Situações de violência e atendimento em Saúde Pública

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Apresentação em powerpoint sobre a atuação em saúde pública envolvendo casos de violência social.

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Situações de violência e atendimento em Saúde Pública

  1. 1. VIOLÊNCIA COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA<br />
  2. 2. O que é violência?<br />É o evento representado por ações realizadas por indivíduos, grupos, classes ou nações que ocasionam danos físicos ou morais a si próprios ou a outros.<br />
  3. 3. OMS<br />O fenômeno da violência é classificado como um problema de saúde pública, em consonância com as recomendações do Informe Mundial da OMS (2002) sobre violência e saúde. <br />A violência constitui-se em fenômeno de saúde pública "porque afeta a saúde individual e coletiva“<br />É considerada por alguns como a epidemia da modernidade.<br />
  4. 4. Tipos<br />A violência pode se apresentar como um problema de saúde contra crianças, contra adolescentes, contra a mulher, contra idosos, em homicídios e agressões, como auto-infligida, no trabalho, no trânsito e outros.<br />
  5. 5. Consequências<br />A violência interessa ao setor da saúde, principalmente em razão do número de mortes que provoca, bem como pela necessidade de atendimento médico que têm as pessoas lesionadas.<br />
  6. 6. Impacto<br />As taxas de mortalidade por causas externas cresceram cerca de 50% do fim dos anos 70 para a primeira metade da década de 90.<br />A violência sexual é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente na população de criança, adolescentes e adultos jovens. Ela afeta principalmente as mulheres e geralmente ocorre no espaço domiciliar.<br />
  7. 7. Causas<br /> A violência apresenta-se sempre multifacetada, envolvendo, em sua gênese e desenvolvimento, vários segmentos e aspectos: ela não é somente um problema de segurança, de justiça, de educação ou de saúde, mas representa um verdadeiro mosaico formado por todos esses componentes.<br />
  8. 8. Como lidar?<br />Parcerias efetivas entre diferentes segmentos – governamentais ou não – devem ser construídas e consolidadas, na medida em que significam "a conjugação de esforços que se expressam mediante a implementação de um amplo e diversificado conjunto de ações articuladas voltadas à prevenção dos acidentes e violências e, por conseqüência, à redução de sua ocorrência, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida da população"<br />
  9. 9. Intersetorialidade<br />O enfrentamento da violência exige a efetiva articulação de diferentes setores, tais como saúde, segurança pública, justiça e trabalho; bem como o envolvimento da sociedade civil organizada, configurando redes integradas de atendimento.<br />
  10. 10. AtendimentoemViolência<br />Houve um aumento na demanda de usuários do SUS aos serviços de referência, buscando atenção em saúde, orientação quanto à seus direitos, informações de ordem jurídica, além de garantia da integralidade do atendimento pelas Equipes da Saúde da Família.<br />O atendimento se dá prevenindo agravos externos e no garantir o acompanhamento psico-social de pessoas vitimadas, cumprindo seus direitos como cidadão.<br />
  11. 11. Adolescência<br />As violências devem ser enfrentadas não só como um problema de segurança, mas como uma perspectiva que valorize uma maior integração comunitária, o que não elimina os conflitos, mas contribui para o desenvolvimento de comportamentos mais tolerantes, repercutindo positivamente no próprio desempenho escolar. <br />
  12. 12. Apoio<br />Programas de apoio econômico às famílias em situação de vulnerabilidade têm se mostrado estratégias fundamentais para o enfrentamento de dimensões da violência na escola, trabalho juvenil, exploração sexual e comercial de crianças e adolescentes.<br />
  13. 13. Estratégias<br />Programas de forma integrada, atuando através dos âmbitos individual, familiar, comunitário e social.<br />
  14. 14. Gênero<br />Esta forma de violência "distingue um tipo de dominação, de opressão e de crueldade nas relações entre homens e mulheres, estruturalmente construído". Ao lado desta concepção reafirmam que também esta forma de violência constitui-se uma "questão de saúde pública e de violação explícita dos direitos humanos". <br />
  15. 15. EStratégias<br />Promover a organização de grupos de mulheres, na perspectiva de compreensão de direitos;<br />Fortalecer o acesso a uma rede de apoio social; <br />Promover a organização de grupos de homens.<br />
  16. 16. Idosos<br />Este grupo é especialmente vulnerável por apresentar "múltiplas dependências e incapacidades".<br />É necessária a reconfiguração dos papéis nos ciclos de vida e das políticas sociais que lhes dizem respeito".<br />
  17. 17. Suicídio<br />Epidemiologicamente, desemprego e abuso sexual se destacam como fortes elementos predisponentes.<br />
  18. 18. Fluxo<br />Porta de entrada: É porondepodemchegar as vítimas, onde se dá o primeiroatendimento. Pode ser emlocais de defesa de direitosjurídicosouemlocais de atendimentoemsaúde.<br />Casos de violência a menores de 18 anossão, por lei, registrados no conselhotutelardacriança e adolescente.<br />Modalidades de atendimentodaredede serviços: cuidadosclínicos, saúde mental, assistência social, jurídico.<br />
  19. 19. REDE<br />A eficácia do fluxo no atendimento em violência pede a efetiva articulação de diferentes setores, tais como saúde, segurança pública, justiça e trabalho; bem como o envolvimento da sociedade civil organizada, configurando redes integradas de atendimento.<br />
  20. 20. Ações<br />Capacitação multiprofissional nas instituições de referência, contemplando toda a equipe de saúde, sensibilizando para um acompanhamento humanizado e digno,<br />
  21. 21. Minayo<br />A reflexão desenvolvida não torna a tarefa dos profissionais de saúde mais fácil. Ao contrário, mostra a necessidade de trabalharem não só com modelos epidemiológicos, mas de incluírem a compreensão cada vez mais específica dos fatores e dos contextos na abordagem dos comportamentos, das ações e dos processos violentos. Igualmente, torna-se fundamental aprofundar a importância e o papel da subjetividade e das determinações sociais nas escolhas das possibilidades, por menores que sejam as opções dos indivíduos.<br />
  22. 22. Objetivo<br />Desenvolver reflexões superando a dimensão de cisão estabelecida entre público e privado, macro e micropolítica e subjetivo e objetivo, encontrada em muitas análises.<br />
  23. 23. REferências<br />BARBOSA, Lígia Maria. Implementação do protocolo de assistência às vítimas de violência na atenção básica.<br />JORGE, Maria Helena Prado de Mello. Violência como problema de saúde pública.Cienc. Cult. [online]. 2002, v. 54, n. 1<br />MORGADO, Rosana. Impacto da violência na saúde dos brasileiros. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro,  v. 11,  n. 2, June  2006 .  <br />

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