JSA_Logística Suprimentos
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    JSA_Logística Suprimentos JSA_Logística Suprimentos Document Transcript

    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Conteúdo ProgramáticoIntrodução a Logística Empresarial • Histórico da Logística • Importância da Logística e Suprimentos • Desafios e OportunidadesLogística e Gestão da Cadeia de Suprimentos • Serviço ao Cliente • Estratégia de Distribuição • Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain)Operacionalização da Logística • Processamentos e Sistemas de Informação • Gerenciamento do Transporte • Modais de transporteArmazenagem • Gestão de Estoques • Administração dos Serviços de Compras • Operadores LogísticosLogística Reversa • Conceito • Principais agentes motivadoresProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 1
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Bibliografia Básica a BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. – 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BOWERSOX, Donald J. Gestão logística de cadeia de suprimentos. Porto Alegre: Bookman, 2006. CHISTOPHER, Martin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégia para redução de custos e melhoria nos serviços. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. Bibliografia Complementar NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus br Elsevier, 2004. DORNIER, Philippe. Logística e operações globais: textos e casos. São Paulo: Atlas, 2000.INTRODUÇÃO A LOGÍSTICA EMPRESARIALNos últimos anos, a economia mundial e a economia brasileira experimentarammudanças importantes.  No front externo das empresas, multiplicam-se as fusões, aquisições, terceirizações e alianças estratégicas.  No front interno das empresas, continuam os esforços por processos mais eficientes e pela adoção de sistemas de gestão mais modernos.Até o fim da Segunda Guerra Mundial a Logística esteve associada às atividadesmilitares. Nesse período, com o avanço tecnológico e a necessidade de suprir os locaisdestruídos pela guerra a logística passou a ser adotada pelas empresas.As novas exigências para a atividade logística passam pelo maior controle eidentificação de: • oportunidades de redução de custos • redução nos prazos de entrega • disponibilidade constante dos produtos • programação das entregas • facilidade na gestão dos pedidos • flexibilização da fabricação • incrementos em inovação tecnológica • novas metodologias de custeio • redefinição de processos e adequação dos negóciosA partir dos anos 50 e 60, as empresas começaram a se preocupar com a satisfaçãodo cliente, foi então que surgiu o conceito de logística empresarial, motivado por umanova atitude do consumidor.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 2
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSApós os anos 80, um desenvolvimento revolucionário, empurrado pelas demandasocasionadas pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grandeuso de computadores na administração.As empresas passam a competir em nível mundial, mesmo dentro de seu territóriolocal, sendo obrigadas a passar de moldes multinacionais de operações para moldesmundiais de operação.A logística é dividida em dois tipos de atividades - as principais e as secundarias:Principais: Transportes, Manutenção de Estoques, Processamento de Pedidos,Distribuição.Secundarias: Armazenagem, Manuseio de materiais, Embalagem, Suprimentos,Planejamento e Sistema de informação.Implantação do sistema logístico  O sistema deve ser planejado para atender as necessidades dos clientes;  O pessoal envolvido deve ser treinado e estar capacitado;  Devem ser definidos os níveis de serviços a serem oferecidos;  A segmentação dos serviços deve dar-se de acordo com os requisitos  De serviço dos clientes e com a lucratividade de cada segmento;  Faz-se necessária a utilização de tecnologia de informação para integrar as operações;  Há que haver consistentes previsões de demanda e a percepção do seu comportamento;  Por fim, necessita-se da adoção de indicadores de desempenho que permitam garantir que os objetivos sejam alcançados.Personagens da Logística  Fornecedores: de quem se adquirem materiais e componentes.  Manufatureiras: onde se vai produzir.  Centros de distribuição: onde se vai armazenar, separar e enviar aos clientes.  Consumidores: é o ponto central onde desembocam todos os outros grupos.Dimensões de agregação de valor pela logística Qualidade: Conformidade às exigências de clientes; Custo: Operações devem prover ganho de escala; Entrega: Devem ter velocidade e confiabilidade; e Flexibilidade: A cadeia deve poder variar seus atributos de entrega.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 3
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSSubsistemas logísticos Planejamento: Estipula uma previsão de materiais e serviços a serem requeridos pela cadeia logística; Suprimentos: Compreende o agrupamento de materiais de várias origens e a coordenação dessa atividade com a previsão da demanda de produtos ou serviços; Distribuição: É a movimentação e o transporte de produtos acabados entre a operação, armazenagem intermediária, CD´s, comércio e o consumo; e Logística reversa: ocupa-se do retorno e do reprocessamento de embalagens e resíduos resultantes do uso do produto.Logística como Competência Estratégica CentralA competência logística é um meio concreto para atrair clientes que valorizam odesempenho em termos de tempo e lugar.É importante entender que o desempenho da logística num ambiente competitivodepende de sua compatibilidade com a estratégia de marketing.Desempenho Operacional Velocidade: a velocidade do ciclo de atividade é medida pelo tempo decorrido desde o momento que um pedido é colocado até a chegada de remessa ao cliente. Consistência: Embora a velocidade do serviço seja essencial, a maioria dos executivos da mais importância à consistência. Consistência é a capacidade da empresa executar seus serviços dentro do prazo de entrega esperado de maneira constante. Flexibilidade: é a capacidade da empresa de lidar com solicitações extraordinárias dentro de serviço do cliente. A competência da empresa esta diretamente relacionada a maneira como são tratadas as situações inesperadas, de ser “maleável”.O QUE É O PRODUTO LOGÍSTICO?O que uma empresa oferece ao cliente com seu produto é satisfação. Se o produtofor algum tipo de serviço, ele será composto de intangíveis como conveniência,distinção e qualidade.Entretanto, se o produto for um bem físico, ele também tem atributos físicos, tais comopeso, volume e forma, os quais têm influência no custo logístico.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 4
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSVANTAGEM COMPETITIVAUsando o processo de Logística, podemos obter uma vantagem competitiva, istosignifica uma supremacia duradoura em relação à concorrência, obtendo apreferência dos clientes.  Liderança em Custos: vantagens competitivas pela oferta de produtos e serviços a custos mais baixos que os concorrentes.  Diferenciação: vantagens pela introdução de elementos de diferenciação nos produtos e serviços, elevando os preços.  Foco: vantagens ou pela oferta de produtos e serviços mais baratos ou pela diferenciação dos mesmos, mas em um segmento de mercado mais localizado ou restrito.LOGÍSTICA E GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOSLogística e Gestão da Cadeia de Suprimentos/Supply ChainA gestão da cadeia de suprimentos apresenta-se no atual ambiente de negócios, comouma ferramenta que permite ligar o mercado, a rede de distribuição, o processode produção e a atividade de compra de tal modo que os consumidores tenhamum alto nível de serviço ao menor custo total, simplificando assim o complexoprocesso de negócios e ganhando eficiência.Processos chaves dentro da Cadeia de Suprimentos  Administração das relações com clientes  Administração do serviço ao cliente  Administração da demanda  Preenchimento de ordens  Administração do fluxo de produção  Abastecimento  Comercialização e desenvolvimento de produtos  RetornosIntegração da Cadeia de SuprimentosProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 5
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Integração da Cadeia de SuprimentosRelacionamentos na Cadeia de SuprimentosA função do canal de distribuição é desenvolver atividades que viabilizem acessodos usuários ao produto ou serviço que está sendo oferecido.Um canal de distribuição é um grupo de organizações interessadas que assumem apropriedade de produtos ou viabilizam sua troca durante o processo decomercialização, do fornecedor inicial até o comprador final.São considerados vetores para a competitividade das empresas, no século XXI: • A disponibilidade e distribuição da informação • O rápido desenvolvimento de novas tecnologias • A globalização de mercados e da competição por negócios • Mudanças nos salários e competências disponíveis globalmente • Responsabilidade ambiental • O aumento ainda maior das expectativas dos consumidores.Principais Prioridades na Cadeia de Suprimento • Custo • Qualidade • Flexibilidade • Velocidade • Confiabilidade • Capacidade para reagir às mudanças na DemandaProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 6
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSServiço ao ClienteQuando um cliente sai de casa para comprar algo, espera receber o melhor pelodinheiro que irá gastar.Isso significa que estará analisando o mercado com bastante atenção, procurandoidentificar e escolher a empresa que oferecer as melhores condições para arealização do negócio.As empresas investem em pessoas, equipamentos, tecnologia e redes de informação,sistemas de transporte inteligentes, buscando criar um projeto logístico de valorpercebido pelo cliente, capaz de diferenciá-las e posicioná-las em vantagemcompetitiva.A competência logística é um meio concreto para atrair clientes que valorizam odesempenho em termos de tempo e lugar. (Serve a fidelização dos clientes)Requisitos básicos para a definição do formato de uma política de serviço aocliente:  Entendimento dos diferentes segmentos de mercado existentes  Conhecimento das necessidades dos utilizadores ou percepção dos seus desejos  Determinação de padrões claramente definidos para o serviço ao cliente (por segmentos de mercado)  Entendimento da relação de custo benefício entre custos e níveis de serviço ao cliente  Medida e monitorização do serviço prestadoMensuração dos Serviços aos ClientesProdutos Danificados Número de devoluções em relação ao total dos pedidos Valor das devoluções em relação às vendas totaisTempo de Processamento da Produção/Armazém Tempo mínimo, máximo e médio de processamento dos pedidosEstratégia de DistribuiçãoA estratégia de Distribuição tem por objetivo otimizar os meios utilizados para fazercom que o produto ou serviço chegue desde a sua origem até ao consumidor final comqualidade, no prazo prometido e ao menor custo.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 7
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSProjeto de Canal de DistribuiçãoHá considerável evidência de que as Empresas projetam seus canais de suprimentosem a preocupação com sua evolução ao longo do tempo.Os canais devem ser permanentemente observados e avaliados para detectar otempo das mudanças.A escolha da canal de distribuição depende basicamente do tamanho do mercado edas características do produtoGESTÃO DA CADEIA DE ABASTECIMENTOConjunto de processos requeridos para obter materiais, agregar-lhes valor de acordocom a concepção dos clientes e consumidores e disponibilizar os produtos para o lugar(onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores os desejarem.Integração da cadeia de abastecimentoA integração dos agentes da cadeia de abastecimento se dá pelas políticasempresariais e é operacionalizada pela troca de informações entre os agentes.Elementos da Cadeia de Abastecimento IntegradaPara que a cadeia de abastecimento traga vantagem competitiva para a empresaaquela deve ser planejada levando em consideração os seguintes elementos.  Localização  Distribuição física  Administração de estoques  Modo de transporte  Fluxo de informação  Estimativas/demandas  RelacionamentosAumento da Capacidade ProdutivaEfeitos da avaliação dos sistemas de movimentação de materiais:Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 8
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Aumento de Produção – possível com a intensificação no fornecimento da matéria-prima às linhas de produção, através de transporte e armazenagem mais eficiente. Aumento da Capacidade de Armazenagem – Utilização de equipamentos que possam explorar toda a altura e comprimento do local, proporcionando um melhor acondicionamento dos materiais. Melhor Distribuição de Armazenagem – Utilização de dispositivos para formação de cargas unitárias, organizando melhor o sistema de armazenagem. Aplicação de pallets, corredores, estantes e endereçamentos.Melhores Condições de TrabalhoA melhoria no processo de produção pelos sistemas de movimentação de cargasreflete-se em melhores condições de trabalho para as pessoas envolvidas. Maior Segurança – Uso de dispositivos destinados às cargas unitárias, com a aplicação de equipamentos de manuseio, com redução dos riscos de acidentes, desde que o sistema seja utilizado corretamente. Redução da Fadiga / Maior Conforto para o Pessoal – Utilização de equipamentos de manuseio de cargas reduz a fadiga dos trabalhadores.Melhor DistribuiçãoA distribuição, como uma atividade global, que se inicia na preparação do produto etermina no usuário, é grandemente melhorada com a racionalização dos sistemas demanuseio: Melhoria na Circulação – Criação de corredores bem definidos, endereçamento fácil e utilização de equipamentos eficientes (fábrica). Integração da unidade produtora com as unidades regionais de armazenamento de produtos acabados, para distribuição aos pontos de venda. Utilização de métodos eficientes de armazenagem, carga e descarga (externa) Localização Estratégica de Almoxarifado – Integração possibilita a instalação de unidades de armazenamento em diversos pontos, próximo aos mercados consumidores. Possível com a utilização de equipamentos de movimentação e armazenagem. O uso de cargas unitárias minimiza os custos do processo. Melhoria nos Serviços ao Usuário / Maior Disponibilidade – Mercadorias mais próximas aos consumidores proporcionam produtos de maior disponibilidade, com menores riscos de deterioração/quebra, com menores custos e, por sua vez, com melhores preços ao consumidor final.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 9
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSEstudo dos Sistemas de Movimentação  Homens com cargas superiores a 30kg e mulheres 10kg.  Materiais desviados do destino direto e natural para inspeção ou conferência.  Produção realizando trabalho de transporte.  Interseções ou cruzamentos frequentes nas trajetórias de materiais em movimento.  Produção parada por falta de matéria-prima.  Materiais vão e voltam por mais de uma vez no processo de transformação.  Cargas >50kg levantadas mais de 1 metro sem ajuda mecânicaAs Leis de MovimentaçãoPara se manter eficiente um sistema de movimentação de materiais, existem certas“leis” que devem, sempre que possível, ser observadas: Obediência ao Fluxo das Operações – Trajetória dos materiais também como sequência das operações, sempre que possível manter uma trajetória linear. Mínima Distância – Redução das distâncias e transporte pela eliminação de ziguezagues no fluxo de materiais. Mínima Manipulação – Redução da frequência de transporte durante o ciclo de processamento. Segurança e Satisfação – Levar em conta na escolha do equipamento de transporte de materiais a segurança dos operadores e pessoal circulante Padronização – Utilização de equipamento padronizado sempre que possível. Custos de aquisição e manutenção mais baixos. Evite equipamentos especializados. Flexibilidade – O valor do equipamento é proporcional a sua flexibilidade. Capacidade de satisfazer ao transporte de diversos tipos de materiais em condições variadas de trabalho Máxima Utilização do Equipamento – Manter o equipamento ocupado o maior tempo possível. Evitar o acúmulo de materiais nos terminais do ciclo de transporte. Máxima Utilização da Gravidade – Utilização da gravidade sempre que possível. Utilize trechos motorizados para levar as mercadorias até uma certa altura para que possam completar o trajeto com a força da gravidade.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 10
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Máxima Utilização do Espaço Disponível – Utilização do espaço “sobre cabeças” sempre que possível, através de empilhamento ou suporte especiais. Método Alternativo – Inserção de método alternativo de movimentação caso o principal falhe. Pode ser bem menos eficiente, porém será a resposta mais rápida ao problema. Ex.: Uso de empilhadeira substituindo a ponte rolante. Menor Custo Total – Selecione o equipamento na base de custos totais, e não somente do custo inicial, custo operacional ou de manutenção. O equipamento escolhido deve ter o menor custo total para uma vida útil razoável, e um taxa de retorno de investimento adequado.TRANSPORTESSem transportes, produtos essenciais não chegariam às mãos de seus consumidores,indústrias não produziriam, não haveria comércio.Qualquer nação fica literalmente paralisada se houver interrupção de seu sistema detransportes, além disso, transporte não é um bem importável.No caso de um país de dimensões continentais como o Brasil, este risco se torna maiscrítico.Transporte em sentido geral é a ação ou o efeito de levar pessoas ou bens de umlugar a outro.Os marcos mais importantes da operação econômica das diversas modalidades detransporte são:  Invenção da Máquina a Vapor  Início do Transporte Ferroviário  Início da utilização comercial do Automóvel  Início da Aviação Comercial.O Brasil possui deficiências em sua infraestrutura de transporte e definir a formacomo circularão os produtos até o usuário final pode representar um custosignificativo, ou perda significativa na qualidade do atendimento aos usuários.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 11
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSA IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE NO SISTEMA LOGÍSTICOO transporte representa em média 64% dos custos logísticos.O transporte tem um papel preponderante na qualidade dos serviços logísticos, poisimpacta diretamente no tempo de entrega, a confiabilidade e na segurança dosprodutos.Quanto menor o valor agregado do produto, maior a participação das despesas detransporte no faturamento da empresa.Administrar o transporte significa tomar decisões sobre aspectos estratégicos eoperacionais.  Decisões Estratégicas: se caracterizam pelos impactos de longo prazo e se referem basicamente a aspectos estruturais. Exemplos: escolha de modais; decisões sobre propriedade de frota; seleção e negociação com transportadores e política de consolidação de cargas.  Decisões Operacionais – São decisões de curto prazo, do dia a dia da empresa. Exemplos:planejamento de embarque; programação de veículos; roteirizacão; auditoria de fretes; gerenciamento de avarias.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 12
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSSão basicamente cinco as modalidades de modais:  Rodoviário  Ferroviário  Aquaviário  Dutoviário  AereoviárioCRITÉRIOS PARA ESCOLHA DO MODAL DE TRANSPORTE • Qual o produto a ser transportado? • Qual a quantidade? • Onde será coletado e onde será entregue? • Quais os cuidados com o produto? • Qual o tipo de embalagem? • Por conta de quem é o transporte? • Seguro por conta de quem?São cinco as dimensões mais importantes no que diz respeito às características dosserviços oferecidos: Velocidade – Obviamente que o aéreo é o mais veloz, porém esta vantagem só se concretiza a partir de médias e grandes distâncias devido aos tempos de coleta e entrega que devem ser computados. Quanto maior a distância a ser percorrida maior é a vantagem do aéreo em termos de velocidade. Consistência – que é a capacidade de cumprir os tempos previstos, tem o dutoviário como a melhor opção. Por não ser afetado pelas condições climáticas ou de congestionamentos. Capacitação – está relacionada à capacidade de um modal trabalhar com diferentes volumes e variedades de produtos. Nesta dimensão o Aquaviário, que praticamente não tem limites sobre o tipo de produto que pode transportar assim como de volumes que pode atingir centenas de milhares de toneladas. Disponibilidade - se refere ao número de localidades onde o modal se encontra presente. Aqui aparece a grande vantagem do rodoviário, que quase não tem limites de aonde pode chegar. Frequência - é o número de vezes em que o modal pode ser utilizado em um dado horizonte de tempo, neste quesito, é o Dutoviário, pois pode trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana.A importância relativa de cada modal pode ser medida em termos da quilometragem dosistema, volume de tráfego, receita e natureza da composição do tráfego.Matriz BrasileiraProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 13
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSAtualmente o Brasil conta com uma rede de infraestrutura que não operaeficientemente os modais em todas as regiões, causando, assim, um gravedesequilíbrio na matriz de transporte.  O transporte aéreo vem enfrentando sucessivas crises relacionadas ao controle e à infra-estrutura operacional, o que acaba gerando atrasos de viagens, queda no nível de serviço prestado pelos transportadores aéreos e descrença do usuário no sistema.  No transporte rodoviário verifica-se um alto índice de rodovias em precárias condições de conservação e funcionalidade, o que aumenta a quebra mecânica dos veículos dos usuários e ocasiona graves acidentes com perdas de vidas. A idade média da frota no transporte rodoviário é muito elevada, fato que contribui para uma grande emissão de poluentes.  No transporte ferroviário ocorre uma estagnação de investimentos do Governo Federal na ampliação da malha para localidades que apresentam grande oferta de cargas a granel. Nas grandes áreas urbanas, a qualidade do serviço ferroviário sofre o impacto do avanço da urbanização irregular sobre a área de jurisdição da ferrovia.  No transporte aquaviário, referente aos portos marítimos, ocorrem problemas relativos ao impacto e pressão da urbanização sobre a infra-estrutura. Há dificuldades na acessibilidade de veículos terrestres à área portuária. Grande parte dos portos marítimos brasileiros de maior volume de movimentação de carga tem restrições na expansão de cais e área portuária devido à urbanização, ou seja, as cidades cresceram no entorno do porto, causando, assim, um maior custo para a expansão.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 14
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSIMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA DOS TRANSPORTES  Maior concorrência Transporte barato e de alta qualidade incentiva de forma indireta à concorrência, ao disponibilizar produtos onde normalmente não teria condições de arcar com os custos de transportes e concorrendo com preços competitivos.  Economias em escalas Mercados ampliados significam custo de produção mais baixos, e um sistema de transporte eficaz possibilita a descentralização de mercados e de locais de produção.  Preços reduzidos O transporte barato contribui igualmente para a redução dos preços dos produtos em outros mercados.IMPORTÂNCIA DE UM SISTEMA DE TRANSPORTE EFICAZFazer o material certo chegar:  Na quantidade certa  No lugar certo  No tempo certo  Nas condições adequadas  No custo mais baixo possívelMODAIS  Modal AéreoProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 15
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSVantagens Logísticas  Transporte mais rápido  Transportes emergenciais  Redução de níveis de inventário e consequente redução de custo de estoque  Prioridade para produtos perecíveisDesvantagens Logísticas  Restrição de capacidade  Impossibilidade de transporte à granel  Inviabilidade de produtos de baixo custo unitário  Restrição a artigos perigosos  Custo de transporte elevado  É prejudicado pelo tempo e pelo tráfego  Modal RodoviárioVantagens Logísticas  Flexibilidade do serviço em áreas geográficas dispersas  Manipulação de lotes relativamente pequenos  Serviço é extensivo e adaptável  Serviço rápido  Entrega em domicílio ou “porta a porta”  Transportam todo tipo de cargas e embalagens  Altas frequênciasDesvantagens Logísticas  Custos elevados para distâncias superiores à 700Km  Volume transportado menor em comparação ao transporte ferroviário e marítimo (até 45 Tons)  Custo mais elevado em comparação ao transporte ferroviário e marítimo  É prejudicado pelo tempo e pelo tráfego  Maior intensidade de risco  Modal FerroviárioVantagens Logísticas  Transportam grande quantidade de carga por viagemProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 16
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS  Percorre longas distâncias  Flexível quanto às mercadorias  Custo menor em relação ao rodoviário para grandes volumes de mercadoria  A velocidade é boa para longas distâncias  Não são prejudicadas pelo tempo ou tráfego competitivo  Pode utilizar o vagão ou o próprio container para o transporteDesvantagens Logísticas  Tem custos altos e baixa segurança (Brasil) para produtos de alto valor agregado e pequenos volumes  Tem frequências de saídas menores em relação ao rodoviário  Seu tempo de trânsito é maior  Antieconômica e ineficiente para curtas distâncias  Os custos de manuseio são altos  Não serve para serviço à domicílio  É ineficiente para alguns produtos  Modal AquaviárioVantagens Logísticas  Transporta grande quantidade de carga por viagem  Percorre longas distâncias  Flexível quanto às mercadorias  Transportam produtos perigosos, carga à granel, líquido, gasoso e veículos ou containers  Custo operacionais menores  Característica de produtos com menor valor agregadoDesvantagens Logísticas  Não serve para cargas pequenas ou emergenciais  Perda de tempo nas descargas e transferência de transporte  Altos níveis de danos sobre a mercadoria  Tempo de trânsito longo  Baixa frequência / periódica MARÍTIMO O transporte marítimo é aquele realizado por navios em oceanos e mares, podendo ser de cabotagem ou longo curso. FLUVIALProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 17
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Navegação fluvial é aquela realizada em rios, portanto, interna, ou seja, ocorrendo dentro do país e/ou continente. É a típica navegação de interligação do interior. LACUSTRE Navegação lacustre é aquela realizada em lagos, e tem como característica a ligação de cidades e países circunvizinhos, sendo, também, uma navegação interior, a exemplo da fluvial. É um tipo de transporte bastante restrito, em face de serem poucos os lagos navegáveis.  Modal DutoviárioRefere-se à modalidade de transporte em que o veículo utilizado compõe a própriainfra-estrutura construída (dutos), o qual foram desenvolvidos devido ao avançotecnológico, permitindo a remessa de produtos a longas distâncias, como petróleobruto, gás, minérios.Os dutos são tubos subterrâneos impulsionados por bombeamento para superação dosobstáculos do relevo.  Oleodutos: cujos produtos transportados são petróleo, óleo combustível, diesel, querosene, entre outros.  Gasodutos: cujo produto transportado é o gás natural.  Minerodutos: cujos produtos transportados são o sal-gema, minério de ferro e concentrado fosfático.  Modal VirtualÉ todo sistema de entrega de um produto não físico, entregue ao cliente ou consumidorvia Internet ou por transmissão eletrônica de dados.A designação de Modal Virtual é bastante complexa e discutida, principalmente por setratar de uma modalidade, que embora na prática não seja nova, ainda é muito poucocitada.A tecnologia da informação criou um novo modal de transporte, o infoviário.Na infovia, trafegam quantidades enormes de dados para facilitar e agilizar osprocessos no transporte de cargas. • download de música • e-book ou livro eletrônico • Pay-Per-View • e-learning ou educação à distância • software feito sob demanda encomenda pode ser entregue ao cliente através de linkProfessor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 18
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSLOGÍSTICA NO E-COMMERCECom a Internet e os avanços nas telecomunicações, profundas mudanças se deram nocomércio.Essa mudança, aliada às técnicas de redução de estoques, torna ainda maiscomplexas as formas de entrega até o consumidor (ponta da cadeia). Comércio Eletrônico: É uma forma de fazer negócios através do computador que envolve a entrega de mercadorias ou serviços. Logística do Comércio Eletrônico: – Processo de atendimento dos pedidos e entrega dos produtos (a logística de distribuição).TIPOS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO  B2B: Business to Business = comercialização somente entre pessoas jurídicas. - Cadeia de Suprimentos da Toyota.  B2C: Business to Consumer = comercialização entre pessoas físicas e jurídicas. - Submarino, Amazon  C2C: Consumer to Consumer = comercialização entre pessoas físicas. - Mercado-LivreVANTAGENS DO COMÉRCIO ELETRÔNICO • Inserção instantânea no mercado; • Analise mercadológica facilitada; • Funciona 24h, 7 dias por semana; • Baixo custo operacional.RISCOS DO COMÉRCIO ELETRÔNICO • Fraude • Propriedade intelectual • ConfidencialidadeDESAFIOS DA LOGÍSTICA  Entregar na hora marcada: – Ao cliente interessa, em maior medida, receber os produtos ao menor custo, no horário estipulado, nem muito antes nem muito depois.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 19
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS  Delivery-on-time - DOT: - para um cliente receber um produto mais rapidamente, um custo maior haverá de lhe ser cobrado em contrapartida  Operação com produtos unitários.  Entrega de pequenos volumes em um espaço geográfico maior, da empresa para o consumidor final.  O B2C tem aumentado muito as entregas em casa, gerando, muitas vezes, um pacote para cada viagem.  Se o cliente não está em casa, gera-se a necessidade de uma segunda entrega, dobrando os custos com as entregas.CUSTO ECONÔMICO  À baixa densidade = alta dispersão geográfica, em que o valor unitário do pedido, quando baixo, não justifica os gastos de transportes;  Porta fechada = o destinatário pode não se encontrar;  Logística reversa = devolução do produto;  Múltiplas tentativas de entrega = aumentando os custos da operação logística.e-Logística é um termo usado no comércio eletrônico. Ele pode ser definido como umcomponente essencial do e-commerce, compreendendo a totalidade da cadeialogística que pode ser composta de:  Recepção e condicionamento de produtos;  Estocagem;  Picking (deslocamento de produtos para a preparação do pedido);  Intervenção das transportadoras assumindo a entrega.Essas etapas devem ser inseridas em ferramentas de rastreamento dos pedidos,permitindo um melhor controle das diferentes operações, e dando aos clientesinformações em tempo real da fase em que se encontra o produto adquirido.GESTÃO DE ESTOQUESA gestão de estoque é, basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuidores devalor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material,numa organização.NATUREZA DOS ESTOQUESEstoque é a composição de materiais que não é utilizada em determinado momento naempresa, mas que precisa existir em função de futuras necessidades:Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 20
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS  Materiais em processamento  Materiais semi-acabados  Materiais acabadosAssim, o estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui eutiliza no processo de produção de seus produtos/serviços.Os estoques podem ser entendidos ainda, de forma generalizada, como certaquantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados,permanentemente, para produzir lucros e serviços.São lucros provenientes das vendas e serviços, por permitirem a continuidade doprocesso produtivo das organizações.Os estoques representam uma necessidade real em qualquer tipo de organização e,ao mesmo tempo, fonte permanente de problemas, cuja magnitude é função do porte,da complexidade e da natureza das operações da produção, das vendas ou dosserviços.A manutenção dos estoques requer investimentos e gastos muitas vezeselevados.Evitar sua formação ou, quando muito, tê-los em número reduzido de itens e emquantidades mínimas, sem que, em contrapartida, aumente o risco de não ser satisfeitaa demanda dos usuários ou dos consumidores em geral, representa um idealconflitante com a realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão.A acumulação de estoques em níveis adequados é uma necessidade para o normalfuncionamento do sistema produtivo. Em contrapartida, os estoques representam umenorme investimento financeiro.Deste ponto de vista, os estoques constituem um ativo circulante necessário paraque a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de paralisação ou depreocupação.Os estoques representam um meio de investimento de recursos e podem alcançar umarespeitável parcela dos ativos totais da empresa.A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que exigem umestreito relacionamento com a área de finanças, pois enquanto a Administração deMateriais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimentoadequado à produção e a vendas, a área financeira está preocupada com o lucro, aliquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos empresariais.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 21
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS  Da incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento  Da disponibilidade imediata de material nos fornecedores  Do cumprimento dos prazos de entrega  Da necessidade de continuidade operacional  Da remuneração do capital investidoSão as principais causas que exigem estoques permanentemente à mão para o prontoatendimento do consumo interno e/ou das vendas.Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital de giro.Ter noção clara das diversas naturezas de inventário, dentro do estudo daAdministração de Material, evita distorções no planejamento e indica à gestão a formade tratamento que deve ser dispensado a cada um deles, além de evitar que medidascorretas, aplicadas ao estoque errado, levem a resultados desastrosos, sobretudo, seconsiderarmos que, à vezes, consideráveis montantes de recursos estão vinculados adeterminadas modalidades de estoque.CLASSIFICAÇÃO DOS ESTOQUESEm um sistema de operações produtivas, podemos pensar em vários tipos deestoques:Estoques de matérias-primas (MPs) - Os estoques de MPs constituem os insumos emateriais básicos que ingressam no processo produtivo da empresa. São os itensiniciais para a produção dos produtos/serviços da empresa. Tem a finalidade deregular diferentes taxas de suprimento – pelo fornecedor – e demanda – peloprocesso de transformação.Essas taxas diferentes ocorrem por vários motivos:  O fornecedor pode ser pouco confiável e não entregar os produtos no prazo ou nas quantidades desejadas;  O fornecedor pode entregar quantidades maiores que as necessárias – crescimento dos estoques;  A taxa de consumo pelo processo produtivo pode sofrer uma variação temporária. Ex.: um crescimento por ter estragado um material necessitando de mais material; um decréscimo pela quebra de um equipamento.Estoques de Material Semi-acabado ou em Processamento - Os estoques demateriais em processamento - também denominados materiais em vias – sãoconstituídos de materiais que estão sendo processados ao longo das diversas seçõesque compõem o processo produtivo da empresa. Não estão nem no almoxarifado- pornão serem mais MPs iniciais - nem no depósito - por ainda não serem PAs. Maisadiante serão transformadas em PAs.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 22
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSServem para regular diferentes taxas de produção entre dois equipamentossubseqüentes (porque os equipamentos têm velocidades diferentes ou porque umdeles pode ter sofrido uma quebra).Estoques de Materiais Semi-acabados - Os estoques de materiais semi-acabadosreferem-se aos materiais parcialmente acabados, cujo processamento está em algumestágio intermediário de acabamento e que se encontram também ao longo dasdiversas seções que compõem o processo produtivo. Diferem dos materiais emprocessamento pelo seu estágio mais avançado, pois se encontram quase acabados,faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo para se transformaremem materiais acabados ou em PAs.Estoques de Materiais Acabados ou Componentes - Os estoques de materiaisacabados - também denominados componentes – referem se a peças isoladas oucomponentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto. São, narealidade, partes prontas ou montadas que, quando juntadas, constituirão o PA.Estoques de Produtos Acabados (PAS) - Os Estoques de PAs se referem aosprodutos já prontos e acabados, cujo processamento foi completado inteiramente.Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram por todas as fases,como MP, materiais em processamento, materiais semi-acabados, materiais acabadose PAs.Servem para regular diferenças entre as taxas de produção do processo produtivo(suprimento) e de demanda de mercado. Essas diferenças podem ocorrer por causadas incertezas do processo ou da demanda.CONTROLE DE ESTOQUESO objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que estadiligência resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa. Ocontrole procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidadesde consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes.Funções do Controle de EstoquePara organizar um setor de controle de estoques, inicialmente é preciso descrever suasfunções principais que são:  Determinar "o que" deve permanecer em estoque. Número de itens;  Determinar "quando" se devem reabastecer os estoques. Periodicidade;  Determinar "quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado; quantidade de compra;  Acionar o Depto de Compras para executar aquisição de estoque;Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 23
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS  Receber, armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades;  Controlar os estoques em termos de quantidade e valor, e fornecer informações sobre a posição do estoque;  Manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados;  Identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados.Métodos de Previsão De EstoquesA previsão de consumo ou demanda estabelece estimativas futuras dos produtosacabados comercializados pela empresa. Define, portanto, quais produtos, quantodesses produtos e quando serão comprados pelos clientes.As informações básicas que permitem decidir quais serão as dimensões e adistribuição no tempo da demanda dos produtos acabados podem ser classificadas emduas categorias: quantitativas e qualitativas. Quantitativas a) evolução das vendas no passado; b) variáveis que dependem diretamente das vendas; c) variáveis de fácil previsão (população, renda, PIB,etc.); d) influência da propaganda. Qualitativas a) opinião gerencial; b) opinião dos vendedores; c) opinião dos compradores; d) pesquisa de mercado.As técnicas de previsão do consumo podem ser classificadas em três grupos: Projeção: são aquelas que admitem que o futuro será repetição do passado ou as vendas evoluirão no tempo; segundo a mesma lei observada no passado, este grupo de técnicas é de natureza essencialmente quantitativa. Explicação: procuram-se explicar as vendas do passado mediante leis que relacionem as mesmas com outras variáveis cuja evolução é conhecida ou previsível. São basicamente aplicações de técnicas de regressão e correlação. Predileção: funcionários experientes e conhecedores de fatores influentes nas vendas e no mercado estabelecem a evolução das vendas futuras.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 24
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSCLASSIFICAÇÃO ABCAnalisar em profundidade milhares de itens em estoques é uma tarefa extremamentedifícil e, na grande maioria das vezes, desnecessária. É conveniente que os itens maisimportantes, segundo algum critério, tenham prioridade sobre os menos importantes.Assim, economiza-se tempo e recursos.A curva ABC é um importante instrumento para o administrador porque ele permiteidentificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à suaadministração. É considerada um método de priorização para facilitar a análise dositens em estoque concentrando-se naqueles que trarão maiores benefício em termosde análise dos itens estocados.Ela tem sido utilizada pela administração de estoques para definir políticas de vendas,para o estabelecimento de prioridades, para a programação da produção e uma sériede outros problemas usuais nas empresas.Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importânciarelativa. Verifica-se, portanto, que, uma vez obtida a seqüência dos itens e suaclassificação ABC, disso resulta imediatamente a aplicação preferencial das técnicasde gestão administrativas, conforme a importância dos itens.Após os itens serem ordenados pela importância relativa, as classes da curva ABCpodem ser definidas das seguintes maneiras:  Classe A: grupo de itens mais importantes que devem ser tratados com uma atenção especial pela administração  Classe B: Grupo de itens em situação intermediária entre as classes A e C.  Classe C: Grupo de itens menos importantes que justificam pouca atenção por parte da administração.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 25
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS A classe "A" são os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas, podemos perceber que apenas 20% dos itens correspondem a 80% do faturamento. (alta rotatividade). A classe “B” responde por 30% dos itens em estoque e 15% do faturamento. (rotatividade média). A classe "C" compreende a sozinha 50% dos itens em estoque, respondendo por apenas 5% do faturamento.ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMPRASEmbora todos saibam comprar, em função do cotidiano de nossas vidas, éimprescindível a conceituação da atividade, que significa procurar e providenciar aentrega de materiais, na qualidade especificada e no prazo necessário, a um preçojusto, para o funcionamento, a manutenção ou a ampliação da empresa.É a função responsável pela obtenção do material no mercado fornecedor, interno ouexterno, através da mais correta tradução das necessidades em termos de fornecedor /requisitante.Os objetivos básicos de uma seção de compras são:  Obter um fluxo contínuo de suprimentos a fim de atender aos programas de produção.  Coordenar esse fluxo de maneira que seja aplicado um mínimo de investimento que afete a operacionalidade da empresa.  Compra materiais e insumos aos menores preços, obedecendo padrões de quantidade e qualidade definidos.  Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honrada as melhores condições para empresa, principalmente em condições de pagamento.Material Certo É importante que o comprador esteja em situação de certificar-se se o material comprado, de um fornecedor está de acordo com o solicitado. O comprador deve, portanto, desenvolver um “sentido técnico” a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre a cotação de um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. O comprador deve ter condições de reconhecer, em uma eventual alternativa de cotação, uma economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto.Preço Certo Nas grandes empresas, subordinado a Compras, existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. Sua função é, entre outras, a de calcular o "preço objetivo" do item (com base em desenhos e especificações). O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 26
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSHora Certa O desenvolvimento industrial atual e o aumento cada vez maior do numero de empresas de produção em série, torna o tempo de entrega, ou os prazos de entrega, um dos fatores mais importantes no julgamento de uma concorrência. As diversas flutuações de preços do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem com que o comprador necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível, a fim de adquirir na hora certa o material para a empresa.Quantidade Certa A quantidade a ser adquirida é cada vez mais importante por ocasião da compra. Até pouco tempo atrás se aumentava a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço; entretanto outros fatores como custo de armazenagem, capital investido em estoques etc., fizeram com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou na quantidade mais econômica a ser adquirida.Fonte Certa De nada adiantará ao comprador saber exatamente o material a adquirir, o preço certo, o prazo certo e a quantidade certa, se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que possa agrupar todas as necessidades. A avaliação dos fornecedores e o desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o funcionamento de compras.OPERADORES LOGÍSTICOSA Empresa estendida é uma resposta à economia global dos anos 80 e 90. Estemercado altamente competitivo exigiu que as Empresas dessem ênfase à velocidadeno mercado e resposta rápida e flexível aos consumidores. Não raro, avelocidade, e não o preço ditava o vencedor na concorrência. Como resultado, osSistemas logísticos tornaram-se parte integral do novo modelo competitivo, englobandoSistemas de entrega rápida e produção just-in-time, para os quais, a informação emtempo real desempenha um papel importante.Nos tempos atuais, cada vez mais as Empresas verificam que as necessidades dosSistemas modernos extrapolam as capacidades de seus Sistemas logísticos e do seupessoal encarregado das tarefas logísticas.Há uma forte tendência nas Empresas modernas para a terceirização da totalidade oupelo menos daquelas atividades logísticas onde se possa vislumbrar ganhos emperformance. Diversas Empresas no espectro corporativo estão decidindo terceirizaruma variedade de funções com finalidade dupla:Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 27
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOS Concentrar sua atenção na atividade-fim e alavancar sua competitividade tirando partido das qualificações especializadas de parceiros em áreas de atividade auxiliar, mesmo que de importante valor absoluto.As vantagens potenciais de organizações muito mais flexíveis baseadas na excelênciade suas atividades principais e relacionamentos de parceria com outras Empresasexcelentes em atividades-meio torna-se clara. Nos tempos atuais o que diferencia asEmpresas é o conhecimento e não o valor monetário de seus negócios. NenhumaEmpresa é tão grande ou tão pequena que não deva considerar a terceirização paracompetir.Talvez a razão mais importante na popularidade atual da terceirização esteja napercepção de que o principal valor na terceirização é o auxílio na aquisição devantagem competitiva no mercado por melhor gerenciamento do ambiente externo.Interações com parceiros são uma valiosa fonte de dados e informações sobre opróprio mercado.Com estes dados, podem-se efetuar avaliações competitivas e estabelecerbenchmarkings válidos. A troca de informações com os parceiros pode tambémaumentar conhecimento sobre mercados locais e fornecer informações valiosas sobrenovos processos, idéias e tecnologias.Desenvolveu-se um claro entendimento dos motivos que levam as Empresas aterceirizar as várias atividades e dos benefícios que esperam receber: 1) Centralizar o foco; 2) Acesso a serviços de qualidade de ponta; 3) Acelerar os benefícios da reengenharia; 4) Dividir riscos; 5) Liberar recursos para outras atividades; 6) Disponibilizar capital; 7) Gerar entrada de capital; 8) Redução de custos operacionais; 9) Ganhar acesso a recursos internamente indisponíveis; e 10) Efetivamente controlar funções ou processos de difícil gerenciamento.Podemos classificar as razões de 6 a 10 como táticas e as demais como estratégicas.Definindo as atividades e benefícios:Centralizar o foco – À medida que as Empresas vão crescendo, o volume dosserviços das atividades-meio vai crescendo e naturalmente o foco da atenção dosexecutivos se desvuia da atividade-fim para concentrar-se na solução dos problemasdo dia-a-dia das diretorias e gerências.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 28
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSA terceirização das atividades-meio limitará as preocupações dos executivos daEmpresa aos resultados obtidos no curto e longo prazo liberando seu tempo parapreocupar-se com a visão do problema Empresarial em seu mais alto nível e com acompetência principal.Acesso a serviços de qualidade de ponta e serviço a nível mundial - Pela próprianatureza dos serviços que oferecem, os provedores devem possuir experiência emescala mundial para atender a grandes e importantes contratantes.Estes serviços estarão disponíveis para expansão dos negócios da Empresa semgrandes mudanças em seus procedimentos.Do mesmo modo, possuem experiência no trato de problemas de outros clientesimportantes e poderão ser uma fonte segura de assessoramento dado que o provedoré interessado no crescente sucesso de seu contratante.Acelerar os benefícios da reengenharia – Quando se identifica a necessidade deuma alteração radical nos processos de uma Empresa, há um grande período quenecessita ser dedicado a treinamento e implantação de nova cultura na Empresa. Nãoraro, contra os anseios subconscientes de seus colaboradores.A contratação de um provedor que já tenha incorporado em sua cultura uma ou maisdas práticas para as quais se decidiu migrar reduz significativamente este tempo assimcomo os custos e riscos implícitos.Dividir riscos – Todos os investimentos nas Empresas implicam em riscos. Emespecial, investimentos em Sistemas de Informações podem ser de grande vulto eresultar em insucesso. Se o provedor necessita investir para manter-se competitivo nomercado dos serviços que oferece, está assumindo riscos de investimento que de outraforma teriam que ser assumidos pela Empresa.Acelerar os benefícios da reengenharia – Quando se identifica a necessidade deuma alteração radical nos processos de uma Empresa, há um grande período quenecessita ser dedicado a treinamento e implantação de nova cultura na Empresa. Nãoraro, contra os anseios subconscientes de seus colaboradores.A contratação de um provedor que já tenha incorporado em sua cultura uma ou maisdas prática para as quais se decidiu migrar reduz significativamente este tempo assimcomo os custos e riscos implícitos.Dividir riscos – Todos os investimentos nas Empresas implicam em riscos. Emespecial, investimentos em Sistemas de Informações podem ser de grande vulto eresultar em insucesso. Se o provedor necessita investir para manter-se competitivo nomercado dos serviços que oferece, está assumindo riscos de investimento que de outraforma teriam que ser assumidos pela Empresa.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 29
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSLiberar recursos para outras atividades – Todas as Empresas possuem limitaçõesde recursos, especialmente de pessoal qualificado. O deslocamento de pessoal deprimeira qualidade para atividades mais diretamente ligadas à competência principal daEmpresa, enquanto se assegura que não haverá perda de qualidade nos serviçoslogísticos é um ganho considerável.Disponibilizar capital – A terceirização pode reduzir necessidades de investimento,por exemplo, em caros e sofisticados Sistemas de informação, cuja amortização podeinclusive ser inviável por possuírem curto ciclo de vida. Por possuir possibilidade deamortizar o investimento com diversos contratos, o provedor pode ser capaz defornecer melhores Sistemas, e, consequentemente, melhores serviços.Desta forma, alem de ganhar vantagem competitiva, a Empresa pode dispor destecapital, que deixa de ser empregado por ser investimento da esfera do provedor, eestará disponível para emprego na atividade-fim.Gerar entrada de capital – Não raro a terceirização implica em transferência de ativoscomo caminhões e depósitos para o “terceirizador”. Esta transferência pode seracompanhada de pagamento ou mesmo de abatimento nos custos permanentes, o quecorresponde a fluxo positivo de caixa.Reduzir e controlar custos operacionais – A principal vantagem em custo vem doacesso à estrutura mais enxuta do provedor de serviços que pode fornecer tambémeconomias de escala em função de outras atividades do provedor Estudos indicam queesta é a principal causa das Empresas procurarem por Terceirização.Se o provedor for escolhido criteriosamente, as Empresas podem passar a desfrutar deserviços cuja atualização com o mercado se faça de modo mais frequente sem gastosadicionais.Ganhar acesso a recursos não disponíveis internamente – Empresas podemverificar que necessitam incrementar seus modelos analíticos para produção,localização de depósitos, tamanho de lotes de entrega e seleção de transportadoras.Os sistemas logísticos de ponta requerem sofisticados Sistemas de informações paraincrementar comunicações em tempo real entre clientes, fornecedores, fabricantes etransportadores. A terceirização permitirá que estes recursos sejam disponibilizadosrápida e possivelmente menos dispendiosamente.Controlar efetivamente as funções – Executivos podem verificar que estão falhandoem atender às expectativas dos clientes e considerar a terceirização de suas entregas.Esta decisão somente será efetiva se for precedida por uma análise dos motivos dosfracassos e um entendimento completo dos mecanismos. Se a Empresa não consegueentender seus problemas, dificilmente poderá passá-los a seus parceiros, induzindo-osa maus resultados.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 30
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSCOMPARANDO AS ATIVIDADES PRÓPRIAS COM AS TERCEIRIZADASA decisão sobre a terceirização ou não é similar àquela sobre comprar ou produzir,sempre presente no tradicional dilema verticalizar / horizontalizar das Empresas. Aaquisição ou execução de serviços necessita uma análise similar à da verticalização,onde as perguntas abaixo devem ser respondidas:  Como está mudando o desempenho do meu segmento em termos de ciclos de produção e níveis de serviço?  Como devo incrementar minhas operações logísticas em termos de velocidade, custo ou serviço ao consumidor?  Meus competidores estão terceirizando? Que política de terceirização eles estão adotando?  Temos capacidade de efetuar as mudanças radicais na logística requeridas pelo mercado?  Temos volume de negócios suficiente para amortizar os gastos necessários às mudanças imperativas?  Há benefícios secundários em desenvolver capacidade própria nos serviços? Estas capacidades são transferíveis à minha atividade principal?Uma vez decidida à terceirização, o processo de transferência dos serviços passa a sero centro das preocupações. A decisão entre terceirizar de forma completa, parcial ouincremental é o novo foco.Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 31
    • LOGÍSTICA E SUPRIMENTOSREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASADAIR, C. B .& MURRAY, B. A. Revolução Total dos Processos . São Paulo: Editora Nobel, 1994BALLOU, R. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 4a ED Porto Alegre: Bookman, 2001BALLOU, R. H. Logística Empresarial . São Paulo: Editora Atlas , 1993BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuiçãofísica São Paulo: Atlas, 1998.BOWERSOX, D. & CLOSS, D. Logística Empresarial São Paulo: Atlas, 2001CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação a Administração de Materiais. São Paulo: Makron,McGraw-Hill, 1991.CHING, H. Y. Gestão de Estoques na Cadeia Integrada . São Paulo: Atlas , 1999CHRISTOPHER, M. O Marketing da Logística: Otimizando Processos para AproximarFornecedores e Clientes. Rio de Janeiro: Editora Futura, 1999CORRÊA, H. & GIANESI, I. Planejamento, Programação e Controle da Produção. São Paulo: Atlas, 2001DIAS, Marco Aurélio P. Gerência de Materiais. São Paulo: Atlas, 1986DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais uma abordagem logística, São Paulo: Atlas,1997.DIAS, Marco Aurélio P.. Administração de Materiais: edição compacta, São Paulo: Atlas, 1995.GURGEL, Floriano C. A. Administração do Fluxos de Materiais e Produtos. São Paulo: Atlas,1996.MARTINS, Petrônio G. Administração de Materiais e Recursos Empresariais, São Paulo: Saraiva,2000.MOREIRA, Daniel Augusto. Introdução a Administração da Produção e Operações. São Paulo:Pioneira, 1998.MOROZOWSKI, Antonio C. Apostila de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais.Curitiba - PRMOURA, Reinaldo A . Armazenamento e Distribuição Física. São Paulo: IMAM, 1997.PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil. São Paulo: Atlas, 2000.POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagemlogística. São Paulo: Atlas, 2001Professor José Salvador de Abreu – jose.abreu@prof.italo.br Página 32