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  • 1. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 2Governador do Distrito FederalRogério Schumann RossoSecretário de Estado de EducaçãoSinval Lucas de Souza FilhoSecretária-Adjunta de Estado de Educação do Distrito FederalMaria Nazaré de Oliveira MelloSubsecretária de Educação BásicaAna Carmina Pinto Dantas SantanaDiretor de Ensino FundamentalLuciano Barbosa Ferreira
  • 2. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 31ª ETAPA – Elaboração (Outubro/2008) Claúdia Regina de Oliveira Guedes Denise Formiga Menezes CastroCOMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO DA Franciedelina Alves de Oliveira LimaEDUCAÇÃO BÁSICA Laila Brito de Medeiros Luciana da Mata Barbosa MacedoTânia Andréia Gentil Goulart Ferreira Maria Theresa de Oliveira CorrêaAndréia Costa Tavares Rosália Policarpo Fagundes de CarvalhoMichelle Abreu FurtadoRegina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo Educação FísicaMaria Cristina Costa Samromã Daniella Fonsêca Borges da SilvaRoberta Paiva Gama Talyuli Eber Proença TomazElisângela Teixeira Gomes Dias Elton Coelho Corrêa do PradoTatiana Santos Arruda Helvo CorreiaRosália Policarpo Fagundes de Carvalho Jucirley Batista da SilvaRoselene de Fátima Constantino Pollyanna Ferreira da SilvaLuiz Gonzaga Lapa Júnior Ensino religiosoEdinéia da Cunha Ferreira Helena de Jesús SantosChristiane Leite Areias da Silva Maria do Carmo Cardoso Mendonça MenesesRosangela Maria Pinheiro Maria Eudes OliveiraEdna Guimarães Campos Nilcéia Lorençone MoreiraCláudia Denis Alves da Paz Simone Alves PereiraCOMISSÕES DE ELABORAÇÃO História e GeografiaArte Cláudia Queiroz Miranda Consuelo Baptista de DeusCláudia Queiroz Miranda Deise Rodrigues ArrudaConsuelo Baptista de Deus Fabiana Pereira CapistranoDeise Rodrigues Arruda Flávia Regina Vieira dos SantosFabiana Pereira Capistrano Karla Verdade LenzoniFlávia Regina Vieira dos Santos Maria Andreza Costa BarbosaKarla Verdade Lenzoni Maria do Socorro Torquato FagundesLúcia Nascimento Andrade Marines do Carmo LisboaMaria Andreza Costa Barbosa Olavo Marques FerreiraMaria do Socorro Torquato Fagundes Rogéria Adriana de Bastos AntunesMarines do Carmo Lisboa Tatiana Santos ArrudaOlavo MarquesRogéria Adriana de Bastos Antunes Língua PortuguesaTatiana Santos Arruda Andréia Martins da Silva LimaCiências Naturais Ângela Maria Batista Cristiane Freire SilvaAnna Elisa de Lara Elisângela Teixeira Gomes Dias
  • 3. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 4Márcia Cristina Lima Diniz Maria Cristina Costa SanromãNair Cristina da Silva Tuboiti Maria Jeanette Pereira de Amorim Martins RibeiroPaixão Marilete Alves Pinheiro Michelle Abreu FurtadoPollyana dos Santos Silva Patrícia Nunes de KaiserRosângela Mafra Maciel Rogéria Adriana de Bastos AntunesVânia Ferreira de Mesquita Tânia Andréia Gentil Goulart FerreiraMatemática COLABORADORESAlessandra Marcondes Cavalcante Diretriz de AvaliaçãoCristina Vieira Mendes Osler de Almeida Carmyra Oliveira BatistaDeise Soares Carrijo Birnbaum Maísa Brandão FerreiraElisângela Teixeira Gomes Dias Elisângela Teixeira Gomes DiasFátima Maria de Abreu MesquitaFlávia Mota Santos Duarte FORMATAÇÃOIvone Miguela Mendes Marcos Antônio Sousa MadeiraJaqueline Pereira Rocha TorresJoana Pereira SandesKarla Cirlene Ribeiro Rodrigues COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO VOLUME REFERENTE AOMagali de Fátima Evangelista Machado ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE/ANOS INICIAISRobson Fernando Castro Pinto Elisângela Teixeira Gomes DiasRosália Policarpo Fagundes de CarvalhoSimone Alves Côrtes Guedes 2ª ETAPA – Revisão (Novembro/2010)Educação EspecialDoracir Maria de Souza Feitosa COMISSÃO DE COORDENAÇÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DAEdinéia da Cunha Ferreira EDUCAÇÃO BÁSICAEdinéia da Cunha Ferreira Denise Guimarães Marra de MoraesElemregina Morais Eminergídio José Edilson Rodrigues da FonsecaElvio Boato Kattia de Jesus Amin Athayde FigueiredoGiselda Benedita Jordão de Carvalho Luciano Barbosa FerreiraJanda Maria da Silva Regina Aparecida Reis Baldini de FigueiredoLênia Márcia Gonçalves Renata Menezes Saraiva RezendeWaldemar Gagno Júnior Tânia Andréia Gentil Goulart FerreiraDiretriz de Avaliação COMISSÃO DE REVISÃO DO CURRÍCULO DO ENSINO FUNDAMENTALAcylina Bastos Carneiro CamposJúlia Mara Borges Fidalgo de Araújo – ANOS INICIAISKattia de Jesus Amin Athayde Figueiredo Alessandra Marcondes CavalcanteLeda Regina Bitencourt da Silva Amanda Midôri AmanoLuciene Matta dos Anjos Ângela Maria BatistaMaria Aparecida Borelli de Almeida Cristiane Freire Silva
  • 4. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 5Deise Soares Carrijo BirnbaumFabiana Pereira CapistranoFlávia Mota Santos DuarteHélia Cristina Sousa Giannetti COLABORADORESIdelvânia Passos de Araújo Oliveira Ana José MarquesJaqueline Pereira Rocha Torres Robson Santos Câmara SilvaLuciana da Silva Oliveira Mara Franco de SáMaria do Carmo Cardoso Mendonça MenezesMaria Eudes Oliveira PinheiroMaria Luiza Dias Ramalho FICHA TÉCNICANilcéia LorençoneOlavo Marques Ferreira Arte, foto e edição:Paixão Marilete Alves Pinheiro Eduardo Carvalho (GTec)Paula Soares Marques ZillerPollyana dos Santos Silva Modelo fotográfico:Pollyana Ferreira da SilvaRafaela Ferreira Castro Bischoff Beatriz Tavares (GTec)Rogéria Adriana de Bastos AntunesRosália Policarpo Fagundes de CarvalhoSimone Alves Cortes GuedesCOMISSÃO DE REVISÃO DO T EXTO SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIALDenise Guimarães Marra de MoraesJoana de Almeida LimaEstela Martins TelesMaria de Lurdes Dias RodriguesGiselda Benedita Jordão de CarvalhoIêdes Soares BragaLinair Moura Barros MartinsDélcio Ferreira BatalhaFátima A. A. Cáder NascimentoHélvio Marcos BoatoAmanda Cruz FigueiredoLilian Maria Oliveira MagalhãesMárcia Cristina Lima PereiraValéria Cristina de Castro GabrielValdicéia Tavares dos Santos
  • 5. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 6 SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO .......................................................................................................................................................................................................................... 71 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS................................................................................................................................................................. 82 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR, O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO 123 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO ............................................................................... 184 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE .......................... 235 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL ........................................................................................................................................ 275.1 LINGUAGENS ........................................................................................................................................................................................................................ 32LÍNGUA PORTUGUESA............................................................................................................................................................................................................... 32Alfabetização e Linguagem ............................................................................................................................................................................................................. 32Ensino da Língua Portuguesa .......................................................................................................................................................................................................... 34Ensino da Língua Portuguesa e transversalidade no currículo......................................................................................................................................................... 48ARTE............................................................................................................................................................................................................................................... 71EDUCAÇÃO FÍSICA ..................................................................................................................................................................................................................... 945.2 MATEMÁTICA ....................................................................................................................................................................................................................... 107O Ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental .............................................................................................................................................. 107Seleção e organização dos conteúdos por blocos ............................................................................................................................................................................ 112Números e Operações ..................................................................................................................................................................................................................... 113Espaço e Forma ............................................................................................................................................................................................................................... 113Grandezas e medidas ....................................................................................................................................................................................................................... 114Bloco de Tratamento da Informação................................................................................................................................................................................................ 1145.3 CIÊNCIAS DA NATUREZA ................................................................................................................................................................................................... 1315.4 CIÊNCIAS HUMANAS ........................................................................................................................................................................................................... 142HISTÓRIA ...................................................................................................................................................................................................................................... 142GEOGRAFIA .................................................................................................................................................................................................................................. 1505.5 ENSINO RELIGIOSO.............................................................................................................................................................................................................. 1586 EDUCAÇÃO ESPECIAL ........................................................................................................................................................................................................ 1667 DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO ............................................................................................................................................................................................ 183REFERÊNCIAS .............................................................................................................................................................................................................................. 210
  • 6. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 7 APRESENTAÇÃO O Currículo da Educação Básica - Versão Experimental - da rede pública de ensino do Distrito Federal, foi elaborado para nortear a práticapedagógica dos/as educadores/as na perspectiva da construção de uma instituição educacional pública de qualidade para todos. Resultado de uma construção coletiva de educadores/as, a partir da discussão com professores/as regentes e com coordenadores/as, iniciada em2008, o currículo objetiva contribuir para o diálogo entre professor/a e a instituição educacional sobre a prática docente, bem como para a reflexão sobreo que os/as estudantes precisam aprender, relativamente sobre cada componente curricular, num projeto que atenda às finalidades da formação para acidadania, subsidiando as instituições educacionais na seleção e na organização de conteúdos relevantes a serem trabalhados ao longo de cada ano letivo. O Currículo em referência constitui-se de cinco volumes: Educação Infantil, Ensino Fundamental - Séries/Anos Iniciais, Ensino Fundamental -Séries/Anos Finais, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, nos quais estão definidos os seus eixos, o educar e cuidar, o letramento e adiversidade, as bases legais da educação básica, bem como as competências, as habilidades e os conteúdos a serem desenvolvidos. Essas publicações não são um manual ou uma cartilha a serem seguidos, mas um instrumento de apoio à reflexão do/a professor/a e deve serutilizado em favor do aprendizado. Espera-se, dessa forma, que cada professor/a aproveite estas orientações como estímulo à revisão de suas práticas pedagógicas e que sejam alvode reflexões e de discussões para seu aprimoramento com vistas à publicação do Currículo da Educação Básica em sua versão definitiva. Assim, estará se construindo uma instituição educacional como espaço educativo de vivências sociais, de convivência democrática e, ao mesmotempo, de apropriação, de construção e de disseminação de conhecimentos. Sinval Lucas de Souza Filho Secretário de Estado de Educação
  • 7. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 81 A EDUCAÇÃO BÁSICA E SUAS BASES LEGAIS De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, nº 9.394/1996, a educação brasileira atual é composta por dois níveis: educação básica e educação superior, sendo aquela dividida em etapas e modalidades. Contudo, essa divisão não se constitui em uma distribuição aleatória, mas no reconhecimento da importância dos processos educativos formais, nas diferentes etapas da vida dos indivíduos e de suas contribuições para o exercício da cidadania. Nesse contexto, a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio constituem-se etapas da Educação Básica. A educação infantil compõe a primeira etapa e é destinada às crianças de 0 a 5 anos em creches e pré-escola; o ensino fundamental, com duração de 9 anos, atende a estudantes de 6 a 14 anos e tem caráter obrigatório, público e gratuito. Já o ensino médio constitui-se a última etapa e deve atender aos/às jovens dos 15 aos 17 anos. A inclusão da educação infantil, como a primeira etapa da Educação Básica, representa a ruptura com a concepção assistencialista, voltada às crianças das classes populares, constituindo-se em um direito à infância, em consonância com o exposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que preconiza, em seu Art. 3º: A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade. Assim, pode-se afirmar que se vive um processo de amplitude dos direitos das crianças no país e a LDB reafirma esse processo de conquistas ao garantir em seu artigo 29º que “A educação infantil, primeira etapa da Educação Básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. Garantindo também no inciso IV do artigo 4º a gratuidade dessa etapa de ensino ao determinar: “atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de 0 a 5 anos de idade”. É importante destacar que a mesma Lei define uma divisão da Educação Infantil em duas etapas, conforme a faixa etária, devendo a creche responsabilizar-se pela formação de crianças de 0 a 3 anos e a pré-escola de crianças de 4 e 5 anos, promovendo o acompanhamento e
  • 8. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 9o registro do desenvolvimento sem que ocorram mecanismos de promoção para a continuidade dos estudos, buscando o processo educativocomplementar à atuação familiar. O ensino fundamental representa a etapa da Educação Básica voltada à formação de crianças e adolescentes. Com a Lei nº11.274/2006, essa etapa de ensino tornou-se obrigatória e gratuita para as crianças a partir dos 6 anos de idade. Quanto aos avanços legais garantidos ao ensino fundamental, a partir da Constituição Federal de 1988, estabeleceu-se sua ofertapública como um direito público subjetivo, ou seja, qualquer pessoa é titular desse direito, tendo assegurada, em caso de descumprimento, asua efetivação imediata. De acordo com a Constituição Federal e com a Emenda Constitucional nº 14/96, o ensino fundamental é deresponsabilidade dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, tornado assim prioritário o atendimento dessa etapa de ensino comodetermina a– LDB, em seu artigo 5º: “O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo decidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público,acionar o Poder Público para exigi-lo.” Essa etapa, nesse contexto, tem como objetivo a formação básica do cidadão, conforme preconiza o Art. 32 e respectivos incisos daLDB nº 9394/96: O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, tem duração mínima de três anos e por finalidades o aprimoramento do/a estudante comopessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, bem como a preparação básicapara o trabalho e a cidadania, entre outras. Percebe-se assim, que o Ensino Médio tem como objetivo proporcionar aos/às estudantes uma formaçãogeral que lhes possibilite a continuidade dos estudos e o ingresso no mercado de trabalho.
  • 9. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 10 Quanto às modalidades1 da Educação Básica, estas são compostas por: Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional eEducação Especial. A Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade de ensino destinada àqueles que por diversos motivos não concluíram aEducação Básica e retornam à sala de aula com esse objetivo. Estruturada por etapas semestrais agrupadas em segmentos, essa modalidadepermite aos/às estudantes continuarem seus estudos respeitando suas disponibilidades. No 1º segmento, busca-se o acesso e a permanênciaao processo de alfabetização e no 2º e 3º segmentos segue-se a lógica escolar do aprofundamento dos conhecimentos relacionados àslinguagens, matemática, ciências humanas e da natureza, tendo sempre em vista a formação de um cidadão crítico-participativo. A Educação Especial permeia as etapas e modalidades de educação, oferecida, preferencialmente, na rede regular de ensino paraestudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Estrutura-se por meio da oferta deatendimento educacional especializado, organizado institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar e, em alguns casos, substituiros serviços educacionais comuns, em consonância com as políticas públicas educacionais, bem como com a elaboração, o planejamento, aexecução e a avaliação das propostas curriculares das escolas, primando por diversificar metodologias e propiciar processos avaliativosmediadores e formativos do ser, com ênfase em uma pedagogia inclusiva. Já a Educação Profissional Técnica de Nível Médio pode preparar o/a estudante para o exercício de profissões técnicas e deve serdesenvolvida das seguintes formas: articulada com o ensino médio ou subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensinomédio. De acordo com a LDB, em seu artigo 26, os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum a sercomplementada por uma parte diversificada. Recentemente, a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação(CNE/CEB), que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica apresenta o assunto destacando que a basenacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, sendo organicamente planejadas de tal modo que astecnologias de informação e comunicação perpassem a proposta curricular desde a educação infantil até o ensino médio.1 Ressalte-se que, segundo a Resolução n° 04 de 13 de julho de 2010 do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB), que define as Diretrizes Curriculares NacionaisGerais para a Educação Básica, “A cada etapa da Educação Básica pode corresponder uma ou mais das modalidades de ensino: Educação de Jovens e Adultos, EducaçãoEspecial, Educação Profissional e Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena e Educação a Distância”.
  • 10. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 11 Ainda a esse respeito, a LDB, em seu artigo 26, §1º, preconiza que “os currículos devem abranger, obrigatoriamente, o estudo dalíngua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil”.Acrescenta-se, ainda, a Arte e a Educação Física como componentes curriculares obrigatórios na Educação Básica, conforme descrito nosparágrafos 2º e 3º e a obrigatoriedade do ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna na parte diversificada, descrito no § 5º. Destaca-se, ainda, a obrigatoriedade de inclusão dos conteúdos referentes à História e à Cultura Afro-Brasileira e Indígena, Lei nº11.645, de 10 de março de 2008, que devem ser ministrados no contexto de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Arte,Literatura e História Brasileira; o tema Serviço Voluntário, que também deverá fazer parte da proposta pedagógica das instituiçõeseducacionais de Ensino Fundamental e Médio, de forma interdisciplinar, de acordo com a Lei Distrital 3.506/2004 e Decreto nº. 28.235, de27 de agosto de 2007 (DODF de 28/8/07); o conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, preconizados pela Lei nº 11.525,de 25 de setembro de 2007, que acrescenta o § 5º ao Art. 32 da Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 2006; os conteúdos de direito ecidadania, previstos pela Lei Distrital nº 3.940, de 2 de janeiro de 2007; o ensino da Música em toda Educação Básica, conforme a Lei11.769/2008; a educação ambiental preconizada pelas Lei Federal 9.795/1999 e Lei Distrital 3.833/2006; a educação financeira no currículodo ensino Fundamental, descrito na Lei 3.838/2006; dentre outros temas que perpassam todos os componentes curriculares como defesa civile percepção de riscos e empreendedorismo juvenil. Quanto ao currículo do ensino médio, ressalta-se a inclusão de filosofia e sociologia como componentes curriculares obrigatórios,conforme a Lei Federal 11.684/2008. O Ensino Religioso, regulamentado pela Lei nº. 9.475, de 22 de julho de 1997, que dá nova redação ao art. 33 da LDB e, no DistritoFederal, pela Lei nº. 2.230, de 31 de dezembro de 1998, compõe a parte diversificada do currículo, sendo obrigatória sua oferta pelainstituição educacional e a matrícula facultativa para o/a estudante. Constitui componente curricular dos horários normais das instituiçõeseducacionais e é parte integrante da formação básica do cidadão, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa e sendo vedadasquaisquer formas de proselitismo.
  • 11. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 122 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO DISTRITO FEDERAL: O EDUCAR E CUIDAR, O LETRAMENTO E A DIVERSIDADE COMO EIXOS DO CURRÍCULO A organização do espaço/tempo das instituições educacionais públicas do Distrito Federal encontra-se materializada nas Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (2009/2013) que estabelecem, do ponto de vista teórico-metodológico, as orientações curriculares inspiradas em um currículo plural e flexível, imbuído de uma concepção educacional fortemente comprometida com um modo de aprendizagem que promova, nos espaços escolares, a formação de sujeitos capazes de pensar e de atuar criticamente em seus ambientes de convivência. Nessa mesma direção, o currículo que ora se apresenta, foi elaborado com o intuito de construir trajetórias pedagógicas aliançadas com as experiências sociais e culturais que acompanham os sujeitos em suas histórias de vida. Assim, buscou-se com este documento inspirar metodologias que promovam, didaticamente, o diálogo e a interação entre os componentes curriculares, bem como as etapas e as modalidades de ensino referentes à educação básica. Certamente, a intenção deste documento não é a de esgotar ou mesmo de apresentar um conceito de currículo que se limite à sala de aula. Ao contrário, pretende-se, aqui, orientar possibilidades educacionais que impliquem em situações concretas de aprendizagem, de modo interdisciplinar, contextualizado e articulado à vida social. Sabe-se, ainda, que um currículo escolar é pauta constante e contínua de reflexões e de fazeres coletivos praticados na escola, concebido com o objetivo de expressar a realização efetiva da aprendizagem. O Educar e Cuidar, o Letramento, assim como a Diversidade, constituem-se como eixos estruturantes do Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e estão presentes em todas as etapas e modalidades de ensino, de modo a orientar os componentes curriculares e de promover trajetórias de ensino e de aprendizagem que reconheçam, na pluralidade cultural, o respeito às diferenças sociais, de gênero, religiosas, culturais, linguísticas, raciais e étnicas. A concepção de cuidar e educar já é bastante conhecida no trabalho desenvolvido na Educação Infantil, principalmente o conceito de cuidar, relacionado ao trabalho de satisfazer as necessidades primárias de alimentação, higiene e saúde das crianças em escolas infantis,
  • 12. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 13compreendendo a criança como um ser completo, que aprende a ser e conviver consigo mesmo, com o seu próximo e com o meio que acerca. Na Educação Infantil é clara a necessidade da construção de uma proposta pedagógica centrada na criança, em seu processo dedesenvolvimento e aprendizagem, onde o cuidar e o educar são indissociáveis, uma vez que o seu desenvolvimento está ligado àsaprendizagens realizadas por meio das interações estabelecidas com o outro, que ao mesmo tempo influenciam e potencializam seucrescimento individual e a construção de seu saber cultural. O cuidar não se relaciona apenas com o desenvolvimento físico, mas também com o emocional, com o cognitivo e com o social dacriança, pois à medida que vão sendo satisfeitas suas necessidades primárias vão surgindo outras relacionadas à exploração do mundo, de simesmas e do outro. A Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, em seuArtigo 6º, estabelece: Na Educação Básica, é necessário considerar as dimensões do educar e do cuidar, em sua inseparabilidade, buscando recuperar, para a função social desse nível da educação, a sua centralidade, que é o educando, pessoa em formação na sua essência humana. Na perspectiva de que esse nível de ensino engloba o desenvolvimento do ser humano da infância à juventude, a legislação vigenteamplia essas dimensões às demais etapas da educação básica, uma vez que o cuidar e educar na prática educativa deve buscar aprendizagenspor meio de situações que reproduzam o cotidiano estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento considerando o respeito àdiversidade, a fase vivenciada pelo estudante e a realidade da sua vida. Cuidar e educar envolve admitir que o desenvolvimento, a construçãodo conhecimento, a constituição do ser humano não ocorrem em momentos estanques. Cuidar envolve solicitude, zelo, dedicação atenção,bom trato, mediação o que deve permear todas as fases da aprendizagem. Portanto, cabe ao/à professor/a, que atua nas etapas e modalidades da Educação Básica, o cuidado com seus/suas estudantes. Issosignifica propor um ambiente que estimule a criatividade, a investigação, a construção e reconstrução dos conhecimentos, envolvendo o serhumano em todos os seus aspectos e respeitando a identidade cultural e a pluralidade de significados que cada um tem da trajetória históricade sua própria vida.
  • 13. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 14 O mais importante, no cuidado, é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar eajudar a ampliar capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio, que possui uma dimensão expressiva e implicaprocedimentos específicos (SIGNORETTE, 2002). Segundo Paulo Freire, educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o seu papel na História. Aidentidade do/da estudante deve ser respeitada, suas experiências consideradas, para que trabalho educativo tenha êxito. Portanto, educar é estimular os estudantes, oferecer condições para que as aprendizagens ocorram de forma integrada e possamcontribuir para o desenvolvimento das capacidades de relação interpessoal e intrapessoal em atitude de aceitação às diferenças, de respeito,de confiança, e de acesso aos conhecimentos da realidade social e cultural. É proporcionar situações que estimulem a curiosidade comconsciência e responsabilidade valorizando a sua liberdade e a sua capacidade de aventurar-se. “Cuidar e educar são ações intrínsecas e de responsabilidade da família, dos/das professores/as e dos médicos. Todos têm de saberque só se cuida educando e só se educa cuidando”. (Vital Didonet, consultor em educação infantil, ex-presidente da OMEP – OrganizaçãoMundial para a Educação Pré-Escolar). Sendo assim, o educar e cuidar também deve permear as modalidades da Educação Básica, como a Educação de Jovens e Adultos –EJA, que oferece uma oportunidade para aqueles que não conseguiram estudar na infância ou que por algum motivo tiveram que abandonara escola. Como o grande objetivo da EJA é auxiliar cada indivíduo a ampliar suas capacidades, cabe ao/à professor/a, como mediador doconhecimento, uma grande responsabilidade social e educacional, ao planejar esse processo, o que por si só é justificável, considerando queseus/suas estudantes, na maioria são trabalhadores e precisam conciliar o estudo com o trabalho. Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um espaço educativo com ambientes acolhedores,seguros, instigadores, com profissionais bem qualificados, que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. Isso pode ser concretizadopor meio de uma metodologia dialógica, onde as descobertas, a ressignificação dos conhecimentos, a aquisição de novos valores, a relaçãocom o meio ambiente e social, a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas, de tal modo que o estudante se torneprotagonista se sua própria história.
  • 14. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 15 Assim, a instituição educacional é um espaço sociocultural em que as diferentes identidades são encontradas, constituídas, formadas,produzidas e reproduzidas, sendo portanto, um dos ambientes mais propícios para se educar no tocante ao respeito à diferença. É nessaperspectiva que a Diversidade apresenta-se como outro eixo estruturante desse currículo. Sobre esse tema, Lima apresenta o seguinte conceito: Norma da espécie humana: seres humanos são diversos em suas experiências culturais, são únicos em suas personalidades e são também diversos em suas formas de perceber o mundo. Seres humanos apresentam, ainda, diversidade biológica. Algumas dessas diversidades provocam impedimentos de natureza distinta no processo de desenvolvimento das pessoas (as comumente chamadas de “portadoras de necessidades especiais”). Como toda forma de diversidade é hoje recebida na escola, há a demanda óbvia, por um currículo que atenda a essa universalidade. (2006, p.17). Posto isso, perceber e conceber as diferenças são atitudes que, em tese, começam com o nascimento da pessoa e se processa, nodecorrer de toda a sua vida enquanto sujeito social. Sendo a diversidade uma norma da espécie humana, instituições educacionais, onde estãopresentes crianças, adolescentes, jovens e adultos, são um terreno fértil para a proliferação e, até, em muitos casos, a perpetuação de atitudesdiscriminatórias e preconceituosas. No caso da juventude, esta se apresenta como uma categoria complexa a ser analisada, visto que é umafase da vida permeada por condições históricas adversas, em constantes mudanças, recheada de ambiguidades, significações superpostas2,especificidades, além do fator idade (MARGULIS, 2001). Portanto, definir essa categoria sob um enfoque positivista, como se fosse algoacabado ou considerando apenas a idade ou os dados estatísticos, pode ser um erro. Um currículo, que tenha por objetivo orientar os profissionais de educação em sua ação pedagógica, deve considerar as discussõessobre as temáticas da Diversidade. Nesse contexto, educar para a diversidade não significa, apenas, reconhecer as diferenças, mas refletirsobre as relações e os direitos de todas e todos. Assim, é de suma importância oferecer formação continuada a professoras e professores, queatuam na educação básica, sobre conteúdos específicos das relações de gênero, étnico-raciais, de orientação sexual e para as pessoas comdeficiências, para que possam trabalhar com suas estudantes e seus estudantes, transversal e interdisciplinarmente.2 SARTRE, (1986)
  • 15. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 16 Diante disso, necessário se faz que a comunidade escolar entenda, questione e supere, também, o etnocentrismo, forma depensamento que julga, a partir de padrões culturais próprios, como “certos” ou errados”, feios” ou bonitos”, normais” ou anormais”, oscomportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos, desqualificando suas práticas e até negando sua humanidade. O etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipo, que consiste na generalização e na atribuição de valor, na maioria dasvezes negativas, a algumas características de um grupo, reduzindo-o a essas características e definindo os “lugares de poder” a seremocupados. É uma generalização de julgamentos subjetivos feitos em relação a um determinado grupo, impondo-lhes o lugar de inferioridadee o lugar de incapacidade, no caso dos estereótipos negativos. Vale lembrar que no cotidiano social, e em especial no escolar, existe uma série de expressões que reforçam os estereótipos, taiscomo: tudo farinha do mesmo saco; tal pai, tal filho; só podia ser mulher; nordestino é preguiçoso; serviço de preto; cabelo ruim, além deuma infinidade de outras expressões e ditos populares específicos de cada região do país. Esses estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-lo como fruto exclusivo dabiologia, da anatomia e que com o passar do tempo são termos naturalizados e que levaram e ainda levam parcelas da população, como:negros, indígenas, homossexuais, pessoas com deficiência e mulheres, à restrição da cidadania. A desnaturalização das desigualdades exige um olhar interdisciplinar e convoca as diferentes ciências, disciplinas e saberes paracompreenderem a correlação existente entre essas formas de discriminação e à construção de estratégias de enfrentamento das mesmas. Nesse sentido, a compreensão de que não se faz uma educação de qualidade sem uma educação cidadã, uma educação que valorize adiversidade, é imprescindível. Faz-se necessário contextualizar o currículo e construir uma cultura de abertura ao novo, que absorva ereconheça a importância da afirmação da identidade, levando em conta os valores culturais dos estudantes e seus familiares, resgatando econstruindo o respeito aos valores positivos que emergem do confronto das diferenças. Assim, vale destacar que em respeito à ética e aos direitos humanos as diferenças devem ser respeitadas e promovidas e nãoutilizadas como critérios de exclusão social e política que possam refletir sobre o acesso de todos à cidadania e compreender que associedades estão em fluxo contínuo, produzindo, a cada geração, novas ideias, novos estilos, novas identidades, novos valores e novaspráticas sociais.
  • 16. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 17 Dessa forma, pensando educação como uma das inúmeras práticas sociais é que o Letramento também aparece como eixo estruturante desse currículo. Na educação básica, a proposição de experimentos relativos às práticas de letramento e de oralidade têm sido recorrente no centro das discussões pedagógicas. No campo educativo, a relevância dessas experiências realizadas na instituição educacional, justifica-se pela oportunidade de ampliar e de modificar os espaços de participação política de grupos menos favorecidos da sociedade. Por outro lado, entende-se que o uso da leitura e da escrita está para além da sala de aula, pois a condição de letrado, no contexto das relações sociais, opera as vias de enfrentamento das desigualdades vividas entre os diferentes grupos humanos. No que se refere ao currículo escolar, onde cabem os casos de letramento e como esse conceito deve ser aplicado nos processos deescolarização? Partindo do pressuposto de que o trabalho docente implica um conjunto de representações em relação aos objetos de ensino,utilizar o letramento para ter domínio sobre os conhecimentos apreendidos, torna-se responsabilidade não apenas de quem ensina a línguaportuguesa, mas de todos os outros objetos de ensino presentes no currículo. Assim, a matemática, a química, a história, entre outroscomponentes curriculares, são conteúdos de letramento, mesmo quando desenvolvidos em processos específicos de aprendizagem. Para se especificar mais, o/a professor/a de geografia, por exemplo, deve conduzir seus/suas estudantes a compreenderem a cartografia, o/a professor/a de matemática, a compreensão dos gráficos, tabelas e assim por diante. Dessa forma, cada um será responsável pelo letramento de sua área de conhecimento. Mas, o que é letramento? No dicionário Aurélio da língua portuguesa, a palavra letramento diz respeito ao “estado ou condição de indivíduo ou grupo capaz de utilizar-se da leitura e da escrita, ou de exercê-las como instrumentos de sua realização e de seu desenvolvimento social e cultural”. Infere-se, sobre esse conceito, que as práticas de letramento apenas manifestam-se em situações concretas de aprendizagem, ou seja, para ser letrado não basta, apenas, conhecer ou ser informado sobre os códigos e os símbolos constitutivos de uma determinada realidade, mas, necessariamente, saber compreendê-los. Soares aprofunda o conceito afirmando que, Letramento é o que as pessoas fazem com as habilidades de leitura e de escrita, em um contexto específico, e como essas habilidades se relacionam com as necessidades, valores e práticas sociais. Em outras palavras, não é pura e simplesmente um conjunto de habilidades
  • 17. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 18 individuais; é o conjunto de práticas sociais ligadas à leitura e à escrita em que os indivíduos se envolvem em seu contexto social (SOARES, p, 72, 2002). Nesse sentido, a questão epistemológica que nos remete ao conceito de letramento é, sem dúvida, um desafio deste currículo, umavez que os elementos constitutivos da leitura e da escrita (teoria e prática) devem conjugar os conteúdos escolares às práticas sociais, a fimde consolidar o evento do letramento sobre a aprendizagem.3 APRENDIZAGEM E CURRÍCULO: A PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DO CONHECIMENTO As constantes transformações num mundo em que ciência, tecnologia e outras formas de letramento tomam relevo, a educaçãoescolar torna-se um instrumento mediador das relações estabelecidas entre ser humano e a sociedade. A educação, como prática social, nãoestá dissociada de outras práticas que permeiam, igualmente, o processo de interação humana. A perspectiva sócio-histórica do conhecimento a partir do processo de desenvolvimento cognitivo recoloca, no centro da educação, ossujeitos da aprendizagem. Autores como Vygotsky, Marques, Libâneo, entre outros, ajudam a compreender melhor o processo de ensino e deaprendizagem e apontam caminhos que podem ser apropriados pelos/pelas professores/as, nas diferentes etapas e modalidades da EducaçãoBásica. Os percursos de ensino requerem que tenhamos como pressuposto uma compreensão clara e segura do que significa a aprendizagem.Isso nos remete a algumas questões, tais como: Em que consiste a aprendizagem? Como as pessoas aprendem? Em que condições aaprendizagem acontece? Libâneo (1994, p.81) aponta que “qualquer atividade humana praticada no ambiente em que vivemos pode levar a umaaprendizagem”. O que significa dizer que Uma criança menor aprende a manipular um brinquedo, aprende a andar. Uma criança maior aprende habilidades de lidar com coisas, nadar, andar de bicicleta etc., aprende a cantar, a ler e escrever, a pensar, a trabalhar junto com outra criança. Jovens e adultos aprendem processos mais complexos de pensamento, aprendem uma profissão, discutem problemas e aprendem a fazer opções etc. As pessoas, portanto, estão sempre aprendendo em casa, na rua, no trabalho, na escola, nas múltiplas experiências da vida. (LIBÂNEO, 1994, p.81)
  • 18. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 19 Nesse sentido, pode-se inferir que desde o momento que se nasce está se aprendendo, e se continua aprendendo a vida toda. Aquestão da aprendizagem toma dimensões mais amplas. Observa-se que há uma gradação das complexidades, dos interesses e daspreocupações que se consolidam ao longo da vida dos indivíduos. Tais aspectos tomam o centro do processo de ensino e de aprendizagemcomo elemento fundante, no contexto educativo contemporâneo, o que pode ser perfeitamente desenvolvido em todas as etapas emodalidades de ensino. A partir daí, a aprendizagem pode ser caracterizada de duas maneiras: causal e organizada, como indica Libâneo (1994, p.82): Aprendizagem causal é quase sempre espontânea, surge naturalmente da interação entre as pessoas e com o ambiente em que vivem. Ou seja, pela convivência social, pela observação de objetos e acontecimentos, pelo contato com os meios de comunicação, leitura, conversas etc., as pessoas vão acumulando experiências, adquirindo conhecimento, formando atitudes e convicções. A outra maneira de aprendizagem é a organizada: (...) aquela que tem por finalidade específica aprender determinados conhecimentos, habilidades, normas de convivência social. Embora possa ocorrer em vários lugares, é na escola que são organizadas as condições específicas para transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Esta organização intencional, planejada e sistemática das finalidades e condições da aprendizagem escolar é tarefa específica do ensino. A aprendizagem, nesse contexto, deve estar articulada à organização do ensino, a partir do processo de transmissão e de construçãode conhecimentos orientados a serem aprendidos, além dos aspectos de socialização que, também, estão no bojo desses conhecimentos. Para Marques (2006, p.17), o “homem se pode definir como ser que aprende. Não surge ele feito ou pré-programado de vez. Suaexistência não é por inteiro dada ou fixa; ele a constrói a partir de imensa gama de possibilidades em aberto”. Ou seja, o ser humano é um serque aprende o tempo todo, a partir do seu convívio social, na estruturação das próprias convicções e de sua concepção de mundo vivido. Nesse contexto, não se pode tratar o sujeito da aprendizagem como um receptor vazio e neutro em suas convicções, muito pelocontrário, é eivado de percepções acerca da realidade existente. Tal aspecto evidencia-se na percepção de Fontana (1997, p. 57) ao introduzir a dimensão sócio-histórica elencada pela teoria deVygotsky. Segundo o princípio orientador dessa abordagem: tudo o que é especificamente humano e distingue o homem de outras espécies origina-se de sua vida em sociedade. Seu modo de perceber, de representar, de explicar e de atuar sobre o meio, seus sentimentos em relação ao mundo, ao outro e a si mesmo (Fontana, 1997, p. 57).
  • 19. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 20 Orientada sob o princípio da interação homem-mundo-natureza, a aprendizagem, na perspectiva sócio-histórica, traz consigo umconteúdo pedagógico fértil de possibilidades educativas. Nessa perspectiva, ao mesmo tempo em que a educação se origina nas relaçõessociais, da mesma forma, o homem, nas suas relações com o mundo, manifesta um modo específico de aprendizagem capaz de enfrentar asadversidades que a vida apresenta. Saviani (2005, p.78), ao abordar a relação entre educação e estrutura social no âmbito da aprendizagem, destaca que “o processoeducativo é a passagem da desigualdade à igualdade”. Contudo, para isso acontecer, é necessário desvelar a ideologia da classe dominanteque se encontra subjacente aos conteúdos escolares. Com esse pensamento, o autor sinaliza uma pedagogia revolucionária e crítica dosconteúdos, tendo por base o condicionante histórico-social. Significa dizer que a prática educativa, quando concebida pela pedagogiarevolucionária, compromete-se com as mudanças na base da sociedade. As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF trazem, em sua concepção deaprendizagem, a construção do conhecimento a partir do enfoque sócio-histórico, sinalizando a necessidade de reconstrução e reelaboraçãoda aprendizagem escolar, num processo emancipatório. A aprendizagem como parte do desenvolvimento sócio-histórico coloca em outro patamar a discussão de como se constitui um doselementos básicos no campo educativo, que é o ato de ensinar. Esse contexto revela que não são os fatores internos ou biológicos quedeterminam as experiências cognitivas dos indivíduos, o que remete a uma maior compreensão dos elementos contextuais e sociais daquelesque são sujeitos da educação. Assim, crianças, jovens e adultos têm em suas diferentes formas de aprendizagem elementos eivados de fatoressócio-históricos. Para Libâneo (1997, p. 87), diante da perspectiva retratada acima: a aprendizagem escolar é afetada por fatores afetivos e sociais, tais como os que suscitam a motivação para o estudo, os que afetam a relação professor- aluno, os que interferem nas disposições emocionais dos alunos para enfrentar as tarefas escolares, os que contribuem e dificultam a formação de atitudes positivas dos alunos frente aos problemas e situações da realidade e do processo de ensino e aprendizagem. Com efeito, o processo de aprendizagem desenvolvido na instituição educacional, sobretudo àqueles que por algum motivo tiveram oseu percurso de escolarização interrompido ou não tenham seguido o seu fluxo, deve ser levado em consideração no desenvolvimento daprática pedagógica pelo/pela professor/a em seus processos didáticos em sala de aula.
  • 20. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 21 O fator afetivo, bem como os fatores sociais inerentes a ele, está entre aqueles que têm uma preponderância nas disposições deaprendizagem dos estudantes. A baixa autoestima, a percepção eventual de que não poderá acompanhar os demais ou a percepção de queestá ali por um castigo do sistema educacional constitui um dos fatores que deve ser utilizado para agregar atitudes positivas ou dedesenvolvimento da aprendizagem. Diante disso, surge o questionamento sobre como aplicar o contexto histórico-cultural aos processos escolares de ensino. Fontana(1997) traduz o pensamento de Vygotsky para ilustrar uma parte da questão. Ela explicita que as origens e as explicações do funcionamentopsicológico do ser humano devem ser buscadas nas interações sociais: “É nesse contexto que os indivíduos têm acesso aos instrumentos eaos sistemas de signos que possibilitam o desenvolvimento de formas culturais de atividade e permitem estruturar a realidade e o própriopensamento” (p. 61). A aprendizagem, como já dito anteriormente, deve ser discutida a partir do referencial que nos propõe Vygostky. Portanto, pretende-se que o estudante tenha uma capacidade global de perceber-se e perceber o mundo, transformando-o e sendo transformado por ele. Vygotsky (1998, p.109) traz as contribuições de dois teóricos para contextualizar o papel que cabe ao desenvolvimento e àaprendizagem enquanto construto dos cognitivos no âmbito sócio-histórico: Koffka não imaginava o aprendizado como limitado a um processo de aquisição de hábitos e habilidades. A relação entre aprendizado e o desenvolvimento por ele postulada não é de identidade, mas uma relação muito mais complexa. De acordo com Torndike, aprendizado e o desenvolvimento coincidem em todos os pontos, mas, para Koffka, o desenvolvimento é sempre um conjunto maior de aprendizado. Esquematicamente, a relação entre os dois processos poderia ser representada por dois círculos concêntricos, o menor simbolizando o processo de aprendizado e o maior, o processo de desenvolvimento O desenvolvimento e a aprendizagem constituem, assim, um processo intrínseco e complementar, pois representa um elementoimportante na questão educacional. A aprendizagem, a partir da perspectiva vygotskyana, insere-se como um elemento que compõe odesenvolvimento. Entretanto, nem para o próprio Vygotsky a visão teórica de Koffka e Torndike é algo que tenha uma acomodação emtermos de concordância plena, mas é bastante ilustrativo para compreender a dimensão que cada um assume no contexto da educação. O ponto de partida para Vygotsky é de que a aprendizagem ocorre muito antes de se frequentar a escola, qualquer aprendizagem coma qual o estudante se defronta tem sempre uma história prévia. Nesse contexto é que o autor introduz a sua teoria a partir de dois níveis deaprendizagem. O primeiro trata do desenvolvimento real e o segundo da zona de desenvolvimento proximal.
  • 21. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 22 Para Vygotsky (1998) o nível de desenvolvimento real parte do princípio que as funções mentais se estabelecem a partir de certosciclos de desenvolvimento já completados. A zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que secostuma determinar por meio da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado por meio dasolução de problemas sob orientação de um/a professor/a ou em colaboração com colegas mais capazes. O desenvolvimento real revela quais funções amadureceram, ou seja, os produtos finais do desenvolvimento, o que significa entenderque as funções já amadureceram. Por outro lado, a zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram,mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão presentes em estado embrionário (Idem, ibidem). Com efeito, para Vigotsky (1998, p. 113): A zona de desenvolvimento proximal provê psicólogos e educadores de um instrumento através do qual se pode entender o curso interno do desenvolvimento. Usando esse método podemos dar conta não somente dos ciclos e processos de maturação que já foram completados, como também daqueles processos que estão em estado de formação, ou seja, que estão apenas começando a amadurecer e a se desenvolver. Assim, a zona de desenvolvimento proximal permite-nos delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de desenvolvimento, provimento, como também àquilo que está em processo de maturação. Nessa perspectiva, este currículo deve orientar “procedimentos didáticos que ajudem os estudantes a enfrentarem suas desvantagens,adquirirem o desejo e o gosto pelos conhecimentos escolares, a levarem, suas expectativas de um futuro melhor para si e sua classe social”(LIBÂNEO, 1994, p. 88). Isso tudo deve ser aproveitado enquanto um elemento que possa ter como fio condutor o processo histórico-cultural e ser aplicado a partir das práticas sociais que os estudantes já trazem do contexto da sua realidade.
  • 22. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 234 COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E CONTEÚDOS REFERENCIAIS: DESAFIOS PROPOSTOS PARA UMA NOVA REALIDADE3 As transformações ocorridas no mundo do trabalho remetem ao processo de globalização da economia em um mundo cada vez mais impactado pelo avanço científico-tecnológico. Tais transformações aos poucos vão influenciando os processos educativos, cujas características apontam para um novo paradigma de educação: pedagogia de competências. A rapidez com que evolui o conhecimento faz da educação o principal fator de promoção das competências, assumindo centralidade nas questões relacionadas à formação humana na sua totalidade, contemplando as dimensões físicas, emocionais, culturais, cognitivas e profissionais. De acordo com Perrenoud (1999, p.7), competência é “a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a eles”, ou seja, os processos de ensino e de aprendizagem devem favorecer ao/à estudante a articulação dos saberes para enfrentar os problemas e as situações inusitadas, encontrados nos contextos pessoais e profissionais. Apesar de o referido conceito trazer, para o cenário educacional, uma nova perspectiva para o processo de ensino e de aprendizagem, já que pressupõe a utilização de estratégias pedagógicas que promovam a aprendizagem ativa, em que o/a estudante tenha liberdade para criar, para desenvolver raciocínios mais elaborados e para questionar, esse é refutado por Kuenzer (2002, p.12), que defende que cabe às instituições educacionais desempenhar com qualidade seu papel na criação de situações de aprendizagem, que permitam ao aluno desenvolver as capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras, relativas ao trabalho intelectual, sempre articulado, mas não reduzido ao mundo do trabalho e das relações sociais, com o que certamente estarão dando a sua melhor contribuição para o desenvolvimento de competências na prática social e produtiva. Para Kuenzer (2002), as mudanças no mundo do trabalho exigem uma nova relação entre o homem e o conhecimento, que não se esgota em procedimentos lineares e técnicos, aprendidos pela memorização, mas passa, necessariamente, pelo processo de educação inicial e continuada, que tem como concepção a aquisição da autonomia intelectual, social e humana, obtidas por meio do acesso ao conhecimento científico, tecnológico e sócio-histórico. 3 O texto que se segue foi extraído das Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação
  • 23. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 24 Para que se possa ampliar esse conceito de competência é preciso trazer, para a discussão, a dimensão não preconizada nos conceitos anteriores, como a competência humana, que se traduz na capacidade de cuidar do outro, nas relações sociais, no compartilhamento de experiências e práticas, que estão condicionadas pelo contexto econômico, social e político, defendida por Deluiz (2001, p.6), na sua concepção sobre competência: “construção e mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores não apenas na dimensão técnica especializada, mas na dimensão sócio-política-comunicacional e de interrelações pessoais”. Diante disso, percebe-se a necessidade de uma mudança significativa da função social da instituição educacional, considerando as novas tendências pedagógicas. Educar para competências é, portanto, proporcionar ao/à estudante condições e recursos capazes de intervir em situações-problema. Os conteúdos referenciais definidos para um currículo e o tratamento que a eles deve ser dado assumem papel relevante, uma vez que é basicamente na aprendizagem e no domínio desses conteúdos que se dá a construção e a aquisição de competências. Nessa perspectiva, valoriza-se uma concepção de instituição educacional voltada para a construção de uma cidadania crítica, reflexiva, criativa e ativa, de forma a possibilitar que os/as estudantes consolidem suas bases culturais permitindo identificar-se e posicionar-se perante as transformações na vida produtiva e sociopolítica.Competências para a Educação Básica1. Percepção de si como pessoa, pertencente a um grupo social, em suas diversidades, capaz de relacionar-se e de intervir nas práticas sociais, culturais, políticas e ambientais, consciente de seus direitos e deveres.2. Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão de suas variedades linguísticas e das várias linguagens: corporal, verbal e escrita, literária, matemática, artística, científica, tecnológica, filosófica e midiática, na perspectiva do letramento, bem como acesso ao conhecimento de uma língua estrangeira, construindo e aplicando conceitos, para entender a si próprio, ao mundo, e ampliar sua visão, contribuindo para sua plena participação social.
  • 24. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 253. Conhecimento e compreensão das semelhanças e diferenças culturais, religiosas, étnico-raciais, geracionais e de gênero, a fim de valorizar a sociodiversidade, ampliar a capacidade crítico-reflexiva, articulada à formação para o mundo do trabalho, priorizando a ética, o desenvolvimento da autonomia e do pensamento.Competências para a Educação Infantil1. Conhecimento do próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, valorizando os cuidados com a própria saúde, as relações sociais, respeitando o meio ambiente e a diversidade, tornando-se consciente de seus direitos e deveres.2. Percepção de si como pessoa única, inserida num grupo social, capaz de relacionar-se com outras pessoas, tendo uma imagem positiva de si, sabendo expressar seus desejos e suas necessidades, tomando decisões, dentro de suas possibilidades, contribuindo assim para o desenvolvimento de sua autonomia.3. Produção e apreciação da arte como forma de expressão, desenvolvendo o gosto, o cuidado, o respeito e a valorização pela sua própria produção, pela produção dos colegas, de diferentes artistas, gêneros, estilos e épocas.4. Compreensão das relações estabelecidas entre os sons da fala e os códigos linguísticos, entendendo a escrita como forma de expressão e registro e a leitura como instrumento para ampliar a visão de mundo.5. Conhecimento e desenvolvimento dos conceitos de número, espaço e forma, grandezas e medidas, com a finalidade de solucionar situações do cotidiano, por meio da resolução de problemas.Competências para o Ensino Fundamental1. Apropriação de conhecimentos, articulando-os e aplicando-os para elaboração de propostas que possam intervir na realidade, desenvolvendo a cooperação, coletividade, solidariedade e cidadania.
  • 25. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 262. Compreensão das diferentes linguagens: corporal, verbal/escrita, matemática e artística, científica e tecnológica, na perspectiva do letramento, construindo e aplicando conceitos das várias áreas de conhecimento para entender o mundo e a plena participação social.3. Identificação das semelhanças e diferenças culturais, religiosas, étnico-raciais e de gênero, valorizando a sociodiversidade e opondo-se à exclusão social e à discriminação.4. Compreensão dos fenômenos naturais, dos processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e científica e das manifestações socioculturais, colocando-se como sujeito que observa, investiga e transforma as situações e, com isso, transforma a si mesmo.5. Interpretação, seleção e organização de informações e dados apresentados por diferentes fontes para decidir e resolver situações-problema.Competências para o Ensino Médio1. Apreensão da norma padrão da língua portuguesa e compreensão suas variedades linguísticas e das várias linguagens: artística, científica, corporal, filosófica, literária, matemática e tecnológica, bem como acesso ao conhecimento de línguas estrangeiras para ampliação da visão de mundo.2. Compreensão e construção de conhecimentos dos fenômenos naturais e sociais, nos diferentes componentes curriculares, em seus processos histórico-geográficos, artístico-culturais e tecnológicos, para a formação do cidadão.3. Seleção, organização e interpretação de dados correlacionados a conhecimentos, representados nos diferentes componentes curriculares, para enfrentar situações-problema teóricas e práticas.4. Construção de argumentações consistentes, correlacionadas a situações diversas, para propor e realizar ações éticas de intervenção social.5. Conhecimento e compreensão da diversidade, a fim de fortalecer os valores, ampliar a capacidade crítico-reflexiva, articulada à formação para o mundo do trabalho, priorizando a ética, o desenvolvimento da autonomia e do pensamento.
  • 26. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 27Competências para a Educação de Jovens e Adultos1. Compreensão e prática da cidadania, participando das transformações sociais que visam ao bem-estar comum e das questões da vida coletiva.2. Leitura, escrita e interpretação, com autonomia, das diferentes linguagens − verbal, não verbal, matemática, artística, tecnológica e corporal − para interagir com o outro, usufruindo de diversas situações de comunicação.3. Adoção de postura coerente e flexível diante das diferentes situações da realidade social, econômica e política, questionando e buscando soluções, respaldando-se progressivamente em uma consciência crítico-reflexiva.4. Desenvolver a capacidade de respeito às semelhanças e as diferenças culturais, religiosas, étnico-raciais e de gênero, valorizando, assim, a diversidade sociocultural e desenvolvendo a autoestima.5. Compreensão e respeito à realidade na qual está inserido como sujeito, para desenvolver valores humanos e atitudes sociais positivas do ponto de vista da preservação ambiental e cultural.5 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL O Ensino Fundamental destina-se à formação do/da estudante, objetivando o desenvolvimento de suas potencialidades, como elemento de autorrealização e exercício consciente da cidadania plena. O art. 3° da LDB/96 dispõe sobre a obrigatoriedade a todos, da segunda etapa da Educação Básica, garantindo os princípios de igualdade, da liberdade, do reconhecimento do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, além da valorização de professores/as e da gestão democrática do ensino público como garantia de padrão de qualidade. O exercício do direito atende ao fim maior da educação, personalizado no pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para exercer a cidadania e para a qualificação para o trabalho (LDB/96, art. 22).
  • 27. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 28 Nessa perspectiva, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal - SEDF revisa a lógica de sua organização curricular, aqual não apenas substitui uma proposta curricular por outra, mas visa garantir um currículo constituído pelas experiências escolares que sedesdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências e saberes dos/das estudantes com osconhecimentos historicamente acumulados e contribuindo para construir as identidades dos/das estudantes. Assim, o currículo propõe modos distintos de encarar o homem e a sociedade, de conceber o processo de transmissão e elaboração doconhecimento e de selecionar os elementos da cultura com que a instituição educacional objetiva trabalhar, ressignificando os conteúdosescolares. O estabelecimento “didático” de habilidades e conteúdos em cada série/ano, longe de funcionar como fator de limitação na aquisiçãode informações e das aprendizagens significativas, serve como norteador na busca do conhecimento associado aos princípios éticos, asrelações sociais e as exigências do mundo do trabalho que fazem da educação o maior desafio e a necessidade mais premente da sociedade. Nesse sentido, para efetivar o desenvolvimento de competências e habilidades dentro do Ensino Fundamental para além do saberfazer, é necessário adotar um referencial metodológico que dê visibilidade ao currículo e uma identidade à prática pedagógica reflexiva.Dessa maneira, professores/as e estudantes devem eleger o diálogo como eixo das relações e fundamento do ato de educar. Portanto, uma proposta curricular é apenas um ponto de partida. O início de uma longa jornada, completamente dependente dos/dasprofessores/as, estudantes e dos outros sujeitos que irão utilizá-las, pois são incontroláveis e imensuráveis as aprendizagens que acontecemdentro da instituição educacional. Cada um dos sujeitos educativos traz saberes adquiridos, em suas experiências dentro e fora do espaçoescolar, com seus desejos, sonhos e necessidades, compondo um roteiro multicultural, ou seja, aquele que reflete as muitas “vozes”,orquestrando um currículo “oculto”, presentes nas entrelinhas do cotidiano educativo.Proposta Curricular do Ensino Fundamental A organização curricular do Ensino Fundamental tem como fundamento a prática pedagógica, os princípios e valores emanados daCF/88 e da LDB/96. O Currículo da Educação Básica da Rede Pública de Ensino propõe flexibilidade e descentralização, reforçando anecessidade de construção de uma identidade coletiva em que as decisões e responsabilidades sejam compartilhadas em todos os níveis e
  • 28. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 29modalidades de ensino, tendo como base o respeito aos direitos e deveres de estudantes, bem como aos/às professores/as e a comunidadeescolar. Ressaltamos que é durante os primeiros anos de escolarização que o/a estudante tem a oportunidade de vivenciar experiênciassignificativas de aprendizagem. Pois, nas propostas político-pedagógicas do ensino fundamental, o/a estudante é o centro do planejamentocurricular e será considerado como sujeito histórico e de direitos, que atribui sentidos à natureza e a sociedade nas práticas sociais quevivencia, produzindo cultura e construindo sua identidade pessoal e social. Como sujeito de direitos, o/a estudante terá participação ativa nadiscussão e implementação das normas que regem as formas de relacionamento na escola e fornecerá indicações relevantes a respeito do quetrabalhado no currículo. Durante o percurso no Ensino Fundamental, o/a estudante tem a oportunidade de se conhecer e de conhecer o “outro” em espaços desocialização próprios dessa fase de desenvolvimento; de fazer escolhas, fortalecer sua autoestima e sua subjetividade. A LDB/96, em seu art. 32, com a redação dada pela Lei nº. 11.274/2006, afirma que o Ensino Fundamental obrigatório, com duraçãode 9 anos, gratuito na instituição educacional pública, iniciando-se aos 6 anos de idade, com o objetivo a formação básica do cidadão,mediante: I O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV O fortalecimento dos vínculos da família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. Nessa perspectiva, assegurar a todos/as os/as estudantes um tempo/espaço ressignificado de convivência escolar e oportunidadesconcretas de aprender, requer do/da professor/a uma prática educativa fundamentada na existência de sujeitos, como afirma Freire (1998, p.77), “um que ensinando, aprende, outro que aprendendo, ensina”. É a dialética desse processo que torna a educação uma prática socialimprescindível na constituição de sociedades verdadeiramente democráticas.
  • 29. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 30 Para atender a constituição de um tempo/espaço maior de ensino obrigatório no Brasil, o ensino fundamental foi ampliado para noveanos, com atendimento obrigatório de crianças a partir dos seis anos de idade4 (Lei nº 11.274/06). Este é um movimento mundial que temduas intenções, conforme o Plano Nacional de Educação – PNE e a determinação legal (Lei n° 10.172/2001, meta 2 do EnsinoFundamental), "oferecer maiores oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e assegurar que, ingressando maiscedo no sistema de ensino, as crianças prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade". Ao final do ano de 2004, o governo do Distrito Federal promulgou a Lei Nº 3.483 de 25 de novembro, que estabeleceu a ampliação eimplantação gradativa5, de oito para nove anos, a duração mínima do Ensino Fundamental da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal.Com isso, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal iniciou em 2005 a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos, nasinstituições educacionais vinculadas à Rede Pública de Ensino da Diretoria Regional de Ceilândia, e nas demais DRE gradativamente até oano de 2008. A inclusão, mediante a antecipação do acesso, é uma medida contextualizada nas políticas educacionais focalizadas no EnsinoFundamental. Não se trata de transferir para as crianças de seis anos de idade os conteúdos e atividades tradicionais da primeira série, mas deconceber uma nova estrutura de organização pedagógica em um ensino fundamental de nove anos. Nesse sentido, foi construída uma estratégia pedagógica diferenciada na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal,denominada Bloco Inicial de Alfabetização – BIA, em que o objetivo geral é garantir à criança a aquisição de leitura/escrita/letramento, naperspectiva da ludicidade, bem como o seu desenvolvimento integral. Com essa estratégia, o ensino fundamental organizou-se em regime deciclo no período inicial de alfabetização (1º ao 3º ano) e em regime seriado do 4º ao 9º ano do EF 9 anos. O currículo do ensino fundamental tem uma base nacional comum6, complementada em cada sistema de ensino e em cadaestabelecimento escolar por uma parte diversificada7.4 Segundo Parecer CNE/CEB Nº12/2010, aprovado em 08 de julho de 2010, é obrigatória a matrícula no ensino fundamental de crianças com 6 anos completos ou a completar até 31 de março do ano que em queocorrer a matrícula.5 A matriz curricular do Ensino Fundamental de 8 Anos será extinta a medida que o ensino fundamental de 9 anos estiver sendo implantado. Desse modo, a matriz de 8 anos estará em vigor até 2015 (videProposta Pedagógica da SEDF, 2008).6 O ensino religioso, de matrícula facultativa ao estudante, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui componente curricular dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental,assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil e vedadas quaisquer formas de proselitismo.
  • 30. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 31 Na base nacional comum constam os conhecimentos a que todos os estudantes devem ter acesso, independentemente da região e dolugar em que vivem; de forma a legitimar a unidade: das orientações curriculares nacionais, das propostas curriculares dos Estados, DistritoFederal e Municípios e dos projetos político-pedagógicos das escolas. Na parte diversificada se localiza a maior diferenciação entre as orientações curriculares das diversas regiões, Estados, DistritoFederal e Municípios brasileiros, pois os conteúdos, temas ou disciplinas aqui definidos pelos sistemas de ensino e escolas explicitam ascaracterísticas regionais, culturais, sociais e econômicas e possibilitam a contextualização do ensino nas diferentes realidades existentes nasescolas brasileiras. A base nacional comum e a parte diversificada do currículo do ensino fundamental constituem um todo integrado e não podem serconsideradas como dois blocos distintos. No desenvolvimento do currículo a formação básica do cidadão, objetivo do ensino fundamental, deve estar articulada às áreas doconhecimento e as dimensões da vida cidadã: saúde; sexualidade; vida familiar e social; meio ambiente; trabalho; ciência e tecnologia;cultura; linguagens. Para atender a esse objetivo, as áreas de conhecimento obrigatórias no currículo do ensino fundamental constituem-se em: I – LINGUAGENS Língua portuguesa Língua estrangeira moderna Arte Educação Física II – MATEMÁTICA III – CIÊNCIAS DA NATUREZA IV – CIÊNCIAS HUMANAS7 Na parte diversificada do currículo do ensino fundamental será incluída, obrigatoriamente, a partir do 6º ano, o ensino de, pelo menos, uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo dacomunidade escolar consideradas as possibilidades da instituição.
  • 31. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 32 História Geografia V – ENSINO RELIGIOSO5.1 LINGUAGENSLÍNGUA PORTUGUESAAlfabetização e Linguagem Falar sobre alfabetização e linguagem pressupõe uma compreensão conceitual que encaminhe ações efetivas rumo ao sucesso escolar. Com o objetivo de encontrar formas de garantir, de fato, a aprendizagem da leitura e da escrita, a partir de metas definidas a cada ano, e visando a alfabetização desde o primeiro ano de escolaridade do Ensino fundamental de 9 anos, valoriza-se o pensamento inteligente de cada estudante, e por consequência chega-se a democratização do saber que rompe com as profecias de fracasso escolar. A linguagem tem uma dimensão histórica e social, portanto a instituição educacional, tendo a função de ensinar, é responsável por garantir a todos/as os/as seus/suas estudantes o acesso aos saberes linguísticos nesta dimensão. Além disso, a linguagem diz respeito à capacidade de exercitar a comunicação, podendo ser verbal ou não verbal. Quando o homem se utiliza da linguagem oral ou escrita, está fazendo uso de uma linguagem verbal, que “possibilita... representar a realidade física e social e, desde o momento em que é apreendida, conserva um vínculo muito estreito com o pensamento” (PCN, 2001. p. 24). Já a linguagem não verbal está presente quando se usam outros códigos (o desenho, a dança, os sons, os gestos, a expressão fisionômica, as cores). Ainda reportando ao PCN (2001), a importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as demandas sociais de cada momento, sendo a instituição educacional o espaço com a função precípua de democratizar o saber. Quanto ao ensino da Língua Portuguesa, é necessário desmistificar alguns mitos (linearidade da aprendizagem, certo e errado...) para um trabalho no cotidiano escolar que objetive a utilização eficaz da linguagem.
  • 32. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 33 O trabalho pedagógico na disciplina Língua Portuguesa visa oportunizar situações em que os/as estudantes, principalmente nosprimeiros anos, tenham contato sistemático com os conceitos básicos de textos, palavras e letras na perspectiva da leitura e escrita, segundo alógica da psicogênese. Além deste aspecto, é importante ressaltar a construção do conhecimento e o uso da escrita como discurso, atividadereal de enunciação, que levará ao uso da língua oral de forma cada vez mais competente. Conforme nos orienta os PCN (2001, p. 33) “a conquista da escrita alfabética não garante ao/à estudante a possibilidade decompreender e produzir textos em linguagem escrita”, por isso a ação didática deve objetivar para além deste nível, pois alfabético não éalfabetizado. Apropriar-se da leitura e escrita deixa de ser simplesmente codificar e decodificar, mas no contexto da instituiçãoeducacional, passa a ter uma função social, oportunizando ao aluno desde o primeiro ano escolar a leitura e escrita de textos comcompreensão, na perspectiva do que é alfabetizar letrando. É necessário, porém, que se avance de etapas no decorrer dos anos, alterando-se as condições de leitura e escrita de texto,oportunizando ao/à estudante um convívio com regras discursivas, o domínio das regularidades e irregularidades ortográficas, sem perder devista a dimensão sociolinguística do código com seus aspectos fonéticos, fonológicos, morfológicos e sintéticos. Assim, o/a estudanteconstruirá seu conhecimento através do uso dos aspectos linguísticos em diferentes situações ou contextos sociais, respeitando suadiversidade de funções e sua variedade de estilos e modos de falar. Essa construção do conhecimento rompe com a crença arraigada de queo domínio do bê-á-bá seja pré-requisito para a aprendizagem da leitura e da escrita, uma vez que esses dois processos podem e devemocorrer de forma simultânea dentro de um trabalho pedagógico sistemático, em que o professor imprime o ritmo das aprendizagens pormeio de uma didática que provoque um pensamento reflexivo diante das situações problemas. Emília Ferreiro (1986) afirma que a construção da aprendizagem é um resultado da própria atividade do sujeito, que compara, exclui,ordena, categoriza, reformula, comprova, formula hipóteses, reorganiza etc., em ação interiorizada (pensamento) ou em ação efetiva(segundo seu nível psicogenético). Desse modo, evidencia-se a importância de um planejamento que prevê intervenções didáticascontextualizadas, relativizando o erro como construtivo, pois há um pensamento inteligente em todas as hipóteses, objetivando acolher eromper de acordo com o processo de aprendizagem do/da estudante.
  • 33. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 34 Na perspectiva de alfabetizar letrando, o ensino da Língua Portuguesa rejeita pré-requisitos e hierarquização de conhecimentos e habilidades, pois a aprendizagem acontece na progressiva construção de estruturas cognitivas, na relação com outro social (com quem se aprende com que se troca, e a quem se ensina) e no uso contextualizado da língua, o que se concretiza na instituição educacional.Ensino da Língua Portuguesa Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa apresentam, em linhas gerais, como objetivo do ensino da língua a aquisição de saberes linguísticos que garantam ao/à estudante a aprendizagem efetiva da leitura e da escrita. Entenda-se por aprendizagem efetiva da leitura e escrita, a apropriação progressiva de competências linguísticas que possibilitem ao aprendiz “resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bem culturais e alcançar participação plena no mundo letrado” (PCN, p. 41). Dessa forma, a finalidade principal do ensino da língua é formar nos/nas estudantes a competência comunicativa, ou seja, a capacidade de expressar-se adequadamente em qualquer situação, quer por meio da fala, quer através da escrita, o que consequentemente contribuirá para a formação de um leitor proficiente. Destaque-se ainda, que a competência comunicativa está diretamente ligada à formação do cidadão em seu sentido pleno, já que a língua é um instrumento de poder, sendo por ela que as pessoas expõem suas ideias, demonstram seus desejos, insatisfação etc. Partindo dessa perspectiva, o ensino da Língua Portuguesa para os anos iniciais do Ensino Fundamental tem como proposta de trabalho dar ao/à estudante condições para o desenvolvimento da linguagem, viabilizando ao mesmo o acesso ao mundo letrado e o exercício da cidadania. Para que a competência comunicativa seja vivenciada, a instituição educacional deve ser o espaço que garanta aos/às estudantes acesso aos saberes linguísticos necessários para o uso eficaz da língua mesmo nos eventos mais cotidianos tais como: expor ideias, argumentar contra ou a favor a uma dada hipótese, descrever um problema, solicitar ajuda, expressar sentimentos... Afim de que isso ocorra, o/a estudante precisa conhecer as diferentes variedades linguísticas e, assim, considerando o contexto, adequar seu registro à situação. O ensino nessa perspectiva, no entanto, só é possível, quando se privilegia a língua no seu aspecto social, ou seja, no uso, sendo desta forma elemento fundamental na ação da linguagem e não algo que possui estrutura pré-definida, fixa e limitada. Tendo como foco de ensino o uso da língua e sendo essa materializada por meio de textos (orais, escritos e não verbais), conclui-se que a unidade de trabalho no ensino
  • 34. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 35de língua portuguesa deve ser o texto. Não se fala aqui de textos escolares (que só servem para ‘ensinar a ler e escrever’), mas daqueles quecirculam fora do ambiente escolar e que se realizam por meio de gêneros. Daí, a importância de se colocar o/a estudante em contato comdiversos gêneros textuais. Dell’Isola (2007), considera que os gêneros textuais são vias de acesso ao letramento e propõe que o ensino dalíngua se dê por meio de textos encontrados na vida diária, levando-se em consideração a heterogeneidade de textos existentes em nossasociedade e a necessidade de tornar os/as estudantes leitores e produtores de texto proficientes. Nesse contexto, o ensino de Língua Portuguesa deve contemplar os cincos campos da linguagem, quais sejam: (1) oralidade, (2)leitura, (3) literatura, (4) produção de textos e (5) conhecimentos linguísticos. Alerta-se para o fato de que essa divisão objetivacontextualizar ainda mais as concepções que se têm da língua e aproximá-las do plano de ação, ao mesmo tempo em que se pretendedemarcar as habilidades essências e conteúdos de cada tópico. Sabe-se, no entanto, que no cotidiano de sala de aula e nos materiais didáticos,os temas de cada tópico imbricam-se, constituindo unidades didáticas dinâmicas, de maneira que, neste movimento em rede é possível ter umplanejamento com densidade didática necessária para o ensino de qualidade que não intensifique o estudo de um campo em detrimento deoutro.Oralidade A oralidade pode ser entendida como um evento social com finalidade comunicativa, fundado na realidade sonora e realizado sob aforma dos mais diversos gêneros textuais que são determinados pelo contexto de seu uso (Marcushi, 2007). Sabemos que, desde seu nascimento, a criança depara-se com uma infinidade de práticas linguísticas que são compreendidas comoimportantes recursos para sua inserção na língua e no universo humano, podemos dizer desde então, que se inicia a assimilação de diversosgêneros do oral (Bakthin, 1992). Segundo Dell’isola (2007), gêneros são formas verbais realizadas em textos, que possuem certa estabilidade, repetição, processossemelhantes de estruturação, e têm a função de permitir ao indivíduo a possibilidade sonoro-discursiva e ir aos poucos criando repertórios deusos, formas e sentidos, que vão desde fragmentos de fala ao manejo lúdico de textos integrais, do evento informal ao mais formal.
  • 35. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 36 Desse modo, os gêneros textuais presentes na infância e seus efeitos no ensino precisam ser conhecidos pelo/pela professor/a de todosos anos, pois propiciam as bases da escrita gráfica, da leitura, da literatura e da produção de texto, além de proporcionar ao/à estudante oprazer de lidar com a palavra e de jogar com seus elementos estéticos. A proposta é oferecer ao/à estudante oportunidade de expressar suas ideias, conhecimentos e experiências na sua forma de comunicare no seu dialeto, sendo ouvido e respeitado nos seus pontos de vista. Estes eventos comunicativos devem ser privilegiados no cotidiano dasala de aula de forma constante, contextualizada e planejada. Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo. Isso seconquista em ambientes favoráveis à manifestação do que se pensa, do que se sente, do que se é (PCN, 2001). A fala de pessoas letradas, não é intrinsecamente superior às variedades usadas por pessoas com pouca escolarização, adotando essapostura combate-se culturalmente o preconceito baseado em mitos que perduram há muito tempo em nossa sociedade. Percebe-se havermarcas da oralidade no texto escrito devido à interferência da fala na escrita. Com a progressão da aprendizagem, o oral deve tomar seu lugare o texto escrito passará a ter uma vida independente, pois a escrita não é o espelho da fala. As atividades de práticas orais devem estimular o falar e o ouvir produzindo situações de confronto, nas quais a exposiçãoargumentativa e o embate de ideias sejam significativos e necessários, ampliando o imaginário e fornecendo os elementos para que aestrutura de linguagem possa suportar o jogo de coerência e de coesão em textos bem estruturados. A articulação entre a linguagem oral e escrita pressupõe um compromisso dialético tornando um espaço privilegiado de intersecçãoem diferentes áreas do conhecimento. Nesse contexto, serão enfatizados os diferentes gêneros textuais de origem oral e suas dinâmicasmnemônicas como fundamentais no campo do letramento, da alfabetização e do ensino da língua em geral.Leitura É importante entender que a leitura só é efetiva quando consegue ultrapassar a mera decodificação do texto e associar à construção dosignificado. A leitura pressupõe habilidades cognitivas e metacognitivas do leitor, que incluem a capacidade de interpretar ideias, fazeranalogias, perceber o aspecto polissêmico da língua, seus diversos sentidos, dentre eles a ironia; construir inferências, combinar
  • 36. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 37conhecimentos prévios com a informação textual; alterar as previsões iniciais, refletir sobre o que foi lido, sendo capaz de tirar conclusões efazer julgamentos sobre as ideias expostas, entre outros. Para que os/as estudantes se tornem leitores proficientes, e para que a leitura seja uma prática social em suas vidas, é importante que,na sala de aula, a leitura não seja uma atividade secundária, que ocupe apenas o tempo que sobrou no finalzinho da aula. Antes, a leituraprecisa ser planejada, como atividade cotidiana, não só entre estudantes, mas também entre professores/as. Aprender a ler não é uma atividade natural, para a qual a criança se capacita sozinha. Entre livros e leitores há importantesmediadores. Dentre eles, o mais importante é o/a professor/a, figura fundamental na história de cada estudante. A leitura realizada pelo/pelaprofessor/a é ferramenta essencial como referência para seus/suas estudantes. Não há receitas a seguir: cada professor/a, de acordo com suahistória de leitura e o processo de aprendizagem de seus/suas estudantes, tem condições de avaliar o melhor caminho a ser percorrido. Nessa trajetória, conhecer as estratégias de leitura é fundamental, pois auxiliará o/a estudante a ler com propriedade e eficiência.Estas estratégias são processos cognitivos, conscientes ou inconscientes efetuados pelo leitor, que facilitam a compreensão da leitura,tornando-a mais ágil e eficaz. Segundo Naspolin (1996), “há uma relação recíproca entre usar estratégias de leitura e interpretar o texto.Emprega-se uma estratégia porque se está entendendo o texto e entende-se o texto porque se está aplicando a estratégia. Dentre as estratégias de leitura, costuma-se listar quatro, a saber: seleção, antecipação, inferência e verificação ou autocorreção(PCN, 2001):a) Seleção Permite ao leitor ler apenas o que é do seu interesse, dispensando detalhes. Pois contrariamente ao que se pensa, durante o ato de ler oleitor não lê em monobloco tudo o que está escrito. Num processo natural, ele vai selecionar apenas os conteúdos cognitivos que lhe sãorelevantes naquela dada circunstância. É como se nosso cérebro tivesse um “filtro” que selecionasse apenas o que nos interessa no momento.b) Antecipação Durante a leitura, o leitor prediz ou antecipa os fatos veiculados pelas informações que ele está lendo, ou seja, o leitor, no momentomesmo da leitura, vai formulando hipóteses por meio das pistas fornecidas pelo próprio produtor do texto e isso torna possível adivinhar oque ainda está por vir, com base em conhecimentos prévios, informações implícitas ou suposições. O gênero, o autor, o título, o vocabulário
  • 37. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 38e muitos outros índices nos informam sobre o que é possível encontrarmos num texto. Ao levantarmos hipóteses com nossos/as estudantessobre esses índices estaremos tornando consciente tal estratégia.c) Inferência Inferir é deduzir pelo raciocínio ou raciocinar. A inferência é o ato de extrair uma conclusão de duas ou mais proposições dadas. Nabase da inferência, encontra-se o silogismo permitindo ao leitor captar as informações implícitas no texto. Podem ser adivinhações baseadasem pistas dadas pelo próprio texto ou baseadas em seu conhecimento de mundo. Podemos inferir sobre o conteúdo de um texto, sobre asintenções do autor ou até mesmo sobre a significação de uma palavra. O importante é observar o contexto e as pistas deixadas pelo autor.d) Verificação ou Autocorreção Consiste na capacidade de o leitor corrigir a si próprio. Essa estratégia pode estar relacionada a dois aspectos. O primeiro está ligadoa “voltar” atrás para corrigir palavras ou trechos lidos apressada e/ou descuidadamente. Nesse tipo de leitura, feita apressada e/oudescuidadamente, ler mal uma palavra produzirá ruídos na comunicação, isto é, a frase ficará sem sentido. Ao voltar para reler a frase e,principalmente, a palavra mal lida, o próprio leitor promove a autocorreção. O segundo aspecto está ligado à reformulação das hipótesesiniciais. Em caso de não confirmar uma das hipóteses feitas por predição ou antecipação, o leitor relembra as hipóteses iniciais, corrigindo oque for necessário. A verificação ou autocorreção torna possível o monitoramento das demais estratégias, permitindo confirmar, ou não, asespeculações realizadas. O leitor maduro utiliza todas as estratégias de leitura mais ou menos simultaneamente, sem ter consciência disso. É importante também ressaltar os três níveis na metodologia de leitura: objetiva, inferencial e avaliativa (Bortone, 2008). Na leituraobjetiva, se aborda o que está explícito no texto, na leitura inferencial o/a estudante é levado a fazer inferências sobre o que está implícito notexto e na leitura avaliativa, o/a estudante extrapola o texto, manifestando sua postura crítica a partir de suas ideologias e julgamentospessoais diante das ideias expressas pelo autor. Além disso, na metodologia da leitura, há dimensões do texto que precisam ser compreendidas pelo leitor. São elas: dimensãocontextual, a dimensão textual, a dimensão infratextual e a dimensão intertextual. A dimensão contextual diz respeito à propriedade sociocomunicativa do texto, pois para entender informações presentes no texto, énecessário acionar o conhecimento de mundo, experiências, crenças e cultura em que o leitor está inserido.
  • 38. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 39 A dimensão textual refere-se à estrutura do próprio texto, sua unidade semântica e formal, e a coesão que permite ao leitor perceber aprogressividade e o encadeamento de ideias do texto. A dimensão infratextual está relacionada com o sentido do texto e com as informaçõesque estão abaixo da superfície textual que permitirão ao leitor fazer inferências. E a dimensão intertextual se refere a marcas ou referênciasde outros textos no texto que está sendo lido. Desse modo, a formação de leitores depende da relação que o/a professor/a estabelece com os livros, de um trabalho integrado comtoda equipe escolar e de objetivos claros e determinados. É desejável que o leitor, em momento e situação adequados, aprenda a extrapolar o que lê, reunindo condições de exercer sua crítica ede se pôr como autor de outros textos inspirados em suas leituras extrapolativas. O importante é formar o leitor proficiente, que vá além daparáfrase e que consiga usar suas habilidades inferenciais e interpretativas. Nesse contexto, tornar-se letrado, ou formar-se leitor, é aprender sobre autores, seus modos de pensar, intenções, interlocutores,ideias e valores; é aprender sobre gêneros, sobre a forma pela qual os textos se organizam, a partir do título, obedecendo a certas convenções,e desdobrando-se parágrafo a parágrafo para exprimir ideias. É, principalmente, aprender a dialogar com os autores, refletindo sobre o queeles nos dizem e comparando as suas ideias com as nossas.Literatura A linguagem literária, seja em prosa ou em verso, requer uma aprendizagem especial, já que não põe em jogo apenas a lógica factualdo tema a ser desenvolvido. Quando um texto literário é de boa qualidade, seu processo de produção implica conteúdos vivenciais eexperiências emotivas que permitem ao leitor tomar parte delas e, de alguma forma, passar por uma espécie de educação profunda, queocorre nas instâncias inconscientes de seu psiquismo. Soares (1997), afirma que não há como ter escola sem a escolarização do saber. Sendo assim, nesse contexto, também a literaturapassa por um processo de escolarização. No entanto, o ensino de literatura na instituição educacional não deve servir como pretexto para oensino de outras questões, tais como: boas maneiras, deveres, tópicos gramaticais, etc. Ao invés disso, a leitura literária deve ser valorizada,
  • 39. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 40ao longo da trajetória escolar e desde os primeiros anos de escolarização, como meio de o/a estudante desenvolver a criatividade e aimaginação na interação com os textos. É preciso que a instituição educacional amplie suas atividades, visando à leitura da literatura como atividade lúdica de construção ereconstrução de sentidos. O/A professor/a deve confrontar o/a estudante com a diversidade de gêneros literários e, dentro de um mesmogênero, com uma diversidade de obras, pois assim, o/a estudante/leitor perceberá que os textos ora divergem, ora dialogam entre si no quediz respeito à visão de mundo, à opinião do autor, etc. Desta feita, o/a estudante vai se tornando um leitor crítico e capaz de formular suaspróprias opiniões além de perceber que o sentido da leitura não está somente no próprio texto, mas é construído pelos leitores na interaçãocom outros textos, o que torna a literatura significativa. E para que a leitura dos/das estudantes seja significativa, o/a professor/a deve ser o mediador entre o texto literário e o/a estudante.Não se pode trabalhar com leituras que não foram previamente feitas e nem se pode cobrar prazer e envolvimento com leituras que nãoestabeleçam significado para o leitor. Isso é verdadeiro tanto no que diz respeito a leitores adultos quanto a leitores crianças, e a essesúltimos a questão é ainda mais importante, pois é na fase inicial do processo de alfabetização e é por meio dos sentidos e das sensaçõesapreendidas que a criança compreenderá o mundo ao seu redor, e nesse momento, os livros de literatura, em especial de imagens, vãopossibilitar-lhe recontar e reinventar histórias. Por essas razões, em suas leituras compartilhadas com os/as estudantes, o/a professor/a deveráampliar seu repertório, atentando para os gêneros de tradição oral (cantigas de roda, adivinhas, parlendas, quadrinhas, trava-línguas – napoesia e contos populares, fábulas, contos de fadas – na prosa). Para Cossin (2007), a prática da literatura na instituição educacional é fundamental na constituição de um sujeito da escrita e de umleitor proficiente, pois fornece os instrumentos necessários para se conhecer e articular a linguagem. Segundo o autor, o ensino de textosliterários na escola deve seguir os seguintes passos: a) Motivação: prepara o leitor para receber o texto, exercendo influência sobre suas expectativas. b) Introdução: apresentação do autor e da obra a ser lida, além da apresentação do livro que deve ser manuseado. Isso permite que o/a estudante receba a obra de forma positiva.
  • 40. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 41 c) Leitura: se o livro/texto for pequeno, a leitura pode ser feita na sala, no entanto, quando se trata de um livro maior, a leitura poderá ser feita fora de sala, em casa ou na sala de leitura, porém o processo de leitura precisa ser acompanhado pelo/pela professor/a, não no sentido de fiscalizar se o/a estudante está realizando a leitura, mas com a intenção de auxiliá-lo em suas dificuldades de realizar a leitura. A leitura pode acontecer de forma individual ou conjunta, de acordo com o texto. d) Interpretação: a interpretação da obra literária é composta de dois momentos: o interior – que acompanha a decifração da obra, parte por parte e tem seu ápice na apreensão global da mesma, após o término da leitura da obra, sendo esse encontro de caráter individual – e o exterior – que é a concretização da interpretação como ato de construção de sentido, essa interpretação deve ser compartilhada e ampliada na escola. É fundamental que se coloque no centro das práticas literárias na instituição educacional a leitura efetiva de textos. Essa leitura, noentanto, não deve ser feita de forma assistemática, mas organizada segundo os objetivos da formação do/da estudante, pois a literatura temum papel a cumprir na escola: o papel humanizador de tornar o mundo compreensível. É preciso também ficar atento ao amplo universo que o texto literário enreda, desde suas ricas possibilidades interdisciplinares (nosdiversos gêneros literários aprende-se conteúdos de todas as áreas) até seu engajamento e expansão no campo das artes em geral, suasrelações com as artes plásticas, com o cinema, com o teatro, etc. Neste currículo, propõe-se o trabalho com diversos gêneros literários, quedeverão ser sistematizados de acordo com o ano trabalhado.Produção de Texto A adoção da perspectiva do trabalho com produção textual escrita “... que tem como finalidade formar escritores competentes capazesde produzir textos coerentes e eficazes”. (PCN, p.65). nos mais diversos gêneros textuais, há de romper com uma ideia arraigada na tradiçãode ensino do fazer textual que nem sempre leva em consideração os diferentes textos que circulam na vida real. Em geral, na escola, oprocesso se concentra em um tipo de texto a que hoje chamamos de “redação escolar”.
  • 41. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 42 Do ponto de vista da função social da linguagem, a redação escolar é inócua, pois é elaborada a partir de uma simulação, em que oemissor (o autor) procura se adequar às expectativas escolares, desenvolvendo o tema e escolhendo as palavras de acordo com um modeloque nada tem a ver com os textos que são veiculados na sociedade. Geraldi (1995) é enfático ao destacar que tanto estudantes quanto professores/as decepcionam-se na prática de escrever redaçãoescolar. Os primeiros sofrem com a repetição, artificialidade e insipiência dos temas propostos para escritura, enquanto que os segundosrecebem, e não apreciam, textos mal escritos sobre os quais fará improdutivas anotações. Agindo assim, a escola parece não reconhecer queao ingressar na educação formal para início do processo de alfabetização e escolarização a criança já fala, ou seja, domina a língua, por issoadota práticas pedagógicas que subjaz essa concepção. Para tanto, se faz necessário “... uma prática continuada de produção de textos na sala de aula, situações de produção de uma grandevariedade de textos de fato e uma aproximação das condições de produção às circunstancias nas quais se produzem esses textos” (PCN,p.68). Nesse sentido, é imprescindível criar situações contextualizadas. A produção de texto na escola precisa cumprir a sua função social.Daí a necessidade e importância de se esclarecer o que realmente caracteriza um texto escrito ou oral e quais são as condições para suaprodução. Marcuschi (2007, p.78) afirma que “O texto é um evento comunicativo no qual convergem ações linguísticas, cognitivas esociais”. É importante lembrar que a concepção acima visa superar aquelas que consideram a transcrição abaixo como texto. A cabra A cabra dá leite. A cabra faz: mé... mé... mé... Ela faz cocô e xixi. A cabra é amiga da zebra. (Que cabra levada.) Roxane Rojo (2000, p. 83)
  • 42. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 43 Por isso, há de se descartar a possibilidade desse exemplo se configurar como texto, ele é visto como uma sequência de palavras efrases escritas desprovidas de autoria e de uma prática social significativa, além de ressentir-se da ausência de outras condições detextualidade. Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enuciados” (Bakhtin, 1997, p.291), sendo a idéia de um autor isolado falsa. Produzir um texto é inscrever-se nessa cadeia interagindo com os textos já produzidos e suscitando outros. O texto produzido, além da “voz” de quem o produz, reflete, no mínimo mais uma “voz”: aquela a quem ele se dirige, pois “o texto é uma (re)construção do mundo e não uma simples refração ou reflexo (Marcuschi, 2007, p.72). Fica claro que a concepção aqui assumida quanto à autoria e à produção de texto compromete-se com a pesquisa das condições reaisda produção autoral, bem como a opção pelo estudo dos gêneros e por sua funcionalidade social como estratégia fundamental nessaempreitada. Igualmente importante é a compreensão que o/a professor/a precisa ter sobre os critérios da textualidade. Esse conhecimento é umaforma de instrumentalização para a orientação de uma produção textual cuja objetivação se expresse num todo estruturado, coeso, coerente epermeado por sentidos e significados sócio-historicamente constituídos pelos seus interlocutores. Não pode se perder de vista que os pilares da textualidade são: o autor, o leitor e o texto, e que, na perspectiva teórica sobre atextualidade aqui adotada interessa mais o processo de construção do texto que o produto final. Assim sendo, esses critérios devem seranalisados sob a ótica da construção de sentidos do texto e não como princípios de formação textual. Assim, a textualidade de um texto pode ser percebida considerando-se sete critérios: coesão, coerência, intencionalidade,aceitabilidade, situacionalidade, intertextualidade e informatividade. (Marcuschi, 2007). A coesão é um mecanismo textual que possibilita a articulação dos elementos do texto e tem por finalidade organizar o fluxoinformacional, ou seja, fazer progredir o texto. Dentre outros elementos de coesão gramatical podem ser citados os artigos, pronomes,advérbios, sinônimos, hiperônimos, etc. A coerência pode ser vista como uma atividade cognitiva resultante da leitura de uma série de enunciados que se encadeiam paraconfiguração de um todo compreensível. Por ser, necessariamente, uma atividade interpretativa e não uma propriedade imanente ao texto, elaé, em boa parte, uma atividade realizada pelo leitor. Fica evidente, portanto, que a coerência de um texto está relacionada mais com as
  • 43. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 44relações de sentido que são estabelecidas do que com código escrito propriamente, mas isso não significa que a coerência textual dependaexclusivamente do voluntarismo do leitor, o próprio texto deve possibilitar o acesso a sua coerência interna. Diferentemente da coerência, a intencionalidade é centrada no produtor do texto, pois há a necessidade de o texto ser produzido comum objetivo, com uma intenção que deve ser captada pelo leitor. Nesse critério a intenção do autor é um fator relevante para a textualidade. Apesar de estreitamente ligada à intencionalidade, a aceitabilidade diz respeito mais enfaticamente ao leitor, pois se refere à atitudedeste frente ao texto. Esse critério da textualidade não se reduz ao plano das formas gramaticais, pelo contrário, é a produção de sentido queenvolve o receptor e define como aceitável. O critério da situacionalidade pode ser visto como uma condição para adequação textual, pois ela é uma forma específica de um textose adequar ao contexto e ao seu usuário. É importante não confundir situacionalidade com contextualidade. Enquanto aquela se refere ao fatode um evento textual estar diretamente relacionado à determinada situação social, cultural ou ambiental, esta representa uma dimensão maiorna qual o evento textual está inserido. Essa relação não pode ser desconsiderada, pois um texto que não cumpre os requisitos desituacionalidade não pode apoiar-se no contexto. A intertextualidade é a presença de partes de um texto anteriormente produzido no texto atual é, portanto, uma propriedadeconstitutiva de qualquer texto na medida em que é uma condição para existência do próprio discurso. O critério de informatividade diz respeito “ao grau de expectativa ou falta de expectativa, do conhecimento ou desconhecimento emesmo incerteza do texto oferecido”. Marcuschi (2007, p.132). Assim, é essencial reconhecer que um texto deve possibilitar a distinçãoentre o que o autor quer transmitir e o que não é pretendido. Os critérios acima descritos não são operacionais, são conhecimentos necessários ao enriquecimento e aprofundamento do arcabouçoteórico dos/das professores/as que, de certa forma, orientarão suas práticas pedagógicas cotidianas. No âmbito da produção textual, descrever, narrar, dissertar, relatar, expor constituem habilidades que se efetivam por meio dos maisdiversos gêneros, como: relatórios, resumos, verbetes de enciclopédia, artigos de opinião, crônicas, etc. O que fazer então para que essa metaseja alcançada? A produção de um texto dentro das perspectivas aqui adotadas exige que o/a estudante tome uma série de decisões paraassumir o papel de autor do texto. Esse fato demanda do/da professor/a a necessidade de criar condições para que o/a estudante realize a
  • 44. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 45tarefa a que se propôs. Uma série de perguntas aflui quando o/a estudante é requisitado para escrever: Porque preciso escrever? O que vouescrever? Para quem? Dizendo o que? Que objetivo quero alcançar? Que tipo de texto usar? Que gênero textual é mais adequado? Quesuporte? Com que tom? (Zamboni, 2004). Dentre as várias opções que a literatura oferece, os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001) apresentam sugestões que melhorcorrespondem ao perfil epistemológico no qual esse currículo se abriga. São procedimentos usuais no universo real da lida com texto,dispostos como categorias didáticas de práticas de produção textual, quais sejam: transcrição, reprodução, decalque e autoria. A transcrição é a categoria na qual o que dizer (plano de conteúdo) e o como dizer (plano da forma) estão fechados, cabendo ao/àestudante centrar sua atenção para garantir a fidelidade do registro. Por exemplo: transcrição de uma música, de uma entrevista ou de umdiálogo. Na reprodução o que dizer está fechado e o como dizer está aberto. A tarefa do/da estudante será a de recontar e reescrever umahistória lida e conhecida. Cabe dizer que a seleção dos textos a serem reescritos é muito importante, devendo ser textos de autoresconsagrados e bons modelos textuais dos diferentes gêneros para que o/a estudante possa aprimorar sua própria escrita a partir da descobertados recursos usados pelos escritores. Na categoria decalque o/a estudante parte de um gênero bem estruturado e experimenta alterar parcialmente sua forma e conteúdo seconcentrando mais no que tem a dizer – um exemplo são os textos lacunados em que se aproveitam os elementos estruturais mais evidentesdo texto para que o/a estudante faça paráfrase das partes suprimidas. Sua aplicação mais criativa é a paródia. Já nos textos de autoria, o quê dizer e o como dizer estão abertos, ou seja, o/a estudante articula tanto o plano da expressão como o doconteúdo. Trata-se da criação autoral. A produção de um texto escrito que atenda a essa categoria requer não apenas o domínio do códigoescrito, mas também a análise, revisão e refacção do próprio texto. O desenvolvimento dessas habilidades pode ser propiciado por meio devários procedimentos didáticos como: oferta de bons textos escritos para leitura por fruição dos/das estudantes; estímulo à produção eaudição de textos orais, mesmo antes do domínio do código escrito; revisão compartilhada de textos escritos produzidos entre os pares. Énecessário ter clareza que para aprender a escrever é necessário que o/a estudante tenha acesso à diversidade de textos escritos,testemunhando a utilização que se faz da escrita com diferentes circunstâncias, defrontando-se com as questões reais que a escrita coloca a
  • 45. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 46quem se propõe produzi-la. A esse aspecto, há de associar-se a postura adequada do/da professor/a quanto à concepção do que seconvencionou chamar “erros” do/da estudante. Acredita-se que as categorias propostas para ensinar a produzir textos permitem que, de diferentes formas, os/as estudantes possamconstruir referências sobre os gêneros, apropriando-se das estruturas composicionais, do universo temático e estilístico dos textos quetranscrevem, reproduzem e imitam. Aprendendo a reformular as palavras do outro, o/a estudante aprende os processos de autorreformulaçãoque caracterizam o trabalho do escritor, ao elaborar tanto o conteúdo como a expressão, reformulando pela simples reescrita de passagens oupela alteração total. Ora, a produção de um texto escrito que atenda a esses requisitos requer não apenas o domínio do código escrito, mas também aanálise, revisão e refacção do próprio texto. O desenvolvimento dessas habilidades pode ser propiciado por meio de vários procedimentosdidáticos como: oferta de bons textos escritos para leitura por fruição dos/das estudantes; estímulo à produção e audição de textos orais,mesmo antes do domínio do código escrito; revisão compartilhada de textos escritos produzidos entre os pares; e, a postura adequada do/daprofessor/a quanto à concepção do que se convencionou chamar “erros” do/da estudante. Portanto, a proposta de trabalho pedagógico no estudo da língua portuguesa é que o/a estudante seja capaz de produzir e interpretartextos, orais e escritos. Para isso, ele, necessariamente, terá acesso a um repertório amplo de modelos para criar os seus textos eoportunidades de escrever textos diversificados e de aplicações práticas, como são os que circulam na sociedade, testemunhando a utilizaçãoque se faz da escrita com diferentes circunstâncias, defrontando-se com as questões reais que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la ese transformar em cidadão da escrita.Conhecimentos Linguísticos É função da instituição educacional promover, em especial nas aulas de Língua Portuguesa, atividades que levem o/a estudante aapropriar-se dos conhecimentos linguísticos que são fundamentais para análise e reflexão da língua.
  • 46. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 47 A proposta apresentada é de um ensino equilibrado em que se alie o uso efetivo da língua e a produção de texto, de modo aproporcionar ao/à estudante condições de uso da língua nas diversas situações sociais. As estratégias didáticas voltadas para o ensino dalíngua devem favorecer desenvolvimento da competência linguística pelo/pela estudante ao produzir textos. Os conhecimentos linguísticos contemplam aspectos notacionais, lexicais e morfossintáticos. Os aspectos notacionais referem-se àortografia, a acentuação e a pontuação. A ortografia tem sido trabalhada pela maioria dos/das professores/as com a apresentação e repetição de regras, por meio de imitaçõesde modelos. No entanto, partindo do princípio de que aprender a escrever não é um processo passivo, a normalização ortográfica deveráorganizar-se de modo a favorecer a inferência dos princípios de geração da escrita convencional, a partir da explicitação das regularidades dosistema ortográfico. Para Morais (2007), a ortografia é um tipo de saber construído a partir da negociação social que assume caráter normatizador eprescritivo. Portanto, sua aquisição deve ocorrer com base nas atividades de convívio social. O que se propõe é que o trabalho de estudodessa normatização, se dê de maneira contextualizada, basicamente em situações de interação social, em que os/as estudantes tenham razãopara escrever atentando para os usos prescritos pela norma gramatical. Esses momentos de análise necessitam voltar-se para odesenvolvimento de uma atitude crítica em relação a própria escrita, ou seja, de preocupação com a adequação e correção dos textos. A constante reflexão sobre a grafia das palavras, possibilita a dedução das regras ortográficas, a formação da imagem mental e aconstrução de um repertório das palavras mais utilizadas, tendo consciência de como são escritas, assimilando, as variantes ortográficas esemânticas de acordo com a norma padrão. A acentuação será tratada a partir da análise das regularidades da escrita nas relações entre acentuação e tonicidade. Aprender a pontuar é aprender a segmentar e a reagrupar o fluxo do texto de forma a indicar ao leitor os sentidos propostos peloautor, obtendo assim efeitos estilísticos. O escritor indica as separações (pontuando) e sua natureza (escolhendo o sinal) e com issoestabelece formas de articulação entre as partes que afetam diretamente as possibilidades do sentido (PCN, 2001). A proposta de estudo da pontuação oferecerá aos/às estudantes procedimentos que recaem diretamente sobre a textualidade. Estesprocedimentos oferecem a possibilidade da análise de critérios utilizados pelo/pela estudante ao pontuar seu texto, e ainda a observação de
  • 47. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 48 alternativas que caracterizem aspectos estilísticos, de gênero e efeitos causados na diversidade de textos criados, fazendo uma comparação destes aspectos em textos de bons autores. O léxico diz respeito ao vocabulário, mas não pode ser concebido simplesmente com uma lista de palavras. O importante é que o/a estudante desenvolva a habilidade de reconhecer a estrutura da palavra e de identificar os processos de formação, a fim de ampliar as habilidades de uso da Língua Portuguesa. Assim, ele irá conhecer o valor e significado das palavras em diferentes contextos. A morfossintaxe, estudo da forma e função das palavras, contempla neste plano, a análise dos elementos coesivos que garantem a continuidade e progressão temáticas, tanto na língua oral quanto na escrita e a busca da adequação da fala ou escrita às situações de uso real da Língua. Esse enfoque de ensino é mais eficaz no sentido de levar o/a estudante a dominar as estruturas básicas da língua. O ensino da gramática passa a ser um instrumento para a construção de um texto coerente, por meio do acesso ao processo de estruturação da língua e do conhecimento de seus mecanismos de funcionamento. O/A estudante trabalha o tópico gramatical na palavra, na frase e no texto. Isso não significa que é para ensinar fonética, morfologia ou sintaxe, mas que elas devem ser oferecidas à medida que se tornarem necessárias para reflexão sobre a língua. Finalmente, é preciso enfatizar o papel que o trabalho em grupo desempenha em atividade de análise e reflexão sobre a língua: é um espaço de discussão de estratégias para a resolução das questões que se colocam como problemas, de busca de alternativas, de verificação de diferentes pontos de vista, de colaboração entre os/as estudantes para resolução de tarefas de aprendizagem.Ensino da Língua Portuguesa e transversalidade no currículo A língua é veículo de aprendizagens, fator de sucesso e de inclusão e, como tal, necessita ser assunto e preocupação de todos os docentes. No atual contexto, o sistema de ensino da Língua, é hoje marcado por uma reforma curricular centrada no ensino-aprendizagem por competências e na gestão flexível do currículo. É inegável a importância da promoção da transversalidade da Língua Portuguesa, particularmente quando associada ao desenvolvimento de competências e compreensão da leitura e da produção escrita. A influência dessa
  • 48. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 49área de conhecimento interfere diretamente no sucesso escolar e na inserção social do/da estudante, bem como contribui com as demaisáreas, disciplinares e não disciplinares, uma vez que todas convergem para um melhor domínio da Língua Materna. O desenvolvimento de competências linguísticas é essencial para a participação ativa na comunidade em que o/a estudante se insere,para o sucesso educativo, para a aquisição de uma boa percepção do mundo, assim como para a compreensão dos outros e de si próprio. Alíngua portuguesa assume o seu lugar de instrumento de comunicação e de estruturação cognitiva no conjunto do currículo e transcendeclaramente o domínio das aprendizagens meramente disciplinares. Dentre os objetivos do ensino da língua, destaca-se o desenvolvimento de conhecimento e identidade por meio da aquisição eapropriação da língua materna como instrumento de cidadania e participação democrática na vida em sociedade. Essa trajetória precisa sedesenvolver em todo o percurso escolar, compondo o cotidiano da escola e assegurando no currículo, o trânsito em todas as áreas doconhecimento. Só o domínio da língua garantirá a possibilidade de agir de forma criativa e competente na construção do próprioconhecimento. O ensino-aprendizagem da língua portuguesa de forma transversal implica construir uma visão global do currículo, requer a definiçãode um conjunto de aprendizagens significativas que privilegiem diferentes formas de expressão objetivando o desenvolvimento deautonomia e criticidade e estimulando a procura pelo saber. Romper com a hierarquização dos componentes curriculares é o desafio dessa proposta curricular. De acordo com Alves (2002,p.115), a ideia de que o conhecimento não é uma construção linear hierarquizada reforça a transversalidade do ensino da língua nas demaisáreas do conhecimento. Portanto, o ensino da língua é uma construção de todas as áreas do conhecimento e deve atravessar o currículo deforma sistêmica, global.
  • 49. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 50Sugestões de Referências Literárias:Para se organizar um programa de leitura de fato progressivo é preciso assumir obras e autorias que ajudem o/a estudante na consolidação deuma leitura fluente e significativa. Para isso, é importante que tais obras e autorias sejam programadas nos currículos escolares, de tal modoa favorecer o incremento das habilidades de leitura, considerando a dinâmica entre mediação e autonomia.Bloco Inicial de AlfabetizaçãoTextos em versos: além das canções populares, dos textos oriundos de coletânea do oral (cantigas de roda, parlendas, formulas de escolhas,etc), que devem ser abundantes nessa fase, é importante que os/as estudantes experimentem um denso contato com alguns poetasconsagrados: José Paulo Paes, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Mario Quintana, Vinicius de Morais e outros. Tais autores serãoretomados nos segmentos posteriores. Também pode ser aproveitados poetas mais contemporâneos e que, em ge-ral, escrevem para a faixaetária: Roseana Murray, Ricardo Azevedo, Sérgio Caparelli e outros.Textos em prosa: é importante que as crianças tenham contato direto com as narrativas integrais dos grandes livros de histórias infantis: • Regionais: privilegiar autores e folcloristas regionais • Nacionais: Monteiro Lobato, José Mauro de Vasconcelos, Ângela Lago, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Maria Helena Penteado, Francisco Mar-ques, Lúcia Machado de Almeida, Eva Furnari, Flávio de Souza e outros. • Internacionais: Contos de Grim, Contos de Andersen, Contos de Perrault, La Fontaine (Fábulas), Carlo Callodi (Pinóquio), Elvira Lindo (Manolito), Frank Baum (O mágico de Oz), C. W. Lewis (As crônicas de Nárnia), Francis Henrik Aubert (As aventuras de Askeladden), J, M. Barrie (Peter Pan e Wendy), Ferenc Mólnar (Os meninos da rua Paulo), J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), Oscar Wilde (Histórias para aprender a sonhar), Charles Dickens (Oliver Twist), Lewis Carrol (Alice no País das Mara-vilhas), Roald Dahl (Matilda e a Fantástica Fábrica de Chocolates) e tantos outros.
  • 50. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 51Texto-imagem: Há muitas obras, em geral de artistas plásticos brasileiros e interna-cionais, que trabalham muito bem com a relação texto-imagem – é o caso de Eva Furnary, Ângela Lago, Ziraldo, Babette Colle e outros.Texto de teatro: Sylvia Orthof, Ana Maria Machado e outros.3º e 4º ano Se a leitura fluente e autônoma de textos de boa extensão vem se consolidando, nestas séries é preciso ampliar a diversidade e aotambém melhorar a compreensão e a leitura autônomas. Se antes a leitura de clássicos infanto-juvenis demandava muita leitura em voz altafeita pela/pelo professor/a, aqui se recomenda que alguns desses mesmo autores sejam revisitados, mas com proposta de leitura autônoma(ainda que seja de partes da obra). Acrescentamos então outros autores:Textos em verso: José Paulo Paes, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Mário Quintana, Vinicius de Morais, Roseana Murray, RicardoAzevedo, Sérgio Caparelli, Marcos Accioly, Sidônio Muralha.Textos em prosa: é importante que as crianças tenham contato direto com as narrativas integrais dos grandes livros de histórias infantis: • Regionais: Câmara Cascudo (Contos Tradicionais do Brasil), Henriqueta Lisboa (Literatura Oral para Infância e a Juventude), além da pesquisa local. • Nacionais: Monteiro Lobato, José Mauro de Vasconcelos, Ângela Lago, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Maria Helena Penteado, Lúcia Machado de Almeida, Eva Furnari, Flávio de Souza, Ricardo Azevedo, Lygia Bojunga Campos Queiroz, Maria Colasanti e outros. • Latino-americanas: Contos Populares para Crianças da América Latina, da Editora Ática. • Internacionais: Contos de Grim, Contos de Andersen, Contos de Perrault, La Fontaine (Fábulas), Carlo Callodi (Pinóquio), Frank Baum (O mágico de Oz), C. W. Lewis (As crônicas de Nárnia), Francis Henrik Aubert (As aventuras de Askeladden), J, M. Barrie (Peter Pan e Wendy), Ferenc Mólnar (Os meninos da rua Paulo), Contos Portugueses (da Editora Landy), Oscar Wilde, Charles Dickens, Lewis Carrol, Roald Dahl e outros.Texto de teatro: Ariano Suassuna, Sylvia Orthof e outros.
  • 51. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 52 LÍNGUA PORTUGUESA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Ter uma postura de escuta em diferentes situações sócio • Cantigas de ninar, cantigas de roda, brinquedos cantados: memorização de textos comunicativas. completos com ritmo e rima; • Expressar-se oralmente em diferentes situações de uso da • Jogos com ação corporal: coordenação rítmica da voz com movimentos); linguagem oral. • Trava-língua e parlendas: memorização de textos; exploração dos ritmos e rimas; Oralidade • Apropriar-se com adequação das regras de participação e exposi- • Adivinhas simples; ção de ideias mantendo o tema da conversa. • Poesias – quadrinhas (trovinhas): escuta, memorização, declamação e produção • Recriar e recontar histórias, aproximando das características origi- oral de paródias; nais de forma oral e escrita. • Contos de fada (sem perder de vista os clássicos) e de encantamento, contos • Reproduzir e produzir jogos verbais, como poema e canções, adi- populares, conto folclórico: escuta e reconto;Letramento e Diversidade vinhas, quadrinhas, parlendas, trava línguas, etc., de forma oral e • Roda de conversa: regras de participação, escuta, participação e manutenção do escrita. tema da conversa; • Debates espontâneos: escuta organizada, apresentação de argumentos; • Relato de experiência • Compreender e interpretar textos orais, escritos e não verbais e • Letras, palavras, textos (verbais e não verbais) perceber a necessidade e o prazer de ler de acordo com as dife- • Nome próprio e dos colegas; rentes dimensões da leitura (contextual, intertextual, infratextual). • Listas de nomes de palavras do mesmo campo semântico; • Decodificar palavras em textos escritos. • Sons iniciais e finais (palavras significativas); sons de acordo com o nível • Construir posturas autônomas e favoráveis à leitura, interagindo psicogenético; com o texto escrito a partir de experiências prévias. • Leitura incidental (fichas, crachás de nomes); Leitura • Exercer a experimentação livre no campo da leitura, desenvol- • Rótulos, embalagens, logomarcas e slogans: leitura apoiada em imagens e em vendo hipóteses pessoais e se posicionando diante de desafios textos (quantidade, forma, disposição gráfica, leitor preferencial, etc); impostos pelo/pela professor/a e pelos colegas. • Quadrinhas; • Realizar leitura oral, atentando para a expressividade e utilizando • Cantigas de roda/músicas; as estratégias de leitura (seleção, antecipação, inferência, verifi- • Parlenda bem conhecida. cação). • Relação imagem-texto: leitura de narrativas somente com imagens. • Ampliar o vocabulário a partir da leitura e do registro palavras • Manipulação de portadores (livros, revistas e histórias em quadrinhos). significativas. • Calendário.
  • 52. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 53 LÍNGUA PORTUGUESA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Apreciar a literatura em sua diversidade a fim de aprender a ler • O verso na tradição oral: parlendas, fórmulas de escolha, cantigas, com prazer e aprimorar-se como leitor e escritor proficiente. música popular – exploração estética (ritmo, rima, estrofação e • Identificar e fazer uso de gêneros literários, textuais e tipos silhueta do texto); textuais pertinentes à cultura oral e escrita. • Contos de fada, mito e fábulas – exploração da narrativa (perso- • Lidar com textos diversos de forma a descobrir o prazer estético. nagens, mudança de tempo) e reconto; Literatura • Identificar elementos típicos das narrativas, com destaque para os • Livros e obras infantis: escuta e manuseio; contos de fadas. • Literatura e cinema: diferença entre o livro e o filme, realçando a autoria original; • Estudo de personagens dos clássicos da literatura brasileira: diferença da obra literária de adaptações feitas pela criança (Sugestão: persona-Letramento e Diversidade gens de Monteiro Lobato); • Compreender o funcionamento do sistema de leitura e escrita • Letras (apresentação do alfabeto maiúsculo; topologia, imprensa, alfabética para ler e escrever palavras e pequenos textos signi- cursiva); ficativos que possua encadeamento de ideias. • Nomes: nome próprio, nomes dos colegas, nomes de personagens; • Compreender a relação que as palavras mantêm com as imagens • Palavras (glossário); ou com o produto que nomeiam, percebendo o emprego de uma • Escrita de títulos de contos ou histórias. mesma palavra em contextos diferentes. • Versinhos, parlendas, cantigas e outros textos memorizados nas • Conhecer os usos da escrita na cultura escolar. atividades orais – transcrição ou decalque coletivos; Escrita • Experimentar os diferentes procedimentos necessários ao ato de • Embalagem e rótulos – produção de autoria (invenção de um produto escrever, percebendo a diversidade de letras (cursiva e imprensa, e produção de um rótulo ou embalagem); maiúscula e minúscula), reconhecendo que a escrita se orienta de • Listas; cima para baixo e da esquerda para direita. • Reconto e produção coletiva de contos e outras narrativas; • Compreender a função da segmentação dos espaços em branco, • Bilhete. percebendo as unidades e o espaço intervocabular, evitando as • Produção individual de texto, independente do nível psicogenético junções arbitrárias (grupo de força). em que a criança se encontra. • Escrever textos espontâneos, preocupando-se com o plano do conteúdo (decalque) e criando livremente a partir de uma moti- vação (autoria).
  • 53. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 54 LÍNGUA PORTUGUESA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Utilizar a consciência fonológica e fonêmica para ler, escrever e • Hipóteses sobre a função e funcionalidade da escrita e das letras; Conhecimentos Linguísticos estabelecer a relação entre fonemas e grafemas. • Nome e nomeação;Letramento e Diversidade • Diferenciar as unidades linguísticas (letras, palavras, textos, • Símbolos: identificação e diferenciação entre os que usam letras e os desenhos e números). que não usam; • Estabelecer relação significativa entre o conhecimento de mundo e • Alfabeto: relação entre letra e som; diferenciação de consoante e a cultura de tradição oral. vogal (de acordo com o nível psicogenético); • Experienciar todas as articulações, percebendo efeitos sonoros • Linguagem oral X linguagem escrita: minimizar a interferência da como aliterações, assonâncias e sons de sílabas não canônicas (de fala na escrita, percebendo os grupos de força; acordo com o nível psicogenético). • Adjetivação e/ou atribuição de qualidade, apenas por meio de jogos e • Apreciar e expressar sentimentos diante de manifestações artís- brincadeiras: descrição de objetos oralmente, enfatizando formas, ticas nas diversas linguagens, ampliando seu universo de conheci- cores e função; mento linguístico (gestos, postura corporal, expressão facial, • Verbos, apenas isolando ações: nomeação das ações que são prati- entonação). cadas em um dia acompanhadas, quando possível, de gestos (levantar, espreguiçar, caminhar, escovar, comer, caminhar, etc.).
  • 54. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 55 LÍNGUA PORTUGUESA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Refletir sobre os diferentes modos de falar, nas diversas • Roda de conversa: regras de participação, escuta, participação e manu- situações de interlocução, diante de diferentes interlocutores, tenção do tema da conversa;Letramento e Diversidade fazendo uma reflexão sobre a língua oral, seu uso e adequação. • Relato de experiências vivenciadas; • Discutir em grupo acerca de fatos/relatos levados para a sala de • Brincadeiras, cantiga de ninar ou cantigas de roda, mnemonias simples e aula, estimulando a clareza e sequência da informação e jogos com ação corporal (retomada, apenas recordar rapidamente); Oralidade elaborando perguntas de acordo com os diversos contextos de • Músicas, cantigas infantis; que participa. • Poesias: quadrinhas e outras. • Conferir significado aos textos orais por meio elementos não • Trava-línguas: exploração de aliterações, assonâncias e sons de sílabas linguísticos (gestos, postura corporal expressão facial, ento- não canônicas; nação). • Linguagens secretas: língua do pê, formando frases: percepção espontânea • Tomar conhecimento dos procedimentos estéticos usados nos de unidades silábicas; gêneros poéticos. • Adivinhas simples: memorização; exploração das semelhanças sonoras; • Conto de fadas, conto popular, conto folclórico: escuta, memorização e reconto oral.
  • 55. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 56 LÍNGUA PORTUGUESA - 2º ANO • Ler com desenvoltura diversos textos, adequando as estratégias • Letras, palavras, textos (verbais e não verbais); de leitura aos objetivos da própria leitura. • Listas de nomes de palavras do mesmo campo semântico; • Apropriar-se da linguagem não verbal (gestos, expressões faciais, • Músicas, cantigas ou textos bem conhecidos, com versos e estrofes postura corporal, imagens visuais), visando compreender os embaralhadas (remontagem do texto e recuperação da coerência); significados. • Contos de fada, de encantamento: leitura de imagens • Utilizar conhecimentos prévios (temáticos, discursivos e linguís- • Rótulos, embalagens, logomarcas e slogans: leitura apoiada em imagens e ticos para fazer inferências e previsões durante a leitura) de nos textos; modo a desenvolver habilidades inferenciais. • Publicidade em revistas e jornais: levantamento de hipóteses sobre pro-Leitura • Ler para esclarecer dúvidas e obter novas informações quanto ao dutos; assunto do texto. • Cartazes e outros suportes que permitem visualização à distância: • Ler imagens, gráficos, tabelas, desenhos, levantando hipóteses e hipóteses de leitura apoiadas em imagens e nos textos (quantidade, forma, discutindo coletivamente. disposição gráfica, etc.); • Textos de imprensa: legenda, anúncio: estabelecimento de relações entre foto, tema e texto; leitura com e sem ajuda; • Textos instrucionais: receitas, regras de jogos e outros • Texto informativo: compreensão da estrutura do gênero; • Anedotas: compreensão do gênero • História em quadrinhos (sem palavras e balões): exploração de inferências e previsões a partir da sequência e imagens.
  • 56. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 57 LÍNGUA PORTUGUESA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Apreciar a literatura em sua diversidade afim de ler com prazer e • Obras infantis de autoria (Monteiro Lobato, Irmãos Grimm, Perrault, Esopo, La aprimorar-se como leitor e escritor proficiente. Fontaine, Câmara Cascudo e outros): leitura e manejo do suporte, escolhas, • Identificar e fazer uso de gêneros literários, textuais e tipos tex- discussão e comentários sobre a autoria; • Obras escritas que contenham coletâneas de origem oral (parlendários, Literatura tuais pertinentes à cultura oral e escrita. • Apropriar-se de diversos textos de forma a descobrir o prazer coletâneas de adivinhas, cantigas, etc): leitura e manejo do suporte, relações e estético. comparações como as que as crianças trazem na memória; elaboração de uma • Compreender a especificidade do texto literário; lidar com seus coletânea; elementos estéticos e discursivos. • Contos infantis e fábulas: leitura, análise da estrutura enfatizando elementos da • Compreender a especificidade da autoria, a relação intrínseca entre narrativa, uso de léxico literário, comparações, intertextualidade.Letramento e Diversidade autor e obra. • Poesias de autor contemporâneo • Compreender e valorizar obras decorrentes da cultura popular em • Biografia e obra (Sugestão: Cecília Meireles). publicações antigas e atuais. • Inferir sentido de palavras a partir do contexto e construir signi- • Letras (topologia, imprensa, cursiva); ficados a partir do código escrito. • Nomes: nome próprio, nomes dos colegas, nomes de personagens; • Compreender e conhecer o uso da escrita com diferentes funções, • Palavras (glossário, estruturas silábicas tendo em mente os níveis psico- valorizando-a como prática de interação social. genéticos); • Produzir textos escritos de diferentes gêneros, adequados aos • Letras (apresentação do alfabeto maiúsculo; topologia, imprensa, cursiva); objetivos do destinatário e ao contexto de circulação. • Nomes: nome próprio, nomes dos colegas, nomes de personagens; • Procurar planejar a escrita do texto, considerando o tema central, • Palavras (glossário); Escrita o gênero textual e seus desdobramentos. • Parlendas, versinhos, cantigas e outros textos memorizados nas atividades • Reconhecer as diferenças entre a escrita alfabética e outras formas orais – transcrição, decalques. gráficas. • Rótulos e slogans: listagem de rótulos de memória e reescrita de slogans; • Refletir sobre as relações entre fonemas e grafemas. • Transcrição de música e poesia; • Comparar elementos de sua fala com a norma padrão, objetivando • Poesia de autoria: produção a partir de decalque e autoria; dirimir interferências na escrita a partir da análise de regulari- • Fábula: reprodução coletiva dades e irregularidades ortográficas dentro do texto. • Textos instrucionais: produção de receitas e listas. • Texto jornalístico: escrita de manchete a partir de um modelo. • Carta: estudo do gênero e produção.
  • 57. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 58 LÍNGUA PORTUGUESA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Analisar e comparar a variação da língua com base no seu próprio • Estruturas silábicas canônicas (cv – ordem rígida) e não canônicas (vc, ccv, cvc, dialeto. cvv, v, c, ccvcc, cvcc, ...), tendo em mente os níveis psicogenéticos: alfabetizado 1, 2, 3 e 4. • Inferir regras de uso da língua a partir da análise de regularidades • Formação de palavras; e aplicá-las em produções escritas , revisões e leituras. • Dicionário (ordem alfabética e semântica – isolada e no texto); • Aplicar conhecimentos linguísticos em atividades de autocor- • Identificação de estruturas textuais (translineação, pontuação, paragrafação, reção. coesão, coerência, aglutinação, segmentação); • Refletir sobre a função das palavras em geral (para que servem, • Revisão e reestruturação de texto, a partir de objetivos bem definidos, com auxílio do/da professor/a; quais papéis exercem, como ocorrem suas variações semânticas, • Linguagem oral X linguagem escrita: minimizar a interferência da fala na escrita; que agrupamentos podem constituir quando se leva em conta • Representação dos fonemas /j/ /g/ /f/ /v/ /d/ /t/ /p/ /b/ em suas diversidades; Conhecimentos Linguísticos alguma semelhança).Letramento e Diversidade Representações dos fonemas: * /rr/ na escrita (r – rato, rr – carro); * /r/ na escrita (r – barata); * /s/ na escrita (s – sol, ss – assar, ç – peça, c – cebola, sc – descer, x – aproximar, xc – excêntrico); * /ch/ na escrita (x – xale, ch – chapéu); * /z/ na escrita (z – azedo, s – asa, x – exame). • Representações possíveis da letra ‘m’ e ‘n’ (dos fonemas /m/, /n/ que formam sílabas canônicas) e da representação nasal (am – átonas / ao – tônicas); • G/GU. • C/QU. • Uso do H (inicial e modificando o som de /c/, /l/ e /n). • L intercalado. • Concordância nominal: uso contextual (relações de gênero e número necessárias para o aperfeiçoamento do texto -). • Concordância Verbal: uso contextual (utilização de sujeito e verbo visando o aperfeiçoamento do texto). • Nome próprio (foco no uso, não na classificação). • Adjetivação e/ou atribuição de qualidade (sem usar nomenclatura, apenas por meio de jogos e brincadeiras). • Verbo (sem conceituação; palavras que indicam ação em textos lacunados). • Pronomes pessoais (sem nomeação, uso contextual – substituir os nomes, evitar repetições). • Pontuação (sem regras, apenas observar).
  • 58. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 59 LÍNGUA PORTUGUESA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Expor oralmente sobre temas estudados indivi- • Debate espontâneo: participação em situações de intercâmbio oral que requeiram ouvir dualmente ou em grupo, com preparação prévia. com atenção e acolher opiniões; • Relatar experiências e vivências nas diversas si- • Relatos de acontecimentos, histórias e experiências vividas, com anotações prévias; tuações de interação presente no cotidiano, man- • Adivinhas (em versos): memorização, análise e produção oral; tendo o encadeamento de fatos e considerando a • Poesia popular de origem oral: escuta, memorização e declamação; sequência temporal e causal, observando o assunto • Trava-língua (mais complexos): escuta, memorização, jogo, análise e produção; tratado. • Linguagem do revestrés (com dissílabos e trissílabos): exercício oral; • Fazer perguntas quando não entender do assun- • Conto popular, conto folclórico, causos e mitos, contos de fadas: escuta; reconto,Letramento e Diversidade to/tema discutido ou exposto. apropriando-se das características do texto modelo; recriação de contos oralmente a • Responder a perguntas demonstrando compreen- partir de uma estrutura dada. são do assunto abordado. • Entrevista: produção oral. Oralidade • Conferir significado aos textos orais por elementos não linguísticos (gestos, postura corporal expres- são facial, entonação). • Reconhecer e reproduzir oralmente jogos verbais como: trava-línguas, parlendas, adivinhas, quadri- nhas, poemas e canções. • Apreciar e expressar sentimentos diante de mani- festações artísticas nas diversas linguagens, ampli- ando seu universo de conhecimento. • Expressar oralmente a compreensão do sentido das mensagens orais, das quais é destinatário direto ou indireto desenvolvendo sensibilidade para reco- nhecer intencionalidade especialmente nas mensa- gens veiculadas pelos meios de comunicação. • Lidar com as narrativas de origem oral, apropri- ando-se das características do gênero.
  • 59. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 60 LÍNGUA PORTUGUESA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Realizar leituras sequenciais individualmente ou • Rótulos e slogans: leitura e análise; em grupo, de diversos gêneros textuais, com fluên- • Folhetos publicitários; cia. • Textos instrucionais: receitas, contas (água, luz, carnê), regras de jogos e outros: com- • Refletir, por meio da leitura, sobre textos que apre- preensão do gênero, estudo da estrutura;Letramento e Diversidade sentam marcas de variação linguística. • Textos de imprensa – manchetes, anúncios, reportagem: análise, percebendo a estrutura • Ler e reler texto diversos, buscando identificar Iná- própria do gênero; intenções do autor e escolhas lexicais; dequações na produção escrita. • Texto de divulgação científica: leitura e análise do gênero; • • Leitura Empregar recursos expressivos (ênfase, pontuação Verbete de dicionário: compreensão da estrutura, consulta; etc.) no ato da leitura. • Textos informativos: estudo do gênero e comparação com o texto poético • Utilizar estratégias de decifração, seleção, anteci- • História em quadrinhos: leitura de revista para compreensão do gênero; pação, inferência e verificação, combinando-as à • Anedotas: escuta, leitura e discussão das ambiguidades e efeitos humorísticos; leitura de textos. • Narrativas somente com diálogo: leitura observando a separação das falas e o uso do • Identificar finalidades e funções da leitura, em travessão; função do reconhecimento do suporte do gênero e • Narrativas recortadas: reordenação dos parágrafos da narrativa apoiando-se nos efeitos de da contextualização do texto. coerência e coesão; • Revista voltada para a faixa etária; • Manipulação de portadores (livros, revistas e histórias em quadrinhos).
  • 60. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 61 LÍNGUA PORTUGUESA - 3º ANO • Perceber as variações entre o imaginário e o mundo • Conto folclórico, lendas e conto acumulativo: escuta da conotação e comparação com a real por meio de textos literários (verbal e não leitura do texto escrito (exploração de contos indígenas e africanos); verbal). • Contos infantis de autoria: leitura prestando atenção no estilo (escolhas lexicais, • Vivenciar por meio da literatura o exercício da descrições, diálogos); fantasia e da imaginação. • Fábulas (Esopo, La Fontaine e Monteiro Lobato): leitura e análise; • Desenvolver o gosto pela leitura e pelas artes por • Contos de fadas: comparação de versões de contos de fadas; meio da literatura. • Obras infantis de autores contemporâneos: escuta, leitura e manejo do suporte (Ex: Ana • Reconhecer os diversos tipos textuais que possam Maria Machado, Ruth Rocha e Ziraldo); aparecer no texto literário • Poesia de autoria: diferenciação da poesia de autoria e os textos anônimos (parlendas e • Compreender a especificidade do texto literário; outros); exploração da rima e musicalidade; lidar com seus elementos estéticos e discursivos. • Biografia e obra (Sugestão: Monteiro Lobato). • Compreender a especificidade da autoria, a relação intrínseca entre autor e obra.Literatura • Perceber que os textos literários mobilizam desejos humanos, inclusive o desejo de expressar-se. • Reconhecer a necessidade da escrita como pro- • Fábulas, lendas e outras narrativas: reconto; cesso de comunicação e participação como sujeito • Início de histórias: diversas possibilidades; social. • Contos de fadas: produção de contos de autoria baseados em leituras e análise do gênero; • Utilizar a linguagem escrita procurando adequá-la • Poesia: produção de decalque ou paródia; às diversas situações comunicativas. • Anedotas: transcrição; • Usar recursos expressivos, estilísticos e literários • Anúncios classificados: produção de autoria; adequados ao gênero e aos objetivos do texto. • Folhetos publicitários: produção de autoria; • Produzir texto escrito, organizando-o em parágra- • Suportes e portadores: elaboração de espaços para publicação (mural, varal, jornais e fos, empregando as regras ortográficas aproximan- outros). do-se das convenções gráficas, agregando titulo. • Conhecer a morfologia das palavras em situações de uso da escrita. • Revisar textos observando a coerência e coesão textual.
  • 61. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 62 LÍNGUA PORTUGUESA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Refletir sobre a função das palavras em geral (para • Nome próprio (foco no uso, não na classificação). que servem, quais papéis exercem, como ocorrem • Adjetivação e/ou atribuição de qualidade (sem usar nomenclatura). suas variações semânticas, que agrupamentos pó- • Pronomes pessoais (sem nomeação, uso contextual – substituir os nomes, evitar dem constituir quando se leva em conta alguma repetições). semelhança). • Palavras pequenas (palavras que não possuem sentido no mundo real – artigos, conjun- • Elaborar hipóteses sobre os fenômenos linguísticos, ções e preposições, mas apenas nas relações internas da língua). visando a reelaboração do texto escrito. • Pontuação: ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e travessão. • Analisar e comparar a variação da língua com base • Escrita de palavras de uso frequente. Conhecimentos Linguísticos no seu próprio dialeto. •Letramento e Diversidade Representação de fonema em final de palavra r(verbo); s(plural); u (desinência de pré- • Usar os três tempos verbais básicos na construção térito) – vistos em textos lacunas, apenas para observar e escrever a regularidade da de textos. desinência. • Aplicar os sinais de pontuação ao produzir texto. • Oposição surda/sonora p/p; t/d; f/v, x, ch/g, j. • Conhecer a morfologia das palavras em situações • R/RR (vibrantes simples e múltiplas). de uso da escrita. • Representação das vogais e/i; o/u. • Construir significados a partir do código escrito e • Representação u/l. seu contexto. • Marcadores de nasalidade (“m”, “n”, til). • Redução de gerúndio (minimizar erros de transcrição de fala. Ex: fala-se andano, mas escreve-se andando). • Representação da nasalidade m/n; ao/ã; ao/am em posição final de verbos (compraram/comprarão). • Representação l/lh; r/rr. • Contraposição entre as representações de /s/ (sapo, pássaro). • Acréscimos de vogal em sílaba travada. • Acréscimos de i em palavras terminadas com /s/. • Manuseio de dicionário. • Vocabulário (inferir sentido a partir da leitura e uso do dicionário).
  • 62. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 63 LÍNGUA PORTUGUESA - 4º ANO OL HABILIDADES CONTEÚDOSe r
  • 63. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 64 • Planejar a fala em situações de uso formal da • Relatos de experiências, ideias e opiniões de acordo com o assunto solicitado: enfatizar língua sabendo monitorar a fala de acordo o rigor da sequência de ações (por exemplo: relato de experiências cientificas ou de com a situação comunicativa. estudos do meio); • Estabelecer relações entre gêneros discursivos • Debate espontâneo e debate regrado: escuta organizada e apresentação de argumentos; que fazem parte da linguagem oral e da • Poesia popular de origem oral: escuta, memorização e declamação; linguagem escrita. • Adivinhas (em versos) – com procedimentos estéticos e figuras de linguagens mais • Debater tema em grupo, elaborando síntese e ousadas: memorização, análise e produção; reapresentando tema em plenária. • Linguagem secreta: trava-língua: utilização apenas como aquecimento vocal, antes de • Compreender textos orais de diversos gêneros declamações ou reconto de histórias; presentes em situações de interação social, • Fábulas: reconto; respeitando as diferentes manifestações da • Conto acumulativo, contos populares, causos e mitos e lendas: escuta, reconto e linguagem. comentário de trechos; recriação der contos oralmente, a partir de uma estrutura dada; • Selecionar os recursos (tipo de vocabulário, • Entrevistas: preparação e execução; pronúncia, entonação, gestos etc) adequados • Uso da fala na TV (publicidades, jornais, propagandas): identificação do uso intencional ao gênero oral a ser produzido. do ludismo, de expressões corporais que se combinam com a fala; observar a fala • Reproduzir e resumir textos lidos/ouvidos de exortativa contraposta ao uso do imperativo (compre, venha, faça...). diversos gêneros. • Reconhecer a comunicação como forma de construção e evolução social, identificando os suportes de comunicação e suas diferentes funcionalidades. • Identificar as formas particulares dos gêneros literários da língua oral que se distinguem do falar cotidiano. • Realizar recitação pública de atividades apresentadas previamente na escola. • Realizar entrevista com intuito de esclarecer dúvidas ou ampliar conhecimento. • Compreender o que ouve argumentando, comparando e concluindo. • Construir textos orais com clareza e sequência de ideias a partir de um tema significativo. LÍNGUA PORTUGUESA - 4º ANO eitL HABILIDADES CONTEÚDOSe
  • 64. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 65 • Participar ativamente de ambientes que pro- • Letras de músicas: uso de recursos estéticos, composição e comparações entre vários piciem o letramento e de situações interativas autores; em que se mantenham trocas significativas • Narrativas: fábulas tradicionais e modernas (maior ênfase); contos de suspense; conto com o outro, objetivando ampliar a com- popular; lendas, mitos e crônica – análise dos mecanismos de coesão e coerência; petência comunicativa. • Artigos de divulgação científica: análise de texto utilizando esquema gráfico com o • Exercer a experimentação livre no campo da objetivo de evidenciar os dados do texto; análise do contexto de produção, autoria, leitura e da escrita, formulando hipóteses so- portador, público, leitor, objetivo, assunto; bre o uso, a função e o funcionamento dos • Reportagens e suplemento infantil de grandes jornais; signos. • Consulta a dicionário: estudo do verbete de dicionário como um gênero e formas de • Realizar diferentes tipos de leitura com fluên- uso; cia e compreensão. • Verbete de enciclopédia: instrumentalizar o uso. • Adequar os procedimentos de leitura aos objetivos da própria leitura. • Destacar no texto, elementos linguísticos que validem as hipóteses levantadas. • Selecionar na leitura as informações signifi- cativas ou relevantes ao contexto. • Antecipar conteúdos de textos a serem lidos em função de seu suporte, seu gênero e sua contextualização. • Buscar pistas textuais, intertextuais e contex- tuais para ler nas entrelinhas (fazer inferên- cias), ampliando a compreensão. • Construir compreensão global do texto lido, unificando e inter-relacionando informações explícitas e implícitas, produzindo inferên- cias. • Estabelecer relações entre o texto e outros textos e recursos de natureza suplementar que acompanham (gráficos, tabelas, desenhos, fotos, etc.) no processo de compreensão e interpretação do texto. LÍNGUA PORTUGUESA - 4º ANOL Literatura HABILIDADES CONTEÚDOSe
  • 65. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 66 • Diferenciar parágrafos e estrofe em uso. • Fábulas: estudo dos elementos que estruturam a narrativa da fábula; comparação de • Ler diversos tipos de textos, identificando o fábula tradicional com fábula moderna (paródia); uso dos mesmos em contextos variados. • Narrativa sobre mitos: leitura de mitos brasileiros, sobretudo as indígenas e as • Perceber figuras de linguagens (metáfora, africanas. antítese, etc.) no texto. • Poesias: uso de metáforas (provérbios e frases feitas) e outras figuras de linguagem • Compreender a especificidade do texto (estudo sem classificação, apenas discutindo o sentido); literário; lidar com seus elementos estéticos e • Clássico/cimena: leitura de uma obra e comparação com adaptações discursivos. cinematográficas (Ex: “Alice no país das maravilhas”, “Deu a louca na • Perceber que os textos literários mobilizam Chapeuzinho; “Sherk”, etc.) desejos humanos, inclusive o desejo de • Biografia e obra (Sugestão: Vinícius de Moraes). expressar-se. • Compreender e valorizar obras decorrentes da cultura popular em publicações antigas e atuais. • Escrever fazendo uso de regras gramaticais • Poesia: produção de decalque ou paródia. condicionadas à produção escrita. • Fábula: produção de reconto e decalque. • Produzir textos escritos, observando os • Contos e crônica: análise, produção de reconto e texto de autoria. aspectos notacionais e discursivos. • Crônica (apenas de crônicas cuja narrativa contenha apenas diálogo): análise, • Dispor, ordenar e organizar o próprio texto de produção de reconto e texto de autoria; acordo com as convenções gráficas apropria- • Notícia: escrita de texto de autoria a partir de pesquisa de dados e organização de das a cada tipo textual. informações;Escrita • Refletir acerca do texto produzido, obser- • Resumo de livro; vando sua organização em parágrafos, se- • Sinopse (de livros ou filmes): produção após assistir um filme ou ler um livro; quência lógica de ideias e coerência. • Textos de divulgação científica: resumo a partir de esquemas; • Saber planejar a escrita do texto considerando • História em quadrinhos; o tema central, o gênero textual e seus desdo- • Suportes e portadores – mural, varal, revistas, jornais. bramentos. • Transcrever diálogos sob a forma de texto narrativo usando pontuação. • Registrar informações. LÍNGUA PORTUGUESA - 4º ANO
  • 66. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 67 HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer as regularidades e irregularidades • Revisão do alfabeto (letras maiúsculas e minúsculas). ortográficas aplicadas na produção de texto. • Letra maiúscula (substantivos próprio – revisão). • Reconhecer indicadores que permitem situar a • Ordem alfabética – revisão. cadeia cronológica: localizadores temporais, • Acentuação de palavras conhecidas. tempos verbais e advérbios etc. • Classificação quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona e proparoxítona), com foco • Usar a variedade linguística apropriada à si- na acentuação de palavras conhecidas. tuação de produção de texto, fazendo escolhas • Concordância nominal em situações contextuais (relações de gênero e número Conhecimentos LinguísticosLetramento e Diversidade adequadas quanto ao vocabulário e à gra- necessárias para o aperfeiçoamento do texto). mática. • Concordância Verbal em situações contextuais (utilização de sujeito e verbo • Utilizar a língua escrita como meio de infor- visando o aperfeiçoamento do texto). mação e de transmissão de cultura e como ins- • Marcadores textuais (artigo, preposição e conjunção – sem nomeação, com foco na trumento para planejar e realizar tarefas paragrafação). concretas nas diversas situações comuni- • Elementos coesivos (progressão temática). cativas. • Substantivos (apresentação do conceito, em situações contextuais). • Apropriar-se dos diferentes procedimentos ne- • Adjetivos (apresentação do conceito, em situações contextuais). cessários ao ato de escrever (compreender os • Verbo (apresentação do conceito, em situações contextuais). aspectos notacionais e discursivos), consi- • Verbo (pretérito perfeito) – em texto lacunado (apenas evidenciar o tempo passado, derando a diversidade de gêneros que circu- sem classificar o aspecto). lam na sociedade. • Pronomes pessoais (reto, obliquo) – uso do pronome no texto, realçando seus efeitos • Aplicar vocabulário específico ao gênero na coesão. textual produzido. • Pontuação: importância e uso contextual; pontuação do diálogo. • Dominar regularidades ortográficas cujos • Escrita de palavras de uso frequente. valores fonológicos são e os que não são dependentes do contexto. LÍNGUA PORTUGUESA - 4º ANO
  • 67. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 68 HABILIDADES CONTEÚDOS • Considerar a morfologia das palavras em • Revisão: R (cantar, dançar), S (plural), U (desinência de pretérito). situações de uso da escrita. • Nasalização: “m” antes de “p” e “b”. • Observar a função e a necessidade do uso dos • Sibilantes: /s/ e suas escritas (“s”, “c”, “ç”, /etc). sinais de pontuação, relacionando-os com o • Representação das sibilantes /s/, /z/ representadas por “s” (ex. sapo, asa). Conhecimentos Linguísticos sentido do texto. • Verbo: contraposição de desinências do gerúndio (falano/falando) e entre as nasaisLetramento e Diversidade • Construir significados a partir do código “am” (passado) e “ão” (futuro) a partir do uso. escrito e seu contexto. • Uso de pseudopalavras. • Desenvolver autonomia para revisar o próprio • Dígrafos: “nh” e “ch”. texto durante e depois do processo de escrita. • Redução de ditongos (poço/pouco; pexe/peixe). • Consultar dicionários enciclopédias e gramá- • Sufixo “oso” (adjetivos) e “eiro” – fama=famoso, leite=leiteiro. ticas sempre que necessário, em momentos de • Hipercorreção “u/l” em verbos (enganol/enganou). leitura e escrita ampliando seus conheci- • Palavras semelhantes (a palavra dentro de outra palavra. Ex: preferido/ferido; mentos. felicidade/cidade). • Contraposição entre as representações da letra “c” (fonemas /k/ e /s/: cada, parece). • Fonemas /ch/, /ksi/, /s/, /z/ representadas pela letra “x” (xarope, fixo, próximo, exato). • Monotongação (redução de ditongo) – pexe/peixe; poco/pouco. • Manuseio de dicionário. • Vocabulário (inferir sentido a partir da leitura e uso do dicionário). • Sinônimos e antônimos. LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE/ 5º ANO
  • 68. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 69 HABILIDADES CONTEÚDOS • Participar das interações cotidianas, no contexto escolar, que envolvam • Debate regrado: escuta organizada, conhecimento claro das diferentes manifestações da linguagem buscando empregar a variedade regras e da importância de discuti-las previamente e de linguística adequada. organizar a fala em função das regras; • Perceber os diferentes modos de falar, nas diversas situações de • Seminário: exposição oral na sala, usando apoio mnemônico Oralidade interlocução, diante de diferentes interlocutores, fazendo uma reflexão (anotações); estudo de algum modelo (uma exposição sobre a língua oral, respeitando seu uso e adequação gravada em vídeo, por exemplo); • Planejar a fala em situações de uso formal da linguagem oral. • Técnica de discussão em grupo, para posterior plenária: • Expor com clareza e objetividade, a compreensão de debates, aulas e debate de temas em grupos, elaboração de síntese seguida de palestras. apresentação para o grande grupo; • Produzir e reproduzir textos orais, segundo uma dada intencionalidade • Poesia popular de origem oral;Letramento e Diversidade (fazer rir, chorar, sentir medo etc). • Adivinhas: criar advinhas partindo de um objeto dado); • Demonstrar capacidade de síntese diante de situações vivenciadas. • Conto popular, causos, mitos (narrativas orais de grande • Expor ideias e opiniões de forma lógica no que se refere à adequação, extensão): escuta, reconto e comentário de trechos; análise do argumentação e utilização da linguagem formal. texto como ficção. • Realizar leitura oral de diversos textos procurando melhorar o repertório linguístico, pronúncia e adequação linguística. • Utilizar conhecimentos prévios, temáticos, discursivos e linguísticos • Poesia moderna e contemporânea. para fazer inferências e previsões durante a leitura. • Narrativas: fábulas tradicionais e modernas, lendas, mitos e • Informar-se, pela leitura de gêneros textuais diversificados, dos aconteci- crônicas contemporâneas. mentos da atualidade. • Notícias e manchetes: estudo do gênero enfocando os ele- • Empregar recursos expressivos (ênfase, pontuação etc) durante a leitura. mentos fundamentais (O quê? Com quem? Quando? Onde? Leitura • Identificar informações pontuais no texto, localizar verbetes em Em que circunstâncias?) dicionário (leitura tópica). • Carta de leitor: localização do assunto, destaque da recla- • Formular, validar ou reformular hipóteses a respeito do conteúdo do mação, isolamento do relato ou exposição do assunto e argu- texto, antes ou durante a leitura. mentos; • Buscar pistas textuais, intertextuais e contextuais para ler nas entrelinhas • Reportagens e suplemento infantil de grandes jornais: estudo (fazer inferências), ampliando a compreensão. da reportagem levando em conta o tipo de leitor; • Estabelecer relações entre o texto e outros textos e recursos de natureza • Tiras de jornal: análise das ambiguidades no efeito de humor; suplementar que acompanham (gráficos, tabelas, desenhos, fotos, etc.) • Textos instrucionais: análise do texto enfocando o gênero. no processo de compreensão e interpretação do texto. LÍNGUA PORTUGUESA - 4ª SÉRIE/ 5º ANO
  • 69. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 70 HABILIDADES CONTEÚDOS • Diferenciar parágrafos e estrofe em uso. • Conto: leitura de uma obra (Ex: “Histórias para aprender a • Ler diversos tipos de textos, identificando o uso dos mesmos em sonhar” de Oscar Wilde); contextos variados. • Crônica: leitura de autores contemporâneos • Letra de música: comparação do contexto da autoria; • Perceber figuras de linguagens (metáfora, antítese, etc.) no texto. paródias; • Compreender a especificidade da autoria, a relação intrínseca entre autor • Obras contemporâneas no cinema: leitura da obra e e obra. Literatura comparação com o filme; • Compreender e valorizar obras decorrentes da cultura popular em • Texto teatral: leitura de um texto teatral completo, publicações antigas e atuais. observando as características do gênero (Ex: obras de Maria • Perceber que os textos literários mobilizam desejos humanos, inclusive o Clara Machado; ....; • Cordel: análise do gênero e estudo de obras de algunsLetramento e Diversidade desejo de expressar-se. autores, entre eles, enfocar, no mínimo, o principal: Leandro Gomes de Barros. (sugestão: visitar site: www.secrel.com.br/jornaldepoesia). • Poesia moderna e contemporânea (sobretudo obras de poetas que trabalham com poemas musicais: Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Vinícius de Morais, José Paulo Paes) • Biografia e obra (Sugestão: Manuel Bandeira). • Produzir textos escritos de diferentes gêneros e tipos, adequados aos • Poesia populares (cordel) – paródia ou decalque; objetivos do destinatário e ao contexto de circulação. • Fábula: produção de reconto e decalque (produção de fábulas • Produzir texto considerando a sua estrutura: paragrafação, marginação e após comparação entre fábulas tradicionais e contemporâ- neas); título nos moldes convencionais procurando demonstrar clareza e • Contos conhecidos: produção de reconto; coerência nas informações registradas e observar os sinais de pontuação • Notícia: produção de autoria após pesquisa de fatos e eventos e sua relação com a escrita/ sentido. Escrita ocorridos na escola; • Organizar os próprios textos segundo os padrões de comunicação usuais • Entrevista; na sociedade. • Tiras em quadrinhos: foco no humor. • Analisar diferentes registros utilizados em diversas situações comuni- • Autobiografia; cativas. • Produção de diário e relatórios. • Comentário crítico de obra literária. • Realizar a reflexão epilinguística, quanto aos usos e funções sociais da • Textos de divulgação científica: resumo a partir de esquemas; escrita. • Suportes e portadores – criação de espaços para publicação (mural, varal, revistas, jornais) CONTINUAÇÃO - 4ª SÉRIE/ 5º ANO
  • 70. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 71 HABILIDADES CONTEÚDOS • Revisar e corrigir a grafia empregada na produção textual, levando em conta • Letra maiúscula: nomes próprios, início de frases e parágrafos. a importância da grafia adequada à produção de sentido. • Acentuação de palavras conhecidas. • Contrapor as ocorrências de interferências da fala na escrita, analisando as • Acentuação gráfica das proparoxítonas. possibilidades de erro (inadequação). • Classificação quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona e • Estabelecer relações entre as normas sistematizadas e o uso na fala e na proparoxítona), com foco na acentuação de palavras conhecidas. escrita. • Tonicidade: destacar as paroxítonas como sendo mais frequentes • Aplicar os conhecimentos morfossintáticos na leitura e escrita. na língua portuguesa. • Aplicar regras convencionadas de acentuação gráfica na produção escrita. • Marcadores textuais (artigo, preposição e conjunção – sem • Ampliar vocabulário a partir de atividades de pesquisa em jornais, revistas, nomeação, com foco na paragrafação). internet e enciclopédia. • Elementos coesivos (progressão temática). Conhecimentos Linguísticos • •Letramento e Diversidade Desenvolver autonomia para revisar o próprio texto durante e depois do Adjetivos pátrios – foco na ortografia. processo de escrita. • Verbos “pôr”, “querer”, “dizer” – foco na forma ortográfica. • Verbos: pretérito, presente e futuro. • Pronomes pessoais (reto, obliquo) – uso do pronome no texto, realçando seus efeitos na coesão. • Reestruturação textual, com e sem o auxílio do/da professor/a. • Pontuação (importância e uso contextual): pontuação do diálogo, travessão duplo, dois pontos, reticências. • Escrita de palavras de uso frequente. • Nasalização: “m” antes de “p” e “b” (revisão). • Contraposição (fazendo/fazeno) – uso popular do gerúndio. • Sibilantes: /s/, /z/ representados pela letra “s” (sapo, casa). • Sufixos: esa e eza. • Fonemas /ch/, /ksi/, /s/, /z/ representadas pela letra “x” (xarope, fixo, próximo, exato). • Verbos na terceira conjugação (partir, sorrir), nas formas “sorrisse”, “partisse”, sendo contrapostos a outras palavras, como “tolice”, “meninice”. • Por que, porque, por quê, porquê. • Manuseio de dicionário, enciclopédias e gramáticas. • Vocabulário: significação, sinônimos e antônimos.
  • 71. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 72ARTE A Arte faz parte de uma das áreas do conhecimento humano que sempre esteve presente na história da humanidade. Nossos antepassados, desde os tempos mais remotos já registravam suas vivencias, impressões e vida cotidiana através de desenhos, pinturas rupestres, esculturas, dentro tantas outras linguagens. É necessário que tenhamos a compreensão de que essas manifestações artísticas mudam com o passar dos tempos. Desde os desenhos nas cavernas, a fabricação de cestarias e cerâmicas até os grafites e instalações, tão presentes no mundo atual, expressam formas diferenciadas do homem ver e interpretar o mundo. (BUORO, 2003). No Brasil, o ensino da Arte é de caráter obrigatório ao longo de toda a Educação Básica e visa promover o desenvolvimento cultural dos/das estudantes. (LDB, Art. 26, § 2º). A Arte, considerada como um conjunto de linguagens, abrange as Artes Visuais e Cultura Visual8, o Teatro, a Música, a Dança, o Cinema e a Fotografia, e está presente em diferentes manifestações culturais. No contexto escolar, estão presentes no muro de instituições por meio de visualidades artísticas (desenhos, grafite, pintura, recados, etc), na peça de teatro que os/as estudantes produzem e apresentam nas comemorações e gincanas, nas músicas e danças. O Ensino Fundamental, anos iniciais, ao contemplar três linguagens artísticas: Artes Visuais, Teatro e Música contribui para a formação integral dos/das estudantes no que se refere ao seu desenvolvimento artístico e estético, ao pensamento reflexivo, à expressão de ideias, pensamentos e sentimentos, ao autoconhecimento, à autoestima, leitura, apreciação e interpretação. Para alcançar esta formação, o ensino de Arte precisa aproximar-se de diferentes culturas, que se constituem como meios para a aquisição de novos conhecimentos; relacionar as práticas vividas, as experiências e os objetos culturalmente produzidos, dando-lhes novos significados. Essa construção de significados compreende o estudo dos conteúdos específicos das linguagens artísticas, o fazer expressivo e o entendimento da diversidade cultural. 8 A cultura visual, de acordo com Hernandez (2000), permite a exploração das representações que os sujeitos constroem de sua realidade social, segundo suas características sociais, culturais e históricas. Para Martins (2004) a cultura visual configura-se como um campo amplo, múltiplo, em que se abordam espaços e maneiras como a cultura se torna visível e o visível se torna cultura.
  • 72. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 73 Para que o ensino de Arte possa ter sentido para os/as estudantes e promover o seu desenvolvimento integral, a teoria e a práticaprecisam ser articuladas por meio do fazer artístico, “O/A estudante, em situações de aprendizagem, precisa ser convidado a se exercitar naspráticas de aprender a ver, observar, ouvir, atuar, tocar e refletir sobre elas” (PCN, volume 6, p.35). Essa forma de trabalhar com a Arte no contexto escolar pode ser identificada com a Proposta Triangular9, defendida por Ana MaeBarbosa, proposta que fundamentou os Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte. (1998). Neste documento, há orientações para que osconteúdos de Arte sejam articulados tendo em vista: O Fazer artístico: abrange a pesquisa, os processos criativos, a exploração e a utilização dos elementos da gramática visual, suasarticulações, e as expressões artísticas bidimensionais, tridimensionais e virtuais. (BARBOSA, 1998). A Leitura de imagem: é o campo de sentido, que possibilita a construção de aprendizagem e de significados. Para isso, é necessáriaque seja aliada à reflexão, a percepção de seu sentido, da produção estética. A Contextualização: contempla os conhecimentos históricos, sociais, antropológicos, ecológicos, geográficos que perpassam osprocessos artísticos e a estética e devem ser relacionados à produção artística. (BARBOSA, 1998, p. 38). Com base nesta proposta triangular foi definida a organização do trabalho pedagógico no componente curricular de Arte, em:Produção (fazer artístico), Apreciação (leitura de imagens e outras linguagens artísticas) e Contextualização. Para cada momento dotrabalho artístico, são propostas habilidades e conteúdos de três linguagens: artes visuais, teatro e música10, que foram elaborados com acontribuição de algumas Escolas Parque e que serão aperfeiçoados na versão definitiva do currículo. Ressalta-se, apenas, que estashabilidades e conteúdos podem ser articulados durante todo o ano letivo, possibilitando a vivência da proposta triangular.9 A proposta triangular é construtivista, interacionista, dialogal e multicultural, compreende a arte como conhecimento (BARBOSA,1998, p. 41)10 Segundo a Lei n.º 11.769 de 18/08/2008 que se refere ao ensino obrigatório da Música.
  • 73. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 74 Para a vivência e formação estética faz-se necessário a produção, o fazer criativo, a apreciação de diferentes formas artísticas, a contextualização e a experimentação de materiais e técnicas e a elaboração. A atividade artística viabilizará, partindo destas premissas, que o/a estudante forme conceitos e amplie seu conhecimento na resolução de problemas em composições visuais e musicais, nas produções cênicas, literárias e corporais. Às instituições educativas caberá promover a contextualização dos conhecimentos e a apreciação de diferentes linguagens. A arte,enquanto objeto do conhecimento, permitirá aos/à estudantes o fazer artístico como experiência poética, experiência de interação,desenvolvimento de potencialidades dentre outros aspectos, destacando-se pelo seu caráter de criação e inovação. Diante dessa perspectiva, aaprendizagem no ensino da Arte deve priorizar experiências nos planos perceptivo, imaginativo e produtivo. (BRASIL, 1998). Relacionada a estes planos está o ensino da Arte comprometido com a diversidade de manifestações culturais. Desse modo, a Arte torna-se um espaço democrático de acesso à cultura, proporcionando que o/a estudante contextualize e reflita sobre sua própria vivência e possa usufruir o patrimônio cultural de forma ampla e ativa. Poderá contribuir ainda para a alfabetização estética desenvolvendo a percepção e a imaginação, aprimorando a expressividade e a comunicação do/da estudante e ampliando as habilidades de apreciação e formação de platéia. É possível, nesse contexto, que o trabalho pedagógico com a Arte proporcione a inclusão da diversidade nas práticas educativas, o que envolve não apenas a Lei 11.645/2008, que diz respeito ao ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, mas também as produções locais, regionais e mundiais, as semelhanças e diferenças étnico-raciais, as relações de gênero e as geracionais, as comunidades que vivem do e no campo com suas diversas identidades (pescadores, pequenos agricultores, quilombolas, etc). (GOMES, 2007). O desenvolvimento da musicalidade nas crianças deve estar em conformidade com sua vivência musical e com os métodos utilizados. A musicalização, por si só, já se inicia no lar, com a oferta de ferramentas propiciando a descoberta dos sons e seu universo por meio de discos, canções, instrumentos, objetos sonoros variados, etc.
  • 74. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 75 Na escola, no entanto, o ensino da música deverá estar voltado, ao desenvolvimento de outros aspectos ligados ao aprendizado dacriança como a criatividade, a coordenação motora, a lateralidade, o raciocínio lógico, a estética, dentre outros, constando como conteúdoobrigatório do componente curricular arte, conforme indica a Lei 11.769/2008. .a música não é só uma técnica de compor sons (e silêncios), mas um meio de refletir e de abrir a cabeça do ouvinte para o mundo. (A. de Campos, in J. Cage) Nessa perspectiva da diversidade, os/as professores/as podem ainda desenvolver práticas interdisciplinares, envolvendo outroscomponentes curriculares para o estudo de conhecimentos que perpassam as linguagens artísticas. Podem, por exemplo, se relacionar ashabilidades e conteúdos de Arte com os de História e Geografia, no estudo dos sujeitos e da comunidade ao longo do tempo e da construçãodo espaço geográfico; de Língua Portuguesa, com a leitura, interpretação e produção de imagens, letras de músicas e peças teatrais; dentreoutras possibilidades. Os modos de conhecer e produzir trabalhos artísticos precisam ser muito diversos, possibilitando que o/a estudante conheça nãosomente as formas tradicionais, como também, as contemporâneas. Dentre estas, as mídias e os recursos tecnológicos, que podem compor orepertório para a expressão artística como ferramenta de trabalho ou como linguagem. O uso das tecnologias de informações e comunicaçãoé um caminho que expande os limites do trabalho em arte e oferece mais possibilidades de escolha tanto ao/à estudante como para o/aprofessor/a. Assim, o letramento em Arte se fará presente na organização do trabalho pedagógico, haja vista que os conhecimentos artísticospodem ser aliados às diversas práticas sociais de leitura e escrita. A partir do contato com os códigos da arte (imagens, sons, gestos, palavras)o/a estudante poderá perceber a importância da leitura na vida cotidiana, a variedade de situações de uso da escrita no mundo contemporâneoe o sistema de representação da linguagem (signos e significados).
  • 75. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 76 O ensino de Arte construído com vistas à diversidade, interdisciplinaridade e letramento contribuirá para a formação de sujeitos críticos que não apenas se apropriam de diferentes manifestações artísticas e de diversas culturas, como também constroem e elaboram conhecimentos a partir do contato com elas. Sugestões de Leituras: OLIVEIRA, Heloíza de Aquino Azevedo A Primeira Dama da Arte Brasileira - diversas maneiras de olhar. Jundiaí, SP: Árvore do Saber edições e Estudos Pedagógicos, 2004. (Coleção Aprendendo com Arte, vol. 1). _________________________________. Candido Portinari - Filho do Brasil, orgulho de Brodowski. Jundiaí, SP: Árvore do Saber edições e Estudos Pedagógicos, 2004. (Coleção Aprendendo com Arte, vol. 2). _________________________________. A Arte é a Caligrafia da Alma. Jundiaí, SP: Árvore do Saber edições e Estudos Pedagógicos, 2004. (Coleção Aprendendo com Arte, vol. 3) OSTETTO, Luciana Esmeralda. Arte, infância e formação de professores: autoria e transgressão. Campinas, SP: Papirus, 2004. PARK, Margareth Brandini e IÓRIO, Suely Aparecida. Arte Educação e Projetos – Tão Sigulda para crianças e educadores. Jundiaí, SP: Árvore do Saber edições e Estudos Pedagógicos, 2004. KOHL, MaryAnn F. Descobrindo grandes artistas: a prática da arte para crianças. Trad. Roberto Cataldo. Porto Alegre: ARTMED Editora, 2001.BRITO, Teca Alencar - Koellreutter Educador – O humano como objetivo da educação musical. São Paulo: Editora Fundação Peirópolis, 2001.BRITO, Teca Alencar - Música na Educação Infantil.São Paulo, Peirópolis, 2003.SCHAFER, R. M. – O Ouvido Pensante – Trad. Marisa T. de O. Fonterrada, Magda R.G.da Silva, Maria Lúcia Pascoal.São Paulo:Editora Unesp,1991.GAINZA, Violeta H.- La iniciación musical del niño. Buenos Aires: Ricord Americana,1964.HOWARD, Walter - A Música e a Criança. São Paulo: Summus,1984.MÁRSICO, Leda Osório – A Criança e a Música. Rio de Janeiro: Editora Globo.
  • 76. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 77VISCONTI, Márcia/ Biagioni, Maria Z.– Guia para Educação e Prática Musical em Escolas.São Paulo, Abemúsica, 2002.FERRERO,Maria Inês / Furnó, Silvia/ Lanfranchi, Ana Del Valle L./ Quadranti ,Alicia - Planeamiento de la Enseñanza Musical. Ricordi.MIEL, Alice – Criatividade no Ensino. São Paulo, Ibrasa, 1972.WROBEL, Vera Bloch – A Educação Musical na Educação Infantil Sob Uma Abordagem Construtivista – Dissertação de mestrado – Conservatório Brasileirode Música – RJ – 1999.COPLAND, Aaron – Como ouvir e entender música.Trad. Luiz Paulo Horta. Rio de Janeiro: Artenova,1974.BENETT, R. - Elementos Básicos da Música.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.DELALANDE, F. - La Musique est um jeu d´enfant. Paris: Buchet/Chastel, 1984.WISNIK, José Miguel - O Som e o Sentido.São Paulo: Companhia das Letras,1989.ALSINA, P. - El área de Educación musical. Barcelona: Editorial Graó, 1997.SWANWICK, Keith – Ensinando Música Musicalmente – Editora Moderna.CHAN, Thelma e CRUZ, Thelmo – Divertimentos de Corpo e VozCHAN, Thelma e CRUZ, Thelmo – Dia de FestaBEHLAU, Mara e PONTES, Paulo - Higiene Vocal – cuidando da vozBRAGA, Ângela: Mestres da Música no Brasil. Ed. Moderna Sugestões de DiscografiaPalavra Cantada:Canções do Brasil – Produzido por Sandra Peres e Paulo TatitCanções Curiosas – Produzido por Sandra Peres e Paulo TatitCantigas de Roda – Produzido por Sandra Peres e Paulo Tatit
  • 77. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 78Canções de Brincar – Produzido por Sandra Peres e Paulo TatitPandalelê – Brinquedos CantadosMurucututu – Eugenio Tadeu e Miguel QueirozHistórias Gudórias de Gurrunfórias de Maracutórias Xiringabutórias – Francisco MarquesMil Pássaros – Narrado por Ruth RochaBia BedranBrinquedos CantadosColetânea de Músicas InfantisA Caixa de Música de BiaDona ÁrvoreBloco da Palhoça – Música para Brincar e CantarParlapatões – CircoMPB4 – Os Sons dos BichosBarbatuquesProkofieff - Pedro e o Lobo (narração Rita Lee)Camille Saint-Saens – O Carnaval dos AnimaisClássicos DivertidosVilla-Lobos para Crianças – Seleção do Guia PráticoSolange Maria e Antonio Carlos Nóbrega – Brincadeiras de Roda, Estórias e Canções de NinarGravadora Eldorado - Brincando de Roda – Interpretação: Solange Maria e Coral InfantilToquinho e Elifas Andreato – Canção dos Direitos das CriançasToquinho – Casa de Brinquedos
  • 78. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 79Edu Lobo e Chico Buarque – O Grande Circo MísticoGrupo Roda Pião – Dois a DoisHélio Ziskind – Meu Pé Meu Querido PéJudith Akoschky – Ruidos y RuiditosPesquisa de Lydia Hortélio: 1- Abra a Roda Tindolelê 2- Ô, Bela Alice Filmes sugeridos para a área de Música Pedro e o Lobo Um Namoro Proibido A Orquestra Maluca do Michey Fantasia Fantasia 2000 O Som do Coração A Voz do Coração O Segredo de Beethoven Escola de Rock A História da Orquestra Os Stomps Barbatuques
  • 79. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 80 ARTE - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Criar formas artísticas pessoais ou • Elementos básicos: ponto, plano, textura, formas, volume, luz, linha (linha de contorno, linha cheia, coletivas expressando emoções, tracejada, curva e paralela) sentimentos e sensações, sabendo • Estudo das cores (cores primárias, secundárias, terciárias, cores frias e cores quentes), suas diversas utilizar técnicas e procedimentos representações presentes na natureza. variados. • Desenho espontâneo, desenho cultivado, representações da natureza, caricaturas, reprodução de • Perceber, analisar e criar formas imagens, releitura de obras de arte, ilustração de textos ou situações reais, recriação de imagens ouLetramento e Diversidade artísticas, exercitando a imaginação fotografias. criadora, cultivando a curiosidade e • Noção de espaço, movimento e direção nas produções. autonomia no agir e no pensar arte. • Conhecimento básico da textura, simetria, assimetria e peso compositivo. Produção • Desenvolver a criatividade, as • Consciência corporal: brincadeiras, brincadeiras populares e jogos lúdicos com diferentes linguagens estéticas e a imaginação características, formas e possibilidades de movimentos de si e do outro. criadora, através do desenho, da • Exploração do próprio corpo, postura, lateralidade, locomoção e respiração. pintura e das construções, • Estudo dos sons (corporais, ambientais) e silêncio (pausa). ampliando a sensibilidade e as • Parâmetros do som (altura, intensidade, duração e timbre.) formas de interpretação e • Ritmo (ritmo do corpo e da linguagem). representação do mundo. • Canções folclóricas, indígenas, africanas, sobre bichos e marchinhas carnavalescas. • Brinquedos cantados e jogos folclóricos • Sonorização de histórias. • Pulsação das músicas trabalhadas caminhando ou tocando um “objeto sonoro”. • Movimentos de: rolar, saltar, girar, correr, galopar. • Desenho espontâneo ao som de música instrumental erudita. • Utilização de sucatas para o manuseio de “objetos sonoros”
  • 80. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 81 ARTE - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer e perceber seu corpo de • Análise de produções artístico-culturais de diferentes culturas e etnias, em especial a cultura afro- forma ampla através da brasileira e indígena. identificação de sua estrutura e seu • Observação, identificação, narração, descrição e interpretação de músicas, peças teatrais, imagens e objetos a partir de obras funcionamento. de arte e de elementos presentes na natureza.Letramento e Diversidade • Desenvolver a sensibilidade • Apreciação dos autorretratos, natureza brincadeiras das obras como, Paul Klee, Portinari, Van Gogh, Tarsila do Amaral, Matisse, fotografias pessoais e dos meios de comunicação a partir da Apreciação artística por meio da observação, imaginação, fantasia a partir da observação, descrição e interpretação. exploração e experimentação de • Apreciação das narrativas e dos personagens (expressões faciais, locomoção, postura, expressão diversas linguagens, suportes, física) nos textos e nos espetáculos teatrais, na história em quadrinho, nos filmes, nas propagandas, técnicas e materiais. nos desenhos animados e programas infantis de TV, nas histórias infantis e nos contos populares. • Reconhecer, analisar e apreciar Assistir espetáculos teatrais, filmes (Pedro e o Lobo, A Orquestra Maluca do Michey e trabalhos artísticos, objetos de arte e Fantasia 2000), manifestações culturais. formas visuais presentes na • Apreciação dos estilos/gêneros musicais (folclórica, popular (Saltimbancos, MPB4 – Os Sons dos natureza observando contrastes e Bichos e Grupo EMcantar) e erudita – (Villa Lobos para Crianças, Carnaval dos Animais e Contos semelhanças, respeitando a da Mamãe Gansa). Assistir a concertos de música, manifestações culturais. diversidade e variedade de • Caráter musical (triste, alegre, calmo e agitado). diferentes regiões e grupos étnicos. • Apreciação do Hino Nacional Brasileiro, Hino à Bandeira e Hino à Brasília.
  • 81. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 82 ARTE - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber seu próprio percurso criador e do outro, refletindo sobre • Análise, interpretação e valorização de suas produções artísticas e dos diversas produções artísticas, sem discriminações estéticas, artísticas, outros. éticas, de gênero e à grupos étnico-raciais. • Observação, análise e valorização de contrastes, semelhanças e • Expressar-se e comunicar-se por meio de diferentes linguagens, diferenças em produções artísticas, entre diversos grupos étnicos e relacionando os modos de produção artística aos meios socioculturais. regionais. • Analisar diversos repertórios culturais, respeitando, valorizando e • Estudo das formas: quadrados, retângulos, círculos e triângulos preservando sua própria cultura e de outros povos e comunidades. relacionando-as ao meio em que estão inseridos. • Identificar e utilizar diferentes fontes de documentação, acervos de obras • Jogo dramático11Letramento e Diversidade artísticas em diversos ambientes como: museus, mostras, galerias, • Catalogação das obras de arte dos artistas que tratam sobre o oficinas de produtores de arte, midiatecas, bibliotecas e videotecas. Contextualização autorretrato e conhecer a história e os processos artísticos desses artistas. • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema. • Movimento expressivo: ações dramáticas por meio das atitudes, gestos, expressões faciais e ações do cotidiano. • Máscaras: contextualização a partir da estética africana, indígena e portuguesa e confecção. Catalogação dos diversos tipos de máscaras. • Maquiagem: contextualização a partir da estética africana, indígena e portuguesa e confecção. • Conhecer a história do teatro – máscaras • Catalogação dos diversos tipos de músicas do cotidiano dos/das estudantes e da família. • Conhecer a história e as músicas dos compositores Heitor Villa Lobos e Chiquinha Gonzaga 11 O jogo dramático proporciona aos alunos (re) experimentarem os fatos vividos simbolicamente.
  • 82. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 83 ARTE - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber, analisar e criar formas artísticas, exercitando a • Desenho espontâneo, desenho cultivado, representações da natureza, imaginação criadora, cultivando a curiosidade e autonomia no agir caricaturas, reprodução de imagens, releitura de obras de arte, ilustração de e no pensar arte. textos ou situações reais, recriação de imagens ou fotografias. • Compor trabalhos artísticos variados: obras artísticas, peças • Estudo das cores (cores primárias, secundárias, terciárias, cores frias e cores teatrais, músicas e segundo as características e os artistas presentes quentes, combinações, influência de uma cor sobre a outra; luz sobre a cor), em sua comunidade. suas diversas representações presentes na natureza. • Utilizar a expressão corporal e oral em criações musicais e teatrais. • Estudo das relações de proporção e figura-fundo (colagem e desenho). • Desenvolver a criatividade, as linguagens estéticas e a imaginação • Noções de direção e movimento: horizontal, vertical, diagonal, para cima, paraLetramento e Diversidade criadora, através do desenho, da pintura e das construções, baixo e para os lados. ampliando a sensibilidade e as formas de interpretação e • Consciência corporal: brincadeiras, brincadeiras populares e jogos lúdicos com representação do mundo. diferentes características, formas e possibilidades de movimentos de si e do Produção outro. • Exploração do próprio corpo, postura, lateralidade, locomoção e respiração. • Estudo dos sons (corporais, ambientais) e silêncio (pausa). • Parâmetro do som (altura, intensidade, duração e timbre) • Ritmo (ritmo do corpo e da linguagem) • Apreciação e compreensão de fraseamentos musicais partindo de canções folclóricas. • Canções: de ritmos diversos como marchinhas, marchas, samba, rock, valsa, baião, indígenas e africanas. • Estudo do folclore brasileiro: Canções, jogos rítmicos, danças, brincadeiras de mão, parlendas, trava línguas e trovas. • Sonorização de histórias. • Pulsação e compasso (percepção do tempo forte da música e da palavra.) • Registro dos sons (criação própria de código). • Confecção de “objetos sonoros” com sucatas.
  • 83. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 84 ARTE - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer e analisar produções artísticas visuais, teatrais e • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos, musicais de artistas locais e regionais. pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema. • Conhecer, analisar e interagir com manifestações culturais • Apreciação dos autorretratos, natureza brincadeiras das obras de Paul Klee, tradicionais de sua comunidade e região, sabendo identificar e Portinari, Van Gogh, Tarsila do Amaral, Matisse, fotografias pessoais e dos preservar sua própria cultura e de outros povos, em especial a meios de comunicação a partir da observação, descrição e interpretação. cultura e afro-brasileira. • Apreciação das narrativas e dos personagens (expressões faciais, locomoção,Apreciação • Desenvolver a sensibilidade artística por meio da observação, postura, expressão física) nos textos e nos espetáculos teatrais, na história em imaginação, fantasia a partir da exploração e experimentação de quadrinho, nos filmes, nas propagandas, nos desenhos animados e programas diversas linguagens, suportes, técnicas e materiais. infantis de TV, nas histórias infantis e nos contos populares. • Assistir espetáculos teatrais, filmes (Os Três Porquinhos sonorizado pela Dança Húngara n. 5 de Brahms, Um Namoro Proibido e Os Sons Básicos da Música), manifestações culturais. • Apreciação dos estilos/gêneros musicais (folclórica, popular e erudita (Quadros de uma Exposição de Modest Mussorgsky). • Assistir a concertos de música, manifestações culturais. • Apreciação do Hino Nacional Brasileiro, Hino à Bandeira e Hino à Brasília.
  • 84. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 85 ARTE - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar e utilizar diferentes fontes de documentação, acervos de obras • Fontes de informações e de comunicação artística presente na cultura: artísticas em diversos ambientes como: museus, mostras, galerias, museus, mostras, exposições, galerias, oficinas e ateliês. oficinas de produtores de arte, midiatecas, bibliotecas e videotecas. • Estudo das formas: quadrados, retângulos, círculos e triângulos • Refletir acerca das diferentes formas artísticas a partir da análise relacionando-as ao meio ambiente. contextualizada das produções. • Jogo dramático. • Compreender a diversidade cultural brasileira, as heranças africanas e • Catalogação das obras de arte dos artistas que tratam sobre oLetramento e Diversidade indígenas, bem como as diferenças e semelhanças locais e regionais. autorretrato e conhecer a história e os processos artísticos desses Contextualização artistas. • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema. • Jogos dramáticos12. • Movimento expressivo: ações dramáticas por meio das atitudes, gestos, expressões faciais e ações do cotidiano. • Máscaras: contextualização a partir da estética africana, indígena e portuguesa e confecção. Catalogação dos diversos tipos de máscaras. • Maquiagem: contextualização a partir da estética africana, indígena e portuguesa e confecção. • Conhecer a história do teatro – máscaras • Catalogação dos diversos tipos de músicas do cotidiano dos estudantes. • Conhecer a história e as músicas do compositor brasileiro Pixinguinha. 12 O jogo dramático proporciona aos alunos (re) experimentarem os fatos vividos simbolicamente.
  • 85. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 86 ARTE - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer e utilizar diferentes técnicas artísticas, materiais e • Cores: secundárias e terciárias (cores produzidas), luminosidade sobre a cor, cor recursos presentes em diferentes povos e culturas, como como pigmento. meio para comunicar-se e expressar-se. • Noções de plano, volume e espaço (bi e tridimensional) com a prática de • Perceber, analisar e criar formas artísticas, exercitando a imaginação modelagem utilizando argila ou outro material adequado. criadora, cultivando a curiosidade e autonomia no agir e no pensar arte. • Conhecimento básico da textura, simetria, assimetria e peso compositivo. • Desenvolver a criatividade, as linguagens estéticas e a • Estudo da arte afro-brasileira e indígena: tintas naturais, cores e materiais diversos, imaginação criadora, através do desenho, da pintura e dasLetramento e Diversidade tecelagem e pintura corporal. construções, ampliando a sensibilidade e as formas de • Produção individual ou coletiva a partir da releitura de obras artísticas (imagens, interpretação e representação do mundo. peças teatrais e músicas). Produção • Consciência corporal: brincadeiras de roda e populares e jogos com diferentes características, formas e possibilidades de movimentos com objetos e com o espaço. • Movimentos expressivos: ações dramáticas por meio da exploração dos deslocamentos, dos planos, do peso e da fluência. • Elaborar cenas corporais a partir dos diálogos e das relações interpessoais. • Sons ambientais, naturais e artificiais. • Confecção de instrumentos com sucatas e elementos da natureza como: galhos de árvores, folhas, vargens e sementes, bambus. • Sonorização de histórias. • Parâmetro do som (altura, intensidade, duração e timbre). • Pulsação e compasso (percepção do tempo forte). • Estudo dos sons (corporais, ambientais) e silêncio (pausa). • História da capoeira e do frevo • Folclore: Ditados populares, trovas, literatura de cordel e advinhas • Apreciação do Hino Nacional Brasileiro, Hino à Bandeira e Hino à Brasília.
  • 86. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 87 ARTE - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar os significados comunicativos e expressivos das • Observação e identificação de imagens diversas. linguagens artísticas, que estão presentes nas diversas • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos, pinturas, culturas. esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema presente em • Desenvolver a sensibilidade artística por meio da nossa cultura.Letramento e Diversidade observação, imaginação, fantasia a partir da exploração e • Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação experimentação de diversas linguagens, suportes, técnicas e de imagens e objetos, que tenham como tema famílias. materiais. • Apreciação Apreciação das narrativas, dos personagens e dos locais (cenário) nos textos e nos • Reconhecer, analisar e apreciar trabalhos artísticos, objetos espetáculos teatrais, na história em quadrinho, nos filmes, nas propagandas, nos de arte e formas visuais presentes em diferentes culturas, desenhos animados e programas infantis de TV, nas histórias infantis e nos contos observando contrastes e semelhanças, respeitando a populares. diversidade e variedade de diferentes regiões e grupos étnico-raciais. • Assistir Espetáculos teatrais, filmes (sobre o Frevo e Capoeira) e manifestações culturais. • Ouvir e apreciar o compositor Antonio Nóbrega com a música Nascimento do Passo (o criador de nomes para alguns passos do frevo). • Apreciação dos estilos/gêneros musicais (cantigas de roda, indígena e africano) • Caráter musical (triste, alegre, calmo, agitado, vocal e instrumental). • Assistir a concertos de música e manifestações culturais (José do Pífano – Brasília e Zé do Pife – João Pessoa). .
  • 87. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 88 ARTE - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber os trabalhos artísticos como produtos culturais de uma • Fontes de informações e de comunicação artística presente na cultura: determinada época e uma criação humana, cujo valor é universal. museus, mostras, exposições, galerias, oficinas e ateliês. • Entender o fazer artístico como meio de desenvolvimento de • Catalogação de obras de arte e das imagens sobre família.Letramento e Diversidade potencialidades percepção, reflexão, intuição, sensibilidade, imaginação • Conhecer a história dos artistas que foram catalogados. e flexibilidade. • Estudo da família africana, indígena e portuguesa. Contextualização • Identificar e utilizar diferentes fontes de documentação, acervos de • Teatro de boneco: contextualização e elaboração. obras artísticas em diversos ambientes como: museus, mostras, galerias, • Jogos dramáticos13. oficinas de produtores de arte, midiatecas, bibliotecas e videotecas. • Personagem e suas relações sociais e culturais • Compreender a arte como forma de manifestação da cultura e • Construção de diálogos a partir do cotidiano familiar. identidade de um povo, valorizando nossa herança africana e indígena, • Catalogação dos grupos teatrais de boneco e das manifestações na busca da eliminação de preconceitos e criação de estereótipos. culturais da cidade. • Conhecer a história do teatro de boneco de Brasília. • Catalogação das canções e cantigas presentes no meio familiar. • Conhecer os instrumentos e músicas presentes na cultura indígena e africana. • Influência das músicas: ameríndia, africana, portuguesa e outras • Conhecer a história e as músicas dos compositores brasileiros Alceu Valença, Moraes Moreira e outros representantes do frevo. 13 O jogo dramático proporciona aos alunos (re) experimentarem os fatos vividos simbolicamente.
  • 88. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 89 ARTE - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber, analisar e criar formas artísticas, exercitando a • Elementos básicos da linguagem visual: relação entre ponto, linha, plano, cor, textura, imaginação criadora, cultivando a curiosidade e forma, volume, luz, ritmo, movimento, equilíbrio. autonomia no agir e no pensar arte. • Pesquisa e utilização de materiais e técnicas artísticas (pincéis, lápis, giz de cera, papéis, • Produzir formas artísticas bi e tridimensional, a partir de tintas, argila) e outros meios (fotografias, vídeos, computação gráfica, etc). pesquisas de obras de artistas locais, nacionais e • Construção de maquetes, instalações e obras diversas com materiais reciclados, argila, internacionais, identificando elementos presentes em papel marchê, barro, massa de modelar, tecidos, areia, papéis variados, etc. diferentes realidades e culturas. • História da Arte: conhecimento básico da diversidade cultural dos povos que • Desenvolver a criatividade, as linguagens estéticas e a constituíram o Brasil, em especial, da cultura indígena e afro-brasileira. A simbologiaLetramento e Diversidade imaginação criadora, através do desenho, da pintura e das cores nas diferentes culturas. das construções, ampliando a sensibilidade e as formas • Consciência corporal: jogos lúdicos com diferentes características, formas e de interpretação e representação do mundo. possibilidades de movimentos no espaço e com objetos. Produção • Movimento expressivo (ações corporais por meio do espaço – caminho, plano, distâncias, ritmos, pausas). • Sons: naturais, ambientais e corporais; • Canções indígenas e regionais. • Parâmetros do som (Altura, Intensidade, Duração e Timbre) • Percepção dos compassos binário, ternário e quaternário. • Estudo dos sons (corporais, ambientais) e silêncio (pausa). • Formação de conjuntos instrumentais de percussão. • História do samba (samba canção, samba enredo...) e ritmos africanos. • Criação de coreografias para a quadrilha, em festas juninas. • Estudo da história do rock – Beatles, Jovem Guarda, bandas e artistas que surgiram na cidade de Brasília. • Canções das bandas estudada.s • Higiene Vocal – cuidando da voz • Apreciação do Hino Nacional Brasileiro, Hino à Bandeira e Hino à Brasília.
  • 89. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 90 ARTE - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer e analisar as manifestações culturais • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos, pinturas, tradicionais do Distrito Federal, sabendo identificar e esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema.Letramento e Diversidade preservar sua própria cultura e de outros povos, em • Apreciação das obras de Athos Bulcão a partir das formas geométricas, da dinâmica das especial da cultura e afro-brasileira. cores e da integração de arte com Arquitetura, estudo do desenho urbanístico de Lúcio • Conhecer, apreciar e valorizar as formas arquitetônicas Costa e dos monumentos de Oscar Niemeyer na cidade de Brasília a partir da Apreciação e urbanísticas de Brasília expressas através de diferentes observação, descrição e interpretação. formas de representação (escultura, gravuras, • Identificar os artistas que contribuíram para a formação do patrimônio artístico e visual fotografias), reconhecendo elementos básicos da na criação estética de Brasília. linguagem visual. • Elaboração de ações corporais a partir das formas geométricas, dos monumentos de • Perceber seu próprio percurso criador e do outro, Brasília e do desenho de Lúcio Costa. refletindo sobre diversas produções artísticas, sem • Apreciação dos espetáculos a partir da observação, descrição e interpretação teatrais, discriminações estéticas, artísticas, éticas, de gênero e a grupos de dança, espaços urbanos e manifestações culturais da cidade de Brasília. grupos étnico-raciais. • Estudos dos ícones. • Apreciação do filme: A Voz do Coração, O Som do Coração e A Escola de Rock. • Caráter musical (triste, alegre, calmo, agitado, vocal, instrumental e misto).
  • 90. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 91 ARTE - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar e utilizar diferentes fontes de documentação, acervos de obras • Fontes de informações e de comunicação artística presente na cultura: artísticas em diversos ambientes como: museus, mostras, galerias, museus, mostras, exposições, galerias, oficinas e ateliês. oficinas de produtores de arte, midiatecas, bibliotecas e videotecas. • Artistas locais e suas produções; • Conhecer e valorizar a produção artística do DF, respeitando os espaços • Os elementos da linguagem visual na arquitetura de Brasília. reservados as diferentes manifestações culturais, reconhecendo a • Contextualização e apreciação dos trabalhos artísticos dos artistas importância da Capital Federal enquanto patrimônio histórico da Brasilienses (como: Clarissa Borges, Paulo Farias, Darlan Rosa, humanidade. Glênio Bianchetti, Ralph Gere e outros a partir da observação,Letramento e Diversidade • Pesquisar a produção de grupos e artistas locais, conhecendo sua descrição e interpretação. história, costumes, variedade de materiais, observando contrastes e • Contextualização Catalogação das obras e imagens e artistas que contribuem para a diferenças. formação do Patrimônio Cultural de Brasília. • Compreender a arte como forma de manifestação da cultura e identidade • Estudo do artesanato brasiliense (estudo do que tem na casa dos/das de um povo, valorizando nossa herança africana e indígena, na busca da estudantes e da composição dos trabalhos). eliminação de preconceitos e criação de estereótipos. • Funções básicas: pintor, escultor, arquiteto, artesão, musicista, ator/atriz. • Jogo Teatral14 utilizando a marcação e deslocamento • Elementos Teatrais - Cenário (espaços, ambientes sociais). • Catalogação dos grupos teatrais e de dança e das manifestações culturais da cidade. • Conhecer a história do teatro de Brasília. • Assistir a espetáculos teatrais, filmes, manifestações culturais. • Conhecer a história e as músicas dos compositores brasileiros Adoniran Barbosa, Noel Rosa, Cartola, e Dona Ivone Lara. • Catalogação das músicas que falam da cidade de Brasília e de grupos que surgiram na cidade de Brasília. 14 O jogo teatral propicia a percepção dos distintos papéis sociais exercidos no ambiente do adolescente e, posteriormente, a criação de personagens na representação teatral.
  • 91. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 92 ARTE - 4ª SÉRIE/ 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber, analisar e criar formas artísticas, exercitando a • Introdução ao folclore nacional. imaginação criadora, cultivando a curiosidade e autonomia no agir • Construção de imagens com técnica de mosaico. e no pensar arte. • Observação da forma e estrutura de diferentes animais. • Produzir trabalhos artísticos, respeitando o processo de criação • Estudo das formas e sons da natureza. pessoal, social e cultural de diferentes grupos étnico-raciais. • Consciência corporal: jogos lúdicos com diferentes características, formas e • Compreender e utilizar as linguagens artísticas, produzindo possibilidades de movimentos. trabalhos de forma cooperativa. • Pesquisa de composições de movimentos corporais a partir dos grupos de • Desenvolver a criatividade, as linguagens estéticas e a imaginação dança e das manifestações culturais (hip hop, danças folclóricas, populares).Letramento e Diversidade criadora, através do desenho, da pintura e das construções, • Movimentos expressivos: ações corporais por meio das pesquisas das ampliando a sensibilidade e as formas de interpretação e diversas composições corporais. representação do mundo. • Elaboração de temas coreográficos. Produção • Composição de movimentos corporais a partir dos temas. • Classificação dos instrumentos (Percussão, Sopro e Cordas). • Estudo da vida e obra de Carlos Gomes • Estudo da Bossa Nova e Tropicália • Higiene Vocal – cuidando da voz • Formação de conjuntos instrumentais de percussão. • Estudo do folclore através da criação de uma peça teatral envolvendo lendas, parlendas, trava línguas, cantigas de roda, cantigas de ninar, trovas, advinhas. • Criação de paródias e jingles. • Sonoplastia para filme mudo. • Canções indígenas africanas. • Parâmetros do som (altura, intensidade, duração e timbre) • Percepção dos compassos binário, ternário e quaternário. • Estudo dos sons (corporais, ambientais) e silêncio (pausa). • Apreciação do Hino Nacional Brasileiro, Hino à Bandeira, Proclamação da República, Hino da Independência e Hino à Brasília.
  • 92. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 93 ARTE - 4ª SÉRIE/ 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Desenvolver a sensibilidade artística por meio da observação, • Conhecimento da diversidade de produções artísticas como: desenhos,Letramento e Diversidade imaginação, fantasia a partir da exploração e experimentação de pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema. diversas linguagens, suportes, técnicas e materiais. • Apreciação dos trabalhos artísticos e imagens que tratam sobre a cultura • Reconhecer variados trabalhos e objetos de arte por meio de brasileira a partir da observação, descrição e interpretação. Apreciação conhecimentos, reflexões e emoções. • Estudo do Artesanato Brasileiro • Analisar as manifestações culturais tradicionais do Brasil, sabendo • Assistir filmes, vídeos Brasileiros. identificar e preservar sua própria cultura e de outros povos, em • Apreciação dos espetáculos teatrais, cinema, grupos de dança, manifestações especial a cultura e afro-brasileira. culturais presentes no cotidiano a partir da observação, descrição e interpretação. • Estudos dos signos. • Assistir Espetáculos teatrais, filmes (A História da Orquestra). • Apreciação dos grupos instrumentais populares e eruditas. • Assistir a concertos, ouvir trilhas sonoras dos filmes.
  • 93. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 94 CONTINUAÇÃO - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar e utilizar diferentes fontes de documentação, acervos de obras • Conhecimento básico das matrizes culturais brasileiras, em especial da artísticas em diversos ambientes como: museus, mostras, galerias, oficinas cultura afro-brasileira e indígena. de produtores de arte, midiatecas, bibliotecas e videotecas. • Catalogação do artesanato, dos artistas e objetos artístico brasileiro • Compreender as linguagens artísticas como produto cultural e histórico, • Conhecer a história do artesanato e dos artistas brasileiros (como: HélioLetramento e Diversidade que possui diferentes características. Oiticica, Nelson Leiner, Regina Silveira, Tunga, Franz Krajcberg, J. • Compreender a arte como forma de manifestação da cultura e identidade Contextualização Borges, Vick Muniz, Lívio Abramo, Volpi, entre outros). de um povo, valorizando nossa herança africana e indígena, na busca da • Interpretação e representação de objetos artísticos: obras, teatro e eliminação de preconceitos e criação de estereótipos. músicas. • Jogo Teatral15. • Elementos Teatrais – iluminação, indumentária, objetos de cena. • Catalogação dos grupos teatrais e de dança e das manifestações culturais da cidade. • Conhecer a história dos principais grupos de teatro no Brasil. • Catalogação das tendências e estilos da evolução da música erudita e popular Brasileira. • Conhecer a história dos principais estilos/movimentos da música erudita (Carlos Gomes) e popular brasileira. • Conhecer a história da Orquestra Sinfônica de Brasília 15 O jogo teatral propicia a percepção dos distintos papéis sociais exercidos no ambiente do adolescente e, posteriormente, a criação de personagens na representação teatral.
  • 94. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 95EDUCAÇÃO FÍSICA “Só conhecendo a criança na sua totalidade a podemos educar conforme as suas pré-disposições peculiares e originais. Para isso, é necessário integrar... numa perspectiva global de desenvolvimento.” Vitor da Fonseca Quando se organiza um conteúdo programático, em alguma área do conhecimento, deve-se levar em consideração a amplitude da formação, e não somente a aquisição de uma lista de assuntos. Os documentos legais que norteiam nossa educação, assumiram a responsabilidade de articular as áreas do conhecimento para que se possam oferecer uma formação que contemple as dimensões da vida cidadã: saúde, sexualidade, vida familiar e social, meio ambiente, trabalho, ciência e tecnologia, cultura e linguagens, com os saberes que fazem parte da cultura escolar. Segundo a LDB e os PCN´s, a tarefa deste componente curricular é garantir o acesso dos/das estudantes à práticas da cultura corporal, contribuir para a construção de um estilo pessoal de vivenciá-las e oferecer instrumentos para apreciação crítica dessas vivências. Referindo-se ao processo de ensino e aprendizagem, para que essas habilidades sejam desenvolvidas, deve-se considerar as características dos/das estudantes em todas as suas dimensões: cognitiva, corporal, afetiva, estética, de relação interpessoal e inserção social. Desta forma demonstrado a Educação Física trata do conhecimento produzido e exercido pela sociedade a respeito do corpo e do movimento, com finalidade de lazer, expressão de sentimentos, ou ainda como possibilidade de promoção, recuperação e manutenção de uma vida de qualidade, ao qual acrescenta o seguinte trecho do PCN: “trata-se então, de localizar em cada uma dessas manifestações (jogo, esporte, dança, ginástica e luta) seus benefícios fisiológicos e psicológicos e suas possibilidades de utilização de instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura, e formular a partir daí as propostas para a Educação Física Escolar”. Nos anos iniciais da educação, por uma característica da fase, o processo de ensino e aprendizagem, em Educação Física, não está restrito ao exercício de habilidades e destrezas, que são sim importantes nos processos de aprendizagem das práticas da cultura corporal,
  • 95. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 96porém quando tratados como parte integrante e não como meta do processo de ensino e aprendizagem. Nesta fase, o componente curriculardeve considerar o repertório cultural local, partindo de expressões vividas, proporcionando aos/às estudantes experiências que possivelmentenão ocorreriam fora da escola, além de vivências necessárias para a construção de um cidadão ético e reflexivo como: socialização, inclusão,respeito às diferenças de gênero, entre outros. O brincar e jogar assumem outras significações no contexto escolar, sendo uma ferramenta importante na formação global da criança,possibilitando as aquisições necessárias aos saberes lógico-matemático, de oralidade, escrita e outras atividades de cognição referentes àmemória e atenção. Sendo assim, auxilia na aquisição de conteúdos que permeiam o letramento, visto aqui de uma forma muito maisabrangente do que apenas o letramento linguístico, mas também ao letramento geográfico, científico e corporal. Zabala (1998) enfatiza a importância das três dimensões de conteúdos que o/a professor/a deve desenvolver com seus/suasestudantes: a) conceitual, “porque fazer”; b) procedimental, “saber fazer”; c) atitudinal, “como relacionar-se dentro desse fazer”. Neste cenário, os PCN, orienta que independente de qual seja o conteúdo escolhido, os processos de ensino e aprendizagem devemconsiderar as diversas características dos/das estudantes e suas várias dimensões, sugerindo que os conceitos, os procedimentos e as atitudesdos conteúdos sejam desenvolvidos em todas as manifestações da cultura corporal indicadas nos conteúdos do componente curricular. Entretanto o papel da Educação Física Escolar nos anos iniciais, ultrapassa o ensinar apenas a dimensão procedimental das atividadesfísicas e/ou esportivas e conhecimento sobre o próprio corpo, porque busca garantir a dimensão conceitual, o que segundo Darido (2001) édireito do/da estudante saber por que ele está realizando este ou aquele movimento, incluindo também nesse processo a dimensão atitudinal,os seus valores subjacentes, ou seja, quais atitudes os/as estudantes devem ter nas e para as atividades corporais. Os recursos e as estratégias pedagógicas de valorização das construções coletivas e participativas na elaboração e transformação dasregras e estruturas de funcionamento de jogos e brincadeiras, por exemplo, são formas de inserção social. Estão calcadas em ações concretasque privilegiam a construção da cidadania sem que seja necessário o emprego de ações autoritárias, muito presentes nos apelos disciplinares,controladores do comportamento e limitadores da estruturação moral do sujeito.
  • 96. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 97 O acesso à cultura lúdica, seus espaços, objetos e meios de informação e formação, são necessidades a serem atendidas, poiscolaboram na construção de uma consciência crítica dos valores sociais. Nessa perspectiva, a maior expectativa do trabalho com Educação Física como cultura corporal não é dar ênfase à aptidão física e aorendimento padronizado, que desconsidera as diferenças individuais. O enfoque desta abordagem é mais abrangente na medida em quevaloriza e considera os aspectos sócio-históricos de cada atividade trabalhada, como também o contexto em que os/as estudantes estãoinseridos e as competências motoras individuais, independentemente do nível de habilidades que apresentem. Logo, o fundamental é daracesso às práticas corporais, colaborando para que cada indivíduo construa o seu estilo pessoal de participação. A Educação Física nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental não pode ser tratada como uma mera atividade física, que busca apenasum aperfeiçoamento motor; que seja utilizada como ocupação de tempo ócio da criança; e nem tão pouco ser utilizada como uma simplesatividade de lazer, totalmente desvinculada do fazer pedagógico da escola. E sim, ser compreendida como uma cultura corporal demovimento, que pode contribuir para a formação global da criança, por meio do brinquedo; do jogo simbólico; de movimentos gerais comatividades orientadas; da iniciação das danças, da ginástica olímpica, esportes, entre outras atividades que favoreçam o desenvolvimentogeral da criança. O trabalho com Educação Física tem sua importância justificada pelo fato do movimento fazer parte da vida do ser humano, antesmesmo de seu nascimento. Na infância, o movimento, inserido no contexto da brincadeira, desempenha um papel decisivo ao dar sentido àsações das crianças. Mukhina (1996) afirma que “todos esses movimentos e ações são degraus que conduzem às formas de comportamentoque caracterizam o homem”. Esses movimentos são divididos, ou melhor, classificados segundo Gallahue (2005), em movimentos: reflexos, rudimentares,fundamentais e especializados, movimentos esses que correspondem às fases motoras. Cabendo ao/à professor/a sua intervenção no que serefere ao início da fase escolar na fase motora fundamental, onde os movimentos estão sendo vivenciados, e assimilados pelos/pelas
  • 97. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 98estudantes de uma forma preferencialmente diversificada e lúdica, cabendo ao/à professor/a respeitar as características de desenvolvimentoque a fase impõe. Essas características de desenvolvimento estão representadas em um quadro adaptado de Vítor da Fonseca sobre o desenvolvimentomotor que está aqui posto para servir de apoio a pesquisa para elaboração das aulas em Educação Física dentro das possibilidades,características e expectativas da fase. Sendo desenvolvimento motor aqui conceituado como um conjunto de transformações nocomportamento motor e os processos subjacentes a essas transformações. FASES DO DESENVOLVIMENTO MOTOR Faixa Desenvolvimento psicomotor Desenvolvimento do etária Desenvolvimento motor (geral) esquema corporal média FASE DOS Zero a 1 ano MOVIMENTOS REFLEXOS FASE NEUROMOTORA FASE DO CORPO SUBMISSO - Respostas globais do corpo - Desenvolvimento do - Movimentos estritamente automáticos, dependentes da - movimentos programados geneticamente sistema de respostas bagagem inata. (reflexos e automatismos de alimentação, - movimentos controlados inconscientemente. (descargas inatas de defesa e de equilíbrio) motoras) FASE DOS MOVIMENTOS RUDIMENTARES - Primeiras formas de movimentos FASE SENSÓRIO- FASE DO CORPO VIVIDO De 1 a 2 anos voluntários. MOTORA (1 a 4 anos) - controle tônico-postural. - Desenvolvimento do - Manipulação (pegar, receber e arremessar) sistema motor global - Experiência vivida do movimento global. - Movimentação de locomoção (locomoção) - Primeiro esboço do esquema-imagem corporal. (rolar, rastejar, quadrupediar e andar)
  • 98. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 99 FASE DOS MOVIMENTOS FUNDAMENTAIS - Movimentos mais eficientes e complexos. FASE PERCEPTIVO- De 2 a 7 anos FASE DO CORPO DESCOBERTO (4 a 5 anos) - Movimentos locomotores (andar, correr, saltar e saltitar) MOTORA - Consciência das características corporais. - Movimentos não-locomotores (flexionar, estender, - Desenvolvimento dos - Descoberta dos segmentos corporais torcer, sistemas de locomo- - Verbalização das partes do corpo pelo jogo da função girar, levantar) ção, preensão e viso- simbólica. Movimentos manipulativos (lançar, pegar, bater, rebater, motor chutar,quicar) FASE DO CORPO REPRESENTADO FASE DE COMBINAÇÃO DOS MOVIMENTOS (6 a 10 anos) De 7 a 12 anos FUNDAMENTAIS FASE PSICOMOTORA - Controle voluntário de atitudes corporais. - Melhoria da execução e aumento da - Desenvolvimento dos - aquisição do esquema postural. (imagem postural capacidade de combinação de movi- sistemas de locomo- estática) mentos fundamentais ção, preensão, viso- - Imagem antecipatória dos movimentos em sequência. - Início do domínio de habilidades motor e áudio-motor. (esquema imagem corporal dinâmica) específicas - Estruturação espaço temporal dentro do domínio corporal FASE SÓCIO-MOTORADe 12 anos em FASE DOS MOVIMENTOS CULTURALMENTE - Aprimoramento dos DETERMINADOS diante sistemas da fase anterior. ESQUEMA CORPORAL BASICAMENTE - Melhoria da execução de habilidades específicas - Desenvolvimento dos FORMADO - Diversificação e aprimoramento de movimento sistemas cinestésicos- culturalmente determinados. simbólico e áudio-simbólico.
  • 99. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 100 As abordagens psicomotora, construtivista, desenvolvimentista e crítica constituíram novas perspectivas de pensamento e prática paraa Educação Física escolar, se desdobrando em diversas propostas pedagógicas, frutos dos avanços das pesquisas acadêmicas e das práticasdesenvolvidas pelos/pelas professores/as. Deve-se ressaltar que os conteúdos estão aqui classificados ou apontados dentro de um determinado eixo para melhor visualização, eposteriores pesquisas para planejamento de atividades e aulas, pois eles podem e devem ser trabalhados de acordo com a realidade do/daestudante e da comunidade escolar a qual está inserido, de forma interdisciplinar, multidisciplinar e até transdisciplinar. Nesse sentido, a organização do trabalho pedagógico será por meio dos eixos: (1) Psicomotricidade; (2) Sociomotricidade; (3)Atividades Rítmicas e Expressivas e (4) Esportes, Jogos e Ginástica, a fim de transitar de forma coerente pelas abordagens. No eixo denominado Psicomotricidade, estão alocados os conteúdos relativos a essa abordagem que tem na função motora, odesenvolvimento intelectual e o desenvolvimento afetivo intimamente ligados na criança, justamente destacando a relação existente entre amotricidade, a mente e a afetividade. Auxiliando assim na aquisição da escrita, pois para tal é necessário o domínio do gesto, estruturaçãoespacial e orientação temporal. (Que são os três fundamentos da escrita). Esse eixo tem como elementos básicos: • O Esquema Corporal: elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo. • A Lateralidade: que durante o crescimento, naturalmente se define uma dominância lateral na criança (será mais forte, mais ágil do lado direito ou do lado esquerdo). Corresponde a dados neurológicos, mas também é influenciada por certos hábitos sociais. • Estruturação Espacial: a orientação, a estruturação do mundo exterior referindo-se primeiro ao eu referencial, depois a outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento. • Orientação Espacial: quando a criança domina os diversos termos espaciais, isto é: para frente, para trás, esquerda, direita, para cima e para baixo.
  • 100. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 101 • Orientação Temporal: capacidade de situar-se em função da sucessão dos acontecimentos (antes, após, durante; da duração dos intervalos): noções de tempo longo, de tempo curto (uma hora, um minuto); noções de ritmo regular, de ritmo irregular (aceleração, freada); noções de cadência rápida, de cadência lenta (diferença entre a corrida e o andar). A Sociomotricidade aqui foi alçada a eixo para que o foco seja realmente como proposto na Praxeologia Motriz de Parlebás, naconduta do indivíduo, onde as lógicas internas das ações motrizes são explicadas pela cooperação, oposição, inter-relação com o meio físicoe institucionalizações, regras, organização social, competição, por isso sua separação da Psicomotricidade. Tendo assim essas ações comoelementos básicos. As atividades Rítmicas e expressivas tratado como bloco de conteúdos nos PCN aqui não poderia deixar de estar como eixo norteadora fim de contemplar as mais diferentes manifestações culturais que têm o movimento como elemento básico. Este eixo sublinha a importância que todas as práticas da cultura corporal de movimento possuem expressividade e ritmo. Em relaçãoà expressão, essas práticas se constituem em códigos simbólicos, por meio dos quais a vivência individual do ser humano, em interação comos valores e conceitos do ambiente sociocultural, produz a possibilidade de comunicação por gestos e posturas. Em relação ao ritmo, desde arespiração até a execução de movimentos mais complexos, se requer um ajuste com referência no espaço e no tempo, envolvendo, portanto,um ritmo ou uma pulsação. Trata-se especificamente das danças, mímicas e brincadeiras cantadas. Num país em que pulsam a capoeira, osamba, o bumba meu boi, o maracatu, o frevo, o afoxé, a catira, o xote, o xaxado, entre muitas outras manifestações. Esportes, Jogos e Ginástica fazem parte do imaginário de nossas crianças desde antes de entrarem para escola. Esse eixo tem apretensão de introduzir tais modalidades de uma forma lúdica a fim de permitir a vivência dos movimentos. Em fim, cada eixo pode ser trabalhado de forma a atender a realidade do/da estudante e da comunidade que ele esta inserido sem comisso comprometer o seu desenvolvimento global, individual e espontâneo.
  • 101. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 102 Avaliação A avaliação segundo Pillett (1990), é um processo contínuo que visa interpretar conhecimentos, habilidades e atitudes dos/dasestudantes, com vistas à mudança de comportamento, propostas e objetivos, prevendo a tomada de decisões sobre alternativas doplanejamento do/da professor/a e da escola. A avaliação deve estar comprometida realmente com o desenvolvimento do/da estudante. Paraisso, devem-se considerar os valores e a história de vida de cada estudante, em sua totalidade.
  • 102. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 103 EDUCAÇÃO FÍSICA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Psicomotricidade • Ampliar o repertório de habilidades motoras. • Dominância lateral • Desenvolver habilidades primordiais de locomoção e estabilidade, permitindo • Coordenação motora identificar os problemas mais comuns na aprendizagem. • Movimentos básicos (andar, correr, saltar, saltitar, lançar, chutar, rolar) • Esquema corporal (equilíbrio, percepção sensorial) • Compreender regras de convívio escolar, bem como limitações e respeito • Jogo simbólico Sociomotricidade mútuo. • Atividades com regras •Letramento e Diversidade Reconhecer erros e acertos, aprendendo a conviver com os mesmos. • Trabalho em grupo • Jogos cooperativo • Organização coletiva • Regras de convívio social e escolar • Respeito ao gênero • Conhecer o corpo, por meio de atividades recreativas, aprender a interpretar e • Jogos de imitação e representação • expressivas Atividades reconhecer ritmos. Variação rítmica rítmicas e • Expressividade corporal • Compreender a prática esportiva de forma recreativa. • Brinquedos cantados Esportes, jogos e • Jogos de imitação ginásticas • Cantigas de roda • Giros, cambalhotas, ponte.
  • 103. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 104 EDUCAÇÃO FÍSICA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Desenvolver habilidades primordiais de locomoção e estabilidade, permitindo • Dominância lateral identificar os problemas mais comuns na aprendizagem. • Coordenação motora • Compreender as noções de lateralidade, tempo e espaço. • Movimentos básicos (andar, correr, saltar, saltitar, • Psicomotricidade Perceber o corpo executando diferentes movimentos e posições, em situações de lançar, chutar, rolar) relaxamento e tensão. • Esquema corporal (equilíbrio, percepção sensorial) • Jogo simbólico • Jogos de intelectivos (Dominó, dama, xadrez) • Orientação espaço-temporal • Ritmo (espontâneo)Letramento e Diversidade • Desenvolver a percepção e o respeito às normas combinadas e estabelecidas nas • Atividades com regras atividades propostas. • Sociomotricidade Trabalho em grupo • Desenvolver autoconfiança ao participarem das atividades. • Jogos cooperativo • Compartilhar ideias, espaços e equipamentos com os colegas quando participa • Organização coletiva de atividades. • Regras de convívio social e escolar • Respeito ao gênero • Conhecer e executar diferentes habilidades motoras com brincadeiras cantadas • Jogos de imitação e representação cantigas de roda e etc. • Variação rítmica expressivas Atividades rítmicas e • Expressividade corporal • Compreender a prática esportiva de forma recreativa. • Brinquedos cantados Esportes, jogos • Jogos de imitação • e ginásticas Cantigas de roda • Introdução a ginástica artística (rolamento, estrelinha, ponte,etc.)
  • 104. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 105 EDUCAÇÃO FÍSICA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Gerenciar as atividades do corpo com autonomia. • Dominância lateral • Perceber o corpo como organismo integral que • Coordenação motora • Psicomotricidade interage o meio físico. Movimentos básicos (andar, correr, saltar, saltitar, lançar, chutar, rolar) • Ocupar-se e deslocar-se adequadamente, • Esquema corporal (equilíbrio, percepção sensorial) percebendo as limitações do espaço. • Jogo simbólico • Orientação espaço-temporal • Compreender as noções de lateralidade, tempo e • Ritmo (espontâneo) espaço. • Jogos intelectivos (Dominó, dama, xadrez) • Atividades com regras • Trabalho em grupoLetramento e Diversidade • Jogos cooperativo • Compreender regras, sua funcionalidade e • Organização coletiva implicações em jogos e brincadeiras. • Regras de convívio social e escolar Sociomo_ tricidade • Preocupar-se com a segurança física própria e • Respeito às diferenças de gênero alheia nos jogos e brincadeiras. • Tolerar as frustrações. • Vivenciar danças, canções e jogos infantis fazendo • Jogos de imitação e representação expressivas • Atividades o uso do corpo e da voz. Variação rítmica rítmicas e • Expressividade corporal • Danças (expressão livre) • Representação criativa • Perceber que a atividade física extrapola o • Brinquedos cantados Esportes, jogos e contexto escolar e esportivo e permeia o seu • Jogos de imitação cotidiano. • Cantigas de roda • ginásticas Ginástica artística • Ginástica circense (equilíbrio, malabarismo) • Brincadeiras de rua (amarelinha, elástico, mamãe da rua)
  • 105. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 106 EDUCAÇÃO FÍSICA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS (Educação e Reeducação • Construir representação mental dos posicionamentos e dos deslocamentos. • Dominância lateral • Coordenação motora • Movimentos básicos (andar, correr, saltar, saltitar, Psicomotricidade lançar, chutar, rolar) psicomotora) • Esquema corporal (equilíbrio, percepção sensorial) • Jogo simbólico • Orientação espaço-temporal • Ritmo (espontâneo) • Jogos intelectivos • Desenvolver espírito de equipe. • Atividades com regras Sociomotriciade • Adotar posturas não discriminatórias e não preconceituosas diante da pluralidade • Trabalho em grupoLetramento e Diversidade e manifestações corporais das diversas culturas. • Jogos cooperativo • Reconhecer a diferença de desempenho devido ao sexo, sem estereotipar • Organização coletiva movimentos e atividades. • Regras de convívio social e escolar • Respeito ao gênero • Analisar e fazer uso de diferentes linguagens corporais em seus devidos • Jogos de imitação e representação contextos e segundo a intencionalidade. • Variação rítmica expressivas • Atividades Expressividade corporal rítmicas e • Expressividade corporal em movimentos determinados culturalmente (maracatu, quadrilha caipira,etc.) • Danças • Desenvolver a capacidade de criar jogos e brincadeiras. • Brinquedos cantados • Perceber a importância da prática da atividade física para o seu desenvolvimento • Cantigas de roda global. • Ginástica circense (equilíbrio, malabarismo) Esportes, jogos e • Brincadeiras de rua (amarelinha, elástico, mamãe da rua) • ginásticas Ginástica artística (giro, equilíbrio, salto, rolamento, etc.) • Jogos esportivos com regras adaptadas
  • 106. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 107 EDUCAÇÃO FÍSICA - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Observar, perceber, compreender, experimentar ações corporais como • Dominância lateral (direita e esquerda) Psicomotricidade elemento básico do movimento expressivo. • Coordenação motora (grossa e fina) psicomotora) (Educação e • Perceber o próprio corpo, buscando posturas e movimentos não prejudiciais, • Movimentos básicos (andar, correr, saltar, saltitar, lançar, Reeducação na situação do cotidiano. chutar, rolar) • Esquema corporal (equilíbrio, percepção sensorial) • Jogo simbólico • Orientação espaço-temporal • Adotar posturas não discriminatórias e não preconceituosas diante da • Ritmo (espontâneo) pluralidade e manifestações corporais das diversas culturas. • Jogos intelectivos (com regras) Sociomotricidade • Atividades com regrasLetramento e Diversidade • Trabalho em grupo • Jogos cooperativos • Organização coletiva • Regras de convívio social e escolar • Respeito às diferenças de gênero • Perceber a qualidade dos movimentos nas atividades rítmicas e expressivas, • Jogos de imitação e representação quanto ao ritmo, à velocidade, à intensidade e à fluidez. • Variação rítmica expressivas Atividades • • rítmicas e Desenvolver noções de simultaneidade, de sequência e de alternância. Expressividade corporal • Expressividade corporal em movimentos determinados culturalmente (maracatu, quadrilha caipira,etc.) • Danças • Participar de jogos coletivos como: handebol, futebol, voleibol, basquetebol. • Brinquedos cantados • Adequar a sua participação ao contexto da atividade dependendo do caráter • Jogos de imitação Esportes, jogos e recreativo, cooperativo ou competitivo. • Cantigas de roda • Ginástica circense (equilíbrio, malabarismo) ginásticas • Brincadeiras de rua (amarelinha, elástico, mamãe da rua) • Ginástica artística (giro, equilíbrio, salto, rolamento, etc.) • Jogos esportivos com regras adaptadas • Iniciação aos jogos esportivos (handebol, voleibol, capoeira,etc.)
  • 107. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1085.2 MATEMÁTICAO Ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Como deve ser o processo de ensino e aprendizagem da matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal? Esta resposta será dada num segundo momento e, talvez, mais importante: quando essa proposta ganhar vida e cor em cada uma das instituições educacionais da SEDF, no instante que impactar a forma como as crianças vêm aprendendo e ensinando o/a professor/a como ser um desbravador de horizontes do conhecimento. O/A educador/a matemático traz em sua prática um profundo respeito e valorização à diversidade, às formas e os processos diferenciados de a criança pensar o mundo e sua relação com ele e como a Matemática pode ser um instrumento rico para professor/a e estudante se encontrarem numa relação pedagógica mais solidária e justa. Nesse aspecto é importante tratar o conhecimento Matemático numa perspectiva do Letramento. De acordo com Soares (1998), “Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto em que a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do/da aluno” (SOARES, 1998, p.190). O letramento matemático é sem dúvida um tema que merece ser destacado no ensino da matemática, pois, por meio da leitura e da escrita nos comunicamos num processo histórico e universal, ou seja, precisamos trabalhar o letramento matemático para dar sentido e função social do que esse conhecimento representa para a criança e como ele dialoga com as necessidades do dia a dia. Entendemos que é preciso mais que saber o algoritmo formal das operações básicas é preciso que a criança possa utilizar socialmente os conhecimentos matemáticos, como por exemplo, conseguir conferir um troco na padaria. Assim, o conhecimento matemático precisa ter uma utilidade e um contexto aplicável que pode ser recriado e/ou abordado em sala de aula, em pesquisas de campo ou ainda nos relatos de experiências da vida da criança em que a Matemática esteja presente. Tal utilidade social deve ser a âncora da construção de significados particulares e sociais do fazer matemático. Dessa forma não se pode limitar o ensino-
  • 108. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 109aprendizagem da matemática escolar somente a fatos isolados, mas utilizar a Matemática para compreender dados e informações sobrequestões que afligem a comunidade escolar ou o bairro onde o/a estudante está inserido e, por que não, ampliar o foco para compreenderoutras questões mais amplas como o aquecimento global ou o alto índice de queimadas, e como isso interfere na nossa qualidade de vida. O acesso a esses dados constitui também um importante desafio para o contato com diferentes tecnologias e mídias que abrangem,desde os livros didáticos e revistas especializadas até pesquisas na Internet, canais de TV a cabo e uma infinidade de meios de comunicaçãoque a criança tem acesso ou que esse acesso pode ser ampliado por meio das socializações que ocorrem na escola. Partindo da realidade, acriança pode ser estimulada a realizar pequenas pesquisas e levantamentos a respeito de sua rua e começar a pensar em números de outraforma: números que se relacionam com nosso cotidiano, que traduzem nossa realidade, ajudando-nos a compreendê-la para tomar asmelhores decisões. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), outro aspecto a ter grande destaque no ensino da Matemática é aresolução de problemas, que além de se constituir no grande objetivo do fazer matemático na escola e fora dela (a Matemática como formade instrumentalização para a resolução de problema nos contextos de letramento), traduz-se também como um poderoso método de ensino-aprendizagem, que vai além das listas de exercícios e traz o desafio de incitar o/a estudante a pensar sobre um desafio e, assim, o pensamentomatemático desponta, do mesmo modo como surgiu para a humanidade: para atender a uma necessidade. É atendendo a uma necessidade criada intencionalmente pelo/pela professor/a que a resolução de problemas é vista como umprocesso de construção de conhecimento matemático: o desafio não é somente chegar à resposta certa, mas investigar como chegamos, quaisos caminhos que cada criança seguiu, colocando-a em contato com a diversidade de saberes e pluralidade de possibilidades para encontraruma resposta, ou várias respostas, constituindo uma verdadeira rede de construção do conhecimento.
  • 109. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 110 O/A professor/a assume, então, esse papel de provocador incansável, que vê a Matemática em cada passo da criança, seja no acertoou no erro. Propõe, discute, questiona, socializa, instiga à criança a elaborar e verbalizar o quanto de matemática ela faz e vive no seu dia adia e o quanto essa experiência pode favorecer a formação matemática da criança. Dentro deste contexto é necessário proporcionar o desenvolvimento dos 7 processos mentais (Constance Kamii,1992) são eles:correspondência,comparação, classificação, sequenciação, seriação, inclusão e conservação. 1- CORRESPONDÊNCIA: é o ato de estabelecer a relação. 2- COMPARAÇÃO: é o ato de reconhecer diferenças ou semelhanças. 3- CLASSIFICAÇÃO: é o ato de separar em categorias, de acordo com semelhanças ou diferenças; para tanto, escolhe-se uma qualidade que servirá para estabelecer a classificação. 4- SEQUENCIAÇÃO: é o ato de fazer suceder a cada elemento um outro, sem considerar a ordem entre eles; portanto, é ordenação sem critério preexistente. 5- SERIAÇÃO: é o ato de ordenar uma sequência segundo um critério. 6- INCLUSÃO: é o ato de fazer abranger um conjunto por outro, ou seja, considerar que um conjunto de coisas distintas pode ter uma qualidade que as inclua num conjunto maior. 7- CONSERVAÇÃO: é o ato de perceber que a quantidade não depende da arrumação, da forma ou da posição. Como propor uma situação didática que atenda a esses princípios? Vamos partir de um exemplo. Se antes ao ensinar operações,tínhamos algumas práticas em que a primeira ação era mostrar ao/à estudante o algoritmo (o conjunto de técnicas operatórias) como a“solução” única e validada socialmente, a ser tão somente assimilada e reproduzida pelo estudante, agora vamos fazer outro caminho:problematizar sempre!
  • 110. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 111 Mas que problema propor? De onde partir? Acreditamos que uma boa proposta é partir do que o/a estudante já sabe, seusconhecimentos prévios, suas próprias experiências e situações do cotidiano. Ao citarmos conhecimentos prévios devemos nos lembrar queesse elemento não significa necessariamente ser mais simples, incompleto ou elementar. Muitas vezes, os conhecimentos prévios presentesnos repertórios cognitivos dos/das estudantes são tão ricos ou mais complexos do que aqueles prescritos nos currículos. Uma criança poderesolver uma situação-problema com estratégias interessantíssimas sem saber explicitamente como se estrutura o Sistema de NumeraçãoDecimal nem como são as regras de desagrupamento entre as ordens. No 1º Ano, por exemplo, as crianças muitas vezes já conhecem os numerais e já têm alguma experiência em contagem ou outrassituações em que a Matemática está presente como nos jogos, coleção de moedas, cofrinhos e compras. A criança pode ser chamadainicialmente a resolver problemas ou a participar de um jogo com diferentes ideias de adição e subtração com situações presentes no seucontexto. Esse/Essa professor/a, que inova e reinventa a cada dia uma nova educação, incentiva a busca de soluções utilizando váriosrecursos de contagens ou novas mídias, tecnológicas ou não, estimulando para que a criança registre, a seu modo, como fez. A representaçãopode ser feita com desenhos, com esquemas ou com materiais. Ao buscar essa solução, ela se depara com as operações que são necessárias eesse é o nosso centro de interesse e pode ser a mola propulsora para construir e descobrir novas maneiras de resolver problemas: novasoperações, novas formas de registro, novas aventuras pedagógicas. Esse registro numérico ou não numérico já é uma ótima oportunidade para criar uma situação em que a criança, mesmo sem estaralfabetizada, já vivencie uma prática de escrita. Depois de socializar suas descobertas, discutir com a turma e com o/a professor/a diferentesformas encontradas, surge a oportunidade de formalizar os procedimentos dentro do grupo, gerando algoritmos válidos (mesmo quandodiferentes de algoritmos ortodoxos) desvelando-o, construindo de forma significativa com toda a turma. Depois, é o momento de realizaratividades de aprofundamento que não devem ficar somente na repetição da lição aprendida, mas propondo novos desafios, ou seja, de novassituações/contextos que permitam as transposições de tais procedimentos.
  • 111. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 112 Desse modo, a ideia é trazer a Matemática com uma proposta lúdica e com material concreto de suporte para que os conceitos, ideiase procedimentos sejam construídos a partir de uma vivência ou atividade prática. E a exigência quanto ao grau de formalidade e rigorcientífico segue também uma gradação de acordo com a maturidade da criança. Quanto ao desenvolvimento curricular sugerimos ainda uma abordagem espiral do conteúdo numa perspectiva interdisciplinar. Naprática, o que isso significa? O conteúdo e as habilidades estão divididos seguindo a orientação dos PCN e, para fins didáticos,trabalharemos os blocos: Números e Operações, Grandezas e Medidas, Espaço e Forma e Tratamento da Informação. Sabemos que otempo pedagógico que o/a professor/a tem com o/a estudante é, muitas vezes, insuficiente para trabalhar todas as habilidades previstas paracada componente curricular. Diante disso, essas duas estratégias podem facilitar o gerenciamento do processo educacional otimizando otempo e potencializando as aprendizagens promovendo situações significativas para que o/a estudante possa construir conceitos. A construção de conceitos não será objeto de ensino/transmissão, mas fruto de experiências que favoreçam seu desenvolvimento. Issoposto, os conceitos matemáticos são remobilizados, em permanente movimento de reapropriação, ampliação, ressignificação ecomplexidade, permitindo ao sujeito dar conta de resolver novas classes de situações-problema. É assim que certo conteúdo matemáticopode estar articulado a diferentes conteúdos nos diversos momentos. (MUNIZ, 2003). A listagem de habilidades e conteúdos propostos neste currículo pode ser vista como um conjunto de ações pedagógicas, facilmentevisualizado como um todo complexo e inter-relacionado, assim como está presente no contexto de vida, mas simples na sua natureza.Somamos a essa idéia o conceito de currículo em espiral que vai e volta, em que os conteúdos são constantemente revisitados e relacionadoscom outros conteúdos do próprio componente curricular e também de forma interdisciplinar, em que outras matérias vão dialogar econtextualizar problemas e situações. A Matemática também pode auxiliar a criança a entender e questionar o quanto a nossa sociedade respeita o diferente, o quanto anossa sociedade o aceita, o reconhece e é inclusiva de fato. A nossa educação é para Todos? A Matemática que ensinamos é para Todos?
  • 112. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 113Qual é o nosso papel? Como oferecer educação de qualidade para que todos tenham sucesso e como a Matemática pode se tornar um fator deinclusão escolar? Como respondemos a essas questões junto aos/às nossos/as estudantes? Além dessas questões e complementando-as, podemos resgatar os quatro pilares propostos no relatório da Organização das NaçõesUnidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para uma educação de qualidade no século XXI: Aprender a Ser, Aprender aConviver, Aprender a Fazer e Aprender a Conhecer. O desafio é humanizar a Matemática e relacioná-la com o mundo para que a criança,além de desenvolver os aspectos cognitivos (aprender a conhecer), também desenvolva outros aspectos atitudinais importantes para quepossa crescer como pessoa, aprendendo a ser, para conviver melhor com as pessoas (aprender a conviver) e a realizar ações (aprender afazer) de forma cidadã e competente. Com o apoio de um/uma professor/a comprometido com a educação matemática que busque prezar por esses valores, podemoscontribuir mais para a formação de um cidadão crítico, capacitado e que sonha com uma sociedade mais justa.Seleção e organização dos conteúdos por blocos O currículo de Matemática apresentado foi estruturado a partir da organização de objetivos relativos a blocos de conteúdo: Números eOperações, Grandezas e Medidas, Espaço e Forma e Tratamento da Informação. Essa classificação está de acordo com os ParâmetrosCurriculares Nacionais (PCN) e orienta o planejamento das propostas do/da professor/a, permitindo que conceitos de diferentes blocos serelacionem na mesma série e ao longo de todo o segmento.
  • 113. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 114Números e Operações Com o Bloco dos Números e Operações pretendemos promover situações em que os/as estudantes possam construir os conceitosnuméricos, suas propriedades, relações e o modo como se configuram historicamente num processo dialético. Nesse processo, o/a estudanteprecisa compreender o Sistema de Numeração Decimal, ampliando-o, sistematizando-o até chegar à classe dos milhões. Nesse sentido, o/a estudante precisa vivenciar situações variadas de contagem, de agrupamentos para compreenderem que há umaorganização na composição dos números. Assim, as ideias de unidades, dezenas, centenas e milhares deverão ser trabalhadas de formacontextualizada e sempre partindo do conhecimento prévio dos/das estudantes. Precisa, ainda, perceber a existência de diversas categoriasnuméricas criadas em função de diferentes problemas que a humanidade teve que superar – números naturais e números fracionários edecimais. Quanto às operações, o trabalho a ser desenvolvido passará pela compreensão dos diferentes significados da adição, subtração,multiplicação e divisão, nas relações existentes entre elas e na apropriação dos diferentes tipos de cálculo: exato e aproximado, mental eescrito.Espaço e Forma As tendências no Ensino da Matemática valorizam o trabalho com Geometria. Por meio dela percebe-se nos/nas estudantes umdesenvolvimento do senso de organização e de orientação espacial, permitindo a leitura, compreensão, descrição e representação deinformações visuais do mundo em que vivem. Além disso, o trabalho com as noções geométricas estimula o/a estudante a observar,perceber semelhanças e diferenças e a identificar regularidades contribuindo para a aprendizagem de números e medidas. Permite, ainda,estabelecer conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento, inserindo a exploração dos objetos do mundo físico, de obras dearte, pinturas, desenhos, esculturas e artesanato.
  • 114. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 115Grandezas e Medidas Medir é comparar grandezas de mesma ordem. Os/As estudantes dos anos iniciais podem compreender e perceber melhor como seprocessa uma dada medição quando necessitam escolher certa “unidade” de medida. Relações usuais, metro, centímetro, grama, quilogramadevem ser exploradas, sem, no entanto, exagerar no trabalho com conversões. O trabalho com medidas evidencia as relações práticas eutilitárias, estando presente na vida de nossos/nossas estudantes com forte relevância social. O trabalho com grandezas e medidasproporciona melhor compreensão de conceitos relativos ao espaço e às formas. São contextos muito ricos para explorar os significados dosnúmeros e das operações, da ideia de proporcionalidade e escala, e um campo fértil para uma abordagem histórica, em especial, a culturaafro-brasileira e indígena.Bloco de Tratamento da Informação Um dos objetivos do Ensino da Matemática é de contribuir para a formação dos cidadãos, participativos, que colaboram com aconstrução da sociedade. Daí a importância do trabalho com estatística, probabilidade e combinatória. O trabalho com a estatística tem comoobjetivo construir procedimentos para coletar, organizar, comunicar e interpretar dados, utilizando tabelas, gráficos e representações queaparecem frequentemente em seu cotidiano. Promover atividades com conceitos de probabilidade em que a principal finalidade é a de que o/a estudante perceba que grande partedos acontecimentos é de natureza aleatória e é possível identificar prováveis resultados desses acontecimentos. Podemos, portanto, trabalharos conceitos: evento certo, impossível, provável, mais provável e menos provável. Na 4ª série/ 5º ano já é possível se trabalhar noções deprobabilidade envolvendo as ideias de fração, porcentagem e números decimais. Em relação à combinatória, a recomendação é se trabalharsituações-problema envolvendo combinações, arranjos e permutações.
  • 115. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 116 MATEMÁTICA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer o uso social dos algarismos e números em Estruturas lógico-matemáticas: diversos contextos. • Comparação, seriação, inclusão e conservação de quantidades. • Utilizar critérios de classificação, seriação, ordenação, • Quantificações discretas: correspondência biunívoca, sequência oral numérica, inclusão e conservação de quantidades.Letramento e Diversidade zoneamento (os elementos contados e a contar) e nomeação da coleção por uma • Números e Operações Contar e registrar quantidades discretas e contínuas. quantidade de objetos ou por figuras tomando como referência o último elemento • Interpretar e produzir escritas numéricas, levantando cantado ou contado. hipóteses, com base na observação de regularidades, • Registros pictóricos, orais e/ou escritos das experiências matemáticas vivenciadas. utilizando-se da linguagem oral, de registros não– • Representação do algarismo e quantidades correspondentes menores que 10. convencionais e da linguagem matemática. • Relato oral e/ou escrito dos jogos e brincadeiras. • Agrupamentos e desagrupamentos. • Agrupamento de dez elementos. • Subtração (ações de retirar e comparar) e adição (ações de juntar) em situações cotidianas. • Situações-problema envolvendo a adição (ações de juntar) e subtração (ações de retirar). • Situações de partilha com registro pictórico. • Sistema Monetário Brasileiro (reconhecimento de cédulas e moedas). • Valorização das mãos como ferramenta de realização de contagem e de cálculo.
  • 116. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 117 MATEMÁTICA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer as várias formas de medir comprimentos • Grandezas e Medidas Noções de tempo (antes, durante e depois; dia, semana, mês e ano; manhã, tarde e noite). em situações cotidianas. • Noções de intervalos de tempo e uso deste tempo para realizar atividades diversas. • Perceber que o tempo é mensurável • Medida de tempo: hora inteira, meia hora. • Reconhecimento de unidades de medidas convencionais: metro, litro e quilograma. • Utilização de medidas não convencionais: o Utilização das partes do corpo como unidade de medida. o Reconhecimento de instrumentos mais usuais de medidas e seus significados nos contextos sociais.Letramento e Diversidade o Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medidas não convencionais e convencionais. • Identificar conceitos geométricos no contexto • Representação de caminhos: cotidiano. o Deslocamento nos espaços próximos ou em trajetórias familiares; • Perceber o próprio corpo, sua forma, suas dimensões o Relato de orientação e deslocamento no espaço; e sua relação com o espaço físico. o Representação de deslocamento por meio de desenhos. • Utilizar informações e aplicar estratégias relativas à • Noção de lateralidade, posicionamentos e comparações: quantidade, às noções espaciais e às medidas para o Acima de/abaixo de, em cima de/em baixo de, à direita de/à esquerda de, em frente Espaço e Forma compreensão da realidade. de/atrás de, no meio de, diante de, em torno de (ao redor de), dentro/fora, antes • Localizar-se e orientar-se no espaço próximo, de/depois de, ao lado de, entre, horizontal/vertical, menor que/maior que, igual a/ descrevendo oralmente e de forma pictórica inferior a/ superior a. localizações próximas e pequenos deslocamentos. • Sentidos: o Para baixo/para cima, por baixo/por cima, para dentro/para fora, para trás/para frente, por detrás/ pela frente, através de, para a direita/para a esquerda, horizontal/vertical. • Semelhanças e diferenças entre as formas geométricas espaciais e planas. • Formas geométricas espaciais e planas nos mais diferentes contextos: o Representação e localização de objetos e pessoas; o Representação e identificação de espaços e trajetos; o Percepção das formas geométricas nos objetos.
  • 117. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 118 MATEMÁTICA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Tratamento de InformaçãoLetramento e Diversidade • Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas • Registro de forma variada da coleta de informações em situações de pesquisa, jogos e para resolução de problemas partindo de diferentes brincadeiras. contextos. • Organização dos registros das informações: • Compreender a funcionalidade dos registros nos jogos • Tabelas simples; e brincadeiras. • Gráficos de coluna (pictórico); • Reconhecer o significado e usar socialmente símbolos e • Construção de tabelas; signos presentes nos mais diferentes contextos • Formas de registros de dados quantitativos em situações de atividades lúdicas ou sociais socioculturais. (como de comércio) tendo a linguagem matemática como forma de controle e registro dessas atividades; • Leitura, interpretação e análise de tabelas simples; • Decodificação de sinalizações, placas e códigos mais significativos do contexto sociocultural.
  • 118. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 119 MATEMÁTICA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Utilizar situações de comparação, ordenação e Estruturas lógico-matemáticas: composição de quantidades, efetuando registros dessas ações, utilizando a linguagem oral, escrita e corporal • Comparação, seriação, inclusão e conservação de quantidades discretas e contínuas. para construir a linguagem matemática. • Quantificações discretas: correspondência biunívoca, sequência oral numérica, • Quantificar, comparar e registrar quantidades discretas e zoneamento (os elementos contados e a contar) e nomeação da coleção por uma contínuas. quantidade de objetos ou por figuras tomando como referência o último elemento cantado ou contado.Letramento e Diversidade • Resolver situações-problema e construir, a partir delas, ○ Registro, comparação e ordenação de pontos após jogos e brincadeiras. Números e Operações os significados das operações fundamentais, buscando ○ Elaboração de regras para os jogos propostos em sala de aula. reconhecer que uma mesma operação está relacionada a problemas diferentes e um mesmo problema podem ser • Sistema de Numeração Decimal: resolvidos pelo uso de diferentes procedimentos. ○ Registro, leitura e escrita numérica de quantidades até 100. ○ Agrupamentos e desagrupamentos até 100; ○ Valor posicional dos números; ○ Sinais convencionais para registrar adição e subtração; ○ Situações-problema significativos envolvendo a noção de: juntar, acrescentar, retirar, comparar, partilhar, agrupar e medir; ○ Sistema Monetário Brasileiro (reconhecimento e utilização de cédulas e moeda); ○ Cálculo mental em situações de atividade matemática oral; ○ Relações entre os números: maior que, menor que, estar entre; ○ Regras usadas em seriação e conservação de quantidades. (Exemplo: acréscimos a quantidades já nomeadas (contadas), dobro e metade de quantidades já nomeadas); ○ Conceitos diversos tais como: contagem por agrupamento associando a preposição “de” à noção multiplicativa (Exemplo: 2 grupos de 3 = 2 vezes 3); ○ Valorização das mãos como ferramenta na realização de contagem e cálculos; ○ Situações de partilha com registro pictórico.
  • 119. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 120 MATEMÁTICA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Compreender a existência de medidas convencionais e não convencionais. • Noções de tempo (antes, durante e depois; dia, semana, mês e ano; • Perceber que o tempo é mensurável e entender as transformações do tempo manhã, tarde e noite). cronológico em situações do cotidiano. • Medida de tempo: hora inteira, meia hora. • Reconhecer por meio de problematizações a representação do dinheiro como • Leitura do relógio digital. valor dos objetos e bens de consumo, do trabalho, entre outros. • Tempo escolar: bimestre, semestre, rotina escolar. • •Letramento e Diversidade Compreender as formas básicas de utilização dos principais instrumentos de Tempo familiar: o dia a dia familiar, árvore genealógica. Grandezas e Medidas medidas, compreendendo os significados dos registros neles contidos, em • Utilização de medidas não padronizadas: especial: régua, fita métrica, balança e relógio digital. ○ Utilização do corpo como unidade de medida de comprimento. ○ Reconhecimento de instrumentos de medidas e seus significados nos contextos sociais. • Utilização de medidas padronizadas: metro, centímetro, litro e quilograma. • Sistema Monetário Brasileiro: ○ Significado de “troco” em situações cotidianas; ○ Composição aditivas de valores (valores maiores como resultado da soma de valores menores); ○ Composição de 1 real como uma centena de centavos. (R$1,00 = R$0,01; 1 real = 100 centavos). • Estimativa de resultados de medidas. • Comparação de grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medidas não convencionais e convencionais.
  • 120. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 121 MATEMÁTICA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para resolução de • Registro de forma variada da coleta de informações em situações Tratamento da InformaçãoLetramento e Diversidade problemas partindo de diferentes contextos. de pesquisa, jogos e brincadeiras. • Compreender a funcionalidade dos registros nos jogos e brincadeiras e • Organização dos registros das informações: contextos sociais mais amplos. • Reconhecer o significado e usar socialmente símbolos e signos presentes nos ○ Tabelas simples; mais diferentes contextos socioculturais. ○ Gráficos de coluna (pictórico); ○ Construção de tabelas; ○ Formas de registros de dados quantitativos em situações de atividades lúdicas ou sociais (como de comércio) tendo a linguagem matemática como forma de controle e registro dessas atividades; ○ Leitura, interpretação e análise de tabelas simples; ○ Decodificação de sinalizações, placas e códigos mais significativos do contexto sociocultural.
  • 121. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 122 MATEMÁTICA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Compreender o número a partir de situações Sistema de Numeração Decimal: cotidianas e sua forma de representação • Agrupamento em base 10 e sua relação com o Sistema de Numeração Decimal: ordens, classes e convencional, relacionando-o à quantidade valor posicional, construindo terminologias a partir da compreensão do significado dos mesmos. que representa sendo capaz de utilizá-lo em • Relação entre os números e as quantidades que representam: comparação, ordenação em diferentes contextos e situações-problema de forma autônoma. crescente e decrescente, maior que, igual a, menor que, antecessor e sucessor. • Representar de forma escrita com e sem • Relação de ordem dos números naturais e seu posicionamento na reta numerada (régua, símbolos matemáticos a criação, interpre- velocímetro, trena etc.). tação e resolução de problemas envolvendo • Composição e decomposição de números por parcelas, fatores, ordens e classes. várias operações, contextos e dados. • Números ordinais: função, leitura e representação.Letramento e Diversidade • Representação escrita por extenso e por algarismos dos numerais até 999. Números e Operações • Formulação, interpretação e resolução de situações-problema envolvendo as noções de: juntar, acrescentar, retirar, comparar, partilhar, medir e agrupar. • Sistematização da multiplicação como ferramenta de cálculo mental e escrito, construindo e utilizando as tabuadas e relacionando-as com diferentes contextos: “x 1”; “x 10”, “x 100”, e sua relação com o sistema de numeração decimal; “x 5” e sua relação com o relógio analógico; “x 2” e sua relação com o par e o dobro; “x 4” e sua relação com o dobro do dobro; “x 3” e sua relação com o triplo; “x 6” e sua relação com o dobro do triplo. • Organização dos fatos fundamentais das operações estudadas em tabelas valorizando a forma de organização de cada criança relacionando com o modelo da tabuada padronizada e o seu significado, praticidade e utilização; • Sistematização e reconhecimento da divisão como subtração sucessiva construindo o algoritmo por meio de registros não convencionais e convencionais. • Cálculo mental aproximado e exato em situações de atividade matemática oral e escrita. • Utilização dos sinais (+, - , x , :) na escrita das operações; • Realização e significação de operações de adição, subtração, multiplicação e divisão simples e sua compreensão em situações cotidianas e situações-problema verbalizados ou escritos. • Construção e resolução de problemas explorando a diversidade de procedimentos e registro. • Reconhecimento da diversidade conceitual de cada operação associando cada conceito a certa classe de procedimentos e registros. • Sistema Monetário Brasileiro (reconhecimento e utilização de cédulas e moeda).
  • 122. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 123 MATEMÁTICA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • •Letramento e Diversidade Situar acontecimentos no tempo, tendo como referência de Medidas de tempo: segundos, minutos, horas, dia, semana, mês, bimestre, Grandezas e Medidas anterioridade, posterioridade e simultaneidade. semestre, ano. • Compreender a ação de comprar e vender em situações cotidianas. • Leitura e representação de datas e horas em relógio analógico e digital. • Utilizar as medidas convencionais de tempo, massa, capacidade e • Medidas de massa (Quilograma, meio quilograma, grama, tonelada, uso de valores em situações cotidianas e simuladas em problemas balanças). contextualizados de forma autônoma. • Medidas de comprimento (metro, meio metro e centímetro). • Reconhecer a diversidade cultural dos procedimentos e sistemas de • Medidas de capacidades (litro, meio litro e mililitro). medidas do espaço, tempo, massa e capacidade (em especial as • Sistema Monetário Brasileiro: influências afro-indígenas nas culturas de medidas atuais). o Troca entre valores, cédulas e moedas; o Leitura e escrita por extenso; o Cálculos com os valores envolvendo as quatro operações; o Elaboração de problemas significativos em contextos reais e/ou simulação de situações de compra e venda.
  • 123. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 124 MATEMÁTICA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Espaço e Forma • Perceber o corpo como referencial de localização no espaço. • Identificação de formas geométricas planas e espaciais. • Localizar objetos no espaço, percebendo suas formas e figuras • Caracterização quanto ao número de lados e vértices. vistas dos mais diversos ângulos. • Composição e análises de figuras em malhas quadriculadas e sua relação com • Reconhecer, identificar, analisar, comparar, construir e visualizar a medida de perímetro. as formas geométricas bidimensionais e tridimensionais por meio • Reconhecimento e estudo dos elementos das figuras espaciais: cilindros, de desenhos, figuras ou por observação na natureza e no cones, pirâmides, paralelepípedos, cubos. ambiente. • Caracterização dos elementos das figuras espaciais: superfícies, bases, construções, número de faces, vértices e arestas. •Letramento e Diversidade Formulação, interpretação e resolução de problemas envolvendo relações entre as formas geométricas e espaciais e seus elementos. • Representação da localização e deslocamentos por meio de mapas, desenhos e plantas (para o reconhecimento do espaço e localização nele). • Ler e interpretar informações contidas em imagens, bem como em • Pesquisa de campo (questionários, levantamentos, medições, observações). situações-problema. • Pesquisa e interpretação de dados, gráficos e tabelas nos meios de • Produzir textos escritos a partir de gráficos e tabelas. comunicação: mídia impressa (panfletos, jornais, revistas, livros etc.) e outras Tratamento da Informação • Coletar, organizar, representar, interpretar e analisar dados em mídias (computador, televisão, DVD, rádio, internet etc.). tabelas e gráficos de forma contextualizada para a compreensão • Seleção e organização de dados em tabelas simples e gráficos de barras ou da realidade. colunas. • Reconhecer e fazer uso cotidiano de símbolos e signos. • Formulação, interpretação e resolução de situações problemas envolvendo análise crítica dos dados de gráficos e tabelas. • Sistematização de dados expressos num problema ou pesquisa em gráficos ou tabelas. • Expressão oral e escrita, convencional ou não, das aprendizagens e situações matemáticas vivenciadas pela criança. • Registros de eventos na reta da linha do tempo. • Noções de combinação associada à multiplicação e tabela. • Situações-problema simples envolvendo ideias de possibilidade e probabilidade. • Utilização de símbolos e signos para comunicar mensagem de ordem quantitativa e/ou qualitativa.
  • 124. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 125 MATEMÁTICA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Ler e interpretar números • Representação de grandes quantidades: envolvendo as ordens da classe ○ forma polinomial (Exemplo: 100 + 20 + 3 = 123 = 1 de 100 + 2 de 10 + 3 de 1; de milhar em situações ○ forma de produto de fatores (Exemplo: 12 = 6 x 2 = 3x 2 x 2). significativas em contextos de • Reconhecimento, operações e compreensão de valores monetários: preços, trocos e orçamentos. outras áreas do conhecimento • Equivalência de números decimais: representação de diferentes formas reconhecendo o procedimento da complementação das tais como: Geografia, Ciências, casas decimais (Exemplo: 1,5 = 1,50). Economia, Informática e • Associação da representação de um número decimal a uma fração, em especial: ½ = 0,5; ¼ = 0,25; ¾ = 0,75; 1/10 = 0,1; 1/100 = Esporte de grande significado 0,01. sociocultural para o estudante. • Número fracionário a partir de diferentes inteiros e representações metade de (½): Km, ℓ , pizza, ano, metro, dólar etc. •Letramento e Diversidade Reconhecer a função da vírgula • Situações significativas envolvendo fração de quantidade. Números e Operações na escrita e leitura de números • Situações-problema envolvendo todas as ideias de adição e subtração com ênfase no agrupamento e desagrupamento de unidades. decimais em situações • Ampliação dos procedimentos operatórios de adição e subtração dos naturais para contextos envolvendo os números decimais. envolvendo valores monetários • Situações com operações envolvendo cédulas e moedas em especial em orçamentos, cálculos de troco e prestações. por meio de preços, trocos, • Conceitos da multiplicação em situações significativas: como adição de parcelas iguais, favorecendo a sistematização do orçamentos, medidas, algoritmo e combinação associada à tabela de dupla entrada como em superfície (Exemplo: formar retângulo 3 x 4) distâncias, pesos e capacidades. ○ Conceitos da divisão em situações significativas de: • Reconhecer o Sistema de • Partilha - explorando material concreto e consequente registro; Numeração Decimal e suas propriedades realizando • Medida - a partir da ideia de “quanto um cabe no outro” e a ideia da divisão como subtrações sucessivas. operações por meio de solução • Desenvolvimento de procedimentos de multiplicação com 2 algarismos (dígitos) no multiplicador. de problemas. • Sistematização do procedimento de divisão utilizando a decomposição dos números em ordens e classes para posterior • Compreender a representação compreensão do algoritmo formal. do número fracionário em • Equivalência de frações envolvendo frações do mesmo denominador ou frações de mesmo numerador. situações significativas e • Posição de frações próprias e impróprias na reta numerada podendo utilizar diferentes instrumentos de medida como a trena e a concretas. régua centimetrada. • Utilizar a estimativa para • Criação, interpretação, organização dos dados e resolução de situações-problema envolvendo as 4 operações (adição, subtração, avaliar a adequação de um multiplicação e divisão), valorizando a troca entre os diversos procedimentos possíveis, diferentes combinações e ideias: juntar, resultado e uso da calculadora acrescentar, retirar, comparar, partilhar, medir, agrupar. para o desenvolvimento de • Resolução de problemas envolvendo a multiplicação com as ideias de soma de parcelar repetidas e de combinação. estratégia e controle. • A partir da compreensão das 4 operações e de seus significados, compreender a tabuada como forma de organização de fatos fundamentais. • Calculo mental, estimativa e uso de calculadora. • Atividades lúdicas envolvendo os conceitos e operações matemáticas estudados.
  • 125. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 126 MATEMÁTICA - 4º ANO Habilidade Conteúdo • Realizar leitura de medida em instrumentos • Utilização dos principais instrumentos de medidas presentes no contexto sociocultural: régua convencionais e não convencionais do Sistema de (para medir pequenos objetos e distâncias); trena (para medir grandes distâncias); metro (para Medidas que expressam o resultado por número medir objetos); fita métrica (para medir o corpo); balança (explorando os diferentes tipos); decimal e/ou frações. recipientes graduados (para comparar quantidades de líquido); termômetros, velocímetros, • Construir e utilizar instrumentos não convencionais e relógios e cronômetros em diversos contextos culturais, incluindo referências da cultura afro- convencionais do Sistema de Medidas. indígena. • Elaborar, interpretar e resolver textos e problemas que • Leitura de horas e minutos no relógio analógico. envolvam Sistema de Medidas e o Sistema MonetárioLetramento e Diversidade • Representação de horários em intervalos de tempo relacionando hora e minuto (Exemplo: 150 Grandezas e Medidas Brasileiro. min.= 2h e 30 min.) • Leitura e interpretação de textos que constam de informações que envolvam medidas. • Representação por meio da escrita numérica: horários e intervalos. • Situações-problema envolvendo intervalos e duração de tempo. • Situações que exijam transformações entre as principais unidades de tempo: Dia/mês; Dia/semana; Mês/ano; Horas/dias. • Calculo de perímetro de triângulos e quadriláteros. • Situações problemas envolvendo contextos significativos para realização de operações com medidas, distâncias, pesos e capacidades. • Situações-problema envolvendo frações e sua relação com as principais unidades de medidas (Exemplo: ½ Metro = 50 centímetro; ¼ litro = 250 mililitro. • Sistema Monetário Brasileiro: compra, venda e orçamento. • Reconhecimento de cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis troca entre cédulas e moedas em função de seus valores. • Sistema Monetário Brasileiro – lucro e prejuízo. – utilização em situações-problema. • Introdução ao conceito de ângulo, bem como as formas e unidades de medição, em especial, o grau. • Identificação de ângulos maiores e menores que o ângulo reto.
  • 126. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 127 MATEMÁTICA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer as figuras geométricas no meio • Exploração do espaço vivenciado e espaço longínquo (mapa) ambiente e utilizar as mesmas para representá-lo. • Descrição, interpretação e representação, no plano, da posição de uma pessoa ou objeto. • Identificar localização e deslocamento • Utilização de malha ou redes para representar, no plano a posição de uma pessoa ou objeto. representados por meio de mapas. • Construção e interpretação de maquetes. • Reconhecer em obras artísticas e arquitetônicas as • Descrição, interpretação e representação do movimento.Letramento e Diversidade figuras geométricas e possíveis relações entre elas • Identificação de semelhanças e diferenças entre os polígonos. como simetria, proporcionalidade e etc. • Leitura e interpretação de textos que constam informações que envolvam sólidos Espaço e Forma • Ampliar e reduzir figuras por meio de desenhos geométricos. mantendo as devidas proporções com os recursos • Construção de maquetes. do quadriculamento. • Figuras planas: ○ quadriláteros: quadrado, retângulo, losango e paralelogramo. ○ Triângulos. • Planificações de cubos e paralelepípedos. • Composição e decomposição de figuras tridimensionais: ○ construção de sólidos; ○ embalagens. • Composição de figuras geométricas planas e partir de justaposição de outras e a utilização do Tangram. • Reta e segmentos de reta. • Relações de paralelismo e perpendicularismo. • Vistas frontal,lateral e superior.
  • 127. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 128 MATEMÁTICA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • • Tratamento daLetramento e Pesquisar fenômenos do contexto sociocultural do Leitura e interpretação de informações presentes nos meios de comunicação presentes no Informação estudante, coletando, registrando, organizando mundo e no comércio registradas por meio de tabelas e gráficos. informações quantitativas na forma de tabelas e • Registros de eventos na reta da linha do tempo. gráficos de coluna e barras. • Ideias envolvendo noções de combinação associada à multiplicação e tabela. • Reconhecer no gráfico de setores simples explorando • Situações-problema simples envolvendo ideias de possibilidade e probabilidade. nele as ideias de frações como ½. e ¼. • Construção e interpretação de gráficos de colunas, barras e de setores. • Interpretar informações contidas em planta baixa, • Situações-problema partindo de dados obtidos a partir da interpretação de tabelas e croqui, maquete e mapa. gráficos. • Reconhecer símbolos e signos em diferentes contextos.
  • 128. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 129 MATEMÁTICA - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar a história da • História da Matemática (indus, romanos, maias, arábicos, outras). matemática na construção • Utilização de calculadoras para produzir e comparar escritas numéricas. do número e sua • Leitura, escrita, comparação e ordenações de notações numéricas pela compreensão das características do sistema de numeração decimal importância para a (valor posicional, função da vírgula e representações dos números com vírgula). sociedade atual, lendo e • Utilização dos sinais (+, -, =, x, :) na escrita das operações. interpretando grandes • Comparação de números e representação na reta numérica. números em situações • Reconhecimento de números naturais e racionais no dia a dia. significativas e em contexto de outras áreas • Múltiplos e divisores - número como múltiplo de: do conhecimento, tais ○ X 2 = número par/dobro; como: Geografia, ○ X 3 = triplo;Letramento e Diversidade Ciências, Economia, ○ x 10; x 100; x 1000; Informática e Esporte. ○ resgatar contagem por agrupamento.Números e Operações • Reconhecer o Sistema de • Números para expressar e comunicar valores e medidas. Numeração Decimal e • Porcentagem em contextos significativos (10%; 25%; 50%; 75%; 100%) relacionados aos decimais. suas propriedades realizando operações por • Problemas envolvendo as quatro operações e o sistema monetário brasileiro, valorizando a diversidade conceitual e procedimental. meio de resolução de • Equivalência de números decimais com diferentes números de casas decimais por meio de complementação de 0 (zero) (1,5 = 1,500). problemas. • Número fracionário como: • Compreender o ○ relação parte/ todo; significado de número ○ relação parte/ parte; racional e decimal e suas ○ divisão ou cota; representações • O número fracionário na forma de a /b reconhecendo as diferentes representações de um número fracionário. (fracionária e decimal) a • Construção e representação do número fracionário nas situações de medidas e em gráficos. partir de seus diferentes • Resolução de problemas envolvendo decimais com dinheiro e medidas com situações de adição e subtração. usos no contexto social. • Resolução de problemas envolvendo ideia de equivalência e desigualdades de frações. • Criar, interpretar e • Criação, interpretação e resolução de situações problemas envolvendo a adição, subtração, multiplicação e divisão. resolver situações- problema significativos • Situações aditivas (adição e subtração), que requeiram a s situações multiplicativas significativas, especificamente: Número Natural x Fração; Fração: Natural, Natural X Decimal; Decimal: Natural. em diferentes contextos sócio-histórico-culturais, • Fração de quantidade para cálculo de porcentagem simples (10%; 25%; 50%; 75%). com os números naturais • Cálculo mental: Cálculo aproximado; Estimativa; Estratégias de conferência. e/ou racionais não • Adição e subtração de frações heterogêneas por meio das equivalências. negativos e as quatro • Divisão de naturais com 2 algarismos (dígitos) no divisor. operações fundamentais. • Operações financeiras para realizar levantamento de custo (orçamento), cálculo de promoções e prestações.
  • 129. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 130 MATEMÁTICA - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Resolver situações-problema envolvendo valores • Medidas: tempo e dinheiro: horas e minuto; o dia, a semana, o mês e o ano; relógios, monetários expressos por meio de números agendas, calendários; decimais e frações. • Nosso dinheiro e os números decimais; Números com vírgula; Uso da calculadora. • Utilizar adequadamente os instrumentos de • Sistema Monetário Brasileiro – lucro e prejuízo – utilização em situações-problema. medidas expressando o valor por meio de números • Sistema Monetário Brasileiro – orçamento, compra e venda decimais. • Medidas de comprimento e área: cálculo de perímetro e da área de figuras desenhadas em • Reconhecer a evolução das medidas e dos seus malhas quadriculadas e comparação de perímetros e áreas de duas figuras sem o uso de instrumentos na história da civilização em especial fórmulas. a história da cultura negra e indígena por meio da •Letramento e Diversidade Medidas de comprimento e perímetro: Grandezas e Medidas matemática e da arte. ○ Comprimento – uso da régua e trena; ○ Superfície – quadriculado e mosaico; ○ Reprodução, ampliação e redução de figuras; ○ Medidas de comprimento com o milímetro, centímetro e metro; ○ Medidas de comprimento com o quilômetro; Medidas: massa e capacidade; • Medidas da massa de um corpo: ○ O grama, o quilograma e a tonelada; ○ O milímetro e o litro; ○ Massa – balanças de diversas modalidades; ○ Volume – cubo como unidade; ○ Capacidade – recipientes graduados; ○ Cronômetros; Temperatura – termômetro. • Situações-problema significativos que requeiram transformações mais importantes: Km – m; m – dm; m- cm; cm – mm; m – mm; m2 – dm2 e dm2 – cm2; Kg – g; g – mg; t – kg; ℓ - mℓ; h – min; min – seg; dia – hora; semana – dia; mês – dia; ano – dia; ano – mês. • Situações significativas envolvendo intervalo de tempo, início ou fim de intervalo. • Construção e uso do m², dm² e cm² e descoberta de suas relações. • Uso social das medidas de superfície nos mais diversos contextos socioculturais. • Construção e medidas de ângulos internos com uso do transferidor. • Uso de escalas analógicas para determinar distâncias em mapas.
  • 130. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 131 MATEMÁTICA - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer as figuras geométricas no seu meio e • Reconhecimento de semelhanças e diferenças entre poliedros (prismas, pirâmides e outros) dessas se utilizar para representá-lo. identificando os seus elementos os seus elementos (faces, vértices e arestas). • Utilizar figuras espaciais a partir de figuras planas, • Ponto, reta e segmento de reta.Letramento e Diversidade reconhecendo as planificações das mesmas e a partir • Relações de paralelismo e perpendicularismo. das suas vistas: superior, frontal e lateral. • Espaço e Forma As regiões planas e seus contornos. • Reconhecer e representar deslocamentos e • Perímetro como medida do contorno e a área como medida da superfície delimitada pela orientações por meio de mapas. figura determinada pela contagem de quadrados em seu interior. • Classificar por meio de suas principais propriedades • Principais quadriláteros e principais propriedades quanto à equivalência de lados e ângulos. figuras planas e espaciais. • Construção de sólidos geométricos: composição e decomposição de figuras tridimensionais. • Composição e decomposição de figuras planas e identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir das figuras triangulares. • Percepção de elementos geométricos nas formas da natureza e nas criações artísticas. • Representações de figuras geométricas. • Identificação de figuras espaciais por meio de suas vistas: frontal, lateral e superior. • Diferenciação entre congruência e semelhança. • Uso do compasso para transferir medidas e traçar circunferências.
  • 131. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1325.3 CIÊNCIAS DA NATUREZA A necessidade de se educar cientificamente na vida moderna e globalizada é, em grande parte, uma consequência do avanço científico e tecnológico ocorrido ao longo dos tempos. Na expectativa de atingir essa educação científica de forma satisfatória, as propostas curriculares têm sido consideravelmente repensadas e reformuladas nos últimos anos, em especial, no que tange à busca de se levar em conta os conhecimentos prévios dos/das estudantes quando se vai ensinar. Em geral, as mudanças realizadas têm o objetivo de melhorar as condições da formação de uma postura crítica por parte dos/das estudantes em vista das circunstâncias histórico-culturais da sociedade. As alterações procuram situar a ciência e o seu ensino no tempo e no espaço, enfatizando, em cada momento, um aspecto considerado o mais relevante na forma de o homem entender e agir cientificamente no mundo por meio de um conhecimento que, de modo geral, está além do senso comum. Até a década de 60 o Ensino de Ciências passou por uma longa fase na qual a ciência era apresentada como neutra e o que importava eram os aspectos lógicos da aprendizagem e a qualidade dos cursos era definida pela quantidade de conteúdos conceituais transmitidos, de forma literal. Nos anos seguintes valorizou-se a participação do/da estudante no processo de aprendizagem do método científico por meio de atividades práticas de laboratório. Nesse enfoque, considerava-se suficiente para a aprendizagem que o/a estudante “observasse” os fenômenos científicos. Na década de 70, a crise econômica mundial e os problemas relacionados ao desenvolvimento tecnológico fizeram surgir no Ensino de Ciências o movimento “Ciência, Tecnologia e Sociedade” (CTS). Essa tendência no ensino é importante até hoje, dado que leva em conta a estreita relação da ciência com a tecnologia e a sociedade, aspectos que não podem ser excluídos de um ensino que visa formar cidadãos. Já nos anos de 1980, com o advento das ideias construtivistas, as propostas educacionais se voltaram à realização de uma prática com atividades excessivamente experimentais que, por fim, não levavam o/a estudante ao saber científico tal como aceito formalmente mas, muitas vezes, à compreensão equivocada dos fenômenos naturais por ele vivenciados e observados.
  • 132. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 133 Hoje em dia, a importância do Ensino de Ciências é acompanhada por novas compreensões dos conceitos que as crianças constroempara explicar os fenômenos que vivenciam, tomando o lugar de cientistas e percorrendo o caminho de suas grandes descobertas. Taisdescobertas científicas podem ajudar as crianças a pensar de maneira lógica sobre os fatos do cotidiano e a resolver problemas práticos.Espera-se que as habilidades intelectuais desenvolvidas ao longo do processo de aprendizagem serão valiosas para qualquer tipo de situaçãoque venham a enfrentar. Ou seja, nos diversos problemas e situações do cotidiano, a criança recorrerá às estratégias de raciocínio e de açãodesenvolvidas, por meio de habilidades e competências, no decorrer dos processos de aprendizagem a ela proporcionados. Com base nesses pressupostos, os Parâmetros Curriculares Nacionais enfatizam que os objetivos do ensino das Ciências Naturais noensino fundamental são concebidos para que o/a estudante desenvolva competências que lhe permitam não apenas compreender o mundo,mas também atuar como indivíduo crítico e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica. Além dasorientações dos PCN, esta proposta curricular leva em conta os quatro pilares propostos pela comissão internacional de Educação para oséculo XXI 16 (DELORS, 1999), aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver como metas que permeiam todoo processo de educação. Diante dessa perspectiva, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal apresenta esta proposta curricular, que visaproporcionar a apropriação dos conteúdos referentes ao bloco inicial de alfabetização, a construção de conhecimentos sobre o ambiente e ocorpo humano e sobre as transformações de materiais e do ambiente. As situações de ensino que emergem dessa proposta devem, ainda, serutilizadas para trazer à tona diálogos nos quais se possa desenvolver os temas determinados pelas leis 9.608/98, 11.525/07 e 11.645/0817. Aproposta contempla, ainda, a realização de experimentos, observações direcionadas, comparações, registros e, principalmente, investigações.16 Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. O Relatório está publicado em forma de livro no Brasil, com o título Educação: UmTesouro a Descobrir (UNESCO, MEC, Cortez Editora, São Paulo, 1999). Neste livro, a discussão dos "quatro pilares" ocupa todo o quarto capítulo, pp. 89-102.17 LEI Nº 9.608, DE 18 DE FEVEREIRO DE 1998. Dispõe sobre o serviço voluntário e dá outras providências.LEI Nº 11.525, DE 25 DE SETEMBRO DE 2007. Acrescenta § 5o ao art. 32 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para incluir conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes no currículodo ensino fundamental.
  • 133. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 134 A ludicidade, em especial, para as crianças mais novas, tem um papel muito importante e se constitui um recurso proveitoso tantopara avaliação quanto para intervenção em processos de aprendizagem. Deste modo, em diversos temas pode-se utilizar jogos que exigemestratégias, verificação de hipóteses e tomadas de decisões. Segundo Tezani (2004) o jogo é essencial como recurso pedagógico e/oupsicopedagógico, pois no brincar a criança articula teoria e prática, formula hipóteses e experiências, tornando a aprendizagem mais atrativae interessante. O jogo provê situações que podem ser muito frutíferas para a mobilização e construção de conhecimentos por parte do/da estudante,em especial, quando conduzidas pelo/pela professor/a de maneira convenientes. Aliás, o/a professor/a, na proposta de ensino apresentada poreste currículo, tem o papel de escolher intencionalmente as situações que possam ser mais frutíferas para o/a estudante, no sentido de queeste possa utilizar os conhecimentos que já tem para construir novas relações, novos conceitos e novas estratégias de ação. Aos/Às estudantes do quarto e quinto ano sugere-se que desenvolvam observações e registros mais detalhados, que busqueminformações por meio de leitura em fontes diversas, que observem, questionem, revejam, apliquem, testem e modifiquem suas hipóteses eexplicações, ou seja, organizem informações sobre temas específicos com conceitos científicos. Propor a ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e suas transformações, para reconhecer ohomem como parte do universo e como indivíduo, é meta que este currículo aponta para o Ensino de Ciências nos anos iniciais,estabelecendo uma perspectiva mais interdisciplinar para esta área. Enfim, estamos convidando, por meio dessa proposta, os/asprofessores/as a utilizarem as Ciências para integrar os componentes curriculares à proposta de Letramento e Diversidade.LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, paraincluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
  • 134. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 135 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Universo e Terra • Compreender que a natureza é constituída pela • Terra – O nosso planeta. integração dinâmica de diferentes aspectos • Importância do Sol para a manutenção da vida. (biológicos, físicos, sociais, econômicos e culturais). • Diferenças e semelhanças entre dia e noite. • Identificar diferenças e semelhanças no ambiente • Registro oral e/ou escrito das observações . entre dia e a noite. • Entender que o ambiente influencia os seres vivos, ao • Dependência dos seres vivos em relação ao ar, água e solo. Ambiente mesmo tempo em que é modificado por eles, sendo o • Seres vivos: vida, nutrição e reprodução. Vida e homem o principal agente transformador. • Características dos animais: revestimento do corpo dos animais; forma de locomoção;Letramento e Diversidade • Compreender a importância da água para o planeta ciclos de vida. Terra, assim como para a sobrevivência e a saúde dos • Água: água no planeta; água e saúde; características; usos; ciclo da água. seres vivos. • Registro oral e/ou escrito das observações e atividades desenvolvidas (O registro escrito pode ser feito por meio de desenhos ou por pequenas produções de textos). • • Tecnolog Sociedad Compreender que as ações do homem podem Ambientes naturais e ambientes construídos. (Ações do homem no ambiente) • ia e modificar o ambiente. Registro oral e/ou escrito das observações e atividades desenvolvidas (O registro • Reconhecer a necessidade da preservação e da escrito pode ser feito por meio de desenhos ou por pequenas produções de textos). manutenção do ambiente em que vive. • • Ser Humano e Saúde Construir atitudes e comportamentos favoráveis à Percebendo o ambiente preservação da saúde em relação à higiene corporal e • Órgãos dos sentidos ambiental. • A formação do corpo humano • Perceber o corpo humano como um todo integrado. • Diferenças individuais, sociais, étnico-raciais e culturais do ser humano. • Compreender que a saúde, em seus diversos • O corpo e seus movimentos. aspectos: pessoal, social e ambiental, é promovida • Cuidados com o corpo (higiene pessoal) pela atuação de diferentes agentes. • Hábitos alimentares. • Compreender as semelhanças e as diferenças • Ciclos da vida do homem e da natureza. individuais, sociais, étnico-raciais e culturais entre os • Registro oral e/ou escrito. seres humanos.
  • 135. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 136 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Universo e Terra • Identificar diferenças e semelhanças no ambiente • Terra – O nosso planeta - Movimentos da Terra (ocorrências do dia e da noite); Nascente, entre o dia e a noite, como iluminação, presença de poente, diferentes posições do sol (tamanho de sombra de: árvores, pessoas, postes, animais, atividade das pessoas. montanhas e outros). • Perceber as diferentes posições do sol durante o dia. • Posições do Sol durante o dia e suas relações com as sombras. • Registro oral e/ou escrito das observações feitas acerca da posição do Sol. ( O registro escrito pode ser feito por meio de desenhos ou por pequenas produções de textos). • Perceber a existência e algumas das propriedades do • Propriedades e características de sólidos, Líquidos e gasosos ar, bem como a descoberta de sua importância para • Plantas: Estrutura e funções das partes das plantas; Nutrição das plantas; Reprodução das Vida e Ambiente a manutenção da vida não só dos seres humanos, plantas; Interdependência entre as plantas e outros seres vivos; Valorização da mas também de praticamente todos os organismos biodiversidade; Leitura de textos que contribuam para a sistematização e levantamento de Letramento e Diversidade do planeta. informações; Produção oral e/ou escrito de pequenos textos. • Perceber que tudo é constituído de matéria em • Ar: Existência do Ar; Propriedades do Ar; o AR ao redor da Terra (Atmosfera); Gases que diferentes estados, assim como identificar suas compõem o Ar; Usos do Ar; A importância do Ar para os animais; Poluição do Ar. características e propriedades. • Registro oral e/ou escrito de observações e reflexões. • Conhecer o ciclo de vida das plantas, bem como • Atividades lúdicas. valorizar sua importância para manutenção da vida na Terra, para desenvolver atitudes de proteção e conservação dos ecossistemas brasileiros e sua biodiversidade. • •e SociedadeTecnologia Reconhecer o vento como fonte de energia elétrica Ar x trabalho assim como identificar a presença de vento como ○ Transporte x ar; movimento do ar, pelo uso de equipamentos. ○ Máquinas movidas pelo vento. ○ Cata-vento ○ Biruta ○ Produção de pequenos textos • Identificar e respeitar semelhanças e diferenças • Identidade racial em relação à origem étnica da família do/a estudante. Ser Humano e entre os seres humanos: diferenças individuais, • Corpo Humano: sociais, étnico-raciais e culturais. ○ As partes do corpo humano, Saúde • Compreender que a saúde em seus aspectos: ○ Órgãos internos do corpo humano e pessoal, social e ambiental é promovida pela ○ Os sistemas do corpo humano. atuação de diferentes agentes. • Higiene, alimentação e saúde • Construir atitudes e comportamentos favoráveis à • Prevenção de doenças e acidentes: preservação da saúde em relação à higiene corporal ○ Tipos de doenças, e ambiental, modos de transmissão e de prevenção ○ Vacinas e prevenção de doenças, de doenças contagiosas. ○ Registro oral e/ou escrito.
  • 136. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 137 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Universo e Terra • Identificar diferenças e semelhanças no • Terra – O nosso planeta - Movimentos da Terra (ocorrências do dia e da noite), nascente, ambiente entre o dia e a noite, como poente, diferentes posições do Sol (tamanho de sombra de: árvores, pessoas, postes, montanhas iluminação, presença de animais, atividade das e outros). pessoas. • Importância do Sol para a manutenção da vida. Diferenças e semelhanças entre dia e noite. • Perceber as diferentes posições do sol durante o Presença de animais; atividades das pessoas. dia. • Posições do Sol durante o dia e suas relações com as sombras, luz, sombras e cores, cor-luz e cor-pigmento.Letramento e Diversidade • Registro oral e/ou escrito das observações feitas acerca da posição do Sol. • Compreender o ciclo de vida de diversas • Seres vivos: tamanho, aspecto, comportamento, modo de reprodução, ambiente que em vive e espécies de animais e vegetais. forma de desenvolvimento. • Compreender a reprodução sexuada ou • Ciclo de vida animal e vegetal: as diferentes fases quanto à forma do corpo e ao assexuada dos animais e das plantas. comportamento, nascimento, desenvolvimento e morte. • • Vida e Ambiente Reconhecer que o solo é elemento essencial na A relação do ser vivo com o ambiente: predação, falta de alimento, desmatamento, captura, manutenção da vida no planeta. situações ambientais, extinção. • Formas de reprodução nos animais e nos vegetais, reprodução assexuada, partenogênese, reprodução sexuada, ovípara e ovovivípara. • Formação do solo • Erosão em solo coberto e em solo desmatado. • Enchentes: como ocorrem, causas, o papel do solo na regulação da infiltração da água da chuva. • Solo para plantação: preparo, cuidados. • Agrotóxicos: o que são, onde são usados, a ação dos agrotóxicos na natureza. • O cultivo de alimentos e a qualidade da alimentação. • Registro oral e/ou escrito.
  • 137. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 138 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer a importância da preservação do • Transformação da matéria. Tecnologia e Sociedade equilíbrio químico e físico do solo. • Reações químicas: como ocorrem, dissolução, mistura de substâncias, energia-fogo, pigmentos • Perceber que a transformação dos materiais e corantes.Letramento e Diversidade muda a qualidade de vida do ser humano. • Reaproveitamento de produtos: metais, papéis. • Compreender que a saúde em seus aspectos • As matérias-primas: borracha, metais, plástico e papel. pessoal, social e ambiental é promovida pela • Registro oral e/ou escrito. atuação de diferentes agentes. • Compreender a importância de uma • Alimentação: os alimentos como fonte de energia, função dos alimentos, origem e tipos de Ser Humano e Saúde alimentação equilibrada. alimentos, bons hábitos alimentares, alimentos naturais e industrializados; cuidado com a água • Identificar e respeitar semelhanças e diferenças e com os alimentos. entre os seres humanos: diferenças individuais, • Higiene: hábitos saudáveis e cuidados com o corpo. sociais, étnico-raciais e culturais. • Higiene e saúde: importância do sono. • Construir atitudes e comportamentos • Agentes causadores de doenças: transmissão de doenças contagiosas, vacinação, epidemias, favoráveis à preservação da saúde em relação à doenças não contagiosas. higiene corporal e ambiental, modos de • Registro oral e/ou escrito. transmissão e de prevenção de doenças contagiosas
  • 138. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 139 CIÊNCIAS NATURAIS - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Relacionar o conhecimento científico aos dados observados • Universo no ambiente, construindo questionamentos, diagnosticando e ○ O sistema solar propondo soluções para problemas reais, utilizando os ○ Os corpos celestes e o calendário conceitos, habilidades, procedimentos e atitudes ○ Diferentes formas de medir a passagem do tempo Universo e Terra desenvolvidas no contexto escolar. ○ Ano bissexto • Relacionar o conceito de clima a um conjunto de características do tempo atmosférico de uma região, assim • Terra como, compreender como são demarcadas as zonas ○ A Terra no espaço climáticas da Terra, com base nos trópicos e círculos polares ○ Constituição da Terra: o ser humano habita uma fina camada superficial – • Compreender que as características físicas da Terra são Crosta Terrestre; a maior parte do interior da Terra é formada por materialLetramento e Diversidade resultado da interação de inúmeros processos que atuam há líquido. bilhões de anos: os processos biológicos e os processos • Processos biológicos, geológicos e tectônicos. geológicos e tectônicos. • Processos tectônicos: movimento das terras oceânicas e continentais. • A Terra e seu satélite natural • As fases da lua / Eclipses lunares • Satélites artificiais • Pontos de referência (nascente e poente, constelações, Pontos Cardeais). • Zonas climáticas da Terra: trópicos e círculos polares. • Produções de textos. • Compreender as responsabilidades da sociedade humana na • Tempo atmosférico preservação do ambiente terrestre. • Ciclo da água • Relacionar o conceito de clima a um conjunto de • Formação das nuvens Vida e Ambiente características do tempo atmosférico de uma região, assim • Ventos: características como, compreender como são demarcadas as zonas • Pressão atmosférica: efeitos e características. climáticas da Terra, com base nos trópicos e círculos polares. • Clima brasileiro: diversidade climática brasileira, medidas de proteção à • Compreender a importância das rochas e minerais e suas paisagem brasileira; clima e forma de vida. relações com os processos e ciclos geológicos. • Rochas: o que são, de que são formados, arranjos minerais. • Conhecer a procedência de alguns metais, alguns processos • Semelhanças e diferenças entre rochas e minerais. de extração e algumas de suas principais aplicações. • Critérios de classificação de minerais: dureza, brilho, face lisa e magnetismo. • Elementos químicos na composição da vida: carbono – carvão, grafite e diamante. • Ar: nitrogênio, oxigênio e dióxido de carbono (gás carbônico).
  • 139. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 140 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Compreender como o homem utiliza recursos da natureza • Instrumentos meteorológicos Tecnologia e Sociedade •Letramento e Diversidade para transformá-los em novos materiais, ajudando-os a Processos de separação de misturas analisar os avanços e transformações que a ciência química • Captação e distribuição de água: separação de algumas substâncias presentes na favorece ao bem estar do ser humano. água (floculação, filtragem e decantação). • Compreender a importância do uso do álcool como • Álcool: resultado da ação de bactérias presentes nos vegetais que transformam combustível no Brasil e saber que ele pode ser obtido a partir o açúcar. do processo de destilação • Petróleo: origem, extração e processo de refino. • Coloide e suspensão: características de suspensão e coloides. • Compreender a importância de uma alimentação equilibrada. • Higiene e saúde Humano e • Compreender que a saúde em seus aspectos: pessoal, social e • Alimentação: função dos alimentos (construtores, reguladores, energéticos) Saúde Ser ambiental é promovida pela atuação de diferentes agentes. • Tipos de nutrientes. • Conservação dos alimentos.
  • 140. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 141 CIÊNCIAS NATURAIS - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Compreender que a natureza é constituída pela • Estrutura da Terra Universo e Terra integração dinâmica de diferentes aspectos • O magnetismo terrestre: magnetosfera, pólos magnéticos, magnetita. (biológicos, físicos, sociais, econômicos e • Atmosfera Terrestre culturais). • Importância da Atmosfera, • Relacionar o conhecimento científico aos dados • Componentes da Atmosfera observados no ambiente, construindo • A camada de Ozônio questionamentos, diagnosticando e propondo • Efeito Estufa soluções para problemas reais, utilizando os • Formação dos ventos conceitos, habilidades, procedimentos e atitudes •Letramento e Diversidade Classificação dos Ventos desenvolvidas no contexto escolar. • Energia eólica • Interferência dos ambientes urbano e rural na natureza • Desenvolver valores, atitudes e habilidades • Solo relacionadas à preservação e à solução de ○ Crosta terrestre problemas ambientais, tendo em vista a qualidade ○ formação do solo de vida. ○ Composição do solo • Entender que o ambiente influencia os seres vivos, ○ Tipos do solo ao mesmo tempo em que é modificado por eles, ○ Os minerais na natureza Vida e Ambiente sendo o homem o principal agente transformador. ○ Os minerais: quartzo, mica e feldspato ○ A utilização dos minerais ○ Minérios metálicos, não metálicos ○ Recursos minerais no Brasil. • A água ○ O ciclo da água ○ O ciclo da água na natureza ○ Os estados físicos da água ○ Mudanças no estado físico: solidificação, fusão, vaporação, condensação. ○ Diferenças entre granizo, neve, neblina e geada.
  • 141. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 142 CIÊNCIAS DA NATUREZA - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Relacionar o conhecimento científico à tecnologia • Estação meteorológica: instrumentos utilizados pelos meteorologistas. Tecnologia e • Sociedade como forma de suprir as necessidades humanas, Poluição, desmatamento e aquecimento global. utilizando os recursos tecnológicos de maneira • Conservação, transformação e geração de energia racional, discutindo as implicações éticas e • Condução de energia elétrica e circuito elétrico ambientais. • Eletricidade e a vida dos seres humanos • Compreender a Ciência como atividade humana histórica, relacionada ao processo de produção deLetramento e Diversidade conhecimento e a fatores de ordens social, econômica, política e cultural. • Reconhecer o corpo humano como um todo • Célula: integrado e complexo, em que diferentes aparelhos o Estrutura celular e sistemas realizam funções específicas, • Impressões digitais Ser Humano e Saúde interagindo para a manutenção desse todo. • Sistemas Digestório, circulatório e respiratório • Compreender a saúde como um estado de bem- • Sistema Locomotor: ossos e músculos estar físico e mental, e não apenas como ausência • Sistema Urinário de doenças. • Sistema Genital • Compreender que os sistemas que compõem o o Organização e funcionamento corpo humano, embora tenham funções distintas, o Hormônios trabalham de forma integrada e respondem o Diferença no desenvolvimento de meninos e meninas conjuntamente a estímulos do ambiente. o Sistema genital feminino e masculino • Identificar e respeitar semelhanças e diferenças o Menstruação entre os seres humanos: diferenças individuais, • Sexualidade sociais, étnico-raciais e culturais o Fecundação e gravidez o Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS/SIDA
  • 142. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1435.4 CIÊNCIAS HUMANASHISTÓRIA O ensino da História desempenha um papel importante na formação da identidade do estudante, pois busca entender a gênese das relações sociais, na qual esse sujeito está inserido, com suas afetividades, modo de participação e inclusão nas atividades da coletividade, seus compromissos com grupos de classe e culturais. Assim, aprender e ensinar História pretende que o estudante se torne um cidadão conhecedor de seu passado e um ator de seu presente e, segundo os PCN, (vol.5) envolve: refletir acerca da realidade local, reconhecer as mudanças e permanências nas convivências humanas e identificar o próprio grupo de convívio e as relações que se constituem com os demais tempos e espaços. Requer, então, o entendimento de repertórios histórico-culturais, a valorização do patrimônio sociocultural, o respeito à diversidade, e, a utilização de registros escritos, iconográficos e sonoros. Dessa maneira, no currículo, as habilidades e conteúdos de História foram organizados em: Sujeitos e Tempo. O primeiro considera que os sujeitos são todos aqueles “agentes de ação social, que se tornam significativos para estudos históricos escolhidos com fins didáticos, sendo eles indivíduos, grupos ou classes sociais” (PCN, 1998, p. 29). Em relação ao Tempo, são consideradas as vivências pessoais, o que abrange o tempo biológico e o tempo psicológico dos indivíduos. Desse modo, para o estudo da História assim como Geografia é relevante o uso de diferentes tipos textuais e de fontes para pesquisa e aprendizagem, tais como: leitura de imagens, fotos, obras artísticas e literárias, gráficos, mapas e legendas, vídeos, produções musicais, inclusive a leitura de situações significativas do cotidiano, histórias orais etc. Estes são alguns dos exemplos que auxiliam a compreensão e o acesso à informação, dados e conhecimentos. A respeito, Evaristo e Sobrinho (2003) acrescentam como objetivo do componente curricular de História que “O trabalho do professor consiste em introduzir o estudante na leitura de diversas fontes de informação, para que adquira, pouco a pouco, autonomia
  • 143. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 144intelectual.” (grifo nosso, 2003, p.144). Nessa perspectiva, o trabalho docente deve ser permeado por práticas de letramento em história.Nesta prática, o cuidado na organização do trabalho pedagógico não reside apenas no acesso dos estudantes às fontes de informação, mastambém na escolha de metodologias que possibilitem a capacidade de inferência e intertextualidade no processo de leitura e compreensãodos fatos. Desse modo, torna-se viável a realização de um trabalho interdisciplinar (PCN, 1998) que envolve as tecnologias de informação ecomunicação (TIC), a Literatura, com a utilização de obras de autores brasileiros consagrados e autores locais; a Matemática, com gráficos,tabelas; as Artes, com letras de músicas, obras/telas, peças teatrais; a Educação Física, com movimentos e conceitos que contemplam acorporeidade. Com isso, os estudantes poderão perceber que a diversidade é uma característica comum aos seres humanos, haja vista que quandolidamos com pessoas, estas sempre apresentam diferenças: de raça/etnia, idades, culturas, gênero, experiências, dentre outros. Isso porque adiversidade refere-se à “construção histórica, cultural e social das diferenças. A construção das diferenças ultrapassa as característicasbiológicas, observáveis a olho nu.” (GOMES, 2007, p. 34). A diversidade abrange, então, as relações de poder, os processos de colonizaçãoe dominação, e, não pode desconsiderar a construção de identidades, as lutas sociais e o contexto das desigualdades. (GOMES, 2007) Nesse contexto, destaca-se a Lei 11.645/2008 que afirma a inclusão de conhecimentos acerca da cultura afro e indígena (Art. 26 daLei 9.94/96), resgatando parte da história brasileira18, uma vez que o estudo da História é fundamentado no conhecimento das diferentesculturas e pode contribuir, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, para: a identificação com a comunidade mais próxima e mais ampla, aconstrução do sentimento de pertencimento ao grupo social, a prática da cidadania, o respeito à sociodiversidade e a compreensão de que arealidade social atual é resultado de paradigmas, e também, de crises, lutas e conflitos de diversos segmentos da sociedade.18 Sugestão de leitura: MEC/SECAD: Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília, 2006
  • 144. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 145 Os estudantes podem entender a construção das identidades, as noções de diferenças e semelhanças, entendendo a constituiçãocultural do Brasil, e de Brasília, como fruto de diferentes grupos raciais/étnicos: afro-brasileiros, africanos, indígenas, europeus, dentreoutros. Nesse processo, de acordo com o PCN (1998), é relevante a percepção do “eu”, do “outro” e do meio ambiente, tendo em vista aidentificação das diferenças em seu grupo de convívio. O “nós” parte dessa identificação de elementos culturais comuns ao grupo local eglobal. É importante que, nesse processo de identificação, o estudante perceba-se como sujeito histórico, membro de um grupo social,inserido no tempo e espaços vivenciados na sua própria comunidade. Sujeito de direitos, necessidades e responsabilidades, que mantémrelações e interações com outro e com a natureza, numa dimensão individual e coletiva. As aprendizagens em História precisam ser pautadas na diversidade, no letramento e na interdisciplinaridade, uma vez que osestudantes precisam ser vistos, também como sujeitos de direitos, sendo necessário, dessa maneira, o respeito e a valorização das suassingularidades e o momento em que vivem: a infância.Sugestões bibliográficas:Ministério da Educação / Secretaria da Educação continuada,Alfabetização e Diversidade.Orientações e Ações para Educação das Relações Étnico-RaciaisBrasília: SECAD, 2006.Superando o Racismo na Escola. 2ª ed. Revisada / KabengeleMunanga, organizador. – [Brasília]: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.
  • 145. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 146 HISTÓRIA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Compreender sua história de vida, de sua família e de sua escola, por • A criança (eu): nome, sobrenome (conteúdo histórico e afetivo), meio de fontes orais e documentais, tendo em vista as suas relações. documentos pessoais, certidão de nascimento, cartão de vacina, registros • Compreender e valorizar a diversidade étnico-racial, reconhecendo-se gráficos (fotos, imagens, desenhos), autorretrato, preferências, desejos, como ser único, com diferenças e semelhanças. interesses, brincadeiras, traços, regras pessoais, responsabilidades. Sujeito • Conviver eticamente com o outro, conhecendo e respeitando seus • A criança e a família: conceituação de família, regras de convivência direitos, deveres, costumes e modos de viver, na busca da eliminação da familiar, valorização e respeito aos dos membros da família.Letramento e Diversidade discriminação e do preconceito. • A criança e a turma (nós): diferenças individuais, sociais, étnico-raciais e culturais. • O outro e o meio ambiente: hábitos, costumes, religiões, organização social, modos de viver. • Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. • Entender que os acontecimentos de sua história de vida relacionam-se no • Tempo da criança: sequência do dia a dia, acontecimentos importantes, tempo e espaço e com a história de sua família e comunidade. como aniversários, comemorações, fatos do ano que passou ou que estão • Compreender a organização do tempo, em semana, meses e ano, sabendo vivendo. Tempo relacionar os fatos e o tempo em que ocorreram. • A vida em família: identificação dos membros da família (árvore genealógica), relações de parentesco, normas e regras familiares. • Histórico da família: sobrenomes, origem, fatos familiares importantes, profissões existentes na família. • Linha do tempo, fases da vida (infância, juventude, velhice), datas significativas para a família (aniversários, comemorações) • Calendário: dias da semana, meses e anos.
  • 146. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 147 HISTÓRIA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Reconhecer as diferenças e semelhanças existentes entre si próprio e o outro, • Características de si próprio: Semelhanças e diferenças com relação ao outro. respeitando e valorizando a diversidade e os diferentes grupos sociais. • Grupos sociais: hábitos, costumes, religiões, organização social e modo deLetramento e Diversidade • Apropriar-se da história de sua família, da escola e comunidade, percebendo-se viver. como cidadão pertencente a esses grupos. • Grupos de convívio: escola, família, comunidade. Sujeito • Regras sociais nos diferentes grupos estudados e de acordo com os documentos: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Estatuto da criança e do Adolescente, Estatuto do Idoso. • Perceber as transformações do tempo cronológico em situações do cotidiano, • Evolução do tempo: a semana, os meses, o ano. relacionando-o a atividades concretas. • Tempo escolar: bimestre, semestre, rotina escolar. Tempo • Identificar os acontecimentos em sua história de vida, de sua escola e • Tempo familiar: o dia a dia familiar, árvore genealógica. comunidade a partir de referências temporais (dias, meses e anos).
  • 147. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 148 HISTÓRIA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS Sujeito • Identificar e respeitar as diferenças étnico-raciais do povo brasileiro, • História de vida familiar. reconhecendo a condição de igualdade e liberdade do ser humano. • História de sua Comunidade. • Utilizar documentos históricos, procedimentos de pesquisa e outras fontes • Regras de convivência em sociedade.Letramento e diversidade como meio para a construção de conhecimentos. • Grupos sociais: cultura, organização, hábitos e costumes, etnias, • Apropriar-se da história de sua comunidade e suas regras de convivência, miscigenação. identificando os grupos sociais que a compõe. • Produtos e serviços importantes ao atendimento das necessidades básicas do homem e pessoas envolvidas na produção. • Compreender as permanências e mudanças no tempo escolar, no tempo da • Documentos históricos e pessoais. família e no tempo da cidade, relacionando a sua atual vivência. • Tempo escolar: a semana, os meses, o ano, o bimestre e o • Perceber as mudanças tecnológicas que ocorreram ao longo do tempo, semestre no cotidiano escolar; a simultaneidade do tempo na escola e Tempo reconhecendo o uso de diferentes recursos. em outros lugares. • Identificar a história de vida do sujeito estabelecendo relações entre o presente, • Tempo na família: o dia a dia familiar, arvore genealógica; passado e futuro. acontecimentos significativos da época dos pais. • Identificar mudanças que ocorreram em profissões, produtos e serviços em sua • Tempo da cidade: a história da cidade; permanências e mudanças comunidade ao longo do tempo. do passado na cidade; levantamento de problemas (passado e presente) e discussão de soluções. • Profissões, produtos e serviços ontem e hoje: características; semelhanças e diferenças; razões das modificações.
  • 148. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 149 HISTÓRIA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer a realidade econômica, social, política e cultural do DF, analisando • A vida dos sujeitos no DF: a influência da procedência geográfica e cultural das famílias que aqui se fixaram. • População total e distribuição; • Perceber a importância dos documentos históricos e de outros gêneros • Condições de vida por áreas; textuais como fonte de informação e pesquisa. • Necessidades básicas e a condição dos serviços prestados. SujeitoLetramento e Diversidade • Analisar as diferenças existentes entre o modo de vida, da sociedade e a • Atividades produtivas: comércio, indústria e serviços. cultura dos povos que habitavam o DF e a população atual. • A história de JK; • Perceber a importância dos poderes na construção de uma sociedade • Os construtores – a influência de homens e mulheres na democrática, assim como a relevância dos grupos sociais na democratização dos construção do DF. direitos e deveres políticos, avanços tecnológicos e melhores condições de vida. • Cultura e tradição da população • Formas de poder: o papel do executivo, o legislativo, o judiciário e a sociedade civil. • Cidadania: direitos e deveres. • Localizar espaços, acontecimentos, épocas e períodos da história de sua • Organização política do DF Tempo cidade, realizando comparações entre passado e presente e reconhecendo-se • O DF: o quê? agente de transformação. • Noções de época e século; • Etapas de ocupação - semelhanças, permanências e mudanças; • As transformações do espaços através do tempo.
  • 149. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 150 HISTÓRIA - 4ª SÉRIE/ 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Conhecer a história do Brasil, seus elementos culturais, caracterizando as • Origem do Brasil diferentes sociedades e transformações no espaço. • Formação social do Brasil: matriz indígena; matriz africana; matriz • Identificar as diferenças culturais existentes entre o modo de vida de sua portuguesa; matriz cabocla; imigrantes. Sujeito sociedade e de outros povos e comunidades, compreendendo os papéis do • Formação econômica do Brasil – ciclo econômicos. índio, do negro e do branco na sociedade e suas implicações sociais na • Aspectos geográficos do Brasil atualidade. • Direitos e deveres individuais. ECA (Estatuto da Criança e do • Conhecer a relevância da luta dos grupos sociais na democratização dos Adolescente)Letramento e Diversidade direitos políticos, dos avanços tecnológicos e das melhores condições de • Importância dos trabalhos prestados pela comunidade (voluntariado e vida. mutirão). • Contribuições culturais, sociais e étnicas dos imigrantes europeus e asiáticos. • Analisar criticamente acontecimentos políticos do passado e do presente • O estudante e o tempo: o tempo no cotidiano; fontes históricas; tempo que influenciam diretamente a sociedade em que estão inseridos e que a histórico e social. constituíram o país. • A chegada dos portugueses ao Brasil. • Saber utilizar documentos históricos, procedimentos de pesquisa e outras • Importação de mão de obra escrava da África para o Brasil. fontes de informação, comparando acontecimentos históricos no tempo e • Localização das regiões de imigração do negro para o Brasil e áreas de Tempo a importância que tiveram para a sua atual vivência. concentração. • Localizar espaços, acontecimentos, épocas e períodos da história de sua • Conflitos e revoltas ocorridas no período da escravidão: movimentos a cidade e do Brasil, reconhecendo-se como sujeito. favor da libertação dos escravos. • Revoltas populares no Brasil colonial. • Liberdade de expressão e as diversas ideologias. Independência do Brasil. • Proclamação da República e suas causas e consequências para a organização do país.
  • 150. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 151GEOGRAFIA As civilizações tendem a construir sistematicamente sua geografia. Os lugares passaram a ser ordenados conforme a percepção das formas, textura, sons, cheiros e sabores desta sistematização. Sendo estes lugares ordenados e servindo para a sobrevivência dos seres humanos fica bem claro o papel da Geografia, ou seja, pensar o espaço social, interferindo, melhorando e modificando-o. Os PCN (1998) reforçam essa ideia, ao afirmar que o Ensino Fundamental possui como objetivo a formação básica do cidadão, tendo em vista a compreensão do meio natural e social, dos valores, do sistema político, da tecnologia, dentre outros aspectos apresentados no Art. 32 da Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional. Assim, aprender e ensinar a Geografia contempla o entendimento da organização do espaço geográfico e sua leitura crítica; a identificação das ações dos homens em sociedade, tendo em vista as suas consequências e a sustentabilidade; a compreensão da espacialidade e temporalidade; e a alfabetização cartográfica, sabendo utilizá-la. (PCN, 1998). Para o trabalho pedagógico em Geografia, as habilidades presentes no currículo são organizadas em: Natureza e Espaço e Lugar, os quais sintetizam conteúdos da organização espacial que possibilitam “a interpretação dos fenômenos que a constituem em múltiplos espaços e tempos.” (PCN, 1998, p. 83). Estudar Geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos, sendo assim fundamental a produção de conceitos a partir dos princípios básicos que norteiam esta ciência. São eles: Principio da Extensão: É preciso delimitar o fato estudado, localizando-o na superfície terrestre. Este princípio foi formulado por Friedrich Ratzel (1844-1904) cientista alemão, considerado Pai da Geografia Humana. Princípio da Analogia: Comparar o fato ou a área com outros fatos ou áreas da superfície terrestre. Este princípio foi exposto por Karl Ritter (1779-1859) e mais tarde pelo francês Paul Vidal de La Blache (1845-1918). Princípio da Causalidade: Buscar as causas e examinar as consequências dos fatos observados, ou seja, explicar o porquê dos fenômenos geográficos. Foi formulado por Alexandre Humboldt (1769-1859).
  • 151. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 152 Princípio da Atividade: Apresentado pelo cientista francês Jean Brunhes (1930), que comprovou terem os fatos geográficos um caráter dinâmico e mutável; isso implica conhecer o passado para compreender o presente e prever sua evolução. Princípio da Conexidade: Conhecido como Princípio da Integração, apresentado pelo cientista Jean Brunhes. Entende que os fatos geográficos não estão isolados, existe uma estreita relação entre eles, devendo ser observadas essas ligações. É possível, então, compreender que a Geografia é uma Ciência Social, que se utiliza do conhecimento de outras Ciências para acompreensão da realidade. (EVARISTO & SOBRINHO, s/d). É preciso que os estudos nessa área de conhecimento considerem as mudançase transformações locais, nacionais e mundiais que ocorreram, e ainda ocorrem, e que repercutem de maneira singular na educação formal. Desse modo, para o estudo da Geografia, assim como o de História, é relevante o uso de diferentes tipos textuais e de fontes parapesquisa e aprendizagem, tais como: leitura de imagens, fotos, obras artísticas e literárias, gráficos, mapas e legendas, vídeos, produçõesmusicais, inclusive a leitura de situações significativas do cotidiano, histórias orais etc. Estes são alguns dos exemplos que auxiliam acompreensão e o acesso à informação, dados e conhecimentos. O trabalho docente deve buscar a alfabetização em geografia. Nessa prática, o cuidado na organização do trabalho pedagógico nãoreside apenas no acesso dos/das estudantes às fontes de informação, mas também na escolha de metodologias que possibilitem a capacidadede inferência e intertextualidade no processo de leitura e compreensão dos fatos. Desse modo, torna-se viável a realização de um trabalho que envolva as tecnologias de informação e comunicação (TIC), aLiteratura, com a utilização de obras de autores brasileiros consagrados e autores locais; a Matemática, com gráficos, tabelas; as Artes, comletras de músicas, obras/telas, peças teatrais; a Educação Física, com movimentos e conceitos que contemplam a corporeidade. Com isso, os/as estudantes poderão perceber que a diversidade é uma característica comum aos seres humanos, haja vista que quandolidamos com pessoas, estas sempre apresentam diferenças: de raça/etnia, idades, culturas, gênero, experiências, dentre outros. Isso porque adiversidade refere-se à “construção histórica, cultural e social das diferenças. A construção das diferenças ultrapassa as características
  • 152. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 153biológicas, observáveis a olho nu.” (GOMES, 2007, p. 34). A diversidade abrange, então, as relações de poder, os processos de colonizaçãoe dominação, e, não pode desconsiderar a construção de identidades, as lutas sociais e o contexto das desigualdades. (GOMES, 2007) Nesse contexto, destaca-se a Lei 11.645/2008 que afirma a inclusão de conhecimentos acerca da cultura afro e indígena (Art. 26 daLei 9.94/96), resgatando parte da história brasileira fundamentado no conhecimento das diferentes culturas, a fim de contribuir, nos anosiniciais do Ensino Fundamental, para: a identificação com a comunidade mais próxima e mais ampla, a construção do sentimento depertencimento ao grupo social, a prática da cidadania, o respeito à sociodiversidade e a compreensão de que a realidade social atual éresultado de paradigmas, e também, de crises, lutas e conflitos de diversos segmentos da sociedade.
  • 153. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 154 GEOGRAFIA - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar as características do meio ambiente próximo à escola e à sua • Paisagens: observação e preservação de paisagens de sua escola e Natureza residência, reconhecendo as diferenças e semelhanças, e, como poderá locais próximos à sua residência.Letramento e Diversidade contribuir para preservar estas paisagens. • Ambientes: familiar, escolar e circunvizinho. Preservação do ambiente • Desenvolver atitudes de preservação e respeito ao meio ambiente, e dos recursos naturais (economia de água e luz). participando de questões da vida coletiva da escola e de sua comunidade • Reutilização de materiais: redução do consumo, reciclagem, circunvizinha. reaproveitamento. • Reconhecer que o espaço vivido e construído a partir das relações sociais • Espaços vividos: reconhecimento, cuidados e leitura crítica. Espaço e lugar e das intervenções humanas. • Espaço da casa: minha casa, meu endereço, meu telefone. • Utilizar, reorganizar e conservar os espaços e o meio ambiente, visando • Espaço da escola: sala de aula, espaços brincáveis, sala de leitura, o bem estar de todos. demais dependências (localização, utilização, reorganização e conservação) • Caracterizar os diferentes espaços vividos – sala de aula, escola e família • Espaço da vizinhança: a rua onde moro, comércio local, espaços de – por meio da localização das pessoas, objetos e deslocamentos, tendo o lazer, órgãos públicos (posto de saúde, delegacias, hospitais, escolas). corpo como referencial de localização no tempo e no espaço.
  • 154. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 155 GEOGRAFIA - 2º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Perceber a sociedade como agente transformador de paisagens, • Paisagens: observação e preservação de paisagens de sua escola e Natureza compreendendo as características e o funcionamento das paisagens urbanas e locais próximos à sua residência. Diferenças e semelhanças entre as rurais. paisagens urbanas e rurais. • Conhecer e valorizar o uso sustentável de recursos naturais e a reciclagem • Ambientes: familiar, escolar e circunvizinho. Preservação doLetramento e Diversidade de diferentes recursos no âmbito familiar, na escola e na sociedade. ambiente e dos recursos naturais (economia de água e luz). • Reutilização de materiais: redução do consumo, reciclagem, reaproveitamento. • Identificar o corpo como referência de localização no espaço, sabendo • Espaço da escola: espaço interno da escola e a sua função; posição orientar-se em locais cotidianos. dos lugares na escola; espaços escolares – pontos comuns e semelhantes; • Reconhecer a comunidade na qual está inserida a escola e a moradia e referências da escola – posições (direita/esquerda, interior/exterior; Espaço e lugar adquirir noções espaciais de localização, organização e de distância. vizinhança/separação); espaço externo da escola – ligação da escola com • Relacionar os meios de transporte, de comunicação e moradia as outros lugares. diferentes culturas existentes no Brasil. • Espaço familiar: a percepção do espaço da casa, interno e externo; • Conhecer e respeitar diferentes modos de vida social. organização, divisão de funções do espaço; o espaço e relação da família – • Compreender a globalização e suras relações em relação aos espaços subsistência / trabalho / escola / lazer. geográficos: o local e o global. • Espaço da comunidade: identificação das características presentes no espaço e na natureza da comunidade da qual participam. Atividades profissionais, costumes, modo e hábitos de vida. • Meios de transporte, comunicação e as novas tecnologias.
  • 155. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 156 GEOGRAFIA - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Identificar as atividades produtivas, profissões e ocupações que • Profissões e ocupações: atividades e tarefas; locais de trabalho; repercutem na natureza. instrumentos e máquinas de trabalho; remuneração e salário; remuneração Natureza • Entender a ação da sociedade nas questões socioambientais locais e em e gênero; relações de poder; regras de trabalho. espaços distantes e suas consequências em diferentes espaços e tempos, • Atividades produtivas em grupos de cultura diferentes: atividades e reconhecendo a importância do cuidado e preservação do meio em que vive. tarefas; tipos de produção; locais de trabalho; ferramentas e instrumentos; relações de poder; modificação da natureza. • Biodiversidade: paisagem, relevo, as águas • Fenômenos naturais. • Terra: modificações pelos fenômenos naturais • Estabelecer semelhanças e diferenças que existem entre o seu ambiente • Organização do espaço e da produção, as etapas da produção e doLetramento e diversidade familiar, escolar e social. produto: aspectos da organização do espaço- divisão funcional; etapas da • Utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e interpretar a produção- divisão de tarefas; características do produto; finalidade da organização geográfica e se localizar. produção. • Explorar os diferentes tipos de mapas, suas aplicações e legendas. • Atividades produtivas na cidade onde a instituição educacional está • Conhecer e comparar a organização geográfica da comunidade onde mora, localizada: a organização espacial da cidade/ bairro; caracterização física e com outras localidades/cidades. econômica; serviços; referencia dos arredores; posição do sol na escola e • Identificar a divisão do trabalho realizada por diferentes grupos sociais e direções das referencias; espaço de relação- os arredores da escola, outros Espaço e lugar gêneros, tendo em vista as atividades produtivas de sua cidade/região lugares, semelhanças e diferenças. administrativa. • Espaço da sala de aula: a posição de objetos e estudantes- frente/ • Identificar a evolução dos meios de transporte, suas funções e usos. atrás, em cima/ embaixo; dimensões (altura/comprimento/largura); reorganização do espaço pelo grupo. • Espaço da escola: espaços escolares- pontos comuns e semelhantes; referencias da escola- posições (direita/ esquerda, interior/ exterior; vizinhança/ separação); espaço externo da escola- ligação da escola com outros lugares. • Cidades / bairros próximos à escola. • Espaço no mundo: localização do sujeito na sala de aula, na escola, no bairro, na cidade, no Estado, na Região, no Brasil, no mundo. • Meios de transportes: função dos meios de transporte; meios de transporte particular e coletivo.
  • 156. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 157 GEOGRAFIA - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a • Elementos naturais visíveis na sociedade e as modificações especialidade dos fenômenos geográficos. feitas pelo homem: • Avaliar papel da sociedade na transformação do espaço geográfico • O relevo (áreas altas, baixas, planas e elevações); • As águas (rios, lagos, mar, lagoas, canais e baias); percebendo manifestações cotidianas naturais e produzidas pelo homem, naLetramento e Diversidade modificação das paisagens. • A vegetação (natural e introduzida); • Perceber as atividades econômicas do DF e suas relações com a saúde, a • O Clima (temperatura, chuvas, vento e umidade); qualidade de vida, bem como a sustentabilidade ambiental. • Atividades econômicas do DF: (agricultura, indústria e turismo) Natureza • Perceber as relações de interdependência entre a cidade e o campo, • Saneamento básico; comparando os diferentes modos de vida destes grupos sociais. • Coleta seletiva de lixo; • Comércio e crescimento urbano • Zona urbana e rural • Reconhecer o DF a partir de sua história, seus símbolos, seu sistema • Planejamento de Brasília administrativo e percebendo a pluralidade cultural e a biodiversidade. • Regiões Administrativas • Debater os problemas socioambientais do DF e do entorno, propondo • Entorno Espaço e lugar soluções. • Ocupação desordenada do solo: condomínios e invasões. • Distrito Federal na região Centro-Oeste • Trânsito • Meios de comunicação
  • 157. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 158 GEOGRAFIA - 4ª SÉRIE/ 5º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS • Analisar os problemas sociais e ambientais em sua localidade, discutindo • Mudanças e transformações no espaço do estado através do tempo: atitudes para a preservação ambiental e soluções para superar a degradação mudanças no espaço cotidiano; a natureza do estado – relevo, clima, ambiental. vegetação e hidrografia; as transformações ocasionadas na natureza pela • Compreender a dinâmica dos principais problemas ambientais globais: própria natureza e pelo homem; causas e consequências destas Aquecimento global, destruição da camada de ozônio, chuvas ácidas. modificações. Tipos de poluição: ar, visual, sonora. Poluição do solo e subsolo, • Meio ambiente: preservação e degradação. Natureza poluição dos recursos hídricos (oceanos, mares, rios e lagos). • Desenvolvimento sustentável. • Conhecer as diversas fontes de energia. • Fontes de energia: hidroelétrica, termoelétrica, nuclear. • Relacionar o desenvolvimento tecnológico, seu impacto e • Fontes alternativas de energia: solar, eólica, biomassa, biogás,Letramento e Diversidade consequências, tendo em vista o uso de combustíveis e o desenvolvimento de biodiesel, geotérmica, e energia das marés. meios de transporte. • Transportes. • TIC (Tecnologia, Informação e Comunicação) : As novas tecnologias no cenário da globalização. • O papel da internet no cenário de um mundo cada vez mais globalizado. • A internet e as redes sociais. • Conhecer a linguagem cartográfica para obter informações e representar • Posição dos objetos no espaço: localização, meios de orientação. a especialidade dos fenômenos geográficos. • Tipos de mapas. • Utilizar os mapas como ferramentas de analise dos fenômenos Espaço e lugar • Projeções cartográficas geográficos. • Escala. • Entender a organização do espaço geográfico e o funcionamento da • O local e o global: diferentes tipos de paisagens e organização social. natureza em suas manifestações cotidianas. • Regiões brasileiras: características, paisagens, modos de produção e • Caracterizar o papel das sociedades na construção e produção das organização social. paisagens regionais, considerando suas relações com a indústria e o comércio • Espaços: urbano e rural e suas semelhanças e diferenças. e as características regionais. • Indústria e comércio: suas interferências na organização das cidades e regiões.
  • 158. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1595.5 ENSINO RELIGIOSO “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. (Constituição Brasileira. Art. 5° - inciso V). A religião, como fato antropológico, permeia a existência humana que se manifesta nas diversas culturas, apresentando como objeto, além da transcendência, valores como a amizade, o amor, solidariedade, respeito, entre outros. O processo educativo fundamenta-se em conhecimentos científicos, não se esquecendo da história e cultura de cada sujeito, o qual traz para a instituição educativa seus referenciais éticos, morais, sociais e espirituais. É no espaço educativo em que há possibilidades de construção, do compartilhar significados por meio das relações interpessoais, que se efetiva o desenvolvimento dos sujeitos de forma integral. Certamente, o desenvolvimento do ser humano necessita ser mediado tanto na educação informal quanto na educação formal. E para que isto se ocorra, a instituição educacional, por meio do currículo, deve proporcionar instrumentos que favoreçam a construção do conhecimento nestas duas perspectivas. Nesse sentido, o conhecimento religioso é assegurado na instituição educacional a fim de oportunizar que os estudantes se tornem capazes de entender os movimentos específicos das diversas culturas, e para que os aspectos religiosos representem um elemento na formação dos sujeitos. Sob tal perspectiva, o Ensino Religioso é uma área de conhecimento que contribui para o desenvolvimento integral. Com uma proposta pedagógica que tenha como objeto de estudo o fenômeno religioso nas suas múltiplas expressões e dimensões, o Ensino Religioso deverá perpassar por todos os componentes curriculares de forma interdisciplinar, relacionando-se com as vivências, experiências e conhecimentos dos estudantes ao trabalho educativo em sala de aula. Para isso, o respeito à diversidade de manifestações religiosas e culturais, precisam ser garantidos nos espaços escolares.
  • 159. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 160 Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso (1988), expressam a necessária reflexão em torno dos modelos deensino e do processo de escolarização, diante das demandas sociais contemporâneas que exigem a compreensão ampla da diversidadecultural, postas também no âmbito religioso entre os países e de forma mais restrita, no interior de diferentes comunidades. Orientamtambém, a abordagem e a seleção dos conteúdos a serem trabalhados, de forma a possibilitar a compreensão, comparação e análise dosconceitos básicos no campo religioso e a reflexão sobre as inferências das tradições religiosas na sociedade. Tais reflexões fazem-se necessárias para que os vínculos familiares sejam fortalecidos, respeitando as subjetividades convividasnestes contextos, por meio dos relacionamentos fraternos. Para o cumprimento destes direitos e deveres, a Lei n° 9.475/97 de 22 de julho de 1997, que dá nova redação ao artigo n° 33 da Leide Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e a Lei Orgânica do Distrito Federal estabelecem o Ensino Religioso, como componentecurricular obrigatório da grade horária da escola pública e matrícula facultativa para o/a estudante, definindo como parte integrante daformação básica do cidadão, devendo ser ministrado, respeitando à diversidade cultural e religiosa brasileira, de forma não proseletista. Mais recentemente, as Leis 10.639/2003 – Lei da Diversidade Cultural e Ética e a 11.645/2008 – Lei da Cultura Indígena,fundamentam e justificam o respeito à diversidade cultural de forma a atender e possibilitar também, por uma questão histórica, asmanifestações peculiares da sociedade moderna. Para tanto, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o currículo de Ensino Religioso está organizado em dois Eixos Norteadores:(1) percepção do eu (como indivíduo) na família, na comunidade e no meio ambiente e (2) compreensão da diversidade cultural religiosa:ritos , espaços históricos, textos e narrativas religiosas. A abordagem didática dentro dos eixos citados deve acontecer numa sequência que possibilite a continuidade das aprendizagens,considerando os aspectos culturais e religiosos do estudante e a complexidade dos assuntos, procedendo de forma gradativa para oaprofundamento dos temas.
  • 160. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 161 Os eixos temáticos estão apresentados nas habilidades e conteúdos, que deverão ser trabalhados de forma interdisciplinar econtextualizada às demais áreas do conhecimento. Para que isso ocorra de forma dialógica, reflexiva e significativa o/a professor/a torna-seum agente da mediação e articulação destas práticas educativas. Em relação ao eixo percepção do eu (sujeito) na família, na comunidade e no meio ambiente é relevante compreender que osujeito precisa, em um primeiro momento, perceber sua existência, o valor do mesmo é apresentado como algo, a priori, que de acordo comcada postura religiosa deve ser compreendido e respeitado. No primeiro eixo, o sujeito é valorizado de forma incondicional, para que omesmo possa compreender como cada cultura concebe a existência do Criador no sentido subjetivo e consequentemente respeitar apostura dos que o rodeia. Uma abordagem relevante é a preservação do meio ambiente que desperta a religiosidade e posturas éticas no ser.Estes valores se estendem como ações na relação direta com a natureza. O objetivo do eixo compreensão da diversidade cultural religiosa: ritos , espaços históricos, textos e narrativas religiosas éoportunizar que os/as estudantes aprendam a conviver harmonicamente com outras pessoas e com o meio, respeitando as diferenças epercebendo que esta relação vivida de forma íntegra, conduz ao bem estar físico, social, mental e espiritual. Em busca de uma sociedade mais equânime, voltada para valores éticos e morais, a Instituição Educacional tem o papel fundamentalde fomentar tais questões, baseando-se de forma incondicional nos princípios democráticos que precisam converter-se em um âmbito dereflexão individual e coletiva.
  • 161. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 162 ENSINO RELIGIOSO - 1º ANO HABILIDADES CONTEÚDOS na comunidade e no (sujeito) na família, Percepção do eu • • meio ambiente. Perceber-se como pessoa humana. Autopercepção ( Eu – Ethos) • Identificar-se como um Ser que faz parte de grupos sociais: família, • Grupos sociais; família, escola e comunidade. escola e comunidade. • Convívio social, respeito às diferenças nos diversosLetramento e Diversidade • Reconhecer as diferentes formas de convívio dos diversos grupos ambientes. existentes. • Orientações para o relacionamento com o outro. • Respeitar-se a si mesmo e aos outros. • Perceber a beleza da natureza sensibilizando-se com suas • A diversidade existente na natureza como resultado da ação religiosa: ritos, espaços manifestações. do Sagrado conforme cada cultura. narrativas religiosas. diversidade cultural históricos, textos e • Compreensão da Perceber a manifestação do Sagrado nas diversas culturas. • A percepção da presença do Sagrado nas diversas • Identificar que os símbolos estão presentes nas diversas formas de culturas. convivência humana. • Símbolos: identificação de objetos simbólicos de diferentes religiosidades.
  • 162. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 163 ENSINO RELIGIOSO - 2º ANO Percepção do eu (sujeito) HABILIDADES CONTEÚDOS comunidade e no meio • Descobrir-se enquanto ser humano, com características diferentes, mas • O perdão como manifestação do amor, tolerância na família, na ambiente. com direitos iguais. e complacência. • Perceber-se como ser importante dentro do grupo social. • Valores como: solidariedade, respeito e • Compreender que o meio ambiente faz parte de sua existência. fraternidade. • Admiração e contemplação da natureza como ação transformadora de si mesmo e do meio em que vive.Letramento e Diversidade • Identificar na convivência humana a possibilidade do agir ético em • A convivência humana e ações éticas. Compreensão da diversidade cultural religiosa: ritos, espaços históricos, textos e narrativas busca da percepção do sagrado conforme a crença de cada sujeito. • As tradições religiosas culturais da comunidade. • Conhecer as tradições religiosas culturais da comunidade. • Conhecimento e respeito da sua religiosidade e do • Entender a própria religiosidade e a do outro. outro. • Perceber as diversas formas de ver Deus. • Percepção das diversas formas de manifestação de Deus. religiosas.
  • 163. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 164 ENSINO RELIGIOSO - 3º ANO HABILIDADES CONTEÚDO (sujeito) na família, na comunidade e no meio • • Percepção do eu Compreender a alteridade como princípio para orientar o relacionamento Alteridade – orientações para relacionamento com o ambiente. com o outro. outro. • Participar de discussões éticas; ambientais e sociais. • Discussões de valores e contra valores. • Relacionar-se e conviver bem com os colegas no ambiente escolar. • Convívio escolar; respeito, justiça, solidariedade no ambiente escolar.Letramento e Diversidade • Reconhecer a importância da religiosidade na convivência familiar e • A importância da religiosidade na convivência familiar cultural religiosa: ritos, espaços históricos, textos e narrativas Compreensão da diversidade social. e social. • Compreender os ritos organizados pelos diferentes grupos religiosos, tais • Rituais: descrição das práticas religiosas significativas, como; peregrinações, festas nos templos e datas comemorativas. elaboradas pelos diferentes grupos religiosos. • • religiosas. Compreender a Fé como um sentimento natural que dá força ao ser Fé: sentimento natural no ser humano que conduz a humano na sua existência. vida e o encontro com o transcendente.
  • 164. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 165 ENSINO RELIGIOSO - 4º ANO HABILIDADES CONTEÚDO Percepção do eu (sujeito) na família, na • • comunidade e no meio ambiente. Descobrir e realizar as aspirações de paz e de justiça na família e na Paz e justiça em diversos grupos sociais (família, comunidade, usando exemplos vivenciados na história da humanidade. escola e comunidade). Grandes nomes que • Compreender a questão da tolerância religiosa. promoveram a paz na humanidade. Exemplo: • Adotar bons hábitos e atitudes solidárias. Jesus Cristo, Ghandi, Zumbi, Mandela dentre • Conscientizar sobre a questão da preservação da natureza. outros. • Reconhecer valores que edificam a pessoa humana. • A tolerância religiosa. • A solidariedade e a percepção do outro como postura ética. • A natureza como fonte inesgotável do poderLetramento e Diversidade transcendente conforme cada cultura. • O amor, a cooperação, a justiça e o respeito como sentimentos altruístas. • Compreender o imanente e ou transcendente como representação do Sagrado • O imanente e ou transcendente nas práticas religiosa: ritos, espaços históricos, textos e Compreensão da diversidade cultural nas práticas religiosas. religiosas. • Entender que as narrativas sagradas surgiram dos mitos e histórias dos povos. • Narrativas e mitos sagrados nas histórias dos • Perceber nos textos religiosos a proposta da valorização da vida e construção povos. narrativas religiosas. da cidadania. • Diversos textos religiosos. • Compreender a diversidade religiosa existente no Distrito Federal. • As manifestações religiosas no Distrito Federal.
  • 165. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 166 ENSINO RELIGIOSO - 4ª SÉRIE/5º ANO HABILIDADES CONTEÚDO família, na comunidade e no Percepção do eu (sujeito) na • Valorizar a vida em função da dignidade da pessoa humana. • O Ser humano como parte da criação. • Perceber o valor da existência humana. • Vida; concepção e existência. meio ambiente. • Compreender as modificações constantes que ocorrem no corpo, • Valores: respeito, justiça, solidariedade e liberdade. respeitando as etapas do desenvolvimento. • Modificações no corpo e seu desenvolvimento. O valor • Entender a necessidade de propiciar para si momentos reflexivos do corpo sendo o espaço reservado para a morada do através da meditação eou oração. Ethos (Deus, essência, energia).Letramento e Diversidade • A meditação e oração como momentos reflexivos que enaltecem o ser humano e a fé como força na busca de ideais. • Refletir a questão da transcendência eou imanência como • A questão da transcendência eou imanência como cultural religiosa: ritos, espaços históricos, textos e narrativas Compreensão da diversidade manifestação no ser humano. manifestação no ser humano. • Identificar os lugares considerados sagrados no Brasil. • Lugares considerados sagrados no Brasil: templos e • Conhecer os textos religiosos orais e escritos. igrejas, terreiros, cemitérios indígenas, etc. religiosas. • Identificar as organizações religiosas no Brasil. • O conhecimento dos acontecimentos históricos que • Perceber os conceitos sobre vida e morte nas diversas tradições e originaram os mitos e formação dos textos religiosos. manifestações religiosas. • As diferentes religiões no Brasil. • Perceber que o fundamentalismo é uma postura radical que diverge da • Conceitos sobre vida e morte nas diversas postura ética. manifestações religiosas. • Fundamentalismo como postura radical que diverge da postura ética.
  • 166. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 1676 EDUCAÇÃO ESPECIAL A educação especial fundamenta-se no princípio da equidade, uma vez que prevê, especificamente, a formulação de políticas públicaseducacionais reconhecedoras da diferença e da necessidade de condições diferenciadas para a efetivação do processo educacional. Essa previsão encontra-se respaldada desde a garantia de educação para todos estabelecida na Declaração Universal dos DireitosHumanos, (Organização das Nações Unidas – ONU, 1948); passando pela celebrada Declaração de Salamanca (Organização das NaçõesUnidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, 1994), que reitera a educação como um direito de todos e torna-se o fundamentobásico da Educação Especial no Brasil; chegando à Carta Magna (Constituição Federal, 1988), que assegura em seu artigo 1°, incisos II eIII, a cidadania e a dignidade da pessoa humana como Fundamentos da República; em seu artigo 3º, inciso IV, estabelece a promoção dobem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação como um dos Objetivos daRepública; em seu artigo 5º, prevê o direito à igualdade; nos artigos 205 e seguintes, garante expressamente o direito de TODOS à educação,visando “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”; no artigo 206,inciso I, prevê a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” e, finalmente, em seu artigo 208, inciso V, estabelece que o“dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criaçãoartística, segundo a capacidade de cada um”. Diversas legislações específicas somam-se aos documentos anteriormente citados para estabelecer as normas e as diretrizeseducacionais nacionais e do Distrito Federal, tais como: Lei nº 9.394/96 − LDB, Resolução nº 02/2001, do Conselho Nacional deEducação/Câmara de Educação Básica (CNE/CEB), que institui as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica e aResolução nº 01/2009, do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), que estabelece normas para o sistema de ensino do DistritoFederal, dentre outras.
  • 167. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 168 A educação especial, no Distrito Federal, ao longo dos últimos anos, vem ampliando e aperfeiçoando suas práticas e suas concepçõesem razão da atual legislação, das diretrizes nacionais e internacionais e, principalmente, como resultado de reflexões conjuntas acerca dosresultados do processo educacional em curso nesta Secretaria de Estado de Educação. Nesse horizonte, a educação especial cumpre sua finalidade ao viabilizar, na perspectiva da educação inclusiva, condições deigualdade de acesso à aprendizagem aos/às estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altashabilidades/superdotação, conforme proposto na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 − Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional −, na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, MEC/SEESP, de 2008, e nas demaislegislações e orientações normativas. O Distrito Federal, ao incluir seus/suas estudantes em classes comuns em todas as etapas e modalidades da Educação Básica epropiciar-lhes recursos pedagógicos, materiais e atendimentos educacionais especializados compatíveis com suas necessidades educacionais,torna-se modelo nacional de trabalho exitoso, cujas bases encontram-se, sobretudo, na garantia da flexibilização do currículo comum, deforma a instrumentalizar a construção de competências e possibilitar a efetivação dos direitos à igualdade de condições. A atual concepção de educação especial reforça, portanto, o caráter interativo dessa modalidade de ensino, cuja ação transversalperpassa as demais etapas e modalidades de ensino e propõe uma efetiva educação global. Assim, na construção e na aplicação do currículodevem ser considerados o respeito às diferenças e a valorização da diversidade. Com essa finalidade, devem ser viabilizadas condições deatendimento das necessidades educacionais dos/das estudantes, por meio de estratégias metodológicas e de recursos específicos. Para tanto, abase da ação pedagógica deve ser estabelecida tendo como foco a singularidade do/da estudante e fundamentando-se em uma construçãoreflexiva, coletivamente construída, por intermédio da articulação entre o/a professor/a regente e o/a professor/a do atendimento educacionalespecializado, na qual saberes e significações são construídos com a participação das múltiplas percepções e interpretações dos atores que acompõem.
  • 168. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 169 Para o efetivo sucesso da educação, o currículo não deve representar apenas um agrupamento de conteúdos, mas, sobretudo, umconjunto de ações voltado à formação global do/da estudante. Sua operacionalização deve constar na proposta pedagógica da instituiçãoeducacional e deve fundamentar-se no requisito precípuo de viabilização de igualdade e de valorização da diversidade como alicerces para apromoção da aprendizagem e para o desenvolvimento dos/das estudantes. Assim, o êxito de sua aplicação requer a efetiva participação detodos os segmentos da comunidade escolar. Por tudo isso, conforme previsto na Resolução CNE/CEB nº 02/2001 e no Parecer CNE/CEB nº 17/2001, que a embasa, dentre seusprincípios, encontra-se o que estabelece que a consciência do direito de constituir uma identidade própria e do reconhecimento da identidadedo outro traduz-se no direito à igualdade e no respeito às diferenças, assegurando oportunidades diferenciadas, tantas quantas foremnecessárias, com vistas à busca da igualdade. O princípio da equidade reconhece a diferença e a necessidade de haver condiçõesdiferenciadas para o processo educacional. Para tal finalidade, ao organizar o atendimento na rede regular de ensino, deve-se observar oprevisto na Resolução CEDF nº 01/2009, em seu artigo 44, conforme segue: Art. 44 - A estrutura do currículo e da proposta pedagógica, para atender às especificidades dos estudantes com necessidades educacionais especiais deve observar a necessidade de constante revisão e adequação da prática pedagógica nos seguintes aspectos: I – introdução ou eliminação de conteúdos, considerando a condição individual do estudante; II – modificação metodológica dos procedimentos, da organização didática e da introdução de métodos; III – temporalidade com a flexibilização do tempo para realizar as atividades e desenvolvimento de conteúdos; IV – avaliação e promoção com critérios diferenciados, em consonância com a proposta pedagógica da instituição educacional, respeitada a freqüência obrigatória. Parágrafo único. Os estudantes de classes especiais ou centros especializados devem ser constantemente acompanhados com vistas a sua inclusão no ensino regular. Nessa perspectiva, as adequações curriculares são compreendidas como medidas pedagógicas diferenciadas voltadas a favorecer aescolarização baseadas no currículo regular e por meio de formas progressivas de adequação, a fim de nortear a organização do trabalho deacordo com as necessidades do/da estudante.
  • 169. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 170 Dessa forma, com o intuito de proporcionar aos/às professores/as conhecimento voltado a instrumentalizar sua prática, por meio deestratégias pedagógicas inclusivas no contexto da sala de aula, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal − SEDF apresenta,neste documento, orientações para a implementação das adequações curriculares, considerando o potencial e as necessidades de cadaestudante.Adequação Curricular Adequações curriculares são compreendidas como um conjunto de modificações e/ou flexibilizações de conteúdos, de recursosespeciais, de materiais, de tecnologia, de comunicação ou de temporalidade voltado a facilitar o desenvolvimento do currículo escolar.Constituem-se como possibilidades educacionais de atuar na facilitação da aprendizagem, via um currículo dinâmico, alterável, acessível epassível de ampliação. Enfim, compatível com as diversas necessidades dos/das estudantes e, por isso mesmo, com condições de atenderefetivamente a todos. Considerando a extensão do conceito de necessidades educacionais especiais apresentados pelas Diretrizes Nacionais para aEducação Especial na Educação Básica (Resolução CNE/CEB nº 02/2001), bem como a Política Nacional de Educação Especial naPerspectiva da Educação Inclusiva, (MEC/SEESP, 2008) e a proposta de inclusão educacional da SEDF, poderão ser realizadasadequações curriculares – quando necessárias e, conforme indicação pedagógica – aos/às estudantes com deficiência, com transtorno globaldo desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação; assim como, aos/às estudantes com transtornos funcionais matriculados na rederegular de ensino, cujas situações específicas, em geral relacionadas a questões orgânicas, déficits permanentes e, em muitos casosdegenerativos, comprometem o funcionamento cognitivo, psíquico e sensorial, vindo a constituir deficiências mentais e ou múltiplas graves.Nesses casos, verifica-se a necessidade de realização de adequações curriculares significativas e indicação de conteúdos de caráter maisfuncional e prático, observando-se suas características individuais.
  • 170. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 171Níveis de Adequações Curriculares As adequações curriculares aplicadas e consolidadas no plano pedagógico individual do/da estudante devem ser previstas na propostapedagógica da instituição educacional e no currículo desenvolvido na sala de aula. Para sua efetivação, todos os partícipes do processo deaprendizagem devem estar envolvidos. Essas adequações devem focalizar, principalmente, a organização da instituição educacional em relação à acessibilidade e aosserviços de apoio especializado voltados a atender às necessidades dos/das estudantes; devem ainda, propiciar condições estruturais para quepossam ocorrer, de forma mais abrangente, atingindo a toda a sala de aula, ou menos abrangente, atingindo apenas o nível individual, casoseja necessária uma programação específica para o/a estudante. Portanto, as demandas do processo educativo se concretizam na sala de aula. As relações estabelecidas entre professor/a e estudante,e entre este/esta e seus pares favorecem e potencializam o desenvolvimento de competências e de habilidades curriculares de todos/todasos/as estudantes. As medidas de adequação na sala de aula são realizadas pelo/pela professor/a e destinam-se, principalmente, à programaçãodas suas atividades. Suas ações devem ser norteadas e fundamentadas em critérios que identifiquem, conforme bem especificado nosParâmetros Curriculares Nacionais – Adequações Curriculares (1998): o que o/a estudante deve aprender; como e quando aprender; quaisformas de organização de ensino são mais eficientes para o processo de aprendizagem; e como e quando avaliar.Porém, antes de se propor adequações curriculares, é imprescindível conhecer e avaliar a real necessidade de sua aplicação, por meio de umaavaliação de cunho pedagógico quanto à competência do/da estudante em relação ao currículo regular. Acrescenta-se que essa adequaçãopossui caráter processual, portanto, poderá ser alterada em qualquer momento educativo. Essas adequações classificam-se em adequações deacesso e adequações nos elementos curriculares, conforme descrito a seguir:
  • 171. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 172 Adequações de Acesso ao Currículo19 Correspondem ao conjunto de modificações nos elementos físicos e materiais do ensino, bem como nos recursos pessoais do/da professor/a quanto ao seu preparo para trabalhar com os/as estudantes. São definidas como alterações ou recursos espaciais, materiais ou de comunicação que venham a facilitar aos/às estudantes o desenvolvimento do currículo escolar.I. Constituem adequações de acesso ao currículo:• criar condições físicas, ambientais e materiais para o/a estudante na sua instituição educacional de atendimento;• propiciar os melhores níveis de comunicação e de interação com as pessoas com as quais convive na instituição educacional;• favorecer a participação nas atividades escolares;• propiciar o mobiliário específico necessário;• fornecer ou atuar para a aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos necessários;• adaptar materiais de uso comum em sala de aula;• adotar sistemas de comunicação alternativos para os/as estudantes impedidos de comunicação oral (no processo de ensino aprendizagem e na avaliação).II. Sugestões que favorecem o acesso ao currículo:• eliminar barreiras atitudinais em toda comunidade escolar;• agrupar os/as estudantes de forma a facilitar a realização de atividades em grupo e incentivar a comunicação e as relações interpessoais; 19 Texto adaptado a partir do documento orientador PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – Adequações Curriculares, MEC, 1998.
  • 172. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 173• propiciar ambientes com adequada luminosidade, sonoridade e movimentação;• encorajar, estimular e reforçar a comunicação, a participação, o sucesso, a iniciativa e o desempenho do/da estudante;• adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que necessitam ser apreendidos como cores, desenhos, traços; cobrir partes que podem desviar a atenção do/da estudante; incluir desenhos, gráficos que ajudem na compreensão; destacar imagens; modificar conteúdos de material escrito de modo a torná-lo mais acessível à compreensão etc.;• providenciar adequação de instrumentos de avaliação e de ensino e aprendizagem;• favorecer o processo comunicativo entre estudante-professor/a, estudante-estudante, estudante-demais adultos;• providenciar softwares educativos específicos;• despertar a motivação, a atenção e o interesse do/da estudante;• apoiar o uso dos materiais de ensino aprendizagem de uso comum;• atuar para eliminar sentimentos de inferioridade, menos valia e fracasso.III. Sugestões de recursos de acesso ao currículo para estudantes com necessidades especiais específicas:a) Para estudantes com deficiência visual• materiais desportivos adaptados: bola de guizo e outros;• sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: Sistema Braille, tipos escritos ampliados;• textos escritos com outros elementos (ilustrações táteis) para melhorar a compreensão;• posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professor/a;• deslocamento do/da estudante na sala de aula para obter materiais ou informações, facilitado pela disposição do mobiliário;• explicações verbais sobre todo o material apresentado em aula, de maneira visual;
  • 173. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 174• boa postura do/da estudante, evitando os maneirismos comumente exibidos pelos/pelas que são cegos/as;• adequação de materiais escritos de uso comum: tamanho das letras, relevo, softwares educativos em tipo ampliado, textura modificada etc.;• máquina braille, reglete, sorobã, bengala longa, áudio livro, lupa etc.;• organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: colocação de extintores de incêndio em posição mais alta, pistas olfativas e/ou piso tátil para orientar na localização de ambientes, espaço entre as carteiras para facilitar o deslocamento, corrimão nas escadas etc.;• material didático e de avaliação em tipo ampliado para os/as estudantes com baixa visão e em braille e relevo para os/as cegos/as;• braille para estudantes e professores/as que desejarem conhecer o referido sistema;• materiais de ensino e de aprendizagem de uso comum: pranchas ou presilhas para não deslizar o papel, lupas, computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados etc.;• recursos ópticos;• apoio físico, verbal e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade, visando à locomoção independente do/da estudante.• notações especificas do braille para os componentes curriculares, química, física, geografia e matemática;• uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã;• estimular a postura do olhar do/da estudante para o horizonte, mesmo que esse/essa seja cego/a, corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão;• uso de recursos ópticos (lupa eletrônica, lupa manual) e não ópticos (lápis 6B, caneta pilot color 850, canta Z4 Roller Black 0.7mm, folha pautada ampliada, entre outros), para viabilizar o acesso a informação;• uso do multiplano, geoplano, carretilha, objetos reais, simplificados ou reduzidos, tela para desenhos em alto relevo, material tridimensional, instrumentos de medida adaptados ao Braille;• livros adaptados de texturas, contraste, alto relevo para surdocegos/as totais e parciais;
  • 174. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 175• ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas para estudantes com esta possibilidade;• celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema;• ampliação do tempo para realização de trabalhos, de exercícios e de avaliações;• disponibilizar com antecedência os conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula, para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os/as demais estudantes da sala.b) Para estudantes com deficiência auditiva• presença de intérprete educacional em sala de aula;• ensino de LIBRAS a toda comunidade escolar;• ensino da língua portuguesa escrito com metodologia ensino de 2° língua;• textos escritos complementados com elementos que favoreçam a sua compreensão: linguagem visual, língua de sinais e outros;• sistema alternativo de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante: – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) leitura orofacial, linguagem visual;• salas-ambiente para estimulação oral;• posicionamento do/da estudante na sala de tal modo que possa utilizar a leitura labial e o resíduo auditivo;• material visual e outros de apoio, para favorecer a apreensão das informações expostas;• na avaliação: ter a flexibilidade de, além da prova escrita, fazer uma avaliação complementar oral ( em língua de sinais), apresentações orais com apoio de materiais visuais, possibilidade de fazer a prova em língua de sinais;• avaliações visuais feitas na língua do/da estudante tanto nos comandos quanto nas respostas sejam nesta língua (Libras) sempre quando for o caso;
  • 175. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 176• na educação infantil tempo exclusivo com o/a professor/a que tenha Libras como língua de instrução;• salas equipadas com recursos audiovisuais data show, TV, câmera filmadora, computador com acesso a internet, impressora para viabilizar o acesso a informação por imagem,softwares educativos específicos, prótese auditiva, tablado, etc.;• acesso a literatura bilíngue e bicultural (literatura surda);• contato com a comunidade surda (surdo/a adulto/a);• contato contínuo com modelos educacionais surdos baseados na pedagogia visual.c) Para estudantes surdocegos/as• apresentação de materiais adaptados com texturas distintas, alto relevo, contraste e bem iluminados;• disponibilização de professor/a na função de guia-interprete educacional do/da estudante surdocego/a;• utilização de sistema alternativo de comunicação: movimento coativo, ressonância, gestos naturais, imitação, objetos de referência, língua de sinais tátil ou adaptado ao campo visual do/a estudante, tadoma (leitura tátil da língua oral), fala amplificada, escrita na palma da mão, alfabeto dactilológico, sistema braille digital ou outro recurso que viabilize o acesso a informação;• explicações acessíveis sobre todo o contexto escolar;• uso de microfone para ampliar a voz do/da professor/a regente, quando houver resíduo auditivo e ausência de guia-interprete educacional;• posicionamento do/da estudante na sala de aula de modo a favorecer sua possibilidade de ouvir o/a professora ou o/a guia-interprete;• organização dos materiais permanentes da sala de aula viabilizando o deslocamento do/da surdocego/a no ambiente interno de forma autônoma e independente;• estimulação da confiança, da autonomia e das iniciativas do/da surdocego/a para as atividades do contexto escolar e sociocultural;
  • 176. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 177• observação da postura corporal do/da estudante surdocego/a, evitando maneirismo que podem ser observados em alguns surdocegos/as parciais ou totais;• estimulação da postura do olhar do/da estudante para o horizonte, mesmo que esse seja cego/a, corrigindo a tendência do/da deficiente visual de dar preferência ao olhar direcionado para o chão;• organização espacial para facilitar a mobilidade e evitar acidentes: extintores de incêndio em posição mais alta, pistas táteis e olfativas, corrimão nas escadas, grades nos espaços que representam riscos de queda;• uso de recursos ópticos (lupa eletrônica, lupa manual) e não ópticos (lápis 6B, caneta pilot color 850, canta Z4 Roller Black 0.7mm, folha pautada ampliada, entre outros), para viabilizar o acesso a informação;• disponibilização de computador acoplado a linha Braille, ou display braille, para atendimento ao/à surdocego/a;• uso de máquina modelo perkins para viabilizar o acesso a leitura e a escrita do sistema Braille;• utilização de apoio físico, tátil e instrucional para viabilizar a orientação e mobilidade visando a locomoção em ambiente interno independente;• utilização de computador com sintetizador de vozes e periféricos adaptados;• uso de notações especificas do braille para os componentes curriculares, química, física, geografia e matemática;• uso do multiplano, geoplano, carretilha, objetos reais, simplificados ou reduzidos, tela para desenhos em alto relevo, material tridimensional, instrumentos de medida adaptados ao Braille;• disponibilização de ajuda técnica – instrumento para escrever em linha reta mantendo o espaço entre linhas;• uso de recursos que introduzam o pré-sorobã e o sorobã;• utilização de amplificador do som;• utilização de livros adaptados de texturas, contraste, alto relevo para surdocegos/as totais e parciais;
  • 177. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 178• uso de cartão tridimensional para identificação de ambiente de confecção artesanal pelo/pela guia-interprete para rotina, diária, de confecção artesanal pelo/pela guia-interprete;• identificação dos espaços da instituição educacional com objetos, nomes e números de tal forma que o/a surdocego/a possa lê-los, seja em braille ou em escrita ampliada;.• celas braille de tamanhos variados possibilitando o acesso a este sistema;• utilização de técnicas de estudo como: mapa mental, técnica sq4R, leitura do sistema braille mediante a soletração dactilológica das letras e, posteriormente, transferência do significado para a língua de sinais;• ilustração e dramatização das informações veiculadas no ambiente escolar;• redução do número de exercícios sobre um mesmo tópico;• ampliação do tempo para realização de trabalhos, exercícios e avaliações;• disponibilização com antecedência dos conteúdos que serão abordados no contexto da sala de aula, para que o/a estudante possa utilizá-lo no mesmo tempo que os demais estudantes da sala.d) Para estudantes com deficiência intelectual• atitudes de acolhimento e respeito ao ritmo e estilo de aprendizagem do/da estudante;• utilização de instruções por meio de sinais claros e simples;• planejamento de atividades observando um crescente nível de complexidade;• acesso à atenção do/da professor/a;• utilização, sempre que possível, de material concreto como suporte à aprendizagem curricular;
  • 178. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 179• disponibilização de espaços pedagógicos diferenciados e organizados, em sala de aula e na instituição educacional, favorecedores da aprendizagem;• desenvolvimento de habilidades adaptativas: sociais, acadêmicas, de comunicação, de lazer, de saúde e segurança, cuidado pessoal e autonomia na vida doméstica e no uso de recursos da comunidade; e• diversificação as propostas metodológicas, buscando adequá-los à necessidade individual.e) Para estudantes com deficiência física• adequação dos elementos materiais: instituição educacional (rampa deslizante, elevador, banheiro, pátio, barras de apoio, alargamento de portas etc.); mobiliário (cadeiras, mesas e carteiras); materiais de apoio (andador, coletes, abdutor de pernas, faixas restringidoras etc.); materiais de apoio pedagógico (tesoura, ponteiras, computadores que funcionam por contato, por pressão ou outros tipos de adequação etc.);• viabilização do deslocamento de estudantes que usam cadeira de rodas ou outros equipamentos, facilitado pela remoção de barreiras arquitetônicas;• utilização de pranchas ou presilhas para não deslizar o papel, suporte para lápis, presilha de braço, cobertura de teclado etc.;• utilização de textos escritos complementados com elementos de outras linguagens e sistemas de comunicação;• utilização de sistemas aumentativos ou alternativos de comunicação adaptado às possibilidades do/da estudante com dificuldade na fala: sistemas de símbolos (baseados em elementos representativos, em desenhos lineares, sistemas que combinam símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários, sistemas baseados na ortografia tradicional, linguagem codificada), auxílios físicos ou técnicos (tabuleiros de comunicação ou sinalizadores e demais tecnologias), comunicação total e outros; e• utilização de recursos de tecnologia assistiva compatíveis com a demanda individual do/da estudante.
  • 179. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 180f) Para estudantes com deficiências múltiplas20• espaços pedagógicos diferenciados, em sala de aula e na instituição educacional, favorecedores da aprendizagem;• acesso à atenção do/da professor/a;• recursos pedagógicos de fácil manuseio para os/as estudantes;• apoio para que o/a estudante perceba os objetos, demonstre interesse e tenha acesso a eles; e• disponibilização de recursos de tecnologia assistiva.g) Para estudantes com Transtorno Global do Desenvolvimento21• conhecer as particularidades e características de cada um dos/das estudantes;• encorajar o estabelecimento de relações com o ambiente físico e social;• oportunizar e exercitar o desenvolvimento de suas competências;• diversificar as propostas metodológicas, buscando adequá-las à necessidade individual do/da estudante;• utilizar, sempre que possível, material concreto que favoreça a aprendizagem de conteúdos curriculares;• estimular a atenção do/da estudante para as atividades escolares;• utilizar instruções por meio de sinais claros e simples; 20 As adequações de acesso para os/as estudantes com deficiências múltiplas devem considerar as deficiências que se apresentam distintamente e a associação de deficiências agrupadas e devem contemplar a funcionalidade e as condições individuais do/da estudante. 21 O comportamento dos/das estudantes com transtorno global do desenvolvimento não se manifesta por igual, nem aparenta ter o mesmo significado e expressão nas diferentes etapas de suas vidas. Existem importantes diferenças entre os quadros que caracterizam as condições individuais e apresentam efeitos mais ou menos limitantes.
  • 180. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 181• oferecer modelos adequados e corretos de aprendizagem;• favorecer o bem-estar emocional; e• planejar cuidadosamente ações que envolvam modificações comportamentais dos/das estudantes.h) Para estudantes com altas habilidades/superdotação• evitar sentimentos de superioridade, rejeição dos demais colegas, sentimentos de isolamento etc.;• pesquisa, persistência na tarefa e engajamento em atividades cooperativas;• materiais, equipamentos e mobiliários que facilitem os trabalhos educativos;• ambientes favoráveis de aprendizagem como: laboratórios, bibliotecas etc.;• materiais escritos de modo que estimule a criatividade e de elementos que despertam novas possibilidades. Adequações nos Elementos Curriculares As adequações focalizam as formas de ensinar e de avaliar, bem como os conteúdos a serem ministrados, considerando a temporalidade. São definidas como alterações realizadas nos objetivos, nos conteúdos, nos critérios e nos procedimentos de avaliação, nas atividades e nas metodologias para atender às diferenças individuais dos/das estudantes. As seguintes medidas podem ser adotadas para as adequações nos elementos curriculares:
  • 181. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 182I. Adequações metodológicas e didáticas Realizam-se por meio de procedimentos técnicos e metodológicos, estratégias de ensino e de aprendizagem, procedimentos avaliativos e atividades programadas para os/as estudantes. São exemplos de adequações metodológicas e didáticas:• situar o/a estudante nos grupos com os quais melhor possa trabalhar;• adotar métodos e técnicas de ensino e de aprendizagem específicas para o/a estudante, na operacionalização dos conteúdos curriculares, sem prejuízo para as atividades docentes;• utilizar técnicas, procedimentos e instrumentos de avaliação distintos da turma , quando necessário, sem alterar os objetivos da avaliação e seu conteúdo;• propiciar apoio físico, visual, verbal e outros ao/à estudante impedido em suas capacidades, temporária ou permanentemente, de modo a permitir-lhe a realização das atividades escolares e do processo avaliativo. O apoio pode ser oferecido pelo/pela professor/a regente, professor/a especializado/a ou pelos próprios colegas;• introduzir atividades individuais complementares para o/a estudante alcançar os objetivos comuns aos demais colegas. Essas atividades podem ser realizadas na própria sala de aula ou em atendimentos de apoio;• introduzir atividades complementares e/ou suplementares específicas para o/a estudante, individualmente ou em grupo;• ressignificar atividades que não beneficiem ao/à estudante ou lhe restrinja uma participação ativa e real ou, ainda, que esteja impossibilitado de executar;
  • 182. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 183II. Adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo As adequações dos conteúdos curriculares e do processo avaliativo consistem em adequações individuais, dentro da programação regular, considerando-se os objetivos, os conteúdos e os critérios de avaliação para responder às necessidades de cada estudante. São exemplos dessas estratégias adaptativas:• adequar os objetivos, os conteúdos e os critérios de avaliação, o que implica modificá-los, considerando as condições do/da estudante em relação aos demais colegas da turma;• priorizar determinados objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, para dar ênfase aos objetivos que contemplem as necessidades do/da estudante. Essa priorização não implica abandonar os objetivos definidos para o seu grupo, mas acrescentar outros, concernentes com suas necessidades educacionais especiais;• adequar a temporalidade dos objetivos, dos conteúdos e dos critérios de avaliação, isto é, considerar que o/a estudante com necessidades educacionais especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo em tempo diferenciado.• adequar a temporalidade dos componentes curriculares previstos para os níveis, as etapas e as modalidades , ou seja, cursar menor número de componentes curriculares, durante o ano letivo, e, desse modo, estender o período de duração da série/ano que frequenta; ou, nos casos de estudantes com altas habilidades/superdotação, propiciar condições para o avanço de estudo, por meio da redução desses períodos.• introduzir conteúdos, objetivos e critérios de avaliação na ação educativa necessário à educação do/da estudante. Esse acréscimo não pressupõe a eliminação ou redução dos elementos constantes do currículo regular desenvolvido pelo/pela estudante;• suprimir, de acordo com as necessidades do/da estudante, conteúdos e objetivos da programação educacional regular, sem, contudo, causar prejuízo a sua escolarização e sua promoção acadêmica. Caso, efetivamente, seja necessária essa supressão, deve-se considerar, rigorosamente, os seguintes aspectos, dentre outros: ser precedida de uma criteriosa avaliação do/da estudante, considerando a sua competência acadêmica;
  • 183. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 184 fundamentar-se na análise do contexto escolar e familiar, que favoreça a identificação dos elementos adaptativos necessários que possibilitem as alterações indicadas; contar com a participação da equipe da instituição educacional e com o apoio de uma equipe multidisciplinar, quando possível e necessário; promover o registro documental das medidas adaptativas adotadas, para integrar o acervo documental do/da estudante; evitar que as programações individuais sejam definidas, organizadas e realizadas com prejuízo para o/a estudante, ou seja, para o seu desempenho, sua promoção escolar e sua socialização; adotar critérios para evitar adequações curriculares muito significativas, que impliquem supressões de conteúdos expressivos (quantitativa e qualitativamente), bem como a eliminação de componentes curriculares ou de áreas curriculares completas.7 DIRETRIZES DE AVALIAÇÃO22 Avaliar, no âmbito escolar, é a possibilidade de se organizar o trabalho pedagógico de maneira que tanto a instituição educacional, osprofessores e os/as estudantes consigam efetivar aprendizagens embasadas em objetivos educacionais. Pensando na aprendizagem como elemento primordial e essencial dos processos educativos, a Subsecretaria de Educação Básica –SUBEB propõe que as formas e os procedimentos avaliativos, que ora se apresentam no âmbito do planejamento e da organização dotrabalho pedagógico, sejam revistos na perspectiva de que as modalidades e as etapas da Educação Básica estejam articuladas entre si,mantendo as especificidades próprias de cada uma.22 Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica – documento publicado em 2008.
  • 184. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 185 Nesse aspecto, busca-se alargar o horizonte da ação avaliativa, por meio de processos que promovam a formação do/da estudante nasua plenitude. Assim, a avaliação, numa perspectiva formativa, concretiza-se em face dos processos contínuos e articulados de métodos eprocedimentos pedagógicos acolhidos para esse fim. Somente dessa forma, poderá ser efetivada uma avaliação que considere situações deaprendizagem centradas no sucesso coletivo do ensinar e do aprender como partes inerentes do mesmo processo. Com a intenção com de fazer da avaliação do processo de ensino e de aprendizagem um procedimento de crescimento e de avançoindividual e coletivo para o/a estudante e a comunidade escolar, buscamos promover uma articulação maior entre os processos avaliativosque ocorrem na Educação Básica.Trajetória das concepções de avaliação e sua repercussão no Sistema de ensino do Distrito Federal No intuito de situar, no contexto histórico brasileiro, a trajetória da avaliação na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal(SEDF), é importante descrever como ocorreu a avaliação educacional nos últimos 50 anos, tendo em vista que data de 1960 a inauguraçãoda extinta Fundação Educacional do Distrito Federal. Ressalte-se que, na década de 1930, havia uma preocupação em evidenciar a avaliação do desempenho escolar. Isaías Alves, citadopor Sousa (1998), defendia os testes pedagógicos, enfatizando que sua objetividade era mais conveniente do que as avaliações subjetivas, atéentão realizadas. Em busca de uma avaliação mais sistematizada, Tyler (1949), e posteriormente Bloom (1971), entre outros, citado por Sousa (1998),desenvolveram estudos, buscando aperfeiçoar os paradigmas avaliativos. Até a década de 70, numa concepção positivista, avaliar consistiaem: comparar os resultados dos alunos com aqueles propostos em determinado plano. Para realizar uma boa avaliação, era preciso definir, em primeiro lugar, os objetivos em termos comportamentais e determinar, além disso, em que situação seria possível observá-los. Só poderia ser avaliado o que fosse observável, ou através de provas ou por meio de algum outro tipo de instrumento de medida (SOUSA, 1998. p. 162).
  • 185. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 186 A avaliação nesse contexto, numa visão de prontidão, tinha como premissa que o aluno só poderia ser promovido para a próximasérie após o alcance dos objetivos educacionais, ou seja, dos critérios mínimos estabelecidos previamente. Segundo Sousa (1998), o conceito de avaliação somativa e formativa foi introduzido por Scriven (1967), exercendo forte influênciasobre estudiosos em avaliação no Brasil. Para a autora, a avaliação, numa perspectiva formativa, deveria subsidiar o professor de modo quepudesse intervir no processo educativo, e não somente analisar resultados quantitativamente, de forma somativa. Observe-se que Stake(1967) e Stufflebeam (1971), também citados por Sousa, ampliam a concepção de avaliação formativa, incluindo na avaliação dos alunos aparticipação dos vários sujeitos que compõem a rotina escolar (pais, comunidade, professores, psicólogos). A avaliação concebida como um processo de construção contribuirá para desvelar a concepção de escola, de homem e sociedade. Seus marcos são as idéias de Tyler a respeito da avaliação por objetivo, as idéias de Scriven, com destaque para as funções da avaliação em formativa e somativa, e o modelo de Stufflebeam, voltado para a tomada de decisões (GURGEL, 1998, p. 10). No início dos anos de 1980, os estudiosos, dentre eles Gramsci (1978), Snyders (1977) e Saviani (1980), citados por Sousa (1998),tomados pelas reflexões dos professores europeus, acerca das desigualdades sociais presentes no interior da escola, desenvolveram estudosrelevantes no intuito de compreender o porquê das taxas de evasão e de repetência nos sistemas de ensino, de forma a abranger, em suagrande maioria, alunos das classes sociais menos favorecidas e buscar soluções objetivando a elevação do nível cultural das referidas classes. Nesse contexto, a função política da avaliação era construir uma nova teoria que pudesse produzir transformações nas práticaspedagógicas, a fim de superar no cotidiano escolar as indignidades já exaustivamente denunciadas. Assim, embora se continuasse reconhecendo que a avaliação educacional visava analisar o alcance dos objetivos educacionais, sua função não deveria ser mais a de legitimar aprovação e reprovação do aluno. A decisão de reprovação deveria ser tomada coletivamente por todos os profissionais da escola, sendo que neste contexto a avaliação teria função apenas subsidiária, dependendo sempre das possibilidades da escola em recuperar o aluno e oferecer condições que garantissem sua aprendizagem (SOUSA, 1998, p. 166). A década de 1990 é marcada por discussões de superação entre a dicotomia avaliação qualitativa e avaliação quantitativa, não comoprocessos contrários, mas complementares, que permeiam, até hoje, o cenário nacional.
  • 186. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 187 Teóricos contemporâneos, citados por Gurgel (1998), como Luckesi (1998), Hadji (2001), Hoffmann (2001) e Depresbiteris (2002),inovam as concepções de avaliação e contribuem para a evolução do processo de ensino e de aprendizagem. Nessa perspectiva, o alunodeverá apropriar-se criticamente de competências e habilidades necessárias a sua realização como sujeito crítico dessa sociedade.Consequentemente, o professor se conscientizará de que a avaliação é um processo que subsidia a identificação das dificuldades daspossibilidades de aprendizagem dos alunos, de modo a tomar decisões suficientes e satisfatórias para que ele (aluno)possa avançar no seuprocesso de aprendizagem. Outro marco ocorrido na década de 1990 foi a publicação da Lei nº. 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB) que, em seus art. 24, inciso V e art. 31, estabelece as regras comuns a serem cumpridas pelos estabelecimentos de ensino no que serefere ao processo avaliativo: Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. Art. 31. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. Como pode ser observada, a avaliação, em nossa prática educativa, está imbuída de um grande desafio, que é o de apropriar-se daconcepção formativa acerca da avaliação escolar e proporcionar educação de qualidade, que não somente leve a termo a análise derendimento escolar, mas sim alternativas de superação das desigualdades sociais.
  • 187. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 188 A trajetória da avaliação, no Distrito Federal, demonstra que o processo avaliativo não segue padrões rígidos, mas é determinado pordimensões pedagógicas, históricas, sociais, econômicas e até mesmo políticas, diretamente relacionadas ao contexto em que se insere. Segundo estudos em andamento, realizados por Batista (2008), a avaliação educacional, nas décadas de 60 e 70, no Distrito Federal,estava relacionada ao sistema de notas, com o estabelecimento de critérios mínimos de aprovação e reprovação, numa visão de prontidão,referendando o preconizado por Tyler (1949) e Bloom (1971), citados por Sousa (1998). Nos anos de 1980, a política educacional adotada pelo Distrito Federal, para as séries iniciais do Ensino Fundamental, era o CicloBásico de Alfabetização (CBA), cujos objetivos avaliativos eram: identificar progressos e dificuldades do aluno, possibilitar ao professor aadoção de procedimentos adequados às características dos alunos e subsidiar a reestruturação da programação de “o quê”, “quando” e“como” trabalhar os conteúdos curriculares. Nesse contexto, o aluno deveria ser avaliado tendo por base seu próprio desenvolvimento, bemcomo as considerações elencadas pelo corpo docente em Conselhos de Classe, confirmando as discussões acerca da avaliação formativa. Nos anos de 1990, no Distrito Federal, foi implantada, de forma parcial, a Escola Candanga, cuja avaliação estava alicerçada numprocesso dialógico, no qual professor e aluno reorientavam, a todo o momento, o seu “fazer pedagógico”. A avaliação, portanto, eraconsiderada um “instrumento da ação pedagógica que prevê o ‘salto’ qualitativo que se pretende com o aluno, com a escola e com arealidade exterior”, reiterando as tendências dos teóricos contemporâneos. A avaliação do desenvolvimento-aprendizagem é realizada pelo coletivo de profissionais que atuam na Fase de Formação, utilizando diferentes códigos, observações sistemáticas, toda a produção do aluno, a auto-avaliação do aluno, a síntese da avaliação da família, a avaliação e auto- avaliação do grupo de profissionais da Escola e outros instrumentos elaborados pelo coletivo da Fase. (DISTRITO FEDERAL, 1998) Nesse período, foi instituído, como registro para subsidiar a avaliação, o Relatório de Turma, para os alunos da Educação Infantil epara os das séries iniciais do Ensino Fundamental, em substituição a notas e conceitos, que continuaram a ser utilizados pelas demais etapase modalidades da Educação Básica.
  • 188. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 189 A partir do ano 2000, os preceitos estabelecidos pela LDB de 1996 repercutiram sobre a avaliação, principalmente, com a publicaçãodo Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal, das Diretrizes de Avaliação e do Regimento Escolar dasInstituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Nessa perspectiva curricular, a avaliação deveria: ser estruturada em função dos objetivos definidos no plano de ensino do professor;ir além do julgamento sobre sucessos ou fracassos do aluno; ser inicial (diagnóstica) e contínua; fornecer indicadores para reorientação daprática educacional; ser utilizada como instrumento para o desenvolvimento das atividades didáticas e ser norteada por critérios previamenteestabelecidos. Os instrumentos de avaliação, elaborados em função da aprendizagem significativa, e as menções, conceitos ou notasdeveriam possibilitar a análise qualitativa dos resultados em termos de competências, habilidades, atitudes e valores requeridos. Uma proposta avaliativa, nesse contexto, seria processual, contínua e sistemática, acontecendo não em momentos isolados, mas aolongo de todo o processo em que se desenvolve a aprendizagem, de forma a reorientar a prática educacional O Regimento Escolar23, referendando o explicitado pela LDB, dispõe que, na Educação Infantil, a avaliação é realizada por meio daobservação e do acompanhamento do desenvolvimento integral da criança, sendo que o seu resultado é registrado em relatório individual eapresentado, semestralmente ou quando necessário, ao responsável pelo aluno. Ressalte-se que, na Educação Infantil, não há promoção,mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental, conforme o art. 31 da LDB. Para os Ensinos Fundamental e Médio, a verificação de rendimento compreende a avaliação do processo de ensino e deaprendizagem, que objetiva diagnosticar a situação de cada aluno nesse processo, bem como o trabalho realizado pelo professor. O Regimento Escolar, nesse sentido, normatiza a operacionalização dos critérios avaliativos, previstos no art. 24 da LDB: avaliaçãoformativa, contínua, cumulativa, abrangente, diagnóstica e interdisciplinar, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os fatoresquantitativos do desempenho do aluno; aceleração de estudos para aluno com defasagem idade-série; avanço de estudos e progressão parcial23 Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal – 2000.
  • 189. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 190com dependência, exceto para alunos inseridos nas Classes de Aceleração da Aprendizagem; recuperação paralela e contínua para alunos debaixo rendimento escolar; aproveitamento de estudos concluídos com êxito e frequência mínima de 75% do total de horas letivasestabelecido para o ano ou o semestre letivo. Como se observa, o Distrito Federal vem acompanhando os estudos mais recentes sobre avaliação e, nessa perspectiva, com o intuitode crescer e avançar, as presentes diretrizes foram elaboradas.A avaliação no contexto escolar Sob uma perspectiva histórica, observa-se que a prática da avaliação, no fazer pedagógico, estava ligada à aferição de saber, sendoutilizada como meio de medir a aprendizagem dos alunos e atribuir aos resultados negativos uma “sentença”: ou o aluno não quis aprenderou o professor não soube ensinar. O resultado assumia, nesse contexto, um fim em si mesmo.E agora? Como a avaliação, no contexto atual,vem sendo discutida e configurada, no espaço-tempo da instituição educacional? Para Hoffmann (2003, p.52-53), “a avaliação deve significar a relação entre dois sujeitos cognoscentes que percebem o mundoatravés de suas próprias individualidades, portanto, subjetivamente”. Sendo assim, deve-se avaliar o que se ensina, encadeando a avaliaçãoao processo de ensino e de aprendizagem e transformando-a em um procedimento pedagógico que contribua para o desenvolvimento doaluno. Indissociável do ensino, a avaliação da aprendizagem envolve responsabilidades mútuas e não visa identificar o insucesso do aluno,mas sim, objetiva organizar todo o trabalho pedagógico para promover a aprendizagem dos professores, dos alunos e da instituiçãoeducacional. Para tanto, a instituição educacional necessita compreender o processo avaliativo, desvinculado-o do estigma classificatório,excludente e limitado à concepção de exame, e de instrumentalizar, de forma pertinente, seu fazer pedagógico.
  • 190. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 191 Dessa forma a avaliação está intrinsecamente ligada à organização do trabalho pedagógico e, por isso, faz-se necessária umaretomada do processo de ensino e de aprendizagem de modo a transformar a uma cultura arraigada de conceitos e preconceitos na hora desubmeter a aprendizagem ao processo avaliativo. Segundo Hoffmann, (...) conceber e nomear o ‘fazer testes’, o ‘dar notas’, por avaliação é uma atitude simplista e ingênua! Significa reduzir o processo avaliativo, de acompanhamento e ação com base na reflexão, a parcos instrumentos auxiliares desse processo, como se nomeássemos por bisturi um procedimento cirúrgico (2000, p.53). Isso significa dizer que a avaliação alinhada à dinâmica da práxis pedagógica implica, necessariamente, um processo de reflexão-ação-reflexão, sempre focada numa perspectiva de articulação do pensar e do fazer que transcenda simples procedimentos técnicos. Nessa perspectiva, Luckesi (1999) encontra o valor da avaliação no fato de o aluno poder tomar conhecimento de seus avanços edificuldades, cabendo ao professor desafiá-lo a superá-las e prosseguir seus estudos. Essa ação implica significa uma metodologia centradanuma perspectiva dialética, em que o homem é compreendido como um ser ativo e de relações e o conhecimento é construído por suarelação com o mundo e com os outros, por meio de uma prática pedagógica docente que estabelece o exercício entre o ato de ensinar e o atode aprender. A base de uma concepção de avaliação centrada no aluno deve, portanto, considerar não apenas os aspectos cognitivos daaprendizagem, mas também os aspectos relacionados ao letramento das práticas sociais24. Além disso, Leal et alli (2006) reforçam que as práticas do trabalho docente devem ser diferenciadas em suas formas e abordagenspara criar oportunidades exitosas de aprendizagem, permitindo, assim, um constante avaliar do processo de ensino e de aprendizagem. Comesse foco, não apenas o aluno é avaliado, mas também o trabalho do professor e a instituição educacional. Partindo desse olhar, os autoresdestacam, ainda, que:24 O conceito de letramento aqui entendido diz respeito ao “desenvolvimento de competências (habilidades, conhecimento, atitudes) de uso efetivo da língua em práticassociais” (SOARES, 2004, p. 90).
  • 191. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 192 A responsabilidade, então, de tomar as decisões para a melhoria do ensino passa a ser de toda a comunidade. Ou seja, o baixo rendimento do estudante deve ser analisado e as estratégias para que ele aprenda devem ser pensadas pelo professor, juntamente com a direção da escola, a coordenação pedagógica e a família (2006, p. 100 e 101). Avaliar torna-se, nessa perspectiva,um procedimento essencial no cotidiano de qualquer instituição educacional, no qual todos devemassumir uma postura reflexiva para um redirecionamento do fazer pedagógico. Dessa forma, pressupõe-se uma mudança dinâmica nosprocessos avaliativos, na práxis pedagógica e na gestão escolar, de modo a tornar coerente as metas que se planeja o que se ensina e o que seavalia. Valorizar a interlocução dos diferentes saberes, por meio de um diálogo permanente, leva a uma concepção de educação para todosna perspectiva da diversidade associada à totalidade do conhecimento socialmente produzido. Esforços de vários sujeitos e de diversas ordens são necessários para contribuir na construção de alternativas que venham produzirmudanças estruturais na instituição educacional e na organização do trabalho pedagógico. Para que a aprendizagem do aluno favoreça a formação da sua cidadania e autonomia, os processos avaliativos devem ser sensíveis àsdiferenças que permeiam a sala de aula e o contexto socioeducacional, devendo, a prática avaliativa, facilitar o diálogo e a mediação entre asvárias histórias de vida que a instituição educacional acolhe. Os conteúdos trabalhados na instituição educacional precisam ser abordados de forma que todos aprendam, cabendo aos professores atarefa de viabilizar aprendizagens significativas, incluindo-se o desenvolvimento das habilidades, valores e atitudes. Consequentemente, aforma de ensinar e de avaliar os conteúdos permitirá ao aluno uma visão ampliada das diversas relações estabelecidas entre os componentescurriculares e as áreas do conhecimento, e da função que elas assumem na sua formação. Espera-se, portanto, que o processo de avaliaçãodesvele ao aluno o que ele aprende e como ele aprende, para que o mesmo desenvolva a confiança em sua forma de pensar, de analisar e deenfrentar novas situações.
  • 192. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 193 Avaliar implica observar, analisar, descrever e explicar o processo de ensino e de aprendizagem, visando aconselhar, informar eindicar mudanças, funcionando em uma lógica cooperativa que faz do diálogo uma prática e da reflexão uma constante. Em síntese, paraprofessores, é visão cada vez mais detalhada sobre o processo de ensinar e aprender e constitui-se num elemento articulador que acompanhaa prática pedagógica e os seus resultados. Com base nos pressupostos apontados, pode-se concluir, dessa forma, que a avaliação deve realizar-se numa perspectiva formativaque transforma o espaço educativo em um ambiente de desafios pedagógicos e de construção de conhecimentos e de competências.Significados e pressupostos da avaliação formativa Para Ferreira (2005), diferentes são os conceitos utilizados para definir a avaliação formativa, destacando-se: mediadora porHoffmann (1993), emancipatória por Saul (1994), dialógica por Freire (1996), diagnóstica por Luckesi (1999) e dialética-libertadora porVasconcellos (2000). Tais concepções servem tanto para definir a avaliação formativa como para ampliar o campo da avaliação daaprendizagem. A avaliação da aprendizagem envolve valores e princípios e pressupõe uma proposta pedagógica construída pela comunidade escolar.Sob esse aspecto, os alunos não devem memorizar conhecimentos, mas sim desenvolver habilidades de pensar criticamente, considerando aaquisição de aprendizagens nos diversos campos do saber. Nesse sentido, cabe à instituição educacional oferecer atividades que promovam aparticipação dos alunos em sua resolução, observando-se que as competências e habilidades não podem ser isoladas no tempo e no espaço edevem contemplar os aspectos cognitivo, afetivo e psicossocial. A avaliação deve favorecer a socialização, integrando o grupo, mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos, segundo suas competências particulares, para atividades específicas e gerais da vida.
  • 193. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 194 Desse modo, nas instituições educacionais, “a avaliação deixa de ser um momento terminal do processo educativo (como hoje éconcebida) para se transformar na busca incessante de compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidadesde conhecimento” (HOFFMANN, 2003, p. 19). Dentre as funções que aí desempenha, destaca-se a identificação de conhecimentos ehabilidades do aluno, bem como as potencialidades e necessidades de sua aprendizagem, de modo que o professor organize seu trabalhopedagógico.Nesse contexto, a auto-avaliação deve ser, igualmente, explorada em todas as etapas e modalidades da Educação Básica, visandocriar no aluno o hábito de refletir e agir conscientemente sobre a sua trajetória de aprendizagem. O processo avaliativo transcende a ação de “dar nota para o aluno”, uma vez que pressupõe uma tomada de decisão do professor e demais membros da comunidade escolar quanto à maneira de se ver a instituição educacional e a educação. É preciso avaliar todos os aspectos envolvidos no processo, sendo fundamental a participação de alunos, professores, gestores, funcionários e comunidade. A avaliação formativa indica como os alunos estão se modificando em direção aos objetivos propostos, visto que informa aoprofessor e ao aluno sobre o resultado do processo de ensino e de aprendizagem, favorecendo a consciência de ambos acerca do trabalho quevêm realizando, bem como indica, ao professor e à instituição educacional as melhorias que precisam ser efetuadas no trabalho pedagógicopara atender as demandas dos alunos. Nessa perspectiva, tudo e todos são avaliados, uma vez que a avaliação formativa promove a aprendizagem e o desenvolvimento doaluno, do professor e da instituição educacional. Essa avaliação requer que se considerem as diferenças dos alunos, se adapte o trabalho às necessidades de cada um e se dê tratamento adequado aos seus resultados. Isso significa levar em conta não apenas os critérios de avaliação, mas, também, tomar o aluno como referência. (UnB, p. 79, 2006) Adotando-se a avaliação formativa, os alunos passam, então, a desenvolver estratégias para aprender, a participar do processo deensino e de aprendizagem, a construir habilidades de auto-avaliação e de avaliação pelos colegas, e a entender a sua própria aprendizagem. Para tanto, faz-se necessário que o professor compreenda e utilize as dimensões, formal e informal, da avaliação. A avaliaçãoinformal não é prevista, não se respalda em instrumentos ou registros e os avaliados não têm consciência de que estão sendo avaliados –
  • 194. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 195acontece a todo o momento. Visto que a avaliação deve ajudar o aluno a se desenvolver e a avançar, o uso de rótulos e apelidos que odesvalorizem ou o humilhem não devem ser aceitos. Por essa razão para promover a aprendizagem, “a avaliação informal dá grandeflexibilidade de julgamento ao professor, devendo ser praticada com responsabilidade” (UnB, 2006, p. 159). O professor, interessado na aprendizagem de seu aluno e atento à realidade pedagógica, deve usar as informações advindas daavaliação informal para cruzá-las com os resultados da avaliação formal, o que resultará na compreensão sobre o desenvolvimento do aluno. Na avaliação formal são utilizados os instrumentos de avaliação que se tornam documentos de evidências de aprendizagem como: relatórios, exercícios, provas, produção de texto, além dos registros de avaliação, como o relatório descritivo e notas. No processo avaliativo deve haver transparência nos critérios e procedimentos adotados. O registro é recurso importante para oprofessor, visto que serve para identificar as necessidades do aluno e para buscar estratégias de superação. Nesse sentido, “educar é fazer atode sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar as contradições, comprometendo-se com esse mundo para recriá-loconstantemente” (GADOTTI apud HOFFMANN, 2003, p. 15). Para Villas Boas (2001), “a Avaliação Formativa inclui o feedback e o automonitoramento”, e o objetivo do trabalho pedagógico éfacilitar a transição do feedback para o automonitotamento, o que favorece o processo de desenvolvimento da autonomia intelectual do alunonos contextos educacionais, em especial os dedicados à formação de professores. Para Sadler apud Villas Boas (2001), o feedback é elemento-chave na avaliação formativa, uma vez que fornece as informações aserem usadas para reorganizar o trabalho pedagógico. Seu compromisso é com a aprendizagem do aluno, e não com notas. É usado peloprofessor para tomar decisões programáticas referentes ao redimensionamento de seu trabalho pedagógico, bem como pelo aluno, paraacompanhar as potencialidades e dificuldades no seu desempenho, a fim de que compreenda sua trajetória de aprendizagem e aja de maneirareflexiva para a sua melhoria, tornando-se co-responsável pela avaliação da qual participa.
  • 195. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 196 Esse autor também explica que, quando o próprio aluno gera a informação necessária ao prosseguimento de sua aprendizagem, tem-se o automonitoramento, e, quando a fonte de informação é externa ao aluno, tem-se o feedback. Assim, busca-se eliminar a distância entre onível de desempenho atual e o de referência. Segundo Sadler (1989, p.142), para os alunos aprenderem é preciso que saibam como estão progredindo, e seus trabalhos não podem ser avaliados apenas como corretos ou incorretos, necessitando que a qualidade dos trabalhos seja determinada por julgamento qualitativo. Sob esse aspecto, o feedback mostra-se necessário, mas não suficiente. O professor deve orientar o aluno e esse deve seguir a orientação conforme as habilidades desenvolvidas para avaliar a qualidade do seu trabalho. A transição do feedback professor-aluno para o automonitoramento pelo aluno não é automático e deve ser construída por ambos, como um processo de formação humana que busca a autonomia solidária e respeitosa. A autoavaliação, além de ponto de partida para o automonitoramento, é componente importante da avaliação formativa, poisconsidera o que o aluno já aprendeu, o que ainda não aprendeu, os aspectos facilitadores e os dificultadores do seu trabalho, tomando comoreferência o aluno em formação, os objetivos da aprendizagem e os critérios de avaliação. A valorização do que o aluno pensa sobre a qualidade do seu trabalho é um desafio à rotina escolar. Como acontece com a avaliaçãoinformal, o uso dessas informações deve ser feito com ética, uma vez que elas só podem servir aos propósitos conhecidos do aluno. Ademais, é sabido que um clima de confiança em sala de aula é decisivo para o aluno, uma vez que a ausência do medo de ser punidopelo professor ou criticado pelos colegas favorece a exposição de suas dúvidas e do seu raciocínio, permitindo a interação. Dessa forma, éfundamental que o aluno acredite em suas potencialidades e que o professor acredite em sua capacidade de ensinar (VASCONCELLOS,1998). Em síntese, o professor engajado no processo de avaliação deve comprometer-se com a efetiva aprendizagem de todos os alunos ecom a efetiva democratização do ensino, e romper com a ideologia e as práticas de rotulação e de exclusão, devendo, definitivamente, abrirmão da avaliação classificatória como alternativa pedagógica. Além disso, a seleção e a elaboração dos procedimentos de avaliação têm início ainda no planejamento, quando o professor sequestiona: o que ensino? Por que ensino? Como meus alunos aprendem? Meus alunos podem aprender isso? Qual a finalidade desse
  • 196. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 197 conteúdo? Tais questionamentos apontam a necessidade de direcionar o olhar para o acompanhamento da efetividade das ações didáticas a fim de que o aluno aprenda. A efetividade de um determinado modo de avaliar depende do contexto de sua ocorrência, dos objetivos almejados e dos sujeitos envolvidos no processo. Por esse motivo, a escolha, a utilização e a elaboração dos instrumentos e procedimentos é um aspecto importante.Orientações procedimentais A complexidade das relações sociais presente no dia a dia da instituição educacional tem levado os sujeitos envolvidos com os processos formais de educação a repensar os procedimentos utilizados para avaliar e inferir sobre resultados da aprendizagem. Vive-se em uma época de intensas mudanças, rupturas de paradigmas, debates e formulação de novas propostas teórico- metodológicas para orientar o processo de ensino e de aprendizagem, cujas orientações e formulações assentam-se em marcos legais fundamentados na pluralidade e diversidade que caracterizam a educação brasileira. Os professores se perguntam: como implementar um processo avaliativo que não seja terminal, punitivo, classificatório, seletivo, excludente e não tenha a centralidade da nota? Como fazer da avaliação um processo de acompanhamento, mediação, diálogo e intervenção mútua entre o ensino e as aprendizagens? Como usar o processo avaliativo para reorientar a prática docente e para informar os alunos sobre seu percurso de aprendizagem? Até que ponto as áreas específicas do currículo interagem numa prática avaliativa diferenciada e co- participativa? Como avaliar os alunos em suas diferentes potencialidades? Essas e outras perguntas revelam que os professores possuem a vontade de desenvolver um trabalho pedagógico de qualidade e, também, deixa evidente a precisão de se repensar a sua formação inicial e continuada de modo a atender aos novos imperativos do fazer docente. Por esse motivo, faz-se necessário que a reflexão em torno das questões curriculares e as tentativas de mudança dos mecanismos e instrumentos clássicos de avaliação caminhem juntas. Ou seja, precisamos nos perguntar sobre a possibilidade de produzir instrumentos que contemplem o que efetivamente se faz e se considera importante nas salas de aula, não a partir apenas da listagem de conteúdos presentes em livros didáticos, em planejamento de aula e de curso ou em propostas oficiais (ESTEBAN, 2003, p. 125-126).
  • 197. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 198 Nesse sentido, a avaliação passa a ser compreendida como aprendizagem. Isso faz com que os diversos instrumentos e procedimentosutilizados sejam organizados em torno de atividades que tenham sentido e relevância para o processo de aprendizagem dos alunos em detrimentode exercícios mecânicos e artificiais. Em suma, os instrumentos e procedimentos avaliativos devem compor um conjunto de informações sobre o processo de ensino e deaprendizagem que possibilitem ao professor: • planejar o trabalho pedagógico para promover aprendizagem; • interpretar os indícios visando compreender e intervir respeitosamente e de maneira efetiva nas dificuldades apresentadas pelos alunos, bem como sistematizar e ressaltar seus avanços; • rever metas, estabelecer novas diretrizes, propor outras metodologias de ensino, gerando novas aprendizagens; • situar o aluno no processo de ensino e de aprendizagem a partir do diálogo, fazendo-o compreender sua trajetória de aprendizagem; • construir formas de comunicação efetiva para que todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem - professores, alunos, familiares e gestores - participem do processo avaliativo. É importante ter em mente que a prática avaliativa que valoriza as múltiplas linguagens pressupõe um processo dinâmico e relevante doponto de vista reflexivo e dialógico entre os vários saberes. Isso significa que a avaliação formativa não se limita a um procedimento de avaliaçãoque preze somente a escrita, mas compreende a utilização de instrumentos variados para coletar de forma mais ampla as evidências deaprendizagens dos alunos, seja pela escrita em suas variedades, seja pela oralidade ou por desenhos. Por fim, na amplitude e na variedade de informações produzidas via avaliação, os fatos sobre o ensino e a aprendizagem não estão em sua forma final, sendo necessário buscar, nas informações obtidas pelos instrumentos, a construção de um cenário para a interpretação da história de cada participante sob o olhar único de seu professor e do próprio aluno.
  • 198. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 199 Com isso, a diversidade de procedimentos enriquece os processos formativos de avaliação, bem como permite propósitos maiscoerentes e responsáveis por parte do professor em relação ao trabalho docente. A diversificação dos instrumentos avaliativos, por sua vez, viabiliza em maior número a variedade de informações sobre o trabalho docente e sobre os percursos de aprendizagem, assim como uma possibilidade de reflexão acerca de como os conhecimentos estão sendo concebidos pelas crianças e adolescentes. Entender a lógica utilizada pelos estudantes é um primeiro passo para saber como intervir a ajudá-los a se aproximar dos conceitos que devem ser apropriados por eles. (LEAL, 2006, p. 103) Com o intuito de promoverem sentidos e perspectivas diferenciadas de avaliação, parte-se do pressuposto de que os instrumentos eprocedimentos não se esgotam em si mesmos, mas vão além de simples técnicas e conceitos inferidos ao longo dos processos educativospara verificar o avanço escolar dos alunos. Pensando assim, faz-se necessário desvelar os efeitos que a avaliação da aprendizagem, quandonão orientada segundo os critérios objetivados no interior do currículo, corre sério risco de fazer da educação um instrumento de exclusãosocial, e não de humanização do homem e, por consequência, do mundo. Isso significa dizer que toda e qualquer forma de avaliação remete a uma postura ético-reflexiva em face dos objetivos pretendidos. Adimensão desse propósito diz respeito aos desafios que os professores têm perante a centralidade que o ato de aprender continuamenteadquiriu nos tempos de mundialização da cultura. Nessa perspectiva, professor e aluno, protagonistas dos processos escolares de ensino e deaprendizagem, vão aos poucos reelaborando e, ao mesmo tempo, ampliando o sentido da avaliação na vida de quem avalia e de quem éavaliado. É nesse momento de ressignificação dos critérios e objetivos da avaliação que devem, cuidadosamente, ser pensadas as opçõesprocedimentais definidas pelo professor para verificar os indicadores de aprendizagem. Não obstante, implica dizer que a escolha dosprocedimentos não é estanque, mas continuamente articulada a um processo investigativo de aprendizagem que promova a democratizaçãodo conhecimento escolar. Por isso, cabe ao professor, no íntimo do seu fazer pedagógico, buscar, sempre que necessário, procedimentosavaliativos capazes de banir dos assentos escolares processos excludentes de avaliação.
  • 199. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 200 Para assegurar a efetividade da aprendizagem faz-se necessário observar que, num processo inclusivo, é preciso possibilitar a implementação das adaptações curriculares. Segundo o art. 41 da Resolução nº 1/2005 do Conselho de Educação do Distrito Federal (CEDF), podem ser feitas adaptações e flexibilizações, quando necessário: de objetivos e conteúdos de metodologia de temporalidade e de avaliação. Nesse sentido, é importante observar que, nos casos de alunos que apresentem altas habilidades ou superdotação, deve-se favorecer a suplementação do currículo. Outro aspecto de igual importância refere-se às possibilidades metodológicas de verificação da aprendizagem. Em verdade, “o momentonão é apenas de reafirmação das opções teórico-metodológicas que orientaram nossas análises, mas sobretudo de um diálogo aberto com essasopções” (ARROYO, 1999, p. 14). Trata-se, aqui, do modo como são determinados os procedimentos que possibilitam as evidências daaprendizagem. Nesse caso, tem-se nítida a posição ocupada pelo professor diante da avaliação, isto é, de como ele aborda e investiga o objeto deavaliação, que é a aprendizagem. Em relação ao saber, tal posicionamento aponta para aquilo que o aluno espera da escola: Sabendo que o fundamental da escola é promover a sua aprendizagem, o aluno se sente mais seguro e passa a entender a educação como prática social transformadora e democrática e o professor a reconhecer a importância de trabalhar na direção da ampliação dos conhecimentos, vinculando procedimentos que assegurem a aprendizagem efetiva (TURRA e VIESSER, 2002, p. 64). Sendo assim, a avaliação da aprendizagem constitui-se em um conjunto de atitudes e sentidos pautados em valores éticos substantivados no conhecimento socialmente construído. Consequentemente, o ensinar e o aprender, no espaço da sala de aula, correlacionam-se dialeticamente em torno de processos dinâmicos e procedimentos diversificados de avaliação. Para tanto, os procedimentos avaliativos, na perspectiva da avaliação formativa, promovem a reflexão-ação-reflexão na organização do trabalho pedagógico do qual participa a comunidade escolar.
  • 200. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 201Registros avaliativosEducação Infantil e Ensino Fundamental – Séries e Anos Iniciais Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental - Séries e Anos Iniciais, a avaliação baseia-se na observação e no acompanhamento dasatividades individuais e coletivas. A concepção da avaliação formativa permite a constatação dos avanços obtidos pelo aluno e o replanejamento docente, considerando asdificuldades enfrentadas no processo e a busca de soluções. Por essa razão, o registro constitui elemento essencial do processo avaliativo e cabe ao adulto que convive com a criança proceder àsanotações e demais formas de registro sistematicamente, e não somente ao final de um período, bimestre ou semestre. Na avaliação formativa é essencial observar e registrar. Assim, o professor deve fazer registros diários ou com a maior frequênciapossível, refletindo todas as situações relevantes com relação ao desenvolvimento do aluno e de sua intervenção pedagógica. Para tanto, pode-secontar com diversos suportes, tais como: ficha individual, portfólio ou dossiê, contendo registros sobre as produções (trabalhos, produçõesindividuais ou grupais) do aluno e as observações do professor. O resultado do desempenho do aluno é constituído a partir desses registros e deoutros documentos que poderão ser analisados na trajetória do aluno na instituição educacional. É importante destacar que para essa análise o professor deverá observar os pontos fortes do aluno (aprendizado e habilidades); a qualidadedas interações estabelecidas com os seus pares; o que o aluno apresenta em processo de desenvolvimento; as intervenções propostas e asrespostas dadas pelos alunos diante das novas intervenções; e os avanços dos alunos em todo o processo de ensino e de aprendizagem. Nesse sentido, é fundamental que os alunos se envolvam com o processo. Esse envolvimento possibilitará que os mesmos reconheçamsuas conquistas, suas potencialidades e suas necessidades, tornando-se parceiros dessa atividade. A busca de objetivos não alcançados ou aprendizagens ainda não efetivadas deve ser objeto de planejamento da organização do trabalhopedagógico do professor e do coletivo da escola, de maneira a atender aos alunos, individualmente ou em grupo, ocorrendo de forma paralela ao
  • 201. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 202desenvolvimento curricular, por meio de atividades diversificadas e outras estratégias oportunas em cada caso. Para os alunos do Bloco Inicial deAlfabetização do Ensino Fundamental (BIA), utilizam-se, também, projetos interventivos e reagrupamentos. A retenção para os alunos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental de 9 anos e das duas primeiras séries do Ensino Fundamentalde 8 anos, estratégia metodológica Bloco Inicial de Alfabetização BIA, dar-se-á somente no 3º ano do Ensino Fundamental de 9 Anos e na 2ªsérie do Ensino Fundamental de 8 anos, caso haja evidências fundamentadas, argumentadas e devidamente registradas pelo Conselho de Classe, àexceção daqueles que não alcançarem 75% de freqüência (LDB, art. 24, VI). No caso dos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais – ANEE, a adaptação na temporalidade no Ensino Fundamental de 9 anossó poderá ser feita a partir do 2º ano. Ressalta-se que a adaptação na temporalidade que incida na permanência do aluno com necessidadeseducacionais especiais no 2º ano, somente poderá ocorrer após estudo de caso realizado com a Diretoria de Educação Especial – DEE e medianteregistro consubstanciado das condições individuais do aluno no relatório. Ao redigir o relatório dos ANEE, deverão ser observadas asadaptações curriculares elaboradas em conjunto com o Serviço de Atendimento Educacional Especializado. O processo avaliativo deve fazer um caminho de mão dupla: ao mesmo tempo em que observa, registra e identifica, aponta orientaçõespara uma retomada de caminho, de planejamento, de objetivos e/ou de conteúdos; enfim, ele contribui para reflexões significativas sobre ascondições de aprendizagem e sobre todo o processo didático-pedagógico do trabalho escolar. Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio A avaliação formativa busca evidências de aprendizagens por meio de instrumentos e procedimentos variados, não sendo aceita uma única forma como critério de aprovação ou reprovação. Pesquisas, relatórios, questionários, testes ou provas interdisciplinares e contextualizadas, entrevistas, dramatizações, dentre outros, são exemplos de instrumentos/procedimentos que, inter-relacionados, caracterizam a avaliação formativa.
  • 202. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 203 Compete à instituição educacional, em sua Proposta Pedagógica, desenvolver a avaliação formativa, envolvendo as suas dimensões cognitiva, afetiva, psicomotora e social no processo avaliativo do aluno. Cabe ressaltar que a avaliação por notas utilizadas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal não invalida a concepção de avaliação formativa, desde que se fortaleça entre professores e alunos o princípio da co-responsabilidade avaliativa embasada no diálogo e na seleção dos objetivos de formação. Sendo assim, as informações obtidas por meio dos diversos instrumentos e procedimentos avaliativos utilizados pelo professor sintetizam-se, bimestralmente, em notas de 0 a 10. No caso de serem adotados testes ou provas como instrumento de avaliação, o valor a estes atribuído não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) da nota final de cada bimestre. É de fundamental importância que professores e demais participantes da comunidade escolar compreendam que a caracterização daavaliação formativa não se dá pelos instrumentos utilizados para se evidenciar as aprendizagens por si só, mas sim pelos procedimentos, isto é,pelo diálogo e pela ação humana do professor, do Conselho de Classe e dos alunos perante esses instrumentos. A promoção dos alunos do Ensino Fundamental – Séries e Anos Finais e Ensino Médio dar-se-á, regularmente, ao final do ano ou dosemestre letivo, conforme o caso, sendo considerado aprovado o aluno que obtiver média final igual ou superior a 5,0 (cinco) em cadacomponente curricular e alcance a freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas trabalhadas no ano/série. Os Projetos Interdisciplinares e o Ensino Religioso constantes da Parte Diversificada das Matrizes Curriculares do Ensino Fundamental –Séries e Anos Finais e do Ensino Médio não podem reprovar os alunos. A Progressão Parcial com Dependência deve ser ofertada nos termos da Lei n° 2.686, de 19 de janeiro de 2001, bem como da Portaria n°483, de 20 de novembro de 2001, observando, ainda, a Resolução n° 01/2005 – CEDF, de 2 de agosto de 2005. É assegurado ao aluno oprosseguimento de estudos para as 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental de 8 anos e, por equivalência, para os 7º, 8º e 9º anos do EnsinoFundamental de 9 anos e para os 2° e 3° anos do Ensino Médio, quando seu aproveitamento na série anterior for insatisfatório em até dois
  • 203. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 204componentes curriculares, e desde que tenha concluído todo o processo de avaliação da aprendizagem. O aluno retido na série/ano em razão defreqüência inferior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas não tem direito ao regime de dependência. Educação de Jovens e Adultos A avaliação na Educação de Jovens e Adultos (EJA) deve ser orientada pelas habilidades, valores e competências, estabelecidos no Currículo de Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal, de acordo com as características dos jovens e adultos e com o seu contexto socioeconômico e cultural. É de fundamental importância a participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem. Acompanhar a aprendizagem do jovem e do adulto e realizar atividades específicas de avaliação garantem que as situações de aprendizagem estejam mais próximas da vida real do aluno, além de deixar evidente o que se pretende avaliar. A auto-avaliação é inserida como forma de incentivar a autonomia intelectiva do aluno e como meio de cotejar diferentes pontos de vista tanto dele, quanto do professor. No processo avaliativo o professor, que se assume como elemento de integração entre a aprendizagem e o ensino, deve evidenciar e enfatizar para os alunos os conhecimentos por estes construídos e basear-se, na avaliação final, em aprendizagens significativas. No 1º Segmento o aluno é aprovado no conjunto dos componentes curriculares; nos 2º e 3º Segmentos, o valor atribuído a testes ou provas, como instrumentos de avaliação, não pode ultrapassar 50% (cinqüenta por cento) da nota final; os outros 50% (cinqüenta por cento) devem ser distribuídos entre diversos instrumentos e procedimentos avaliativos, elaborados à luz do currículo, centrados nas competências e nas habilidades trabalhadas. O aluno será considerado apto quando obtiver, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas realizadas pelo professor; no 1º Segmento do conjunto de todos os componentes curriculares e nos 2º e 3º Segmentos, por componente curricular, bem como freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas trabalhadas no semestre.
  • 204. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 205 O resultado final na Educação de Jovens e Adultos é expresso por meio dos conceitos A (Apto), NA (Não Apto) e ABA (Abandono)ao final de cada semestre. Nos cursos presenciais, para os alunos do 2º e do 3º Segmentos que não concluíram determinado componente curricular no decorrerdo semestre, é atribuído o conceito EP (Em Processo). Ao final do semestre letivo, será registrado ABA (Abandono), no caso dos alunosevadidos. No que se refere à EJA via Curso a Distância, 2º e 3º Segmentos, o processo avaliativo no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) écontínuo. Nesse ambiente, percebem-se impressões sobre leituras, colocações de cunho teórico, debates, questionamentos, dúvidas eproposições, numa metodologia que promove a interatividade e a aprendizagem colaborativa e participativa. No processo de avaliação, o professor-tutor faz intervenções direcionando ações com o objetivo de orientar o processo deaprendizagem, percebendo os erros de caráter mais geral e divulgando as colaborações enriquecedoras de cada aluno ou grupo, fazendo comque os alunos participem cada vez mais ativamente do processo. Na EJA a Distância, o processo de avaliação estrutura-se em duas etapas: • Participação no AVA: a avaliação far-se-á por meio do acompanhamento do desempenho do aluno em fóruns e chats. Para aprovação, nessa etapa, será exigida pontuação mínima de 50% (cinqüenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas, realizadas pelo professor-tutor. • Realização de prova presencial: só participarão desta etapa os alunos aprovados na etapa anterior (AVA). Para aprovação nesta etapa será exigida pontuação mínima de 50% (cinqüenta por cento) do valor previsto do total das atividades avaliativas, realizadas pelo professor-tutor. Na EJA a distância o resultado final das avaliações é expresso por meio dos conceitos A (Apto), NA (Não Apto) e ABA (Abandono).
  • 205. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 206 Dessa forma, a avaliação de EJA a Distância dá-se num processo que proporciona ao aluno o desenvolvimento e a conquista da suaautonomia em suas próprias participações e aprendizagens.Educação Especial Avaliação tem sido um ponto de interrogação quando se trata de alunos com necessidades educacionais especiais. Avaliar o quê?Como avaliar se os alunos apresentam características e funcionalidades específicas? Nesse sentido, não pode ser compreendida como um ato estanque e isolado do processo de ensino e de aprendizagem, com objetivoapenas aferir resultados e medir conhecimentos. Avaliar é identificar as competências e as habilidades desenvolvidas pelo aluno, para que oprofessor possa replanejar suas atividades pedagógicas na busca do aprendizado pelo aluno, utilizando metodologias diferenciadas. Pensar a avaliação, na perspectiva de inclusão educacional, é mudar o olhar para a relação existente entre ensinar – aprender e,conseqüentemente, para a prática educativa que se materializa na sala de aula. O professor, nesse contexto, precisa reconstruir uma práxispedagógica, que propicie aos alunos a construção de conhecimentos significativos, que sejam úteis no seu cotidiano e que favoreçam a suaintegração e a sua participação na vida em sociedade. O princípio da inclusão orienta que o processo avaliativo deve ser participativo e contínuo: professor e alunos são co-responsáveis. O objetivo inicial e final da avaliação é acompanhar a performance de cada estudante individualmente, visando eliminar barreiras ao sucesso escolar. Na sala de aula a avaliação ganha uma dimensão colaborativa. Tal abordagem permite obter informações sobre os alunos que antes não eram consideradas relevantes, como as habilidades de cada um e o que realmente sabem fazer. O docente obtém esses dados mediante um processo avaliativo sistemático durante a aula, à medida que as crianças: participam das atividades propostas em seus grupos; falam umas com as outras ou respondem a questões; trocam idéias com os colegas; resolvem problemas; elaboram registros de acordo com seus estilos de aprendizagem; colaboram para a construção do seu saber e do de seus colegas. (FERREIRA & MARTINS, 2007 p. 75)
  • 206. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 207 Dessa forma, a avaliação torna-se instrumento de inclusão, pois permite identificar e responder às necessidades educacionais dosalunos e de todos os sujeitos envolvidos no processo educacional na busca de soluções alternativas que removam as barreiras deaprendizagem. O processo de avaliação dos alunos com necessidades educacionais especiais deve, assim, considerar, além das característicasindividuais, o tipo de atendimento educacional especializado, respeitadas as especificidades de cada caso, em relação à necessidade de apoio,recursos e equipamentos para a avaliação do seu desempenho escolar. O enfoque da proposta de inclusão educacional possibilita a compreensão do aluno na sua totalidade, considerando os diferentescontextos em que está inserido, como sujeito ativo na sua trajetória de construção de conhecimento. O aluno deve ser co-responsável noprocesso de avaliação para que possa reconhecer suas potencialidades e suas limitações e para que possa agir, utilizando os conhecimentossocialmente construídos diante de situações desafiadoras. Dessa forma, a avaliação exige ação conjunta e articulada entre professores de classes comuns, equipe pedagógica e professoresespecializados da sala de recursos para definição de adequações curriculares que respondam às necessidades dos alunos em todos oselementos do currículo. A identificação e a avaliação das necessidades educacionais dos alunos, nessa perspectiva, ocorrem no cotidiano escolar, onde oespaço e o tempo devem ser organizados com vistas a otimizar o potencial dos alunos, possibilitando-lhes a expressão do saber nas suasmúltiplas formas. É neste contexto que o desenvolvimento de competências e de habilidades para a aquisição dos conhecimentos socialmenteconstruídos serão estimuladas. Portanto, o professor ao avaliar deve observar o desempenho escolar do aluno e respectivo crescimento emrelação aos aspectos cognitivo, afetivo e social.
  • 207. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 208 A avaliação do aluno com necessidade educacional especial, nos diferentes contextos de oferta de Educação Especial, deve ser realizada de forma processual, observando o desenvolvimento biopsicossocial do aluno, sua funcionalidade, características individuais, interesses, possibilidades e respostas pedagógicas alcançadas, com base no currículo adotado. Assim sendo quando se utiliza currículo adaptado, a avaliação dos alunos com necessidades especiais será a mesma adotada para os demais alunos da turma, observadas as adequações curriculares necessárias. No caso de alunos surdos, deve-se considerar, no momento da avaliação de produção escrita, a utilização da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, como primeira língua. Desse modo os professores devem:• evitar a supervalorizar dos erros de Língua Portuguesa (ausência de artigo, verbo no infinitivo, ausência de verbo de ligação);• observar a seqüência lógica de pensamento e a coerência no raciocínio;• adotar critérios compatíveis com as características inerentes aos alunos;• cuidar para que a forma da linguagem (nível morfossintático) seja avaliada com flexibilidade, valorizando os termos da oração: essenciais, complementares e acessórios. No caso do currículo funcional, nos Centros de Ensino Especial, sugere-se como instrumento para a avaliação dos alunos o portfólio, por ser um recurso que favorece a auto-avaliação e o registro sistematizado do desempenho alcançado pelo aluno ao longo do processo educacional.Conselho de Classe Avaliar é uma constante no cotidiano da instituição educacional. O Conselho de Classe aparece, nesse contexto, como um dos momentos em que a reflexão coletiva do processo de ensino e de aprendizagem se faz presente e assume o objetivo primordial de acompanhar e avaliar o processo de educação e o fazer pedagógico.
  • 208. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 209 De acordo com o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, o Conselho de Classe é um colegiado composto por professores de um mesmo grupo de alunos, ou, no caso do Ensino Fundamental - Séries e Anos Iniciais, por professores de uma mesma série ou ano, o diretor (ou seu representante), o orientador educacional, o coordenador pedagógico e o representante dos alunos, quando for o caso. Podem participar, ainda, todos os alunos e os professores de uma mesma turma, bem como pais e responsáveis, quando o Conselho for participativo. Posto isto, pode-se afirmar que o Conselho de Classe é, por excelência, o espaço aglutinador dos processos escolares de construção coletiva de aprendizagens. O Conselho de Classe guarda em si a possibilidade de articular os diversos segmentos da escola e tem por objeto de estudo o processo de ensino, que é o eixo central em torno da qual se desenvolve o processo de trabalho escolar. (DALBEN, 1996, p.16) Nesse sentido, o Conselho de Classe, no processo da gestão compartilhada da instituição educacional, por meio de seu eixo central, que éa avaliação escolar, deve ser considerado na organização da proposta pedagógica de cada unidade escolar. A participação direta dos profissionais envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem com seus diferentes olhares, pautados nasexperiências cotidianas vividas, nas informações obtidas por instrumentos e procedimentos avaliativos, permite uma organização interdisciplinarque favorece uma reflexão sobre as metas planejadas, sobre o que foi ensinado e sobre o que foi avaliado, focando o trabalho na avaliaçãoescolar. Além disso, o referido Conselho possibilita a inter-relação entre profissionais e alunos, entre turnos e entre séries e turmas, além defavorecer a integração e seqüência das competências, habilidades e conteúdos curriculares de cada série/ano e orientar o processo de gestão doensino. Assim, por meio da ação coletiva, reavaliam-se, dinamizam-se, fortalecem-se os processos escolares e, sobretudo, promove-se o avançodos atos de ensinar e aprender, aqui compreendidos como processos inerentes e indissociáveis da produção do saber humano.
  • 209. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 210 Marco e Maurício (2007, p. 86) destacam a importância do Conselho de Classe como “um espaço democrático e de construção dealternativas, e não uma mera reunião que determina deixando para o orientador uma lista de alunos e pais a serem chamados”. O Conselho de Classe deve se reunir, ordinariamente, uma vez por bimestre e ao final do semestre ou do ano letivo, ou,extraordinariamente, quando convocado pelo diretor da instituição educacional. O registro da reunião, de acordo com o Regimento Escolar, sedará por ata, em livro próprio. No entanto, no Conselho de Classe final, quando houver aprovação de aluno, em discordância com o parecer doprofessor regente de determinado componente curricular, deve-se registrar o resultado dessa reunião de Conselho de Classe, também, no Diáriode Classe do professor regente, no campo Informações Complementares, “preservando-se, nesse documento (diário de classe), o registroanteriormente efetuado pelo professor”. Via dupla de ações e atitudes intencionadas, o Conselho de Classe deve permanentemente analisar, discutir e refletir sobre os propósitosapontados pela proposta pedagógica da instituição educacional, como espaço de reflexão, que possibilita a tomada de decisão para um novo fazerpedagógico, favorecendo mudanças para estratégias mais adequadascom vistas à melhoria na educação. Conclusão A elaboração das Diretrizes de Avaliação do Processo de Ensino e de Aprendizagem para a Educação Básica do Distrito Federal levou em consideração a trajetória das concepções de avaliação existentes no sistema de ensino e suas recentes transformações e exigências de mudanças. Tem como foco o papel que a comunidade escolar exerce na construção de valores e princípios e na elaboração de uma proposta pedagógica que leve em consideração o desenvolvimento de habilidades de pensar criticamente. Concluímos que a avaliação deve favorecer a socialização, integrando o grupo, mas também salientar as diferenças individuais que preparam os alunos, segundo suas competências particulares, para atividades específicas e gerais da vida.
  • 210. CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – ENSINO FUNDAMENTAL 211REFERÊNCIASARAÚJO, C.M.M. Relações Interpessoais professor-aluno: Uma nova abordagem na compreensão das dificuldades de aprendizagem.Dissertação de Mestrado. Universidade de Brasília. Brasília, 1995.ARROYO, G. Miguel. As relações sociais na escola e a formação do trabalhador. In: FERRETI, J. Celso, JR. João dos Reis Silva &OLIVEIRA, Maria Rita N. S. (Orgs). Trabalho, formação e currículo: para onde vai a escola? São Paulo: Xamã, 1999.BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.BARBOSA, Ana Mãe. Tópicos Utópicos. Belo Horizonte: C/Arte, 1998.BARREIROS, J. E NETO C. O desenvolvimento motor e o gênero. Disponível em: < http://www.fmh.utl.pt> acesso em: 24 de setembrode 2006.BATISTA, Carmyra Oliveira. Os caminhos da avaliação na Rede Pública do Distrito Federal. Apresentação a Comissão de Diretrizes deAvaliação. 2008BLACKBURN, S. Dicionário Oxford de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.BORTONE, Márcia Elizabeth. Competência textual: a leitura. Brasília: Editora Unb, 2008.BRASIL – Ministério da Educação e Cultura. Secretaria do Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática (1ª a4ª série). Brasília: MEC/SEF, 1998.________ Parâmetros Curriculares Nacionais (1ª a 4ª séries):Ciências Naturais. Brasília, 1997.________ Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1ª à 4ª série. Volume 5. Brasília: MEC/SEB, 1998.________ Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental: Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, Brasília:MEC/SEB,1988________ Parâmetros Curriculares Nacionais: Introdução aos PCN. Brasília: MEC/SEF, 1997.
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