Suporte avançado em pediatria

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Suporte avançado em pediatria

  1. 1. SUPORTE AVANÇADO EM PEDIATRIA RODRIGO RIRO MEDICINA UESB 07/2013
  2. 2. NOTA • A MEDICINA É UMA CIÊNCIA EM EVOLUÇÃO, SENDO ASSIM É O PAPEL DO MÉDICO CHECAR E PROCURAR EVENTUAIS MUDANÇAS NA CONDUTA E/OU TERAPÊUTICA.
  3. 3. INTRODUÇÃO • Suporte Avançado à Vida: São manobras médicas invasivas (procedimentos cirúrgicos, administração de medicamentos etc) destinada à estabilização clínica . • A parada cardíaca PC em crianças e adolescentes freqüentemente ocorre como evento final secundário a vários fatores, principal origem respiratória.
  4. 4. CAUSAS DE PARADA CARDÍACA (PC)NA PEDIATRIA • Na pediatria causas são mais heterogêneas principalmente relacionados a deficiência respiratória.Adultos->origem cardíaca. • Causas: • Hipoxemia • Hipotermia • Drogas • Envenenamento • MAIORIA DA PC EM CRIANÇAS ASSISTOLIA OU ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO(AESP)
  5. 5. PARADA CARDÍACA (PC)NA PEDIATRIA • Sobrevida 10% nas PC com parada respiratória, paciente que sobrevive , tem seqüelas neurológicas. • Paciente com Parada respiratória sem PC, sobrevida 70% sem sequelas. • Fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, ocorre mais em crianças com cardiopatias, intoxicações, ou distúrbios eletrolíticos • PC súbita sem evidência de deterioração progressiva ocorre com fibrilação ventricular->desfibrilar.
  6. 6. • Pazin-Filho et al. (2003) apontam a principal modalidade de PCR, no adulto, como sendo a fibrilação ventricular (FV),não na criança. • o qual caracteriza-se por um distúrbio do ritmo cardíaco ocasionado por mecanismo de reentrada, produzindo contrações desordenadas e inefetivas das células cardíaca, • sendo mais comum nos primeiros dois minutos de PCR, evoluindo rapidamente para assistolia, caso não sejam estabelecidas medidas de suporte básico de vida (SBV). Fibrilação Ventricular - FV
  7. 7. Atividade Elétrica Sem Pulso - AESP • Atividade elétrica sem pulso (AESP) pode compreender ritmos bradicárdicos ou taquicárdicos. • O importante é identificar que há um ritmo organizado no monitor, porém não existe acoplamento do ritmo elétrico com a pulsação efetiva (contração) e não há debito cardíaco. O importante é garantir o suporte de vida e identificar a provável etiologia da PCR, se for possível. (PAZIN- FILHO, et al., 2003).
  8. 8. ASSISTOLIA
  9. 9. SUPORTE BÁSICO DE VIDA • Compreende aquelas manobras para manter a via aérea permeável, promover ventilação e restaurar a circulação, realizáveis por qualquer pessoa treinada, em qualquer ambientem sem depender equipamentos ou drogas. • Suporte avançado tem equipamentos e drogas. • Nova cadeia de sobrevivência.
  10. 10. SUPORTE AVANÇADO DE VIDA • É caracterizada pelo uso de drogas e equipamentos, durante manobras de RCR. • Monitorização sempre necessária. • Casos de TV e TVSP prioridade desfibrilação • Importante definir funções da equipe • Treiná-la • Material sempre pronto e checado
  11. 11. PARADA CARDÍACA POR INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA • Caminho mais comum da PC em crianças é a progressão da hipoxia e hipercarbia à parada respiratória, depois bradicardia, depois PC por assistolia. • Assegurar via aérea fundamental, padrão ouro Intubação traqueal. • Reanimador não experiente preferir dispositivo bolsa-válvula- máscara.
  12. 12. VIAS AÉREAS • Retirar secreções, alimentos corpos estranhos • Utilizar inicialmente AMBU, não insuflar demais barotrauma • IOT melhor método de ventilar na Parada cardíaca • Ventilar com AMBU entre as tentativas de intubar. • Com ou sem cuff os tubos. • Avaliar tórax e auscultá-lo verificar posição intubação. • Saturação de O2 oxímetro de pulso
  13. 13. VIAS AÉREAS • IOT • Tamanho da cânula • RN pré-termo 2.5 a 3 cm • RN a termo 3 a 3.5 cm • Lactentes 3.5 a 4 cm • Crianças >2 anos(idade+16)/4, para sem balonete • Regra do dedo mínimo, diâmetro aproxima do dedo mínimo.
  14. 14. VENTILAÇÃO • Paciente inconsciente que não ventila, aplica-se 2 ventilações para elevar o tórax • Utilizar 15:2, compressão ventilação lactentes, crianças ,início da adolescência. • Utilizar 30:2 adultos. • Se baixo débito cardíaco não hiperventilar, pois afetará o retorno venoso para o coração • Manobra de sellick, compressão da cartilagem cricóide para evitar distensão gástrica. • Após via aérea artificial só comprimir 100 por minuto, sem pausas e 8 ventilações por minuto.
  15. 15. CIRCULAÇÃO • Choque ou Reanimação volêmica aguda • Objetivo de adm líquidos: restabelecer volume circulante, provocado por choque hipovolêmico ou distributivo • Importante rápida reposição do s líquidos, para não virar choque irreversível. • Adm líquidos:ringer lactato ou soro fisiológico. • Hipovolemia causa comum choque nas crianças causado por: diarréia, vômitos, cetoacidose diabética. • Estabelecer acesso vascular, intra-osséo ou Intra-venoso
  16. 16. CIRCULAÇÃO • Adm hemoderivados se há indicação específica, ou para casos de coagulopatias.Sangue recomendado crianças traumatizadas. • Choque: séptico, anafilático, neurogênico, distributivo repor volume, choque cardiogênico requer outras terapias. • Cuidado infusão de derivados gelados -> hipotermia. • Sinais de choque: • taquicardia, hipotensão, pele fria manchada, pálida, diminuição dos pulsos, alteração da consciência, oligúria, e aumento de tempo de enchimento capilar.
  17. 17. CIRCULAÇÃO • Adm ringer lactato ou SF, 20ml/kg rapidamente 5 a 20 minutos, logo após acesso vascular. • Se hemorragia adm ringer lactato ou SF em menos de 5 minutos. • Reavaliar após cada infusão. • Acesso vascular intravenosa ou intra-ossea, se não adm medicamentos via TRAQUEAL,aumentar a dose necessária em 10 x(ADRENALINA).
  18. 18. Via óssea-técnica Local: superfície medial plana da tíbia, 1 a 3 cm abaixo da tuberosidade Materiais específicos: agulha própria para punção intra-óssea Técnica (para vítimas inconscientes): 1. coloque o paciente em decúbito dorsal 2. selecione um membro inferior não lesado 3. eleve ligeiramente o joelho (até 30º), usando um travesseiro ou equivalente 4. selecione o local da punção e faça assepsia 5. puncione a pele em um ângulo de 90º até a agulha tocar o osso 6. incline a agulha 10 a 15º caudalmente e então introduza-a girando-a e avançando na direção da medula óssea 7. quando a resistência diminuir, a agulha terá ultrapassado o osso e estará na medula
  19. 19. Via óssea-técnica • 8. remova o mandril • 9. conecte uma seringa de 10 ml com parte de seu volume em solução salina • 10. aspire delicadamente (a presença de tecido da medula óssea confirma a correta posição na cavidade medular) • 11. injete a solução salina, removendo qualquer fragmento que possa obstruir a agulha • 12. conecte o equipo e inicie a administração dos fluidos e drogas, que devem correr facilmente sem produzir edema no local • 13. refaça assepsia local e proteja a agulha com gaze estéril • 14. prossiga no atendimento da emergência e busque acesso venoso logo que possível • 15. desfaça a punção intra-óssea tão logo seja obtido acesso venoso. • A punção intra-óssea deve ser utilizada apenas na emergência como alternativa para acesso vascular que, quando obtido, determina o encerramento da via intra-óssea.
  20. 20. Via óssea-técnica
  21. 21. DROGAS • Adrenalina: indicada na assistolia, AESP, bradicardia sintomática, TVSP e FV. Dose habitual 0.01mg/kg diluir 1:10.000 SF. Repetir 3 a 5 minutos. • Atropina indicada bradicardia sintomática, bloqueio átrio-ventricular e tto reflexo vaso-vagal. Dose 0.002mg/kg, IV ou IO pode repetir 5 minutos. • Glicose se suspeita hipoglicemia, dose 0.5 a 1 mg/kg em bolo, IV ou IO. • Bicarbonato de sódio, indicado tto acidose metabólica grave, hipercalemia, hipermagnesemia, intoxicação tricíclicos ou bloqueador canais de sódio.
  22. 22. DROGAS • Cálcio indicado hipocalcemia, hipercalemia, hipermagnesemia, intoxicação bloqueadores canais de cálcio, dose cloreto de cálcio a 10 % 0.3ml/kg diluído em agua destilada, ou glucanato de cálcio a 10% 1 ml kg diluído em igual quantidade. • Amiodarona indicada no da TVSP, e na prevenção de FV, dose 5 mg/kg em bolo, cuidado hipotensão, pode repetir até 15mg/kg dia. • Lidocaína usada na FV, TVSP caso não haja amiodarona, dose 1mg/kg pode repetir em 10 minutos, segue a infusão20 a 50m.k.min. • Desfibrilação para TVSP e FV, tto prioritário 2 joules/kg.Depois RCR, dobrar dose no próximo choque.
  23. 23. Cuidados pós parada • Após RCR, pct com sinais de choque, realizar re-expansão volêmica e uma das drogas abaixo. • Adrenalina, casos choque cardiogênico pós parada, hipotensão bradicardia sintomática e choque séptico.Dose 0.05 a 1 ug.kg.minuto, IV ou IO. • Noradrenalina para hipotensão especialmente relacionada com vasodilatação como anafilaxia, choque neurogênico e séptico e bloqueios alfa-adrenérgicos.. • Dobutamina indicada no choque cardiogênico pós parada, sem hipotensão. Dose 5 a 20ug.kg
  24. 24. CUIDADOS GERAIS • Manter vias aéreas. • Monitorar glicemia • Eletrólitos • Temperatura • Transportar o paciente após estabilizar, se necessário
  25. 25. REFERÊNCIAS • Suporte avançado de vida em pediatria, Insuficiência respiratória e choque.Carlos alberto da Silva Junior. • • http://pcrprotocolos.blogspot.com.br/2010/06/mod alidade-de-pcr-fibrilacao.html • http://www.aph.com.br/puncao_intra- ossea_ccas.htm

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