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Évora                         Encantada                           Dentro de um mundo por descobrir,                       ...
Editorial                               Em busca de algo                                            Foi entre as encruzilh...
Mais Évora     mais cultura     Para o ano de 2007 são       eventos com uma assistênciaesperadas muitas e diversas       ...
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Évora,        palco Literário    Cidade considerada Patri-      Ferreira (1916-1996) ainda é     dos séculos e dos sonhos ...
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Entrevista a Andrade Santos,                                     Presidente da Região de Turismo de Évora                 ...
O trabalho concreto passa por                                                                    identidade da nossa regiã...
Entrevista a Pe. António Salvador Santos, director do jornal “a defesa”                                    ”a defesa“     ...
vivemos mesmo sem contar no       do administrador de então. An-      municação que chega ondeplano de distribuição de pub...
TV Évora,      um projecto inovador    A TV Évora é um projectoque surge englobado na em-presa Campo dos Media, quedetém t...
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Entrevista a José Ernesto, Presidente da Câmara de Évora      Rumo ao futuro,      sem esquecer       o passado   É do con...
dos os eborenses, todos os alen-          ralhas e deixar o centro histórico de-                        tejanos, e todos o...
Rumo ao futuro,                         sem esquecer o passadoexemplo do que aconteceu em             de uma forma coerent...
intenção não é que o parque deactividades económicas e exposi-ções transfira a parte lúdica da feirade S. João de local. T...
Rumo ao futuro,      sem esquecer o passadoAlmeida, titular e proprietária dos                                            ...
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opinião        De fora para dentro                      ”Évora está na minha              Admito que não tenho            ...
opinião        De fora para dentro     Évora é uma cidade                                 Ao escrever sobreque me deixa se...
Vinhos      Parabéns e Felicidades     A celebração do aniversá-     zendo pelo método champa-         da. Resta-me lembra...
publicidade por definir                      25
Évora terá Urgência      Polivalente     A dra. Rosa Matos, presi-     deverá receber “um reforço edente da Administração ...
é da responsabilidade doInfarmed; prescrição de MeiosComplementares de Diagnós-tico e Terapêutica; certificadosde incapaci...
“Uma questão                                                    opinião                                                   ...
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Parque Desportivo        da Cidade     Há muitos anos que Évora,    faseadamente devido aos            o que está relacion...
caei            A única     com circuitos turísticos     de coches com cavalos31
Ecopista                                                               opinião                                            ...
Robô que dá emprego    Rápido, eficaz e inteligente assim se pode             Segundo o Dr. António Paços, para alémdefini...
“Vista” olha para Évora    Passados cinco anos do         des de trabalho em rede elançamento do Windows XP a    ,    poss...
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Fundação Eugénio          de Almeida    Criada em 1963 pelo Eng.         Instituto Superior Económico e         Da criação...
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Evora100limites

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1º número do projecto Évora100Limites do qual fui percursor, através da Direcção do Projecto que ainda hoje marca o aniversário do semanário A Defesa.

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  1. 1. 1
  2. 2. Évora Encantada Dentro de um mundo por descobrir, E com o céu em si espelhado, Nasce uma cidade a sorrir, Edificada no Passado. Tens muralhas, tens ruelas Tens estradas e calçadas Tens igrejas das mais belas E paisagens por ti criadas… És sábia e maravilhosa Tens tanto para nos contar. Possuis a cor luminosa De um Alentejo por criar. Segreda-nos a tua história, Que perdida anda nessas ruas, Alimenta-nos a memória Com fantasias e lembranças tuas… O Templo, a Sé, a Capela… Quantos encantos em ti comportas? Deixem-me viver e olhar p’ra ela: A cidade dos sonhos, da arte, das Portas.Foto: André Gonçalves Teresa Calado Ficha Técnica - Director: Salvador dos Santos | Direcção de Projecto: Rui Miguel Baptista e David Simões | Equipa Redacto- rial: Rui Miguel Baptista, David Simões e Pedro Conceição | Fotografia: André Gonçalves | Agradecimentos: Teresa Calado, Adria- na Mello, Jorge Gabriel, Clara de Sousa, Guilherme Simões, Nuno Eiró, Augusto Simões, Palmira Marques e Paulo Arcanjo Paginação e Impressão.: Gráfica Eborense | Periocidade: 1.ª Edição - Anual - Março 07 | Tiragem: 15.000 ex. | Distribuição Gratuita 2
  3. 3. Editorial Em busca de algo Foi entre as encruzilhadas de Évora, ruas antigas e labirínticas, cheias de segre- dos e histórias para contar que a doisA abrir jovens nasceu a ideia, cresceu a obra, e é aqui, nas páginas que se seguem, apre- sentadas ao mundo e especialmente a si. Évora100limites não é apenas uma publicação dePe. António Salvador celebração dos 84 anos do Semanário “a defesa”, que dos Santos aproveito desde já para felicitar, é sobretudo o preen- “a defesa” fez 84 anos, dia chimento de uma lacuna na cidade.19 de Março, também dia de É fundamentalmente para si que esta revista foiS. José. criada com conteúdos que decerto lhe interessarão, devido á proximidade que deles tem. Tratados com Nesta celebração decidimos rigor e isenção, desejo que se delicie e se perca nasinserir a publicidade numa re- páginas que se seguem, confiante de que no final irávista que é enriquecida com dar como bem empregue o tempo dispensado paraalgumas entrevistas. folhear Évora100limites. Rui Miguel Baptista No meio de todas as dificul- correiodoruimb@gmail.comdades por que passa a impren-sa regional, é consolador en-contar a compreensão e dedi-cação de tantos leitores que Do sonho à realidade Évora100limites nasce de um sonhonão se esquecem do seu jor- que em apenas um mês se tornounal em dia de aniversário e qui- realidade. Nasce também da vontade deseram apoiar a iniciativa dos desenvolver os meios de comunicaçãonossos dedicados colaborado- social de Évora principalmente, parares, por sinal os mais novos, estimular o interesse pela informação.Rui Miguel Baptista, David Marcados pelo passado, conscientesSimões e Pedro Conceição. do presente e estimulados pelo futuro, realizámos uma Esta revista, que sai como revista a pensar em si, para que conheça um poucosuplemento de “a defesa”, será mais da sua cidade.gratuitamente distribuída e tam- Com 84 anos, o Semanário “a defesa” que está de parabéns, proporcionou-nos esta oportunidade e combém separadamente. Assim se isto pretendo incentivar a que apareçam mais iniciativasjustifica a tiragem de uns milha- como esta, para desenvolver a cidade em todos osres de exemplares. aspectos. Resta-nos agradecer a cola- Com todo o esforço e dedicação compensados peloboração de todos e em dia do sucesso deste projecto, é com muito gosto e satisfa-nosso patrono, S. José, a to- ção que vos convido a desfrutar de Évora100limites.dos lembrar. David Simões correiodedavid@gmail.comÍn 04 | Mais Évora, mais cultura 24 | Parabéns e Felicidades 06 | Évora palco literário 26 | Évora terá Urgência Polivalente 08 | “Queremos fazer uma mudança para melhor” 28 | “Uma questão de atitude”di 10 | “Évora uma das mais bonitas cidades” 12 | “a defesa” tem pernas para andar” 30 | Parque Desportivo da Cidade 32 | Ecopista de Sucessoce 14 | TV Évora, um projecto inovador 33 | Robô que dá emprego 16 | Rumo ao futuro sem esquecer o passado 34 | “Vista” olha para Évora 22 | De fora para dentro 36 | Fundação Eugénio de Almeida 3
  4. 4. Mais Évora mais cultura Para o ano de 2007 são eventos com uma assistênciaesperadas muitas e diversas cómoda para cerca de 3 a 4actividades culturais na cida- mil pessoas. A inauguraçãode. Alguns dos acontecimen- está prevista para o final dotos já fazem parte do calen- mês de Junho por altura dadário anual de actividades, feira de S. João, e se não hou-outras ainda se encontram em ver atrasos deixará de ser umaanálise devido a várias condi- condicionante para passar acionantes, tais como, a Praça ser uma certeza no panorama Rui Arimateia Chefe da Divisão dos Assuntos Culturaisde Toiros que está a ser trans- cultural eborense.formada num pavilhão mul- A Temporada de Dança, a Évora tem uma riquezatiusos que virá a breve trecho Feira do Livro e as comemo- cultural imensa, com inúmeroscolmatar uma lacuna em Évo- rações do 25 de Abril são ou- eventos e espectáculos, nora. Será um espaço que permi- tros eventos que já se encon- entanto no mundo global emtirá a realização de grandes tram em programação. que hoje vivemos é necessá- 4
  5. 5. Foto: André Gonçalvesrio chegar até ao público eestimulá-lo para que este sesinta motivado a ir ver as acti-vidades que se vão realizando. Como refere Rui Arima-teia, Chefe da Divisão dosAssuntos Culturais, “uma dasgrandes lacunas é exactamen-te a divulgação dos eventos.Teoricamente, em termos orça-mentais, 25% do valor do es-pectáculo seria para investirem publicidade. Nos últimosanos, devido a um grande es- não temos as paredes cheias ção do trabalho realizado atéforço financeiro e à crise que de cartazes como Lisboa e agora será possível alcançarse parece ter instalado no nos- Porto, devido a regras muito um dia tão audaz objectivo. Oso país, não tem sido possível rígidas”. acolhimento deste eventoefectua os investimentos publi- Toda esta capacidade cul- poderá ir para cima da mesacitários necessários. Temos tural que tem Évora do século quando todas as obras nasapostado numa programação XXI tem muito a ver com o esta- salas de espectáculo exis-forte e com maior qualidade, tuto alcançado em 1986, atri- tentes forem concluídas. Nocontudo não há volta a dar e buído pela UNESCO de ser ci- final deste ano o Teatro Garciaserá mesmo necessário inves- dade património mundial que de Resende poderá ver 60%tir mais em publicidade. Desta ajudou na divulgação externa das intervenções terminadasforma, vai ser publicada uma dos eventos da cidade e da ao nível da segurança. O Salãoagenda cultural totalmente região. Central Eborense é outra obrarenovada, com uma periodici- Seria para Évora um acon- que há muito aguarda o iníciodade mensal, sendo elabora- tecimento único ter a possibi- dos trabalhos, que ainda nãoda em parceria com a Câmara lidade de ser capital Europeia tem data marcada pois a câ-e a associação Bate Pé. Não da Cultura. É com toda a certe- mara irá este ano ainda can-conseguimos de forma algu- za uma ambição legítima de didatar-se a dinheiros doma ser redundantes, porque todos, mas só com a continua- POC. 5
  6. 6. Évora, palco Literário Cidade considerada Patri- Ferreira (1916-1996) ainda é dos séculos e dos sonhos dosmónio Mundial da Humanida- possível. Basta acompanhar o homens (…)”.de, Évora não pertence apenas percurso do professor, Alberto Mas não é só Vergílio Fer-aos alentejanos, já é proprieda- Soares, personagem principal reira que aclama as qualidadesde do mundo inteiro graças aos descrito no romance “Apari- da cidade eborense. Entre mui-seus encantos arquitectónicos ção”. Aqui recordamos o anti- tos autores mais ou menos co-históricos únicos. Lugar de cru- go Liceu, com os seus claus- nhecidos, destacamos a pro-zamento de povos, a cidade tros onde o mestre circulou e fessora Margarida Pedrosa,sempre apaixonou os que por até podemos sentir a lumino- com o livro de ficção históricaaqui passaram e foram vários sidade que a cidade reflecte “Só ao Bispo me Confesso”os escritores que se deixaram nos seus espaços brancos: “ que nos remete para outrosenredar pelo feitiço desta cida- A cidade resplandecia a um sol tempos, época do reinado dede–museu. Partilhar um pouco familiar, branca, enredada de D. João II, altura em que a per-do que cada autor escreveu ruas como de velhas ciladas, sonagem principal (Inês desobre Évora é ver e sentir uma semeada de ruínas, de arcos Toledo), feiticeira e física da cor-cidade multifacetada que já partidos, nichos de santos de te é preparada para morrer naserviu de cenário para muitas orações de outras eras, jane- Praça do Giraldo. Pelas mãoscriações literárias. las góticas, como olhares em- de Margarida ultrapassamos as Percorrer as ruas de Évora bicados. Évora mortuária, en- fronteiras da mouraria e da ju-na companhia de Vergílio cruzilhada de raças, ossário diaria, atravessamos ruas, en- 6
  7. 7. tramos nas igrejas e conhece- Foto: André Gonçalvesmos antigos costumes. Também o prémio Nobelda Literatura, José Saramago,um dia sonhou escrever sobreo nosso Alentejo. Assim, surgiuo romance “Levantado doChão”. Outro grande nome daliteratura portuguesa, Eça deQueirós (1845-1900) viveu du-rante um ano (1867) em Évora,onde editava “O Distrito deÉvora” um jornal financiado pe-lo agricultor alentejano JoséMaria Eugénio de Almeida,destinado a opor-se ao Gover-no. Nas páginas deste periódi-co, encontramos referênciasdirectas aos acontecimentoslocais, como é o caso da cró-nica que se refere à Feira de de emoção sobre a cidade Alentejo: “Vida e Morte dosSão João: “Uma festa e uma onde estudou: Évora! Ruas er- Santiagos” e “Évora e os diasfeira; as barracas e as foguei- mas sob os céus/ Cor de vio- de Guerra”.ras, as cavalhadas e a alegria, letas roxas...Ruas frades/ Pe- Além dos referidos, estáos panoramas e as alcacho- dindo em triste penitência a claro, muitos outros nomes dasfras, os saltimbancos e os de- Deus/ Que nos perdoe as letras também respiraram osvoradores de espadas, e as míseras vaidades!(…) ares da capital do alto Alentejofontes de madrugada, tudo Mário Ventura Henriques para elaborar os seus textos. E,junto, tudo no mesmo dia!” (1936-2006), escritor, jornalista e no futuro, outros escritores, Poetisa de excessos, Flor- fundador do Festival de cinema poetas e cronistas vão inspirar-bela Espanca (1894-1930), na- de Tróia que se considerava -se neste recanto e, com cer-tural da vizinha Vila Viçosa, “alentejano por afeição” publi- teza, novas vozes literárias es-oferece-nos versos carregados cou duas obras que falam do tarão por vir! A. Mello 7
  8. 8. Entrevista a José Neves, Presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora: “Queremos fazer uma mudança para melhor” Em Fevereiro passado do comércio tradicional. Tam-fez um ano que a actual di- bém no Carnaval, apesar dorecção da ACDE tomou tempo não ter ajudado, procu-posse. Que balanço se po- rámos dar mais dinâmica aode fazer? centro histórico da cidade. José Neves – Creio queainda é prematuro fazer um ba- Em tempos de crise dolanço. No entanto, neste pri- comércio tradicional comomeiro ano actuámos em duas vê a realidade económicavertentes. Por um lado, arrumá- dos comerciantes nestemos algumas coisas dentro da ano de 2007?ACDE, alterando alguns proce- J. N. - A situação há umdimentos. Por outro lado, pro- ano estava complicada e as-curámos aproximar-nos mais sim continua, não se preven-do Associado, que é o nosso do que 2007 seja melhor doobjectivo principal. que 2006. A esmagadora maioria dos nossos associa- Ao longo do ano que dos vendeu igual ou menosactividades foram feitas em em 2006 do que em 2005,Évora para que a actividade sendo raros os casos que Neste momento já hácomercial no centro histó- aumentaram o número das uma grande superfícierico fosse mais activa? vendas. aprovada. Quantas mais J. N. - Tivemos várias acti- Além disto, temos a in- estão em fase de estudo?vidades ao longo do ano, sen- cógnita em relação ao nú- J. N. - Sim, neste momen-do que no mês de Dezembro, mero de novas grandes super- to já existe uma unidade apro-se desenvolveu uma campa- fícies comerciais para a cida- vada. O estudo, que está a sernha mais intensa, porque o de, que estão em estudo, o desenvolvido pelo departa-Natal é a época em que, para que leva à apreensão em re- mento de geografia da Facul-a maioria dos associados, se lação ao futuro, porque não se dade de Letras da Universi-conseguem potenciar as ven- sabe que concorrência o co- dade de Lisboa, é relativo adas. Assim, apostámos em mércio tradicional terá e quais quatro projectos e procuradar alegria e dinâmica à volta serão as regras do jogo. apurar a capacidade do distrito 8
  9. 9. e da cidade em acolher novas talha em relação aos horáriosgrandes superfícies comer- porque não é fácil fazer a rees-ciais. truturação do alargamento de horário. Estamos neste mo- A realização deste estu- mento também a negociar odo já é uma vitória para a contrato colectivo de trabalhoACDE? para o comércio, com vanta- J. N. - Sim é uma peque- gens para os comerciantes ena vitória. Conseguimos fazer para os trabalhadores.sentir às várias entidades da A nível interno criámoscidade que não era possível ter agora um gabinete de estu-esse número de superfícies dos para ajudar os comer-comerciais. Temos que fazer ciantes a concorrer aos vários Foto: André Gonçalvesesse estudo, apurar a capaci- programas operacionais quedade, e depois escolher a me- existem.lhor e a que trará valor acres- Queremos fazer uma mu-centado à cidade e aos co- dança para melhor, mas nãomerciantes. Que fique claro que Quando estará termina- de uma forma radical.não quisemos nem queremos do o estudo?arranjar nenhuma luta com as J. N. - Penso que deverá ser entregue até ao final do opiniãograndes superfícies, simples-mente queremos que haja uma semestre deste ano. Depois, Problema semcomplementariedade e que a Câmara Municipal terá atodos possamos ganhar com primeira palavra, porque foi aesses investimentos. entidade que encomendou o estudo. Deverá ser a Câmara retorno? Na visão da ACDE, além a torná-lo público, chamando- Muito se especula acer-da unidade que já está nos, para depois se definir o ca de quem ou do quêaprovada, há lugar para que irá acontecer. será responsável pela cri-quantas mais? se no comércio tradicional J. N. - Nós pensamos que Para 2007, qual o traba- na cidade de Évora. Noo ideal era ter apenas uma. lho da Associação Comer- entanto que medidas visí-Aprovar mais, depende, do cial no sentido de atenuar veis têm sido tomadas nonosso ponto de vista, do ta- este efeito de recessão? sentido de promover e es-manho das unidades, porque J. N. - A ACDE continua a timular a compra no cen-nos outros projectos em es- trabalhar com a mesma linha tro histórico. Aos olhos detudo há unidades com 20 mil de orientação que tivemos no todos está claro que pou-metros quadrados, igual à ano passado. Vamos fazer co ou nada tem sido feitoaprovada, mas há outra que vários eventos, porque nos para que exista um retro-tem o dobro. Portanto, vamos candidatámos ao ModCom, cesso nesta tendênciaaguardar a conclusão do es- procurando atrair mais clientes abismal que parece nãotudo para tirarmos as nossas para o comércio tradicional. ter retorno.ilações. Continuamos com a nossa ba- 9
  10. 10. Entrevista a Andrade Santos, Presidente da Região de Turismo de Évora “Évora uma das mais bonitas cidades” O que significa Évora no de Património Mundial pela to Regional do Alentejo, pude-panorama turístico Nacional UNESCO trouxe à cidade? mos fazer uma promoção quee Mundial? A. S. - Isso é inevitável. Tudo deu muitos frutos, como acon- Andrade Santos – A nível isto devido à faculdade que a teceu em 1998, com a Expo.nacional, Évora é uma das mais cidade teve de preservar o seu Na actual década, o apoio re-bonitas cidades do país, se património, o que não invalidou duziu-se muito, numa altura emnão a mais bonita. O seu Cen- algumas alterações. De registar que era necessário promo-tro Histórico é o maior portugu- também, que nos anos 90, ver fortemente. Na verdade, osês e um dos maiores da Euro- Évora teve uma das melhores apoios que temos são mui-pa, com sinais de diferentes taxas de ocupação do país, to abaixo das necessidades.épocas, com um elemento ro- logo a seguir aos grandes cen-mano muito bem conservado, tros, tornando-se o grande pólo Que iniciativas estão emum traçado medieval. Portan- de atracção do Alentejo e uma curso para atrair cada vezto, foi justamente considerado “bandeirinha” de Portugal lá fora. mais turistas estrangeiros àhá 20 anos como Património da nossa cidade?Humanidade, pela sua preser- Tendo em conta Portu- A. S. - Nos últimos anos,vação, mesmo ao longo da gal, qual a promoção do através da Agência de Promo-evolução do mundo moderno. Alentejo e em particular de ção Externa do Alentejo, temosPor isso, a marca Évora, a nível Évora junto dos portugue- investido em mercados estran-europeu, é mais conhecida do ses oriundos de outras re- geiros que são preferenciaisque a marca Alentejo, de tal giões do país? para nós, Espanha, França,forma que 70% dos turistas que A. S. - Costumo dizer que Reino Unido, Bélgica, Holandavisitam o Alentejo, pernoitam toda a promoção que se faça e Alemanha: actualmente, co-em Évora. é sempre insuficiente. Na dé- meçamos à ter resultados com cada de 90, com o apoio que uma procura de estrangeiros a Este é um dos benefíci- tivemos da Comissão de Co- crescer mais depressa do queos que a conquista do título ordenação de Desenvolvimen- os nacionais. 10
  11. 11. O trabalho concreto passa por identidade da nossa região emvárias iniciativas: presença em termos turísticos. Não quer di-feiras através de stands, sen- zer que estejamos contra osdo um dos mais caros. Por is- grandes empreendimentos,so, temos vindo a reduzir a pre- devemos, sim, ter para cuida-sença, estando apenas nas do que os investimentos nãoprincipais a nível mundial; esta- descaracterizem o Alentejo.mos a apostar em feiras que foto parapromovem o contacto com o Se o Templo Romano forpúblico; trabalhamos com aqui considerado uma das 7 ma-agências de comunicação, ravilhas de Portugal, achaprocurando trazer jornalistas e que o turismo interno vaiagentes de viagens. Procura- aumentar no que respeita amos também promover o dis- visitas a Évora?trito de Évora e toda a região, A.S. - Penso que sim. Masequilibrando a visibilidade do estamos a falar de concursos,território. Usamos ainda publici- no mundo do entretenimento,dade em meios de comunica- por isso, devemos olhar com Foto: André Gonçalvesção social e outras acções, co- algum distanciamento. Para amo em Maio, teremos um auto- RTE é muito importante que emcarro todo decorado com moti- 21 sítios/ monumentos valoriza-vos do Alentejo que percorrerá o nesta altura o existente corres- dos, apareçam três oriundosnorte de Espanha e estará em ponde às necessidades. do nosso distrito, o que reflecteMadrid. a riqueza que possuímos. O Alqueva tem um po- As infra-estruturas de que tencial turístico elevado para Qual o balanço que faza cidade é dotada são sufici- o Alentejo. O que falta para do ano passado relativa-entes para acolher bem? Se que este seja realmente mente ao número de pesso-não, o que necessita de ajus- aproveitado? as que visitaram a cidade?tes ou melhoramentos? A. S. – Alqueva neste mo- Houve um aumento ou os A. S. - Gostaríamos que o mento é o plano de água. Mas resultados ficaram aquémalojamento e a oferta turística uma oferta turística deve permi- das expectativas?não se concentrasse apenas tir arrecadar receitas, procuran- A.S. - Ainda não há núme-em Évora, mas que há volta do que o turista pernoite, como ros a nível distrital, só a nível na-surjissem outros locais, para refere a definição de turista. Por cional e números planos. Temostoda a região poder beneficiar. isso, ainda há muito trabalho a estimativas de crescimento emMas Évora ainda representa ¾ fazer, porque há poucas ofer- 2006, à escala do Alentejo. Seda oferta, sendo, no entanto, tas de alojamento e serviços. o distrito de Évora tiver um cres-um facto que à medida que Alqueva ainda é muito virtual. cimento equivalente pelos nú-Évora cresce, também cresce Ponho em dúvida que os gran- meros do Alentejo, passámosa oferta no distrito. des empreendimentos turísti- de mais de 320 mil dormidas, Contudo, nunca se dispõe cos, de que se falam, sejam a em 2005, para cerca de 350 mil,de tudo do que se quer, mas melhor forma de preservar a em 2006. 11
  12. 12. Entrevista a Pe. António Salvador Santos, director do jornal “a defesa” ”a defesa“ tem pernas para andar de norte a sul, como é um jor- e até do desporto, mormente nal de proximidade que os lei- quando o Lusitano militou na di- tores esperam, ansiosos, rece- visão maior. “A defesa” ao lon- ber cada semana. go destes anos tem sido um jornal de referência em todo o Durante toda a sua vida, país, quer pela fidelidade à quais as mais valias que o doutrina Cristã quer pelo huma- jornal “a defesa” trouxe para nismo que defende... O que significam 84 a região?anos como meio de comu- A. S. S. - O jornal “a defesa” Vivendo a comunicaçãonicação social de referência tem sido incansável na defesa social tempos de mudança,da cidade de Évora? dos valores éticos, mas tam- quais são as perspectivas Pe. António Salvador San- bém da região a que pertence. de a defesa para o futuro?tos – Évora é uma cidade que Uma pleiade de colabora- A. S. S. - Costuma dizer-sese orgulha do seu passado. dores de grande nível intelec- que o futuro a Deus pertence.Também no campo da comu- tual, escreveram artigos inédi- Contudo, atrevemo-nos a dizernicação, Évora tem uma tradi- tos sobre assuntos tão diver- que apesar das dificuldadesção enraizada, desde o início sos como religião, literatura, ar- que atravessa a comunicaçãoda Universidade Henriquina até queologia, arquitectura, músi- social regional em Portugal, “aaos nossos dias. ca, liturgia, etc, etc, sublinhan- defesa” tem pernas para andar, Até há pouco tempo, Évora do bem o desenrolar do Con- já pela estrutura tecnológica dee o Alentejo orgulhavam-se de cílio Vaticano II, onde participou que se equipou, quer pela or-ter dois diários – Notícias de como secretário do Arcebispo ganização empresarial que aÉvora e Diário do Sul, para além D. Trindade Salgueiro, o então sustenta. Assim o queiram osde vários semanários e men- director de “a defesa”, Monse- nossos leitores, assinantes esários que não conseguiram so- nhor José Filipe Mendeiros. anunciantes já que são eles abreviver, à excepção do jornal “a Ademais, na defesa da rea- força maior deste jornal.defesa” que agora completa bertura da Universidade, conti- Lamentavelmente hoje há84 anos e que, no ano de 1948, nuidade de diversas direcções alguns autarcas que nos des-chegou a sair diariamente. regionais, abertura de escolas, criminam sobretudo na distri- “A defesa” não só tem sido construção de barragens, de- buição de publicidade. Masum jornal de referência citado fesa da agricultura e pecuária também já lhe mostrámos que 12
  13. 13. vivemos mesmo sem contar no do administrador de então. An- municação que chega ondeplano de distribuição de publi- tes mesmo de terminar a Teo- nós não conseguimos entrar...cidade, já que para as notícias logia já passava para respon- por todas estas razões a nos-grátis entopem os canais de der à correspondência e cum- sa imaginação tem-se multipli-comunicação... prir as responsabilidades de cado para conseguir que “a uma casa aberta... defesa” seja um semanário fiel Como actual director e Logo que fui ordenado de ao seu estatuto editorial quecolaborador há 30 anos, em presbítero, a minha nomeação foi leve, cada semana, até aos lei-que primou sempre a inova- para me dedicar a tempo inteiro tores uma informação verda-ção nas suas políticas, que (parcial, porque já leccionava) à deira e uma esperança renova-balanço faz deste período? SIRE, a que pertence “a defesa”. da, porque inspirada no evan- A. S. S. - Às vezes quase Orgulho-me de dizer que gelho de Jesus.me esqueço que há 30 anos de 1977 atéque colaboro neste jornal. Pri- hoje me te-meiro como estudante a quem nho dedicadoo Monsenhor Mendeiros pedia de alma e co-pontualmente colaboração em ração a estapequenas reportagens e co- tarefa, queberturas de reuniões, nomea- gosto de rea-damente desportivas. lizar, mas tam- Depois, a pedido do Arce- bém porquebispo D. David como organiza- acredito nodor administrativo, por doença poder da co- 13
  14. 14. TV Évora, um projecto inovador A TV Évora é um projectoque surge englobado na em-presa Campo dos Media, quedetém também a TV Beja. “Aideia surgiu há cerca de umano e meio, no final de 2005,na sequência de termos feitouma análise à imprensa regio-nal, e verificarmos que erapossível juntar a TV. Ao texto,partindo para um projecto on-line, porque era interessantecomplementar a imprensaregional e outros meios com oaudiovisual, dando imagem àactualidade. A partir daí, des- o Alentejo tem. Queremos largura de banda daqui a doispoletamos o processo, desen- fazer um jornalismo pela positi- anos vai permitir que vejamosvolvendo a plataforma tecno- va. “Depois procuramos fazer qualquer tv-oline como vemoslógica, que está a ser vendida a convergência de suportes, um canal de televisão hertzia-para outros projectos. Criámos com o texto, a imagem, e o no. Com a maior largura deuma equipa, lançamos o som, numa única plataforma. banda e a maior interacçãoprojecto em Beja que correu No futuro não haverá grande entre TV e Internet, será o fu-muito bem”, explica Miguel diferença entre TV, jornal e turo. Daqui a dois anos vai serCorreia, director do projecto. rádio, unidos na Internet”, possível ver uma emissão Até ao momento, o pro- aponta Miguel Correia. contínua, ou ver à escolha ojecto tem tido um feedback O projecto é suportado que quer ver, com uma actua-muito positivo das pessoas do financeiramente pela Campo lização de peças novas todosconcelho e dos emigrantes. dos Media, que vende a plata- os dias”, explica Miguel Correia. Neste momento o estúdio forma tecnológica que desen- “Auguro um futuro muitoestá em Beja, mas apontamos volveu para muitos projectos positivo, porque até aqui tempara Abril, Maio a abertura de de norte a sul do país e que superado as expectativas.um estúdio em Évora, para estão a surgir online. Por outro Cada vez mais seremos olha-desenvolvermos mais progra- lado, a publicidade é outra dos como um meio de comu-mas específicos. fonte de receita. nicação social. A qualidade O projecto procura promo- “Estes projectos existem será o crivo para a prevalênciaver e divulgar o que de positivo porque temos noção que a dos projectos”, conclui. 14
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  16. 16. Entrevista a José Ernesto, Presidente da Câmara de Évora Rumo ao futuro, sem esquecer o passado É do conhecimento público que mento e o desenvolvimento social,antes de ser Presidente da Câma- económico e cultural da cidade sera Municipal de Évora era médico faça rumo à modernidade, mas comginecologista. Como aconteceu respeito pelo nosso passado eessa mudança? património. José Ernesto - Não foi propria-mente uma mudança, foi uma evo- Passados 20 anos de Évora serlução natural embora aparentemente considerada pela UNESCO Cidade Évora encontra-se na lista para anão tenha uma relação directa a mi- Património Mundial, que análise faz eleição da 7 maravilhas de Portugalnha profissão com a actividade que dos benefícios culturais e turísticos? pelo Templo de Diana. Como vê a pos-actualmente desempenho. Eu sem- J. E. - A análise está aos olhos sibilidade de este monumento serpre tive uma grande paixão pela cau- de todos nós. Quem conheceu Évora considerado uma das maravilhas desa pública, pela política no sentido há 20 anos e conhece Évora hoje, Portugal?de luta por causas, por transforma- verifica que passámos de uma cida- J. E. - Todo o nosso centro histó-ções com o objectivo de criar um de província, uma cidade patrimó- rico classificado como patrimóniomundo mais justo, mais fraterno, e nio considerada museu um pouco mundial pela UNESCO deveria seronde todas as potencialidades do fechada muito virada para si mes- essa a maravilha de Portugal, poishomem pudessem ser aproveitadas mo, para uma cidade de projecção o Templo Diana, sem tirar mérito ee desenvolvidas. Por isso, não creio nacional e internacional que veio a justiça à sua nomeação, é apenasque exista um grande distanciamen- afirmar-se como um destino turísti- um elemento do centro histórico eto entre a profissão de médico e a co qualificador do nosso país. Évora penso que este sim é a nossa gran-profissão de autarca. é hoje reconhecida cá dentro e lá de maravilha. O Templo Diana e a fora como um modelo de gestão sua possível eleição para uma das Estando já a meio do seu segun- patrimonial. Eu penso que o melhor 7 maravilhas de Portugal, enche odo mandato, em que se centra a sua exemplo disso é o prémio que a Presidente da Câmara de orgulhopolítica? cidade recebeu no ano passado, sendo uma responsabilidade de J. E. - Continuar fiel ás razões que Swiss Award, entregue pela Confe- todos os eborenses. Para que issome levaram a apresentar a primeira deração Suiça de Turismo, o galar- aconteça, basta votarem emvez há 10 anos ao eleitorado e con- dão que premeia a cidade que me- www.7maravilhas.pt, sendo a formacelho de Évora, que é a concretiza- lhor soube aproveitar o património correcta para poderem testemunharção de um projecto de desenvolvi- para ser um destino turístico de o seu amor à cidade e ao seu patri-mento sustentado, em que o cresci- qualidade. mónio. Se conseguirmos levar to- 16
  17. 17. dos os eborenses, todos os alen- ralhas e deixar o centro histórico de- tejanos, e todos os amigos de ebo- finhar, e mesmo ameaçar ruína, em renses e alentejanos e também muitos casos. De forma que, a nos- todos os portugueses que quiserem sa orientação é cada vez mais pro- fazê-lo admito que vamos conse- mover a recuperação habitacional, guir. A votação é até ao dia 7 de Julho e trazer com isso famílias jovens pa- e até lá vamos ter um conjunto de ra habitar o centro histórico para con- acções que à medida que se forem trariar esta tendência e o abandono. aproximando os meses de maior pro- cura, vão sendo dados a conhecer, Existe uma perspectiva de cres- que passarão por uma campanha cimento populacional para a cidade intensa dirigida a todos aqueles que que justifique o progressivo cresci- estão ligados a Évora e que nos visi- mento urbanístico continuar? tam para que sejam convidados a J. E. - Vamos entrar na fase de participar nesta votação. discussão pública do PDM e existe uma perspectiva de crescimento pa- É sabido que existe um êxodo da ra a cidade nos próximos 10 anos cidade para os bairros. mantendo até a tendência que tem O que há a fazer em relação às ca- vindo a ser verificada nos últimos sas degradadas no centro da cidade? censos com crescimento entre 10 J. E. - Será criada uma sociedade a 15 mil pessoas, isto é, dando uma de recuperação urbana, Évora Viva. perspectiva de mais ou menos 4 a Esta obedece à nossa estratégia de 5 mil famílias o que significará, para utilizar todos os mecanismos legais, além da ocupação dos meios habi- e aqueles que no próximo quadro tacionais que actualmente temos, a de referência estratégica, vão per- necessidade de continuar a crescer mitir a definição de uma política de compativelmente com este au- privilégio para recuperação da ci- mento populacional. As perspecti- dade. Como é sabido a maior parte vas que estão lançadas no PDM do património é privado, embora deste aumento populacional têm a haja algum público, ainda que não ver com três ordens de razões. Pri- da Câmara Municipal. Sendo este meiro novos projectos de investi- património privado, o papel desta mento previstos para a nossa cida- sociedade será intermediar a mobi- de, projectos industriais, turísticos, lização dos meios nacionais comu- que vão criar emprego e que vão nitários públicos e privados com ajudar a fixar pessoas. Segundo, um vista a aumentar o número de ha- reforço de uma vocação de Évora bitantes dentro do centro histórico, como uma periferia qualificadora da pelo menos a política de facilitar e área metropolitana de Lisboa, ou promover a construção nova não é seja, há muitas pessoas com os mais possível sem que previamente investimentos que estão previstos se dê uma resposta aquilo que é a nas áreas das acessibilidades no-Foto: André Gonçalves vocação habitacional no centro his- meadamente do TGV, que podendo tórico. Não podemos continuar a trabalhar em Lisboa optaram, ao crescer no sentido exterior das mu- 17
  18. 18. Rumo ao futuro, sem esquecer o passadoexemplo do que aconteceu em de uma forma coerente e como um Portas da Lagoa e as Portas d’Avizmuitas outras cidades periféricas de todo urbano de qualidade. Não será na zona que hoje é preenchida porgrandes metrópoles da Europa uma zona para densificar a cons- um grande parque automóvel. Es-como é o caso de Toledo, Ávila, Se- trução, será sim uma zona de equi- te projecto foi entregue ao arquitectogóvia, em Espanha, Chatres em pamentos. Está prevista a cons- Manuel Salgado e já tem uma ma-França, Bruges em Bruxelas, por vi- trução de uma biblioteca, de mais quete formulada. No entanto, obri-ver em Évora, que assim, dotada uma escola EB1, de algumas infra- gará a resolver os problemas dedesses meios novos de acessibi- estruturas desportivas que comple- posse de terrenos. Um dos compo-lidades também venha recuperar mentem a oferta da cidade a este nentes desse projecto é a cons-mais habitantes. E terceiro, o facto nível, espaços verdes, zonas pedo- trução de um parque subterrâneoda qualidade de vida que nós que- nais, equipamento terciário nomea- permitindo à superfície desenvolve-remos afirmar e que vai ser cada vez damente comércio e, naturalmente, rem-se então espaços de animaçãomais uma exigência das populações habitação, mas é um projecto para nocturna que a cidade necessita,do século XXI. ser desenvolvido ao longo dos pró- mas fora do convívio do centro his- ximos 10 a 15 anos. tórico. Temos uma cidade univer- Especula-se que irá ser construída sitária que há que aproveitar cadauma grande zona urbanística no A chamada “Avenida das Disco- vez mais em termos de dinâmicaseguimento do Bairro da Horta das tecas” é falada há vários anos. É para continuar também a crescer.Tâmaras em redor da variante. É um apenas um boato ou existe mesmo o Cerca de 20% da nossa populaçãoprojecto com futuro? objectivo de a câmara retirar bares e vive relacionada com a comunidade J. E. - É um projecto que é cha- discotecas do centro da cidade? educativa, alunos, professores,mado zona de expansão dos Leões. J. E. - Existe mesmo esse obje- sendo uma população que nos inte-É uma união dessa zona e dos bair- ctivo, as chamadas Docas Secas ressa acolher bem em Évora, pararos do Bacelo, Frei Aleixo e Granito são para ser desenvolvidas entre as além disso o turismo também ne- cessita dessas zonas de animação, porém agora temos de construir em locais que não sejam conflituais com o direito ao repouso dos nos- sos moradores. Retirar a Feira de S. João do Ros- sio é um projecto falado há vários mandatos camarários. Como irá ser construído o Parque de Feiras e Ex- posições, onde e quando?Foto: André Gonçalves J. E. - Permita-me que comece Foto: André Gonçalves por introduzir uma pequena cor- recção que julgo que muitos ebo- renses ainda não adquiriram. A 18
  19. 19. intenção não é que o parque deactividades económicas e exposi-ções transfira a parte lúdica da feirade S. João de local. Tudo aquilo aque corresponde a feira tradicionalfaz parte da identidade das festaspopulares de S. João e de S. Pedroda nossa cidade, e como tal, conti-nuará a desenvolver-se na zona doRossio de S. Brás. O que se deslo-cará para o parque de actividadeseconómicas será apenas a feira co-mercial. Com muito melhores con-dições, o parque de actividadeseconómicas de feiras e exposiçõesnão será para realizar apenas uma hoje estão muito afastados do cen- construção desta nova variantefeira por ano, mas sim várias ligadas tro histórico justificando cada vez durante o próximo ano.à actividade comercial e industrial mais que a rede transportes funcio-da nossa zona incluindo-se assim ne como opção ao transporte priva- A empresa Skylander tem sidoa promoção do turismo e de pro- do. Depois dos estudos técnicos muito falada pela sua vinda para Évora.dutos regionais. O Parque de Feiras que foram elaborados pelo SITEE Quais os apoios dados à empresa,e Exposições estará localizada de com uma equipa especializada do quais as mais valias que trará para aacordo com a proposta de Plano Instituto Superior Técnico, con- cidade e para quando o inicio deDirector Municipal na Herdade da cluiu-se que para que haja uma laboração?Caeira, na parte compreendida entre redução significativa do transporte J. E. - O projecto Skylander doa estrada que vai para Reguengos, privado na cidade no seu conjunto qual faz parte a construção de uma linha do caminho-de-ferro, e o rio e particularmente no centro históri- avião com o mesmo nome é prota-Charrama. co, é necessário adaptar as carreiras gonizado pela empresa GSI Interna- urbanas reforçando as ligações cional e por uma empresa sedeada Em Abril, a cidade recebe uma nova transversais norte/sul, este/oeste. em Évora que é a Skylander Aircraft.organização de transportes públicos, O projecto neste momento está emprotagonizada pela SITEE. Fale-nos A construção da Variante Nascente fase de ultimação da engenhariadessa mudança e dos seus objectivos. será outra artéria que irá retirar muito financeira que suportará o mesmo, J. E. - A cidade tem vindo a cres- trânsito da cidade, principalmente de nomeadamente, através da entradacer, surgindo novas bacias de em- veículos pesados. da banca privada portuguesa. Con-prego e centralidades. Face a esta J. E. - Sem duvida nenhuma, por tará com apoios da parte do Governoevolução os transportes públicos na isso mesmo o projecto foi encomen- português, como é habitual nosdefinição das suas carreiras têm que dado. Foi um projecto que demorou projectos de dimensão estratégica,ter correspondência com essas no- algum tempo, porém agora está em já que o mesmo foi considerado devas necessidades. É preciso ter em condições de ir a reunião de Câmara interesse nacional. Da parte da au-conta os circuitos definidos pela po- para a aprovação do mesmo. O pro- tarquia tem contado com acompa-pulação estudantil, pelas pessoas jecto já tem parecer das várias enti- nhamento desde a primeira hora,quando se dirigem para os seus em- dades e será posto a concurso ainda motivando a Fundação Eugénio depregos, assim como que os bairros este ano e esperando começar a 19
  20. 20. Rumo ao futuro, sem esquecer o passadoAlmeida, titular e proprietária dos Envoltos em polémica os centrosterrenos, que desde o primeiro mo- comerciais vão trazer uma grande crisemento se mostrou interessada na para o comércio tradicional. Existe al-concretização do mesmo e natural- gum projecto para evitar este proble-mente no acompanhamento que os foto ma?nossos serviços têm feito na mon- arranjar J. E. - A crise do comércio tradi-tagem das infra-estruturas necessá- cional já existia antes dos centrosrias para a concretização do projecto comerciais chegarem a Évora. Exis-de enorme importância para a cida- te em todo o país, em toda a Europa,de de Évora e para a região. Prevê- tanto o comércio como a indústria,se a criação de 900 postos de traba- como em todos os outros sectoreslho directos que podem ser muitos de actividade, sofrendo alteraçõesmais, pois numa indústria desta impostas por novos conceitos de Foto: André Gonçalvesnatureza são criadas muitas outras comercializar. São precisas trêsindústrias adjacentes, e portanto o prioridades de intervenção a nívelnúmero de trabalhadores indirectos do nosso centro histórico.através do projecto Skylander numa dia em construção em Évora, que A primeira prioridade de inter-velocidade cruzeiro poderá atingir está licenciado, e há intenção por venção passa por estancar a hemor-os 2000. Os franceses têm o pro- mais dois promotores, sabendo-se ragia da saída de população, ten-jecto em condições para arrancar de antemão que dificilmente pode- tando com isso que o nosso comér-quase de imediato, assim que o rão ser os dois licenciados. Apesar cio tradicional possa ter vantagensEstado Português dê luz verde ao disso a Câmara Municipal e bem, como comércio de proximidade.projecto de engenharia financeira. por unanimidade decidiu antes de A nossa segunda prioridade é o licenciar qualquer outra superfície estacionamento no centro histórico. Muito tem sido falado acerca dos comercial elaborar um estudo de Temos que criar mais lugares de es-4 ou 5 novos centros comerciais que impacto que estas têm sobre o co- tacionamento, que é o que estamosse vão instalar em Évora. Quais são mércio tradicional situado no centro a fazer, aproveitando todas as bolsaseles e que benefícios trarão? histórico. Esse estudo está em cur- disponíveis. Vamos abrir a curto J. E. - Foi criada a ideia, não sei so, por isso até lá todos os licencia- prazo a rodoviária frente ao jardimcom que intenção, de que iriam ser mentos estão suspensos. Com base público com lugares disponíveis.criados 4 ou 5 centros comerciais nesse documento e nas suas con- Estamos também a negociar com ana cidade de Évora. Nunca foi nosso clusões a Câmara decidirá então universidade a abertura de parquesintento licenciar esse número, nem quantas superfícies comerciais é da instituição para criar mais lugares.estou convencido que da parte de que poderão vir a ser instaladas, e A terceira prioridade é ajudar oiniciativa privada tal fosse possível. que sem querer de maneira nenhu- comércio tradicional como fizemosDecerto que a alguém interessou ma antecipar a decisão que a Câma- no Natal e no Carnaval, ou seja,colocar esse boato a circular e criar ra tomará, penso na minha opinião, criando condições de animação dodemagogicamente, e de forma ma- porque como cidadão posso tê-la, centro histórico e requalificando osnipuladora essa expectativa. Há um não haverá espaço para além do espaços no sentido de os tornarcentro comercial de dimensão mé- Évora Fórum. mais agradáveis ao “passeio”. 20
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  22. 22. opinião De fora para dentro ”Évora está na minha Admito que não tenho vida como a porta para o especiais ligações ao Alentejo. Apesar da mi- Alentejo ou a Évora em nha origem paterna ser do particular. Mas sempre me Além-Tejo profundo, o deixei seduzir por locais meu pai é de Moura, foi que têm muito para nos por influência académica e ensinar, com um apelo inquietude juvenil que que lhes vem das maisdesvendei a capital da alta planicie. Des- profundas entranhas, como se colado àsfrutar do centro histórico entre imaginárias fundações das suas casas, monumentos,batalhas mouriscas, recuando até ao im- das suas gentes. E Évora tem tudo isso.pério romano com os eleitos costumes de Tem esse apelo. Essa sedução. Nascidaoutrora, por entre as colunas de Diana no Estoril, mas com raízes em Aveiro e Vilaapurou-me o gosto conventual, da cozinha Real de Trás-os-Montes, a descoberta dasreligiosa. terras mais para sul de Lisboa surgiu já na Contemporâneos, os karts, desloca- vida adulta. Em criança e na adolescência,ram-me vertiginosamente em loucas horas os caminhos levavam-me sempre parade corridas com meta garantida no Fialho. norte e do Alentejo restava uma vaga masO meu homónimo restaurante - sou Jorge alegre memória de uma tarde de compa-Gabriel Fialho - proporcionou-me longas nheirismo, de vara na mão, batendo comhoras de conversa e repasto inesquecível. força em oliveiras, numa típica tarde deAs suas gentes não suscitam novidade. apanha de azeitonas. Évora foi-me “apre-São alentejanos solidários, de olhar pro- sentada” por um dos meus maioresfundo, riso comedido e hospitaleiros.” amigos. Filho de alentejanos, gente boa, bom garfo como eu, rendido à culinária da Um abraço, região. Convenceu-me. Mais tarde, em Jorge Gabriel trabalho, moderei o debate autárquico na Apresentador de Televisão Biblioteca Pública. Um espaço carregado de história e com um espólio importantíssi- mo, relativo à época das Descobertas. Ali ao lado, conheci finalmente, in loco, o fa- moso Templo Romano. Não fiquei esma- gada pela dimensão. Aliás, lembro-me de foto arranja ter pensado que era muito mais pequeno do que imaginava. Fiquei esmagada sim com outra percepção. Como um monu- mento construído há dois milénios conse- gue remeter-nos, sem grande esforço, à nossa enorme “pequenez”. Clara de Sousa Jornalista 22
  23. 23. opinião De fora para dentro Évora é uma cidade Ao escrever sobreque me deixa sempre boas Évora recordo a emoçãorecordações …não porque que tive em criança aoaí tenha passado a infânciaou bons momentos de ver materializado o meujuventude mas, por incrível sonho, estimulado peloque pareça, porque aí cinema e pela televisão,estive a trabalhar e fui sempre bem de mergulhar nas praçasrecebido. da Roma antiga. Talvez Eu e o meu amigo Nuno Graciano esti- seja uma emoção devemos nessa bela cidade alentejana a gra- menino, mas asseguro-var um Flagrante Delírio, programa de apa- vos que levitei, por segundos, ao pisar asnhados que na altura apresentámos, e semduvida, obtivemos o melhor resultado velhas pedras do Templo de Diana. Sin-possível…a simpatia, fair play e, em certos tome bem na monumental Évora. Mascasos, até ingenuidade dos habitantes. não é essa a principal razão que me leva aPara além disso e como somos “bons repetir, tantas vezes, o mesmo destino.garfos” deliciámo-nos com iguarias locais, Busco agora as gentes, a boa mesa, oonde não faltaram as sempre bem-vindas bom vinho e um enquadramento naturalsericaia e pão de rala. único. Ai as migas, os migos, o lombo, a Já em 2006, voltei para gravar o pro- sopa de cação, os queijos, os tintos dagrama” sic no país do natal” e a hospita-lidade manteve-se. Cartuxa, o sericá, e os doces conventuais Por tudo isto, só me apraz dizer, VIVA A de ovos. Ai a minha dieta que fica adiadaPRAÇA DO GIRALDO, VIVA A SERICAIA, de sexta para segunda cada vez que vouVIVA O VINHO ALENTEJANO!!! …e a Évora.não…não estou bêbado!!!!! Nuno Eiró Guilherme Simões Apresentador de Televisão Apresentador de Televisão 23
  24. 24. Vinhos Parabéns e Felicidades A celebração do aniversá- zendo pelo método champa- da. Resta-me lembrar que de-rio deste vetusto periódico le- nhês vinhos bastante apreciá- verão ser consumidos entre osvou-me ao tema que vou tra- veis. Passado mais de um sé- 8 e os 10ºC e que o copo tipotar, o dos vinhos espumantes, culo, as regiões com maior ex- flute, de vidro branco e fino, éaqueles que habitualmente pressão continuam a ser as da o mais indicado. Augusto Simõessão erguidos nos copos na tra- Anadia e Lamego, conquantodicional “saúde” ao festejado. desde o Minho ao Alentejo seDiz-nos a História que foi, no produzam vinhos gasosos,século XVII, o monge bene- com grande variedade de mar-ditino francês Dom Pérignon o cas e um enorme fosso nacriador do primeiro espuman- qualidade apresentada, ha-te, no seu convento perto de vendo mesmo uma terrível pro-Reims, na região de Cham- liferação de vinhos brancos or-pagne. Mas, pensa-se que a dinários com uma imensatécnica de espumantização já quantidade de gás carbónicoera anteriormente conhecida, adicionado, que se distinguemfaltando assegurar-se a con- por serem denominados de DELGADOservação do gás, sendo essa “espumosos”, enquanto os Uma referência comoa descoberta do honrado fra- verdadeiros, os que têm o gás restaurante, a Marisqueirade, pela utilização de robus- por fermentação dentro da Delgado apresenta grandetas garrafas de vidro e de ro- garrafa, são os espumantes. variedade de peixe fresco elhas de cortiça, capazes de Elaborados com as castas marisco vivo.suportar uma pressão interna tradicionais dos franceses – Com sala para 80 pessoas,várias vezes superior à dos Pinot Noir, Pinot Meunier e serviço personalizado e con-pneus que usamos nos nos- Chardonnay – ou com outras, fecção excelente, oferece aossos automóveis. incluindo as mais conhecidas seus clientes em geral e empre- O primeiro espumante por- das nacionais, tanto brancas sas em particular, excepcionaltuguês, o “Vinho do Prado” como tintas, obtêm-se vinhos espaço para a sua refeição sejachegou aos consumidores com características bem dis- em família, em reunião de ne-cerca de 1850 e era elabora- tintas, merecedores de prova gócios, exposição do seu pro-do por João Le Cocq em Cas- atenta para concluir quais os duto ou pequenos colóquios.telo de Vide. No entanto, foi no que merecem o seu favoritis- Tem ainda a particularida-último decénio daquele sécu- mo, sem perder de vista que de de ter um bom estaciona-lo que, na Escola de Viticultura o bom verdadeiro champanheda Anadia, o professor Tavares continua a ser o padrão por mento e facilidade de aces-da Silva desenvolveu os estu- onde todo o Mundo se guia. sos.dos que possibilitaram a fun- Como já disse em colabo- Álmoços das 12.30 às 15h.dação das Caves Monte Cras- ração anterior, para beber a Jantares das 19 às 22.30h.to, as primeiras a produzir no solo ou a acompanhar sobre- Encerra à Segunda-Feiranosso país à escala industrial. mesas prefira o meio seco, Rua de Lavre n.º 28 Ainda antes de 1900 a Real pois o bruto poderá mostrar- Bairro da TorregelaCompanhia Velha, no Douro, se excessivamente ácido, pelo Tel./Fax 266 731 633e as Caves da Raposeira, em que o deve reservar para 7005-392 ÉVORALamego, juntaram-se-lhe, fa- acompanhar comida cozinha- 24
  25. 25. publicidade por definir 25
  26. 26. Évora terá Urgência Polivalente A dra. Rosa Matos, presi- deverá receber “um reforço edente da Administração Regi- novas especialidades para seonal de Saúde do Alentejo tornar um Urgência Polivalente,(ARSA), desde Maio de 2005, o que incluirá a instalação deem entrevista ao jornal a defe- uma Unidade Hemodinâmicasa, em novembro passado, fa- que permita cardiologia de in-lou-nos do futuro das urgênci- tervenção, de equipamentosas em Évora. de ressonância magnética nu- Segundo aquela responsá- clear, de ampliação da UCI evel, o Hospital de Évora ficará de criação de um serviço dedotado com uma urgência neurocirurgia. Estas serão as-polivalente, situação confirma- sim novas valências, que im-da, aquando da publicação do plicarão reforço de recursosrelatório final da Comissão Téc- humanos.”nica de Apoio ao Processo de A Presidente da ARSARequalificação das Urgências, aponta ainda, naquela entrevis-em Fevereiro passado. ta, que o Alentejo possui “uma Dra. Rosa Matos Assim, o Hospital de Évora boa rede de cuidados domi- Presidente da A.R.S.A.ficará com uma urgência ciliários, que pode obviamentepolivalente e os Hospitais de melhorar” e que está em insta- te a prescrição de medicamen-Portalegre e Beja terão urgên- lação o Serviço de Apoio Mé- tos partindo da base de dadoscias médico-cirúrgicas. dico (SAM), que engloba os de todos os medicamentosNa entrevista, Rosa Matos es- seguintes módulos: prescrição existentes à venda nas farmá-clarece o Hospital de Évora de medicamentos, que permi- cias privadas cuja actualização 26
  27. 27. é da responsabilidade doInfarmed; prescrição de MeiosComplementares de Diagnós-tico e Terapêutica; certificadosde incapacidade temporária,que permite a emissão dosCertificados de IncapacidadeTemporária (CIT’s) e envio, emformato digital, para o CentroRegional de Segurança Socialrespectivo no próprio dia; egestão de agenda electrónicapor parte do médico. “Temos ainda a consultadirecta do centro de saúdepara o hospital, em que o fazer a marcação directamente ção”, revela ainda Rosa Matos,utente que se dirija ao centro do centro de saúde, deixando dando exemplos de projectosde saúde e, se precisar de uma de ser necessário dirigir-se ao em curso na área da saúde noconsulta no hospital, poderá hospital para fazer a marca- Alentejo. Rua Padre António Vieira, n.º 10 r/c dt.º - Quinta da Vista Alegre 7000 - 922 ÉVORA - telefone: 266 086 288 27
  28. 28. “Uma questão opinião Importância de atitude” do visual Ana Fernandes de 19 anos do as primeiras lágrimas quan- Segundo Palmira Mar-aluna do 2º ano de enferma- do teve de cortar o cabelo. ques, pro-gem da Universidade de Évora, Apesar de todas estas con-tinha 12 anos e era uma crian- trariedades impostas pela vida, prietáriaça feliz que fazia tudo o que os Ana nunca perdeu a nenhum de Palmi-seus pares faziam. Praticava ano escolar. ra Cabe-natação de competição quan- Foi no final dos tratamen- leireiros, odo lhe foi diagnosticado um tos que se iniciou um novo ci- visual éLinfoma de Othsking, bilateral clo em que integra a Acreditar, um dosna região do mediastino. Des- uma associação de pais e factores importantes na re-de que nasceu que diziam que amigos de crianças com can- cuperação deste tipo detinha asma e alergia até que um cro. Fá-lo como voluntária paradia se lembraram, como a dar o exemplo aos mais novos doença. Tal como refere,mesma refere, de fazer um Raio e refere que “nesta doença o “o apontar de dedo porX ao tórax. Fez inúmeros exa- mais importante é o factor psi- parte de quem está demes deste género naquela tar- cológico, pois se porventura fora, devido às sequelasde e todos mostravam a cor não tivesse esta posição que mais visíveis como a que-preta. Após um diagnóstico ini- mantenho até hoje, se calhar da do cabelo, pode pro-cial ainda incerto, foi para o não me tinha safado”. vocar uma quebra psico-hospital de Évora em que lhe lógica durante os trata-disseram que teria de ser ope-rada de urgência. Já na mesa mentos, podendo contri-de operações, alguém interveio buir desta forma para umaa tempo e parou a operação, recuperação mais lenta. Oporque o que a Ana tinha era apoio psicológico dadorealmente um cancro. pela profissional que trata Foram 8 meses de quimio- do visual é também umterapia e mais 3 de radiotera- aspecto a ter em conta,pia de imensas viagens diárias pois tentamos encontrare de muito sofrimento devidoà agressividade dos tratamen- uma cabeleira o mais na-tos na época. tural possível para que Com os seus tenros 12 não exista qualquer cons-anos assumiu uma postura trangimento junto da so-descontraída perante a doen- ciedade”.ça e os tratamentos, só verten- 28
  29. 29. 29
  30. 30. Parque Desportivo da Cidade Há muitos anos que Évora, faseadamente devido aos o que está relacionado com ocidade Património Mundial, grandes investimentos neces- atletismo, podendo destareclama o crescimento de um sários para o sucesso de enge- forma pôr em pratica toda aespaço único para a prática nharia do Parque Desportivo. teoria adquirida num ambientedesportiva, onde todas as Toda esta imponente obra de qualidade e bem-estar.lacunas a este nível sejam será distribuída por três fases Numa fase posterior cres-debeladas seguindo as orien- distintas. A primeira delas ceram bancadas com umatações de um crescimento caracteriza-se pela construção lotação de 2000 especta-sustentado em todos os as- de um campo de Rugby e de dores para que este seja maispectos económicos e sociais. uma pista de atletismo que há um palco privilegiado para oA câmara municipal investiu já muito é pedida pelos amantes acolhimento da prática des-mais de um milhão de euros da modalidade e pela licencia- portiva com qualidade ena aquisição de um terreno, tura em Desporto da Universi- segurança.localizado no bairro de Almei- dade de Évora, sendo a ci- Por fim, numa terceira faserim, que vai acolher as futuras dade a única capital de distrito será construído um outro cam-infra-estruturas desportivas da que ainda não possui uma po para a prática desportivacidade. infra-estrutura do género para em geral, que não somente o O projecto, que está a ser servir os seus cidadãos e os Rugby, e um pavilhão munici-desenvolvido pelo arquitecto alunos que dela necessitam pal para acolher diversasGonçalo Birne, vai crescer para melhorar e aprender tudo modalidades desportivas. 30
  31. 31. caei A única com circuitos turísticos de coches com cavalos31
  32. 32. Ecopista opinião Ainda de sucesso Um caso de sucesso, as- no escuro A ecopista continua às escuras, sem iluminaçãosim se pode definir a conver- artificial, o que torna peri-são do antigo ramal ferroviário goso a sua utilização du-de Mora em Ecopista. Este rante a noite pelos uten-projecto vem no sentido de tes. As prometidas obrasfazer a ligação integrada na de instalação de can-região, promovendo assim o espaço ganhou uma nova vida deeiros de iluminaçãoexercício físico e a proximidadeentre as populações. que todos os dias dá abrigo a pública entre o Bairro do Caracteriza-se pelo seu desportistas e transeundes que Bacelo e o Bairro Garciatapete de alcatrão na área a utilizam com propósitos Resende/Chafariz d’El Reiurbana, atravessando diver- distintos mas com um mesmo continuam por fazer. Asos bairros da cidade de Évo- objectivo, desfrutar da sua cida- área compreendida entrera, fora dela o terreno é apre- de em qualidade e segurança. estes bairros é sem som-sentado, ao natural, em terra Impulsionadora à activida- bra de dúvida a zona maisbatida deixando a todos os de física é ali que muitos ebo- utilizada para o desportoeborenses e alentejanos des- renses fazem o seu exercício e lazer dos eborenses, nofrutar na plenitude a sua liga- diário. Não fazendo distinção entanto quando a noiteção à natureza em verdadeiros entre idades esta pista recebe cai, a população que saimomentos de descontracção pessoas de todas as faixas à rua para um passeioe bem estar. etárias, tal como, famílias inteiras nocturno para descontrair, Foi em Abril de 2005 que que de bicicleta ou a pé ali sente-se insegura devidose fez a ligação entre a cidade desfrutam no final do dia ou de à penumbra insistentede Évora e a Graça do Divor um passeio matinal de fim-de- neste percurso.com um troço de 13km, com semana.uma inauguração compompa e circunstânciaenvolvida de grandefesta e alegria. Esta intervençãono antigo ramal deMora veio trazer umanova ambiência à en-volvente urbana dacidade, tirando aquelevazio deixado aquandoda desactivação dalinha. Assim, aquele 32
  33. 33. Robô que dá emprego Rápido, eficaz e inteligente assim se pode Segundo o Dr. António Paços, para alémdefinir o robô que figura na despensa da Far- de todas as características positivas que trouxemácia Paços. ao funcionamento da farmácia, “o robô não Num corrupio diário este robô faz ganhar colocou ninguém no desemprego, pelo con-três horas por dia ao farmacêutico que, desta trário houve uma necessidade de admitir cincoforma, pode dedicar-se mais ao aconselhamen- pessoas exactamente por toda a envolvente tecnológica do mesmo, desde o manusea- mento, manutenção e usufruto”. Todo este processo de modernização ve- rificado no mundo das farmácias, e neste caso particular da Farmácia Paços, a primeira em Évora a dispor desta tecnologia, fez com que o prémio Consiste 2006 “Evolução”, viesse até á cidade património mundial, premiando a empresa pela sua modernidade. PAULO NOGUEIRA ARCANJO Técnico de Informática | Reparação de Equipamentos Informáticos |to do doente. Antes desta nova era tecnológicao farmacêutico perdia dois terços do seu tempo | Montagem e Manutenção de Redes Informáticas |na arrumação e disponibilização dos medica-mentos. | Venda de Equipamento Informático | Para além da rapidez e eficiência demons-trada, a inteligência também marca presençanas características desta máquina, pois quandoum medicamento é requisitado ele escolhe Rua do Viveiro, n.º 52aquele que tem o prazo de validade mais curto. 7005-638 ÉVORADispõe de uma autonomia energética de cerca Tlm.: 96 33 49 405de oito horas permitindo assim que a laboração Email: paulo_arcanjo@hotmail.comcontinue normalmente, caso exista um corte deenergia prolongado. 33
  34. 34. “Vista” olha para Évora Passados cinco anos do des de trabalho em rede elançamento do Windows XP a , possibilidade de guardar a opiniãoMicrosoft deu a conhecer ao informação no caso de falhas “O mais seguromundo a nova versão do de sistema; e o Windowssistema operativo Windows Vista Ultimate, que se apre- do mundo”que traz consigo uma nova senta como topo de gama, O Windowsforma de interagir com o reunindo todas as capaci- Vista é o mais recente sistemacomputador. O seu aspecto dades das outras três versões operativo lança-gráfico foi totalmente alterado, anteriores. do pela Micro- soft para fazer face ao futuro. Segundo Paulo Arcanjo, técnico de manutenção informática este é um Windows que a breve trecho irá estar pre- sente nas pequenas e médias empresas da ci- dade, sendo este ade- quado para responder a todas as necessidades das mesmas. Este novo Windows tem novos e po- derosos recursos de se- gurança que protegem as informações mais impor- tantes da sua empresa. Para poder usufruir desteo Windows Vista, apresenta Neste momento já che- novo Windows o seuum vasto leque de inovações gou, na plenitude das suas computador deve tem umcriadas para vários géneros de versões, o Vista na língua de processador a partir de autilização, que estão distribuí- Camões, facilitando assim o 800 MHz, 512MB de me- mória RAM, e uma placados pelas quatro edições acesso a todos os que dele gráfica ou chip gráficoactualmente disponíveis no queiram desfrutar. compatível com o Di-mercado: Home Basic, para Quanto a preços, a actuali- rectX9. O Windows Vistauso simples e acesso à Inter- zação para o Vista Home apresenta-se como onet; Home Premium, para um Premium, Business e Ultimate mais seguro do mundo,uso doméstico intensivo em custam, 270, 330 e 440 euros. possuindo um conjuntoque os jogos e a gestão mul- Por sua vez, o sistema opera- de novas funcionalida- des, incluindo um modotimédia marcam lugar; Busi- tivo completo tem um valor de protegido do Internetness, para pequenas e médias 400, 490 e 670 euros respecti- Explorer.empresas, já com capacida- vamente. 34
  35. 35. 35
  36. 36. Fundação Eugénio de Almeida Criada em 1963 pelo Eng. Instituto Superior Económico e Da criação artística à pro-Vasco Maria Eugénio de Al- Social de Évora, no apoio à moção do conhecimento, dameida, a Fundação Eugénio de construção do Oratório de S. reflexão e debate de ideias àAlmeida é uma instituição de José e à manutenção do Con- salvaguarda e qualificação dodireito privada e utilidade públi- vento da Cartuxa, objectivos património, a Fundação procu-ca, sedeada em Évora. decorrentes dos seus Estatu- ra lançar e envolver-se em pro- A vocação institucional da tos. jectos que, de forma efectiva,Fundação Eugénio de Almeida Na prossecução dos seus concorram para uma assunçãoconcretiza-se nos domínios fins, a Fundação promove e di- plena da cultura enquantocultural e educativo, social e namiza um conjunto integrado factor de realização humana eassistencial, e espiritual, visan- de iniciativas próprias, em ex- esteio do avanço da socieda-do o desenvolvimento e eleva- clusivo ou em parceria, além de. São exemplos, neste do-ção da região de Évora. dos apoios a projectos de ou- mínio, as exposições que já O Conselho de Administra- tras entidades, abrangendo um trouxeram a Évora obras deção da Fundação é composto largo espectro actividades nos grandes nomes das artes plás-por um representante da Arqui- diferentes domínios do seu ticas mundiais, como Vieira dadiocese de Évora, que preside, campo de actuação. Silva, Miró, Chagall, Braque eum representante da Universi- O crescente reforço da sua Picasso, entre outros; ou odade de Évora, um delegado ligação com a comunidade projecto do Inventário Artísticodo corpo docente do Instituto envolvente é resultado da mes- da Arquidiocese, que tem per-Superior de Teologia de Évora ma determinação que a con- mitido dar a conhecer uma par-e dois vogais cooptados pelos duziu a uma posição de refe- te significativa de um patrimó-anteriores. rência na concretização de nio histórico-artístico que é uma Até à morte do Instituidor, a projectos de interesse relevan- das marcas mais valiosas daFundação concentrou a sua te para a região, sempre orien- nossa identidade cultural. Des-actividade na criação, em 1964, tados de acordo com padrões taque, ainda, para os váriose na manutenção do ISESE - de qualidade e excelência. programas permanentes, co- 36

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