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Bacias hidrografias

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  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO COLÉGIO UNIVERSITÁRIO – COLUN CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE DISCIPLINA: HIDROLOGIA PROF. ULISSES DENACHE ROOSEVELT FERREIRA ABRANTES SÃO LUÍS 2013
  • 2. ROOSEVELT FERREIRA ABRANTES Estudo das Principais Bacias Hidrográficas da Ilha do Maranhão Trabalho apresentado à disciplina de Hidrologia Aplicada do primeiro modulo, ministrada pelo Prof. Ulisses Denache para obtenção de nota. SÃO LUÍS 2013
  • 3. SUMARIO Introdução ..........................................................................................................................04 As Bacias Hidrográficas .....................................................................................................05 As Bacias Hidrográficas do Maranhão ...............................................................................05 As Bacias Hidrográficas de São Luís .................................................................................06 Bacia Hidrográfica do Rio Anil ............................................................................................07 Bacia Hidrográfica do Rio Bacanga ....................................................................................09 Bacia Hidrográfica do Rio Tibiri ..........................................................................................11 Bacia Hidrográfica do Rio Paciência ..................................................................................12 Bacia Hidrográfica do Rio Maracanã ..................................................................................15 Bacias Hidrográficas Oceânica ou Litorânea .....................................................................17 Bacia Hidrográfica do Igarapé das Bicas ...........................................................................17 Bacia Hidrográfica do Rio de Prata ou Jaguarema ............................................................18 Bacia Hidrográfica do Rio Claro ou Seco ...........................................................................18 Bacia Hidrográfica do Rio Pimenta ....................................................................................18 Bacia Hidrográfica do Rio Calhau ......................................................................................18 Bacia Hidrográfica do Rio Cachorros .................................................................................19 Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antonio ............................................................................21 Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana .................................................................................34 Observações Importantes ...................................................................................................36 Considerações Finais ..........................................................................................................37 Referencias Bibliográficas ...................................................................................................38 3
  • 4. INTRODUÇÃO A história do homem sempre esteve muito ligada às bacias hidrográficas, por exemplo, a bacia do Rio Nilo foi o berço da civilização egípcia; os mesopotâmicos se abrigaram no vale dos Rios Tigre e Eufrates; os hebreus, na bacia do Rio Jordão; os chineses se desenvolveram as margens dos rios Yang – Tse e Huang Ho; os hindus, na planície dos Rios Indo e Ganges. As bacias hidrográficas da ilha de São Luis estão situadas no estado do Maranhão, no arquipélago de ilhas do Golfão Maranhense com mais de 1000 km². É composta pelos municípios de São José de Ribamar, Raposa,Paço do Lumiar e São Luís. Juntos estes municípios perfazem uma população em torno de 1.211.270 habitantes (IBGE, 2008). Limita-se, ao norte, com o Oceano Atlântico; ao sul, com a Baía do Arraial e com o Estreito dos Mosquitos; a leste, coma Baía de São José, e a Oeste, com a Baía de São Marcos. Os Mananciais são todas as fontes de água, superficiais ou subterrâneas, que podem ser usadas para o abastecimento público. Isso inclui, por exemplo, rios, lagos, represas e lençóis freáticos. A hidrografia da ilha é composta por importantes bacias, tais como: a bacia do Rio Anil, do Bacanga, do Paciência, do Tibiri, dos Cachorros e mais uma dezena de outros rios e riachos. Embora existam diversos rios na ilha de São Luis, esta tem como principal fonte de abastecimento o Rio Itapecuru. O Sistema de Abastecimento de Água de São Luís é composto de duas Estações de Tratamento de Água Convencional (Italuís e Sacavém), e mais duas Estações deTratamento de Água com Fluxo Ascendente (Olho D’Água e Cururuca) e 312 (trezentos e doze) poços tubulares profundos (CAEMA, 2008). O sistema Italuís capta água do Rio Itapecuru e está localizado no Km 56 da BR 135. Já o sistema Sacavém é abastecido pela Barragem do Batatã, Rio da Prata e Mãe Isabel. O Rio Jaguarema abastece o sistema OlhoD’Água. Enquanto o Rio Antônio Esteves abastece o sistema Cururuca. E o sistema Paciência é abastecido por duas baterias de poços designados Paciência I e II (CAEMA,2008). Mesmo diante da imensurável importância dos recursos naturais para a sobrevivência da humanidade, a exploração inadequada associada à ignorância e ao descaso generalizado tem levado a um acelerado processo de degradação ambiental que compromete o abastecimento de água da ilha de São Luis. Os corpos hídricos locais, principalmente os rios Anil e Bacanga, estão bastante comprometidos devido à compactação dos solos dos leitos dos rios, o desmatamento, a erosão, a poluição e a pesca predatória. As principais fontes de poluição são de origem antrópica e decorrem do uso e ocupação desordenada do solo, sendo identificadas como principais agentes: o lançamento de efluentes domésticos a céu aberto; a canalização direta de esgotos para os cursos d’água sem prévio tratamento; a precariedade das soluções individuais de esgotamento, notadamente o uso de fossas e a inexistência de soluções sistêmicas e de grande abrangência para a coleta e tratamento dos esgotos gerados. Palavras – Chave: Recursos Hídricos, Bacias Hidrográficas, Poluição Hídrica. 4
  • 5. AS BACIAS HIDROGRÁFICAS As bacias hidrográficas são usualmente definidas como a área na qual ocorre a captação de água ou drenagem para um rio principal e seus afluentes devido às suas características geográficas e topográficas. Os principais elementos componentes das bacias hidrográficas são os divisores de água, cristas das elevações que separam a drenagem de uma e outra bacia. Os fundos de vale são áreas adjacentes a rios ou córregos e que geralmente sofrem inundações, já as sub-bacias são menores, geralmente de alguma afluente do rio principal, as nascentes é o local onde a água subterrânea brota para a superfície formando um corpo d’água, e as áreas de descarga são os locais onde a água escapa para a superfície do terreno, a vazão e a recarga ou local onde a água penetra no solo recarregando o lençol freático, e os perfis hidrogeoquímicos ou hidroquímicos são características da água subterrânea no espaço litológico. Às vezes, as regiões hidrográficas são confundidas com bacias hidrográficas, Porém, as bacias hidrográficas são menores embora possam se subdividir em sub-bacias, por exemplo: a bacia amazônica contém as sub-bacias hidrográficas dos rios Tapajós, Madeira e Negro, e as regiões hidrográficas podem abranger mais de uma bacia. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos no Brasil está dividido em regiões hidrográficas denominadas: região hidrográfica Amazônica, região hidrográfica do Tocantins-Araguaia, do Atlântico Nordeste Ocidental, do Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, do São Francisco, do Atlântico Leste, do Atlântico Sudeste, do Paraná, do Uruguai e a região hidrográfica do Atlântico Sul. Já as bacias hidrográficas são inúmeras, mas as quatro principais bacias hidrográficas do Brasil são: a bacia Amazônica, do Tocantins, bacia Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai) e a bacia do rio São Francisco. Juntas, elas cobrem cerca de 80% do território brasileiro, porém de forma bastante irregular. A bacia Amazônica responde sozinha por 70% da disponibilidade de recursos hídricos no Brasil enquanto que as bacias da região sudeste respondem por apenas 6%. Assim, as bacias da região sudeste estão sendo usadas no seu limite uma vez que abastecem mais de 42% da população brasileira. A Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas é ainda, a maior e mais extensa rede hidrográfica do mundo com uma área total de 6.110.000 km² desde sua nascente nos Andes Peruanos até sua foz no Atlântico na região norte do Brasil. Ela é considerada uma bacia continental por se estender sobre diversos países da América do Sul. Outras bacias hidrográficas importantes do mundo são a bacia hidrográfica do Rio Saint Lawrence, que faz divisa dos EUA com o Canadá e dá origem ao maior sistema de lagos interiores do mundo, os “Grandes Lagos”; e a bacia dos rios Tigre e Eufrates consideradas o berço da civilização. (Wikipédia 2001) AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DO MARANHÃO A bacia do Atlântico Nordeste Ocidental é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. Possui uma área de 254.100 km2, que engloba grande parte do estado do Maranhão e uma pequena região no leste do estado do Pará, abrangendo 223 municípios. Em seu território estão contidas as bacias hidrográficas dos rios Gurupi, Turiaçu, Pericumã, Mearim, Itapecuru, Munim e a o litoral do Maranhão, apresentando uma vazão média conjunta de 2.514 m3/s. A região é caracterizada por ser uma transição entre os biomas da Amazônia e do Cerrado, apresentando também formações litorâneas. O principal centro urbano inserido na bacia é a capital maranhense de São Luís. 5
  • 6. AS BACIAS HIDROGRÁFICAS DE SÃO LUIS A Ilha do Maranhão está situada ao norte do estado do Maranhão, região nordeste do Brasil. Está enquadrada pelas coordenadas geográficas 2º 24` 10” e 2º 46` 37” de latitude Sul e 44º 22` 39” e 44º 22` 39” de longitude Oeste, com área total de aproximadamente 831,7 Km2. Possui uma população de 1.067.974 habitantes. A Ilha é composta pelos seguintes municípios: São Luís (capital), São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O clima da região, segundo a classificação de Koppen, é tipo AW, tropical chuvoso, com predominância de chuvas nos meses de janeiro a abril. A temperatura média anual oscila em torno de 28º. “A Ilha do Maranhão apresenta um potencial hidrográfico muito grande, com as bacias do Anil, Bacanga, Tibiri, Paciência, Cachorros, Estiva, Guarapiranga, Inhaúma, Itaqui, Geniparana, Santo Antônio e as micro-bacias da região litorânea”. São Luis – Ma; 16/02/2013 Abrantes, F. Roosevelt A hidrografia da região é formada pelos rios Anil, Bacanga, Itaqui,Tibiri, Paciência, Maracanã, Calhau, Pimenta, Coqueiro, Guarapiranga, Geniparana, Estiva, Santo Antonio, Inhaúma e Cachorros. São rios de pequeno porte que deságuam em diversas direções abrangendo dunas e praias. Sendo que o rio Anil com 12.63km de extensão, e Bacanga com 233,84km drenam para a Baía São Marcos tendo em seus estuários áreas cobertas de mangues. Principais Bacias Hidrográficas de São Luis: BACIAS HIDROGRAFICAS CANAL PRINCIPAL EXTENSÃO (KM2 ) Anil Rio anil 12,63 Bacanga Rio Bacanga 233,84 Tibiri Rio Tibiri 16,04 Paciência Rio Paciência 27,48 Inhaúma Igarapé Anajativa 5,45 Praias Igarapé Nunca Mais 3,75 Santo Antonio Rio Santo Antonio 25,88 Estiva Igarapé do Cajueiro 7,09 Jeniparana Rio Jeniparana 15,03 Cachorros Rio dos Cachorros 10,71 Guarapiranga Rio Guarapiranga 4,56 Maracanã Rio Maracanã 6,9 Coqueiro xxxxxx xxxxxx Calhau Rio Calhau 3,1 Pimenta Rio Pimenta 2,5 Itaqui Igarapé Anjo da Guarda 6,09 Fonte: www.amavida.com.br / Imagem: Tabela dos principais rios de São Luis-Ma 6
  • 7. AS PRINCIPAIS BACIAS HIDROGRÁFICAS DE SÃO LUIS BACIA HIDROGRAFICA DO RIO ANIL A bacia hidrográfica do Rio Anil possui 33 km2 de área e 31 km de perímetro. Sendo que o mesmo é de 4º ordem de acordo com a classificação de Strahler (1952). A sua altimetria varia de 5 a 60 m de altitude. Sendo que os seus rios de primeira ordem possuem 21.73 km, os de segunda ordem 8.18 km, a bacia hidrográfica do Rio anil possui 40 segmentos de primeira ordem, 12 de segunda, 3 de terceira e 1 de primeira ordem. Sendo que os de primeira ordem possuem um comprimento médio da ordem de 543 metros, os de segunda 682, os de terceira 2.467, e os de quarta ordem 10.836 metros. A bacia hidrográfica do Rio Anil possui 12,12 km de comprimento, com o rio principal medindo 12 km, sendo a sua forma aproximadamente circular, com uma densidade de drenagem da ordem de 1,47 km/km2 e com um coeficiente de manutenção da ordem de 680,27 km/km2. A bacia do Rio Anil vem sofrendo com o grande adensamento populacional, com a conseqüente ocupação das áreas mais baixas, onde estão localizados os manguezais e a várzea. A urbanização na bacia do rio Anil pode ter seguido o seguinte modelo: Em uma península, a ocupação urbana se dá no sentido das maiores cotas para as menores cotas, ocupadas respectivamente pelos bolsões da riqueza e de pobreza. Esta lógica pode ser comprovada acompanhando-se a evolução da cidade desde sua fundação até os dias atuais, na qual os primeiros núcleos urbanos se localizam nas partes mais altas da península, se estendendo para as partes mais baixas, comprometendo os manguezais, que são aterrados para comportar a população que cresce desordenadamente. Este padrão pode ser visualizado por todo centro da cidade e mais próximos dos bairros antigos. O Platô: (é o mesmo que planalto, pequena extensão de terreno plano situada numa ligeira elevação) A tendência da ocupação em um platô se dá onde a topografia é homogênea, ou seja, sem variações de declividade, o que propicia o espalhamento fácil da urbanização por estas regiões. A lógica do platô está na ocupação por casas de conjuntos (ou conjuntos habitacionais), incentivada pela proximidade das vias de acesso (corredores), o que ao mesmo tempo não gera adensamento populacional, já que ainda há muita área para expansão. Este padrão pode ser observado na bacia do Anil, nas regiões do Cohatrac, Cohab e distrito São Cristóvão, que se constituem como grandes conjuntos habitacionais dentro da bacia. A bacia do Anil apresenta ainda um modelo de transição entre a ocupação de penínsulas e dos platôs; as áreas de várzeas e talvegues - onde estão localizadas as nascentes do rio. A impermeabilização do solo, trazida pela expansão urbana, faz com que as cheias urbanas se agravem. A questão das cheias nada mais é do que a ocupação irregular do espaço. O rio, na época das chuvas, dispõe de mais água e necessita pra tanto, de espaço para transportá-la, e se a cidade ocupa esse espaço, o rio utilizará qualquer forma e invadirá as áreas urbanizadas. Esta situação pode ser bem visualizada hoje em bairros como o João de Deus e a Vila Izabel, que continuam a se expandir em direção às várzeas do rio. 7
  • 8. Fonte: LaboHidro 2003 / Imagem: Rio Anil em São Luis-Ma Terra firme: São áreas acima da cota 4 sem encharcamento ou hidroperíodo. Na bacia do Anil, os ambientes de terra firme podem ser representadas por capoeiras. A capoeira corresponde a uma vegetação de 5 a 10 m de altura, densas, representadas por cerca de 150 a 200 sp, de porte médio e arbustivo. A capoeira representa apenas uma parcela dos 50% de vegetação que ainda existe na bacia, já que já está com 95% da área totalmente urbanizada. O processo de urbanização em desenvolvimento na bacia do Anil alcança atualmente um recobrimento da ordem de 65,2% de toda a superfície dos solos disponíveis. A análise da sua distribuição espacial mostra este processo de urbanização que se estende lateralmente por todo o espaço disponível pela margem esquerda (correspondendo aos terrenos que compreendem desde o bairro da Praia Grande até o do Anil), além do setor extremo a noroeste pela margem direita (incluindo a faixa de terras entre a Ponta da Areia e o Renascença). Continua pela margem direita, avançando para sudeste acompanhando o traçado dos eixos viários principais, apresentando-se de forma contínua, alterando-se com espaços (ainda não ocupados), nos quais são encontradas feições da vegetação em diferentes estágios de degradação. Merecendo registro, o gradual acréscimo de áreas da planície flúvio-marinha (terrenos dos mangues), incorporadas por processos de aterro mecânico, que se distribuem pela área. 8
  • 9. BACIA HIDROGRAFICA DO RIO BACANGA Fonte: Lima Shigeaki Leite / Imagem : Rio Bacanga em São Luis-Ma O Rio Bacanga é um rio que possui uma extrema importância para as bacias adjancentes. A construção da barragem do Bacanga teve suas obras iniciadas e concluídas entre as décadas de 60 e 70, consiste de um projeto de barramento do Rio Bacanga e foi esquematizada no intuito de diminuir as distancias e servir de ligação entre São Luís e o Porto do Itaqui pela BR-315, reduzindo a distancia de 36km para apenas 9km, além de propiciando um significativo crescimento urbano em direção ao Porto, e com intuito de gerar energia elétrica com a construção de uma usina maré-motriz e para formação do lago artificial para auxiliar no processo de urbanização e de saneamento da cidade. O projeto executivo foi elaborado no período de novembro de 1966 a junho de 1967 atendendo a solicitações de se prever uma eclusa junto ao vertedor, bem como o alargamento do coroamento da obra que era inicialmente de 10m para 20m; feitas pelo Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (Portobrás), e o DER-MA. A introdução de uma eclusa tinha o objetivo de manter o trecho mar/reservatório navegável, porém esta obra não foi realizada. 9
  • 10. Fonte: Lima Shigeaki Leite. et al. / Imagem: Barragem do Bacanga em São Luis-Ma A área apresenta uma rica biodiversidade associada ao manguezal, porém, sofre com os problemas ambientais oriundos da intensa urbanização tais como: assoreamento, inundação, urbanização do mangue (aterramento), lançamento de lixo, desmatamentos, queimadas, contaminação das águas por esgoto lançado in natura e eutrofização das águas da Barragem do Bacanga. (PEREIRA, 2006). O assoreamento pode causar problemas de perda de volume de reservatório, redução da água para abastecimento, redução da profundidade de canais, perda de eficiência de obras hidráulicas, produção de cheias, alteração na qualidade da água, perda da biodiversidade aquática e prejuízo ao lazer (OLIVEIRA, 1995 apud PEREIRA, 2006). No entanto, devido ao Barramento do Rio Bacanga a lâmina d’água permanente cria um ambiente infra-litoral com áreas não expostas ás marés diminuindo a taxa de renovação da água, denotando-se que a bacia e muito menos o lago artificial estão em consonância com os parâmetros da Agenda 21 do Brasil, devido a falhas e falta de planejamento do projeto inicial da Barragem. As alterações no fluxo da água salgada e a urbanização da margem direita da bacia do Bacanga ocasionado pela construção da Avenida Médice, acabam causando restrições de renovação do volume armazenando, o esgoto in natura que é lançado pelas casas e condomínios no entorno, acaba por descaracterizar a localidade de manguezais reduzindo a qualidade ambiental além de transformar a área em um ambiente anóxico pela elevação do teor de matéria orgânica deflagrada, a qual, associada ao acréscimo dos resíduos sólidos, atrelados as modificações antrópicas na bacia de drenagem produziram a aceleração da colmatação, reduzindo a profundidade do canal. Todos estes impactos ambientais que são provocados na área estão relacionados à ocupação desordenada e a falta de planejamento que proporcionam os mais variados tipos de degradação inclusive a degradação estética e paisagística que trás prejuízos aos usuários, pois são impedidos de fazer usufruto da pesca, de atividades turísticas e comerciais, além de outros impactos identificados: como as Mudanças na Hidrologia da Bacia Hidrográfica do Bacanga; Aumento das doenças de vinculação hídrica; Alteração no comportamento do lençol freático da região; Problemas sanitários, resultantes do uso das terras marginais; Rompimento do balanço natural dos 10
  • 11. sedimentos fluviais; Alteração nos processos de erosão, transporte e deposição ao longo dos corpos d’água. A recuperação e revitalização do ambiente aquático onde a Barragem do Bacanga está inserido deve ser antecedido de um programa de manejo e gestão da Bacia do Rio Bacanga, pois este encontra-se muito impactado pelas atividades humanas tanto no uso e ocupação, quanto nos derivados dessa ocupação, ou seja, despejo in natura de esgoto doméstico e industrial. BACIA HIDROGRAFICA DO RIO TIBIRI A história do rio Tibiri mistura-se com a formação do bairro do Tibiri, começou com a construção de vilarejos próximos ao seu leito, o rio Tibiri é um dos principais cursos d'água da cidade de São Luís, que flui no seu entorno. No passado, habitava a região a tribo de índios tupi-guaranis, cujo chefe se chamava Tibiriçá. Em homenagem a esse líder (cacique), a tribo denominou o rio Tibiri. O significado do nome do rio, o topônimo Tibiri é uma palavra do tupi tibir-y, que em português significa "rio do sepultado ou do finado". A bacia do rio Tibiri localiza-se no município de São Luís, sudeste da ilha do Maranhão, entre as coordenadas de 02º35’ e 02º45’ S e 44º10’ e 44º20” W, tem uma área de 114 km2 e é drenada através de vários canais. Estes, sofrem grande incursão da maré, dando-lhes considerável teor de salinidade. Há concentração de manguezais distribuídos em furos e igarapés constituídos por substrato de vasas, onde a granulometria predominante é silte, argila e vasas. Há no curso superior dos afluentes, o ambiente fluvial, com afloramento de lençóis freáticos nas encostas colinosas, baixões e matas ciliares. Sem um planejamento urbano adequado, observa-se uma desordenada expansão urbana e impactos ambientais negativos. Como fator agravante, tem-se nesta área, parte do Distrito Industrial de São Luís, com constantes agressões ao meio-ambiente. Considera-se ainda a possibilidade de instalação de uma Zona de Processamento de Exportação no Distrito Industrial, que tem 31 indústrias. Fonte: Turma de jornalismo da Fac. São Luis / imagem: Rio Tibiri em São Luis-Ma 11
  • 12. O Aterro Sanitário da Ribeira, localizado nesta bacia, possui 60 hectares disponíveis de um total de quase 1.600 hectares e vida útil estimada em 25 anos, contribuindo também para a degradação ambiental. Levando-se em conta a fragilidade da área, a variedade de usos e os impactos ambientais que esta vem sofrendo, este trabalho objetiva analisar as condições geoambientais da área visando a elaboração de uma proposta de zoneamento ambiental. Optou-se por uma abordagem sistêmica, fundamentada na teoria dos sistemas elaborada por Berttallanfy (1968), Sotchava (1977), Tricart (1977), Bertrand (1972), Christofoletti (1981), Troppmair (1983). Serão realizados levantamentos bibliográficos e cartográficos do tema proposto e da área de pesquisa com interpretação visual dos documentos cartográficos convencionais. Será elaborada uma carta base na escala de 1:50.000, com base na Carta Preliminar da DSG/ME - Minter, escala 1:10.000 (1980), e confecção de “over lays” baseados na interpretação de imagens de satélite e uma checagem através de trabalhos de campo. Fonte: Google Earth / Imagem: foto de satélite do Rio Tibiri em São Luis do Maranhão Será realizada a coleta de água e de sedimentos para análise físico-química em laboratório e análise “in loco” da qualidade da água através de uma sonda. Se fará a tabulação e análise das informações obtidas da aplicação dos questionários e das análises realizadas no local e em laboratório. Os mapas serão digitalizados através do Sistema Geográfico de Informação, onde, com base no diagnóstico obtido, se proporá um zoneamento geoambiental na escala de 1:50.000, contendo as devidas recomendações de manejo e adequação de uso e ocupação da bacia objetivada. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO PACIÊNCIA O Rio Paciência nasce na chapada do Tirirical e sua foz está localizada próximo à ilha do Curupu, sendo seus principais afluentes os rios Itapiracó e Miritiua. Possui 27,3 km 12
  • 13. de extensão e uma área de 143,7 km². A sua extensão e área no Município de Paço do Lumiar são 17,5 km e 73,9 km² respectivamente. Fonte: www.google.earth.com.br / Imagem: Rio Paciencia em São Luis-Ma O Rio Paciência desemboca na baía de Curupu e apresenta características singulares que provocam controvérsias quanto a esta denominação, pois grande parte do seu curso é inundado pelas águas das marés durante a preamar. As maiores altitudes registradas chegam a 65 m, estão localizadas na chapada do Tirirical e a direção do curso do rio varia entre Norte, Nordeste e Leste. O clima da região, segundo a classificação de Koppen, é tipo AW, tropical chuvoso, com predominância de chuvas nos meses de janeiro a abril. A temperatura média anual oscila em torno de 28º. O principal rio da bacia é o rio Paciência. Seu regime hidrológico, no período de estiagem, é perene mas bastante limitado. Durante verões mais rigorosos ele se torna pouco relevante e depende bastante das contribuições de esgotos sanitários de seu médio curso ou de pequenas nascentes que, por sua vez, não garantem fluxos constantes. Durante as chuvas há um evidente acréscimo de vazões que provocam mudanças importantes nos níveis d água do canal. Da mesma maneira, seus afluentes (grande parte intermitentes) possuem características hidrológicas equivalentes, com regime hidrológico também dependente das precipitações estacionais. Os mais importantes são: Margem esquerda: Arroio do São Bernardo, Igarapé da Cohab, Igarapé do Cohatrac e rio Itapiracó; Margem direita: Igarapé da Cidade Operária, Igarapé do Cajueiro, Arroio do Maiobão e Igarapé de Genipapeiro. A sua cobertura vegetal é composta de mata de galerias com vegetação arbórea de médio porte que protegem suas margens e nos baixos cursos, tem-se a presença de manguezais razoavelmente conservados. No que concerne ao processo de urbanização, verifica-se que o sistema urbanístico existente possui três polos básicos a partir dos quais se irradiam e desenvolvem os processos de ocupação da bacia: o eixo formado pela av. Jerônimo de Albuquerque, que representa a ligação dos bairros mais recentes e populosos da cidade com o aeroporto e a BR -135; o eixo da MA-206, mais conhecida como estrada de 13
  • 14. Ribamar, e o eixo em desenvolvimento da estrada da Maioba, uma variante importante para ligação com os municípios vizinhos da ilha. Destes, o primeiro se destaca por atender uma área privilegiada, com grande poder de crescimento e que se constitui em polos de atração para investimentos, principalmente no setor de serviços, o segundo pelo aspecto tradicional de expansão, e o terceiro por apresentar a nova fronteira urbanística,de potencial quase intocado, da cidade. Ao longo de toda a sua extensão o rio apresenta sinais de desmatamentos e poluição, todavia algumas comunidades pesqueiras da Ilha de São Luís ainda exploram algumas espécies de peixes na região, principalmente os ariídeos (bagres) e os cianídeos (pescadas e cabeçudos). Outra função desse rio era como fonte de lazer nos finais de semana em alguns trechos do seu curso. A Problemática sanitária na área pesquisada da bacia do rio Paciencia se dever a ocupação urbana que iniciou-se em meados dos anos oitenta, seguindo-se a construção de grandes conjuntos habitacionais, destinadas às classes média e média baixa, e numerosas invasões caracterizadas por habitações de baixa renda. Há 40 anos, o rio Paciência era responsável pelo abastecimento de água de grande parte da cidade e pelo sustento das famílias de pescadores e agricultores. Segundo o estudo, a paisagem mudou depois da década de 70 com a criação de loteamentos, conjuntos habitacionais, como o Maiobão e invasões. O rio paciência contribui para o abastecimento de água de São Luís e desempenha um importante papel na economia local, através da irrigação da horticultura e floricultura. Possui duas baterias de poços profundos, produzindo uma vazão em torno de 300 l/s. Nas áreas rurais a CAEMA utiliza atualmente 8 (oito) poços com vazão de 60m³/h cada. Fonte: www.scribd.com.br / Foto Aérea: Rio Paciência (Tirirical) em São Luis-Ma Aspectos relevantes da contaminação e/ou insalubridade da área pesquisada na bacia hidrográfica do Rio Paciência e o acelerado processo de ocupação que resultou no desmatamento da vegetação e consequentemente no assoreamento do canal, deve ser apontado como um dos principais fatores responsáveis pela a degradação do leito do rio. A ocupação desordenada da bacia traz como grande consequência a impermeabilização do solo prejudicando desta maneira a recarga do aquífero. 14
  • 15. As principais fontes de poluição são de origem antrópica e decorrem do uso e ocupação desordenada do solo, sendo identificadas como principais agentes: o lançamento de efluentes domésticos a céu aberto; a canalização direta de esgotos para os cursos d água sem prévio tratamento; a precariedade das soluções individuais de esgotamento, notadamente o uso de fossas e a inexistência de soluções sistêmicas e de grande abrangência para a coleta e tratamento dos esgotos gerados. O que é perceptível, também, é que a drenagem superficial que deveria escoar apenas as águas pluviais, se confunde com as águas servidas das residências. Fonte: www.scribd.com.br / Imagem: Rio Paciência em São Luis-Ma Nota-se um grande e intenso processo de degradação ambiental do rio Paciência, que se encontra praticamente assoreado e poluído por esgotos doméstico e industrial e exploração mineral com a retirada de argila.Verifica-se também no rio Paciência, assim como em outros rios também contaminados que as principais doenças que afetam a população circunvizinha são: diarréias, disenterias, salmoneloses e parasitoses. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MARACANÃ A sub-bacia do rio Maracanã situa-se no bairro do Maracanã. Esta corresponde a uma área rural que abriga as principais nascentes do Rio Bacanga, um importante curso d`água da cidade de São Luís. O bairro do Maracanã localiza-se na Ilha do Maranhão, mais precisamente no município de São Luís, entre as seguintes coordenadas geográficas: 2º 23’ 42’’Lat. Sul e 44º 16’ 42’’ Long. Oeste de Greenwich. Ainda esta delimitada ao Norte pelo Parque Estadual do Bacanga, ao Sul pela localidade do Rio Grande, a Leste pela BR-135 e a Oeste pelo Distrito Industrial de São Luis, Está localizada no município de São Luís que, juntamente com outros 4 municípios compõem a Microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís. 15
  • 16. A caracterização morfométrica é um dos parâmetros inicias no estudo de uma bacia hidrográfica e de extrema importância para compreensão dos processos hidrológicos da área de estudo. Com os dados levantados constatou-se que a sub-bacia do rio Maracanã é de 4ª ordem com um total de 245 segmentos e apresenta drenagem do tipo dendrítica. A mesma tem uma área de 20,6 km² e perímetro de 20 km de extensão. A microbacia do Maracanã, por se localizar na Ilha do Maranhão, recebe influência direta do clima local, que segundo Dutra (2006, p.61) se insere na área de transição climática do semi-árido nordestino e tropical úmido amazônico, sendo considerado como clima tropical chuvoso, com estação seca no período de inverno. As chuvas têm média anual de 1.857,16 mm e temperatura média anual de 27ºC e uma umidade média anual de 80%, sendo importante destacar que no que tange a sazonalidade da chuva, tem-se marcadamente na Ilha um período chuvoso de janeiro a junho e um período seco de julho a dezembro. O Rio principal (Maracanã) possui comprimento de 6,9 km e uma densidade de drenagem de aproximadamente 2,97 km/km². A significativa densidade de drenagem deve- se a boa disponibilidade hídrica em superfície devido aos aspectos geológicos e geomorfológicos da área e pela razoável cobertura vegetal ainda existente. Na carta hipsométrica percebe-se que a maioria dos canais de 1° ordem encontra- se nas cotas altimétricas mais elevadas. Isso demonstra que de fato as nascentes de maneira geral situam-se nas áreas mais elevadas promovendo a dissecação do tabuleiro. Outro fato percebido diz respeito à presença da significativa planície de inundação (no curso médio e inferior) do rio maracanã que associado a forma aproximadamente circular da bacia poderá, caso haja o aumento das áreas desmatadas e a impermeabilizadas no topo dos tabuleiros (partes mais elevadas), ocasionar a inundação das áreas mais baixas. Fonte: AGB-Associação dos Geólogos Brasileiros / Imagem: Mapa Hipsométrico da Bacia Hidrográfica do Rio Maracanã 16
  • 17. Os dados e as informações morfométricas e hipsométricas obtidas permitem subsidiar o planejamento e o uso adequado da região a partir da identificação das áreas vulneráveis e/ou adequadas à ocupação humana. Na sub-bacia em análise, constatou-se que nas áreas mais elevadas encontram-se a maior parte das nascentes, sendo necessário assim, o cumprimento da legislação ambiental vigente, bem como a gestão da área em análise a fim de evitar os desmatamentos e aterros que tem comprometido a manutenção da vazão do rio Maracanã. A APA do Maracanã, limitada fisicamente pela microbacia do rio Maracanã, possui remanescentes da vegetação primária da Ilha do Maranhão que abriga um número representativo de espécies típicas do cerrado e da Floresta Amazônica. Esses pequenos fragmentos de vegetação primária ainda são refúgios de uma diversidade de espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis e insetos que se encontram imensamente ameaçados pelas diversas atividades humanas desenvolvidas nas áreas. As atividades humanas desenvolvidas na área provocam fragmentação ambiental, supressão da vegetação, captura e mortandade de animais silvestres, poluição, contaminação e assoreamento dos rios, erosão e compactação e perda de solos. Assim, os usos dados aos recursos naturais têm provocado sérios problemas ambientais localmente e contrariam os pressupostos estabelecidos pela legislação para a utilização das áreas de proteção ambiental, ameaçando a integridade dos recursos e, consequentemente, dos ecossistemas locais. Tal conjuntura exige ações concretas e rápidas da população, Estado e município relacionadas à proteção da fauna e da flora e à conservação dos solos e dos recursos hídricos. Caso contrário, em um futuro próximo a APA do Maracanã comporá mais um bairro periférico do município de São Luís, repleta de problemas ambientais irreversíveis. BACIA HIDROGRAFICA OCEÂNICA OU LITORÂNEA A Localização da bacia Litorânea abrange um segmento da faixa e terras que se estende ao norte da ilha do Maranhão, correspondendo a zona norte desta. Ao longe de sua extensão suas terras margeiam a Baía de São Marcos, onde estão os principais cordões de praias com dunas, cortados por pequenos rios da ilha. No que se refere à localização, a bacia litorânea pode ser identificada pelos seguintes limites: ao norte, a baía de São Marcos; ao sul, os divisores de água que se separa das bacias do Anil e Paciência; a leste, as fronteiras dos municípios de são Luis e são José de Ribamar e ao oeste, a ponta do farol (Macedo, 2003). As características gerais dessa bacia e de forma geral nesta região identificada pela presença de pequenos cursos de água não perene (intermitentes), chamados de riachos, estes obedecem em sua maioria a orientação sul-norte, seguindo entre as dunas até a zona da praia. Possuem regime hidrológico limitado durante o período de estiagem e aumentam de vazão no período das chuvas. O relevo desta bacia apresenta-se suavemente ondulado, com altitudes que podem variar até 54 metros do nível do mar. Os principais cursos de água desta bacia são: BACIA DO IGARAPÉ DAS BICAS Nasce no bairro do Araçagi, corta uma região pouco povoada, com um curso de aproximadamente 1,7 Km e deságua no oceano no limite entre a praia do Araçagi e a do Joelho de Porco. 17
  • 18. Fonte: Google Earth. / Imagem: Localização da Bacia Oceânica ou Litorânea (2008) BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DE PRATA OU JAGUAREMA Nasce a leste do bairro Vassoral, corta a Avenida dos Holandeses, com um curso de aproximadamente 3,5 Km e deságua no oceano entre a praia do Meio e a do Olho d’Água. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DE CLARO OU SECO Nasce no bairro Turu, corta a Avenida dos Holandeses, comum curso de aproximadamente 2,6 Km e deságua no oceano na praia do Olho d’Água. BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DE PIMENTA Nasce no bairro Turu, corta a Avenida dos Holandeses, com um curso de aproximadamente 2,5 Km e deságua no oceano entre a praia do Olho d’Água e do Caolho. BACIA HIDROGRAFICA DO RIO CALHAU É o maior rio da bacia, portanto alvo de inúmeras pesquisas de campo em São Luis do Maranhão, sua nascente está situada no conjunto habitacional da Cohama, corta a Avenida dos Holandeses, com um curso de aproximadamente 3,1 Km e deságua no oceano junto à praia do Calhau. 18
  • 19. Fonte: www.scridb.com.br / Imagem: Foz do Rio Calhau (2008) A utilização deste rio segundo depoimentos de moradores dos arredores desta bacia, os rios são usados para pesca, captura de crustáceos e para o lazer, pois quando desembocam na praia formam várias poças de água onde principalmente crianças gostam de brincar. A Situação Ambiental Atual é degradante, a poluição desses rios se constitui um dos problemas mais sérios causados pela ação antrópica, sendo resultado de uma crescente urbanização experimentada pelo município, notadamente nas últimas décadas principalmente pela rede hoteleira na Avenida Litorânea. Por falta de estrutura adequada, vários prejuízos ambientais foram acarretados na área. Dentre eles, pode-se citar a deposição de lixo e o lançamento de esgotos. O lixo é uma das principais causas de poluição do solo. Por falta de conscientização, as pessoas o acumulam em lugares impróprios e de forma inadequada. Materiais sólidos como plásticos, vidros e metais levam muitos anos para se decompor, provocando sérios danos ao meio. O crescimento da atuação humana levou à extinção de diversas espécies animais sendo os crustáceos as mais representativas da área, apesar de estarem reduzidas. Os vegetais também atuam na paisagem destes rios. Esses organismos se encontram nos manguezais que estão dispostos nos curso do rio.(projeto aurora, 2008) BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CACHORROS Localiza-se a sudoeste da ilha de São Luis, sua nascente encontra-se nas imediações do bairro Rio Grande e Tanandiba, seguindo seu percurso no sentido sudoeste e deságua no estreito do coqueiro na altura do porto da ALUMAR. As características gerais deste rio é o seu trajeto que banha as seguintes localidades: Parnauaçu, Cajueiro,Porto Grande, Limoeiro, Taim, Rio dos Cachorros, Vila Maranhão, Embaubal e outros. Nasáreas despovoadas o rio segue com águas cristalinas enquanto nas áreas povoadas o rio apresenta coloração esverdeada. 19
  • 20. Fonte: Aerofoto Núcleo de Geoprocessamento da UEMA / Imagem: Localização do Rio dos Cachorros (2005) A vegetação características é representada por manguezais, florestas nativas e brejos, com buritizeiros e juçarais. Nesta área encontram-se trechos de grande jazidas de areias e pedras. A utilização do rio é usado para pesca, abastecimento dos moradores ribeirinhos e para laser dos mesmos. Fonte: www.scridb.com.br / Imagem: Localização do Rio dos Cachorros (2005) 20
  • 21. A situação ambiental atual e propiciada da ação antrópica, acelerado pelo processo de degradação da região, não só pela presença de varias residências ao longo do rio, mais também pela ação depredativa causada pela exploração de jazidas de areias e pelos despejos de um matadouro. Ao longo do rio é possível observar despejos de esgotos domésticos e depósitos de lixos em geral. Os conflitos existentes na área se dão pela presença de um reservatório de sangue de um matadouro situado próximo ao rio dos cachorros, a realização de dragagens pela ALUMAR para retirar areia do rio e ainda pela instalação do Porto do Itaqui que acarretou o aumento na movimentação das embarcações. Todas essas atividades prejudicam a pescaria, levando a escassez de varias espécies de peixes. Já a exploração de jazidas de areia é grande responsável pela devastação das nascentes dos rios naquela região degradando não só o solo mais também a vegetação. Outra preocupação dos moradores daquela região são os planos do governo em permite a instalação de um pólo siderúrgico o que tem gerado varias discussões. Dessa forma a implantação da reserva extrativista do Taim tem sido uma prioridade do IBAMA no sentido de defender os ecossistemas e das comunidades locais. BACIA HIDROGRAFICA DO RIO SANTO ANTONIO Na área da bacia do rio Santo Antônio, as atividades antrópicas têm-se intensificado ao longo das duas últimas décadas, acarretando sérias consequências ambientais, devido à construção de obras de engenharia com níveis diferenciados de interferência na organização do espaço. O leito do rio estásofrendo vários problemas ambientais, devido ao lançamento de efluentes domésticos provocando assoreamento, contaminação e poluição das águas, e comprometendo o uso doméstico da água. Mediante a ausência de estudos relacionados com a problemática ambiental que o rio Santo Antônio vem enfrentando, fez-se necessário a realização do presente estudo, com objetivo de investigar as situações que contribuíram para a degradação ambiental da área desta bacia e indicar medidas de proteção e de utilização racional dos recursos hídricos. A caracterização ambiental da área da bacia do rio Santo Antonio, bem como a localização e situação, esta situada na porção nordeste da Ilha do Maranhão, compreendendo o município de Paço do Lumiar e parte de São José de Ribamar e de São Luís. É delimitada pelas seguintes coordenadas geográficas: ao norte, 2o27’56’’ de latitude sul e 44o05’13’’ de longitude oeste; ao sul, 02o36’48’’ de latitude sul e 44o11’21’’ de longitude oeste; a leste, 2o30’00’’ de latitude sul e 44o02’07’’ de longitude oeste; a oeste 2o34’43’’ de latitude sul e 44o12’16’’ de longitude oeste. A Geologia da área estudada corresponde ao topo da bacia sedimentar de SãoLuís, composta principalmente por rochas de idade Terciária da Formação Itapecuru, constituída de arenitos e siltitos, e da Série Barreiras, composta essencialmente de arenitos porosos e de um modo geral friáveis. Estas estruturas são responsáveis pela ocorrência de superfícies tabulares e subtabulares modeladas por processos erosivos, nos topos e nas vertentes, e planícies aluviais quaternárias ocupadas por mangues depósitos de vasas. Conforme pesquisas realizadas por Feitosa (1989:13), os estudos sobre a geologia do Maranhão, foram direcionados inicialmente para investigação do potencial econômico da área continental e, posteriormente, para o conhecimento da plataforma continental e áreas oceânicas adjacentes. Desses estudos surgiram importantes trabalhos focalizando a estrutura geológica sedimentar. No que se refere a geomorfologia da área, Feitosa (1989:21) afirma que durante a evolução morfológica da ilha ocorreram diferentes fases de desenvolvimento na medida da intensidade da ação dos agentes morfogenéticos. As transformações mais significativas resultaram numa paisagem ponteada de formas residuais, que encerram caracteres de antigos ambientes. 21
  • 22. A geomorfologia da bacia do rio Santo Antônio é dominada por formas tabulares e subtabulares com bordas por vezes abruptas que decaem em direção ao curso do rio, em forma de colinas com declividade suave, modeladas por processos denudacionais de origem climática. Na zona costeira, tais processos estão representados pelos agentes oceanográficos: ondas, marés e correntes; e climáticos: temperatura, pluviosidade, umidade e ventos. As condições climáticas da área, inserem-se num contexto mais amplo, incluindo as influências da massa de ar Equatorial Continental e Equatorial Atlântica, correspondendo á área de ocorrência dos ventos alísios de nordeste. Associam-se a estes fatores, além da localização próxima ao Equador, a exposição frontal ao Oceano Atlântico e a configuração morfológica da zona costeira do Maranhão, que favorece o deslocamento das massas de ar em direção ao sul (FEITOSA,1996:30). Segundo a classificação de Köppen (1948), o clima da área de estudo corresponde ao tipo Aw, tropical úmido, caracterizado por dois períodos bem distintos: um chuvoso, com grandes excedentes pluviométricos, que se estende de janeiro a junho e outro seco, com deficiência hídrica, que compreende o período de junho a dezembro. De acordo com Feitosa (1989:45) a temperatura supera os 26°C, atingindo níveis superiores nos meses de outubro e dezembro e inferiores em abril e maio. A precipitação média anual oscila em torno de 2000 mm anuais, tendo cerca de 80% do período chuvoso distribuído entre os meses de janeiro e junho, maior concentração em março e abril e níveis mais baixos nos meses de setembro e outubro. Figura 01–Aspecto de vegetação mista e capoeira/Figura 02–Vegetação de mangue A cobertura vegetal natural reflete as condições ecológicas do ambiente, não levando em consideração a intervenção ou a ocupação humana. Na área objeto de estudo, encontram-se três conjuntos florísticos, representados pela floresta secundária mista e capoeira, nas áreas emersas (tabuleiros) e os mangues na planície flúvio - marinha do rio Santo Antônio. A floresta secundária mista e a capoeira ocorrem nas zonas tabulares e de colinas, tendo surgido a partir da destruição da floresta tropical subperenifólia, totalmente devastada na área de estudo, sendo que o maior desmatamento estámais concentrado nas 22
  • 23. nascentes do rio Paranã, decorrente principalmente da implantação do conjunto residencial homônimo. Nessa região encontram-se algumas espécies de considerável valor econômico tais como: Euterpe oleracea (Juçara), Copaífera langsdorffit (copaíba), Hymenaea courbaril (jatobá), Carapa guianensis (andiroba), Symphonia globulifea (anani), Mauritia flexuosa(buriti) entre outras. O manguezal acompanha a desembocadura do rio Santo Antônio e de seus afluentes até o limite da maré salobra, tendo como principais espécies a Rhizophora mangle, L, Lagunculária racemosa, G, e Avicennia nitida, J. A hidrografia da ilha do Maranhão compreende um conjunto de pequenas bacias hidrográficas destacando-se as seguintes: Anil, Bacanga, Paciência, Tibiri, Cachorros, em São Luís, Antônio Esteves, e Santo Antônio em Paço do Lumiar e Jeniparana, em São José de Ribamar (MARANHÃO, 1998:07). O rio Santo Antônio nasce no bairro Cidade Operária, onde estão as maiores altitudes da sua bacia, atingindo cotas superiores a 60m (BEZERRA, 2001). O seu comprimento total chega a 25,3 km, e sua foz localiza-se na baía de Curupu. O mesmo possui outras denominações: Cururuca e São João. Analisando o curso do rio Santo Antônio, Feitosa (1996:44) entende que, por drenar áreas de menor densidade demográfica, onde as atividades antrópicas ainda se caracterizam por sua prática rural, têm suas margens relativamente conservadas, embora a qualidade da água esteja parcialmente comprometida pelos índices de coliformes fecais, além do assoreamento por erosão pluvial. A organização do espaço regional têm sofrido rápidas transformações, particularmente ao longo das três últimas décadas, em face ao fluxo migratório. Até meados do século XVI, o território estadual era habitado por grupos indígenas que viviam da caça, pesca e coleta. No início do século XVII os franceses iniciaram o processo de ocupação do interior da ilha, porém foram expulsos em 1616 pelos portugueses. Em seguida, foram dominados por holandeses, retomando a posse definitiva da terra em 1618. Com a ocupação sistemática dos colonizadores, o povoamento começou a ocorrer de forma mais intensa, avançando do litoral para o interior através dos cursos doa rios que deságuam no Golfão Maranhense. No que se refere a população do município de Paço do Lumiar, a grande maioria está localizada na zona rural e uma pequena parcela na área urbana. Em 1970, a população rural era de 13.002 habitantes, enquanto a urbana 516 (BRASL,1971). O número de pessoas aumentou, porém permaneceu a característica rural. No censo de 2000 foram registrados 75.000 habitantes rurais e apenas 1.188 urbanos. De acordo com a divisão municipal da ilha do Maranhão, o conjunto do Maiobão localiza-se na zona rural do município de Paço do Lumiar, porém esse conjunto possui características de zona urbana, como, equipamentos urbanos, infra-estrutura e saneamento básico, enquanto quase todo o município de Paço do Lumiar caracteriza-se como uma comunidade com baixíssimo perfil urbano, com grande parte do seu território ocupado por pequenos povoados que não dispõem de infra-estrutura suficiente para a qualificação como áreas urbanas. Tendo seu território ocupado por áreas predominantemente rurais da Ilha do Maranhão, a economia desenvolvida no município de Paço do Lumiar, caracteriza-se por atividades do setor primário, em especial a agricultura, que se destaca por sua importância para a população do município. As atividades econômicas desenvolvidas na área da bacia do rio Santo Antônio seguem o padrão das que são praticadas em nível regional, consistindo de práticas agrícolas que caracterizam a economia dos municípios de Paço do Lumiar e de São José de Ribamar. Essas atividades estão concentradas na agricultura de subsistência e na produção de verduras e legumes destinados às feiras e mercados de São Luís e SãoJosé de Ribamar. Faz-se necessário ressaltar, ainda, a importância da pecuária que se apresenta como uma atividade econômica de grande relevância na estrutura produtiva local, abastecendo o comércio de São Luís. A pesca é praticada de forma artesanal, no mar, igarapés, rios e lagos, destacando-se, a produção de peixe, camarão, caranguejo e sururu, sendo esta atividade, utilizada pelos proprietários na produção para o próprio consumo. Apenas o pescado de primeira qualidade (pescada e camarão graúdo) são repassados aos intermediários que os comercializam no Maiobão e em SãoLuís (RIBEIRO,1999:27). No que se refere aos aspectos culturais da área, as manifestações folclóricas e religiosas mais importantes são: bumba-meu-boi, tambor de mina, tambor de crioula, festa 23
  • 24. do Divino Espírito Santo. Além dessas, existem ainda as festas de São Sebastião, Santo Antônio, Santa Maria e Nossa Senhora da Luz. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Plantação de verduras e legumes próximo a bacia do rio Santo Antonio Levando em consideração a dinâmica da paisagem da área nordeste da Ilha do Maranhão, fez-se necessário o estudo dos parâmetros morfométricos da bacia do rio Santo Antônio, para caracterizar as transformações dessa área, através da dinâmica da drenagem, além de ser um importante instrumento para conhecimento da influência antrópica direta ou indireta no equilíbrio fluvial, cujos reflexos estão na erosão, no assoreamento, em inundações e no comprometimento da qualidade da água. Segundo Christofoletti (1980:106), a hierarquia fluvial consiste no processo de se estabelecer a classificação de determinado curso de água no conjunto total da bacia hidrográfica na qual se encontra. Conforme a ordenação de Strahler (1952) apud Christofoletti (1980:106), os menores canais sem tributários, são considerados como de primeira ordem, estendo-se desde a nascente até a confluência; os canais de segunda ordem surgem da confluência de dois canais de primeira ordem e só recebem afluentes de primeira ordem; os canais de terceira ordem surgem da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo receber afluentes de segunda e de primeira ordem; os canais de quarta ordem surgem da confluência de dois canais de terceira ordem, podendo receber tributários das ordens inferiores, e assim sucessivamente. De acordo com a metodologia proposta por Strahler (1952) apud Christofoletti (1980:107), pode-se classificar o rio Santo Antônio como um canal de 4a ordem. No conjunto, os rios da bacia do Santo Antônio compreendem 62 canais de 1a ordem, 14 de 2a ordem, 05 de 3a ordem e 1 de 4a ordem. Conforme Christofoletti (1980:102) a drenagem fluvial é composta por um conjunto de canais de escoamento inter-relacionados que formam a bacia de drenagem, definida como a área drenada por um determinado rio ou por um sistema fluvial. De acordo com Cunha (1994:223), no que se refere ao escoamento fluvial as bacias de drenagem podem ser classificadas em: exorréicas, quando a drenagem se dirige para o mar; endorréicas, 24
  • 25. quando a drenagem se dirige para uma depressão, dissipa-se nas areias do deserto ou penetra nas depressões cársticas. O padrão arréico expressa uma drenagem sem estruturação em bacia hidrográfica, sendo o caso das áreas desérticas, onde a precipitação é insignificante, e a atividade dunária, intensa. Quando as bacias são subterrâneas, como nas áreas cársticas, são denominadas como criptorréicas. De acordo com esta classificação, a bacia do rio Santo Antônio pode ser classificada como exorréica. Os padrões de drenagem, para Christofoletti (1980:103), “referem-se ao arranjamento espacial dos cursos fluviais que podem ser influenciados em sua atividade morfogenética pela natureza e disposição das camadas rochosas, pela resistência litológica variável, pelas diferenças de declividade e pela evolução geomorfológica da região”. Utilizando-se o critério geométrico, os tipos básicos dos padrões de drenagem são: dendrítica, em treliça, retangular, paralela, radial, anelar, desarranjadas ou irregulares. A bacia do rio Santo Antônio apresenta padrão de drenagem do tipo dendrítica, também designada arborescente, pois assemelha-se áconfiguração de uma árvore. Para Christofoletti (1980:113), na análise areal das bacias hidrográficas estão englobados vários índices nos quais intervêm medições planimétricas dentre as quais destacam-se: a área e o comprimento da bacia, e a densidade dos rios. A área da bacia, corresponde a área drenada pelo conjunto do sistema fluvial. Esse parâmetro pode ser calculado através de várias técnicas, pela pesagem de papel uniforme, através do uso de programas de computador. Entre as técnicas mais simples, está o uso do planímetro: busca-se um ponto adequado para se posicionar o pólo do instrumento, de modo que os braços do mesmo possam deslizar e alcançar, de forma confortável, todos os pontos do perímetro, percorre- se todo o contorno da figura a medir, com o minicírculo do traçador coincidindo rigorosamente com a linha de contorno, sempre deslizando no sentido horário, até retornar à origem. Aplicando-se esta metodologia, verificou-se que a área da bacia do rio Santo Antônio estáem torno de 108 km². Em relação ao comprimento da bacia, Christofoletti (1980:113) apresenta várias definições, dentre as quais pode-se destacar: a) distância medida em linha reta entre a foz e o ponto do perímetro que assinala a eqüidistância entre este ponto e a foz; b) maior distância medida em linha reta entre a foz e determinado ponto do perímetro; c) distância medida em linha reta entre a foz e o mais alto ponto situado ao longo do perímetro; d) distância medida, em linha reta, acompanhando paralelamente o rio principal. Dependendo das características de cada bacia, faz-se a escolha do critério mais adequado para a mensuração de seu comprimento, ou em alguns casos pode-se usar as quatro definições. O comprimento total da bacia do rio Santo Antônio é de aproximadamente 21,0 km (Figura 05). Para a obtenção desta medida, considerou-se a distância, em linha reta, acompanhando paralelamente o rio principal, devido a forma da bacia. 25
  • 26. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Padrão de drenagem e comprimento da bacia do rio Santo Antônio. Segundo Guerra (1997:195) “descarga líquida, é a quantidade de água que passa por uma seção do rio em um segundo. Os dados são apresentados sob a forma de m3/s. A análise da descarga líquida é importante em regiões com alto índice de deficiência de recursos hídricos, porque permite conhecer o comportamento dos cursos d´água e, a partir dos dados e das informações obtidas, pode-se realizar o planejamento da captação, do uso e do aproveitamento deste recurso, como, por exemplo, na construção de açudes, canais de irrigação, etc. A descarga líquida encontrada no trecho do rio Santo Antônio é o resultado da relação entre a largura (22 m), a profundidade média (0,86 cm) e a velocidade da corrente (0,1213 m/s), obtendo-se a descarga de 2,30 m3/s. Esses dados foram obtidos durante o período chuvoso. A descarga líquida encontrada nesse mesmo trecho no período seco foi 1,42 m3/s, sendo o resultado da relação entre a largura (22 m), a profundidade média (0,36 cm) e a velocidade da corrente (0,1770 m/s). Segundo Cunha (1996:165) elaborações sucessivas e repetidas dos perfis transversais, em uma escala de tempo intermediária (de meses a 1 ano), representa um bom método para avaliar as mudanças laterais dos canais e a erosão das margens. Relativamente ao rio Santo Antônio, a seção transversal possui uma área de 19 m2 com profundidade variando entre 1,08 cm a 0,73 cm. Os impactos ambientais recentes da bacia do rio santo Antônio, nos remetem as velhas questões ambientais debatidas em muitas reuniões e encontros sediados pelo mundo, o rio Santo Antonio em São Luis no Maranhão tem sido agravado desde a consolidação do sistema econômico capitalista, em consequência da apropriação e do uso inadequado dos recursos naturais, com objetivo de alcançar riqueza e poder. Na ilha do maranhão, a exploração dos recursos naturais tem gerado uma série de impactos ambientais, principalmente aos cursos hídricos. A maioria dos rios encontra-se em estado adiantado de degradação, devido a interferência humana, de forma irracional. 26
  • 27. Neste conjunto, está inserida a bacia do rio Santo Antônio, evidenciando-se diversos problemas ambientais, dentre os quais se destacam: ocupação, desmatamento, erosão e assoreamento, deposição de lixo e o lançamento de esgotos. Segundo Cunha e Guerra (1996:360), a ocupação desordenada de áreas de uma bacia hidrográfica gera agravamento nos desequilíbrios de origem natural. Este desequilíbrio se manifesta através da alteração de um ou mais parâmetros ambientais como a fauna, a flora, a hidrodinâmica e a morfologia entre outros. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Ocupação de bares próximo as margens do rio Santo Antonio. A ocupação dos espaços naturais na Ilha do Maranhão, tem sido desenvolvida sem o planejamento adequado, causando desequilíbrios ambientais de diferentes ordens de magnitude, com maior gravidade sobre os recursos hídricos. A ocupação compreende às áreas de manguezais e mata galeria que estão dispostos na área da bacia do rio Santo Antônio, causando grande devastação pela rápida expansão urbana. O município de Paço do Lumiar, atualmente possui uma área correspondente a 121,4 km² e uma população de76.188 habitantes (BRASIL,2000). Na área da bacia do rio Santo Antônio, a ocupação vêm gerando alguns problemas, dentre os quais se destacam: ameaça à sustentabilidade do sistema de aproveitamento da água para consumo da população ribeirinha e a devastação da fauna e da flora. Na área da bacia do rio Santo Antônio, a mata ciliar estácompletamente devastada no seu curso superior, localizada nas vertentes da Chapada do Tirirical e a sua destruição está relacionada ao acelerado processo de ocupação espacial, sem planejamento urbano, do município de São Luís, particularmente com a construção dos conjuntos habitacionais, Cidade Operária e Paranã. 27
  • 28. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Mapa de uso e ocupação do solo Devido as características predominantemente rurais do município de Paço do Lumiar, o médio e o baixo cursos do rio Santo Antônio estão razoavelmente conservados pois as ocupações, nestas áreas, caracterizam-se pela presença de pequenos povoados como: Pau deitado, Mojó, Salina, Pindoba, Iguaíba e Tinduba, nos quais não se evidencia grande devastação na vegetação protetora do curso d’água. No baixo curso do rio, o desmatamento das áreas de mangues é bastante reduzido, sendo um dos conjuntos florísticos mais conservados de toda Ilha, inclusive servindo de subsistência para população ribeirinha, através da extração de mariscos e moluscos. As consequências do desmatamento da vegetação, na área - objeto do estudo, podem ser visualizadas nas proximidades do pesque–pague Wang Park, principalmente no período chuvoso, quando ocorre o aumento do nível de vazão, com transbordamento sobre o leito normal, dificultando a circulação de pedestres e de veículos. 28
  • 29. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Desmatamento próximo as margens do rio Santo Antonio. Segundo Guerra (1994:150), os processos erosivos dependem de uma série de fatores controladores como: erosividade de chuva, erodibilidade do solo, densidade da cobertura vegetal e características das encostas. A partir da ação desses fatores, ocorrem os mecanismos da infiltração de água no solo, armazenamento, escoamento em superfície e em subsuperfície que podem ser acelerados ou retardados a partir das intervenções humanas. No que se refere a área de estudo, pode-se verificar que os processos erosivos ocorrem principalmente no período chuvoso, mediante a ação da drenagem pluvial e fluvial; e durante todo o ano, pela ação antrópica pois é intensa a extração e o transporte de barro (silte e argila) para a construção civil. O material que fica solto é transportado para o rio ocasionando os processos de assoreamento e de alteração da morfologia do canal. 29
  • 30. Fonte Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Extração de barro no leito do rio Santo Antonio. No período seco dominam os agentes eólicos que são responsáveis pela modelagem do relevo, principalmente nas áreas desprovidas de vegetação, causando erosão eólica nas margens do rio Santo Antonio. A área de deposição do lixo no município de Paço do Lumiar não obedece nenhum padrão de gerenciamento, causando degradação ambiental e problemas com a saúde pública. Constitui um lixão a céu aberto com sérios problemas sanitários e ambientais, representando um grande prejuízo à qualidade da água do rio Santo Antônio e das áreas de abastecimento através de poços, principalmente através da poluição do lençol freático pelo chorume originado do lixo. Outro problema, é o acelerado processo de ocupação espacial na área com risco de intoxicação dos moradores e de explosão de gás metano (CH4) infiltrado no solo na área do lixão. Além disso, sua localização está inadequada, devido à proximidade da área de expansão urbana e a direção predominante dos ventos que converge para alguns povoados do município como Pindoba e Iguaíba. Outra área de deposição do lixo no município é nas margens do rio Santo Antônio, que contribui para o processo de degradação ambiental desse ambiente. O lançamento de esgoto doméstico nos cursos d’água provoca problemas muito sérios como: a contaminação por bactérias patogênicas e por substâncias orgânicas e inorgânicas. Os resíduos orgânicos lançados no canal, através de redes de esgotos, possibilitam a proliferação de bactérias e outros microrganismos que consomem o oxigênio dissolvido. Sem oxigênio os peixes vão morrendo aos poucos, e toda a vida no rio vai deixando de existir, morrendo inclusive as bactérias. O rio Santo Antônio era conhecido pelas suas águas claras e límpidas, com rica fauna e flora. Porém, o lançamento de dejetos in natura através dos esgotos alterou sua qualidade ambiental. 30
  • 31. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Erosão eólica nas margens do rio Santo Antonio A água é um recurso indispensável ávida, pois é um fator importante para o bem- estar social e para desenvolvimento econômico. Porém, esse recurso está ameaçado devido à exploração intensa e ao descaso do homem quanto à conservação que contribuem para a sua degradação. A poluição das águas vem se tornando um problema de difícil solução para a sociedade. Com o rápido crescimento da população e o desenvolvimento industrial, cresce também a exploração dos recursos hídricos, causando o seu desequilíbrio. Segundo Drew (1998:178), a deterioração da qualidade da água nas cidades é quase inevitável, principalmente por causa dos rejeitos industriais e sanitários que causam a elevação da concentração química e do conteúdo orgânico dos rios. Na Ilha do Maranhão, as bacias hidrográficas, sofrem intensa degradação comprometendo a sua qualidade ambiental. Isto ocorre devido a máutilização do recursos hídricos e ao descaso das autoridades locais pois compete ao poder público, juntamente com a população, a preservação e a defesa de um ambiente ecologicamente equilibrado. A legislação ambiental estadual compreende muitas leis e decretos que, via de regra, não se relacionam especificamente com os municípios. A legislação vigente atualmente, com maior expressão, é o Código de Proteção do Meio Ambiente do Estado do Maranhão, instituído pela Lei 5.405, de 08 de abril de 1992, com as alterações contidas na Lei 6.272, de 06 de fevereiro de 1995. 31
  • 32. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Figura 01 – Lixo a céu aberto; Figura 02 – Acúmulo de lixo nas margens do rio Santo Antonio. De acordo com o Art. 2º, do capítulo I do Código de proteção do Meio Ambiente do Estado do Maranhão, a Política Estadual do Meio Ambiente tem por finalidade a preservação, conservação, defesa, recuperação e melhoria do meio ambiente, como bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Segundo a CAEMA (2002) os resultados dos parâmetros analisados, estão dentro dos intervalos estabelecidos para as águas superficiais, devendo ser levado em conta, os dados relativos à cadeia nitrogenada (amoniacal, nitroso e nítrico) (Tabela 01), que demonstram haver poluição recente, confirmada pela bacteriologia, uma vez que essas substâncias são oxidadas rapidamente na água. O resultado da análise bacteriológica das águas do baixo curso do rio Santo Antônio, no ponto coletado próximo ao Wang-Park, situado na Avenida Principal, Pindaí foi de 2.419,2 coliformes fecais por 100 ml. Este índice ultrapassa o nível permitido pela Portaria 1.469, de 29 de Dezembro de 2000, do Ministério da Saúde, que estabelece valores menores do que 1 como aceitáveis para que as águas estejam próprias para o consumo (CAEMA). O acelerado crescimento populacional, o desenvolvimento industrial e o uso cada vez maior de fertilizantes químicos e inseticidas nas lavouras têm causado sérios danos aos cursos hídricos e a vida de modo geral. No ambiente podem ocorrer acidentes ecológicos, degradação generalizada e má utilização dos recursos naturais que tornam irrecuperáveis os níveis ideais de equilíbrio ou comprometem o uso de muitas áreas exigindo-se a elaboração de diagnósticos ambientais, para que se possa elaborar prognósticos e estabelecer diretrizes de uso dos recursos naturais de modo racional, minimizando a deterioração da qualidade ambiental. 32
  • 33. Fonte: Monografia de Geografia de Maria de Jesus Ferreira / Imagem: Coloração escura da água devido ao lançamento de esgoto no rio Santo Antonio. De acordo com os resultados obtidos no presente estudo, conclui–se que a área da bacia do rio Santo Antônio está seriamente comprometida em seu equilíbrio ecológico, devido ás atividades antrópicas, como: ocupação desordenada, que compromete a sustentabilidade do aproveitamento da água; o desmatamento da mata ciliar, que é mais intenso no curso superior; a erosão, causada pela ausência da vegetação decorrente do desmatamento; o assoreamento, através da deposição do material que é transportado para o rio; a deposição de lixo, nas margens do rio, em consequência da falta de consciência ecológica dos moradores e o lançamento de esgotos “in natura” devido à falta de saneamento básico. Para tentar minimizar os problemas de degradação ambiental, na área da bacia do rio Santo Antônio recomenda–se, a aplicação de políticas públicas orientadas a redução dos impactos antrópicos e o equacionamento dos problemas causados pelos impactos ambientais recorrentes e adoção de medidas mitigadoras que possam atenuar tais problemas. É necessário ainda, maior sensibilização da população quanto à preservação dos recursos hídricos da área, enfatizando–se a importância destes para a manutenção da qualidade ambiental e o desenvolvimento das atividades bióticas geral. Vale ressaltar também a importância da educação ambiental nas mudanças de mentalidade da sociedade com vista ánecessidade de se adotar novas posturas quanto a sua participação de forma ativa nos problemas ambientais. Deste modo, faz-se necessário trabalhar junto a comunidade, atividades sobre: a importância da água e de como suas atitudes podem tanto preservar esse recurso como alterar o no equilíbrio do rio, o controle do desmatamento principalmente nas margens do rio, evitando ou atenuando os processos de erosão e de assoreamento e o trabalho de reflorestamento. 33
  • 34. BACIA HIDROGRAFICA DO RIO JENIPARANA Quem trafega pela Avenida Tancredo Neves, no Jeniparana, pode não saber, mas a vala que passa por baixo da ponte existente na via é, na verdade, o que sobrou do Rio Jeniparana, que está morrendo por causa do assoreamento e do acúmulo de lixo em seu leito. A falta de conscientização da população para a importância da preservação dos recursos naturais e a ausência de um plano gestor dos recursos hídricos são algumas das ameaças às bacias hidrográficas da Ilha de São Luís. A Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana ocupa uma área de 81,18 quilômetros quadrados na região da Cidade Operária, estendendo-se por 15,03 quilômetros, cortando bairros como Cidade Olímpica, Jardim América, Vila Janaína, Jeniparana, Mata e regiões adjacentes. Hoje, a nascente do rio, entre as Unidades 105 e 205 da Cidade Operária, está soterrada. Em visita ao leito do rio, Thereza Cristina Pereira, vice-presidente do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc), explicou que o processo de poluição do rio começou há 30 anos. O rio começou a sofrer com a ação humana quando a área no seu entorno começou a ser urbanizada com maior intensidade, sem planejamento com relação aos recursos naturais. As principais causas da degradação do rio Jeniparana, é o depósito de esgoto e de lixo advindos dos bairros de sua área de influência. Os moradores do entorno depositam o lixo domestico no canal deste rio. Em seu leito é possível ver embalagens plásticas, caixas de papelão, restos de plantas e até sofás e colchões são vistos sobre o curso d'água. As tubulações feitas pelo poder público seguem esse modelo. A vegetação das margens, em diversos pontos, já desapareceu. Fonte: Jornal o Estado do Maranhão / Imagem: Poluição e descaso com o Rio Jeniparana na cidade de São Luis no Maranhão. Betânia Mendonça, que mora ao lado do rio há 10 anos, acompanhou de perto o processo de degradação do recurso hídrico. Em relato a esta pesquisa ela afirmou: "Quando eu cheguei aqui o rio já estava em processo de poluição. Muita gente que passa 34
  • 35. por aqui se refere a ele como uma vala de esgoto porque a água é preta, fede e é sempre lotado de lixo. Até animais mortos jogam aqui no leito deste rio". Na região da Estrada da Mata, a construção de imóveis está aumentando o aterramento do rio Jeniparana. "Construções muito próximas das margens dos rios podem causar o acúmulo de água na área, pela falta de espaço, e isso causa alagamentos. O ideal seria que essas construções ficassem a uma distância aproximada de 50 metros", explicou o professor Manoel Araújo, um dos coordenadores do Comitê Infanto - Juvenil da Bacia Hidrográfica do Rio Jeniparana, formado por seis escolas comunitárias da área, com o intuito de engajar a juventude na preservação e conservação dos seus recursos hídricos. A total inexistência de consciência ambiental no Estado do Maranhão esta em foco e sobre amostra real de impactos ambientais seriíssimos, os descasos referentes aos recursos hídricos pode ser observado a céu aberto, em galerias, nas ruas ou sob os nossos pés. O problema com esgoto em São Luís, e no Maranhão, é uma realidade preocupante. O lixo sem nenhum tipo de saneamento é despejado em terrenos baldios, muitas das vezes pelos próprios moradores, mostrando a evidente falta de consciência ambiental. “Esse descaso e a falta ou inexistência de consciência ambiental esta aos poucos vitimando o rio jeniparana na cidade de São Luis do Maranhão. Este rio localizado na Cidade Olímpica, atualmente não passa de uma galeria de esgoto. Infelizmente é assim que o Governo do Estado ver os seus recursos hídricos, como um mero receptor de seus efluentes. Neste rio são despejados dejetos e lixo, sem qualquer tipo de cuidado especializado e quem reside nas proximidades é obrigado a conviver com a sujeira e o mau cheiro. O rio tem nascente na Cidade Operária, passando pela Cidade Olímpica, Jardim América e Santa Efigênia, desaguando no Rio São João no município de São José de Ribamar”. Abrantes, F. Roosevelt; São Luis – Ma, 21/02/2013 Além do lixo, construções em ocupações consideradas irregulares, também ajudam na destruição do que possa ter restado do rio. De acordo com o coordenador da Escola Comunitária Nossa Senhora da Conceição, Manoel Araújo, hoje o Rio Jeniparana é um rio morto. “O que podemos observar é que o Jeniparana é usado apenas como esgoto ao céu aberto pelos bairros da Cidade Operária e parte do Jardim América”, observa com preocupação o coordenador. Ele lamenta que futuramente, caso não seja feito um resgate desses recursos hídricos em São Luís, logo estarão todos poluídos ou escassos. Por esse motivo alunos da escolinha em que Manoel é coordenador, recebem educação ambiental para formar uma a consciência pela preservação da natureza. “É por esse motivo trouxemos crianças até aqui, para mostrar a elas que destruir é fácil, mas preservar é difícil”, conclui. (entrevista realizada pelo jornal O Estado do Maranhão). No Brasil, 22% da água doce são destinadas ao uso doméstico. Com o passar dos anos esse bem esta se tornando mais escasso. Resultado da poluição ambiental e degradação dos recursos hídricos. No Maranhão a organização não governamental, H2Ong, trabalha na busca de alternativas para tentar solucionar a contaminação das águas. A ausência do tratamento de esgoto é hoje um dos principais motivos que torna a água inadequada para o consumo. “A H2Ong trabalha seguindo todas as linhas no que diz respeito à preservação de águas. Um dos grandes focos de combate que temos é essa falta de esgotamento e saneamento 35
  • 36. em São Luís, e dentro do estado do Maranhão como um todo. Portanto, buscamos de todas as formas, dentro das nossas limitações, conscientizar o cidadão para que cobre do poder público e de si mesmo o tratamento dos esgotos”, enfatiza Milton Dias, presidente da H2Ong. Para tornar a água um bem preservado são necessárias pequenas atitudes, mudanças feitas nos hábitos de cada um. “Uma forma simples e teoricamente barata é tratar o esgoto, além de tratar os dejetos sanitários, porque a água é o bem maior da vida”, observa. Para Milton, com o tratamento dos esgotos será possível a todos ter melhor qualidade de vida, água encanada, sem falar na queda dos índices de doenças transmitidas por contaminação. (Reportagem: Lisiane Martins, Imagens: Paulo Henrique, Adaptação: Marcos Atahualpa Cartágenes). Outros rios da Ilha de São Luís assim como o rio Jeniparana, o rio Anil, Bacanga, Maioba, Paciência e Cachorros estão passando pelo mesmo processo ao longo de seu curso. Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) divulgado este ano alertou para a ausência de planos de gestão dos recursos hídricos no estado. "A bacia hidrográfica é a unidade de caracterização, diagnóstico, planejamento e gestão ambiental. Nela os impactos ambientais podem ser mensurados e corrigidos mais facilmente, por isso sua importância", informou Thereza Cristina Pereira. (Jornal o Estado do Maranhão) OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Durante este estudo, cinco importantes bacias hidrográficas da cidade de São Luis ficaram de fora desta pesquisa, isto ocorreu devido, principalmente por observa na literatura geográfica do Estado do Maranhão, poucos ou quase nenhum registro cientifico a respeito de suas hidrografias, reporto-me, no entanto como Técnico Ambiental, que nesta pesquisa fica registrado a existência destas importantes bacias e redes hidrográficas. São elas a segui: a) Bacia Hidrográfica do Rio Inhaúma; b) Bacia Hidrográfica do Rio Coqueiro; c) Bacia Hidrográfica do Rio Guarapiranga; d) Bacia Hidrográfica do Rio Estiva; e) Bacia Hidrográfica do Rio Itaqui. São Bacias Hidrográficas Ludovisenses importantíssimas para a cidade que precisam ser estudadas e protegidas pelo poder público e pelas unidades de estudos científicos locais, e que merecem ser preservadas e conservadas para as presentes e futuras gerações. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na atualidade o que muitos estudos têm observado é que os principais motivos de impacto negativo nos leitos dos rios são: compactação dos solos, desmatamento, erosão, poluição e pesca predatória, além da ocupação desordenada das áreas circunvizinhas das 36
  • 37. nascentes destes rios. O rápido incremento populacional ocorrido nos últimos anos não recebeu estrutura adequada do município, o que acarreta sérios prejuízos ao ambiente, dentre os quais se destacam a poluição das águas, através do despejo de esgoto e lixo nos rios, e do solo, devido ao acúmulo de lixo em áreas impróprias. Os levantamento de dados de trabalhos já existentes, mostram juntamente com esta pesquisa a importância da educação ambiental nas comunidades circunvizinhas, além de mais empenho da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, no que diz respeito a esta educação ambiental direcionada, faltam projetos de revitalização, informação que praticamente são escassas e outras ações. Dessa forma faz-se necessário uma atuação energética e efetiva para agir enquanto há tempo. Alem de todas essas medidas acima citadas, a comunidade é o principal ponto de apoio a todos essas ações pelo qual sem incentivo e contribuições das mesmas não serão possíveis a execução dos mesmos. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ___________FERREIRA, Maria de Jesus. Impactos ambientais recentes na área da Bacia do rio Santo Antônio, Paço do Lumiar – MA / Maria de Jesus Ferreira.- São Luís, 2003. 43 f. Monografia (Licenciatura em Geografia) – Curso de Geografia, Universidade Federal do 37
  • 38. Maranhão, 2003. Bacia – Rio Santo Antônio - Paço do Lumiar (MA) – Impactos ambientais I. Título. Acessado em 14/02/2013 as 15:26 hs. AMBÉ, Elizângela Andrade. Caracterização Ambiental da bacia do rio das Bicas, São Luís, 2002. UFMA. Monografia de graduação. BEZERRA, J. F. R. MACHADO, J. V. e FEITOSA, A. C. Estudos dos Parâmetros Morfométricos da Bacia do rio Santo Antônio, município de Paço do Lumiar – MA. In: Anais do IX Simpósio Brasileiro de Geografia Aplicada. Recife, 2001. BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico do Maranhão de 1970. Rio de Janeiro. IBGE, 1971. _________. Ministério das Minas e Energias. Código de águas. Brasília, volume II 1980. _________. Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo do Estado do Maranhão. Diagnóstico dos Principais Problemas Ambientais do Estado do Maranhão. São Luís, LITHOGRAF, 1991. ________. Censo Demográfico do Maranhão de 2000. Rio de Janeiro, Fundação IBGE. CAEMA. Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão. 2002. CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. São Paulo, Edgard Blücher, 2ª edição, 1980. ____________. Geomorfologia fluvial. São Paulo, Edgard Blücher, volume 1, 1981. COELHO NETO, Ana Luíza. Hidrologia de Encosta na Interface com a Geomorfologia. In: GUERRA, Antonio José Teixeira, CUNHA, Sandra Baptista da, (Orgs.). Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 2ª ed. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 93- 148p.,1996. CUNHA, Sandra baptista da. Geomorfologia Fluvial. In: GUERRA, Antonio José Teixeira e CUNHA, Sandra Baptista da (Orgs.), Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2º ed. 211-252p., 1994. _________. Sandra Baptista da, GUERRA, Antonio José Teixeira(Orgs.) Geomorfologia: Exercícios, Técnicas e Aplicações. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1996. ________. Geomorfologia fluvial. In: CUNHA, Sandra Baptista da, GUERRA, Antonio José Teixeira (Orgs.). Geomorfologia: exercícios, técnicas e aplicações. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil. 157-189p., 1996. DUARTE, Paulo Araújo. Cartografia Básica. Florianópolis, EDUFSC, 2ª ed., 1988. DREW, David. Processos interativos homem – meio ambiente. 4 ed. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1998. FEITOSA, Antonio Cordeiro. O Maranhão primitivo: uma tentativa de reconstituição. São Luís, Ed. Augusta, 1983. ________. Evolução Morfogenética do Litoral Norte da Ilha do Maranhão. Rio Claro, ICGE- UNESP, 1989. Dissertação de Mestrado. ________ Dinâmica dos processos geomorfológicos na área costeira a nordeste da Ilha do Maranhão. Rio Claro, IGCE-UNRSP, 1996. Tese de Doutorado. FERREIRA, Antonio J. de A. Urbanização e problemática ambiental na Ilha do Maranhão. IN: Associação dos Geógrafos Brasileiro. VI Encontro Regional de Estudo Geográficos: Nordeste – Turismo, meio ambiente e globalização. AGB / Neo Planos :João Pessoa / Recife. Julho de 1997. P. 91 – 98. FERREIRA, Rejane de Melo. Problemas ambientais na área da bacia do rio Pimenta. São Luís, 2000. UFMA. Monografia de graduação. GARCEZ, Lucas Nogueira. Hidrologia. São Paulo, Edgard Blücher LTDA, 1967. GUERRA, Antonio José Teixeira e CUNHA, Sandra Baptista da. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2º ed., 1994. _________. Geomorfologia e Meio Ambiente. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2ª ed., 1998. _________. Impactos Ambientais Urbanos no Brasil. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2001. GUERRA, Antônio Teixeira. GUERRA, Antonio José Teixeira . Novo Dicionário Geológico –Geomorfológico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1997. 38
  • 39. KOPPEN, Whilhelm. Climatologia: com un estudio de los climas de la tierra. México. Fondo de Cultura Economica, 1948. LEINZ, Viktor, AMARAL, Sérgio Estanislau do. Geologia Geral. São Paulo Editora Nacional 8ª ed., 1980. MARANHÃO, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Diagnóstico dos Principais Problemas Ambientais do Estado do Maranhão. São Luís, 1991. _________. Código de Proteção do Meio Ambiente do Estado do Maranhão. São Luís – MA, 1997. _________. Diagnóstico Ambiental da Microrregião da aglomeração urbana de São Luís e dos municípios de Alcântara, Bacabeira e Rosário. São Luís, 1998. MARQUES, César Augusto. Dicionário Histórico – Geográfico da Província do Maranhão. 3a ed. Ed. Fon – Fon e Seleta. Rio de Janeiro, 1970. OLIVEIRA, Joana D’arc Costa de. Degradação do rio Buriti na sede do município de São Bernardo – MA. São Luís. UFMA, 2002. Monografia de Graduação. RIBEIRO, Lúcia Regina Pontes. A importância da agricultura na construção do espaço de Paço do Lumiar – MA. São Luís.UFMA,1999. Monografia de Graduação. ROCHA, Francisco das Chagas Costa. A problemática da área da bacia hidrográfica do rio Jaguarema, São José de Ribamar – MA. UFMA, São Luís, 2000. Monografia de graduação. ROSS, Jurandir Luciano Sanches. Geomorfologia: ambiente e planejamento. São Paulo, Contexto, 1996. TAUK, Sâmia M.(Org.). Análise ambiental: uma visão multidisciplinar. São Paulo, Editora Universidade Estadual Paulista, 1991. ZAMPIERON, Sônia Lúcia Modesto. Poluição das Águas. Disponível na INTERNET.http://www.estudaweb.hpg.ig.com.br/meio_ambiente/problemas_ambientais / poluicao_das_aguas.htm .Arquivo capturado no dia16 de junho de 2002 39

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