Os transportes e as telecomunicações:
reflexos na organização espacial
Transporte é a deslocação de pessoas e/ou
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Carateriza-se:
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Como se classifica quanto à…
 Modalidade, pode ser:
 Terrestre
 Rodoviário – motorizado e não motorizado
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

Forma, pode ser:
 Modal ou unimodal
 Envolve apenas uma modalidade

 Multimodal
 Envolve mais do que uma modalidade...
Breve evolução histórica
Ora por necessidade de obter o seu sustento, ora por
curiosidade de conhecer o espaço e novos lug...
A evolução a partir da Revolução Industrial


1705 – Invenção da máquina a vapor por Thomas Newcomen



1765 – Aperfeiço...
Vantagens e desvantagens

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

Grande flexibilidade de horários e itinerários.



Circulação de mercadorias e pessoas



Entrega porta a porta;

 A...
Transporte rodoviário: desvantagens


Elevada sinistralidade;



Dependência de infraestruturas
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Menor custo de transporte para grande distâncias.



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Rápido, seguro, sem congestionamento.

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Reduzida ocupação de es...
Transporte ferroviário - desvantagens


Falta de flexibilidade - rigidez de percursos.



Necessidade de transbordo.

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...


Redução dos custos de transporte;

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Transporte contínuo;



Independente das condições atmosféricas;



Forte compo...
Transporte tubular - desvantagens


Rede de traçado extremamente rígido;



Investimento inicial muito elevado;

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

Maior capacidade de carga.



Menor custo de transporte.

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Competitivo para produtos não perecíveis - baixo custo de...
Transporte marítimo - desvantagens


Lento - Baixa Velocidade.

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Disponibilidade limitada.

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Exigência de transbordo ...


Rapidez;

 Ausência

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Possibilidade de atingir lugares inacessíveis;

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Transporte aéreo - desvantagens


Elevado custo do transporte;



Investimentos elevados;

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Modo
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Ferroviário

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Continuidade do
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Fiabilidade do serviço

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Espaço relativo, distâncias relativas, grafos,
conectividade, redes …

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Ao longo dos tempos as
necessidades humanas
evoluíram à medida que
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inventadas.
Reflexo das mudanç...
Isócronas
Linhas curvas que unem
todos os pontos – lugares –
à mesma distância-tempo.
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Nesta figura constam,
- Dois mapas de Portugal, que representam
dois tipos de espaço:

- O espaço absoluto (tracejado)
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Fonte – Semanário Expresso

Entre 1973 e 2011, o país “contraiu-se” significativamente. A evolução da rede de transportes
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Neste mapa distorcido, já com alguns
anos, percebe-se o encurtamento das
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Qualquer que seja a escala
geográfica, local, regional, nacional,
continental ou global, a distância
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A aplicação dos grafos na análise das redes de
transporte.

Grafo minimamente conexo

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A teoria dos grafos trata:
 com configurações abstratas de pontos e linhas
 não faz referência direta à realidade
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A tradução das propriedades fundamentais das redes de transporte e a
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Índice β= e/v teoricamente, β pode variar entre 0 e 3,
0 para redes não conexas, 1 para redes minimamente
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Integração de Portugal nas Redes Transeuropeias

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Redes de transporte nacionais


Conjunto de vias que se interligam formando uma malha mais ou
menos densa e por onde circ...
Desde a adesão de Portugal à ex-CEE, foram
criados dois Planos Rodoviários Nacionais, em
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O PRN de 1985 foi...
A rede rodoviária nacional definida no Plano
Rodoviário Nacional (PRN 2000) é constituída
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Rede de Auto-Estradas de
Portugal
“A organização das sociedades nos
espaços que ocupam é em grande
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De 1993 a
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O Porto de Aveiro está situado no distrito de
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O Porto de Lisboa é um grande porto
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O Porto de Setúbal tem vindo a
consolidar uma posição de
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que diz respeito ao tráfego r...


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O Porto de Sines dispõe de
excelentes acessibilidades
marítimas, com fundos naturais e
não sujeitos a assoreamento,
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Importância do transporte marítimo vs Transporte
fluvial – Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2012, INE (texto ad...


14 de março de 1945, data da criação dos TAP
(Transportes Aéreos Portugueses).

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31 de dezembro de 1946 é inaugurada ...
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1997, marca o início da operação das
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Importância das ligações
aéreas à escala global
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Portugal 2020 - Acordo de Parceria (AP)
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Redes Transeuropeias
Foram criadas pelo Tratado de Roma (1957), a fim de:

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 Servirem o mercado interno
 Reforçarem a ...
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– Transporte (RTE-T): transporte rodoviário e combinado,
vias navegáveis e portos marítimos e rede ferroviária d...
Acessibilidade
potencial
por automóvel

O desenvolvimento das RTE
(Redes Transeuropeias)
contribui para a coesão
económica...
A política de transportes desempenha um papel importante no
reforço da coesão económica e social da União Europeia, pois …...
A logística na política dos transportes na Europa,
uma forma de …


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Mobilidade e comunicação - 1

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Primeiro conjunto de diapositivos sobre o tema "A população como se movimente e comunica". Para além de se abordar os diferentes modos de transporte, vantagens e desvantagens, consideram-se novos conceitos geográficos para melhor entender as "distorções" no espaço provocadas pela melhoria ou agravamento das acessibilidades.

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Mobilidade e comunicação - 1

  1. 1. Os transportes e as telecomunicações: reflexos na organização espacial
  2. 2. Transporte é a deslocação de pessoas e/ou bens numa determinada distância  Carateriza-se:  Pelo modo ou meio de transporte usado  Pela natureza do que é transportado  Pela distância a percorrer  Pelos fluxos que origina. 2
  3. 3. Como se classifica quanto à…  Modalidade, pode ser:  Terrestre  Rodoviário – motorizado e não motorizado  Ferroviário – comboio, metro subterrâneo e metro ligeiro de superfície  Tubular – Oleodutos e gasodutos  Aquático  Marítimo  Fluvial  Lacustre  Aéreo 3
  4. 4.  Forma, pode ser:  Modal ou unimodal  Envolve apenas uma modalidade  Multimodal  Envolve mais do que uma modalidade  Regido por um único contrato (responsabilidade de um só Operador de Transporte Multimodal – OTM)  Intermodal  Envolve mais do que uma modalidade  Regido por um contrato por cada modal utilizado 4
  5. 5. Breve evolução histórica Ora por necessidade de obter o seu sustento, ora por curiosidade de conhecer o espaço e novos lugares, o Homem foi procurando os meios que lhe permitissem:  Ir cada vez mais longe  Fazê-lo cada vez mais rápido  Com maior segurança  De forma cada vez mais cómoda 5
  6. 6. A evolução a partir da Revolução Industrial  1705 – Invenção da máquina a vapor por Thomas Newcomen  1765 – Aperfeiçoamento da máquina a vapor por James Watt  1814 – Apresentação da primeira locomotiva por G. Stephenson  1886 – Ano de nascimento do automóvel moderno por Karl Benz  1897 – Registo da patente do motor-reator por Rudolf Diesel Com o motor a combustão movido a óleo foram substituídos os dispendiosos sistemas mecânicos movidos a vapor usados nas locomotivas e nos transportes marítimos, gerando uma verdadeira revolução no mundo industrial e incrementando o transporte rodoviário  1908 – Lançamento do Ford Model T por Henry Ford 6
  7. 7. Vantagens e desvantagens 7
  8. 8.  Grande flexibilidade de horários e itinerários.  Circulação de mercadorias e pessoas  Entrega porta a porta;  Atendimento de embarques urgentes  Menores custos de embalagem;  Manuseamento de pequenos lotes.  Elevada cobertura geográfica.  Competitivo sobretudo para curtas e médias distâncias;  Beneficiando cada vez mais :  do aumento da velocidade e do conforto  da capacidade de carga ( veículos longos – T.I.R.);  de maior especialização (camiões-frigoríficos, camiões-cisterna, porta-contentores). R O D O V I Á R I O V A N T A G E N S 8
  9. 9. Transporte rodoviário: desvantagens  Elevada sinistralidade;  Dependência de infraestruturas grande ocupação de espaço pelas estradas e seus acessos;  Congestionamento frequente nas horas de ponta.  Mais caro em grandes distâncias.  Gastos elevados de fontes energéticas fósseis.  Fortemente poluente (poluição sonora e atmosférica);  Forte contributo para o aumento da concentração de monóxido de carbono agravamento do “efeito de estufa” 9
  10. 10. Menor custo de transporte para grande distâncias.   Rápido, seguro, sem congestionamento.  Reduzida ocupação de espaço (comparativamente com as estradas).  Terminais de carga próximo das fontes de produção.  Elevada capacidade de carga (mercadorias e passageiros)  Adequado para grandes volumes.  Transporte de vários tipos de produtos, tais como, cereais, rochas, minerais .  Menos dependente das condições atmosféricas;  Menos poluente (linhas eletrificadas);  Eficaz em termos energéticos (consome menos energia). F E R R O V Á R I O V A N T A G E N S 10
  11. 11. Transporte ferroviário - desvantagens  Falta de flexibilidade - rigidez de percursos.  Necessidade de transbordo.  Elevada dependência de outros transportes.  Pouco competitivo para pequenas distâncias.  Horários poucos flexíveis.  Enormes investimentos iniciais em infraestruturas.  Elevados custos de conservação e manuseamento. 11
  12. 12.  Redução dos custos de transporte;  Transporte contínuo;  Independente das condições atmosféricas;  Forte componente tecnológica:  Fluxos controlados por computador  Raros acidentes de ruturas nos tubos  Baixa dependência do fator trabalho  Menor risco de poluição;  Menor utilização dos meios de transporte marítimo e rodoviário  Durabilidade das canalizações - vida útil longa T U B U L A R V A N T A G E N S 12
  13. 13. Transporte tubular - desvantagens  Rede de traçado extremamente rígido;  Investimento inicial muito elevado;  Manutenção frequente;  Pouca diversidade de produtos. 13
  14. 14.  Maior capacidade de carga.  Menor custo de transporte.  Competitivo para produtos não perecíveis - baixo custo de tonelada por quilómetro transportado.  Capacidade para transportar qualquer tipo de cargas, tais como, cereais, fruta, peixe, carne, animais, minerais, rochas, hidrocarbonetos, gás natural, automóveis … M A R Í T I M O V A N T A G E N S 14
  15. 15. Transporte marítimo - desvantagens  Lento - Baixa Velocidade.  Disponibilidade limitada.  Exigência de transbordo nos portos.  Grande distância aos centros de produção.  Menor flexibilidade nos serviços aliados a frequentes congestionamentos nos portos. Forte contributo para a poluição dos mares e dos rios – limpeza dos porões, derrame de petróleo  15
  16. 16.  Rapidez;  Ausência de itinerários totalmente fixos;  Possibilidade de atingir lugares inacessíveis;  Grande comodidade e segurança;  Transporte de muitos passageiros (Airbus 380 - mais de 500 lugares);  Ideal no transporte de mercadorias urgentes, com pouco peso ou volume , de alto valor unitário e perecíveis:  urgentes – medicamentos, correio…  perecíveis – flores, legumes frescos, frutos...  valiosas – peças de arte, joias, diamantes…  leves – componentes informáticos. A É R E O V A N T A G E N S 16
  17. 17. Transporte aéreo - desvantagens  Elevado custo do transporte;  Investimentos elevados;  Horários fixos;  Fraca capacidade de carga (relativamente ao transporte marítimo e ferroviário);  Elevado consumo de combustível;  Muito poluente (poluição atmosférica e sonora);  Elevado tempo de espera nos aeroportos (tanto no embarque como no desembarque). 17
  18. 18. Modo de transporte Ferroviário Aéreo Continuidade do serviço Fiabilidade do serviço Capacidade Versatilidade de carga Estragos e perdas Custo (por tonelada×quilómetro) Distância ≥ 500 km Distância < 500 km Critérios Velocidade total Comparação entre o desempenho dos vários Rodoviário modos Marítimo / Fluvial de transporte Oleoduto 18
  19. 19. Espaço relativo, distâncias relativas, grafos, conectividade, redes … 19
  20. 20. Ao longo dos tempos as necessidades humanas evoluíram à medida que novas técnicas iam sendo inventadas. Reflexo das mudanças operadas, os TRANSPORTES demonstram uma conquista indiscutível: a distância foi vencida. E, a velocidade adquirida permite que, atualmente, se possa ir cada vez mais longe e em menos tempo, ligando lugares e aproximando gentes. 20
  21. 21. Isócronas Linhas curvas que unem todos os pontos – lugares – à mesma distância-tempo. Hoje, mais do que referir o espaço absoluto tem mais interesse aludir ao tempo que demora a atingir determinado destino. A diversidade de modos de transporte veio alterar o modo com perspetivamos o espaço e as distâncias. http://www.eurocidadechavesverin.eu/turismo/vem/como-chegar 21
  22. 22. Nesta figura constam, - Dois mapas de Portugal, que representam dois tipos de espaço: - O espaço absoluto (tracejado) - - O espaço relativo (cartografado segundo a distância-tempo em minutos em relação a Lisboa, por caminho de ferro). Isócronas com uma equidistância de 100 minutos. É possível concluir que a maior acessibilidade se verifica no litoral ocidental entre Lisboa e Porto, onde há uma contração do espaço. A região de menor acessibilidade é, sem dúvida, o Nordeste Transmontano, onde se nota uma expansão do espaço. As diferenças de acessibilidade distorcem o espaço absoluto. 22
  23. 23. Fonte – Semanário Expresso Entre 1973 e 2011, o país “contraiu-se” significativamente. A evolução da rede de transportes permitiu reduzir, e muito, o tempo das deslocações. 23
  24. 24. Neste mapa distorcido, já com alguns anos, percebe-se o encurtamento das distâncias entre as cidades servidas, ou a servir, pela rede ferroviária de alta velocidade. Caso Portugal tivesse aderido a esta rede, a cidade de Lisboa seria, das três mencionadas, a mais beneficiada. Teria sido uma oportunidade para contrariar a posição periférica do país. Tal poderá, em breve, ser uma realidade. Para o período financeiro entre 2014 e 2020, o projeto europeu designado de “Mecanismo Interligar a Europa” contempla uma ligação ferroviária que se estenderá de Lisboa à parte ocidental da Alemanha, passando por Madrid e Paris, o Corredor Atlântico (um corredor multimodal de Lisboa a Manheim), uma obra que nos colocará mais próximo dos nossos parceiros da União Europeia. 24
  25. 25. Qualquer que seja a escala geográfica, local, regional, nacional, continental ou global, a distância física tem vindo a diminuir, “encolhendo” o Mundo. Isto reflete as consequências do grande desenvolvimento dos transportes e, igualmente, das telecomunicações. Mcluhan, criou o termo “aldeia global” para catalogar esta nova visão de mundo e das comunidades conectadas entre si, através de avançadas tecnologias de comunicação e transporte. Na aldeia global o limite de tempo e espaço desapareceram. 25
  26. 26. A aplicação dos grafos na análise das redes de transporte. Grafo minimamente conexo Um GRAFO é um conjunto de pontos – vértices ou nós – interligados por segmentos de reta – eixos ou arcos. Numa rede de transportes, para simplificação da realidade, os nós representam lugares e os eixos os itinerários diretos entre os lugares. A teoria dos grafos provém da Matemática, do ramo da Topologia. 26
  27. 27. A teoria dos grafos trata:  com configurações abstratas de pontos e linhas  não faz referência direta à realidade  tem utilidade em análises empíricas Daí o interesse em aplicá-la na representação das REDES de TRANSPORTES, dado que:     . as redes de transportes são sistemas espaciais complexos a sua análise e descrição tem de ser simplificada os lugares são representados por pontos – VÉRTICES ou NÓS os percursos são substituídos por segmentos de recta –EIXOS ou ARCOS. 27
  28. 28. A tradução das propriedades fundamentais das redes de transporte e a interdependência dos seus elementos constituintes é feita através de MEDIDAS DE CARACTERIZAÇÃO GLOBAL: - Medidas de conectividade – índice β; índice α; índice γ - Medidas de centralidade ou acessibilidade – número associado ou nº de Konig; índice de Shimbel - Medidas de forma – matriz binária e matriz de Shimbel Índice β – relaciona o nº de eixos com o nº de vértices da rede β = e/v Matriz Binária – diz qual o vértice da rede de maior acessibilidade; será o que tiver maior número de ligações diretas 28
  29. 29. Índice β= e/v teoricamente, β pode variar entre 0 e 3, 0 para redes não conexas, 1 para redes minimamente conectas e mais de 1 para redes de maior complexidade. Grafo X A B Índice β=10/7= 1,42 (10 eixos e 7 vértices) Índice β = 15/7 = 2,14 (15 eixos e 7 vértices) F C A D C D E F G 1 A B 1 1 0 1 1 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 1 B C G Matriz binária correspondente ao grafo X 1 1 D 1 0 1 E 0 0 0 1 F E 1 1 1 1 1 1 G 1 0 0 1 1 1 5 3 4 5 3 6 1 29
  30. 30. Integração de Portugal nas Redes Transeuropeias 30
  31. 31. Redes de transporte nacionais  Conjunto de vias que se interligam formando uma malha mais ou menos densa e por onde circulam transportes.  Existem, em Portugal, diversas redes a diferentes escalas. À escala nacional há a:  Rede Nacional Rodoviária – conjunto de auto-estradas, itinerários principais e itinerários complementares  Rede Nacional Ferroviária – conjunto de vias férreas, quer as de via larga quer as de via estreita  Rede Nacional de Portos – conjunto de portos principais e secundários  Rede Aérea Nacional  Rede Nacional de transporte de GN (gás natural) 31
  32. 32. Desde a adesão de Portugal à ex-CEE, foram criados dois Planos Rodoviários Nacionais, em 1985 e em 2000. O PRN de 1985 foi elaborado com o objetivo de criar ligações a Espanha e, consequentemente à Europa. Com a perda do império ultramarino e a viragem para o continente europeu, impunha-se ao país obter ganhos de acessibilidade ao território comunitário. R E D E IC IP O PRN de 2000 foi traçado com o objetivo de solucionar alguns estrangulamentos e deficiências identificadas no plano rodoviário nacional de 1985. A rede rodoviária nacional é o principal meio de comunicação do país. Tem uma cobertura nacional embora seja reforçada no litoral e à volta das áreas metropolitanas. Fonte: PRN 2000 R O D O V I Á R I A N A C I O N A L 32
  33. 33. A rede rodoviária nacional definida no Plano Rodoviário Nacional (PRN 2000) é constituída pela: Rede Nacional Fundamental – integra os Itinerários Principais (IP)  Rede Nacional Complementar – formada pelos Itinerários Complementares (IC) e pelas Estradas Nacionais (EN)  • • Itinerários Principais (IP) - vias de comunicação estruturantes que asseguram as ligações entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os principais portos, aeroportos e fronteiras. Itinerários Complementares (IC) e Estradas Nacionais (EN) – vias que estabelecem as ligações de maior interesse regional e incluem as principais vias envolventes de acesso às Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. R E D E R O D O V I Á R I A N A C I O N A L 33
  34. 34. Rede de Auto-Estradas de Portugal “A organização das sociedades nos espaços que ocupam é em grande parte consequência das capacidades e possibilidades dos sistemas de transporte de que dispões e do modo como os utilizam … são por isso elementos fundamentais na estruturação da forma como os indivíduos e as sociedades se organizam no território” (Abreu, 2005) 34
  35. 35. De 1993 a 2006 (13 anos) a evolução da rede de autoestradas foi enorme: - Aumentou em extensão - O seu traçado , mais denso à volta das áreas metropolita nas, atravessa o país. Fonte – Público, adaptado 35
  36. 36. CARATERIZAÇÃO DA REDE Km Rede ferroviária com exploração R E D E % 2 794 Via estreita 192 6,9 Via larga 2 602 93,1 Via única 2 184 76,9 610 21,8 1629 58,3 Via múltipla Rede eletrificada CIRCULAÇÕES POR TIPO DE COMBOIO TOTAL Média Diária 2 835 8 Longo-Curso 200615 56 Inter-regionais 14 502 40 Regionais 102 623 281 Suburbanos 370 690 1 016 Mercadorias 54 719 150 F E R R O V I Á R I A Internacionais Fonte – REFER. Os dados dos quadros respeitam ao dia 31.12.2011 N A C I O N A L 36
  37. 37. Rede Ferroviária Nacional O desenvolvimento e modernização da rede ferroviária nacional tem acompanhado o processo de litoralização de crescimento demográfico e da fixação de atividades económicas verificando-se uma concentração de infraestruturas na fachada atlântica e nas áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. 37
  38. 38. A quase totalidade da rede ferroviária nacional está apta para o transporte de mercadorias, quer nacional, quer internacional, serve as principais fronteiras com Espanha e os cinco portos principais. A rede é complementada por um conjunto de terminais localizados ao longo do país onde atualmente se desenvolvem as atividades de integração logística com operadores complementares, seja por via marítima ou rodoviária. 38
  39. 39. Serviço Internacional 39
  40. 40. Rede Nacional de Transporte de Gás Natural (RNTGN) A RNTGN, com 1267 Km em 2010, compreende dois grandes eixos:  O eixo Sul-Norte, desde o terminal de G em Sines até Valença do Minho, que garante o abastecimento de gás natural à faixa litoral onde se situam as localidades mais densamente povoadas.  O eixo entre Campo Maior, onde é feita a ligação com o gasoduto, e o Armazenamento Subterrâneo, no Carriço. Deste eixo parte uma derivação (Sul Norte) para a Guarda. 40
  41. 41. Rede Ibérica de Gás Natural Portugal importa da Argélia 85% do gás natural. O restante gás é importado liquefeito da Nigéria e de outros países. O transporte do gás natural liquefeito é feito, de barco, para o Porto de Sines. Os 85% transportados por conduta são-no através do Gasoduto euro-magrebino, que sai da Argélia, atravessa Marrocos, o Estreito de Gibraltar, entra em Espanha e posteriormente em Portugal. As principais cidades portuguesas, e quase todos os centros urbanos do litoral, onde reside a maioria da população e se localizam a maior parte das empresas, estão profundamente dependentes do gás natural. 41
  42. 42. Repartição modal dos Movimentos Pendulares por concelhos com mais de 20.000 habitantes, NUT II Norte (2001) O P E S O D O A U T O M Ó V E L Fonte – IMTT, I.P. 42
  43. 43. “Até há bem pouco tempo os portugueses não tinham uma perceção do mar como um ativo estratégico … Turismo, lazer, portos, transportes marítimos, logística, pesca aquacultura, energia, segurança e ações na plataforma continental são alguns setores que terão seguramente desenvolvimentos apreciáveis nos próximos anos …Para além dos aspetos económicos a questão do mar é também importante pela autoestima e pela centralidade geográfica que esta questão confere a Portugal. Somos a maior Zona Económica Exclusiva da Europa e a 11ª maior do mundo e, com o alargamento da Plataforma Continental, Portugal pode ficar entre os primeiros países em termos oceânicos … O mar não tem a ver apenas com a economia. Pode também ser analisado como uma questão de soberania, de ecologia, de segurança, de diplomacia, de ciência ou mesmo de cultura.” J.A.Silva Peneda, presidente do Conselho Económico e Social R E D E P O R T U Á R I A N A C I O N A L 43
  44. 44. Rede portuária nacional Constituída, no Continente, por:   Portos Principais (5): Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines Portos Secundários (4): Viana do Castelo, Figueira da Foz, Faro e Portimão Caracteriza-se por:  Ter como principal função a comercial  Distinguir-se pelo volume de carga movimentada pela capacidade de cada porto  Associar, por vezes, atividades como Pesca e Recreio. O porto de Sines é o primeiro em movimento de mercadorias, seguido do porto de Leixões, ambos com grande importância na carga e descarga de granéis líquidos (essencialmente combustíveis fósseis) e de contentores 44
  45. 45. “O Porto de Leixões registou em 2013 um aumento de 3,4% nas mercadorias movimentadas … destaca-se o aumento nos Granéis Líquidos (+11%) e na carga Ro-Ro … Os principais destinos das exportações são Angola, Reino Unido, Marrocos, Argélia e EUA. … os principais produtos exportados foram Produtos Refinados e Aromáticos, Ferro / Aço, Papel e Cartão, Paralelepípedos, Bebidas, Azulejos e Mosaicos, e Máquinas. Na movimentação de contentores, o Porto de Leixões totalizou 626 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, a medida standard internacional equivalente a um contentor de 20 pés).” Localização e acessibilidades Cais de contentores Cais de passageiros Sul P O R T O D E L E I X Õ E S 45
  46. 46. O Porto de Aveiro está situado no distrito de Aveiro, servindo o vasto hinterland económico da zona centro e norte do país, e o centro de Espanha. A autoestrada (A1) que liga o Porto a Lisboa e a A25, autoestrada que liga Aveiro ao interior-centro do país e centro de Espanha - são as principais acessibilidades terrestres ao porto. O Porto de Aveiro oferece a mais recente infraestrutura ferroviária nacional com ligação ao corredor ferroviário europeu da Nova Rede Transeuropeia de Transportes: “Corredor Atlântico” através da sua ligação ferroviária à … “Linha do Norte” (Portugal) e à “linha da Beira Alta” (Espanha). A fluidez dos acessos rodoviários tornam o Porto de Aveiro um importante nó de desenvolvimento do Transporte Marítimo de Curta Distância (TMCD) e impulsionador da concretização das Autoestradas Marítimas europeias (AEM). P O R T O D E A V E I R O 46
  47. 47.    O Porto de Lisboa é um grande porto europeu de orientação atlântica, cuja centralidade geo-estratégica lhe confere um estatuto de relevo nas cadeias logísticas do comércio internacional e nos principais circuitos de cruzeiros. O porto é líder nacional no movimento de navios e ocupa o 1º lugar no ranking nacional de movimentação de carga contentorizada e de granéis sólidos agroalimentares. Destacam-se a movimentação de carga, o turismo de cruzeiros, o transporte fluvial, a náutica de recreio e a dinamização cultural e de entretenimento de toda a zona ribeirinha sob a sua jurisdição. P O R T O D E L I S B O A 47
  48. 48.   O Porto de Setúbal tem vindo a consolidar uma posição de destaque a nível nacional, no que diz respeito ao tráfego rollon/roll-off tendo registado uma quota de mercado superior a 90% do total de movimentos rolantes verificados anualmente no conjunto dos portos portugueses. Para tal tem contribuído a excelência da sua localização geográfica e o facto da VW Autoeuropa utilizar a via marítima como principal meio de transporte na exportação das viaturas produzidas em Palmela. P O R T O D E O desembarque de viaturas da KIO contribui para posicionar Setúbal como o maior porto português de veículos, com potencial para ser um futuro hub ro-ro da Península Ibérica e da Europa com ligação ao Mediterrâneo, África, Américas e Ásia S E T Ú B A L 48
  49. 49.   O Porto de Sines dispõe de excelentes acessibilidades marítimas, com fundos naturais e não sujeitos a assoreamento, estando vocacionado para receber navios de grande porte dada a não existência de restrições de fundos de serviço. No que respeita às acessibilidades terrestres, o Porto de Sines e a Zona Industrial e Logística associada dispõem de excelentes ligações rodo-ferroviárias diretas aos terminais e às indústrias existentes. P O R T O D E S I N E S 49
  50. 50. Importância do transporte marítimo vs Transporte fluvial – Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2012, INE (texto adaptado) Transporte Marítimo Os portos de Leixões, Lisboa e Sines concentraram 71,4% do movimento portuário de Portugal Continental  Os navios de passageiros e os navios de cruzeiro representaram 9,6% e 6,0%, do movimento nos portos nacionais.  Não obstante este ser um segmento em crescimento, predominou claramente a operação de navios de mercadorias, repartida por navios de carga geral (32,2%), navios de contentores (27,9%) e de granéis líquidos (18,0%).  Transporte Fluvial  A travessia do Rio Tejo representou 87,9% do movimento … salientando-se as ligações fluviais mais utilizadas: Cais do Sodré – Cacilhas e Terreiro do Paço Barreiro.  Durante o ano de 2012, houve decréscimos no número de passageiros, mais acentuados na Ria de Aveiro (S. Jacinto – Forte da Barra e no Rio Sado (Setúbal – Troia).  As travessias de Ria Formosa, Rio Sado, Rio Minho e Rio Guadiana concentram mais de metade do número de passageiros entre junho e setembro. 50
  51. 51.  14 de março de 1945, data da criação dos TAP (Transportes Aéreos Portugueses).  31 de dezembro de 1946 é inaugurada a “Linha Aérea Imperial” (Lisboa-Luanda-Lourenço Marques) – reforçar as ligações com as suas colónias foi a razão da decisão do Estado Português ao fundar os TAP.  A TAP foi distinguida pela revista húngara “Az Utazó” com o prémio de Melhor Companhia Aérea Europeia do Ano 2013.  No Continente, Portugal conta com 4 aeroportos internacionais – Porto, Lisboa, Beja e Faro.  As Regiões Autónomas, regiões ultraperiféricas, têm, também, os seus aeroportos. R E D E N A C. A E R O P O R T O S 51
  52. 52.  1997, marca o início da operação das companhias aéreas de baixo custo por toda a Europa (processo iniciado em meados dos anos 80 no Reino Unido e na Irlanda) e novas oportunidades para o país.  Mesmo enfrentando um contexto económico em dificuldades e um clima de insegurança motivado pelo terrorismo e pelos confrontos militares regionais, Portugal oferece condições atrativas para um número crescente de passageiros que escolhem o nosso país por diversas razões:  Negócios  Turismo – balnear, rural, residencial, saúde …  Estudo – Erasmo, investigação …  As plataformas multimodais localizadas perto dos aeroportos de Porto, Lisboa e Faro ampliam as acessibilidades para os locais de destino dos turistas que escolhem Portugal. R E D E A E R O P O R T U Á R I 52 A
  53. 53. Importância das ligações aéreas à escala global Para os voos de longa distância, normalmente, as companhias aéreas selecionam um dos aeroportos para sede. Trata-se de um “hub” , isto é, um ponto central de onde partem as restantes ligações. A TAP elegeu o aeroporto da Portela como o mais importante “hub” para voos entre a Europa , África, América do Norte e América do Sul, dada a sua localização geográfica e as suas ligações históricas com os países da CPLP e os PALOP. Rede das conexões aéreas entre 1.000 aeroportos ao redor do mundo (Europa Ocidental e América do Norte, parte oriental, são os principais focos de ligações aéreas. Numa outra perspetiva, pode-se afirmar que é evidente o contraste entre o Norte e o Sul). Fonte - Imagem: Research on Complex Systems Group/Northwestern University 53
  54. 54. P O R T U G A L “Portugal é Mar” é uma nova imagem da realidade territorial do país. De novo virado para o mar, Portugal é uma placa giratória entre o oceano, os restantes continentes e a Europa. Dai, o reforço da importância que assumem as ligações do país, no interior e com o exterior 2 0 2 0 54
  55. 55. Portugal 2020 - Acordo de Parceria (AP)  Trata-se do documento que o país irá submeter à Comissão Europeia com a estrutura das intervenções, dos investimentos e das prioridades de financiamento fundamentais para promover o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo no período 20142020.  O documento considera um conjunto de Objetivos Temáticos - OT  OT7 aponta para Promover transportes sustentáveis e eliminar os estrangulamentos nas principais redes de infraestruturas Portugal apresenta uma desvantagem competitiva em termos de custos de transporte associada à sua posição geográfica e ao insuficiente desenvolvimento das RTE-T (em particular nos domínios ferroviário e marítimo-portuário) e, ainda, uma excessiva de pendência do transporte rodoviário. Com o OT7 pretende-se reduzir os custos e tempos de transporte. 55
  56. 56. http://www.qren.pt/np4/np4/?newsId=4209&fileName=Prioridades_FEDER.pdf 56
  57. 57. Redes Transeuropeias Foram criadas pelo Tratado de Roma (1957), a fim de:   Servirem o mercado interno  Reforçarem a coesão económica e social  Apoiarem o crescimento económico  Estimularem a criação de emprego  Devem permitir ligar as regiões europeias e as redes nacionais através de uma infra-estrutura moderna e eficaz  São indispensáveis para o bom funcionamento do mercado único  A interligação e a interoperabilidade das redes nacionais de infra-estruturas são fatores-chave do ordenamento coerente do território comunitário. 57
  58. 58. Incluem: – Transporte (RTE-T): transporte rodoviário e combinado, vias navegáveis e portos marítimos e rede ferroviária de alta velocidade. Inclui também os sistemas inteligentes de gestão dos transportes e o sistema europeu de radionavegação por satéliteGalileo. RTE  RTE-Energia (RTE-E): eletricidade e gás natural. Visam a criação de um mercado único de energia e a segurança dos aprovisionamentos.  RTE-Telecomunicações: serviços eletrónicos, com destaque para os serviços públicos – iniciativa “eEurope: uma sociedade da informação para todos” 58
  59. 59. Acessibilidade potencial por automóvel O desenvolvimento das RTE (Redes Transeuropeias) contribui para a coesão económica e social Para os próximos anos será importante: - investir nos transportes ferroviários e marítimos, assim como nos transportes combinados e os transportes públicos; - reforçar a RTE nas regiões periféricas; - promover serviços de transporte acessíveis e respeitadores do meio-ambiente http://europa.eu/legislation_summaries/transport/bodies_ objectives/l24207_fr.htm 59
  60. 60. A política de transportes desempenha um papel importante no reforço da coesão económica e social da União Europeia, pois …  Contribui para a redução dos desequilíbrios regionais  Melhora os acessos às regiões insulares e periféricas  Tem um efeito positivo sobre o emprego ao:  Encorajar os investimentos em infraestruturas  Favorecer a mobilidade dos trabalhadores Face à crescente mobilidade das nossas sociedades, a política de transportes europeia concentra-se em questões específicas que afetam todos os países da UE, tais como o congestionamento do tráfego (quer rodoviário quer aéreo), a dependência do petróleo e as emissões de gases com efeito de estufa. A sua estratégia (e financiamentos) tem por objetivo garantir um nível de desenvolvimento uniforme das infraestruturas de transportes em toda a UE e encontrar formas de ajudar o setor dos transportes europeu a competir num mercado mundial em rápido desenvolvimento. http://europa.eu/pol/trans/index_pt.htm 60
  61. 61. A logística na política dos transportes na Europa, uma forma de …  Melhorar a eficácia dos diferentes modos de transporte  Reforçar a intermodalidade Tornar o transporte de mercadorias mais:  Amigo do ambiente  Seguro  Eficaz  Equilibrar a exigência da segurança e a fluidez dos transportes  Tirar benefício das TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação  Potencializar as infraestruturas  Simplificar as cadeias multimodais. 61
  62. 62. O que é a LOGÍSTICA?  Um conceito que sintetiza um conjunto de funções, tais como:  Entregas e recolhas de mercadorias  Atividades de armazenamento  Gestão de stocks  Recolha de desperdícios e devoluções  Serviços de entrega ao domicílio  Um conjunto de serviços a montante e a jusante do transporte de mercadorias  Um contributo forte para a redução de viagens e para a racionalização da distribuição  Um contributo para o desenvolvimento do e.comércio. 62
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