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A atuação da Anatel nas Conferências e fóruns mundiais de telecomunicações
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A atuação da Anatel nas Conferências e fóruns mundiais de telecomunicações

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A atuação da Anatel nas Conferências e fóruns mundiais de telecomunicações por Jeferson Fued Nacif, chefe da Assessoria Internacional, mostrada no XIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, …

A atuação da Anatel nas Conferências e fóruns mundiais de telecomunicações por Jeferson Fued Nacif, chefe da Assessoria Internacional, mostrada no XIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, ocorrida no Rio de Janeiro, em 26 e 27 de setembro de 2013.
Veja matéria em: http://ow.ly/pEeD4

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  • 1. A atuação da Anatel nas Conferências e fóruns mundiais de telecomunicações Jeferson Fued Nacif Chefe, Assessoria Internacional XIII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos Rio de Janeiro, 26 e 27 de setembro de 2013
  • 2. Roteiro • Sobre previsões e a realidade • Sobre a Anatel e as organizações internacionais • Sobre segurança cibernética na UIT • Sobre atuação da Anatel no tema • Sobre entendimentos e possíveis ações
  • 3. “eu prevejo que a Internet irá explodir como uma supernova e que em 1996 entrará em colapso” Robert Metcalfe, coinventor da Ethernet, em 1995
  • 4. - 2,7 bilhões de pessoas usam Internet, 39% da população mundial. - 41% dos domicílios no mundo estão conectados à Internet. - 90% dos domicílios não conectados estão nos países em desenvolvimento. - Entre 2009-2013, a penetração domiciliar na África cresceu a media de 27% a.a. A realidade se impõe Apesar do crescimento generalizado da Internet, como a mais exitosa e poderosa ferramenta de comunicação da humanidade, persistem os problemas de exclusão social e econômica típicos de qualquer processo tecnológico, sendo o acesso ainda desequilibrado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento . 20122006 20122006 100 261 32,5 94,2
  • 5. “não existem muitos vídeos que eu gostaria de assistir” Steve Chen, co-fundador do YouTube, em 2005
  • 6. Foram criados novos serviços e aplicativos que atraem mais usuários e demandam maiores velocidades, com forte interesse por vídeos em alta definição. 54,4 kbps 256 kbps 512 kbps 1 Mbps 2 Mbps 4 Mbps 8 Mbps 10 Mbps 15 Mbps 20 Mbps 30 Mbps 64 Mbps 100 Mbps Dial up ADSL ADSL / Cabo Cabo/Fibra Fibra IPTV BBS GSM HSPA/HSPA+ LTEEDGE CDMA FixoMóvel Crescimento do tráfego de dados no mundo
  • 7. Crescimento do tráfego de dados no mundo 01011001001001 11010101001011 01010101010110 10110010110011 010110010100101101010101010 110101100010101010100010101 010101010101010101010111010 101010101010101110100111110 101010101010101010100111101 010101010101010101010101110 101010101010101100100010011 010110010100101101010101010 110101100010101010100010101 010101010101010101010111010 101010101010101110100111110 101010101010101010100111101 010101010101010101010101110 101010101010101100100010011 010110010100101101010101010 110101100010101010100010101 010101010101010101010111010 101010101010101110100111110 101010101010101010100111101 010101010101010101010101110 101010101010101100100010011 O estudo Cisco Visual Networking Index (VNI) Forecast (2012-2017), estima que o tráfego IP mundial cresça três vezes nos anos de 2012 a 2017. As projeções indicam um crescimento do tráfego IP global (fixo e móvel) para valores na ordem dos 1,4 zetabytes – mais de um bilhão de gigabytes por anos – em 2017. 3x mais em 5 anos
  • 8. “em dois anos, o spam estará resolvido” Bill Gates, em 2007
  • 9. Em 2009, Brasil ocupava a 1°posição, mais de 1 milhão de IPs listados (17%). Após acordo com as operadoras , em março de 2013: 12° posição, menos de 200 mil IPs listados (2%). Em agosto de 2013: 27° posição, menos de 50 mil IPs listados (0.73%). Spams no Brasil e a eficácia da coordenação Acordo de Cooperação para Implementar a Recomendação da Gerência de Porta 25
  • 10. Participação da Anatel nos foros internacionais Regida pela LGT, art. 19, que concede à Anatel poder de participação no foros internacionais de telecomunicações, sob coordenação do Poder Executivo.
  • 11. A preocupação com a segurança cibernética nasceu na informática; As redes de telecomunicações tradicionais são bastante seguras (estrutura hierárquica, inteligência centralizada, gerenciamento, etc.); As redes atuais, baseadas em IP, são mais vulneráveis (sem hierarquia e pouca separação usuário/sistema); A computação em nuvem torna a informática dependente das redes; A parceria da UIT-T com organizações como ISO/IEC, IEEE, IETF, permite juntar as experiências dos dois mundos, com uma abordagem global da segurança cibernética; Por exemplo, a norma ABNT NBR ISO/IEC 27011 - Diretrizes para gestão da segurança da informação para organizações de telecomunicações – nada mais é que a Rec. X.1051 da UIT-T. Informática e TelecomunicaçõesSegurança Cibernética - a conceituação do problema
  • 12. Atividades da UIT relacionadas a segurança cibernética Segundo a Agenda de Túnis (WSIS,2005) a UIT é a organização internacional líder da Linha de Ação C5 – construção de confiança e segurança no uso das TICs. 1. Promover a cooperação entre Estados- Membros e com todos os atores. 2. Prevenir, detectar e responder ao crime cibernético e ao uso indevido das TICs por meio do desenvolvimento de manuais, leis, assistência mútua, fortalecimento institucional, aumento da educação e da consciência sobre o uso apropriado das TICs. 3. Promover a educação e o conhecimento sobre privacidade online. 4. Combater malwares (spam, vírus, ameaças avançadas persistentes). 5. Intercambiar boas práticas no campo da segurança cibernética. 6. Estabelecer mecanismos (pessoal, centros, parcerias) para responder de imediato a incidentes
  • 13. Em cumprimento à Agenda de Tunis, a UIT lançou a Agenda Global de Segurança Cibernética (2007). 5 PILARES • Medidas legais • Medidas técnicas • Estruturas organizacionais • Capacitação • Cooperação Internacional À Agenda, somam-se os trabalhos realizados pelo Bureau de Desenvolvimento (BDT-Q- 22/2) e pelo Bureau de Padronização (TSB/SG-17).
  • 14. Proteção das crianças no meio cibernético (COP) • Identificar riscos e vulnerabilidades das crianças no ciberespaço; • Criar consciência; • Desenvolver ferramentas práticas para ajudar a minimizar os riscos; • Compartilhar o conhecimento e experiência. Estabelecida como uma rede de colaboração internacional para promover a proteção de crianças no ambiente online, fornecendo orientação sobre comportamento seguro on-line em conjunto com outras agências da ONU e parceiros, como a Unicef, UNODC, Interpol, Enisa, etc.
  • 15. Ações práticas: parceria UIT-IMPACT Parceria multilateral internacional contra ameaças cibernéticas, sede na Malásia. Dois sistemas que reúnem informações de múltiplas fontes e proporcionam alerta precoce: NEWS (Network Early Warning System) coleta informações sobre ameaças e distribui para parceiros; ESCAPE (Electronically Secure Collaborative Application Platform for Experts), recebe inputs externos e o acesso é restrito a um número limitado de IPs em cada país parceiro. Centro de Resposta Global Assistência na construção de CIRTs Capacitação, avaliação situacional, elaboração de estratégias Banco de dados sobre legislações e regulamentosRealização de Cyberdrills
  • 16. Agenda de Segurança Cibernética e as Telecomunicações Mandato atualizado: Conferências Mundias UIT 2010 (CMDT-10 e PP-10), Resolução 130 • País atuou conforme MRE, GSI, MD, Anatel – UIT na SC = nível técnico/infraestrutura • UIT coopera, mas não toca segurança nacional, crimes, conteúdo • Posicionamentos: – Brasil, EUA, União Europeia (interesses comuns) – Rússia (forte atuação em todos as OI`s) – China (?) – África e Árabes (cooperação e atuação direta da UIT) – Levaremos propostas sobre o tema na Plenipotenciária de 2014, Busan, Coréia do Sul? • Princípios Universais de Governança da Internet? • Cúpula Mundial sobre Segurança Cibernética? A Anatel baseia-se em suas responsabilidades legais e busca tratar o tema nas organizações de telecomunicações sempre sob seus mandatos e em coordenação com outros organismos nacionais e internacionais.
  • 17. WSIS+10 Processo de revisão da WSIS oferece oportunidade para avaliar o processo de implementação da Linha C5 e propor novas abordagens. • Estamos mais seguros? • As ameaças cibernéticas foram reduzidas? • Os países estão mobilizados nacional e internacionalmente para lidar com segurança cibernética? • As organizações internacionais estão oferecendo respostas apropriadas?
  • 18. Agenda de Segurança Cibernética e as Telecomunicações A Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais (WCIT-2012), realizada em Dubai, atualizou os Regulamentos Internacionais de Telecomunicações (ITRs) e buscou elencar os novos temas da agenda, segurança e spam, por exemplo. Artigo 5-A Segurança e robustez nas redes Cooperação internacional Artigo 5-B (mensagens em massa não solicitadas) Cooperação no combate ao spam
  • 19. Num cenário de ameaças cibernéticas, como pode contribuir o regulador de telecomunicações? Assessoramento no desenvolvimento e execução de políticas nacionais do setor; Entendimento sobre políticas e estratégias globais de telecomunicações; Conhecimento aprofundado sobre tecnologias, suas possibilidades e limitações; Conhecimento e poder de regulação sobre as redes de telecomunicações; A Anatel vem contribuindo em ações conjuntas de segurança cibernética com o GSI/CD Ciber nos grandes eventos internacionais e está se capacitando, adquirindo equipamentos e softwares para melhor responder aos desafios.
  • 20. Entendimento sobre Comitê Gestor de Atividades Cibernéticas Necessidade de estabelecer uma estratégia nacional de segurança cibernética (Comitê Gestor) Necessária coordenação nacional que englobe centros públicos e privados. Atentar para não duplicação de esforços e sobreposição de coordenações. Comitê Gestor desenhado deverá contar com aportes de diversos órgãos públicos e parceiros privados. Tal como imaginado, o Comitê Gestor não teria poder normativo para os setores público e privado Analisar separação clara das atividades de segurança cibernética das de Defesa Cibernética (civil x militar), embora contando com ampla cooperação.
  • 21. Em síntese: Arcabouço jurídico nacional Atenção às infraestruturas críticas
  • 22. Thomas Hobbes, em De Cive Para a defesa da República são necessárias pessoas "que procuram descobrir todos os pensamentos e atos que podem prejudicar o Estado; os espiões são tão importantes para os soberanos quanto os raios solares para a alma humana, para discernir objetos visíveis (...) eles são necessários ao bem público como os raios de luz para manter as pessoas, comparáveis às teias de aranha cujos fios separados, postos lá e cá, advertem o pequeno animal sobre os movimentos externos..." Nas Relações Internacionais, vale um retorno aos clássicos, como no artigo* de Roberto Romano Na cena internacional, quem não cresce diminui, na medida em que os adversários aumentam sua força. O país que não aplica recursos na defesa (incluindo as informações) fica à mercê de poderes hegemônicos. * Fonte: O Estado de S. Paulo, 11 de setembro 2013 As novas tecnologias como drones e armas cibernéticas remodelam a guerra, à margem dos instrumentos obsoletos de ética e moral estabelecidos no século passado e ainda não revisados.
  • 23. Exigir "explicações" de potências hegemônicas é esquecer o que as levou a semelhante posto: guerra e investimento em ciência e técnica. O país descobre que a liberdade democrática de sua gente exige investimentos. Evocar no âmbito internacional quebra de sigilo, violação das comunicações, mesmo que da Presidência da República, e diria ainda desrespeito às soberanias, é ingenuidade, mas condizente com a prática diplomática brasileira de respeito às soberanias, com a preferência pelo multilateralismo para enfrentamento de problemas de natureza global e com o respeito ao Direito Internacional. Nas Relações Internacionais, vale um retorno aos clássicos, como no artigo de Roberto Romano * Fonte: O Estado de S. Paulo, 11 de setembro 2013 Christian Lazzeri "o Estado é jogador que não aceita perder e modifica as regras do jogo". Se uma soberania é incapaz de prever e antecipar ataques, ela é inepta e inapta para o jogo internacional. Prever significa antecipar o não rotineiro, é matéria de prudência.
  • 24. Obrigado! Jeferson Fued Nacif jnacif@anatel.gov.br 61 2312.2063
  • 25. Slides de apoio
  • 26. Quais são os problemas estruturais que afetam a Arquitetura da Internet no Brasil?  Governança da Internet  Topologia da Internet  Trânsito IP Internacional (acesso a cabos submarinos)  Como atacar esses problemas?  Novas Redes de Fibra (Tier 1)  Pontos de Troca de Tráfego  Datacenters
  • 27. Ponto de Troca de Tráfego (PTT)  Conjunto de switches/roteadores em dado local (co- localização)  Redes e provedores de serviço trocam tráfego:  Peering: troca direta entre sistemas autônomos (em geral, sem pagamento).  Trânsito: uma rede transporta o tráfego da outra (cliente de atacado, pago).  Benefícios dos PTT (externalidades):  Redução de custos e de demanda por banda.  Melhoria da topologia da Internet e da eficiência de roteamento.  Aumento da tolerância a falhas.  Redução na latência.  Neutros em relação aos Sistemas Autônomos. Internet PSI PSI PSI PSI PSI PTT PSI PTT PSI PSI PSI PSI Peering Peering Backbone A Backbone B
  • 28. PTT Atual 22 PTT Neutros Operados por CGI.br (+ 6 nos últimos 12 meses) PGMC: Meta de + 45 (pelo menos 1 por Área de Registro até Brasil 67 Códigos de Área PTT (Locais) no Brasil
  • 29. As Redes Tier 1  Rede Tier 1: é uma rede capaz de alcançar qualquer outra rede na Internet sem comprar trânsito ou fazer qualquer pagamento. Uma rede Tier 1 faz peering com todas as demais redes Tier 1. Lista atual de redes Tier1 globalmente Observação: fora dos EUA há uma rede Tier1 em cada um dos seguintes países: Alemanha (Deutsche Telekom = 273º AS), Espanha (Telefonica = 57º AS), Índia (Tata = 26º AS), Itália (Telecom Italia = 23º AS), Japão (NTT = 7º AS) e Suécia (Telia = 12º AS). Redes do Brasil  Embratel = 49º AS e Oi (BrT = 133º AS + Telemar = 262º AS). Vide http://www.netconfigs.com/php/ranks.php?as=as7738
  • 30. Integração Global das Redes de Suporte à Internet Investimentos em Fibras Óticas (cabos submarinos e terrestres) favorecem a integração e a redução dos custos de banda larga na região.  Pontos de Troca de Tráfego (PTT) Regionais são peça importante no processo de integração da infraestrutura global dos backbones da Internet.  Proposta do Brasil para implantação de PTT Regionais aprovada em Tratado da UIT (ITR-2012).
  • 31. Volumes de Tráfego (vídeo!) O desafio das CDN e o Papel dos Datacenters  As Content Delivery Networks (CDN) tem o potencial de gerar grande desequilíbrio de tráfego na interconexão entre redes, afetando as relações de peering / trânsito. Estrutura de CDN  A localização no país de um Ponto de Troca de Tráfego Regional (PTT), com a convergência de cabos submarinos de Redes Tier1 e a co-localização de Datacenters que abriguem CDNs é chave na garantia do equilíbrio de tráfego global na Internet: menores custos e melhor governança.