nos é muito querida. Porque, infelizmente, a maioria das pessoas têm esta doença como o sinónimo de morte. É claro que não é uma coisa boa, mas também não podemos associar logo a morte. Aliás, o papel da família é apoiar o doente e nunca fraquejar em frente dele, muitas vezes temos que ter força para nós e para eles. 3. Foi fácil à aceitação da doença por parte dos familiares e amigos? Como devem imaginar, nunca é fácil aceitar uma doença como esta. Mas todos temos que acabar por aceitar. 103
  • 108. Cancro na Vida das Pessoas 4. De que maneira deu força ao doente? Nunca estar triste à beira dela, brincar com ela para que vejamos um sorriso, distraí-la para que esqueça um bocado tudo o que está a passar. 5. O que mudou no seu dia-a-dia, devido à doença do seu familiar? Apenas comecei a passar mais tempo com a minha mãe e fazer as tarefas de casa que ela não pode fazer. 6. A doença influenciou a sua relação com o doente? Sim. 7. Se sim, de que forma? Como passo mais tempo com a minha mãe, acabei por me aproximar muito mais dela, desabafando com ela sobre coisas que antes não me imaginaria a desabafar, passo a maior parte do tempo com ela. Se calhar porque o medo de a poder perder falou mais alto que o resto das outras coisas, acabei por dar mais importância ao que ela fez e faz por mim. Ou seja, a relação que agora tenho com a minha mãe é muito melhor o que tinha antes. 104
  • 109. Cancro na Vida das Pessoas  Entrevista a médico oncológico Somos o grupo 1 de área de projecto do 12ºC. Esta entrevista realizou-se a uma médica oncológica, Dr.ª Camila Coutinho. 1. Porque escolheu oncologia para o seu futuro? Quando fui para medicina, na realidade, não me ocorria trabalhar neste tipo de patologia. Depois, durante o percurso do internato, trabalhei com um oncologista, o Dr. Rui Nabiço, um médico de Braga, e acho que gostei do tipo de doentes, do trabalho que fazíamos com eles e fui um bocadinho no escuro porque nós durante o curso não temos muito contacto e a especialidade de oncologia é uma especialidade muito arrepiante, portanto nós não sabemos muito bem como era a nossa vida como oncologistas, era difícil na altura perspectivar isso. Mas senti que era por ali, não tive grandes dúvidas em escolher esta especialidade. Acho que é uma especialidade em que nós damos muito mas também recebemos imenso, é muito gratificante trabalhar em oncologia. E passados estes anos, acho que não me arrependo de todo, acho que o curso de medicina e a vida de médico é uma vida complicada. 105
  • 110. Cancro na Vida das Pessoas 2. Gosta de profissão que exerce? Gosto muito. 3. Há quanto tempo exerce a sua profissão? Mais ou menos há 7 ou 8 anos que sou oncologista. Tive o internato que são 5 anos e já estou há cerca de 7 anos a exercer oncologia. 4. Como é lidar com doentes estando a doença num estado avançado? É assim, é um dar e receber. Nós damos aquilo que podemos em termos de melhorar a qualidade de vida do doente, mas depois também recebemos muito dos doentes porque os doentes ensinam-nos imenso. A forma como lidam com a doença na fase terminal, muitas vezes até são um exemplo para nós. Acho que crescemos com os exemplos que os doentes nos dão. É uma fase difícil e alguns deles vão mesmo abaixo. Muitas vezes temos com os doentes uma ligação forte porque contactamos muito com o doente, sistematicamente, e depois também é um bocadinho difícil essa fase para nós. Mas já estamos habituados e entendemos que é um processo natural, que é a lei da vida, portanto tentamos dar o máximo. O nosso objectivo não é curar os doentes, é dar o melhor que conseguirmos naquela fase da doença e se conseguirmos chegar a esse objectivo, a esse limite que nos impomos ficamos bem connosco porque fizemos o máximo possível naquela fase. Não podemos fazer coisas que não são possíveis. 106
  • 111. Cancro na Vida das Pessoas 5. Quando sabe o que realmente o doente tem, como se prepara para poder contar ao doente e familiares? Habitualmente, essa fase, não sou eu que faço. Normalmente, não dou eu essa má notícia. São os cirurgiões que fazem as biopsias, depois têm que dizer o resultado das biopsias. A maior parte das vezes, quando os doentes chegam aqui às consultas já sabem que têm a doença. De qualquer forma, os doentes andam sempre em vigilância e quando andam em tratamentos e corre mal, temos que dar a notícia de que a doença agravou, o tratamento não está a resultar. Tenho muitas más notícias para dar, infelizmente, ao longo dos dias. Mas também boas. E aquilo que costumo fazer é: os doentes vão questionando sobre como é que as coisas estão a correr e eu vou dando as notícias à medida que os doentes querem saber o que se passa com eles e também, na minha perspectiva se o doente está capaz de conseguir ouvir a verdade. A verdade é muito relativa, muitas vezes nem a sei. Muitos doentes perguntam quantos meses de vida têm, eu não sei a maior parte das vezes, fazemos apenas uma perspectiva. É um período variável. 6. Acha que o tempo é uma variável importante para a comunicação entre o médico e o seu paciente? Na altura em que eu fiz o curso, não tivemos abordagem sobre a comunicação com os doentes e era muito importante. Portanto, tecnicamente podemos ser fantásticos e na comunicação falharmos muito. Se o objectivo é o doente ficar bem, física e psicologicamente, podemos dar-lhe a melhor medicação e o doente não ficar bem. Há técnicas de comunicação e isso 107
  • 112. Cancro na Vida das Pessoas depende do que nós somos. Há erros graves de comunicação que depois são muito importantes para o decorrer da forma como o doente aceita a doença e evolui durante o processo de tratamento. 7. A Dra. possui alguma técnica para comunicar um diagnóstico e explicar o tratamento para o seu paciente? Não podemos usar sempre a mesma técnica porque as situações são sempre diferentes e as pessoas são completamente diferentes a nível de cultural, a forma como aceitam as coisas. Muitas vezes nós não podemos dizer na primeira consulta muita coisa, temos que perceber primeiro quem é que está do outro lado para depois entender até onde podemos ir. Agora, há uma série de regras como dizer sempre a verdade, ter disponibilidade, estar num sítio calmo, não ser interrompido. 8. No geral, como são as reacções dos seus pacientes? Temos cá de tudo, há pessoas que ficam deprimidas, perdem a auto- estima, mas depois acabam por dar a volta, a recomeçar todo um processo de luta, alguma esperança de melhorar. Podemos é tentar dar a má notícia de uma melhor forma. Obviamente que os doentes ficam tristes, alguns choram, há doentes que se nota perfeitamente que desistem, depois há aqueles que têm uma capacidade incrível e que surpreendem. 108
  • 113. Cancro na Vida das Pessoas 9. Há doentes que, quando chegam cá, sabem perfeitamente o que lhes pode acontecer? Existem muitos casos desses? Tenho muitos casos de doentes absolutamente conscientes do tempo de vida que têm. Aliás, há muitos doentes que chegam aqui e dizem que outros médicos lhe deram um certo tempo de vida e vêm saber uma outra opinião. Agora há muita informação, os doentes têm internet embora muitos não queiram ir lá sequer, preferem não estar a par das coisas. 10. A família recebe algum tipo de orientação para falar sobre a doença com o doente? Nós temos cá psicólogos para acompanharem os doentes e os familiares. Mas há muitas pessoas que não querem ir porque acham que só vai quem está maluco e acham que o psicólogo não é quem lhes vai tirar o problema que eles têm. Há muitas técnicas na área de oncologia e nós temos cá um grupo onde os doentes são seguidos. 109
  • 114. Cancro na Vida das Pessoas Glossário Adenoma: tumor benigno, constituído por tecido glandular. Aguda: situação clínica ou doença que surge subitamente e de curta duração. Analgésico: medicamento ou fármaco utilizado para o alívio de dor. Anemia: afecção em que o organismo não produz uma quantidade suficiente de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina, tendo como resultado a diminuição da capacidade de transporte de oxigénio para os tecidos. Entre os sintomas contam-se a palidez, o cansaço e as palpitações. Anorexia: alteração física ou psicológica caracterizada pela perda de apetite. Anticorpos: proteínas especiais produzidas pelas células do sistema imunitário que cooperam no combate a infecções. Antiemético: medicamento utilizado para prevenir ou tratar as náuseas e os vómitos. Antifúgico: medicamento utilizado no tratamento de infecções causadas por fungos. 110
  • 115. Cancro na Vida das Pessoas Apoptose: processo normal que conduz á morte programada das células. Arritmia: irregularidade mais ou menos persistente do ritmo cardíaco. Biópsia: intervenção cirúrgica destinada á colheita de um fragmento de tecido. O tecido é posteriormente examinado ao microscópio para a identificação da sua natureza benigna ou maligna. o Biópsia por punção: o médico utiliza um dispositivo oco e afiado para retirar pequenas quantidades de tecido cervical. o LEEP: o médico utiliza um fio eléctrico com laço para cortar uma porção fina e arredondada de tecido. o Curetagem endocervical: o médico utiliza uma cureta (pequeno instrumento em forma de colher) para raspar uma pequena amostra de tecido do canal cervical. Pode utilizar-se uma escova fina e macia em vez da cureta. o Biópsia em cone: o médico recolhe uma amostra de tecido em forma de cone. A biópsia em cone, ou conização, permite ao patologista observar se existem células anómalas no tecido abaixo da superfície do colo do útero. Este exame pode ser feito no hospital mediante anestesia geral. A biópsia em cone pode ainda ser utilizada para remover uma zona pré-cancerígena. 111
  • 116. Cancro na Vida das Pessoas Bioterapia: tipo de tratamento que estimula o sistema imunitário ou utiliza anticorpos ou outros meios para combater as doenças malignas. Broncoscopia: exame dos brônquios e das suas ramificações por meio da introdução, por via oral ou nasal, de um tubo fino, flexível e munido de um dispositivo de iluminação, que permite ver e biopsiar o interior dos brônquios, aplicar próteses, etc. Carcinoma: tumor maligno desenvolvido a partir de células epiteliais, ou seja as células que revestem os órgãos em contacto com o meio externo. Carcinogénico: cancerígeno. Cápsides: é a casca de uma proteína do vírus. Células estaminais: células progenitoras ou células-mãe capazes de se auto- regenerar e de regenerar os tecidos; Na medula óssea dão origem a todas as células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). Clister ou enema: são nomenclaturas que designam a introdução de líquido no ânus para lavagem, purgação ou administração de medicamentos. 112
  • 117. Cancro na Vida das Pessoas Colonoscopia: exame realizado através da introdução de um tubo fino, flexível e munido de um dispositivo de iluminação por via rectal, até ao cólon. Permite a visualização deste órgão para identificação de tumores, pólidos, etc. Colposcopia: exame á vagina e ao colo do útero, para visualização directa, com procedimentos semelhantes á colonoscopia, utilizado neste caso um dispositivo de acesso chamado colposcópio. Doença crónica: situação clínica que persiste ao longo do tempo (mais que dois ou três meses). Doença terminal: é a fase terminal da evolução de uma doença crónica e incurável, incluindo em geral os últimos seis meses de vida. Ecografia: exame efectuado com ultra-sons que permite observar e criar imagens de partes do organismo, nomeadamente da forma r da actividade de órgãos internos. Eczema: é uma lesão da pele decorrente de sua inflamação. 113
  • 118. Cancro na Vida das Pessoas Efeitos secundários: sinais ou sintomas resultantes de tratamentos de tratamentos, tais como a perda de cabelo, náuseas e os vómitos. Endometrio: é a membrana mucosa que reveste a parede uterina. Ensaio clínicos: Uma forma de experimentação de um tratamento, de um meio de diagnóstico ou de um dispositivo biológico. Consiste no estudo controlado dos efeitos de um fármaco novo ou no estudo comparativo de um tratamento inovador. Quando o tratamento administrado ao doente for escolhido por sorteio, designa-se por ensaio clínico aleatório. Os ensaios em que se emprega um placebo “iludindo” o doente e/ou o médico designam-se por ensaios com ocultação (ou dupla ocultação) ou ensaios cegos (ou duplamente cegos). Estádio ou Estado: sistema de classificação dos tumores, em função da sua extensão e da sua disseminação pelo organismo. Expectoração: secreções produzidas pelos brônquios. Fármacos: medicamento. 114
  • 119. Cancro na Vida das Pessoas Gânglios: estão espalhados pelo corpo inteiro em posições estratégicas para defendê-lo dos agentes agressores. Genoma: conjunto do património genético de um organismo. Glóbulos vermelhos: células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigénio pelo sangue a todo o organismo. Hemoglobina: proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigénio para as células do organismo. Hormonas: substâncias químicas, produzidas por diversas glândulas, que circulam no organismo, regulando e integrando o funcionamento dos tecidos e o crescimento e a reprodução do organismo. 115
  • 120. Cancro na Vida das Pessoas Imunoterapia: utiliza a capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário. Imunidade: sistema de identificação e de defesa do organismo contra doenças, infecções, moléculas ou tecidos estaminais. Leucemia: doença maligna dos glóbulos brancos do sangue. O organismo produz uma grande quantidade de células sanguíneas anormais por imaturidade ou por longevidade aumentada; Linfoma: doença maligna do sistema linfático caracterizada pela formação de “massas tumorais” nos gânglios ou nódulos linfáticos. 116
  • 121. Cancro na Vida das Pessoas Maligno: o mesmo que cancro ou neoplasia maligna. Tumor que tem a capacidade de invadir e destruir os tecidos adjacentes, dissiminando-se depois para outras partes do corpo. Mamografia: exame radiológico da mama. Marcadores tumorais: substâncias produzidas por algumas células cancerígenas. Podem estar presentes nos tecidos, no sangue ou na urina de doentes com cancro; Também podem ser produzidos em situações benignas, tal como nos processos inflamatórios. Mastectomia: excisão cirúrgica da mama. Medula óssea: tecido de consistência mole e esponjosa que preench a parte central do osso; Nele são formadas, amadurecem e proliferam as células sanguíneas antes de migrar para o sangue. Melanoma: doença maligna das células responsáveis pelo fabrico de pigmento na pele. Em geral, desenvolve-se a partir de um sinal que muda de tamanho, formato ou cor. Metastização: disseminação de um tumor maligno a partir do local onde se desenvolveu, para os gânglios linfáticos regionais e para os órgãos, incluíndo os mais distantes. 117
  • 122. Cancro na Vida das Pessoas Miométrico: é a camada média da parede uterina composta por células de músculo liso. Neoplasia: crescimento anormal de células. Dando origem a um tumor. Pode ser benigno, inicial ou localizado, ou maligno. Oncologia: estudo e tratamento das doenças malignas. Oncologista: médico especializado no tratamento de doenças malignas. Pólido ou Pólipo: Saliência de uma membrana mucosa. Os pólidos localizam- se ao nível do intestino, vesícula, etc. Prognóstico: previsão do risco evolutivo de uma doença. 118
  • 123. Cancro na Vida das Pessoas Quimioterapia: tipo de tratamento com fármacos citostáticos que destroem as células cancerígenas. Radiografia: método que utiliza níveis baixos de radiação para visualização dos ossos e de alguns órgãos internos. Radioterapia: tipo de tratamento oncológico que utiliza diferentes fontes de radiação. Receptores hormonais: são teste de laboratório solicitados pelo médico, caso o cancro seja diagnosticado durante a biopsia. Estes testes revelam se as hormonas podem ou não estimular o crescimento do cancro. Regressão: diminuição do volume e/ou massa celular do tumor. 119
  • 124. Cancro na Vida das Pessoas Resistência a fármacos: acontece quando os fármacos deixam de actuar e perdem a sua eficácia. Sistema linfático: é uma rede complexa de órgãos linfóides, linfonodos, ductos linfáticos, tecidos linfáticos, capilares linfáticos e vasos linfáticos que produzem e transportam o fluido linfático (linfa) dos tecidos para o sistema circulatório. Transplante de medula óssea: administração de uma quantidade extra de células normais de medula óssea para a reconstituição da medula após o tratamento com doses elevadas de quimioterapia. Tumores: massa de células em proliferação ou multiplicação. Podem ser benigno ou maligno. Ultrassonograma: Ver ecografia. 120
  • 125. Cancro na Vida das Pessoas Ulcera: é o nome genérico dado a quaisquer lesões superficiais em tecido cutâneo ou mucoso. Ulceração: Processo patológico que leva à formação de uma úlcera. 121
  • 126. Cancro na Vida das Pessoas Bibliografia http://saude.sapo.pt/ http://www.conhecersaude.com/ http://www.manualmerck.net/ http://portal.alert-online.com/ http://www.tecnet.pt/ http://www.pop.eu.com/ http://www.roche.pt/ http://esdjccg.prof2000.pt/a/042/al42-10.htm http://www.sppneumologia.pt/textos/?imc=51n81n http://www.portaldasaude.pt/ http://www.saojoaodedeus.pt/ http://www.min-saude.pt/ http://www.cancrodamama.com/ 122
  • 127. Cancro na Vida das Pessoas http://jovemcomcancrodamama.com/ Agradecimentos Para a realização deste trabalho, colaboraram connosco: Professora Deolinda Mendes; Professora Isabel Miguelote; Hospital Guimarães; Dr.ª Camila Coutinho; IPO – Porto; Enfermeiras IPO; Escola Secundária Felgueiras; Entrevistados; Obrigado pela colaboração. 123
  • 128. Cancro na Vida das Pessoas Conclusão Em suma, o projecto que desenvolvemos ao longo do ano foi concluído com êxito. Gostamos muito desta experiência em grupo que contribuiu de forma bastante positiva para nós, como pessoas. Esperamos que este livro seja útil e que cumpra o nosso objectivo inicial: sensibilizar e informar. A vida sempre foi complexa de explicar e complexa de realizar, certos problemas não se podem combater, mas muitos vale a pena lutar. Cancro vale a pena lutar, cancro tem cura! 124
  • 129. Cancro na Vida das Pessoas

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