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2ª ReplicaçãO   Modo Oral 1 2ª ReplicaçãO Modo Oral 1 Presentation Transcript

  • Implementação dos Novos Programas de Português
  • (...) em rigor, a escola, que tão mal ensina a escrever, não ensina, de todo, a falar . A aprendizagem elementar da fala e o desenvolvimento da língua estão entregues às famílias (...) a escola, ao não intervir no processo de edificação da fala demite-se de uma responsabilidade que deveria ser a primeira a reinvidicar e, pelo contrário, vai receber o influxo negativo dos surtos degenerativos externos, assim «oficializando», indirectamente, o vicioso e o errado contra o exacto e o harmonioso.” José Saramago, 1998, Cadernos de Lanzarote, DiárioV, Lisboa, Caminho, p.198
  • Plano da replicação
    • Linhas de acção
    • Enquadramento teórico do Modo oral
    • Trabalho em pequeno grupo
    • Reflexão inter e intra grupos com vista a partilha de práticas e de experiências.
    • Sistematização das competências do modo oral
  • «…o oral tem sido o parente pobre do ensino da língua. Reagindo a esta situação, os programas de Língua Materna de vários países chamam para a necessidade de serem realizadas actividades que tornem os alunos melhores ouvintes e melhores falantes. » Maria José. Ferraz, 2007 , Ensino da língua Materna, Lisboa, Caminho, p.29
  • A pedagogia do oral é um produto tardio na cultura escolar:
    • - Até aos anos 60 do séc. XX não fazia parte dos planos de estudo:
    • • Aprender a falar = Aprender a pensar.
    • • A língua como representação e não como comunicação.
    • - A partir da década de 60/70, por influência da linguística estrutural, é dado algum relevo ao oral.
    • - Metodologia de ensino:
    • • Momentos de liberdade;
    • • Momentos de estruturação.
  • Mas...
    • Não basta falar para aprender a comunicar;
    • É necessário comunicar e ao mesmo tempo reflectir e analisar a comunicação.
    • • Os Programas de Português dão instruções nesta via e reclamam a necessidade de se trabalhar o oral em contextos variados onde os alunos tomem a palavra, de forma a adquirirem competências comunicativas .
  • Contudo...
    • • “ As práticas do oral na sala de aula continuam a ser hesitantes e em muitos casos desprovidas de intervenção didáctica eficaz.” (Figueiredo, O.: 2005);
    • • “ O professor ocupa com o seu próprio discurso 60% dos tempos de fala contra 40% dos tempos de fala distribuídos por todos os alunos (...)”. (Marchand, F.: 1971);
    • • O oral está ainda muito ligado à escrita .
  • O oral não é concebido como objecto de estudo Os factores são diversos (Figueiredo, O.: 2005):
    • A dificuldade em objectivar e avaliar os desempenhos dos alunos , nomeadamente porque há ainda a dificuldade em ver no oral um objecto com traços duráveis, susceptíveis de avaliação;
    • • O desconforto dos professores diante do ensino e da avaliação da comunicação oral;
  • O oral não é concebido como objecto de estudo Os factores são diversos (Figueiredo, O.: 2005):
    • • A ausência de material didáctico;
    • • A utilização de métodos de ensino intuitivos;
    • • A falta de precisão de definição de objectivos;
    • • A confusão entre o oral escolar (discurso pedagógico-didáctico) e o oral em situação escolar (actividades planeadas para pôr em prática comunicação e reflectir sobre ela).
  • Oral na sala de aula
    • «Instaurar uma verdadeira pedagogia oral em sala de aula de Língua Materna é definir um dos seus objectos de ensino , proporcionando o domínio dos géneros formais e públicos do oral , não se descurando a aproximação ao uso do Português padrão.» Ferraz, Maria José, 2007( p. 30)
    • As competências específicas implicadas nas actividades linguísticas que se processam no modo oral são a compreensão do oral e a expressão oral ; Novos Programas(p . 15)
  • 1.Que oral ensinar?
    • As Competências do modo oral:
    • compreensão de discursos produzidos em diferentes variedades do Português, incluindo o Português padrão e a compreensão dos géneros públicos e formais do oral, a adquirir progressivamente ;
    • expressão oral em português padrão e o domínio progressivo da produção de géneros públicos e formais do oral.
  • 1.Que oral ensinar?
  • Que oral ensinar?
    • «O português oral, na sala de aula, (deve ser)entendido não só como língua de trabalho, mas como um domínio rigorosamente programado de conteúdos.” programa(pág. 109)
  • 2.Como ensinar o oral?
    • a) Devem ser proporcionadas aos alunos oportunidades para se aprender a escutar , para que ele seja capaz de identificar as intenções comunicativas de quem fala de modo que os outros entendam, para adequar o discurso a qualquer situação de comunicação.
    • b) Fazendo ouvir.
    • c) Fazendo falar.
    • d) Avaliando as produções.
  • Importância da planificação das actividades
    • Qualquer actividade do oral a desenvolver exige sempre tempo de preparação , de execução e de reflexão sobre os resultados obtidos.
  • Planificação de actividades
    • • Estruturação de actividades em 3 fases:
    • • Pré-escuta/visionamento;
    • • Escuta;
    • • Pós-escuta.
    • • Planificação;
    • • Execução;
    • • Revisão.
  • Recursos
    • “ São evidentes as vantagens em utilizar os recursos das TIC, para trazer para dentro da aula uma grande variedade de discursos e de textos orais e multimodais .” (pág. 109)
    • Os métodos, estratégias e recursos podem e devem ser variados.
  • 3.Deve ser autónomo ou integrado noutras actividades?
    • 3. A língua que se ensina na aula de língua materna é a língua que se fala, parece que todas as ocasiões podem ser favoráveis à aprendizagem do oral. Todavia, para uma aprendizagem específica , as actividades a criar proporcionarão actividades específicas .
  • Articulado com as outras competências
    • • O trabalho na sala de aula deve promover um desenvolvimento integrado de todas as competências , o que significa que as “actividades planificadas com o objectivo de desenvolver uma competência específica devem coexistir com actividades onde as diferentes competências são trabalhadas de forma integrada.” (pág. 68)
  •  
    • “ De todas as habilidades linguísticas, escutar é a que desperta menos interesse na vida quotidiana.” Cassany et al. (1998, p.100)
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
  • O QUE É ESCUTAR? Escutar é compreender a mensagem, e para fazê-lo devemos por em marcha um processo cognitivo de construção de significado e de interpretação de um discurso pronunciado oralmente. FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
  • Características mais relevantes
    • Escutamos com um objectivo determinado (obter informação, receber uma resposta , entender algo ) e com expectativas concretas sobre o que vamos ouvir (tema, tipo de linguagem, estilo, etc.).
    • Na maioria das ocasiões , em que escutamos, podemos ver quem fala. Esta co-presença permite o Feedback (imediato), a ruptura do discurso, e o aproveitamento das pistas contextuais. Também nos brinda com informação não verbal.
    • Mesmo que escutemos, é-nos, constantemente, exigido que respondamos ou que ofereçamos feedback ou retroalimentação à pessoa que fala. Quem fala precisa de saber se seguimos as suas intervenções ou se é necessário parar ou repetir algo. A nossa resposta pode ser verbal ou não verbal (olhar, gestos, vocalizações : mmmmmm, ssssim, ah….). Na comunicação oral , o intercâmbio de papéis entre emissor e receptor é constante.
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
    • Para além do discurso verbal, existem outros estímulos sensoriais (ruídos, odores, aspecto visual, tacto, etc.) que nos dão informação que utilizamos para interpretar o texto. Numa exposição oral podem existir esquemas, diagramas, códigos não verbais,..
    • Finalmente, o tipo de linguagem que se utiliza na comunicação quotidiana é bastante diferente da escrita e da oralidade utilizado em contextos mais formais (escola, trabalho, conferências, etc.). Só na comunicação espontânea (não preparada) encontramos ocorrências do tipo: frases inacabadas, pausas, mudanças de ritmo e de entoação, repetições, etc…. um elevado grau de redundância e também de ruído (qualquer aspecto que estorve a compreensão: ruído ambiental, erros do emissor, falta de atenção do receptor, etc.).
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
      • Como consequência destas respostas contínuas, das alterações no discurso (pausas, gestos, alterações de ritmo, entoação, etc.), o discurso pronunciado fracciona-se em fragmentos breves que se escutam em separado. Quer dizer, não escutamos uma exposição de dez minutos, mas sim de vinte ou mais fragmentos de trinta segundos.
    • PROCEDIMENTOS CONCEITOS ATITUDES
    • Reconhecer TEXTO - Cultura oral
    • Seleccionar - Adequação - Eu, receptor
    • Interpretar - Coerência - Diálogos e conversas
    • Inferir - Coesão - Debates
    • Antecipar - Gramática
    • Reter - Apresentação
    • - Estilística
    Os Procedimentos constituem as diversas estratégias comunicativas que utilizamos para decifrar mensagens orais. Os Conceitos são os mesmos que em outras competências, ou seja: o sistema da língua, regras gramaticais e textuais que veiculam o discurso. A coluna das Atitudes aponta para valores , opiniões subjacentes a normas de comportamento que se relacionam com o acto de escutar. FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
  • FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
    • Decálogo do ouvinte perfeito
    • Adoptar uma atitude activa. Ter curiosidade.
    • Olhar o orador.
    • Ser objectivo. Escutar o que diz o outro.
    • Articular-se com o orador. Compreender a sua mensagem e os seus pontos de vista.
    • Descobrir em primeiro lugar a ideia principal.
    • Descobrir também os objectivos e os propósitos do orador.
    • Valorizar a mensagem escutada.
    • Valorizar a intervenção do orador
    • Reagir à mensagem.
    • Falar quando o orador tiver terminado.
    • Cassany et al. (1998, p. 103)
  • Escutar com sucesso
    • Escutar com sucesso significa:
    • apreender o essencial da mensagem;
    • compreendê-la e interpretá-la;
    • Identificar pormenores relevantes;
    • Inferir o sentido de palavras desconhecidas;
    • fazer um juízo sobre o rigor da comunicação.
  • Modelo de Compreens ão Oral
    • contexto O TEXTO ORAL situaç ão de
    • - propósitos QUE comunicação
    • tema SE PRONUNCIA
    PROCESSOS DE COMPREENS ÃO reconhecer antecipar seleccionar inferir interpretar reter MEM ÓRIA DE CURTO PRAZO
    • MEM ÓRIA DE LONGO PRAZO
    • Conhecimentos de gramática: morfosintaxe, fonologia, etc…
    • Dicionário
    • Conhecimentos do mundo
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
  • Compreensão do Oral
    • Introduzir o tema do texto que se vai escutar e apresentar a situação. Poderá relacionar-se com os interesses dos alunos, para motivá-los. Este aspecto é importante porque permite a antecipação.
    • Apresentar de forma concreta e clara a tarefa que o aluno deve realizar. Por exemplo: entender uma ideia principal, uma determinada informação, contar o número de vezes que aparece uma palavra, inferir informação sobre o falante,…. Especificar como se deve dar a resposta: escrevendo, fazendo um desenho, ….
    • Escutar o discurso oral: fazer o discurso, ler em voz alta, por o magnetofone, o vídeo,…. Os alunos trabalham individualmente.
    • Pedir aos alunos que comparem as suas respostas a pares ou em pequenos grupos.
    • Escutar novamente o discurso.
    • Comparar as respostas, a pares, em pequeno grupo, em grande grupo. Acabar a actividade verificando se estão correctas, voltando a escutar o discurso oral detendo-se nos pontos importantes.
    • * Os passos de três a seis podem repetir-se duas ou três vezes. Trata-se de enfatizar o processo de compreensão, no trabalho progressivo de reelaboração do significado.
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues
  • Exercícios de Compreensão do Oral
    • 1. Jogos mnemotécnicos 5. Escolher opções
    • Escutar e desenhar 6. Identificar erros
    • Completar quadros 7. Aprendizagem cooperativa
    • Transferir informação
    FPP – Compreensão do Oral Filomena Morais e Gabriela Rodrigues Recursos Magnetofone e vídeo Televisão Computador e Internet … .
  • Orientações de Gestão – 1º Ciclo
    • No domínio da compreensão do ora l as crianças deverão desenvolver habilidades de escuta para serem capazes de extrair informação dos textos ouvidos . É fundamental a realização de actividades que ensinem os alunos a escutar, a reter e a registar a informação pertinente a partir de discursos com diferentes graus de formalidade e complexidade.
    • A aprendizagem sistemática de vocabulário é indispensável para compreender os discursos ouvidos. É preciso promover o alargamento do vocabulário do aluno para que ele compreenda os discursos da escola, se integre plenamente na vida do grupo a que agora pertence e na comunidade de que faz parte. (pág. 69)
  • Resultados Esperados 1º ciclo - Compreensão do oral
    • 1º e 2º anos
    • • Saber escutar para reproduzir pequenas mensagens e para cumprir ordens e pedidos.
    • • Prestar atenção a breves discursos sobre assuntos que lhe são familiares, retendo o essencial da mensagem.
    • • Compreender o essencial de histórias contadas, de poemas e de textos da tradição oral.
    • 3º e 4º anos
    • • Saber escutar , para organizar e reter informação essencial, discursos breves em português padrão com algum grau de formalidade.
    • • Distinguir entre facto e opinião , informação implícita e explícita, o que é essencial do que é acessório.
  • 2º ciclo – orientações de gestão
    • As competências do modo oral e do modo escrito, realizadas no eixo da produção ou no da recepção , são igualmente importantes . Sendo assim, o professor
    • deve tentar o desenvolvimento equilibrado de todas elas, sabendo, contudo, que o tempo a dedicar à escrita deve ser mais generoso, por ser esta uma competência cujos desempenhos implicam uma grande complexidade. p.108
  • Resultados Esperados Compreensão oral - 2º ciclo
    • • Saber escutar para reter informação essencial, discursos breves, em português padrão, com algum grau de formalidade.
    • • Interpretar a informação ouvida , distinguindo o facto da opinião, o essencial do acessório, a informação explícita da informação implícita.
    • • Compreender os diferentes argumentos que fundamentam uma opinião .
  • Orientações de gestão Comunicação oral – 3º Ciclo
    • « Escuta guiada de documentos orais de diferentes tipos , representativos de situações de interlocução autênticas e apresentando usos diversificados da língua, quer em português padrão quer noutras variedades;
    • Exercícios de comparação entre diferentes formas de utilizar a língua oral em contexto, confrontando os recursos verbais e não verbais utilizados e os efeitos produzidos;
    • Envolvimento em actividades diversificadas de comunicação oral , que permitam ao aluno desempenhar vários papéis, quer em termos do treino da escuta, quer no campo da expressão oral;» (p.146)
  • Resultados esperados Compreensão oral 3º ciclo
    • • Saber escutar , visando diferentes finalidades , discursos formais em diferentes variedades do Português , cuja complexidade e duração exijam atenção por períodos prolongados .
    • • Interpretar criticamente a informação ouvida, analisando as estratégias e os recursos verbais e não verbais utilizados.
    • • Compreender o essencial da mensagem , apreendendo o fio condutor da intervenção e retendo dados que permitam intervir construtivamente em situações de diálogo ou realizar tarefas específicas.
  • Actividades do CNEB
    • Audição orientada de registos diversificados de extensão e grau de formalidade crescentes.
    • Audição orientada de registos de diferentes variedades do Português.
    • Actividades de planeamento e de produção de diferentes tipos de discurso oral, com grau crescente de formalidade.
    • Actividades que propiciem a participação eficaz e adequada em diversas situações e interacção (debates, exposições, entrevistas, sínteses…)
  • Representação dos princípios e pressupostos do Programa nas competências do oral
  • Representação dos princípios e pressupostos do Programa nas competências do oral
  • Representação dos princípios e pressupostos do Programa nas competências do oral
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  • ORAL
    • «Descurar o desenvolvimento da competência oral será condenar os que chegam à escola com marcas sociais, culturais, geográficas da sua origem, a permanecerem diferentes dos que tiveram histórias de vida que lhes permitiram contacto com formas de expressão socialmente mais aceites. Será esquecer que o saber circula por meio da palavra dita, e que ela ajuda na construção do pensamento.» Ferraz, (p. 30)