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Estudo comparativo do consumo de frutas em uma população de idosos: período atual e infância

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Artigo publicado na Revista Iniciação - edição temática em Sustentabilidade Vol. 4, nº2, Ano 2014
Publicação Científica do Centro Universitário Senac - ISSN 2179-474X

Acesse a edição na íntegra!

http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistainiciacao/?page_id=13

Autores:Márcia Ribeiro Quadros, Silvania Braga de Santana Barreto, Irene Coutinho de Macedo

Resumo. Idosos são indivíduos com idade superior a 60 anos e sofrem com transformações fisiológicas e psicossociais que influenciam no consumo alimentar. A alimentação e a nutrição são preceitos básicos para a proteção da saúde e uma dieta variada e equilibrada, contemplando o consumo regular de frutas pode proporcionar uma melhora da qualidade de vida. Foi realizada uma pesquisa em um Centro de Convivência do Idoso, com a participação de 25 idosos de ambos os sexos, na faixa etária de 60 a 82 anos com o objetivo de comparar o consumo atual de frutas com o consumo no período da infância. Observou-se uma alteração em relação aos dois períodos da vida analisados, sendo que, na infância havia uma variedade maior de frutas quando comparados à vida adulta. Apesar de, atualmente, os idosos apresentarem consumo regular de frutas, este consumo ainda é inferior ao recomendado pelo guia alimentar para a população brasileira, merecendo uma orientação adequada para o aumento do consumo. Sugere-se que novos estudos sejam realizados com vistas a promover a alimentação saudável para a população idosa.
Palavras-chave: consumo alimentar; idosos; frutas.

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Estudo comparativo do consumo de frutas em uma população de idosos: período atual e infância

  1. 1. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística Edição Temática em Sustentabilidade Vol. 4 no 2 – Agosto de 2014, São Paulo: Centro Universitário Senac ISSN 2179-474 X © 2014 todos os direitos reservados - reprodução total ou parcial permitida, desde que citada a fonte portal de revistas científicas do Centro Universitário Senac: http://www.revistas.sp.senac.br e-mail: revistaic@sp.senac.br Estudo comparativo do consumo de frutas em uma população de idosos: período atual e infância Comparative study of consumption of fruits in elderly population: current period against childhood. Márcia Ribeiro Quadros1 , Silvania Braga de Santana Barreto1 , Irene Coutinho de Macedo2 1- Estudante do curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário Senac – Santo Amaro 2- Docente do Centro Universitário Senac – Santo Amaro marcia.rq@hotmail.com, silgab.71@hotmail.com, irene.cmacedo@sp.senac.br Resumo. Idosos são indivíduos com idade superior a 60 anos e sofrem com transformações fisiológicas e psicossociais que influenciam no consumo alimentar. A alimentação e a nutrição são preceitos básicos para a proteção da saúde e uma dieta variada e equilibrada, contemplando o consumo regular de frutas pode proporcionar uma melhora da qualidade de vida. Foi realizada uma pesquisa em um Centro de Convivência do Idoso, com a participação de 25 idosos de ambos os sexos, na faixa etária de 60 a 82 anos com o objetivo de comparar o consumo atual de frutas com o consumo no período da infância. Observou-se uma alteração em relação aos dois períodos da vida analisados, sendo que, na infância havia uma variedade maior de frutas quando comparados à vida adulta. Apesar de, atualmente, os idosos apresentarem consumo regular de frutas, este consumo ainda é inferior ao recomendado pelo guia alimentar para a população brasileira, merecendo uma orientação adequada para o aumento do consumo. Sugere-se que novos estudos sejam realizados com vistas a promover a alimentação saudável para a população idosa. Palavras-chave: consumo alimentar; idosos; frutas. Abstract. Elderly persons are individuals older than 60 year and usually have physiological and psychological changes that would influence their dietary pattern. Feeding and nutrition are basic concepts for health protection where a varied and balanced diet with regular consumption of fruits may improve the wellness and health of this population. The research was performed in an Elderly Community Center where 25 patients, both genders and range of aged around 60-82 years old participated in this study. The aim of this study was to compare the current against the childhood consumption of fruits. It was observed differences between the two periods of life analyzed with a more variable consumption during the childhood when compared to current age. We observed the current consumption of fruit in the elderly population. However, it is lower than the recommendation of food guide for the Brazilian population and a proper orientation for increase the consumption of fruits should be performed. It is suggested that further studies should be conducted in order to promote healthy feeding for the elderly population. Keywords: dietary pattern; elderly; fruits.
  2. 2. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 2 1. Introdução De acordo com o Estatuto Nacional do Idoso são considerados idosos os indivíduos com 60 anos ou mais (Brasil, 2003). Nas últimas décadas, em razão do aumento da expectativa de vida, a distribuição etária da população mundial tem apresentado visível alteração e consequente aumento do número de idosos, o que representa novos desafios na pesquisa nutricional. O Brasil está passando por um processo de envelhecimento rápido e intenso. O número de idosos crescerá 3,22 vezes até o ano 2025. Com isso, a proporção de idosos que, em 1980 era menor que 6%, subirá, em menos de 50 anos, para 14%. A estimativa é que o Brasil ocupe, no ano de 2025, o sexto lugar na esfera mundial em número de idosos: 31,8 milhões (Brasil, 2008). O envelhecimento, apesar de ser um processo natural, submete o organismo a diversas alterações anatômicas, funcionais, psicossociais e psicológicas, com repercussões sobre as condições de saúde e nutrição de idosos. Essas mudanças são progressivas, ocasionando efetivas reduções na capacidade funcional, desde a sensibilidade para os gostos primários até alterações nos processos metabólicos do organismo (Rosa et al, 2003). O envelhecimento pode estar acompanhado de diversos tipos de doenças crônicas não transmissíveis como: doenças cardiovasculares, neurológicas, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer. É frequente o uso de múltiplos medicamentos que influenciam na ingestão de alimentos, na digestão, na absorção e na utilização de diversos nutrientes, comprometendo no estado de saúde e a necessidade nutricional do idoso. As alterações psicossociais como a solidão e o isolamento social, depressão e o luto pela perda de amigos ou entes queridos também interferem, em certa medida, no interesse e na vontade de se alimentar, impactando no estado nutricional do idoso (Sampaio, 2004; Najas, 2005). Além dessas questões listadas, em consequências dos poucos recursos econômicos provenientes de aposentadorias e pensões, os idosos podem apresentar dificuldades para a aquisição de alimentos de alto custo, especialmente alguns tipos de frutas (Viebig et al, 2009; Fisberg et al, 2013). Estudos mostram a importância do consumo de uma dieta variada e equilibrada. Assim, as frutas, por serem ricas em vitaminas, minerais e fibras e contribuírem para a proteção à saúde e diminuir o risco de várias doenças, devem estar presente diariamente na alimentação do idoso. No entanto, observa-se, na população idosa, uma significativa redução no consumo de frutas (Brasil, 2005). A situação nutricional da população idosa sinaliza a necessidade de buscar, conhecer e compreender todas as peculiaridades que afetam o consumo alimentar, especialmente a redução no consumo de frutas. A investigação deve considerar os hábitos regionais nos ambientes em que estão inseridos, os hábitos individuais adquiridos desde a infância, as condições socioeconômicas, as alterações fisiológicas inerentes a idade e a progressiva incapacidade para realizar sozinhos as suas atividades cotidianas Diante do exposto, justifica-se a necessidade de realizar estudos que investiguem as motivações para o consumo de frutas na população idosa para que possam nortear ações para a promoção do aumento do consumo de frutas. A partir da hipótese de que há alteração no consumo de frutas entre as diferentes fases da vida, este trabalho teve por objetivo avaliar quais são essas alterações e motivos, comparando o consumo na fase atual da vida dos idosos com o consumo de frutas no período de infância.
  3. 3. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 3 2. Metodologia O método adotado foi o da pesquisa descritiva e de campo com tratamento de dados quantitativos e qualitativos. O pesquisa aconteceu entre os meses de maio e junho de 2013, com indivíduos idosos com idade superior a 60 anos, de diferentes classes sociais, frequentadores de um Centro de Convivência do Idoso (CCI). Para identificar as frutas consumidas e suas respectivas quantidades foi utilizado um Questionário de Frequência Alimentar (QFA). O instrumento permite categorizar os alimentos consumidos, a porção e a frequência de consumo. Como recursos para facilitar a identificação das frutas foram apresentadas figuras ilustrativas de diversas frutas onde cada um dos participantes sinalizava quais os alimentos mais consumia em cada uma das fases da vida. As figuras foram importantes para minimizar possíveis dificuldades de respostas por conta das falhas na memória e casos de analfabetismo. Para identificar os motivos de consumo, introdução ou exclusão de novas frutas entre os diferentes períodos, as entrevistadoras perguntaram aos idosos e registraram em ficha. A fim de complementar a investigação foi utilizado um questionário contendo 11 (onze) perguntas focadas em dois segmentos: o primeiro, que buscou identificar características pertinentes ao comportamento em relação ao consumo de frutas; o segundo que abordou algumas características do consumidor, como o estabelecimento utilizado para adquirir as frutas, motivo da compra, frequência de consumo e definição de qualidade. Após a coleta de dados, as respostas foram quantificadas e identificadas para saber quais os alimentos mais ou menos consumidos nos períodos de vida dos idosos. As respostas obtidas foram organizadas em categorias segundo alterações naturais do envelhecimento, fisiológico e psicossocial. Sobre os aspectos éticos, a realização da pesquisa foi autorizada pelo local, onde a responsável assinou uma via consentindo com a realização do trabalho. O presente projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Senac. Apenas foram incluídos na pesquisa os idosos que aceitaram e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). 3. Resultados e discussão A população foi composta por vinte e cincos idosos sendo 23 do gênero feminino (92%) e 2 do gênero masculino (8%) na faixa etária do 60 a 85 anos. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia (2010), na população idosa o número de mulheres é bastante superior ao número dos homens visto que estes apresentam expectativa de vida menor do que as mulheres. Como resultado da dinâmica de identificação das frutas, observou-se que as principais frutas consumidas foram banana, laranja e mamão, tanto para o período atual quanto para a infância. Assim, verificou-se que as principais frutas consumidas no período da infância são as mesmas que permanecem na fase atual. Segundo Rossi, Moreira e Rauen (2008) diversos hábitos alimentares estabelecidos na infância perduram por toda a vida. Nas duas fases, a fruta de maior consumo foi a banana. Uma hipótese para tal preferência pode ser a facilidade de consumo desta fruta, além do preço mais acessível. De acordo com Chaimowicz (1997), o uso de prótese dentária faz com que os idosos mastiguem com menos eficiência, levando esses indivíduos a optarem por frutas macias e de fácil mastigação, que é o caso da banana. Segundo estudo
  4. 4. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 4 realizado no município de Jaboticabal as frutas preferidas por idosos foram banana, laranja e maçã. Possivelmente pela maior disponibilidade e acesso físico e financeiro. (Perosa et al, 2012). O consumo de frutas pode estar diretamente relacionado ao poder aquisitivo da população entre idosos, tal como verificado em estudo realizado por Viebig et al (2009) que identificaram associação positiva entre consumo variado de frutas à renda e à escolaridade. Foi possível observar que diversas frutas que foram referidas como consumidas na infância tais como jaca, figo, abacate, araçá, fruta do conde, marmelo, abacaxi, fruta pão e ingá, não mais são consumidas na idade atual. Ao contrário, não observou-se a inclusão de novas frutas no período da velhice quando comparados ao consumo na infância. As frutas consumidas na infância que deixam de fazer parte do consumo atual indicam que alguns hábitos da infância não perduraram para a vida adulta, alguns se perderam ao longo do tempo. A sazonalidade, a disponibilidade e acesso ao alimento podem ser os principais fatores para a alteração. Nos discursos dos idosos foi possível observar um saudosismo em relação às frutas que consumiam na infância. Outros discursos permitiram identificar que a dificuldade financeira era um dos motivos para o baixo consumo de frutas, tanto na infância quanto na vida adulta. Seguem alguns relatos que permitem identificar essa relação: “Minha mãe tinha muitos filhos e não sobrava dinheiro para comprar fruta, era só o necessário. Hoje compro as mais baratinhas.” “Lembro na minha infância quando comia fruta do conde tirada do pé. Hoje não consumo mais, pois não resido no mesmo local e o preço subiu muito.” “A minha filha, comprava só no fim da feira! Pois as frutas ficavam mais baratas”. “Quando criança, nunca comia fruta, morava em outro pais (guerra), hoje tenho condições de comprar a fruta que quero comer.” De acordo com esses relatos, pode-se observar que, enquanto crianças, as frutas possivelmente estavam mais disponíveis no próprio pé ou, ainda, disponíveis no mercado. Possivelmente as frutas que estavam disponíveis no pé são, justamente, aquelas que, na atualidade são as mais raras e, consequentemente, mais caras tais como fruta pão, fruta do conde, ameixa. Outro fator que influenciou na alteração do consumo foi a restrição alimentar sinalizada por profissionais da saúde. Um dos relatos aponta uma restrição médica. “Quando criança morava em fazenda e comia muito abacate, hoje o médico proibiu, meu colesterol é alto, mas tenho vontade de comer”. “No quintal da minha casa tinha um pé de caqui e eu comia muito, hoje não posso comer devido eu ter diabete”. Alguns profissionais de saúde, especialmente médicos, fazem a orientação sobre a necessidade de restrição de algumas frutas como, no caso do diabetes, é comum a restrição de frutas muito adocicadas e, no caso de hipercolesterolemia, alguns profissionais restringem o consumo de frutas mais gordurosas como o coco e o abacate. Essa restrição pode ocasionar para o idoso uma redução no consumo de frutas, especialmente pelo receio de terem complicações clínicas. Os autores Pinafo et al (2011) estudaram as práticas de educação em saúde por parte de equipes profissionais e identificaram um modelo educativo fortemente associado a imposições e orientações verticalizadas que demonstram uma postura superior do
  5. 5. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 5 profissional em relação ao paciente. Nestes casos, o paciente não tem outra escolha senão obedecer, sem questionar, as ordens médicas. A textura das frutas também foi relatada como um dos fatores que impediam o consumo de fruta. “Gosto muito de maçã mas tenho dentadura que me dificulta morder porque é muito dura”. De fato, as alterações fisiológicas relativas à dentição podem alterar o consumo alimentar, especialmente de algumas frutas mais rígidas (Rosa et al, 2003) Sobre o número de porções de frutas consumidos diariamente, observou-se que, apesar das frutas estarem presentes na dieta da maioria dos idosos, essa quantidade não atende à recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira (Brasil, 2005), que é de 3 a 5 porções de frutas ao dia. Como pode se observar na Figura, dos 25 idosos, a maioria (60,0%) consumiram de 2 a 3 porções de frutas por dia, 4 (16%) consumiram 1 porção e apenas 6 (24%) consumiram de 3 a 5 porções por dia. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 1 Fruta por dia 2 a 3 fruta por dia 3 a 5 frutas por dia Figura꞉ Número de porções de frutas consumidas diariamente segundo número de idosos. São Paulo, 2013. Os resultados obtidos mostram um consumo diário de frutas pela maioria dos idosos portanto, ainda abaixo da recomendação para uma dieta adequada. Tal como nesta pesquisa, diversos estudos tem apontado um baixo consumo de frutas em população de idosos, o que constitui um risco para o desenvolvimento de doenças e o comprometimento da qualidade de vida, sendo urgentes as ações educativas que favoreçam o aumento no consumo de frutas (Costa et al, 2004; Viegib et al, 2009; Fisberg et al, 2013; Souza e Marin-Leon, 2013). 4. Conclusão O aumento da população idosa é um fenômeno que não pode ser negligenciado pela ciência da nutrição. Na realização do planejamento dietético alimentar é imprescindível a compreensão de todas as peculiaridades às mudanças fisiológicas
  6. 6. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 6 naturais do envelhecimento, da análise dos fatores econômicos, psicossociais e de intercorrências farmacológicas associadas às múltiplas doenças que interferem no consumo alimentar e na necessidade de nutrientes. Percebeu-se que muitos dos idosos consumiam uma variedade maior de frutas na sua infância apesar de limitações financeiras. Na fase adulta as dificuldades de acesso se acentuam e incluem-se outras limitações para o consumo tais como recomendações médicas. Apesar do consumo diário de frutas pela maioria da população estudada, ainda não atende a recomendação para alimentação saudável. Assim, sugere-se, que novos estudos sejam realizados com vistas a promover a alimentação saudável para a população idosa. Referências BRASIL. Estatuto do Idoso. LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003. D.O.U. 03 de outubro de 2003. Brasília, 2003. ______. Guia Alimentar para a População Brasileira. Ministério da Saúde. Brasília, 2005 ______. Envelhecimento e dependência: desafios para a organização da proteção social. Ministério da Previdência Social. Brasília, 2008 CHAIMOWICZ, Flávio. A saúde dos idosos brasileiros às vésperas do século XXI: problemas, projeções e alternativas. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 31, n. 2, Apr. 1997. COSTA, Maria Fernanda Furtado de Lima e et al . Comportamentos em saúde entre idosos hipertensos, Brasil, 2006. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 43, supl. 2, nov. 2009. FISBERG, Regina Mara et al. Ingestão inadequada de nutrientes na população de idosos do Brasil: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 47, supl. 1, fev. 2013. IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia). Censo Demográfico Brasileiro. Brasília, 2010. NAJAS, M.; NEBULONI, C.C. Avaliação do Estado Nutricional. In: RAMOS, L.R. Geriatria e Gerontologia. São Paulo: Manole, 2005. PEROSA, José Matheus Yalenti et al. Perfil do consumidor de frutas em cidades do interior do estado de São Paulo - SP. Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal, v.34, n. 4, dez. 2012. PINAFO, Elisangela et al . Relações entre concepções e práticas de educação em saúde na visão de uma equipe de saúde da família. Trab. educ. saúde (Online), Rio de Janeiro , v. 9, n. 2, out. 2011. ROSA, Tereza Etsuko da Costa et al. Fatores determinantes da capacidade funcional entre idosos. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 37, n. 1, fev. 2003 ROSSI, Alessandra; MOREIRA, Emília Addison Machado; RAUEN, Michelle Soares. Determinantes do comportamento alimentar: uma revisão com enfoque na família. Rev. Nutr., Campinas , v. 21, n. 6, dez. 2008 . SAMPAIO, Lílian Ramos. Avaliação nutricional e envelhecimento. Rev. Nutr., Campinas, v. 17, n. 4, dez. 2004.
  7. 7. Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 4 no 2 - Agosto de 2014 Edição Temática em Sustentabilidade 7 SOUZA, Bruna Fernanda do Nascimento Jacinto de; MARIN-LEON, Letícia. Food insecurity among the elderly: cross-sectional study with soup kitchen users. Rev. Nutr., Campinas , v. 26, n. 6, dez. 2013. VIEBIG, Renata Furlan et al . Consumo de frutas e hortaliças por idosos de baixa renda na cidade de São Paulo. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v. 43, n. 5, out. 2009 .

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