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José Ary dos Santos
 

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Conhecer a vida e obra de um poeta surrealista português: José Ary dos Santos - Trabalho de Filipa Mendes (10ºF | Escola Básica 2,3/S de Vale de Cambra), no âmbito do estudo dos poetas do século ...

Conhecer a vida e obra de um poeta surrealista português: José Ary dos Santos - Trabalho de Filipa Mendes (10ºF | Escola Básica 2,3/S de Vale de Cambra), no âmbito do estudo dos poetas do século XX, na disciplina de Português.

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    José Ary dos Santos José Ary dos Santos Presentation Transcript

      • Poetas do século XX
      Filipa Mendes 10ºF
    • BIOGRAFIA
      • José Carlos Pereira Ary dos Santos nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1936 e faleceu também em Lisboa a 18 de Janeiro de 1984 .
      • Ary dos Santos foi um grande poeta português, conhecido principalmente como autor de poemas para canções.
      • Ary dos Santos, apenas com 16 anos de idade viu os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett, contudo a sua estreia efectiva dar-se-ia alguns anos mais tarde.
      • Em 1963, publica o livro de poemas com que se estreia efectivamente A Liturgia do Sangue , ao qual se seguiram obras como Tempo de Lenda das Amendoeiras (1964), Adereços, Endereços (1965), Insofrimento in Sofrimento (1969), Foto-grafias (1971) e As Portas que Abril Abriu (1975).
      • José Ary dos Santos era um comunista convicto e activo que procurava liberdade e justiça social, e que por isso, em 1969, se iniciou na actividade política ao filiar-se no PCP, o partido que lhe pareceu mais adequado para defender e lutar pelos seus ideais.
      • Ary dos Santos utilizava também a sua poesia como uma arma nesta luta política, chegando a ser intitulado como O Poeta da Revolução de Abril .
      • A acrescentar à vida de Ary dos Santos há também o facto de este ter concorrido ao Festival da Canção da RTP com poemas como “Desfolhada” cantado por Simone de Oliveira, “Menina” interpretado por Tonicha e “Tourada” interpretado por Fernando Tordo, ganhando todos eles o primeiro lugar.
    •  
      • Antes da sua morte, José Ary dos Santos tinha em preparação um livro de poemas intitulado As Palavras das Cantigas , onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, bem como um outro intitulado Estrada da Luz - Rua da Saudade , que pretendia ser uma autobiografia romanceada.
      • José Ary dos Santos foi um dos mais talentos poetas da sua geração e ficou conhecido como uma personalidade entusiasta , irreverente e revolucionária .
    • POEMAS DE JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS
    • Poeta castrado, não!
      • Serei tudo o que disserem
      • por inveja ou negação:
      • cabeçudo dromedário
      • fogueira de exibição
      • teorema corolário
      • poema de mão em mão
      • lãzudo publicitário
      • malabarista cabrão.
      • Serei tudo o que disserem:
      • Poeta castrado não!
      • Os que entendem como eu
      • as linhas com que me escrevo
      • reconhecem o que é meu
      • em tudo quanto lhes devo:
      • ternura como já disse
      • sempre que faço um poema;
      • saudade que se partisse
      • me alagaria de pena;
      • e também uma alegria
      • uma coragem serena
      • em renegar a poesia
      • quando ela nos envenena.
      • Os que entendem como eu
      • a força que tem um verso
      • reconhecem o que é seu
      • quando lhes mostro o reverso:
      • Da fome já não se fala
      • é tão vulgar que nos cansa
      • mas que dizer de uma bala
      • num esqueleto de criança?
      • Do frio não reza a história
      • a morte é branda e letal
      • mas que dizer da memória
      • de uma bomba de napalm?
      • E o resto que pode ser
      • o poema dia a dia?
      • Um bisturi a crescer
      • nas coxas de uma judia;
      • um filho que vai nascer
      • parido por asfixia?!
      • Ah não me venham dizer
      • que é fonética a poesia!
      • Serei tudo o que disserem
      • por temor ou negação:
      • Demagogo mau profeta
      • falso médico ladrão
      • prostituta proxeneta
      • espoleta televisão.
      • Serei tudo o que disserem:
      • Poeta castrado não!
      • José Carlos Ary dos Santos
    • Poeta castrado, não!
      • Este poema é uma declaração do que representava ser poeta para Ary dos Santos.
      • Na primeira estrofe, o autor começa de forma directa a relatar que para ele pouco importa o que os outros sobre ele digam, desde que isso não afecte a sua liberdade de dizer o que pensa.
      • Ary dos Santos proclama que se pode afirmar tudo o que é declarado no poema, mas não o facto de que se tenha visto a sua liberdade de expressão “castrada”, ou seja, destruída.
      • O eu poético vai compactuando com aqueles que o “entendem” e “reconhecem” e que sabem ver o seu lado sentimental mas que, por outro lado, sabem também a necessidade de renegar tudo isso para cumprir a função de revolucionário.
      Este poeta tem como objectivo chocar e motivar a procura da verdade por mais dura que seja. Para concluir a sua auto-definição como poeta, o sujeito poético volta a reconhecer as críticas que fazem dele, seja enquanto homossexual (“prostituta, proxeneta”), ou pelo facto de ter adquirido muita popularidade com as suas participações no Festival da RTP (“demagogo, televisão”) e por fim, reforça um pouco a sua posição de ser um pouco do que dizem, mas nunca um poeta longe da verdade.
      • Isto vai meus amigos isto vai um passo atrás são sempre dois em frente e um povo verdadeiro não se trai não quer gente mais gente que outra gente. Isto vai meus amigos isto vai o que é preciso é ter sempre presente que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente. Depois da tempestade há a bonança que é verde como a cor que tem a esperança quando a água de Abril sobre nós cai. O que é preciso é termos confiança se fizermos de Maio a nossa lança isto vai meus amigos isto vai.
      José Ary dos Santos
      • A cidade é um chão de palavras pisadas
      • a palavra criança a palavra segredo.
      • A cidade é um céu de palavras paradas
      • a palavra distância e a palavra medo.
      • A cidade é um saco um pulmão que respira
      • pela palavra água pela palavra brisa
      • A cidade é um poro um corpo que transpira
      • pela palavra sangue pela palavra ira.
      • A cidade tem praças de palavras abertas
      • como estátuas mandadas apear.
      • A cidade tem ruas de palavras desertas
      • como jardins mandados arrancar.
      • A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
      • A palavra silêncio é uma rosa chá.
      • Não há céu de palavras que a cidade não cubra
      • não há rua de sons que a palavra não corra
      • à procura da sombra de uma luz que não há.
      José Ary dos Santos http://www.youtube.com/watch?v=iviVby0Buaw&feature=related
    • Fontes Consultadas
      • http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v147.txt
      • http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v184.txt
      • http://www.infopedia.pt/$jose-carlos-ary-dos-santos
      • http://pt.wikipedia.org/wiki/Ary_dos_Santos
      • http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/ary_dos_santos/ary_biog.html
    • «Isto vai meus amigos, isto vai» Trabalho realizado por: Filipa Mendes Professora Dina Baptista 03-03-2011