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A InterfacEHS é uma Publicação Científica do Centro Universitário Senac que publica artigos científicos originais e inéditos, resenhas, relatos de estudos de caso, de experiências e de pesquisas em andamento na área de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente.

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  1. 1. www.interfacehs.sp.senac.br http://www.interfacehs.sp.senac.br/br/artigos.asp?ed=3&cod_artigo=51 ©Copyright, 2006. Todos os direitos são reservados.Será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade de indicação da propriedade dos seus direitos autorais pela INTERFACEHS, com a citação completa da fonte. Em caso de dúvidas, consulte a secretaria: interfacehs@interfacehs.com.br UMA PERSPECTIVA ECOSSISTÊMICA SOBRE A SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E DA SAÚDE 1 Carlos Machado de Freitas Pesquisador Titular; Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana Escola Nacional de Saúde Pública; Fundação Oswaldo Cruz carlosmf@ensp.fiocruz.br RESUMO Na passagem do século XX para o XXI emergem enfoques alternativos, como os ecossistêmicos, procurando integrar os aspectos socioeconômicos com os biofísicos na compreensão e busca de soluções dos problemas ambientais que, originados no nível local, apresentam impactos regionais e globais. Esses enfoques vêm procurando integrar perspectivas de longo, médio e curto prazo para os processos de degradação ambiental e ineqüidades sociais que, inerentes ao modelo de desenvolvimento econômico, tornaram-se intensivos e extensivos ao longo do século XX e ameaçam a sustentabilidade ambiental e de saúde, significando impactos sobre os humanos, outras espécies e os sistemas de suporte a vida. Essas transformações exigem não somente perspectivas sistêmicas para compreender o problemas, mas também o desafio de se formular estratégias focais e/ou globais para enfrentar os desafios colocados pelo modelo de desenvolvimento econômico das sociedades industriais. Palavras-chave: enfoques ecossistêmicos; sustentabilidade ambiental; sustentabilidade da saúde; desenvolvimento sustentável.
  2. 2. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas INTRODUÇÃO A escala, magnitude e incertezas que permeiam a atual crise ambiental demonstram como as atividades humanas vêm produzindo drásticas mudanças ambientais, nos níveis local e global, resultando em muitos e sérios problemas de saúde. Por sua própria natureza complexa, esses problemas requerem a busca de enfoques alternativos que integrem os aspectos socioeconômicos com os biofísicos na compreensão e busca de soluções (FREITAS et al., 2006). Na passagem do século XX para o XXI a necessidade de desenvolvimento desses enfoques alternativos intensificou-se, sendo expressivo desse processo o relatório do World Resources Institute (WRI, 2000) para o biênio 2000-2001. Esse relatório aponta a necessidade de adoção de um enfoque ecossistêmico que possibilite cientificamente reconhecer os “sistemas” nos ecossistemas de modo holístico e não setorial, orientado para a tomada de decisão e que tenha como pressupostos a capacidade de contribuir para: (1) reunião de informações diversas, que possibilitem demonstrar as interfaces entre bens e serviços dos vários ecossistemas que devem ser equilibradas com as metas ambientais, políticas, sociais e econômicas; (2) formulação de políticas públicas amplas e instituições mais efetivas para sua implementação; (3) participação do público na gestão dos ecossistemas, particularmente as comunidades locais. Em 2001, as Nações Unidas lançam o Millennium Ecosystem Assessment (MEA, 2005), um programa de quatro anos concebido para responder às necessidades de informações científicas sobre a relação entre mudanças nos ecossistemas e bem-estar humano para os tomadores de decisões políticas. Seus resultados foram divulgados em março de 2005 e apontam para uma situação de rápida e extensiva transformação nos ecossistemas, resultando na degradação de aproximadamente 60 por cento dos serviços dos ecossistemas (águas, ar, clima etc.), com aumento das chances de mudanças nãolineares, abruptas e irreversíveis, ocasionando importantes conseqüências para os humanos (doenças emergentes, alterações abruptas da qualidade da água, colapso na provisão de alimentos, mudanças no clima regional e global etc.) e afetando de modo desproporcional as populações mais pobres, contribuindo para crescentes iniqüidades e constituindo-se também em fator na origem da pobreza e de conflitos sociais. O objetivo deste artigo é, a partir de uma perspectiva ecossistêmica, trazer elementos para o debate sobre a sustentabilidade para as questões ambientais e de saúde, o que não pode estar dissociado das questões sociais, econômicas e políticas. Para tanto tomaremos como eixo questões diretamente relacionadas a intensidade e amplitude das transformações que nossa civilização vem ocasionando aos ecossistemas, colocando em perigo a vida e a saúde das espécies, o que inclui os humanos, obrigandonos a refletir criticamente sobre os limites do atual modelo de desenvolvimento. O SÉCULO XX E SUAS INTENSAS E ESTENSAS TRANSFORMAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS A partir da Revolução Industrial, e particularmente no final do século XIX e ao longo do século XX, o crescimento e a expansão dos processos produtivos com a transformação de energias e materiais para a produção de matérias-primas e bens de ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  3. 3. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas consumo tornou-se gigantesco e foi acompanhado por um processo de crescimento e urbanização da população (FREITAS & PORTO, 2006). Parte do crescimento da economia global se encontra relacionada ao grande aumento da população mundial ao longo do século XX, passando de 1,5 bilhão em 1900 para mais de 6 bilhões em 2000 (MUSSER, 2005; COHEN, 2005). A urbanização da população tem suas origens na Revolução Industrial, iniciando os grandes fluxos migratórios para áreas urbanas, que propiciavam mão-de-obra abundante, a economia de escala e maior compartilhamento no uso de recursos, infra-estrutura e oportunidades de produção e comercialização. Se no início do século XX cerca de 13 por cento da população mundial vivia em áreas urbanas, na atualidade essa parcela chega a 50 por cento globalmente, e, na América Latina, América do Norte e Europa, ultrapassa 70 por cento (embora as áreas urbanas cubram apenas 2,4 por cento da superfície terrestre) (McNEILL, 2000; WRI, 2005). O crescimento da economia e da urbanização da população foi acompanhado de uma maior demanda nos serviços dos ecossistemas, para o consumo de água e energia, a produção de alimentos, fibras e madeiras, por exemplo. Concomitante ao processo de transição para uma economia industrializada ocorre uma crescente integração econômica entre setores e países, conduzindo ao processo denominado recentemente de globalização e representando maior pressão global sobre os ecossistemas e seus serviços (FREITAS & PORTO, 2006). Nesse processo, o rápido crescimento dos mercados globais veio acompanhado de crescentes ineqüidades sociais e econômicas no mundo, assim como da degradação ambiental, contribuindo para a emergência de problemas como o aquecimento global do planeta, a redução da camada de ozônio, a perda de biodiversidade, a depredação e poluição dos recursos naturais e o amplo processo de desflorestamento e desertificação, para citar alguns exemplos (FREITAS & PORTO, 2006). A globalização da degradação ambiental e das ineqüidades sociais coloca em xeque duas dimensões igualmente importantes e interdependentes que estão na base da definição original de desenvolvimento sustentável. Ameaça tanto o acesso aos recursos naturais e a um ambiente saudável, como a eqüidade na distribuição de renda e bens de modo a satisfazer as necessidades das gerações presentes e futuras (BORGHESI & VERCELLI, 2003). Assim, ainda que a transição para uma sociedade industrial e o processo de globalização tenham resultado em um crescimento da economia e no aumento da renda per capita, ameaçam a sustentabilidade ambiental do planeta, com conseqüências para a saúde e o bem-estar das populações (FREITAS & PORTO, 2006). No período entre 1890 e 1990, conforme pode se verificar no Quadro 1, a economia mundial cresceu 14 vezes, a produção industrial 40 vezes, o uso de energia 16 vezes e a produção de carvão 7 vezes. Ao longo do século XX, as transformações econômicas foram intensas e as atividades econômicas per capita cresceram aproximadamente 4,5 vezes, e somente no período entre 1960 e 2000 a economia global cresceu mais de 6 vezes (MEA, 2005). O processo de industrialização e o desenvolvimento da economia global baseiamse em uma lógica em que o crescimento de curto prazo se sobrepõe ao crescimento de longo prazo, afetando os ecossistemas e degradando o capital natural (serviços oferecidos pelos ecossistemas). Esta lógica é estimulada e favorecida pelo fato de as contas nacionais não registrarem explicitamente os custos ambientais desse crescimento da economia global, já que o principal indicador, como o PIB, trata o incremento quantitativo da economia (crescimento) como sinônimo de melhoria qualitativa (desenvolvimento) (BELLEN, 2005). Esse crescimento econômico não teve como objetivo a melhoria qualitativa da vida de bilhões de humanos que ficaram à margem desse processo iníquo. Em 1981 havia 1,5 ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  4. 4. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas bilhão de humanos vivendo em extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia); ocorrendo uma diminuição, chegamos a 1,1 bilhão em 2001. Essa redução foi maior no Leste da Ásia (passou de 796 milhões para 271 milhões no período), menor no Sul da Ásia (passou de 475 milhões para 431 milhões no período) e inexistente na América Latina e Caribe, única região que registrou um aumento no número absoluto de humanos vivendo em extrema pobreza, passando de 36 milhões em 1981 para 50 milhões em 2001. Por outro lado, embora tenha se reduzido o número de humanos na extrema pobreza (menos de 1 dólar por dia), cresceu, entre 1990 e 2001, o número daqueles que viviam com menos de 2 dólares por dia, passando de 2,655 bilhões para 2,763 bilhões. (POLAK, 2005; SACHS, 2005). Assim, o PIB, principal indicador da riqueza de um país, mede apenas o fluxo de caixa resultante da atividade econômica em geral (o valor anual de mercado de bens e serviços finais em um país, somadas todas as exportações e subtraídas as importações), não sendo um balancete, com ativos e passivos. Assim, ignora os impactos sobre os ecossistemas e a degradação do capital natural (serviços oferecidos pelos ecossistemas), mesmo que signifiquem a eliminação de um ativo (o desmatamento de uma floresta que pode significar fonte de renda no longo prazo para milhares de trabalhadores). Ao mesmo tempo o PIB não mede a renda, nem o bem-estar da população de um país. A concentração de renda, os gastos com as conseqüências negativas dos processos produtivos (incluindo os gastos com atenção à saúde de trabalhadores doentes e acidentados no processo produtivo) e a perda do bem-estar resultante da degradação ambiental são positivamente computados (DALY, 2005). No último século, e particularmente nos últimos 50 anos, os humanos mudaram globalmente os ecossistemas mais rapidamente e extensivamente do que em qualquer outro período da história. Esse processo resulta da crescente demanda de provisão de serviços dos ecossistemas associada ao processo de industrialização e crescimento da economia global. Assim, serviços materiais (provisão, regulação e suporte) e nãomateriais (culturais e religiosos) dos ecossistemas vêm crescentemente sendo degradados ou utilizados de modo insustentável. De acordo com os resultados do MEA (2005), aproximadamente 60 por cento (15 dos 24 serviços de ecossistemas identificados) estão sendo degradados, o que inclui serviços de provisão (águas e alimentos) e de regulação (controle da qualidade do ar e das águas, do clima regional ou local, dos desastres naturais e pestes), conforme pode se verificar no Quadro 2. Uma das mais significativas mudanças na estrutura dos ecossistemas foi a transformação de aproximadamente 1/4 da superfície do planeta em sistemas cultivados. Esse processo tem início nos séculos XVIII e XIX, mas se intensifica a partir da Segunda Guerra Mundial. O resultado é que na atualidade, mais de 1,2 bilhão de hectares de terra com cobertura vegetal (uma área tão grande quanto China e Índia juntas) foram significativamente degradados. Espera-se que nos próximos 50 anos a demanda por grãos cresça entre 70 e 85 por cento, com conseqüentes impactos na demanda por água crescendo entre 30 e 85 por cento, já que 70 por cento desta é utilizada na agricultura. Isso significa que a conversão de áreas de cobertura florestal em áreas agrícolas tende a continuar, com projeção de que até 2050 entre 10 e 20 por cento ocorram primariamente nos países em desenvolvimento. Dois aspectos devem ser observados nesse processo. Primeiro, a segurança alimentar não será alcançada e a má nutrição não será erradicada, agravando-se em algumas regiões, a despeito do crescimento no suprimento de alimentos e na diversificação da dieta. Segundo, esse processo de conversão de áreas de florestas em áreas de agricultura, com conseqüente degradação ambiental, acabará por comprometer a própria expansão dos serviços de provisão e produção de alimentos (WRI, 1992; POLAK, 2005; MEA, 2005). ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  5. 5. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas Em relação ao primeiro aspecto (segurança alimentar), apesar do aumento da produção per capita de alimentos nos últimos 40 anos, estima-se que 865 milhões de pessoas estavam subnutridas entre 2000-2002, 32 milhões além do encontrado no período 1995-1997, concentrando-se em áreas como o Sul da Ásia e a África Subsaariana, regiões onde o aumento da produção de alimentos per capita foi menor. Entre os que passam fome no mundo, 50 por cento são pequenos proprietários rurais, 20 por cento camponeses sem terra e 10 por cento pastores, pescadores e povos das florestas. Os outros 20 por cento são pobres urbanos. A Revolução Verde foi projetada para elevar o fornecimento de alimentos e não para erradicar a pobreza ou a fome (POLAK, 2005; MEA, 2005). Em relação ao segundo aspecto (degradação ambiental), a expansão dos sistemas cultivados vem contribuindo para transformar a estrutura (habitats e espécies presentes em uma localidade particular) e os processos dos ecossistemas, incluindo os ciclos bio-geoquímicos, como os do fósforo, do nitrogênio e das águas. Como a capacidade dos ecossistemas em prover serviços deriva diretamente da operação desses ciclos naturais relacionados aos serviços de suporte dos ecossistemas, seu comprometimento acaba por ameaçar a sustentabilidade ambiental e da saúde (PIMM & JENKINS, 2005; MEA, 2005). Em relação ao ciclo do fósforo, de 1960 a 1990 o uso de fertilizantes fosforados e a taxa de acumulação de fósforo nos solos agrícolas cresceu cerca de 3 vezes, contribuindo para que o fluxo corrente de fósforo nos oceanos seja o triplo das taxas basais. Mesmo com o declínio no uso nos últimos anos, o fósforo apresenta grande persistência ambiental, podendo permanecer no solo por décadas (MEA, 2005). Em relação ao ciclo do nitrogênio, a quantidade de nitrogênio reativo ou biologicamente disponível, criado pelas atividades humanas, cresceu cerca de 9 vezes entre 1890 e 1990. A maior parte desse crescimento ocorreu na segunda metade do século XX, associado ao crescente uso de fertilizantes. Em relação aos fluxos de nitrogênios reativos (disponíveis biologicamente), as atividades humanas contribuíram para que dobrasse a taxa de criação de nitrogênio na superfície dos solos da terra, e mais da metade de todos os fertilizantes nitrogenados sintéticos (manufaturado pela primeira vez em 1913) têm sido utilizados desde 1985. O fluxo do nitrogênio reativo nos continentes tende a crescer em mais 2/3 até 2050, com a maior parte ocorrendo nos países em desenvolvimento, onde haverá expansão da área agrícola. Entre as conseqüências ambientais e as relacionadas à saúde humana resultantes desse processo destacamos: eutroficação das águas doces e costeiras; acidificação das águas doces e dos ecossistemas terrestres; perda de biodiversidade; perda de produtividade agrícola; destruição do ozônio na estratosfera; aumento na incidência de câncer de pele, cataratas e possíveis interferências no funcionamento do sistema imune, além de asmas, alergias, doenças pulmonares e cardíacas (MEA, 2005). Em relação ao ciclo das águas, a utilização de rios e lagos para irrigação ou uso urbano e industrial dobrou entre 1960 e 2000, e aproximadamente 70 por cento dessa água é utilizada na agricultura. Ao mesmo tempo em que os sistemas cultivados demandam grande quantidade de água (por exemplo, para se cultivar 1 quilo de grãos, são gastos quase mil litros de água), a ampliação de sua área a partir da conversão de áreas de cobertura vegetal compromete a própria disponibilidade de água no planeta, uma vez que os sistemas florestais se encontram associados com a regulação de aproximadamente 57 por cento do total das águas disponíveis para consumo (MEA, 2005; POLAK, 2005). Além disso, o uso de fertilizantes na agricultura compromete a qualidade da água, afetando cerca de 5 bilhões de humanos que vivem próximo aos sistemas cultivados (MEA, 2005). ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  6. 6. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas Associado as atividades agrícolas e a produção de energia, a construção de grandes reservatórios de águas tem dobrado ou triplicado o tempo de residência da água dos rios (o tempo médio que as águas demoram para alcançar os oceanos). Considerando que entre 1960 e 2000 a capacidade de armazenamento de reservatórios quadruplicou e a capacidade das hidrelétricas dobrou, estima-se que a quantidade de água armazenada em grandes represas seja de três a seis vezes a quantidade que flui naturalmente nos rios naturais (excluindo-se lagos naturais). A construção de represas e outras estruturas ao longo dos rios tem afetado o fluxo em 60 por cento dos sistemas de grandes rios no mundo, reduzindo o fluxo em alguns destes, como o Nilo, o Amarelo e o Colorado, de modo que não fluem mais do mesmo modo para os oceanos (MEA, 2005). Por um lado, assiste-se à depredação de aqüíferos e à poluição de águas subterrâneas e superficiais, acoplada ao consumo global de água, que excede as taxas de suprimento de longo prazo. Por outro lado, as grandes represas e outras estruturas ao longo dos rios, também utilizadas para irrigação nas atividades agrícolas, vêm alterando significativamente o ciclo das águas. Ambos os processos vêm ameaçando a disponibilidade futura de água doce para as atividades econômicas de produção de alimentos e para o consumo humano, agravando ainda mais a escassez de água que atualmente afeta de 1 a 2 bilhões de humanos no mundo (MEA, 2005). O amplo e intenso processo de conversão de áreas de florestas para propiciar aos ecossistemas oferecerem serviços de provisão, como agricultura e criação de gado, vem representando conseqüências sobre a capacidade nos serviços de provisão de água e genéticos (biodiversidade), bem como nos de regulação de ecossistemas, como a capacidade de regular a qualidade do ar, o clima, o ciclo das águas, a erosão, doenças e pragas, os perigos naturais, a purificação das águas e o tratamento de resíduos (MEA, 2005). Entre os serviços de provisão, chamamos a atenção para o fato de que a distribuição das espécies na terra está se tornando cada vez mais homogênea, significando que as diferenças entre o conjunto de espécies em uma localidade do planeta e o conjunto de outra localidade estão, na média, diminuindo. Dois fatores vêm contribuindo para essa tendência. O primeiro é a extinção de espécies em determinadas regiões. A segunda é a taxa de invasão ou introdução de espécies alienígenas que vem se intensificando com o crescimento do comércio e aumento da velocidade dos transportes globalmente, eliminando ou diminuindo barreiras naturais. Ambos os fatores vêm resultando no declínio global da diversidade genética, sendo isso mais acentuado nas espécies cultivadas. Se por um lado as mudanças nos ecossistemas necessariamente afetam as suas espécies, não se pode desconsiderar que, por outro lado, tais alterações na composição das espécies afetam os processos dos ecossistemas (EPSTEIN, 1995; LOPES, 2004; PIMM & JENKINS, 2005). É crescente a demanda de manutenção da biodiversidade como fonte de materiais que podem ser comercializados, gerar divisas econômicas para os países, gerar emprego e renda, bem como benefícios para a saúde e o bem-estar humano, como se pode verificar no Quadro 3. O Quadro 4 demonstra como esse processo de conversão de áreas de florestas em sistemas cultivados vem aumentando a vulnerabilidade em relação à perda de biodiversidade, principalmente plantas e animais mamíferos, nas regiões da América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico e África, significando não só alterações na composição das espécies de seus ecossistemas e mudanças nos seus processos, mas também a perda futura de bilhões de dólares, divisas econômicas para os países, empregos e renda, além dos benefícios ao ambiente, à saúde humana e ao bem-estar (GEO, 2002). O desflorestamento modifica a estrutura dos ecossistemas, resultando muitas vezes na fragmentação de habitats em pequenos trechos separados por atividades ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  7. 7. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas agrícolas ou populações humanas. Como conseqüência, ocorre modificação da estrutura da vegetação, empobrecimento das espécies animais e vegetais, alteração na diversidade genética e composição de espécies em várias localidades, além de maior vulnerabilidade de animais e plantas de cada fragmento, que podem minguar até a extinção, bem como em relação às espécies invasoras. Esse processo tem como conseqüência alterações na composição das espécies hospedeiras no ambiente e na ecologia dos vetores e agentes patogênicos. Quando combinadas com a mobilidade e o contato de populações não imunes, vem contribuindo para a emergência de doenças, como febres hemorrágicas com casos de fatalidade em diversos países (EPSTEIN, 1995; LOPES, 2004; PIMM & JENKINS, 2005). Exemplos de algumas dessas doenças encontram-se no Quadro 5. As intensas e amplas mudanças que vêm ocorrendo nos ecossistemas terrestres, particularmente a partir da conversão de áreas de florestas em áreas de cultivos, assim como a ampliação da urbanização, que se aproxima de áreas de florestas ou as invade, vem contribuindo para alterar não só a capacidade de provisão dos ecossistemas, mas também, e principalmente, a capacidade de regulação de doenças. O Quadro 6 traz uma série de exemplos de doenças infecciosas relacionadas às mudanças nos ecossistemas, que vêm desempenhando um importante papel na emergência e reermegência de muitas doenças, não podendo deixar de se considerar que em outras situações, essas mesmas mudanças vêm contribuindo para reduzir a incidência de outras doenças (SUTHERST, 2004; MEA, 2005). O amplo processo de conversão de áreas de florestas em áreas de cultivo e as alterações nos ecossistemas e perda de biodiversidade que o acompanharam, com seus conseqüentes efeitos diretos e indiretos sobre a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras, integram a lógica do crescimento da economia global, com sua transição para uma sociedade industrial e urbanizada. Tais transformações não podem ser dissociadas das intensas mudanças ocorridas ao longo do século XX que resultaram no crescimento da economia e no seu processo de globalização, acompanhado do aumento da população mundial em 4 vezes. Esta passou a se concentrar cerca de 13 vezes mais nas áreas urbanas, com fortes impactos sobre os serviços dos ecossistemas locais, regionais e globais a partir de suas crescentes demandas para o consumo de água e energia, a produção de alimentos, fibras e madeiras, por exemplo (MEA, 2005). A população urbana mundial cresceu de 200 milhões de habitantes em 1900 para 2,9 bilhões em 2000 (quase 50 por cento da população mundial), e o número de cidades em que a população excede a 1 milhão passou de 17 em 1900 para 388 em 2000 (cerca de 23 vezes mais). Em regiões como América do Norte, Europa e América Latina e Caribe, a população urbana ultrapassa 70 por cento e há a tendência de que até 2030, em regiões como África e Ásia e Pacífico, ultrapasse os 50 por cento (MEA, 2005; GEO, 2002). A urbanização da população mundial é uma tendência crescente e tem suas origens na Revolução Industrial, iniciando os grandes fluxos migratórios para áreas urbanas, em busca de trabalho, acesso aos alimentos que se tornavam escassos nas áreas rurais, aos serviços como saúde e educação, bem como a melhores oportunidades e condições de vida. As áreas urbanas foram vitais para a industrialização e o crescimento econômico, uma vez que propiciavam disponibilidade de grande contingente de mão-de-obra barata, economia de escala e maior compartilhamento no uso de recursos, infra-estrutura e oportunidades de produção e comercialização. Ao mesmo tempo, trazem consigo fortes impactos sobre o ambiente e a saúde, principalmente nos países em industrialização. Nos países menos industrializados, as áreas urbanas combinam os problemas ambientais de saúde típicos da pobreza (particularmente doenças respiratórias e ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  8. 8. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas infecções entéricas) com os relacionados às precárias condições de moradia (saneamento e fornecimento de água adequada para consumo humano) e industrialização desregulada, resultando em elevados níveis de poluição atmosférica e resíduos tóxicos (McMICHAEL, 2000; FREITAS et al., 2002). Em 2002, 81 por cento da população urbana mundial tinha acesso ao saneamento adequado e 95 por cento ao fornecimento de água adequada. Porém, comparando os países industrializados com os de menor nível de industrialização, os percentuais caem para 73 e 92 por cento. Metade da população urbana na África, Ásia, América Latina e Caribe é afetada por uma ou mais doenças associadas com saneamento e fornecimento de água inadequados, e essas mesmas condições, combinadas com precárias condições de higiene, resultam em aproximadamente 1,7 milhão de óbitos no mundo. Essas condições contribuem para que enquanto a taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos seja de 15 nos países industrializados, nos países em industrialização seja cerca de 4 vezes maior, com 59 por mil. (WRI, 2005; MEA, 2005). Além dos problemas relacionados ao saneamento e ao fornecimento de água adequada para o consumo humano, típicos das primeiras fases nas cidades após a Revolução Industrial, acrescentam-se, na atualidade, os problemas relacionados à poluição química, que afeta os solos, a atmosfera, as águas e a cadeia alimentar, nas áreas urbanas e além. A comercialização mundial de produtos químicos orgânicos, por exemplo, teve, entre 1950 e os anos 90, um crescimento de mais de 5 vezes, passando de 63 milhões de toneladas em 1950 para mais de 300 milhões na década de 1990. Esse crescimento, resultante de uma lógica de produção industrial intensiva nas áreas urbanas, atingindo-as com poluição atmosférica das fábricas, efluentes industriais contaminando os rios e os resíduos sólidos contaminando solo e águas subterrâneas, tem sido acompanhado do extensivo aumento no consumo e poluição para além das áreas urbanas, alcançando áreas rurais e florestais. Da cumulativa conseqüência global de muitos contaminantes ambientais como os PCBs e o DDT, que transportados através do meio ambiente atingem os humanos em lugares longínquos da produção e da fonte de contaminação por meio da cadeia alimentar, até as substâncias com potencial de disruptores-endócrinos, que afetam a vida selvagem e humanos, assistimos a um processo de contaminação global que vem alterando a composição química das águas, do solo, da atmosfera e dos sistemas biológicos do planeta, colocando em perigo a saúde dos humanos e os sistemas de suporte à vida no planeta. Considerando que desde a Conferência de 1972 a indústria química mundial cresceu 9 vezes, a uma taxa anual de cerca de 3 por cento, com tendência de crescimento na produção e comercialização nos próximos 30 anos, espera-se um aumento global nos níveis de contaminação ambiental e de humanos expostos aos seus riscos (GEO, 2002; FREITAS et al., 2002). As áreas urbanas devem ser vistas como vastos processadores sem precedentes na natureza, consumindo alimentos, matérias-primas e energia para suas populações e atividades econômicas, produzindo bens, resíduos e poluição. Um estudo realizado em 29 cidades bálticas demonstrou que o consumo de alimentos, madeira, papel e fibras requeria uma área 200 vezes maior (considerando a área necessária para a plantação de alimentos, fornecimento de madeiras e matérias-primas) do que a área somada das mesmas cidades. Só para assimilar os produtos aí produzidos, como o nitrogênio, o fósforo e o dióxido de carbono, a área necessária variava de 400 a mil vezes a área das cidades. Assim, embora as áreas urbanas ocupem pequeno percentual da área global (3 por cento da superfície terrestre), concentram grandes contingentes populacionais com maior poder de consumo e indústrias intensivas em recursos naturais, resultando na apropriação de uma área muito mais extensa para atender suas demandas de água, matéria-prima e energia para o consumo e a produção, assim como para absorver seus poluentes e resíduos (BELLEN, 2005; DECKER et al., 2000). ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  9. 9. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas O aumento na incidência de obesidade, uma epidemia global, é bastante emblemático dos desequilíbrios associados ao processo de urbanização e de como as áreas urbanas e seus habitantes se constituem em vastos processadores de alimentos, matérias-primas e energia. Resulta da combinação desequilibrada entre o crescente acesso a alimentos processados que acumulam energia e o declínio das atividades físicas no trabalho, no lazer e domésticas, contribuindo para o aumento do risco de aumento da pressão sanguínea e diabetes tipo II. Assim, embora a obesidade não resulte diretamente das mudanças ambientais, não se encontra dissociada do intenso e amplo processo de urbanização que vem imprimindo a extensiva degradação nos ecossistemas e alterações na própria ecologia dos humanos a partir da introdução de novos valores culturais e hábitos introduzidos a partir da Revolução Industrial e progressivamente espalhados pelo mundo, contribuindo para mudanças presentes e futuras no perfil de saúde, da morbidade e da mortalidade (McMICHAEL, 2000). Não é por acaso que doenças cardíacas e derrames, que se encontravam entre as 10 principais causas de perda de anos de vida saudáveis em 1990, apresentem tendência a ocupar respectivamente o primeiro e o quarto lugar em 2020, conforme pode se verificar Quadro 7 (BLOOM, 2005). Outra grande causa de perda de anos de vida saudáveis também se encontra relacionada ao vasto consumo de matérias-primas e energia resultante do processo de industrialização e urbanização associado a alterações na própria ecologia dos humanos e novos valores culturais e hábitos. Em 2000 havia 750 milhões de carros no mundo, resultado do crescente poderio econômico e político da indústria automobilística com o desejo de mobilidade, conforto, bem-estar e status dos consumidores. Uma das conseqüências para a saúde desse processo são as cerca de 750 mil mortes em acidentes de trânsito cada ano, contribuindo para que os acidentes automobilísticos apresentem tendência de passar do nono lugar em 1990 como causa de perda de anos de vida saudáveis para o terceiro lugar em 2020 (ver Quadro 7). Além da morbidade e mortalidade por acidentes automobilísticos, há ainda a poluição urbana causada por esses carros, principalmente nas cidades dos países em desenvolvimento, estimando-se que cerca de 130 mil mortes prematuras e de 50 a 70 milhões de incidentes relacionados à doenças respiratórias ocorram a cada ano como conseqüência da poluição urbana (McMICHAEL, 2000). Os carros, movidos na quase totalidade por combustíveis fósseis e contribuindo para 1/4 das emissões globais de dióxido de carbono, são emblemáticos dos potenciais impactos sobre a saúde e os ecossistemas desta opção energética e das profundas desigualdades associadas ao crescimento econômico, industrialização e urbanização no âmbito global. Em 1998, na América do Norte, o número de carros por mil pessoas era de 742, mais de 2 vezes do que na Europa (324 por mil pessoas) e mais de 7 vezes mais do que na América Latina e Caribe (105 por mil pessoas). Comparando os Estados Unidos com a Índia, o consumo de combustíveis fósseis é cerca de 30 vezes maior. Essa desigualdade no número de carros mantém-se no consumo de combustíveis fósseis. Em 1999, na América do Norte o consumo era de 5,3 toneladas per capita, enquanto para a Europa era de 2,3 e, na Ásia Ocidental, de 1,6. A concentração de carros e consumo de combustíveis fósseis nos países mais industrializados é reproduzida também nas emissões de dióxido de carbono per capita (quilogramas por pessoa), com a América do Norte sendo em 1999 responsável por mais de 19 mil, sendo seguida pela Europa e Ásia Ocidental, com mais de 7 mil cada (WRI, 2005; GEO, 2002; LOVINS, 2005). Essas desigualdades são estruturais às sociedades industriais contemporâneas e se reproduzem em diversos âmbitos da vida social, como demonstra o Quadro 8, que traduz alguns dos aspectos recentemente destacados em um alerta do Earthtrends comparando nos extremos os países mais ricos e os países mais pobres (WRI, 2006). ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  10. 10. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas Mantidas as tendências atuais em que o consumo de combustíveis fósseis vem alimentando um modelo de desenvolvimento estruturalmente iníquo, acabamos por sobrepujar a capacidade de absorção da terra e dos oceanos, já que as emissões de dióxido de carbono são 3 vezes mais rápidas do que a capacidade de os oceanos e a terra o absorverem (GEO, 2002; MUSSER, 2005; LOVINS, 2005). Desde 1750, a concentração atmosférica de dióxido de carbono cresceu cerca de 32 por cento (de 280 ppm para 376 ppm em 2003), tendo como fontes não somente a combustão de combustíveis fósseis, mas também as mudanças no uso do solo. Aproximadamente 60 por cento desse crescimento (60 ppm) teve início em 1959 e, considerada a tendência atual, só nos Estados Unidos serão consumidos 28 milhões de barris de petróleo por dia em 2025. Considerando as emissões históricas de dióxido de carbono de 1900 a 1999, 79 por cento se situam nos países mais industrializados, sendo os Estados Unidos responsáveis por 30,3 por cento. Embora a população urbanizada dos países industrializados represente apenas 1/5 da população mundial, contribui com mais de 3/4 de todas as emissões de dióxido de carbono. Nos países em industrialização, com 4/5 da população mundial, o volume de emissões vem rapidamente crescendo (WRI, 2005; MEA, 2005; LOVINS, 2005). Essa situação atual nas emissões de dióxido de carbono e suas tendências contribuem para que no final do século XXI as mudanças climáticas venham a se constituir nas forças motrizes para mudanças nos serviços de ecossistemas e perda de biodiversidade. As projeções do IPCC até 2100 apontam para um crescimento na temperatura média da superfície global de 2,0 a 6,4 graus Celsius acima dos níveis préindustriais, e já acima de 2,0 graus espera-se um forte impacto sobre os serviços dos ecossistemas. Com esse aumento da temperatura há tendência de aumento no número e gravidade de eventos tais como enchentes, deslizamentos, furacões e temperaturas extremas (muito frio ou muito calor) que sobrepujam as capacidades de respostas locais e exigem assistência externa (nacional e internacional) (ver Quadro 9). Entre os eventos de temperatura extrema, espera-se a exposição de populações às ondas de calor, principalmente nos centros das grandes cidades onde a temperatura tende a ser normalmente mais alta por conta das ilhas de calor criadas a partir das construções e do asfalto, com impactos principalmente sobre a mortalidade de idosos. O quadro é preocupante quando se considera que populações vêm crescentemente ocupando áreas e regiões vulneráveis aos desastres naturais (áreas costeiras e secas) e que o número de pessoas necessitando de auxílio externo em relação a esses eventos quadruplicou nas últimas quatro décadas. Particularmente no que se refere às áreas costeiras, deve-se considerar que há projeções de aumento adicional no nível do mar entre 8 a 88 centímetros entre 1990-2100 e que cerca de metade das maiores cidades do mundo (com mais de 500 mil habitantes) estão localizadas a cerca de 50 quilômetros da costa, e que a densidade populacional dessas cidades é cerca de 2.6 vezes maior do que a densidade das áreas internas dos continentes. Esta situação é preocupante para a saúde pública, uma vez que são esperadas conseqüências físicas, microbiológicas e psicológicas para a saúde humana por conta do aumento do nível dos oceanos e do deslocamento de populações (MEA, 2005; McMICHAEL, 2000). Além dessas conseqüências diretas, são esperadas outras como o aumento na incidência de doenças respiratórias a partir da crescente exposição a poluentes fotoquímicos e alergênicos (esporos, fungos etc.), bem como alteração na intensidade e variedade das doenças infecciosas relacionadas a vetores (malária, dengue e febre amarela, por exemplo) (ver Quadro 6), ampliando o raio de ação e as altitudes de risco em todos os continentes a partir do aumento da temperatura. Outros efeitos indiretos à saúde humana e ao bem-estar são esperados, como alteração na intensidade e variedade de doenças relacionadas aos agentes patogênicos presentes nos alimentos e nas águas, ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  11. 11. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas assim como o declínio regional na produtividade agrícola, principalmente em populações pobres em recursos (Sul da Ásia, Nordeste da África e América Central). Pelas tendências mundiais atuais, a população deve alcançar 9 bilhões em 2050 (a população será maior, mais urbanizada, crescerá de forma mais lenta e será mais velha), o PIB deve crescer de 3 a 6 vezes e, conseqüentemente, haverá aumento no consumo de recursos naturais e degradação ambiental, pressionando os limites do planeta (MEA, 2005). Entretanto, o crescimento da população, da economia e da degradação ambiental continuará a não ser igual para todos. Se em 1950 a população das regiões menos desenvolvidas do mundo representava cerca de 2 vezes a população das regiões mais desenvolvidas, hoje representa 5 para 1 e as projeções apontam que em 2050 essa proporção será de mais de 6 para 1. Se na atualidade 1/5 da população global, vivendo nos países mais industrializados e de maior renda per capita, detêm 86 por cento do PIB, 82 por cento das exportações para o mercado global, 68 por cento dos investimentos estrangeiros e 74 por cento das linhas de telefone, encontra-se entre os outros 4/5 da população, vivendo nos países menos industrializados, um quadro inverso. Mais de um bilhão da população global, 1 em cada 6 habitantes do planeta, vivem com menos de 1 dólar por dia e não conseguem satisfazer algumas ou todas as necessidades básicas, como nutrição adequada, água não contaminada, abrigo seguro e saneamento, bem como acesso aos cuidados de saúde, estando à margem dos serviços públicos de saúde, educação e infraestrutura. Se dobramos para menos de 2 dólares por dia, o que ainda representa condições de vida extremamente precárias, o número mais que dobra, passando para mais de 2,7 bilhões de habitantes. Em termos de vidas perdidas, isto significa que a cada dia mais de 20 mil pessoas morrem por falta de comida, água potável, remédios ou outras necessidades essenciais. Uma criança nascida na África subsaariana tem 20 vezes mais possibilidade de morrer antes dos 5 anos de idade do que uma criança em um país industrializado, sendo essa disparidade maior do que há uma década. Durante os anos 90, 21 países baixaram sua posição no ranking do IDH, sendo 14 deles na África subsaariana (MEA, 2005; GEO, 2002; COHEN, 2005; MUSSER, 2005; SACHS, 2005). Cerca de vinte anos atrás, em 1987, o Relatório Bruntland apontava que entre os êxitos da humanidade se encontravam a queda da mortalidade infantil, o aumento da expectativa de vida, o aumento do percentual de adultos que sabem ler e escrever, o aumento do percentual de ingresso de crianças nas escolas e o aumento da produção global de alimentos mais rápido do que o crescimento da população. Entre os fracassos, distinguia entre os sociais e os ambientais. Entre os sociais apontava o aumento do número absoluto de famintos e de analfabetos no mundo, o aumento no número dos que não dispõem de água e moradia de boa qualidade e a ampliação do fosso entre nações ricas e nações pobres. Entre os ambientais destacava o fato de as mudanças ambientais ameaçarem modificar radicalmente o planeta e a vida de muitas espécies, a desertificação de terras produtivasm, a destruição de florestas, as chuvas ácidas, o aquecimento global do planeta, o buraco na camada de ozônio e a poluição química (CMMAD, 1991). Desde a Segunda Guerra Mundial e particularmente a partir de fins dos anos 80, quando a constituição de uma agenda ambiental ganha destaque no processo de globalização, assiste-se a um crescimento econômico e uma rápida integração de mercados acompanhada de crescente degradação ambiental e ineqüidade na distribuição de renda, entre países e dentro dos países. Essa lógica de crescimento econômico tem se mostrado insustentável, do ponto de vista ambiental e do bem-estar e da saúde humana. A lógica atual do crescimento econômico cego inclui gastos com as conseqüências indesejadas da produção e do consumo de bens como valores positivos. Se passarmos a computar a perda de bem-estar resultante da concentração de renda e a ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  12. 12. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas degradação ambiental como débitos sociais e ecológicos, enquanto o PIB per capita de um país como Estados Unidos cresceu de 20 mil dólares para quase 40 mil entre 1950 e 1990, o índice de bem-estar sustentável per capita manteve-se praticamente estagnado, passando de 10 mil dólares para pouco mais do que isso (DALY, 2005). Se esta é a situação de um país como os Estados Unidos, em muitos países vivenciou-se somente o aumento dos débitos sociais e ecológicos, com grande parte de suas populações arcando com os custos de sua saúde e vida, bem como de degradação ambiental, para sustentar um modelo de desenvolvimento econômico estruturalmente iníquo, estando longe de atingir a necessária sustentabilidade da saúde e do ambiente para o bem-estar dos humanos e a necessária garantia da integridade ecológica aos sistemas de suporte à vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste texto, a partir de uma perspectiva ecossistêmica, procurou-se demonstrar como o modelo de desenvolvimento econômico atual, que tem suas raízes mais expressivas na Revolução Industrial, significou um intensivo e extensivo processo de industrialização, urbanização, crescimento da população e da economia que trouxe imensos avanços, mas também inúmeros e grandes desafios do ponto de vista da sustentabilidade ambiental e da saúde. Se consideramos, por exemplo, que o crescimento global do PIB per capita, a redução da mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida são bons indicadores do sucesso desse modelo, bastando apenas algumas correções na distribuição de renda e na melhoria das condições ambientais nas cidades onde a mortalidade infantil ainda é alta e a expectativa de vida ainda é baixa, basta-nos apenas desenvolver políticas públicas focais de modo a atingir as regiões mais afetadas e os grupos sociais mais vulneráveis, como os bilhões de pobres e miseráveis. Se consideramos, por exemplo, que a lógica do crescimento econômico em sua natureza e dinâmica não só é socialmente iníqua e ambientalmente implica a degradação dos ecossistemas, mas também que vem desperdiçando vidas e destruindo os sistemas de suporte à vida, tornando cada dia mais real a possibilidade de colapsos locais, regionais e globais e mudanças não-lineares com conseqüências sobre a saúde, a vida e nossa própria civilização, torna-se necessário desenvolver políticas públicas mais amplas em sua estensão territorial e temporal, como também integradas em suas diversas dimensões, bem como mudanças de rumo no atual modelo de desenvolvimento. Uma questão de fundo nas duas alternativas é até que ponto é possível desenvolver uma ou outra, e de quanto tempo futuro ainda dispomos para isso. ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  13. 13. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  14. 14. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  15. 15. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  16. 16. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  17. 17. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  18. 18. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  19. 19. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  20. 20. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  21. 21. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  22. 22. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  23. 23. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas NOTA 1 Grande parte deste texto foi originalmente escrito para integrar um dos capítulos do livro publicado em co-autoria: Freitas, C. M.; Porto, M. F. S. Saúde, ambiente e sustentabilidade. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2006. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BELLEN, H. M. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2005. BLOOM, B. Saúde pública em transição. Scientific American, v.41, p.84-91, 2005. BORGHESI, S.; VERCELLI, A. Sustainable globalization. Ecological Economics, v.44, p.77-89, 2003. CMMAD – Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso futuro comum. (2.ed, 1991) Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1988. COHEN, J. A maturidade da população. Scientific American, v.41, p.40-7, 2005. DALY, H. Sustentabilidade em um mundo lotado. Scientific American, v.41, p.92-9, 2005. DECKER, E. H.; ELLIOTT, S.; SMITH, F. A.; BLAKE, D. R.; Rowland, F. S. Energy and material flow through the urban ecosystem. Ann. Rev. Energy Environment, v.25, p.685740, 2000. EPSTEIN, P. Emerging diseases and ecosystem instability: new threats to public health. American Journal of Public Health, v.85, p.168-72, 1995. FREITAS, C. M.; PORTO, M. F. S. Saúde, ambiente e sustentabilidade. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 2006. _______.; OLIVEIRA, S. G.; SCHÜTZ, G. E.; FREITAS, M. B.; CAMPONOVO, M. P. G. Ecosystem approaches and health in Latin America. Cadernos de Saúde Pública, v.22, 2006. (no prelo) _______.; PORTO, M. F. S.; MOREIRA, J. C.; PIVETTA, F.; MACHADO, J. M. H.; FREITAS, N. B. B.; ARCURI, A. Segurança química, saúde e ambiente – perspectiva para a governança no contexto brasileiro. Cadernos de Saúde Pública, v.18, p.249-56, 2002. ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  24. 24. Uma Perspectiva Ecossistêmica Sobre A Sustentabilidade Ambiental e da Saúde Carlos Machado de Freitas GEO 3 – Global Environmental Outlook 3. [CD-ROM]. Data compendium – time series indicators for countries and aggregations. Geneva: United Nations Environmental Programm, 2002. LOPES, R. J. Diversidade aos pedaços. Scientific American Brasil, v.28, p.70-7, 2004. LOVINS, A. Mais lucro com menos carbono. Scientific American, v.41, p.66-75, 2005. McMICHAEL, A. J. The urban environment and health in a world of increasing globalizations: issues for developing countries. Bulletin of the World Health Organization, v.78, p.1117-26, 2000. McNEILL, J. R. Something new under the sun – an environmental history of the twentiethcentury world. s.d.e., 2000. MEA – Millennium Ecosystem Assessment. Ecosystem and human well-being. Disponível em www.millenniumassessment.org/, acessado em 10.abr.2006. MUSSER, G. O. Clímax da humanidade. Scientific American, v.41, p.36-9, 2005. PIMM, S.; JENKINS, C. Conservação da biodiversidade. Scientific American Brasil, v.41, p.58-65, 2005. POLAK, P. O grande potencial da pequena agricultura. Scientific American, v.41, p.7683, 2005. SACHS, J. O fim da miséria. Scientific American, v.41, p.48-57, 2005. SUTHERST, R. W. Global change and human vulnerabilidty to vector-borne diseases. Clinical Microbiology Reviews, v.17, p.136-73, 2004. WRI – World Resources Institute. World Resources 2000-2001: people and ecosystems: the fraying web of life. Washington: United Nations Development Programme, United Nations Environment Programme, World Bank, World Resources Institute, 2000. WRI –World Resources Institute. Disponível em www.wri.org, acessado em 10.abr.2006. Artigo recebido em 16.10.2006. Aprovado em 19.02.2007. ©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.3, Artigo 1, abril 2007 www.interfacehs.sp.senac.br INTERFACEHS
  25. 25. www.interfacehs.sp.senac.br http://www.interfacehs.sp.senac.br/en/articles.asp?ed=3&cod_artigo=64 ©Copyright, 2006. All rights reserved. Reproduction of the articles, either in full or in part, is allowed, provided the obligation to indicate INTERFACEHS` ownership of the copyright of the same is observed, with full mention of the source of such articles. If in doubt, contact the secretarial department: interfacehs@interfacehs.com.br AN ECOSYSTEMIC PERSPECTIVE OF ENVIRONMENTAL AND HEALTH SUSTAINABILITY1 Carlos Machado de Freitas Research fellow of the Center for Studies into the Health of the Worker and Human Ecology / National School of Public Health. Oswaldo Cruz Foundation. ABSTRACT As we move from the XXth to the XXIst century alternative approaches are emerging, like ecosystemic ones, which are trying to integrate socio-economic aspects with biophysical aspects for understanding and looking for solutions for the environmental problems that, while they originate at the local level, have a regional and global impact. These approaches have been trying to integrate long and medium term perspectives when it comes to looking at the environmental degradation processes and the social inequities that are inherent to the economic development model, have become both intensive and extensive throughout the XXth century and now threaten our environmental and health sustainability, signifying impacts upon humans, other species and life support systems. These transformations demand not only systemic perspectives to understand these problems, but also present us with the challenge of formulating focal and/or global strategies to face up to the threats presented by the economic development model of industrial societies. Key words: Ecosystemic approaches / environmental sustainability / health sustainability / sustainable development 1 A large part of this text was originally written for inclusion in one of the chapters of the book published in coauthorship with Marcelo Firpo de Souza Porto, entitled: Freitas, CM & Porto MFS, 2006. Saúde, Ambiente e Sustentabilidade [ Health, Environment and Sustainability]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ
  26. 26. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas INTERFACEHS INTRODUCTION The scale, magnitude and uncertainties that permeate the current environmental crisis show how human activities have been producing drastic environmental changes at both the local and global levels, resulting in many serious health problems. Because of their complex nature these problems require the search for alternative approaches that integrate socio-economic and bio-physical aspects when it comes to understanding and searching for solutions for them (FREITAS et al., 2006). As we move from the XXth to the XXIst century the need for developing these alterative approaches has intensified, a process that is described in the World Resources Institute (WRI, 2000) report for the years 2000-2001. This report points out the need for adopting an ecosystemic approach that makes it scientifically possible to recognize the “systems” within ecosystems in a holistic and not sectorial way, that is oriented towards decisionmaking and whose presuppositions are that we have the capacity to contribute to: (1) a coming together of diverse pieces of information that make it possible to show the interfaces between the goods and services of the various ecosystems that must be balance with the environmental, political, social and economic goals; (2) formulation of broad public policies and more effective institutions for implementing them; (3) participation of the general public in the management of ecosystems, particularly local communities. In 2001, the United Nations launched its Millennium Ecosystem Assessment (MEA, 2005), a four year program conceived to respond to the need to provide political decision makers with scientific information about the relationship between changes in the ecosystems and human well-being. Its results were published in March, 2005 and point to a situation of rapid and extensive transformation in ecosystems, resulting in the degradation of approximately 60% of their services (water, air, climate, etc.), with an increase in the chances of non-linear, abrupt and irreversible changes that will have important consequences for humans (emerging diseases, sudden alterations in water quality, a collapse in food supply and changes in regional and global climates, etc.) and will disproportionately affect the poorest people, thereby contributing to growing inequity and constituting a factor in the origin of poverty and social conflict. Starting from an ecosystemic perspective the objective of this article is to bring elements to the debate on sustainability relating to environmental and health issues, which cannot be separated from social, economic and political issues. To do so we have taken as the pivotal point issues that are directly related to the intensity and extent of the INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br
  27. 27. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas transformations that our civilization has been causing in ecosystems, thereby placing the life and health of species in danger, which includes humans, and obliging us to reflect critically on the limits of the current development model. THE XXTH CENTURY AND ITS INTENSE AND EXTENSIVE SOCIO-ENVIRONMENTAL TRANSFORMATIONS As from the time of the Industrial Revolution, and particularly between the end of the XIXth century and throughout the XXth century, the growth and expansion of production processes with the transformation of energy and materials used for the production of raw materials and consumer goods became enormous and was accompanied by a process of growth in the population and its urbanization (FREITAS e PORTO, 2006). Part of the growth of the global economy was related to the great increase in the world’s population throughout the XXth century, going from 1.5 billion in 1900 to more than 6 billion in 2000 (MUSSER, 2005; COHEN, 2005). The urbanization of the population has its origins in the Industrial Revolution, which started great migratory flows to urban areas that provided abundant labor, economies of scale, a greater sharing in the use of resources and infrastructure and production and commercialization opportunities. If, at the start of the XXth century, nearly 13% of the world’s population lived in urban areas, currently it is 50% globally and in Latin America, North America and Europe it is more than 70% (although urban areas cover a mere 2.4% of the land surface) (McNEILL, 2000; WRI, 2005) The growth of the economy and the urbanization of the population were accompanied by a greater demand on ecosystem services, for water and energy consumption and for the production of food, fibers and wood, for example. Along with the transition process to an industrialized economy there was a growing economic integration between sectors and countries, leading to the process that has been recently called globalization, and which represented greater global pressure on ecosystems and their services (FREITAS and PORTO, 2006). In this process the rapid growth of global markets came accompanied by growing social and economic inequity in the world, as well as environmental degradation, which have contributed to the emergence of problems like global warming, a reduction in the ozone layer, the loss of biodiversity, the depredation and pollution of natural resources and INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  28. 28. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas the extensive process of deforestation and desertification, to mention just a few examples (FREITAS and PORTO, 2006). The globalization of environmental degradation and social inequities have placed in check two equally important and interdependent dimensions that are the basis of the original definition of sustainable development. They threaten both access to natural resources and to a healthy environment, like equity in the distribution of income and goods in a way that satisfies the needs of present and future generations (BORGHESI e VERCELLI, 2003). Therefore, even though the transition to an industrial society and the globalization process have resulted in economic growth and an increase in per capita income, they threaten the environmental sustainability of the planet, with consequences for the health and well-being of its populations (FREITAS and PORTO, 2006). As we can see in Table 1, in the period between 1890 and 1990 the world economy grew 14 times, industrial production 40 times, the use of energy 16 times and the production of coal 7 times. Throughout the XXth century there were intense economic transformations and economic activities per capita grew by approximately 4.5 times; just in the period between 1960 and 2000 the global economy grew more than 6 times (MEA, 2005) The industrialization process and the development of the global economy are based on a logic in which short term growth takes precedence over long term growth, which affects ecosystems and degrades the natural capital (the services offered by ecosystems). This logic is stimulated and favored by the fact that national accounts do not explicitly record the environmental costs of this growth in the global economy, since the main indicator, GDP, treats the quantitative growth of the economy (growth) as a synonym for qualitative improvement (development) (BELLEN, 2005). The objective of this economic growth was not the qualitative improvement of the lives of billions of humans who were on the margins of this unfair process. In 1981 there were 1.5 billion living in extreme poverty (on less than US$1 per day), but this reduced to 1.1 billion in 2001. This reduction was greater in East Asia (it went from 796 million to 271 million in the period), less in South Asia (going from 475 million to 431 million in the period) and non-existent in Latin America and the Caribbean, the only region that recorded an increase in the absolute number of humans living in extreme poverty, going from 36 million in 1981 to 50 million in 2001. On the other hand, while the number of humans living in extreme poverty reduced (less than US$1 per day), between 1990 and 2001 the number of INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  29. 29. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas INTERFACEHS those living on less than US$2 per day grew, going from 2.655 billion to 2.763 billion. (POLAK, 2005; SACHS, 2005). So GDP, the main indicator of a country’s wealth, only measures the cash flow resulting from economic activity in general (the annual worth of the market for final goods and services in a country, after adding in all exports and deducting imports) and is not a balance sheet that has assets and liabilities. Therefore, the impact upon ecosystems and the degradation of the natural capital (services offered by the ecosystems), even though they signify the elimination of an asset (cutting down forests) may mean a source of income in the long term for thousands of workers. At the same time GDP does not measure either the income or the well-being of a country’s population. The concentration of income, expenses with the negative consequences of the production processes (including expenses with health services for sick workers and those that suffer accidents in the production process) and the loss of well-being resulting from environmental degradation are positively computed (DALY, 2005). In the last century, and particularly over the last 50 years, humans have globally changed ecosystems more rapidly and more extensively than at any other period in history. This process has resulted from the growing demand for the provision of services from the ecosystems, associated with the industrialization process and the growth of the global economy. Therefore, the material (provision, regulation and support) and non- material (cultural and religious) services of ecosystems have been increasingly degraded, or used in an unsustainable way. According to the results of the MEA (2005), approximately 60% (15 of the 24 ecosystem services identified) are being degraded, which includes provision services (water and food) and regulation services (control of air and water quality, regional or local climate, natural disasters and pests), as can be seen in Table 2. One of the most significant changes in the structure of ecosystems was the transformation of approximately 1/4 of the planet’s surface into cultivated systems. This process started in the XVIIIth and XIXth centuries, but intensified as from the Second World War. The result is that currently more than 1.2 billion hectares of land with vegetation cover (an area as large as China and India together) have been significantly degraded. It is expected that over the next 50 years the demand for grain will grow by between 70% and 85%, with the consequent impact on the demand for water, which will grow by between 30% and 85%, since 70% of it is used in agriculture. This means that the conversion of areas of forest cover into agricultural land will tend to continue, with a INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br
  30. 30. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas projection that by 2050 between 10% and 20% will occur primarily in developing countries. Two aspects must be observed in this process. First, food security will not be achieved and malnutrition will not be eradicated, and in fact will get worse in some regions, despite the growth in the supply of food and diversification in the diet. Second, this process of conversion of forest areas into agricultural land, with the consequent environmental degradation, will end up compromising the very expansion of provision services and food production (WRI, 1992; POLAK, 2005; MEA, 2005). With regard to the first aspect (food security), despite the increase in production per capita of food over the last 40 years, it is estimated that 865 million people were undernourished between 2000-2002, 32 million more than detected in the period 1995-1997; they are concentrated in areas like South Asia and sub-Saharan Africa, regions were the increase in food production per capita was smaller. Among those who are hungry in the world, 50% are small rural land-owners, 20% are country people without land and 10% are shepherds, fishermen and forest dwellers. The other 20% are poor urban dwellers. The Green Revolution was projected to increase food supply and not to eradicate poverty or hunger (POLAK, 2005; MEA, 2005). With regard to the second aspect (environmental degradation), the expansion of cultivated systems has been contributing to transforming the structure (habitats and species present in a particular location) and the processes of ecosystems, including biogeochemical cycles, like those of phosphorous, nitrogen and water. As the capacity of ecosystems to provide services derives directly from the operation of these natural cycles that are related to the support services of the ecosystems, if they are compromised this ends up threatening environmental and health sustainability (PIMM and JENKINS, 2005; MEA, 2005). With regard to the phosphorous cycle, from 1960 to 1990, the use of fertilizers containing phosphorous and the accumulation rate of phosphorous in agricultural soil grew by nearly 3 times, thus contributing to the fact that the current flow of phosphorous into oceans is three times the basal rates. Even with the decline in its use over the last few years, phosphorous still persists to a great extent in the environment, and may remain in the soil for decades (MEA, 2005). With regard to the nitrogen cycle the quantity of reactive or biologically available nitrogen, created by human activities, grew nearly 9 times between 1890 and 1990. The majority of this growth occurred in the second half of the XXth century and was associated with the increasing use of fertilizers. In relation to the flow of reactive nitrogen (biologically INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  31. 31. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas available), human activities contributed to doubling the rate of creation of nitrogen on the earth’s surface, with more than half of all synthetic nitrogenated fertilizers (manufactured for the first time in 1913) being used since 1985. The flow of reactive nitrogen in the continents will tend to grow by up to 2/3rds by 2050, with most of it occurring in developing countries, where the agriculture area will expand. Among the environmental and health consequences resulting from this process we would highlight the eutrofication of fresh and coastal water, the the acidification of fresh water and terrestrial ecosystems, the loss of biodiversity, a loss of agricultural productivity, destruction of the ozone in the stratosphere, an increase in the incidence of skin cancer, cataracts and possible interference in the functioning of the immune system, in addition to asthma, allergies and pulmonary and cardiac diseases (MEA, 2005). With regard to the water cycle, taking it from rivers and lakes for use in irrigation, or its urban and industrial use doubled between 1960 and 2000, with approximately 70% being used in agriculture. At the same time that cultivated systems demand great quantities of water (for example, to grow 1kg of grain requires almost 1,000 liters of water), extending their area by converting areas with vegetation cover compromises the very availability of water on the planet, because forest systems regulate approximately 57% of the total water available for consumption (MEA, 2005; POLAK, 2005). Furthermore, the use of fertilizers in agriculture compromises water quality and affects nearly 5 billion humans who live close to cultivated systems (MEA, 2005). Associated with agricultural activities and the production of energy, the construction of major reservoirs has doubled or tripled the time the water stays in the rivers (the average time that water takes to reach the oceans). Considering that between 1960 and 2000 the storage capacity of reservoirs quadrupled and the capacity of hydroelectric power stations doubled it is estimated that the amount of water stored in major reservoirs is three to six times the quantity that flows naturally in natural rivers (excluding natural lakes). The construction of reservoirs and other structures along rivers has affected the flow by up to 60% in the major river systems of the world, thereby reducing the flow in some of them, like the Nile, Yellow and Colorado, to the extent that they no longer flow into the oceans as in the same way that they used to (MEA, 2005). On the one hand we witness the depredation of aquifers and the pollution of underground and surface waters, coupled with global water consumption, which exceeds the long term supply rates of the same. On the other hand, large reservoirs and other structures along rivers, also used for irrigation purposes in agricultural activities, has been INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  32. 32. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas significantly altering the water cycle. Both processes have been threatening the future availability of fresh water for economic food production activities and for human consumption, thereby aggravating even further the scarcity of water that currently affects from 1 to 2 billion human beings in the world (MEA, 2005). The extensive and intense process of conversion of forest areas to help the ecosystems to offer provision services, such as agriculture and cattle raising, has had consequences on the capacity of water and genetics (biodiversity) provision services, as well as on the regulation of ecosystems, like the capacity to regulate air quality, the climate, the water cycle, erosion, diseases and pests, natural dangers, water purification and waste treatment (MEA, 2005). Among the provision services, we would draw attention to the fact that the distribution of the species on earth is becoming increasingly more homogenous, meaning that the differences between the group of species in a particular location on the planet and the group from another location are, on average, decreasing. Two factors have been contributing to this trend. The first is the extinction of species from certain regions. The second is the rate of invasion or the introduction of exotic species, which has been intensifying with the growth of trade and the increase in the speed of global transport that either eliminates altogether, or reduces natural barriers. Both factors have been contributing to the global decline of genetic diversity, which is more accentuated in cultivated species. If, on the one hand, changes in ecosystems necessarily affect species, we cannot ignore that on the other, these alterations in the composition of species affect ecosystem processes (EPSTEIN, 1995; LOPES, 2004; PIMM and JENKINS, 2005). Demand for the maintenance of biodiversity as a source of materials that can be traded, generate foreign exchange for countries and create jobs and income, as well as providing benefits for human health and well-being, is growing, as can be seen in Table 3. Table 4 shows how this process of conversion of the forest areas into cultivated systems has been increasing vulnerability in relation to the loss of biodiversity, mainly plants and mammals, in Latin America, the Caribbean, Asia, the Pacific and Africa, meaning not only alterations in the composition of the species and their ecosystems and changes in their processes, but also the future loss of billions of dollars in foreign exchange for countries, jobs and income, as well as environmental benefits for human health and well-being (GEO, 2002). Deforestation modifies the structure of ecosystems, often resulting in the fragmentation of habitats into small patches separated by agricultural activities or human INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  33. 33. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas populations. As a consequence, a modification occurs in the structure of the vegetation, impoverishment of the animal and vegetable species and an alteration in the genetic diversity and composition of the species in various locations, in addition to the greater vulnerability of the animals and plants in each fragment that may diminish until they become extinct, as well as being affected by invading species. The consequence of this process is an alteration in the composition of host species that live in the environment and in the ecology of vectors and pathogenic agents. When combined with mobility and contact by non-immune populations, it has been contributing to the emergence of diseases like hemorrhagic fever, with cases of death in various countries (EPSTEIN, 1995; LOPES, 2004; PIMM & JENKINS, 2005). Examples of some of these diseases can be found in Table 5. The intense and extensive changes that have been occurring in terrestrial ecosystems, particularly as from the conversion of forest areas into cultivated land, and the increase in urbanization, which is getting closer to or invading the forest areas, have been contributing to change not only the provision capacity of the ecosystems, but also, and principally, their capacity for regulating diseases. Table 6 gives a series of examples of infectious diseases that are related to changes in ecosystems, which have been playing an important role in the emergence and re-emergence of many illnesses. We cannot ignore the fact, however, that in other situations these same changes have been contributing to reducing the incidence of other illnesses (SUTHERST, 2004; MEA, 2005). The extensive process of converting forest areas into cultivated land areas, the alterations in ecosystems and the loss of biodiversity that accompanies them, with their consequent direct and indirect effects on the health and well-being of present and future generations, are all part of the logic of global economic growth, with its transition to an industrial and urbanized society. These transformations cannot be disassociated from the intense changes that have occurred throughout the XXth century and that resulted in the growth of the economy and in its globalization process, accompanied by a fourfold increase in the world’s population, which started being concentrated nearly 13 times more in urban areas, with a strong impact on the services of the local, regional and global ecosystems, caused by the growing demand for water and energy consumption and the production of food, fibers and wood, for example (MEA, 2005). The world urban population grew from 200 million in 1900 to 2.9 billion in 2000 (almost 50% of the world’s population) and the number of cities in which the population INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  34. 34. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas exceeds 1 million went from 17 in 1900 to 388 in 2000 (almost 23 times more). In regions like North America, Europe, Latin America and the Caribbean the urban population exceeded 70% and there is a tendency that by 2030, in regions like Africa, Asia and the Pacific, it will exceed 50% (MEA, 2005; GEO, 2002). Urbanization of the world’s population is a growing tendency and it has its origins in the Industrial Revolution, which started the great migratory flows to urban areas in search of work, access to the food that had become scarce in rural areas, to services, like health and education, as well as better opportunities and living conditions. Urban areas were vital for industrialization and economic growth, since they provided large amounts of cheap available labor, economies of scale and a greater sharing in the use of resources and infrastructure and production and trading opportunities. At the same time, they have a strong impact on the environment and health, principally in industrializing countries. In less industrialized countries, the urban areas combine the environmental problems of health that are typical of poverty (particularly respiratory diseases and enteric infections) with those related to precarious housing conditions (sanitation and the supply of water suitable for human consumption) and unregulated industrialization, which results in high levels of atmospheric pollution and toxic waste (McMICHAEL, 2000; FREITAS et al., 2002). In 2002, 81% of the world’s urban population had access to suitable sanitation and 95% to the supply of suitable water. However, comparing industrialized countries with those with lesser levels of industrialization, the percentages fall to 73% and 92%. Half of the urban population in Africa, Asia, Latin America and the Caribbean is affected by one or more illnesses associated with inadequate sanitation and water supply, and these same conditions, combined with precarious hygiene conditions, account for approximately 1.7 million of the world’s deaths. These conditions contribute to the fact that while the rate of child mortality per 1,000 live births is 15 in industrialized countries in countries that are industrializing is nearly 4 times more, at 59 per 1,000. (WRI, 2005; MEA, 2005). Besides the problems related to sanitation and the supply of water suitable for human consumption that were typical of the first phases in cities after the Industrial Revolution, we can today add the problems related to chemical pollution that affect the soil, atmosphere, waters and food chain in urban areas and beyond. The worldwide commercialization of organic chemical products, for example, grew between 1950 and the 90s by more than 5 times, going from 63 million tons in 1950 to more than 300 million tons in the 90s. This growth, the result of an intensive industrial production logic in urban areas, INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  35. 35. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas INTERFACEHS which blighted them with the atmospheric pollution coming from the plants, with industrial effluents contaminating the rivers and with solid waste contaminating soil and underground water, has been accompanied by a significant increase in consumption and pollution beyond the urban areas, affecting rural and forest areas. From the cumulative global consequence of many environmental pollutants, like PCBs and DDT, which when carried through the environment affect humans, via the food chain, in places that are distant from their production and source of contamination, to substances with endocrinedisruptive potential that affect both wild life and humans, we have witnessed a global contamination process that has been altering the chemical composition of waters, the soil, the atmosphere and the planet’s biological systems, placing in danger the health of humans and the planet’s life support systems. Considering that since the 1972 Conference, the world’s chemical industry has grown 9 times, at an annual rate of growth of nearly 3%, with a tendency that production and trade will grow over the next 30 years, it is expected that there will be a global increase in the levels of environmental contamination and of humans exposed to its risks. (GEO, 2002; FREITAS et al., 2002) Urban areas must be seen as vast unprecedented processors in nature, consuming food, raw materials and energy for their populations and economic activities and producing goods, waste and pollution. A study carried out in 29 Baltic cities showed that their consumption of food, wood and fibers would require an area 200 times greater (considering the area necessary for planting food and supplying wood and raw materials) than the total area of all the cities in question. Just to assimilate the products produced in them, like nitrogen, phosphorous and carbon dioxide the area that would be necessary to do so varied between 400 and 1000 times more than the area of the cities. Therefore, while urban areas occupy a small percentage of the global area (3% of the land surface area), they concentrate huge population contingents with great power for consuming and industries that are natural resource intensive, resulting in the appropriation of an area much more extensive to meet their demands for water, raw materials and energy for consumption and production, as well as for absorbing their pollutants and waste (BELLEN, 2005; DECKER et al., 2000). The increase in the incidence of obesity, a global epidemic, is fairly emblematic of the imbalance associated with the urbanization process and with how urban areas and their inhabitants are constituted into vast consumption processors of food, raw materials and energy. This results from the unbalanced combination of growing access to processed foods that accumulate energy and a decline in physical activities in work, leisure and INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br
  36. 36. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas domestically, thereby contributing to the increase in the risk of high blood pressure and type II diabetes. Therefore, while obesity does not directly result from environmental changes, it is not disassociated from the intense and broad process of urbanization that has been forcing extensive degradation on ecosystems and alteration in the very ecology of humans with the introduction of new cultural values and habits, as from the Industrial Revolution and progressively spread throughout the world, thereby contributing to present and future changes in the profile of health, morbidity and mortality (McMICHAEL, 2000). It is no coincidence that cardiac disease and strokes, which were among the 10 main causes of the loss of years of healthy life in 1990, will tend to occupy the first and fourth positions, respectively in 2020, as can be seen in Table 7 (BLOOM, 2005). Another great cause of the loss of years of healthy life is also related to the vast consumption of raw materials and energy resulting from the process of industrialization and urbanization associated with alterations in the ecology of humans and new cultural values and habits. In 2000 there were 750 million automobiles in the world, resulting in the growing economic and political power of the automobile industry with the desire for mobility, comfort, well-being and status on the part of consumers. One of the consequences of this process on our health is the nearly 750,000 traffic accident deaths every year, which contribute to the fact that vehicle accidents will tend to go from the 9th place they occupied in 1990, as the cause of the loss of years of healthy life, to 3rd place in 2020 (see Table 7). In addition to the morbidity and mortality caused by vehicle accidents, there is also the urban pollution caused by these automobiles, principally in cities in developing countries; it is estimated that nearly 130,000 premature deaths and 50 to 70 million incidents related to respiratory diseases occur every year as a consequence if urban pollution. (McMICHAEL, 2000) Automobiles, almost all of which use fossil fuels and contribute a 1/4 of the global emissions of carbon dioxide, are emblematic of the potential impact on health and ecosystems of this choice of energy, and the great inequalities associated with economic growth, industrialization and urbanization at the global level. In 1998, in North America, the number of automobiles per 1,000 people was 742, more than twice what it was in Europe (324 per 1,000 people) and more than 7 times what it was in Latin America and the Caribbean (105 per 1,000 people). Comparing the USA with India, fossil fuel consumption is nearly 30 times greater. This imbalance in the number of automobiles is mirrored in the consumption of fossil fuels. In 1999, in North America consumption was 5.3 tons per capita, while in Europe it was 2.3 and in West Asia, 1.6. The concentration of automobiles INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  37. 37. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas and the consumption of fossil fuels in the most industrialized countries is also reproduced in the emissions of carbon dioxide per capita (kgs per person), with North America, in 1999, being responsible for more than 19,000, followed by Europe and West Asia, with more than 7,000 each (WRI, 2005; GEO, 2002; LOVINS, 2005). This imbalance is structural in contemporary industrial societies and is reproduced in the different environments of social life, as shown in Table 8, which provides some of the aspects recently highlighted in a warning given by Earthtrends that compared, at the extremes, the richest and poorest countries (WRI, 2006) If the actual tendencies are maintained, in which the consumption of fossil fuels is feeding a development model that is structurally unjust, we end up by overstretching the absorption capacity of the earth and the oceans, since carbon dioxide is emitted 3 times faster than the capacity of the oceans and earth to absorb it (GEO, 2002; MUSSER , 2005; LOVINS, 2005). Since 1750 the atmospheric concentration of carbon dioxide has grown by nearly 32% (from 280 ppm to 376 ppm in 2003), having as its source not only the burning of fossil fuels, but also changes in the use of soil. Approximately 60% of this growth (60 ppm) has occurred since 1959 and, if we extrapolate the current trend, in the USA, alone, 28 million barrels of oil per day will be consumed in 2025. Considering historic emissions of carbon dioxide from 1900 to 1999, 79% is found in the most industrialized countries, with just the USA being responsible for 30.3% of these emissions. Although the urbanized population in industrialized countries represents only 1/5th of the world’s population, it contributes more than ¾ of all carbon dioxide emissions. In industrializing countries, with 4/5ths of the world’s population, the volume of emissions has been growing rapidly (WRI, 2005; MEA, 2005; LOVINS, 2005). This current situation regarding the emission of carbon dioxide and the trends contribute to the fact that by the end of the XXIst century climactic changes will be the driving force in changes in the services of ecosystems and the loss of biodiversity. Projections from the IPCC through 2100 point to a rise in the average temperature of the earth’s surface of between 2.0 and 6.4º Celsius over pre-industrial levels; just a 2.0o rise is expected to have a major impact on the services of ecosystems. With this rise in temperature there is a tendency that the number and seriousness of events such as floods, landslides, hurricanes and extreme temperatures (extreme heat and extreme cold) will increase, which will overstretch the local response capacity and demand external assistance (national and international) (see Table 9). INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  38. 38. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas Among the extreme temperature events the exposure of populations to heat waves, principally in the centers of large cities where the temperature normally tends to be higher because of the islands of heat created by buildings and asphalt, is expected, with an impact principally on the mortality rate of the elderly. For events such as (hurricanes, floods, landslides), this Table is worrying when we consider that populations have been increasingly occupying areas and regions that are vulnerable to natural disasters (coastal and dry areas) and that the number of people needing external help with regard to these events has quadrupled over the last forty years. It is particularly worrying as far as coastal areas are concerned, when we consider that there are projections of an additional rise in the sea level of between 8 and 88 centimeters between 1990-2100, that nearly half the major cities in the world (those that have more than 500,000 inhabitants) are located within 50 km of the coast and that the population density of these cities is nearly 2.6 times greater than the density of inland areas of the continents. This situation is worrying for public health, given that physical, microbiological and psychological consequences for human health are expected as a result in the rise in sea level and the population displacement (MEA, 2005; McMICHAEL, 2000). In addition to these direct consequences others are expected, like the increase in the incidence of respiratory diseases from growing exposure to photo-chemical and allergenic pollutants (spores, fungi, etc), as well as an alteration in the intensity and the variety of infectious diseases related to vectors (malaria, dengue fever and yellow fever, for example) (see Table 6), which will extend the radius of action on the continents and at altitude in all continents because of the rise in temperature. Other indirect effects on human health and well-being are expected, like an alteration in the intensity and variety of illnesses related to the pathogenic agents present in food and water, as well as the regional decline in agricultural productivity, mainly in populations that are resource-poor (South Asia, Northeast Africa and Central America) From current world trends, the population should reach 9 billion in 2050 (the population will be greater, more urbanized, will grow more slowly and be older), GDP should increase by between 3 and 6 times and consequently there will be an increase in the consumption of natural resources and environmental degradation, putting pressure on the planet’s limits (MEA, 2005). However, the growth in population, economy and environmental degradation will continue not being equal for all. If in 1950 the population of the less developed regions in the world represented nearly twice the population in more developed regions, today it represents 5 times more INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS
  39. 39. An ecosystemic perspective of environmental and health sustainability Carlos Machado de Freitas and projections point to the fact that in 2050 this proportion will be 6 times. If today a 1/5th of the global population, living in the most industrialized countries and with a higher per capita income, have 86% of the GDP, 82% of the exports to the global market, 68% of foreign investments and 74% of the telephone lines, in the other 4/5ths of the population, who live in less industrialized countries, we find the reverse situation. More than a billion of the global population, 1 in every 6 inhabitants on the planet, live on less than US$1 per day and are unable to satisfy some or all of their basic needs, like adequate nutrition, uncontaminated water, safe shelter and sanitation, as well as access to health care, because they are on the margins of public health, education and infrastructure services. If we double the figure to less than US$2 a day, which still represents extremely precarious living conditions, the number more than doubles, going to more than 2.7 billion inhabitants. In terms of lives lost, this means that every day more than 20,000 people die for lack of food, drinking water, medication or other essential necessities. A child born in subSaharan Africa has 20 times more chance of dying before it reaches 5 years old than a child born in an industrialized country, and this disparity is greater than it was a decade ago. During the 90s, 21 countries fell in the IDH ranking, 14 of these in sub-Saharan Africa (MEA, 2005; GEO, 2002; COHEN, 2005; MUSSER, 2005; SACHS, 2005). Some 20 years ago, in 1987, the Bruntland Report pointed out that among the success factors of humanity were the decline in infantile mortality, the increase in life expectancy, the increase in the percentage of adults that know how to read and write, the increase in the percentage of children going to school and the increase in global food production at a faster rate than population growth. Among the failures it made a distinction between social and environmental ones. Among the social ones it mentioned the absolute number of those starving and illiterate in the world, the increase in the number of those that do not have good quality water and housing and the widening of the gap between rich and poor nations. Among the environmental failures it highlighted the fact that environmental changes threatens to radically modify the planet and the lives of many species, the desertification of productive lands, the destruction of forests, acid rain, global warming, the hole in the ozone layer and chemical pollution (CMMAD, 1991). Since the Second World War and particularly as from the end of the 80s, when the constitution of an environmental agenda gained prominence in the globalization process, we have seen economic growth and a rapid integration of markets, accompanied by growing environmental degradation and inequity in the distribution of income between countries and within countries. This economic growth logic has proved to be unsustainable INTERFACEHS - A Journal on Integrated Management of Occupational Health and the Environment - v.1, n.3, Art 1, april 2007 www.interfacehs.sp.senac.com.br INTERFACEHS

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