Autobiografia de um bichorro 4ºa

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Este trabalho foi uma adaptação do livro Autobiografia de um bichorro, da escritora Miriam Portela.

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Autobiografia de um bichorro 4ºa

  1. 1. No primeiro bimestre, nós alunos do 4º ano, trabalhamos com o gênero textual biografia. Aprendemos que cada pessoa tem sua história biográfica, sua história de vida. Nossa classe também faz parte do Projeto Memória Local na Escola, onde por muitas vezes nossa professora leu diversos livros. Num desses momentos de leitura, ela trouxe o livro chamado “Autobiografia de um bichorro”, foi muita emoção e tristeza, mas com final feliz! A partir daí fizemos uma votação e decidimos que o nosso livro virtual seria a reescrita desta história maravilhosa.
  2. 2. Autobiografia de um bichorro
  3. 3. Dedicatória Dedicamos este livro a nossa amiga Heloisa, pois durante a construção do livro, a sua cachorrinha Amy foi para o céu dos bichos.
  4. 4. Olá, meu nome é Hermes. Tenho quase quatro anos. Nasci num beco entre latas de lixo e panos sujos, um lugar frio e escuro. A primeira coisa que eu vi ao nascer foram peitinhos inchados de minha mamãe. A segunda meus cinco irmãozinhos gulosos que disputavam esses peitinhos comigo. Eu era peludo e negro. Diferente dos meus irmãos. Sempre comia bastante, mas era o mais magro da família.
  5. 5. Um dia chovia muito e nós estávamos numa garagem. Mamãe tinha ido procurar comida. Apareceu uma moça com jeito de bondosa e olhou para nós. Meus irmãos saíram correndo, menos eu. Então, ela me pegou no colo, viu como era magro e me levou embora.
  6. 6. A moça me levou para sua casa. Deu-me leite, cuidou dos meus pelos pretos e longos e me pôs para dormir numa almofada vermelha. Dormi muito, não sei quanto tempo. Estava escuro quando uma menina rosada, de cabelos escuros, me acordou. Era minha dona, muito carinhosa.
  7. 7. As vezes sentia saudade das ruas, das travessuras, da minha família. Sei que fui adotado e se isso significava almofada vermelha, água limpinha, comida, amor e carinho, então eu adorava ser adotivo. Já quebrei umas coisinhas da minha dona, mas sem importância. Eu era muito agitado, depois fui castrado e fiquei mais calmo.
  8. 8. Ocorreram muitas coisas, a mais importante foi a descoberta de outra raça: os cães. Todos avisaram que gatos e cães eram inimigos mortais. Sempre fugi deles. Mas na minha casa nova tinha um cão, o Platão. Por ser muito distraído nem notou que eu era um gato. Nós nunca brigávamos, ao contrário, éramos amigos e ele me ensinou muitas coisas.
  9. 9. Uma vez a empregada esqueceu-me do lado de fora do apartamento. Esperei que abrisse a porta, mas ela nem notou. Quando perceberam eu já estava longe. Passei a pior noite da minha vida, com fome, frio e quebrado depois de dormir em cima de uma árvore. Andei, andei e não reconheci o lugar onde estava. Fiquei diferente, sujo, machucado, magro, com olheiras e com meu pelo sem brilho.
  10. 10. Até que um dia, por milagre, ouvi a voz da minha dona. O detalhe que me salvou foi a ponta do meu rabo que era quebrada. Que bom voltar para o meu lar! Quem mais ficou feliz com a minha volta foi meu amigo Platão. Eu tinha virado um gato doméstico, cada vez mais preguiçoso, gordo e dengoso. Gostava cada vez mais da companhia de Platão, entendia seus latidos e gestos.
  11. 11. Meu amigão estava ficando velho tinha 14 anos de idade. Aos poucos foi ficando surdo, eu falava e ele não me ouvia. Começou a tropeçar nos móveis, estava ficando cego. Um dia sem eu esperar ele foi levado para o sítio. Disseram que lá ele estaria melhor. Mas e eu, ficaria sozinho? A solidão foi grande. Os dias eram compridos e chatos. Que falta meu amigo fazia!
  12. 12. Passei a ter comportamentos esquisitos. Em vez de me lamber, passei a me coçar. Ao ouvir a campainha tocar, saia correndo e esperava que abrissem a porta. Percebi que andava com costumes de cachorro! Quando chegou o feriado eu e minha família viajamos para o sítio. Naquele momento meu coração pulava de alegria, iria rever Platão!
  13. 13. Chegando lá pulei do carro e sentindo seu cheiro corri ao seu encontro. Meu amigão abriu os olhos, latiu baixinho e dormiu. Ele sentia dores e tomava remédio. Passamos o fim de semana juntinhos um do outro. Na volta, tentei me esconder, mas não deu certo. Partimos, eu sabia que nunca mais iria rever Platão.
  14. 14. Meu amigão morreu na semana seguinte e eu soube da sua morte antes dos outros. Um dia antes tive um lindo sonho. Sonhei com a gente brincando, felizes e alegres. Platão pediu para eu cuidar de todos e me proibiu de chorar.
  15. 15. Num belo dia, ocorreu um fato estranho. Vi a família correndo de um lado ao outro, estavam nervosos. Ouvi um choro. O que era aquilo? Não acreditei quando vi. Parecia um filhotinho de cachorro. Só entendi quando minha mãe adotiva falou: _ A mãe desta cachorrinha foi atropelada. Vamos cuidar e rezar para que ela sobreviva. Seu nome será Laila. Então, ganhei uma irmã.
  16. 16. Minha irmãzinha sobreviveu e está muito bagunceira. Morde os pés dos móveis, puxa toalhas e faz xixi fora do jornal. Nós dormimos na almofada vermelha e cuido bem dela. Laila me ensinou a rolar. Cada dia que passa eu amo mais minha vida. Já até olho para minha família com olhar quase canino. Bom, estou cada vez mais bichorro, meio bichano, meio cachorro.
  17. 17. Andiara Lima Ribas Andressa Lavezzo da Costa Beatriz Fanger Samolin Bruno Antônio da Silva Gonçalves Carolaine Almeida da Silva Claudio Antônio Lamão Daniel Moraes Leite Gabriel Lucena Paixão Giovani Roberto Pecht Gustavo Ferreira de Campos Alves Gustavo Rocha Oliveira Heloisa Varjão de Lima Inae Gabriele Debernardini Italo Moreira Ramos John Lenon Leão Silva Jonathan Maurício Ferreira Silva Joyce Abrantes Gomes Reis Júlia Dias de Oliveira Karen Mayumi Hashimoto Laurenline Evangelista Correia Leticia dos Santos Octaviano Miguel Ferraz Sanches Rafael Aparecido Apolinário Dias Raina Reis Freire Renan Mateus Farias dos Santos Ryan Rodrigues de Souza Tamires Ribeiro de Godoi Vitor Augusto Casagrande Santana Yasmim Silva Ming Profª Rosimeire de Andrade

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