Cepea censo fecula2013

342 views
240 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
342
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
56
Actions
Shares
0
Downloads
3
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Cepea censo fecula2013

  1. 1. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829PRODUÇÃO DE FÉCULA FICA ESTAGNADA E MARGEM DIMINUI EM 2012O ano de 2012 pode ser considerado atípico para o sistema agroindustrial da fécula demandioca no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aprodução de raiz de mandioca, que já havia sido considerada baixa em 2011, recuou mais 7,6% em2012, resultado das menores área e produtividade, principalmente no Nordeste.A demanda por farinha de mandioca dos estados do Centro-Sul, por sua vez, aumentouexpressivamente no início do segundo semestre de 2012. Com isso, indústrias de farinha do Paraná,São Paulo e de Mato Grosso do Sul passaram a processar maior quantidade de raiz. O resultado foiaumento na disputa por matéria-prima entre farinheiras e a indústria de fécula. Como adisponibilidade de raiz não foi suficiente, farinheiras elevaram os valores pagos aos produtores,aumentando, consequentemente, a ociosidade na indústria de fécula.A capacidade instalada da indústria de fécula de mandioca no Brasil é de até 19.107 toneladasde raiz/dia e, se todas as indústrias trabalhassem pelo menos 200 dias por ano a plena capacidade,poderiam ser processadas 3,82 milhões de toneladas de mandioca no Brasil por ano. Contudo, dadosdo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, em 2012, foramprocessadas cerca de 2,04 milhões de toneladas de raiz, o que resultaria em estimativa de ociosidadede 46% da capacidade instalada na indústria de fécula brasileira. Neste ritmo de produção, e comrendimento médio de amido de 25%, poderiam ter sido produzidas 955,3 mil toneladas de fécula.Porém, a produção efetiva ficou pouco acima da metade desse total.Dados primários obtidos pelo Cepea no “Levantamento sobre o desempenho da indústria defécula de mandioca no Brasil em 2012”, estudo realizado pelo 9º ano consecutivo em parceria com aAssociação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), apontam que o volume total defécula produzido em 2012 foi de apenas 519,67 mil toneladas (Figura 1), praticamente igual ao do anoanterior. Apesar da expressiva ociosidade, no geral, os dados surpreenderam as expectativas dosagentes, que esperam produção bem inferior à do ano anterior.Essas informações foram obtidas a partir de questionários enviados para as 73 fecularias ematividade no Brasil em 2012 (100% do total), havendo um total de respostas de 83,5% até março de2013. Para as empresas não respondentes, os dados sobre produção foram estimados pelo Cepea combase em informações sobre processamento de matéria-prima, dias de trabalho e rendimento médio deamido coletados semanalmente junto a essas próprias empresas.Assim como em anos anteriores, a produção de fécula de mandioca continuou concentrada noParaná, onde foram produzidas 374,3 mil toneladas, representando 72% do total nacional. MatoGrosso do Sul ficou em segundo no ranking, com 88,2 mil toneladas produzidas e 17% do total. Noestado de São Paulo, a produção totalizou 48 mil toneladas, 9,2% do total. Somados, os estados deSanta Catarina, Pará e Bahia produziram 9 mil toneladas, representando 1,7% do total nacional. Valedestacar que, entre 2011 e 2012, Paraná teve o maior avanço em termos de produção, como se observana Tabela 1.
  2. 2. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829170,00185,00200,00240,00290,00220,00235,00300,00328,00368,00400,00575,00667,00428,10410,13592,70595,05545,01565,11582,93542,20519,16519,6705010015020025030035040045050055060065070075019901991199219931994199519961997199819992000200120022003200420052006200720082009201020112012miltoneladasFigura 1. Evolução da produção brasileira de fécula de mandioca entre 1990 e 2012.Fonte: Abam para os anos de 1990 a 2003; Cepea-Esalq/USP, de 2004 a 2012.Tabela 1. Produção total e participação dos estados na produção nacional de fécula entre 2010 e 2012.Estados2010 2011 2012Produção (t) % do total Produção (t) % do total Produção (t) % do totalPR 404.248,50 74,6% 365.989,25 70,5% 374.336,09 72,0%MS 80.802,81 14,9% 88.536,25 17,1% 88.246,82 17,0%SP 50.728,33 9,4% 55.383,17 10,7% 48.027,86 9,2%SC 5.860,75 1,1% 6.797,50 1,3% 4.760,00 0,9%PA - - 1.650,00 0,3% 3.000,00 0,6%BA - - 800,00 0,2% 1.300,00 0,3%GO 560,00 0,1% - - - -Total 542.200,39 100,0% 519.156,17 100,0% 519.670,77 100,0%Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).Regionalmente, a produção concentrou-se no noroeste paranaense, com 219,4 toneladas e42,2% do total. Vale destacar que, após ter diminuído em 2011, em 2012, a produção da regiãoavançou 6,4%. O extremo-oeste do Paraná representou 18,3% da produção total nos dois últimos anos.Já no centro-oeste do estado, houve recuo de 7,6% na produção em 2012, passando a representar 7,6%do total.
  3. 3. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829No extremo-sul de Mato Grosso do Sul, a produção de fécula de mandioca totalizou 41,7 miltoneladas em 2012, crescimento de 11,6% em relação a 2011 e a região passou a representar 8% dototal nacional. Por outro lado, no sudeste de MS, o total produzido decresceu 9% e a região passou arepresentar 8,9% do total de 2012, percentual que era de aproximadamente 10 em 2011.Nas regiões de Santa Catarina, a produção baixou expressivamente no último ano. No alto valedo Itajaí, o recuo foi de 55,4% e a região passou a representar 0,1% do total nacional em 2012. Nolitoral sul-catarinense, a baixa foi de 22,3%, representando 0,8% do total de fécula produzido. No Paráe na Bahia houve avanços, mas esses estados têm baixa participação no total de fécula de mandiocaproduzido no Brasil. Os dados da produção regional, bem como a participação de cada uma dasregiões no total, são apresentados na Tabela 2.Tabela 2. Produção total e participação das regiões na produção nacional de fécula entre 2010 e 2012.Regiões2010 2011 2012Produção (t) % do total Produção (t) % do total Produção (t) % do totalNOP 235.527,40 43,5% 206.189,75 39,7% 219.476,20 42,2%EOP 89.865,17 16,6% 95.076,46 18,3% 95.095,39 18,3%COP 78.855,93 14,6% 64.723,05 12,5% 59.764,49 11,5%ASI 50.728,33 9,4% 55.383,17 10,7% 48.027,86 9,2%SOM 43.280,10 8,0% 51.096,60 9,8% 46.453,89 8,9%ESM 37.522,71 6,9% 37.439,65 7,2% 41.792,93 8,0%LSC 2.600,00 0,5% 5.227,50 1,0% 4.060,00 0,8%PA - - 1.650,00 0,3% 3.000,00 0,6%BA - - 800,00 0,2% 1.300,00 0,3%AVI 3.260,75 0,6% 1.570,00 0,3% 700,00 0,1%GO 560,00 0,1% - - - -Total 541.640,39 100,0% 519.156,17 100,0% 519.670,77 100,0%Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).Legenda: LSC: Litoral Sul-Catarinense (região de Capivari de Baixo), EOP: Extremo-Oeste Paranaense (região deMarechal Cândido Rondon), COP: Centro-Oeste Paranaense (região de Araruna), NOP: Noroeste Paranaense (região deParanavaí), ESM: Extremo-Sul Sul-mato-grossense (região de Naviraí), SOM: Sudeste Sul-mato-grossense (região deIvinhema), ASI: Assis SP (região de Assis), GO: Goiás, AVI: Alto Vale do Itajaí (região de Rio do Sul), PA: Pará (regiãode Mojú) e BA: Bahia.Com produção estável e demanda crescente, os preços da mandioca e derivados subiramexpressivamente de meados de agosto de 2012 até o final de março de 2013. A média nominal a prazoda raiz de mandioca em 2012 foi de R$ 236,88/tonelada, 8,7% superior à de 2011 (Figura 2). Para afécula, a média nominal a prazo foi de R$ 1.344,98/t em 2012, 6% acima da do ano anterior (Figura3).
  4. 4. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-882956,93190,59238,69112,4292,43138,52159,32151,39240,29217,95236,880,0025,0050,0075,00100,00125,00150,00175,00200,00225,00250,00275,002002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012R$/toneladaFigura 2. Preços médios nominais acumulados da raiz de mandioca entre 2002 e 2012.Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).445,681.165,471.461,81779,03649,37881,41961,64939,211.405,721.267,951.344,980,00100,00200,00300,00400,00500,00600,00700,00800,00900,001.000,001.100,001.200,001.300,001.400,001.500,001.600,002002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012R$/toneladaFigura 3. Preços médios nominais acumulados da fécula de mandioca entre 2002 e 2012.Fonte: Cepea-Esalq /USP (2013).Em 2012, os preços da raiz de mandioca subiram proporcionalmente mais que os da fécula,diminuindo, assim, as margens brutas na indústria de fécula. Dados do Cepea indicam que a relaçãoentre os preços da fécula e raiz, na média entre 2002 e 2012, foi de 6,36, mas puxados pelas relaçõesobservadas em 2002, 2005 e 2006. Na prática, desde 2008, esta relação está em queda, tendo chegadoao menor patamar justamente em 2012, quando foi de 5,67, como se observa na Figura 4.
  5. 5. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-88297,836,126,126,937,036,366,046,205,855,825,680,001,002,003,004,005,006,007,008,002002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012RelaçãopreçoféculaepreçoraizdemandiocaRelação de preços MédiaFigura 4. Relação de preços fécula e raiz de mandioca entre 2002 e 2012.Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).Considerando-se o valor médio nominal da fécula de mandioca a R$ 1.344,98/t em 2012 emultiplicando-se este valor pela produção total (519,67 mil toneladas), obtém-se o Valor Bruto daProdução (VPB) da fécula de mandioca na marca de R$ 698,94 milhões, acréscimo de 6,2% emrelação ao de 2011 (R$ 658,26 milhões). Entretanto, considerando-se os preços reais (descontando-sea inflação do período), o faturamento da indústria de fécula aumentou ligeiro 0,2% ante o calculadopara 2011, quando foi de R$ 697,51 milhões. Esses dados podem ser observados por meio da Figura5.
  6. 6. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829Figura 5. Faturamento nominal e real da indústria de fécula de mandioca no Brasil entre 2002 e 2012.Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).Em 2012, os principais segmentos demandantes de fécula de mandioca foram: Atacadista(25% do total), massa, biscoito e panificação (18,6%), papel e papelão (15,8%), frigoríficos (13,2%),varejistas (7,6%), gerais (5,6%), outras fecularias (5,2%), indústria química (4,7%), setor têxtil (3,7%)e exportação (0,6%), conforme pode se observar na Figura 6.Atacadistas25,0%Massa, biscoito epanificação18,6%Papel e papelão15,8%Frigoríficos13,2%Varejistas7,6%Gerais5,6%Outrasfecularias5,2%Indústriasquímicas4,7%Têxtil3,7%Exportação0,6%Figura 5. Segmentos consumidores de fécula de mandioca em 2012.
  7. 7. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).Em 2012, o segmento atacadista continuou como o principal demandante de fécula demandioca, absorvendo 25% da produção total. As vendas de fécula para o setor de massa, biscoito epanificação avançaram 25,6% e, em 2012, o setor se destacou como segundo principal mercado,consumindo 18,6% da produção.Vale destacar que as vendas de fécula para o setor papeleiro têm diminuído desde 2009. Dadosobtidos pelo Cepea por meio do questionário apontam que, entre 2011 e 2012, houve queda de 13,2%e o setor, que já foi o principal consumidor de fécula, caiu para o terceiro lugar, representando 15,8%das compras totais. A demanda por parte dos frigoríficos manteve-se relativamente estável; este setorabsorveu no correr do ano passado 13,2% da produção.O setor varejista reduziu sua participação nas vendas das fecularias, passando a representar7,6% da demanda total. Apesar dos baixos estoques, as transações entre fecularias foramrelativamente estáveis, respondendo por 5,2% da produção total.Chamou atenção a participação da indústria química e do setor têxtil enquanto demandantes defécula de mandioca. A indústria química, que, em 2011, representava 2,3% das vendas, passou arepresentar 4,7% em 2012. No setor têxtil, o aumento foi ainda mais expressivo, evoluindo de 1,1%do total em 2011 para 3,7% do total em 2012. A participação de cada setor nas compras de fécula nosúltimos seis anos é apresentada na Tabela 3.Tabela 3. Setores compradores diretamente das fecularias entre 2007 e 2012.Setores 2007 2008 2009 2010 2011 2012Atacadistas 16,6% 21,8% 19,8% 29,4% 27,7% 25,0%Massa, biscoito e panificação 14,1% 22,5% 18,7% 14,4% 14,8% 18,6%Papel e papelão 19,7% 23,5% 23,8% 20,0% 18,2% 15,8%Frigoríficos 23,7% 13,5% 16,3% 17,3% 13,1% 13,2%Varejistas 3,2% 3,8% 2,7% 3,8% 11,2% 7,6%Gerais 11,5% 5,1% 8,9% 3,4% 6,5% 5,6%Outras fecularias 2,9% 2,9% 5,1% 6,4% 5,1% 5,2%Indústrias químicas 3,4% 3,8% 2,6% 2,9% 2,3% 4,7%Têxtil 4,9% 3,2% 2,2% 2,3% 1,1% 3,7%Exportação - - - - - 0,6%Fonte: Cepea-Esalq/USP (2013).A região Sul do Brasil se destacou como principal destino das vendas de fécula de mandiocaem 2012, representando 36,9% do total. O Sudeste, que em 2011 era o principal destino das vendas,passou a ser o segundo no ranking, representando 36,2% do total. Em seguida, os destinos das vendasforam: Centro-Oeste (13,4% do total), Nordeste (11,4%) e Norte (2,1%), conforme se observa naFigura 6.
  8. 8. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829Pouco se alterou o ranking dos estados compradores e, em 2012, o Paraná foi o principaldestino das vendas, representando 24,3% do total, o que se atribui à alta concentração de feculariasque transacionam o produto entre si. Em seguida está São Paulo (22% do total), onde estão instaladasparte expressiva das empresas consumidoras de fécula.Minas Gerais destaca-se, em seguida, tendo sido destino de 13,1% da fécula comercializadaem 2012, puxadas pela indústria de massas e polvilheiras. Santa Catarina aparece como quarto destinodas vendas de fécula, representando 11,4% do total, em relação inversa com a queda da produção noestado em anos recentes.Outros estados relevantes como destino das vendas de fécula de mandioca em 2012 foram:Mato Grosso do Sul (6,3% do total), Goiás (4,3%), Bahia (2,4%), Ceará (2,2%) e Rio Grande do Sul(2%). Outros estados compradores e suas respectivas participações enquanto destino das vendas sãoapresentados na Figura 7.Sul36,9%Sudeste36,2%Centro-Oeste13,4%Nordeste11,4%Norte2,1%Figura 6. Participação das regiões brasileiras no consumo de fécula de mandioca em 2012.Fonte: Cepea-Esalq/USP (2012).
  9. 9. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-882924,3%22,0%13,1%11,4%6,3%4,3%2,4%2,2%2,0%1,8%1,8%1,6%1,3%1,0%0,8%0,8%0,7%0,6%0,5%0,5%0,3%0,2%0,1%0%3%5%8%10%13%15%18%20%23%25%28%30%ParanáSãoPauloMinasGeraisSantaCatarinaMatoGrossodoSulGoiásBahiaCearáRioGrandedoSulMaranhãoDistritoFederalPiauiMatoGrossoRiodeJaneiroAmazonasEspíritoSantoParáAlagoasRioGrandedoNortePernambucoRoraimaTocantinsRondônia%dototalFigura 7 – Principais estados consumidores de fécula em 2012.Fonte: Cepea-Esalq/USP (2012).PERSPECTIVAS PARA 2013De acordo com o IBGE, a área de mandioca a ser colhida em 2013 no Brasil deve ser 3,6%inferior à de 2012, mas a produção ainda pode se manter estável frente à do ano anterior, em 23,4milhões de toneladas.Levantamentos do Cepea, por sua vez, sinalizam que a área a ser plantada na temporada2013/14 deve se manter estável. Motivados pelos preços favoráveis desde o último trimestre de 2012,parte dos agricultores até considera aumentar o cultivo. Este cenário é mais evidente em regiõestradicionais, caso do noroeste paranaense e sudeste de Mato Grosso do Sul. Os elevados custos deprodução (principalmente de arrendamentos e de mão de obra), contudo, podem limitar esse avanço.Regiões onde há maior concorrência com grãos, a área plantada deve ser menor.No Nordeste do País, a falta de manivas para plantio deve limitar a área de mandioca nestatemporada, conforme indicam agentes da região. Além disso, agricultores que realizaram o plantiocom variedades não adaptadas acreditam que a produtividade pode ser menor. Neste cenário, aexpectativa é de que agentes Nordestinos sigam se abastecendo no Centro-Sul.Motivados por cotações em alta, produtores intensificaram a colheita de raiz no primeirotrimestre de 2013. No período, a quantidade de mandioca processada na indústria de fécula foi 6,2%
  10. 10. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULODEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIAESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"Piracicaba, 25 de abril de 2013.CAIXA POSTAL 132 • 13400-970 • PIRACICABA - SP • BRASIL • TEL: 19 3429-8837 • FAX: 19 3429-8829superior à do mesmo período de 2012. Este quadro, aliado à menor disponibilidade de raízes desegundo ciclo para 2012, passa a sinalizar para menor oferta de mandioca no segundo semestre de2013, o que poder sustentar as cotações.Dados obtidos pelo Cepea por meio de questionário junto às fecularias indicam que, em 2013,a produção de fécula deve totalizar 510,3 mil toneladas, 1,8% inferior à de 2012. Agentes consultadospelo Cepea acreditam em preços mais elevados no segundo semestre de 2013, tanto para a raiz quantopara a fécula, o que reduziria a competitividade do produto frente ao amido de milho, que deve teraumento na capacidade instalada no Brasil neste ano.

×