Roteiro para inclusão

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Roteiro para inclusão de uma criança com visaõ subnormal na educação infantil

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Roteiro para inclusão

  1. 1. A CRIANÇA COM VISÃO SUBNORMAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL ROTEIRO PARA INCLUSÃO
  2. 2. <ul><li>GRUPO A: EFICIÊNCIA VISUAL </li></ul><ul><li>TEMA: Visão Subnormal com perceptível déficit cognitivo </li></ul><ul><li>INTEGRANTES: Sandra Rose Rodrigues Cruz (Coordenadora) </li></ul><ul><li> Vicentina dos Santos Vasques Xavier </li></ul><ul><li> Osney Fernandes dos Santos </li></ul><ul><li> Maria Dorvalina Cezar Doueidar </li></ul><ul><li> Rosemeire Esteves dos Santos </li></ul><ul><li>DISCIPLINA: Introdução às Tecnologias Assistivas </li></ul><ul><li>UNIDADE: 2, 3, 4 e 5 </li></ul><ul><li>ATIVIDADE: 2 e 3 </li></ul><ul><li>TURMA: MS04ITA </li></ul><ul><li>MEDIADOR PEDAGÓGICO: Daniel Ribeiro </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Cuidar e educar a criança é um compromisso dos sistemas de ensino que visam o desenvolvimento global de todas as crianças. A educação de qualidade, previsto na LDB 9493/96 e as Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica orienta para a ampliação e oferta de vagas às crianças em idade de acesso, bem como a inclusão das crianças com deficiências desde a educação infantil. </li></ul><ul><li>Apresentamos um roteiro para a inclusão de uma criança deficiente visual, com visão subnormal, ingressando no início do ano letivo na educação infantil, matriculada em sala comum de uma escola que oferece ensino regular. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Ano letivo: 2009 </li></ul><ul><li>Educação Infantil </li></ul><ul><li>Idade: 4 anos </li></ul><ul><li>Sexo: feminino </li></ul><ul><li>Dificuldades:Visão subnormal com perceptível déficit cognitivo </li></ul>
  5. 5. <ul><li>HISTÓRICO </li></ul><ul><li>Desde recém-nascido, a criança com visão apresentou dificuldade em mover-se em direção de objetos para alcançá-los e levá-los à boca. </li></ul><ul><li>A partir desta constatação, os pais levaram a criança ao médico, que por sua vez, detectou por meio de exames clínicos indicadores de baixa visão ou visão subnormal.Daí então, começaram a desenvolver estímulos visuais que contribuíssem com o seu desenvolvimento, como comparar objetos e seres por meio do tato, descrevê-los utilizando os sons e texturas para seu reconhecimento. Estimularam o relacionamento social com crianças deficientes visuais e videntes proporcionando a interação social. </li></ul><ul><li>Mesmo assim, a linguagem apresenta comprometimento ocasionando dificuldades na fala e no desenvolvimento cognitivo. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>DIAGNÓSTICO MÉDICO </li></ul><ul><li>A prematuridade gerou a deficiência visual e desencadeou a visão subnormal apresentando na visão da criança, uma mancha escura na parte central quando tenta fixá-la em um objeto. Usa óculos diariamente. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>AVALIAÇÃO FUNCIONAL DA VISÃO </li></ul><ul><li>A criança foi submetida à medida da Acuidade visual pelo método de Cartões de Acuidade de Teller (CAT) a fim de identificar funções visuais básicas, viso-motoras e viso-perceptivas. </li></ul><ul><li>Foi avaliada quanto à: reação à luz, localização de luz; localização de objetos grandes; sensibilidade à contraste; segue luz e objetos em movimento; apresenta coordenação olho-mão; focaliza objetos e realiza alcance; manipula objetos examinando-os visualmente; mantém contato visual; explora ambiente visualmente. </li></ul><ul><li>Foi verificada acuidade visual inferior a 6/18. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>AVALIAÇÃO FUNCIONAL DO DESENVOLVIMENTO </li></ul><ul><li>A avaliação funcional se torna ponto de partida para a compreensão das possibilidades e necessidades educativas especiais que deverão ser contempladas quando necessário no plano de atendimento individual e nas adaptações curriculares, que deverão ser parte integrante do projeto político pedagógico e do plano de desenvolvimento educacional. </li></ul><ul><li>Permite conhecer a etapa do desenvolvimento em que se encontra criança para a compreensão de suas necessidades e organização de um programa de acompanhamento e orientação. Através desta avaliação é construído um quadro do desenvolvimento integral da criança com visão subnormal que possibilita realizar uma intervenção adequada. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>DIAGNÓSTICO COGNITIVO </li></ul><ul><li>A criança situou-se abaixo do esperado para a classe de educação infantil indicado no teste diagnóstico realizado por equipe multidisciplinar. </li></ul><ul><li>Realizou várias tentativas na escolha de letras para o reconhecimento do nome. Identificou cores, reconheceu parcialmente os desenhos, não fez contagem nem correspondências, e também não fez leituras. </li></ul><ul><li>Durante as conversas temáticas,falou pouco, atendo-se a responder ao que era perguntado, e mostrou vários conhecimentos sobre situações da vida cotidiana. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>ENTREVISTA COM A FAMÍLIA </li></ul><ul><li>O efetivo envolvimento da família no processo de desenvolvimento da criança com visão subnormal possibilita conhecer hábitos e atitudes próprias da vida cotidiana que contribuem na elaboração de um plano de ações integradas com a escola. </li></ul><ul><li>A compreensão dos pais para o desenvolvimento da visão potencial contribui para o planejamento de atividades significativas a fim de promover a aprendizagem por meio de diferentes linguagens. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>ENTREVISTA COM PROFESSORES </li></ul><ul><li>Os professores de sala de aula de educação infantil, de artes e de educação física tomaram conhecimento por meio da equipe pedagógica sobre as potencialidades de aprendizagem da criança com visão subnormal analisadas com base no diagnóstico, na avaliação funcional da visão, na avaliação funcional do desenvolvimento, no diagnóstico cognitivo e nos relatos da família. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>PROPOSTAS DA EQUIPE PEDAGÓGICA </li></ul><ul><li>Desenvolver metas e ações a serem alcançadas pelos professores e alunos a fim de integrar e incluir a criança com visão subnormal no ambiente escolar: </li></ul><ul><li>1-adequação do ambiente físico, </li></ul><ul><li>2-conscientização da comunidade interna e externa para integrar e incluir a criança, </li></ul><ul><li>3-planejamento articulado com a professora da sala de recursos multifuncional, </li></ul><ul><li>4-aquisição de recursos materiais para facilitar a aprendizagem da criança. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Deve provocar no professor a revisão de suas práticas à luz de teorias e metodologias com vistas à inclusão da criança com visão subnormal. </li></ul><ul><li>Promover a debate sobre a aprendizagem participativa e colaborativa. </li></ul><ul><li>Discutir sobre os fundamentos básicos sobre a educação inclusiva e o direito à diversidade. </li></ul>FORMAÇÃO CONTINUADA EM DEFICIÊNCIA VISUAL
  14. 14. <ul><li> </li></ul><ul><li> Nesta etapa da vida - 4 a 6 anos - a aprendizagem se dá pelas vivências corporais no espaço e no tempo; daí a importância de brincadeiras e jogos que estimulem a imaginação, de atividades lúdicas e recreativas. A criança desta faixa etária gosta de ouvir histórias e de ter amiguinhos; as atividades em grupo são muito importantes. </li></ul><ul><li>Estas atividades, jogos e brincadeiras ajudam a conhecer a potencialidade de cada um, a desenvolver o raciocínio, a usar os gestos para exprimir idéias, pensamentos e emoções. Elas permitem que a criança entre em contato com o seu próprio corpo e com suas possibilidades de movimentação, desenvolvendo assim sua consciência corporal e seu autoconhecimento. </li></ul>PLANEJAMENTO
  15. 15. <ul><li>Brincadeiras e jogos ,brincadeiras de faz-de-conta; jogos sociais e de construção, e brincar juntos criando novas brincadeiras contribuem para a integração e inclusão nas atividades propostas; </li></ul><ul><li>Incentivar a autonomia no alcance e busca do objeto; </li></ul><ul><li>Proporcionar exploração ativa do objeto adequado para a idade e meio; </li></ul><ul><li>Favorecer o brinquedo espontâneo e a interação entre as crianças. </li></ul><ul><li>Motivar a continuidade da ação por motivação, aprovação e pistas; auditivas e táteis. (Mec, 2006,p.35) </li></ul><ul><li>Jogos vocálicos – escuta e imitação; </li></ul><ul><li>Jogos de imitação – olhar, toque e gestos; </li></ul><ul><li>Jogos corporais – vivência do corpo no espaço; </li></ul><ul><li>Utilizar o ábaco ou sorobã para ensinar operações matemáticas. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>De acordo com os objetivos propostos para a aprendizagem, o professor deverá organizar situações avaliativas que permita que a criança com visão subnormal apresente as habilidades e competências desenvolvidas, levando em conta suas potencialidades para aprender e não suas limitações. </li></ul><ul><li>Os instrumentos avaliativos devem ser elaborados de acordo com a adequação de tempo, espaço, tecnologias assistivas a serem utilizadas e o conteúdo de aprendizagem a ser avaliado. </li></ul>AVALIAÇÃO
  17. 17. <ul><li>O uso dos recursos tecnológicos contribuem na aprendizagem da criança possibilitando a compreensão das informações e conceitos, além de dar condição de conhecer o mundo exterior. </li></ul><ul><li>O sintetizador de voz para acesso à jogos pedagógicos, textos e literatura e a impressora Braille para impressão textos e atividades </li></ul><ul><li>Leitores de tela como o Dosvox facilita o acesso à comunicação e à informação. </li></ul><ul><li>Livros digitais falados e acesso ao uso do sistema DAYSY . </li></ul>TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
  18. 18. <ul><li>O espaço escolar deve ser preparado para atender à necessidades da criança com visão subnormal a fim de : </li></ul><ul><li>Garantir a acessibilidade; </li></ul><ul><li>Possibilitar o acesso aos objetos utilizando etiquetas em Braille ou em relevo; </li></ul><ul><li>Utilizar livros de história em Braille, com ilustrações em relevo; </li></ul><ul><li>Adaptar materiais esportivos, como a bola com guizo e chocalhos; </li></ul><ul><li>Etiquetar em Braille ou em relevo a ilustração ou nome do mobiliário; </li></ul><ul><li>Possibilitar a participação em dramatizações, danças e desenvolvimento das artes plásticas, música. </li></ul>ORGANIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR E DA SALA DE AULA
  19. 19. <ul><li>Para incluir a criança com visão subnormal é preciso ressignificar o papel da escola na sociedade inclusiva. </li></ul><ul><li>Pais, alunos, professores e comunidade externa devem empreender formas mais solidárias e plurais de convivência que possibilitarão a todos o desenvolvimento de atitudes positivas frente à diversidade. </li></ul><ul><li>Garantir o direito de aprender de todas as crianças é compromisso não só da escola, mas de todos aqueles que buscam uma sociedade justa e igualitária. </li></ul>INCLUSÃO DA CRIANÇA COM VISÃO SUBNORMAL
  20. 20. <ul><li>REFERÊNCIAS </li></ul><ul><li>BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial.Educação Infantil: saberes e práticas da inclusão:dificuldades de comunicação e sinalização: deficiência visual.Brasília, 2006. </li></ul><ul><li>BRUNO, MARILDA M. G.: O Desenvolvimento Integral do Portador de Deficiência Visual. Apoio: Laramara Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual. São Paulo: NEWSWORK, 1993. </li></ul><ul><li>LEITE FILHO, M. Estimulação Precoce. Revista. Brasileira Oftalmologia. ano XLVI v 2, p. 1-8, 1987. http://www.icevi.org/publications/icevix/wshops/0368.html acesso em 25/11/2009. </li></ul>

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