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officinalis. O extrato de Centella asiatica auxilia na melhora do quadro do t...
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CIPORKIN, H.; PASCHOAL, L. H. Atualização terapêutica e fisiopatogênica da
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HEARTH-CARE-CLINIC. Medical uses and benefits of Ginger : Disponível em
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MCLAUGHLIN, L. (2006). Food: A taste of the future. TIME magazine, Sunday, Ju...
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PIÉRARD, G. E.; QUATRESOOZ, P.; XHAUFLAIRE-UHODA, C.; PIÉRARDFRANCHIMONT. Cel...
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SABARÁ, L; ASATO, S.S. O; GODOY, M.R. A. Beleza total – estética cuidados e
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Indicação de uso de espécies vegetais para o tratamento da celulite com fins cosméticos

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Artigo publicado na edição Vol. 8 nº 3 - Revista InterfacEHS
Publicação Científica do Centro Universitário Senac - ISSN 1980-0894

Acesse a edição na íntegra!

http://www3.sp.senac.br/hotsites/blogs/InterfacEHS/?page_id=1353


Resumo

A celulite acomete mais mulheres em idade pós-puberal do que homens, causando alterações topográficas na região ginóide cuja aparência se assemelham ao aspecto “casca-de-laranja”. É caracterizado por uma sobrecarga de gordura localizada decorrente do número de adipócitos (hipertrofia dos adipócitos) ou devido à associação dos dois fenômenos aos quais se somam uma acumulação de toxinas e de água. Já os produtos naturais têm desempenhado um papel importante nos tratamentos estéticos, em geral, devido ao fato de que as plantas possuem uma ampla variedade de metabólitos secundários. O presente estudo visa um levantamento bibliográfico sobre a ação de substâncias ativas fitoterápicas no tratamento da celulite, procurando uma alternativa não invasiva para o tratamento. Foram utilizados livros e artigos científicos específicos da área para a realização desta pesquisa. São encontrados em ambas das literaturas a utilização dos extratos da Coffea arabica; Paullinia cupana; Lycium barbarum; Vitis vinifera; Melilotus officinalis; Centella asiatica; Aesculus hippocastanum; Zingiber officinale e Rosmarinus officinalis para o tratamento e/ou prevenção. Em todos os extratos, há substâncias que reduzem a permeabilidade vascular, além de antioxidantes, antiinflamatórios e calmantes.

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Indicação de uso de espécies vegetais para o tratamento da celulite com fins cosméticos

  1. 1. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 INDICAÇÃO DE USO DE ESPÉCIES VEGETAIS PARA O TRATAMENTO DA CELULITE COM FINS COSMÉTICOS INDICATION OF USE OF PLANT FOR TREATING CELLULITIS FOR COSMETIC PURPOSES Beatrice Helfstein de Magalhães1 Monica Fernandes de Camargo2 Célio Takashi Higuchi3 Resumo A celulite acomete mais mulheres em idade pós-puberal do que homens, causando alterações topográficas na região ginóide cuja aparência se assemelham ao aspecto “casca-de-laranja”. É caracterizado por uma sobrecarga de gordura localizada decorrente do número de adipócitos (hipertrofia dos adipócitos) ou devido à associação dos dois fenômenos aos quais se somam uma acumulação de toxinas e de água. Já os produtos naturais têm desempenhado um papel importante nos tratamentos estéticos, em geral, devido ao fato de que as plantas possuem uma ampla variedade de metabólitos secundários. O presente estudo visa um levantamento bibliográfico sobre a ação de substâncias ativas fitoterápicas no tratamento da celulite, procurando uma alternativa não invasiva para o tratamento. Foram utilizados livros e artigos científicos específicos da área para a realização desta pesquisa. São encontrados em ambas das literaturas a utilização dos extratos da Coffea arabica; Paullinia cupana; Lycium barbarum; Vitis vinifera; Melilotus officinalis; Centella asiatica; Aesculus hippocastanum; Zingiber 1 2 Especialista em Cosmetologia aplicada à Estética, Senac, SP, farmacêutica pela Unisa, SP; Especialista em Cosmetologia aplicada à Estética, Senac, SP, farmacêutica pela Universidade São Francisco, SP; 3 Mestre e farmacêutico pela UNESP, Araraquara, e pesquisador responsável pela linha de pesquisa “Cosméticos Sustentáveis”, Senac, SP. E-mail: celio.thiguchi@sp.senac.br. 61
  2. 2. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 officinale e Rosmarinus officinalis para o tratamento e/ou prevenção. Em todos os extratos, há substâncias que reduzem a permeabilidade vascular, além de antioxidantes, antiinflamatórios e calmantes. Palavras-chave: Celulite, cafeína e ativos fitoterápicos. Abstract Cellulite affects most women in post - pubertal age than men, causing topographic changes in gynoid region whose appearance resemble the look "orange -peel". It is characterized by an overload of fat located due to the number of adipocytes (adipocyte hypertrophy) or due to the association of the two phenomena to which are added an accumulation of toxins and water. Natural products have already played an important role in aesthetic treatments in general due to the fact that plants have a wide variety of secondary metabolites. This study aims to review the literature on the action of herbal active substances for the treatment of cellulite looking for a non-invasive alternative for treatment. Specific books and scientific articles in the field were used for this research. Both of them are found in the literature the use of extracts of Coffea arabica, Paullinia cupana; Lycium barbarum, Vitis vinifera, Melilotus officinalis, Centella asiatica, Aesculus hippocastanum, Zingiber officinale and Rosmarinus officinalis for the treatment and /or prevention. In all the extracts, there are substances that reduce vascular permeability include antioxidants, anti-inflammatory and soothing. Key words: Cellulitis, caffeine and herbal active. 1. Introdução O termo celulite foi descrito pela primeira vez em 1920. Palavra de origem latina, Cellulite, foi utilizada para descrever uma alteração estética da superfície da pele. Celulite não seria o termo mais apropriado, pois a derivação da palavra significa inflamação celular e estudos sugerem que não foram encontrados sinais de inflamação no tecido em questão (GIMENEZ, 2001). Diversos são os termos utilizados para definir estas alterações do tecido 62
  3. 3. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 subcutâneo, na tentativa de adequar às alterações histomorfológicas, sendo eles: Lipodistrofia, Lipoedema, Fibroedema Geloide, Hidrolipodistrofia, Hirolipodistrofia Ginoide, Paniculopatia edemato fibro esclerótica, Paniculose, Lipoesclerose Nodular, Lipodistrofia Ginoide (SCHNEIDER, 2010). A celulite é considerada um problema esteticamente preocupante para milhões de mulheres. Uma das possibilidades do surgimento da celulite é, em consequência, pelo aumento do número e o volume dos adipócitos e, por fim, a ação do estrogênio (hormônio sexual secundário feminino) durante a puberdade. Este hormônio é responsável por reter líquidos ricos em sódio (GOMES & DAMAZIO, 2009; LEONARDI, 2008). A celulite é uma infiltração edematosa do tecido conjuntivo subcutâneo, não inflamatório, seguido de polimerização da substância fundamental, que, infiltrando-se nos traumas, produz uma reação fibrótica consecutiva, ou seja, os mucopolissacarídeos que a integram sofrem um processo de geleificação (CIPORKIN & PASCHOAL, 1992). A celulite é considerada uma patologia multifatorial por ser determinada por efeitos hormonais, predisposição genética, inatividade, dietas inadequadas, obesidade, distúrbios posturais, bem como o tabagismo (TOGNI, 2006). Uma das hipóteses atribuída à celulite é a possível alteração na microcirculação, envolvendo compressão dos sistemas venoso e linfático (RAWLINGS, 2006; SMALLS et al 2006, RAO et al, 2005). Esta alteração circulatória está relacionada com a obesidade, uma vez que, durante a fase inicial de desenvolvimento celulite, os adipócitos estiveram associados ao edema e à dilatação dos vasos linfáticos (TERRANOVA et al, 2006). Como a celulite afeta quase exclusivamente mulheres, o fator hormonal merece atenção neste sentido. A distribuição de celulite na mulher ocorre em regiões específicas e segue o mesmo padrão que o depósito de tecido adiposo (de GODOY & de GODOY, 2009). Um estudo concluiu que fatores mecânicos podem afetar a aparência da celulite, tais como: alterações ortostáticas, descalço e alterações da coluna lombar, como a hiperlordose (SANDOVAL, 2003). Além disso, houve relato na literatura que, nas áreas onde a celulite foi evidente, a aparência da pele mudou em função da posição do membro inferior (AVRAM, 2004; QUATRESOOZ, 2006). A celulite se caracteriza pela presença de depressão na pele, assemelhadas à textura da casca de laranja ou do queijo cottage, observadas regularmente nas coxas e 63
  4. 4. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 nádegas (TREU et al., 2009). É uma condição fisiopatológica mais prevalente em mulheres independentemente do peso corpóreo do que nos homens. A principal alteração histológica é a hipertrofia ou, inversamente, o enfraquecimento dos fios do tecido conjuntivo que sustenta os adipócitos encontrados, caracterizando-se por uma desordem do metabolismo lipídico e no fluxo de líquidos do organismo, e ocorre quando há problemas na microcirculação sanguínea fazendo com que os resíduos adiposos acumulem-se na região hipodérmica. Esta afecção produz importantes alterações que deixam um aspecto pouco agradável visualmente, pois modifica profundamente a estrutura histológica da pele, dificulta o aporte nutritivo e a possível tendência ao agravamento do quadro (SANCHEZ, 1990; PIÉRARD et al., 2006). A FEG é classificada em quatro tipos de formas clínicas: dura ou compacta, flácida ou branda, edematosa e mista. Para cada tipo, há variação na consistência e natureza da celulite e incidência prevalente em diferentes períodos durante a vida (KEDE, 2010). Além disso, a FEG passa a ser considerada como uma patologia dependendo do estágio ou grau evolutivo, distinguindo-se em quatro estágios os quais se baseiam na avaliação anatômica e na semiologia, pois são de demarcação difícil e imprecisa já que a celulite ocorre de forma gradual e progressiva, intercalando por períodos de estagnação e de reatividade (SABARÁ et al., 2008; MURAD, 2006; CIPORKIN & PASCHOAL, 1992). Quanto a sua localização, ela afeta várias regiões do corpo, mas, em destaque, na região glútea, na região lateral, a face interna e posterior da coxa, o abdômen, a parte posterior e lateral dos braços e a face interna dos joelhos (LEONARDI & CHORILLI, 2010; GOLIK, 1995). Leonardi (2008) afirma que, na região dos quadris, os adipócitos tem seu volume aumentado durante o período gestacional e da amamentação. Na menopausa também ocorre uma enorme variação hormonal o que poderá predispor ao aparecimento de ondulações. Por esse motivo, é preciso muita atenção para as diferentes fases da vida (menarca, gravidez e menopausa) para a construção de um projeto de prevenção e dentre as medidas se faz necessário à aplicação de produtos tópicos, com substâncias ativas capazes de alcançar a camada da hipoderme, para que ocorra a diminuição seletiva e bem sucedida dos adipócitos e descreve que a formação deste processo, geralmente parte da combinação de vários fatores. Essa tese gênese multifatorial, Kede (2010) ressalta os vários fatores responsáveis pelo aparecimento da FEG, entre eles, a herança genética, etnia, fototipo de pele, alimentação inadequada, 64
  5. 5. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 falta de prática de atividades físicas, uso de nicotina e o uso de determinados medicamentos como terapia de reposição de estrógenos, anticoncepcionais, corticosteroides, antialérgicos, antitireoidianos e betabloqueadores podem agravar a situação. Eles ativam o receptor alfa 2 adrenérgico, diminuindo a ação lipolítica e quanto maior o número de receptores, maior é a dificuldade de realizar a ação, independente da localização da célula (RIBEIRO, 2010; LEONARDI, 2008). O agravante neste caso, em especial, é o estresse, pois também promove a retenção de toxinas (ILIES, 2002; GOLIK, 1995). A esteticista pode avaliar e constatar de forma mais precisa o estágio da celulite, solicitando que o paciente permaneça em posição ortostática (CARNEIRO et al., 2010; MORAES et al., 2010). Há outras maneiras de diagnosticar a celulite, como macrofotografia (método fotográfico); medidas antropométricas (medidas de peso, altura, circunferência e pregas cutâneas); bioimpedanciometria (método que permite acessar o tecido através de corrente elétrica); xenografia (avalia os tecidos por radiotransparência ou radioopacidade); ecografia bidimensional (analisa a morfologia do tecido subcutâneo); tomografia computadorizada (método pouco acurado na avaliação do tecido adiposo); Ressonância Nuclear Magnética (possibilita detalhamento das imagens e tecidos); fluxometria de Doopler por Laser (avalia a microcirculação tecidual); biópsia de pele seguida de exame histopatológico (acessa direta e invasivamente o tecido subcutâneo normal ou alterado e analisa sua microestrutura). No entanto não existe método melhor ou aceito unanimemente, pois tais conceitos dependem de variáveis como custo, grau de invasão, riscos, acessibilidade e outros (AFONSO et al., 2010). Após a avaliação do quadro, indicam-se cuidados de forma multidisciplinar. No campo e na proposta estética ocorra de forma não curativa, tenha finalidade de corrigir as causas, previna complicações e diminua a gravidade do quadro (GUIRRO & GUIRRO, 2010). A drenagem linfática tem como princípio realizar movimentos manuais, suaves e precisos com o objetivo de drenar o líquido excedente que banha as células, mantendo o equilíbrio hídrico nos espaços extracelulares e auxiliando no retorno venoso; o ultrassom (3MHz) emite ondas mecânicas que são convertidas na pele em energia térmica, estimulando o metabolismo celular e a circulação dermohipodérmica local e, além disso, aumentar a permeabilidade cutânea a substâncias ativas. A combinação do ultrassom com outros métodos, como a endermologia e 65
  6. 6. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 massagens, trazem resultados favoráveis na redução de medidas, associada a melhora no tônus, textura e aparência; a endermologia ou vacuoterapia é uma técnica francesa que associa drenagem linfática e massagem. O aparelho succiona a pele como ventosas. Esta sucção, associada a massagem, estimula a circulação local, diminui a viscosidade e a drenagem linfática; a eletrolipólise sem agulha utiliza placas que emitem corrente elétrica de baixa intensidade. Esta corrente atravessa a pele e atua diretamente nos adipócitos, fazendo com que haja uma excitação celular, aumentando na produção do AMPc e estimulando, desta forma, a lipólise, além de aumentar a circulação local; a radiação infravermelha longa penetra profundamente na superfície do corpo e aumenta lentamente a temperatura, induzindo a um incremento do metabolismo corporal e dilatação dos capilares; a radiofrequência unipolar trata-se de ondas hertzianas (de rádio), produz radiação eletromagnética de 40 MHz e induz oscilações rotacionais nas moléculas de água. Tais efeitos físicos produzem aquecimento que se dissipa nos tecidos subjacentes e leva a uma retração tecidual local entre derme e fáscias e, por fim, a prática de exercícios físicos. Complementa-se ao melhora do quadro clínico da celulite, o uso de produtos cosméticos de origem natural ou sintético que têm desempenhado um papel importante por diferentes mecanismos de ação nos tratamentos estéticos em geral com resultados eficientes e satisfatórios. A formulação para obtenção de cosméticos naturais significa dar a preferência, sempre que possível, aos derivados vegetais, evitando a sua substituição por substâncias sintéticas (RODRIGUES, 2001). Nos últimos anos, pesquisa de plantas medicinais tem atraído muito a atenção global para fins alimentícios, medicinais e cosméticos como, por exemplo, Coffea arabica, Vitis vinifera e Zingiber officinale. As plantas são ricas em uma ampla variedade de metabólitos secundários. Diversas classes desses compostos podem ser citadas: fenois e polifenois, quinonas, flavonois, flavanonas, flavanonois, flavonoides, taninos, cumarinas, terpenoides, óleo essencial e alcaloides (SHER, 2009; ALMEIDA et al., 2002). 1.1. Fitocosméticos A utilização de extratos vegetais é cada vez mais empregada, pois o conhecimento de sua atividade é baseado na medicina popular e é acessível a todos. Eles são 66
  7. 7. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 incorporados a concentrações que variam entre 3 a 10% de inúmeros fitocosméticos em função de sua atividade como, por exemplo, em antirrugas, regeneradores, anti-acne entre outras (PEYREFITTE et al., 1998). Os vegetais possuem um grande número de compostos ou substâncias ativas, onde alguns destes são entidades químicas definidas ou misturas de substâncias que formam grupos verdadeiros, devido a seus caracteres físicos (CIPORKIN & PASCHOAL, 1992). Várias plantas estão ganhando aceitação por parte dos profissionais da área cosmética e dos consumidores, sendo que o uso de extratos vegetais em produtos cosméticos tem sido cada vez mais motivado pelos pesquisadores e formuladores da área, porém é preciso cautela e um estudo minucioso da eficácia de cosméticos contendo extratos vegetais para a obtenção de produtos de alta qualidade (DWECK, 2001). Os produtos fitocosméticos destinados ao tratamento da FEG podem atuar em diversos aspectos desta afecção, sendo em locais que sofrem acometimento da microcirculação, perda de elasticidade da pele, diminuição endógena da atividade lipolítica e alteração do relevo cutâneo (LEONARDI & CHORILLI, 2010; GUIRRO & GUIRRO, 2010; AFONSO et al., 2010). 2. Objetivo geral O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento bibliográfico, indicando os principais princípios extratos vegetais com ação anticelulítica e apontar os mecanismos de ação e seus efeitos. Além disso, demonstrar os benefícios do uso de plantas medicinais respeitando suas concentrações, modo de usar e indicação, e justificando que a associação da mudança nos hábitos alimentares e a prática de atividades físicas são extremamente interessantes em benefício ao tratamento da celulite. 3. Metodologia A metodologia utilizada foi a pesquisa de livros específicos e revistas científicas nas áreas cosmética e estética e sites de busca como Scielo e Pubmed. 67
  8. 8. ISSN 1980-0894 4. Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 Levantamento de literatura Cafeína Coffea arabica A análise fitoquímica dos grãos de café registra a cafeína como sua substância ativa, também encontrado em outras partes da planta com exceção das raízes, acompanhada de teofilina e teobromina, hemicelulose e outros carboidratos, ácido clorogênico e trigonelina (ácido-metil-nicotínico), ácidos graxos, esteróis, fenóis, ácidos fenólicos, proteínas e taninos. As folhas contém, além destes mesmos componentes, os ácidos benzóico, cinâmico e ascórbico, quercetina e outros flavonóides (LORENZI & MATOS, 2008). A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2 — classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É extraído do Coffea arabica, mas também pode ser encontrado nas folhas e talos da Ilex paraguariensis; nas folhas da Camellia sinensis, nos frutos da Theobroma cacao e nos frutos da Paullinia cupana (SIMÕES et al., 2003). O uso de produtos tópicos a médio e longo prazo indutores da lipólise derivados de extratos vegetais ajudam a melhorar inclusive a aparência da pele. Dentre as substâncias utilizadas com este propósito, destacam-se a utilização do Amarashape® o qual é composto por sinefrina, uma substância extraída de laranja amarga (Citrus aurantium) e cafeína (Coffea arabica), tipicamente presentes em produtos cosméticos destinados ao tratamento da celulite. No sentido de ultrapassar o estrato córneo que constitui a principal barreira à penetração da cafeína e, atingir o tecido subcutâneo, os pesquisadores desenvolvem formulações cosméticas, constituídas por substâncias que promovam a penetração cutânea, utilizando-se veículos, como a incorporação em lipossomas, que depositam os ingredientes ativos no local de ação, de uma forma direcionada e em maior quantidade. Sabe-se que além de manter a estabilidade dos ativos, os lipossomas aumentam a absorção pelas camadas da pele (CHORILLI et al.; 2007; LEONARDI & CHORILLI, 2008; PIRES-DE-CAMPOS et al., 2008; RAMALHO & CURVELO, 2006). Há registros de outros ativos cosméticos que apresentam a cafeína associados para o tratamento da celulite como, por exemplo, o Biotannicol® (associado a teofilina, 68
  9. 9. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 glicina, extrato de semente de cola); Cafeisilane® (associado ao metilsilanol manurato); Glycosan cafeína® (em ciclodextrina) e o Unislim® (associado com mate) (RIBEIRO, 2010). No caso do Slimbuster® (associado com fitoesteróis de canola de Brassica campestris L.), estudos mostram a capacidade de estimular significativamente a lipólise, a síntese de leptina em cultura de adipócitos humanos, colágeno, elastina e glicosaminoglicanas (GAGs) em cultura de fibroblastos humanos, a contração de fibroblastos em gel de colágeno, bem como promover a melhora das características histológicas gerais da pele em ensaios ex-vivo (STASI et al., 2009). A cafeína, associada ao tiratricol (ácido triiodotiroacético), segundo estudos experimentais, atuam por inibição da fosfodiesterase, enzima que induz a degradação de AMPc transformando-o em 5'AMP inativo, acarretando na manutenção da taxa de AMPc que ativa a proteinoquinase A e, consequentemente, a lipase hormônio sensível (LHS), induzindo a lipólise através da mobilização de ácidos graxos e glicerol (EASTWOOD, 2011). A ação da cafeína pode ser potencializada pela coenzima A e aminoácido Lcarnitina os quais potencializam os efeitos da cafeína por aumentar o consumo e a quebra dos ácidos graxos livres, induzindo o seu transporte ativo através da membrana mitocondrial, que libera ATP, aumentando a eficiência da triglicéride lipase, facilitando a hidrólise dos triglicérides (LEONARDI & CHORILLI, 2010). Guaraná Paullinia cupana K. O guaraná extraído na espécie Paullinia cupana K. é usado na indústria farmacêutica e na fabricação de refrigerantes, xaropes, sucos, pó e bastões. São atribuídos ao guaraná, entre outras, as seguintes propriedades: estimulante, afrodisíaco, adstringente, ação tônica cardiovascular, combate a cólicas, diarreias crônicas, nevralgias e enxaquecas e ação diurética e febrífuga (LORENZI & MATOS, 2008; SIMÕES et al., 2003). A análise fitoquímica das sementes registra a presença de pequena quantidade de um óleo formado de constituintes voláteis e fixos, 30% de amido, 15% de proteína, 12% de taninos e até 5,8% de cafeína acompanhada de pequenas quantidades de teofilina, 69
  10. 10. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 além de resina, ácido málico, saponinas, catequina, epicatequina e alantoína (LORENZI & MATOS, 2008). Há séculos, por via oral, o extrato de guaraná vem sendo utilizado como estimulante do sistema nervoso central, e tal propriedade pode ser associada especialmente à cafeína, um das substâncias ativas mais abundantes nesse extrato, além da possibilidade de se usar topicamente. Além de possuir compostos por bases xantínicas (cafeína, teofilina e teobromina), inclui-se saponinas e taninos em altas concentrações, sendo que estes apresentam atividade antioxidante (MURAD, 2006; ESPINOLA, 1997). Dessa forma, sugerem-se o uso em formulações tópicas para o tratamento da celulite. No entanto, a eficácia do uso do extrato de guaraná topicamente ainda não foi comprovada na literatura científica, sendo às vezes empregada a cafeína em formulações tópicas para o tratamento e a prevenção, sendo concentração usual da cafeína até 8% e das outras metilxantinas até 4% (GAMA, 2010; CHORILLI et al., 2004; ACCÚRSIO, 1999; DI SALVO, 1996). Goji berry Lycium barbarum Estudos de GROSS (2005) confirmam que as bagas de Goji da espécie Lycium barbarum despertaram interesse na comunidade científica ocidental pela sua riqueza nutritiva e ação antioxidante. Conhecido como Goji (ou wolfberry) no mercado, L. barbarum é popular por suas propriedades nutritivas e é chamado de "super frutas" ou "Super alimento" (Karp, 2009; McLaughlin, 2006; Sohn, 2008). L. barbarum, distribuídos predominantemente em todo o Mediterrâneo e da Ásia, é um arbusto de folha caduca que é amplamente cultivada na província de Ningxia no noroeste da China para fins comerciais. Contêm o espectro completo de carotenoides, incluindo o betacaroteno, zeaxantina e a luteína. Além disso, elas apresentam 500 vezes a quantidade de vitamina C em comparação com a laranja, e são ricas em B1, B2, B6 e E. As bagas maduras contêm -sisterol, sesquiterpenoides como a ciperona, solavetivona, tetraterpenoides, betaína e fisalina. Um polissacarídeo demonstrou ser um poderoso estimulante da regeneração celular (MIGUEL, 2007). Estudos têm demonstrado efeitos benefícios da 70
  11. 11. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 L. barbarum relacionadas ao envelhecimento, neuroproteção, bem-estar geral, fadiga / resistência, controle glicêmico em diabéticos, glaucoma, imunomodulação, citoproteção, atividade antitumoral e antioxidante (State Pharmacopoeia Committee, 2010). Uva vermelha Vitis vinifera L. As partes utilizadas da espécie Vitis vinifera L. são as folhas, os frutos e as sementes e, em cosméticos, as sementes (SCHLEIER, 2004). As uvas vermelhas possuem em sua composição: flavonoides (ação antioxidante), leucocianidinas, prócianidinas que auxiliam no aumento da permeabilidade das vesículas microarteriais e linfáticas) e taninos que auxiliam na redução da peroxidação lipídica. As frutas contêm diversos ácidos, como o oxálico, málico, tartárico e racêmico. Nos produtos tópicos, o óleo essencial é usado na concentração de 2 a 7% (LEONARDI & CHORILLI, 2010; GAMA, 2010; MAFFEI FACINO et al., 1994). Trevo amarelo Melilotus officinalis A parte da planta do trevo amarelo da espécie Melilotus officinalis que se encontram os princípios ativos são as folhas e flores. Um dos componentes do extrato vegetal é a cumarina que reduz o edema linfático e diminui a permeabilidade capilar. É comum a recomendação para pacientes com insuficiência venosa crônica e congestão linfática, condições que se acredita estar associada à celulite. A concentração recomendada é de 2 a 5% (LEONARDI & CHORILLI, 2010). Centela Centella asiática A parte da planta utilizada da espécie Centella asiatica é as folhas as quais seus extratos são compostos por 40% de asiaticosídio, 30% de ácido madecássico, 30% de ácido asiático, além de derivados triterpênicos como madecasósido e terminolósido. A 71
  12. 12. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 união dessas substâncias atuam no tecido conjuntivo, nos fibroblastos e bem como na microcirculação (LEONARDI & CHORILLI, 2010; GAMA, 2010). Castanha da Índia Aesculus hippocastanum A composição fitoquímica da Castanha da Índia varia de saponinas triterpênicas (principalmente aescina, aesculina e aescigenina), flavonoides (quercetina, canferol, rutina, astragalin, quercetrina e esculina), heterosideos cumarínicos (fraxina, escopolina, aesculetina, aesculosídeo e aesculina), óleos fixos (ácidos oléico, linoléico, palmítico, esteárico e linoleico), vitaminas (B, C e provitamina D), ácidos graxos (2-5%), proteínas (8-10%), fitosterol, açúcar e taninos (ácido esculitânico, epicatequina, leucocianidina e leucodelfinina) (GAMA, 2010). A principal ação farmacológica da Castanha da Índia é sobre o sistema circulatório, particularmente sobre o sistema venoso. Seus ativos aumentam a resistência e o tônus das veias, diminuindo a fragilidade e a permeabilidade dos capilares. Essa ação resulta em vasoconstrição periférica, ativa a circulação sanguínea e favorece o retorno venoso. Suas indicações na fitocosmética variam na formulação de cremes e loções para embelezamento de pernas. Também indica-se como tônicos capilares e xampus voltados ao tratamento de queda de cabelo (MULTI VEGETAL, 2012). Na fitoterapia, as indicações são diversas, em casos de flebites, na prevenção de varizes, em tratamento de processos reumáticos, para o alívio dos sintomas das hemorroidas, graças a presença da escina e o esculósido presentes no extrato. Eles apresentam ações venotônicos e estimuladores da resistência capilar, aliviando dores e inflamações (SIRTORI, 2001). Os derivados cumarínicos agem nos distúrbios vasculares periféricos e nos edemas proteicos, retiram as proteínas do interstício e promovem a drenagem linfática. A escina é o principal componente em formulações cosméticas para a celulite, pois demonstram a capacidade de reduzir a atividade enzimática lisossomal, além de reduzir a permeabilidade capilar. A concentração usual recomendada é de 1 a 3% (LEONARDI & CHORILLI, 2010; MIGUEL, 2007). Os flavanoides possuem ação anti-inflamatória, por inibirem o ciclo da lipoxigenase e cicloxigenase. Como resultado destas funções, não há liberação dos 72
  13. 13. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 principais mediadores inflamatórios (prostaglandinas e leucotrienos), com redução da permeabilidade capilar, redução da inflamação e da dor, além de possuir a capacidade de melhorar o fluxo sanguíneo ao preencher buracos microscópicos em vasos sanguíneos. Ao reforçar estas veias, ocorre a prevenção de danos futuros no sistema circulatório (NÈGRE-SALVAYRE et al., 1991). A rutina é um flavonóide com potente ação sobre o endotélio capilar. Atua na bioquímica da via do ácido araquidônico, inibindo a síntese de prostaglandinas e da ciclooxigenase, inibindo a ação dos leucotrienos pela lipoxigenase. Como consequência desse bloqueio, ocorre a lipólise estimulada pelas catecolaminas e hormônios lipolíticos, reduzindo os processos inflamatórios por diminuição da histamina e diminuição da permeabilidade capilar e ação vasoconstritora por bloqueio da síntese dos leucotrienos. Atua também na formação de um complexo, com os radicais livres, protegendo as estruturas vasculares contra sua ação lesiva, pois possui ação antilipoperoxidante, impedindo a oxigenação das gorduras. Sua ação também se verifica no colágeno, elastina e proteoglicanos, aumentando a síntese destes nas paredes dos vasos tornandoas mais resistentes (NEVES & PAES, 1998). Gengibre Zingiber officinale R. Seus rizomas são utilizados como especiarias para temperos de carnes e bebidas. Pode ser utilizada medicinalmente para asma, bronquite, menorreia, estimulante digestivo, anti-inflamatória, antirreumática, antiviral, antimicrobiana, antitussígena, antitrombose, cardiotônica, antialérgica, colagoga, protetora do estômago e da garganta. Sua análise fitoquímica mostrou a presença de 1 a 2,5% de óleos voláteis, sendo estes os citral, cineol, borneol e os sesquiterpenos zingibereno e bisaboleno, além de um óleoresina rico em gingeróis. Outros constituintes são os açúcares, proteínas, vitaminas do complexo B e C (LORENZI & MATOS, 2008). O canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona são óleos essenciais encontrados no gengibre para promover o aquecimento dos membros frios, sendo utilizados para ativarem a circulação de áreas afetas pela celulite (Plant cultures: botany, history and uses of ginger 2011; Hearth-Care-Clinic, 2011). 73
  14. 14. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 Alecrim Rosmarinus officinalis L. As folhas, flores e frutos secos de alecrim são utilizados em temperos de carnes e massas quando triturados. Seu uso medicinal em forma de chá (folhas) é utilizado para os casos de má digestão, gases no aparelho digestivo, dor de cabeça, hipertensão, problemas digestivos, perda de apetite, dismenorréia, fraqueza e memória fraca. É utilizado também nos tratamentos tópicos como em reumatismo, cicatrizante e antiinflamatório. A análise fitoquímica registrou para as folhas a presença de óleo essencial constituído de uma mistura de componentes voláteis que é responsável pelo odor típico, dentre os quais os principais são cineol, alfa-pineno e cânfora e, entre os compostos não voláteis, o ácido caféico, ácido rosmárico, diterpenos amargos, flavonoides e triterpenoides (LORENZI & MATOS, 2008). Quando o extrato aquoso de alecrim foi analisado, sua composição química revelou a presença de muitas substâncias cujas propriedades antioxidantes e antilipoperoxidante tem sido demonstradas nos quais podem citar o ácido rosmarínico, ácido caféico, ácido clorogênico, ácido carnosólico, rosmanol, diterpenos carnosol, rosmari-diphenol, rosmariquinona e muitos outros antioxidantes naturais, ácido ursólico, ácido e do alcaloide rosmaricina glucocólico. O óleo de alecrim contém ésteres (2-6%) em grande parte como borneol, cineoles e vários terpenos (SENA et al,. 1999). 5. Discussão O resultado mais expressivo encontrado foi a substância ativa cafeína extraída da espécie Coffea arabica, muito utilizado para o tratamento anticelulítico. Pode ser associado com outros ativos com mesmos fins. As associações de substâncias ativas naturais tem como propostas presentes atuarem em diferentes vias e mecanismos de ação para tornarem mais efetivos. Os metabólitos secundários mais presentes com apelo de ação anticelulítica encontrados são os alcaloides (cafeína, teofilina e teobromina) como, por exemplo, o extrato vegetal de Paullinia cupana. Como ação antioxidante, os flavonoides, taninos ou óleos essenciais são exemplos encontrados nas espécies Vitis vinifera, Aesculus hippocastanum, Lycium barbarum, Paullinia cupana, Zingiber officinale e Rosmarinus 74
  15. 15. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 officinalis. O extrato de Centella asiatica auxilia na melhora do quadro do tecido conjuntivo, estimula a síntese de colágeno e na microcirculação. A cumarina extraída do Melilotus officinalis é uma substância que auxilia na redução do edema local linfático e também diminui a permeabilidade capilar. Segue-se abaixo, na tabela 1, os agentes ativos do tratamento tópico da celulite com base no seu mecanismo de ação mais usualmente indicados de acordo com as espécies pesquisadas: Ação cosmética Espécie vegetal Metabólito (ativo presente) Antioxidante Paullinia cupana taninos Lycium barbarumvitaminas e -sisterol Vitis vinifera flavonoides e taninos Rosmarinus officinalis óleos essenciais voláteis Permeabilidade capilar Melilotus officinalis cumarina Lipólise Coffea arabica metilxantinas (cafeína) Paullinia cupana metilxantinas (cafeína, teobromina e teofilina) Aesculus hippocastanum escina e rutina Termoterápica Zingiber officinale óleos essenciais voláteis Restauração dérmica Centella asiática asiaticosídio ácido madecássico, asiático e derivados triterpênicos Tabela 1: Agentes ativos do tratamento tópico da celulite com base no seu mecanismo de ação 6. Conclusão Conclui-se que para um tratamento eficaz contra a celulite torna-se necessário, a princípio, consultar um dermatologista e/ou outro profissional da área de saúde para fazer a avaliação e a recomendação de qual substância ativa incorporada num fitocosmético é o melhor indicado para o caso específico em si, pois, às vezes, somente com mudança de hábitos de vida associadas a uma alimentação saudável, sem vícios e com a prática de algum esporte, poderá melhorar o aspecto celulítico. As substâncias ativas fitoterápicas extraídas da Coffea arabica; Paullinia cupana; Lycium barbarum; Vitis vinifera; Melilotus officinalis; Centella asiatica; Aesculus hippocastanum; Zingiber officinale e Rosmarinus officinalis são eficazes no tratamento 75
  16. 16. ISSN 1980-0894 Dossiê, Vol.8 Nº3, Ano 2013 da celulite, pois melhoram o aspecto "casca de laranja". Acredita-se que a tendência seja a procura de outras substâncias ativas fitoterápicas que atuam em todas as vias de tratamento e/ou prevenção da celulite. 7. Referências ACCÚRSIO W. Celulite x Cafeína. Revista de Cosmiatria & Estética 7(4): 25-6. 1999. AFONSO, J. P. J. M.; TUCUNDUVA, T. C. M.; PINHEIRO, M. V. B.; BAGATIN, E. Celulite: artigo de revisão. Surg Cosmet Dermatol. 2(3)214-19, 2010. ALMEIDA, M. M. B.; LOPES, M. F. G.; NOGUEIRA, C. M. D.; MAGALHÃES, C. E. C.; MORAIS, N. M. T. Determinação de nutrientes minerais em plantas medicinais. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 22(1): 94-97, jan.-abr. 2002. AVRAM, M.M. Cellulite: a review of its physiology and treatment. J Cosmet Laser Ther. 6(4):181-5, 2004. CARNEIRO, J. A. O.; PONTELLI, T. E. G. S.; COLAFÊMINA, J. F.; CARNEIRO, A. A. O.; FERRIOLLI, E. Analysis of static postural balance using a 3d electromagnetic system. Braz J Otorhinolaryngol. 76(6):783-8, 2010. CHORILLI, M.; RIMÉRIO, T.C.; OLIVEIRA, A.G.; SCARPA, M.V. Estudo da estabilidade de lipossomas compostos de fosfatidilcolina de soja e fosfatidilcolina de soja hidrogenada adicionados ou não de colesterol por método turbidimétrico. Acta Farmaceutica Bonaerense. v.26, n.1, 2007. CHORILLI, M; RIBEIRO, M.C.A. P; CAMPOS, M.S.M. P; LEONARDI, G.R; POLACOW, M.L. O. Efeito de emulsão contendo extrato seco de guaraná sob os vasos sanguíneos da derme papilar de ratos. Saúde em REV., Piracicaba, 6(14): 07-12, 2004. 76
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