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GEOGRAFIA A - Síntese.1

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Este primeiro conjunto de diapositivos é uma síntese de conteúdos programáticos do currículo da disciplina de 10º ano de Geografia A. …

Este primeiro conjunto de diapositivos é uma síntese de conteúdos programáticos do currículo da disciplina de 10º ano de Geografia A.
Tal como com todos os trabalhos, textos, vídeos, ligações a páginas eletrónicas, constituem o meu contributo para a vossa preparação para o exame nacional. Para além deste objetivo, um outro espero poder alcança-lo também: dar a minha ajuda para vos formareis como cidadãos e cidadãs cada vez mais informados.
Esta síntese.1 aborda os descritores correspondentes ao designado Módulo 1 e ao domínio População e Povoamento.

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  • 1. Posição geográfica de Portugal Situar Portugal a diferentes escalas, geográficas e de análise. 2 "Cada vez gosto mais de ser português e cada vez tenho mais orgulho no meu país. É-me insuportável ouvir dizer «somos um país pequeno e periférico». Para mim Portugal é central e muito grande.“ Antunes , António Lobo
  • 2. Localização em relação ao Mundo… 3 A Península Ibérica – Localização e Ambiente Natural (vídeo) Portugal Terra –A Natureza em Portugal (vídeo) Entre os paralelos de 37º e 42º N de latitude e os 6º e 10º Oeste de longitude (aproximadamente)
  • 3. Pontos geográficos extremos 4 Ponto cardeal Ponto geográfico extremo Coordenada 1. Norte Foz do rio Trancoso 42º 9´ 15´´ N 2. Sul Cabo de Stª Maria 36º 57´42´´ N 3. Este Marco de Fronteira 6º 11´24´´ W 4. Oeste Farol do Cabo da Roca 9º 30´2´´ W Atenção: 1º = 60´ (minutos) 1´= 60´´ (segundos) Trata-se de graus, minutos e segundos ângulo 1 2 3 4
  • 4. … uma localização relativa privilegiada 5 No Hemisfério Norte Na Zona Temperada do Norte A Sudoeste do Continente Europeu A Ocidente da Península Ibérica
  • 5. Uma posição geográfica que influi no clima 6 Portugal tem um clima temperado condicionado por três influências: - Atlântica - Continental - Mediterrânica. Radiação solar anual (nº de horas de sol por ano)
  • 6. Na temperatura como na distribuição da precipitação 7 É mais chuvoso: -na fachada atlântica (circulação das massas de ar de oeste para este) - nas regiões de maior altitude (diminuição da temperatura com a altitude).
  • 7. Uma posição geográfica que é periférica 8 Razão de um destino histórico - a Epopeia das Descobertas – e da existência de uma vasta ZEE – Zona Económica Exclusiva. Uma posição que tem sido considerada, também, um dos fatores do atraso do País em relação à Europa. RAA RAM
  • 8. “Além da situação periférica, o território do reino de Portugal revelava uma inegável pobreza em termos de recursos naturais e as suas populações sofreram por isso uma crónica escassez de géneros e produtos essenciais. (…) nada na geografia física ou humana, na economia ou na tradição das regiões que o vieram a compor determinava que se destacasse da restante Península o retângulo que veio a constituir-se como o reino mais ocidental da Europa. E não obstante o atraso tantas vezes ditado pela distância e pelas dificuldades de comunicação com os centros europeus de maior dinamismo, a Portugal haviam de chegar também os efeitos das profundas alterações técnicas e das inovações nas atividades económicas, sociais e mesmo culturais que o Ocidente conheceu sobretudo a partir do final do século XI”. Rui Ramos, Nuno Gonçalo e Bernardo Vasconcelos , HISTÓRIA DE PORTUGAL, I volume, Expresso 9
  • 9. Situação periférica de Portugal Da “Europa dos 6” à atual “Europa dos 28” houve o agravamento das disparidades. Esta constatação evidenciou-se, em particular, quando da passagem de 15 para 25 Estados- Membros e, posteriormente, para 27. Para além do aumento de população e território, houve uma deslocação do centro geográfico para o Leste da Europa. Portugal, localizado no canto sudoeste da Europa, parece, assim, mais afetado pela sua posição puramente geográfica no contexto europeu. Todavia, política, estratégica e economicamente, o país pode usufruir de vantagens decorrentes da sua perificidade. De facto: - os verdadeiros centros são os de decisão política e económica e não os centros geográficos - teremos que valorizar cada vez mais a nossa centralidade euro-atlântica e mediterrânica. “A presença nas redes de decisão e a capacidade de as influenciar deverá ser a nossa resposta para contornar os efeitos da dimensão do país e compensar a periferia geográfica com a centralidade política e estratégica”. http://www.portugal.gov.pt/pt/GC15/Governo/Ministerios/MNE/Intervencoes/Pages/20040123_MNE_Int_SEAE_Europa.aspx (adaptado) 10
  • 10. Uma “perificidade” que deve ser valorizada 11 Um oceano saudável, sustentável e seguro, é o principal ativo físico e sociocultural de Portugal, donde, tornar o país uma importante nação oceânica da Europa, deve ser entendido como um desígnio nacional.
  • 11. O que será o território nacional se … 12 Portugal não é apenas uma estreita faixa costeira a ocidente da Península Ibérica, é também uma grande zona económica exclusiva” Quando for aprovada a candidatura às Nações Unidas para a extensão da plataforma continental, Portugal será um país em que “97% é mar”.
  • 12. Em Maio, Portugal formalizou junto das Nações Unidas (ONU) a proposta para alargamento da área marítima sob jurisdição nacional através da extensão da plataforma continental das 200 milhas (ZEE) para 350 milhas. O acréscimo de área atribuída a Portugal será sempre "muito considerável", o que "será muito importante para Portugal" face aos recursos conhecidos ou ainda ignorados existentes no fundo do mar, que constituirão um "fator de desenvolvimento económico no futuro". À componente económica junta-se a "questão estratégica e de soberania" já que alargar a área sob jurisdição nacional será "muito importante em termos de afirmação geoestratégica". "A extensão da plataforma continental vai ser tão importante para Portugal no século XXI como foram os descobrimentos nos séculos XV e XVI“. 2/7/2009 http://www.correiodosacores.net/view.php?id=24083
  • 13. 14Fonte -Expresso
  • 14. População e Povoamento Conhecer a evolução da população desde os anos 60 de século XX Imagem retirada de hgprecursos.no.sapo.pt 15
  • 15. Entre 1970 e 2012, a população residente:  Aumentou 21,1%  De 1970 a 1973 houve um declínio da população  Fruto de um surto de emigração  Em 1974 e 1975 registaram-se os maiores picos de crescimento  Consequência do regresso das ex-colónias 16 Fonte: INE, 25 de ABRIL, 40 ANOS de ESTATÌSTICAS No gráfico constatam-se duas outras observações: - Desde 2010 a população residente revela uma tendência regressiva; - No total da população, há mais mulheres do que homens
  • 16. O regresso das ex-colónias provocou recuperação do saldo natural De 1980 a 1992 houve diminuição de população O saldo migratório foi negativo entre 1987 e 1991 De 1993 a 2009 houve aumento da população Consequência do maior número de imigrantes A partir de 2010, população e saldo natural decrescem. 17 Fonte: INE, IP., Indicadores Demográficos. 25 de ABRIL, 40 ANOS de ESTATÌSTICAS O saldo natural atingiu valores mais expressivos na década de 70. A partir de 1980 registou decréscimos que se exprimem por valores negativos na presente década.
  • 17. De 1970 para 2012 houve um acentuado decréscimo do saldo natural fruto da redução da taxa de natalidade: 1970 – 20‰ 2012 – 8,5‰ Ligeiras variações da taxa de mortalidade: 1970 -10,7‰ 2012 – 10,2‰ 18
  • 18. Portugal continua a encolher Em 2013 a população portuguesa voltou a encolher. Não é um fenómeno, é uma tendência. Em 2013, registaram-se, em Portugal, 83 mil nascimentos e 107 mil óbitos. Desde 2007 que o país tem apresentado saldos naturais negativos: um retrato desolador de um país cada vez mais envelhecido e onde já nem os fluxos migratórios ajudam a disfarçar. Não é um fenómeno, mas uma tendência que a crise só veio agravar. O Governo deveria aproveitar fundos comunitários para a promoção de políticas de incentivo à natalidade. Nem sempre medidas pró-natalistas são garantia de solução ... Na maioria dos países europeus, existe uma correlação positiva entre os incentivos à natalidade e os nascimentos. A Alemanha é uma das exceções que confirma a regra: gasta milhões e milhões para incentivar a natalidade e continua a ocupar o último lugar no ranking dos 28 países da União Europeia em termos de taxa de natalidade… Já a França, que gasta o mesmo que a Alemanha, conseguiu no início desta década registar um número recorde de recém- nascidos. Texto adaptado do Público, 29 de abril de 2014 19
  • 19. Portugal poderá chegar a 2060 reduzido a apenas 6,3 milhões de habitantes. 20 Desde o início do século XX que as estatísticas de nascimento ultrapassavam as de óbitos, apenas com exceção para o ano de 1918, em que a gripe pneumónica (também conhecida como gripe espanhola) matou milhares de pessoas. O ano de viragem no comportamento destes números aconteceu em 2007http://www.publico.pt/multimedia/video/portugal-o-pais-com-mais-mortos-do-que-nascidos-2014430150172 ROMANA BORJA-SANTOS 29/04/2014 (adaptado)
  • 20. Entre 1970 e 1980 houve um período de relativa estagnação na evolução da população na faixa etária com menos de 15 anos. Com o forte decréscimo da taxa de natalidade, em 2011, este grupo etário atingiu 1,6 milhões do total de indivíduos, um valor inferior ao do número de indivíduos com 65 ou mais anos. Nestes, pelo contrário, nos últimos 43 anos, tem-se verificado uma evolução em sentido oposto. Em 2011, eram 2 milhões do total da população. 21 2011 Menos de 15 anos – 14,9% De 65 e mais anos – 19,0% Fonte: INE, IP., Recenseamentos da População. 25 de ABRIL, 40 ANOS de ESTATÌSTICAS
  • 21. 22 Entre 1970 e 2012 são significativas as mudanças na estrutura etária. A redução da base da pirâmide etária (população mais jovem) e o alargamento da respetiva parte superior (população mais envelhecida) são claramente visíveis e reveladores do progressivo envelhecimento da população. Fonte: INE, IP., Recenseamentos da População. 25 de ABRIL, 40 ANOS de ESTATÌSTICAS
  • 22. Número médio de crianças vivas nascidas por mulher: 1970 - 2,8 crianças 2012 - 1,3 crianças Os baixos valores, apesar de alguma recuperação verificada entre 1996 (1,4) e 2000 (1,6), e a estagnação no período 2003- 2010 (1,4), justificam a incapacidade do país em renovar as suas gerações e, consequentemente, a perda de população prevista para as próximas décadas. 23 Fonte: INE, I.P., Estatísticas Demográficas. nota: índice sintético de fecundidade - nº médio de crianças nascidas vivas por mulher. A desaceleração do crescimento e o decréscimo recente dos volumes populacionais, a par com um continuado processo de envelhecimento demográfico, consubstanciam as principais linhas de caracterização das tendências demográficas dos últimos anos em Portugal.
  • 23. Inquérito à Fecundidade 2013 INE, Destaque, 27 de novembro de 2013 É predominante a proporção de pessoas que pensam vir a ter, no máximo, dois filhos Em média, as pessoas têm 1,03 filhos, pensam vir a ter no máximo 1,77 filhos, e desejariam ter 2,31 filhos. Independentemente da situação conjugal, do nível de escolaridade, ou da condição perante o trabalho, é predominante a percentagem das pessoas que pensam vir a ter, no máximo, 2 filhos. A maioria das mulheres (51%) e uma grande percentagem dos homens (46%) tem filhos e não tenciona ter mais. “Ver os filhos crescerem e desenvolverem-se” é o motivo mais apontado para a decisão de ter filhos. “Custos financeiros associados a ter filhos” é o motivo mais referido para a decisão de não ter filhos. “Aumentar os rendimentos das famílias com filhos” foi a medida considerada como o mais importante incentivo à natalidade. 24
  • 24. 25 A persistente tendência de declínio da fecundidade, mais acentuada a partir de 2010, coloca Portugal entre os países da União Europeia com os mais baixos níveis do Índice Sintético de Fecundidade: 1,35 crianças por mulher em 2011 e 1,28 em 2012. Fonte: INE, Inquérito à Fecundidade, Destaque, 27 de novembro de 2013
  • 25. Início da década de 70: TMI = 55‰ Nº fetos mortos: 3,8 mil Em 2012: TMI = 2 a 3 ‰ Nº fetos mortos = 327 26 A descida da taxa de mortalidade infantil deve-se aos excelentes cuidados de saúde, nomeadamente dos cuidados primários (médicos de família e enfermeiros), dos pediatras e dos serviços de pediatria, dos obstetras e de todos os cuidados que são prestados à grávida. Mas também se devem ao maior nível de informação a que os pais têm acesso. A vacinação, por seu lado, atingiu níveis muito altos, o que também constitui um fator importante no primeiro ano de vida. Fonte: INE , I.P., Estatísticas da Saúde 25 DE ABRIL, 40 ANOS DE ESTATÍSTICAS.
  • 26. De 1970 para 2012, a esperança média de vida à nascença, evoluiu segundo um crescimento praticamente contínuo, tanto para homens como para mulheres. 1970 2012 27 64 anos 70,3 anos 76,7 anos 82,6 anos http://youtu.be/Qe9Lw_nlFQU A melhoria das condições socioeconómicas, o saneamento básico e o acesso a água potável, a nutrição adequada e os progressos da medicina influenciam a EMV. De forma geral, o aumento da esperança de vida ao nascer constitui um triunfo sobre a morte precoce, é uma manifestação de progresso e de melhoria da condição humana mas é também um desafio sob o ponto de vista social, médico e financeiro de uma sociedade Fonte: INE , I.P., Estimativas da População Residente.
  • 27. Em 42 anos, registou-se:  Forte acréscimo da população empregada no setor terciário: 1970 - 35,6% 2011 - 70,5%  Queda drástica do setor primário: 1970 - 30,3 % 2011 - 3,1%  Uma certa estabilidade no setor secundário: 1970 - 30,0% 2011 - 26,5% 28 A importância da agricultura na economia portuguesa tem diminuído ao longo dos anos, tal como se verifica em todos os países industrializados. Entre 1989 e 2005, cerca de 200 mil explorações agropecuárias deixaram de existir, o que fez reduzir a população ativa deste sector em cerca de 500 mil trabalhadores, uma queda que se refletiu, ainda, no êxodo rural intenso para as cidades e para a emigração, factos que reforçam os desequilíbrios demográficos entre o litoral e o interior.
  • 28. 1981: 23,2% dos ativos sem qualquer nível de ensino 3,4% com ensino superior 2011: 1,2% sem qualquer nível de ensino 24,4% com ensino superior. 1981 4% 4% 2011 20% 30% 29 Fonte: INE , I.P., 25 DE ABRIL, 40 ANOS DE ESTATÍSTICAS A melhoria no nível de qualificação levou a que, no final de 2012, 1/5 dos ativos possuísse um diploma. Hoje, existe um dualismo entre um grupo numeroso de ativos velho e pouco qualificado e um grupo mais qualificado e jovem. Países que estão abertos à emigração dificilmente aceitam candidatos não qualificados.
  • 29. 1960 - 2012
  • 30. Evolução da população residente e crescimento efetivo 8 889 000 (1960) para 10 487 000 habitantes (2012) a ritmo irregular:  Decréscimos populacionais: 1964 a 1973 (exceto 1972); 1987 a 1991; 2008 a 2012.  Aumentos populacionais: 1960 a 1963; 1975 a 1985; 1994 a 2007
  • 31. Evolução das taxas de crescimento natural, migratório e efetivo O crescimento efetivo positivo entre:  1960 –1963 TCN > TCM  1974 – 1985 TCN (1975 a 1981)+ TCM positivas  1992 - 2007 TCM > TCN
  • 32. Evolução dos nados vivos, óbitos e saldo natural Redução do saldo natural devido à queda da natalidade:  200 000 nascimentos nos anos 60  Menos de 150 000 na década de 80  Menos de 100 000 em 2009, 2011 e 2012.
  • 33. Pirâmides etárias (1970, 1990 e 2012)
  • 34. Uma população cada vez mais velha Uma população onde cada vez nascem menos crianças por mulher Índice de Envelhecimento Índice sintético de fecundidade
  • 35. Síntese Principais tendências demográficas desde a década de 60 do século XX - 1960 a 2012: Queda da fecundidade Aumento da esperança média de vida Envelhecimento demográfico Decréscimo populacional Forte impacto do crescimento migratório no crescimento real da população Extraído e adaptado de “Famílias nos Censos 2011 – Diversidade e Mudança”, Anabela Delgado e Karin Wall - INE
  • 36. Como se distribui a população no Continente? Segundo o Censos 2011, em relação a 2001, verificou-se:  Concentração da população nos municípios do litoral  Os maiores crescimentos populacionais nos municípios à volta de Lisboa e em praticamente toda a região do Algarve  Capacidade para fixar e atrair população pelos municípios do litoral em geral  Perda de população na grande maioria dos municípios do interior (em 2001, 171 municípios perderam população. Em 2011 foram198). Fonte: Worldmapper.org
  • 37. Densidade populacional
  • 38. Da análise do mapa da poluição luminosa, concluem-se três evidências: Litoralização do povoamento: Concentração populacional na faixa entre Viana do Castelo e Setúbal. Despovoamento do Interior: Reduzidíssima densidade populacional em todo o Interior, de Norte a Sul. Bipolarização: Duas fortes concentrações populacionais, uma, em torno da cidade de Lisboa, e, outra, à volta da cidade do Porto.
  • 39.  O interior do país está em extinção, com o acentuar das assimetrias em relação ao litoral, na última década, e cada vez mais despovoado e envelhecido, alertou hoje a presidente da Sociedade Portuguesa de Demografia.  Numa análise aos resultados preliminares dos Censos de 2011, comparando com os de 2001 acentuou-se a progressão na dicotomia litoral/interior existente no país.  "A dicotomia norte/sul que tínhamos antes desapareceu e passámos a ter uma dicotomia litoral/interior.  Já entre 1991 e 2001 havia um país diferente no interior e um país diferente no litoral", afirmou. http://expresso.sapo.pt/censos2011-interior-do-pais-esta-a-extinguir-se-alerta-presidente-da-sociedade-portuguesa-de- demografia=f683378#ixzz26KjoHgW0 (adaptado) 26 de Outubro de 2011 Interior do país está a “extinguir-se”
  • 40. 42 1950 1970 2001 Reforço das assimetrias espaciais: A Litoralização acentua-se; o Despovoamento do interior prossegue Fonte: Recenseamentos da população
  • 41.  As NUTS III de maior densidade populacional – mais de 180 Hab/Km² - situam-se na faixa ocidental que vai desde Minho- Lima até à Península de Setúbal.  No Sul, destaca-se a faixa meridional algarvia, com uma densidade entre os 30 e 89 Hab/km²  As NUTS III mais povoadas exercem uma atracção sobre a população e são, por isso  As restantes NUTS III, particularmente, as do Interior Norte, Centro e todas as do Alentejo, com valores de densidade populacional inferiores a 30 Hab/Km², denotam um verdadeiro  As NUTS III menos povoadas repelem, isto é, não captam população e são, por isso LITORALIZAÇÃO ÁREAS ATRATIVAS ÁREAS REPULSIVAS DESPOVOAMENTO
  • 42. Portugal periférico Nas últimas décadas, a vasta faixa do interior do País tem vindo a desertificar-se acolhendo agora apenas 15 por cento dos portugueses. Perdeu população, investimento, actividade económica. Um processo lento que nos confronta com o dualismo de um crescimento desordenado, desequilibrado e injusto. Em 15 anos, de 1985 a 2000, a área construída aumentou 42 %. Porto, Lisboa e Algarve expandiram-se desenfreadamente. Destruiu-se património natural, zonas agrícolas, e forrou-se uma boa parte do litoral com cimento armado. Criaram-se áreas metropolitanas gigantescas, redes saturadas de circulação, onde é cada vez mais difícil viver. Dotou-se o País de infra- estruturas básicas, nomeadamente de uma rede de estradas que facilitou o êxodo do interior para o litoral. António José Teixeira, 12/01/2009 (adaptado)
  • 43. Causas da distribuição geográfica da população São vários os fatores que interferem na distribuição geográfica da população:  Fatores físicos – clima, relevo, solos, localização geográfica  Fatores humanos – evolução histórica, atividades económicas (agricultura, indústria, serviços), transportes, etc. A conjugação de fatores conduz à distinção entre:  Áreas atrativas  Áreas repulsivas.
  • 44. A distribuição geográfica da temperatura média anual revela que:  Os valores variam entre menos de 7,5ºC e mais de 17,5ºC;  Há um acentuado contraste entre o Norte e o Sul:  Os valores mais baixos – entre -7,5ºC e 15ºC – localizam-se a norte do vale do rio Tejo;  Os valores superiores a 15ºC encontram-se a sul do vale do rio Tejo;  Os valores inferiores a 10,0ºC coincidem com as maiores altitudes;  Os valores superiores a 17,5ºC concentram-se no Interior sul e no Algarve;  No Norte Interior destaca-se o vale superior do rio Douro com valores entre os 16 e os 17,5ºC: Terra Quente Transmontana Clima: Temperatura do ar
  • 45. Há uma correlação positiva entre distribuição da temperatura média anual e os valores da densidade populacional: A população concentra-se onde as temperaturas médias anuais são mais amenas – faixa litoral ocidental, do Minho à Península de Setúbal. A fachada meridional – litoral algarvio – justifica-se pela atração turística balnear.
  • 46. A distribuição geográfica da precipitação média anual registada, ao longo de 30 anos, entre 1961 e 1990 mostra que:  Os valores médios variam entre os 400 e os 3 000 mm  Os valores superiores aos 800 mm dominam a norte do vale do rio Tejo;  Os valores inferiores aos 800 mm surgem predominantemente a sul deste rio;  Os valores superiores a 1 400 mm coincidem com as maiores altitudes;  Os valores mais baixos, menos de 600 mm, encontram-se no Sul – Alentejo e Algarve –, no vale superior do rio Douro e no planalto de Almeida - Sabugal.
  • 47. Áreas de precipitação elevada coincidem com densidades populacionais altas: Os solos mais férteis permitem a produção agrícola e uma ocupação intensiva do solo. Por isso, sempre atraíram população ao longo da História. Casos como as áreas litorais do país são bem o exemplo de fortes densidades populacionais em áreas de minifúndio.
  • 48. Pela análise do mapa hipsométrico verifica-se que:  A altitude em Portugal continental varia entre os 2 000m e os 0m.  Os valores inferiores a 100m de altitude localizam-se ao longo do litoral ocidental e meridional fruto do trabalho de acumulação de sedimentos que originaram planícies sedimentares  A planície sedimentar mais extensa corresponde à Bacia Sedimentar do Tejo e do Sado.  Os valores mais elevados situam-se no Interior Norte e Centro.  A sul da Sª Estrela predomina a peneplanície alentejana.
  • 49. Lugares com mais de 2500 habitantes, 2001 Quanto maior é a altitude menor é a temperatura do ar. Por isso, o relevo interfere na distribuição espacial da população portuguesa. No Interior Norte e Centro, o número reduzido de lugares com mais de 2 500 habitantes são prova disso. A Sul da Sª Estrela o relevo peneplano do Alentejo é prejudicado pela carência de água, um dos fatores responsáveis pelo número de lugares com mais de 2 500habitantes.
  • 50. NW NE SUL Relacionando clima e relevo é possível distinguir caraterísticas diferentes que permitem considerar três grandes Divisões Naturais: o Noroeste ou Norte Atlântico, o Nordeste ou Norte Transmontano e o Sul.
  • 51. São, simultaneamente, causa e consequência, de atração populacional. Onde há mais população mais vias de transporte devem existir, caso das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto Os transportes aumentam a acessibilidade e reduzem a distância relativa, tanto a distância-custo como a distância-tempo. Fonte: Jornal Público, “Evolução da rede de autoestradas”
  • 52. Indústrias pesadas, produção de papel, refinaria de petróleo, química de base, etc. localizam-se maioritariamente junto ao litoral ocidental. O mar é um factor de atração porque:  Atenua as temperaturas tanto no inverno como no verão.  Permite maior humidade e mais precipitação.  Fornece peixe, sal e algas.  Contribui para a produção de energia elétrica – ondas, marés, eólica offshore  É uma óptima via de comunicação
  • 53. • Clima ameno – temperaturas amenas • Relevo suave – baixa altitude • Solo fértil • Abundância de água Fatores físicos ou naturais • Indústria • Comércio • Serviços • Rede de transportes • Segurança Fatores humanos Fatores favoráveis à concentração populacional e a densidades populacionais elevadas.

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