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A inter relação entre espaço urbano e espaço rural
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A inter relação entre espaço urbano e espaço rural

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Vivamos na cidade ou no campo temos de satisfazer as nossas necessidades básicas, entre elas, a alimentação. Genericamente, o campo é, por excelência, o principal fornecedor de bens primários. A …

Vivamos na cidade ou no campo temos de satisfazer as nossas necessidades básicas, entre elas, a alimentação. Genericamente, o campo é, por excelência, o principal fornecedor de bens primários. A cidade, pelo contrário, fornece bens manufaturados e serviços ao campo.
Todavia, as vias de transporte e as novas tecnologias da comunicação têm proporcionado uma maior proximidade entre estes dois mundos: o modo de vida urbano é "absorvido" pelos rurais; o modo de vida rural, o seu património natural, atraem cada vez mais citadinos cansados do modo de vida urbano.

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  • 1. interA inter-relação entre espaço urbano e espaço rural Relações de interdependência e complementaridade
  • 2. Diferenças entre modo de vida rural e modo de vida urbano Tradicionalmente, a oposição entre os dois modos de vida é nítida: Modo de vida rural Produção de alimentos Agricultura e criação de gado Família camponesa, conservadora e tradicional Baixa densidade de construção Abundância de espaços verdes Caraterísticas Função principal Atividade económica dominante Modo de vida urbano Produção industrial e prestação de serviços Serviços e indústria Grupo social de referência Família urbano-industrial aberta à modernidade Tipo de paisagem Elevada densidade de construção (em superfície e em altura) ausência de espaços verdes de qualidade
  • 3. Ao longo do tempo, as diferenças sofreram uma evolução A segunda metade do século XX, com a forte mecanização da agricultura nalguns países e regiões, criou uma fratura entre um mundo rural moderno (que surgiu e continua a evoluir) e um mundo rural tradicional (aquele que se manteve estático e não acompanhou as novas tendências). As diferenças diminuem, pelo contrário, entre as áreas rurais modernas e as cidades, havendo, entre elas, maior proximidade Física Funcional Socioeconómica. As diferenças aumentam entre o mundo urbano e as áreas rurais tradicionais condenadas ao despovoamento e ao esquecimento.
  • 4. A “invasão” do campo pela cidade: Periurbanização e Rurbanização • A vida urbana torna-se demasiado cansativa (stress) e as distâncias a percorrer diariamente implicam gastos elevados de tempo improdutivo, isto é, a distância-tempo e a distância-custo aumentam muito. • À medida que as cidades se expandem em superfície o campo envolvente é invadido e conquistado, primeiro, com a deslocação da indústria para as periferias e, progressivamente, por outras funções urbanas: comercial, residencial, de serviços à comunidade (escolas básicas, centros de saúde, equipamentos coletivos), todo esta sequência suportada numa rede de transportes mais densa e diversificada. • Fala-se em periurbanização e rurbanização.
  • 5. RURBANIZAÇÃO: invasão do espaço rural por formas de viver urbanas: Habitações de tipo unifamiliar dispersas Moradores que trabalham nas cidades Moradores geradores de movimentos pendulares (detentores de elevado poder de compra deslocam-se em veículos particulares que percorrem, rapidamente, as distâncias físicas servidas por vias de transporte rápidas, autoestradas ou itinerários principais) Difusão de modos de vida urbanos que, a prazo, vão esbater as diferenças entre rurais e citadinos. Fala-se em “os novos rurais” apesar de, nem todos, se dedicarem à vida do campo. Procuram, antes, a paz e a tranquilidade que a cidade não é capaz de proporcionar. Consequências?
  • 6. Novos elementos no contexto das relações cidade-campo Reforço da função residencial de urbanos economicamente mais desafogados Aparecimento de novas atividades, por exemplo, construção civil, lazer, turismo, ou, mesmo, instalação de algumas indústrias. Manutenção, por parte de alguns rurais, de atividades agrícolas. Instalação de novos produtores agrícolas, jovens, bem informados e formados. Reforço da terciarização do campo, diminuição do peso da função primária. Aproximação dos modos de comportamento entre rurais e urbanos, trabalho facilitado pela proliferação dos media (TV, Internet, telemóveis, jornais…)
  • 7. O caso de Portugal – as relações cidade/campo Até à década de 60 do século XX Portugal é um país rural e tradicional O campo fornece bens alimentares à cidade, matérias primas para a indústria e população ativa jovem e, ainda, espaços de lazer e turismo. A partir dos anos 60 (1960-1973) Migrações internas atingem uma elevada intensidade Aumentam as assimetrias regionais e os desequilíbrios demográficos entre o litoral e o interior São evidentes os contrastes funcionais entre o campo e a cidade (Continua)
  • 8. A cidade atrai pelos bens de consumo que disponibiliza, pelas máquinas agrícolas que fabrica, pelos combustíveis que fornece, pelos serviços especializados de que dispõe. O campo sofre uma dicotomia: há o que repele, envelhece e permanece tradicional e há o que se urbaniza por força da expansão das periferias urbanas e pelo êxodo urbano e que, portanto, atrai. Século XXI O rural e o urbano confundem-se Entre os jovens, sejam da cidade sejam do campo, é difícil distinguir pelo vestuário, pelos gostos, pelo acesso às novas tecnologias quem são os rurais, quem são os urbanos. Os jovens sentem-se rurbanos.
  • 9. Dinâmicas entre cidade e campo CIDADE Maior oferta de realização profissional (maior número de empresas, serviços e bens dada a existência de “bacias de emprego”) Maior diversidade sociocultural, de consumo e lazer Maior dinamismo demográfico e consequentemente população mais jovem Maiores oportunidades de relações sociais Efeitos Campo Fracas oportunidades de realização profissional Atração/ Repulsão Normalmente a cidade atrai, o campo repele. Mas, cada vez mais, há exceções. Maior oferta de contacto com a natureza Permanência de valores espirituais e sentimentais que, em ocasiões festivas, provoca uma atração temporária Fraco dinamismo demográfico e população envelhecida que mantém a memória familiar
  • 10. Freguesia de Serzedo - Fantástica Moradia Isolada T5, Vista de campo/serra Freguesia de Sandim – uma moradia em meio rural e terreno para venda. Muitas vezes o proprietário prefere vender a terra do que pôla a produzir A antiga casa senhorial da Quinta do Calvário, na freguesia de Sandim, em Vila Nova de Gaia, foi resgatada ao seu passado e transformada num hotel de cinco estrelas de "ambiente rústico chic". Villa Sandini Hotel & SPA Com 16 quartos …cada espaço "é decorado de acordo com o conceito campestre", em que "diferentes flores, plantas e frutos proporcionam os mais variados aromas". O hotel inclui ainda …um restaurante …cuja cozinha é fornecida por uma produção agrícola própria. Um exemplo de valorização do património rural numa freguesia que se localiza muito perto da segunda maior cidade do país, a cidade do Porto.
  • 11. Movimento Novos Rurais Novos valores que sustentam a procura da proximidade com a natureza e com a vida no campo
  • 12. Os novos agricultores no Algarve Os novos agricultores são oriundos das mais diversas áreas, seja da agronomia, engenharia biomédica, farmacêutica, engenharia mecânica ou eletrotécnica, e regressam às terras por "via familiar", para combater o desemprego e a crise, mas também, porque há um certo "encantamento pela natureza e uma maior sensibilidade ambiental" nesta nova geração … A nova geração de jovens agricultores com estudos traz dinamismo ao setor, pois sabem aceder facilmente aos apoios comunitários e conseguem controlar as suas candidaturas ou a rega das plantações à distância de um clique na Internet (…) O diretor da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAPAlg) chamou de "revolução" e "viragem" no setor agrícola da região algarvia a chegada de tantos jovens à terra -cerca de 500 -- nos últimos sete anos. A produção de mel, abacate e de frutos vermelhos é quase toda para exportação para a Europa e para fora da Europa, como Nova Zelândia, e "continua a haver procura destes produtos no mercado“ (…) os jovens agricultores algarvios criaram cerca de "mil postos de trabalho" com os seus projetos no âmbito do PRODER.
  • 13. Da creche…para os morangos Ricardo e Isménia escolheram o sossego do Ladoeiro para uma vida mais pacata e sem stress …Ali instalou-se esta família, que deixou o bulício da cidade e a Creche com oito funcionários, que possuíam em Odivelas, para fazer vida no Ladoeiro. A filha na altura tinha dois anos e meio e teve um peso decisivo nesta opção. Qualidade de vida e tempo é o que Ricardo e Isménia destacam como "muito positivo" nesta decisão da qual não se arrependem. "Ao nível da educação, há uma excelente rede escolar e sobretudo há tempo para sermos pais, há tempo para as crianças crescerem com qualidade“ … em Lisboa as crianças passam 12 horas numa creche ou num jardim-de-infância … e isso não é a melhor forma de criar os filhos, embora para quem ali resida seja a única solução. "Optámos por não ter tanto rendimento, mas temos mais tempo e isso é mais importante", acrescenta o marido. Atualmente a filha tem seis anos. Não sente a mudança até porque acaba por viver os dois mundos, já que nas férias vai para a grande cidade, para junto dos avós. "Nós também quando temos necessidade de ir a Lisboa, vamos porque estamos a pouco mais de duas horas e não há grandes obstáculos. Não sentimos muito a mudança porque sentimos que continuamos muito perto", afirma Isménia, lembrando que as novas tecnologias também permitem que, hoje em dia tudo se torne "mais próximo". E garante que a nível cultural nada se perde, porque a ‘cidade', termo que utiliza várias vezes referindo-se a Castelo Branco, é, segundo ela, muito equilibrada. Por outro lado, Isménia continua a investir na sua formação, na Escola Superior de Educação, em Castelo Branco. A parte académica ficou até beneficiada com a mudança, uma vez que em Lisboa não tinha tempo para isso.
  • 14. José Pedro Vasconcelos, ator e apresentador de televisão, e a mulher, a produtora Mariana Roxo, passaram a viver no Imani Country House, a antiga quinta agrícola que recuperaram na aldeia de Guadalupe, perto de Évora, e que agora funciona como hotel em espaço rural. Além do hotel Imani (que significa 'acreditar' em língua suaíli), que abriu em maio de 2011, Zé Pedro também é sócio-gerente do restaurante Santo António de Alfama, em Lisboa. "Preciso destes dois negócios para viver. Quando a maré está baixa de um lado, não posso comer só conchas", frisa o ator. O Imani Country House foi classificado pela revista americana Condé Nast Travel em 2012 como um dos 12 melhores hotéis abertos no mundo com diária abaixo de 300 dólares. Ator Zé Pedro Vasconcelos também é hoteleiro

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