Apostila Profª Elisabeth

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Apostila recomendada pelo professor Valdir. Esse é o segundo material de estudo da aula dele.

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Apostila Profª Elisabeth

  1. 1. APOSTILA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA 1º Semestre Prof.ª Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Prof.ª Ms. Renata Silva Metodologia da Pesquisa Científica Administração, Ciências Contábeis, Design de Moda, Publicidade e Propaganda, e Sistemas de Informação. Associação Educacional do Vale do Itajaí-Mirim ASSEVIM 05/02/20071 INTRODUÇÃO A aprendizagem e o desenvolvimento do trabalho intelectual exigem conhecimentos deordem conceitual, técnica e lógica. Estas três dimensões estão interligadas, pois um pensamento ouargumento apresentado pelo aluno ou pesquisador sem apoio em processos lógicos pode não passarde uma idéia superficial. No entanto, o domínio de conceitos reelaborados, sob critérios lógicos ecom o auxílio da técnica, é fator determinante para o alcance dos objetivos da formaçãouniversitária: aprender a pensar e a produzir conhecimentos. O domínio do saber, dos métodos e dastécnicas é uma exigência do ensino superior para vencer o superficialismo e a falta de rigorcientífico na produção e socialização do conhecimento. Este documento de diretrizes metodológicas, em formato paper, é apresentado aosprofessores e estudantes dos cursos de graduação da Associação Educacional do Vale do Itajaí-Mirim ASSEVIM em Brusque para o desenvolvimento de trabalhos técnico-científicos. A apostilapretende contribuir para o aprendizado acadêmico durante toda a trajetória do aluno, como também,na busca do conhecimento, a partir dos trabalhos técnico-científicos permitindo o exercício depráticas essenciais à atividade científica: a busca, o registro e o uso do saber já acumulado edisponível para propósitos próprios de construção do conhecimento. O objetivo desta apostila é favorecer e estimular a produção escrita de alunos e professores,sendo que esta é uma condição indispensável ao desenvolvimento da vida intelectual disciplinada eprodutiva, norteada por posturas e práticas de pesquisa, característica da formação superior. Assim, a apostila de metodologia científica apresenta conceitos e teorias que envolvem atemática da disciplina como: tipos de conhecimento, ciência, métodos e tipos de pesquisa. Odocumento aborda também sobre apresentação oral e as características do texto técnico-científico. Todas as orientações para a formatação e uniformização dos trabalhos acadêmicos estãoapresentadas e seguem os critérios da ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas, atravésdas Normas Brasileiras Regulamentadoras - NBR s 6.023 (Referências) e 10.520 (Citações), comoaqueles definidos pela faculdade ASSEVIM.2 CONHECIMENTO Desde os primórdios da humanidade, a preocupação em conhecer e explicar a natureza éuma constante. Ao analisar a palavra francesa para conhecer , tem-se connaissance, que significa
  2. 2. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 2 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafnernascer (naissance) com (con), logo se concluí que o conhecimento é passado de geração a geração,tornando-se parte da cultura e da história de uma sociedade. Para conhecer, os homens interpretam a realidade e colocam um pouco de si nestainterpretação, assim, o processo de conhecimento prova que ele está sempre em construção, vistoque para cada novo fato tem-se uma análise nova, impregnada das experiências anteriores. Dessa forma, a busca pelo entendimento de si e do mundo ao seu redor, levou o homem atrilhar caminhos variados, que ao longo dos anos constituíram um vasto leque de informações queacabaram por constituir as diretrizes de várias sociedades. Algumas dessas informações eram obtidas através de experiências do cotidiano que levavamo homem a desenvolver habilidades para lidar com as situações do dia a dia. Outras vezes, por nãodominar determinados fenômenos, o homem atribuía-lhes causas sobrenaturais ou divinas,desenvolvendo um conhecimento abstrato a respeito daquilo que não podia ser explicadomaterialmente. Assim, o conhecimento foi se dividindo da seguinte forma: empírico, teológico, filosófico ecientífico.2.1 Conhecimento empírico O conhecimento empírico é também chamado de conhecimento popular ou comum. Éaquele obtido no dia a dia, independentemente de estudos ou critérios de análise. Foi o primeironível de contato do homem com o mundo, acontecendo através de experiências casuais e de erros eacertos. É um conhecimento superficial, onde o indivíduo, por exemplo, sabe que nuvens escuras ésinal de mau tempo, contudo não tem idéia da dinâmica das massas de ar, da umidade atmosféricaou de qualquer outro princípio da climatologia. Enfim, ele não tem a intenção de ser profundo, massim, básico.2.2 Conhecimento teológico É o conhecimento relacionado ao misticismo, à fé, ao divino, ou seja, à existência de umDeus, seja ele o Sol, a Lua, Jesus, Maomé, Buda, ou qualquer outro que represente uma autoridadesuprema. O Conhecimento teológico, de forma geral, encontra seu ápice respondendo aquilo que aciência não consegue responder, visto que ele é incontestável, já que se baseia na certeza daexistência de um ser supremo (Fé). Os Conhecimentos ou verdades teológicas estão registrados em livros sagrados, que nãoseguem critérios científicos de verificação e são revelados por seres iluminados como profetas ousantos, que estão acima de qualquer contestação por receberem tais ensinamentos diretamente deum Deus.
  3. 3. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 3 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner2.3 Conhecimento filosófico A palavra Filosofia surgiu com Pitágoras através da união dos vocábulos PHILOS (amigo) +SOPHIA (sabedoria) (RUIZ, 1996, p.111). Os primeiros relatos do pensamento filosófico datam doséculo VI a.C., na Ásia e no Sul da Itália (Grécia Antiga). A filosofia não é uma ciência propriamente dita, mas um tipo de saber que procuradesenvolver no indivíduo a capacidade de raciocínio lógico e de reflexão crítica, sem delimitar comexatidão o objeto de estudo. Dessa forma, o conhecimento filosófico não pode ser verificável, o queo torna sob certo ponto de vista, infalível e exato. Apesar da filosofia não ter aplicação direta à realidade, existe uma profundainterdependência entre ela e os demais níveis de conhecimento. Essa relação deriva do fato que oconhecimento filosófico conduz à elaboração de princípios universais, que fundamentam os demais,enquanto se vale das informações empíricas, teológicas ou científicas para prosseguir na suaevolução.2.4 Conhecimento científico A ciência é uma necessidade do ser humano que se manifesta desde a infância. É atravésdela que o homem busca o constante aperfeiçoamento e a compreensão do mundo que o rodeia pormeio de ações sistemáticas, analíticas e críticas. Ao contrário do empirismo, que fornece um entendimento superficial, o conhecimentocientífico busca a explicação profunda do fenômeno e suas inter-relações com o meio. Diferentemente do filosófico, o conhecimento científico procura delimitar o objeto alvo,buscando o rigor da exatidão, que pode ser temporária, porém comprovada. Deve ser provado comclareza e precisão, levando à elaboração de leis universalmente válidas para todos os fenômenos damesma natureza. Ainda assim, ele está sempre sob júdice, podendo ser revisado ou reformulado aqualquer tempo, desde que se possa provar sua ineficácia.3 CIÊNCIA Pode-se afirmar que ciência é um conjunto de informações sistematicamente organizadas ecomprovadamente verdadeiras a respeito de um determinado tema. Contudo existem muitasmaneiras de pensar, de organizar e de comprovar os estudos, dependendo do caminho que se segue(método). Os objetivos da ciência podem ser apresentados como a melhoria da qualidade de vidaintelectual e vida material. Para o alcance dos objetivos, são necessárias novas descobertas e novosprodutos. Os princípios da ciência podem ser classificados como: nunca absoluto ou final, pode sersempre modificado ou substituído; a exatidão nunca é obtida integralmente, mas sim, através demodelos sucessivamente mais próximos; é um conhecimento válido até que novas observações eexperimentações o substituam.
  4. 4. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 4 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner4 MÉTODO CIENTÍFICO O conhecimento científico passou por várias etapas sempre questionando a maneira deobtenção do saber, ou seja, o Método. De origem grega, a palavra método, segundo Ruiz (1996),significa o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dosfatos ou na procura da verdade. O método não é único e nem uma receita infalível para o cientista obter a verdade dos fatos.Ele apenas tem a intenção de facilitar o planejamento, investigação, experimentação e conclusão deum determinado trabalho científico. Devido a seu caráter individual, cada método se presta com maior ou menor eficiência a umtipo de pesquisa ou ciência. Então, método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que se deveempregar na investigação. É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. Os principaismétodos de abordagem que fornecem as bases lógicas à investigação são: dedutivo, indutivo,hipotético-dedutivo e dialético (GIL, 1999).4.1 Método dedutivo Este método foi proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz, pressupõe que sóa razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. O raciocínio dedutivo tem o objetivo de explicar o conteúdo das premissas que, quandoverdadeiras, levarão inevitavelmente a conclusões verdadeiras, visto que, por intermédio de umacadeia de raciocínio em ordem descendente, de análise do geral para o particular, chega-se a umaconclusão. Ou seja, a resposta já estava dentro da pergunta. Essa forma de raciocínio é chamada silogismo, construção lógica que a partir de duaspremissas, retira uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão(GIL, 1999; LAKATOS; MARCONI, 1993). Veja um clássico exemplo de raciocínio dedutivo:Todo homem é mortal (premissa maior)Pedro é homem (premissa menor)Logo, Pedro é mortal. (conclusão) Pode-se definir duas características básicas do método dedutivo, segundo Salmon (1978): Se todas as premissas são verdadeiras, Toda a informação ou conteúdo da conclusão a conclusão é verdadeira. já estava implicitamente nas premissas.4.2 Método indutivo A indução já existia desde Sócrates, entretanto seus expoentes modernos são os empiristasBacon, Hobbes, Locke e Hume. Considera que o conhecimento é fundamentado na experiência, nãose levando em conta princípios preestabelecidos.
  5. 5. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 5 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Assim como no método dedutivo, na indução o raciocínio é fundamentado em premissas,contudo, diferentemente do anterior, premissas verdadeiras levam a conclusões provavelmenteverdadeiras. No raciocínio indutivo, a generalização deriva de observações de casos da realidadeconcreta. Pode-se, segundo Lakatos e Marconi (2000), determinar três etapas fundamentais para toda aindução:a) Observação dos fenômenos;b) Descoberta da relação entre eles e;c) Generalização da relação. Veja um clássico exemplo de raciocínio indutivo:a) Antônio é mortal.a) João é mortal.a) Paulo é mortal. ...a) Carlos é mortal.b) Ora, Antônio, João, Paulo... e Carlos são homens.c) Logo, (todos) os homens são mortais. Define-se assim, duas características básicas do método indutivo segundo Salmon (1978): Se todas as premissas são verdadeiras, a A conclusão encerra informações que conclusão é provavelmente verdadeira. não estavam nas premissas4.3 Método hipotético-dedutivo O método Hipotético-Dedutivo confronta as duas escolas anteriores, ou seja, racionalismoversus empirismo no que diz respeito à maneira de se obter conhecimento. Ambos buscam o mesmo objetivo, mas enquanto os racionalistas apóiam-se na razão eintuição concebida aos homens, os empiristas partem da experiência dos sentidos, a verdade danatureza. São inúmeras as críticas aos dois métodos, partindo inclusive de seus próprios defensores,contudo, foi a partir de Sir Karl Raymund Popper que foram lançadas as bases do métodohipotético-dedutivo. Segundo Popper (1975) o método hipotético-dedutivo é o único realmente científico, pornão se basear em especulações, mas sim na tentativa de eliminação de erros. Luciano (2001, p. 18) afirma que: [...] quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar as dificuldades expressas no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses
  6. 6. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 6 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner formuladas, deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tornar falsas as conseqüências deduzidas das hipóteses. Consiste na adoção da seguinte linha de raciocínio: [...] em 1937, [...] sugeri que toda discussão científica partisse de um problema (P1), aoqual se oferece uma espécie de solução provisória, uma teoria-tentativa (TT), passando-se depois acriticar a solução, com vista à eliminação do erro (EE) [...] (POPPER, 1975, p. 140, grifo nosso). P1 - - - - - - - - - - - - - - TT - - - - - - - - - - - - - - EE - - - - - - - - - - - - P2 .... Lakatos e Marconi (2000, p. 74) expõem o esquema apresentado por Popper da seguinteforma: Conhecimento Problema Conjecturas Falseamento Prévio4.4 Método dialético Desde a Grécia antiga, o conceito de Dialética sofreu muitas alterações, absorvendo asconcepções de vários pensadores daquela época. Tem-se o conceito de eterna mudança , instituído por Heráclito (540-480 a.C.) eparalelamente, a essência imutável do ser instituído por Parmênides que valoriza a Metafísica emdetrimento da Dialética. Posteriormente, Aristóteles re-introduz princípios dialéticos nas explicações dominadas pelaMetafísica, porém esta permanece norteando as discussões sobre o conhecimento até oRenascimento. No Renascimento, o pensamento dialético entra em evidência, atingindo seu apogeu comHegel, que através dos progressos científicos e sociais impulsionados pela Revolução Francesa,compreende que no universo nada está isolado, tudo é movimento e mudança e tudo depende detudo, retornando assim, às idéias de Heráclito. Hegel por ser um idealista, propõe uma visão particular de movimento e mudança,considerando que as mudanças do espírito é que provocam as da matéria. Segundo Lakatos eMarconi (2000, p. 82) existe primeiramente o espírito que descobre o universo, pois este é a idéiamaterializada . A atual fase da dialética está apoiada nos ensinamentos de Marx e Engels, denominadadialética materialista que, assim como na fase anterior, considera que o universo e o pensamentoestão em eterna mudança, mas é a matéria que modifica as idéias e não o contrário. Assim se pode afirmar que a Dialética é um método de interpretação dinâmica e totalizanteda realidade da qual se pode extrair quatro regras principais: Tudo se Tudo se Mudança Luta dos relaciona transforma qualitativa contrários
  7. 7. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 7 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner4.5 Métodos ou técnicas de procedimentos Segundo Lakatos e Marconi (2000), dentro das ciências sociais pode-se acrescentar aosmétodos de abordagem descritos acima, técnicas de procedimento às vezes também tomadas pormétodos, que seriam etapas mais concretas da investigação, com finalidade mais restrita em termosde explicação geral do fenômeno. Essas técnicas são freqüentemente utilizadas de forma associada, podendo ser descritassegundo Rauen (1997), como: Histórico: investigação de acontecimentos, processos e instituições no passado para a verificação de sua influência na atualidade; Comparativo: estudo de semelhanças ou diferenças entre diversos grupos, sociedades ou povos; Monográfico (ou estudo de caso): estudo de certos elementos, indivíduos, empresas, profissões, grupos, etc., com vistas à obtenção de generalização; Estatístico: redução de fenômenos sociais à representação quantitativa e aplicação de instrumentos estatísticos de análise; Tipológico: construção idealizada de um elemento tipo que consiste em modelo perfeito, contra o qual, os dados da realidade são analisados; Funcionalista: estudo da sociedade a partir das funções de cada elemento; Estruturalista: preocupa-se com a sociedade como um todo para explicar o comportamento de setores mais específicos ou de indivíduos.5 METODOLOGIA CIENTÍFICA Na universidade, o papel do aluno torna-se mais ativo na aprendizagem e é a metodologiacientífica, a disciplina encarregada de fornecer ao aluno os elementos necessários para este auto-aprendizado. Segundo Demo (1996, p.5) [...] a proposta atual da metodologia científica é a de introduzirna academia o gosto pela pesquisa .Para tanto, faz-se necessário à determinação de algumas normas, que têm por finalidade validar umestudo científico, ou seja, os métodos de pesquisa.6 PESQUISA Segundo Köche (1997, p. 121) pesquisar significa identificar uma dúvida que necessite seresclarecida, construir e executar o processo que apresenta a solução desta, quando não há teoriasque a expliquem ou quando as teorias que existem não estão aptas para fazê-lo. Portanto, pesquisar é descobrir, e assim sendo, é um fato natural a todos os indivíduos. Ruiz (1996, p. 48) considera que pesquisa científica é a realização completa de umainvestigação, desenvolvida e redigida de acordo com as normas de metodologia consagradas pelaciência. Para que uma pesquisa seja considerada científica, ela deve seguir uma metodologia quecompreenda uma seqüência de etapas logicamente encadeadas, de forma que possa ser repetidaobtendo-se os mesmos resultados. Dessa maneira, os dados obtidos contribuirão para a ampliação
  8. 8. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 8 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafnerdo conhecimento já acumulado, bem como para a sua reformulação ou criação. Sem pesquisa nãohá progresso!!!6.1 Classificações da pesquisa Existem várias formas de classificar as pesquisas. As formas clássicas de classificação serãoapresentadas a seguir, conforme Gil (1991):a) Do ponto de vista da sua natureza pode ser: Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais. Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.b) Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode ser: Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-los e analisá-los. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão, etc...). Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicos no processo de pesquisa qualitativa. Não requer os uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.c) Do ponto de vista de seus objetivos pode ser: Pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso. Pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Requer o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento. Pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o porquê das coisas. Quando realizada nas ciências naturais requer o uso do método experimental e nas ciências sociais, o uso do método observacional. Assume, em geral, as formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Ex-post-facto.d) Do ponto de vista dos procedimentos técnicos pode ser:
  9. 9. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 9 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerPesquisa Bibliográfica: utiliza material já publicado, constituído basicamente de livros, artigosde periódicos e atualmente com informações disponibilizadas na Internet. Quase todos osestudos fazem uso do levantamento bibliográfico e algumas pesquisas são desenvolvidasexclusivamente por fontes bibliográficas. Sua principal vantagem é possibilitar ao investigador acobertura de uma gama de acontecimentos muito mais ampla do que aquela que poderiapesquisar diretamente. (GIL, 1999). A técnica bibliográfica visa encontrar as fontes primárias esecundárias e os materiais científicos e tecnológicos necessários para a realização do trabalhocientífico ou técnico-científico. Realizada em bibliotecas públicas, faculdades, universidades e,atualmente, nos acervos que fazem parte de catálogo coletivo e das bibliotecas virtuais.(OLIVEIRA, 2002).Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamentoanalítico, documentos de primeira mão, como documentos oficiais, reportagens de jornal, cartas,contratos, diários, filmes, fotografias, gravações etc., ou ainda documentos de segunda mão, quede alguma forma já foram analisados, tais como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresas,tabelas estatísticas, etc. (GIL, 1999); e os localizados no interior de órgãos públicos ou privados,como: manuais, relatórios, balancetes e outros.Levantamento: envolve a interrogação direta de pessoas cujo comportamento se deseja conheceracerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, chegar asconclusões correspondentes aos dados coletados. O levantamento feito com informações detodos os integrantes do universo da pesquisa origina um censo. (GIL, 1999). O levantamentousa técnicas estatísticas, análise quantitativa e permite a generalização das conclusões para ototal da população e assim para o universo pesquisado, permitindo o cálculo da margem de erro.Os dados são mais descritivos que explicativos. (DENCKER, 2000).Estudo de Caso: envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneiraque se permita o seu amplo e detalhado conhecimento. (GIL, 1999). O estudo de caso podeabranger análise de exame de registros, observação de acontecimentos, entrevistas estruturadase não-estruturadas ou qualquer outra técnica de pesquisa. Seu objeto pode ser um indivíduo, umgrupo, uma organização, um conjunto de organizações, ou até mesmo uma situação.(DENCKER, 2000). A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisasexploratórias. Por sua flexibilidade, é sugerido nas fases iniciais da pesquisa de temascomplexos, para a construção de hipóteses ou reformulação do problema. É utilizado nas maisdiversas áreas do conhecimento. A coleta de dados geralmente é feita por mais de umprocedimento, entre os mais usados estão: a observação, análise de documentos, a entrevista e ahistória da vida. (GIL, 1999).Pesquisa-Ação: concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resoluçãode um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou doproblema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. (GIL, 1999). Objetiva definiro campo de investigação, as expectativas dos interessados, bem como o tipo de auxílio que estespoderão exercer ao longo do processo de pesquisa. Implica no contato direto com o campo deestudo envolvendo o reconhecimento visual do local, consulta a documentos diversos e,sobretudo, a discussão com representantes das categorias sociais envolvidas na pesquisa. Édelimitado o universo da pesquisa, e recomenda-se a seleção de uma amostra. O critério derepresentatividade dos grupos investigados na pesquisa-ação é mais qualitativo do quequantitativo. É importante a elaboração de um plano de ação, envolvendo os objetivos que sepretende atingir, a população a ser beneficiada, a definição de medidas, procedimentos e formasde controle do processo e de avaliação de seus resultados. (GIL, 1996). Não segue um planorigoroso de pesquisa, pois o plano é readequado constantemente de acordo com a necessidade,
  10. 10. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 10 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner dos resultados e do andamento das pesquisas. O investigador se envolve no processo e sua intenção é agir sobre a realidade pesquisada. (DENCKER, 2000). Pesquisa Participante: Pesquisa realizada através da integração do investigador que assume uma função no grupo a ser pesquisado, mas sem seguir uma proposta pré-definida de ação. A intenção é adquirir conhecimento mais profundo do grupo. O grupo investigado tem ciência da finalidade, dos objetivos da pesquisa e da identidade do pesquisador. Permite a observação das ações no próprio momento em que ocorrem. (DENCKER, 2000). Esta pesquisa necessita de dados objetivos sobre a situação da população. Isso envolve a coleta de informações sócio- econômicas e tecnológicas que são de natureza idêntica às adquiridas nos tradicionais estudos de comunidades. Esses dados podem ser agrupados por categorias, como: geográficas, demográficas, econômicas, habitacionais, educacionais, e outros. (GIL, 1996). Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. (GIL, 1999). A pesquisa experimental necessita de previsão de relações entre as variáveis a serem estudadas, como também o seu controle e por isso, na maioria das situações, é inviável quando se trata de objetos sociais. (GIL, 1996). Esse tipo de pesquisa é geralmente utilizado nas ciências naturais. Exemplo: Analisar os efeitos colaterais do uso de um determinado medicamento em crianças de até 8 anos. Pesquisa Ex-Post-Facto: quando o experimento se realiza depois dos fatos. O pesquisador não tem controle sobre as variáveis. (GIL, 1999). É um tipo de pesquisa experimental, mas difere da experimental propriamente dita pelo fato de o fenômeno ocorrer naturalmente sem que o investigador tenha controle sobre ele, ou seja, nesse caso, o pesquisador passa a ser um mero observador do acontecimento. Por exemplo: a verificação do processo de erosão sofrido por uma rocha por influência do choque proveniente das ondas do mar. (BOENTE, 2004). Esse tipo de pesquisa é geralmente utilizado nas ciências naturais.7 TIPOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Existem diversos tipos de trabalhos acadêmicos e/ou científicos. Pode-se citar, dentre eles,os seguintes tipos: Trabalhos de Graduação, Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia,Dissertação, Tese, Artigos Científicos, paper, resenha crítica ... Apesar de haver essa classificação, aceita inclusive internacionalmente, é comum encontrarcertos equívocos em torno da palavra monografia com respeito a dissertações, teses e trabalhos defim de curso de graduação. Etimologicamente, monografia é um estudo sobre um único assunto, realizado comprofundidade. No entanto, essa nomenclatura, monografia, parece destinada aos Cursos deEspecialização, e teria como fim primeiro levar o autor a se debruçar sobre um assunto emprofundidade com o intuito de transmiti-lo a outrem ou de aplicá-lo imediatamente. Esses relatórios científicos possuem características próprias, como a sistemática, ainvestigação, a fundamentação, a profundidade e a metodologia. E, dependendo do caso, aoriginalidade e a contribuição da pesquisa para a ciência, como é o caso das teses e dissertações. Em todo o caso, destaca-se que a estrutura dos trabalhos científicos é quase sempre amesma, compreendendo quase sempre uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Aintrodução dos trabalhos costuma abranger os objetivos da pesquisa, bem como os problemas, as
  11. 11. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 11 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafnerdelimitações e a metodologia adotada para a realização do trabalho. O desenvolvimento é maislivre, podendo o pesquisador dissertar sobre o tema propriamente dito, sem, contudo, abandonarpontos importantes como a demonstração, a análise e a discussão dos resultados. Por fim, o autorpoderá escrever suas conclusões a respeito da discussão realizada ou dos resultados obtidos. É nesteponto que o pesquisador será enfático, ressaltando as posições que deseja defender ou refutar.7.1 Trabalhos de graduação Os trabalhos de graduação não constituem exatamente trabalhos de cunho científico, mas deiniciação científica, uma vez que esses trabalhos tenham que ser apresentados dentro de umasistemática e organização que estimulem o raciocínio científico. Visto que o enfoque pretendido emtrabalhos de graduação é voltado para a assimilação de um conteúdo específico, é comum que umarevisão bibliográfica, ou uma revisão literária, seja tida como suficiente. Porém, nada impede queexistam outros tipos de trabalhos acadêmicos, como relatórios e pequenas pesquisas. No entanto, éimportante ter em mente a cientificidade da sistemática adotada para a realização desses trabalhos.7.2 Trabalho de curso O Trabalho de Curso (TC), também conhecido como Trabalho de Final de Curso, é tidocomo uma monografia sobre um assunto específico. Tem como objetivo levar o aluno a refletirsobre temas determinados e transpor suas idéias para o papel na forma de uma pesquisa ou na formade um relatório. Para o caso da graduação, por se tratar de mais um requisito para acomplementação do curso, o estudo não necessita ser tão completo em relação ao tema escolhidocomo o caso de uma dissertação ou tese, mas o aluno não deve perder de vista a clareza, aobjetividade e a seriedade da pesquisa.7.3 Monografia A monografia, para obter o título de especialista em cursos de pós-graduação em nível delato sensu, é parecida com o Trabalho de Final de Curso apresentado em cursos de graduação.Também possui como objetivo levar o aluno a refletir sobre temas determinados e transpor suasidéias para o papel na forma de uma pesquisa. Para o caso da pós-graduação, o estudo necessita serum pouco mais completo em relação ao tema escolhido para a pesquisa.7.4 Dissertação As dissertações, que paulatinamente vão se destinando aos trabalhos de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado), buscam, sobretudo, a reflexão sobre um determinado tema ouproblema expondo as idéias de maneira ordenada e fundamentada. E, dessa forma, como resultadode um trabalho de pesquisa, a dissertação deve ser um estudo o mais completo possível em relaçãoao tema escolhido. Deve procurar expressar conhecimentos do autor a respeito do assunto e sua capacidade desistematização. E, dentro deste contexto, uma das partes mais importantes da dissertação é afundamentação teórica, que procura traduzir o domínio do autor sobre o tema abordado e a suaperspicácia de buscar tópicos não desenvolvidos.
  12. 12. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 12 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner7.5 Tese A tese, a exemplo da dissertação dirigida para o mestrado, vai assumindo o papel de umtrabalho de conclusão de pós-graduação stricto sensu (doutorado). Caracteriza-se como um avançosignificativo na área do conhecimento em estudo. As teses devem tratar de algo novo naquelecampo do conhecimento, de forma que promovam uma descoberta, ou mesmo uma realcontribuição para ciência. O trabalho deve ser inédito, contributivo e não trivial. Os argumentosutilizados devem comprovar e convencer de que a idéia exposta é verdadeira.7.6 Artigo científico O objetivo principal do artigo é levar ao conhecimento do público interessado alguma idéianova, ou alguma abordagem diferente dos estudos realizados sobre o tema, como por exemplo:particularidades locais ou regionais em um assunto, a existência de aspectos ainda não exploradosem alguma pesquisa, ou a necessidade de esclarecer uma questão ainda não resolvida. A principal característica do artigo científico é que as suas afirmações devem estar baseadasem evidências, sejam estas oriundas de pesquisa de campo ou comprovadas por outros autores emseus trabalhos. Isso não significa que o autor não possa expressar suas opiniões no artigo, mas quedeve demonstrar para o leitor qual o processo lógico que o levou a adotar aquela opinião e quaisevidências que a tornariam mais ou menos provável, formulando hipóteses. A estrutura do artigo científico é: identificação do trabalho (título e subtítulo do artigo,autor, disciplina, professor, curso e instituição), resumo e palavras-chave, introdução,desenvolvimento, conclusão e referências.7.7 Paper1 Durante a graduação, os trabalhos solicitados, pelos professores da ASSEVIM, serão opaper (de profundidade inferior ao trabalho de conclusão de curso ou do artigo científico). O paper possui estrutura muito similar à do artigo científico, em função disso, deve-seapenas excluir os itens resumo e palavras-chave. Os demais itens seguem as definições utilizadas noartigo científico. O principal diferencial quanto ao artigo científico está na profundidade de abordagem dotema, que no paper deverá se limitar a uma análise mais superficial e condensada, podendo ou nãoconter um parecer do autor. Porém caberá a cada professor definir os limites de aprofundamento dos trabalhosrealizados, que poderão variar de um tema para o outro.7.8 Resenha crítica É um tipo de redação técnica que avalia precisa e sinteticamente a importância de uma obracientífica ou de um texto literário. A resenha nunca pode ser completa e exaustiva. O resenhadordeve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas1 Ver item 8.1 Estrutura do paper.
  13. 13. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 13 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafneraquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida. A resenha crítica combina resumo e julgamento de valor. Seu objetivo é oferecerinformações para que o leitor possa decidir quanto à consulta ou não do original. Daí a resenha deveresumir as idéias da obra, avaliar as informações nela contidas e a forma como foram expostas ejustificar a avaliação realizada. A resenha crítica consta de:a) uma parte descritiva em que se dão informações sobre o texto:nome do autor (ou dos autores); título completo e exato da obra (ou do artigo); nome da editora e, sefor o caso, da coleção de que faz parte a obra; lugar e data da publicação; número de volumes epáginas. Pode-se fazer, nessa parte, uma descrição sumária da estruturada obra (divisão emcapítulos, assunto dos capítulos, índices, etc.). No caso de uma obra estrangeira, é útil informartambém a língua da versão original e o nome do tradutor (se se tratar de tradução).b) uma parte com o resumo do conteúdo da obra: indicação sucinta do assunto global da obra (assunto tratado) e do ponto de vista adotado peloautor (perspectiva teórica, gênero, método, tom, etc.); resumo que apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral. comentários e julgamentos do resenhador sobre as idéias do autor, o valor da obra, etc.Modelo de resenhas (MEDEIROS, 1991, p. 76 apud LAKATOS; MARCONI, 1985, p. 236):A - Referências bibliográficas:- Autor- Título da obra.- Elementos de Imprensa (local da edição, editora, data).- Número de páginas.- FormatoB - Credenciais do autor.- Informações sobre o autor, nacionalidade, formação universitária, título, outras obras.C - Resumo da obra:- Resumo das idéias principais da obra. De que trata o texto? Qual sua característica principal?Exige algum conhecimento prévio para entendê-la? Descrição do conteúdo os capítulos ou partes daobra.D - Conclusões da autoria:- Quais as conclusões a que o autor chegou?E - Metodologia da autoria:- Que métodos utilizou? Dedutivo? Indutivo? Histórico? Comparativo? Estatístico?- Que técnicas utilizou? Entrevista? Questionários?F - Quadro de referência do autor:- Que teoria serve de apoio ao estudo apresentado? Qual o modelo teórico utilizado?G - Crítica do resenhista (apreciação)- Julgamento da Obra. Qual a contribuição da obra? As idéias são originais? Como é o estilo doautor: conciso, objetivo, simples? Idealista? Realista?
  14. 14. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 14 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerH - Indicações do resenhista:- A quem é dirigida a obra? A obra é endereçada a que disciplina? Pode ser adotada em algumcurso? Qual? Esses são os elementos estruturais de uma resenha. Em alguns casos, não é possível darresposta a todas as interrogações feitas; outras vezes, se publicada em jornais ou revistas nãoespecializados, pode-se omitir um ou outro elemento da estrutura da resenha.8 APRESENTAÇÃO DO TRABALHO CIENTÍFICO8.1 Apresentação escrita: estrutura do paperRegras gerais de apresentação: O trabalho deve ser escrito em papel A4, com todas as margens (superior, inferior, esquerdae direita) de 2 cm. Todas as folhas do trabalho devem ser contadas, mas a numeração só aparece apartir da segunda página. A numeração é em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha,a 2 cm da borda superior (último algarismo a 2 cm da borda direita da folha) e com tamanho 10.Ordem dos tópicos:- Elementos pré-textuais:a) Título do trabalho: No topo da página, em maiúsculas, centralizado, fonte Times New Roman tamanho 18, em negrito.b) Subtítulo (opcional): Logo abaixo do título, em fonte Times New Roman, tamanho 16, em negrito. Usar maiúsculas e minúsculas, seguindo a regra da língua portuguesa. Deixar duas linhas em branco (fonte 12).c) Autor: Abaixo do título ou subtítulo, centralizado, fonte Times New Roman, tamanho 12, em negrito. Deixar uma linha em branco.d) Solicitante: Usar uma linha para cada um dos seguintes itens: professor, disciplina, curso, instituição e data. Deixar 2 linhas em branco após estas informações.- Elementos textuais:a) Texto principal: O texto deve ser escrito usando a fonte Times New Roman, tamanho 12. O espaçamento entre as linhas deve ser simples, com uma linha em branco entre cada parágrafo. O alinhamento do texto deve ser justificado. O início de cada parágrafo deve ser precedido por um toque de tabulação (Tab) ou 1,27 cm. O texto principal do trabalho é composto pela introdução, desenvolvimento e considerações finais.Introdução: A introdução diz respeito ao próprio conteúdo do trabalho: sua natureza, seus objetivos, suametodologia. A introdução não pode ser dispensada, pois é parte integrante do desenvolvimento dotrabalho científico.
  15. 15. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 15 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Na introdução, deve-se anunciar a idéia central do trabalho delimitando o ponto de vistaenfocado em relação ao assunto e a extensão; deverá se situar o problema ou o tema abordado, notempo e no espaço. Deve ser enfocada a relevância do assunto no sentido de esclarecer seus aspectos obscuros,bem como da contribuição desse trabalho para uma melhor compreensão do problema. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) aintrodução é a parte inicial do texto, onde devem constar a delimitação do assunto tratado,objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do trabalho. Assim, a introdução de um paper deve apresentar as seguintes etapas: contextualização doassunto (nível macro), relevância do tema; objetivo geral, tipos de pesquisa e forma coleta dedados e informações e os tópicos do desenvolvimento (o que será apresentado a seguir).Desenvolvimento: Esta é a parte principal do trabalho científico. O autor deve dividir esta parte em quantasforem necessárias para dar lógica e articulação adequada ao tema que pretende defender. Não existeexatamente uma norma rígida que oriente esta seção. No texto poderá haver idéias de autores, dadosda pesquisa (se for pesquisa de campo, colocar gráficos e tabelas auxiliares) e interpretações. Tudoisto deve ser apresentado de forma integrada, substancial, criativa e lógica. É nesta parte que seprocura explicar as hipóteses e relacionar a teoria com a prática. Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) odesenvolvimento é a parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizadado assunto. Dividi-se em seções e subseções, que variam em função da abordagem do tema e dométodo.Considerações finais: As considerações finais ou conclusão devem se limitar a um resumo sintetizado daargumentação desenvolvida no corpo do trabalho e dos resultados obtidos. Lembra-se, contudo, queelas devem estar todas fundamentas nos resultados obtidos na pesquisa. Também podem serdiscutidas recomendações e sugestões para o prosseguimento no estudo do assunto. Portanto, esseitem não deve trazer nada de novo e deve ser breve, consistente e abrangente. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - NBR 14724 (2005, p. 5) afirma que aconclusão é a parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivosou hipóteses.- Elementos pós-textuais:Referências2: Devem ser colocadas em ordem alfabética dentro das normas técnicas especificadas. Emterritório brasileiro, utiliza-se a ABNT NBR 6023 para normatizar as referências apontadasdurante o trabalho. Segue o modelo da estrutura do paper:2 Ver item 8.1.2 Referências.
  16. 16. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 16 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner TIPOS DE CONHECIMENTO Evolução Científica Luiz Carlos Vilela Rodrigo Campos Vilson Souza Professor3: Metodologia da Pesquisa Científica Administração Associação Educacional do Vale do Itajaí-Mirim ASSEVIM Dia/Mês/Ano 1 INTRODUÇÃO Na Introdução, deve-se anunciar a idéia central do trabalho delimitando o ponto de vista enfocado em relação ao assunto e à extensão; deverá se situar o problema ou o tema abordado, no tempo e no espaço... 2 TIPOS DE CONHECIMENTO Nesta seção o autor deve se preocupar em apresentar o trabalho resultante de sua pesquisa. Isto implica em uma apresentação clara, lógica e objetiva dos resultados.... 2.1 Conhecimento empírico O empirismo foi ... 2.1.1 Conflitos entre o conhecimento empírico e o filosófico Diversos autores afirmam que ... 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais devem limitar-se a um posicionamento sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho. Salienta-se que as conclusões devem estar todas fundamentadas na pesquisa. REFERÊNCIAS LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.3 No caso do trabalho integrado, deve constar Professor Orientador.
  17. 17. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 17 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Nos elementos textuais, principalmente no item desenvolvimento, deve levar em contaalgumas regras para apresentação das informações como os títulos e subtítulos e também uso deelementos de apoio ao texto (gráficos, figuras etc.) para melhor compreensão e organização doconteúdo no trabalho.Títulos das seções: Os títulos das seções de Primeira Ordem (por exemplo, 1 INTRODUÇÃO) precisam serescritos em letras maiúsculas, tamanho de fonte 12, em negrito, e alinhamento à esquerda. Deve-sedeixar duas linhas em branco após um título de Primeira Ordem. Os títulos das seções de Segunda Ordem (por exemplo, 1.1 Formatação do papel) precisamser escritos também com tamanho de fonte 12, em negrito e alinhamento à esquerda. Somente aprimeira letra da primeira palavra deve ser maiúscula e as demais minúsculas. Deve-se deixar umalinha branca após um título de seção de Segunda Ordem. Os títulos das seções de Terceira Ordem (por exemplo, 1.1.1 Tamanho da margem) precisamser escritos também com tamanho de fonte 12, alinhamento à esquerda, porém sem negrito. Asletras devem ser minúsculas, salvo a primeira letra da primeira palavra. Deve-se deixar uma linhabranca após um título de seção de Terceira Ordem.Figuras/Quadros/Gráficos: Esses elementos devem aparecer centralizados na folha e seus títulos também centralizadose numerados a partir do 1. Cada elemento possui uma contagem numérica individual, ou seja,separada. Os materiais retirados através de alguma pesquisa devem ser referenciados, citando a fonte(esta deve estar também centralizada, em fonte 10, e abaixo do elemento apresentado). Veja abaixoos exemplos de figuras, quadros e gráficos: Figura 1 - Fusca Fonte: Barbosa (2000, p.20).Obs.: As fotografias também devem ser tratadas como figuras. Cidade Km São Paulo 705 Porto Alegre 476 Curitiba 300 Rio de Janeiro 1.144 Quadro 1 Distância de Florianópolis das principais cidades emissoras de turistas Fonte: Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (2003).
  18. 18. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 18 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner 100 80 60 Leste 40 Oeste 20 Norte 0 1° 2° 3° 4° Trim. Trim. Trim. Trim. Gráfico 1 Vendas por Trimestre e Regiões Fonte: Empresa XXX (2004)Tabelas: As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente. A identificação da tabela deveestar na parte superior, precedida da palavra tabela, seguida de seu número de ordem de ocorrênciano texto, em algarismos arábicos, e do respectivo título. A indicação da fonte deve ser feita na parteinferior da tabela, em fonte 10. Tanto o título quanto a fonte da tabela devem estar centralizados. Tabela 1 Notas dos alunos 1º Semestre Aluno 1° Bim. 2° Bim. Média Exame André Souza 8,0 8,00 8,0 ---- João Campos 7,0 7,0 7,0 5,0 Sílvia Regis 7,5 7,5 7,5 --- Fonte: Elaborado pelas autoras (2005)Notas de rodapé: As notas de rodapé devem servir como apoio explicativo e devem ficar sempre no pé dapágina. A nota deverá estar separada do resto texto por uma linha. As notas, a exemplo das figuras,também devem ser numeradas partindo de 1. Sugere-se que se utilize do recurso de notas do Wordpara inserir notas de rodapé no texto (comando: Inserir > Notas), assim o próprio programaadministrará a numeração. A posição do texto da nota no pé da página deve ser alinhada à esquerdae em fonte 10.Palavras estrangeiras: Todas as palavras e termos em língua estrangeira deverão ser escritos usando o modo itálico.Exemplos: Internet, workaholic, copenhagener zimtzötse...8.1.1 Normas para citações Segundo Ruiz (1991, p. 83) citações são os textos documentais levantados com a máximafidelidade durante a pesquisa bibliográfica e que se prestam para apoiar a hipótese do pesquisadorou para documentar sua interpretação . As citações, ao contrário do que possa parecer inicialmente, enriquecem um trabalho edemonstram o estudo e a atitude científica do autor. As citações têm muitos objetivos, dentre osquais se destacam:
  19. 19. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 19 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner desenvolvimento do raciocínio; corroboração das idéias ou da tese que o autor defende; contrariar a idéia ou a tese que o autor defende; permitir a identificação do legítimo dono das idéias apresentadas; possibilitar o acesso ao texto original. A apresentação das citações se encontra na NBR 10520 de agosto de 2002 da ABNTAssociação Brasileira de Normas Técnicas.Indicação das citações: No texto, as citações devem ser feitas de modo uniforme, de acordo com o estilo dopesquisador ou critério adotado pela Revista em que o trabalho será publicado. Contudo, o sistemaescolhido deve estar relacionado com a ordenação das referências. Para citações de idéias ou trechos de obras pesquisadas, sugere-se o sistema Autor-Data,que consiste em mencionar o nome do autor e a data da publicação da obra no próprio texto,deixando as notas de rodapé apenas para eventuais explicações, que forem necessárias para omelhor entendimento do texto. Ao se usar o sistema autor-data, devem ser observadas as seguintes condições:a) Não podem ser incluídas as fontes em rodapé, exceto nos casos de citação de citação em que somente o autor citado figura em nota de rodapé e o autor que o citou, em lista de referências;b) A referência completa do documento deve figurar em lista, no final do capítulo ou do trabalho, organizada alfabeticamente;c) As entradas de autoria são escritas após a citação, entre parênteses, com letras maiúsculas, seguidas da data de publicação do documento citado e da página ou seção da qual foi extraída a citação;d) Quando a menção ao nome do autor está incluída na frase, a data de publicação do documento e a paginação são transcritas entre parênteses, precedidas pela abreviatura correspondente;e) As notas explicativas ou informativas são chamadas normalmente no texto por números altos ou alceados, ou entre parênteses.8.1.1.1 Tipos de citações* Citação direta: menção de uma informação extraída de outra fonte (NBR 10520, 2002, p. 1),isto é, transcrição literal extraída do texto consultado, respeitando-se redação, ortografia epontuação original.a) Citação de até três linhas ou curta: a citação de até três linhas deve ser inserida no parágrafo entre aspas duplas. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação. Exemplo: A vida real muitas vezes se confunde com a arte da representar e nos leva a atitudes teatrais: não se mova, faça de conta que está morta. (CLARAC; BONNIN, 1985, p. 72). Ou Segundo Clarac e Bonnin (1985, p. 72) a vida real muitas vezes se confunde com a arte da representação e nos leva a atitudes teatrais, como: não se mova, faça de conta que está morta.
  20. 20. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 20 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafnerb) Citação de mais de três linhas ou longa: deve aparecer em parágrafo distinto, com recuo de 4 centímetros da margem esquerda, com espaçamento simples, sem aspas e em fonte menor. Sugere-se a utilização de fonte 10. Exemplo: Os métodos de ensino da leitura e da escrita abrangiam apenas o ensino do alfabeto, suascombinações e produção de sons, seguido depois pelo ensino da gramática como coisa pronta eacabada. De acordo com Rizzo (1998, p. 22): Com Ferdinand Saussure (1916), fundador da lingüística, a investigação científica passou das línguas (todas as existentes) à língua (de concepção abstrata), percebida como e enquanto meio de comunicação do pensamento e definida como sistema de relações, determinado por suas propriedades internas, cujas possibilidades combinatórias oferecem- se à verificação empírica: as regras gramaticais. Ou Os métodos de ensino da leitura e da escrita abrangiam apenas o ensino do alfabeto, suascombinações e produção de sons, seguido depois pelo ensino da gramática como coisa pronta eacabada. Com Ferdinand Saussure (1916), fundador da lingüística, a investigação científica passou das línguas (todas as existentes) à língua (de concepção abstrata), percebida como e enquanto meio de comunicação do pensamento e definida como sistema de relações, determinado por suas propriedades internas, cujas possibilidades combinatórias oferecem- se à verificação empírica: as regras gramaticais. (RIZZO, 1998, p. 22).c) Omissões em citações: é um recurso utilizado quando não é necessário citar integralmente o texto de um autor. São recomendadas apenas se não alterarem o sentido do texto original. As omissões (indicadas por reticências, colocadas entre colchetes) podem aparecer no início, no fim e no meio de uma citação. Exemplo: Os professores devem aceitar o desafio, recusando o fracasso escolar e buscando amelhoria da prática social coletiva construída no processo ensino-aprendizagem. [...] só na reflexão que busca o entendimento nós, seres humanos, poderemos nos abrir mutuamente para espaços de coexistência nos quais a agressão seja um acidente legítimo da convivência e não uma instituição justificada com uma falácia racional. [...] Se não agirmos desse modo, [...] só nos restará fazer o que continuamente estamos fazendo [...]. (MATURANA; VARELA, 1995, p. 25-26). Ou Os professores devem aceitar o desafio, recusando o fracasso escolar e buscando amelhoria da prática social coletiva construída no processo ensino- aprendizagem. ConformeMaturana e Varela (1995, p. 25-26): [...] só na reflexão que busca o entendimento nós, seres humanos, poderemos nos abrir mutuamente para espaços de coexistência nos quais a agressão seja um acidente legítimo da convivência e não uma instituição justificada com uma falácia racional. [...] Se não agirmos desse modo, [...] só nos restará fazer o que continuamente estamos fazendo [...].d) Destaque em citações: são utilizadas somente em citações diretas quando se quer dar destaque e realçar uma palavra, uma expressão ou mesmo uma frase no texto do autor citado. Deve-se destacar a parte do texto, seguindo-se imediatamente a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada. Exemplo:
  21. 21. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 21 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Nossas visões do mundo são as traduções do mundo (MORIN, 2000, p. 63, grifo nosso),ou seja, o que se acredita ser a realidade é o fruto da interpretação feita pelo cérebro dos estímulosque chegam a ele via rede nervosa a partir dos terminais sensoriais.e) Citação de Citação: é a citação de parte de um texto encontrado em um determinado autor, referente a outro autor, ao qual não se teve acesso. Utiliza-se apenas quando não houver possibilidade de acesso ao documento original. É indicado pela expressão apud (citado por, conforme, segundo). Exemplo: A teoria da Gestalt tem nesta perspectiva sua orientação teórica, centrando-se nos conceitos de estrutura e totalidade. Segundo Piaget (apud MOLL, 1996, p. 80) ela consiste em explicar cada invenção da inteligência por uma estruturação renovada e endógena do campo da percepção ou do sistema de conceitos e relações.Modelos de citação direta relativos ao sistema autor-data:a) Citação de trabalhos de um autor: sobrenome do autor, ano de publicação, número da página.Exemplo:Conforme Souza (2001, p. 42) blá, blá. ou Blá, blá, blá , segundo Souza (2001, p. 42).Souza (2001, p. 42) afirma que blá, blá, blá . ou Blá, blá, blá. (SOUZA, 2001, p. 42).b) Citação de trabalhos de dois autores: sobrenome dos autores (separados por ; se estiveremdentro do parênteses ou e se estiverem fora), ano de publicação, número da página. Exemplo: O Brasil.... (SANTOS; VIEIRA, 2003, p. 45). De acordo com Santos e Vieira (2003, p. 45) o Brasil....c) Citação de trabalhos de três autores: sobrenome dos autores, ano de publicação, número dapágina. Exemplo: Segundo Santos, Vieira e Corrêa (2002, p. 32) o Brasil... O Brasil... (SANTOS; VIEIRA; CORRÊA, 2003, p. 45).d) Citação de trabalhos de mais de três autores: sobrenome do primeiro autor seguido pelaexpressão et al, ano de publicação, número da página. Exemplo: Para Santos et al (2002, p. 32) o Brasil... O Brasil... (SANTOS et al, 2003, p. 45).* Citação indireta: transcrição não literal das palavras do autor, mas que reproduz o conteúdo e asidéias do documento original, devendo-se indicar sempre a fonte de onde foi retirada. Neste tipo decitação não são utilizadas aspas. Exemplo: Morin (1999) afirma que todo conhecimento que se tem do mundo é decorrente dainterpretação que o cérebro faz do universo percebido pelos sentidos, deste modo os medos eemoções acabam multiplicando os riscos de erro na concepção e construção das idéias. Ou Todo conhecimento que se tem do mundo é decorrente da interpretação que o cérebro faz douniverso percebido pelos sentidos, deste modo os medos e emoções acabam multiplicando os riscosde erro na concepção e construção das idéias (MORIN, 1999).
  22. 22. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 22 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner* Citação de informações verbais: para citação de dados obtidos por meio de informações verbais(palestras, debates, etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando-seos dados disponíveis em nota de rodapé. Citar pelo menos o autor da frase (cargo ou atividade),local (cidade) e data (dia, mês e ano). Exemplo: A empresa detém metade do mercado nacional de felpudos (informação verbal)4.Indicação dos autores em notas de rodapé As notas devem ser digitadas dentro das margens, ficando separadas do texto por um espaçosimples de entrelinhas e por filete, a partir da margem esquerda. Sua numeração é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutivapara todo trabalho. Não se inicia a numeração a cada página. Observações abaixo: A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa.5 As subseqüentes citações da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes expressões, abreviadas quando for o caso: Idem: mesmo autor Id.6; Ibidem: na mesma obra Ibid.7; Opus citatum, opere citato: obra citada op. cit.8; Passim: aqui e ali, em diversas passagens passim9; Loco citato: no lugar citado loc. cit.10; Confira, confronte: Cf11; Sequentia: seguinte ou que se segue et seq.12; Apud: citado por, conforme, segundo pode, também, ser usada no texto (como demonstrado anteriormente) e em nota de rodapé13.Notas explicativas A numeração das notas explicativas é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeraçãoúnica e consecutiva para cada capítulo ou parte. Não se inicia a numeração a cada página. Segueabaixo modelo. No texto: Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar ouvinculação profissional. 144 José de Souza, Diretor Presidente da ZZZ, em palestra proferida na ASSEVIM, em Brusque, no dia 25 de abril de2003.5 FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo: Malheiros, 1994.6 Id., 2000, p. 19.7 Ibid., p. 190.8 ADORNO, op. cit., p. 40.9 RIBEIRO, 1997, passim.10 TOMASELLI; PORTES, loc. cit.11 Cf. CALDERIA, 1992.12 FOUCALT, 1994, p. 17 et seq.13 EVANS, 1987 apud SAGE, 1992, p. 23.14 Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p. 269-290).
  23. 23. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 23 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner8.1.2 Normas para referências Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002, p. 1) na NBR 6023:2002: esta norma fixa a ordem dos elementos das referências e estabelecem convenções para transcriçãoe apresentação de informação originada do documento e/ou outras fontes de informação . Só devem ser mencionadas nas referências as fontes ou os autores que foram citados notexto. Os documentos consultados, porém não citados, deverão constar de notas de rodapé, nãofazendo parte da lista de referências ou serem arrolados em outras listas, denominadasBIBLIOGRAFIA RECOMENDADA, DOCUMENTOS CONSULTADOS ou OBRASCONSULTADAS, as quais devem figurar logo após a lista de referências.Elementos Essenciaisa) Autor: Último sobrenome, em maiúsculas, seguido do (s) prenomes e outros sobrenomes, abreviado (s) ounão (o formato escolhido deve ser seguido em todo o trabalho). Exceções: nomes espanhóis, que entram pelopenúltimo sobrenome; dois sobrenomes ligados por traço de união, que são grafados juntos; sobrenomes queindicam parentesco como "Júnior", "Filho", "Neto" acompanham o último sobrenome.b) Título: Em negrito, sublinhado ou itálicoSubtítulo: se houver, separado do título por dois pontos, sem grifo.c) Edição: Indica-se o número da edição, a partir da segunda edição, seguido de ponto e da palavra edição(ed.) no idioma da publicação. Não se anota quando for a primeira; as demais deverão ser anotadas. Assim:2.ed., 3.ed., etc.d) Local da publicação: quando há mais de uma cidade, indica-se a primeira mencionada na publicação,seguida de dois pontos. Quando o local não puder ser especificado na publicação, indica-se entre colchetes[S.l.] (sine loco).e) Editora: apenas o nome que a identifique, seguida de vírgula. Quando a editora não puder serespecificada, indica-se entre colchetes [s.n.] (sine nomine).f) Data: Ano de publicação.g) Meses: os meses devem ser abreviados pelas três primeiras letras, com exceção de maio. Assim: jan. fev.mar. abr. maio, jun. etc.Obs.: Quando o local e a editora não aparecem na publicação, indica-se entre colchetes [S.l.: s.n.]. Quando olocal, a editora e a data não forem identificadas, indica-se entre colchetes [s.n.t.] (sem notas tipográficas).Livros:Livros no todo:SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título: subtítulo, se houver. Edição. Cidade: Editora, ano.Exemplos:a) Livro com um autorDEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000.b) Livro com subtítuloKÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática dapesquisa. 19. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
  24. 24. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 24 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafnerc) Livro com autor espanholGARCIA LORCA, Frederico. Obra poética completa. São Paulo: Martins Fontes, 1996.d) Livro com autor com sobrenome separado por traçoMERLEU-PONTY, Maurice. Signos. São Paulo: Martins Fontes, 1991.e) Livro com sobrenome indicando parentescoASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000.f) Livro com sobrenome iniciado com prefixosMcDONALD, Ralf. Engenharia de programas. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1987.ODONNELL, Ken. Caminhos para uma consciência mais elevada. 2. ed. São Paulo: Gente,1996.g) Livro integrado com coleção ou sérieCARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994. (Princípios, 243).h) Livro com dois autoresLAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. 3. ed. São Paulo:Atlas, 2000.i) Livro com três autoresTAFNER, Malcon Anderson; TAFNER, José; FISCHER, Julianne. Metodologia do trabalhoacadêmico. Curitiba: Juruá, 2000.j) Livro com mais de três autoresSLACK, Nigel et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1999.k) Livro com organizadorMINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 18. ed.Petrópolis: Vozes, 2001.l) Livro cujo autor é uma entidade (órgãos governamentais, empresas, associações, congressos,seminários etc.). Quando uma entidade coletiva assume integral responsabilidade por um trabalho,ela é tratada como autor.LIONS CLUBE INTERNACIONAL. A formação do líder no novo milênio. São Paulo: CNG,2001.CENTRO DE ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA SÓCIO-CULTURAL DO OESTE. Para umahistória do oeste catarinense: 10 anos de CEOM. Chapecó: UNOESC, 1995.
  25. 25. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 25 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerLivros considerados em partea) Autor do capítulo é o mesmo da obra:SOBRENOME DO AUTOR DA PARTE REFERENCIADA, Prenomes. Título da partereferenciada. In : ______. Título do livro. Local: Editora, ano. Página inicial e final.HIRANO, Sedi (Org.). Projeto de estudo e plano de pesquisa. In:______. Pesquisa social: projeto eplanejamento. São Paulo: TAQ, 1979. p. 7-16.b) Autor do capítulo não é o mesmo da obraSOBRENOME DO AUTOR DA PARTE REFERENCIADA, Prenome. Título da partereferenciada. In: SOBRENOME DO AUTOR OU ORGANIZADOR, Prenomes (Org.). Título dolivro. Local : editora, ano. Página inicial e final.ABRAMO, Perseu. Pesquisa em ciências sociais. In: HIRANO, Sedi (Org.). Pesquisa social:projeto e planejamento. São Paulo: TAQ, 1979. cap. 3, p. 15-24.RISTOFF, D.I. Privatização não faz escola. In: TRINDADE, Hélgio (Org.). Universidade emruínas: na república dos professores. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 57-60.Teses, dissertações e trabalhos acadêmicos:a) Documento impressoSOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título. Ano. Tese, dissertação ou trabalho acadêmico(grau e área) - Unidade de Ensino, Instituição, Local: Data.TAFNER, Elisabeth Penzlien. As formas verbais de futuridade em sessões plenárias: umaabordagem sociofuncionalista. 2004. 188 f. Dissertação (Mestrado em Lingüística) Centro deComunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.SILVA, Renata. O turismo religioso e as transformações sócio-culturais, econômicas eambientais em Nova Trento SC. 2004. 190 f. Dissertação (Mestrado em Turismo e Hotelaria )Centro de Educação Balneário Camboriú, Universidade do Vale do Itajaí, Balneário Camboriú,2004.b) Em meio eletrônico: as referências devem obedecer aos padrões indicados pelo item a),acrescidas das informações relevantes à descrição física do meio.Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as informações sobre oendereço eletrônico, apresentado entre os sinais , precedido da expressão Disponível em: e adata de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em: data, mês e ano. A colocação dahora, minutos e segundos é opcional.ALVES, Castro. Navio Negreiro. [S.l.]: Virtual Books, 2000. Disponível em:<http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/pot/Lport2/navionegreiro.htm>. Acesso em: 10jan. 2002.
  26. 26. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 26 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerEnciclopédias:NOME DA ENCICLOPÉDIA. Local da publicação : Editora, ano.ENCICLOPÉDIA BARSA. São Paulo : Vozes, 2002.Jornal:Jornal no todoNOME DO JORNAL. Cidade, data.DIÁRIO CATARINENSE. Florianópolis, 17 de maio de 2002.Artigo de jornala) Com autor definidoSOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Título do jornal, Cidade,data (dia, mês, ano). Seção, caderno ou parte do jornal e número da página. Quando não houverseção, caderno ou parte, a paginação do artigo precede a data.BOCK, Daniel. A crise cambial. Jornal de Santa Catarina, Blumenau, 17 jun. 2002. FolhaEmpresa, Caderno 2, p. 12.b) Em meio eletrônico: as referências devem obedecer aos padrões indicados pelo item a),acrescidas das informações relevantes à descrição física do meio.Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as informações sobre oendereço eletrônico, apresentado entre os sinais , precedido da expressão Disponível em: e adata de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em: data, mês e ano.SILVA, Ives Gandra da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de São Paulo, São Paulo, 19set. 1998. Disponível em: <http://www.providafamilia.org/pena-morte-nascituro.htm>. Acesso em:19 set. 1998.c) Sem autor definidoTÍTULO do artigo (apenas a primeira palavra em maiúscula). Título do jornal, Cidade, data (dia,mês, ano). Suplemento, número da página, coluna.ALMA feminina na Proeb. Jornal de Santa Catarina, Blumenau, 5 maio 2001. Cidades, p. 1.d) Sem autor definido e em meio eletrônicoARRANJO Tributário. Diário do Nordeste Online, Fortaleza, 27 nov. 1998. Disponível em:< http://diariodonordeste.com.br>. Acesso em: 28 nov. 1998.
  27. 27. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 27 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerRevista:Revista no todoNOME DA REVISTA. Local de publicação: editora (se não constar no título), número do volume(v. __), número do exemplar (n.__), mês. Ano. ISSN.MELHOR VIDA & TRABALHO. São Paulo: Segmento, n. 166, mar. 2001. ISSN 1518-2150.Artigo de revistaa) Com autor definidoSOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Título da revista, Local dapublicação, número do volume, número do fascículo, pagina inicial-final do artigo, mês. Ano.CHASE, Richard; DASU, Sriram. Você sabe o que seu cliente está sentindo? Exame, São Paulo, v.35, n. 15, p. 89-96, jul. 2001.BOCK, Daniel. Reforma do Ensino. Veja, São Paulo, v.36, n.18, p. 23, jun. 2002.b) Sem autor definidoTÍTULO do artigo (apenas a primeira palavra em maiúscula). Título da revista, Local dapublicação, número do volume, número do fascículo, pagina inicial-final do artigo, mês. Ano.21 IDÉIAS para o século 21. Você S.A., São Paulo, v. 2, n. 18, p. 34-53, dez. 99.c) Em meio eletrônico: as referências devem obedecer aos padrões indicados pelo item a),acrescidas das informações relevantes à descrição física do meio.Quando se tratar de obras consultadas online, também são essenciais as informações sobre oendereço eletrônico, apresentado entre os sinais , precedido da expressão Disponível em: e adata de acesso ao documento, precedida da expressão Acesso em: data, mês e ano.WINDOWS 98: o melhor caminho para atualização. PC World, São Paulo, n. 75, set. 1998.Disponível em:<http://www.idg.com.br/abre.htm>. Acesso em: 10 set. 1998.Entrevistas publicadas:SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título da entrevista. Referência da publicação(livro ou periódico). Nota da entrevista.LISTWIN, Donald. Você sabe usar o mouse? Você S.A., São Paulo, v. 2, n. 18, p. 100-103, dez.99. Entrevista concedida à Laura Somoggi e Mikhail Lopes.
  28. 28. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 28 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerEntrevistas realizadas:ENTREVISTADO. Cargo, função ou perfil. Local, Data (dia mês. Ano).XAVIER, Carlos. Supervisor de Área da Empresa Clean. Entrevista concedida em Itajaí SC, 07abr. 2004.Obs.: as entrevistas, para serem publicadas em trabalhos científicos devem ser sempre autorizadaspelos entrevistados. Assim, caso a pessoa não queira que seu nome seja divulgado, o pesquisadordeve citar ao longo do texto indicações de sua atividade e referenciar apenas a entrevista o local e adata.Exemplo no texto: Segundo Supervisor de Área de uma empresa de Itajaí, a produtividade vem crescendosignificativamente. Em entrevista, ele afirmou que o mercado exige mais do qualidade: variedade einovação. (informação verbal)15.Exemplo na referência:SUPERVISOR de Área. Entrevista concedida em Itajaí SC, 07 abr. 2004.Palestra ou conferência:AUTOR. Título do trabalho. Palestra, Local, Data (dia mês. Ano).RAMOS, Paulo. A avaliação em Santa Catarina. Palestra Proferida na Pós-graduação, Nível 10,Papanduva SC, 22 fev. 2002.Internet:Quando se tratar de obras consultadas online, são essenciais as informações sobre o endereçoeletrônico, apresentado entre os sinais < >, precedido da expressão Disponível em: e a data deacesso ao documento, precedida da expressão Acesso em:.BATAGLIA, W.; YAMANE. O processo decisório de antecipação de surpresas estratégicas. FacefPesquisa, São José (SP), v. 7, n. 2, maio/ago. 2004. Disponível em:<http://www.facef.br/facefpesquisa/2004/nr2/4_BATAGLIA_YAMANE.pdf>. Acesso em:12 out. 2004.CAMPOS, José. A influência da cultura no turismo. 2003. Girus. Disponível em:<http://www.girus.com.br/turismo.htm>. Acesso em: 14 fev. 2004.DWBRASIL. Data Warehouse. Disponível em: <http://www.dwbrasil.com.br/html/dw.html>.Acesso em: 11 ago. 2004.PARENTE, D. Dividir para Conquistar ou Conquistar para Dividir? Disponível em:<http://www.dwbrasil.com.br/html/artdw_20030620.html>. Acesso em: 11 ago. 2004.15 Supervisor de Área de uma empresa em Itajaí SC, em entrevista concedida no dia 07 de abril de 2004.
  29. 29. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 29 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerImagem em movimento:VídeoTÍTULO. Direção de. Local: Distribuidora, ano. unidades físicas (duração em minutos): som(legendado ou dublado) cor, largura da fita em milímetros. Sistema de gravação.ÓPERA do malandro. Direção de Ruy Guerra. Rio de Janeiro: Globo Vídeo, 1985. 1 cassete(120min) dublado. Color. 12 mm. VHS NTSC.FilmeTítulo. Direção. Produtora. Local: Distribuidora, ano. Número de fitas (1 filme) duração em min.(101min): Son (leg. ou dub.); indicação da cor (color) e largura da fita em mm.CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Rio de Janeiro. Produção: Martire de Clemont Tonnerre e Arthur Cohn. Lê Studio Canal; Riofilme, 1998. 1 filme (106min), dub., color., 35mm.CD-ROM ou DVD Além dos elementos de referências tradicionais, que se acrescentem, quando disponíveis, asseguintes informações: descrição física: CD-ROM ou DVD, multimídia, cor, som, quantidades de suportes e disquetes de instalação e material adicional; descrição da tecnologia de acesso ao conteúdo: hardware (configuração mínima) e software (sistema operacional) Windows, Macintosh etc.; resumo do conteúdo ou tipo do documento jogos, material acadêmico, TCC etc.Almanaque Abril: a enciclopédia em multimídia. 4. ed. São Paulo : Abril multimídia, [2002]. DVD.8.2 Apresentação oral Além do conhecimento do conteúdo a ser apresentado, para se ter uma boa apresentaçãooral, deve-se haver a preocupação com alguns detalhes como: apresentação pessoal (roupas esapatos, cabelos, acessórios...), postura e linguagem utilizadas, recursos audiovisuais e de apoio,cumprimento do tempo e outros. Quanto à apresentação pessoal, o apresentador deve se preocupar com o tipo de roupa(evita-se trajes muito coloridos, despojados ou formais demais). As mulheres devem cuidar com osmodelos muito justos e decotados e com o excesso de acessórios (brincos, pulseiras e outros). Oscabelos, barba (homens) e unhas merecem atenção especial. Para que sua apresentação oral seja bem-sucedida, fique atento às dez regras básicas paraapresentação oral: Antes de iniciar sua apresentação, respire bem e procure deixar o corpo relaxado; Pesquise, estude, enfim, prepare-se bem e com antecedência. É mais fácil ser convincente quando se domina o assunto; Cumprimente a platéia; Transmita confiança aos seus ouvintes. Mostre firmeza e determinação. Fale com entusiasmo;
  30. 30. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 30 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Não decore sua apresentação. Fale de forma espontânea; Exponha o assunto de maneira clara e objetiva, sem repetições; Ao elaborar sua apresentação, observe inicialmente o público que o assistirá. Escreva para ele e de acordo com ele; Evite gírias, expressões vulgares, cacoetes e piadas; Não use termos que denotem intimidade com o público, tais como: meu coração, minha querida; Não perca a oportunidade de falar. A prática e o exercício é que lhe proporcionarão confiança. Os recursos audiovisuais e de apoio como slides, transparências em retro-projetores, vídeos,cartazes, painéis, e outros, devem ser utilizados quando forem ilustrar a apresentação oral. Deve-se organizar o conteúdo que se quer enfatizar ou expor visualmente e prepararantecipadamente o material. Para os recursos já prontos (vídeos) deve-se verificar a qualidade dosmesmos e também o tempo duração para não ultrapassar o tempo total da apresentação. A apresentação de alguns trabalhos acadêmicos exige o cumprimento do tempo. Por isso,seguem abaixo algumas dicas de distribuição do tempo: Introdução: 15% do tempo - Nesse tempo devem ser apresentados o tema e o(s) objetivo(s) de maneira clara e direta. Corpo do trabalho: 75% do tempo. Nesse tempo deve ser feita a apresentação total da pesquisa, como também dos fundamentos bibliográficos diretamente ligados ao tema. Conclusão: 10% do tempo. Nesse período deve ser feito um fechamento da pesquisa, reforçando a idéia central do trabalho e as principais conclusões.9 TEXTO CIENTÍFICO9.1 Características Pode-se destacar como características do texto técnico-científico as seguintes: O texto científico será sempre técnico. O texto científico sempre aborda temas referentes às ciências, fazendo uso de suas terminologias, objetivando comprovar verdades científicas. O texto técnico/científico objetiva transmitir ao leitor informação verdadeira, já comprovada cientificamente ou passiva de comprovação. Transmite mensagem racional e exige do receptor percepção intelectual lógica. Apresenta maior caráter de objetividade. Nas obras didáticas, nas correspondências oficiais e judiciais, nos manuais de instrução, relatórios, teses e monografias, o autor emprega a palavra como simples instrumento de transmissão de idéias. Assim, as palavras têm sentido lógico pois são dirigidas à inteligência do receptor. Elas têm valor denotativo. Isso possibilita a substituição das palavras por sinônimos, sem alterar o sentido da mensagem. É empregada a linguagem técnica ou científica em seu nível padrão ou culto, em decorrência do quê, há o total respeito às regras gramaticais. A linguagem é simples, direta, objetiva.
  31. 31. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 31 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Das características mencionadas resulta o estilo técnico, que deixa de lado o feitio artístico da frase. A denotação, a objetividade, a simplicidade, a formalidade, a precisão, a clareza, a cortesia, a coerência e a harmonia são características predominantes do estilo técnico.9.2 Etapas da construção do texto9.2.1 Idéias-chave e palavras-chave Muita gente, pouco emprego Os megaproblemas das grandes cidades A população das megacidades cresce muito mais depressa do que sua capacidade de proverempregos e fornecer serviços decentes a seus novos moradores. O fenômeno, detectado no relatórioda ONU sobre a população, é tanto mais grave porque atinge em cheio justamente os países maispobres. Das dez megacidades do ano 2000, sete estarão fincadas no Terceiro Mundo. As pessoassaem do campo para as cidades por uma razão tão antiga quanto a Revolução Industrial: queremmelhorar de vida. Mesmo apinhadas em periferias e favelas, suas chances de prosperar são maioresdo que na área rural. As cidades, escreveu o historiador Lewis Mumford, são o lugar certo paramultiplicar oportunidades . A típica explosão urbana é a registrada em várias cidades da África e da Índia, que dobramde população a cada doze anos e não dão conta da demanda por emprego, educação e saneamento.Karachi, no Paquistão, com 8,4 milhões de habitantes, quase nada investe em sua rede de esgotosdesde 1962. Mesmo as que crescem a uma taxa menos selvagem, como a Cidade do México, tempela frente seus megaproblemas. A poluição produzida pelos milhões de veículos e 35 000 fábricasda capital mexicana, por exemplo, pode chegar, como em fevereiro passado, a um nível quatrovezes além do ponto em que o ar é considerado seguro em países desenvolvidos. Ainda que todos os prognósticos sejam pessimistas, não se deve desprezar a capacidade deas megacidades encontrarem soluções até para seus piores desastres. A mobilização da populaçãoda capital mexicana em 1985 para reconstruir partes da cidade arrasadas por um violentíssimoterremoto evitou o pior e mostrou que as mobilizações coletivas podem driblar o apocalipseanunciado para as megalópoles. Título palavras-chave (grandes cidades e megaproblemas) idéias-chave.Idéias-chave:1°. parágrafo: Os países pobres são os que terão mais problemas para resolver no ano 2000.2º. parágrafo: As cidades dos países pobres crescem desordenadamente.3°. parágrafo: As megacidades pobres podem encontrar soluções para seus problemas.Síntese a partir das idéias-chave: As megacidades no ano 2000 irão enfrentar muitos problemas. As cidades dos países pobressão as que mais sofrerão devido ao crescimento desordenado de sua população e à poluição. Masisso não significa o caos absoluto, pois essas metrópoles do Terceiro Mundo têm capacidade pararesolver esses e outros problemas.
  32. 32. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 32 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien TafnerDicas para uma boa leitura:1. procurar as palavras-chave e/ ou as idéias-chave do texto;2. se o levantamento for só de palavras-chave, procurar as informações que elas trazem;3. se o levantamento for de idéias-chave, sublinhá-las e depois resumi-las de forma pessoal;4. elaborar um gráfico ou um esquema para o texto;5. sintetizar o texto dando um bom encadeamento às idéias.TEXTO lLeia e o texto e faça as atividades propostas. Pesquisa Pesquisa é uma palavra que nos veio do espanhol. Este por sua vez herdou-a do latim. Haviaem latim o verbo perquiro, que significava procurar; buscar com cuidado; procurar por toda parte;informar-se; inquirir; perguntar; indagar bem, aprofundar na busca . O particípio passado desseverbo latino era perquisitum. Por alguma lei da fonética histórica, o primeiro R se transformou em Sna passagem do latim para o espanhol, dando o verbo pesquisar que conhecemos hoje. Perceba queos significados desse verbo em latim insistem na idéia de uma busca feita com cuidado eprofundidade. Nada a ver, portanto, com trabalhos superficiais, feitos só para dar nota . Quando você, pensando em alugar uma casa, abre a página de classificados do jornal e saimarcando os anúncios que lhe interessam está fazendo uma pesquisa. Quando quer comprar um televisor e sai pelo comércio anotando tamanho, modelo, marca epreço, para depois comparar e se decidir está fazendo pesquisa. Quando você quer dar um presente de aniversário a um amigo e telefone para a mulher deleperguntando o que poderia agradá-lo está fazendo pesquisa. É mesmo difícil imaginar qualquer ação humana que não seja precedida por algum tipo deinvestigação. A simples consulta ao relógio para ver que horas são, ou a espiada para fora da janelapara observar o tempo que está fazendo, ou a batidinha na porta do banheiro para saber se tem gentedentro... Todos esses gestos são rudimentos de pesquisa. Mas é claro que não é dessa pesquisa rudimentar que vamos nos ocupar aqui. A pesquisaque nos interessa é pesquisa científica, isto é: a investigação feita com o objetivo expresso de obterconhecimento específico e estruturado sobre um assunto preciso. Parece sério, não é? E é mesmo. A pesquisa é, simplesmente, o fundamento de toda equalquer ciência digna deste nome. Quando alguém vier lhe falar de alguma ciência , portanto,fique logo atento e procure saber quais foram os últimos avanços conseguidos por essa ciência. Senão houve avanços é porque não houve pesquisa e se não houve pesquisa é porque não é ciência. Compare, por exemplo, um livro de astronomia do final do século passado com um livro deastronomia dos dias de hoje. Muita coisa terá mudado: novos conceitos, novas descobertas, novasexplicações para fenômenos antes misteriosos... Faça o mesmo com um livro astrologia. Nadamudou de lá para cá! São as mesmas interpretações para os mesmos signos, as mesmas fórmulasfixas para explicar as influências dos astros. Aliás, quanto mais antiga e tradicional for a explicação , melhor. Qual das duas então é uma ciência?
  33. 33. ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DO VALE DO ITAJAÍ MIRIM 33 Metodologia da Pesquisa Científica Profª. Ms. Renata Silva e Profª.Ms. Elisabeth Penzlien Tafner Sem pesquisa não há ciência, muito menos tecnologia. Todas as grandes empresas do mundode hoje possuem departamentos chamados Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Os departamentos de P&D estão sempre tentando dar um passo à frente para a obtenção denovos produtos que respondam melhor às exigências cada vez maiores dos consumidores ou,simplesmente, que permitam vencer a concorrência das outras empresas. As indústrias farmacêuticas vivem à procura de novos medicamentos mais eficazes contradoenças velhas e novas (e rezamos para que consigam!). As montadoras de automóveis queremproduzir carros mais econômicos, menos poluentes, mais seguros. A informática não pára de nosassustar com seus computadores cada dia mais rápidos, com maior capacidade de memória, comprogramas mais eficientes. Uma porcentagem significativa dos lucros dessas empresas é destinada à P&D. Nessesdepartamentos existem laboratórios ultramodernos, pistas de testes (quando é o caso), campos deaplicação experimental, oficinas para montagem de protótipos etc. Neles trabalham técnicos ecientistas altamente preparados. Se não houvesse pesquisa, todas as grandes invenções e descobertas científicas não teriamacontecido. A velha história da maçã caindo na cabeça de Newton e fazendo-o descobrir a lei dagravidade não passa de conversa para boi dormir. Se a queda da maçã fez Newton pensar nagravidade, é porque ele já vinha ruminando, refletindo, pesquisando acerca do fenômeno. Nas universidades, também, a pesquisa é muito importante.[...] Afinal, a universidade nãopode ser apenas um depósito do conhecimento acumulado ao longo dos séculos. Ela tem de sertambém uma fábrica de conhecimento novo. E esse conhecimento novo só se consegue...pesquisando.[...]BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. Edições Loyola: São Paulo, 1998. p.16-20.a) Apresente as palavras-chave relativas a cada parágrafo do texto.b) Apresente as idéias-chave relativas a cada parágrafo do texto.c) Elabore um esquema, organograma ou teia com as palavras-chave do texto.d) Sintetize o texto a partir das idéias-chave de cada parágrafo.9.2.2 Coesão e coerência Pode-se escrever um texto coeso sem ser coerente. Por exemplo: Os problemas de um povo têm de ser resolvidos pelo presidente. Este deve ter ideais muitoelevados. Esses ideais se concretizarão durante a vigência de seu mandato. O seu mandato deve serrespeitado por todos. A coerência exige uma concatenação perfeita entre as diversas frases, sempre em busca deuma unidade de sentido. Você não pode dizer, por exemplo, numa frase, que o desarmamento dapopulação pode contribuir para diminuir a violência , e, na seguinte, escrever: Além disso, odesemprego tem aumentado substancialmente . É flagrante a incoerência existente entre elas. O texto abaixo é coeso e coerente:

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