Residuos hospitalares

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO COLÉGIO UNIVERSITÁRIO – COLUN CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE DISCIPLINA: GESTÃO DE RESIDUOS SOLIDOS PROFa. ROSÁRIO DUARTE ROOSEVELT FERREIRA ABRANTES SÃO LUÍS 2013
  • 2. ROOSEVELT FERREIRA ABRANTES Resíduos Hospitalares Trabalho apresentado à disciplina de Gestão de Resíduos sólidos do terceiro modulo, ministrada pelo Profa. Rosário Duarte para obtenção de nota. SÃO LUÍS 2013
  • 3. SUMARIOIntrodução..........................................................................................................................04Resíduos Hospitalares.......................................................................................................05Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde..........................................08Classificação dos RSS (resíduos de serviços de saúde)...................................................08Triagem, Recolhimento e Tratamento de Resíduos Hospitalares......................................12Processo de Separação do Lixo Hospitalar........................................................................15O Destino do Lixo Urbano e Hospitalar nas Cidades Brasileiras........................................16A Situação do Lixo Hospitalar na Cidade de São Luis do Maranhão..................................17Recomendações Importantes..............................................................................................18Considerações Finais .........................................................................................................19Referencias Bibliográficas ..................................................................................................20 3
  • 4. INTRODUÇÃO No Brasil e no mundo muito se tem discutido sobre as melhores formas de tratar eeliminar o lixo industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear etc.; gerado pelo estilode vida da sociedade contemporânea. Todos concordam, no entanto, que o lixo é oespelho fiel da sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica econsumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composiçãopressupõe mudanças no comportamento social. A concentração demográfica nas grandes cidades e o grande aumento doconsumo de bens gera uma enorme quantidade de resíduos de todo tipo, procedentestanto das residências como das atividades públicas e dos processos industriais. Todosesses materiais recebem a denominação de lixo, e sua eliminação e possívelreaproveitamento é um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas. De acordo com sua origem, há quatro tipos de lixo: residencial, comercial, público ede fontes especiais. Entre os últimos se incluem, por exemplo, o lixo industrial, o hospitalare o radioativo, que exigem cuidados especiais em seu acondicionamento, manipulação edisposição final. Juntos, os tipos doméstico e comercial constituem o chamado lixodomiciliar que, com o lixo público, os resíduos da limpeza de ruas e praças, entulho deobras, dentre outros, representam a maior parte dos resíduos sólidos produzidos nascidades. Dentre os lixos especiais cabe destacar que os Resíduos Sólidos Hospitalares oucomo é mais comumente denominado "lixo hospitalar ou resíduo séptico", sempreconstituiu-se um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares, devidoprincipalmente a falta de informações a seu respeito, gerando mitos e fantasias entrefuncionários, pacientes, familiares e principalmente a comunidade vizinha as edificaçõeshospitalares e aos aterros sanitários. A atividade hospitalar é por si só uma fantásticageradora de resíduos, inerente a diversidade de atividades que desenvolvem-se dentrodestas empresas. O desconhecimento e a falta de informações sobre o assunto faz com que, emmuitos casos, os resíduos, ou sejam ignorados, ou recebam um tratamento com excessode cuidado, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares.Não raro lhe são atribuídas a culpa por casos de infecção hospitalar e outros tantos males. 4
  • 5. RESÍDUOS HOSPITALARES Constitui-se dos resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podemconter germes patogênicos. São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais,clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc.. São agulhas,seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas eanimais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazosde validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X etc..Resíduos assépticos destes locais, constituídos por papéis, restos da preparação dealimentos, resíduos de limpezas gerais (pós, cinzas etc.), e outros materiais que nãoentram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormentedescritos, são considerados como domiciliares. Na literatura, encontra-se definição de lixo como: “tudo o que não presta e se jogafora. Coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor”. O resíduo é definido: “aquilo que resta dequalquer substância, resto (FERREIRA et al. 1995: BRASIL 2006)”. O resíduo de Serviçode Saúde (RSS) é aquele resultante de atividades exercidas nos serviços definidos noartigo 1º da RDC ANVISA Nº. 306/04, que, por suas características, necessitam deprocessos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à suadisposição final (BRASIL 2004). Essas definições mostram a relatividade da característica inservível do lixo, poispara quem o descarta, pode não ter mais serventia, mas para outros, pode ser a matéria-prima de um novo produto ou processo. Por isso, há necessidade de se refletir o conceitoclássico e desatualizado de lixo. A preocupação com a questão ambiental torna o gerenciamento de resíduos umprocesso importante na preservação da qualidade da saúde e do meio ambiente. Aquestão ambiental, mais especificamente, a educação em saúde ambiental, tem o papelde determinar e avaliar os problemas ambientais de modo integrado, interdisciplinar eglobal, sem considerar a existência de fronteiras políticas. As ações para a resoluçãodesses problemas devem ser implementadas a partir do micro ambiente (casa, rua, bairro).A questão ambiental esta relacionada à produção de lixo/resíduo. Quando falamos em lixopensamos em material que não presta e que se despreza, é inútil e com sujidade.Tratando-se do ambiente hospitalar, acreditamos que todo o lixo produzido é contaminado. Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou como é mais comumente denominado “lixohospitalar ou resíduo séptico”, sempre se constituiu um problema bastante sério para osAdministradores Hospitalares. O desenvolvimento e a falta de informações, mitos efantasias entre funcionários, pacientes, familiares sobre o assunto, faz com que em muitoscasos, os resíduos sejam ignorados, ou recebam um tratamento com excesso de cuidado,onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares. A atividade hospitalar é por si só uma fantástica geradora de resíduos, inerente àdiversidade de atividades que se desenvolvem dentro destas empresas. Não raro lhe sãoatribuídas à culpa por casos de infecção hospitalar e outros males. Lixo hospitalar representa perigo à saúde e ao meio ambiente, Hospitais e clinicasproduzem lixo que pode estar infectado ou contaminado. Podem também se desfazer dedrogas e remédios que podem se tornar perigosos, se tomados por pessoas erradas. Alemdisso, os hospitais produzem uma enorme quantidade de lixo comum, que é descartado damesma maneira que o domestico. Se os mesmo não receberem manejo adequado, os dejetos gerados por serviçosde saúde e clínicas veterinárias, necrotérios, representam um grande perigo, tanto para asaúde das pessoas quanto para o meio ambiente. O Brasil gera cerca de 150 mil 5
  • 6. toneladas de resíduos urbanos por dia. Estima-se que a geração de Resíduos de Serviçosde Saúde (RSS) represente de 1% a 3% deste volume (entre 1,49t e 4,47t). O mais grave, no entanto, porem não em tanto volume, é o Lixo HospitalarDoméstico. Este tipo de resíduo hospitalar, muitas vezes é ignorado e tem sua importânciasubestimada pelos usuários domésticos, que podem ser formados por curiosos (que sedizem profissional de saúde) algumas empresas de home care, (que não providenciamdescarte adequado deste material), cuidadores e profissionais de saúde desatualizadossem respaldo legal ou supervisão profissional adequada. Estes resíduos podem ser:ataduras, gazes, fitas adesivas para curativos, curativos em geral, seringas e agulhas,lâminas de bisturi, restos e frascos de medicamentos, demais resíduos que podem serconsiderados como hospitalares e até mesmo fraldas e outras descartáveis utilizados empacientes mantidos em casa com home care ou cuidador treinado. 6
  • 7. Fonte: www.mundoeducacao.com / Imagem: Em inúmeras cidades brasileiras odespejo de lixo hospitalar é ainda acondicionado em áreas impróprias, geralmenteem lixões comuns ou terrenos baldios, os centros de saúde também possuem suacoleta de resíduos de maneira seletiva, o que facilita a sua identificação e destinofinal. Por exemplo: o branco: usado em sextos para identificação de resíduosambulatoriais e de serviços de saúde; há ainda a separação por grupo; o laranja: grupo A,estão os materiais biológicos, com grande potencial de infecção, resíduos perigosos; olaranja: grupo B também inserido nesta classe de resíduos perigosos, estão os materiaisquímicos; o roxo: no grupo C, os materiais radioativos; o marrom: no grupo D, osresíduos comuns; o amarelo: no grupo E, estão os materiais perfurocortantes. Por muitas vezes, coletores do lixo hospitalar, catadores de aterros sanitários seferiram com objetos perfurocortantes e nunca souberam do que se tratava, sendo comumencontrarem, seringas e agulhas em “lixo Doméstico”, que na verdade deveria serconsiderado como Lixo Hospitalar Doméstico, ou encontrando até mesmo em LixoHospitalar, sendo mal acondicionado por funcionários dos próprios hospitais. Istosignificado então, que este lixo é simplesmente descartado como lixo comum. O que é umperigo para a Saúde Pública. Um inimigo invisível e silencioso. Sem perigo – Se os resíduos são depositados de acordo com e normaestabelecida pela Anvisa, não há riscos para o meio ambiente (com contaminação do solo,de águas superficiais e profundas) ou para a população (em decorrência da ingestão dealimentos ou água contaminada). Deve ir para valas sépticas ou ser incinerado (a incineração é diferente da queima,pois é feita em máquinas especiais e não simplesmente pelo fogo). Entretanto, em muitascidades, o lixo hospitalar é depositado em aterros sanitários ou mesmo lixões. Isto quandoa coleta é irregular ou inexistente. Além disso, muitos resíduos infectantes vão para aterrossanitários através da coleta domiciliar, já que muitas pessoas são tratadas deenfermidades nas suas próprias residências. Cabe aos cidadãos de nosso país mudarisso, caso você ou mesmo alguém conhecido o faça. O ideal é encaminhar o lixo séptico afarmácias e a clínicas do setor. Os resíduos de serviços de saúde (RSS), comumente associados à denominaçãolixo hospitalar ou resíduo hospitalar, é o nome que se dá aos resíduos originários de açõesem hospitais. São ainda divididos em: resíduos sólidos; resíduos em estado sólido ousemi-sólido e líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na redepública de esgotos. Representam uma fonte de riscos à saúde humana e ao meio ambiente, devidoprincipalmente à falta de adoção de procedimentos técnicos adequados no manejo dasdiferentes frações sólidas e líquidas geradas, como materiais biológicos contaminados eobjetos perfurocortantes, peças anatômicas, substancias tóxicas, inflamáveis e radioativas. 7
  • 8. Fonte: www.wikipedia.com / Imagem: Na primeira imagem material hospitalarensacado e separado para destinação final, o encaminhamento para umaincineradora ao lado restos hospitalares despejados de forma irresponsável ecriminosa em lixão. Cerca de 40% das cidades do Brasil não destinam corretamente o lixo hospitalar.Não fazer a correta coleta seletiva desses materiais pode acarretar na contaminação dedoenças dos catadores de lixo, bem como o não reaproveitamento de outros resíduosdevido ao contato, além de poluir o meio ambiente. De acordo com as regras sanitárias, olixo hospitalar deve passar por uma rigorosa coleta seletiva, dividindo o lixo em classes. Há a separação de resíduos infectantes como seringas, agulhas e outroshemoderivados; materiais radioativos e os produzidos nas residências. A coleta seletiva dolixo hospitalar deve ser feita pelo próprio hospital, considerando alto grau de risco diante asua exposição. Devida à extrema importância que a coleta seletiva exerce sobre o lixohospitalar, o governo criou o Sistema Nacional de Informações sobre Gestão dosResíduos Sólidos. A plataforma reúne informações sobre o lixo hospitalar produzido no país, como adestinação monitorada e fiscalizada. Entretanto, materiais hospitalares também estãopresentes nas residências, por isso a importância de se atentar quanto a essa específicacoleta seletiva.PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE O Plano de Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (PGRSS) é odocumento que irá apontar e descrever as ações necessárias ao manejo de resíduosgerados nas instituições de saúde. É de competência de todo gerador de resíduos deserviços de saúde elaborar seu PGRSS.CLASSIFICAÇÃO DOS RSS (RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE) 8
  • 9. Grupo A Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suascaracterísticas de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção.Os resíduos do grupo A (apresentam risco devido à presença de agentes biológicos): • Sangue e hemoderivados; • Excreções, secreções e líquidos orgânicos; • Meios de cultura; • Tecidos, órgãos, fetos e peças anatômicas; • Filtros de gases aspirados de áreas contaminadas; • Resíduos advindos de área de isolamento; • Resíduos alimentares de área de isolamento; • Resíduos de laboratório de análises clínicas; • Resíduos de unidade de atendimento ambiental; • Resíduos de sanitário de unidades de internação; • Objetos perfurocortantes provenientes de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde.Observação Importante: 1. Os estabelecimentos deverão ter um responsável técnico, devidamente registrado em conselho profissional, para o gerenciamento de seus resíduos. 2. Resíduos sólidos do grupo A deverão ser acondicionados em sacos plásticos grossos, branco leitoso e resistente com simbologia de substâncias infectante. 3. Devem ser esterilizados ou incinerados. 4. Os perfurocortantes deverão ser acondicionados em recipientes rígidos, estanques, vedados e identificados com a simbologia de substancia infectante. 5. Os resíduos sólidos do grupo A não poderão se reciclados. 6. Os restos alimentares in natura não poderão ser encaminhados para a alimentação de animais. Os estabelecimentos deverão ter um responsável técnico, devidamente registradoem conselho profissional, para o gerenciamento de seus resíduos. Os resíduos sólidos dogrupo A deverão ser acondicionados em sacos plásticos grossos, brancos leitosos eresistentes com simbologia de substância infectante. Devem ser esterilizados ouincinerados. Os perfurocortantes deverão ser acondicionados em recipientes rígidos, estanques,vedados e identificados com a simbologia de substância infectante. • Os resíduos sólidos do grupo A não poderão ser reciclados. • Os restos alimentares em natura não poderão ser encaminhados para a alimentação de animais.Grupo A1 Culturas e estoques de microrganismos; descarte de vacinas de microrganismosvivos ou atenuados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência,inoculação ou mistura de culturas. Bolsas transfusionais contendo sangue ou 9
  • 10. hemocomponentes rejeitadas por contaminação ou por má conservação, ou com prazo devalidade vencido, e aquelas oriundas de coleta incompleta. Sobras de amostras delaboratório contendo sangue ou líquidos corpóreos, recipientes e materiais resultantes doprocesso de assistência à saúde, contendo sangue ou líquidos corpóreos na forma livre.Conduta Indicativa: • Acondicionar para tratamento em sacos brancos leitosos revestidos por sacos vermelhos; • Tratamento – processo que garanta Nível III de Inativação Microbiana e desestruturação das características físicas; • Acondicionamento para descarte: sacos brancos leitosos.Grupo A2 Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animaissubmetidos a processos de experimentação com inoculação de micro-organismos, bemcomo suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de micro-organismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foramsubmetidos ou não a estudo anátomo-patológico ou confirmação diagnóstica.Grupo A3Resíduos que necessitam de tratamento específico. Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinaisvitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idadegestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenhahavido requisição pelo paciente ou familiares.Conduta Indicativa: • Acondicionar em sacos brancos leitosos revestidos por sacos vermelhos identificados com o símbolo de risco biológico e a inscrição “Peça Anatômica / Produto de Fecundação” e encaminhar ao necrotério; • Comunicar o SCIH ou Serviço Social (cada unidade de saúde define) para preenchimento do formulário de autorização para encaminhamento ao Cemitério Municipal.Grupo A4Resíduos que não necessitam de tratamento. Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores, quando descartados. Filtros dear e gases aspirados de área contaminada; membrana filtrante de equipamento médico-hospitalar e de pesquisa, entre outros similares. Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina esecreções. Resíduos de tecido adiposo proveniente de lipoaspiração, lipoescultura ououtro procedimento de cirurgia plástica que gere este tipo de resíduo. Recipientes emateriais resultantes do processo de assistência à saúde, que não contenha sangue ou 10
  • 11. líquidos corpóreos na forma livre. Peças anatômicas (órgãos e tecidos) e outros resíduosprovenientes de procedimentos cirúrgicos ou de estudos anátomo-patológicos ou deconfirmação diagnóstica. Bolsas transfusionais vazias ou com volume residual pós-transfusão.Conduta Indicativa: • acondicionamento para descarte sem necessidade de tratamento: lixeiras brancas identificadas com o símbolo de risco biológico revestidas com sacos brancos leitosos.Grupo BResíduos Químicos.Grupo B1Citostático e antineoplástico: quimioterápico e produtos por eles contaminado.Grupo B2Resíduos químicos perigosos: resíduo tóxico, inflamável,reativo, mutagênicos, corrosivos,explosivos, genotóxico e líquidos reveladores radiográficos.Grupo B3Resíduo e produto farmacêutico: medicamentos vencidos interditados e/ou contaminados.Grupo C Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenhamradionuclídeos e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. Sãoenquadrados neste grupo, todos os resíduos dos grupos A, B e D contaminados comradionuclídeos, provenientes de laboratório de análises clínicas, serviços de medicinanuclear e radioterapia. Estes resíduos quando gerados, devem ser identificados com o símbolointernacional de substância radioativa, separados de acordo com a natureza física domaterial, do elemento radioativo presente e o tempo de decaimento necessário para atingiro limite de eliminação, de acordo com a NE 605 da Comissão Nacional de Energia Nuclear(CNEN). Devido as suas características de periculosidade, é aconselhável que os resíduossejam manejados por pessoal capacitado.Grupo D Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ouao meio ambiente. Suas características são similares às dos resíduos domiciliares. Entreeles estão: 1. Papel de uso sanitário e fralda, absorventes higiênicos. 2. Peças descartáveis de vestuário. 3. Resto alimentar de pacientes. 4. Material utilizado em anti-sepsia e hemostasia de venóclises – punção. 5. Equipo de soro e outros similares não classificados como A1 ou A4. 11
  • 12. 6. Resíduos de gesso provenientes de assistência à saúde. 7. Sobras de alimentos e do preparo de alimentos. 8. Resto alimentar de refeitório. 9. Resíduos provenientes das áreas administrativas. 10. Resíduos de varrição, flores, podas de jardins. Os resíduos do grupo D não recicláveis e/ou orgânicos devem ser acondicionadosnas lixeiras cinzas devidamente identificadas, revestidas com sacos de lixo preto ou cinza.Os resíduos recicláveis devem ser acondicionados nas lixeiras coloridas, identificadas.Grupo E Materiais perfurocortantes ou escarificantes: objetos e instrumentos contendocantos, bordas, pontas ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar.São elas: Lâminas de barbear, agulhas, escalpes, brocas, limas endodônticas, pontasdiamantadas, lâminas de bisturi, tubos capilares, lancetas, ampolas de vidro, micropipetas,lâminas e lamínulas, espátulas. Todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos, de coletasanguínea e placas de Petri) e outros similares. Devem ser descartados separadamenteem recipientes rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa,devidamente identificados, sendo expressamente proibido o esvaziamento dessesrecipientes para o seu reaproveitamento. Os perfurocortantes, uma vez colocados em seus recipientes, não devem serremovidos por razão alguma. É importante observar o limite máximo permitido para opreenchimento de cada recipiente, para evitar acidentes. Obs: As agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com asseringas, quando descartáveis, sendo proibido reencapá-las ou proceder a sua retiradamanualmente. (ANVISA, 2004).TRIAGEM, RECOLHIMENTO E TRATAMENTO DE RESÍDUOS HOSPITALARESTriagem e Armazenamento dos Resíduos Hospitalares A triagem e acondicionamento dos resíduos hospitalares deve ser feita junto dolocal onde se deu a sua produção, e acondicionados de forma a ser clara a sua origem egrupo: Nem todos os resíduos produzidos apresentam a mesma perigosidade, sendo porisso classificados segundo o maior ou menor risco que a sua presença implica: 1. Grupo I e II - recipientes de cor preta. 2. Grupo III - branca com indicação de risco biológico 3. Grupo IV – vermelha (excepto materiais cortantes e perfurantes, que devem ser armazenados em recipientes ou contentores imperfuráveis). Saliente-se ainda, que os contentores usados no grupo III e IV devem serfacilmente manuseáveis, resistentes e estanques, mantendo-se hermeticamente fechados,laváveis e desinfetáveis, se forem de uso múltiplo. O armazenamento dos resíduos hospitalares deve ser efetuado num localespecífico e sinalizado, de modo a separar os do Grupo I e II dos III e IV. O local dearmazenamento deve ser dimensionado em função da periodicidade de recolha e/ou da 12
  • 13. eliminação, devendo a sua capacidade mínima corresponder a três dias de produção.Caso este prazo seja ultrapassado, até um máximo de sete dias, deverão existir condiçõesde refrigeração no local de armazenamento. O destino a dar aos resíduos hospitalares levanta sérios problemas atendendo àsua natureza - uma parte considerável está contaminada por via biológica ou é química eradioativamente perigosa.Recolha dos Resíduos Hospitalares São também responsabilizados os órgãos de gestão de cada unidade de saúdepelas seguintes ações: sensibilização e formação do pessoal em geral e daquele afeto aosetor em particular, nomeadamente nos aspectos relacionados com a proteção individual eos corretos procedimentos; celebração de protocolos com outras unidades de saúde ourecurso a entidades devidamente licenciadas, quando não dispuserem de capacidade detratamento dos seus resíduos; registro atualizado dos resíduos produzidos. a) Etapas do Recolhimento A realização de um devido gerenciamento dos RSS é de extrema importância naneutralização dos possíveis riscos à saúde dos seres humanos e também ao meioambiente. Este gerenciamento é feito através de um conjunto de ações que tem seu iníciono manejo interno, onde é realizada uma segregação adequada dentro das unidades deserviços de saúde, visando à redução do volume de resíduos infectantes. Dentro destemanejo existem etapas: 1. Segregação: é feita através da separação dos resíduos no instante e local de sua geração. 2. Acondicionamento: embalar em sacos impermeáveis e resistentes, de maneira adequada, todos os resíduos que foram segregados, segundo suas características físicas, químicas e biológicas. 3. Identificação: esta medida indica os resíduos presentes nos recipientes de acondicionamento. 4. Armazenamento temporário: acondiciona temporariamente os recipientes onde estão contidos os resíduos, próximo ao ponto em que eles foram gerados. Esta medida visa agilizar o recolhimento dentro do estabelecimento. 5. Armazenamento externo: refere-se à guarda dos recipientes no qual estão contidos os resíduos, até que seja realizada a coleta externa. 6. Coleta e transporte externos: refere-se ao recolhimento dos RSS do armazenamento externo, sendo encaminhado para uma unidade de tratamento e destinação final.Tratamento dos Resíduos Hospitalares a) Processo de Incineração: A incineração do lixo hospitalar é um típico exemplo de excesso de cuidados, trata-se da queima do lixo infectante transformando-o em cinzas, uma atitude politicamenteincorreta devido aos subprodutos lançados na atmosfera como dioxinas e metais pesados. Atualmente, os resíduos hospitalares produzidos são, na sua maioria, submetidos aum tratamento por incineração. A incineração é um processo de tratamento industrial deresíduos sólidos, que se define como a reação química em que os materiais orgânicos 13
  • 14. combustíveis são gaseificados, num período de tempo pré-fixado, dando-se uma oxidaçãodos resíduos com a ajuda do oxigênio contido no ar que é fornecido em excesso emrelação às necessidades estequiométricas.Fonte: www.brasilescola.com / Imagem: Empresa de incineração de lixo hospitalarrealizando o processo final de resíduos especiais hospitalares Este processo de decomposição térmica dos resíduos sofreu, ao longo dos últimosanos, progressos tecnológicos, sendo os modernos incineradores de concepção pirolíticade dois estágios regidos pelos seguintes princípios: temperatura, tempo de residência eturbulência assim dispostos: 14
  • 15. 1. No primeiro estágio, designado por pirólise, os resíduos são submetidos a temperaturas de 650 - 800 ºC, num ambiente com carência de oxigênio onde se dá a combustão completa, com formação de gases combustíveis. 2. No segundo estágio (termo reator), processa-se a combustão dos gases de pirólise à temperatura de 1100 ºC, durante 2 segundos no mínimo, na presença de oxigênio em excesso, para garantir a combustão completa. A operação de uma central de incineração só pode ser considerada correta se osdetritos sólidos resultantes da combustão - cinzas e escórias - e os gases emitidos naatmosfera forem estéreis e não contribuírem para a poluição ambiental do solo e do ar,facilitando assim as soluções de destino final. Por isso, é necessário tratar as emissõesgasosas, devido ao tipo de resíduos (clorados) provenientes dos materiais incinerados. A energia térmica, originada na queima dos resíduos, pode ser aproveitada paraaquecimento, através da produção de vapor, ou ser utilizada na produção de energiaelétrica, podendo-se recuperar o equivalente a metade da energia dissipada. Devido aosseus riscos ambientais e custos de exploração, o processo de incineração só deve serutilizado quando não existem outras tecnologias alternativas para o tratamento dedeterminados tipos de resíduos. b) Processo de Desinfecção A desinfecção, química ou térmica, aparece como uma alternativa de tratamento àincineração. As tecnologias de desinfecção mais conhecidas são o tratamento químico, aautoclavagem e o microondas. Estas tecnologias alternativas de tratamento de resíduoshospitalares permitem um encaminhamento dos resíduos tratados para o circuito normalde resíduos sólidos urbanos (RSU) sem qualquer perigo para a saúde pública, podendorepresentar custos inferiores para as instituições sem unidades de incineração própria. Aprincipal desvantagem desta tecnologia consiste no fato de apenas se desinfetarem osresíduos, o que torna a sua aplicação ineficiente relativamente a produtos químicos eradioativos. c) Processo de Desinfecção Química O tratamento químico consiste numa série de processos em que os resíduos sãoenvolvidos e/ou injetados com soluções desinfetantes e germicidas, tais como hipocloritode sódio, óxido de etileno e formaldeído, embora recentemente estejam a serdesenvolvidos esforços para utilizar desinfetantes menos poluentes. Os processos podemser complementados com uma trituração, prévia ou posterior, e/ou com compactação,necessitando sempre de tratamento dos efluentes líquidos e gasosos. Este tratamento éutilizado principalmente na descontaminação de resíduos de laboratórios de microbiologia,de resíduos com sangue e líquidos orgânicos, assim como de cortantes e perfurantes. d) Processo de Desinfecção Térmica A Auto-Clave: Esteriliza o lixo infectante, mas por ser muito caro não é muitoutilizado. Como alternativa, o lixo infectante pode ser colocado em valas assépticas, mas oespaço para todo o lixo produzido ainda é um problema em muitas cidades. Aautoclavagem (desinfecção com calor húmido) é um tratamento bastante usual queconsiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada e em contato comvapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir potenciais agentespatogênicos ou reduzi-los a um nível que não constitua risco. O processo de autoclavagem inclui ciclos de compressão e de descompressão deforma a facilitar o contacto entre o vapor e os resíduos. Os valores usuais de pressão são 15
  • 16. da ordem dos 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge valores os 135ºC. Este processo tem avantagem de ser familiar aos técnicos de saúde, que o utilizam para esterilizar diversostipos de material hospitalar. e) Processos de Microondas A irradiação por microondas é uma tecnologia mais recente de tratamento deresíduos hospitalares e consiste na desinfecção dos resíduos a uma temperatura elevada(entre 95 e 105ºC), os quais são triturados antes ou depois desta operação. Oaquecimento de todas as superfícies é assegurado pela criação de uma mistura água eresíduos .PROCESSO DE SEPARAÇÃO DO LIXO HOSPITALAR O treinamento para a separação desse tipo de resíduo é uma exigência doConselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e oferecerá subsídios para que oshospitais e clínicas elaborem planos de gerenciamento de resíduos do serviço de saúde. Oobjetivo é adequar a estrutura das unidades para o tratamento correto dos resíduos. Segundo as normas sanitárias, o lixo hospitalar deve ser rigorosamente seperado ecada classe deve ter um tipo de coleta e destinação. De acordo com as normas, devemser separadas conforme um sistema de classificação que inclui os resíduos infectantes -lixo classe A, como restos de material de laboratório, seringas, agulhas, hemoderivados,entre outros, perigosos - classe B, que são os produtos quimioterápicos, radioativos emedicamentos com validade vencida - e o lixo classe C, o mesmo produzido nasresidências, que pode ser subdividido em material orgânico e reciclável. O treinamento visa adequar os estabelecimentos às novas normas de tratamentodo lixo hospitalar, estabelecidas na Lei Federal nº 237, de dezembro do ano passado. Oshospitais têm prazo para apresentar um plano de gerenciamento dos resíduos e, com isso,obter um licenciamento ambiental e adaptar-se às exigências legais. Caso não consigam olicenciamento, ficam sujeitos à aplicação de multas diárias de R$ 140,00 reias pelosistema de vigilância sanitária.O DESTINO DO LIXO URBANO E HOSPITALAR NAS CIDADES BRASILEIRAS A maioria dos hospitais brasileiros age com pouco ou quase nenhuma providênciacom relação às toneladas de resíduos gerados diariamente nas mais diversas atividadesdesenvolvidas dentro de um hospital. Muitos se limitam ou encaminha a totalidade de seulixo para sistemas de coleta especial dos Departamentos de Limpeza Municipais, quandoestes existem, ou lançam diretamente em lixões ou simplesmente queimam os resíduos. Torna-se importante destacar os muitos casos de acidentes com funcionários,envolvendo perfurações com agulhas, lâminas de bisturi e outros materiais denominadosperfuro-cortantes. O desconhecimento faz com que o chamado "lixo hospitalar", cresça eamedronte os colaboradores e clientes das instituições de saúde. 16
  • 17. Fonte: www.brasilescola.com / Imagem: Instituição hospitalar fazendo o processo dearmazenamento, acondicionamento e destinação de seu lixo hospitalar A adequada condução do serviço de limpeza urbana é importante não só do pontode vista sanitário, mas também econômico-financeiro, social, estético e de bem-estar.Apesar disso, um estudo conveniado da Organização Pan-Americana de Saúde, de 1990,que estimou em mais de oitenta mil toneladas a quantidade de resíduos sólidos geradosdiariamente nas cidades brasileiras, constatou que apenas a metade era coletada. A outrametade acabava nas ruas, terrenos baldios, encostas de morros e cursos d’água. Da partecoletada, 34% iam para os lixões (depósitos a céu aberto) e 63% eram despejados pelos 17
  • 18. próprios serviços de coleta em beiras de rios, áreas alagadas ou manguezais, prática cadavez mais questionada por suas implicações ecológicas. Somente três por cento da partecoletada recebiam destinação adequada ou pelo menos controlada. O lixo coletado pode ser processado, isto é, passar por algum tipo debeneficiamento a fim de reduzir custos de transporte e inconvenientes sanitários eambientais. As opções de tratamento do lixo urbano, que podem ocorrer de formaassociada, são: compactação, que reduz o volume inicial dos resíduos em até um terço,trituração e incineração. Boa opção do ponto de vista sanitário, a incineração, porém, écondenada por acarretar poluição atmosférica. A disposição final do lixo pode ser feita em aterros sanitários e controlados ou visarà compostagem (aproveitamento do material orgânico para a fabricação de adubo) e areciclagem. Esses dois últimos processos associados constituem a mais importante formade recuperação energética. A reciclagem exige uma seleção prévia do material, a fim deaproveitar os resíduos dos quais ainda se pode obter algum benefício, como é o caso dovidro, do papel e de alguns metais. A solução defendida por muitos especialistas, porém, envolve a redução do volumede lixo produzido. Isso exigiria tanto uma mudança nos padrões de produção e consumo,quanto a implantação de programas de coleta seletiva de lixo. Nesse caso, os diversosmateriais recicláveis devem ser separados antes da coleta, com a colaboração dacomunidade. Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que maisreciclam. O Japão reutiliza 50% de seu lixo sólido e promove, entre outros tipos dereciclagem, o reaproveitamento da água do chuveiro no vaso sanitário. Os Estados Unidos(EUA) recuperam 11% do lixo que produzem e a Europa Ocidental, 30%. A taxa de produção de lixo per capita dos norte-americanos, de 1,5 quilo por dia, éa mais alta do mundo. Equivale ao dobro da de outros países desenvolvidos. Nova York éa cidade que mais produz lixo, uma média diária de 13 mil toneladas. São Paulo produz 12mil toneladas. Entre os líderes mundiais da reciclagem de latas de alumínio destacam-seJapão (70%), EUA (64%) e Brasil (61%), conforme dados de 1996 da AssociaçãoBrasileira de Alumínio.A SITUAÇÃO DO LIXO HOSPITALAR NA CIDADE DE SÃO LUIS DO MARANHÃO A situação do lixo na cidade de São Luís, bem como em outras cidadesimportantes do Maranhão parecem sofre do mesmo problema, ou seja, estas cidades nãodescartam seus dejetos em local apropriado ou não destinam como obriga a lei,encaminha seus resíduos hospitalares a um centro de tratamento ou de incineração, quena maioria dos casos acabam indo para nos lixões de suas cidades, por exemplo, nobairro do Cohatrac em São Luis do Maranhão, o Lixo hospitalar do Socorrinho é expostono meio da rua, parte do lixo hospitalar acaba ficando espalhada na calçada do lado defora, numa área residencial. Podendo este disseminar doenças graves para aquelapopulação. O depósito de lixo do Socorrinho do Cohatrac, fica nos fundos do hospital, próximoa inúmeras residências familiares. O material é recolhido em sacolas comuns etransportado para uma área de destinação ainda desconhecida. Porém parte do lixohospitalar acaba ficando espalhada na calçada do lado de fora do hospital, sãoencontradas em meio ao lixo, luvas cirúrgicas, algodão sujos de sangue, toucas, seringase até material usado para aplicação de soro. Segundo a equipe da TV local, que tentoufalar com a direção do hospital, não havia nenhum diretor na unidade de saúde quepudesse explica tal ocorrido. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o lixohospitalar produzido em São Luís é recolhido por uma empresa especializada, mas que vaiapurar a denúncia para que sejam tomadas as devidas providências. 18
  • 19. Em São Luis inúmeros hospitais da rede pública estão neste mesmo patamarproblemático que se encontra o hospital socorrinho no Cohatrac, o hospital DjamaMarques, O Socorrão, passou os últimos três meses do ano anterior por calamidadesainda mais graves das quais já sofre, além das superlotações, falta de materiaishospitalares para procedimento médico e cirúrgico, déficit na malha trabalhadora deprofissionais, atrasos nos pagamentos, e demora no recolhimentos de seus resíduoshospitalares. Ainda tiveram que suportar o corte de envio de alimentação para os doentes,devido ao atraso nos pagamentos para com o fornecedor, no entanto devido ao caos nasaúde pública deixada pela administração passada, porém uma corrente do bem,organizou pela internet uma mega campanha que marcou a cidade de São Luis, milharesde alimentos foram doadas ao hospital através deste movimento. Na segunda maior cidade do Maranhão, a cidade de Imperatriz, depois de muitosdescasos parece nortear para pontos positivos, todos os resíduos produzidos emhospitais, clínicas, laboratórios, farmácias e similares de Imperatriz serão transportadospara serem incinerados em uma usina de incineração implantada nas proximidades dodistrito industrial, a partir do dia 30 de abril. Esta foi a decisão do encontro entreproprietários de clínicas, laboratórios e de empresas ligadas ao setor na tarde de segunda-feira, no dia 21 de abril de 2012. Participaram também do evento técnicos da Coordenação de Vigilância à Saúde eda Divisão de Vigilância Sanitária, órgãos da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) paradebater a correta destinação dos resíduos sólidos de saúde, também conhecido como lixohospitalar, em Imperatriz. O evento reuniu proprietários ou responsáveis técnicos de todosos estabelecimentos de saúde e entidades públicas da cidade, quando discutiramassuntos relativos a resíduos sólidos de saúde. O tema debatido pela coordenação foi “A responsabilidade dos geradores dosresíduos de serviços de saúde” e teve como primeira palestrante a assessora jurídica daVigilância Sanitária do Município, Ana Paula Gomes Galdino. O promotor do MeioAmbiente, Jadilson Cerqueira, também esteve presente ao evento. A Vigilância Sanitáriaesteve representada pela coordenadora Dinaldete Marques Oliveira Silva; além derepresentantes da Vigilância Sanitária do Estado, o titular da Secretaria Municipal dePlanejamento Urbano e Meio Ambiente, Enéas Rocha, e a promotora de Saúde, AlinePires. A questão dos resíduos sólidos de saúde (lixo hospitalar), na opinião de EnéasRocha, foi positivo, pois conjuntamente foi encontrado o caminho correto para adestinação do lixo. Para o prefeito Sebastião Madeira, que recentemente teve de assinarum Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Juizado de Infância e Juventude, paranão permitir a presença de menores no lixão, a decisão é uma vitória da Prefeitura e detoda a sociedade. Madeira entende que essa questão é de responsabilidade de todos. A cidade de São Luis do Maranhão, porém ainda precisa avança muito a esserespeito, apesar de ser a capital do Estado, ainda não possui estas redes de debates eeventos que possam discutir e planejar políticas públicas serias sobre o assunto.RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES 1. Resíduos infectantes não poderão ser dispostos no meio ambiente sem prévio tratamento ou reciclados. 2. Restos alimentares não poderão ser encaminhados para alimentação de animais. 19
  • 20. CONSIDERAÇÕES FINAIS O lixo hospitalar merece atenção rigorosa, pois representa um grande perigo àsaúde, justamente por este, estar sujeito a contaminação por micro-organismoscausadores de doença. O tratamento de resíduos hospitalares acarreta para além de uma préviadisponibilidade por parte dos profissionais para uma triagem eficiente, custos elevados eum impacto ambiental negativo. A consciência de que determinados resíduos hospitalares(sangue, secreções, material ionizado, produtos químicos e tecidos humanos), enquantofocos de contaminação constituem perigo para a saúde pública, tornou-se mais aguda apartir do desenvolvimento de graves doenças transmissíveis, como a AIDS e a hepatite B. Esta situação levou as entidades e órgãos ligados a saúde a aumenta aspreocupações e cuidados com os resíduos hospitalares. Com efeito, a heterogeneidade damassa dos resíduos hospitalares e a falta de preparação das unidades de incineração parao tratamento de quantidades crescentes de resíduos têm levado à impossibilidade documprimento dos limites de emissão de gases ficarem cada vez mais estritos. Os esforços feitos para remediar esta situação e que incluem a instalação deunidades de incineração de maiores dimensões e o tratamento adequado das emissõesgasosas geram custos que contribuem presentemente para um significativo aumento dasdespesas das entidades hospitalares. Assim, tem-se tornado necessário o desenvolvimento de diferentes práticas degestão de resíduos hospitalares que permitam a redução da quantidade de resíduos atratar e a introdução de processos de tratamento alternativos à incineração. 20
  • 21. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICASAPOSTILA SENAC MINAS – classificação de resíduos de saúde Obtida dehttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Resíduo_hospitalar&oldid=32708717 – Acessadoem 23/01/2013 as 17:19 hs.________________________www.wikipedia.com – Acessado em 23/01/2013 ás 17:19 hs._______Catálogo de obras raras BRAGA M. I. R – Acessado em 23/01/2013 ás 18:36 hs.______________________M. D. Assistência, saúde pública e prática médica em Portugal:séculos XVXIX. Lisboa: Universitária; 2001 – Acessado em 23/01/2013 as 18:39 hs.http://www.netresiduos.com/cir/rhosp/introrhosp.htm – Acessado em 23/01/2013 ás 19:18hs.https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese.pdf – Acessadoem 24/01/2013 ás 13:22 hs. 21
  • 22. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICASAPOSTILA SENAC MINAS – classificação de resíduos de saúde Obtida dehttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Resíduo_hospitalar&oldid=32708717 – Acessadoem 23/01/2013 as 17:19 hs.________________________www.wikipedia.com – Acessado em 23/01/2013 ás 17:19 hs._______Catálogo de obras raras BRAGA M. I. R – Acessado em 23/01/2013 ás 18:36 hs.______________________M. D. Assistência, saúde pública e prática médica em Portugal:séculos XVXIX. Lisboa: Universitária; 2001 – Acessado em 23/01/2013 as 18:39 hs.http://www.netresiduos.com/cir/rhosp/introrhosp.htm – Acessado em 23/01/2013 ás 19:18hs.https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/361/2/Corpo+da+tese.pdf – Acessadoem 24/01/2013 ás 13:22 hs. 21