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  • Como é que se organizam sem estarem numa organização?
  • Como é que se organizam sem estarem numa organização?
  • Como é que se organizam sem estarem numa organização?
  • Transcript

    • 1. o carácter transdisciplinar da cultura participativa<br />Culturas de Convergência nos media<br />
    • 2. Piaget define a transdisciplinaridade como a “integração global das várias ciências” uma etapa posterior e superior à interdisciplinaridade que “não só atingiria as interacções ou reciprocidades entre investigações especializadas, mas também situaria estas relações no interior de um sistema total, sem fronteiras estáveis entre as disciplinas”.<br />Piaget, Jean, (1972). Epistemologiedesrélationsinterdisciplinaires. InCeri (eds.) L&apos;interdisciplinarité. Problèmesd&apos;enseignementet de recherchedanslesUniversités, pp. 131-144. Paris: UNESCO/OCDE. <br />
    • 3. Distractionmayinsteadrepresentourinterestfinallyfindingthetypeoftimethatsuitsitbest. Maybewhensetfreein a fieldofabundance, ourhunger moves usfromthreemeals a day to day-longgrazing. (…) Perhapsthe Web isn’tshorteningourattentionspan. Perhapstheworldisjustgetting more interesting.<br />Weinberger, D. (2002) Small Pieces Loosely Joined. New York, Basic Books.<br />
    • 4.
    • 5.
    • 6.
    • 7.
    • 8.
    • 9.
    • 10. Estamos perante uma realidade onde a competitividade ocupa um lugar secundário num espaço dominado pela participação e colaboração, através de redes de interdependências complexas e acções colectivas numa multiplicidade de áreas.<br />Esta multiplicidade de áreas leva a que, através da tecnologia todos os nossos postos de trabalho possam ser uma tipografia, uma estação de tv, uma rádio, uma comunidade ou mesmo um espaço comercial.<br />Onde fica a competitividade neste meio onde todos podemos ser um pouco de tudo e fazer de tudo um pouco?<br />
    • 11. Áreas como a economia, a gestão, o marketing, a sociologia, as ciências da informação e da comunicação olham com curiosidade para esta realidade <br />Alterações nas formas através das quais as pessoas colaboram originaram novos modelos económicos.<br />Então que modelo poderá assentar na dinâmicas estabelecidas pela cultura participativa e colaborativa das comunidades online?<br />
    • 12. Se falamos de modelos económicos então temos de pensar em organizações com fins lucrativos. <br />Então como podemos pensar em fins lucrativos quando grande parte dos utilizadores realizam todas as suas acções de forma gratuita?<br />Que papel desempenhará o utilizador nestes modelos? <br />Como é que gerido o problema da competitividade nestes modelos?<br />
    • 13. Alguns modelos económicos têm ganho espaço no seio desta cultura participativa ajudando a repensar os modelos antigos ajustando-os às novas realidades.<br />Opensourcing, partilha de bibliotecas de patentes, trabalho colaborativo com empresas fornecedoras embora sabendo que o conhecimento gerado não tem um carimbo de exclusividade e poderá ser utilizado por outro.<br />
    • 14. Criação de pequenas soluções que possam gerar colaborações por mais valias económicas. Google adsense. Se o utilizador ganha é sinal de que a Google também já ganhou.<br />Amazon.com abertura do acesso à programação a comunidades de programadores e filiais permitiu melhorar o sistema e, com isso, melhorar o produto amazon.<br />
    • 15. Reconhecimento que muitos bons produtos (Mozilla,Linux) não resultam de um trabalho no interior de uma organização, mas antes de uma dinâmica de uma comunidade altamente participativa. Aposta no apoio e dinamização destas comunidades.<br />
    • 16. Reavaliação dos dilemas tradicionais no âmbito da competitividade. <br />E-bay ultrapassa um dilema de fundo no contexto da colaboração (Prisoner Dilema), ou seja, a falta de confiança entre 2 agentes que impede a colaboração entre ambos. <br />Resolve-se este problema com a solução simples da demonstração de credibilidade como forma de assegurar que a colaboração pode ser encetada.<br />
    • 17. Reconhecimento da dimensão do número de utilizadores/produtores imiscuídos nesta cultura participativa. Que dizer da colaboração e participação em artefactos digitais como aWikipedia(mais de 200 línguas, mais de 1 milhão de artigos e isto tudo em poucos anos) ou o Youtube.<br />
    • 18. Reconhecimento que a nuvem tecnológica disponível está subaproveitada e que, com os argumentos apropriados, pode ser aproveitada para projectos que envolvam distributedcomputing.<br /><ul><li>Medicina
    • 19. Farmacologia
    • 20. Exploração espacial</li></li></ul><li>Torna-se interessante verificar que esta mudança também influencia a forma como o utilizador distribui o seu tempo de trabalho e de lazer.<br />Uma economia de 8 horas para uma de 24<br />O Período de trabalho está bem delimitado do de lazer.<br />caused by industrial revolution<br />O Período de trabalhofunde-se com operíodogeralmentedifinidoparalazer.<br />driven by quality of life<br />
    • 21. Qual o papel de utilizadores e consumidores nesta cultura participativa a nível do ciclo projectual?<br />Utilizador como um objecto de estudo<br />Utilizador como um consumidor / produtor / inovador<br /><ul><li>Feedback do utilizador
    • 22. Incremento de ideias pelo utilizador
    • 23. Geração de ideias pelo utilizador
    • 24. Inovação a nível da comunidade
    • 25. Serviços e produtos criados de forma colaborativa e participativa.
    • 26. Observação e análise
    • 27. Prototipagem
    • 28. Avaliação
    • 29. Beta testing</li></ul>Orientado para o Utilizador / Comunidade do utilizador<br />orientado para ID<br />consumidor<br />Prosumer + Proam + Innovator<br />
    • 30. Que tipo de utilizador é capaz de se enquadrar com este tipo de cultura participativa altamente transdisciplinar?<br />Não analisa e prevê, mantém-se altamente actualizado sobre o que se está a passar neste momento e sabe que necessita ter mais competências, melhor desempenho e um ritmo de aprendizagem mais acelerado como forma de assegurar o futuro.<br />Necessita de ser ágil e inteligente.<br />Necessita de encarar a mudança como uma paixão.<br />
    • 31. Como fazer isto num contexto tão transdisciplinar?<br />- Actualize-se;<br />- Tome contacto com as outras áreas científicas com que pretende lidar e tente estabelecer relações entre elas;<br />- Crie um espírito crítico (nem tudo o que ler e ouvir será totalmente verdade ou indiscutível)<br />- Procure ajuda quando necessitar.<br />
    • 32. A criatividade, o pensamento criativo e a inovação encontram novos paradigmas no âmbito da cultura participativa. Senão vejamos:<br />Não temos um grupo de pessoas, numa organização, fechadas numa sala, a matutarem sobre um desafio lançado pelos seus superiores hierárquicos e com um prazo para entregarem ideias, conceitos ou produtos.<br />
    • 33. Sendo assim não podemos acreditar que:<br />Pessoas especiais + locais especiais = criatividade e inovação traduzidas em produtos e serviços que depois são canalizado até ao utilizadores seja a solução<br />Grande problema deste paradigma: a comunicação com os utilizadores é demasiadamente unidireccional e sua intervenção no processo é muito reduzido.<br />Mesmo o UserCentered Design não resolve este problema.<br />
    • 34. Problema, ou não, é que actualmente a comunicação é bi-direccional nestes cenários de CP.<br />Ideias, produtos, serviços são lançados e voltam filtrados, por vezes melhores que os inicialmente lançados, e por vezes completamente diferentes.<br />Conceito de que quem inventa algo sabe para que serve está a esmorecer dando lugar ao conceito de:<br />Ok está aqui isto e acho que serve para isto...e tu o que achas que podes fazer com isto? Usar para isso? Pois, não tinha pensado nisso. Ou então...Estás doido?<br />
    • 35. As finalidades e os contextos de uso, serão gradualmente definidos de forma colaborativa e participativa com as comunidades de utilizadores.<br />Isto conduz ao pensamento de que a criatividade, no contexto das culturas participativas, não é algo que surge do nada, mas é antes um processo do qual surgirá algo resultado da interacção de uma comunidade de utilizadores centrados à volta de um mesmo desafio.<br />
    • 36. Importa também reconhecer que os utilizadores são os principais agentes responsáveis por inovações que rompem radicalmente com o pré-existente.<br />Porque é que estas ideias não existem no seio das organizações tradicionais?<br />Por representam um risco elevado que pode demorar a dar resultados e que, em termos financeiros, poderá não resultar. O normal será apostar num extra a algo já existente aproveitando grande parte de uma receita que já está a funcionar. <br />É inconcebível sugerir experimentar algo que poderá agradar, ou não, a um nicho de utilizadores e que, quem sabe, poderá ter sucesso no futuro.<br />
    • 37. Exemplo fora da cultura participativa altamente tecnológica:<br />A música RAP não era aposta segura no mainstream comercial há 30 anos atrás. Os próprios “utilizadores” produziram as demos, criaram a comunidade, dinamizaram o estilo e agora vê-se o resultado....<br />
    • 38. Em termo da cultura participativa de cariz mais tecnológico torna-se interessante verificar o surgimento de Pro-Amsnas mais diversas áreas. <br />Conceito de Pro-Ams – utilizadores “amadores profissionais”, que fazem por vontade própria, - “amor à camisola”- , mas o que fazem querem que seja feito com níveis de qualidade elevados. <br />Investem muito do seu tempo em incrementar os seus conhecimentos, adquirem equipamento/produtos/artefactos que possam ajudá-los a melhorar os seus resultados e, com recurso a tecnologia disponível para partilhar os seus conhecimentos em troca de mais conhecimentos (fóruns, SIG, tutoriais UGC, etc) das suas ou de outras comunidades. <br />
    • 39. Porque fazem isto? <br />Necessidade de sentir que o fazem importa (algo que por vezes não é sentido em contextos profissionais e escolares);<br />Sentido de pertença a uma comunidade;<br />Altruísmo.<br />
    • 40. Esta participação gerou mudanças enormes em várias áreas.<br />Vejamos o caso da animação 3d. <br />Década de 80 - pouquíssimos profissionais e equipamentos adequados<br />Década de 90 – mais profissionais, mais equipamento adequado - restrito ao contexto profissional<br />Mais recentemente profissionais e não profissionais (linha muito ténue); equipamento banalizado; opensource software robusto; conhecimentos partilhados na internet nas mais diversas formas (tutoriais em texto e imagens, em video, manuais, fóruns, wikis, etc). Resultado? <br />Massificação do uso de conteúdos 3D nas mais diversas áreas e projectos de distributedcomputingpara efeitos de render de animações 3d..<br />
    • 41. Solução com tendência para hibridismo<br />Organizações<br />Comunidades<br />Prosumeres<br />Equipas de criativos<br />Pro-Ams<br />Locais bonitos para se ser criativo e inovador<br />Opensource<br />Colaboração e participação<br />Colaboração e participação = fluxos bidireccionais de Ideias, produtos, serviços, soluções numa estado constante de “workinprogress”. Criatividade e inovação como um percurso sem destino final e apenas com apeadeiros <br />Ideias, produtos, serviços, soluções entregues de forma unidireccional ao utilizador final<br />Tendência para as 2 metades entrarem em diálogo<br />
    • 42. Algumas áreas científica tem contribuído para o estudo e compreensão desta área sem que, num primeiro instante, se identifique qualquer tipo de ligação.<br />É o caso da biologia que, para além de um contributo importante para o conceito de Ecologia dos Media, nos faculta também algumas metáforas para o relevo do papel individual nas dinâmicas de actividade na cultura participativa.<br />Metáforas das formigas<br />Uma formiga sozinha não tem noção do valor do seu trabalho.<br />Juntas formam uma comunidade que funciona como um todo e desempenha um conjunto de tarefas de forma organizada onde, em conjunto, percebem o seu valor como uma unidade.<br />
    • 43. O problema é que quando uma se sente perdida e acaba por fazer o que a que está à sua frente está a fazer. Isto pode dar origem a que andem em círculos até morrerem.<br />Traduzido para o contexto da cultura participativa isto quer dizer que as comunidades online valem como uma comunidade e não como um conjunto de indivíduos.<br />
    • 44. O acto de apenas seguir, ou seja, participar quase mimetizando outros membros da comunidade, poderá conduzir à criação de redes fechadas sobre si e que, eventualmente poderão definhar, tornar-se obsoletas ou então “morrer”.<br />A probabilidade da cristalização da inteligência colectiva de uma comunidade se fechar sobre si mesma é neste caso enorme. <br />Não será a primeira vez que ao percorrer uma lista de sites recomendados por membros de uma comunidade nos deparamos com sites que são recomendados de forma redundante vezes sem conta. <br />Isto sugere como fundamental a promoção do pensamento independente no seio da comunidade. <br />
    • 45. A compreensão das variáveis envolvidas na participação é, per si, um desafio transdisciplinar.<br />Trabalhos do ano anterior incluíram, a título de exemplo, as temáticas seguintes: <br />

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