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Atividade Reflexiva exigida como avaliação daDisciplina Práticas Performativas na RelaçãoEducativa, sob orientação da Prof...
Título: Aulas de Filosofia: ética e moralAutor: Rogério da Costa RibeiroInstituição: Faculdade Mário Shenberg – Grupo Lusó...
“(...) mesmo se disséssemos que o objetivo da filosofia não é o conhecimento da realidade,      nem o conhecimento da noss...
Ressignificar a prática avaliativa à luz das correntes filosóficas educacionaise pressupostos teóricos se constitui num de...
Este conflito pedagógico pode ser projetado no âmbito da avaliação daaprendizagem, contrapondo duas formas distintas de se...
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Aulas de Filosofia: Ética e Moral

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Aulas de Filosofia: Ética e Moral

  1. 1. Aulas de Filosofia: ética e moralAtividade Reflexiva da Unidade Curricular Rogério da Costa Ribeiro 2010
  2. 2. Atividade Reflexiva exigida como avaliação daDisciplina Práticas Performativas na RelaçãoEducativa, sob orientação da Profa. Dra. LucianaM. Caetano da Pós-Graduação em SupervisãoPedagógica e Formação de Formadores comacesso ao Mestrado Europeu em Ciências daEducação.
  3. 3. Título: Aulas de Filosofia: ética e moralAutor: Rogério da Costa RibeiroInstituição: Faculdade Mário Shenberg – Grupo Lusófona Brasil - Cotia, São Paulo,2010Pós-Graduação em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores comacesso ao Mestrado Europeu em Ciências da EducaçãoDocente Responsável: Prof Dra. Luciana M. Caetano Aulas de Filosofia: ética e moral No âmbito educacional, as questões filosóficas e próprias das ciênciashumanas se entrelaçam no campo da ética e constitui uma trama complexa, a qualrecai sobre a prática em sala de aula, como elemento do processo ensino-aprendizagem que incorpora inúmeras abordagens epistemológicas, políticas,filosóficas e sociais, coexistentes no cotidiano escolar. Esta relação, cujas forças eenfoques se inter-relacionam, se dá até mesmo em forma de conflitos. Segundo La Taille: “O estudo da filosofia na escola teria como objetivo ensinar aos alunos certa disciplina intelectual, estratégias precisas de raciocínio, rigor nas reflexões... uma tentativa grandiosa para ajudar os seres humanos a conquistar uma “vida boa”, superando os medos e as “paixões tristes” que os impedem de viver bem, de serem livres, lúcidos e, se possível, serenos, amantes e generosos”. (La Taille, 2009 p 243) O estudo da filosofia pode ser considerado uma “ferramenta” de grandeutilidade no aprendizado e elaboração do pensar, de forma rigorosa, reflexiva ecrítica, com precisão metódica, bem como, ajudar o aluno a expressar-se comclareza. Esta “ferramenta” também é necessária para se pensar a ética e a moral.Pois, como diz Chauí (1996, p 12): “A filosofia é a decisão de não aceitar comoobvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores,oscomportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigados e compreendido”. Entretanto, pensar a filosofia em função do “ensinamento ético e moral”implica julgar que sua utilidade seria a “arte do bem-viver”, o que,necessariamente suscita outras indagações desconcertantes e embaraçosas (oque, por que e como). Segundo Chauí:
  4. 4. “(...) mesmo se disséssemos que o objetivo da filosofia não é o conhecimento da realidade, nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer, mesmo se disséssemos que o objeto da filosofia é apenas a vida moral ou ética, ainda assim, o estilo filosófico e a atitude filosófica permaneciam os mesmos, pois as perguntas filosóficas – o que, por que e como – permanecem”. (CHAUÍ, 1996 p 14) No entanto a filosofia não se reduz a um instrumental ou recurso para umdeterminado fim. Ela vai além, por se tratar de uma “empreitada” que implicalevantamento de dados (sobre determinado assunto ou realidade), análise,reflexão e decisão (posicionamento). O seu conteúdo é amplo, mas a suacontribuição e importância na educação do juízo moral tornam-se imprescindível.Como diz La Taille: “(...) a maior contribuição que a filosofia pode dar à educação moral como um todo, e à educação do juízo moral em particular, reside em seu espantoso e riquíssimo acúmulo de reflexões sobre os temas da “vida boa”, do “dever” e de suas mútuas relações... a oportunidade de, por um lado, tomar consciência da importância da ética e da moral na história da humanidade e, por outro, de apreender a complexidade da questão”. (La Taille, 2009 p 244) A filosofia tem uma preciosa contribuição para a ética e moral, pois suas“indagações” fundamentais não se realizam ao acaso, de acordo com aspreferências e opiniões dos sujeitos, não se apóia no “eu acho” ou “eu gosto”. Elanão é pesquisa de opinião a serviço de interesses comerciais ou das multimídias.De acordo com Chauí: “O conhecimento filosófico é um trabalho intelectual. É sistemático porque não se contenta em obter respostas para as questões colocadas, mas exige que as próprias questões sejam válidas e, em segundo lugar, que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de idéias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente”. (CHAUÍ, 1996 p 15) Ao apropriar-se deste conhecimento
  5. 5. Ressignificar a prática avaliativa à luz das correntes filosóficas educacionaise pressupostos teóricos se constitui num desafio, tanto para estudiosos quantopara pesquisadores da educação. Esse desafio aumenta quando esseressignificar a prática avaliativa se dá no âmbito da Educação a Distância (EaD),cujo horizonte educacional se mostra promissor no tocante à sua expansão peloterritório brasileiro. Entretanto, é preciso assegurar a dimensão qualitativa damesma e não somente quantitativa. Desta forma, a avaliação emerge como um dos elementos que se constituiem questão nodal do seu processo ensino-aprendizagem, de modo peculiar aavaliação formativa, a qual possibilita que se desenvolva um olhar específicosobre o processo ensino-aprendizagem e o gerenciamento dos elementospedagógicos próprios desta modalidade educacional. Pensar em um “Projeto Educativo Emancipatório”, pertinente àcontemporaneidade, demanda a recuperação da capacidade de espanto, deindignação e sua orientação para a formação de subjetividades, definido porBoaventura como “(...) projeto de aprendizagem de conhecimento conflitantes como objeto de, através dele, produzir imagens radicais e desestabilizadoras dosconflitos sociais, em que se traduziram no passado, imagens capazes depotencializar a indignação, a rebeldia” (SANTOS, 1991). A aprendizagem construída a partir da abordagem conflitante no âmbito doconhecimento provoca a desestabilização do conhecimento “acomodado” pelosujeito, transmitido como “verdades dadas”, sem a devida explicitação dasideologias sociais que a sustentam. Segundo Boaventura, deve-se considerar oconflito pedagógico instaurado, onde “(...) o conflito pedagógico será, pois, entreas duas formas contraditórias de saber, entre o saber como ordem e colonialismoe o saber como solidariedade e como caos. Estas duas formas de saber servemde suporte a formas alternativas da sociabilidade da subjetividade” (SANTOS,1991).
  6. 6. Este conflito pedagógico pode ser projetado no âmbito da avaliação daaprendizagem, contrapondo duas formas distintas de se avaliar, entre a avaliaçãocomo classificação e verificação e a avaliação como formação e processual.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASCHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 7ª ed. São Paulo: Ática, 1996.Gadotti. M. Educação e poder: introdução à Pedagogia do conflito. São Paulo:Cortez, 1984Morin, Edgar - Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro 2a. ed. - SãoPaulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução a uma Ciência Pós-Moderna. Porto:Afrontamento, 1989. (também publicado por Graal, São Paulo, 2ª ed em 1991)

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