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  • 1. Página 1 de 24 CRIAÇÃO DE PEIXESFICHA TÉCNICASetor da Economia: PrimárioRamo de Atividade: AquiculturaTipo de Negócio: Produção comercial de peixeInvestimento Inicial: Entre R$ 120 mil a R$ 150 milAPRESENTAÇÃOA criação de peixes já existia há dois mil anos antes de Cristo, quando os egípcioscultivavam tilápias em tanques ornamentais visando o consumo em ocasiõesespeciais. No Brasil, entretanto, os primeiros registros da piscicultura datam dadécada de 30, quando foram feitas as experiências iniciais para obter a desova deespécies nativas em cativeiro. Nas décadas de 30 e 40 foram introduzidas no Brasila carpa comum, a tilápia do nilo e a truta arco-íris. Nos anos 60 é que foramimportadas as carpas chinesas.A aceitação da carne destas espécies, porém, não correspondeu às expectativasdos criadores. Apesar do rápido crescimento e da facilidade em seu manejo, a carpacomum não conseguiu boa inserção no mercado consumidor de peixes por causado sabor de sua carne. O mesmo aconteceu com as carpas chinesas que, tambémrápidas no crescimento, encontraram resistências por parte dos consumidoresbrasileiros que consideraram sua carne de qualidade inferior. Melhor destinoencontrou a criação de trutas arco-íris que tem boa aceitação nos estados do sul eno sudeste do país.A pesquisa de desenvolvimento da piscicultura progrediu e hoje várias espéciesnativas, como o tambaqui, o pacu, a curimatã e o piau estão sendo produzidos emlarga escala pelos criadores nacionais. Embora em algumas partes do país,principalmente na criação das espécies exóticas, os resultados colhidos sejamexcelentes, não se pode dizer que a piscicultura brasileira seja desenvolvida. Acriação destinada ao consumo doméstico é de baixa produtividade, comparada aíndices obtidos em outros paises, mas mercado brasileiro ainda tem muito espaçopara novos empreendimentos.Os fatores primordiais para o sucesso de uma criação de peixes são a qualidade doproduto, o preço competitivo, a localização adequada, a facilidade para distribuiçãoe a diversificação de espécies. E de todos esses fatores, a qualidade sanitária doproduto é a principal. Para isso, são essenciais os cuidados veterinários com acriação, a limpeza geral dos tanques, a boa saúde dos empregados e a qualidadedas rações, além de boas instalações e manutenção adequada.MERCADOO progresso nas técnicas de reprodução, manejo e alimentação em conjunto com amelhoria de instalações, tem gerado condições básicas para se expandir apiscicultura, visando ganhos econômicos com o suprimento de um mercadopromissor. Esse mercado é representado pelo aumento crescente da demandatanto de peixes in natura, destinados a peixarias, supermercados, feiras e outros,quanto o consumo industrial, para a produção de filés, e o abastecimento dospesque-pagues, que se multiplicam em áreas próximas dos centros urbanos, comoatividade recreativa. De acordo com José Lopes Germano, gerente de pecuária daEmpresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (EMATER-DF), os projetos de desenvolvimento da piscicultura podem ser realizados em vários www.es.sebrae.com.br
  • 2. Página 2 de 24tamanhos, mas só passam a ser rentáveis quando feitos em tanques a partir de1.000 m2.PRINCIPAIS PEIXES INDICADOS PARA CULTIVOPara que uma espécie de peixe seja considerada adequada para o cultivo, ela deveapresentar algumas características às quais o produtor deve estar sempre atento. Aprimeira destas características é que a espécie deve ser facilmente propagável,natural ou artificialmente, isto é, poder produzir anualmente um grande número dealevinos. Também é importante apresentar bom crescimento em condições decativeiro e ser resistente ao manejo e às enfermidades mais comuns.As orientações técnicas também indicam ser necessário que estas espéciesapresentem um hábito alimentar onívero, herbívoro, iliófago, detritívoro,filoplantófago, zooplantófago ou plantófago. Se a espécie for carnívora, ela deveráser de alto valor comercial e aceitar alimento não-vivo, de preferência raçãopeletizada.A seguir, de forma bastante resumida, será apresentado às características dasespécies mais facilmente encontradas nas unidades produtoras de alevinos noBrasil. Vale relembrar que os técnicos das empresas de manejo e mesmo dasassociações de aqüicultores têm informações mais completas sobre estas espécies.TILÁPIAÉ um peixe que se reproduz com muita facilidade, mesmo em tanques, apesar denão apresentar um ritmo de crescimento muito rápido.Os meses frios (maio a julho) são desaconselháveis para a reprodução, pois osanimais ficam praticamente em repouso. Em propriedades onde se pretende realizar2 ciclos de engorda, iniciar o primeiro ciclo de reprodução em fevereiro e o segundoem agosto. Para um só ciclo de engorda, iniciar a reprodução em Janeiro.TILÁPIA NILÓTICAEntre as várias espécies existentes, esta é a mais utilizada para o cultivo, porapresentar um melhor desempenho, principalmente os machos. É um peixe africanomuito rústico e com carne saborosa. Possui hábito alimentar planctófago, doplâncton e em menor proporção de detritos orgânicos, aceita bem rações artificiais.Atinge cerca de 400g a 600g no período de seis a oito meses de cultivo. É tambémutilizado como peixe forrageiro, servindo de alimento na criação de peixescarnívoros. A maior restrição ao seu cultivo é sua reprodução precoce, a partir dequatro meses de idade, o que gera o superpovoamento de tanques. Este problemapode ser contornado com a utilização apenas de alevinos machos, sexados (separarmacho e fêmea) manualmente ou revertidos através de hormônio sexual,encontrados facilmente encontrados em vários fornecedores de alevinos.CARPA COMUMEspécie bastante difundida em todo o mundo, de origem asiática. Tem boaresistência a doenças, facilidade de manejo e reprodução. Suas variedades maiscultivadas são: a carpa espelho, a carpa escama e a carpa colorida. Tem hábitosalimentares bentófago e onívoro. Preferindo pequenos vermes, minhocas emoluscos, além de ração.Apresenta crescimento rápido, atingindo cerca de 1,5 Kg em um ano. Reproduz-seem viveiro.CARPA PRATEADATem baixo custo de produção e pode ser consorciada com outros peixes, como acarpa comum, por exemplo. www.es.sebrae.com.br
  • 3. Página 3 de 24CARPA CABEÇA GRANDEÍndices produtivos semelhantes à carpa prateada e produz mais quandoconsorciada com esta. Alimenta-se de algas e zooplâncton. Não aceita bem outrostipos de alimentos e rações. Peixe de carne magra e saborosa, tem boa velocidadede crescimento, podendo atingir até 2 kg em um ano. No Brasil, os machos atingema maturidade sexual com dois anos e as fêmeas com três anos de idade. Emcativeiro a reprodução é artificial pelo processo de hipofisação.TAMBAQUIPeixe muito apropriado para o cultivo, pois apresenta carne saborosa, crescimentorápido, fácil manuseio e grande rusticidade. Em condições ideais de criação emcativeiro, o tambaqui chega a atingir 1,4 Kg em um ano. A espécie é originária daAmazônia e, por isso, resiste pouco ao frio. Temperaturas inferiores a 15ºC causamalta mortalidade.A reprodução natural ocorre quando atinge cerca de 55 cm de comprimento e idadeentre 4 e 5 anos, à época das chuvas. Em condições de cultivo, são utilizadosreprodutores com idades superiores a 3 anos. A técnica de reprodução artificial éconhecida, podendo ser efetuada até 2 vezes por ano por fêmea.A alimentação do tambaqui é do tipo onívora, ou seja, é baseada, principalmente,no consumo de frutas, sementes e organismos aquáticos de pequeno porte. Emsistemas de cultivo, aceitam muitos tipos de alimentos como grãos, frutos, batatas,subprodutos agrícolas, dejetos de animais domésticos e rações. Existem, inclusive,algumas empresas que oferecem rações com o requerimento nutricional específicopara o tambaqui.CURIMATÃ OU CURIMBATÁTem hábito alimentar adequado para piscicultura, pois se alimenta de matériaorgânica viva ou morta, que se deposita no fundo do tanque. Pode atingir até 800gramas em um ano.TAMBACUObtido através do cruzamento entre fêmea de tambaqui e macho de pacu. Temrápido crescimento e adapta-se melhor a climas mais frios, com temperaturasinferiores a 20ºC. A criação deve ser controlada, pois se o híbrido escapar, podeameaçar as duas espécies das quais se originou. Em viveiros obtém-se um bomresultado com ração extrusada.Recomenda-se densidade no tanque de um peixepor metro cúbico. Na criação intensiva, consorcia-se com outras espécies. Por setratar de um peixe de hábitos alimentares de superfície, convive muito bem comespécies de fundo, carpa ou curimatã. Sua comercialização visa atender pesqueirose clubes de pesca, sendo vendido preferencialmente com peso entre 800g e 1,5 Kg.TRAÍRATem carne saborosa e conhecida, mas seu manejo, principalmente com outrospeixes, é difícil. É a espécie mais cultivada no sistema de tanque-rede, alcançandobons resultados.MATRINCHÃEspécie de carne rosada e bastante apreciada. Tem coloração dourada no dorso eprateada nos flancos. As nadadeiras são vermelhas, justificando um de seus nomesindígenas: “piraputanga”, que significa “peixe vermelho”. Pode chegar a 60 cm decomprimento. No seu ambiente natural alimenta-se de sementes e frutos. www.es.sebrae.com.br
  • 4. Página 4 de 24Atualmente, tem sido introduzido na piscicultura em cativeiro em regime intensivo,obtendo grande resultado quanto ao crescimento e à comercialização. Em cativeiroaceita muito bem a ração extrusada (25% proteína bruta), podendo atingir, com bommanejo, até 1 Kg em um ano de idade. Sua comercialização tem como principalmercado o setor de Pesque-Pague, justamente por ser um peixe altamenteesportivo.TUCUNARÉOriginário da Bacia Amazônica, hoje aclimatado em quase todas as regiões doBrasil, tem características de agressividade e predador nato. Atualmente, vemsendo introduzido em clubes de pesca, com grande apelo junto ao público porcausa de sua esportividade. Sua carne é de qualidade, considerada nobre e depaladar requintado.Por ser um peixe carnívoro, é recomendado para povoamento de represas, açudesou tanques, onde haja superpopulação de outras espécies, como tilápia e o lambari,que servirão de alimentação natural para ele, mantendo o equilíbrio. Na prática oTucunaré é criado sem despesas adicionais, pois alimenta-se dos organismos vivosdisponíveis na água do tanque, não aceitando rações ou similar.O que determina as diversas cores do Tucunaré são o local e a água onde vive. Écomum, em todos os tipos, a mancha que lembra um olho, na base da cauda.Esta espécie consegue se reproduzir em água parada, com desova anual, fazendoninho e cuidando dos filhotes. Normalmente, sua ninhada é pequena.Tendo boa disponibilidade de alimentação, chega a atingir de um a 1,2 Kg em umano. A alevinagem é feita a partir da captura de desova natural.SURUBIMExistem duas espécies em cultivo comercial, atualmente, no país, o surubim pintadoe o surubim chácara. O surubim pertence a ordem Siluriforme, a mesma dos bagrese mandis, apresentando, como principais características, o corpo desprovido deescamas, que o classifica como”peixe de couro”, e a presença de barbilhões pertoda boca, que o auxilia na busca de alimentos.Os surubins apresentam ferrões nas nadadeiras dorsal e peitoral, mas não têmtoxinas, como no caso dos mandis. O chácara pode atingir até 30 quilos de peso epossui o corpo ornado com listras verticais escuras. O pintado, como diz o nome,apresenta pintas escuras pelo corpo.Os surubins são peixes de piracema, ou seja, percorrem longos trechos em direçãoàs nascentes dos rios, para se reproduzirem. São peixes de desova total que érealizada uma única vez no ano.Uma fêmea adulta chega a desovar de 70 mil a 80 mil ovos por quilo corporal. Estaalta fecundidade compensa a baixa sobrevivência de larvas e alevinos, muitosujeitos à predação no ambiente natural.A reprodução do surubim em cativeiro, a exemplo de outros peixes de piracema, sóé possível pela indução da desova, através da aplicação de hormônios.O hábito alimentar dessas espécies é carvívora-piscívoro, ou seja, se alimentam deoutros peixes menores. Para o cultivo em cativeiro, os alevinos têm que serhabituados ao consumo de ração comercial para peixes carnívoros.Os surubins alimentados com ração comercial apresentam crescimento rápido e boaconversão alimentar. Consomem cerca de 1,5 Kg a 2,0 Kg de ração para engordarum quilo e atingem de 3 Kg a 4 Kg com 12 a 14 meses de idade.São peixes que toleram bem a baixa disponibilidade de oxigênio na água, omanuseio durante a despesca e o transporte vivo por longas distâncias. www.es.sebrae.com.br
  • 5. Página 5 de 24O rendimento do filé da espécie chega a 50%, bastante superior às demais espéciescultivadas.DOURADOO dourado pertence à ordem Characiforme, que engloba várias espécies deescama, encontrados nos rios brasileiros. Com exceção dos rios da baciaamazônica, o dourado encontra-se presente na maioria das bacias hidrográficas dopaís. Apresenta corpo amarelo-ouro cintilante e dorso dourado-esverdeado. Asfêmeas, normalmente, são maiores que os machos, podendo atingir 110 cm decomprimento e peso de até 25 Kg.O dourado também é um peixe de piracema, com desova semelhante à do surubim,de 70 mil a 80 mil ovos por quilo de peso corporal, o que compensa a alta predaçãonatural de larvas e alevinos.A desova artificial é induzida por hormônios. Mas, ocorre um gargalo na exploraçãocomercial desse peixe, por causa de sérias dificuldades no desenvolvimento daspós-larvas em alevinos.O dourado é um peixe tipicamente carnívoro e alimenta-se, no seu habitat, depeixes menores, como lambaris, piraputangas, curimbatás e outros.Para criação comercial em cativeiro, os alevinos são treinados para consumir raçõescomerciais para peixes carnívoros. Dourados atingem cerca de 0,8 Kg a 1 Kg, com10 a 12 meses de engorda. Sua conversão alimentar é pior do que a do surubim,sendo necessários 1,8 Kg a 2 Kg de ração para engordar um quilo.O dourado deve ser manuseado com cuidado para transporte vivo, pois é bemsuscetível ao mau, manejo. Pode não resistir ao transporte, acarretando altas taxasde mortalidade nos tanques, se sofrer muito estresse.TRUTAÉ um peixe originário dos rios e lagos gelados da América do Norte. Foidisseminada, em seguida, para países da Europa, Japão, Argentina e Chile, sendointroduzida na Brasil por volta de 1940, com ovas trazidas da Dinamarca, levadasprimeiramente para algumas regiões do Estado do Rio de Janeiro. Existem váriostipos de trutas: a Marrom, a Fontinalis, a Tigre, a Apche e a Arco-íris, sendo estaúltima a mais adaptada ao clima brasileiro, com boa resistência a doenças e fáciladaptação à alimentação artificial.A truta é um Salmonídeo, ou seja, da mesma família do Salmon e, por isso, suasobrevivência depende de muitas peculiaridades, como clima ameno, altitudessuperiores a 1.000 metros e água cristalinas, muito oxigenadas e com temperaturasbaixa, inclusive no verão. A água deve ser sempre renovável e abundante, com, nomínimo, 6 mg de oxigênio por litro dissolvidos, o que só é possível quando suatemperatura é menor que 20ºC. O ideal é que a oxigenação alcance 9 mg/1 de águae a temperatura, na fase de engorda, fique entre 14ºC e 18ºC. pH deverá estar entre6,5 e 8,5. A criação da truta é feita no sistema intensivo, em tanques de alvenaria, concretoou revestido de pedras não porosas, como a ardósia.Os tanques poderão ter forma retangular ou circular, com várias entradas de água,para facilitar a oxigenação e a circulação. As dimensões dos tanque vão dependerdas condições do terreno e da disponibilidade e qualidade da água.Os tanques regulares poderão ter de 10 a30 metros de comprimento por 2 a5metros de largura. Os tanques circulares deverão ter 8 a10 metros de diâmetro. Aprofundidade pode variar, em ambos os casos, de 0,6 a1,2 metro, sendo ideal 1,0metro.O período de reprodução da truta se concentra nos meses de maio a agosto, www.es.sebrae.com.br
  • 6. Página 6 de 24quando os alevinos estão disponíveis para a compra. O criador dedicado à engordacomprará os alevinos com 3 cm a 5cm de comprimento e 1,5 gramas de peso,provenientes de critérios idôneos.Inicialmente, os alevinos são criados em tanques de pré-engorda, com densidadede 250 peixes por metro quadrado, desde que o volume de água disponível sejasuficiente para renovar duas vezes a água do tanque a cada hora.Quando atingem de 26 a27 cm, são transferidos para os tanques de engorda, comdensidade de 120 peixes por metro quadrado, com o mesmo volume de águaanterior. O povoamento ideal é de 25 kg de peixe por metro cúbico de tanque.A truta é um peixe carnívoro e muito exigente quanto ao alimento. Já existem nomercado várias empresas dedicadas à produção de ração específica para a truta,recomendadas para duas ou três fases de seu crescimento.A fase de engorda dura de 10 a 12 meses, quando os peixes atingem cerca de 250a300 gramas de peso, tamanho preferido pelos restaurantes especializados.LOCALIZAÇÃOPara decidir o local de seu criatório, o produtor deverá avaliar os seguintesaspectos:- Existência de água suficiente para abastecer os viveiros;- Existência de lugares adequados para a construção de viveiros;- Existência de lagoa ou açude no local;- Adequação do terreno para a retenção de água (argiloso, por exemplo);- Necessidade de bombas para abastecer os viveiros de água;- Existência de fornecedores de alevinos nas proximidades;E o mais importante: existência de mercado consumidor para a sua produção.Recomenda-se que seja consultado um centro tecnológico de aqüicultura da regiãopara uma orientação mais detalhada sobre a localização, bem como as informaçõestécnicas para construção do criatório como: topografia, tipo de solo, a quantidade ea qualidade da água, as condições climáticas da região e as características davegetação (áreas de preservação), além de fatores ligados à logística doempreendimento, como facilidade de acesso e proximidade a grandes centros.ESTRUTURAAlguns fatores são primordiais para o sucesso de uma criaçãode peixes, dentre eles a qualidade do produto, o preço competitivo, a localizaçãoadequada, a facilidade para distribuição e comercialização e a diversificação deespécies. E de todos esses fatores, a qualidade sanitária do produto é a principal.Para isso, são essenciais os cuidados veterinários com a criação, a limpeza geraldos tanques, a boa saúde dos empregados e a qualidade das rações, além de boasinstalações e manutenção adequada.Em relação à localização, os especialistas emaqüicultura do Ibama, Carlos Eduardo Martins de Proença e Paulo Roberto LealBittencourt, informam no livro Manual de PisciculturaTropical, que os principaisrecursos e condições requeridas para sucesso de um projeto de piscicultura são:TopografiaA localização determina, essencialmente, a viabilidade econômico-financeira doinvestimento no que se refere ao trabalho de movimentação de terra na construçãodas instalações. Em áreas de topografia praticamente plana esses trabalhos serãominimizados. Em terrenos acidentados, evidentemente, haverá maior volume detrabalho de terraplanagem. É a topografia que determinará o volume de terra a sermovimentado na construção das instalações. Dela sairão os condicionantes de tipo, www.es.sebrae.com.br
  • 7. Página 7 de 24superfície, forma e o número de viveiros. De um modo geral, terrenos cominclinação de até 5% são os mais indicados, por serem menosonerosos epossibilitarem maior superfície de área inundada. Ainda neste fator deve-seobservar a distância e a cota entre o ponto de captação da água e o local dostanques e viveiros, correlacionando-se essa cota com o nível mais elevado da áreade tanques, de modo a permitir o abastecimento de água através da gravidade.Emresumo, será necessária, para a construção do parque aquático, determinar adeclividade do terreno, a diferença de nível existente nos diversos pontos quedelimitamos viveiros e a linha de contorno e a medida horizontal e angular. Osequipamentos utilizados na medição da área vão de uma simples trena, mangueiratransparente e estacas de madeira até o teodolito, que é o instrumento maisapropriado para esse tipo de trabalho.Para se atingir um levantamento topográficoacuradodo terreno deve-se proceder à fixação de uma referência de nível e da linha Norte-Sul. Também deve-se determinar a poligonal de apoio, ou seja, a linha poligonal decontorno da área, as dimensões, rumos e ângulos dos lados dessa poligonal. Pôrúltimo, deve-se plotar as curvas de nível a cada metro de desnível do terreno. Comestas ações serão obtidos a área e o perfil do terreno.O levantamento deve incluir,ainda, o cadastro dos chamados elementos notáveis existentes no terreno, comopostes, divisas e riachos, entre outros. Deve-se evitar que o local para implantaçãodo projeto apresente falhas, grandes formigueiros, afloramento de rocha e raízes deárvores de grande porte.SoloO solo mais adequado para tanques e viveiros é o que apresenta condiçõesintermediárias entre o arenoso e o argiloso. É necessário que ele tenha boaestrutura, que favoreça a escavação do tanque e permita compactar as paredes e ofundo para evitar a infiltração excessiva de água. É importante observar que a terracom predominância de argila é mais difícil de ser escavada e favorece oaparecimento de rachaduras no tanque, quando este é esvaziado. Já o solo muitoarenoso não possui boa capacidade de retenção de água, favorecendo a infiltraçãodo terreno.Quantidade de águaA atividade de piscicultura demanda água de alta qualidade e com quantidadeabundante. O volume de água necessário é calculado em função da área e daprofundidade do viveiro. Em um viveiro de 1 ha e de profundidade média de 1,5 m,são necessários 15.000 m3 (metros cúbicos) de água. Para um viveiro com estasdimensões é recomendável que o enchimento ocorra em 72 horas, portanto a vazãodeve ser superior a 38,6 lis. Fórmulas para o cálculo de vazão podem serencontradas em livros de física ou, especificamente, no livro do Ibama "Manual dePiscicultura Tropical". Depois do enchimento de um tanque ou viveiro, a colocaçãode água deve ser promovida exclusivamente em três situações: para compensarperdas pela evaporação, recuperar o volume perdido com infiltrações, ou recupera ataxa de oxigênio da água, caso seja detectada uma deplexão.Tipos de instalaçãoAs instalações empregadas em um projeto de exploração racional de peixes podemser compostas pôr viveiros ou tanques. Antes de se iniciar a construção de umaçude ou de tanques, deve-se efetuar o planejamento de todas as etapas a cumprir,especialmente no caso dos viveiros. Ainda segundo o Manual de PisciculturaTropical, com base no relevo, tipo de solo, e características da bacia hidrográfica é www.es.sebrae.com.br
  • 8. Página 8 de 24que será estabelecido o layout do conjunto. Isto significa que a disposição do açudee/ou viveiros será feita em função dos pontos de captação da água, da avaliaçãodos serviços de terraplanagem e da quantificação e dimensionamento do orçamentoprévio estimativo das obras. Segundo os autores do manual "existem situações quepermitem, inclusive, a utilização integrada de açudes e viveiros". Além danecessidade de conciliar a disposição dos viveiros com o mecanismo deabastecimento pôr ação da força da gravidade, é importante planejá-los de maneiraque a maior dimensão dos tanques seja paralela às curvas de nível do terreno parapromover economia no trabalho de terraplanagem.Viveiros - são reservatórios escavados em terreno natural, dotados de sistemas deabastecimento e de drenagem. Estruturalmente são divididos em viveiros debarragem (açudes) e de derivação. Viveiros de barragem - são construídos a partirdo erguimento de um dique ou barragem capaz de interceptar um curso de água.Em geral são utilizados pequenos vales para sua alocação. Entre as vantagensdeste tipo de viveiro está o baixo custo de sua construção. Apresentam, porém, umasérie de aspectos negativos. O primeiro deles é o fato de não se ter um controleefetivo da quantidade de água, com o constante perigo de rompimento dabarragem, em função das contribuições recebidas pôr fortes chuvas. Estasinstalações apresentam ainda dificuldade no manejo, especialmente no que serefere à adubação, alimentação artificial e despesca.Viveiros de derivação -geralmente são construídos em terrenos que apresentam grande declividade aolongo do curso dágua, mas em pontos onde é fraco o declive transversal do terreno.Tanto o abastecimento, quanto a drenagem deste tipo de instalação são feitos pôrmeio de canais. As principais vantagens deste tipo de viveiro são a facilidade demanejo e o controle da entrada e saída do fluxo de água.Tanques - A principal diferença deste tipo de instalação para os viveiros é que têm ofundo revestido em base de alvenaria, pedra, tijolo ou concreto. Inicialmente foramempregados como berçários, mas tornaram-se obsoletos nesta função. Sãorecomendáveis paraterrenos arenosos e com grande infiltração. Seu custo deprodução é alto e se contrapõe à baixa produtividade. A principal desvantagem dostanques é que, pelo fato de serem revestidos, não desenvolvem osmicroorganismos necessários à alimentação dos peixes. Nos locais onde ocorremmuitas variações de temperatura, é recomendável que a profundidade dos tanquesseja aumentada em 0,50 m, para evitar grandes oscilações. Estas mudanças nãosão sentidas principalmente no fundo (geralmente com 1,70 m) onde a maior partedos peixes se refugia, porque lá a temperatura da água costuma manter-sehomogênea e estável. O tamanho do tanque varia de acordo com a quantidade depeixes que se deseja criar. Outros condicionantes são a oferta de água e aquantidade de matéria orgânica disponível na propriedade. Para os viveiros dealevinaciem a área ideal está na faixa de 2.000 a5.000 m2.EQUIPAMENTOSDependendo da estrutura escolhida, uma criação de peixes irá necessitar dosseguintes equipamentos:-Barco-Trator de 66 cv.-Veículo de carga de 3 a 4 toneladas-Bomba d’água-Compressor-Máquina para alimentar-Máquina de moer-Misturador de alimentos www.es.sebrae.com.br
  • 9. Página 9 de 24-Aerador de 2HP-Roçadeiras-Carrinhos de mão, foice, pá e picaretas-Freezer-Caixas de isopor-Balanças-Caixas de fibro-cimento-Redes fixas, de arrasto, tarrafas e peneiras,-TermômetrosAlém da necessidade de uma residência para os empregados, um escritório,umaoficina e galpão para estocagem e manuseio de rações e medicamentos para ospeixes e produtos químicos.A existência de instalação de rede elétrica externa(propriedade com de eletrificação rural) é essencial para o empreendimento.INVESTIMENTOSO investimento inicial é composto, geralmente, dos valores do investimento fixo e docapital de giro. O capital de giro engloba os recursos necessários para a aquisiçãodo estoque inicial dos materiais diretos, para pagamento das despesasadministrativas do início do negócio (custo fixo e mão de obra direta) e paradespesas diversas, como registro e regulamentação, divulgação e marketing eoutras que não foram previstas. Para calcular o custo inicial dos materiais diretos foiconsiderado somente o valor da primeira despesca, uma vez que, a partir daí, aempresa já teria recursos em caixa para fazer frente a esses gastos, ou mesmo,teria condições de comprar a prazo junto a seus fornecedores. Os custos de mão deobra e custos fixos também foram calculados pelos valores integrais da primeiradespesa.A esses custos acrescentamos uma reserva técnica, correspondente a 10% dosdemais custos, para cobrir despesas eventuais e imprevistas. Assim, os recursosnecessários para montar uma criação de peixes nos moldes descritos para esseprojeto ficam em torno de R$ 120 mil a R$ 150 mil, vai depender da estrutura doempreendimento. Esse capital é suficiente para montagem dos viveiros e aquisiçãodos insumos e para formar um pequeno capital de giro para desencadear o negócio.PESSOALComo em qualquer empresa, o elemento humano é de fundamental importânciapara o sucesso da criação de peixes. Neste negócio, entretanto, já de início opiscicultor está livre do problema mais freqüente na maioria dos empreendimentos:a falta de pessoal qualificado.Nos primeiros oito meses, basta um operário. Sem especialização para o trabalhocom os peixes, desempenhando as tarefas de dar comida, tratar a criação e limpar aárea onde forem instalados os viveiros. A mão-de-obra qualificada é contratadaapenas no momento da realização da primeira despesa.Caso o empreendedor resida no local onde for instalado o cultivo, pode até mesmotrabalhar sozinho de início. Como já vimos, a criação de peixe caminhapraticamente autônoma, mas necessita de dedicação integral por parte de quem acontrola.PROCESSOS PRODUTIVOSCRIAÇÃOA aqüicultura pode ser dividida em industrial, produzindo exclusivamente para o www.es.sebrae.com.br
  • 10. Página 10 de 24mercado, e de subsistência, cujo produto é consumido pelo produtor rural e suafamília, ou pelos membros de uma cooperativa, em que a venda se torna limitada àregião da propriedade.Existe um terceiro tipo de aqüicultura, que envolve a produção de alevinos pararepovoar ou estocar águas interiores ou marinhas.1. Aqüicultura IndustrialO uso de uma ração composta de alto teor protéico, com aporte nutritivo à criaçãode peixes é uma escolha inerente à prática da aqüicultura, que tem suas própriascaracterísticas e princípios.No caso da aqüicultura industrial, a alimentação é quase totalmente artificial. O meioaquático, neste caso, intervém como suporte físico-químico, veiculando o oxigênio eeliminando os dejetos do metabolismo dos animais aquáticos.Geralmente, a criação industrial tem somente uma espécie de animal aquático(monocultura) estocada em altas densidades, em tanques com renovação de águaou um sistema de tanques-rede.Este tipo de aqüicultura visa transformar um ingrediente de boa qualidade biológica(por exemplo, a farinha de peixe) em outro produto de valor sensivelmente igual,com uma importante perda energética. Calcula-se que sejam necessários 1,25Kg defarinha de peixe (entre outros ingredientes) para produzir um quilo de matéria secade peixe.Tal atividade necessita do uso de tecnologias muito mais sofisticadas, tanto no queconcerne à infra-estrutura física, quanto à criação propriamente dita. Há altoconsumo de energia (casa de bombas, fabricação do alimento, planta deprocessamento), além de despesas com mão-de-obra, transporte, refrigeração, etc.Na aqüicultura, os investimentos são elevados, ligados estreitamente às condiçõesexternas do meio, como o material, a ração, os serviços. Trata-se de uma atividadeisolada, sem ligação com outras atividades agrícolas vizinhas. Todavia, osrendimentos obtidos podem ser grandes, dependendo do valor comercial da espéciecriada.2. Aqüicultura de SubsistênciaA aqüicultura industrial opõe-se à aqüicultura de subsistência, que visa, sobretudo,o meio ambiente aquático. Neste contexto, a água não é mais consideradaunicamente como o “meio em que vive e cresce o animal aquático”, mas tambémcomo o ambiente em que se desenvolve o seu alimento. Para estimular osprocessos produtivos naturais do viveiro, os fertilizantes orgânicos e minerais são osmeios de assegurar o aporte dos elementos nutritivos necessários. Todavia, oemprego de fertilizantes químicos eleva os custos de produção tornando-a poucoacessível à maioria dos pequenos produtores rurais. Neste tipo de aqüicultura, o usode rações não está excluído, mas entra somente como complemento. Asuplementação com ração para viveiros que recebem a fertilização orgânica permiteum aumento importante na produção, chegando-se a atingir o ganho de peso 36 a40 Kg/hectare/dia. Neste tipo de produção aquícola, é indicada a utilização dopolicultivo, que aproveita com maior eficácia as potencialidades naturais do meio.Ela é bastante integrada às outras atividades locais agrícolas, para-agrícolas e atéindustriais.Existem quatro modos de criação de peixe:Criação Extensiva : Utiliza grandes áreas já existentes na propriedade, bem comorestos orgânicos. Possui custos mais baixos, porém ocasiona baixo rendimento;Criação Semi-Intensiva : A aplicação de técnica começa a ser utilizada, as www.es.sebrae.com.br
  • 11. Página 11 de 24densidades são maiores do que na criação extensiva e a alimentação écomplementada com ração balanceada;Criação Intensiva : A criação passa a ser feita em tanques construídos de acordocom as informações do item Estrutura. Há aplicação de técnicas específicas ealimentação é feita à base de ração balanceada;Criação Super-Intensiva : Ao modo intensivo acrescenta-se aeração mecânica ealta rotação de água.TECNOLOGIAEntre as tecnologias, atualmente em uso na criação de peixes contam-se ossistemas de produção semi-intensivos, que incluem técnicas de exploração combaixa renovação da água (menos de 5% ao dia) e nível baixo de monitoramento desua qualidade, contando-se apenas o monitoramento de sua transparência e, emconseqüência, com uma produtividade anual por hectare inferior a 5.500 Kg depeixe e baixa rentabilidade. Outro sistema semi-intensivo possível de serdesenvolvido incorpora mais tecnologia, com uma taxa de renovação da água doviveiro entre 5% e 10% ao dia, nível intermediário de monitoramento da qualidadeda água, com acompanhamento de sua transparência, das temperaturas máxima emínimas, pH e níveis de alcalinidade, e uso de viveiros-berçários, de forma aaumentar a taxa de sobrevivência dos alevinos, obtendo-se produtividade anuaismédias entre 6 mil a 10 mil Kg/ha/ano. Por último, tem-se o sistema intensivo de criação. Caracteriza-se por umatecnologia de produção que envolve a renovação de mais de 10% da água doviveiro por dia, intensivo monitoramento da qualidade da água, acompanhando-se atransparência, temperaturas máximas e mínimas, pH, alcalinidade, oxigêniodissolvido e amônia, somando o uso de aeradores na proporção de 4 HP/ha e o usode viveiros berçários, alcançando a produtividade média anual acima de 10 milKg/ha.COMEÇANDOO futuro empresário deve ter uma visão empreendedora. Isso significa que seránecessário ficar atento as ações dos concorrentes, dos clientes/consumidores, dasrelações com fornecedores, as novas tecnologias em equipamentos econhecimentos. Isso se faz necessário para que a gestão do negócio estejaalinhada as influências e impactos desses elementos, os quais afetam diretamente oempreendimento. Outro fator importante é ter conhecimento no ramo de atividadeno qual pretende entrar, isso gera mais segurança nas tomadas de decisões econsequentemente contribuem para uma gestão mais saudável. Estar “antenado” éuma das grandes premissas para um desempenho sustentável do empreendimento.É muito interessante observar o mercado que pretende captar e avaliar como outrasempresas desse segmento atuam, de quem compram, como vendem e negociamcom os clientes.CLIENTESO público-alvo compõe-se de três tipos distintos de consumidores: consumidoresindividuais para consumo direto e imediato e que adquirem seus produtos em feiraslivres, peixarias e supermercados; consumidores que adquirem os peixesindustrializados, ou já preparados em restaurantes, bares e similares, e finalmenteuma outra categoria que vem crescendo muito nos últimos anos que são osproprietários de Pesque-pague. www.es.sebrae.com.br
  • 12. Página 12 de 24É importante mencionar a existência de um forte mercado internacional,principalmente para o Japão que pode orientar parte, ou toda a produção de umempreendimento, disposto a fornecer seu produto de forma consorciada a algumaempresa que esteja articulada e industrializando este produto visando oatendimento do mercado exterior.ENTRAVES – DOENÇAS E PARASITORESO estudo de agentes causadores de patologias nos peixes é um campo decrescente importância, em virtude da expansão mundial da piscicultura, pois sabe-se que estes agentes podem provocar elevadas taxas de mortalidade, redução dascapturas ou diminuição dos valores comerciais dos exemplares atacados.É necessário destacar que, no Brasil, existem raríssimos estudos, objetivando testara eficiência e os efeitos secundários de drogas utilizadas no combate aos parasitasde peixes, principalmente no que se refere ao peixes criados na pisciculturaintensiva. No caso da maioria das parasitoses, a principal dificuldade encontrada notratamento decorre da impossibilidade de diagnosticar a doença logo no início.Quando se nota que o peixe está atacado, ele já se apresenta debilitado, razão pelaqual poderá não responder aos vários tipos de tratamentos preconizados.É mais conveniente e mais barato não fazer qualquer tratamento, pois não hácomprovação científica da eficácia, além de não ser possível prever a extensão doprejuízo que estes produtos causam, quando liberados no ambiente. Nesse caso, émelhor sacrificar o plantel, drenar e desinfetar o tanque e, a seguir, recomeçar acriação. Mas na tentativa de implementar algum tipo de tratamento, é indicado oacompanhamento de um especialista para diagnosticar e indicar o melhortratamento possível.DIVULGAÇÃOA estratégia de marketing deve se apoiar em um tripé que reúne bom senso, pé-no-chão e humildade. O marketing é a ferramenta para conseguir minimizar a margemde erro na condução de uma empresa, é a forma de dimensionar os consumidores.O empresário deve pensar em marketing antes mesmo de começar a planejar aprodução dos tanques de peixe. Um importante passo estratégico é definir o nome e a marca da empresa. Paramuitos isto pode parecer secundário, mas esta é a forma pela qual o cliente serácapaz de diferenciar um produtor do outro. Sua marca deve ser criativa e de fácilassimilação.Definida a marca zele para que ela seja fielmente reproduzida em todos os locais eprodutos, de forma a fixar a imagem na mente do consumidor.Investir em publicidade também faz parte de uma boa estratégia de marketing, mas,cuidado, é preciso definir claramente o público que se pretende atingir para nãojogar dinheiro fora.DIVERSIFICAÇÃOA busca constante pela diversificação dos serviços prestados, é uma forma decativar e garantir a clientela. A criação de Peixes Ornamentais tem sido uma forçaascendente rumo ao desenvolvimento do empreendimento:PEIXES ORNAMENTAISO mercado consumidor tem demonstrado um crescimento considerável tanto noexterior como no Brasil e a criação de peixes ornamentais é uma boa alternativa,principalmente para pequenos produtores, sendo que pequenas áreas alagadas, www.es.sebrae.com.br
  • 13. Página 13 de 24técnicas e manejo apropriado e acompanhamento diário podem ser suficiente paratornar a atividade economicamente viável.O Brasil está entre os dez líderes mundiais na exportação de peixes ornamentais.Na última década, o país exportou cerca de US$ 4 milhões/ano. As exportaçõesainda são pequenas, sendo realizadas por um número limitado de piscicultores,revelando que o produtor brasileiro de peixes ornamentais ainda não corresponde àqualidade, à especialidade e à regularidade que o consumidor ávido por novidade eraridade exige, ficando muitas vezes, em desvantagem na competição com aprodução extrativa e também com os peixes importados.Existem no Brasil aproximadamente 1.800 produtores de peixes ornamentais, sendoque 350 estão localizados na região de Muriaé (MG), portanto, o número deprodutores pode variar de um local para outro, assim como o custo de produção deuma espécie de peixe pode variar de região para região pelas diferenças nascondições climáticas e topográficas, tecnologia empregada, distância do local daprodução, mercado, preço do insumo, etc.Embora os dados de exportação estejam relacionados mais com o extrativismo, osprodutores brasileiros têm sua produção quase que totalmente destinado aosmercados internos, o que demonstra uma crescente demanda por parte doshobbystas.As espécies mais comercializadas no mundo são:- Néon (Paracheirodon innesi);- Cardinal tetras (P. axelrodi);- Guppies (Poecilia reticulata);- Platy (Xiphophorus maculatus);- Swordtails (X. hellari);- Siamese Figting Fish (Betta splendens);- Angelfish (Pterophyllum scalare);- Cat Fishes (Corydoras);- Rasbora (Rasbora daniconis);- Barbs (Capotea spp);- Danio (Brachidanio sp);- Gourami (Colisa spp);- Loaches (Botia spp);- Molly (Poecilia sphenops e P. latipinna).LEMBRETESAlgumas considerações técnicas: A quantidade e a qualidade da água deverão ser observadas constantemente. Temperaturas altas diminuem a quantidade de oxigênio disponível na água; O esterco deverá ser usado com moderação, pois poderá diminuir os níveis de oxigênio; Ao afundarmos um objeto claro na água, ele deverá desaparecer entre 15cm e 30cm de profundidade. Isso demonstra que existe matéria orgânica dissolvida no tanque; O uso de ração balanceada aumenta a higiene do tanque e, consequentemente, a qualidade do peixe. Neste sistema, a densidade também poderá ser maior; A ração granulada, atualmente, é a mais utilizada, porque se dissolve pouco na água, não ocasionando perdas excessivas; O policultivo consiste em criação em consórcio de duas ou mais espécies. É www.es.sebrae.com.br
  • 14. Página 14 de 24 aconselhável que sejam escolhidas espécies com hábitos alimentares diferentes, para melhor aproveitamento do alimento.NOTÍCIASLinhas de crédito para criação de peixes serão apresentadas em FórumO assunto faz parte da programação do I Fórum de Piscicultura em Tanque-Rededo Sudoeste Paulista, que acontecerá nos dias 31 de julho e 01 de agosto, emAvaréRepresentantes do Governo Federal, do Banco do Brasil e do Governo do Estadode São Paulo irão ministrar três palestras sobre o tema “Linhas de crédito e fomentopara a piscicultura em tanque-rede”, na próxima sexta-feira (dia 31/07), das 17h00às 18h30, durante o I Fórum de Piscicultura em Tanque-Rede do Sudoeste Paulista.O evento acontecerá no Villla Verde Hotel, nos dias 31/07 e 01/08, das 08h00 às20h00.As palestras visam mostrar as alternativas de crédito para viabilizar este tipo deagronegócio e serão apresentadas por Marcelo Burguess Pires, Coordenador deCrédito do Ministério da Pesca e Aqüicultura; Pedro Paulo Câmara da Silva,Gerente do Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco doBrasil; e Guilherme de Mattos Araújo, do Fundo de Expansão do AgronegócioPaulista/Banco do Agronegócio Familiar, vinculado à Secretaria de Agricultura eAbastecimento do Estado de São Paulo.“A criação do Pronaf Mais Alimento na Pesca e Aqüicultura, linha de créditoespecífica para o setor, via Banco do Brasil, com teto máximo de R$ 100 mil porpescador artesanal, piscicultor ou aqüicultor, prazo de 10 anos para pagar, três anosde carência e juros de 2% ao ano, tanto para a produção de peixes em tanque-redeou escavados, deve impulsionar a atividade e aumentar a produção de pescado nasrepresas de Jurumirim e Xavantes", aponta o biólogo Fernando Franco, membro daCoordenação Técnica do Fórum e atual presidente da Cooperativa de Piscicultoresdo Médio e Alto Paranapanema (COOMAPEIXE), realizadora do evento.A abertura oficial do Fórum será feita pelo Ministro da Pesca e Aqüicultura, AltemirGregolin, além de autoridades estaduais e regionais. Durante os dois dias doevento, serão proferidas ao todo 13 palestras, além do debate “Organização dacadeia produtiva da criação de peixe em tanque-rede na bacia do rioParanapanema”. Ao final do Fórum, haverá uma mesa redonda, com o objetivo deelaborar a “Carta de Avaré, Bacia do rio Paranapanema, São Paulo/Paraná”.O evento tem como objetivos ampliar, estimular, fomentar e incentivar a criaçãocomercial de peixes na Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. Dessa forma,espera-se contribuir para diminuição da pesca predatória, o aumento da produçãode pescado, a conservação dos peixes nativos e a melhoria da qualidade de vida eda renda dos pescadores artesanais, agricultores familiares e pequenos produtoresrurais.O Fórum tem o apoio do Governo Federal (através do Ministério da Pesca eAqüicultura, da EMBRAPA Pantanal e do projeto AquaBrasil), do Governo doEstado de São Paulo (através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, daCATI-Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, da Apta-Agência Paulista deTecnologia dos Agronegócios e do Instituto da Pesca), da Prefeitura Municipal daEstância Turística de Avaré, do Banco do Brasil e do Sebrae-SP.Para obter mais informações e efetuar inscrições, basta acessar o site www.es.sebrae.com.br
  • 15. Página 15 de 24www.forumtanquerede.com.br, ligar para (14) 3732-6659 ou (14) 9137-4734 ou se dirigir àCasa de Agricultura da sua cidade. As reservas no hotel oficial do evento podem serfeitas pelo telefone (14) 3711-1137.CURSOS E TREINAMENTOSO SEBRAE/ES disponibiliza para o empresário uma carteira com mais de 30 títulosde cursos e palestras abordando os mais variados temas e objetivos. A EducaçãoEmpresarial do SEBRAE é um instrumento para que os obstáculos encontradossejam superados com maior facilidade ampliando, consequentemente, o horizontede conhecimentos necessários nessa função.Cursos: Técnicas de Vendas; Marketing: Uma Estratégia de Vendas; Gerência deEquipes de Vendas; Gerência de Rotinas e Procedimentos em Vendas;Atendimento ao Cliente; Como Vender mais e Melhor; Iniciando um PequenoGrande Negócio; Empretec; Administração Básica para Pequenas Empresas; entreoutros.Palestras Gerenciais : Atendimento a Clientes; Comece Certo – Planejamento eAnálise; Determinação do Capital de Giro; Gerenciando o Fluxo de Caixa comEficiência; Promoção de vendas; Entendendo Custos, Despesas e Preço de Venda;A Empresa e os Novos Tempos; Qualidade no relacionamento ao cliente; ComoConquistar e Manter Clientes.A programação anual pode ser consultada no site: www.sebraees.com.br no link Cursos ePalestras.SEBRAE/ESAv. Jerônimo Monteiro, 935, Ed. Sebrae – Centro, Vitória/ESCEP: 29010-003Canal de Relacionamento: 0800 570 0800ABRACOA - Associação Brasileira dos Criadores de Organismos AquáticosAv. Francisco Matarazzo, 455, Parque da Água BrancaSão Paulo –SPCep: 05031-900Tel.: (11) 3672-8274E-mail: abracoa@uol.com.brSite: www.abracoa.kit.net Básico de Piscicultura Ranicultura Aproveitamento do resíduo do pescado Mini-curso: Sistemas de Recirculação de água para peixes e camarões Cultivo de Camarões de Água DoceUOV – Universidade On-line de ViçosaCurso pela Internet de Criação de PeixeTel.: (31) 3899-7000Site: www.uov.com.brPortal do Agronegócio - Empresa Vinculada a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica doCENTEV/UFV www.es.sebrae.com.br
  • 16. Página 16 de 24Campus UFV, Anexo ao Ed. da FUNARBE Sl 206, Viçosa MG, 36570-000 Criação de Peixes Como Criar Tilápias Peixes – Nutrição e Alimentação Como Montar um Pesque Pague na sua Propriedade Como Criar Carpas II - Engorda e Extração da Hipófase e Ovas Como Criar Peixes em Tanque - RedeInformações: www. http://www.portaldoagronegocio.com.br €Acqua & ImagemCursos Telefax: (11) 4587-2496, Fernado Kubitza, E-mail:acquaimagem@acquaimagem.com.brwww.acquaimagem.com.brEVENTOSO SEBRAE/ES desenvolve um Programa de Aquicultura, no qual está inserida aatividade de Carcinicultura de Água Doce, além da Ranicultura, Piscicultura eMaricultura (criação de Ostras e Mexilhões).Mais informações pelo tel: 0800-570-0800Aquipesca & I Simpósio Brasileiro de Produção de PescadoLocal: Centro de Exposições em São Paulo/ SP.informações: www.tecnocarne.com.br9ª Tecnocarne - Feira InternacionalCentro de Exposições Imigrantes – São PauloInformações: www.fispal.comLEGISLAÇÃO ESPECÍFICAEste é o tipo de negócio que depende, e muito, da legislação ambiental parasobreviver. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos NaturaisRenováveis) é o principal órgão regulador deste segmento. Há uma portaria de 1993- Portaria Nº 95 - N/93, de 30 de agosto de 1993, que torna obrigatório o registrodo aquicultor e estabelece as normas de operação na atividade. Além disso, para seconstituir como empresa é necessário atender às exigências da burocracia. Alémdas opções de abertura de firma individual ou societária, o piscicultor pode serconsiderado produtor rural, o que reduz a burocracia e mesmo os custos, pois nãohá necessidade, neste caso, de contador.- Lei Federal nº 8.078/1990 – Código de Defesa do Consumidor . Alterada pela Leinº 8.656/1993, Lei nº 8.703/1993, Lei nº 8.884/1994, Lei nº 9.008/1995, Lei nº9.298/1996, Lei nº 9.870/1999, Lei nº 11.785/2008, Lei nº 11.800/2008 e11.989/2009.REGISTRO ESPECIALa) Registro da empresa nos seguintes órgãos:- Junta Comercial;- Secretaria da Receita Federal (CNPJ);- Secretaria Estadual de Fazenda;- Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento; www.es.sebrae.com.br
  • 17. Página 17 de 24- Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (empresa ficaráobrigada a recolher anualmente a Contribuição Sindical Patronal);- Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema“Conectividade Social – INSS/FGTS”.- Corpo de Bombeiros Militar.b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar o seunegócio para fazer a consulta de local;c) Obtenção do alvará de licença sanitária - Adequar às instalações deacordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre a condições físicas).Em âmbito federal a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária,estadual e municipal fica a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde.(quando for o caso)2ª Etapa:Preparar e enviar requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estadopara, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos.A legalização da atividade de piscicultura é fator tão importante quanto qualqueroutro fator produtivo, pois viabilizará a finalização do processo, que é acomercialização.O produtor rural, que explora a atividade na condição de pessoa física, édenominado Empresário Rural; quando explora a atividade na condição de pessoajurídica, o produtor rural é denominado Sociedade Empresária Rural. Estadefinição será determinante na forma de registro do empreendimento. Um ContadorProfissional poderá ajudá-lo a escolher a melhor forma de registro, além de auxiliá-lo na escolha do regime tributário mais adequado. Na legalização junto aoDepartamento de Meio Ambiente Estadual, é necessária a obtenção das licençasambientais para instalação e operação da atividade e caso seja necessário odesmatamento da área, deve-se solicitar licença ao Instituto Brasileiro do MeioAmbiente - IBAMA. Após a construção das instalações e obtenção da licença deoperação, faz-se necessário o registro como piscicultor junto ao Ministério daAgricultura. O ordenamento jurídico brasileiro institui o regime de fiscalizaçãosanitária para atividades econômicas ligadas aos segmentos de alimentos,principalmente quando derivados de produtos de origem animal. A criação deanimais para abate é atividade inserida na cadeia de produção de alimentos. Diantedisso se sujeita á fiscalização sanitária e responsabilidade técnica. Fiscalizaçãosanitária – O registro do estabelecimento no SIF – Serviço de Inspeção Federalsomente é obrigatório para empresas que executam atividades de recepção,manipulação e expedição de produtos de origem animal (Lei nº1283/50). Empresasque executam atividades de mera criação de animais não estão obrigadas áobtenção de registro do estabelecimento junto ao SIF. Responsabilidade técnica– Acriação de animais para abate está sujeita à responsabilidade técnica a cargo demédico veterinário, por força do disposto na Lei nº. 5.517/68.Avaliação e Seleçãode Locais para Projetos de Piscicultura- Lei nº. 6.938 de 30/08/81. Política Nacionaldo Meio Ambiente.- Lei nº. 6.902/81. Estações ecológicas e áreas de proteção ambiental.- Lei nº.7.661/98 Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro.- Decreto nº. 4.895 de 25/11/2003. Dispõe sobre a autorização de uso de espaçosfísicos de corpos dágua de domínio da União para fins de aqüicultura, e dá outrasprovidências.- Lei nº. 9.605 de 12/02/1998. Sanções penais e administrativasderivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.- Resolução CONAMAnº. 004 de 18/09/85. Define reservas, áreas de preservação permanente e dá outras www.es.sebrae.com.br
  • 18. Página 18 de 24providências.-Lei nº. 4.771, de 15/09/65 (Código Florestal)Construção de Empreendimentos paraPiscicultura- Resolução CONAMA nº. 20 de 18/06/86 – Estabelece classificaçãodas águas doces, salobras e salinas de modo a assegurar seus usos e qualidade.-Resolução CONAMA nº. 237 de 19/12/1997. Licenciamento Ambiental;- Lei nº. 4.771, de 15/09/65 (Código Florestal)Alimentos e Práticas de Alimentação -Decreto nº. 55.871 de 26/03/65. Determina limites máximos de tolerância paracontaminantes inorgânicos que podem ser encontrados nos alimentos.- Lei nº.6.198, de 26/12/1974. Dispõe sobre a inspeção e a fiscalização obrigatórias dosprodutos destinados à alimentação animal e dá outras providências.- Decreto nº. 76.986, de 06/01/1976.Regulamenta a Lei n.º 6.198, que dispõe sobre a inspeção e a fiscalizaçãoobrigatória dos produtos destinados à alimentação animal e dá outras providências.-Resolução CONAMA nº. 20 de 18/06/86 – Estabelece classificação das águasdoces, salobras e salinas de modo a assegurar seus usos e qualidade.- InstruçãoNormativa no 001/SARC/MAPA de 13/02/03. BPA (Boas Práticas de Armazenagempara rações) Biossegurança Legislação Pertinente- Portaria nº. 451 de 19/09/1997.Da Secretária Nacional de Vigilância Sanitária/MS Direitos e Segurança de OutrosUsuários de Recursos Hídricos- Lei nº. 9.433, de 08/01/1997. Institui a PolíticaNacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento deRecursos Hídricos.LINKS INTERESSANTESCTA – Centro de Tecnologia em Aqüicultura e Meio Ambiente Ltda .Site: www.cta-es.com.brUNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTASite: www.caunesp.unesp.brhttp://www.conepe.org.brAB-Tilápia (Associação Brasileira da Indústria de Processamento de Tilápia)www.abtilapia.com.brABCC (Associação Brasileira de Criadores de Camarão)www.abccam.com.brABRACOA (Associação Brasileira dos Criadores de Organismos Aquáticos)www.abracoa.kit.netABRAPOA (Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos)www.abrapoa.org.brABRAPPESQ - Associação Brasileira de Piscicultores e Pesqueiroswww.abrappesq.com.brABRAQ - Associação Brasileira de Aqüiculturawww.pescar.com.br/abraqABRAT - Associação Brasileira de Truticultoreswww.abrat.org.br www.es.sebrae.com.br
  • 19. Página 19 de 24Agência Nacional das Águaswww.ana.gov.brAgricultura orgânicawww.planetaorganico.com.brÁguas (doce e salgada)www.ambientebrasil.com.brAlevinos de peixeswww.bolsadopeixe.comAlevinos de peixes - Acquapeixe, Zacarias (SP), Telefones: (18) 3691-1643 e 9122-3560www.acquapeixe.com.brAlevinos de peixes - Geneseas, São Paulo (SP), Telefone: (11) 3045-2576, E-mail:info@geneseas.com.brwww.geneseas.com.brAliança Global de Aqüacultura (GAA)www.gaalliance.orgAmbiente Brasil - o maior portal ambiental da internet brasileirawww.ambientebrasil.com.brANPAP ( Associação Nacional de Piscicultura em Águas Públicas)www.anpap.com.brAPTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) Secretaria de Agriculturae Abastecimento do Estado de São Paulowww.apta.sp.gov.brAQUABIO - Sociedade Brasileira de Aqüicultura e Biologia Aquáticawww.aquabio.com.brAquário de São Paulowww.aquariodesaopaulo.com.brAquário do Instituto de Pescawww.pesca.sp.gov.brAquário Parque Explora, Medelín, Colômbia, com 22.000 m2 e 256 espéciesamazônicas.www.parqueexplora.orgAquicultura orgânica, The Organic Seafood Companywww.oitavomar.comAquicultura – dissertações Mestradowww.caunesp.unesp.br/pg/trabalhos_dissertacoes_autor.php www.es.sebrae.com.br
  • 20. Página 20 de 24Aquicultura – teses Doutoradowww.caunesp.unesp.br/pg/trabalhos_teses_autor.phpAqüicultura Nordeste Rural Negócios do Campowww.nordesterural.com.brAqüicultura e Pescawww.redeagua.com.brAqüicultura orgânica, certificaçãowww.controlunion.comAqüicultura orgânica, Primarwww.primarorganica.com.brAssociação Brasileira das Indústrias de Processamento de Tilápiawww.abtilapia.com.brAssociação Brasileira de Aqüiculturawww.pescar.com.brAssociação Brasileira de Biologia Marinha, Universidade Federal Fluminense (RJ)www.uff.br/abbmAssociação Brasileira de Criadores de Camarão (Recife/PE)www.abccam.com.brAssociação Brasileira de Engenharia de Pesca (ABEP)www.abep.eng.brAssociação Catarinense de Aqüicultura E-mail: acaq@acaq.org.brwww.acaq.org.brAssociação Catarinense de Aqüicultura (ACAQ)www.acaq.org.brAssociação Nacional de Piscicultura em Águas Públicas (ANPAP)www.anpap.com.brwww.beraqua.com.brBoletim diário da piscicultura brasileirawww.fazendeiro.com.br/pisciculturaBolsa do peixewww.bolsadopeixe.comCentro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar da Univali (Itajaí/SC)www.cttmar.univali.brCentro de Licenciamento Ambiental Federalwww.celaf.ibama.gov.brCentro de Licenciamento Ambiental Federalwww.celaf.ibama.gov.br www.es.sebrae.com.br
  • 21. Página 21 de 24Centro de Tecnologia em Aqüicultura - UFCwww.geocities.com/ctaufcENTIDADESCEAq - Cooperativa dos Aqüicultores do Espírito SantoResponsavel: Evaldo Roque DalmasoAnanias Custódio, S/N - Octávio BonaparteSão Domingos do Norte - ESCep: 29.745-000Tel.: (27) 3742 1065Fax.: (27) 3742 1065ACA - Associação Capixaba de AqüiculturaResponsável: Andrea VivacquaRua Cônego José Bazzarella, 69 - CentroMuniz Freire - ESCep: 29380-000Tel.: (28) 9886-0533CTA – Centro de Tecnologia em Aquicultura e Meio Ambiente Ltda.Av. Anisio Fernandes Coelho 1211 - Jardim da PenhaVitória ESCEP 29060-670Tel.: 3345-4222 / 3325-2468 / 3225-2976Site: www.cta-es.com.brIBAMA/ES - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos NaturaisRenováveisAv. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2487, Bento Ferreira,Vitória (ES),CEP - 29052-121Tel.: (027) 3324-1811Site: www.ibama.gov.brUNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTACentro de Aquicultura da UNESPFazem pesquisas, prestam assistência técnica e vendem alevinosVia de Acesso Prof. Paulo Donato Castelane, s/n14884-900 Jaboticabal - SP - BrasilFone: (16) 3203-2615E-mail: caunesp@caunesp.unesp.brSite: www.caunesp.unesp.brABRACOA - Associação Brasileira dos Criadores de Organismos AquáticosServiços, cursos, certificação, etcAv. Francisco Matarazzo, 455, Parque da Água BrancaSão Paulo –SPCep: 05031-900Tel.: (11) 36728274E-mail: abracoa@uol.com.br www.es.sebrae.com.br
  • 22. Página 22 de 24Site: www.abracoa.kit.netPROCON – VITÓRIACasa do Cidadão João Luiz BaroneAv. Maruípe, nº. 2544 - ItararéVitória/ESCEP: 29.045-230Tel.: (0xx27) 3382-5545http://www.vitoria.es.gov.br/procon/procon.htmJUNTA COMERCIAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTOAv. Nossa Senhora da Penha, 1433Praia do Canto - Vitória/ESCEP: 29045-401Tel.: (027) 3135-3167http://www.jucerja.rj.gov.br - Site do Estado do Rio de Janeiro.PREFEITURA DE VITÓRIASEMUS - Sec. Municipal de Saúde – Vigilância Sanitária do Município de Vitória.Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, 1185Forte São João – Vitória/ESCEP: 29010-331Tel.: (027) 3132-5047 / 3132-5044 / 3132-5045http://www.vitoria.es.gov.br/home.htmSECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA DO ESPÍRITO SANTORua Duque de Caxias, no. 105Centro – Vitória/ESCEP: 29010-000Tels.: (027) 3380-3771FAX: (027) 3380-3772E-mail: crrvitoria@sefa.es.gov.brhttp://www.sefaz.es.gov.brESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE COLATINABR 259, KM 70, Zona RuralColatina/ESTel.: (027) 3723-1200E-mail: webmaster@eafcol.gov.brhttp://www.eafcol.gov.brFORNECEDORES E FABRICANTESO SEBRAE/ES se isenta de responsabilidades quanto à forma da atuação dasempresas no mercado.GM AlevinosProduto: AlevinosRua João Nogueira, 89 – Inconfidentes.Comtagem – MG www.es.sebrae.com.br
  • 23. Página 23 de 24Cep: 32260-330Tel. / Fax: (31) 3362-6000PROJETO PACUProduto: AlevinosRua 26 de Agosto, 1957 Sala 1 a 3Campo Grande – MSCep: 79005-030Tel.: (67) 321-1220Fax: (67) 3041-0400SOCIL GUYMARCH Indústria e Comércio Ltda.Produto: Ração para peixeRua José Maria de Lacerda, 248Contagem – MGCep: 32210-120Tel.: (31) 3369-8200Fax: (31) 3369-8226BERNAUER AQUACULTURABr 470, Km 59Blumenau - (SC)Tel. (47) 334-0089J. L. QUÍMICA DA ÁGUA LTDARua Valdomiro Costa, 119, TrindadeFlorianópolis – (SC)Tel. (48) 233-2338DUMILHO S.AProduto: RaçãoRod. BR 262, KM 10,5, CalabouçoViana – (ES)Tel. (27) 3344-1388ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE COLATINABR 259, KM 50, Zona RuralColatina – (ES) (FORNECEDORA DE PÓS-LARVA)Tel. (27) 3721-1133 Ramal:325ENGEPESCA LTDARua Brusque, 460, CentroItajaí – (SC)Tel. (47) 344-6997Oportunidade de Negócios é um material meramente informativo acerca dosempreendimentos existentes no segmento correspondente ao seu título. Os dadosapresentados são extraídos de publicações técnicas e, em linhas gerais, não têm apretensão de ser um guia para a implementação dos respectivos negócios. Édestinada apenas à apresentação de um panorama da atividade ao futuroempresário, que poderá enriquecer suas idéias com as informações apresentadas,mas carecerá de um estudo mais detalhado e específico para a implementação do www.es.sebrae.com.br
  • 24. Página 24 de 24seu empreendimento.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICABREDARIOLI, Cláudia. Produtos étnicos ampliam participação no mercado, OEstado de São Paulo, Encarte Painel de Negócios,10/02/98, p.1, 8 e 9.IGARASHI, Marco Antônio. Peixes ornamentais, potencial econômico. Fortaleza: Ed.SEBRAE, 2005.Linhas de crédito para criação de peixes serão apresentadas em Fórum. Acesso emagosto de 2009: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=31108SEBRAE. Idéias de Negócios: Criação de Peixe. Acesso em agosto de 2009:http://www.amazoncourses.com/monte_seu_negocio/criacao-de-peixes.pdfSEBRAE/NA. Como abrir seu negócio: Criação de peixes. Brasília, Ed. Sebrae,1996.SEBRAE/MT. Piscicultura, Edição: Sebrae, 1996.ÁREA RESPONSÁVEL E DATA DE ATUALIZAÇÃOUAD – Unidade de Atendimento e Desenvolvimento – SEBRAE/ESData última atualização: Agosto de 2009. www.es.sebrae.com.br