Nós, de Cesário Verde

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4 comments

Comments 1 - 4 of 4 previous next Post a comment

  • + guestc784ed guestc784ed 6 months ago
    o trabalho está muito bem elaborado e tem o essencial, embora eu acheque abordaram muito pouco o assunto do poema. Elocidou-me para um trabalho sopbre o autor que estou a fazer. parabéns
  • + guest04cc1e42 guest04cc1e42 6 months ago
    Extah fixolas, tu perxebex tótil da XENA!! XD @@
  • + guestcfb94fe guestcfb94fe 6 months ago
    curti o trabalho esta cool
  • + guest6b32f7 guest6b32f7 7 months ago
    MUITO BOM!
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Nós, de Cesário Verde - Presentation Transcript

  1. Nós. De Cesário Verde
  2. Introdução
    • Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, requisitado pela Professora Dina Baptista, com a finalidade de analisar poemas de Cesário Verde.
    • O poema, “Nós”, foi por nós analisado com a finalidade de apresentar a sua estrutura, conteúdo e algo mais…
  3. Estrutura Externa
    • Este é o mais longo poema de Cesário Verde.
    • Constituído por 128 quadras, nesta 1ª parte estão incluídas 12 estrofes, todas elas em verso alexandrino (composto de doze sílabas métricas).
    • Aqui podemos observar um rigor formal, característico do movimento literário denominado Parnasianismo (anti-romântico).
    • A rima nesta parte é cruzada em algumas estrofes (ABAB) e interpolada e emparelhada noutras (ABBA)
    • Ex.:
        • (ABAB)
        • A “ Foi quando em dois verões, seguidamente, a Febre
        • B E a Cólera também andaram na cidade,
        • A Que esta população, com um terror de lebre, 
        • B Fugiu da capital como da tempestade.”
        • (ABBA)
        • A “Se acaso o conta, ainda a fronte se lhe enruga: 
        • B O que se ouvia sempre era o dobrar dos sinos; 
        • B Mesmo no nosso prédio, os outros inquilinos
        • A Morreram todos. Nós salvámo-nos na fuga.”
  4. Estrutura Interna
    • Na 1ª parte a cidade aparece como um sinónimo de repressão, doença (Febre e cólera) e morte, enquanto que o campo é visto como um espaço amplo de liberdade e vida.
    • Por esta razão, teria “o chefe antigo e bom da nossa casa” optado por se fixar no campo durante grande parte do ano…“Desde o calor de Maio aos frios de Novembro”...
    • A cidade personifica a ausência de amor e, consequentemente, de vida. Ela surge como uma prisão que desperta no sujeito “um desejo absurdo de sofrer”. É um foco de infecções, de doença, de MORTE.
    • É um símbolo de opressão, de injustiça, de industrialização, e surge, por vezes, como ponto de partida para evocações, divagações.
    • O campo, por oposição, aparece associado à vitalidade, à alegria do trabalho produtivo e útil, nunca como fonte de devaneio sentimental. Aparece ligado à fertilidade, à saúde, à liberdade, à VIDA.
    • A força inspiradora de Cesário é a terra-mãe, daí surgir o mito de Anteu, uma vez que a terra é força vital para Cesário. O poeta encontra a energia perdida quando volta para o campo, anima-o, revitaliza-o, dá-lhe saúde, tal como Anteu era invencível quando estava em contacto com a mãe-terra. É no poema Nós que Cesário revela melhor o seu amor ao campo, elogiando-o por oposição à cidade e considerando-o “um salutar refúgio”.
  5. Forma e Conteúdo
    • Todo o poema se encontra encaixado num intróito (princípio) e num epígolo (conclusão) cuja dominante semântica é a morte.
    • Os tempos verbais predominantes na 1ª parte do poema, estão no pretérito perfeito, dando a ideia que o que o cenário se passa a uns tempos atrás. Apenas no fim, podemos observar verbos no presente (…”Nós vamos para lá; somos provincianos”…)
    • Os pontos de exclamação que aparecem ao longo do poema, servem para poder expressar o espanto, a aterrorizarão e a calamidade que o poeta observa e sente. Embora Cesário recorra imenso ao rigor formal e à observação simples, é notável neste poema o sentimento do poeta.
    • Os deícticos que o poeta usa neste poema são principalmente deiticos espaciais, para poder dar mais “imagem” do cenário (principalmente verbos de movimento), também alguns pessoais (as pessoas, a própria família do poeta) e temporais ( ‘Foi quando’ ).
  6. Recursos Estilísticos
    • No poema, estão presentes os seguintes recursos:
      • Gradação : Sucessão de pelo menos três termos sintacticamente equivalentes organizados segundo uma ordem crescente.
      • “ Nem um Navio entrava a barra,/A alfândega, parou nenhuma loja abria,…”
      • Personificação : Atribuição de sentimentos, acções ou ideias do ser humano.
      • “ Num ímpeto de seiva os arvoredos fartos,/(…), Amarram-se”
      • Perífrase : uso de uma expressão composta por vários termos em vez da possibilidade de usar apenas uma palavra.
      • “… o chefe antigo e bom da nossa casa/(…) Não quis voltar senão depois das grandes chuvas”
      • Antítese: Aproximação de duas palavras antónimas ( que se comportam como opostos).
      • “ Desde o calor de Maio aos frios de Novembro”
  7. Tema…
    • O poema ‘Nós’ pode ser considerado um tema autobiográfico de Cesário Verde, mas é realçada a segunda intenção do autor: um elogio ao campo, à vida que este local dá a Verde. O contraste cidade/campo é um dos temas fundamentais da poesia de Cesário e revela-nos o seu amor ao rústico e natural, que celebra por oposição a um certo repúdio da perversidade e dos valores urbanos a que, no entanto, adere .
    • Esta oposição cidade/campo, umas das mais características temáticas do autor, não só é associada ao campo e à cidade, mas também ao belo/feio, claro/escuro e força/fragilidade, respectivamente.
  8. Conclusão.
    • Neste poema aprendemos como a cidade personifica a ausência de amor e de vida, oprimindo o homem…
    • O campo é o oposto, ou seja, é um espaço de vida, luz e consequentemente onde encontramos a felicidade…
    • É o poema da dualidade, do escuro / claro, do feio / belo, onde Cesário Verde elogia a terra e nela encontra a sua inspiração, para com rigor produzir uma belíssima obra literária.
    • Trabalho realizado por:
    • Rafael Pinho Soares, nº18
    • Rafael Pedro Albergaria, nº 19
    • Raul Ferreira, nº 20
    • Língua Portuguesa, 11º Ano, 2008/2009
    • Bibliografia usada:
    • CABRAL, Avelino, Cesário Verde – Propostas de Análise . Edições Sebenta. Sebenta Secundário.
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