O estudo do processo produtivo através de experimentações para a produção em massa: a obra de Charles e Ray Eames
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O estudo do processo produtivo através de experimentações para a produção em massa: a obra de Charles e Ray Eames

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Artigo publicado na Revista Iniciação – edição Vol. 3, nº1, Ano 2014 ...

Artigo publicado na Revista Iniciação – edição Vol. 3, nº1, Ano 2014
Publicação Científica do Centro Universitário Senac - ISSN 2179-474X

Acesse a edição na íntegra!

http://www1.sp.senac.br/hotsites/blogs/revistainiciacao/?page_id=13

Resumo

Este projeto de Iniciação Científica estudou obra de dois autores, arquitetos e designers, Charles e Ray Eames, cuja produção inaugurou novos paradigmas para o mobiliário e para o projeto de espaços, assim caracterizando-se como profissionais inovadores. A produção destes arquitetos/designers apresenta uma série de resultados decorrentes de experimentações desenvolvidas sobre materiais específicos, técnicas particulares, ou mesmo procedimentos criativos pouco convencionais. Através desta pesquisa foi possível compreender o papel da experimentação nas relações que estabeleceram entre material, forma e espacialidade, entendendo que o método experimental é uma forma de, cientificamente, alimentar processos cognitivos e amparar a produção de conhecimentos da pesquisa nas áreas da Arquitetura e Design.

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O estudo do processo produtivo através de experimentações para a produção em massa: a obra de Charles e Ray Eames O estudo do processo produtivo através de experimentações para a produção em massa: a obra de Charles e Ray Eames Document Transcript

  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014, São Paulo: Centro Universitário Senac ISSN 2179474 X © 2014 todos os direitos reservados - reprodução total ou parcial permitida, desde que citada a fonte portal de revistas científicas do Centro Universitário Senac: http://www.revistas.sp.senac.br e-mail: revistaic@sp.senac.br O estudo do processo produtivo através de experimentações para a produção em massa: a obra de Charles e Ray Eames. The study of the production process through trials for mass production: the work of Charles and Ray Eames. Mariana Hayashi Ikegami, Myrna de Arruda Nascimento. Centro Universitário SENAC Bacharelado em Desenho Industrial Mariana.hikegami@gmail.com, Myrna.anascimento@sp.senac.br Resumo. Este projeto de Iniciação Científica estudou obra de dois autores, arquitetos e designers, Charles e Ray Eames, cuja produção inaugurou novos paradigmas para o mobiliário e para o projeto de espaços, assim caracterizando-se como profissionais inovadores. A produção destes arquitetos/designers apresenta uma série de resultados decorrentes de experimentações desenvolvidas sobre materiais específicos, técnicas particulares, ou mesmo procedimentos criativos pouco convencionais. Através desta pesquisa foi possível compreender o papel da experimentação nas relações que estabeleceram entre material, forma e espacialidade, entendendo que o método experimental é uma forma de, cientificamente, alimentar processos cognitivos e amparar a produção de conhecimentos da pesquisa nas áreas da Arquitetura e Design. Palavras-chave: arquitetura, design, Charles e Ray Eames, material e espacialidade. Abstract. This Scientific Initiation project studied the work of two authors, architects and designers, Charles and Ray Eames, whose production began offering new paradigms for the furniture and design spaces as well characterized as innovators. The production of these architects / designers presents a series of results arising from trials carried out on specific materials, particular techniques, or even unconventional creative procedures. Through this research it was possible to understand the role of experimentation in the relations established between material, form and spatiality, understanding that the experimental method is a way to scientifically feed cognitive processes and sustain the production of knowledge from research in the areas of Architecture and Design . Key words: architecture, design, Charles and Ray Eames, material and spatiality.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 2 1. Introdução Este artigo relata e associa fatores históricos sobre a obra de um casal norte americano, Charles e Ray Eames, que através de novos métodos de produção obtiveram resultados e ideias diferenciadas em relação às tendências existentes por volta de 1940. Dados foram levantados, analisados e discutidos com a finalidade de compreender o processo criativo de produção aliado ao material, forma e espacialidade, com o intuito de transformar a pesquisa em um processo cognitivo através do experimentar, no caso, a madeira compensada, finalizando a pesquisa através de um objeto de estudo que representasse o que foi pesquisado e assimilado no seu decorrer. Podendo afirmar no final desta pesquisa que nada ocorre como se fosse predestinado a, mas sim, na decorrência de fatores externos e “internos” que envolvem o mundo complexo que a cada dia existe a tentativa de simplificá-lo. 2. Metodologia Os métodos de pesquisa utilizados foram pesquisa teórica sobre obras e autores que discutem iniciativas de projeto e produtos resultantes da experimentação, tomando como referência a produção dos arquitetos-designers Charles e Ray Eames, e documental e empírica, com o intuito de promover a aquisição de conhecimento através da experimentação. A metodologia aplicada a essa pesquisa desenvolveu-se nas seguintes etapas: levantamento iconográfico de exemplos através dos quais se estudaram e identificaram- se parâmetros de análise possíveis sobre a obra de Charles e Ray Eames; organização dos exemplos segundo critérios que priorizaram as técnicas utilizadas, o tipo de material empregado, as soluções estruturais experimentadas e o tipo de resultado formal obtido; redação dos pressupostos teóricos adotados e dos critérios para organização e estudo do material levantado; análise, comparação e interpretação dos dados levantados pela pesquisa a partir dos critérios e dos exemplos selecionados; e, por fim, redação das conclusões, edição final do material produzido e redação da pesquisa. 3. Objetivos Essa pesquisa objetivou estudar os conceitos que associam material, forma e espacialidade no âmbito da produção de mobiliário, inserido no projeto de espaços dos arquitetos e designers Charles e Ray Eames. O objetivo de compreender o papel da experimentação, dentro do processo de relações que se estabelecem entre material, forma e espacialidade, foi atingido, uma vez que foi através do método experimental se discutiu processos cognitivos e a produção de conhecimento na área do Design e da Arquitetura. A pesquisa inaugurou caminhos que geraram uma peça de mobiliário, a partir da compreensão do processo de criação e das experimentações desenvolvidos pelos designers Charles e Ray Eames. 4. Resultados e discussão Inicialmente foi pesquisado duas obras: “The Eames: The work of the office of Charles and Ray Eames” (1989) e “Charles and Ray Eames” (2000) com a finalidade de definir as características marcantes e o processo de produção dos principais produtos do casal. Teve foco principalmente no processo de produção das cadeiras por representarem os objetos que mais foram explorados pelo casal em termos de inovação (diversos materiais foram testados por eles), nesta fase do trabalho houve uma organização de
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 3 exemplos de produção dos profissionais documentados na forma de modelos ou produtos finalizados, em várias publicações, destacando distintos processos empregados pelos designers arquitetos Eames ao longo de seu trabalho. Figura 1. As cadeiras produzidas pelo casal Eames e os processos e/ou matérias distintos de cada uma delas. O casal Eames dava grande importância para que a expressão da forma fosse direta e honesta, ou seja, direta, pois o design para eles era a pura expressão do propósito do objeto a ser elaborado sem possíveis desvios, e honesta pelo fato do produto ser a pura expressão do processo de moldagem, sem estofados ou adornos. Kazam! Uma máquina desenvolvida pelo casal em 1941 que servia para grudar finas camadas de madeira uma a outra possibilitando moldar curvas em três dimensões, inaugurando um momento muito profícuo na atividade profissional dos Eames. Feita a partir de tiras de madeiras aparafusadas para que pudessem resistir altas pressões para a concepção da madeira compensada, durante o processo de moldar objetos, a máquina dava condições para que as finas camadas de madeiras fossem revestidas com cola e colocadas uma sobre a outra com o sentido das fibras alternadas, com a finalidade de dar a madeira mais estruturação no final do processo. Estas tiras eram postas contra um molde de gesso, localizado na base da máquina, e uma membrana inflável era colocada sobre as camadas de madeira. Logo foi instalado pelo casal, um dispositivo que permitiu inflar a membrana com uma bomba de bicicleta, até os laminados serem pressionados contra o molde de gesso. Nesse dispositivo, elementos de calor foram incorporados no molde de cerâmica para a secagem da cola. O ar era bombeado dentro da membrana regularmente para manter o nível de pressão necessário até a cola ficar definida. Quando a pressão era liberada e o assento formado removido, eram executados acabamentos manuais simples como o corte, de acordo com a forma desejada, e o lixamento.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 4 Figura 3 – máquina “Kazam” aberta. O casal continuou a aperfeiçoar a máquina de moldar madeira laminada e entre 1941 e 1942 gerou a primeira escultura de madeira compensada, possibilitando a variação de camadas finas de madeira, além de curvas mais complexas dentro do molde. Figura 3 – Escultura com curvas compostas. Uma grande preocupação do casal, além de respeitar as propriedades do material, era a questão de fazer objetos acessíveis a todos, com um baixo custo e uma boa qualidade.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 5 Uma característica afinada com a conceituação da Bauhaus, que tinha como objetivo formar pessoas que soubessem explorar novos métodos de produção, experimentar coisas novas, aliado à tecnologia para resultar em um produto barato, mas ao mesmo tempo bem desenhado e produzido. A palavra design para o casal vem representar uma forma de ação e não um mero substantivo. Assim, a partir de 1945 várias experimentações em relação às cadeiras foram realizadas com os equipamentos desenvolvidos durante a guerra, utilizando tanto a madeira quanto o metal. Foi um período de experimentações que serviu para um aperfeiçoamento da máquina ”Kazam”, tornando-a mais eficiente em relação ao processo produtivo, tempo, além de usufruir de novas tecnologias. Neste período, muitos designers passam as criar várias possibilidades de produtos com o mesmo material, incentivando a importância do experimentar, além de uma simplicidade construtiva (fabricação) e montagem de produtos através de partes desmembradas. Projetar para o casal Eames é aliar ciência com arte, projetar com brincar (jogar) e artesanal com industrial. Uma chave que define o trabalho da dupla. Madeira compensada Dentre os diversos materiais que o casal Eames utilizou, a madeira compensada foi a que apresentou, no meu ponto de vista, melhores condições a ser explorada em relação à infraestrutura disponível para a experimentação, e também há a questão da importância do interessante contraste deste mundo sintético que presenciamos nos dias atuais com a expressão natural que a madeira, os seus veios, podem causar. É um processo que alia arte e tecnologia, que possibilita uma experiência de explorar o processo em si e melhorar a essência em relação à textura, fibra, imperfeições naturais, simplicidade e “honestidade”. O processo para obter a madeira compensada não é algo novo, porque aproximadamente mil anos atrás os egípcios já utilizavam essa técnica para produção de artefatos. Ela era e ainda continua sendo utilizada com a finalidade de otimização de materiais raros e para fins decorativos, e deu continuidade ao seu aprimoramento com o desenvolvimento de equipamentos, como o cortador rotativo de laminados e placas hidráulicas quente de pressão, e o desenvolvimento de colas e resinas. A madeira compensada é composta por finas folhas de madeira e cola. O processo consiste em “folhear”, laminar a madeira e cruzar as fibras das folhas. Experimentações As experiências para obter a madeira compensada, descritas em etapas, foram realizadas através de trocas de informações tanto com o professor responsável pela oficina do SENAC como com os técnicos, que com seu amplo conhecimento em materiais relacionados à madeira deram suporte (informações) para a atividade de experimentação. 1ª etapa: obtenção de informações relacionadas à produção da placa de madeira compensada e a produção de uma peça através de referências, como livros e vídeos da internet. Essa etapa ofereceu uma base em relação de como os moldes, macho e fêmea, devem ser pensados na hora de projetar o produto, de tal forma que uma angulação de 2,5° (ou mais) seja um fator obrigatório para que o objeto deste possa ser retirado. 2ª etapa: coleta de informações que deram suporte para o início das experimentações, informações fornecidas pelos técnicos, Lourenço e Antônio, e pelo professor responsável
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 6 pela oficina, Adriano. Eles explicaram que a madeira compensada recebe este nome pelo fato de que uma folha, quando sobreposta com as fibras perpendiculares uma a outra, existe uma compensação entre elas de forma que garante estabilidade e resistência, evitando que a madeira fique curvada de forma não prevista, após o processo. Explicaram também a existência de dois tipos de folhas, a laminada e a descascada. A folha laminada serve para dar acabamento, são as folhas que ficam localizadas na parte exterior do compensado, na maioria dos casos. E a folha descascada é mais utilizada na parte interna, representa à estruturação do compensado, sua folha possui uma espessura maior do que as laminadas que são extremamente finas. 3ª etapa: houve uma pesquisa na Rua do Gasômetro (São Paulo) para a compra das folhas de madeira, uma vez que é o melhor lugar para este tipo de material. Foi encontrada a Madeireira Rume que apresentou uma realidade até então confusa, pelo fato da existência de várias folhas de madeiras de diversas dimensões, cores e textura, e a falta de alguém que pudesse oferecer alguma especificação dos materiais disponíveis. Na madeireira havia vários tipos de madeira laminada, importados e nacionais, porém em relação aos descascados somente dois foram encontrados, a folha de marfim e de pinho. 4ª etapa: produção do compensado. Inicialmente as folhas de madeira foram cortadas 50 cm x 10 cm, tanto com as fibras na horizontal quanto na vertical, e placas de madeira foram encapadas com plástico, uma vez que a cola utilizada não gruda neste tipo de material, para servir como molde para fazer a placa de madeira compensada. Figura 4 – Folhas de marfim cortadas na vertival e horizontal. 5ª etapa: depois de realizar as placas de compensado elas foram posicionadas em uma compressora, que com o auxílio do software Dyna View foi possível medir a força de um apoio de trinta e dois milímetros de diâmetro no centro da placa. Através desse software e da máquina foi possível determinar aproximadamente o momento plástico e o momento de quebra da madeira, ou seja, momento plástico quando depois de
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 7 pressionada consegue voltar à estrutura inicial sem danos, e momento de quebra quando a peça não consegue voltar à estrutura inicial, começa a ficar curva. Figura 5 – Compressora utilizada para medir a pressão A partir da experiência, foi possível selecionar o resultado mais próximo do fim do momento plástico de cada material, podendo calcular a pressão exercida em cada elemento. Este procedimento teve a finalidade de criar uma tabela que serviu e serve como base para escolha apropriada do material dependendo da resistência que o produto necessita. Tabela 1 - Resultados obtidos através dos ensaios Tipo de folha Quantidade Espessura - mm Força - kg (apoio de 32 mm de diâmetro) Pressão – kg/cm² MARFIM 3 3.0 25.00 3.11 MARFIM 5 8.0 69.80 8.69 PINHO 5 4.0 39.60 9.93 PINHO 7 7.0 66.30 8.25 BÉTULA 5 2.8 7.46 0.92 CURUPICHA 5 2.5 6.00 0.74 CEREJEIRA 5 3.0 7.72 0.96 6ª etapa: a partir das informações assimiladas um estudo de formas foi realizado sem o intuito de determinar o que seria, mas sim analisar as possibilidades existentes de como obtê-las. O estudo das possibilidades de formas foi realizado através de placas
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 8 de plástico que esquentadas com um soprador térmico deixava de ser uma simples placa para se tornar um “volume”. Não fora realizado com a própria madeira laminada pelo fato de que para criar o molde demoraria muito tempo fora a secagem da peça que seria de um dia para o outro. Figura 6 – Modelo selecionado para ser utilizado como referência para a peça a ser produzida com a madeira compensada. Após o estudo, o modelo elaborado aparentemente com várias tiras foi escolhido pelos aspectos que possibilitaria ser utilizado de formas diferentes dependendo de uma necessidade ou ponto de vista do usuário. 6ª etapa: através do modelo de referência foi projetado um mobiliário semelhante, porém com algumas modificações tendo em mente alguns fatores que não possibilitariam a moldagem do objeto e questões estéticas. Figura 7 – Estudo do modelo. O modelo final resultou em um objeto de estudo com uma angulação de 3°graus nas estruturas laterais, para que durante o processo a peça consiga sair do molde. As tiras que são curvadas na altura dos trinta centímetros são finalizadas com uma curva de diâmetro de cinquenta centímetros finalizando junto com as tiras mais compridas, além de dar um toque mais “orgânico” à peça.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 9 Figura 8 – Imagem do objeto de estudo renderizado. O material escolhido para confeccionar a peça foi a folha de pinho com sete camadas, pois essa folha possui dimensões mais confortáveis para a produção deste “mobiliário” sem ter a necessidade de criar emendas em todas as camadas, além de ter uma resistência adequada ao tipo de estruturação. Figura 9 – Desenho técnico do objeto de estudo.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 10 5. Conclusão A partir desta pesquisa é possível afirmar que as coisas não acontecem por acaso em um projeto ou na decorrência de fatos históricos. Tudo o que acontece é pelo fato de alguma necessidade em um todo. Uma necessidade que está em constante transformação. O casal Eames não foge dessa regra, pois se não fosse à quebra da bolsa de Nova York, ou mesmo a existência da guerra eles não teriam traçado este percurso, talvez Charles nem chegasse a produzir mobiliários, muito menos participado de concursos. As cadeiras dos Eames são conhecidas como biomorfos, estruturas que possuem traços orgânicos, sinuosos sem remeter a uma “criatura” da natureza em específico. Tal forma foi concebida com a finalidade de mostrar o confortável sem a utilização de adornos, um confortável que denominamos de ergonomia nos dias atuais. Já em relação ao processo de experimentação é válido mencionar que o aprendizado não está somente no crescimento individual e no conhecimento adquirido sobre a matéria prima estudada, e sim, no ambiente em que a pesquisa “insere” o pesquisador, numa realidade desconhecida até então, uma realidade que envolve pessoas, lugares e condições que compartilham novas informações e vice versa. Referências Bent plywood in 7 easy steps. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=TXAeLwJ8fcw Acesso em: 31 outubro 2012 BURDEK, Bernhard E.; CAMP, Freddy Van. Design: história, teoria e prática do design de produtos. São Paulo: Edgard Blücher, 2006. HANDLER, Kaitlin. Molded plastic chairs. Disponível em: http://eamesdesigns.com/library- entry/molded-plastic-chairs/> Acesso em 28 novembro 2012 How to built na Eames shell chair. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=PIlTtXrgA0c&feature=related. Acesso em: 31 outubro 2012 How to make routing templates. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=C45Fff_F3f4 Acesso em: 28 novembro 2012 MORAES, Dijon de (Autor). Limites do design. 3. ed. rev. ampl. São Paulo: Studio Nobel, 2008. MUNARI, Bruno. A arte como ofício. 4 ed. São Paulo: Editorial Presença,1993 NEUHART, John; NEUHART, Marilyu; EAMES, Ray. Eames design: the work of the Office of Charles and Ray Eames.New York: Harry N. Abrams, 1989. NGO, Dung; PFEIFFER, Eric. Bent ply. Prinenton architectural press, New York, 2003. STUNGO, Naomi. Frank Lloyd Wright. São Paulo: Cosac & Naify, 2000. STUNGO, Naomi; MACHADO, Luciano.Charles e Ray Eames. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
  • Iniciação - Revista de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Vol. 3 no 1 – janeiro de 2014 Edição Temática: Comunicação, Arquitetura e Design 11 TAMBINI, Michael; MARTINS, Claudia Sant'Ana. O design do século. 2. ed. São Paulo: Ática, 2004. Imagens Figura 1 - Acervo pessoal Figura 2 - NEUHART, John; NEUHART, Marilyu; EAMES, Ray. Eames design: the work of the Office of Charles and Ray Eames.New York: Harry N. Abrams, 1989. Pág.26 Figura 3 - NEUHART, John; NEUHART, Marilyu; EAMES, Ray. Eames design: the work of the Office of Charles and Ray Eames.New York: Harry N. Abrams, 1989. Pág.39 Figura 4 - Acervo pessoal Figura 5 - Acervo pessoal Figura 6 - Acervo pessoal Figura 7 - Acervo pessoal Figura 8 - Acervo pessoal Figura 9 - Acervo pessoal