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Manuel Alegre

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Trabalho apresentado pela aluna Rute Pires, do 10ºF (10/11), do Agrupamento de Escolas de Búzio, no âmbito do estudo da poesia do século XX, na disciplina de Português.

Trabalho apresentado pela aluna Rute Pires, do 10ºF (10/11), do Agrupamento de Escolas de Búzio, no âmbito do estudo da poesia do século XX, na disciplina de Português.

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Transcript

  • 1. Manuel Alegre
  • 2. Nasce a 12 de Maio de 1936, em Águeda.
    Estuda Direito na Universidade de Coimbra, onde foi dirigente estudantil.
    Redactor da revista Vértice e colaborador da Via Latina.
    Mobilizado em 1962 para Angola onde, foi preso pela PIDE, durante 6 meses, por não querer participar na Guerra Colonial.
    Passa 10 anos exilado em Argel, sendo o principal responsável e locutor da emissora Voz da Liberdade.
    Entra para o Partido Socialista.
    Membro do Conselho de Estado desde 1995.
    Em 2005 e 2011 candidatou-se à Presidência da República.
  • 3. Temáticas:
  • Letra para um hino
    É possível falar sem um nó na gargantaÉ possível amar sem que venham proibirÉ possível correr sem que seja fugir.Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.É possível andar sem olhar para o chãoÉ possível viver sem que seja de rastos.Os teus olhos nasceram para olhar os astrosSe te apetece dizer não grita comigo: não.É possível viver de outro modo. É possível transformares em arma a tua mão.É possível o amor. É possível o pão.É possível viver de pé.Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.É possível viver sem fingir que se vive.É possível ser homem.É possível ser livre livrelivre.
    Manuel Alegre
  • 7. Letra para um hino
    É possível falar sem um nó na gargantaÉ possível amar sem que venham proibirÉ possível correr sem que seja fugir.Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.É possível andar sem olhar para o chãoÉ possível viver sem que seja de rastos.Os teus olhos nasceram para olhar os astrosSe te apetece dizer não grita comigo: não.É possível viver de outro modo. É possível transformares em arma a tua mão.É possível o amor. É possível o pão.É possível viver de pé.Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.É possível viver sem fingir que se vive.É possível ser homem.É possível ser livre livrelivre.
    Manuel Alegre
  • 8. As mãos
    Com mãos se faz a paz se faz a guerra.Com mãos tudo se faz e se desfaz.Com mãos se faz o poema – e são de terra.Com mãos se faz a guerra – e são a paz.Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.Não são de pedras estas casas masde mãos. E estão no fruto e na palavraas mãos que são o canto e são as armas.E cravam-se no Tempo como farpasas mãos que vês nas coisas transformadas.Folhas que vão no vento: verdes harpas.De mãos é cada flor cada cidade.Ninguém pode vencer estas espadas:nas tuas mãos começa a liberdade.
    Foto da tela feita para exposição, pela aluna Rute Pires, 10ºF
    Manuel Alegre
  • 9. Representação d’As MÃOS,
    de Manuel Alegre
    Trabalho apresentado na disciplina de Português 10ºano.
    Rute Pires, nº22, 10ºF (10/11)
    Agrupamento de Escolas de Búzio