O complexo regional do nordeste

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O Nordeste Brasileiro

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O complexo regional do nordeste

  1. 1. O COMPLEXO REGIONAL DO NORDESTE Professor: Rosemildo Lima
  2. 2. Considerando a divisão de Pedro Gaiger, o Nordeste é representado como o mapa a seguir, com base nos três complexos regionais. Assim, a parte ocidental do Maranhão é excluída do complexo nordestino, mas o norte de Minas Gerais é integrado à região.
  3. 3. Segundo o IBGE, a Região Nordeste é formada por nove Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
  4. 4. O PROCESSO DE OCUPAÇÃO <ul><li>A ocupação da terra pelos colonizadores começou pelo litoral e a primeira atividade econômica foi a extração do pau-brasil. </li></ul><ul><li>Pouco depois, iniciava-se o cultivo de cana-de-açúcar, que encontrou no Nordeste condições favoráveis para o seu desenvolvimento: clima quente e úmido e solo do tipo massapê. </li></ul><ul><li>A atividade açucareira foi o principal fator de povoamento da Zona da Mata, que é hoje a sub-região mais densamente povoada do Nordeste. </li></ul><ul><li>Ali surgiram os primeiros núcleos urbanos da região, como Salvador, a primeira capital, além de muitos outros. </li></ul><ul><li>A pecuária levou à conquista do interior. A expansão da criação de gado encontrou uma barreira na resistência dos índios que habitavam estas terras. Os rebanhos exigiam grandes áreas, porque o gado era criado solto. </li></ul>
  5. 5. As Sub-regiões <ul><li>Para tentar diminuir as desvantagens do Nordeste, o governo federal, em 1959, criou a SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). </li></ul><ul><li>O dinheiro para a execução deste plano viria de outras regiões do país, principalmente do Centro-Sul. Para isto, foram criados incentivos para as empresas e pessoas que quisessem investir na industrialização do Nordeste. Tais vantagens incluíam desde descontos no Imposto de Renda até a isenção de outros impostos, facilidade de financiamento, etc. </li></ul>
  6. 6. Zona da Mata <ul><li>Trata-se de área de domínio quase exclusivo da cana-de-açúcar. </li></ul><ul><li>Onde os solos não possibilitam sua cultura, cultivam-se produtos como o coco. </li></ul><ul><li>No sul da Bahia a lavoura do cacau ocupa grandes propriedades. </li></ul><ul><li>O abastecimento alimentício da região precisa ser feito por outras regiões brasileiras e pelo Agreste. </li></ul>
  7. 7. O Petróleo <ul><li>A exploração petrolífera no Recôncavo Baiano trouxe para a região indústrias ligadas à produção, refino e utilização de derivados do petróleo. </li></ul><ul><li>Essa nova indústria, de alta tecnologia e capital intenso, não absorve a mão-de-obra que passa a subempregar-se na área de serviços ou fica desempregada. </li></ul>
  8. 8. Agreste <ul><li>Considerada zona abastecedora de produtos da Zona da Mata, o Agreste vem sendo invadido pelos canaviais como conseqüência da falta de política agrícola do governo. </li></ul><ul><li>Devido a dificuldades financeiras muitas proprietários cedem à pressão dos grandes empresários canavieiros e vendem suas propriedades. Quase sempre se tornam assalariados rurais, bóias-frias ou mesmo desempregados. </li></ul><ul><li>O Agreste possui áreas úmidas, brejos onde predomina a policultura (milho, cana, banana, algodão, feijão e mandioca), geralmente praticada com métodos atrasados. </li></ul>
  9. 9. Sertão <ul><li>Nas lavouras comerciais, destaca-se o algodão, que desde o século passado disputa espaço com a pecuária. </li></ul><ul><li>Nas margens do São Francisco, amplia-se e desenvolve-se a prática da cultura irrigada de cebola, frutas, legumes, arroz e outros produtos. </li></ul><ul><li>Com incentivos governamentais, a soja vem ocupando vastas áreas agrícolas: é exportação, atraindo investimentos estrangeiros. </li></ul><ul><li>As longas estiagens e a estrutura de propriedades grandes, nas mãos de poucos donos, é responsável pelo desemprego da mão-de-obra, levando-a a migrar para outras regiões dentro e fora do Nordeste em busca de melhores condições de vida. </li></ul>
  10. 10. Meio Norte <ul><li>Nesta região assume importância na economia o extrativismo da carnaúba e do babaçu, dois tipos de palmeiras que fornecem numerosos produtos de consumo da população e das indústrias. </li></ul><ul><li>A produção agrícola é pequena nas muitas propriedades mal utilizadas. </li></ul><ul><li>A pecuária extensiva é praticada em grandes propriedades no sul da zona do Meio-Norte. </li></ul><ul><li>A agroindústria aparece mais concentrada em São Luís </li></ul>
  11. 12. Região das Perdas <ul><li>Nordeste pode ser definido como a região das perdas. Das perdas econômica e demográfica sobretudo, mas também, ainda que em menor escala, do poder político: </li></ul><ul><li>Importância declinante da agropecuária no contexto nacional. </li></ul><ul><li>Perda demográfica. </li></ul><ul><li>As perdas vão traduzir-se, também, pelo fato de suas atividades mais dinâmicas serem controladas de fora da região, estando voltadas para fora. </li></ul><ul><li>O baixo nível de renda da maior parte da população é outra característica regional. Associado a isto estão os índices baixos de escolaridade e qualidade de vida, e o índice elevado de mortalidade infantil, entre outros. </li></ul>
  12. 15. 67 anos 33,0% Região Centro-Oeste 68 anos 26,7% Região Sul 67 anos 30,0% Região Sudeste 64 anos 88,2% Região Nordeste 67 anos 53,2% Região Norte 66 anos 51,6% Brasil Expectativa de vida (anos) Mortalidade infantil (*) INDICADORES VITAIS COMPARADOS (1990)
  13. 16. Dinamismo Econômico <ul><li>O complexo mineral-metalúrgico de Carajás, que abrange extensas áreas do Pará e Maranhão; </li></ul><ul><li>As áreas de moderna agricultura de grãos, especialmente soja, do oeste da Bahia e porções meridionais do Maranhão e Piauí; </li></ul><ul><li>O pólo têxtil e de confecções de Fortaleza, no Ceará; </li></ul><ul><li>O pólo agroindustrial de Petrolina-Juazeiro, cuja base é a fruticultura irrigada, no médio vale do São Francisco, na Bahia e Pernambuco; ainda, o pólo de fruticultura irrigada do vale do rio Açu, no Rio Grande do Norte; </li></ul><ul><li>O pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia; </li></ul><ul><ul><li>Os diversos pólos turísticos implantados nas principais cidades da região, especialmente as capitais, e em áreas adjacentes a elas. </li></ul></ul>
  14. 17. ESCÂNDALOS DA SECA INDÚSTRIA DA SECA João Birico Filho Quando é época de eleição Político corrupto fica bem educado Ele entra em qualquer casebre Carrega no colo menino melado Abraça bêbado que está caído Na calçada, todo molhado. Se a eleição é em ano de seca Tudo muda de figura Ele oferece ao agricultor Foice, farinha e rapadura Feijão-de-corda, com gorgulho Para ser cozido sem gordura. Troca votos por sacos de cimento Dentadura, enxada e machado Por algumas horas de trator Para limpar o terreno do roçado Oferece transporte, e caixão Para quem vai ser sepultado. Oferece carros- pipa Para levar água ao interior Oferece cestas básicas Que humilham o trabalhador Porém esquece da cisterna subterrânea Que armazena água para o agricultor. Ele esquece de ensinar a fazer feno A cultivar a palma forrageira Cultivar milheto e sorgo Faze um barreiro trincheira Fazer a ensilagem do capim Armazenar a água da biqueira. Ele esquece de construir escolas Para evitar que em outros pleitos O agricultor que aprendeu a ler Saiba reivindicar seus direitos Essa é a famosa indústria da seca Que elege deputados, vereadores e prefeitos.

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