DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

6,615 views
6,263 views

Published on

O QUE SÃO DEMENCIAS, CAUSAS DE DEMENCIA, ALZHEIMER, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Published in: Health & Medicine
0 Comments
11 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
6,615
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
7
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
11
Embeds 0
No embeds

No notes for slide
  • Added to series 6-29-2003, MC
  • 10/13/11
  • 10/13/11
  • 10/13/11
  • 10/13/11
  • DEMENCIAS E ALZHEIMER DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

    1. 1. DEMÊNCIAS ESTADO CONFUSIONAL CRÔNICO
    2. 2. A DEFINIÇÃO DE DEMÊNCIA – “INSUFICIÊNCIA IRREVERSÍVEL DO CÉREBRO CAUSANDO COMPROMETIMENTO COGNITIVO”
    3. 3. COGNIÇÃO • Funções mentais Atenção Iniciativa Memória Linguagem Cálculo Praxia Funções executivas Capacidade Visuoespacial Orientação tempo e espaço
    4. 4. DEFINIÇÃO PRÁTICA • Deterioração progressiva e anormal de pelo menos duas áreas das funções cognitivas, comprometendo a vida diária do paciente, não sendo causada por doença do humor ou delirium.
    5. 5. OS SINTOMAS...
    6. 6. INCIDÊNCIA • < 1 % das pessoas abaixo de 65 anos • 10-15 % das pessoas acima de 65 anos • 4-20 % entre 65 e 75 anos • 15-30 % entre 75 e 85 anos • >35 % acima da idade de 85 anos
    7. 7. PERDA DE MEMÓRIA... “A queixa de perda de memória deste idoso está relacionada a um esquecimento normal que acompanha o envelhecimento, depressão, ou às primeiras manifestações da Doença de Alzheimer (DA) ou outra forma de demência?”
    8. 8. GRAUS DO DECLINIO COGNITIVO • Normal, declínio cognitivo associado à idade • Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) • Demência
    9. 9. Continuum Cognitivo Comprometimento Cognitivo Leve -CCL Normal Doença de Alzheimer - DA
    10. 10. CCL Vs DEMÊNCIA CCL: • Déficit de memória isolado que não afeta as aivds. • Ausência de outros déficits cognitivos. • 10 a 30% das pessoas com CCL desenvolvem demência entre 1-2 anos. • 25% dos sujeitos com CCL não desenvolverão demência em 10 anos.
    11. 11. TRATAMENTO DO CCL • Não existe tratamento eficaz. • O importante é tratar os fatores de risco do declínio cognitivo : Hipertensão, diabetes, outras anormalidades metabólicas, déficits vitamínicos, isolamento, depressão e abuso do álcool. • Medidas preventivas com Ainh, Gingko e vitamina E não são eficazes.
    12. 12. 10% Doença de Alzheimer -VascularDoença de Alzheimer (DA) 53% 8% Demência vascular 8% Demência Fronto- temporal 6% Outras 5% DCL10% DA + DCL DEMÊNCIAS
    13. 13. DIGA A CAUSA DA DEMÊNCIA • Uma mulher de 84 anos com FA mostra declínio cognitivo em degraus, agora apresenta dificuldade para caminhar • Piloto com 66 anos não consegue nomear uma flor, mas ainda consegue pilotar com pequena dificuldade. Ele parece se isolar, e esta entristecido. • Homem de 78 anos, professor, não consegue nomear a escola que ensinou por 20 anos. Agora ele tem se perdido pelas ruas próximas a sua casa • 60 anos de idade, mulher, desenvolveu confusão mental aguda após um transplante de córnea • Mulher de 68 anos de idade, fez gastrectomia parcial há 10 anos atrás esta confusa, e isolada
    14. 14. ALGUMAS SURPRESAS… • Depressão • Iatrogênica (anticolinérgicos, sedativos, narcóticos, bloqueadores H2 , polifarmácia) • Hipotireoidismo • Deficiência de B12 • Neurosífilis • Demência alcoólica • Hidrocefalia de pressão normal • Hematoma subdural
    15. 15. O DIAGNÓSTICO • História e exame clínico • Testagem cognitiva • Exames complementares: • Sangue (função renal e hepática, B12, Hemograma, Folato, TSH, VDRL, cálcio, electrólitos, medicamentos) • Imagem (TC ou RNM)
    16. 16. EXAME FÍSICO • Exame Neurológico completo – Déficits motores e sensitivos – Sinais de parkinsonismo • Facie marmórea, pill rolling tremor de repouso, rigidez, roda denteada, festinação, micrografia • Exame Geral – Hipertensão e doença cardíaca – Tireóide e doença metabólica
    17. 17. TESTAGEM COGNITIVA • Testes de Triagem – Mini Exame do Estado Mental (MEEM) Escore 30/30. “Normal”- escores variam com idade e anos de educação. – Teste do relógio
    18. 18. MEEM • Orientação no tempo e espaço: 5 pontos cada • Registro: 3 pontos • Cálculo ou soletrar ao contrário: 5 pontos • Recordação de curto prazo: 3 pontos • Linguagem: 5 pontos • Praxias: 3 pontos • Visuoespacial: 1 ponto
    19. 19. MEEM • Não testam funções executivas e frontais • Testagem pobre da habilidade visuoespacial • Escores estandartizados para idade e anos de educação • O teste de triagem para demência mais utilizado • Leva de 15 a 20 minutos para ser aplicado
    20. 20. Interpretação do MEEM • <24 altamente escolarizado: possível Demência • <18 ensino fundamental : possível Demência • <14 Analfabeto : possível Demência
    21. 21. MEEM E PROGRESSÃO DA DEMÊNCIA • Comprometimento Cognitivo Leve (pré-clinico)    MMSE: 26–30 • Demência Leve ( 1–3 anos apartir do início dos sintomas)     MMSE: 22–28 • Demência Moderada ( 2–8 anos)    MMSE: 10–21 • Demência Severa (6–12 anos)    MMSE: 0–9
    22. 22. TESTE DO RELÓGIO • Testa funções executivas • Testa habilidade visuoespacial • Dificuldades na avaliação • Leva poucos minutos para aplicação
    23. 23. DESENHO DO RELÓGIO • Colocar os números na posição correta • Colocar os ponteiros na posição indicada
    24. 24. QUANDO INDICAR AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA? • Quando o diagnóstico diferencial é complexo, por exemplo diferenciar depressão de demência • Comprometimentos “muito leves” • Pode auxiliar na determinação da “competencia” • Pode ter utilidade no “manejo” e nas orientações para os familiares
    25. 25. TIPOS DE DEMÊNCIA • Doença de Alzheimer (DA) • Demência de Corpos de Lewy (DCL) • Vascular • Mista • Demência Fronto-temporal
    26. 26. DOENÇA DE ALZHEIMER
    27. 27. Déficits proeminentes de memória, frequentemente a queixa principal , seguidas de déficits de iniciativa e visuoespacial Dificuldade de encontrar palavras , compreensão, fala vazia. Dificuldade de julgamento, abstração, funções executivas (não consegue avaliar riscos) A DOENÇA DE ALZHEIMER
    28. 28. ESTÁGIOS...
    29. 29. Placas senis Fusos neurofibrilares
    30. 30. CURSO CLÍNICO DA DA • Deterioração cognitiva progride e afeta todas as áreas da cognição • Aivds pioram progressivamente (dirigir, telefonar, fazer o banco) • Nas fases moderadas a severas o paciente não realiza Avds. • No estágio final a doença compromete todas as funções cerebrais
    31. 31. NEUROIMAGEM
    32. 32. NEUROIMAGEM • Inicia com atrofia hipocampal e do córtex entorrinal. • Associada ao genótipo ApoE4 em idosos. • Associada com a presenilina 1 e 2 nos adultos jovens.
    33. 33. DIFERENCIANDO DA DE DFT • DA: Memória, linguagem, visuoespacial, indiferença, paranóia, agitação • Demência Fronto-temporal: alteração de personalidade, Disfunção executiva, hiperoralidade, preserva tarefas visuoespaciais
    34. 34. DIFERENCIANDO DCL DE VASCULAR • DCL: Alucinações visuais, Delírios, parkinsonismo, Flutuações dos sintomas, sensibilidade a antipsicóticos • Vascular: início abrupto, deterioração em degraus, afasia proeminente, sintomas motores
    35. 35. TRATAMENTO • Corrigir anormalidades bioquímicas (TSH, B12, Folato) • Inibidores de acetilcolinesterase – Alta disponibilidade de acetilcolina na fenda sináptica – Agentes modificadores de doença, não curam! • Donepezila. Uma dose diária • Rivastigmina. Duas vezes ao dia • Galantamina. Duas vezes ao dia
    36. 36. MEMANTINA • Aprovada pelo FDA Para as formas moderadas a severas de D.A. • ANTAGONISTA NMDA • Terapia combinada
    37. 37. OUTRAS OPÇÕES… • Vit E 2000 u/dia: Antioxidante. Risco de sangramento. Sem eficácia comprovada na cognição. • Anti-inflamatórios: sem eficácia comprovada. • Ginko Biloba: sem eficácia.
    38. 38. Controle Comportamental
    39. 39. O que são SCPD? Sintomas comportamentais e psicológicos da Demência (SCPD) são definidos pela International Psychogeriatric Association (IPA) como: Sintomas comportamentais : agitação , agressão física, gritar , vagância , comportamentos culturalmente inapropriados , desinibição sexual Sintomas Psicológicos :Humor Depressivo , alucinações e Delírios www.ipa-online.org
    40. 40. CAUSAS DE SCPD • Físicas – medicamentos (especialmente delirium) – Comprometimento visual / auditivo – Fadiga – Dor – constipação/ Infecção do trato urinário OBS: Devido a dificuldade de comunicação, as queixas são difíceis de serem relatadas
    41. 41. CAUSAS DE SCPD • Ambiental – Modificação / ou ambiente novo – Muita / pouca estimulação – Falta de pontos para orientação – Pouca luminosidade – Ambiente restritivo/ sem áreas para circular – Temperatura / muito quente ou frio
    42. 42. Controle Comportamental • Técnicas de modificação comportamental • Ambientoterapia
    43. 43. O melhor número de medicamentos para se usar é ZERO (ou as vezes um)
    44. 44. OS CINCO ESTÁGIOS DO ENFRENTAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER Susan Mahler & Paul Teusink Helping Families Cope With Alzheimer's Disease: Hosp Community Psychiatry 35:152-156, February 1984
    45. 45. A NEGAÇÃO A negação é uma recusa inconsciente para aceitar fatos, informações, realidades, relativos à situação da DA.
    46. 46. O SUPERCUIDADO Os familiares podem se envolver em tentativas heróicas para reverter o processo da DA. UM FUROR CUIDANDIS! Envolvimento de apenas um membro da família, que se sobrecarrega e vive apenas para cuidar
    47. 47. A RAIVA Indignação contra o destino ( porque isto está acontecendo comigo) Raiva contra o profissional que dá o diagnóstico
    48. 48. A CULPA Sente-se impotente perante a nova realidade Não valorizou os sintomas, achando que poderia ter mudado o curso da doença Raiva + culpa = depressão
    49. 49. A ACEITAÇÃO Passar pelos estágios anteriores Conhecer o máximo possível sobre a doença Procurar grupos de auto-ajuda da ABRAz Ter um profissional de confiança Aprender a delegar o cuidado
    50. 50. Os cuidados são prestados na maior parte por membros da família (mulher) Os membros da família geralmente trabalham como cuidadores para uma média de 47horas por semana. O FAMILIAR CUIDADOR
    51. 51. ESTRESSE NA FAMÍLIA...
    52. 52. SINTOMAS DE ESTRESSE NO CUIDADOR Depressão Isolamento Impaciência Irritabilidade Fadiga Perda de propósito ou sentido da vida Baixa auto-estima
    53. 53. CAUSAS DE ESTRESSE NOCAUSAS DE ESTRESSE NO CUIDADORCUIDADOR Inversão de papéis Expectativas irrealistas (para o cuidador ou outros) Perda de controle Isolamento Demandas financeiras A Negação
    54. 54. COMO ENFRENTAR O ESTRESSECOMO ENFRENTAR O ESTRESSE Exercite-se regularmente Relaxe (passar tempo com a família) Coma alimentos saudáveis Identifique as emoções negativas Buscar apoio da família, dos amigos, de um grupo de apoio
    55. 55. A EXPERIÊNCIA DEA EXPERIÊNCIA DE CONTARMOS OCONTARMOS O DIAGNÓSTICO DADIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMERDOENÇA DE ALZHEIMER
    56. 56. CONTANDO O DIAGNÓSTICO DE DA Diversos estudos com médicos demonstram: 36-56% contaram o diagnóstico de DA ao paciente. 75% disseram como seria a progressão da DA. 20% contaram apenas para o cuidador. Clafferty RA, Brown KW, McCabe E. BMJ 1998; 317:603
    57. 57. O CASO DE CONTAR Organizar benefícios. Planejar o futuro Procuração. Testamento. Serviços de suporte. Instituição de longa permanência. Educação.
    58. 58. O CASO DE NÃO CONTAR Depressão. Suicídio. Não existência de cura. Perda da carteira de motorista, emprego, seguro saúde. O paciente pode não compreender o diagnóstico.
    59. 59. A EXPERIÊNCIA DO FAMILIAR TRISTEZA “Fiquei entristecida por ela...pois eu pude ver como isso a afeta … e estouestou tristetriste por perceber que essa doença irá envolver a minha vida também.” ACEITAÇÃO “Bem, isso é um fato que tenho detenho de aceitaraceitar.. Eu posso enfrentar esta doença!”
    60. 60. SE ALGUÉM DE MINHA FAMÍLIA TIVER ALZHEIMER, EU VOU TER TAMBÉM? Se os seus pais desenvolveram Alzheimer na velhice, sua chance de desenvolver é um pouco maior que uma pessoa sem Alzheimer na família. Existem alguns casos mais raros em que a doença de Alzheimer ocorre dentro das famílias.
    61. 61. 10 FORMAS DE AJUDAR A UMA FAMÍLIA QUE CONVIVE COM A DA 1 Mostre que você se importa! 2 Trate o portador de Alzheimer com respeito e dignidade 3 Faça diferença em pequenas coisas 4 Seja específico ao oferecer ajuda
    62. 62. 10 FORMAS DE AJUDAR A UMA FAMÍLIA QUE CONVIVE COM A DA 5 Eduque-se sobre a doença de Alzheimer 6 Inclua todos os membros da família em atividades 7 Seja um bom ouvinte
    63. 63. 10 FORMAS DE AJUDAR A UMA FAMÍLIA QUE CONVIVE COM A DA 8 Encoraje a todos um estilo de vida saudável 9 Permita a família algum tempo para si próprios 10 Mantenha todos os membros da família envolvidos no cuidado
    64. 64. O ENFRENTAMENTO...
    65. 65. GRUPOS DE APOIO À FAMÍLIA www.abraz.com.br 0800 55 1906 abraz@abraz.org.br
    66. 66. MUITO OBRIGADO PELA SUA ATENÇÃO!!!
    67. 67. GERIPAR@HOTMAIL.COMGERIPAR@HOTMAIL.COM RUBENS DE FRAGA JÚNIOR
    68. 68. MUITO OBRIGADO PELA SUA ATENÇÃO!!!
    69. 69. RUBENS DE FRAGA JÚNIOR GERIPAR@HOTMAIL.COMGERIPAR@HOTMAIL.COM

    ×