Organização do Exercício Mediúnico - Material de Apoio

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Organização do Exercício Mediúnico - Material de Apoio

  1. 1. 1 PRIMEIRA COLETÂNEA DE MATERIAL DE APOIO PARA USO NA APLICAÇÃO DO CURRÍCULO NOS GRUPOS DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO Outubro de 2009 Versão 1.1 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  2. 2. 2 Nosso maior inimigo é o desconhecimento de quem somos. Espírito Leocádio José Correia O Centro espírita deve trabalhar para alcançar o foro de Universidade aberta. Espírito Antonio Grimm Currículo é vida; é, portanto, a totalidade das experiências do ser humano que são dirigidas, conotadas, para os fins de educação. O exercício mediúnico deve refletir no seu currículo a conduta de todos, permitindo uma linha processual educativa com continuidade e seqüência. Espírito Marina Fidélis C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  3. 3. 3 PROPOSTA DESTA COLETÂNEA A proposta deste trabalho é reunir um conjunto de documentos que possam servir de apoio para a leitura, estudo e debate nos grupos de exercício mediúnico. O livro ESPIRITISMO E CURRÍCULO; sugere os temas a serem trabalhados nos grupos; este trabalho sugere alguns artigos, recortes, reproduções e dinâmicas que podem facilitar a abordagem ao conhecimento que se pretende explorar. O conteúdo deste trabalho tem caráter exemplificativo e não deve ser visto como modelo, mas como padrão da diversidade de meios que o coordenador pode lançar mão para alcançar os objetivos do exercício mediúnico. Os recursos aqui disponibilizados podem servir tanto aos núcleos que já possuem módulos seqüenciais estruturados, como aos núcleos que por razões diversas ainda não tem como seguir o currículo proposto no livro Espiritismo e Currículo editado pela SBEE. As fontes utilizadas são várias e incluem as obras da codificação espírita; os livros editados pela SBEE; o Jornal Documento SBEE; artigos de jornais e revistas; notícias do cotidiano; artigos espíritas; dinâmicas de grupo e outras técnicas de apoio à condução das reuniões. Cada tema sugerido pelo currículo pode ser trabalhado com profundidade variável dependendo do módulo, prontidão ou experiência dos coordenadores e coordenandos. Para tanto o coordenador pode fazer uso de um documento base que facilite a abertura do debate e sirva de referencial para o coordenando. Tipicamente, a reunião do grupo de exercício mediúnico é um debate em torno de uma questão onde o coordenador convida a opinião dos participantes; expressa sua opinião sobre o assunto; apresenta um material que sirva de referencia e conduz para uma conclusão antes da prece de encerramento da atividade do dia. Sempre que um grupo, por alguma razão, recebe novos integrantes é importante relembrar os princípios básicos da Doutrina dos Espíritos para facilitar aos novos o entendimento e encadeamento das idéias que se está debatendo. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  4. 4. 4 SUMÁRIO Proposta desta coletânea Filosofia e objetivo do GEM – Grupo de Exercício Mediúnico Planejamento do semestre de reuniões do GEM Fase preparatória - antecede o início do semestre Leitura básica Sugestões de releitura Livro Espiritismo e Currículo Sugestões de leitura complementar Material de apoio Programa de atividades do Semestre Plano de reunião Avaliação Coordenando a reunião de exercício mediúnico Exemplos de técnicas de reunião Recursos da primeira reunião Técnicas de reunião Índice de temas, atividades e imagens disponíveis Conheça melhor os recursos do site www.sbee.org Peça cópias deste trabalho pelo e-mail: sbee@sbee.org O que é uma Doutrina? C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  5. 5. 5 Filosofia e objetivo do exercício mediúnico A filosofia do Grupo Exercício Mediúnico é alcançar o princípio básico da vida que é o espiritual e o planejamento das reuniões de grupos visa a aplicação do currículo dentro de uma pedagogia construtivista. O objetivo é promover em cada pessoa o autoconhecimento e o desenvolvimento de uma consciência crítica e ativa de seu próprio processo de vida, trazendo instrumentos e instruções fundamentais ao gerenciamento das oportunidades, desafios e contradições do cotidiano. Planejamento do semestre de reuniões do GEM Fase preparatória - antecede o início do semestre Antes do início do semestre é importante organizar o conteúdo e o material de apoio para o desenvolvimento das reuniões. Leitura básica A leitura mínima; recomendada ao coordenador e seu grupo pode ser encontrada nas páginas 39 e 63 do Livro Espiritismo e Currículo. Um método que o Coordenador pode utilizar no planejamento das 15 a 18 reuniões do semestre é o de definir um tema para cada reunião e selecionar um texto ou outro recurso que represente o exemplo ou o apoio lógico do que se está debatendo ou estudando. Sugestões de releitura Como preparação para o início de cada semestre, recomenda-se a releitura periódica de textos, mensagens e livros de apoio, que permite a ampliação e o enriquecimento da interpretação alcançada em leituras anteriores. 1- Textos de apoio e glossário do livro “Espiritismo e Currículo” 2 - Espiritismo e Exercício Mediúnico da Irmã Marina Fidélis 3 - O Médium e o Exercício Mediúnico pelo espírito Leocádio José Correia 4 - Cadernos de Psicofonias pelo espírito Antonio Grimm 5- Textos do jornal Documentos SBEE 6 - A espiritualidade ilumina a vida do homem, entre outros livros pelo espírito Leocádio José Correia Livro Espiritismo e Currículo O livro que orienta a aplicação do currículo dos Grupos de Exercício Mediúnico apresenta o seguinte conteúdo: Sugestões para o Ciclo Básico C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  6. 6. 6 Sugestões para o Ciclo Complementar Glossário Textos de Apoio: Deus Jesus e a Moral Cristã Livre Arbítrio Mediunidade Reencarnação Espírito Evolução Trajetória de Vida Mediunato Espírita Homem Integral Auto atualização permanente Avaliação no Exercício Mediúnico Sugestões de leitura complementar • Filosofia para não filósofos. Albert Jacquard • Iniciação à História da Filosofia. Danilo Marcondes • Introdução à Filosofia Espírita – Herculano Pires • Sementes da descoberta científica. W.I.B. Beveridge • Ética para meu filho. Fernando Savater • As Perguntas da Vida. Fernando Savater • Sociologia básica. Machado Neto, A.L. • Cultura - Um Conceito Antropológico. Roque Laraya • Coleção Caminhos da Ciência. Steve Parker o Einstein e a Relatividade o Franklin e a Eletrostática o Edison e a Lâmpada Elétrica o Galileu e o Universo o Darwin e a Evolução o Newton e a Gravitação o Pasteur e os Microorganismos o Marie Curie e a Radioatividade Material de apoio Seleção de materiais que permitam fazer o cruzamento do cotidiano com os princípios doutrinários e que possam ajudar a enriquecer as reuniões: • editoriais de jornais • artigos de revistas e jornais • textos de apoio do livro Espiritismo e Currículo • quadrinhos de jornais e revistas • imagens e outros recursos. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  7. 7. 7 Programa de atividades do Semestre Definição dos temas, estratégias e técnicas que poderão ser aplicadas para as reuniões do semestre. Trata-se de um programa genérico, suscetível a mudanças no decorrer do semestre de acordo com o emergente do grupo. Plano de reunião semanal do GEM . Abertura: . Tema: . Assunto: . Objetivo: . Conteúdo: . Técnica: . Recursos: . Encerramento: Exemplo de um plano reunião (aplicável ao Módulo 4): . Abertura: Prece Conversa dois a dois por cinco minutos . Tema: Autoconhecimento . Assunto: Objetivos de vida . Objetivo: Promover reflexão sobre história e trajetória de vida. . Conteúdo: . Construção do significado de história de vida; . Entendimento do que é trajetória de vida e o impacto das escolhas; . A importância do estabelecimento de objetivos de vida; . Técnica: . Primeiro momento: solicitar ao grupo que elabore um cartaz através de recorte e colagem, respondendo a questão: “Quais são os meus objetivos (2 ou 3) de vida?” . Segundo momento: breves apresentações individuais. . Terceiro momento: fechamento. . Recursos: Cartolina, cola, tesouras, revistas velhas. . Encerramento: Relaxamento rápido e prece final. Avaliação C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  8. 8. 8 A avaliação das reuniões de grupo de exercício mediúnico é processo e como tal deve ser contínua, ampla e permanente. Deve permitir o diagnóstico para manutenção ou correção de rota, assim como a auto-avaliação (do coordenador). No processo de avaliação cabe alguns questionamentos, entre outros: . Como coordenador(a), tenho procurado conhecer cada integrante do meu grupo? . Tenho sabido lidar com o emergente do grupo? . Tenho conseguido perceber o perfil dominante do grupo? (Mais científico. Mais afetivo. Mais preocupado com fenômenos.) . Conhecendo o perfil do grupo, tenho conseguido adaptar métodos, linguagem e conteúdo às suas necessidades? . Tenho procurado ampliar meu conhecimento através da boa leitura? . Tenho alcançado os objetivos planejados? . O grupo vem participando de forma ativa nas reuniões? Tem feito comentários e/ou perguntas? . Estou alcançando o que o grupo quer e o que ele precisa? . Os coordenandos vem compreendendo os conceitos trabalhados? . Os coordenandos conseguem entender os desdobramentos dos conceitos e princípios trabalhados? . Os coordenandos tem conseguido aplicar os conceitos no seu cotidiano? Coordenando a reunião de exercício mediúnico O Coordenador do Grupo de Exercício Mediúnico – GEM é misto de estudante e facilitador de aprendizado. Entre as ferramentas que dispõe está a leitura da natureza, do mundo, dos textos, das pessoas e das coisas. Uma de suas grandes contribuições é o exemplo. A reunião é aberta com uma prece por parte do coordenador, segue com a leitura de um trecho do Evangelho que pode ou não ter relação com o tema a ser tratado. As técnicas devem se alternar de modo a não cansar os participantes. Se em uma semana a atividade foi uma palestra expositiva, a atividade da semana seguinte deve propiciar o debate que aprofunde o tema anterior esclarecendo dúvidas que possam ter ficado. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  9. 9. 9 Recursos da primeira reunião - Lista coletando nomes, fones e e-mails - Crachás com nome legível - Regras de horário - Orientação sobre água fluída - Apresente o colega do lado. Técnicas de reunião São inúmeras as técnicas que podem ser adotadas de modo a enriquecer a prática das reuniões. Alguns exemplos abaixo: . Apresentação expositiva e interativa. Após o “aquecimento” o apresentador coloca uma ou várias perguntas para incentivar a participação do grupo; . Discussão em grande grupo. Colocado o assunto em questão o coordenador vai estimulando o grupo e construindo os conceitos a partir da colaboração do grupo. . Discussão em sub-grupos utilizando textos com mesmo conteúdo ou com conteúdos diferentes de modo a permitir o cruzamento no momento da discussão em grande grupo. . Debate entre dois sub-grupos que defendem posições opostas. Dependendo da maturidade do grupo em um primeiro momento o coordenador solicita aos sub-grupos que discutam o assunto assumindo uma posição e no momento do debate inverte as posições. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  10. 10. 10 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  11. 11. 11 REDE DE CONTATOS DO GRUPO DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO Fone Fone Fone Nome e-mail Comercial Resid Celular 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  12. 12. 12 Informativo da fase pré-curricular A filosofia do Exercício Mediúnico é a promoção, preservação e valorização da vida. Tem como objetivo maior promover em cada pessoa o desenvolvimento de uma consciência crítica e ativa de seu próprio processo de vida, trazendo instrumentos e instruções fundamentais ao gerenciamento de seu cotidiano. A Educação Espírita é libertadora. Procura, através do conhecimento, conscientizar e desenvolver em cada indivíduo o sentido universal da vida que é a evolução. A Educação Espírita quer revelar a cada um o que cada um realmente é. Entendemos que todas as potencialidades, todos os recursos, todas as ferramentas para a vida, existem e subsistem no interior da pessoa. O espiritismo é a vida e o caminho da vida. O Espiritismo, através da pedagogia da cultura, demonstra, permanentemente, que a consciência do homem representa a sua liberdade. Temos consciência de que o homem alcançará uma maior e melhor constituição do exterior pela força de seu interior. Alcançando-se é que o homem alcança o Universo; é sendo que ele é a vida. O Exercício Mediúnico é encontro, fraternidade, caridade e diálogo, troca de experiências e informações, é estudo e pesquisa, é construção do conhecimento. O grupo de Exercício Mediúnico busca, continuamente, na própria vida, a descoberta de novos caminhos, para a aprendizagem da vida. Trabalha permanentemente na abertura de horizontes mais amplos, mais claros, que permitam a cada um se renovar e crescer no sentido do seu viver. Secretaria do Exercício Mediúnico C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  13. 13. 13 Natureza e significado do convite para participação do GEM- Grupo de Exercício Mediúnico A escassez de pessoas, tempo e recursos nos obriga a concentrar esforços com pessoas realmente interessadas em ampliar o seu conhecimento dos princípios espíritas. O fato de vir até a casa espírita é um indicador da busca por um entendimento maior sobre o sentido e o significado da vida. O centro espírita é um laboratório que busca a verdade e deve trabalhar no sentido de alcançar e manter o foro de universidade aberta. Através do estudo da filosofia, da ciência e da religião, o Espiritismo busca oferecer os instrumentos e as instruções para que cada pessoa se revele a si mesma, alcance a identidade creatura Creador e exerça seu livre arbítrio com consciência. CURRÍCULO Seguimos um currículo que procura auxiliar cada um a fazer um melhor entendimento dos princípios da Doutrina Espírita: Deus Jesus e a moral cristã Reencarnação Livre arbítrio Mediunidade À medida que o estudioso espírita amplia seu conhecimento do significado de Deus, Jesus e a moral cristã, reencarnação, livre arbítrio e mediunidade, sua visão de mundo se altera. Mudando a visão, mudam os valores e com isso o comportamento vai se alterando. A assiduidade às reuniões do grupo de exercício mediúnico tem real importância, pois os temas se interligam uns com os outros e com o tempo o exercitando vai percebendo, não só a ligação entre os temas, com também o impacto do conhecimento adquirido no seu comportamento diário. Outro aspecto a considerar é o respeito aos espíritos que se deslocam para acompanhar cada exercitando durante o exercício mediúnico. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  14. 14. 14 Fichamento de leitura do livro O MÉDIUM E O EXERCÍCIO MEDIÚNICO da irmã Marina Fidélis O objetivo do exercício mediúnico é alcançar “o princípio básico da vida, que é o espiritual”. pg 14 - "O exercício mediúnico, através da teoria e da prática, deve redimensionar a visão crítica do exercitando sobre a vida, a evolução e todos os comportamentos humanos." pg 19 - "O aprendizado no exercício mediúnico deve sensibilizar o médium para as grandes responsabilidades doutrinárias, sociais, espirituais." pg 19 - "Devem os orientadores, continuamente, procurar novas técnicas que permitam maior equilíbrio, satisfação e espiritualidade para os orientandos." pg 23 - "O médium, inserido no processo civilizatório materialista, deve estar atento a não se comprometer com os princípios materialistas que negam o princípio básico da vida, que é o espiritual." pg 23 – “A mensagem espírita fortalece a busca de novos elementos, pois procura afiançar que só há liberdade no espírito quando ele se conhece, sabe quem é, o que quer, o que faz, por que faz;...” pg 24 – “O medium, agente do bem, da fraternidade, não pode cultivar uma bondade aparente. Sua transformação deve ser integral, atingindo, portanto, toda a extensão da sua vida.” Pg 30 – “Devemos associar o ensino da Doutrina dos Espíritos ao momento presente,...” Pg 31 – “A educação espírita é libertadora, procura conscientizar e desenvolver em cada indivíduo o sentido universal da vida que é a evolução”. Pg 33 – “O médium deve descobrir, na Doutrina dos Espíritos, respostas, suporte para todos os momentos da existência.” Pg 34 – “O facilitador mediúnico precisa sensibilizar o médium espírita a fazer reflexão sobre a realidade em que vive, para alcançar o conceitual de sua origem, da significação do espiritual, da natureza, do semelhante, da finalidade evolutiva da vida, do exemplo sublime e benevolente de Cristo, da grandeza, da bondade e da justiça de Deus.” C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  15. 15. 15 Pgs 38 e 39 – Ver questões sugeridas para avaliação do andamento do exercício mediúnico Pg 47 – “A vida em qualquer estágio é sempre um processo para alcançar a plenitude do ser.” Pg 47 – “Não basta cuidar do corpo, é preciso, é fundamental, cuidar do espírito na plenitude de todo seu ser. Toda educação sem fundamentação filosófica é estéril.” Pg 51 – “Não somos mais fortes do que a nossa convicção. Não aprendemos senão pela força inspiradora da nossa convicção.” Pg 52 – “O homem é sempre o seu pensamento, limitado pelo seu ideal; o homem vive a força da sua convicção.” Pg 56 – “A comunhão com Deus traz ao espírito humano a saúde, a paz, o poder, a felicidade, a harmonia.” Pg 60 – “O importante é a transformação íntima, a reforma moral, a consciência do que faz, por que faz, por que deixa de fazer, não perdendo nunca a identidade com o livre-arbítrio.” Pg 60 – “ O espiritismo explica que não há milagres, tudo se explica racionalmente no Universo.” Pg 61 – “Não há médiuns desenvolvidos na escalada da evolução. Todos caminham em todos os momentos para aprender, modificar comportamentos, melhor operar o sistema universal da vida.” Pg 61 – “O médium deve ter consciência crítica da alta responsabilidade de orientar o próximo sem tirar-lhe a liberdade, de educar sem constranger, de falar em amor exemplificando, de ajudar e agenciar a caridade sem humilhar, de ensinar a liberdade com responsabilidade, se aconselhar sem anular o livre arbítrio, de ser útil sem se sentir indispensável, de participar dos padrões materiais sem descurar dos princípios espirituais, de ser humilde sem servilismo, de acreditar sem imaginar que é dono da verdade, de crer em Deus, no Evangelho de Cristo e na Doutrina dos Espíritos sem perder o raciocínio crítico”. Pg 65 – “Método é um caminho para se alcançar um fim; não há Espiritismo sem Ciência”. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  16. 16. 16 ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO Todas as religiões que acreditam na sobrevivência do espírito são espiritualistas, mas isto não quer dizer que são espíritas. O Espiritismo é na verdade a interpretação e a prática dos princípios da Doutrina Espírita. De uma forma ou de outra, as religiões buscam entender a vida além da vida e cada uma faz a sua interpretação possível. A comunicação com os espíritos tem propiciado aos espíritas o acesso a informações que permitem olhar a vida sob uma nova perspectiva. REENCARNAÇÃO, LIVRE ARBÍTRIO E MEDIUNIDADE (BREVE ABORDAGEM) Grande parte dos religiosos do mundo crê na sobrevivência do espírito. Ocorre, contudo, que muitas religiões pregam que só se vive uma vez, em outras palavras é como se fosse proibido voltar para aprender o que não foi possível aprender em uma vida. Há outras correntes de pensamento religioso que acreditam na eterna recorrência, ou seja, que o ser nunca se livra da reencarnação. O Espiritismo entende que o processo reencarnatório é uma das fases da evolução do espírito. O livre arbítrio é conseqüência da evolução do espírito, mas essa liberdade é equilibrada por outra lei conhecida como causa e efeito ou ação e reação. Na mesma medida que somos livres, somos também responsáveis pelas conseqüências dos nossos atos perante nossa própria consciência. Um dos recursos que a vida disponibiliza como meio de orientação e crescimento é a mediunidade. Este é um recurso que todos temos em potencial e que usamos em maior ou menor grau e cujo aperfeiçoamento depende do exercício. Mediunidade é um instrumento que auxilia cada pessoa a alcançar novos referenciais na construção do novo, pelo rompimento de seus limites, pela ampliando da visão de si mesmo, dos outros, da natureza, de Deus. Mediunidade é expressão de identidade, é sintonia e troca de experiências. Mediunidade é interação entre os polissistemas material e espiritual. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  17. 17. 17 ESPIRITUALIZAÇÃO Ao olharmos a espiritualização como processo, podemos começar com a frase de Leon Denis: - “A consciência dorme no mineral, desperta no vegetal, se move no animal e pensa no ser humano”. Uma das características de processo é a continuidade e no que diz respeito à espiritualização ainda não entendemos seu princípio ou seu fim. Voltando no tempo, encontramos evidências que nos permitem imaginar uma época em que os humanos primitivos não tinham qualquer consciência do espiritual. No início os humanos concebiam apenas o mundo material. Achados arqueológicos parecem sugerir o surgimento da consciência do espiritual quando as pessoas passaram a enterrar seus pares com alguns dos seus pertences. Há registros de pessoas enterradas com armas, jóias, símbolos de nobreza, alimentos, etc. Os egípcios chegaram a desenvolver a técnica da mumificação, na esperança de usar seu próprio corpo na vida após a vida. Ao contrário deles, os rituais gregos incluíam a cremação do corpo com uma moeda em cada olho. As moedas deveriam servir para pagar Caronte, o barqueiro que os levaria ao Hades. Esta visão admitia a existência do mundo espiritual. Com o passar do tempo começam as comunicações entre o mundo material e o mundo espiritual. . Moisés edita os 10 mandamentos . A Pitonisa de Delphos responde aos questionamentos de pessoas que a procuram demonstrando um crescente reconhecimento da possibilidade da comunicação entre o mundo material e o espiritual. No século XIX as comunicações se intensificam e ganham caráter científico com a presença de várias pessoas, anotação de perguntas e respostas. O processo começou a ocorrer em vários países com a participação de homens e mulheres de várias áreas do conhecimento. Surge a consciência de que a comunicação entre o polissistema material e o polissistema espiritual está ao alcance de todos. A descoberta é maravilhosa, pois o homem finalmente se dá conta de que é realmente imortal. Como conseqüência descobrimos que não somos seres materiais vivendo uma experiência espiritual; somos seres espirituais vivendo mais uma experiência material. Neste estágio compreendemos que o mundo material é apenas uma parte do universo natural que inclui o polissistema espiritual e o polissistema material. À medida que o homem descobre que é um espírito sujeito às leis naturais, estando entre elas a reencarnação, ele alcança a compreensão da imortalidade e o sentido da reencarnação. Com isso sua visão da vida, do mundo, do ser e das coisas, se altera por inteiro e suas atitudes antes despreocupadas, mudam para atitudes cada vez mais conseqüentes. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  18. 18. 18 Neste estágio o homem encarnado alcança a prontidão e tem início o processo de reespiritualização onde um dos indicadores é a busca da harmonização entre o mundo natural e o mundo cultural em que vive. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  19. 19. 19 Preâmbulo do livro “O QUE É O ESPIRITISMO” As pessoas que não têm do Espiritismo senão um conhecimento superficial, são naturalmente levadas a fazer certas indagações, às quais um estudo completo lhes daria, sem dúvida, a solução. Mas o tempo e, freqüentemente, a vontade, lhes faltam para se consagrarem às observações continuadas. Quereriam, antes de empreender essa tarefa, saber ao menos do que se trata e se vale a pena dela se ocuparem. Pareceu-nos útil, pois, apresentar, em um quadro restrito, a resposta a algumas das questões fundamentais que nos são diariamente dirigidas. Isso será, para o leitor, uma primeira iniciação e, para nós, tempo ganho pela dispensa de repetir constantemente a mesma coisa. O primeiro capítulo contém, sob a forma de diálogos, respostas às objeções mais comuns da parte daqueles que ignoram os primeiros fundamentos da Doutrina, assim como a refutação dos principais argumentos dos seus opositores. Essa forma nos pareceu mais conveniente, porque não tem a aridez da forma dogmática. O segundo capítulo é consagrado à exposição sumária das partes da ciência prática e experimental, sobre as quais, na falta de uma instrução completa, o observador novato deve dirigir sua atenção para julgar com conhecimento de causa. É de alguma forma o resumo de O Livro dos Médiuns. As objeções nascem, o mais freqüentemente, de idéias falsas que são feitas, a priori, sobre o que não se conhece. Corrigir essas idéias é antecipar-se às objeções: tal é o objeto deste pequeno escrito. O terceiro capítulo pode ser considerado como o resumo de O Livro dos Espíritos. É a solução, pela Doutrina Espírita, de um certo número de problemas do mais alto interesse de ordem psicológica, moral e filosófica, que são colocados diariamente, e aos quais nenhuma filosofia deu, ainda, soluções satisfatórias. Que se procure resolvê-los por outra teoria, e sem a chave que nos oferece o Espiritismo, e ver-se-á que elas são as respostas mais lógicas e que melhor satisfazem à razão. Este resumo não é somente útil para os iniciantes que poderão nele, em pouco tempo e sem muito esforço, haurir as noções mais essenciais, mas também o é para os adeptos aos quais ele fornece os meios para responder às primeiras objeções que não deixam de lhe fazer, e, de outra parte, porque aqui encontrarão reunidos, em um quadro restrito, e sob um mesmo exame, os princípios que eles não devem jamais perder de vista. Para responder, desde agora e sumariamente, à questão formulada no título deste opúsculo, nós diremos que: O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  20. 20. 20 estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações. Pode-se defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal. O QUE É O ESPIRITISMO? – Alguns conceitos O Espiritismo é a interpretação e a prática dos princípios fundamentais da Doutrina dos Espíritos. Espiritismo é ciência, filosofia e religião. O Espiritismo procura, na vivência da ciência, fazer a verdade através da prova. Na filosofia, procura mostrar, afirmar, reunir e expor o pensamento sobre a evolução da vida à luz do conhecimento. Na concepção religiosa, faz vida consciente, operando, mediante a história de vida de cada um, a força do auto- conhecimento, objetivando o alcance da identidade com o Creador. Espírito Antonio Grimm O Espiritismo é a religião da compreensão alcançada, do entendimento construído, dos valores vivenciados, da modificação consciente do comportamento através do conhecimento renovado de si mesmo, do conhecimento renovado do significado e da unidade da vida, do conhecimento renovado da identidade com o Creador. O religioso espírita é o que sustenta pensamento, linguagem, comportamento, que o aproximam cada vez mais, do agenciar conscientemente a organização, o ordenamento, a harmonia, a estruturação inteligente do universo. Espírito Leocádio José Correia O Espiritismo é ciência empírica, reflexão filosófica e religião natural. O Espiritismo é uma doutrina que abrange todo o conhecimento humano, acrescentando-lhe as dimensões espirituais que lhe faltam para a visualização da realidade total. O mundo é o seu objeto, a razão é o seu método e a mediunidade é o seu laboratório. J. Herculano Pires C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  21. 21. 21 Evangelho no Lar O Evangelho tradicional, conhecido e respeitado por todas as religiões; cujo significado é boa nova , contém os ensinamentos e o código moral do Cristo. As parábolas e ensinamentos de Jesus contidas no Evangelho Segundo o Espiritismo são explicados pelos espíritos de maneira acessível ao entendimento da maioria das pessoas. Apesar da sua linguagem própria da época de Kardec, o evangelho se mantém incrivelmente atual e segue como um farol iluminando a escuridão do entendimento humano sobre a vida, seu sentido e significado. A leitura semanal do Evangelho no lar é uma prática recomendada que deve ser iniciada e mantida como hábito da família e recurso de reflexão sobre os desafios e contradições do cotidiano. O Evangelho Segundo o Espiritismo é um manual de vida, portanto, sua leitura tem o potencial iluminador para quem busca conhecer, compreender e praticar os ensinamentos de Jesus. Além de ser um referencial moral, serve ainda como recurso educativo e transformador. Como fazer o Evangelho no Lar Escolha um dia e um horário fixo na semana para fazer o Evangelho. Convide todas as pessoas da casa – incluindo as crianças – mas não obrigue ninguém a participar. Convide pessoas que trabalham na casa e visitantes eventuais a participar. O respeito à data e hora permitem que plano espiritual se organize e esteja presente às reuniões . Coloque sobre a mesa, ou em outro local próximo, um recipiente, de preferência que seja de vidro transparente, com água para a fluidificação e sirva para as pessoas após o término da reunião. Outra forma é a de se colocar um copo ou uma garrafa de água com o nome de cada um que poderá ser tomada após a reunião ou durante a semana. Não existe e nem precisa ser criado nenhum ritual para a leitura do evangelho, portanto, estar sentado em volta de uma mesa, em outro local qualquer, de mãos dadas ou não, com esta ou aquela cor de roupa não vai influenciar em nada. A sinceridade, a boa sintonia, os bons pensamentos e a intenção de fazer o bem são as únicas coisas que contam. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  22. 22. 22 Inicie com uma breve prece agradecendo a oportunidade do momento, a reunião familiar, e o apoio dos espíritos protetores. A prece é uma conversa com Deus e não uma formula pré-estabelecida. O Evangelho pode ser aberto ao acaso ou lido de maneira sistemática até completar sua leitura integral. Como o texto é dividido por mensagens breves de uma ou duas páginas, o tempo pode ser regulado pela leitura e debate destes trechos. Após a leitura incentive os comentários com a participação daqueles que queiram emitir opinião sobre o conteúdo lido. Debata as dúvidas e as relações com os acontecimentos do dia-a-dia de cada um, lembrando sempre, que o momento é de reflexão e não de critica ao comportamento de quem quer que seja. Após os comentários pode ser feito um momento de irradiação (pensamentos positivos emitidos para algumas pessoas que não estão presentes, para os hospitais, para a paz, por exemplo). Os nomes podem ser expressos em voz alta ou apenas em silêncio com os pedidos que cada um achar coerente fazer em benefício do próximo – amigo ou não – Em seguida faz-se o encerramento da atividade com outra prece agradecendo mais uma vez pela oportunidade do encontro, os ensinamentos e entendimentos, o apoio dos espíritos protetores, a iluminação Deus e Jesus. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  23. 23. 23 Exemplo de texto do Evangelho para leitura de debate MORTE PREMATURA 21. Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria. Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal; a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano. Crede-me; a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra. É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados? Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  24. 24. 24 que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães; sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus. Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.) Se fosse um homem de bem, teria morrido 22. Falando de um homem mau; que escapa de um perigo, costumais dizer: - "Se fosse um homem bom, teria morrido." Pois bem; assim falando, dizeis uma verdade, pois, com efeito, muito amiúde sucede dar Deus a um Espírito de progresso ainda incipiente prova mais longa, do que a um bom que, por prêmio do seu mérito, receberá a graça de ter tão curta quanto possível a sua provação. Por conseguinte, quando vos utilizais daquele axioma, não suspeitais de que proferis uma blasfêmia. Se morre um homem de bem, cujo vizinho é mau homem, logo observais: - "Antes fosse este." Enunciais um grande erro, porquanto aquele que parte concluiu a sua tarefa e o que fica talvez não haja principiado a sua. Por que, então, haveríeis de querer que ao mau faltasse tempo para terminá-la e que o outro permanecesse preso à gleba terrestre? Que diríeis se um prisioneiro, que cumpriu a sentença contra ele pronunciada, fosse conservado no cárcere, ao mesmo tempo que restituíssem à liberdade um que à esta não tivesse direito? Ficai sabendo que a verdadeira liberdade, para o Espírito, consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo e que, enquanto vos achardes na Terra, estareis em cativeiro. Habituai-vos a não censurar o que não podeis compreender e crede que Deus é justo em todas as coisas. Muitas vezes, o que vos parece um mal é um bem. Tão limitadas, no entanto, são as vossas faculdades, que o conjunto do grande todo não o apreendem os vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por sair, pelo pensamento, da vossa acanhada esfera e, à medida que vos elevardes, diminuirá para vós a importância da vida material que, nesse caso, se vos apresentará como simples incidente, no curso infinito da vossa existência espiritual, única existência verdadeira. - Fénelon. (Sens, 1861.) Trecho obtido na Internet em uma cópia on-line do Evangelho Segundo o Espiritismo C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  25. 25. 25 Jesus escreve sobre o caráter dos que ocercam C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  26. 26. 26 A FORÇA DA PRECE - Estudo Brasileiro mostra que o corpo reage a preces. (1) A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano? R: Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão. No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim. Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância. O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse. (...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa. Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. - "Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada", diz o médico. Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004. Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, “lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte”. Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória. Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade.” Diz-nos o Espírito Emmanuel que “O homem custa a crer na influencia das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...)” . E ainda esclarece: “a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética”. É através dessa força que emulamos nossas preces e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  27. 27. 27 outras pessoas, pois “a prece é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios”. Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: - “Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o estado orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável”. André Luiz esclarece-nos ainda que “reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do estado orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando- lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)”. Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos inconscientes do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou. Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, - “ativando suas antenas receptoras destas energias” (4) - seguramente os resultados poderia ser ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia através de passes. Quando “Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus”, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso. Só nos resta sugerir que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois “são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o instrumento da ciência para confirmar o potencial de mediar o bem que há em cada ser”. (2) por: Lincoln Barros de Sousa Bibliografia: C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  28. 28. 28 1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h. 2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20. 3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220. 4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155. 5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160. 6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320. 7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45. 8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16. 9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1998, p. 200 e 201 Prece de Francisco de Assis Senhor, fazei de mim instrumento do Vosso Amor, Onde haja ódio, que eu leve o amor. Onde haja tristeza, que eu leve a alegria. Onde haja dor, que eu leve o alívio. Onde haja desespero, que eu leve a esperança. Onde haja trevas, que eu leve a luz. Senhor, Que eu não procure tanto ser compreendido quanto compreender. Que eu não procure tanto ser consolado quanto consolar. Que eu não procure tanto ser amado quanto amar. Porque é dando que recebemos, É perdoando que somos perdoados, E é morrendo que nascemos para a vida eterna. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  29. 29. 29 A IGNORÂNCIA TAMBÉM MATA. ALUMÍNIO: ÚTIL E MORTAL Se seu cabelo está caindo, desconfie do alumínio. Este metal, quando está excessivo no organismo, provoca grande oleosidade no couro cabeludo, que vai sufocar a raiz dos cabelos. Usar xampus contra a oleosidade ajuda, mas se você não eliminar a causa, vai perder muito cabelo. Muitas vezes a queda de cabelos vem acompanhada de dormências ou formigamentos quando se fica na mesma posição (com as pernas cruzadas, por exemplo). Além dos seus cabelos, todo seu organismo está sendo prejudicado: o alumínio deposita-se no cérebro, causando o mal de Alzheimer (esclerose mental precoce) e expulsa o cálcio dos ossos, produzindo a osteoporose. Este cálcio vai se depositar em outros lugares, produzindo bursite, tártaro nos dentes, bico de papagaio, cálculos renais... E também vai para dentro das suas artérias, estimulando a pressão alta e a possibilidade de isquemias cardíacas (infarto), cerebrais (trombose) e genitais (frigidez e impotência). Para o Dr. MauroTarandach, da Sociedade Brasileira de Pediatria, está bem claro o papel do alumínio nas doenças da infância, graças ao avanço da biologia molecular no que tange ao papel dos oligoelementos na fisiologia e na patologia. Os sintomas clínicos da intoxicação por alumínio nas crianças, além da hiperatividade e da indisciplina, são muitos: anemia microcítica hipocrômica refratária ao tratamento com ferro, alterações ósseas e renais, anorexia e até psicoses, o que se agrava com a continuidade da intoxicação. No Rio de Janeiro, pesquisa realizada pelo Dr. Sérgio Teixeira, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular, através do mineralograma (análise dos metais presentes no organismo mediante a espectrometria dos cabelos humanos) revelou uma média próxima de 17 vezes acima do normal nos 3.000 pacientes estudados durante três anos, entre crianças e adultos de ambos os sexos. Esse estudo, publicado em seu livro Medicina Holística - a Harmonia do Ser Humano, da Editora Campus (1998) demonstra bem a importância que o mineralograma teve para a medicina. Atualmente o Dr. Sérgio Teixeira utiliza a biorressonância para avaliar o nível do alumínio e outros metais. O método é muito menos dispendioso, podendo ser utilizado no consultório ou na casa do paciente. E como é que o alumínio entra no organismo? Através das panelas de alumínio, por exemplo, que vêm sendo proibidas em muitos países do mundo. Na Itália, famosa por seus restaurantes, nenhum deles pode usar essas panelas, devido à proibição do governo italiano. É que as panelas de alumínio contaminam a comida intensamente. Para você ter uma idéia: pesquisa da Universidade do Paraná demonstrou que as panelas vendidas no Brasil deixam resíduos de alumínio nos alimentos que vão de 700 a 1.400 vezes acima do permitido. Isso só ao preparar a comida. Se esta ficar guardada na panela por algumas horas, ou de um dia para o outro, este valor pode triplicar ou quintuplicar. Viu por que vale a pena trocar de panelas? Mas não é só. Sabe as latinhas de refrigerantes e cervejas, hoje tão difundidas no Brasil? Pesquisa do Departamento de Química da PUC demonstrou que elas não são fabricadas de acordo com os padrões internacionais. Em conseqüência, seu refrigerante predileto pode conter quase 600 vezes mais de alumínio do que se estivesse na garrafa. E além do alumínio, foram demonstrados pelo mesmo estudo mais 12 outros metais altamente perigosos para a saúde nessas latinhas, como o manganês, que causa o mal de Parkinson, o cádmio, que causa psicoses, o chumbo, encontrado no organismo de muitos assassinos e outros. Que tal? Prefira as garrafas, tá? Descoberto em 1809, o alumínio é um metal muito leve (só é mais pesado do que o magnésio) e já foi muito caro. Naquela época, Napoleão III, imperador da França, pagou 150 mil libras esterlinas (mais ou menos 300 mil reais) por um jogo de talheres de alumínio. Este metal tem espantosa versatilidade, sendo utilizado em muitas ligas metálicas. Depois do aço, é o metal mais usado no mundo, seja em panelas, embalagens aluminizadas, latas de refrigerantes e cervejas, antiácidos e desodorantes antitranspirantes, assim como vasilhames para cães e gatos comerem e beberem. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  30. 30. 30 Nestes, pode causar paralisia dos membros posteriores que leva ao sacrifício precoce dos animais. Em suma, o alumínio é muito útil... porém mortal. DR. SÉRGIO TEIXEIRA Rua Visconde de Pirajá 608/609 Ipanema - Rio de Janeiro Fones/Fax 2259-2746 e 2259-2193 e-mail drsteixeira@openlink.com.br ALIMENTAÇÃO NATURAL A alimentação ingerida tem efeitos poderosos sobre a vida mental do homem. O comportamento humano é resultante do seu estado mental. A agressão, a passividade, a depressão, a alegria, o otimismo, a felicidade, resultam da freqüência mental. A alimentação natural, quando fundamenta no estudo, na pesquisa, ajuda a manter o equilíbrio mental, a integração moral, a harmonia, a saúde física, mental e espiritual, desde que realizada conscientemente, sem fanatismos ou distorções que perturbam a consciência crítica, o livre arbítrio, a autodeterminação do praticante. O homem que busca o autoconhecimento deve procurar o potencial da alimentação natural. Comer não significa simplesmente satisfação física, mas fundamentalmente, defesa da vida, portanto, é ato moral. Todo o tempo do homem pertence ao homem. A alimentação natural representa energia que ajuda a determinar o estado de equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito. Corpo, mente e espírito não atual um sobre o outro porque são um só. O ator, o portador da cultura e dos comportamentos é o espírito. Leocádio José Correia Mensagem psicografada pelo médium Maury Rodrigues da Cruz Em 10 de Maio de 1990 Mensagem extraída do livro “No Cenário da Vida” – Leocádio José Correia – Editado pela SBEE C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  31. 31. 31 O Caso da Ponte João era casado com Maria e se amavam. Depois de um certo tempo, JOÃO começou a chegar cada vez mais tarde em casa. Maria se sentiu abandonada e procurou PAULO, que morava do outro lado da ponte. Acabaram amantes e Maria voltava para casa sempre antes do marido chegar. Um dia, quando voltava, encontrou um BANDIDO atacando as pessoas que passavam na ponte. Ela correu de volta para casa de PAULO e pediu proteção. Ele respondeu que não tinha nada a ver com isso e que o problema era dela. Ela, então, procurou um AMIGO. Este foi com ela até a ponte, mas se acovardou diante do bandido e não teve coragem de enfrentá-lo. Resolveu procurar um BARQUEIRO, mais para baixo no rio. Este aceitou levá-la por R$ 5,00, mas nenhum dos dois tinha dinheiro. Insistiram, mas o barqueiro foi irredutível. Aí voltaram para a ponte e o bandido matou Maria. Coloque os seis personagens em ordem de culpa, isto é, coloque na linha No.1 o maior responsável pelo que ocorreu e os restantes em ordem decrescente, ficando o número 6 para o menos culpado. Minha Opinião Opinião do Grupo 1. _____________________ 1. _____________________ 2. _____________________ 2. _____________________ 3. _____________________ 3. _____________________ 4. _____________________ 4. _____________________ 5. _____________________ 5. _____________________ 6. _____________________ 6. _____________________ Escreva o nome da maior vítima.______________________________ C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  32. 32. 32 Dinâmica de Grupo - O Caso da Ponte - Instruções para o Coordenador: 1. IMPORTANTE: Leia o Caso da Ponte ANTES de ler as instruções. 2. Organize as pessoas em grupos de 4 pessoas (5 no máximo) 3. Um método simples é o de numerar as pessoas de 1 a 4 e pedir que as pessoas de número 1 se reúnam; a seguir as de número 2 e assim por diante. 4. Peça que leiam com atenção o texto que será distribuído. 5. Após a leitura cada um deve escrever na própria folha os nomes dos culpados por ordem de culpa, do mais culpado para o menos culpado onde o numero 1 é o maior culpado e o numero seis é o menos culpado. Tempo: 5 minutos. 6. Após listar os culpados o pequeno grupo deve escolher uma pessoa para registrar o consenso do pequeno grupo sobre quem são os culpados seguindo a mesma ordem do mais culpado para o menos culpado. Tempo 20 minutos. 7. Neste momento surgirão as discussões e discordâncias e o coordenador poderá ser chamado a dirimir dúvidas. A melhor resposta é que o grupo é soberano e que os dados são apenas os que estão na folha. Uma boa frase para ajudar os participantes a fazerem reflexão sobre a complexidade da interação humana é ... “imaginem como deve ser difícil chegar a um consenso na Câmara dos Deputados...” 8. Ao final do tempo os grupos se reúnem novamente e cada representante de grupo informa o consenso do grupo. As opiniões individuais não vêm mais ao caso, pois foram úteis como ponto de partida para o debate do pequeno grupo. 9. O coordenador registra no quadro ou cavalete os resultados conforme a o plano abaixo os nomes dos culpados pela ordem de consenso de cada grupo: Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 etc... 1. __________ __________ __________ 2. __________ __________ __________ 3. __________ __________ __________ 4. __________ __________ __________ 5. __________ __________ __________ 6. __________ __________ __________ Este exercício tem sido usado nos módulos iniciais e apresenta vários benefícios: 1. Ajuda na integração do grupo devido à interação que gera para construção do consenso. A opinião do grupo tende a ser diferente da opinião de cada pessoa. 2. Permite ampliar a consciência sobre as dificuldades de construir um entendimento quando várias pessoas estão envolvidas. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  33. 33. 33 3. Permite avaliar as dificuldades do processo de julgar a partir de informações insuficientes recebidas de terceiros. Fechamento: Comentários do coordenador 1. O objetivo não é descobrir quem tem razão ou qual grupo acertou. 2. Não é possível julgar uma situação que não vivemos. 3. Como julgar o João ou a Maria, se não conhecemos seus motivos? 4. Na verdade, ao final que cada situação, processo ou vida, todos seremos julgados por alguém que viu tudo. Quem é esse alguém ? É comum os participantes afirmarem que é Deus. A melhor resposta contudo é: seremos julgados por nossa própria consciência. Nós estávamos lá. Nós agimos conscientemente. Quando alcançarmos o que fizemos, nós nos cobraremos e tão logo isso ocorra, o que mais buscaremos é uma nova oportunidade para refazer o caminho. 5. Estas razões fortalecem as convicções porque muitos já vivemos situações de arrependimento e podemos avaliar como é importante o perdão e a oportunidade de refazer o caminho. Compensar o erro cometido. Reencarnar e fazer melhor desta vez. 6. Conclusão: não estamos preparados para julgar o outro. Somente a nós mesmos. 7. Para encerrar é importante perguntar: Quem é a maior vítima? O nome que aparece neste ponto é normalmente o da Maria. Contudo, tão logo alcance as conseqüências do que fez, a maior vítima do remorso será o bandido que matou a Maria violando um dos princípios fundamentais que é a vida. Fora estas sugestões entra o conteúdo já trabalhado pelo grupo no tocante ao livre arbítrio e a lei de causa e efeito e todas as implicações decorrentes. O coordenador pode enriquecer muito esta dinâmica e oferecer idéias sobre melhorias que podem ser incorporadas a estas instruções. Se você tiver sugestões ou perguntas escreva para sbee@sbee.org Boa reunião! C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  34. 34. 34 O Dilema da Vacina Há uma epidemia de gripe que mata em poucos dias não poupando ninguém. Todos os laboratórios foram convocados a produzir a vacina AEPIRG que protege contra a gripe fatal. Descobriu-se que entre as pessoas que já foram vacinadas, algumas adquiriram o vírus e estão morrendo por causa da vacina. Técnicos do Ministério da Saúde defendem que a produção sob suspeita seja suspensa, mas ninguém sabe qual laboratório está produzindo a vacina que mata, ou se todos estão. A falta da vacina pode multiplicar o número de mortos. Você faz parte do controle de qualidade de um dos laboratórios e você e sua equipe estão aqui reunidos para debater o assunto. A pressão é enorme; a produção é insuficiente e pessoas estão morrendo por falta da vacina. Seu laboratório tem um lote da vacina e está encarregado de abastecer sua pequena cidade para a vacinação em massa neste Domingo. Todos terão que ser vacinados, inclusive você e sua família. Você e sua equipe descobriram que a causa do problema está na presença de agentes “d” e “D” que estão no composto de algumas das vacinas produzidas, mas o problema é que não se sabe quando estarão disponíveis os lotes de vacinas sem os agentes que matam. São 19h30min de Sábado. A vacinação iniciará neste Domingo às 07h30min. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  35. 35. 35 O Dilema da Vacina Parte 2 Se você está lendo estas instruções é porque a decisão foi de passar a noite em claro para inspecionar as vacinas. Se o controle de qualidade conseguir detectar todas as vacinas contaminadas pelos agentes “d” e “D” a vacinação será segura; do contrário novas mortes ocorrerão. O pessoal do controle passou a noite verificando os lotes, mas a cada nova inspeção novos agentes “d” e “D” são encontrados. Você tem 15 minutos para liberar ou reter o lote. Antes de liberar informe quantas vacinas contaminadas pelos agentes “D” ou “d” foram encontradas. ANOTE AQUI O RESULTADO DA CONTAGEM INDIVIDUAL _______________________ Nome do(a) inspetor (a): ____________________________________________________ EQUIPES Contagem 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  36. 36. 36 REGRAS PARA VIVER NO PLANETA TERRA 1) Você receberá um corpo. Você poderá adorá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu durante toda uma vida. 2) Você aprenderá lições. Você estará matriculado em tempo integral numa escola informal chamada vida. A cada dia nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou achá-las irrelevantes. 3) Não existem erros, apenas lições. Evolução é um processo de tentativas, com erros e acertos chamados experimentação. As “experiências” que falham são tão importantes para o processo quanto as experiências que dão certo. 4) Uma lição é repetida até ser aprendida. Uma lição será apresentada a você de várias formas até que você a tenha aprendido. Quando você aprendê-la poderá passar para a lição seguinte. 5) Aprender lições nunca termina. Não existe parte da vida que não contenha suas lições. Enquanto você estiver vivo, haverão lições para ser aprendidas. 6) “Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando o seu “lá” se tornar o seu “aqui”, você simplesmente obterá outro “lá” que novamente se parecerá melhor do que “aqui”. 7) Os outros são meros espelhos de você. Você não poderá gostar ou detestar algo sobre outra pessoa a menos que reflita algo que você goste ou deteste sobre si mesmo. 8) O que você fará de sua vida depende de você. Você tem todos os recursos e ferramentas que necessita. O que você faz com eles depende de você. A escolha é sua. 9) Suas respostas estão dentro de você. As respostas para as questões da vida estão dentro de você. Tudo que você precisa é olhar, ouvir e confiar. 10) Você esquecerá todas estas regras. Chérie Carter-Scott Traduzido e adaptado do livro “Chicken Soup for the Soul” C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  37. 37. 37 CARTA DO CHEFE SEATLE No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra reserva. A CARTA DO ÍNDIO é a resposta dada pelo Chefe Seatle a essa proposta. Posteriormente foi distribuída pela ONU em todo o mundo e é considerada um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito do Meio Ambiente. “ Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra ? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los ? Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar a nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhe vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  38. 38. 38 E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicam a qualquer irmão. Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também receber seu último suspiro. Se lhe vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados. Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição : o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  39. 39. 39 O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos : a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos : todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força de Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnada do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. É o final da vida e o começo da sobrevivência. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  40. 40. 40 SBEE - Exercício Mediúnico – gradualmente se apaga? Módulo 2 (2/ 2002) Desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Deus Restará apenas a desigualdade do 1. Deus Interior merecimento. Dia virá em que os 2. Deus como justiça não pune membros da grande família dos filhos nem castiga de Deus deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro. “...não há efeito sem causa.” (Livro Só o Espírito é mais ou menos puro, e dos Espíritos – Parte 1, Cap. 1) isso não depende de posição social.” (Livro dos Espíritos – Parte 3, Cap. 9) “...Deus é o fundamento do fundamento...” (Antônio Grimm) Questões anteriores: 1) Descreva o ambiente onde está “Atribuir a formação primária das inserido. coisas às propriedades íntimas da 2) Qual o seu objetivo de vida? matéria seria tomar o efeito pela 3) O que você entende por justiça? causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há Responda às questões (para auxiliar de ter uma causa.” (Livro dos na análise, pense em exemplos): Espíritos – Parte 1, Cap. 1) 1) O que relaciona um efeito à sua causa? “Deus é imutável. Se estivesse sujeito 2) Qual a origem do elo de ligação a mudanças, as leis que regem o entre uma causa e seu respectivo Universo nenhuma estabilidade efeito? teriam.” (Livro dos Espíritos – Parte 1, 3) Quais os desdobramentos da Cap. 1) afirmação: “Deus é soberanamente justo e bom.” ? “Todos os homens estão submetidos (Livro dos Espíritos – Parte 1, Cap. às mesmas leis da Natureza. Todos 1) nascem igualmente fracos, acham-se 4) Por que “Deus como justiça não sujeitos às mesmas dores e o corpo pune nem castiga” ? do rico se destrói como o do pobre. Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos, aos seus olhos, são iguais.” (Livro dos Espíritos – Parte 3, Cap. 9) “É lei da natureza a desigualdade das condições sociais? Não; é obra do homem e não de Deus. Algum dia essa desigualdade desaparecerá? Eternas somente as leis de Deus o são. Não vês que dia a dia ela C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  41. 41. 41 Comentários: Ao avaliar estes princípios identifica- O que liga um efeito à sua causa pode ser chamado de lei (ou regra). se sua veracidade, coerência e Sempre que determinadas condições se repetem (causas), manifesta-se o aplicação. Então, é possível mesmo efeito. Por exemplo: neve, evaporação, gravidade, vento, questionar: combustão, etc. O estudo do ambiente tem nos levado a identificar - preservar a vida é um princípio diversos “efeitos”. Tudo o que vemos básico da humanidade, e é são efeitos, e gradualmente identifica- possível percebê-lo imutável em se também suas causas e a qualquer época, mesmo que as conseqüente relação entre causa e ações resultantes da sua aplicação efeito. sejam diferentes segundo o entendimento que fazemos; Feita esta constatação, um próximo - a liberdade é natural de todos os passo natural é pensar sobre “a causa seres em qualquer época ou das leis”, ou de outra forma: circunstância; - pensar por que a água entre em ebulição quando sua temperatura Estes (assim como outros) princípios é elevada a 100°C? (respeitadas não se alteram. Sua interpretação outras condições, como a pressão) porém pode variar segundo quem os - por que alguns planetas tem aplica. gravidade? - por que existem os elementos Estes princípios são, portanto, químicos, e suas conhecidas (e imutáveis? E qual sua origem? Por ainda desconhecidas) associações? que existem? O Espiritismo entende Deus como “a causa primária de todas as coisas”. Nosso entendimento deste conceito, porém, evolui constantemente segundo estudo individual sobre o mundo (material e espiritual). Ao analisar estes ambientes percebe-se sua complexidade, bem como o equilíbrio potencial oferecido pelas leis que os coordenam. As leis (ou regras) não orientam apenas o ambiente material. Quais princípios básicos estariam apoiando todas essas leis ou regras? - preservação da vida - responsabilidade - liberdade - igualdade C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  42. 42. 42 DEUS A evolução de um conceito • Como víamos Deus quando morávamos em cavernas? • Quantos deuses havia? • Deus natureza • Trovão – Vulcão – Ventos – Chuva – Sol • Deuses ganham forma animal – humana – combinada CRENÇA EGÍPCIA - Anúbis traz Hunefer e pesa seu coração - Thot anota o resultado - Sobek a devoradora aguarda o julgamento 1250 AC - Moisés – Monoteísmo - 10 Regras - “Não matarás” x “Olho por olho” 800 AC – Amós -Deus de Justiça 600 AC – Oséas Deus que perdoa 400 AC – Deutero Isaias - Deus de Israel e de toda a humanidade 30 AD – Jesus – Deus amor – Todos são iguais perante o Pai CONCEITOS MAIS COERENTES PREVALECEM DEUS DEIXOU DE SER: 1 entre muitos Deus de um só povo Deus dos exércitos Deus que castiga Deus controlador Deus que governa pelo medo Deus de uma igreja Deus dogmático Deus criado pelo homem DEUS NÃO SE RELACIONA AO: Mágico – Místico – Divinal Sacro - Infinito – Absoluto Não é matéria ou energia Não tem forma definida Não está restrito à uma pessoa Não está no céu Está nos seres e nas coisas Mas não se confunde com elas Não determina comportamentos, Assim não há desobediência ou pecado Não vigia, não fiscaliza, não pune Não aceita oferendas ou promessas C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  43. 43. 43 Não concede dons ou favores Não intercede, não aceita pedidos Não protege ou age por milagres DEUS CÓSMICO Abrange todas as coisas Todos os seres, inteligentes ou não Encarnados ou desencarnados Evidente na harmonia Na estruturação inteligente do Universo É a totalidade Nossa identidade com o Cosmo é identidade com Deus. Identidade se faz pelo conhecimento, Entendimento, sabedoria, consciência. Onipresente pois os seres criam expressando Deus. Onisciente pela consciência de cada um Onipotente, pois age através de suas criaturas ISAAC NEWTON e o cético. O que é Deus para você? C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  44. 44. 44 DEUS Deus é um princípio fundamental para a Doutrina Espírita. O entendimento de Deus não está pronto, nem é definitivo. A compreensão alcançada é a possível em face do seu conhecimento e ao de seu grupo social. Deus é a causa primeira de todas as coisas. Entendimento de Deus através do tempo: . Moisés (1250 a.C): conjunto de regras a serem obedecidas, aliança, decálogo, monolatria; . Amós (800 a.C.): Deus de justiça . Oséas (600 a.C.): Deus de perdão . Deutero Isaías (400 a.C.): Deus único, o Deus de Israel era o Deus de toda a humanidade . Jesus (6 a.C. – 36 A.D.): Deus de amor, todos são iguais perante Deus . Spinoza: Deus não pessoal, Deus não mais fora do mundo . os conceitos são abandonados à medida em que deixam de atender às expectativas das pessoas e de seus grupos. Deus deixou de ser : . um deus entre muitos deuses, . deus de um só povo, . deus dos exércitos, que esmagava os inimigos, . deus que a todos castigava, voluntarioso, . que controlava a vida das pessoas, provocando medo, . deus de uma igreja, preso a dogmas e doutrinas. Deus não se relaciona: . ao mágico . ao místico . ao divinal . ao sacro . ao infinito . ao absoluto Deus não é matéria ou energia, não tem uma forma definida, não está restrito a uma pessoa, não está no céu. Deus está nos seres e nas coisas mas não se confunde com elas. C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  45. 45. 45 Deus não prescreve comportamentos, não determina um conjunto de regras a serem obedecidas, logo não há desobediência a sua vontade, não há pecado. Deus não vigia, não fiscaliza, não pune, não castiga, não executa sentenças. Deus não aceita oferendas, sacrifícios ou promessas. Não concede graça, dom ou favores. Não intercede, não aceita pedidos, não protege alguém em especial, não atua através de milagres. Deus cósmico: abrange todas as coisas, todos os seres vivos, inteligentes ou não, encarnados ou desencarnados do Universo, Deus se estende pelo Cosmo e o mantém (o Universo organizado e ordenado). Deus torna-se evidente na harmonia de tudo o que existe, na estruturação inteligente do Universo. Deus é a totalidade: ao se fazer identidade com o Cosmo, se faz identidade com Deus, pois os seres, as coisas, as relações, a harmonia presentam Deus. A identidade com Deus não se faz pela obediência, mas através do conhecimento, entendimento, sabedoria, consciência. Deus onipresente: todos os seres criam expressando Deus e nesse sentido Deus está presente em todos os seres. Deus onisciente: Deus é consciente através da consciência de todos os seres do Universo. Deus onipotente: Deus age, faz, constrói através de suas criaturas, a estruturação inteligente é operada pelas suas criaturas. Deus é a expressão da vida. Deus é a dinâmica da vida. Deus é a unidade que se revela todos os dias quando nos procuramos. (Antonio Grimm) C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  46. 46. 46 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  47. 47. 47 C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  48. 48. 48 DEUSA MÃE C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  49. 49. 49 DEUSES EGÍPCIOS C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  50. 50. 50 ZEUS E PALAS ATENA C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  51. 51. 51 INTI – o deus Sol dos Incas C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  52. 52. 52 Jaguar – deus Maia do submundo C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  53. 53. 53 Jesus e a Moral Cristã Jesus, vivendo o seu tempo, construiu valores universais únicos, que, pela profundidade e extensão, modificaram os aspectos culturais, sociais, políticos e econômicos da humanidade. Para o Espiritismo, esses valores são conceitos fundamentais, sendo a moral cristã o eixo de sua visão de mundo e interpretação da realidade. O Espiritismo entende que o significado de Jesus encontra-se em seu exemplo de vida, fazendo e demonstrando a viabilidade de um padrão de comportamento. Foi a força de seu exemplo que deu significado à sua existência e não a série de mitos, interpretações e dogmas que foram agregados ao entendimento de sua mensagem. Portanto, é fundamental que o espírita possa fazer essas distinções. Para a Doutrina Espírita, Jesus, como todo ser humano, nasceu da união entre um homem e uma mulher e não de uma forma sobrenatural. De origem humilde, não era descendente de Davi e não possuía nenhuma pretensão ao poder temporal. O Espiritismo não recorre à idéia de milagre, que não existe para a Doutrina, para justificar algumas situações da existência de Jesus. Este, ao colocar em prática o seu conhecimento e a sua capacidade mediúnica, foi interpretado, pelo desconhecimento das pessoas ao seu redor, como o realizador de acontecimentos maravilhosos e fantásticos. Para entender Jesus, o Espiritismo não precisa utilizar a idéia de messias, salvador ou cordeiro de Deus. Não é importante como Jesus nasceu ou morreu, mas, sim, como viveu. Seu significado não se encontra nas condições de sua morte — não há necessidade de entendê-la como um sacrifício para salvar a humanidade ou tentar transformá-la em exceção através da idéia de ressurreição. Apesar de sua importância, Jesus não se confunde com Deus. Não é a Sua encarnação. Era filho de Deus como todas as criaturas o são. Deixar de confundir Jesus com Deus permite reconhecer o valor desse espírito que alcançou, pelo exercício de seu conhecimento, a compreensão do amor como lei fundamental do Universo, a que nenhum homem até então havia alcançado. Considerar Jesus como divino é retirar dele uma característica fundamental: a de um ideal possível de ser alcançado, uma referência exeqüível para a humanidade. Jesus, para a Doutrina, é um espírito que tem uma história ao longo da qual foi construindo seu conhecimento, diferenciando-se do nível médio da cultura terrena. Na medida em que vivenciou, em que desenvolveu experiências de vida, foi se fazendo presente, através da força de seu exemplo, da intensidade de sua coerência, da inovação e clareza do conhecimento que alcançou. O significado da síntese que construiu a respeito da existência, do ser humano, da vida, pode ser avaliado em um pequeno resumo de suas idéias: • Deus único é o pai de todos (todos são iguais perante Deus) • Ame a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o espírito, e ame seu próximo como a si mesmo, essa é toda a lei e todos os profetas estão contidas nela. • Trate todos os homens da mesma forma que você gostaria de ser tratado • Ame seus inimigos e faça o bem àqueles que o odeiam e ore por aqueles que o perseguem e caluniam • Aquele dentre vocês que não tiver errado, que atire a primeira pedra • Eu não digo que deva perdoar ao seu irmão até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes • Reconcilie-se com seu adversário enquanto estiver com ele no caminho • Não julgue a fim de que não seja julgado • Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo • O homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela de muitos C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  54. 54. 54 • Por que vê um cisco no olho de vosso irmão, você que não vê uma trave no seu olho? • Que a sua mão esquerda não saiba o que faz a sua mão direita • Não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire, mas sobre o candeeiro a fim de que ela clareie todos aqueles que estão na casa • Não há nada de secreto que não deva ser descoberto, nem nada de oculto que não deva ser conhecido • Fora da caridade não há condições de se alcançar um conhecimento maior de si mesmo e da vida. • Bem aventurados os que choram, porque serão consolados; os que tem fome e sede de justiça porque serão saciados; os humildes porque deles é o reino dos céus; aqueles que tem o coração puro porque verão a Deus; aqueles que são brandos porque possuirão a Terra; os pacíficos, porque eles serão chamados de filhos de Deus; aqueles que são misericordiosos porque eles próprios obterão misericórdia Jesus, em sua existência cósmica, é o caminho, a verdade, a vida em sua multiplicidade, diversidade, alteridade. Seus ensinamentos, seu comportamento e os exemplos de outras pessoas que se identificaram com sua proposta, foram desenhando, construindo, um código, um padrão de referência fundamentado na unidade da humanidade e na igualdade entre os seres, e, em decorrência, no amor ao próximo, na solidariedade, na tolerância, na responsabilidade pessoal, na liberdade de consciência e na moral como defesa, promoção da vida. Jesus é padrão de comportamento aberto para auxiliar as pessoas na construção de seu próprio futuro. Jesus é exemplo claro de comportamento moral que reflete a identidade do ser com o Universo e com Deus. Copyright: Todos os direitos reservados. A SBEE autoriza a reprodução dos textos para fins não comerciais desde que seja mencionada a fonte" C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  55. 55. 55 UM HOMEM CHAMADO JESUS Que homem foi esse? Não escreveu livros, não pintou quadros famosos, não foi ator de novela, não foi jogador de futebol e mesmo assim não foi esquecido em mais de 2000 anos de história? Não só não foi esquecido, mas acabou por dividir a história do ocidente em a.C e d.C. Durante as reuniões dos grupos de estudos, denominados Grupos de Exercício Mediúnico, e no atendimento à consultas que recebemos pelo e-mail da SBEE, temos nos defrontado com algumas perguntas muito interessantes sobre Jesus. Algumas destas perguntas estão relatadas abaixo juntamente com a resposta que no momento entendemos como a mais coerente. O que sabemos de Jesus? - Sabemos o que lemos e cremos naquilo que encontra sustentação em nossa fé crítica raciocinada. Jesus foi um homem? - Jesus é um espírito evoluído que encarnou como homem. De onde veio Jesus? - Não sabemos, mas pelos seus ensinamentos podemos deduzir ele veio de uma boa escola, já que muitas de suas idéias não eram conhecidas na Terra naquela época. Por quê Jesus veio a Terra? - Baseados na idéia de que quanto mais esclarecido for o espírito, mais livre ele é, podemos concluir que Jesus não veio contra a sua vontade. No mínimo aceitou um convite ou uma missão. Para quê Jesus veio a Terra? - Jesus mesmo declarou: “eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento e a Lei é amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo”. Quem foram os pais de Jesus? - A lógica de que Deus não vai contra suas próprias leis nos levam a concluir que seus pais foram um homem e uma mulher. Jesus é Deus? - Jesus chamava Deus de pai e seus contemporâneos de irmãos. Por quê sua mensagem resistiu ao tempo? - Porque Jesus viveu e sofreu as conseqüências das suas convicções. Havia coerência entre seu pensar, seu falar e seu agir. Jesus anunciou o novo e nos deu a conhecer leis e valores maravilhosos como: a continuidade da vida, a C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc
  56. 56. 56 reencarnação; o amor a Deus e ao próximo, o perdão e tantos outros conceitos que ainda carecem do entendimento pleno por parte da humanidade. Jesus ressuscitou? - Se ressuscitar é voltar à vida material no mesmo corpo, a resposta é não. Os romanos aplicavam penas capitais muito cruéis aos não romanos. A crucificação, a morte na fogueira e a morte por animais tinham como objetivo dar o exemplo e extinguir a pessoa de modo a não sobrar nada para ser cultuado. Era costume deixar o corpo crucificado ser consumido pelos abutres e cães carniceiros. Assim sendo, podemos entender que por usar o exemplo e a prova como método de ensino, Jesus teve que materializar-se para poder aparecer aos discípulos e provar a continuidade da vida. Jesus realmente existiu? - Mesmo que fosse um mito, alguém teria que ter concebido as idéias superiores que chegam até nós. Quem quer que as tenha concebido é merecedor da nossa admiração e respeito. Há contudo, relatos de escritores não cristãos que sustentam as evidências da existência de Jesus. o Tácito ( 55-120d.C.) escrevendo sobre o incêndio de Roma informa que “Nero acusa aqueles detestáveis por suas abominações que a multidão chama de cristãos. Esse nome vem de Cristo, que sob o principado de Tibério, foi mandado para o suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Reprimida momentaneamente, essa superstição horrível rebrotou novamente, não apenas na Judéia mas agora dentro de Roma” (Anais – cap XV p.54) o Suetônio ( 55-120 d.C.) falando da vida do imperador Cláudio: “O imperador expulsou de Roma os judeus que viraram causa permanente de desordem pela pregação de Cristo” (Vida de Cláudio, cap 25, p.4) o Plínio o Jovem (61-114 d.C.) escrevendo para o Imperador Trajano: “os cristãos tem o hábito de se reunir em um dia fixo para rezar ao Cristo, que consideram Deus, para cantar e jurar não cometer crime, abstendo-se de roubo, assassinato, adultério e infidelidade”. (Carta a Trajano, cap. X, pg 96) Fonte: Revista Superinteressante, abril de 1996, pg 51. Onde Jesus nasceu? - Tudo indica que Jesus nasceu em Nazaré e não em Belém. Quando Jesus nasceu? - Jesus nasceu em torno do ano 3.790 do calendário judaico. Devido a um erro do abade Dionísio o Exíguo. Este abade ficou encarregado do recálculo do calendário devido a adoção do calendário gregoriano estabelecido pelo papa Gregório em 1582. Segundo ele Jesus deve ter nascido em torno do ano 6 a. C. da nossa era. Os registros históricos mostram que Quirino que fez o famoso censo, só assumiu em 6 d.C. ou seja, 12 anos depois do nascimento de Jesus. Em que dia Jesus nasceu? C:UsersRuiDocumentsSBEECuros de MonitorespowerpointCOLETANEA_2006_parcial.doc

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