SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS ESPÍRITAS
COLETÂNEA DE MATERIAL DE APOIO
PARA USO NA APLICAÇÃO DO CURRÍCULO NOS
GRUPOS DE ...
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O centro espírita busca revelar Deus ao ser e o ser a si mesmo.
Nosso maior inimigo é o desconhecimento de quem somos.
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SUMÁRIO
Proposta desta coletânea ..........................................................................................
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O Livro da Vida............................................................................................................
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Proposta desta coletânea
A proposta deste trabalho é reunir um conjunto de documentos que possam servir de apoio
para a ...
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Filosofia e objetivo do exercício mediúnico
A filosofia do Grupo Exercício Mediúnico é alcançar o princípio básico da vi...
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Sugestões para o Ciclo Complementar
Glossário
Textos de Apoio:
Deus
Jesus e a Moral Cristã...
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Programa de atividades do Semestre
Definição dos temas, estratégias e técnicas que poderão ser aplicadas para as reuniõe...
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Avaliação
A avaliação das reuniões de grupo de exercício mediúnico é processo e como tal deve ser
contínua, ampla e perm...
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. Apresentação expositiva e interativa. Após o “aquecimento” o apresentador coloca uma ou várias
perguntas para incenti...
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REDE DE CONTATOS DO GRUPO DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO
Fone Fone Fone
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Informativo da fase pré-curricular
A filosofia do Exercício Mediúnico é a promoção, preservação e valorização da vida. ...
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Natureza e significado do convite para participação do GEM - Grupo de Exercício Mediúnico
A escassez de pessoas, tempo ...
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Auto-avaliação:
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Fazendo a diferença - Stephen Kanitz
Ser rico, famoso ou poderoso tem sido o objetivo da maioria das pessoas, mas
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Existe mesmo injustiça? - Nelson J. Wedderhoff
O contato com a realidade do nosso tempo é constante. Somos testemunhas ...
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O que é ser espírita? - Mario Eduardo Branco
O Espiritismo não é a religião que ausenta a pessoa da realidade, não é a ...
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Fazer o quê? - Nelson J. Wedderhoff
O que nos faz pensar que uma outra pessoa ou que muitas outras pessoas não são impo...
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Vôo Tam 3054 – Acaso, Destino ou Livre Arbítrio? - Paulo H. Wedderhoff
Após uma tragédia coletiva como o acidente da GO...
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Em 1978 sobrevivi a uma tentativa de aterrissagem que não terminou em tragédia. Chegávamos ao
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Observar e Pensar - Stephen Kanitz
O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar. Só que...
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Qual é o Problema? - Stephen Kanitz
Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de p...
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Carbono14 uma máquina de tempo
Análise da presença de elementos químicos
radioativos permite estimar a idade dos
fóssei...
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Darwin	
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Conceitos - Espiritualismo versus Espiritismo
As religiões que pregam a sobrevivência do espírito após a morte do corpo...
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COLET NEA DE MATERIAL DE APOIO PARA USO NA APLICAÇÃO DO CURRÍCULO NOS GRUPOS DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO

  1. 1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS ESPÍRITAS COLETÂNEA DE MATERIAL DE APOIO PARA USO NA APLICAÇÃO DO CURRÍCULO NOS GRUPOS DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO Agosto 2013 Versão 1.6 www.sbee.org.br sbee@sbee.org.br
  2. 2. 2 O centro espírita busca revelar Deus ao ser e o ser a si mesmo. Nosso maior inimigo é o desconhecimento de quem somos. Espírito Leocádio José Correia O Centro Espírita deve trabalhar para alcançar o padrão de Universidade aberta. A Doutrina dos Espíritos ensina a pensar, não o que pensar. Espírito Antonio Grimm Currículo é vida; é, portanto, a totalidade das experiências do ser humano que são dirigidas, conotadas, para os fins de educação. O exercício mediúnico deve refletir no seu currículo a conduta de todos, permitindo uma linha processual educativa com continuidade e sequência. O futuro está aberto à todos. Espírito Marina Fidélis
  3. 3. 3 SUMÁRIO Proposta desta coletânea .....................................................................................................5   Filosofia e objetivo do exercício mediúnico..............................................................................6   Planejamento do semestre de reuniões do GEM.......................................................................6   Fase preparatória - antecede o início do semestre ...................................................................6   Leitura básica e sugestões de releitura...................................................................................6   Livro Espiritismo e Currículo .................................................................................................6   Sugestões de leitura complementar e material de apoio ...........................................................7   Programa de atividades do Semestre.....................................................................................8   Plano de reunião semanal do GEM.........................................................................................8   Exemplo de um plano reunião: (aplicável ao Módulo 4):...........................................................8   Avaliação ...........................................................................................................................9   Coordenando a reunião de exercício mediúnico .......................................................................9   Recursos da primeira reunião ...............................................................................................9   Técnicas de reunião.............................................................................................................9   Informativo da fase pré-curricular ....................................................................................... 12   Natureza e significado do convite para participação do GEM - Grupo de Exercício Mediúnico ........ 13   Currículo.......................................................................................................................... 13   Plano de reunião de Grupo de Estudos Espíritas - Reunião nº 1 ............................................... 14   Plano de reunião de Grupo de Estudos Espíritas - Reunião nº 2 ............................................... 17   Auto-avaliação: ................................................................................................................ 20   Fazendo a diferença - Stephen Kanitz .................................................................................. 21   Existe mesmo injustiça? - Nelson J. Wedderhoff .................................................................... 22   O que é ser espírita? - Mario Eduardo Branco........................................................................ 23   Fazer o quê? - Nelson J. Wedderhoff.................................................................................... 24   Vôo Tam 3054 – Acaso, Destino ou Livre Arbítrio? - Paulo H. Wedderhoff ................................. 25   Política e cidadania – Paulo H. Wedderhoff ............................................................................ 28   Observar e Pensar - Stephen Kanitz .................................................................................... 29   Carbono14 uma máquina de tempo ..................................................................................... 31   Darwin – A Origem das Espécies ......................................................................................... 32   Conceitos - Espiritualismo versus Espiritismo ........................................................................ 33   Reencarnação................................................................................................................... 33   Espiritualização................................................................................................................. 34   O que é o Espiritismo? – Alguns conceitos ............................................................................ 35   Doutrina dos Espíritos........................................................................................................ 36   Introdução à Filosofia ........................................................................................................ 37   O QUE É FILOSOFAR? ........................................................................................................ 37   Para que serve a filosofia?.................................................................................................. 40   CONCEITOS – O PASSE ..................................................................................................... 43   ÉTICA  é  uma  coisa  relativa?  Dinâmica ............................................................................................ 44   O Caso da Ponte ............................................................................................................... 45   Dinâmica de Grupo - O Caso da Ponte - Instruções para o Coordenador: .................................. 46   O Dilema da Vacina........................................................................................................... 48   O Dilema da Vacina (Parte 2) ............................................................................................. 49   O PODER DA EDUCAÇÃO – texto da dinâmica da vacina ............................................................... 50   VELÓRIO – Dinâmica ......................................................................................................... 51   TESTE: Você se conhece?................................................................................................... 52   Carta do Chefe Seatle........................................................................................................ 53   Evangelho no Lar .............................................................................................................. 55   FILMES............................................................................................................................ 56   Fichamento de leitura do livro “O Médium e o Exercício Mediúnico” da irmã Marina Fidélis........... 57   Allan Kardec (1804 - 1869) ................................................................................................ 60   Breve História do Espiritismo .............................................................................................. 61   Breve história da SBEE ...................................................................................................... 62  
  4. 4. 4 O Livro da Vida................................................................................................................. 63   Um pequeno serviço.......................................................................................................... 64   A Resposta da Gratidão ..................................................................................................... 65   Competência e Humildade.................................................................................................. 66   Festival do Vinho .............................................................................................................. 67   Cercas ou Pontes?............................................................................................................. 68   Duas Histórias, Dois Destinos ............................................................................................. 69   A JANELA......................................................................................................................... 70   O monge e o escorpião ...................................................................................................... 71   A traseira do cavalo e a engenharia..................................................................................... 72   UMA PESCARIA INESQUECÍVEL........................................................................................... 73   SEM CHANCE.................................................................................................................... 75   VOCÊ É O QUE DESEJA SER ............................................................................................... 77   ECOGRAFIA DOS GEMEOS – módulo inicial........................................................................... 78   DIÁLOGO PRÉ NASCIMENTO – Módulo 2 ou 3 ....................................................................... 79   HAGAR – RECRUTADOR DE TRIPULAÇÕES – Sintonia entre semelhantes .................................. 80   HAGAR - RESOLUÇÃO DE ANO NOVO................................................................................... 81   O ECO ............................................................................................................................. 82   SÓ NÃO ERRA QUEM NÃO FAZ – ERRO COMO ACERTO EM PROCESSO ..................................... 83   CALVIN & HOBBES – Questões da vida - materialismo ........................................................... 84   CALVIN & HOBBES – Limites do livre arbítrio ........................................................................ 85   Exercício da Amnésia: ....................................................................................................... 87   Regras para viver no planeta Terra...................................................................................... 88   MOSAICO  TERAPEUTICO  NATURAL ............................................................................................... 89   Caminhante ..................................................................................................................... 90   Prece de Francisco de Assis ................................................................................................ 91   PAI NOSSO ...................................................................................................................... 92   A ignorância também mata. Alumínio: útil e mortal............................................................ 93   Alimentação Natural .......................................................................................................... 94   A Força da Prece............................................................................................................... 95   A eficiência da 'lei seca' ..................................................................................................... 97   Sócrates o filósofo e Hípias o sofista – (Teatro) ..................................................................... 98   DIÁLOGO EM ATENAS – (Teatro)......................................................................................... 99   Preâmbulo do livro “O Que é o Espiritismo” ........................................................................ 101   Exemplo de texto do Evangelho para leitura de debate - Morte Prematura .............................. 102   SBEE - Exercício Mediúnico – Módulo 2 (2/2002) ................................................................. 104   Deus ............................................................................................................................. 104   Jesus e a Moral Cristã...................................................................................................... 109   Um Homem Chamado Jesus ............................................................................................. 111   Da Pluralidade das Existências - A Reencarnação – O Livro dos Espíritos............................... 115   Reencarnação................................................................................................................. 117   Livre-arbítrio .................................................................................................................. 119   Cultura e Mediunidade ..................................................................................................... 120   Mediunidade – SBEE – Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas – Maio/2000 ......................... 121   Trajetória de Vida ........................................................................................................... 122   Das coisas que presenciaram na terra do Eldorado - CAPÍTULO XVIII ..................................... 124   Um Novo Fim ................................................................................................................. 128   Decisão da Assembleia .................................................................................................... 129   Ética é uma coisa relativa? ............................................................................................... 129   INVENTÁRIO DA ESTRUTURA E ATIVIDADES DA SBEE – JUNHO DE 2006 - (SUMÁRIO) ........... 130   Caminhos da vida ........................................................................................................... 138   INDICE REMISSIVO DA COLETÂNEA 1.5............................................................................. 140  
  5. 5. 5 Proposta desta coletânea A proposta deste trabalho é reunir um conjunto de documentos que possam servir de apoio para a leitura, estudo e debate nos grupos de exercício mediúnico. O livro ESPIRITISMO E CURRÍCULO II sugere os temas a serem trabalhados nos grupos; este trabalho sugere alguns artigos, recortes, reproduções e dinâmicas que podem facilitar a abordagem ao conhecimento que se pretende explorar. O conteúdo deste trabalho tem caráter exemplificativo e não deve ser visto como modelo, mas como padrão da diversidade de meios que o coordenador pode lançar mão para alcançar os objetivos do exercício mediúnico. Os recursos aqui disponibilizados podem servir tanto aos grupos que já possuem módulos sequenciais estruturados, como aos grupos que por razões diversas ainda não tem condições de aplicar o currículo proposto de forma sequencial. As fontes utilizadas são várias e incluem as obras da codificação espírita; livros editados pela SBEE; conteúdos do site www.sbee.org.br; jornal Documentos SBEE; edições da revista SER Espírita; matérias e artigos do site www.serespírita.com.br; artigos de jornais e revistas; notícias do cotidiano; artigos espíritas; dinâmicas de grupo e outras técnicas de apoio à condução das reuniões. Cada tema sugerido pelo currículo pode ser trabalhado com profundidade variável dependendo do módulo, prontidão ou experiência dos coordenadores e coordenandos. Para tanto o coordenador pode fazer uso de um documento base que facilite a abertura do debate e sirva de referencial para o coordenando. Tipicamente, a reunião do grupo de exercício mediúnico consiste em um debate em torno de uma questão onde o coordenador pede a opinião dos participantes; expressa sua opinião sobre o assunto; apresenta um material que sirva de referencia e conduz para uma conclusão antes da prece de encerramento da atividade do dia. A proposta não é convencer pessoas, mas ajudá-las a repensar o pensado, expondo ideias sem impor convicções. O convencimento ocorre de dentro para fora quando as evidências e o encadeamento lógico ajudam o coordenando a chegar à suas próprias conclusões. Sempre que um grupo, por alguma razão, recebe novos integrantes é importante relembrar os princípios básicos da Doutrina dos Espíritos para facilitar aos novos o entendimento e encadeamento das ideias que estão sendo trabalhadas.
  6. 6. 6 Filosofia e objetivo do exercício mediúnico A filosofia do Grupo Exercício Mediúnico é alcançar o princípio básico da vida que é o espiritual e o planejamento das reuniões de grupos visa à aplicação do currículo dentro de uma pedagogia construtivista. O objetivo é promover em cada pessoa o autoconhecimento e o desenvolvimento de uma consciência crítica e ativa de seu próprio processo de vida, trazendo instrumentos e instruções fundamentais ao gerenciamento mais consciente das oportunidades, desafios e contradições do cotidiano. Planejamento do semestre de reuniões do GEM Fase preparatória - antecede o início do semestre Antes do início do semestre é importante organizar o conteúdo e o material de apoio para o desenvolvimento das reuniões. Leitura básica e sugestões de releitura A leitura mínima recomendada ao coordenador e seu grupo pode ser encontrada nas páginas 39 e 63 do Livro Espiritismo e Currículo. Um método que o Coordenador pode utilizar no planejamento das 16 ou 18 reuniões do semestre é o de definir um tema para cada reunião e selecionar um texto ou outro recurso que represente o exemplo ou o apoio lógico do que se está debatendo ou estudando. Sugestões de releitura Como preparação para o início de cada semestre, recomenda-se a releitura periódica de textos, mensagens e livros de apoio, que permitem a ampliação e o enriquecimento da interpretação alcançada em leituras anteriores. 1- Textos de apoio e glossário do livro “Espiritismo e Currículo - 2011” 2 - Espiritismo e Exercício Mediúnico da Irmã Marina Fidélis 3 - O Médium e o Exercício Mediúnico pelo espírito Leocádio José Correia 4 - Cadernos de Psicofonias pelo espírito Antonio Grimm 5 - Textos do jornal Documentos SBEE 6 – Editoriais, textos, entrevistas, matérias e frases da revista SER Espírita 7 - A espiritualidade ilumina a vida do homem, entre outros livros pelo espírito Leocádio J. Correia. Livro Espiritismo e Currículo O livro que orienta a aplicação do currículo dos Grupos de Exercício Mediúnico apresenta o seguinte conteúdo:
  7. 7. 7 Sugestões para o Ciclo Básico Sugestões para o Ciclo Complementar Glossário Textos de Apoio: Deus Jesus e a Moral Cristã Livre Arbítrio Mediunidade Reencarnação Espírito Evolução Trajetória de Vida Mediunato Espírita Homem Integral Auto atualização permanente Avaliação no Exercício Mediúnico Sugestões de leitura complementar e material de apoio • Filosofia para não filósofos. Albert Jacquard • Iniciação à História da Filosofia. Danilo Marcondes • Introdução à Filosofia Espírita – Herculano Pires • Sementes da descoberta científica. W.I.B. Beveridge • Ética para meu filho. Fernando Savater • As Perguntas da Vida. Fernando Savater • Sociologia básica. Machado Neto, A.L. • Cultura - Um Conceito Antropológico. Roque Laraya • Coleção Caminhos da Ciência. Steve Parker o Einstein e a Relatividade o Franklin e a Eletrostática o Edison e a Lâmpada Elétrica o Galileu e o Universo o Darwin e a Evolução o Newton e a Gravitação o Pasteur e os Microorganismos o Marie Curie e a Radioatividade Material de apoio Seleção de materiais que permitam fazer o cruzamento do cotidiano com os princípios doutrinários e que possam ajudar a enriquecer as reuniões: • editoriais de jornais • artigos de revistas e jornais • textos de apoio do livro Espiritismo e Currículo • tirinhas de jornais e revistas • imagens e outros recursos.
  8. 8. 8 Programa de atividades do Semestre Definição dos temas, estratégias e técnicas que poderão ser aplicadas para as reuniões do semestre. Trata-se de um programa genérico, suscetível a mudanças no decorrer do semestre de acordo com o emergente do grupo. Plano de reunião semanal do GEM . Abertura: . Tema: . Assunto: . Objetivo: . Conteúdo: . Técnica: . Recursos: . Encerramento: Exemplo de um plano reunião: (aplicável ao Módulo 4): . Abertura: Prece Conversa dois a dois por cinco minutos . Tema: Autoconhecimento . Assunto: Objetivos de vida . Objetivo: Promover reflexão sobre história e trajetória de vida. . Conteúdo: . Construção do significado de história de vida; . Entendimento do que é trajetória de vida e o impacto das escolhas; . A importância do estabelecimento de objetivos de vida; . Técnica: . Primeiro momento: solicitar ao grupo que elabore um cartaz através de recorte e colagem, respondendo a questão: “Quais são os meus objetivos (2 ou 3) de vida?” . Segundo momento: breves apresentações individuais. . Terceiro momento: fechamento. . Recursos: Cartolina, cola, tesouras, revistas velhas. . Encerramento: Relaxamento rápido e prece final.
  9. 9. 9 Avaliação A avaliação das reuniões de grupo de exercício mediúnico é processo e como tal deve ser contínua, ampla e permanente. Sua função é permitir o diagnóstico para manutenção ou correção de rota, assim como a auto-avaliação (do coordenador). No processo de avaliação cabe alguns questionamentos, entre outros: . Como coordenador(a), tenho procurado conhecer cada integrante do meu grupo? . Tenho sabido lidar com o emergente do grupo? . Tenho conseguido perceber o perfil dominante do grupo? (Mais científico. Mais afetivo. Mais preocupado com fenômenos.) . Conhecendo o perfil do grupo, tenho conseguido adaptar métodos, linguagem e conteúdo às suas necessidades? . Tenho procurado ampliar meu conhecimento através da boa leitura? . Tenho alcançado os objetivos planejados? . O grupo vem participando de forma ativa nas reuniões? Têm feito comentários e/ou perguntas? . Estou alcançando o que o grupo quer e o que ele precisa? . Os coordenandos vêm compreendendo os conceitos trabalhados? . Os coordenandos conseguem entender os desdobramentos dos conceitos e princípios trabalhados? . Os coordenandos tem conseguido aplicar os conceitos no seu cotidiano? Coordenando a reunião de exercício mediúnico O Coordenador do Grupo de Exercício Mediúnico – GEM é misto de estudante e facilitador de aprendizado. Entre as ferramentas que dispõe está a leitura da natureza, do mundo, dos textos, das pessoas e das coisas. Uma de suas grandes contribuições é o exemplo. A reunião é aberta com uma prece por parte do coordenador, segue com a leitura de um trecho do Evangelho que pode ou não ter relação com o tema a ser tratado. As técnicas devem se alternar de modo a não cansar os participantes. Se em uma semana a atividade foi uma palestra expositiva, a atividade da semana seguinte deve propiciar o debate que aprofunde o tema anterior esclarecendo dúvidas que possam ter ficado. Recursos da primeira reunião - Lista coletando nomes, fones e e-mails - Crachás com nome legível à distância - Regras de horário - Orientação sobre água fluída - Apresente o colega do lado. Técnicas de reunião São inúmeras as técnicas que podem ser adotadas de modo a enriquecer a prática das reuniões. Alguns exemplos abaixo:
  10. 10. 10 . Apresentação expositiva e interativa. Após o “aquecimento” o apresentador coloca uma ou várias perguntas para incentivar a participação do grupo; . Discussão em grande grupo. Colocado o assunto em questão o coordenador vai estimulando o grupo e construindo os conceitos a partir da colaboração do grupo. . Discussão em sub-grupos utilizando textos com mesmo conteúdo ou com conteúdos diferentes de modo a permitir o cruzamento no momento da discussão em grande grupo. . Debate entre dois sub-grupos que defendem posições opostas. Dependendo da maturidade do grupo em um primeiro momento o coordenador solicita aos sub- grupos que discutam o assunto assumindo uma posição e no momento do debate inverte as posições.
  11. 11. 11 REDE DE CONTATOS DO GRUPO DE EXERCÍCIO MEDIÚNICO Fone Fone Fone Nome e-mail Comercial Residencial Celular 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
  12. 12. 12 Informativo da fase pré-curricular A filosofia do Exercício Mediúnico é a promoção, preservação e valorização da vida. Tem como objetivo maior promover em cada pessoa o desenvolvimento de uma consciência crítica e ativa de seu próprio processo de vida, trazendo instrumentos e instruções fundamentais ao gerenciamento de seu cotidiano. A Educação Espírita é libertadora. Procura, através do conhecimento, conscientizar e desenvolver em cada indivíduo o sentido universal da vida que é a evolução. A Educação Espírita quer revelar a cada um o que cada um realmente é. Entendemos que todas as potencialidades, todos os recursos, todas as ferramentas para a vida, existem e subsistem no interior da pessoa. O espiritismo é a vida e o caminho da vida. O Espiritismo, através da pedagogia da cultura, demonstra, permanentemente, que a consciência do homem representa a sua liberdade. Temos consciência de que o homem alcançará uma maior e melhor constituição do exterior pela força de seu interior. Alcançando-se é que o homem alcança o Universo; é sendo que ele é a vida. O Exercício Mediúnico é encontro, fraternidade, caridade e diálogo, troca de experiências e informações, é estudo e pesquisa, é construção do conhecimento. O grupo de Exercício Mediúnico busca, continuamente, na própria vida, a descoberta de novos caminhos, para a aprendizagem da vida. Trabalha permanentemente na abertura de horizontes mais amplos, mais claros, que permitam a cada um se renovar e crescer no sentido do seu viver. Secretaria do Exercício Mediúnico
  13. 13. 13 Natureza e significado do convite para participação do GEM - Grupo de Exercício Mediúnico A escassez de pessoas, tempo e recursos nos obriga a concentrar esforços com pessoas realmente interessadas em ampliar o seu conhecimento dos princípios espíritas. O fato de vir até a casa espírita é um indicador da busca por um entendimento maior sobre o sentido e o significado da vida. O centro espírita é um laboratório que busca a verdade e deve trabalhar no sentido de alcançar e manter o foro de universidade aberta. Através do estudo da filosofia, da ciência e da religião, o Espiritismo busca oferecer os instrumentos e as instruções para que cada pessoa se revele a si mesma, alcance a identidade creatura-Creador e exerça seu livre arbítrio de maneira mais consciente. Currículo Seguimos um currículo que procura auxiliar cada um a fazer um melhor entendimento dos princípios da Doutrina Espírita: Deus Jesus e a moral cristã Reencarnação Livre arbítrio Mediunidade Imortalidade Espírito Evolução À medida que o estudioso espírita amplia seu conhecimento do significado de Deus, Jesus e seu exemplo, reencarnação, livre arbítrio, mediunidade, e outros princípios que vão se revelando à medida que seu entendimento se amplia, a visão de mundo se altera. Mudando a visão, mudam os valores e com isso o comportamento vai entrando em sintonia com as leis naturais. A assiduidade às reuniões do grupo de exercício mediúnico tem real importância, pois os temas se interligam uns com os outros e com o tempo o exercitando vai percebendo, não só a ligação entre os temas, com também o impacto do conhecimento adquirido no seu comportamento diário. Outro aspecto a considerar é o respeito aos espíritos que se acompanham cada exercitando durante o exercício mediúnico.
  14. 14. 14 Plano  de  reunião  de  Grupo  de  Estudos  Espíritas  -­‐  Reunião  nº  1   1) Deixar  giz  e  apagador  disponíveis;   2) A  organização  das  cadeiras  em  semicírculo  facilita  a  integração  do  grupo;   3) Agradecer  a  presença  de  todos;   Se  houver  um  (a)  novo  (a)  participante  no  grupo,  é  importante  que  se  faça  uma  breve  apresentação   do(a)  mesmo(a):   .  nome   .  profissão    ou  atividade  que  exerça;   .  se    já  teve  contato  anterior  com  a  Doutrina  Espírita;   .  em  caso  positivo,  vale  a  pena  perguntar  se  já  participou  de  outros  grupos,  etc.     4) Tema  do  dia:  “Introdução  à  Doutrina  Espírita”   Primeira  parte:   Perguntar  ao  grupo  se  eles  podem  colaborar  indicando  os  principais  fundamentos  da  Doutrina   Espírita;   Escrever  no  quadro  na  medida  em  que  as  pessoas  forem  dizendo;   Listar  os  principais  fundamentos,  caso  eles  não  tenham  sido  mencionados  ainda:   Deus     Jesus  e  a  moral  cristã   Livre  arbítrio   Reencarnação   Mediunidade   Espírito   Evolução   Há  outros  importantes  como  a  caridade  e  o  amor  que  estão  inseridos  na  moral  cristã.   Os  fundamentos  não  são  exclusivos  da  Doutrina  Espírita,  pois  outras  religiões  também  reconhecem   e  trabalham  os  mesmos  princípios.  A  principal  diferença  está  na  interpretação  dada  pela  Doutrina.     Fazer  uma  breve  abordagem  sobre  cada  um  dos  fundamentos  da  Doutrina:   É  importante  estimular  a  participação  de  todos,  no  sentido  de  ir  compondo  os  conceitos.   Depois  que  o  grupo  expõe  suas  ideias,  cabe  ao  coordenador  fazer  a  síntese,  chegando  o  mais   próximo  possível  dos  conceitos  abaixo.   Deus  como  fundamento  do  fundamento  da  vida.  Causa  primária  de  todas  as  coisas.   Jesus  como  referencial  moral.  Construiu  valores  universais  únicos,  capazes  de  promover  mudanças   profundas.  O  significado  de  Jesus  encontra-­‐se  em  seu  exemplo  de  vida  e  nos  seus  ensinamentos.   Livre  arbítrio  –  a  possibilidade  de  cada  um  de  nós  fazer    nossas  escolhas  e  construir  a  nossa   trajetória,  tendo  de  um  lado  a  liberdade  de  escolha  e  no  outro  a  responsabilidade  pelas   consequências;  
  15. 15. 15 Reencarnação  –  como  oportunidade  de,  na  vivência  material,  ampliar  conhecimento  e  aplicar  o  que   já  foi  construído  anteriormente;   Mediunidade  –  como  entendimento  de  que  a  vida  não  se  limita  ao  plano  material,  mas  sim  que  há   uma  interação  entre  o  material  e  o  espiritual.   Espírito  –  ser  vivo,  inteligente,  consciente,  do  universo.   (consciente  de  si  mesmo).   Evolução  –  capacidade  de  adaptação  e  transformação;     Segunda  parte:   A  Doutrina  Espírita  busca  o  entendimento,  a  construção  do  conhecimento  através  dos  três  eixos   do  conhecimento:     Cabe  neste  momento  também,  solicitar  a  participação  do  grupo.    Filosofia  –  porque  questiona  se  o  que  entendemos  ou  sabemos  é  mesmo  verdade;  porque  busca   novas  respostas  para  velhas  questões;  porque  busca  novas  questões;  porque  ensina  a  pensar  e   não  o  que  pensar;      Ciência  –  porque  busca  na  ciência  as  evidências  que  sustentem  o  conhecimento;  porque   incorpora  as  novas  descobertas  científicas  comprovadas;      Religião  –  a  interpretação  religiosa  para  a  Doutrina,  resulta    da  soma  de  conhecimento  de  várias   pessoas  encarnadas  e  desencarnadas.    Nâo    é  a  religião  do  sobrenatural,  do  mágico,  do  oculto,   do  mistério,  pois  toda  a  sua  extensão  é  alcançável  através  do  conhecimento.   A  religião  espírita  é  transformação  individual,  é  intensa  e  extensa  modificação  de   comportamento  da  pessoa,  segundo  valores  que  ampliam  a  consciência  de  sua  unidade  com  o   Creador.   Tem  como  base  a  moral  cristã.     Portanto,  na  visão  espírita,  a  interpretação  religiosa  não  está  isolada  da  ciência  e  da  filosofia.   A  ciência,  a  filosofia  e  religião  são  interdependentes  e  se  completam,  tendo  como  resultado   um  quadro  muito  mais  amplo  de  entendimento  do  ser  humano  e  da  vida,  do  que  cada  um   deles  isoladamente.     Terceira  parte:     Leitura  do  trecho  do  Evangelho  Segundo  o  Espiritismo  –  Capítulo  I   “  Aliança  da  Ciência  e  da  Religião”     A  leitura  deste  trecho  do  Evangelho  tem  por  objetivo  ilustrar  o  tema  até  agora  abordado,  da   Doutrina  Espírita  trafegar  pelos  três  eixos  do  conhecimento,  fazendo  a  unidade  do  conhecimento.    
  16. 16. 16 8.  A  Ciência  e  a  Religião  são  as  duas  alavancas  da  inteligência  humana;  uma  revela  as  leis  do  mundo   material  e  a  outra  as  leis  do  mundo  moral;  mas  umas  e  outras,  tendo  o  mesmo  princípio  que  é  Deus,   não  podem  se  contradizer;    se  elas  são  a  negação  uma  da  outra,  uma  necessariamente  é  errada  e  a   outra  certa,  porque  Deus  não  pode  querer  destruir  sua  própria  obra.  A  incompatibilidade  que  se   acreditava  ver  entre  essas  duas  ordens  de  ideias,  prende-­‐se  a  um  defeito  de  observação  e  a  muito   de  exclusivismo  de  uma  parte  e  da  outra;  daí  um  conflito  de  onde  nasceram  a  incredulidade  e  a   intolerância.     Os  tempos  são  chegados  em  que  os  ensinamentos  do  Cristo  devem  receber  seu  complemento;  em   que  o  véu,  lançado  propositadamente  sobre  algumas  partes  desse  ensinamento,  deve  ser  levantado;   em  que  a  Ciência,  deixando  de  ser  exclusivamente  materialista,  deve  inteirar-­‐se  do  elemento   espiritual,  e  em  que  a  Religião,  cessando  de  menosprezar  as  leis  orgânicas  e  imutáveis  da  matéria,   essas  duas  forças,  apoiando-­‐se  uma  sobre  a  outra,  e  andando  juntas,  se  prestarão  um  mútuo  apoio.   Então,  a  Religião,  não  recebendo  mais  o  desmentido  da  Ciência,  adquirirá  uma  força  inabalável,   porque  estará  de  acordo  com  a  razão,  e  não  se  lhe  poderá  opor  a  irresistível    lógica  dos  fatos.     Quarta  parte:   Se  houver  tempo,  pedir  para  o  grupo  comentar  rapidamente  sobre  o  trecho  do  Evangelho.     Quinta  e  última  parte:   Prece  de  encerramento.     Observações:   É  importante  estimular  a  participação  de  todos,  pois  é  comum  que  algumas  pessoas  sejam  mais   falantes  que  outras.   É  preciso  também,  ao  solicitar  ao  grupo  os  comentários,  manter  o  controle  da  reunião  e  do  tempo,   para  que  todos  possam  participar.  
  17. 17. 17   Plano  de  reunião  de  Grupo  de  Estudos  Espíritas  -­‐  Reunião  nº  2   1) Deixar  giz  e  apagador  disponíveis;   2) A  organização  das  cadeiras  em  semicírculo  facilita  a  integração  do  grupo;   3) Agradecer  a  presença  de  todos;   Se  houver  um(a)  novo(a)  participante  no  grupo,  é  importante  que  se  faça  uma  breve  apresentação  do(a)   mesmo(a):   .  nome   .  profissão  ou  atividade  que  exerça;   .  se  já  teve  contato  com  a  Doutrina  Espírita;   .  em  caso  positivo,  vale  a  pena  perguntar  se  já  participou  de  outros  grupos,  etc.     4) Tema  do  dia:  “Espírito”   Primeira  parte:     Pedir  para  que  o  grupo  se  divida  em  duplas;     As  duplas  irão  conversar    por  5  a  10  minutos    no  máximo,  sobre  “o  que  entendem  por  espírito”;   Terminada  a  discussão,  cada  uma  das  duplas  apresenta  seu  entendimento,  que  é  registrado  no   quadro,  de  forma  resumida;     Segunda  parte:   Aproveitando  da  melhor  forma  possível,  a  contribuição  apresentada  pelas  duplas,  o  coordenador   inicia  a  apresentação  do  conteúdo  do  dia.   A  ideia  de  espírito  não  está  associada  à  morte  ou  à  dor.  Com  o  entendimento  do  que  é  o   espírito,  a  morte  deixa  de  significar  a  extinção  do  ser.   Espírito  não  é  fantasma,  nem  incorpora.     Conceito  de  espírito:   Neste  momento  cabe  uma  colocação:   Pergunta-­‐se  ao  grupo  se  eles  sabem  a  diferença  entre  “definição”  e  “conceito”.   Explicação:   A  definição  fecha,  define  limites,  dá  a  ideia  de  que  não  sofrerá  mudanças.   O  conceito  por  sua  vez  é  aberto,  permite  interpretações  e  ampliações  na  medida  em  que  o   conhecimento  e  a  consciência  se  ampliam.   Conceito  de  espírito:   Ser  vivo,  inteligente,  consciente  do  universo.  
  18. 18. 18 Através  do  processo  de  evolução  pelo  conhecimento,  os  seres  vivos  passam  de  seres  vivos   inteligentes,  para  seres  vivos  auto  conscientes,  a  que  chamamos  de  espírito.   Ser  vivo  que  alcançou  um  patamar  de  inteligência  e  consciência  de  si  mesmo,  ou  seja,  com  a   capacidade  de  se  perguntar    -­‐  “quem  sou  eu?”  “qual  o  significado  da  vida?”  etc...   O  nível  de  consciência  de  cada  espírito  é  diferenciado,  pois  depende  da  sua  história.   O  espírito  é  em  essência  conhecimento  acumulado:  o  acervo  de  cada  um,  a  história,  a  trajetória,   todas  as  escolhas  feitas  no  exercício  do  livre  arbítrio.     Este  acervo  é  que  dá  a  cada  um  a  individualidade  e  a  singularidade.    É  o  que  o  Irmão  Antonio   Grimm,  um  dos  mentores  da  SBEE,  denomina  de  “irredutibilidade  da  singularidade”.   Ou  seja,  o  espírito  é  irredutível  porque  não  há  como  negar  as  escolhas  que  fez,  o  conhecimento   que  acumulou  ninguém  retira  ou  diminui.   Para  fazer  o  acúmulo  de  conhecimento,  periodicamente  o  espírito  faz  o  trânsito  entre  o   polissistema  material  e  o  polissistema  espiritual,  gerando  experiências,  vivências,  convivências   que  lhe  são  úteis.   Quando  o  espírito  está  transitando  na  matéria,  ou  seja,  está  encarnado,  ele  é  imortal.  Embora  a   matéria  pereça,  quem  está  dando  vida  àquele  corpo  físico,  é  imortal,  não  vai  se  desagregar  com   a  desagregação  do  corpo  físico.  Não  há  morte,  mas  sim  evolução.   O  espírito  assume  funções,  desempenha  papéis,  ocupa  espaços,  sustenta  compromissos,   determina  uma  trajetória  no  exercício  do  seu  livre  arbítrio  que  lhe  permite  romper  suas   limitações  e  aplicar  suas  habilidade  e  capacidades.       Evolução  =  evoluir  implica  em  mudar  a  mentalidade  e  a  massa  crítica  do  grupo  social.       É  o  objetivo  da  vida.  Para  a  Doutrina,  evolução  significa  modificação  de  comportamento   pelo  acúmulo,  associação  e  operação  de  experiências.   Principais  características  do  espírito:   • Individualidade   • Inteligência  =  capacidade  de  se  adaptar;  capacidade  de  resolver  problemas;   • Percepção   • Intuição   • Razão   • Imaginação  =>  dá  sentido  ao  que  percebe   • Memória   • Vontade,  capacidade  de  agir,  de  fazer   Portanto,  o  espírito  faz  o  trânsito  entre  frequências  diferenciadas  –  encarnado  no  polissistema   material  e  desencarnado  no  polissistema  espiritual.  Para  mudar  de  frequência,  do  polissitema  
  19. 19. 19 espiritual  para  o  material,  precisa  de  equipamento  especial  que  é  o  corpo  físico.  Para  estar  e   ficar  na  matéria  precisa  do  corpo  físico.   Para  fazer  a  interface  do  PSE  com  o  PSM  precisa  do  períspirito     Espírito  desencarnado         Espírito  encarnado             espírito             espírito             perispírito           perispírito                           corpo     Quando  encarna,  o  espírito  faz  a  somatória  do  seu  acervo  mais  toda  a  informação  genética  que   recebe.   Espírito  encarnado  =   Acervo  do  espírito      +          genética  (história  biológica)      +      cultura   O  corpo  humano  possui  aproximadamente  60  trilhões  de  células  e  aproximadamente  100   bilhões  de  neurônios.   O  espírito  é  o  grande  maestro  que  dá  o  ritmo  e  estrutura  o  corpo.   O  espírito,  quando  encarnado,  percebe  pelos  sentidos  físicos.  
  20. 20. 20 Auto-avaliação: 1) Quem eu sou? 2) Quem eu amo? 3) Como eu vejo e sinto DEUS? 4) Estou realizando meus objetivos? 5) O que eu quero fazer? 6) O que eu pensava há um ano atrás? 7) O que faço para deixar as pessoas mais alegres? 8) O que posso fazer para melhorar o mundo? 9) Faça um verbete: quem sou? Com se fosse para ser publicado em uma enciclopédia.
  21. 21. 21 Fazendo a diferença - Stephen Kanitz Ser rico, famoso ou poderoso tem sido o objetivo da maioria das pessoas, mas sempre falta algo. Recentemente, ouvi sobre uma nova postura ética de sucesso, que vale a pena resumir aqui, porque na época ninguém noticiou. Numa reunião no World Economic Forum, em Davos, o local onde o mundo empresarial se reúne uma vez por ano em janeiro, um empresário que acabava de fazer um tremendo negócio foi convidado numa das várias sessões a expor suas idéias. Primeiro perguntaram como ele se sentia, subitamente um bilionário. Sem pestanejar um único minuto, ele afirmou que o dinheiro não lhe pertencia, e que doaria toda sua fortuna a instituições beneficentes. "Sou simplesmente fruto do acaso, tenho os genes certos e estou no momento certo, no setor certo. É difícil falar em 'mérito' numa situação dessas." "Se eu, o Bill Gates aqui presente, ou então o Warren Buffett, tivéssemos nascido 2.000 anos atrás, nenhum de nós teria tido o porte atlético necessário para se tornar um general do Império Romano, posição de destaque equivalente à nossa, na época. Teríamos sido trucidados na primeira batalha." Alguns seres humanos sempre estarão momentaneamente mais adequados ao ambiente que os outros e receberão, portanto, melhores salários, apesar do esforço dos demais. A idéia da meritocracia, tão decantada pela direita conservadora como justificativa para a sua riqueza, cai por terra se levarmos em consideração a nova teoria de que somos todos frutos do acaso genético das interpolações do DNA de nossos pais. Se nossos genes são mero acaso da variação genética, falar em QI, mérito, proeza atlética e se achar merecedor de 100% dos ganhos que esses atributos nos proporcionam não faz mais muito sentido. O que há de meritocrático em ter os genes certos? Ninguém está sugerindo o outro extremo de salários iguais para todos, porque toda sociedade precisa incentivar os que se esforçam mais, os que trabalham melhor e especialmente os que assumem riscos e têm a coragem de inovar. O que essa nova postura sugere delicadamente é uma maior humildade e generosidade daqueles que ganham fortunas por ter uma inteligência superior, um porte atlético avantajado ou um talento excepcional. Por trás de toda "fortuna" existe um elemento de sorte, muito maior do que os "afortunados" gostariam de admitir. Mas a frase que mais tocou a platéia estarrecida foi esta: "Mesmo doando toda a minha fortuna", disse o empresário, "continuará a existir uma enorme injustiça social no mundo. Eu terei tido um privilégio que muitos não terão. O privilégio de ter feito uma diferença com o meu trabalho e minha vida." Segundo essa visão, o mundo é dividido entre aqueles que fizeram ou não uma diferença com sua vida, o dinheiro não é o objetivo final. E existem inúmeras maneiras de fazer uma diferença, desde inventar coisas, gerar novos empregos, criar novos produtos, até ajudar os outros com o dinheiro obtido. Aproximadamente 55% dos empresários americanos não pretendem legar sua fortuna aos filhos. Acham que estariam estragando sua vida gerando playboys e um bando de infelizes. Percebem que o divertido na vida é chegar lá, não estar lá. Ser filho de empresário e receber de mão beijada uma BMW, um Rolex e uma supermesada não é o caminho mais curto para a felicidade. Muito pelo contrário, é uma roubada. Por isso, os ricos de lá criaram instituições como a Fundação Rockfeller, a Fundação Ford, a Fundação Kellogg, a Fundação Hewlett. No Brasil, estamos muito longe de convencer os empresários a fazer o mesmo, razão pela qual sua fortuna provavelmente virará mais um imposto. O imposto sobre herança. O segredo da felicidade, portanto, não é ganhar dinheiro, que a maioria acabará perdendo de uma forma ou de outra. O segredo é ter feito uma diferença. Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br) Revista Veja, Editora Abril, edição 1838, ano 37, nº 4, 28 de janeiro de 2004
  22. 22. 22 Existe mesmo injustiça? - Nelson J. Wedderhoff O contato com a realidade do nosso tempo é constante. Somos testemunhas oculares de muitos fatos, leitores ou ouvintes de outros. Para cada notícia temos diferentes reações; ficamos alegres, indiferentes, concordamos ou discordamos. Cada reação decorre da avaliação que fazemos da notícia quanto à sua ”adequação“, isto é, se a julgamos boa ou ruim, construtiva ou destrutiva, certa ou errada, etc. Esta avaliação é individual, e está baseada em conhecimento e valores, ou ainda na noção das leis de causa e efeito. Em muitos casos avaliamos que a situação é injusta, ou seja, que o efeito é coerente com sua causa. Como um exemplo simples pode-se citar um jogo de futebol onde a equipe A esteve melhor, mas acabou perdendo por um gol feito pela equipe B no final da partida. Mas o que é injustiça? Pelo exemplo que citamos, uma situação onde o resultado não é coerente com sua causa ou intenção. Para esclarecer tomemos outro exemplo: o motorista A respeita a sinalização, porém sofre um acidente devido ao motorista B, que naquele momento não respeitou a sinalização. Para o motorista A o efeito sofrido é incoerente com seus atos, considerando exclusivamente o respeito à sinalização. Porém é importante lembrar que o respeito às leis não foi a única escolha do motorista A; ambos os motoristas fizeram escolhas que os levaram ao mesmo local. Percebe-se que a ação isolada de uma pessoa contribui para o resultado, porém não o garante. Outros fatores originários do meio ambiente e do meio social podem influenciar o resultado de uma ação. No exemplo do jogo de futebol, as regras não impedem que uma equipe marque gols apenas por que joga mal. O resultado está de acordo com as regras conhecidas e aceitas por ambas as equipes, e pode ocorrer. Ao aceitarmos viver em um grupo social aceitamos influenciá-lo e sermos influenciados. Diante desta noção de influência mútua conhecida e aceita, substitui-se o termo injustiça por distorção. No exemplo do jogo de futebol, o resultado não depende somente da equipe A, mas de vários outros fatores, como a atitude da equipe B ou a percepção dos juízes. No exemplo do motorista A, as atitudes de todos os demais motoristas, dos pedestres, entre outros fatores, influenciarão nos desdobramentos da sua vida. Pelo exposto conclui-se que não existe injustiça, pois cada indivíduo posiciona-se em um meio segundo escolhas decorrentes do seu nível evolutivo, da sua proposta de vida, da sua mentalidade. Logo, está aceitando as influências diversas advindas deste meio, e que certamente poderão distorcer os resultados esperados a partir de suas ações. Como avaliar então as diversas dificuldades que enfrentamos, ou as diferenças sociais existentes em nossa própria cidade? Certamente um ambiente composto por indivíduos cuja visão restringe-se, em grande parte, a seus interesses pessoais, tenderá a gerar distorções, pois o respeito pelo semelhante ou pelo ambiente não é prioridade. E não sendo prioridade não há por que preservar planos, trajetórias ou equilíbrio de outros. O contrário, que normalmente denominamos de “sociedade justa“, é aquela onde a intenção de um indivíduo sofre pouca distorção devido às intenções dos demais, assim como o equilíbrio do ambiente é preservado. Esta pouca distorção deriva de um sistema que preserva o respeito ao semelhante, à individualidade, à diversidade e ao ambiente. Com base no princípio do livre-arbítrio, apoiado na visão que a Doutrina dos Espíritos traz sobre Deus, caracterizando-o como “causa primária de todas as coisas“, assim como “justo e bom“, fundamenta-se a noção de que tudo é justo, pois deriva de uma causa justa. A relação entre as diversas causas possíveis e os respectivos efeitos são as leis naturais do ambiente em que vivemos, das quais conhecemos ainda muito pouco, mas que também estão vinculadas à causa primária, que é justa. A situação contemporânea seja nossa individual, seja da sociedade, não necessariamente nos agrada, mas é efeito de nossas próprias atitudes ao longo de nossas existências. Por fim cabe perguntar quais influências esta reflexão pode ter em nosso cotidiano? Uma delas é a visão mais crítica e menos revoltada sobre o ambiente, que não é injusto, e apenas reflete resultados de nossas diversas ações. Se existem muitas distorções, muitas diferenças, cabe a cada um atuar para reduzi-las, e o primeiro passo é expandir o conhecimento, com base no qual fazemos as escolhas.
  23. 23. 23 O que é ser espírita? - Mario Eduardo Branco O Espiritismo não é a religião que ausenta a pessoa da realidade, não é a filosofia que se perde em especulação, não é a ciência que descobre sem dar sentido. Espiritismo é a ciência, a religião e a filosofia que permitem, facilitam, orientam a ação, o comportamento diferenciado. A Doutrina não é, portanto, uma doutrina de contemplação, da recompensa futura, do paraíso prometido, da fuga da realidade. Há espaço, dentro do Espiritismo, para a espera e planejamento, para a cautela e a avaliação, há espaço para a ponderação e meditação, reflexão e preparação para a decisão. Mas o Espiritismo é, essencialmente, a doutrina da ação, do fazimento. É a Doutrina da construção pessoal e da construção social, da construção intelectual e moral, da construção de si mesmo através da construção dos outros, da construção da mentalidade, da linguagem, dos atos, das instituições, da sociedade, da construção espiritual. A Doutrina, ao explicitar valores universais, sustenta a ação, o comportamento diferenciado, continuado, da pessoa dentro de seu grupo cultural. A Doutrina se caracteriza por um conjunto de princípios, fundamentos, conceitos, valores que determinam uma visão singular do espírito, da sociedade, da natureza, do universo, do cosmo, de Deus. À medida que a pessoa conhece, interpreta e contextualiza a visão espírita, ela é colocada diante do desafio da coerência, da compatibilização entre conceito adquirido e ação. Entre a sua nova mentalidade e a mentalidade de seu grupo cultural. Um hiato permanente, uma tensão essencial entre o que se é e o que se pode ser, entre o ser e o vir-a-ser. Só, de fato, se aproxima da Doutrina, a pessoa que alcança e expressa o novo entendimento através de sua linguagem, de suas ações, de seu comportamento. Só é espírita aquele que age com coerência em relação aos princípios que aceita, aquele que o tempo todo está avaliando as suas ações, em todos os seus papéis e funções na sociedade, procurando cada vez mais a coerência possível. A condição para ser espírita não é só conhecer a Doutrina, embora seja fundamental conhecê-la; não é apenas participar do centro espírita, embora seja importante dele participar; não é se utilizar de instrumentos de equilíbrio desenvolvidos pela Doutrina embora sejam eficazes para a preservação da saúde; não é se sentir bem ao participar do exercício mediúnico embora a persistência e a continuidade na atividade mediúnica abra perspectivas novas para a pessoa. Ser espírita é, fundamentalmente, fazer “integral mudança de seu comportamento porque sua consciência crítica se alterou” (Leocádio J. Correia, fevereiro de 2000).
  24. 24. 24 Fazer o quê? - Nelson J. Wedderhoff O que nos faz pensar que uma outra pessoa ou que muitas outras pessoas não são importantes? Que sua vida não tem valor? Que não merecem nosso respeito ou a nossa atenção? O que nos leva a não gostar dos outros? A não entendê-los ou a não aceitá-los? Pode ser que alguns de nós vivenciemos algumas dificuldades de caráter biológico ou psicológico, o que poderia explicar, mas nunca justificará qualquer ação de agressão à vida, ao meio e às pessoas. O que fazer? O que fazer para não ser agredido, para não ser roubado, para não ter sua vida interrompida pela ação de uma outra pessoa? O que fazer para não ser privado da companhia de alguém próximo, ou muito próximo? Quem de nós não deseja viver? Viver mais e melhor, na companhia da família e de amigos? O que fazer para que possamos desfrutar nossa vida com tranqüilidade? Ou, pelo menos, com menor risco de interrupção devido à ação invasiva de outras pessoas? Veja, refiro-me à pessoas, portanto, seres iguais a nós! Talvez seja necessário cuidar mais dos outros. Isso mesmo, cuidar! Cuidar para que tenham o Amor como referência de vida. Amor pela natureza, pelas pessoas (com base em exemplos de Amor). Quem sabe assim as pessoas passem a gostar mais dos outros, a entender que a vida de todas as pessoas é muito importante e que ela serão respeitadas como pessoas porque, pelo seu exemplo, ensinaram o respeito pelo ser humano. Isso vai resolver no curto prazo? Certamente não significativamente, mas é no médio e no longo prazo que precisamos pensar. Talvez não seja possível evitar outros assassinatos de crianças, de jovens e adultos no curto prazo, mas certamente conseguiremos reduzir outros que aconteceriam quando a geração de crianças de hoje alcance a maturidade e tenha seus filhos. Não nos resta outra saída, senão cuidar das outras pessoas. Mas, quais ações práticas representariam este cuidado? Vejamos alguns exemplos: - Faça autoconhecimento. Pergunte-se: Qual é o propósito da minha vida? Mas pense se colocando no lugar dos menos favorecidos (em diversos aspectos). - Repense seu voto. Acompanhe seu representante e quem sabe, candidate-se também. - Envolva-se em trabalhos comunitários. - Faça planejamento pessoal para poder estudar, trabalhar, cooperar com os outros, participar da família, cuidar da saúde. - Preserve a natureza. Reduza a geração de lixo, poupe água e energia, use materiais recicláveis. Enfim, existe além destas, muitas outras maneiras de ajudar pessoas a se construírem de tal forma que elas vejam nos outros o significado de estar temporariamente na Terra e possam, por sua vez, investir sua inteligência, seu tempo, seu potencial na preservação e valorização da vida. Assim, mesmo sendo temporária, sua passagem por aqui, deixará contribuições permanentes. Por isso deseje e faça por merecer o maior titulo que alguém pode desejar: o de uma pessoa boa! Nelson José Wedderhoff Consultor, professor do ensino superior www.mediunato.org
  25. 25. 25 Vôo Tam 3054 – Acaso, Destino ou Livre Arbítrio? - Paulo H. Wedderhoff Após uma tragédia coletiva como o acidente da GOL em 2006 ou o acidente da TAM em 2007, é comum ouvirmos comentários de pessoas ligadas ao meio espírita procurando dar uma explicação que conforte as pessoas que perderam seus entes queridos. A maioria das explicações que temos ouvido e lido no meio espírita se direcionam para as ideias mais trabalhadas pelas pessoas que buscam conforto e esperança. Uma é o acaso e a outra é o destino. Dependendo da idéia de destino que o leitor faça, pode ficar a sensação de que era para ser assim ou que pela imprevisibilidade do acaso, a tragédia se tornou inevitável. O perigo é que estas duas opções diminuem a importância de se investigar causas, estabelecer responsabilidades e punir culpados para evitar que tais fatos de repitam. Se aceitarmos que se trata de destino, isto significa que a situação está sob controle de uma força superior, o que equivale a negar o livre arbítrio. Tal idéia parece aceitável quando analisamos fenômenos naturais, como terremotos, tsunamis, furacões e inundações. Mesmo assim, depois da primeira surpresa, passamos a ter a opção de fazer algo a respeito para minimizar os danos decorrentes destas catástrofes naturais previsíveis. Um exemplo disso está nos efeitos de alguns terremotos no Japão. É admirável notar que fortes tremores de terra causem poucos danos em algumas áreas do Japão, ao passo que tremores similares, causem enorme destruição e um enorme número de mortos em outros países. Os Japoneses não tem controle sobre os terremotos, mas constroem seus novos prédios de modo a resistir a eles com o menor dano possível. Se aceitarmos que um acidente, como o TAM 3054, se trata de acaso, isto significa que a situação não está nem sob o controle humano e nem sob o controle de uma força superior; ou seja, se os fatores negativos coincidirem, o acidente se tornará inevitável. Estaríamos então nas mãos da sorte. Uma espécie de loteria da vida onde se não chover tudo dará certo. Ambas as linhas de pensamento nos encaminham para um perigoso conformismo capaz de gerar uma repetição infindável de acidentes com perdas de vidas, sem esquecer, que devido ao caos aéreo há uma enorme perda de tempo que poderia ser aplicado de maneira mais produtiva. Precisamos pensar mais profundamente sobre o assunto, e tentar construir uma resposta que sobreviva ao teste da lógica e seja coerente com o que sabemos dos princípios doutrinários do espiritismo. Entre eles destacamos o princípio do livre arbítrio. Este princípio não significa que temos controle de tudo, mas que somos responsáveis sobre os desdobramentos daquilo que está sob o nosso controle. O espiritismo entende que livre arbítrio é o espírito agindo no limite do seu conhecimento e sendo responsável na medida do seu entendimento. As unidades culturais espíritas, apoiadas no estudo transdisciplinar da Filosofia, Ciência e Religião, trabalham no desenvolvimento da capacidade pensante dos seus estudiosos encarnados e desencarnados. Assim sendo, como espíritas, temos a responsabilidade de questionar, construir evidências e propor referenciais que contribuam para a mudança nos padrões morais e administrativos das organizações humanas. Afinal, em muitas situações, transferimos a estas organizações a responsabilidade pelo nosso bem estar e segurança. Ao confiarmos nossas vidas à manutenção de uma empresa aérea; ao comando da Aeronáutica ou às decisões de uma agencia reguladora, estamos renunciando a uma parte do nosso livre arbítrio e passando o controle àqueles que comandam o sistema aéreo. Quando rejeitamos a idéia de destino ou acaso, nos obrigamos a propor uma terceira alternativa que explique racionalmente o que aconteceu. Esta terceira explicação aparece quando relacionamos as variáveis que contribuíram para a ocorrência do acidente. Uma vez listada, a somatória de variáveis causais, indicam que o acidente poderia ter sido evitado. Para tanto, bastava que cada um cumprisse o seu dever. Cumprir o dever pode significar estar mais atento às condições de sucesso de qualquer ação. Pode ser uma viagem de ônibus, um pouso, uma cirurgia, uma operação que pode levar uma empresa à falência, uma alimentação que pode fazer muito mal, dirigir um automóvel, etc...
  26. 26. 26 Em 1978 sobrevivi a uma tentativa de aterrissagem que não terminou em tragédia. Chegávamos ao aeroporto de Congonhas em um vôo Vasp vindo de Foz do Iguaçu. Já era noite e o aeroporto estava sob uma forte tempestade. Mesmo assim a torre de comando autorizou o pouso. Ventava muito. Éramos jogados de um lado para outro nas poltronas a ponto de sentir dores devido ao choque dos quadris contra o apoio dos braços. O medo era geral. No ultimo instante, ao perceber o fim da pista chegando rapidamente, o piloto arremeteu o 737 e subiu em uma inclinação inacreditável para uma aeronave tão pesada. Dentro do avião a gritaria era geral. Homens e mulheres choravam. Atrás de mim alguém gritou: - Eu não quero morrer! Depois de um pouso suave em Viracopos, muitos bateram na porta da cabine de comando exigindo que o piloto abrisse a porta e liberasse os passageiros. Depois de uma breve mensagem, o piloto levou o avião para a cabeceira da pista, decolou novamente e voltou para Congonhas, onde, já sem vento, o pouso ocorreu normalmente. Perguntado sobre como via aquilo tudo, o presidente da empresa em que eu trabalhava e que estava no mesmo vôo respondeu com uma serenidade invejável: - Acho que o piloto também não quer morrer e ele é o mais preparado entre nós para decidir o que fazer. Será que teria ocorrido o acidente da TAM se a proibição de pousar apenas com um reverso em dias de chuva, aplicada ao avião presidencial, fosse também aplicada aos vôos comerciais? Ou se tivesse sido proibido o pouso de aviões de grande porte em um aeroporto tão pequeno e sem pista de escape? Se a derrapagem do vôo da Pantanal, no dia anterior e os alertas dos pilotos que apelidaram a pista de “skate no gelo” fosse levada a sério pelas autoridades do Aeroporto, da Aeronáutica ou da agência reguladora, o acidente teria ocorrido? Ou se a agência reguladora não tivesse enviado o documento que enganou a juíza que fechou o aeroporto, forçando-a a liberar a pista recém reformada? Será que as pessoas que deveriam ter assumido uma posição radical como fez a corajosa juíza, não deixaram para alguém decidir, ou confiaram no acaso ou no destino? Quando se somaram as variáveis com potencial de gerar acidentes como: avião de grande porte pousando em pista de 1940 metros sem escape, comparado com pistas de até 4000 metros; chuva na pista; pista nova com ausência de canaletas para escoamento da água; limitações no reverso, o qual era extremamente importante em situações de chuva na pista, percebemos que o acidente se tornou impossível de evitar. Assim sendo, mesmo sem um profundo conhecimento técnico, é possível a qualquer pessoa que o analisa, compreender que este acidente ocorreu porque todas as pessoas diretamente envolvidas, permitiram que a somatória de variáveis causais ultrapassasse os limites de segurança de pouso. Sem uma melhor compreensão do livre arbítrio e das nossas conseqüentes responsabilidades, continuaremos prisioneiros de mitos e crenças que tem o potencial de contribuir para gerar novas tragédias. Como espíritos, todos sabemos de antemão que iremos desencarnar um dia. Saber qual dia e de que maneira iremos morrer, não nos parece coerente com a lei da diversidade. Administrar a nossa vida e os fatores que afetam a vida de outros com coerência é responsabilidade de cada um; assim como, administrar recursos financeiros e técnicos, que impliquem em risco de interrupção da vida encarnada de muitos é responsabilidade de poucos. Por isso, seria desejável que estas poucas pessoas passassem a ter acesso a um melhor entendimento do sentido e do significado da vida; para que não sejamos surpreendidos por novos acidentes que possam interromper nossos projetos de vida antes do esgotamento natural do nosso capital de vida. Depois que decola, o destino de um avião é o solo, quer seja por meio de um pouso normal, de um pouso forçado ou de uma queda fatal. Só devemos lembrar que, antes do pouso, houve a livre escolha do passageiro de aceitar o risco da viagem e a decisão soberana do piloto de autorizar a decolagem. Quando as variáveis causais estiverem sob o controle humano, não há porque acreditar que somos vítimas do destino ou do acaso. Assim sendo, precisamos assumir que somos responsáveis pelas variáveis que estão sob nosso controle e cumprir com nosso dever sob pena de assumir sérios débitos morais perante nossa consciência e, portanto, perante as leis naturais.
  27. 27. 27 Livre  arbítrio  e  obsessão  -­‐  Rui  Paz     A  obsessão  é  tema  recorrente  em  grande  parte  das  casas  espíritas.  Eu  diria,  inclusive,  que  em  muitas  este  tema   é  o  eixo  condutor  das  atividades  nessas  casas.  Portanto,  somente  por  essa  razão  a  questão  requer  uma  reflexão   cuidadosa.     O  conceito  corrente  sobre  obsessão  refere-­‐se,  via  de  regra,  à  influência  exercida  por  espíritos  malévolos  sobre   outras  pessoas,  inclusive,  alcançando  estados  de  domínio  e  possessão.  Com  efeito,  a  pessoa  obsidiada  torna-­‐se   vítima  de  um  controle  ao  qual  não  pode  resistir,  ou  seja,  seu  livre  arbítrio  fica  tolhido  pela  ação  de  terceiros.     Ora,  em  primeiro  lugar,  devemos  refletir  sobre  algumas  questões  fundamentais  relativas  a  esse  suposto   fenômeno:  há  espíritos  desencarnados  malévolos  entre  nós  encarnados?  O  que  acontece  depois  que   desencarnamos?  Para  onde  vamos?  O  espírito,  sem  o  corpo  físico,  é  capaz  de  permanecer  aqui  na  Terra,   segundo  a  sua  vontade?     Vejamos.  Para  vivermos  na  matéria,  precisamos  de  um  corpo  físico  compatível  com  a  densidade  e  a  frequência   vibratória  dessa  matéria.  Em  outras  palavras,  é  preciso  estabelecer  uma  simetria  entre  matéria  e  espírito.  Como   ambos  são  substancialmente  diferentes,  o  corpo  e  o  perispírito  cumprem  essa  função  mediadora.   Analogamente,  um  profissional  de  mergulho  em  grandes  profundidades,  por  exemplo,  necessita  de  uma   roupagem  especial,  associada  a  tubos  de  oxigênio  e  outros  gases,  para  poder  permanecer  nesses  ambientes  por   um  determinado  tempo.  Ora,  essa  parafernália  nada  mais  é  do  que  o  elemento  mediador  entre  a  assimetria  do   corpo  humano  e  o  ambiente  subaquático,  do  contrário,  seria  impossível  ao  mergulhador  permanecer  submerso   por  longos  períodos.     O  mesmo  ocorre  com  o  espírito  reencarnante.  Ele  necessita  de  um  “escafandro”  para  mediar  a  distância  entre  a   sua  natureza  e  a  da  matéria.  A  assimetria  é  compensada  pelo  perispírito,  que  é  o  elemento  intermediário  entre   ambos.  Esse  “escafandro”  é,  pois,  o  copo  físico.  E,  quando  desencarna,  em  face  do  esgotamento  ou  de  dano   irreparável  do  corpo  material,  perde  completamente  a  condição  de  permanecer  no  ambiente  Terra,  por   absoluta  ausência  de  simetria.     Então,  como  poderia  o  espírito  permanecer  vinculado  ao  polissistema  material  sem  a  mediação  do  corpo  físico?   Qualquer  espírito,  independentemente  de  seu  grau  de  evolução  é  capaz  de,  num  ato  volitivo,  aqui  permanecer   ao  seu  bel-­‐prazer?      
  28. 28. 28   Política  e  cidadania – Paulo  H.  Wedderhoff Atribui-­‐se  a  origem  da  palavra  política  ao  termo  grego  “pólis”  que  significa  cidade.  Quando  pensamos  em   política,  logo  nos  vem  à  mente  a  idéia  de  decisões  que  afetam  muitos.    Uma  política  comercial  de  vender  só  a   vista  ou  só  a  prazo,  é  um  exemplo  de  como  uma  decisão  pode  afetar  um  grupo  de  clientes  ou  todos  os  clientes   de  uma  empresa.         Quando  pensamos  em  política  no  sentido  público,  logo  associamos  com  decisões  que  viram  leis  e  que   podem  afetar  uma  cidade,  um  estado,  uma  nação  ou  todo  o  planeta.  Veja  o  impacto  da  decisão  que  gerou  o   incidente  conhecido  como  11  de  setembro  nos  EUA.       Tomás  de  Aquino,  o  filósofo  dizia  que  política  é  a  arte  de  governar  os  homens  e  administrar  as  coisas,   visando  o  bem  comum,  de  acordo  com  as  normas  da  reta  razão.         A  qualidade  das  decisões  políticas  de  um  governo,  pode  ampliar  ou  diminuir  sua  habilidade  de   influenciar  as  decisões  dos  governados.  Em  uma  democracia,  isto  pode  redundar  na  renovação  de  um  mandato   ou  até  na  remoção  de  um  governante  como  foi  o  caso  do  impedimento  do  ex-­‐presidente  Collor.         Devido  à  desinformação  ou  desilusão  relacionadas  às  suas  expectativas,  muitas  pessoas  dizem   categoricamente  que  não  gostam  de  política.  Essas  pessoas,  não  tem  idéia  do  prejuízo  que  estão  gerando  para  si   mesmas  e  para  o  grupo  social.  Votando  em  branco,  ou  anulando  o  voto,  por  exemplo,  diminuem  o  número  de   votos  válidos  e  facilitam  a  vida  de  quem  não  gostariam  de  eleger.  Seria  importante  que  todos  compreendessem   que  seu  desinteresse  equivale  a  renunciar  à  cidadania.         Platão,  o  filósofo  grego,  discípulo  de  Sócrates  dizia:  -­‐  Não  há  nada  de  errado  com  aqueles  que  não   gostam  de  política.  Simplesmente  serão  governados  por  aqueles  que  gostam.       Precisamos  mudar  o  nosso  conceito  de  política  e  o  primeiro  passo  é  separar  a  palavra  política,  de   politiqueiro  e  da  politicagem.    Na  Grécia  antiga,  em  cidades  como  Atenas,  os  cidadãos  livres  participavam  da   assembléia  para  discutir  os  problemas  comuns  a  todos  e  tomavam  decisões  destinadas  a  solucioná-­‐los.       Baseado  nesta  experiência,  Aristóteles,  um  dos  maiores  sábios  gregos,  dizia  que  política  é  a  ciência  e  a   arte  do  bem  comum.  Para  ele  a  cidade  deveria  ser  governada  em  proveito  de  todos,  e  não  apenas  em  proveito   dos  governantes  ou  de  alguns  grupos.       Muitas  vezes,  não  percebemos,  mas  algumas  decisões  políticas  afetam  a  vida  de  todos.  Os  gastos   públicos,  por  exemplo,  diminuem  as  verbas  disponíveis  para  investimentos    públicos  em  educação,  estradas,   saúde,  segurança,  financiamento  de  novas  empresas,  etc.  Estes  gastos  aumentam  a  dívida  pública  a  qual  precisa   ser  “rolada”,  ou  seja,  contrata-­‐se  uma  nova  dívida,  para  pagar  a  velha.  Isto  mantém  os  juros  elevados  e    atrai   especuladores  estrangeiros.  O  aumento  da  oferta  de  dólares  fortalece  o  real  e  derruba  o  cambio.  O  cambio   barato,  deixa  o  produto  importado  mais  competitivo  e  fica  difícil  exportar.  A  produção  cai  e  as  fábricas   dispensam  parte  da  sua  mão  de  obra,  passam  a  produzir  no  exterior  ou  fecham.  Criamos  empregos  lá  fora  e   desemprego  no  Brasil.         É  por  razões  como  estas  que  nenhum  cidadão  sensato  pode  ignorar  a  política.  Cada  pessoa  deve   procurar  compreender  e  participar  da  política.   Para  atuar  politicamente  e  assim  influenciar  o  poder,  cada  cidadão  e  cidadã  deve  se  conscientizar,  informar-­‐se,   ouvir,  ler,  falar,  debater,  estudar  e  procurar  formar  sua  opinião  sobre  os  diferentes  problemas.     Com  consciência  política  estaremos  preparados  para  votar,  fazer  sugestões,  acompanhar  os  trabalhos  dos  seus   parlamentares,  exigir  e  reagir  quando  for  necessário.   Toda  eleição  é  um  contrato.  O  candidato  promete,  a  gente  vota  e  espera  que  ele  cumpra  o  que  prometeu.  Se  ele   mentiu  ou  foi  incompetente,  temos  o  direito  de  não  renovar  o  contrato  ou  afastá-­‐lo  antes  que  seja  tarde.  A   conscientização  é  o  melhor  remédio  para  que  o  Brasil  desperte.                  
  29. 29. 29 Observar e Pensar - Stephen Kanitz O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar. Só que isso, infelizmente, não é ensinado. Hoje nossos alunos são proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula, estrategicamente colocada bem longe do dia-a- dia e da realidade. Nossas escolas nos obrigam a estudar mais os livros de antigamente do que a realidade que nos cerca. Observar, para muitos professores, significa ler o que os grandes intelectuais do passado observaram – gente como Rousseau, Platão ou Keynes. Só que esses grandes pensadores seriam os primeiros a dizer "esqueçam tudo o que escrevi", se estivessem vivos. Na época não existia internet nem computadores, o mundo era totalmente diferente. Eles ficariam chocados se soubessem que nossos alunos são impedidos de observar o mundo que os cerca e obrigados a ler teoria escrita 200 ou 2.000 anos atrás – o que leva os jovens de hoje a se sentir alienados, confusos e sem respostas coerentes para explicar a realidade. Não que eu seja contra livros, muito pelo contrário. Sou a favor de observar primeiro, ler depois. Os livros se forem bons, confirmarão o que você já suspeitava. Ou porão tudo em ordem, de forma esclarecedora. Existem livros antigos maravilhosos, com fatos que não podem ser esquecidos, mas precisam ser dosados com o aprendizado da observação. Ensinar a observar deveria ser a tarefa número 1 da educação. Quase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples observação, auxiliada talvez por novos instrumentos, como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou pelo uso de novos algoritmos matemáticos. Se você tem dificuldade de raciocínio, talvez seja porque não aprendeu a observar direito, e seu problema nada tem a ver com sua cabeça. Ensinar a observar não é fácil. Primeiro você precisa eliminar os preconceitos, ou pré-conceitos, que são a carga de atitudes e visões incorretas que alguns nos ensinam e nos impedem de enxergar o verdadeiro mundo. Há tanta coisa que é escrita hoje simplesmente para defender os interesses do autor ou grupo que dissemina essa idéia, o que é assustador. Se você quer ter uma visão independente, aprenda correndo a observar você mesmo. Sou formado em contabilidade e administração. A contabilidade me ensinou a observar primeiro e opinar (muito) depois. Ensinou-me o rigor da observação, da necessidade de dados corretamente contabilizados, e também a medir resultados, a recusar achismos e opiniões pessoais. Aprendi ainda estatística e probabilidade, o método científico de chegar a conclusões, e finalmente que nunca teremos certeza de nada. Mas aprendi muito tarde, tudo isso me deveria ter sido ensinado bem antes da faculdade. Se eu fosse ministro da Educação, criaria um curso obrigatório de técnicas de observação, quanto mais cedo na escala educacional, melhor. Incentivaria os alunos a estudar menos e a observar mais, e de forma correta. Um curso que apresentasse várias técnicas e treinasse os alunos a observar o mundo de diversas formas. O curso teria diariamente exercícios de observação, como: 1. Pegue uma cadeira de rodas, vá à escola com ela por uma semana e sinta como é a vida de um deficiente físico no Brasil. 2. Coloque uma venda nos olhos e vivencie o mundo como os cegos o vivenciam. 3. Escolha um vereador qualquer e observe o que ele faz ao longo de uma semana de trabalho. Observe quanto ele ganha por tudo o que faz ou não faz. Quantas vezes não participamos de uma reunião e alguém diz "vamos parar de discutir", no sentido de pensar e tentar "ver" o problema de outro ângulo? Quantas vezes a gente simplesmente não "enxerga" a questão? Se você realmente quiser ter idéias novas, ser criativo, ser inovador e ter uma opinião independente, aprimore primeiro os seus sentidos. Você estará no caminho certo para começar a pensar.
  30. 30. 30 Qual é o Problema? - Stephen Kanitz Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anterior ao meu primeiro dia de pós-graduação em administração. Havia sido um dos quatro brasileiros escolhidos naquele ano, e todos nós acreditávamos, ingenuamente, que o difícil fora ter entrado em Harvard, e que o mestrado em si seria sopa. Ledo engano. Tínhamos de resolver naquela noite três estudos de caso de oitenta páginas cada um. O estudo de caso era uma novidade para mim. Lá não há aulas de inauguração, na qual o professor diz quem ele é e o que ensinará durante o ano, matando assim o primeiro dia de aula. Essas informações podem ser dadas antes. Aliás, a carta em que me avisaram que fora aceito como aluno veio acompanhada de dois livros para ser lidos antes do início das aulas. O primeiro caso a ser resolvido naquela noite era de marketing, em que a empresa gastava boas somas em propaganda, mas as vendas caíam ano após ano. Havia comentários detalhados de cada diretor da companhia, um culpando o outro, e o caso terminava com uma análise do presidente sobre a situação. O caso terminava ali, e ponto final. Foi quando percebi que estava faltando algo. Algo que nunca tinha me ocorrido nos dezoito anos de estudos no Brasil. Não havia nenhuma pergunta do professor a responder. O que nós teríamos de fazer com aquele amontoado de palavras? Eu, como meus outros colegas brasileiros, esperava perguntas do tipo "Deve o presidente mudar de agência de propaganda ou demitir seu diretor de marketing?". Afinal, estávamos todos acostumados com testes de vestibular e perguntas do tipo "Quem descobriu o Brasil?". Harvard queria justamente o contrário. Queria que nós descobríssemos as perguntas que precisam ser respondidas ao longo da vida. Uma reviravolta e tanto. Eu estava acostumado a professores que insistiam em que decorássemos as perguntas que provavelmente iriam cair no vestibular. Adorei esse novo método de ensino, e quando voltei para dar aulas na Universidade de São Paulo, trinta anos atrás, acabei implantando o método de estudo de casos em minhas aulas. Para minha surpresa, a reação da classe foi a pior possível. "Professor, qual é a pergunta?", perguntavam-me. E, quando eu respondia que essa era justamente a primeira pergunta a que teriam de responder, a revolta era geral: "Como vamos resolver uma questão que não foi sequer formulada?". Temos um ensino no Brasil voltado para perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular. Nossos alunos estão sendo levados a uma falsa consciência, o mito de que todas as questões do mundo já foram formuladas e solucionadas. O objetivo das aulas passa a ser apresentá-las, e a obrigação dos alunos é repeti-las na prova final. Em seu primeiro dia de trabalho você vai descobrir que seu patrão não lhe perguntará quem descobriu o Brasil e não lhe pagará um salário por isso no fim do mês. Nem vai lhe pedir para resolver "4/2 = ?". Em toda a minha vida profissional nunca encontrei um quadrado perfeito, muito menos uma divisão perfeita, os números da vida sempre terminam com longas casas decimais. Seu patrão vai querer saber de você quais são os problemas que precisam ser resolvidos em sua área. Bons administradores são aqueles que fazem as melhores perguntas, e não os que repetem suas melhores aulas. Uma famosa professora de filosofia me disse recentemente que não existem mais perguntas a ser feitas, depois de Aristóteles e Platão. Talvez por isso não encontramos solução para os inúmeros problemas brasileiros de hoje. O maior erro que se pode cometer na vida é procurar soluções certas para os problemas errados. Em minha experiência e na da maioria das pessoas que trabalham no dia-a-dia, uma vez definido qual é o verdadeiro problema, o que não é fácil, a solução não demora muito a ser encontrada. Se você pretende ser útil na vida, aprenda a fazer boas perguntas mais do que sair arrogantemente ditando respostas. Se você ainda é um estudante, lembre-se de que não são as respostas que são importantes na vida, são as perguntas. Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br) Editora Abril, Revista Veja, edição 1898, ano 38, nº 13, 30 de março de 2005, página 18
  31. 31. 31 Carbono14 uma máquina de tempo Análise da presença de elementos químicos radioativos permite estimar a idade dos fósseis Seis milhões de anos. Essa é a idade daquela que provavelmente é nosso ancestral mais antigo, conhecido pelo singelo nome Orrorin tugenensis. Apesar de bem velhinho, ele tem sido afrontado por muitos paleontólogos, que duvidam do seu pedigree (será ele realmente um hominídeo ou apenas um chimpanzé?). Assim, oficialmente, a coroa de vovô ainda pertence ao Ardipithecus ramidus, um garotão de 4,4 milhões de anos, e a briga entre esses dois parece muito longe do fim. Mas como os cientistas sabem que o Orrorin e o Ardipithecus viveram há tanto tempo? Ou, então, como poderiam afirmar que o Santo Sudário – o manto que teria envolvido Jesus Cristo depois da crucificação – deve ser falso, pois teria sido produzido na Idade Média, por volta de 1300 d.C.? Ou que certas pinturas nas cavernas de Lascaux, na França, foram feitas por homens pré-históricos há 16 mil anos? Resposta: por meio de testes com carbono-14. Mas que método é esse? Imagine a seguinte situação: um rapaz, aos 20 anos, ostenta uma enorme cabeleira. Mas, para seu desespero, a partir daí, o destino cruel começa a levar os cabelos. Aos 30 anos, restam metade dos fios dos 20. Aos 40, metade do que ele tinha aos 30. E assim por diante. Quer dizer: observando seus cabelos, sempre poderemos estimar a idade. Com os fósseis, o raciocínio é semelhante. Claro que ninguém analisa a cabeleira dos fósseis, mas sim o teor de determinados elementos químicos na sua constituição, ou nos utensílios e rochas encontrados a eles. No caso do carbono-14 (C-14), a idéia é a seguinte: as plantas absorvem o C-14 (14 é a soma de prótons e nêutrons no núcleo desse átomo) durante a fotossíntese. O C-14 passa dos vegetais para os animais pela cadeia alimentar. Assim, todos os seres vivos apresentam um certo teor fixo de C-14. Quando a planta ou o animal morre, suas reservas de C-14 diminuem porque, como todos os elementos radioativos, o C-14 decai (transforma-se em outro elemento químico, no caso, o nitrogênio-14). O C-14 perde metade de sua massa a cada 5.730 anos. Em outras palavras, temos um relógio que começa a funcionar no momento em que o ser morre. Esses 5.730 anos do C-14 são chamados de meia-vida. Dessa maneira, pode-se fazer a datação de um fóssil (ou de um artefato de madeira, ou de uma pintura) pelo raciocínio abaixo, muito parecido com o do caso do nosso amigo ex-cabeludo. O único porém é que, depois de 70 mil anos, sobra tão pouco que fica difícil medir. É por isso que esse método não serve para datação de materiais mais antigos. Para esses casos, existem outros testes, quase todos baseados nos mesmos princípios de meia-vida e radioatividade. Um exemplo é o método potássio (k-40)/argônio (Ar-40). O K-40, radioativo, decai, originando o Ar-40 (meia-vida: 1,3 bilhão de anos). Por raciocínio semelhante ao do C-14, pode-se estimar a idade, por exemplo, de rochas – como as lunares, de quatro bilhões de anos, trazidas pela expedição Apolo 11 – e de fósseis, como os dos nossos avós Orrorin e Ardipithecus. Até mesmo a idade do nosso planeta já foi calculada (método urânio-238/ chumbo-206) Com o conhecimento da meia-vida do urânio-238 (4,5 bilhões de anos), chegou-se à estimativa de mais de 4,5 bilhões de anos. É uma viagem no tempo que parece coisa de ficção científica. Mas que acontece de verdade, graças à precisão e à criatividade dos pesquisadores. 10   5   2,5   1,25   0   2   4   6   8   10   5730   11460   17190   22920   Concentração  do  Carbono  14  em  partes   por  bilhão     anos  
  32. 32. 32 Darwin  –  A  Origem  das  Espécies   O  livro  que  abalou  o  mundo   Alfred  Wallace  sabia  do  interesse  de  Darwin  sobre  a  evolução  e  lhe   mandou  uma  carta  com  o  resumo  de  sua  teoria:  “Sobre  a  tendência  de   as  variedades  se  afastarem  indefinidamente  do  tipo  original”.  Perplexo,   com  o  que  o  Wallace  tinha  escrito,  era  toda  a  sua  teoria  e  disse:  “Até  os   termos  dele  estão  nos  títulos  dos  meus  capítulos”.     Lyell  e  Hooker,  amigos  dos  cientistas,  aconselharam  que  os  dois  lessem   seus  trabalhos  em  um  congresso,  o  que  se  deu  na  Reunião  da  Sociedade   Lineana  de  Londres,  em  junho  de  1858.  Mas  Darwin,  tinha  reunido   muito  mais  provas  para  defender  a  sua  teoria  do  que  Wallace.  E  assim,   em  24  de  novembro  de  1859,  foi  publicado  A  origem  das  espécies  por   seleção  natural.   Reação  contra  “A  origem  das  espécies”   Muitos  colegas  de  Darwin  se  voltaram  contra  ele,  após  a  publicação  do   livro.  Um  deles  foi  Adam  Sedgwick  ,  professor  de  Cambridge,  Richard   Owen,  que  ajudara  com  as  espécimes  do  Beagle.       Porém,  houve  outros  que  reconheceram  a  genuína  ciência  das  ideias  de   Darwin.  Juntamente  com  os  amigos,  Hooker  e  Lyell,  o  biólogo  Thomas   Huxley,  falou  em  favor  dele  na  Inglaterra.  Em  oposição  ao  clérigo   americano,  Asa  Gray,  professor  de  botânica  na  Universidade  de  Harvard,   o  defendeu.       Pensamento  em  rede     Como  explicar  que  Wallace,  estando  do  outro  lado  do  mundo,  tivesse   alcançado  as  mesmas  ideias  de  Darwin?     Será  por  que  quando  pensamos  operamos  em  rede  mental?  
  33. 33. 33 Conceitos - Espiritualismo versus Espiritismo As religiões que pregam a sobrevivência do espírito após a morte do corpo são classificadas como espiritualistas. Todos os espíritas são espiritualistas, mas nem todos os espiritualistas são espíritas. As religiões de modo geral, buscam entender e explicar o sentido da vida, da dor, morte, bem como a vida além da vida e cada uma faz a sua interpretação possível, influenciada pela cultura e pela consciência critica do seu tempo. O Espiritismo pode ser conceituado como o estudo, a interpretação e a prática dos princípios da Doutrina Espírita, descobertos e organizados por Allan Kardec. Desde Allan Kardec e suas descobertas a comunicação com espíritos orientadores adquiriu um novo padrão e têm propiciado aos estudiosos do assunto o acesso à informações que permitem fazer o novo olhar sobre ambos os lados da vida. Reencarnação Apesar da crença na sobrevivência do espírito, muitas religiões pregam que só se encarna uma vez. Em outras palavras é como se fosse proibido ao espírito voltar em um novo corpo para aprender o que não foi possível aprender nesta encarnação, para os crentes na encarnação única, ou até então, para os crentes nas experiências multi-encarnatórias. Há outras correntes de pensamento religioso que acreditam na eterna recorrência, ou seja, que o ser nunca se livra da reencarnação. O Espiritismo entende que o processo reencarnatório é uma das fases da evolução do espírito. Livre Arbítrio O livre arbítrio, ou seja, nossa liberdade para pensar, falar e agir, bem como a ampliação gradual da nossa consciência sobre esta liberdade e suas consequências faz parte do processo de evolução do espírito. Nossa liberdade é equilibrada por outra lei conhecida como causa e efeito. O fato de não haver controle externo em nossas decisões, implica que também não há intervenção na colheita dos efeitos do nosso plantio. Mais cedo ou mais tarde encontraremos os efeitos prazerosos ou dolorosos do que ajudamos a construir em nosso presente, tanto pelas nossas ações como pelas nossas omissões. Mediunidade Um dos recursos que dispomos como meio de acesso e orientação é a mediunidade. Este é um recurso que todos temos em potencial e que usamos em maior ou menor grau e cujo aperfeiçoamento depende do exercício. Cada um de nós é como uma rádio ligada em tempo integral fazendo sintonia com as redes de pensamento universal. Assim como o potencial de ouvir e aprender a falar dos bebês, podemos aperfeiçoar nossa capacidade de fazer acesso e troca de ideais com as infinitas faixas mentais que preenchem o universo do pensamento. Podemos comparar o potencial musical com o potencial mediúnico. Como espíritos todos têm o potencial musical pleno, mas nem todos se interessam em aprender a ler partituras, tocar instrumentos, compor melodias e cantar.

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