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Reajuste das tarifas volta à pauta
As prefeituras do R...
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

PETRA - PERSONAL TRADER CTVM S.A.
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Entrevista completa de Rui Falcão para Brasil Econômico

  1. 1. INDICADORES Brasil Econom ico Ações da Ibovespa (em pontos) 54.307 53.451 53.032 52.688 52.800 www.brasileconomico.com.br 14/11 18/11 19/11 21/11 22/11 O deputado Rui Falcão, eleito para mais quatro anos na presidência do PT, acredita que Dilma Rousseff tem excelentes chances de reeleição, uma vez que a conjuntura econômica está amplamente favorável. O que atrapalha, diz ele, é o pessimismo. “A principal crítica que faço à oposição é a de alimentar uma expectativa inflacionária e de criar no exterior uma ideia de economia instável que não existe”. Mas para ele nada disso contará na eleição de 2014, pois o voto vai espelhar a situação do país. Além disso, ele ressalta que o partido tem um trunfo a mais no esforço para reeleger a presidenta. “Agora temos o Lula leve, livre e solto”. P4a7 ‘‘ terrorismo A oposição cria uma espécie de ‘‘ Murillo Constantino PUBLISHER RAMIRO ALVES . CHEFE DE REDAÇÃO OCTÁVIO COSTA . EDITORA CHEFE SONIA SOARES . EDITORA CHEFE (SP) ADRIANA TEIXEIRA . SEGUNDA-FEIRA 25 DE NOVEMBRO DE 2013 . ANO 5 . Nº 1.065 . R$ 3,00 econômico EMPREENDEDORES ENERGIA TECNOLOGIA Novo perfil de brasileiros no Vale do Silício Empresas pedem leilão por fontes Gigantes disputam pole na F1 Pequenos empresários vão aos EUA para aprender na prática a criar e desenvolver novos negócios. P18e19 Estudo mostra que mudança para venda por fonte geradora e região pode incentivar alternativa ao petróleo. P8 Empresas como Microsoft e SAP brigam por espaço para análise de dados, após mudança de normas. P12e13 INFORME NY As artimanhas no mercado de câmbio de grandes bancos sob investigação. P29 MOSAICO Beneficência Portuguesa de SP condenada por cobrança de pacientes do SUS. P2 MOBILIDADE Os impactos da redução das tarifas após manifestações começam a aparecer. P10
  2. 2. 2 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 MOSAICO POLÍTICO GILBERTO NASCIMENTO gilberto.nascimento@brasileconomico.com.br BENEFICÊNCIA CONDENADA “ Lembro que o retorno não é só material. A aplicação nestas obras traz um bem estar extraordinário para o espírito” O empresário Antônio Ermírio de Moraes, do conglomerado Votorantim, e um grupo de médicos do primeiro escalão do corpo clínico do hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos maiores e mais importantes do País, foram condenados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região por improbidade administrativa. A decisão saiu no último 12. O Ministério Público Federal em São Paulo entrou com uma ação pública contra eles em 1997, quando constatou que o hospital teria feito cobranças irregulares de pacientes que eram atendidos lá em razão do convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Graças à decisão, os réus e empresas dos quais são acionistas majoritários estão impedidos de fazer contratos com o poder público e de receberem benefícios e incentivos fiscais. Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem Thiago Duran/ AgNews O grupo ainda foi condenado à perda da função pública, a ressarcir os pacientes que tiveram de pagar indevidamente por tratamento que já era bancado com recursos públicos e ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A Justiça decidiu também que a Beneficência deve atender integralmente a todos os pacientes do SUS sem cobrar nenhum valor a mais, como está previsto no convênio da entidade com o poder público. O hospital será multado em R$ 100 mil cada vez que for constatada uma nova cobrança irregular. Ermírio foi presidente da diretoria administrativa da Beneficência Portuguesa por 40 anos. Atualmente, o cargo é ocupado pelo seu filho caçula, Rubens Ermínio de Moraes. Afastado dos negócios e do comando do hospital por problemas de saúde, o empresário, aos 85 anos, segue como presidente de honra da entidade. ao sugerir que os fiéis apliquem o 13º salário na compra de seus CD e livro PTB cria grupo para estudar trânsito O PTB de São Paulo criou um departamento de Trânsito e Transporte. O objetivo, segundo seu presidente, deputado Campos Machado, é apresentar propostas para a melhoria do trânsito. “Os problemas do caótico e inseguro trânsito começam na falta de disciplinas envolvendo o assunto na rede escolar e continuam na má formação dos condutores”, diz Machado. Divulgação Irmão do prefeito Marinho seguiu Frei Chico Decisão não afetaVotorantim MPF investigou 88 denúncias Hospital vê “equívocos” A proibição de obter benefícios e fazer contratos com o poder público não deve afetar a Votorantim, já que Ermírio não é sócio majoritário das empresas. No hospital, seu cargo é honorífico. Os médicos não poderão atender pacientes do SUS. O MPF investigou 88 denúncias de cobranças irregulares dentro do hospital e constatou o problema em 81. Os médicos só foram denunciados quando havia indícios de que ameaçavam prejudicar quem não queria ou não podia pagar. Procurada, a Beneficência Portuguesa divulgou comunicado em que afirma que existem equívocos no acórdão que serão objetos de recurso oportunamente. O hospital ressalta que o processo corre em segredo de Justiça. CARTAS Padre Marcelo Rossi, O novo presidente do PT de São Bernardo do Campo, no ABC, é o metalúrgico Brás Marinho. Tal qual Frei Chico, o irmão comunista que levou Lula para o sindicato, Brás - o mais velho na família -. também carregou o caçula Luiz Marinho para a política. Era ligado a grupos católicos. Continuou na “base”, enquanto o irmão virou presidente da CUT, ministro e prefeito de São Bernardo. Cartas para a redação: Rua dos Inválidos, 198, 1º andar, CEP 20231-048, Lapa, Rio de Janeiro (RJ). E-mail: redacao@brasileconomico.com.br As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. Em razão de espaço ou clareza, Brasil Econômico reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em www.brasileconomico.com.br Micros também merecem apoio do BNDES Marcas populares devem manter preços acessíveis Ônibus elétrico traz qualidade para o ar de São Paulo Alguém lúcido dentro do BNDES vai acordar e entender que microempresas também geram empregos e precisam de apoio do banco estatal? Quando isso vai acontecer? Financia somente grandes empresas, um empresário chamado Eike Batista, mas nunca concede financiamentos para os que criam empregos. As chamadas marcas populares entenderam que o seu público mudou. Quem compra em suas lojas quer ter acesso à moda que faz sucesso pelo Brasil e pelo mundo. Mas elas não podem perder o foco no preço. Acredito que estes novos endereços nobres só vão encarecer os produtos, que não têm tanta qualidade assim. Isso muda o seu conceito. Excelente notícia. Nem me importaria de pagar uma passagem mais cara para usar um transporte verde, pelo menos sei que seria pelo bem estar da cidade e da população. A quantidade de poluição que geramos com carros, caminhões e ônibus é absurda. Não tem rodízio que dê jeito no trânsito e no ar de São Paulo. André Luiz Mariana Abreu Fabio Gama Via Facebook Rio de Janeiro, RJ São Paulo, SP INDICADORES O principal índice da Bovespa encerrou a sexta-feira com leve alta, apoiado nas ações da Vale e de construtoras, que suplantaram a influência negativa do setor financeiro. O giro do pregão foi de R$ 6,3 bi. TAXAS DE CÂMBIO ▼ Dólar comercial (R$ / US$) COMPRA VENDA 2,2810 2,2830 ▼ Euro (R$ / E) 3,0996 3,1010 JUROS ■ Selic (ao ano) META EFETIVA BOLSAS ▲ Bovespa - São Paulo ▲ Dow Jones - Nova York ▼ FTSE 100 - Londres 9,5% 9,4% VAR. % ÍNDICES 0,21 52.800,00 0,31 16.059,02 0,11 6.674,30
  3. 3. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 3 ▲ BRASIL Divulgação ATIVIDADE Economia do DF cresce mais que a média O Distrito Federal teve um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de R$ 63.020 em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é duas vezes maior que o registrado pelo segundo colocado do ranking nacional, São Paulo, que foi de R$ 32.449. O PIB per capita do Distrito Federal é também três vezes maior que o da média nacional, de R$ 21.585. ABr Editor: Paulo Henrique de Noronha paulo.noronha@brasileconomico.com.br Cunha Lima desequilibra a disputa eleitoral na Paraíba Aliado do atual governador Ricardo Coutinho, o senador tucano desponta com 52% das intenções de votos na pesquisa do Instituto Vox Populi. Lima, no entanto, ainda não confirmou se irá concorrer ao governo do estado Patrycia Monteiro Rizzotto Governador Senador Com sobrenome tradicional na política paraibana, o líder nas pesquisas já foi prefeito de Campina Grande e governador. Aos 21 anos, participou da elaboração da Constituinte de 1988. Emergiu como liderança política dos movimentos sociais e foi prefeito de João Pessoa . O seu ponto negativo está na dificuldade de conciliação com membros da Assembleia Legislativa. Seu berço político é Campina Grande. Ele aparece com 10% das intenções de voto nas pesquisas, mas não deve se candidatar. Assim, abrirá espaço para o seu irmão Veneziano Vital. der de fogo com sua transferência de votos”, lembra. Segundo o cientista político, Cássio Cunha Lima tem a seu favor a experiência administrativa e a trajetória política, tendo sido deputado federal aos 21 anos e participado da elaboração da Constituinte de 1988. “Ele é bom de oratória, tem discursos memoráveis e é muito carismático. Seu único ponto fraco é a condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após denúncias de compra de voto durante a campanha eleitoral de 2006, quando disputou o governo de estado contra José Maranhão (PMDB)”, diz. Por causa dessa condenação, Cunha Lima foi considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa em 2010, quando disputou uma vaga no Senado e saiu como o mais bem votado do pleito, com mais de 1 mi- Ricardo Coutinho confirmou sua candidatura à reeleição e o desejo de manter antigas alianças. Segundo ele, Cássio Cunha Lima não tem interesse em disputar cargo público em 2014 lhão de votos. “Ele assumiu o posto no Senado com um ano de atraso, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Lei da Ficha Limpa não retroagiria para as eleições de 2010. Mas a questão ainda está tramitando na Justiça, o que causa uma certa insegurança jurídica em torno do seu nome. Para não arriscar os outros quatro anos que ainda tem pela frente no atual mandato como senador, é bem possível que ele não se candidate e mantenha seu apoio a Ricardo Coutinho. Assim, em 2018, ele pode se candidatar ao governo, enquanto Coutinho disputa o Senado”, analisa. Para Machado, o atual governador tem como ponto forte a imagem de bom gestor e de político desvinculado das oligarquias. “Bioquímico de formação, ele foi uma liderança que emergiu dos movi- VENEZIANO VITAL (PMDB) Ex-prefeito de Campina Grande Conquistou imagem positiva em seu primeiro mandato na prefeitura, mas não manteve a boa avaliação no segundo. O partido já confirmou sua candidatura. Divulgação X Geraldo Magela/Ag. Senado VITAL DO RÊGO (PMDB) Wilson Dias/ABr RICARDO COUTINHO (PSB) Waldemir Barreto/Ag. Senado O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é o fiel da balança na eleição para o governo do estado da Paraíba no ano que vem. Mas, ironicamente, é o único nome ainda não confirmado no cenário pré-eleitoral. Depois de cumprir três mandatos como prefeito de Campina Grande, segunda maior cidade paraibana, e mais dois como governador, o tucano é um nome forte no cenário político local, e desponta nas pesquisas de intenção de voto com 52% da preferência do eleitorado, de acordo com sondagem recente realizada pelo Vox Populi. O segundo colocado nas pesquisas é o atual governador, Ricardo Coutinho, do PSB, seguido por Veneziano Vital, do PMDB, também ex-prefeito de Campina Grande. “Contudo, Cássio Cunha Lima é aliado de Ricardo Coutinho. Sem o apoio do senador do PSDB, o governador possivelmente não teria vencido o pleito de 2010. A candidatura ou não de Cássio Cunha Lima ao governo define todo o cenário eleitoral de 2014 aqui no estado”, afirma Fábio Machado, cientista político da Universidade Federal de Campina Grande. Segundo o professor, se Cunha Lima não se candidatar, Ricardo Coutinho deverá despontar como o favorito. Mas, se ele se candidatar, é possível que abra espaço para outras candidaturas alternativas. Entre as mais viáveis está a do Partido dos Trabalhadores (PT). “O Luciano Cartaxo, do PT, venceu a eleição para a prefeitura de João Pessoa no ano passado, com 63% dos votos no segundo turno. Esse resultado, somado ao atual prestígio de Dilma Rousseff, traria competitividade à candidatura própria do partido na Paraíba”, reflete Machado, mencionando que Lula e Dilma venceram todos os pleitos presidenciais no estado, menos em Campina Grande onde o candidato José Serra foi o vencedor. “Campina Grande é o berço eleitoral de Cássio Cunha Lima e de sua família com sobrenome tradicional na política paraibana. Na campanha de 2010, Cunha Lima trouxe José Serra para o município e mostrou seu po- CÁSSIO CUNHA LIMA (PSDB) Senador pmonteiro@brasileconomico.com.br São Paulo mentos sociais. Mas seu ponto fraco seria seu estilo pouco conciliador. Ele bate de frente com os deputados da Assembleia e não aceita fazer concessões, como dar cargos no governo em troca de apoio político, por exemplo”, afirma. Já o candidato Veneziano Vital tem a seu favor o fato de ser jovem, de fazer parte do PMDB, o maior partido do estado, e de ter um sobrenome tradicional na política paraibana. O PMDB confirma que vai lançar a candidatura de Veneziano Vital e que já busca apoio de alguns partidos — como PT, PP, PSC, PR, PEN, PT do B e PTC. O governador Ricardo Coutinho, por sua vez, também confirma sua candidatura e deixa claro que conta com o apoio do aliado Cássio Cunha Lima. “Sou candidato à reeleição e quero manter a mesma aliança de 2010”, ressalta.
  4. 4. 4 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ‘NA ELEIÇÃO DE 2014, TEREMOS LULA LEVE, LIVRE E SOLTO’ Três vezes por semana, o deputado estadual Rui Falcão acorda às 5h30 para fazer ginástica no prédio onde mora no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Eleito para novo mandato na presidência nacional do PT, é assim que se prepara para enfrentar a agenda lotada e a arrancada de seu partido para a eleição de 2014. Os últimos dias, com a prisão do ex-dirigentes petistas envolvidos no mensalão, foram especialmente tensos, mas Rui, que completa 70 anos amanhã, acredita que o foco dos eleitores será outro. A exemplo do que aconteceu em 2010, o voto vai espelhar a situação do país. E, em sua avaliação, o governo da presidenta Dilma Rousseff, além dos programas sociais, vem colhendo bons resultados na economia, com reservas em alta, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação sob controle e desemprego baixo. O que atrapalha, diz, é o pessimismo: “A oposição, de forma irresponsável — ao ponto de ir ao exterior dizer que o Brasil é instável, Gilberto Nascimento, Octávio Costa e Patrycia Monteiro Rizzotto redacao@brasileconomico.com.br A prisão de José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares pode prejudicar o PT no ano que vem? Desde o início desse julgamento esse processo ficou caracterizado por um conteúdo político. Em novembro de 2012, soltamos um documento da Executiva Nacional com uma posição muito crítica sobre a forma como o processo foi conduzido. Eles não deram atenção às provas dos autos na sua inteireza, usaram uma teoria totalmente desfocada do que ela realmente é — a chamada teoria do “domínio do fato” — se basearam muito em ilações e presun- que não se deve investir aqui — cria na população uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de inflação totalmente fora das previsões”. No outro prato da balança, Rui conta com um trunfo que, a seu ver, desequilibra o páreo: “Vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição. Agora temos o Lula livre, leve e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite”. No esforço para reeleger Dilma, o PT considera vital se sair bem nas disputas pelos governos de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais: “Esse é um triângulo das Bermudas, nenhum deles pode sumir”. Ao fim da entrevista, Rui Falcão foi avisado por telefone que José Genoíno fora autorizado a sair da prisão por motivo de saúde. Sorriu, fez um sinal de positivo, mas voltou a criticar o presidente do Supremo Tribunal Federal ( STF), Joaquim Barbosa, por negar a prisão domiciliar definitiva ao ex-presidente do PT. ções, invertendo o ônus da prova e fazendo com que os réus tivessem que provar sua inocência. Enfim, um processo que contrariou boa parte da tradição jurídica do próprio STF. Houve condenações sem provas. Além disso, as penas foram excessivas. Eles não respeitaram o que valeu para o mensalão tucano, que foi dar o direito à dupla instância de jurisdição — houve réus sem foro especial que foram julgados em foro especial, o que impediu a apresentação de recursos. E reafirmamos que nunca houve pagamento de mensalidade para ninguém, que não houve utilização de recursos públicos, como fica demonstrado quando se analisa a questão do Visanet, que ninguém enriqueceu pessoalmente. Reivindicamos o direito de eles poderem recorrer a todas as possibilidades jurídicas para evitar aquelas penalidades. Isso depois se desdobrou naquela história dos embargos e mesmo na pretensão que alguns têm de recorrer em cortes internacionais. Com isso em mãos, houve as eleições municipais. A Ação Penal 470 interferiu nas eleições municipais? É difícil medir, mas com toda espetacularização, o PT foi o partido mais votado nacionalmente em 2012, com mais de 16 milhões de votos. Agora, enfrentamos mais um casuísmo. Como assim? Fatiaram as penas. O conceito de decisão de última instância, “ O mensalão contrariou a tradição do STF. Houve condenações sem provas. As penas foram excessivas. Foram colocados em regime fechado quando as penas determinavam regime semiaberto” de coisa julgada, foi visto pela metade; coisa julgada é o encerramento total do processo. Havendo embargos infringentes pendentes, as penas não poderiam ser cumpridas. Essa é a minha opinião, e eu não estou sozinho, muitos juristas têm o mesmo entendimento. Mas ainda que se considere que era possível fatiar as penas, houve uma série de ilegalidades. Primeiro, a retirada dos três companheiros daqui de São Paulo. O cumprimento das penas, sobretudo no regime semiaberto, deve se dar próximo ao domicílio dos réus. Segundo, havia uma pessoa nitidamente com condições de saúde precárias — José Genoíno — cuja vida foi colocada em risco pela remoção de avião, ain- da mais algemado. Não havia nenhuma necessidade de algemálos no avião, até porque eles se apresentaram voluntariamente. É pouco provável que alguém que se apresenta voluntariamente vá esperar estar no avião para agir violentamente. Terceiro, até hoje eles não estão em regime semiaberto. Eles foram colocados arbitrariamente em regime fechado quando as penas determinavam que o regime era semiaberto. Aliás, o presidente do STF fez uma ordem de prisão genérica e, mesmo tendo sido instado a precisar o tipo de regime, ele se recusou a fazê-lo, deixando o sistema penitenciário sem saber o que fazer. A carta de sentença demorou e só chegou bem depois ao juiz de execução crimi-
  5. 5. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 5 Kiyoshi Ota/Bloomberg TRANSAÇÕES CORRENTES Em outubro, déficit de US$ 7,132 bi O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 7,132 bilhões em outubro, o maior para esse mês, afetado pela balança comercial e remessas de lucros e dividendos, rombo que não foi coberto pelos investimentos estrangeiros produtivos. Segundo o Banco Central, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) ficaram em US$ 5,362 bilhões, em linha com o esperado. Reuters Murillo Constantino atendendo a ACM Neto, a Geraldo Alckmin, a Márcio Lacerda e a Fernando Haddad. Houve o pacto da educação, com 100% de destinação dos royalties e todas as receitas do petróleo para a educação. O pacto pela saúde, materializado com novos investimentos, com o saneamento das Santas Casas e, principalmente, o lançamento do Mais Médicos, cuja aprovação da população é inquestionável. E o pacto pela reforma política. A presidenta tomou a iniciativa de sugerir o plebiscito ao Congresso para consultar a população sobre o sistema político eleitoral. Há um requerimento assinado por 189 deputados para votar o decreto do plebiscito no Congresso, está parado, mas há essa iniciativa. E um conjunto de entidades propôs, e o PT aderiu à ideia, o plebiscito popular em defesa da reforma política, uma iniciativa da CUT, semelhante ao plebiscito realizado contra a Alca. Esses encaminhamentos que a presidenta propôs estão sendo concretizados e há uma recuperação da popularidade dela nas pesquisas. Dilma continua liderando as intenções de voto, o que não significa que ela já está eleita. É uma liderança de muitos meses, apesar de diversos fatos criados — como a tentativa de formalização da candidatura do PSDB e a aliança de Eduardo Campos com Marina Silva. O economista Delfim Netto, que é ouvido pelo ministroGuido Mantegaepelaprópriapresidenta,disse que o Brasil corre o risco de enfrentar uma tempestade na área econômica e que isso pode prejudicar o governo nas eleições... “ As pessoas sabem que o fato de termos alguns militantes condenados e presos não significa que seja o PT. Há milhões de pessoas que se identificam com a gente e que vão votar no PT” nal de Brasília. Essa série de arbitrariedades está criando um clima de indignação na sociedade. Muitos juristas de renome se manifestaram por escrito. Há uma solidariedade grande ao Genoíno e há uma condenação não ao cumprimento da pena, mas à maneira como se procedeu para prender os companheiros. Mas isso afeta o PT em 2014? Pelo que eu li sobre a posição dos políticos oposicionistas e dos próprios marqueteiros deles, é preciso ter outro discurso para a população. Após 2010, eles concluíram que é preciso falar mais de perto sobre as preocupações da população, sua qualidade de vida, apresentando al- ternativas para o futuro. Acho que se eles incorrerem nessa estratégia, novamente não vão produzir resultados eleitorais. As pessoas sabem que o fato de termos alguns militantes condenados e presos não significa que seja o PT. Há milhões de pessoas que se identificam com a gente no país e que vão votar na gente pelo tipo de governo que estamos imprimindo. A população demonstra preocupação hoje é com a estabilidade econômica, com a manutenção dos empregos, com a distribuição de renda, com a valorização de seus salários e principalmente com a melhoria da qualidade dos serviços públicos, seja na saúde ou na educação, seja no transporte ou no saneamento. São esses os fatores favoráveis à administração do PT? Sim, porque desde junho esse sentimento foi acentuado e os cinco pactos que a presidenta propôs, e que estão em andamento, dizem respeito a essas demandas. O pacto da estabilidade econômica e fiscal, agora reforçado com a adesão de todos os líderes e presidentes da base aliada, visa não onerar o Orçamento da União com novas despesas e evitar a queda de receitas. O segundo pacto é o da mobilidade urbana, que está resultando em mais de R$ 90 bilhões de investimentos de diversos tipos de projetos nas regiões metropolitanas, sem discriminar nenhum governo ou partido, Nós já sobrevivemos e escapamos bem da crise de 2008 e do repique de 2011, recorrendo a medidas contrárias às que vêm sendo adotadas na Europa — de austeridade total, de redução de crédito, de barrar as possibilidades de consumo. Aqui, seguimos um caminho inverso. Os últimos índices de emprego mostram que conseguimos bons resultados. Estamos com nível de reservas elevado. Estamos dando continuidade aos projetos de concessões. Várias prefeituras estão com projetos para receber recursos para investir em saneamento. Minha Casa Minha Vida completou mais de 2 milhões de imóveis contratados, em construção. Isso significa fôlego para a construção civil, que sabidamente gera emprego. Cresceu a participação de pequenas construtoras no programa. Ou seja, a economia vai continuar girando. Ela está bem arrumada e a situação está sob controle.
  6. 6. 6 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL ENTREVISTA RUI FALCÃO Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) “NÃO PODEMOS PERDER O ‘TRIÂNGULO DAS BERMUDAS’: RIO, SP E MG” A economia está sob controle, mas indo para uma taxa de dois dígitos... É recomendável um aumento de juros neste momento? Não sei, não sou Banco Central. Preferencialmente, numa economia que está em crescimento, ela tem que ser rebaixada. Quando se tem uma crise mundial nos parâmetros que está, quando se tem a insegurança em relação ao que vai acontecer com o Quantitative Easing nos EUA — que volta e meia eles ameaçam reduzir e não reduzem — é necessário monitorar a economia dentro dessa expectativa. O que me preocupa é que a oposição, de forma irresponsável — a ponto de ir ao exterior dizer que o Brasil é instável, que não se deve investir aqui — cria na população uma espécie de terrorismo econômico, projetando índices de inflação totalmente fora das previsões de qualquer instituto. Tanto é que as pesquisas mostram que a população considera que a vida melhorou, que está satisfeita de morar em sua cidade, que o governo e a economia estão no caminho certo, mas acha que a inflação vai aumentar. Esse desconforto é provocado, induzido, e ao mesmo tempo pode criar o que os economistas chamam de “expectativas inflacionárias”, levar as pessoas a deixar de comprar um determinado bem, por acreditar que a inflação vai aumentar, quando nos fatores da “ O centro da nossa tática eleitoral é a campanha de reeleição da Dilma. Cada estado tem de ter um palanque forte para a Dilma. No mínimo um; em vários estados, haverá mais de um” economia não se divisa isso. Essa é principal crítica que eu faço sobre a atuação da oposição hoje. No primeiro semestre recebemos US$ 30 bilhões em investimento externo, mostrando que o Brasil é um país atrativo, que tem fundamentos econômicos sólidos. É uma espécie de torcida do contra para ver se ganha algum tipo de saldo eleitoral no ano que vem. O sr. acha que o comportamento da economia será decisivo para eleição no ano que vem? Eu não diria que é decisivo, eu diria que é um fator de peso para a decisão do eleitor — como sempre. Mas vale lembrar que, em 1998, a economia estava um desastre e ainda assim o Fernando Henrique Cardoso foi eleito, justamente colocando-se como a pessoa capaz de gerir a crise da qual, em parte, era responsável. A questão da reeleição da Dilma já é ponto pacífico no partido? Quando se diz questão pacífica dá a impressão de que em algum momento não foi pacífica. Ela sempre foi. O Lula foi responsabilizado em antecipar a campanha eleitoral quando, diante da boataria, há um ano, disse que a Dilma é nossa candidata. Como Lula é uma pessoa muito querida, popular — até os adversários reconhecem — sempre tem alguém que gostaria que o Lula se candidatasse. Mas nunca houve uma articulação. O ministro Gilberto Carvalho, em entrevista ao Brasil Econômico, disse que está tentando convencer o Lula a se candidatar em 2018... Primeiro nós precisamos passar por 2014. O que o Lula disse outro dia a seu modo, e o Brasil Econômico até publicou, é que “se me encherem o saco, eu volto em 2018”. Se ele quiser voltar, terá todo o apoio do PT. O PT vai mesmo lançar 12 candidaturas próprias para governos estaduais em 2014? De 10 a 12 é uma intenção, a gente ainda vai formalizar isso. Antes, quando havia mais de um querendo ser candidato, obrigatoriamente se convocava uma prévia. Hoje temos um mecanismo intermediário: se dois terços do diretório acharem que não é conveniente a prévia, toma-se a decisão num encontro de delegados, uma decisão menos traumática e com menos gente decidindo. Em 10 ou 12 estados há um desenho se delineando e não há nenhuma proposta de candidatura de outro partido. Tem o oposto, há estados onde há uma pré-definição em apoiar outro partido, mas há pessoas querendo candidatura própria — como no Pará e no Ceará. E hoje temos cinco governos estaduais, a tendência é a de se querer conservar esses estados. Aí temos o que chamamos de “Triângulo das Bermudas”, que é Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo... “ Como assim? No PT sempre as pessoas buscam uma linha de saída para as regras. O centro da nossa tática eleitoral é a campanha de reeleição da Dilma. Cada estado tem de ter um palanque forte para a Dilma. No mínimo um; em vários estados, haverá mais de um. Os três reúnem os maiores colégios eleitorais do país e nenhum deles pode sumir... Como o sr. vê a questão de uma possível aliança entre PT e PSDB no Mato Grosso do Sul? Sou contra e já disse para eles que temos de agir de outra maneira, não dá para fazer acordo com o PSDB. A nossa intenção era fazer um acordo com André Puccinelli (atual governador do MS, do PMDB), criando uma chapa com Delcídio Amaral como candidato ao governo e Puccinelli ao Senado. Tudo estava sendo conversado quando subitamente o Puccinelli lançou sua candidatura própria, numa chapa pura. Pode ser que ele esteja agindo assim para fazer uma negociação no ano que vem. Lá há uma tradição de briga forte entre PT e PMDB, o que pode dificultar. Por outro lado, esse aliado do PSDB, o Reinaldo Azambuja, que poderia ter trocado de partido, mas fez questão de se manter no partido, não pode fazer aliança com O que o Lula disse outro dia a seu modo, e o Brasil Econômico até publicou, é que “se me encherem o saco, eu volto em 2018”. Se ele quiser voltar, terá todo o apoio do PT” o PT — que ele gostaria de formar, saindo para o Senado ao lado de Delcídio Amaral. Mas há chances de essa aliança ocorrer? Como está a candidatura de Lindberg Farias para o governo do Rio de Janeiro? O Lindberg tem grande potencial, é jovem, tem bom discurso, vai ter tempo de TV e vai encontrar o partido unido. A candidatura dele é forte, com viabilidade eleitoral. Do mesmo jeito de Fernando Pimentel, em Minas Gerais, que desponta nas pesquisas de intenção de voto. Diferentemente de Alexandre Padilha, em São Paulo, que precisa ser mais apresentado à população, embora seja um candidato acolhido por toda a militância. No Rio há certa complicação com o Sérgio Cabral? O pessoal do PT no Rio antecipou o calendário eleitoral, lançando a candidatura do Lind-
  7. 7. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 7 Divulgação AGRICULTURA Auxílio aos cafeicultores endividados O Ministério da Agricultura pediu ao Conselho Monetário Nacional (CMN) o congelamento do pagamento das dívidas dos produtores de café, numa tentativa de ajudar o setor que enfrenta dificuldades com os baixos preços do produto. “As dívidas de custeio e comercialização serão renegociadas, com o primeiro vencimento em julho de 2015”, disse o ministro Antônio Andrade. Reuters Murillo Constantino berg por unanimidade. Com o desgaste que aconteceu lá, queriam deixar o governo estadual em agosto. Eu falei : “Isso não é correto, deixar uma aliado num momento difícil, pode parecer oportunismo”. Consegui segurar até minha última ida lá, na antevéspera da saída deles do governo. Reforcei que era necessário fazer uma saída organizada, no prazo devido, dizendo ao Cabral que nós reivindicamos todo o período que permanecemos no governo, as políticas que construímos juntos, ao longo dos dois mandatos do governo. Que ele, Cabral e Pezão, são aliados importantes para a eleição da Dilma. E que a nossa saída do governo é para deixar o PMDB à vontade para reconstituir suas forças, porque queremos concorrer às eleições. Isso precisa ser feito de uma maneira organizada, pública, por escrito, comunicado previamente, com o compromisso de que não vamos fazer oposição na Assembleia, nem aceitar a instalação de CPIs eleitoreiras, e que vamos disputar a eleição debatendo no plano das ideias. Isso foi acertado com sacrifício, porque já estava estabelecido que iríamos deixar o governo municipal, onde temos uma vice-prefeitura, secretarias e tal. Eles devem realizar uma reunião no diretório este mês para decidir. Há um pleito do Cabral de que a gente só deixe o governo em março, mas eu disse a ele que não tenho mais como interferir nesse processo. O que podia fazer, já fiz. Vários partidos deixaram o governo nesse meio tempo, o último foi o PSD. E disse ao Cabral que ele tem toda a liberdade de tomar iniciativas, como procurar nosso presidente estadual e levar suas ponderações a ele. E, se aceitarem, não faremos objeções. Na campanha de sua reeleição, atiraram muito contra a política de alianças do PT. O sr. acha que essa discussão está encerrada no partido? Há muito tempo essa questão é pauta em nossos encontros. E a discussão sobre tática vai voltar. É necessário tentar, na própria definição da candidatura, estabelecer alguns compromissos programáticos que sejam mais amplos e mais profundos que os anteriores da aliança. Também é necessário criar base na sociedade, de preferência durante o processo eleitoral, para impulsionar determinadas medidas. Por exemplo, embora tenha sido de caráter espontâneo, é inegável que os pactos que estão em andamento hoje tiveram respaldo nas mobilizações de junho. É preciso tentar ter bancadas mais numerosas, com pessoal mais à esquerda, e mais qualificadas e mais comprometidas com o programa geral do governo. Aliança é identidade e luta também. Surgem contradições, mas elas não podem ser vencidas sem analisar as correlações de forças durante a eleição. Hoje pretender fazer uma aliança estrita com o PSB, PDT e PCdoB está fadado ao fracasso. O PSB já descolou. O PDT e o PCdoB, aliados respeitados, sendo o PCdoB um aliado de primeira ordem desde 1989, tem ainda influência política e eleitoral muito menor que os outros partidos, com menos prefeitos, vereadores, deputados, capilarização menor, menos impacto eleitoral. Há quem diga que já ganhamos eleição sem o apoio do PMDB e eu sempre lembro que eram outros tempos, diferentes. Quando a Dilma foi candidata pela primeira vez, ela era menos conhecida e precisamos de muito tempo de televisão. Hoje, embora precisemos menos de TV a aliança é me, nos movida pelo tempo de televisão. E vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição: agora temos o Lula leve, livre e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite, fora do expediente. Não precisa mais moderar tanto o discurso. E ele está com disposição para entrar na campanha com tudo. E vamos ter um diferencial em relação à ultima eleição: agora temos o Lula leve, livre e solto. Ele não tem mais as injunções da Presidência, disponível apenas nos fins de semana ou à noite, fora do expediente. Não precisa mais moderar tanto o discurso. E está com disposição para entrar na campanha com tudo. A presença do Lula na campanha é um diferencial extraordinário, basta ver as pesquisas. Em todos os estados a maioria das pessoas afirma que determinaria seu voto pelo apoio do Lula. “ A presença do Lula na campanha é um diferencial extraordinário, basta ver as pesquisas. Em todos os estados, a maioria afirma que determinaria seu voto pelo apoio do Lula”
  8. 8. 8 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL Adriano Machado/Bloomberg Financiado por grandes empresas, como Vale, Petrobras e Gerdau, o CBEDS vê pouco espaço para eficiência energética no setor industrial, responsável por 48% do consumo no país A geração eólica é uma das alternativas para a redução das emissões de gases poluentes pelo setor de energia, segundo o estudo Indústria propõe leilões de eletricidade por fonte Mudança pode incentivar geração alternativa e redução de emissões, diz estudo do CBEDS Nicola Pamplona nicola.pamplona@brasileconomico.com.br Leilões de energia por fonte geradora e por região, incentivos à cogeração e à microgeração de energia e maior eficiência na transmissão, distribuição e no consumo são as recomendações de um estudo sobre a matriz energética brasileira elaborado pelo Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), entidade formada pelas maiores empresas do país. Com o objetivo de apontar alternativas à energia fóssil, que vem provocando aumento nas emissões de gases poluentes pelo setor elétrico brasileiro, a proposta foi apresentada na última sexta-feira na 19ª Conferência das Partes da ConvençãoQuadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP19) , em Varsóvia, na Polônia. “Na matriz elétrica nacional, por exemplo, essas emissões estão aumentando a uma taxa de, aproximadamente, 3,5% ao ano, devido à perda de participação da fonte hidráulica para fontes não renováveis”, diz o estudo coordenado pelo professor José Goldemberg, ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo. O aumento das emissões é resultado das restrições à construção de hidrelétricas com reservatórios, o que cria a necessidade de maior geração térmica no país. Este ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) utilizou o parque termelétrico a plena capacidade, para poupar água nos reservatórios. O carvão passou a ser novamente considerado como fonte de geração de energia no país. “As dificuldades incorridas pelo setor elétrico no final de 2012 e início de 2013, com os baixos níveis dos reservatórios, atreladas à importância da eletricidade para toda a economia enfatizam a prioridade de projetos que visam fortalecer o sistema energético nacional”, apontam os responsáveis pelo estudo do CBEDS. Para a instituição, o modelo de leilões que privilegiam o menor preço da energia gerada mas não consideram peculiaridades de licenciamento nem a distância entre os empreendimentos e os centros consumidores pode ser prejudicial. Os leilões por fonte, diz o texto, poderiam incentivar o desenvolvimento de novas fontes de energia, como a solar. Os leilões regionais têm potencial para dar competitividade a fontes renováveis mais próximas aos centros consumidores. “Entretanto, o principal desafio para implementar essas ações é o risco de beneficiar soluções locais que são mais poluentes, como o uso de carvão no Sul do país. Como o sistema elétrico nacional é quase todo interligado, soluções regionais seriam preferenciais em regiões isoladas não conectadas à rede nacional”, pondera o documento. Incentivos à cogeração e à microgeração de energia são outras alternativas apontadas pelo estudo. No ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou a venda de energia por pequenos consumidores — por meio de painéis solares, turbinas eólicas ou usinas de biomassa — que agora podem descontar de sua conta de luz o volume entregue às distribuidoras. “A vantagem do incentivo da produção em pequena escala é a redução da carga de transmissão, sendo menor a necessidade de alteração na rede, além do incentivo à energia renovável”, informa o estudo. Mas ainda são necessários incentivos à microgeração, que requer altos investimentos. Um painel solar, por exemplo, não sai por menos de R$ 15 mil. Nesse sentido, a entidade propõe linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a definição de preços incentivados para a compra da energia gerada dos pequenos consumidores, entre outras medidas. Financiado por grandes empresas, como Vale, Petrobras e Gerdau, o CBEDS vê pouco espaço para eficiência energética no setor industrial, responsável por 48% do consumo no país. “A indústria brasileira é relativamente moderna e eficiente em algumas áreas como alumínio e papel celulose, em comparação com outros países”, justifica. O estudo será apresentado ao governo federal, em um esforço para propor medidas para reduzir as emissões de gases poluentes no setor elétrico brasileiro. Segundo projeção da Empresa de Pesquisa Energética, daqui a dez anos, o Brasil estará lançando na atmosfera 61% mais gases de efeito estufa com a produção e consumo de energia, ameaçando os avanços obtidos com a redução do desmatamento.
  9. 9. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 9 Roberto Barroso/ABr MENSALÃO Genoino: do hospital para a casa da filha O deputado José Genoino deixou ontem o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Ele foi para a casa de uma das filhas que mora em Brasília. No sábado, Genoino foi examinado por uma junta médica do Hospital Universitário de Brasília, que encaminhará o laudo a Joaquim Barbosa para que decida se o deputado volta para a Penitenciária da Papuda ou se cumpre a pena em prisão domiciliar. ABr Novo desafio para os aeroportos Consultoria internacional vai ajudar a Infraero com os sócios privados e a melhorar a gestão dos demais terminais Priscilla Arroyo parroyo@brasileconomico.com.br São Paulo Após o sucesso do leilão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro e Confins, em Minas Gerais, que resultou em um ágio de 251%, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera terminada a primeira etapa das concessões aeroportuárias do país. O desafio do governo agora será avaliar o impacto da entrada da iniciativa privada no setor e também as mudanças que ainda precisam ser feitas para melhorar a qualidade do serviço prestado aos passageiros. Para isso, o ministro acertou com a presidenta Dilma Rousseff a contratação de uma grande empresa estrangeira para auxiliar a Infraero a lidar com os novos sócios priva- dos e melhorar a gestão dos demais aeroportos. A licitação para esse serviço será aberta no próximo ano. “Vamos fazer um processo licitatório entre as maiores operadoras do mundo para escolher uma que nos preste assessoria para transformar a Infraero em uma operadora à altura na nova estrutura aeroportuária brasileira”, disse Moreira Franco. Hoje, a Infraero administra 66 aeroportos, sendo que cinco deles — Brasília (DF), Viracopos (SP), Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Confins (MG)— serão geridos em conjunto com os concessionários, assim como o terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), que ainda está em fase de construção. “Por enquanto, nossa atuação tem sido de sócio das concessionárias (com participação de 49% do Desafio do governo será avaliar o impacto da entrada da iniciativa privada no setor e também as mudanças que ainda precisam ser feitas para melhorar o serviço prestado aos passageiros capital). Não vamos interferir na administração dos aeroportos, pois temos muito a aprender”, ponderou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. A ideia é que, no futuro, o passageiro que utilizar os terminais da Bahia ou do Recife, por exemplo, tenha a mesma experiência daqueles que utilizam os serviços de Guarulhos ou Confins. “A entrada dessas empresas com expertise operando nossos terminais traz mudanças físicas. Mas queremos medir o resultado pela evolução da qualidade do serviço prestado aos passageiros”, afirmou o ministro. Na sexta-feira, o terminal carioca do Galeão foi arrematado pelo consórcio Aeroportos do Futuro, formado pela construtora Odebretch e operado pela Changui, de Cingapura, por R$ 19,018 bilhões. O alto ágio, de 293%, foi justificado pelo presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena, pela sua potencial capacidade de expansão. Atualmente, o terminal recebe 17,5 milhões de passageiros por ano e a expectativa é que esse número ultrapasse os 60 milhões no final da concessão, em 2038. Já Confins, em Minas Gerais, foi arrematado pelo Consórcio AeroBrasil — formado pela CCR e pela operadora suíça Flughafen Zurich AG — por R$ 1,82 bilhão. O diretor da CCR, Leonardo Viana, acredita que o grande trunfo será a atração de voos internacionais para o terminal. “Minas é o segundo estado mais populoso dopaís, por issoexiste muito espaço para avançar nesta tarefa”, afirmou. Galeão à Vista, nas págs. 26 e 27
  10. 10. 10 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ BRASIL Reajuste das tarifas volta à pauta As prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo estão avaliando soluções para a passagem de ônibus, que, por contrato, deve subir em janeiro. Empresários reclamam que, sem aumento, irá piorar a qualidade do serviço Fernando Souza Daniel Pereira daniel.pereira@odia.com.br O ano de 2013 vai entrar para a história com um precedente marcante na área de transportes: o clamor popular fez com que os governantes recuassem do reajuste das tarifas de ônibus. Porém, essa história e suas consequências não são fáceis de explicar. Cinco meses após a redução do preço da passagem no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes já fala em novo aumento, previsto em contrato para janeiro de 2014. Em São Paulo, a tendência é de redução do valor, por meio da adoção de mais subsídios. Por trás de iniciativas tão antagônicas, uma questão: transporte público de qualidade custa caro. Quem vai pagar essa conta? O secretário municipal de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, defende o cumprimento dos contratos de concessão, que preveem novo aumento em janeiro, para garantir a melhoria dos serviços. De acordo com ele, a meta de todos os ônibus da cidade estarem refrigerados até 2016 precisará ser revista. “Perdemos um ano. Atualmente, 18% da frota têm ar condicionado. Nossa previsão era de terminar o ano com 30%. Mas isso não foi possível porque não temos como exigir a renovação neste momento de desequilíbrio tarifário”, diz Osório, lembrando que, neste ano, apenas 4% dos ônibus mais antigos foram substituídos, quando a média dos anos anteriores chega a 15%. Segundo o secretário, se considerado um período de 12 meses, o tamanho da perda com o congelamento das tarifas é da ordem de R$ 200 milhões. Porém, esse número pode ser muito maior. São R$ 0,20 (redução do preço em 19 de junho) multiplicado por 6,4 milhões de passageiros pagantes, ou O secretário de Transportes do Rio, Carlos Osório, defende o cumprimento dos contratos que preveem novo aumento da tarifa em janeiro para garantir a melhoria dos serviços Em junho, os brasileiros foram às ruas contra o aumento dos famosos R$ 0,20 e os governos recuaram, reduzindo o preço das passagens seja, R$ 1,28 milhão por dia. Esse valor pode ser multiplicado ainda por 25 para encontrar o valor mensal, de R$ 32 milhões, ou R$ 160 milhões nos últimos cinco meses, desde a redução das tarifas. O presidente da Associação das empresas de ônibus do Rio (Rio Ônibus), Lélis Marcos Teixeira, diz que o momento é tenso e muitas empresas já começaram a sentir no caixa os efeitos da redução dos preços. Ele alega não haver receita suficiente para o dissídio coletivo do ano que vem. “Nós defendemos a segurança jurídica. E que os contratos sejam respeitados”, afirma, ressaltando a importância da confiança do empresário no cumprimento dos contratos para poder investir nas melhorias, como a compra dos novos veículos articulados para os corredores BRT em instalação na cidade. O diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) Marcos Bicalho defende que cada prefeitura decida quem paga pelas melhorias: o passageiro ou o contribuinte.“A tendência é de subvenção. E aí entra o governo federal com um papel muito importante”, completa. São Paulo cria bilhete único ao custo de R$ 45 milhões ao mês QUANTO CUSTA R$ 1 bi Total que a Prefeitura de São Paulo já daria em subsídios antes dos protestos. R$ 0,5 bi Valor que o governo estadual do Rio prevê gastar em 2013 com o Bilhete Único. Quando se fala em reduzir tarifas e manter os projetos de melhoria nos transportes não há como fugir da polêmica do subsídio. E, nesta questão, as prefeituras das duas maiores cidades do país têm posições distintas. Enquanto, a Prefeitura do Rio afirma que não há ajuda dos cofres públicos para os ônibus (responsáveis pelo transporte de mais de 80% dos cariocas), em São Paulo, a administração municipal diz que já aplicava subsídios de cerca de R$ 1 bilhão ao ano, antes das manifestações, e anunciou, na semana passada, em parceria com o governo estadual, o Bilhete Único Mensal Integrado, que servirá para trem, metrô e ônibus. Esse novo bilhete, que beneficia quem tem de pagar mais de 50 passagens por mês (uma para ir e outra para voltar do trabalho), vai custar mais R$ 45 milhões ao mês ao estado e ao município. Na Região Metropolitana do Rio, há um bilhete único estadual em que o governo fluminense dá em torno de R$ 500 milhões por ano de subsídios — cobre a diferença de quem gastaria mais de R$ 4,95 por trajeto de duas horas. Na capital carioca, há o bilhete único municipal, mas sem ajuda dos cofres públicos. As empresas dividem supostas perdas, cobrindo o custo de quem pega mais de um ônibus e paga uma só passagem. O novo bilhete integrado mensal de São Paulo custará ao consumidor R$ 230 por mês. Com a integração, os passageiros poderão usar as linhas municipais de ônibus e a rede metro-ferroviária quantas vezes quiserem durante 31 dias. Já o Bilhete Único Mensal para ônibus custará R$ 140, assim como o bilhete estadual, específico para metrô e trens.
  11. 11. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 11 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PETRA - PERSONAL TRADER CTVM S.A. CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Conscientização nas escolas Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casada, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. A segunda fase da campanha de combate à violência contra a mulher vai focar na conscientização de crianças e adolescentes. Serão apresentados dois vídeos em escolas, um gravado por artistas e outro por crianças, sobre os altos índices de violência doméstica. O projeto foi idealizado pela Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh) e pelo Instituto Magna Mater (IMM). ABr PETRA – PERSONAL TRADER CTVM S.A. CNPJ/MF nº 03.317.692/0001-94 Renato Costa ACS/GMF/Divulgação DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº 8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração na PETRA – Personal Trader Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Pedro Camucé Holanda Muniz Falcão, brasileiro, divorciado, portador da cédula de identidade nº 492964 SSP/AL e inscrito no CPF/MF sob o nº 348.626.254-87. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO O ministro Guido Mantega alertou o presidente do STF, Joaquim Barbosa, dos impactos da decisão Decisão do STF pode reduzir a oferta de crédito ao investimento Se julgado constitucional o expurgo da inflação de planos econômicos passados, o orçamento das instituições financeiras ficará comprometido Sonia Filgueiras sonia.filgueiras@brasileconomico.com.br Brasília Em um momento em que o governo já sinalizou que reduzirá o orçamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), o acesso ao crédito para financiar investimentos poderá ficar ainda mais difícil, dependendo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre quatro casos envolvendo a constitucionalidade do expurgo da inflação de planos econômicos passados das correções das cadernetas de poupança. A preocupação levou o governo a uma mobilização em bloco na última sexta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e o Advogado Geral da União, Luiz Inácio Adams, reuniram-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para expor a questão. Tombini, acompanhado do procurador-geral do banco, Isaac Sidney Ferreira, estendeu sua agenda no STF e encontrou-se com outros dois ministros. Nos documentos anexados pelo Banco Central aos processos, a instituição argumenta que os efeitos vinculantes da decisão do Supremo (a decisão passaria a valer para todas as demais ações idênticas existentes no Judiciário) obrigariam os bancos a provisionarem os valores a serem pagos de forma imediata, “gerando desequilíbrios substanciais em sua situação patrimonial, em razão do volume de recursos discutidos”. Com menos recursos disponíveis em razão da provisão, haveria uma redução da capacidade dos bancos de conceder créditos. Cálculo do governo informa que o provisionamento “tem potencial para provocar imediata redução na concessão de créditos e aplicações em títulos públicos federais, na ordem de R$ 9,09 para cada real provisionado”. Ou seja, para cada R$ 1 provisionado, R$ 9,09 deixariam de ser liberados como empréstimos ou para comprar títulos no sistema financeiro. Além disso, lembram técnicos, a queda na disponibilidade docrédito teria também impacto sobre a atividade econômica e o emprego. No caso da Caixa Econômica, um banco público, os impactos recairiam indiretamente sobre os resultados do Tesouro Nacional, seu único acionista, seja na forma da redução de dividendos entregues pela instituição, seja na eventual necessidade de uma capitalização. Marcado para quarta-feira, 27, o julgamento dos quatro recursos extraordinários servirá de referência para a solução de mais de 390 mil outros processos que se encontram parados em instâncias inferiores aguardando a posição definitiva do STF sobre o caso. Se a decisão for favorável aos poupadores, o impacto potencial calculado pelo Ministério da Fazenda e pelo BC é da ordem de R$ 149,9 bilhões. Uma parte importante dele recairia sobre a Caixa Econômica Federal: R$ 49,8 bilhões, em valores atualizados. Maria Claudia Beldi, brasileira, divorciada, portadora da cédula de identidade nº 6.682.060-1 SSP/SP e inscrita no CPF/MF sob o nº 071.993.458-36. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 – 6º andar - Centro Cívico - Curitiba – PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Veridiana Loyola Serrano, administradora, brasileira, solteira, portadora da cédula de identidade nº 8.282.659-9 SSP/PR, inscrito no CPF/MF sob o nº 036.458.019-44. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração no BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução no 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. BANCO PETRA S.A. CNPJ/MF nº 11.758.741/0001-52 DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO Valquiria Batagioti Matsui, brasileira, casado, portadora da cédula de identidade nº 22.162.847-2 SSP/SP e inscrito no CPF/MF sob o nº 115.629.298-01. DECLARA sua intenção de exercer cargo de administração BANCO PETRA S.A. e que preenche as condições estabelecidas no art. 2º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012. ESCLARECE que, nos termos da regulamentação em vigor, eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL Av. Cândido de Abreu, 344 - 6º andar - Centro Cívico - Curitiba - PR - CEP 80530-914. MARINHA DO BRASIL CENTRO DE OBTENÇÃO DA MARINHA NO RIO DE JANEIRO (COMRJ) Marcado para quarta-feira, o julgamento dos quatro recursos extraordinários servirá de referência para a solução de mais de 390 mil outros processos AVISO DO PREGÃO ELETRÔNICO N° 92/2013 OBJETO: MATERIALCIRÚRGICO COMUM EDITAL: Disponível das 09:00hs às 11:00hs e das 14:00hs às 16:00hs, nos dias úteis, no COMRJ. a) Recebimento das propostas de preços até às 10:00 horas do dia 05/12/2013, exclusivamente por meio eletrônico, conforme formulário disponibilizado no endereço www.comprasnet.gov.br. b) Sessão pública na Internet para recebimento dos lances: aberta às 10:00 horas do dia 05/12/2013, no mesmo endereço www.comprasnet.gov.br. End. Av. Brasil 10.500/Olaria/ Rio de Janeiro, RJ - Tel. (21) 2101-0845 ou Fax (21) 2101-0815 Acesso ao Edital no site-www.comrj.mar.mil.br
  12. 12. 12 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 ▲ EMPRESAS Editora: Flavia Galembeck flaviag@brasileconomico.com.br A nova revolução no paddock Nos bastidores da Fórmula 1, big data, nuvem e análise em tempo real prometem mudar a maneira como os pilotos encaram as pistas. E criam novo mercado para fornecedores Moacir Drska mdrska@brasileconomico.com.br São Paulo A supremacia do alemão Sebastian Vettel pode estar com os dias contados. Ao lado dos seus tradicionais adversários e das equipes rivais da Red Bull, o retrovisor do tetracampeão mundial de Fórmula 1 mostra um novo time que promete acirrar a competição na categoria nos próximos anos: as empresas de tecnologia da informação. Grandes companhias como SAP, EMC e Microsoft enxergam nos circuitos ao redor do mundo uma nova frente para acelerarem suas curvas de crescimento. Os principais motores para alcançar esse objetivo são a oferta de sistemas de análise de grandes volumes de dados — o big data — e a computação em nuvem. As britânicas McLaren e Lotus são alguns dos exemplos de escuderias que já adotam esses conceitos para aprimorar o design e a performance de seus carros e pilotos. Entre os fatores que impulsionam essa corrida dos fornecedores e das equipes estão as mudanças previstas nas regras da Fórmula 1 para a próxima temporada. O regulamento prevê — entre outras questões — a volta dos motores turbo, o consumo menor de combustível e a redução do número de motores que poderão ser usados ao longo do ano. Essas alterações vão trazer grandes impactos tanto na preparação dos carros como no desempenho na pista. “O próximo ano será muito mais complicado em termos de sistemas de recuperação de energia, desempenho dos pneus e uso do combustível, entre outros fatores”, diz Jenson Button, piloto da McLaren. “A tecnologia e a análise de dados serão realmente peças-chave para nós no futuro”, observa. Com um histórico de desenvolvimento tecnológico interno, a McLaren fechou em 2012 uma parceria com a SAP para adotar a tecnologia Hana, plataforma de análise de dados em tempo real. De olho na construção do carro para 2014, a McLaren já testa essas aplicações. A ideia é aprimorar o pro- cessamento e a análise dos dados coletados por meio de centenas de sensores instalados em suas máquinas. “Hoje, durante uma corrida, um carro gera um volume de 6,5 bilhões de dados”, diz Crispin Bolt, gerente de parceiro SAP na McLaren. Bolt explica que a tecnologia permite rodar cerca de seis mil cenários diferentes de corridas por minuto. “A plataforma vai permitir que nós façamos não só análises em tempo real, mas nos dará também a capacidade de fazer correlações dessas informações com dados históricos”. Uma possível aplicação seria a busca pela estratégia vencedora adotada em um mesmo circuito, anos antes, em condições meteorológicas semelhantes às que o piloto está enfrentando naquela mesma pista, naquele momento. “Hoje, levaríamos 48 horas para extrair esse dado. Com a nova tecnologia, é possível ter a informação em mãos em questão de segundos.” A maior rapidez nas análises e na tomada de decisões também são prioridades da Lotus. “O carro de 2014 será tão diferente do de 2013 e de outros anos que muitas das formas como analisamos hoje os dados — especialmente no que diz respeito à formulação da estratégia — não serão relevantes a partir da próxima temporada”, diz Graeme Hackland, diretor de TI da Lotus. Nesse cenário, um dos investimentos da Lotus é um projeto com a EMC, que está construindo uma nuvem dedicada à equipe para armazenar, garantir a disponibilidade e permitir o rápido acesso a grandes volumes de dados para a análise em tempo real, a partir de qualquer local. Essa aplicação faz todo o sentido para uma operação que exige viagens a diversos países, 20 vezes ao ano. “A criação de um centro móvel de dados que tem de operar com 100% de disponibilidade e alta performance por 5 dias e depois ser desligado e transportado para um próximo destino é extremamente desafiadora”, aponta. A Lotus também está adotando sistemas de gestão da Microsoft e atualizando sua infraestrutura de “ A nova plataforma vai permitir análises mais rápidas, em tempo real, além de nos dar a capacidade de antecipar problemas e fazer correlações dessas informações com dados históricos” Crispin Bolt Gerente de parceiro na McLaren “ A expectativa é que esse ecossistema de parceiros permita que a Lotus assuma um lugar entre as quatro principais equipes, competindo com times que têm muitos mais recursos do que nós” Graeme Hackland Diretor de TI da Lotus rede com a Juniper Networks. Em outra ponta, a equipe está tocando um projeto com a Avanade — joint venture da Microsoft com a Accenture — para a integração de todas as suas aplicações numa única base de dados. “Em um ano, a Lotus obteve uma redução de 75% no tempo de processamento de dados”, diz Hamilton Berteli, líder de Vendas, Marketing e Inovação da Avanade no Brasil. “Nossa expectativa é que esse ecossistema de parceiros permita que uma equipe de médio porte assuma um lugar entre as quatro principais, competindo com times que têm muitos mais recursos do que nós”, diz Hackland.
  13. 13. Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Brasil Econômico 13 Aplicação das tecnologias usadas na categoria ultrapassa os limites dos circuitos moderna e somos capazes de fazer isso muito bem por meio dos esportes e do entretenimento”. Nessa direção, a SAP já desenvolve projetos de aplicação de suas tecnologias com a National Football League (NFL) e a National Basketball Association (NBA). Há duas semanas, a companhia anunciou uma nova parceria com o TSG Hoffenheim, time da Bundesliga — liga de futebol alemã— que passará a adotar a tecnologia Hana para analisar e aprimorar a performance de seus jogadores. Companhia de softwares de gestão empresarial, a americana Infor também vai além das pistas. Patrocinadora da Ferrari na Fórmula 1, a empresa fornece sistemas de negócios para outras operações da marca italiana. Uma das aplicações dessa parceria foi destacada no início do ano. A montadora italiana adotou parte do portfólio da Infor para aprimorar e ampliar a produção de carros personalizados, sem comprometer a qualidade desses veículos. Segundo o anúncio realizado na época, a Ferrari atingiu uma capacidade anual de fabricação de 7 mil carros customizados com a utilização desses sistemas. A busca por novas fronteiras não está restrita às empresas de tecnologia. Esse é o caso da McLaren. Além de fornecer tecnologias para outras equipes da Fórmula 1 e para os times de categorias como Nascar e Fórmula Indy, hoje, os sistemas eletrônicos da escuderia já são adotados para melhorar o fluxo de tráfego no Reino Unido. RESUMO DA HISTÓRIA Uma série de dados e estatísticas ajuda a entender o grau de importância dos investimentos em tecnologia realizados hoje na Fórmula 1 Lotus Com o auxílio de cerca de 320 sensores instalados em seus carros, a equipe testa mais de 30 mil componentes individuais da máquina durante uma corrida. Em um ano de integração de sua base de aplicações, a Lotus obteve uma redução de 75% no tempo de processamento de dados usados em análises de desempenho. McLaren A equipe britânica consegue simular cerca de seis mil cenários e estratégias diferentes de corridas por minuto. Durante uma única corrida, um carro da equipe chega a gerar um volume aproximado de 6,5 bilhões de dados para análise. Arte Kiko Antes mais restrita ao campo dos patrocínios e das ações de marca, a relação das companhias de tecnologia com a Fórmula 1 está se tornando cada vez mais estratégica e próxima dos negócios propriamente ditos. No caso da alemã SAP o projeto com a McLaren inte, gra um plano muito mais amplo, que já ultrapassa os limites dos circuitos da categoria. A própria parceria com a escuderia foi ampliada e hoje compreende todas as operações do McLaren Group. “Temos o objetivo de atingir 1 bilhão de usuários até 2015. Precisamos ampliar o nosso alcance”, explica Tara Mulcahy, diretora de grupo de patrocínios globais da SAP. “Não somos mais uma companhia inflexível. Queremos ser conhecidos como uma empresa
  14. 14. 14 Brasil Econômico Segunda-feira, 25 de novembro, 2013 Felipe O’Neill ▲ EMPRESAS MOBILIDADE Mais 200 estações de bicicletas no Rio O Rio terá mais 200 estações das bicicletas “laranjinhas” do Itaú pela cidade. Hoje, são 60. A empresa Samba Serttel, com quem o banco tem contrato de exclusividade, venceu a licitação feita pela prefeitura local. O contrato é de 60 meses e 2.600 bicicletas estarão disponíveis. Além da Zona Sul, o Centro e as Zonas Norte e Oeste serão contemplados. Está prevista a integração com o transporte público e o RioCard. 2013: o ano da mala com rodinha Primicia, de malas e acessórios, credita o crescimento de 50% nas vendas deste ano à expansão das lojas próprias e da adoção do modelo de franquias, que aumenta a presença da marca na região Sul do país Patricia Stavis Gabriela Murno NÚMEROS gmurno@brasileconomico.com.br 100% De carona nas férias, nas viagens de fim de ano e na abertura de novas lojas, a Primicia — de malas e acessórios — projeta um crescimento de 100% nas vendas, de novembro a fevereiro de 2014. “Já temos 13 lojas, entre próprias e franquias, e percebemos também um aumento de vendas em multicanais”, explica o diretor da marca, Roberto Postel. A Primicia espera fechar o ano com faturamento entre R$ 60 milhões e R$ 65 milhões, uma alta de cerca de 50% em relação ao ano passado. Postel credita a expansão às lojas próprias e as franquias. Mas as vendas através das lojas multimarcas também não deixam a desejar e devem ser responsáveis por 30% do crescimento. A marca abriu a primeira franquia em agosto deste ano e mais duas entram em operação ainda este mês. Outras três serão inauguradas no primeiro trimestre de 2014 e, até o final do ano que vem, a meta é chegar a 15 lojas do tipo. “Tivemos que reinventar todo nosso sistema comercial. Temos 10 lojas próprias que serviram para que entendêssemos o varejo, que não trabalhávamos antes. Desde abril nos preparamos para ser franqueadora”, diz o executivo. O novo formato de expansão, segundo Postel, visa a uma maior penetração em estados em que a presença da Primicia ainda deixa a deseja. Por isso, a concentração na região Sul do país, hoje responsável por apenas 10% das vendas. Com as novas lojas, a meta é dobrar esta participação. “ Tivemos que reinventar todo nosso sistema comercial. Temos 10 lojas próprias que serviram para que entendêssemos melhor o varejo, que não trabalhávamos antes” Roberto Postel Diretor da Primicia Expectativa de crescimento nas vendas de malas da Primicia de novembro deste ano a fevereiro de 2014. R$ 60 mi a R$ 65 milhões, é a previsão de faturamento para 2013, que será cerca de 50% maior do que o total do ano passado. Roberto Postel, da Primicia, explica que a empresa quer aumentar sua presença na região Sul do país Atualmente, São Paulo representa 40% das vendas, Rio de Janeiro 20% e Minas Gerais, Norte e Nordeste somam 30%. “Todas as lojas estarão na região Sul, pois em São Paulo e Rio de Janeiro já estamos em multicanais importantes e não é nossa intenção concorrer com eles. No Norte e no Nordeste as vendas também são muito boas”, explica ele. Depois de Porto Alegre, as próximas unidades serão instaladas em Blumenau e Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). Até 2023, o objetivo é ter entre 150 e 200 lojas no Sul, interior de São Paulo e algumas cidades de Minas Gerais e do Mato Grosso. Com 25% das malas fabricadas no Brasil, em uma fábrica em Caieiras — a 30 km de São Paulo —, a Primicia possui ainda produtos escolares, executivos e acessórios para viagem. “Aqui fabricamos apenas malas de PVC, que têm maior durabilidade e um público cativo. Vendemos cerca de sete mil por mês. O que não produzimos no país trazemos da Ásia, por questão de custo”, conta Postel. Para o executivo, o mercado nacional está muito distribuído, com um número cada vez maior de importadores, inclusive grandes cadeias que começam a vender produtos com marcas próprias. “Há uma oferta muito grande no mercado, mas nosso diferencial é ter uma marca conhecida há muitos anos e a boa qualidade dos produtos”, diz ele. A Primicia, voltada para as classes A e B, não pretende chegar a outros públicos. “Nossos clientes finais são preocupados com qualidade e nem tanto com preços”, completa. Apesar de já ter exportado no passado, “quando o câmbio era favorável”, chegar a outros países não está no radar. “ Ganhar espaço onde a marca não é conhecida e com concorrentes consolidados é caro. Temos apenas distribuição na Argentina”, diz Postel.

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