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Relação família-escola: práticas
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professores
Autoras: Luiza Silveira e
Adriana Wagner
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Surgimento da escola como formalização e
institucionalização do ensino a partir da idade moderna,
estabelecendo...
[...] a escola parece ainda distanciar as
famílias e buscar conservar seu
domínio sobre o saber através da
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Relação família-escola
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sociológico:
Destaca-se o caráter
socializador desta
relação e as
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Assim entende- se que:
Muitos processos, a partir deste olhar,
pressupõem como um objetivo da escola
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Concede à família valor
explicativo dos
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Ponto negativo:
Pode gerar confusão quanto
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Ponto positivo:
• A existência dos
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diferentes.
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A forma como a família e a escola buscam
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classificadas em:
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Objetivo do estudo:
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Método
Participantes:
3 mães e 1 pai
(entre 33 e 42 anos)
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entre 7 e 11 anos e
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Instrumentos
2 entrevistas com cada participante
1º Entrevista dirigida, onde questionava-os
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2º Entrevista semidirigida, investigou dois
temas:
-Percepção dos pais(família) a respeito das
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Coleta de dados
• Os profissionais do Serviço de Orientação
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Apresentação dos resultados:
• Ambos usaram as
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• O uso exclusivo de
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Análise das respostas dos pais:
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“ tudo que for para auxiliar eu estou pronta. Para mim não tem
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Considerações finais
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Referência:
SILVEIRA, Luiza Maria de Oliveira Braga and WAGNER,
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  1. 1. Relação família-escola: práticas educativas utilizadas por pais e professores Autoras: Luiza Silveira e Adriana Wagner Acadêmica: Rosana Leite
  2. 2. Introdução Surgimento da escola como formalização e institucionalização do ensino a partir da idade moderna, estabelecendo-se como sistema de ensino formal para cumprir o que a igreja já não dava conta plenamente. As relações tornaram-se marcadas pela lógica do saber, pontuando diferenças intelectuais, hierarquizando os sujeitos e tendo um propósito de universalização. [...] construiu-se a idéia de que a escola é responsável pela educação formal e a família pela informal.
  3. 3. [...] a escola parece ainda distanciar as famílias e buscar conservar seu domínio sobre o saber através da crença de omissão dos pais.
  4. 4. Relação família-escola Sob um prisma sociológico: Destaca-se o caráter socializador desta relação e as diferenças sociais e culturais entre ambas. Psicólogico: Parte da importância das primeiras relações vividas na família(socialização primária) e suas implicações no processo escolar(socialização secundária)
  5. 5. Assim entende- se que: Muitos processos, a partir deste olhar, pressupõem como um objetivo da escola também educar as famílias, fornecendo informações sobre o desenvolvimento , educação infantil e atendimento psicológico. Tais ideias ressaltam o caráter curativo de um sistema sobre o outro.
  6. 6. A análise sob o prisma psicológico: Concede à família valor explicativo dos problemas das crianças e adolescentes. Inicia-se nova matriz nas relações professores- pais/família-escola Professores conhecem e tem informações a respeito da vida familiar de seus alunos. A partir disto, aceita-se que orientem os pais a respeito da educação das crianças e formação psíquica.
  7. 7. Ponto negativo: Pode gerar confusão quanto aos objetivos, por conta de métodos, conceitos, valores e ideais entre instituições, pulverizando, modificando e desconstruindo, sendo utilizada, por vezes como intromissão na vida das famílias. Assim, não favorecendo as relações família-escola.
  8. 8. Ponto positivo: • A existência dos canais de comunicação e de participação entre as vida familiar e escolar favorece o desenvolvimento infantil e relação família-escola. • Feedback permanente promove a transição da criança entre um sistema e outro e assim seu crescimento.
  9. 9. Tanto pais como professores ocupam lugares distintos e cumprem funções diferentes. [...] uma das formas de visualizarmos essa interação é através das práticas educativas( ou práticas de socialização).
  10. 10. As autoras questionam: A forma como a família e a escola buscam atingir seus objetivos educativos revela continuidades ou descontinuidades entre elas? Essas continuidades ou descontinuidades, podem ser consideradas indicadores de como a escola e a família se relacionam e interagem?
  11. 11. As práticas educativas buscam modificar comportamentos inadequados às regras e padrões morais e sociais, assim como promover os que são considerados adequados e desejados pelos pais/educadores.
  12. 12. As práticas educativas podem ser classificadas em: • Coercitivas (ou punitivas):referem-se ao caráter punitivo das (re)ações educativas, reduzindo a possibilidade de a criança compreender a necessidade de modificar se comportamento e as consequências de suas ações • Indutivas (não punitivas): Privilegiam as explicações lógicas sobre a consequência do comportamento para si e para os outros, destacando as implicações desses comportamentos e favorecendo a empatia. Conforme modelo proposto por Hoffman (1975,1994)
  13. 13. Objetivo do estudo: Conhecer e comparar as práticas educativas utilizadas por pais e professores de crianças em idade escolar que apresentam problemas de comportamento na escola analisando possíveis continuidades e descontinuidades na relação entre esses dois sistemas. Investigar a existência de atividades conjuntas que revelam facilidades e dificuldades nas interações família-escola.
  14. 14. Método Participantes: 3 mães e 1 pai (entre 33 e 42 anos) 4 professoras de crianças entre 7 e 11 anos e experiência profissional entre 7 e 19 anos (magistério) em escola da rede privada. As crianças foram indicadas pelo Serviço de Orientação Educacional(SOE) das escolas, entendendo os problemas de comportamento como dificuldades de relacionamento/ Socialização.
  15. 15. Instrumentos 2 entrevistas com cada participante 1º Entrevista dirigida, onde questionava-os a respeito das práticas educativas utilizadas em 12 situações (ex. ignorar e desobedecer regras, agredir outros, etc.)
  16. 16. 2º Entrevista semidirigida, investigou dois temas: -Percepção dos pais(família) a respeito das práticas educativas utilizadas pelas professoras(escola) e vice-versa. -Existência de ações conjuntas pais- professores(família-escola) frente às dificuldades das crianças.
  17. 17. Coleta de dados • Os profissionais do Serviço de Orientação Educacional que indicaram os alunos também agendaram as entrevistas • Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, depois de informados sobre o estudo e esclarecidas as dúvidas.
  18. 18. Análise dos dados Conforme referencial Olabuénaga* (1999) que permite a criação de eixos temáticos das categorias evidenciadas, sem a necessidade de seguir o critério de “excludência”(como em outro métodos de análise de conteúdo), promovendo a interdependência de eixos e categorias para a discussão dos dados. Em cada eixo foram categorizadas as respostas de pais e professoras separadamente. *Metodologia de investigação qualitativa
  19. 19. Situação apresentada para a família e para a escola Tipo de prática utilizada na família Tipo de prática utilizada na escola I indutiva C coercitiva NI Não interfere I C NI Ofende criança/amigo, apelido depreciativo x x x x x Responde de forma rude, grosseira x x x x Agride, machuca outras crianças x x x x Pega algo dos outros sem permissão x x x Recusa-se a dormir ou cumprir algo da rotina x x x x Desobedece ou ignora as regras dos pais ou professores x x x x Mente x x x x x x Implica, incomoda x x x x x x Estraga algo dos outros x x x x x Cria problemas x x x x Fica mal-humorada e nervosa, não é querida pelos outros x x x x x Total de práticas utilizadas 12 12 6 12 7 3
  20. 20. Lembrando que..... • Coercitivas (ou punitivas):referem-se ao caráter punitivo das (re)ações educativas, reduzindo a possibilidade de a criança compreender a necessidade de modificar se comportamento e as consequências de suas ações • Indutivas (não punitivas): Privilegiam as explicações lógicas sobre a consequência do comportamento para si e para os outros, destacando as implicações desses comportamentos e favorecendo a empatia. Conforme modelo proposto por Hoffman (1975,1994)
  21. 21. Apresentação dos resultados: • Ambos usaram as duas práticas. • O uso exclusivo de uma ou de outra é ineficaz. • A combinação das duas também não é eficaz.
  22. 22. Análise das respostas das professoras: Sobre práticas educativas parentais, (desrespeitar, implicar e responder grosseiramente para os pais): -Apontam a falha na educação familiar. “[...] ..os pais são submetidos aos filhos.” “a criança tem liberdade demais”. “pai e mãe tem que ter regras claras.” -Identificam dificuldade de comunicação entre o casal. -Sentem necessidade de atividades da família em conjunto.(que os pais proporcionassem e que todos participem)
  23. 23. Análise das respostas dos pais: Tinham conhecimento sobre o problema de comportamento do filho. Pouco criticaram a conduta das professoras e delegaram mais responsabilidades a elas e a escola, afirmando que confiam. “ a professora sabe porque estudou....tem que saber como lidar...”(como a professora deveria agir com seus filhos) “confio na professora e cuido dos meus filhos”(pontuando a divisão de papéis)
  24. 24. Análise das respostas dos pais: • Expressaram sua vontade de que as professoras pudessem exercer sua autoridade, incluindo castigos e sendo rígidas.
  25. 25. Sobre planejamento de ações conjuntas entre família e escola frente às dificuldades da crianças Professoras: - encaminhamento da criança a uma avaliação/atendimento psicológico como atitude integradora entre a família e a escola. - Buscar a criança quando apresentar mau comportamento. - Descreveram que as combinações feitas na escola com os pais sobre estratégias para lidar com o problema de comportamento, não eram cumpridas em casa,a família se omitia em relatar as práticas educativas. Assim como a organização do material e acompanhamento das tarefas.
  26. 26. Sobre planejamento de ações conjuntas entre família e escola frente às dificuldades da crianças Professoras: Sabem que a família é agradecida à escola no que diz respeito às orientações. As autoras identificaram que por vezes as combinações não eram realizadas diretamente com a família, mas sim através da participação das psicólogas.
  27. 27. Sobre planejamento de ações conjuntas entre família e escola frente às dificuldades da crianças Análise das respostas dos pais: A escola apresenta a respeito das causas familiares os problemas da criança, referindo-se a “culpa da família”. “Imaginava que os professores estavam imaginando aquilo: o caos da família”( mãe) As combinações eram mudanças estruturais,pois envolveram a organização da rotina familiar. “[...]..ele estava em turno integral e achamos(junto às reuniões da escola) melhor ele sair”(mãe) .
  28. 28. Sobre planejamento de ações conjuntas entre família e escola frente às dificuldades da crianças Identificaram o encaminhamento da criança a um atendimento psicológico, indicação e e acompanhamento de atividades extras como uma combinação entre a família e a escola. “fiz uma combinação com ela que mandasse atividade extra quando ele não fizesse na aula.”(mãe) Valorizaram e contaram com a ajuda da escola, remetendo a ideia que é mais instrumentada para ajudar os pais a educar seus filhos.
  29. 29. Num sentido aparentemente oposto: “ tudo que for para auxiliar eu estou pronta. Para mim não tem problema.” ( mãe) Fazendo nos pensar que a família é que está ajudando a escola.(autoras)
  30. 30. Considerações finais Os achados evidenciam certa continuidade entre as práticas educativas parentais e escolares de caráter indutivo( não punitivas). Revelam lacunas a respeito da comunicação e ação conjunta entre professores/escola e família frente ás dificuldades de comportamento das crianças. As práticas educativas podem ser reforçadas pelas combinações da sala e escola. Informação é pouco, é preciso orientar os pais a respeito de como educar seus filhos.
  31. 31. Desenvolver a empatia e a sensibilidade para as necessidades das crianças . Os pais desconhecem a respeito de como as professoras agem com seus filhos e ao mesmo tempo confiam no trabalho delas. É necessário que as fronteiras tornem-se menos rígidas, o que será possível a partir de uma (re)definição das tarefas educativas de cada sistema, para que se efetive a ideia de cooperação.
  32. 32. É fundamental....... [...]...construir e propor um modelo de integração entre os sistemas, favorecendo o conhecimento das ações e funções educativas de ambos e construindo novas formas de comunicação e interação entre a família e a escola.
  33. 33. Minha conclusão Fica claro a importância da participação dos pais neste contexto para o desenvolvimento da criança. É necessário olhar a escola, não só como o ambiente educativo, mas sim um espaço importante para o aprofundamento do processo de socialização destas relações de pais, alunos e professores. É preciso que todos compreendam essa interação para que possam auxiliar no potencial das ações. Sabemos que não é fácil esta tarefa, pois não se trata só de informações, é preciso orientar, apontar , compreender e intervir, e todos precisam estar preparados e focados no mesmo objetivo.
  34. 34. Referência: SILVEIRA, Luiza Maria de Oliveira Braga and WAGNER, Adriana.Relação família-escola: práticas educativas utilizadas por pais e professores. Psicol. Esc. Educ. (Impr.)[online]. 2009, vol.13, n.2, pp. 283-291. ISSN 1413-8557. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572009000200011.
  35. 35. Obrigado!
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