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- Humanos: 1 educador socioprofissional     RECURSOS               - Materiais: Canetas e/ou lápis, papel, mesas, cartões ...
ConclusãoNo âmbito da educação informal e não formal pretende-se trabalhar edesenvolver as capacidades comunicativas e de ...
BibliografiaBAGANHA, Maria Ioannis - coord., Marques, José Carlos, Góis, Pedro,Imigração Ucraniana em Portugal e no sul da...
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Planificação da Dinâmica de Grupo

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Planificação da Dinâmica de Grupo

  1. 1. Campus Académico de Vila Nova de Gaia Escola Superior de Educação Jean Piaget / Arcozelo (Decreto-Lei nº 468/88, de 16 de Dezembro) Planificação da dinâmica de grupo Público-alvo – Imigrantes de Leste4ºSemestre do curso de Educação SocioprofissionalUnidade Curricular: MTEGE IIDocente: Dr.Carlos Jorge De Sá Pinto CorreiaDiscente: Sandrina Mendes Pereira Valente, nº 43518Ano lectivo: 2010/2011Data: 16 de Julho de 2010
  2. 2. IÍndiceIntrodução p.1Enquadramento teórico p.3Tabela de registo p.6Conclusão p.11Bibliografia/sitografia p.12
  3. 3. IntroduçãoO presente trabalho foi elaborado no âmbito da unidade curricular MTEGE II(Metodologias e Técnicas de Educação Gerais e Especiais II), tendo comofinalidade a realização de dinâmicas de grupo, assim como a sensibilizaçãoacerca do modo como estas podem levar à promoção do desenvolvimentopessoal e social, bem como serem ferramentas úteis no trabalho de umeducador socioprofissional para que assim possa trabalhar na integração depopulações, comunidades e grupos socialmente desfavorecidos e excluídos.Este trabalho contempla, numa primeira parte, um enquadramento teóricorelativo à problemática que caracteriza o público-alvo, imigrantes de leste,alguns em situação de ilegalidade e com dificuldades acentuadas naverbalização e compreensão da língua portuguesa. É neste âmbito que apresente dinâmica de grupo se enquadra, uma vez que pretende sensibilizar osimigrantes para a língua portuguesa.Numa segunda parte apresenta a ficha de registo da dinâmica de grupo que foiplanificada.O educador socioprofissional procura estabelecer um diálogo entre as váriasinstituições sociais, educativas e a sociedade, nesse sentido, é expectável quena sua prática profissional, baseada numa formação pluridisciplinar, consigaintervir na resolução de problemas sociais e educacionais e prevenir situaçõesde exclusão social no campo individual, colectivo e relacional.Para que a sua intervenção nos diferentes locus em que se encontra seja umamais-valia, tem que saber respeitar o reportório individual de cada indivíduo dequem interaja consigo, permitindo assim que não sejam feitos juízos de valorque possam comprometer a qualidade da sua intervenção.Deparamo-nos com um processo de globalização crescente que espera quesaibamos viver em sociedade, com espírito de comunhão, com capacidadescomunicativas, partilha, entreajuda e respeito, o que vai ao encontro do que sepreconiza num dos pilares da educação – o saber estar (DELORS, 2005).Esta vertente de consciência social será certamente uma orientação para ofuturo que será conseguida através da educação, elemento essencial quearticula uma sociedade. 1
  4. 4. A educação (formal, não formal e informal) terá cada vez mais que ser umveículo potenciador da cidadania, procurando que desta forma odesenvolvimento humano contemple objectivos comuns, que poderão seramplamente alcançados através de uma boa comunicação entre todos osintervenientes.Consciente das dificuldades inerentes ao processo de integração na sociedade,o educador socioprofissional poderá intervir de um modo mais assertivoperante situações socialmente desfavoráveis/desfavorecidos, onde algunsindivíduos apresentam dificuldades na expressão verbal, na descodificação ouinterpretação da mensagem, devendo assim, potenciar contextos e condiçõesque sejam facilitadores da comunicação. No caso em concreto e uma vez queo público alvo desta actividade é constituído por imigrantes, o trabalhar edesenvolver as capacidades comunicativas e de entendimento da língua dopaís de acolhimento, confere ao aspecto supra citado uma extremaimportância.Teremos, enquanto educadores socioprofissionais, e, através de dinâmicas degrupo, que estar atentos a toda a comunicação não verbal, que não requer ouso de um código linguístico mas que é extremamente rica em informaçãonomeadamente os gestos, os movimentos corporais que transmiteminformação (comunicação cinésica), o tom de voz e a maneira de falar(comunicação paralinguística), as expressões faciais, o toque, o contactoocular, a expressão corporal, o modo como os indivíduos se colocamespacialmente (comunicação proxémica). Todas estas formas de comunicaçãosão descritas por FACHADA (2003) e são universais, inatas à espécie humana.Todos estes comportamentos acompanham a linguagem verbal e conferem umsignificado ainda mais profundo à comunicação.Percebendo uma realidade e as suas causas, que, conscientemente ou não,envolve descriminação, quer pelas próprias características do público, porexemplo, crianças/ jovens, adultos, imigrantes, imigrantes ilegais, populaçãodesempregada com baixa escolaridade e em risco de exclusão social, assimcomo toda a sociedade fragilizada e pouco interventiva, quer peladesadequação das ofertas formativas, o educador tem a função e o dever deajudar todos a participar nas grandes áreas da vida em sociedade. 2
  5. 5. Enquadramento TeóricoUma das principais forças motrizes da imigração, assenta na busca demelhores condições de vida, esperando encontrar um trabalho que permita osustento e que corresponda a uma profissão que dignifique a pessoa e respeitea condição humana. No entanto, e pelas informações que nos chegam atravésda comunicação social, ou de literatura relativa a esta temática, é possívelaferir que a esperança e expectativas iniciais, na maioria dos casos, não serãorealizadas.De acordo com a Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural,Rosário Farmhouse, é relevante referir que apesar de os imigrantescorresponderem a uma força de trabalho fundamental para o desenvolvimentoeconómico e social dos países de acolhimento, nem sempre encontram odevido reconhecimento do seu contributo, encontrando-se muitas vezes, eindependentemente das suas qualificações, nos trabalhos mais precários eperigosos.Decorrendo da resolução do Conselho de Ministros, nº 74/2010, que teve o seuenfoque no acolhimento e integração dos imigrantes, bem como numa novageração de políticas sociais, foi aprovado o II Plano de Integração dosImigrantes (2010-2013), que contemplou noventa medidas que pretendemassegurar a plena integração dos imigrantes, nomeadamente nas áreas dalíngua, cultura, emprego, formação profissional e habitação.No que concerne ao domínio da língua e cultura, que serão alicercesindispensáveis à construção identitária do imigrante assim como à suaintegração, o desenvolvimento de cursos de português básico auxilia epotencia o conhecimento da língua portuguesa, e torna-se factores deintegração permitindo também, o acesso à nacionalidade, autorização deresidência permanente e estatuto residente de longa duração, conformedescrito na medida 7 da supra citada resolução do Conselho de Ministros.Os elevados processos migratórios actuais, entre outros factores podem serexplicados à luz do que é referido por BAGANHA “a facilidade de movimentosno interior do espaço Schengen, a falta de controlo na emissão de vistos decurta duração por parte de alguns países da União Europeia, a industrialização 3
  6. 6. da migração organizada a partir da Europa de Leste, normalmente sob odisfarce de denominadas “agências de viagens” que procuramos enquadrarnuma emergente indústria de migrações”.Os processos migratórios na actualidade revestem-se de complexidade poisenvolvem, e de acordo com o explanado no Relatório de Imigração Fronteiras eAsilo, aspectos como “a globalização, o envelhecimento populacional, asegurança e o terrorismo, o respeito pelos direitos humanos e a luta contra otráfico de pessoas ou a ajuda ao desenvolvimento e à democracia nos paísesde origem”.A actual política nacional de imigração pauta-se por quatro grandes eixos,nomeadamente: regulação dos fluxos migratórios, promoção da imigraçãolegal, luta contra a imigração clandestina e integração dos imigrantes (idem).No limiar do novo século ocorreram novos fluxos migratórios do leste europeu,nomeadamente da Ucrânia, que rapidamente se tornou das comunidadesestrangeiras com maior representação oficial em Portugal, com 52.293cidadãos (dados de 2009).A Ucrânia representa 12% do universo de residentes, embora registando umasensível descida face ao ano transacto (52.494 em 2008).A Roménia manteve em 2009 um crescimento expressivo, atingindo os 32.457cidadãos (27.769 em 2008), representando 7% dos residentes estrangeiros(6% em 2008) e consolidando a sua posição de Estado Membro da UniãoEuropeia com maior número de residentes em Portugal (lugar tradicionalmenteocupado pelo Reino Unido). Entre as comunidades mais representativas,encontra-se a Moldávia, com um total de 20.773 residentes (21.147 em 2008),representando 5% dos estrangeiros em Portugal. Os supra citados dadosencontram-se disponíveis no Relatório de Imigração Fronteiras e Asilo.Será relevante referir, e de acordo com o supra citado relatório, de 2008 para2009, verificou-se um crescimento de cerca de 3 % da população estrangeiraem Portugal.Os dados de 2009 divulgados em Junho de 2010 no Relatório de imigraçãoFronteiras e Asilo, apontam para 454.191 estrangeiros residentes, no entanto, 4
  7. 7. estima-se que o número seja consideravelmente superior devido à situação deilegalidade que muitos imigrantes vivenciam. 5
  8. 8. Tabela de registo TEMA Técnica para sensibilizar e melhor compreender a língua portuguesa TÍTULO “À descoberta da língua portuguesa” Objectivo geral: Melhorar a compreensão e expressão da língua portuguesa; Objectivos específicos: OBJECTIVOS Sensibilizar para a língua portuguesa; Promover um maior domínio da língua portuguesa; Associar imagens a palavras portuguesas; Identificar objectos em português; Melhorar a confiança na interacção comunicativa; Melhorar a auto-estima; Potenciar a socialização e a integração através do conhecimento da língua portuguesa; Promover interacção com os restantes elementos do grupo; Permitir que através de um maior domínio da língua portuguesa possam encetar o processo de legalização; Promover a interculturalidade e a expressão da criatividade. Grupo de adultos imigrantes de leste que apresentam sérias DIAGNÓSTICO dificuldades na compreensão e expressão da língua portuguesa, o que condiciona as actividades da vida diária e os isola na sociedade portuguesa. Este grupo é detentor de baixa auto estima em virtude de não conseguir emprego adequado aos seus conhecimentos, exercendo actividades profissionais diversas, maioritariamente precárias e temporárias. Alguns elementos deste grupo são imigrantes ilegais mas demonstram vontade de se legalizarem e solicitarem a autorização de residência, necessitando portanto de desenvolver competências tanto a nível pessoal como social, especialmente linguística. 6
  9. 9. CARACTERIZAÇÃO Grupo de 8 participantes: 5 Homens (2 ilegais) e 3 mulheresDOS PARTICIPANTES (1 ilegal) com idades compreendidas entre os 20 e 35 anos; Os participantes dividem-se em grupos de dois. É efectuada a leitura em voz alta da seguinte história, que servirá de indutor: "Dimitri é um imigrante na tua cidade. Ele DINÂMICA DA chegou há dois meses do seu país, onde estava em perigo TÉCNICA de perder a própria casa e os seus filhos devido às suas condições económicas” Nos grupos já formados anteriormente, é pedido para imaginarem uma história acerca de como Dimitri deixou o seu país e de como está a ser a sua vida no nosso. É pedido que transponham para o papel, com o vocabulário que dispõem, a história por eles imaginada. Devem reflectir acerca de como é a vida de Dimitri, comparar com as próprias vivências, que dificuldades enfrenta, que ajudas dispõe, como aprende a língua portuguesa, se tem emprego e em que área, quais os motivos que o levaram a deixar o país, quem o ajudou, como enfrenta a distância. Para a elaboração da história podem recorrer aos cartões que são disponibilizados na mesa de apoio, podendo e devendo os grupos explorarem a criatividade e com base na história indutora inicial, construírem uma nova história de forma lúdica mas educativa. Após as apresentações das histórias de cada grupo é realizada uma pequena discussão conjunta acerca da história de Dimitri, como é que ela se assemelha com a deles, até que ponto é que a sociedade os auxilia, por exemplo na procura de emprego. Partindo deste ponto, introduz-se os anúncios de emprego e em grupo debate-se o que será mais importante e relevante para a resposta a um anúncio de emprego e consequente entrevista. DURAÇÃO Aproximadamente 30 minutos CARACTERIZAÇÃO Sala ampla, com boa luminosidade dispondo de mesas e DO LOCAL IDEAL cadeiras 7
  10. 10. - Humanos: 1 educador socioprofissional RECURSOS - Materiais: Canetas e/ou lápis, papel, mesas, cartões de NECESSÁRIOS imagens, anúncios com ofertas de emprego - Físicos: sala - Usar cartões com imagens e respectiva glossa; VARIANTES - Permitir a exploração da criatividade não restringindo qualquer desenvolvimento nas histórias; - Utilizar recortes de jornal com ofertas de emprego; - Finalizar a dinâmica com uma reflexão que deverá constituir a avaliação da mesma e o seu grau de satisfação na realização da mesma; AVALIAÇÃO - Reflectirem acerca dos conhecimentos adquiridos; - Enunciarem algumas palavras que adquiriram; - Verbalizam-se as vivências de cada um - Perceber de que forma um maior domínio e compreensão da língua portuguesa os ajudou a aumentar a auto estima; DOCUMENTOS Nenhum documento As mesas deverão ser agrupadas para que os dois grupos OBSERVAÇÕES possam trabalhar a uma certa distância, diminuindo assim o ruído de fundo. Deverá ser colocada uma mesa de apoio ao centro onde se colocarão os cartões de apoio com algum vocabulário. Sitografia complementar:BIBLIOGRAFIA/SITO GRAFIA http://www.mce.pt/site/index.php?option=com_content&view =article&catid=52%Nota: O trabalho que se pretende desenvolver não encerrará na presente actividade, uma vezque seria redutor. Por conseguinte a sensibilização para a língua portuguesa, e a melhoria dasua expressão e compreensão da língua portuguesa, continuaria com actividades quefocassem as necessidades presentes na vida diária, por exemplo dinâmicas que auxiliassemno preenchimento de documentos da segurança social, elaboração de um curriculum vitae etcetc… 8
  11. 11. ConclusãoNo âmbito da educação informal e não formal pretende-se trabalhar edesenvolver as capacidades comunicativas e de entendimento da língua dopaís de acolhimento e, de acordo com o evidenciado por CORDEIRO “umamelhor percepção do fenómeno migratório dependerá, da consciencializaçãoda sua complexidade. Da consciencialização da sua complexidade resultarátambém uma melhor compreensão do fenómeno da imigração…”.Será através da consciencialização e compreensão, que se percebe aimportância do reforço do ensino da língua portuguesa, para que os imigrantes,especialmente os ilegais, possam aceder, por exemplo, a documentação quelhes permita a legalização e o ingresso em instituições de ensino, assim comoà sua consequente integração no mundo do trabalho.Desta forma afigura-se possível respeitar um dos direitos inegáveis, que é o dacidadania, que conceptualmente enuncia o conjunto de direitos e deveres a queum indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. Desta forma,ser-se cidadão implica ser um indivíduo équo em relação aos restanteselementos dessa sociedade.O atrás exposto infirma o que a Alta Comissária para a Imigração e DiálogoIntercultural, Rosário Farmhouse, advogava “Só assim poderemos ascender osimigrantes ao estatuto de uma cidadania plena, como expressão de maturidadeda sociedade portuguesa no séc. XX”. 9
  12. 12. BibliografiaBAGANHA, Maria Ioannis - coord., Marques, José Carlos, Góis, Pedro,Imigração Ucraniana em Portugal e no sul da Europa: a emergência de uma ouvárias comunidades? Colecção Comunidades nº 3, ACIDI, Janeiro 2010DELORS, Jacques, coord. Et al, Educação, um tesouro a descobrir,”IIª parte,capítulo 4”, Edições Asa, 9ª edição, 2005FACHADA, M, Odete, Psicologia das Relações Interpessoais, 1º Volume,Edições Rumo, 6ª edição, 2003SitografiaCORDEIRO, José Manuel in Revista Migração, migrações e mercado detrabalho, nº 2 Abril de 2008, disponível emhttp://www.oi.acidi.gov.pt/docs/Revista_2/migracoes2_completo.pdf ,consultado em 1 de Junho de 2011FARMHOUSE, Rosário, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Relatório deimigração, fronteiras e asilo, disponível emhttp://sefstat.sef.pt/Docs/Rifa_2009.pdf, Consultado em 27 de Maio de 2011Resolução do Conselho de Ministros disponível emhttp://www.acidi.gov.pt/_cfn/4d346c9b80687/live/Consulte+a+vers%C3%A3o+do+Plano+2010-2013+em+portugu%C3%AAs, consultado em 8 de Junho de2011 10

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