Fernando Pessoa  Vida e obra…      Profª.: Carol Loçasso Pereira
Retrato de Fernando Pessoa feito por João Luiz Roth.
A infância
• Nasceu em 13 de Junho de 1888, em Lisboa.• Vivia com o pai, a mãe, a avó (doente mental) e  duas criadas.• Foi batizado ...
• A sua mãe casa-se pela segunda vez em 1895,  com o comandante João Miguel Rosa.• Após o casamento, Pessoa e a sua famíli...
• Fez o curso primário na escola de freiras  irlandesas da West Street.• Após o falecimento da irmã, Pessoa e a sua famíli...
• Encerra os seus bem sucedidos estudos na  África do Sul após realizar na Universidade o  «Intermediate Examination in Ar...
Regresso às  origens
• Deixando a família na África, regressou  definitivamente à capital portuguesa, em 1905.• Continua a produção de poemas e...
• Pessoa é internado no dia 29 de Novembro de  1935, no Hospital de São Luís dos Franceses,  com diagnóstico de "cólica he...
Legado
• Podemos dizer que a vida do poeta foi dedicada  a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas  através dos seus hete...
• Ou então, através de um poema:   “Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e                           trabalh...
A mística e  Pessoa
• Possuía ligações com o ocultismo e o  misticismo, salientando-se a Maçonaria e a  Rosa-Cruz.• O seu poema hermético mais...
PessoaOrtônimo
Os poemas assinados por Fernando Pessoa   (ele mesmo) têm facetas distintas entre si,   mas que no entanto se completam: c...
• A obra ortônima de Pessoa passou por  diferentes fases, mas envolve basicamente a  procura de um certo patriotismo perdi...
Características• Poemas lúcidos: emoções filtrada pela razão• Meditação introvertida = intimista: interroga o  sentido da ...
Pessoa     heterônimoO seu gênio manifestou-se na sua  personalidade fragmentária
Carta de Pessoa“Começo pela parte psiquiátrica. A origem dos meus  heterônimos é o fundo traço de histeria que  existe em ...
Fernando Pessoa constitui um caso ímpar de  desdobramento de si mesmo em outras  personalidades poéticas, o que se torna v...
Álvaro de Campos, o poeta das sensações do                  homem moderno  Poesia marcada pela inquietação do século XX,  ...
Características• Engenheiro naval e elétrico• Manifestação mais MODERNA         da   obra   de  Fernando Pessoa = FUTURIST...
Ode triunfal (fragmento)À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da                      fábrica              Tenho f...
Ricardo Reis, o poeta neoclássicoHelenista e, portanto, cultivador decaracterísticas estruturais e de temasclássicos, Rica...
Características• Poeta neoclássico, erudito• Simplicidade forjada através do intelecto• Preocupação formal, poemas metrifi...
Para ser grande, sê inteiro: nada      Teu exagera ou exclui.      Sê todo em cada coisa.           Põe quanto és       No...
Alberto Caeiro, o poeta pastor (O mestre)   Fernando Pessoa chamava-o de “MeuMestre Caeiro”, o mais importante de seushete...
Características• Completa naturalidade, simplicidade: prega a vida  simples no campo.• Panteísta (crença que identifica o ...
O guardador de rebanhos (fragmento)     O mundo não se fez para pensarmos nele         (Pensar é estar doente dos olhos)Ma...
Curiosidades
• Numa tarde em que tinha combinado  encontrar-se com um amigo Pessoa apareceu  como de costume, com algumas horas de  atr...
Obra
“Mensagem” (1934) é um livro exemplar. Composto  por 44 poemas, é mesmo uma “mensagem” ao povo  português em plena ditadur...
“Autopsicografia”O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que...
Análise do  título
Auto + psico + grafiaAuto: de si próprioPsico: intimo/sentimentalGrafia: escrita
Análise do  poema
1ª estrofe – o poeta sente uma dor, mas só  passado algum tempo é que passa para o papel.  Logo, há uma transfiguração da ...
2ªestrofe – o leitor só tem acesso à dor que o  poeta nos quer fazer sentir.     1º verso – o leitor não sente a dor real,...
3ª estrofe – é a conclusão, explica o papel docoração (do sentimento) e da inteligência (darazão).   2-coração- vai entret...
• Análise formal do poema      Neste poema, a estrutura externa pode  ser explicada da seguinte forma: estamos  perante um...
Figuras de estiloHipérbato (Inversão) – consiste na separação de  palavras que pertencem ao mesmo segmento por  outras pal...
Metáfora – consiste em igualar ou aproximardois termos que pertencem à mesma categoriasintáctica mas cujos traços se exclu...
Responda:• O poema apresenta como tema a criação  artística, desenvolvendo-o em três planos  ou em três níveis, demarcados...
• De acordo com a 2ª estrofe:c) A que dores se refere o texto no   verso “Não as duas que ele teve”?d) Os leitores não sen...
•  Na última estrofe, são aproximados   dois elementos que, historicamente,   são a base da criação artística em   todos o...
• O poema tem como título  “Autopsicografia”. O termo psicografia  significa a relação mediúnica estabelecida  entre dois ...
Estude bastante!    Acredito em você!         Mil beijos....              Carol
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  1. 1. Fernando Pessoa Vida e obra… Profª.: Carol Loçasso Pereira
  2. 2. Retrato de Fernando Pessoa feito por João Luiz Roth.
  3. 3. A infância
  4. 4. • Nasceu em 13 de Junho de 1888, em Lisboa.• Vivia com o pai, a mãe, a avó (doente mental) e duas criadas.• Foi batizado em 21 de Julho.• Seu nome completo era Fernando Antônio Nogueira Pessoa.• No dia 24 de Julho, o seu pai morre com 43 anos vítima de tuberculose. Deixando Pessoa órfão de pai aos 5 anos de idade.
  5. 5. • A sua mãe casa-se pela segunda vez em 1895, com o comandante João Miguel Rosa.• Após o casamento, Pessoa e a sua família foram viver na África do Sul.• Na África, Pessoa viria a demonstrar suas habilidades para a literatura.• A mãe tinha que dividir a sua atenção com os filhos e o padrasto. Pessoa isola-se, o que lhe propiciava momentos de reflexão.• Na África, recebe uma educação britânica.• Com exceção de “Mensagem”, os únicos livros publicados em vida são os das coletâneas dos seus poemas ingleses.
  6. 6. • Fez o curso primário na escola de freiras irlandesas da West Street.• Após o falecimento da irmã, Pessoa e a sua família voltam a Portugal, onde escreve a poesia “Quando ela passa”.• Fernando Pessoa permanece em Lisboa enquanto todos regressam para a África e volta a juntar-se a família em 1903.• Escreve poesia e prosa em inglês.
  7. 7. • Encerra os seus bem sucedidos estudos na África do Sul após realizar na Universidade o «Intermediate Examination in Arts», adquirindo bons resultados.
  8. 8. Regresso às origens
  9. 9. • Deixando a família na África, regressou definitivamente à capital portuguesa, em 1905.• Continua a produção de poemas em inglês.• Em 1906 matricula-se no Curso Superior de Letras.• Em Agosto de 1907, morre a sua avó Dionísia, deixando-lhe uma pequena herança.• Em 1908, dedica-se à tradução de correspondência comercial.• Inicia a sua atividade de crítico literário com a publicação, em 1912, na revista «Águia», do artigo «A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada».
  10. 10. • Pessoa é internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, com diagnóstico de "cólica hepática“.• No dia 30 de Novembro morre aos 47 anos (associada a uma cirrose hepática provocada pelo óbvio excesso de álcool ao longo da sua vida).• Nos últimos momentos da sua vida pede os óculos e clama pelos seus heterônimos. A sua última frase é escrita no idioma no qual foi educado, o inglês: I know not what tomorrow will bring ("Eu não sei o que o amanhã trará").
  11. 11. Legado
  12. 12. • Podemos dizer que a vida do poeta foi dedicada a criar e que, de tanto criar, criou outras vidas através dos seus heterônimos.• Alguns críticos questionam se Pessoa realmente teria transparecido o seu verdadeiro eu, ou se tudo não tivesse passado de mais um produto da sua vasta criação.• O poeta e crítico brasileiro Frederico Barbosa declara que Fernando Pessoa foi "o enigma em pessoa“.• Nas próprias palavras do poeta, ditas pelo heterônimo Bernardo Soares, "minha pátria é a língua portuguesa “
  13. 13. • Ou então, através de um poema: “Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar Quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da Civilização e o alargamento da consciência da humanidade.”• Sobre Fernando Pessoa, o poeta mexicano premiado com o Nobel da Literatura, Octavio Paz, diz que "os poetas não têm biografia, a sua obra é a sua biografia“.• Na comemoração do centenário do seu nascimento em 1988, o seu corpo foi transladado para o Mosteiro dos Jerônimos, confirmando o reconhecimento que não teve em vida.
  14. 14. A mística e Pessoa
  15. 15. • Possuía ligações com o ocultismo e o misticismo, salientando-se a Maçonaria e a Rosa-Cruz.• O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz“.• Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo.
  16. 16. PessoaOrtônimo
  17. 17. Os poemas assinados por Fernando Pessoa (ele mesmo) têm facetas distintas entre si, mas que no entanto se completam: captou o lirismo do passado português e evoluiu deste saudosismo para o paulismo e, depois para o interseccionismo e o sensacionismo. Paulismo: Este movimento literário prima por ambientes sombrios e de águas escuras e "paradas", nas quais o poeta "não se encontra". Os locais que o poeta descreve estão normalmente associados a ambientes aquáticos. Interseccionismo: caracteriza pela intersecção no poema de vários níveis simultâneos de realidade: a interior e a exterior, a objetiva e a subjetiva, o sonho e a realidade, o presente e o passado, o eu e o outro, etc. Sensacionismo: confere contornos mais vastos que os que definem o Futurismo, reconhecendo neste movimento de vanguarda apenas uma influência
  18. 18. • A obra ortônima de Pessoa passou por diferentes fases, mas envolve basicamente a procura de um certo patriotismo perdido.• O ortônimo foi profundamente influenciado, em vários momentos, por doutrinas religiosas.• A principal obra de "Pessoa ele-mesmo" é “Mensagem”, uma coletânea de poemas sobre os grandes personagens históricos portugueses.
  19. 19. Características• Poemas lúcidos: emoções filtrada pela razão• Meditação introvertida = intimista: interroga o sentido da existência• Metalinguagem, versos curtos e rimados
  20. 20. Pessoa heterônimoO seu gênio manifestou-se na sua personalidade fragmentária
  21. 21. Carta de Pessoa“Começo pela parte psiquiátrica. A origem dos meus heterônimos é o fundo traço de histeria que existe em mim. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero- neurastênico. Tendo para esta segunda hipótese, porque há em mim fenômenos de abulia que a histeria, propriamente dita, não enquadra no registro dos seus sintomas. Seja como for, a origem mental dos meus heterônimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação.”
  22. 22. Fernando Pessoa constitui um caso ímpar de desdobramento de si mesmo em outras personalidades poéticas, o que se torna visível por sua capacidade de deixar-se possuir por outros seres, que como ele são poetas, e de assim criar os outros “eus”, os heterônimos.Os heterônimos não são pseudônimos. Fernando Pessoa não inventou personagens-poetas, mas criou obras de poetas e, em função delas, as biografias de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro, seus principais heterônimos.
  23. 23. Álvaro de Campos, o poeta das sensações do homem moderno Poesia marcada pela inquietação do século XX, personalidade citadina, que louva o movimento e as máquinas. Tomado pela emoção da existência, tem a consciência da vida, do progresso, da era das máquinas, do barulho, da eletricidade e da velocidade. Mas é triste, devastadoramente triste.Seus poemas mais conhecidos são Ode Triunfal, Tabacaria e Poema em Linha Reta.
  24. 24. Características• Engenheiro naval e elétrico• Manifestação mais MODERNA da obra de Fernando Pessoa = FUTURISTA• Liberdade total nos versos• Decadentista• Pessimista
  25. 25. Ode triunfal (fragmento)À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
  26. 26. Ricardo Reis, o poeta neoclássicoHelenista e, portanto, cultivador decaracterísticas estruturais e de temasclássicos, Ricardo Reis tem sua poesiamarcada pelo “carpe diem” horaciano, ou seja,em suas odes, aparecerá o lema “gozar abrevidade da vida, o momento, aproveitar cadasegundo, gozar o dia, desfrutar o que se possaobter do momento em que se vive”. Cultua opaganismo.
  27. 27. Características• Poeta neoclássico, erudito• Simplicidade forjada através do intelecto• Preocupação formal, poemas metrificados e com sintaxe rebuscada• Pastoras: Lídia, Neera e Cloe• CARPE DIEM
  28. 28. Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes.Assim como em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.
  29. 29. Alberto Caeiro, o poeta pastor (O mestre) Fernando Pessoa chamava-o de “MeuMestre Caeiro”, o mais importante de seusheterônimos. Era um homem do campo,simples. No entanto, um ser especulativo,perquiridor do mundo. Seus poemas mais importantes estãoreunidos sob o título O Guardador deRebanhos e Poemas Completos de Caeiro. Dos principais heterônimos de FernandoPessoa, Caeiro foi o único a não escrever emprosa. Alegava que somente a poesia seriacapaz de dar conta da realidade.
  30. 30. Características• Completa naturalidade, simplicidade: prega a vida simples no campo.• Panteísta (crença que identifica o universo com Deus).• Linguagem simples, vocabulário limitado, versos livres e brancos (com métrica e sem rima).• Realidade captada pelas sensações = sensacionismo.
  31. 31. O guardador de rebanhos (fragmento) O mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos)Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama, Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar...
  32. 32. Curiosidades
  33. 33. • Numa tarde em que tinha combinado encontrar-se com um amigo Pessoa apareceu como de costume, com algumas horas de atraso, declarando ser Álvaro de Campos, pedindo perdão por Pessoa não ter podido aparecer ao encontro.• O assento de óbito de Pessoa indica como causa da morte "bloqueio intestinal“.• Existe a Universidade Fernando Pessoa (UFP), com sede no Porto, criada em homenagem ao poeta.
  34. 34. Obra
  35. 35. “Mensagem” (1934) é um livro exemplar. Composto por 44 poemas, é mesmo uma “mensagem” ao povo português em plena ditadura salazarista. É como se Pessoa quisesse sacudir os brios da Pátria e fazê-la lembrar-se de um tempo de grandeza, conquista e prosperidade. O livro Mensagem (1934) está dividido em três partes: Poemas que glorificam o valor simbólico dos heróis do passado, como os descobrimentos portugueses. Está dividido em três partes:8. Brasão = revisita algumas personalidades da história do país9. Mar Português = grandes navegações10.O Encoberto = sebastianismo
  36. 36. “Autopsicografia”O poeta é um fingidor.Finge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA dor que deveras sente.E os que lêem o que escreve,Na dor lida sentem bem,Não as duas que ele teve,Mas só a que eles não têm.E assim nas calhas de rodaGira, a entreter a razão,Esse comboio de cordaQue se chama coração.
  37. 37. Análise do título
  38. 38. Auto + psico + grafiaAuto: de si próprioPsico: intimo/sentimentalGrafia: escrita
  39. 39. Análise do poema
  40. 40. 1ª estrofe – o poeta sente uma dor, mas só passado algum tempo é que passa para o papel. Logo, há uma transfiguração da dor sentida, numa dor que é já pensada. 1º verso - é a partir deste verso que o poema se vai desenrolar. Fingidor - para Pessoa, não e aquele que engana: é aquele que cria/transfigura.
  41. 41. 2ªestrofe – o leitor só tem acesso à dor que o poeta nos quer fazer sentir. 1º verso – o leitor não sente a dor real, porque esta pertence ao poeta. 2º verso – não sente a dor imaginária porque esta pertence ao seu criador. 3º verso – ele sente que ele próprio sentiu. 4º verso – o leitor só sente a dor lida.
  42. 42. 3ª estrofe – é a conclusão, explica o papel docoração (do sentimento) e da inteligência (darazão). 2-coração- vai entreter a razão
  43. 43. • Análise formal do poema Neste poema, a estrutura externa pode ser explicada da seguinte forma: estamos perante um poema de versificação tradicional (feita através de quadras) regular, e composto por três quadras.• Esquema de rima: ABABCDCDEFEF (rima cruzada)• Métrica:”o| poe|ta| é| um| fin|gi|dor” (Redondilha maior)
  44. 44. Figuras de estiloHipérbato (Inversão) – consiste na separação de palavras que pertencem ao mesmo segmento por outras palavras não pertencentes a este lugar: “E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração”Perífrase – consiste em utilizar uma expressão composta por vários elementos em vez do emprego de um só termo: “Os que lêem o que escreve”
  45. 45. Metáfora – consiste em igualar ou aproximardois termos que pertencem à mesma categoriasintáctica mas cujos traços se excluemmutuamente. “Gira, a entreter a razão/Esse comboio de corda”
  46. 46. Responda:• O poema apresenta como tema a criação artística, desenvolvendo-o em três planos ou em três níveis, demarcados pelas estrofes. De que trata cada uma das estrofes?• Levando em conta que o poeta é um fingidor, levante hipóteses: Por que, de acordo com a 1ª estrofe, o poeta “chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente”?
  47. 47. • De acordo com a 2ª estrofe:c) A que dores se refere o texto no verso “Não as duas que ele teve”?d) Os leitores não sentem as duas dores do poeta, “Mas só a que eles não têm”. Levante hipóteses: Que dor pode ser essa sentida pelos leitores?
  48. 48. • Na última estrofe, são aproximados dois elementos que, historicamente, são a base da criação artística em todos os tempos, ora com o predomínio de um, ora com o predomínio de outro.b) Quais são esses elementos?c) Que importância têm esses elementos no jogo da criação literária?
  49. 49. • O poema tem como título “Autopsicografia”. O termo psicografia significa a relação mediúnica estabelecida entre dois seres humanos, um morto e um vivo, sendo este o meio pelo qual aquele escreve; o prefixo auto- significa “por si mesmo”. Levando em conta esses dados e considerações entre realidade, imaginação ou fingimento observadas no poema, dê uma interpretação coerente ao título do poema.
  50. 50. Estude bastante! Acredito em você! Mil beijos.... Carol
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