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Percepção ambiental do ambiente natural de morros

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  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO COLÉGIO UNIVERSITÁRIO – COLUN CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE DISCIPLINA: USO E COBERTURA DE SOLO PROF. ROGERIO MAFRA ROOSEVELT FERREIRA ABRANTES SÃO LUÍS 2013
  2. 2. ROOSEVELT FERREIRA ABRANTESCaracterização, Percepção e Avaliação do Ambiente Natural e Físico do Município de Morros Trabalho apresentado à disciplina de Uso e Cobertura de Solo, do segundo modulo, ministrado pelo Prof. Rogério Mafra, para obtenção de nota. SÃO LUÍS 2013
  3. 3. Caracterização, Percepção e Avaliação do Ambiente Natural e Físico do Município de Morros A percepção ambiental que o indivíduo tem acerca de seu meio, é de fundamentalimportância para que possamos compreender melhor as inter-relações entre o homem e oambiente, suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas. Com oalto crescimento da população mundial vêm se verificando um aumento desenfreado naexploração dos recursos naturais, gerando dessa forma, consequências drásticas para omeio ambiente, tais como: poluição da água, do ar, do solo e desaparecimento deespécies nativas de animais e vegetais, modificações movidas principalmente peloconsumismo humano desordenado, devido a sua visão de que os recursos naturais sãoinesgotáveis. Esses problemas precisam ser vistos como diferentes facetas de uma única crise,uma crise de percepção, mas para os principais problemas há soluções, que exigemmudanças radicais nas percepções, valores e pensamentos dos indivíduos. A EducaçãoAmbiental é um meio ideal, para gerar reflexão em torno dos problemas ambientais,visando intervir na percepção e na avaliação ambiental que as pessoas fazem sobre estelugar de vivencia, onde alguns a enxergam como fonte de lucros e um grupo maior deindivíduos a enxergam como lugar de moradia. A percepção ambiental abrange a maneira de olhar o ambiente, de comocaracteriza-lo, mesmo no inconsciente. Consiste então, na forma como o ser humano ver omeio ambiente, como compreende as leis que o regem. Tendo em vista essasconsiderações a visita técnica realizada no município de morros em São Luis do Maranhãotem como objetivo busca fazer uma breve avaliação, caracterização e percepçãoambiental sobre os sistemas hídricos, geológicos e geomorfológicos dessa região. A caracterização física do espaço geográfico e geomorfológico do município demorros, possuem diretrizes muito particulares, por exemplo, a fisiografia desta áreacompreende o embasamento geológico assinalado por rochas magmáticas do Arco Ferrer-Urbano Santos, que afloram em diferentes níveis topográficos formando encurtadascachoeiras, repetidamente utilizadas para atividades de porte turísticas. A cobertura dasrochas cristalinas é feita com minerais sedimentares das formações Itapecuru e Barreirasque, por sua vez, são recobertas por areias quartzosas formando extensas superfícies dedunas e paleodunas caracterizando assim o solo do tipo arenoso desta região do Estadodo Maranhão. O afloramento rochoso neste ambiente demonstra a exuberância magnífica dasfeições geológicas recentes. As enormes laminas de pedras vistas na afloração do rio, sãoas expressões mais nítidas da magnitude da ação erosiva que as águas da correnteza dorio de morros podem nos demonstra, as escavações produzidas pela ação das correntesajudam a sobre sair os feitios rochosos, aprofundamentos produzidos pelo volume abissaldas águas cristalinas, e do ato pertinente que as chuvas e os ventos deliberam nesteincrível sistema. Grande parte do aparecimento de muitas rochas magmáticas tem havercom estes episódios, à presença de oxidação nas rochas expostas é bastante perceptível,típico fenômeno presente na formação oriunda da presença de ferro na sua concepção. A geomorfologia deste município é extremamente exuberante e peculiar, écaracterizada principalmente por relevo rebaixado, brandamente ondulado, invadido porvegetação de dunas e restingas encaixadas por desenvolvimentos de Cerrado. Ahidrografia é chefiada por rios de regime pluvial, destacando-se os rios Munim e Una queapresentam expressivo balanceamento em sua dinâmica, não se verificando eventos dealta magnitude relacionados com enchentes. O rio Una enche e seca diariamente duasvezes ao dia, isso ocorre pela ativa dinâmica propiciada pela maré alta e pela maré baixa.Na maré cheia, a água salgada impele a água do rio Itapecuru, porém não se misturam 3
  4. 4. devido à diferença de massa volumar. A cheia do Itapecuru proporciona a cheia do rioMunim aumentando o nível de água do rio Una causando em determinado momento amudança de direção da correnteza, fator perceptível logo nas primeiras entrantes desubida de mar ao rio. Outra característica bem singular deste local é a sua flora, a vegetação de dunas erestingas encaixadas por formações de cerrado, vegetação ciliar formada prioritariamentepelas palmáceas, caracterizadas principalmente pela presença de raízes aéreas. Outrapercepção atributo, e a proximidade com o mar, inúmeras faixas de mangue afloram,aparecendo e se interpolando com a vegetação típica de rios até supri-la totalmente. Esta região ainda conta com um clima quente e úmido que domina a região, comsuas temperaturas médias associadas em torno dos 27°C, o índice pluviométrico atingemédia anuais em torno de aproximadamente de 1.500 mm com as chuvas distribuídas emdois períodos bem definidos ao longo do ano. Didaticamente o período chuvoso ocorre dejaneiro a junho e o período seco se estende de julho a dezembro. A área estudada e avaliada do Município de Morros localiza-se no Baixo-Munim,apresenta varias belezas naturais, como por exemplo, flora diversificada, áreas comelevações de bastante relevância, e com muitos ambientes acidentados, mais comdeclividades atenuantes. O Rio Una ao longo desses períodos de ocupação humana,começa a apresenta inúmeros impactos socioambientais importantes, que em sua grandemaioria estão extremamente ligados e correlacionados às atividades turísticas, que sãoexercidas de forma aleatória, irresponsáveis, sem fiscalização ou controle de trafego.Observa-se que nestas zonas naturais, ainda não há locais específicos ou estipuladospara a fixação destas atividades, fator que poderia minimiza os efeitos negativos sobre orio e as terras que este banha. Outra preocupação esta na compactação do solo ao longo do rio, fator que estaintimamente pertinente a ocupação humana desordenada e irregular das áreas quemargeiam o seu curso natural, os encorreamentos pluviométricos e a ação das maresneste sistema acabam por carregar uma enorme quantidade de sedimentos para o leito,causando o processo de assoreamento, isto fica mais nítido quando se observaprincipalmente as extensões da linha de amortecimento onde fica a mata ciliar que emalguns pontos esta completamente exposta e com sinais de afloramento de suas raízes,isto demonstra a forte ação de arraste e carregamento de sedimentos que os agenteserosivos (chuvas, ações da maré e do próprio desmatamento) detém sobre estavegetação, que neste caso tem a função de protege o canal. O desmatamento é apena um exemplo que podem ser citados em uma percepçãoprimária, no tange os aspectos dos impactos ambientais sobre um corpo hídrico, estepossui inúmeras inter-relações ligadas também a erodibilidade do solo, intrínsecas aoutros fatores formadores desses atores biológicos e físicos, que modelam a paisagem,transformam o meio e modificam as estruturas vigentes, tais aspectos modeladoresajudam a ciência a compreender como estes fenômenos naturais agem dentro do sistemanatural. Para observamos estes sistemas que causam a erosão e posteriormente ocarregamento do solo e seus fundamentais efeitos negativos, tem-se que investigar aprimazia do evento e o seu efeito cascata de projeção dos danos que ele pode vim aprovocar, principalmente aqueles originados por agentes físico-químicos, erodibilidadesnaturais ou mecanicistas (aqueles produzidos pela ação direta do homem). Por exemplo,os danos que são tencionados em um rio, em um lago ou em uma zona florestal, mesmoaqueles incididos em uma área rural ou urbanizada, precisa ser entendido em suasgenealogias, um destes preâmbulos como fator formador desta ação, esta nas diferentesformas de escoamento que água faz em uma vertente, que é denominada de balançohidrológico próximo à superfície. A água precipitada sobre uma vertente apresenta vários caminhos. Parte éevapotranspirada e outra é armazenada ou ainda interceptada pelo dossel, momento em 4
  5. 5. que se registra o fluxo pelo tronco. A partir de então se tem o processo de infiltração nazona de maior permeabilidade, podendo chegar a maiores profundidades, comarmazenamento da umidade no solo e fluxo de subsuperfície. O excedente, ou o que não foi infiltrado, fica armazenado em depressõessuperficiais, onde parte é evaporada e outra escoada na superfície podendo integrar ofluxo fluvial. Dependendo dos fatores intrínsecos, como declividade e geometria davertente, uso e ocupação do solo, e dos fatores extrínsecos, como intensidade e duraçãodas chuvas, tem-se as diferentes formas de escoamento, convencionalmentedenominadas de difusa, laminar e concentrada. O fluxo difuso quase sempre encontra-se associado à rugosidade do terreno quegera resistência de atrito ao escoamento superficial pela presença da cobertura vegetal, osvalores registrados de velocidade do escoamento superficial variam de 0,0015 a 0,3 m .s-1 , o que é suficiente para transportar silte e areia fina. “Esse mecanismo depende, entreoutros fatores, da geração de fluxos de chuva, e sua escala temporal de atuação dependeda duração e da intensidade dos eventos chuvosos” (Oliveira, 1999). Fator este percebidonas bordas da ponte que corta o rio Una em morros, as arestas de sustentação da ponte,tanto da margem esquerda, quanto a direita estavam afloradas, mostrando um significativodesgaste das bases de sustentação, comprometendo a estrutura. O fluxo laminar é a forma mais lenta e insidiosa de erosão, pois, ao contrário daerosão em sulcos ou da erosão que origina boçorocas, esse tipo não é perceptível a curtoe médio prazo e ocasiona prejuízos incalculáveis ao agricultor, neste caso o carregamentode sais e minerais do solo é removido, empobrecendo a terra, deixando-a estéril, imprópriapara o plantio, muitas agriculturas de base em morros ainda resistem apesar da intensa emaçante urbanização que esta aflorando recentemente neste município. O fluxo concentrado resulta da convergência do escoamento superficial em funçãode microdepressões no terreno, ou ainda da própria geometria da vertente, como aquelascorrespondentes a radiais côncavas e contornos côncavos. Em tais circunstâncias tem-se, em via de regra, o processo de corrosão oualargamento do canal, que resulta do efeito do impacto de partículas sobre o materialestático do fundo e das bordas do canal. Esse tipo de escoamento pode levar à formaçãode sulcos ou ravinas, onde a velocidade de escoamento é da ordem de 0,3 m .s -1.(Oliveira, 1999). Em alguns pontos do rio Una em morros ficou perceptiva a atuação destefenômeno. A erosão superficial provocada pela água de chuva, associada ou não aosprocessos de erosão interna e esqueletização, tem início com a erosão laminar, podendoem seguida e em ordem cronológica passar pelas fases de formação de sulcos, ravinas evoçorocas. Neste tipo de erosão estão implicados os agentes erosivos que corresponde aação das gotas de chuva (efeito splasch), do escoamento superficial (forma difusa) e defluido agressivos, os fatores resistentes à erosão, que constitui a erodibilidadecaracterizada pelas propriedades estruturais iniciais que indicam o processo de erosão dosolo (formação de pedestais), texturais e físico-químicas do solo e finalmente os fatoresque modulam a ação erosiva sendo os principais a geomorfologia e a cobertura vegetal.Outros estudos mais detalhados a partir desta discussão, pode-se então discorrer arespeito da qualidade da água, levando-se em conta esta investigação, para saber que tipode sedimento, material ou contaminante esta sendo carreado para dentro do leito do rio, averificação de phmetragem e do nível de contaminação são extremamente relevante nestetipo de levantamento de dados. Ainda fazendo referencia aos aspectos modeladores do relevo, a ação do efeitosplash , também conhecido por erosão por salpicamento, é o estágio mais inicial doprocesso erosivo, que posteriormente a este efeito pode ser verificada a formação depedestais, que esta associada ao arraste ou perca de massa do relevo, que neste estudoficou bastante evidenciado próximo as linhas de margem do rio Una, este estagio preparaas partículas que compõem o solo, para serem transportadas pelo escoamento superficial, 5
  6. 6. efeito que provoca o assoreamento em rios que não possuem mata ciliar, ou zona deamortecimento resguardada. Trabalhos experimentais têm demonstrado o significado daação morfogenética do pingo da chuva, responsável pela desagregação do material,sobretudo quando a superfície da vertente encontra-se desprotegida. Observa-se neste estudo que possivelmente o deslocamento de partículas desdecurtas distâncias, da ordem de alguns milímetros, até maiores distâncias, podendo atingiro raio de 10 centímetros em relação ao ponto de impacto. Da mesma forma,o splash move diretamente detritos em torno de 10 mm de diâmetro, e indiretamente podedeslocar fragmentos de maiores dimensões (Guerra 1999). Um fator bastante singular que chama muita atenção ainda para a formação decrostas superficiais que provocam a selagem dos solos é o papel do efeito splash quevaria não só com a resistência do solo ao impacto das gotas de água, mas também com aprópria energia cinética das gotas de chuva. Dependendo da energia impactada sobre o solo, vai ocorrer, com maior ou commenor facilidade, a ruptura dos agregados, formando as crostas que provocam a selagemdos solos. A compactação resultante do impacto de gotas de chuva cria uma crostasuperficial de 0,1 a 3,0 mm de espessura (Farres, 1978), que pode implicar redução dacapacidade de infiltração superior a 50%, dependendo das características do solo (Morinet al, 1981). Observou-se também que geralmente as bordas ao longo deste rio passam peloprocesso de calçamento ou impermeabilização (rampas feitas de cimento que possibilitaacesso ao rio), ou de estruturas de bloqueamento (soerguimentos feitos com pedras ecimento para conter e proteger construções próximas ao leito). Estes episódios ao longodo trajeto que curvilínea o rio, percebe-se muitas construções de bares, resorts,restaurantes, pousadas e muitas moradias comunitárias, que literalmente estãocircundando o caminho natural que o rio percorre, muitas destas propriedades não possuirum plano que respeitem a linha de amortecimento, a mata ciliar, ou mesmo a presença deum planejamento de despejo sanitário ou de descarte correto de seus resíduos sólidos,que acabam por ser descartados no próprio rio. Esta precariedade que a poluição do lixo orgânico e inorgânico traz para o convíviodos comunitários ainda não é totalmente perceptível em sua maioria, devido este impactoainda se mostra de pequena proporção, mas esta perturbação ambiental refletediretamente no nível da qualidade de vida desses moradores, esses dejetos seja elacarreada pelos turistas ou mesmo pelos próprios moradores locais, atraem inúmerasproblemáticas a saúde pública do município, os resíduos sólidos e os despejos sanitários,poluem as águas dos mananciais, alteram a vida animal e vegetal, empilham materiaisdanosos e prejudiciais ao sistema, modificando a propriedade e naturalidade do corpohídrico. Estes resíduos causam ainda empilho, concentração e dispersam de muitosagentes contaminantes, que comprometem o funcionamento biológico de todo o sistemafluvial. Geralmente como o acumulo fica concentrado em alguns pontos que margeiam umdos lados do rio, comumente aquelas próximas as ocupações humanas, atraemcriteriosamente insetos, roedores e muitos outros animais, que contaminados podemprolifera ou disseminar doenças graves para a população. Neste aspecto o agente público, precisa fazer uso de políticas públicas sérias ecom comprometimento socioambiental atuante e rígido nas aplicações das ações voltadasao conforto ambiental, é necessário principalmente ter em vista um plano de planejamentodas atividades turísticas como: controle do numero de turista no local, recolhimento edescarte de todo o lixo produzido pelos turistas em local apropriado, manejo e destinaçãoadequada dos resíduos. É prioritário também a instalação de uma estação de tratamentode esgoto para um correto fim dos efluentes. Deliberação de fiscalizações mas regulares eeficientes das áreas que atualmente estão sofrendo a ação da especulação turísticas e 6
  7. 7. mobiliaria, bem como um projeto de educação ambiental, voltada para os guias, donos deempreendimentos comerciais e turísticas e a moradores da região. 7

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