Desvendando Os Segredos Da Linguagem Corporal - Presentation Transcript
DESVENDANDO OS SEGREDOS DA LINGUAGEM CORPORAL
PEASE, Bárbara. Pease, Allan. Desvendando Os Segredos Da Linguagem
Corporal. 3.ed. Sextante: Rio de Janeiro, 2004.
A maioria das pessoas acredita que a fala é ainda a nossa principal forma de
comunicação. Em termos evolucionários, a fala só passou a fazer parte do
nosso repertório de comunicação em tempos recentes, usada
fundamentalmente para transmitir fatos e dados. Estima-se que ela tenha se
desenvolvido há cerca de 2,5 milhões de anos, tempo durante o qual nosso
cérebro triplicou de tamanho. Antes disso, a linguagem corporal e os sons
produzidos pela garganta eram as principais formas de transmissão de
emoções e sentimentos humanos. (p.16)
Segundo Albert Mehrabian, pioneiro da pesquisa da linguagem corporal na
década de 1950, apurou que em toda a comunicação interpessoal cerca de 7%
da mensagem é verbal (somente palavras); 38% é vocal (incluindo tom de voz,
inflexão e outros sons) e 55% é não-verbal. (p.17)
O antropólogo Ray Birdwhistel, pioneiro no estudo da comunicação não-verbal,
calculou que, em média, o individuo emite de 10 a 11 minutos de palavras por
dia em sentenças com duração média de apenas 2,5 segundos e estimou
também que somos capazes de fazer e reconhecer cerca de 250 mil
expressões faciais; e que o componente verbal responde por menos de 35%
das mensagens transmitidas numa conversação frente a frente; mais de 65%
da comunicação é feita da forma não-verbal. (p.18)
A linguagem do corpo é o reflexo do estado emocional da pessoa. (p19)
Quando as pessoas em uma platéia estão sentadas em suas cadeiras com o
queixo abaixado e os braços cruzados sobre o peito, o orador perceptivo tem
um palpite de que seu discurso não está tendo boa receptividade. Ele
compreende que precisa mudar de enfoque para conquistar o interesse do
público. (p.20)
Pesquisas de psicólogos da Universidade de Harvard demonstraram que as
mulheres são muito mais atentas para a linguagem corporal do que os homens.
[...] a intuição feminina é particularmente visível em mulheres que já tiveram
filhos: nos primeiros anos, a mãe recorre quase que exclusivamente ao canal
não-verbal para se comunicar com a criança. (p.21)
Estudos em Imagens de Ressonância Magnética mostram que as mulheres
utilizam de 14 a 16 áreas do cérebro para avaliar o comportamento das
pessoas, contra quatro a seis áreas no caso dos homens. (p.21)
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