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135 sistemas operacionais
 

135 sistemas operacionais

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Básico sobre Sistemas Operacionais

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    135 sistemas operacionais 135 sistemas operacionais Document Transcript

    • 1 DIEGO ANDRADE CERQUEIRA A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICADesde os séculos passados até os dias de hoje ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA”
    • 2 SOROCABA/ 2004 DIEGO ANDRADE CERQUEIRA A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICADesde os séculos passados até os dias de hoje TCC apresentado à ETE. “Rubens de Faria e Souza.”, como exigência parcial para conclusão do Curso do Ensino Médio em 2004 _______________ Orientador: Prof.(a) Acidália C. Moretti. ETE. “RUBENS DE FARIA E SOUZA” SOROCABA/ 2004
    • 3
    • 4 Dedico aos meus pais que não mediram esforços para investir em minha formação acadêmica, o que tornou possível a aberturadas portas de uma vida profissional de grandes sucessos a mim.
    • 5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus que a cada dia me dá sabedoria evigor, para avançar sempre vencendo a todas as barreiras que seinterpõem em meu caminho. Agradeço a Ângela Maria Exner, valorosa amiga, semprepresente em todos os momentos, dedicada, alegre e compreensiva. Agradeço aos professores que se empenharam em ser mais que instrutores e com sua dedicação trouxeram para mim conselhos e momentos que haverei de levar por toda minha vida, a saber, Cíntia, Fátima, Acidália e Márcia. Agradeço a Sergio Rosa e Kaliny LourençãoConsorte, instrutores de informática, pelo apoio dispensado para oenriquecimento de meus conhecimentos relacionados à minha profissão. Agradeço aos meus pais por todo apoio quedispensaram durante a elaboração deste trabalho. Agradeço a mim mesmo pelas horas de dedicaçãoaos estudos autodidatas que tornaram possível a elaboração destetrabalho.
    • 6 RESUMO Visando justamente apresentar de uma forma clarae objetiva a história da informática, que impulsiona a globalizaçãoatualmente, foi desenvolvida esta obra que mostra os principaisacontecimentos que desencadearam esta revolução digital que está presenteem todos os lugares e campos da humanidade. De uma maneira dinâmicasão apresentados ordenadamente os acontecimentos no campo dainformática desde a criação do primeiro computador eletrônico até osmicrocomputadores presentes em milhares de casas, é apresentada a internetdesde a sua criação para fins relacionados à guerra até a sua popularizaçãoatual. Esta obra foi desenvolvida com o justo intuito de preencher um espaçodeixado pela falta de livros de informática que nesta linha de pensamentodemonstrem a história da informática utilizando-se de termos técnicosacessíveis. O que há hoje a respeito da evolução da informática são vagosresumos de alguns fatos relevantes, porém sem umaexplicação aprofundada. A obra foi divida por categorias e as categorias porassuntos de maneira bastante objetiva. Através deste minucioso estudo épossível compreender de forma mais facilitada os avanços tecnológicos daatualidade, quebrar certas credulidades impostas por mitos pregados pelascorporações participantes, mostrar idéias que também foram ou/e ainda sãoinovadoras, de maneira a apresentar a informática sob um ângulo menosunilateral, podendo-se assim aproveitar este estudo de forma a utilizar-se dainformática de uma maneira que favoreça um maior progresso. Pois somenteconhecendo-se as várias marcas, plataformas e tecnologias que se podeentão afirmar e aplicar as que se apresentam como as melhores.
    • 7 SUMÁRIOINTRODUÇÃO...................................................................................... 011. O QUE É INFORMÁTICA................................................................. 03 1.1. Classificação............................................................................... 03 1.2. Tipo de Computadores................................................................ 03 1.3. As Gerações............................................................................... 04 1.4. Classificação do Porte dos Computadores................................. 05 1.6. Classificação dos Microcomputadores........................................ 062. A ORIGEM DOS COMPUTADORES................................................ 083. INÍCIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO................................................ 12 3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas...................................... 12 3.2. Sistemas Numéricos................................................................... 134. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO................................ 14 4.1. Mark I.......................................................................................... 14 4.2. Hitler, o destruidor de projetos................................................... 15 4.3. Colossus..................................................................................... 16 4.4. Eniac........................................................................................... 17 4.5. Válvulas Termoiôncas................................................................. 19 4.6. Edvac.......................................................................................... 19 4.7. Edsac.......................................................................................... 205. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÂO................................ 20 5.1. Transistores................................................................................ 20 5.2. Linguagens de Programação...................................................... 21 5.3. Univac......................................................................................... 23 5.4. Outras Inovações........................................................................ 23 5.5. Tradic.......................................................................................... 24
    • 86. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO............................... 24 6.1. Circuito Integrado........................................................................ 24 6.2. Componentes com tecnologia CI................................................ 25 6.3. Os primeiros Microcomputadores............................................... 26 6.4. Altair 8800................................................................................... 27 6.5. Linguagens de Programação...................................................... 28 6.6. Final da Terceira Geração.......................................................... 297. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO.................................. 30 7.1. Circuito Integrado em Larga Escala............................................. 30 7.2. Microprocessadores de Quarta Geração.................................... 308. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO.................................... 32 8.1 Circuitos Integrados de VLSI....................................................... 32 8.2. Multiprogramação....................................................................... 33 8.3. Teleprocessamento..................................................................... 33 8.4. Linguagens de Programação...................................................... 349. SOFTWARE...................................................................................... 39 9.1. O que é?..................................................................................... 39 9.2. Classificação de Softwares......................................................... 4010. HARDWARE................................................................................... 44 10.1. Definição................................................................................... 44 10.2. Componentes............................................................................ 4411. HISTÓRIA DOS COMPUTADORES IBM PC E PS/2..................... 71 11.1 IBM-PC....................................................................................... 71 11.2. IBM-PC XT................................................................................ 73 11.3. IBM-PCjr.................................................................................... 74
    • 9 11.4. IBM-PC AT................................................................................ 74 11.5. IBM-PS/2.................................................................................. 75 11.6. IBM-PC’s Portáteis................................................................... 77 11.7. A atualidade............................................................................. 7812. FAMILÍA DE PROCESSADORES INTEL....................................... 79 12.1. Origens – 8086/8088................................................................. 79 12.2. Melhoria 80186/80188.............................................................. 81 12.3. Evolução – 80286..................................................................... 82 12.4. Tecnologia – 386...................................................................... 83 12.5. Inovação – 486.......................................................................... 84 12.6. Tecnologia dos Co-processadores Matemáticos...................... 85 12.7. Performance – Pentium............................................................ 86 12.8. A tecnologia MMX..................................................................... 8713. A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES APPLE MACINTOSH........ 88 13.1. Apple II...................................................................................... 88 13.2. Outros Modelos Apple............................................................... 90 13.3. Revolução Macintosh................................................................ 92 13.4. Viagem através doa anos na história do Apple Macintosh....... 9414. HISTÓRIA DOS SISTEMAS OPERACIONAIS............................... 105 14.1. Definição e CP/M...................................................................... 105 14.2. Microsoft DOS........................................................................... 108 14.3. Unix........................................................................................... 108 14.4. Microsoft Windows.................................................................... 110 14.5. Mac OS..................................................................................... 117 14.6. IBM OS/2................................................................................... 118 14.7. Linux ......................................................................................... 11815. A INTERNET................................................................................... 123
    • 10 15.1. As origens – ARPANET............................................................ 123 15.2. AS origens – WWW.................................................................. 124 15.3. Definições................................................................................. 125 15.4. A Internet.................................................................................. 125 15.5. A Internet e as empresas.......................................................... 126 15.6. Geração Sites........................................................................... 12916. CONCLUSÃO................................................................................. 130BIBLIOGRAFIA..................................................................................... 132
    • 11 INTRODUÇÃO Se olharmos a nossa volta, certamente notaremos apresença de diversos equipamentos eletrônicos, porém sem vislumbrar demaneira aprofundada a importância que cada um representa para nossasvidas, uma vez que isso somente acontece quando algum deles apresentaalgum problema que venha a inviabilizar o seu uso. Devido ao avanço tecnológico do século passado, hoje éimpossível imaginar as nossas vidas sem as magníficas invenções queocupam os nossos lares, nosso local de trabalho e até mesmo lazer. Asinvenções que surgiram ao longo dos tempos mudou as estruturas de nossasvidas de alguma forma, tais como a roda, eletricidade, imprensa, automóvel,televisor, entre outras, de maneira que hoje se uma delas faltar, certamentecausará grandes transtornos em nosso cotidiano, uma vez que se tornaramimprescindíveis. Mas de todas as invenções citadas acima, certamente ocomputador é o que trouxe em menos tempo as mais radicais revoluções anível mundial. Hoje se o computador vier a faltar, certamente o mundo irá ficarinerte, uma vez que hoje tudo está computadorizado, tudo está a um clique dedistância! Criado a princípio apenas efetuar cálculos de uma maneiramenos complicada e rápida, os computadores tomaram dimensões deimportância tão grandes, que rapidamente passaram a contribuir de algumamaneira em quase todos os campos da humanidade. Potencialmente o equipamento mais versátil da atualidade,pode ser utilizado para enviar e receber mensagens, ampliar os horizontes deconhecimento, trazer entretenimento, possibilitar a comunicação mundial demaneira simples, barata, rápida e eficaz, automatizar indústrias inteiras,efetuar complicados cálculos, armazenar grandes quantidades deinformações de maneira dinâmica entre outras milhões de utilidades. Justamente visando explorar um pouco deste vasto mundoe de maneira clara e objetiva mostrar a evolução da informática é que estaobra foi desenvolvida. O principal intuito é apresentar de forma clara paraaqueles que se utilizam diariamente do computador como ferramenta detrabalho e desejam obter mais informações a respeito da evolução dasdiferentes tecnologias que envolvem o mundo da informática e suasaplicações, ou para aqueles que são usuários e desejam simplesmentevislumbrar o histórico da informática desde os seus primórdios até ospresentes dias.
    • 12 E com a grande demanda e crescimento das tecnologiasque envolvem o mundo da informática se faz necessário saber porque osrumos assim são tomados e como avaliar o que cada corporação podeoferecer tendo em vista o agir dela e os resultados trazidos ao longo dostempos. Justamente também visando esta conscientização de quenão é necessário andar debaixo das regras ditadas pelas maiorescorporações que atuam no ramo da informática, muitas vezes de maneiraantiética é que são expressas as vantagens e desvantagens de cada uma dastecnologias que surgiram e/ou estão presentes no nosso cotidiano. E assim com base em mais de dois anos de pesquisa estáobra poderá assumir uma posição pouco difundida e explorada no mundo dainformática, de maneira a trazer para os que se utilizam da informática em seudia-a-dia uma visão mais crítica e menos unilateral a respeito do que se podevisualizar no mercado a cada dia.
    • 13 1. O QUE É INFORMÁTICA? 1.1. Classificação Quando ouvimos a palavra informática, de imediato aassociamos aos computadores. Esta associação é muito lógica, pois nadamais é do que a junção das palavras “informação” e “automática”, queemergiram com os progressos realizados no domínio dos computadores queestiveram na base do desenvolvimento desta nova ciência que denominamosCibernética. Informática nada mais é do que o tratamento automático dainformação através da utilização de técnicas, procedimentos e equipamentosadequados. O minidicionário “Silveira Bueno” define a palavra“computador” como sendo: processador de dados capaz de aceitarinformações, efetuar “operações programadas e fornecer resultados pararesolução de problemas. Existem computadores de grande porte e osmicrocomputadores. Quanto à evolução tecnológica os computadores sedividem em: 1ª geração (utilização de válvulas); 2ª geração (utilização detransistores); 3ª geração (utilização de circuitos integrados: chip). E a palavra“informática” como sendo: “emprego da computação eletrônica na ciência oumatéria da informação”. 1.2. Tipo de Computadores Há ainda uma classificação de tipos de computadores,porém esta classificação é pouco difundida uma vez que na atualidade quasetodos os computadores utilizados são basicamente do mesmo tipo.
    • 14 1.2.1. Computadores Analógicos São aqueles que operam por simulação de sinais elétricossemelhantes e costumam ser aplicados em problemas de controle deprocessos. A sua programação é integrada aos circuitos e não são muitoprecisos e nem velozes. Possuem uma grande área de processamento e umpequeno volume de entrada e saída de volume de dados. 1.2.2. Computadores Digitais Representam a programação e os dados através decadeias de dígitos binários (0 e 1). Encontram aplicação em praticamentetodos os campos de atividade humana, são mais precisos e velozes que oscomputadores analógicos. Possuem uma pequena área de processamento dedados e um grande volume de entrada e saída de dados. 1.2.3 Computadores Híbridos São os que possuem as características dos analógicos edos digitais. A entrada de dados é controlada por um conversor “analógico-digital”, a informação é processada por um conversor digital e a saída écanalizada por um conversor “digital-analógico”. 1.3. As Gerações A partir daí então é que se começa a dividir oscomputadores, porém não há um consenso pré-determinado, há autores quefazem a divisão em 4 gerações, outros em 5, outros em 6 e ainda outros em 3ou 2, por isso convencionou-se fazer a divisão em 5 gerações.
    • 15 1.4 Classificação do Porte dos Computadores Assim como a classificação dos computadores por geraçãonão é precisa, do mesmo modo não há um consenso com relação àclassificação do porte dos computadores. Por isso convencionou-se fazer aclassificação dos computadores em relação ao se porte em: supercomputadores, minicomputadores e microcomputadores. Porém ainda assimesta classificação não é muito difundida, pois computadores de diferentesportes podem ser utilizados para desenvolver as mesmas tarefas, ainda queem proporções diferentes. 1.4.1. Super Computadores ou Mainframes São utilizados em grandes corporações onde há umanecessidade de processar grande volumes de dados. Sua aplicação consisteem emissão de taxas e impostos, estatística, meteorologia, planejamentoeconômico, sistemas bancários, controle de viagens espaciais entre outros.Podem ocupar salas inteiras devido a exigência de uma alta capacidade deprocessamento. 1.4.2. Minicomputadores São utilizados pelas médias empresas onde o volume deinformações a serem processadas é grande, mas menor em relação ao dasgrandes corporações. Sua aplicação consiste em folhas de pagamento,estatística, merketing e vendas, consultoria, controle de produtos e estoques,planejamentos e produções entre outras atividades.
    • 16 1.4.3. Microcomputadores É nesta categoria que se englobam os computadoresutilizados no dia-a-dia por milhões de pessoas em todo o mundo. Emborapossuam capacidade inferior de memória, velocidade e processamento são osmicrocomputadores que movimentam a maior parte da economia baseada natecnologia da informação. Através deles pode se desenvolver tarefasdestinadas a uso doméstico e empresarial. São aplicados basicamente emtodos os campos da humanidade.1.5. Classificação dos Microcomputadores 1.5.1. Desktops São os microcomputadores mais comuns de seremencontrados. Geralmente são utilizados para aplicações domésticas e deempresas. Apresentam construção modular, seus periféricos podem serunidos como alguns modelos da Apple e outros da antiga Compaq, ouseparados de sua Unidade Central de Processamento, como a maioria doscomputadores. As vantagens que apresentam sobre os outros tipos demicrocomputadores são: baixo custo de manutenção e equipamentos, altacapacidade de expansão, flexibilidade, tamanho relativamente bom para sertransportado. 1.5.2. Portáteis São geralmente chamados de laptops ou notebooks. Sãoextremamente versáteis, uma vez que podem apresentar o mesmodesempenho dos desktops com a vantagem de poderem ser transportados
    • 17para qualquer lugar, trazendo um melhor aproveitamento do tempoprincipalmente para quem trabalha fora da empresa. Os atuais laptops têm a vantagem de não somente sertransportado com facilidade como também de poderem trabalhardesconectados da tomada através de uma bateria que os acompanha. Osmodelos atuais de notebook da plataforma IBM-PC são acompanhados combaterias de duração média de uma hora e meia nos modelos básicos eaproximadamente três horas e meia nos modelos mais sofisticados. Oslaptops da plataforma Apple-Macintosh geralmente são acompanhados combaterias que duram aproximadamente cinco horas. Outro importante fator a ser considerável nos laptops é oseu peso. Os modelos básicos pesam em torno de três quilos e meio e osmais sofisticados pesam em média um quilo e meio, uma grande revoluçãoem relação aos primeiros laptops que pesavam cerca de dez quilos, sendoconsiderados por muitos, como computadores arrastáveis e não portáteis. Atualmente algo importante da versatilidade doscomputadores portáteis é sua alta capacidade de conectividade com a internete redes sem fio através da tecnologia Wi-fi. Com o objetivo de customizar aversatilidade dos portáteis as empresas que fabricam processadores estãoincluindo em seus processadores tecnologias que visam dar maior controlesobre a tecnologia Wi-fi e desenvolvendo processadores que possam oferecero maior desempenho com o menor gasto possível de energia, um exemplodisso são os processadores Intel Centrino e Pentium M. Mas quem necessitade performance extrema dos laptops ainda pode optar por processadorescomo o Intel Pentium 4, que geralmente é muito utilizado nos desktopsprofissionais. Havia há pouco tempo atrás também de uso um poucomais popularizado, o equipamento Docking Station para laptops, que visavaaumentar seu desempenho transformando-o em um computador de mesa,quando não estivesse sendo usado fora do ambiente de trabalho.
    • 18 Embora ofereçam tecnologia e versatilidade, o maiornúmero de computadores vendidos ainda são os desktops, pois um notebookpode chegar a custar de três a dez vezes mais caro que um desktop demesma configuração. Em detrimento do alto custo que apresentam, as empresase usuários domésticos ainda optam na hora da compra pelos desktops. 1.5.3. Workstations Há Workstations de médio porte e as de mesmo porte demicrocomputadores. São computadores mais poderosos e mais caros.Geralmente rodam sistemas operacionais como Windows 2000, 2003 ouainda NT (os mais antigos) e Unix. Sua utilização geralmente é restrita emsistemas que exijam alto poder de processamento, segurança e confiabilidadetais como: sistemas bancários, corporativos, governamentais, hospitalaresentre outros. Também há workstations para uso destinado à computaçãográfica, para criação de animações para vinhetas de TV, animações para ainternet, criação de desenhos voltados para produção industrial entre outros. 2. A ORIGEM DOS COMPUTADORES O homem sempre procurou uma maneira de produzir maiscom menos. E para satisfazer a essa exigência, ele desenvolveu máquinascapazes de otimizar determinadas atividades, que se feitas por humanos,seriam complicadas e morosas. No princípio o homem se utilizava de hieróglifos e pinturasem suas cavernas para expressar o seu viver. Essas e outras atividades quevisavam facilitar a sua vida diária, o levou a outras grandes descobertas comoo fogo, machado, roda, números entre outras que visavam inibir as suaslimitações.
    • 19 No campo matemático podemos destacar que homem seutilizava do sistema numérico decimal, que exigia um tipo de trabalho maisaplicado e com isso mais vagaroso. Visando justamente suprir a estanecessidade que foi inventado o Ábaco por volta de -3000 A.D. O Ábaco é um dos mais antigos instrumentos de cálculosde que se tem conhecimento. Ele era constituído por uma armação produzidade madeira onde eram amarrados fios com pequenas pedras calcáriasdenominadas Calculis. A estes eram atribuídos valores na ordem decentenas, dezenas, unidades entre outras. Os cálculos eram feitos com odeslocamento dos Calculis. Para a época isto representou uma revoluçãosuficiente para desencadear uma verdadeira corrida rumo ao desenvolvimentode novos instrumentos de cálculo para atender a demanda. Porém aindaassim o Ábaco é ainda usado nos dias de hoje em diversos países do oriente.Pelo decorrer do tempo foram criados diversos instrumentos visando àmecanização do cálculo, algo complexo para a humanidade resolver de formarápida. Mas a primeira calculadora que realizava operaçõesbásicas como adição e subtração foi criada por Blaise Pascal no século XVII.Filósofo e cientista, Pascal cria aos seus dezoito anos de idade a Pascaline,constituída de um mecanismo com certo número de rodas dentadas, quetornava possível através de sucessivos giros a execução de cálculos de atéoito dígitos como presente nas calculadoras comuns de hoje. Porém suaoperação por ser vagarosa não apresentou nenhuma vantagem sobre ofamigerado cálculo manual. Analisando a genialidade da criação de Pascal, GottfriedLeibniz projetou uma máquina bem mais sofisticada que além de executaroperações de adição e subtração também multiplicava e dividia valores. Amáquina de Leibniz era constituída de cilindros de rodas dentadas e umcomplexo sistemas de engrenagens capazes de assombrar qualquerengenheiro contemporâneo.
    • 20 As primeiras máquinas comercializadas no século XIX erambaseadas nos princípios de funcionamento de sua máquina. Porém estasmáquinas não podem nem de longe serem comparadas à atual tecnologiapresente em nossas vidas. Elas trabalhavam basicamente combinandonúmeros nela inseridos através de alavancas e relógios, desprovidas de umacondição de armazenamento e um tipo de instrução automatizada.Porém as coisas começaram a apresentar um avanço significativo a partir daépoca da Revolução Industrial, quando definitivamente a idéia de substituir otrabalho humano por máquinas começou a ser implantado.Foi neste século que Charles Babbage deu um grande impulso aodesenvolvimento das “Máquinas Matemáticas”. Babbage dedicou sua vida ao projeto de tais máquinas,porém sempre se deparou com problemas, pois a complexidade mecânicaque envolvia tais máquinas era excessiva para a época. Porém o seu objetivode criar máquinas que calculassem e imprimissem foi bem sucedido, pois foiele quem criou o conceito de uma leitora de cartões, que muito seassemelham as nossas impressoras matriciais e que tornou possível técnicasde programação que viriam a ser aplicadas no século XX.Babbage idealizou um pequeno modelo constituído por 96 rodas e 24 eixosque denominou “Máquina Diferencial”. Estimou aproximadamente 3 anos esteprojeto, porém à medida que ele avançava novas idéias surgiam einutilizavam todo o trabalho anterior. Logo após a “Maquina Diferencial”, Babbage passou aodesenvolvimento da “Máquina Analítica”, que foi a primeira máquinaconsiderada programável, capaz de executar quaisquer cálculos, ainda queatravés de programação externa. A máquina deveria dispor de uma memóriacapaz de mil números de cinqüenta dígitos, comparando-os e agindo deacordo com o resultado obtido. Sua limitação se baseava no fato de que todaa informação seria armazenada em cartões perfurados, contendo programa edados, através de arames que podiam ou não perfurar os cartões, princípioinicial da programação dos computadores eletrônicos.
    • 21Embora os projetos de Charles Babbage fossem revolucionários, suacomplexidade era tamanha que desencadearam diversos fracassos quefizeram seu projetos permanecerem abandonados.Na mesma época o inglês George Boole, depois de estudar várias teoriasmatemáticas estabelece a “Lógica Formal” ou “Álgebra de Boole”. Atravésdesta lógica, foi permitido o estabelecimento de procedimentos queidentificam se uma situação é falsa ou verdadeira através de operadoreslógicos “AND”, “OR” e “NOT”, que foi de grande valia para o procedimentopara o uso da técnica de programação.Outros matemáticos continuaram seus estudos após a morte de Boole,criando os sistema de numeração binária, base dos modernos computadoreseletrônicos. Foi nesta época que foi desenvolvida as diretrizes queimpulsionaram as atuais técnicas de programação (técnicas que inserem nasmáquinas os procedimentos e diretrizes para que elas realizem asoperações).Foi Alan Turing quem criou o que hoje é à base de todas as técnicas deprogramação, que consistia numa forma de inserir dados nas máquinas,denominada decodificação. Concretizava-se assim a ideologia da possibilidade de umamáquina trabalhar com diversos tipos de dados diferentes, dependendoapenas dos procedimentos e diretrizes que nela fossem inseridos, surgindo-seassim a máquina programável.
    • 22 3. O ÍNICIO DA ERA DA COMPUTAÇÃO 3.1. Aplicação da Tecnologia das Máquinas Essa crescente evolução das máquinas de calcular ecomputar tornou possível em 1890 à elaboração do Censo Estado-Unidensepor Herman Hollerith. Porém se ele se utilizasse da máquina presente naépoca, só terminaria o censo na época de realizar outro (1900). AssimHollerith fez um aperfeiçoamento dos cartões perfurados e consegui com êxitoobter os resultados em três anos. Para isso ele introduziu o uso daeletricidade em sua máquina. Os cartões eram introduzidos na máquina queos lia a partir de pinos metálicos, que ao entrarem em contato com os cartõesultrapassavam a as marcas perfuradas e entravam em contato direto comuma superfície também metálica. No contato dos pinos com a superfíciemetálica era transmitida uma corrente elétrica, que era registrada earmazenada na memória da máquina. A máquina de Hollerith ficou conhecidacom Tabulador de Hollerith. Em função do sucesso obtido com o censo, HermanHollerith fundou a TMC (Tabulation Machine Company) em 1896, seassociando em 1914 com outras duas pequenas empresas e formando aComputing Tabulation Recording Company que veio a se tornar em 1924 afamosa IBM (Internacional Business Machine). Em 1930, os cientistas começaram a progredir nasinvenções de máquinas complexas sendo o Analisador Diferencial de VannerBush o marco para o início da moderna era do computador.Em 1936, Allan Turing faz a publicação de um artigo sobre númeroscomputáveis e Claude Shannon demonstra numa tese a conexão entre alógica, simbólica e circuitos elétricos. Em 1937, George Stibitz desenvolve em sua mesa decozinha um “Somador Binário”.
    • 23 Porém ainda que haja estas menções acima, nada de novofoi especialmente criado, tudo isto foi apenas um aperfeiçoamento dasmáquinas já existentes. 3.2. Sistemas Numéricos Muitas pessoas alguma vez em suas vidas ouviram dizerque o computador trabalha apenas com números e de uma maneira aindamais estranha, apenas com zeros e uns. Visto que as informações dos computadores são passadosatravés de circuitos eletrônicos e estes são ativados através de impulsoselétricos, estes podem apenas estabelecer apenas dois estados estáveis:positivo e negativo. A partir daí então foi desenvolvido um sistemarepresentativo de apenas dois símbolos (0,1) que representam os impulsoselétricos negativo e positivo respectivamente. Todos os sistemas então obedecem a regra chamada de“Sistema Posicional”, que determina que a composição de algarismos nãodepende somente dos algarismos que o compõem como também a suadevida posição. Para que o computador possa processar uma informaçãoele se utiliza da linguagem de máquina. Não importa se inserimos um dadoem letra ou número ou ainda vetores de desenho, para o computador isto tudosempre será representado por números. As bases numéricas mais comuns na informática sãobinária, decimal e hexadecimal. 3.2.1. Sistema Binário Usualmente aplicado na linguagem de máquina apresentasomente os algarismos: 0 e 1.
    • 24 3.2.2. Sistema Decimal Usualmente aplicado em diversas linguagens deprogramação, vetores de imagens gráficas, cálculos é composto dosalgarismos: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. 3.2.3. Sistema Hexadecimal Usualmente aplicado em algumas linguagens deprogramação tem seu uso bastante difundido na aplicação de codificação decores, é composto pelos seguintes algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B,C, D, E e F. 4. COMPUTADORES DE PRIMEIRA GERAÇÃO 4.1. Mark I O crescente avanço nas tecnologias das máquinaschamaram a atenção dos militares estado-unidenses, que interessados nopoder que estas máquinas poderiam trazer a longo prazo, investiram alto empesquisas e projetos, que começaram a trazer resultados durante a SegundaGuerra Mundial. Em meados de 1944, graças a grandes avanços obtidos nocampo da eletricidade, inicia-se a construção de uma máquina baseada nosprincípios de funcionamento de dispositivos eletromecânicos conhecidoscomo relês. Assim pela primeira vez foram implementados os princípios daÁlgebra de Boole que foram implementados através de circuitos dechaveamento, tipo abre e fecha de relês, de modo a expressarem alternativasSIM/NÃO, 1/0, Ligado/Desligado, que identificam a validade ou não umaproposição.
    • 25 Este incrível computador eletromecânico foi desenvolvidona Universidade de Harvard, pela equipe do professor H. Aiken com ajudafinanceira da IBM, que veio a investir US$ 500.000,000 no projeto. Seu nomeera Mark I e era controlado por programa que usava o sistema numéricodecimal. Ele tinha 15 metros de profundidade e 2,5 metros de altura,envolvido por vidro e aço inoxidável brilhante.Suas principais características eram: • 760.000 peças; • 800 km de fios; • 420 interruptores para controle; • Realizava uma multiplicação em 0,4 segundos; • Realizava uma divisão em aproximadamente 10 segundos; O Mark I prestou serviços matemáticos na Universidade deHarvard por dezesseis anos completos, apesar de não ter feito muito sucesso,por razão de ser obsoleto antes mesmo de ser concluído. Um dos seusmaiores inconvenientes no uso, porém era o intenso ruído que emita quandoestava em funcionamento. 4.2. Hitler, o destruidor de projetos Em 1941, ao passo do desenvolvimento do Mark I, KonradZuse, na Alemanha, já estava a criar modelos de teste muito superiores aoMark I: o Z1 e Z2. Logo após estes, completou um computador operacionalque chamou de Z3, que consistia num dispositivo controlado por programabaseado no sistema binário, e era muito menor e de construção bem maisbarata que o famigerado Mark I. Os computadores Z3 e logo a seguir o Z4, foram utilizadosna solução de problemas de engenharia de aeronaves e projetos de mísseis.Zuse construiu outros vários computadores para fins especiais, mas não teve
    • 26apoio do governo alemão. Hitler na época mandou embargar todas aspesquisas científicas, excetos as de curto prazo, sendo que o projeto Zuselevaria cerca de dois anos para ser concluído. Uma das principais aplicaçõesdas máquinas de Zuse era quebrar os códigos secretos que os inglesesutilizavam para se comunicarem com os comandantes no campo. 4.3 Colossus Em face o crescente avanço na tecnologia das máquinascomputáveis, em 1943, sob a liderança de Alan Turing, criador do queoriginaria os parâmetros da programação moderna, foi desenvolvido ocomputador Colossus, que era muito mais ambiciosa que o famigeradoMark I, uma vez que ao invés de relés eletromecânicos se utilizava do novo erevolucionário invento da época, as válvulas. Trabalhando com símbolos perfurados numa argola de fitade papel, o Colossos trouxe uma grande revolução para as máquinas daépoca, pois utilizava-se da leitura fito elétrica, comparando a mensagemcifrada no papel coma os códigos conhecidos até encontrar uma coincidênciae assim processar a informação. O Colossus possuía aproximadamente 2.000 válvulas e eracapaz de processar até 25.000 caracteres por segundo. Por coincidência onúmero de válvulas de que ele se utilizava era aproximadamente o númeroproposto para a nova máquina que não lhe foi permitido desenvolver. Em 1945, Jonh Von Nemann delineia os elementos críticosde um computador, possibilitando-se assim uma melhora na resolução deproblemas e desenvolvimento de soluções para as máquinas computáveis.
    • 27 4.4. Eniac Com a invenção da válvula e com o aprimoramento daálgebra de Boole, foi possível o desenvolvimento do primeiro computadordigital eletrônico de grande escala: o Eniac – Eletronic Numeric Integrator andCalculator (Computador e Integrador Numérico Eltrônico). Com o seu desenvolvimento impulsionado pela SegundaGuerra Mundial, seu uso era voltado para efetuar cálculos balísticos e decifrarcódigos inimigos. Projetado pelos engenheiros Jonh W. Mauchly e J. PresperEckert, que era um gênio em engenharia (desenvolveu um rádio a cristal comapenas oito anos de idade e o colocou na ponta de um lápis), com o apoio doDepartamento de Material de Guerra do Éxercito dos Estados Unidos daAmérica, na Universidade da Pensilvânia, o Eniac representou a revoluçãoque teve a maior repercussão por todo o mundo, uma vez que eraextremamente melhor que as máquinas criadas até então. Porém ainda que desenvolvido para fins militares, odesenvolvimento do Eniac foi concluído em apenas 1946, um ano após otérmino da Segunda Guerra Mundial. Programado através de números binários aliados a álgebrade Boole, diferentemente da programação baseada em números decimais queestava presente em uma grande maioria das máquinas eletromecânicas, suaprincipais características eram: • Totalmente eletrônico; • Possuía 17.468 válvulas de vidro interligadas por aproximadamente 300 km de fios; • 500.000 conexões de solda; • Consumia aproximadamente 250 kW de potência elétrica por hora (gasto aproximado de um mês inteiro na média de casas da maioria da população do país);
    • 28 • Alcançava altas temperaturas quando se encontrava em plena operação; • Uma válvula queimava a cada cinco minutos; • Não possuía capacidade de armazenamento de informações em sua memória; • Eram necessários no mínimo 5 operadores; • Pesava por volta de 30 toneladas; • Ocupava uma área de aproximadamente 180 metros quadrados de área construída e com altura de aproximadamente 9 metros; • 2 vezes maior que o Mark I; • Realizava uma soma em 0,0002 segundos e uma multiplicação com números de 10 dígitos em apenas 0,005 segundos; Ainda que possuísse um grande potencial para cálculos,apresentava um enorme problema: com um número extremamente alto deválvulas operando a uma taxa de 100.000 pulsos por segundo, havia 1,7bilhão de chances por segundo de que uma válvula viesse a falhar,apresentando também aquecimento demasiadamente alto. Em detrimento dasválvulas liberarem muito calor, mesmo com os ventiladores, a temperaturasubia às vezes até a 67ºC. Eckert, aproveitando-se da idéia que era utilizadaem equipamentos eletrônicos, diminuiu a tensão elétrica das válvulas,reduzindo as falhas para apenas 1 ou 2 vezes por semana. Embora tenha sido uma máquina extremamente poderosapara a época, apresentava muitos inconvenientes que fizeram com que fossedeixada de lado em 1948 e desativada em 2 de Outubro de 1955.
    • 29 4.5. Válvulas Termoiônicas Embora apresentassem um grande avanço tecnológico, asválvulas apresentavam os seguintes problemas: • Aquecimento demasiado; • Queima freqüente em razão do elevado aquecimento; • Elevado consumo de energia; • As válvulas eram relativamente lentas; 4.6. Edvac O sucessor do Eniac foi o Edvac – Eletronic DiscreteVariable Computer (Computador Eletrônico de Variáveis Discretas). Também desenvolvido pelo engenheiro Eckert, o Edvactrouxe alguns avanços significativos em relação ao Eniac, pois permitia que otrabalho fosse acelerado com a capacidade de armazenamento de dados eprogramas. Os dados eram armazenados eletronicamente num meiomatéria composto de um tubo cheio de mercúrio, conhecido como linha deretardo, onde cristais dentro do tubo geravam pulsos eletrônicos que serefletiam para frente e para trás, tão lentamente quanto podiam com o objetivode reter a informação, semelhante a um desfiladeiro que retém um eco, queEckert descobriu por acaso ao trabalhar com um radar. Embora apresentasse um sistema de armazenamento, estenão era seguro o suficiente. Outra grande característica do Edvac era o poder decodificar as informações em forma binária em vez da forma decimal, aocontrário do Eniac que era programado por números binários e codificados nosistema decimal, reduzindo assim significativamente o número de válvulas.
    • 30 4.7. Edsac Em 1949, o cientista inglês Maurice Wilkes, desenvolve oEdsac – Eletronic Delay Storage Automatic Calculator(Calculadora/Computador Automático com Armazenamento por RetardoEletrônico). O Edsac além de se utilizar do avanço em questão dearmazenamento que o sistema de memória por retardo eletrônico, o quemarcou o seus sucesso foi o fato de ele ser o primeiro computadoroperacional com a capacidade de armazenar os seus próprios programas. Em face ao crescimento inicial da indústria do computador,em 1951 surge o primeiro computador comercial o Leo.5. COMPUTADORES DE SEGUNDA GERAÇÃO 5.1. Transistores Em meados de 1947 e 1948, os estudos realizados porWillian Shockley, Jonh Bardeen e Walter Brattain, levam ao aparecimento deum novo componente que revolucionou o mundo da eletrônica e dainformática: Transistor. Desenvolvido em 1952 pela Bell Laboratories, o Transistorpassou a ser um componente básico na construção de computadores,assinalando o início da Segunda Geração de Computadores. Este componente baseava-se nas propriedadessemicondutoras de alguns elementos tais como o germânio e o silício,representando assim uma versão de válvula em estado sólido. Suas principais vantagens sobre a válvula: • Tamanho reduzido; • Menor dissipação de calor; • Menor consumo de energia elétrica;
    • 31 • Apresentava maior velocidade de operação; • Mais confiável e sujeito a menores danos mecânicos; • Mais econômicos; 5.2. Linguagens de Programação 5.2.1 Assembly Nesta geração de computadores inicia-se a imposição dotermo Software para a parte lógica da informática, composta basicamente porprogramas e dados, e Hardware, para a parte física da informática, compostapor discos, máquinas, cabos entre outros. Se houve uma crescente evolução nos computadores emtermos de hardware, também o mesmo aconteceu com as linguagens deprogramação desde o Eniac. Até então a programação era feita em linguagemde máquina, classificada como linguagem de baixo nível, por razão de muitose distanciar da linguagem utilizada por nós. Além de a codificação ser feitatoda de acordo com o sistema binário, não apresentava nenhuma facilidadepara ser projeta, editada e ser efetuada manutenção de programas. Estas linguagens foram substituídas pelas linguagens demontagem, conhecidas como Assembly, que contém a mesma instrução daslinguagens de máquina, só que representadas por uma seqüência de códigossimbólicos, que convencionou-se chamar de mnemônicos. A vantagem que esta linguagem apresentou sobre aslinguagens de máquina foram que ao invés de utilizar uma seqüêncianumérica desde o seu desenvolvimento, passaram a ser desenvolvidasatravés do formato de códigos, que permitiram uma melhor visualização,aumentando a confiabilidade, eficiência e rapidez no seu desenvolvimento. Porém ainda que a linguagem Assembly tenhaproporcionado um grande avanço tecnológico, manteve a certas dificuldadescomo por exemplo o fato de que os programas só poderiam ser executados
    • 32em computadores com o mesmo sistema operacional, do qual o programadorera obrigado conhecer detalhes. Embora possuíssem as dificuldades apresentadas acima,as linguagens de montagem são utilizadas até hoje, mais precisamente nodesenvolvimento de software básico, mas desde meados da década de 90, oseu uso decaiu de maneira drástica. Visando uma solução menos complicada, surgiram anosapós as linguagens de Alto Nível. Dentre as primeiras podemos destacar aFortran e a Cobol. 5.2.2. Compliadores Essas linguagens de programação são digitadas em formade texto e gravadas em um arquivo de computador (os programas). Oscompiladores, são responsáveis pela “tradução” destes programas emlinguagem de máquina, ou seja à partir de um arquivo de texto contendo umprograma elaborado em determinada linguagem, eles geram um outro arquivode maneira que o computador “entenda” as instruções contidas nele e asexecute. 5.2.3. Interpretadores Os interpretadores são programas que não geram um novoarquivo de forma que o computador possa entender as instruções. Eles lêem,interpretam e executam as instruções contidas no programa, comando porcomando, o que os torna mais lentos do que os compiladores, uma vez queneste últimos não existe a necessidade de interpretação, pois as instruções jáestão codificadas. Embora apresentem um meio mais sofisticado de trabalharcom a programação, não apresentam uma relação de vantagens grande paraserem substitutos dos compiladores.
    • 33 5.3. Univac Em meados de 1951 e 1952, Jonh Mauchly e J. PresperEckert abriram a sua própria firma na Filadélfia e desenvolveram o Univac –Universal Automatic Computer (Computador Automático Universal). O Univac era o primeiro computador a utilizar-se da novatecnologia dos transistores, o que o tornou muito mais versátil e confiável queos computadores eletrônicos de válvulas termoiônicas. Era um computador voltado para uso comercial e suasprincipais inovações consistiam no fato de que armazenava seus programas erecebia instruções de uma fita magnética de alta velocidade, querepresentavam grandes vantagens em relação aos famigerados cartõesperfurados. Para comprovar a sua eficácia no campo doscomputadores, o Univac foi utilizado para prever os resultados de uma eleiçãopresidencial dos Estados Unidos. 5.4. Outras Inovações No ano de 1952, Grace Hopper transformou-se em umapioneira no processamento de dados, por haver criado o primeiro compiladorque ajudou a desenvolver duas linguagens de programação que tornaram oscomputadores mais atrativos para uso comercial. Em 1953, Jay Forester, do MITS (Micro Instrumentation andTelemetry Systems), construiu uma memória magnética muito menor que autilizada pelo Univac e bem mais rápida, a qual substituía as que usavamválvulas eletrônicas, feitas sob o processo de retardo eletrônico. Gordon Teal em 1954, descobre um meio de fabricartransistores de cristais isolados de silício a um custo baixo. A IBM em 1954 conclui o projeto do primeiro computadorproduzido em série e de porte médio, o IBM/650.
    • 34 5.5 Tradic Em meados de 1955 conclui-se o primeiro computadortotalmente transistorizado, desenvolvido no âmago da Bell Laboratories: oTadic. O Tradic inovou em diversos aspectos em relação aoscomputadores que já começavam a utilizar-se de maneira parcial ostransistores, pois possuía apenas 800 deles, sendo cada um em seu própriorecipiente, contribuindo bastante para minimizar o espaço físico ocupado pelocomputador. 6. COMPUTADORES DE TERCEIRA GERAÇÃO 6.1. Circuito Integrado Conclui-se em meados de 1960, o projeto do CI – Circuitos Integrados. De aproximadamente 1958 a 1959, Robert Noyce, Jean Hoerni, Jack Kilby e Kurt Lehovec, participam do desenvolvimento revolucionário que haveria de permitir posteriormente o surgimento dos microcomputadores, os Circuitos Integrados, pastilhas que ficaram conhecidas como Chips. Estes chips incorporavam, numa única peça de dimensões exageradamente reduzidas, várias dezenas de transistores interligados formando assim complexos circuitos eletrônicos. Com as técnicas desenvolvidas por esta equipe, foi possível produzir o componente com dezenas de transistores e outros componentes eletrônicos com apenas cinco centímetros quadrados. Os circuitos integrados podem ser classificados em: SSI, MSI e LSI.
    • 35 6.1.1. SSI O cirrcuito integrado do tipo SSI podia abrigar em seucomponente cerca de 100 transistores. SSI é o acrônimo de “Small ScaleIntegration” (Pequena Escala de Integração). 6.1.2. MSI O circuito integrado do tipo MSI podia abrigar em seucomponente cerca de 1.000 transistores. MSI é acrônimo de “Middle ScaleIntegration” (Média Escala de Integração). 6.1.3. LSI O circuito integrado do tipo LSI podia abrigar em seucomponente cerca de 10.000 transistores. LSI é acrônimo de “Large ScaleIntegration” (Larga Escala de Integração). 6.2. Computadores com tecnologia CI Aproveitando a deixa da nova tecnologia que diminuía otamanho dos computadores e conferia a eles maior desempenho, a IBM,uma das corporações líderes no desenvolvimento de computadores emsérie, desenvolve em 1960 o IBM/360. Em 1961, Steven Hofstei, descobriu o transistor de efeitocampo, usados nos circuitos integrados dos componentes da MOSTechnology. Em 1965, a Digital Equipament introduz no mercado oPDP-8, o primeiro Minicomputador comercial com preço bastanteconvidativo.
    • 36 Em 1968, a Burroughs criou os primeiro computadores que utilizavam-se totalmente da tecnologia proporcionada pelos circuitos integrados: o B2500 e o B3500. 6.3. Os primeiros Microprocessadores 6.3.1. Intel 4004 Até então a unidade de processamento central dos computadores era descentralizada em vários componentes, o que muito dificultava um processamento mais ágil. Em 1971, revolucionando o mercado de computadores do mundo, foi desenvolvido o primeiro microprocessador do mundo: o processador Intel 4004. O Intel 4004 era um único chip com todas as partes básicas de um processador central, uma CPU de um computador de 4 bits. Suas principais características eram: • Primeiro Microprocessador do mundo; • Possuía 2.250 componentes em um único chip; • Somava 2 números de 4 bits em 11 milionésimos de segundo; 6.3.2. Intel 8080 A Intel Corporation, uma das maiores corporações dedesenvolvimento de processadores de época traz uma nova revolução em1974, o microprocessador Intel 8080. Abrigando muito mais componentes que seus antecessoresIntel 4004 e 8008, este microprocessador trouxe um novo padrão para aindústria de computadores possibilitando assim uma maior performance em
    • 37microcomputadores, que na época estavam começando a surgir a até entãonão eram tão interessantes ao ponto de serem primordiais no uso comercial. Suas principais características eram: • Tornou-se padrão para a indústria de microcomputadores; • Possuía 4.500 componentes; • Somava dois números de 8 bits em 2,5 milionésimos de segundo; 6.3.3. MOS Technology 6502 Em 1975 a MOS Techonoly, desenvolve omicroprocessador MOS-6502 e representou uma outra revolução no mercadode processadores. Dando assim início a uma crescente demanda dedesenvolvimento de novas tecnologias em microprocessadores. Suas principais características eram: • Muito utilizado em computadores domésticos; • 4.300 componentes; • Somava 2 números de 8 bits em 1 milionésimo de segundo; 6.4. Altair 8800 Em 1974, Ed Roberts, do MITS, em Albuquerque desenvolve o Altair 8800: um dos mais revolucionários microcomputadores da época. O Altair era baseado no microprocessador Intel 8080, que possibilitou uma performance mais que suficiente para aplicações doméstica, comercial e para pequenas empresas. O nome Altair segundo dizem se deve a uma estrela, pois consideravam o lançamento da máquina um “evento estelar”. O Altair veio a se tornar o maior sucesso, marcando o ínicio de uma indústria multibilionária, pois ao passo que Roberts esperava
    • 38vender aproximadamente 800 unidades, teve dificuldades para atender amais de 4.000 pedidos. 6.5. Linguagens de Programação 6.5.1 Linguagens de Alto Nível Com o grande aumento da capacidade e velocidade doscomputadores, começaram a surgir no mercado linguagens deprogramação orientadas para a resolução de problemas específicos. Em virtude da linguagem de montagem desenvolvida nasegunda geração de computadores não atender a necessidade dacrescente demanda de novas tecnologias que surgiam, houve anecessidade da criação de linguagens de Alto Nível, que tornava aprogramação mais fácil e rápida, através de comandos de fácilaprendizado para que possuíam comandos em inglês que substituíam asinstruções de máquina. Estas linguagens tornaram muitas pessoas aptas aprogramar. Dentre elas as principais que podemos destacar são aFortran e Cobol. 6.5.2. Cobol O Cobol (COmmon Bussiness Oriented Language) era umalinguagem de programação destinada ao processamento de serviçoscomerciais. Por esta razão, possui maiores facilidades para definir emanipular nomes de pessoas, códigos, formação de arquivos, edição devalores monetários, elaboração de relatórios, emissão de cheques, notafiscais entre outros.
    • 39 6.5.3. Fortran O Fortran (FORmula TRANslation) foi originalmentedesenvolvido pela IBM, em 1956, e destinado a resolver problemascientíficos, pois possui facilidades para manipulação e cálculos de fórmulasmatemáticas. Devido ao seu grande uso, pois é uma linguagem que estádisponível em quase todos os tipos de computadores, o Fortran evoluiumuito e possui várias versões e variações tais como: Fortran I, Fortran II,Fortran IV, Fortran IV-G, Fortran IV-H entre outras versões. 6.6. Final da Terceira Geração No final da terceira geração de computadores é quefinalmente passaram a se popularizar o uso de microcomputadores, porémainda assim não chegava nem perto da grande expansão que vivemos naúltima década. Logo após o desenvolvimento do Altair, em 1975 osestudantes Willian (Bill) Gates e Paul Allen criam o primeiro software paramicrocomputador, o qual era uma adaptação do BASIC (Begginners All-Purpose Symbolic Insruction Code) para o Altair. Anos mais tarde, Gates eAllen fundam a Microsoft, a mais rica companhia de softwares paramicrocomputadores do mundo. Em 1977 surge no mercado de produção em série trêsmicrocomputadores: o Apple II, O TRS-80 da Radio Shack (vendido noBrasil sob produção da Prológica) e o PET da Commodore. Em 1979 é lançado pela Software Arts o VisiCalc, oprimeiro programa comercial para microcomputadores.
    • 40 7. COMPUTADORES DE QUARTA GERAÇÃO 7.1. Circuito Integrado em Larga Escala Na década de 80, foi desenvolvido o IC-LSI – IntegratedCircuit Large Scale Integration (Circuito Integrado em Larga Escala deIntegração), que possuía uma tecnologia tão superior aos circuitos integrados,que era possível haver em um mesmo chip até 300.000 componentes. Dentre os processadores que tiveram um grande destaquenesta época tivemos os processadores da HP e Motorola. Foi nesta geração que se iniciou a criação demicroprocessadores de até 32 bits que revolucionaram de tal forma omercado de microcomputadores que estão presentes até os dias de hoje. Em meados de 1978 a 1980 uma equipe comandada pelaIBM, desenvolveu o sistema de arquitetura aberta, que possibilitou olançamento da plataforma IBM-PC, utilizando-se da tecnologia que oIC-LSI podia proporcionar para que ela entrasse no mercado demicrocomputadores sem problemas, que se encontra presente até os dias dehoje. Em 1984, a Apple lança o Macintosh, que vendeu milharesde unidades devido à sua versatilidade e interface gráfica, beneficiando-se datecnologia IC-LSI para construí-lo em forma de monobloco. Também em 1984 foi comercializado o micro MMX,destinado ao uso doméstico com boa aceitação no mercado. 7.2. Microprocessadores da Quarta Geração 7.2.1. Motorola 68000 O microprocessador desenvolvido pela Motorola em 1979era um dos chips de 16 bits mais poderosos e versáteis da época, pois a
    • 41maioria que havia no mercado não atingia a sua performance ou processavainformações em modo de 8 bits. Através deste desenvolvimento, os chips queforam desenvolvidos posteriormente baseados nele, foram utilizado noscomputadores Apple durante toda a década de 80, porém ele não foi o único aequipar os computadores Apple, também estiveram presentes em suaunidade central de processamento chips da IBM e MOS. Suas principais características eram: • Um dos mais poderosos e versáteis chips de 16 bits; • Executava multiplicações de uma só vez ao invés de o fazer através da repetição de adições como a maioria dos microprocessadores da época, apresentando maior velocidade e agilidade; • Possuía 70.000 componentes; • Multiplicava 2 números de 16 bits em 3,3 milionésimos de segundo; 7.2.2. Hewlett Packard Super Chip Uma nova revolução que reflete até os dias de hoje foi-nosproporcionada pela HP com seu micro processador Super Chip o primeiro de32 bits do mundo, desenvolvido em 1981. Porém a Hewlett Packard não investiu mais na produção demicroprocessadores como o fazia a Intel, Motorola e MOS Technology, e porisso o que mais se aproveitou de seu chip foi a tecnologia aplicada, pois o seuuso em computadores da época foi muito pouco difundido. Uma das razõespara que seu uso fosse restrito é que a maioria dos processadores da épocatrabalhava com 8, que por ter atingido uma maior maturidade no mercadopossuía maior número de periféricos e softwares compatíveis e ainda havia osde 16 bits que começavam a se popularizar lentamente. Suas principais características foram: • Primeiro microprocessador de 32 bits do mundo;
    • 42 • O seu projeto durou 18 meses; • Possuía o número revolucionário de 450.000 componentes; • Multiplicava 2 números de 32 bits em 1,8 milionésimos de segundo;8. COMPUTADORES DE QUINTA GERAÇÃO 8.1. Circuitos Integrados VLSI É nesta geração que se encontram os microcomputadoresutilizados por nós até os dias de hoje, pois são baseados na tecnologia IC-VLSI. Os componentes IC-VLSI – Integrated Circuit Very LargeScale Integration (Circuitos Integrados em uma Escala Muito Maior deIntegração) – permitiram uma miniaturização ainda maior dos circuitosintegrados. Através desta tecnologia que foi possível a consideráveldiminuição dos computadores e a produção de computadores portáteis demaneira a expressarem ainda maior tecnologia e capacidade de expansãoque os baseados em IC-LSI. Generaliza-se nesta época os termos Multiprogramação,Multiprocessamento e o Teleprocessamento. É nesta geração também que passam a surgir aplicaçõesgráficas mais sofisticadas e aplicações educacionais. Tamanha foi a diminuição dos chips que o F-100,desenvolvido na década de 80, media apenas 6 milímetros quadrado,sendo pequeno o suficiente para passar pelo buraco de uma agulha.
    • 43 8.2. Multiprogramação Até então a maioria dos microcomputadores estava limitadoà execução de apenas um programa que era operado através de algumas daslinguagens de programação da época e que não podia ficar retido nocomputador para ser usado posteriormente, uma vez que se utilizavam damemória ROM (Read Only Memory – Memória Somente de Leitura) por razãodos processadores da época terem baixo desempenho e ainda não serpopularizado o uso de discos rígidos. A partir de então os computadores, dotados de tecnologiasque favoreciam o surgimento de diversos programas, eles passaram a possuira capacidade de executar vários programas em um mesmo computador,através de discos rígidos e unidades removíveis, assim era possível executarem um mesmo computador programas gráficos, comerciais entre outros. 8.2. Multiprocessamento É a capacidade que os computadores da quinta geraçãopassaram a apresentar de executar simultaneamente vários programas emcomputador que utiliza mais de uma unidade central. Um dos princípios quepossibilitariam o uso de vários processadores em um computador e trabalhoem redes locais. 8.3. Teleprocessamento É nesta época que se inicia o uso daquela que mais tardeviria a ser a grande rede mundial de computadores: a internet. Com origem em 1969, a ARPANET visava apenas ligarpoucos pontos estratégicos durante a Guerra Fria, porém nesta época haviatipo uma pequena expansão sendo utilizada por técnicos e cientistas.
    • 44 Teleprocessamento nada mais era que a definição dacapacidade que um computador tinha de enviar e receber informações delocais remotos via telecomunicação. O teleprocessamento pode ser on-line e off-line. 8.3.1. On-Line Se um computador estiver diretamente conectado ao meioou canal de telecomunicação, recebendo e transmitindo as informaçõesprocessadas. 8.3.2. Off-Line Quando um computador não efetua diretamente a recepçãoe transmissão que ficam a cargo de um outro computador (que está, então,on-line com a transmissão). O computador off-line recebe e entrega ao on-lineuma fita, disco magnético ou rede a informação a ser processada. 8.4. Linguagens de Programação 8.4.1. Basic Na meados da década de 70 e 80 foi desenvolvida alinguagem de programação Basic. Acrônimo de Begginers All-purposeSymbolic Instruction Code (Código de Instruções Simbólicas para Todos osPropósitos dos Principiantes), trouxe um caráter revolucionário ao trazer umasintaxe de codificação simples e de fácil aprendizado que tornou muitaspessoas aptas a programar e assim atender às suas pequenas necessidades,como comércios, ambiente doméstico entre outros.
    • 45 Mas também ao mesmo passo que atendia a demandacomercial e doméstica, podia também ser utilizada em terminais remotos decomputadores. Seu caráter conversacional (isto é o programador podeexecutar e corrigir seu programa diretamente pelo terminal, sem interferênciade outro operador) proporciona estrutura simples aos comandos, emborapermita também programação de problemas complexos. A linguagem de programação Basic foi utilizada até o inícioda década de 90, sendo aos poucos substituída pelas linguagens Qbasic eposteriormente Visual Basic, ambas da Microsoft. 8.4.2. PL/1 O PL/1 (Programing Language One) era uma daslinguagens mais poderosas que se conheceu em meados do final da décadade 70 e década de 80. Sua principal característica era oferecer aoprogramador um imenso repertório de recursos e comandos de programaçãopara o desenvolvimento de qualquer tipo de aplicação. Basicamente o PL/1 possuía, ao mesmo tempo: • Todos os recursos de Fortran para programação de problemas científicos; • Todos os recursos do Cobol para a programação de problemas comerciais; • Os recursos de programação modular em estrutura de blocos e outras facilidades da linguagem chamada Algol; • Facilidade para manipular seqüência de caracteres ou listas de nomes ou tabelas, como ocorre com linguagens especiais para processar listas e chamadas Lisp, Snobol etc.;
    • 46 Além disso, o PL/1 possuía a facilidade ou opção paraescrever programas simplificados através de comandos padronizados,semelhantes aos usados em Basic. O PL/1 possuía portanto, as seguintes vantagens: • Era apropriado para programação de problemas que envolviam tanto aspecto científico como comercial ou processamento de tabelas ou listas; • A riqueza de comandos e de recursos que permitiam a programação adequada de problemas extensos; • Permitia unificar a linguagem de programação usada na empresa tanto pelos engenheiros como pelos programadores comerciais; Algumas das desvantagens que o PL/1 apresentava eram: • O seu compilador era extenso, só permitindo o uso em computadores de porte médio para cima; • Se o problema for exclusivamente científico ou comercial, a eficiência de um programa PL/1 pode ser bem menor que o mesmo escrito em Fortran ou Cobol. 8.4.3. A Linguagem Pascal A linguagem Pascal (em homenagem ao matemáticofrancês Blaise Pascal do século XVII) era uma linguagem poderosa ecompacta para mini e microcomputadores. Foi definida em 1968 peloprofessor Niklaus Wirth do Instituto Federal de Tecnologia, de Zurique Suíça,e possuía as seguintes características: • É uma linguagem estruturalmente mais poderosa do que o Basic e Fortran por possibilitar a programação modular em forma de blocos estruturados, como acontecia com as linguagens Algol e PL/1;
    • 47 • A sua simplicidade e precisão na definição de comandos poderosos permitiu a sua implementação em mini e microcomputadores, o que não tinha sido possível em linguagens do mesmo tipo como o Algol e P/L1; • Sua característica marcante era a maneira simples para definir os tipos possíveis de estrutura de dados (variáveis, matrizes, seqüência de caracteres e registro de dados comerciais) englobando todos os tipos possíveis de dados que existem em outras linguagens, tais como o Basic, Fortran, Cobol e PL/1; • Possuía essencialmente os mesmos comandos ou comandos principais da linguagem Algol e PL/1; • Os comandos podem ser utilizadas de formas simples e livre como acontece com a linguagem Basic, o que muito facilitava o aprendizado; Uma das desvantagens era o trabalho adicional oferecidopelo Pascal: a necessidade de declarar previamente todas as variáveis ematrizes (o que era obrigatória em Algol, PL/1 e Cobol) e todos os rótulos oulabels (o que era novidade do Pascal). Porém este fato tinha a finalidadetambém de forçar o programador a rever e conferir a lista de variáveis,matrizes e rótulos do seu programa antes da execução. 8.4.4. O programa Visicalc Um programa que merece destaque em ser mencionado éo Visicalc. Na época inicial do início dos microcomputadores, os usuários quenão tinham dinheiro suficiente para investir em um Apple Lisa ou Macintoshque possuía interface gráfica, ou no ambiente operacional Microsoft Windowslançado em 1985, ele era um meio versátil para desenvolvimento deaplicações em detrimento das facilidades visuais que apresentava.
    • 48 O Visicalc possuiu boa divulgação e utilização ampla entreusuários de microcomputadores para a manipulação e preparação de dadosem forma de tabelas. A maior vantagem e o motivo do sucesso do Visicalc,residia no fato de oferecer ao usuário, através da tela do terminal, amploconhecimento visual e acompanhamento de todas as operações que estavamacontecendo com os dados, em contraste com outros tipos de linguagem deprogramação ou aplicação, onde os dados e resultados estavam semprearmazenados em memórias e portanto invisíveis até serem solicitados. O Visicalc efetuava através de comandos simples, asseguintes categorias de operações com uma tabela de dados: • Efetuava cálculos matemáticos, tais como: adição, subtração, multiplicação, totalização de linhas ou colunas, cálculos de valores médios etc.; • Possibilitava colocar livremente títulos e diretrizes (cabeçalhos) sobre qualquer parte dos dados, preparando- os em forma de relatórios, documentos, gráficos etc.; • Podia armazenar em arquivos de dados na memória partes ou a totalidade dos dados da tabela; Em resumo, a partir do instante em que o usuário sentavadiante do microcomputador, o Visicalc permitia a operação imediata e fácilcom o conjunto de dados que surgiam na tela do terminal. Entretanto, para aplicações envolvendo grande quantidadede dados ou cálculos sofisticados que ultrapassem a capacidade operacionaldo Visicalc, há a necessidade de utilização conjunta do mesmo com alinguagem de programação Basic.
    • 49 8.4.5. Outras Linguagens de Programação Outras linguagens de programação surgiram desde estaépoca até os dias de hoje, dentre elas podemos destacar algumas quetiveram uma relevada importância. Algumas delas caíram em desuso, outrascontinuam a ser utilizadas até hoje: • Pascal; • Microsoft Qbasic; • Fortran; • Cobol; • Mumps; • Clipper; • Assembler; • Microsoft Visual C++ • Sun Linguagem C; • Sun Java; • Microsoft Visual Basic;9. SOFTWARE 9.1. O que é? Software é um conjunto de instruções colocadas em ordem lógicaque quando executada, a seqüência de comandos presente nele controla ocomputador de modo a levá-lo a realização de tarefas de maneira eficiente erápida, que para o ser humano seria de maneira difícil e morosa.
    • 50 9.2. Classificação de Softwares Existem atualmente no mercado softwares que nossolucionam os mais diversos problemas com resultados excelentes oucustomizam o desenvolvimento de trabalhos que se fossem feitos de maneiraanáloga, não teriam a versatilidade, precisão e rapidez que se obtidos atravésde softwares. Há hoje softwares de caráter original e protegidos, onde énecessário fazer a aquisição de uma licença para utiliza-lo, há os de uso edistribuição livre, conhecidos como freeware e há ainda aqueles que depoisde um tempo de uso é necessário licenciá-lo, porém com preço muito inferiora um software análogo distribuído por uma grande empresa nodesenvolvimento de softwares. Há ainda os programas desenvolvidos deforma personalizada para atender a exigências específicas. A divisão é feita basicamente em softwares de base e deaplicação, e softwares sob medida e aplicativos. 9.2.1. Softwares de Base Podemos afirmar que é parte indispensável aofuncionamento do computador, pois sem eles o computador funciona, masnuma espécie de estado “vegetativo”, uma vez que fica impossibilitado derealizar tarefas de quaisquer espécie. Um exemplo deste tipo de software são os SistemasOperacionais, que controlam a unidade central de processamento docomputador (CPU ou UCP), gerenciam memória, monitoram as atividades doprocessador, controla os acessos aos periféricos, coordena a entrada e saídade informações, asseguram a estabilidade de outros softwares que estejamsendo executados no momento, de maneira a oferecer o melhor desempenhoe estabilidade ao usuário.
    • 51 Nesta classificação também era costumeiro incluir osambientes operacionais, que representavam uma interface gráfica que rodavasob um sistema operacional de comandos. Visto o desenvolvimentotecnológico deste ambientes operacionais, também conhecidos comoplataformas operacionais gráficas, eles passaram a ser independentes dossistemas operacionais não gráficos, tornando-se eles próprios tambémsistemas operacionais. Um exemplo clássico é o Microsoft Windows. 9.2.2. Softwares de Aplicação Os softwares de aplicação são nada mais que osprogramas de que nos utilizamos dia-a-dia para a resolução de problemasespecíficos ou execução de tarefas de maneira customizada. Podem ser desenvolvidos por Softhouses, firmasespecializadas, empresas de desenvolvimento de programas ou pelo própriousuário, desde que este tenha domínio em alguma linguagem deprogramação. 9.2.3. Softwares Sob Medida São desenvolvidos por empresas especializadas,programadores ou mesmo usuário, desde que tenham conhecimento dealguma linguagem de programação. São criados para atenderem a necessidades muitoespecíficas e exclusivas do usuário ou empresas. Geralmente sãodesenvolvidos por razão dos softwares aplicativos não atenderem ouatenderem mal as necessidades do usuário. Podemos exemplificá-los como sistemas de lojas, bancos,empresas em geral etc.
    • 52 9.2.4. Softwares Aplicativos São programas destinado a diversas aplicações,geralmente comercializados mundialmente para atender de uma forma padrãoe versátil as mais diversas necessidades de milhões de usuários. A seguir mencionamos uma das maiores empresasespecializadas no desenvolvimento de softwares que são utilizadosdiariamente por um número extremamente grande de usuários. 9.2.4.1. Sistemas Operacionais Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems etc. 9.2.4.2. Pacotes de Produtividade Principais empresas que atuam no segmento: Microsoft, Apple, Corel, Sun Microsystens etc. 9.2.4.3. Editoração Gráfica Principais empresas que atuam no segmento: Adobe, Quark, Corel etc. 9.2.4.4. Multimídia Principais empresas que atuam no segmento: Apple, Macromedia, Adobe, Corel, Amabilis etc.
    • 539.2.4.5. Computação GráficaPrincipais empresas que atuam no segmento: Macromedia,Adobe, Corel etc.9.2.4.6. InternetPrincipais empresas que atuam no segmento: Macromedia,Adobe, Microsoft, Apple, Netscape – AOL, Opera etc.9.2.4.7. ProgramaçãoPrincipais empresas que atuam no segmento: Microsoft,Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems, BorlandEbendinger etc.;9.2.4.8. EntretenimentoPrincipais empresas que atuam no segmento: Microsoft,Apple, Eletronic Arts etc.9.2.4.9. UtilitáriosPrincipais empresas que atuam no segmento: Microsoft,Apple, MacAfee, Symantec, PowerQuest etc.9.2.4.10. Sistemas para Sevidores e WorkstationsPrincipais empresas que atuam no segmento: Microsoft,Apple, IBM, Conectiva, Sun Microsystems, Bell Labs etc.
    • 5410. HARDWARE 10.1. Definição Hardware é a parte física do computador, geralmentecomposta por monitor, drives de mídia removível, teclado, mouse, impressora,memória entre outros itens. 10.2. Componentes 10.2.1. Unidade Central de Processamento A Unidade Central de Processamento, denominada CPU(UCP) é composta por um conjunto de componentes que torna possível odesenvolvimento dos trabalhos a serem executados pelos softwares. A CPU é geralmente composta por diversos itens tais como:processador, memória, disco rígido, placas entre outros. É também nela que se encontram as portas de comunicação comos periféricos tais como: USB, firewire, porta serial, paralela, vga etc. 10.2.1.1. Motherboard A Motherboard ou Placa Mãe, é a placa na qual sãoinseridos o conjunto de componentes que tornará possível o funcionamentodo computador, tais como: processador, memória, placa de vídeo etc. Podem ser onboard ou offboard. As motherboards onboardvêm com as interfaces de som, vídeo e fax entre outras em si, utilizando-se dodesempenho da memória e processador, roubando assim um pouco dedesempenho do computador para atender a execução das tarefas destasinterfaces e as placas offboad, têm necessariamente que possuir estasinterfaces com seu processamento e memória próprios, que além de garantir
    • 55um desempenho superior, não diminuem o desempenho do computador naexecução de outras tarefas. 10.2.1.2. Processador Este é certamente o mais importante componente quecompõe um computador. Ele está para o computador como o cérebro estápara nós, é ele que gerencia todos os dispositivos, programas, sistemas eentrada e saída de informações. Atualmente a maioria dos microcomputadores pessoais ede pequenas empresas, possuem o processamento de 32 bits. Os de 64 bitsembora já existissem há algum tempo, estão passando a entrar no mercadode microcomputadores domésticos e de pequenas empresas agora. Por razãode a plataforma de 32 bits já ser mundialmente difundida, e haver disponíveisuma quantidade infindável de softwares e itens de hardware compatíveis, atransição deverá ser lenta e o menos transtornante possível, uma vez que nãoa imposição para esta, pois os computadores e itens de 32 bits aindacontinuam a evoluir. As empresas de maior expressividade no mercado deprocessadores são a Intel e AMD para microcomputadores baseados naplataforma IBM-PC, e IBM, Apple e Motorola para microcomputadores daplataforma Apple Macintosh. Por volta dos anos 80 os processadores operavam a umataxa de aproximadamente 4 MHz a 10 MHz e tinham processamentogeralmente de 8 ou 16 bits. Com a crescente evolução no campo dainformática, para atender a demanda da novas tecnologias, hoje osprocessadores são operados a uma taxa de 1200 MHz (ou 1,2 GHz) a3600 MHz (u 3,6GHz) para os processadores Intel e AMD, comprocessamento de 32 ou 64 bits e a uma taxa de 933 MHz a 1800 MHz(ou 1,8 GHz) para os processadores IBM-Apple.
    • 56 Com o desenvolvimento de tecnologias mais avançadas acada dia, os atuais processadores possuem embutidos tecnologias onde oscomponentes atingem tamanhos excepcionalmente pequenos na casa dosnanômetros. Atualmente há processadores com tecnologia especial paraportáteis, há processadores econômicos, porém que não deixam a desejar emdesempenho, e há ainda os topo de linha que oferecem a maior performancepara aplicações que exijam um alto poder de processamento. Outro importante fator a ser levado em consideração emum processador é a sua memória de cache e a freqüência de barramento, queconferem ao processador maior poder de processamento, e se possuem umatecnologia chamada Hyper Threading, que confere ao microprocessadorcaráter de bi-processamento, fazendo-o se comportar como se fossem doisprocessadores. 10.2.1.2.1. Intel Celeron Atualmente os processadores da linha econômica IntelCeleron, têm uso muito difundido no mercado de microcomputadoresdomésticos e corporativos. Possuem entre 128 (Celeron) e 256 KB (CeleronD) de memória de cache e operam na freqüência de 400 (Celeron) a 533 MHz(Celeron D) no barramento frontal. Seu clock atualmente se encontra entre 2,2a 2,8 GHz. 10.2.1.2.2. Intel Centrino Descendentes da linha de processadores Intel Celeron, osprocessadores Centrino (ou Celeron M) possuem a nova tecnologia Wi-fiembutida no processador e exigem menor uso de energia, sendo para issoutilizados em laptops com o intuito de oferecer o melhor desempenho e exigira menor performance possível bem como economizar energia. Assim como osda linha Celeron possuem entre 128 e 256 KB de memória de cache e
    • 57operam na freqüência de 400 a 533 MHz no barramento frontal. Seu clockatualmente se encontra entre 1,1 GHz e 1,8 GHz. 10.2.1.2.3. Intel Pentium 4 Os processadores da linha Pentium 4, topo de linha daIntel, oferecem o melhor desempenho e alta velocidade de processamentopara as mais diversos tipos de aplicações. Possui duas classes, os comtecnologia Hyper Threading e os sem esta tecnologia, que conferem aoprocessador caráter de 2 processadores. Possuem entre 512 KB a 2 MB dememória de cache e operam na freqüência de 533 a 800 MHz no barramentofrontal. 10.2.1.2.4. Intel Pentium M Os processadores da linha Intel Pentium Móbile,apresentam as mesmas tecnologia e características dos processadoresCentrino, porém com performance análoga ao dos processadores Pentium 4,para serem utilizados em computadores portáteis. Possuem entre 512 KB e2 MB de memória de cache e operam à taxa de 400 MHz no barramentofrontal. Atualmente seu clock se encontra entre 1,6 GHz e 1,8 GHz. 10.2.1.2.5. Intel Xeon Os processadores da linha Intel Xeon são destinados parauso em servidores, visando oferecer a maior performance em ambientes derede. Tem versões comum e versões que visam maior economia de energiaelétrica, os da linha Low Voltage. Possuem entre 512 KB e 1MB de memóriade cache e operam a freqüência de 533 a 800MHz. Seu clock atual seencontra entre 2,0 GHz e 2,8 GHz.
    • 58 10.2.1.2.6. Intel Itanium e Itanium2 São processadores de 64 bits destinado a serem usadosem computadores que exijam um alto poder de processamento em aplicaçõespesadas. O Itanium 2, nova versão sofre atualmente com a resistência que asempresas têm em aderí-lo devido ao fato de ele possuir uma nova estruturade arquitetura diferente da difundida arquitetura de instrução x-86, utilizadaem praticamente todos os computadores da atualidade. Embora melhor, oItanium 2 enfrenta muitas incompatibilidades com os aplicativos para x-86. 10.2.1.2.7. AMD Duron ou K7 Este processador da linha econômica da AMD, teve boaaceitação no mercado de computadores domésticos, porém muito perdia emdesempenho para o rival chip econômico da Intel, o Celeron, pela sua baixavelocidade de processamento. Atualmente está em fase de substituição pelanova linha de processadores AMD Semprom. Possuem 128 KB de memóriade cache e operam a freqüência de 100 MHz no barramento frontal. Seu clockatualmente se encontra em 950 MHz a 1,8 GHz. 10.2.1.2.8. AMD Athlon XP Os processadores AMD Athlon, apresentam o melhorcusto-benefício para aqueles que desejam obter um boa performance docomputador. Teve excelente aceitação no mercado de computadoresdomésticos e profissionais, e atualmente continua a ser vendido, porém já háuma visão de transição para o novo processador Semprom. O únicoinconveniente, como em todos os processadores da AMD, é a alta dissipaçãode calor que ele apresenta. Possui 384 KB de memória de cache e opera nafreqüência de 333 MHz no barramento frontal. Atualmente seu clock seencontra entre 1,6 GHz e 2,9 GHz.
    • 59 10.2.1.2.9. AMD Athlon 64 FX É uma nova linha de processadores de 64 bits desenvolvidapela AMD, com o intuito de representar o melhor custo benefício paracomputadores que precisem de um alto poder de processamento para autilização de aplicações pesadas. Rivalizando com o Itanium, o Athlon Fx, temmelhor aceitação e esta começando a ser difundida a sua utilização emcomputadores domésticos e profissionais, e os motivos principais são:continua a utilizar-se da arquitetura baseada em x-86 e possui baixo custo. 10.2.1.2.10. AMD Opteron É outra linha de processadores de 64 bis da AMD. Novo nomercado este processador apresenta um futuro promissor em ambientescorporativos pelo seu alto desempenho e performance, apresentando amelhor relação custo-benefício. Rivaliza diretamente com o Itanium 2 e assimcomo o Athlon Fx, além de apresentar boa relação custo-benefício aindapossui resquícios da arquitetura x-86. Porém perde em velocidade para oconcorrente operando em 1,6 GHz no se clock. 10.2.1.2.11. IBM-Apple PowerPC G4 A linha de processadores desenvolvidos pela IBM e Appletrouxeram desde meados da década de 90 uma nova forma de tecnologiapara os microcomputadores Apple, ao ser competitivo o suficiente paradisputar na corrida dos chips com o Intel Pentium, apresentando performancemuitas vezes igual e superior. Ao se libertar da Motorola que não tinha muitointeresse em investir no chip, a plataforma PowerPC que vive sobre aplataforma Macintosh da qual os modelos Apple são derivados ganhouatualmente dimensões de tecnologia relativamente altas, conferindo excelente
    • 60desempenho aos computadores Apple. Atualmente se encontra na maioria deseus modelos o chip PowerPC G4. Geralmente possuem entre 256 KB e 2Bde memória de cache e operam a freqüência de 300 a 733 MHz nobarramento frontal. Seu clock se encontra atualmente entre 700 MHz e1,25 GHz, porém ainda que por muitos seja considerado um clock baixo, elepode ser até 70% mais rápido que um Intel Pentium 4 na execução dealgumas tarefas, principalmente gráficas. 10.2.1.2.12. IBM-Apple PowerPC G5 Lançado em meados de 2003, o novo processador de 64bits da Apple e IBM para computadores Macintosh, trouxe uma verdadeirarevolução ao esbanjar em alta tecnologia, versatilidade, desempenho eperformance, muito superior a maioria dos chips que se encontram nomercado atualmente. Equipando o Power Macintosh G5, o estado da arte emmatéria de alta tecnologia, e mais recentemente o novo iMac, o processadorG5 pode ter entre 1 e 2 MB de memória de cache e seu clock pode atingir de1,6 a 1,8 GHz. 10.2.1.3. Fonte A fonte é o equipamento designado a enviar energia paraalimentar os outros componentes, como placa-mãe, drives de cd-rom, discorígido, que por razão de consumirem uma voltagem menor (geralmenteaproximadamente 3, 5, 12 volts) necessitam de um aparelho que administreessas quantidades de maneira correta. A fonte também é responsável pela proteção doscomponentes que compõem a unidade central de processamento através demecanismos que devem estar presentes nela. Cada fonte têm umacapacidade de administração de energia, geralmente nos microcomputadoresessa média fica em 200 W para os domésticos e 500 W para os profissionais
    • 61que necessitam de mais energia por possuir maior quantidade decomponentes. É muito comum a montagem de computadores daplataforma compatível com IBM-PC, e muitos dos gabinetes atualmente vêmcom a fonte inclusa. Porém geralmente estas fontes são de má qualidade erepresentam o mínimo necessário para o funcionamento do computador,porém de maneira deficiente. Geralmente as fontes feitas no Brasil são muito baratas,apresentam uma estrutura desorganizada de componentes, não possuemnenhum mecanismo de segurança e oferecem energia muito menor do que aanunciada. Há casos de fontes que anunciam ter 300 W de potência e narealidade oferecerem apenas 90W. Não obstante isto, ao ocorrer uma avariatodos os componentes ficam comprometidos, ocasionando muitas vezesqueima de processador, unidades de disco entre outros males. O ideal ao montar um microcomputador é fazer o que amaioria dos usuários e técnicos não têm coragem de fazer, é gastar mais,geralmente seis vezes mais, e comprar uma boa fonte que possua todos ositens de segurança, capacidade potencial suficiente para o computador eestrutura organizada. Geralmente estas fontes oferecem até 10% mais Wattsque o anunciado. No caso de microcomputadores de marca esta preocupaçãopode ser deixada de lado uma vez que as fontes que eles utilizam atendem atodos os requisitos. Para servidores e workstations que precisam estar empleno funcionamento de maneira estável e confiável o ideal é utilizar-se defontes duplas, que são nada mais que duas fontes juntas, e utilizar-se demetade do potencial, para que quando uma falhar a outra venha garantir aenergização do computador. Porém o fato de o computador possuir uma fonte deenergia segura e de boa qualidade, não o isenta do uso de estabilizadores detensão, módulos estabilizadores entre outros equipamentos de proteção, umavez que aproximadamente 50% dos problemas que ocorrem com os
    • 62computadores são relacionados a energia, que infelizmente no Brasil é muitoinstável e sujeita a falhas frequentemente. 10.2.1.4. Memória RAM RAM é acrônimo de Randomic Access Memory (Memóriade Acesso Randômico). Sua principal função é armazenar programas econjuntos de instruções que serão manipulados pelo computador durante omomento que estiverem sendo executados. Possuir uma boa quantidade de memória é essencial paraque se possa rodar os sistemas operacionais mais modernos, executarprogramas que exijam um maior poder de processamento econsequentemente um maior espaço na memória, executar diversosprogramas ao mesmo tempo sem problemas ou limitações. Atualmente a maioria dos microcomputadores pessoaisvêm com 128 MB ou 256 MB que podem ser expandidos para 2 GB ou 4 GB. Ao possuir em seu microcomputador uma quantidadegrande de memória, este se torna mais veloz, estável e confiável. Há também uma tecnologia que aumenta o desempenhodas memórias RAM, denominado Dual Canil, geralmente em motherboardscom 4 slots de memória, colocados na ordem 0 e 2 ou 1 e 3. Atualmente no mercado há memórias RAM dos tiposSD-RAM, SD-RAM DDR, SD-RAM DDR2, com ECC ou não (tecnologia contrafalhas e erro da memória). Houveram também memórias do tipo RD-RAM, FPM, EDO,porém deixaram de ser fabricados por apresentarem desempenho inferior àmemórias SD-RAM e DDR. Atualmente a melhor memória no mercado demicrocomputadores é SD-RAM DDR2, com 400 MHz de freqüência etransferências de até 3,6 GB por segundo. Há também ainda o uso bastantedifundido da memória SD-RAM DDR 266, com freqüência de 266 MHz e
    • 63transferências de até 2,1 GB por segundo. As memórias SD-RAM emboraainda existam no mercado, estão sendo deixadas de serem utilizadas emdesktops, seu uso ainda é freqüente em computadores portáteis e estima seque seu uso seja abandonado em breve. Porém do desligar o computador, todos os dados queestavam salvos em seus setores são perdidos, sendo assim considerada umamemória volátil. 10.2.1.5. Placas de Áudio, Vídeo e Fax/Modem Está presente nas placas onboard ou vendidasseparadamente para serem utilizadas por motherboads offboard, que são asmelhores. Com a crescente demanda da multimídia paramicrocomputadores, hoje é comum computadores com todas estas placasinclusas na sua unidade central de processamento. As placas offboard são muito mais versáteis, uma vez quenão ficam limitadas ao uso dependente do processamento e memória docomputador, que compromete a performance deste na execução de outrastarefas. As placas offboard embora mais caras apresentam uma soluçãomuito melhor das aplicações multimídia, uma vez que podem apresentar tiposdiferentes, capacidades diferentes e padrões diferentes, tendo-se ao alcancevários modelos, para que possa ser adequada às necessidades do usuário. As placas de áudio representam uma solução eficaz no usoda multimídia uma vez que hoje os computadores podem ser utilizados paramúsica, filmes em DVD, jogos, trazendo assim de maneira integrada uma boaaplicação das novas tecnologias de áudio, possibilitando até mesmo aconexão de home theathers. As placas de vídeo são essenciais para pessoas quedesempenham atividades gráficas e multimídia ou utilizem do entretenimentodigital proporcionado por filmes e jogos. Como as placas de vídeo onboard
    • 64são as que mais roubam o desempenho do computador, é aconselhávelpossuir uma placa offboard, que geralmente pode ter a interface PCI ou amais avançada interface AGP. Para que utiliza-se constantemente de jogospara computador é indispensável o uso de uma placa de vídeo, uma vez queo desempenho e funcionalidade dos jogos ficam comprometidos sem ela. Atualmente as placas de vídeo possuem memória DDR de128 à 256 MB, uma quantidade mais que suficiente para atender asnecessidades da computação gráfica, animações e jogos. Há ainda também acomercialização de computadores com placas de 64 MB, porém já estácaindo em desuso este tipo de placa. Há também placas de vídeo que possibilitam a conexãocom cabos de canais de TV e entrada e saída de áudio e vídeo, os que otorna uma solução integrada para o uso de TV e DVD. As placas de Fax/Modem representam um meio detransformar o computador numa versátil ferramenta de telecomunicação,entretenimento e conhecimento, pois permite enviar e receber faxes e acessara internet, a rede mundial de computadores, transformando os sinaisanalógicos telefônicos em um mundo de informações. Atualmente seencontram no mercado as placas com velocidade de 56 Kbps (Kilobits porsegundo) padrão v.90 e v.92, esta última com tecnologia para uso da linhatelefônica ao mesmo tempo da internet, sem interrupções (só que para seutilizar da tecnologia proporcionada o provedor têm de serviços de internettêm que oferecer este recurso, o que no caso do Brasil não acontece, hajavisto que a maioria se utiliza do v.90). Para o Modem não a necessidade de ser offboard, embora opossa ser, por razão que ele não compromete ou compromete de maneiraquase imperceptível o desempenho computador. O Modem, acrônimo de Modulador-Demodulador, que é capaz deconverter sinais digitais de baixa freqüência em sinais modulados e sinaismodulados em sinais de baixa freqüência, pode ser utilizado para atransmissão de vídeo, voz, dados escritos, imagens entre outros.
    • 65 10.2.1.6. Disco Rígido O disco rígido, nada mais é do que uma unidade de discode alta capacidade que armazena dados, sistemas e programas que não seperdem ao desligarmos o computador, como ocorre com as memórias RAM,uma vez que podemos gravar e apagar qualquer coisa a hora que quisermos. Fora da visão do usuário, no interior do gabinete, interligadoà placa-mãe através de cabos ele funciona como depósito de informações,arquivos gerados pelo usuário. Atualmente o espaço que os discos de computadoresdestinados a uso pessoal e empresarial, possuem entre 40 GB e 240 GB, queé equivalente a 40960 MB e 245760 MB respectivamente. Não faz muitotempo em que podíamos encontrar no mercado HD’s de 540MB, 1.2 a 10 GBou mesmo 20 GB. Entretanto com a crescente expansão da tecnologiamultimídia e expansão dos arquivos, o número de Gigabytes que os HD’s vêmapresentando aumenta a cada dia, uma vez que não é aconselhável enchê-lode dados, para assegurar um bom desempenho. O padrão de HD’s é a interface IDE e SCSI (SmallComputer System Information “lê-se scâsi”). Para a interface IDE temos ospadrões SATA e PATA. Os HD’s SCSI são muito mais caros que os HD’s IDE,porém apresentam maior segurança das informações, maior desempenho,sistema de endereçamento por ID, ao invés de máster e slave (primério eescravo), porém exigem que o computador possua uma motherboardcompatível com a interface SCSI. Este padrão geralmente é mais utilizado emcomputadores servidores e workstations, que necessitam de maiordesempenho e confiabilidade, e alguns modelos Apple (menos antigos) Os HD’s IDE são utilizados em quase todos osmicrocomputadores da atualidade, incluindo modelos Apple. Embora não
    • 66sejam melhores que os SCSI, são bons o suficiente para serem utilizadospara computadores domésticos e empresariais. Os HD’s IDE possuem os padrões PATA e ATA. O padrãoParalelo ATA, é o mais comum e constitui de uma ligação com a motherboardatravés de cabos de 40 ou 80 vias, geralmente mais ágeis, porém maisfrágeis e sucessíveis a erros. As transferências do padrão Paralelo ATApodem chegar a 133 MB por segundo, do qual é mais comum o modoUDMA133 (Ultra DMA). O padrão SATA, é o mais novo, mais caro que oPATA, principalmente nos modelos de alta rotação, e confere um novo modode transferência que começa com modelos de 150 MB por segundo atémodelos de 300 MB por segundo, através de cabo serial, mais veloz, confiávele menos sucessível a erros. A velocidade em rotações por minuto também é outro fatorimportante a ser levado em consideração. A maioria dos modelos PATAvendidos atualmente têm modelos de 5.400 rpm e 7.200 rpm, os modelos de4600 rpm deixaram a pouco de serem comercializados. Os modelos SATA,podem ser de 7.200 rpm ou 10.000 rpm. Os modelos SCSI começam commodelos de aproximadamente 9.200 rpm, 10.000 rpm e 13.000 rpm. 10.2.1.7. BIOS É nela que são guardadas todas as informações dohardware do computador, e as instruções de como o computador deveproceder no controle dos dispositivos. É a BIOS que gerencia o setor de entrada e saída deinformações dos periféricos. Antes ela vinha soldada na placa-mãe com asinstruções gravadas em memória ROM. Atualmente ela vem gravada emmemória Flash, permitindo que sejam feitas atualizações, para que ocomputador possa suportar aplicações de tecnologia que na época em queele foi criado ainda não existiam. Um exemplo são os computadores degeração inferior ao Pentium III não suportarem HD’s com grande capacidade,
    • 67tipo UDMA, ao invés do modo obsoleto PIO mode, de mais de 10 GB. Parasolucionar este problema, faz-se a atualização da BIOS e o computador passaentão a suportar HD’s maiores que 10 GB em modo UDMA. 10.2.2. Unidades de Disco Removível 10.2.2.1. Disquetes A portabilidade de arquivos foi possível com a introduçãode unidades de mídia removível. Dentre elas podemos destacar o disquetecomo sendo um dos principais, desde que passou a ser utilizado emmicrocomputadores na década de 70. Desde lá, o disquete, disco magnético, diminuiu detamanho e aumentou a capacidade de armazenamento. Antes os disquetesutilizados não conseguiam comportar 300 KB e tinham 8 polegadas detamanho, em razão da maioria dos computadores da época não possuíremdisco rígido, basicamente tudo era executado através deles. Logo apóssurgiram os disquetes de 5,25 polegadas que tinham inicialmente acapacidade de armazenar 360 KB, e aumentaram para 720 KB e depois para1,2 MB, porém estes disquete era muito frágil. O uso de disquetes foiabandonado em meados da década 90. Depois foi introduzido pela Apple ouso de drives de disquetes de 3,5 polegadas que tinham a capacidade dearmazenar 720 KB de informações e posteriormente surgiram os de 1,2 MB e1,44 MB, que são utilizados atualmente. Embora seu uso tenha sido bastante difundido eamplamente aceito, os disquetes atualmente estão deixando de seremutilizados em razão do surgimento de mídias com melhor preço por MB e comcapacidade maior de armazenamento, uma vez que a maioria das aplicaçõesde hoje em dia são grandes de mais para caber em disquetes. Hoje em diaseu uso só é difundido para portar pequenos arquivos, já que os disquetespodem ser utilizados por quase todos os computadores.
    • 68 10.2.2.2. Zip Drive Criado exclusivamente pela Iomega, os drives de Ziptiveram uma grande popularização em meados da década de 90, por razão deoferecerem uma capacidade relativamente grande para a época, oequivalente a aproximadamente 70 disquetes, 100 MB. Seu uso foi muitodifundido entre artistas gráficos que necessitavam de uma mídia grande obastante para armazenar as informações e imagens com que trabalhavam. Em uma época em que os HD’s tinham entre 350 MB à2 GB, eles representavam uma revolução em mídia removível. Surgiram nos anos subseqüentes os discos Zip de 250 MBe 750 MB, este último há pouco tempo. Porém devido ao seu alto custo e apopularização dos drives de CD-RW (Compact Disc Rewritable – DiscoCompacto Regravável), os drives Zip estão caindo drasticamente em desuso. A própria Iomega, especializada em desenvolver soluçõespara armazenamento desenvolveu outras unidades que atualmente não sãomais fabricadas tais como: Ditto, Jaz, Sparc etc. 10.2.2.3. Disco Compacto Criado no inicio da década de 80, se uso passou a sepopularizar no inicio da década de 90. Com capacidade equivalente aaproximadamente 415 disquetes, e com um preço atraente, passaram nestaépoca a serem largamente usados para armazenar softwares. Em meados da década de 90, praticamente todos ossoftwares passaram a ser comercializados em CD, pois além de pequenos emuito mais seguros que as mídias magnéticas possuíam a capacidade dearmazenamento suficiente para a maioria dos arquivos de programas. Ao final da década de 90 e inicio do novo século, os drivescapazes de gravar CD’s foram ficando com preços mais atraentes e as mídias
    • 69cada vez mais baratas que cada vez mais usuários passaram a aderir estanova unidade. No começo estes drives eram apenas capazes de gravarCD’s, porém atualmente os drives não apenas gravam CD’s, como tambémgravam e regravam CD-RW, e ainda há outros drives que incluem leitor deDVD ou gravador de DVD. Até a pouco tempo atrás encontrávamos CD’s de 600 MB e74minutos, porém hoje é possível encontrar CD’s de até 750 MB e 80minutos. 10.2.2.4. DVD Acrônimo de Digital Vídeo Disc, os DVD trouxeram umanova revolução para o mercado de entretenimento, pois possibilitou agravação de grandes filmes em mídias do tamanho de CD’s, com tecnologiade vídeo digital de alta definição e áudio de cinco canais como no cinema. Arevolução foi tão grande que hoje a proporção que um videocassete évendido, são vendidos 7 aparelhos de DVD. Porém esta revolução não ficou restrita apenas aoentretenimento digital no lar, o DVD também abriu um mundo depossibilidades no mercado da informática. Devido a sua alta capacidade de armazenamento, 2,4 GBnos DVD’s comuns e 4,2 GB nas mídias DVD-RAM sem caddy e 9,4 GB nosDVD-RAM dupla face com caddy, podem ser utilizados para backup de dados,armazenamento de jogos, vídeos, músicas, imagens, fotografias entre outros. As mídias de DVD existente no mercado hoje em dia são oDVD-ROM, somente de leitura com capacidade de 2,4 GB, o DVD-R, gravávelcom capacidade de 2,4 GB, DVD-RW, regravável com capacidade de 2,4 GB,o DVD+R, gravável com capacidade de 2,4 GB e dupla velocidade degravação, o DVD+RW, regravável com capacidade de 2,4 GB com dupla
    • 70velocidade de gravação e por fim o DVD-RAM, com caddy dupla face 9,4 GBe sem caddy com uma face com 4,2 GB. Porém ainda que hajam todos estes tipos de DVD, o maisutilizado para filmes é o DVD-ROM, DVD-R e o DVD-RW. Os tipos DVD+R,DVD+RW são incompatíveis com a maioria dos drives de DVD. O DVD-RAM é o menos interessante para uso em entretenimentodigital uma vez que é incompatível com aproximadamente 90% dos drives deDVD, e por razão uma de sua versões, a de dupla face, possuir uma capaprotetora chamada de caddy que o torna quadrado, maior que o normal,incompatibilizando-se com os drives, geralmente ele é uma boa solução paraBackup’s de arquivos. Nos computadores os DVD’s podem ser lidos por unidades deDVD-ROM, semelhantes aos CD-ROM’s, com ou sem suporte a CD’scomuns, ou através dos drives chamados de Combo Drive, que incluemgravador de CD e leitor de DVD ou ainda os mais sofisticados drivesgravadores de DVD, que está incluso na maioria dos novos modelos daApple, chamado pela própria Apple se Super Drive. 10.2.2.5. Outros Drives Há ainda outros drives de armazenamento, mas que noentanto não são popularizados para uso doméstico ou pequenas empresas. São geralmente muito sofisticados e possuem uma enormecapacidade de armazenamento. Exemplos: Fita DAT (Digital Áudio Tape), FitaAIT, Iomega VER, e algumas mais antigas como a Jaz e Sparc, entre outras.
    • 71 10.2.3. Monitor O monitor se constitui no principal canal de comunicaçãocom o computador e com os usuários. Quando as informações que foraminseridas no computador através de um periférico de entrada, e processadapela sua CPU são executadas de maneira correta, o monitor, que é umperiférico de saída, exibe todas as informações resultantes. Quando, porémalgo não dá certo, ele exibe as informações que relatam o problema e asprovidências a serem tomadas. Há monitores CRT (Tubo de Raios Catódicos), que são osmais simples, maiores, e utilizados na grande maioria dos computadores. Háos modelos TFT (Tela de Matriz Ativa) utilizado geralmente nos laptops. Háoutros modelos de maior performance que estão começando a se popularizaragora, os monitores LCD (Cristal Líquido), que além de ocuparem menorespaço físico, possuem qualidade de imagem superior e gasto de energiainferior. Até alguns anos atrás podíamos encontrar monitores monocromáticos(uma só cor), e mais antigamente os de fósforo (verde, branco ou âmbar) e oscoloridos de baixa definição. Porém com a diminuição dos preços e oaumento da qualidade de imagem, todos os monitores dos atuaiscomputadores são coloridos, com exceção para uso em terminais comerciais,onde as cores fazem pouca ou nenhuma diferença. Um dos fatores a serem levados em conta na classificaçãode um monitor são as funções exibidas, se ele é digital ou analógico, otamanho em polegadas e a resolução máxima que ele pode atingir. Até a pouco tempo atrás, eram comuns os monitoresanalógicos CRT tipo SVGA (Super VGA) de 14 polegadas com resoluçãomáxima de 800x600 pixels (unidade de medida utilizada na informática, nãoprecisa e sim relativa, ao depender de vários fatores) e alguns poucos de 15com resolução de 1024x768 pixels. Havia também os de 17, 19, 20 e 21polegadas, porém caros e de uso muito restrito a profissionais gráficos de altonível.
    • 72 Atualmente está difundido o uso de monitores CRT de 17polegas com resolução máxima de 1600x1200 pixels nos países como osEstados Unidos e infelizmente os de 15 CRT com resolução máxima de1024x768 no Brasil. Os de 19 ainda são uma opção sofisticada para uso deprofissionais gráficos. O uso de monitores LCD no Brasil está começando ase popularizar e os CRT’s de 17 ainda estão começando aos poucos serepousar sobre as mesas de computadores brasileiras. A resolução utilizada pela maioria dos brasileirosinfelizmente ainda é 800x600 pixels, pois muitos ainda não sabem que aresolução de 1024x768 pixels, ainda que diminua os itens do monitor, quecausam má impressão de início, proporcionam um aumento significativo daárea de trabalho e ainda faz com que as imagens apresentadas sejam dequalidade muito inferior uma vez que a interface do sistema operacionalMicrosoft Windows ainda é feita por gráficos bitmaps, que se distorcem aoserem aumentados, ao contrário das imagens vetoriais, que não apresentamdistorção ao serem aumentadas ou reduzidas por razão do sistema interpretara imagem através de cálculos numéricos complexos. 10.2.4. Teclado Um dos principais canais de interação entre o usuário e ocomputador é o teclado. O padrão atual para microcomputadores deplataforma IBM-PC é o ABNT PS/2, composto de teclas semelhantes ao deuma máquina de escrever, um teclado de funções especiais e um tecladonumérico semelhante ao de uma calculadora. Alguns modelos atuais trazemainda teclas de atalho multimídia especiais. Há também atualmente a tecnologia ótica que possibilita aoteclado maior versatilidade, uma vez que o liberta dos fios e confere a elemaior mobilidade. Há também teclados especiais para portadores dedeficiência física, outros compactos e ainda outros desenvolvidos para quemdigita muito com forma ergonômica.
    • 73 10.2.5. Mouse Também conhecido como dispositivo apontador, o mousefoi introduzido pela Apple, nos modelos Lisa e Macintosh e depois aderido aosmicrocomputadores de outras plataformas. Com ele é possível controlar um cursos sobre a tela domonitor para selecionar opções em menus e acionar outros dispositivosexibidos, desenhar, mover objetos entre muitas outras utilidades que visamfacilitar e customizar o trabalho. Em geral a maioria dos sistemas operacionaisda atualidade foram desenvolvidos para trabalharem com o mouse, podendotambém trabalhar com o teclado em lugar do mouse, mas de uma maneirapouco prática e muito limitada. A atual tecnologia aplicada aos mouses, gerou uma grandevariedade de mouses, que desempenham além da função principal, outrafunções secundárias, um exemplo disto são mouses com teclas de atalho emultimídia, barra de rolagem, mouses com leitores de cartões de memória,dentre os quais podemos destacar o da Sony, capaz de gravar e lerinformações em cartões de memória tipo Memory Stick com capacidade dearmazenamento de até 1 GB, mouses com teclas de calculadora, com teclasde telefone entre outras soluções criativas que podemos encontrar nas lojasespecializadas. Há também atualmente o uso difundido de mouses ópticos,com ou sem fio, que apresentam maior agilidade e precisão, muito útil parauso em aplicações de computação gráfica. Os mouses da Apple são umexemplo clássico em eficiência, pois além de possuir a capacidade óptica, nãopossui botões, sendo sensíveis as pressões da mão.
    • 74 10.2.6. Microfone e Caixas Acústicas Completando a era da multimídia, estes representam umaforma de entretenimento bastante integrada, pois permitem manipulação demúsicas, sons, comunicação, comandos de voz para computadores quepossuem softwares que se utilizem destas tecnologias entre muitas outrasutilidades. 10.2.7. Alto-Falante Geralmente os computadores possuem alto-falante, mesmoaqueles que não possuem placa de som e recursos multimídia. Seu principalintuito é emitir “bips” de advertência quando algo está errado e o monitor nãofunciona, para que sejam interpretados para fins técnicos, ou simplesmentepara confirmar ações que foram executadas com sucesso. 10.2.8. Joystick Utilizado geralmente para controlar jogos. Porém édispensável, pois seus comandos podem geralmente ser executados pelomouse e teclado. 10.2.9. Mesas Digitalizadoras Possuem a mesma função do mouse, porém são maisprecisas e geralmente voltadas para uso em softwares de design gráfico.
    • 75 10.2.10. Impressoras Certamente uma das mais importantes fontes de saída dedados são as impressoras. Assim como todos os periféricos, elas são capazes dereceber instruções na linguagem numérica utilizada pelos computadores.Essas instruções é que determinam o tamanho do texto, a fonte a serutilizada, a posição e cor dos pontos que formarão as imagens etc. Existem diferentes tecnologias de impressão, as principaisem uso atualmente são as impressoras matriciais, jato de tinta, laser, plotterse impressoras que imprimem por sublimação e ainda há as multifunções oumultifuncionais. 10.2.10.1. Impressoras Jato de Tinta Essas são as impressoras mais baratas do mercado, as demelhor definição de imagens para uso doméstico e de pequenas empresas eas mais utilizadas atualmente. Essas impressoras possuem cabeças de impressão, ondeestão reservatórios de tinta com minúsculos orifícios. Cada orifício tem umaresistência elétrica, que pode ser aquecida instantaneamente. O calor faz comque uma pequena gota de tinta seja despejada sobre o papel. Para aimpressão em cores, são combinadas gotículas das cores básicas, queformam todas as outras cores. Há no mercado atualmente impressoras jato de tintacomuns monocromáticas (que imprimem em uma só cor), que são as menoscomuns a serem utilizadas, as coloridas simples, que se utilizam de umcartucho de tinta preto e outro colorido com as três cores básicas – magenta,ciano e amarela -, que podem ser utilizadas ao mesmo tempo ou uma por veze as impressoras coloridas de definição fotográfica que podem utilizar
    • 76cartuchos da mesma maneira que as outras e ainda cartuchos independentesou ainda cartuchos de até seis cores. Há também impressoras jato de tinta mais modernas, queincluem além de resolução denominada fotográfica, entrada para cartões dememória, que permitem assim a impressão de fotos tiradas com câmarasfotográficas de tecnologia digital sem o auxílio do computador, e ainda outrascom pequenos monitores para visualização das fotos e informações. Apioneira destas modernas impressoras fotográficas são a HP e Epson. Porém a desvantagem que apresentam é o alto custo dosuprimento, ou seja a tinta. De alta qualidade as impressoras duram anos semproblemas, porém a sua tinta se acaba rápido de acordo com a rotina de usode usuário. Em relação aos preços o suprimento chega a custaraproximadamente um terço do valor do equipamento. 10.2.10.2. Impressoras Laser Embora seu preço seja muito elevado, elas são muitoutilizadas em empresas onde o volume de impressões é muito grande. Apesardo custo de seu suprimento ser caro, apresenta uma melhor relação custobenefício para um grande volume de impressões em relação às impressorasjato de tinta, custando muito menos que um terço do valor do equipamento.Além destes fatores, a tecnologia de impressoras à laser é maior, poisapresenta vários modelos para atender a mais diferentes necessidades, e avelocidade e eficiência destas impressora em ambiente de rede proporcionama ela características favoráveis para uso em empresas. Há modelosmonocromáticos e coloridos. Estas impressoras utilizam um mecanismo de alta precisão,baseado em raios laser, para transferir um espécie de pó, conhecido comotoner, a pontos específicos da superfície do papel. O laser cria cargaselétricas sobre determinados pontos de um cilindro. Estas cargas atraem otoner, fazendo com que suas partículas se fixem nos pontos do cilindro. A
    • 77impressão se dá quando o cilindro carregado de toner entra em contato com opapel. Sua fixação é resultado da ação do calor. 10.2.10.3. Impressoras Matriciais Largamente utilizada em meados das duas últimasdécadas, atualmente está caindo em desuso, pela baixa qualidade deimagens que apresenta e a falta de versatilidade que apresentam. Geralmenteainda são usadas para impressões de textos e impressões comerciais efiscais. Neste tipo de impressora, as letras e imagens são formadaspor pequenas agulhas, acionadas por um dispositivo eletromagnéticochamado de cabeça de impressão. Obedecendo as instruções recebidas docomputador, as agulhas são acionadas no momento e na posição certos.Quando uma agulha é acionada, ela pressiona uma fita entintada contra opapel, transferindo a tinta para aquele ponto. O microprocessador da impressora controla também omovimento da cabeça de impressão e o rolo de impressão. O movimentocoordenado desses elementos forma os desenhos e texto desejados. As impressoras matriciais são muito mais caras em relaçãoas jato de tinta, em detrimento do baixíssimo custo de seu suprimento,representando a forma mais econômica para impressões simples. A maioria destas impressoras são absolutamentemonocromáticas, não imprimindo nem mesmo em tons de cinza. Existem também impressoras matriciais que imprimem emcores, mas são extremamente difíceis de serem encontradas atualmente, esão uma exceção, pois não têm a mesma qualidade das tecnologias maismodernas.
    • 78 10.2.10.4. Impressoras Plotters Também chamadas de plotadoras, são largamente usadasem engenharia, arquitetura e CAD. Neste tipo de trabalho, frequentemente háa necessidade de criar grandes desenhos, como plantas arquitetônicas ouprojetos de máquinas, que além de grandes, requerem muita precisão. Ao contrário das impressoras comuns, o plotter utiliza-se decanetas que se movimentam segundo os comandos enviados pelocomputador para criar as linhas do desenho. Dessa forma o plotter é capaz degerar linhas contínuas, ao contrário do que ocorre com as impressorascomuns, que criam linhas através da seqüência de pontos. Além disso, um plotter pode trabalhar com canetascoloridas de várias cores para criar desenhos coloridos, porém não é eficientepar criar áreas contínuas preenchidas com cores, pois a caneta têm que fazervárias linhas até preencher toda a área, implicando num grande gasto, já queas plotters são caras e com assistência e suprimentos caros. 10.2.10.5. Impressoras de Sublimação Também conhecidas como impressoras de transferênciatérmica. A tinta se encontra em forma de cera ou plástico sobre um filme comas cores básicas. À medida que o papel passa pelas várias cores, pontosespecíficos do filme são aquecidos, liberando a tinta para a impressão. As impressoras que se utilizam da transferência térmicanão se popularizaram, pois têm aplicações muito específicas, em algumasáreas da impressão. Atualmente encontramos no mercado algumas versõescompactas, geralmente destinadas à impressão de fotografias digitais sem ouso do microcomputador.
    • 79 10.2.11. Multifunções Uma tendência no mercado de equipamentos paraescritório é a integração de vários componentes em um único gabinete quepode conter uma combinação de fax, scanner, copiadora, impressora etelefone. Há pouco tempo atrás o uso de multifunções era poucodifundido, pois na tentativa de uma redução de custos havia uma limitação emsua qualidade, por exemplo, a maioria dos modelos apresentava o scanner eimpressora em preto e branco. Era voltado ao mercado SOHO (Small OfficeHome Office – Pequeno Escritório-Escritório Doméstico). Atualmente houve uma popularização das multifunções,haja visto que incorporaram as mais novas tecnologias oferecendo a um customais baixo, equipamentos com desempenho semelhante e até mesmosuperior aos equipamentos vendidos separadamente. Assim como algumas impressoras fotográficas, há modeloscom entrada para cartões, variedade de tipos de combinação de cartuchos epequenos monitores. 10.2.12. Scanners Um scanner é um periférico capaz de capturar a imagem deuma página impressa. Essa imagem pode ser gravada em um arquivo decomputador que fica em condições de ser editado, transferido ou modificado.O princípio do funcionamento de um scanner é similar ao de umafotocopiadora: uma luz brilhante movimenta-se sobre a página; a luz refletidapor cada ponto é medida e quantificada, criando uma imagem correspondenteàquela contida na página original. Para que um scanner fosse conectado a um computadorera necessário que existisse uma porta de comunicação adequada, porématualmente essa conexão se dá pela versátil porta USB.
    • 80 Além do equipamento, o processo de scaneamento deimagens exige um software capaz de receber os dados da imagem doscanner e transforma-lo em um formato de arquivo apropriado. Outro fatorrelevante é se o scanner possui a capacidade de scanear textos e de imagenstransformá-los em formato de texto apropriado para edição em processadoresde texto, chamada de OCR (Optical Character Recognition – ReconhecimentoÓtico de Caracteres). Há modelos de mesa e de mão, o handscan, e maisatualmente scanner em formato tamanho de caneta, chamados de penscan.Porém os modelos de mão são um tanto imprecisos, por razão de estaremsujeitos a variações naturais da mão. 10.2.13. Câmeras e Filmadoras Digitais Um equipamento que tem se popularizado nos últimos anossão as câmeras, que não constituem um item necessário para aquisição comum computador. Porém a alta tecnologia e versatilidade de algumas câmeras,dentre as quais se destaca a linha Cyber Shot da Sony, têm atraído cada vezmais pessoas a adquirirem estes equipamentos e montarem em suas própriascasas verdadeiros laboratórios de fotografia digital, através da tecnologia efacilidade das impressoras fotográficas. Constituindo um meio de entretenimento e hobby, podemosencontrar modelos de câmeras sem nenhum recurso de edição e com apenastecnologia de transferência com o computador até câmeras sofisticadas comalta resolução, zoom óptico, recursos de edição de fotografias e monitoresLCD para uma pré-visualização das fotos. As fotografias podem ser gravadas em CD para seremvisualizadas no computador ou DVD, impressas ou editadas em poderosasestações fotográficas, como o último modelo da Sony lançado este ano. Para aqueles que gostam de vídeos, hoje há a opção defilmadoras digitais, que além de gravarem vídeos de alta qualidade que
    • 81podem ser visualizados em monitores LCD semelhantes ao das câmarasfotográficas, podem ser transferidas e editadas no computador.11. A HISTÓRIA DOS COMPUTADORES IBM-PC E IBM PS/2 11.1 IBM-PC A IBM (International Business Machine), analisando osucesso que empresas de menor expressividade com a Apple Computer,Radio Shack e Digital Research estavam obtendo com a produção demicrocomputadores, concedeu em meados de 1978, autonomia imediata àequipe responsável pelo desenvolvimento do PC (Personal Computer) para acriação de um sistema de arquitetura aberta. Em 1981, é lançado então o IBM-PC, desenvolvido pelaEntry Level System Division em Boca Raton. O IBM-PC não era em nenhumaspecto melhor que os concorrentes Apple e Altair, porém tinha tecnologia osuficiente para ser utilizada para a maioria das aplicações domésticas ecomercias. Utilizando-se do microprocessador Intel 8088, inferior emdesempenho em relação ao 8086, porém compatível com a maior parte deperiféricos e softwares da época, atraiu um número considerável defornecedores independentes interessados em fabricar componentes,acessórios e periféricos compatíveis. Sua configuração original era extremamente distante damoderna evolução dos dias de hoje. Suas principais características iniciaseram as seguintes: • Utilizava-se do processador Intel 8088 operando a taxa de 4,77 MHz de freqüência de clock; • 16 KB de RAM, expansível para 64 KB; • 40 KB de ROM; • Unidade de disquete de 160 KB;
    • 82 • Monitor CGA monocromático (fósforo verde, âmbar ou branco); O seu lançamento com sistema de Bus aberto, deu origema um mercado secundário muito grande que veio a “abocanhar” uma grandefatia do mercado com os seus computadores IBM-PC compatíveis, chamadosde clones. Na primavera de 1982, os IBM-PC’s eram entregues emgrande volume, e para o espanto de todos, a demanda excedia o estoque. OPC foi um sucesso inesperado do dia para a noite. Embora o sucesso possater apanhado a IBM e o restante da indústria de computadores desprevenidos,todos acordaram rapidamente para as possibilidades que o PC criava. Ainda que inferior aos concorrentes, o PC possuíaversatilidade e preço competitivo que lhe garantia bom sucesso no mercadode microcomputadores. O fator que tornou o IBM-PC a plataforma de computadormais vendido do mundo foi o fato que com o surgimento de clones e facilidadede encontrar itens compatíveis e com grande concorrência que gerava umamaior oferta o seu preço foi diminuindo até cair no domínio popular, mas oponto trivial foi o fato de que a sua qualidade foi muito reduzida ao longo dosanos em relação aos computadores de plataformas concorrentes. Uma das empresas que teve grande destaque no início dodesenvolvimento dos novos IBM-PC foi a antiga Compaq, compradarecentemente pela Hewlett Packward. Durante os primeiros dias do PC, uma série de executivos eengenheiros experientes em computador, observavam que havia umanecessidade real de uma versão de PC que pudesse ser transportada. A idéiatransformou-se no primeiro produto da Compaq Computer Corporation. Seuprimeiro acréscimo a família PC foi chamado de Compaq Portable. Ele foianunciado em novembro de 1982, um pouco mais de um ano após olançamento do IBM-PC original.
    • 83 11.2. IBM-PC XT Acrônimo de “eXtended Technology”, foi lançado em 1982,com a capacidade de ser incluída uma unidade de disco rígido, conhecidacomo Winchester, desenvolvida pela Seagate. Porém o uso de disco rígidonesta época foi muito pouco difundido por razão de custar muito caro. Suasprincipais inovações foram além da capacidade de inclusão de disco rígido,pois ele possuía uma fonte de alimentação nova e mais poderosa, novos slotsde expansão e suportava até 640 KB de RAM. O computador IBM-PC XT se tornou logo o sucessor do IBM-PCoriginal. A Compaq equiparou-se ao PC XT no outono de 1983, com um outrocomputador portátil, o Compaq Plus. Por volta da mesma época a IBM introduziu o seu próprioportátil, o Portable PC. Entretanto ele não foi um sucesso, criando apenas umpequeno impacto no mercado. A configuração do poderoso IBM-PC XT era a seguinte: • Permitia a inclusão de até 8 placas de expansão; • 512 KB de memória RAM; • 40 KB de ROM; • Unidade de disquetes de 5,25 polegas com capacidade de 360 KB. • Capacidade para a inclusão de discos rígidos de 10 a 40 MB; • Monitor CGA monocromático (fósforo verde, âmbar ou branco) ou colorido. • Placas de expansão ISA de 8 bits; Assim como seu antecessor, possuía processador Intel de16 bits com processamento em lotes de 8 bits, que muito perdia emdesempenho para a maioria dos processadores de 16 bits com
    • 84processamento em lotes de 16 bits da época, sendo este o seu principal pontofraco. 11.3. IBM-PCjr Em 1983, tornou-se de conhecimento público que a IBM estavaplanejando uma versão menos cara de PC, que pudesse ser usada comocomputador doméstico ou uma versão mais econômica para negócios e usoprofissional. Esta máquina foi chamada de PCjr, carinhosamente conhecidacomo “Peanut”. Quase todos esperavam que o PCjr fosse um sucesso aindamaior que o IBM-PC original, mas não foi. Os problemas de projeto,juntamente com um interesse menor que o esperado em computadorescaseiros na faixa de preço do PCjr, contribuíram para tornar esta máquina umdesapontamento. Por volta de 1984, o PCjr foi enfraquecido, e em 1985, apesar devárias tentativas heróicas de rejuvenescimento, a IBM discretamentedescontinuou a máquina. 11.4. IBM-PC AT Por um lado o ano de 1984, foi um desapontamento para oPCjr de vida curta, mas por outro foi um ano maravilhoso para o outro extremoda família de computadores da plataforma PC. Em Agosto, a IBM introduziu no mercado o PC AT,acrônimo de “Advanced Technology”, ele era incrivelmente mais rápido que osIBM-PC XT’s mais rápidos. O sucesso do IBM-PC AT foi tamanho que nosanos subseqüentes ele serviu como computador pessoal de liderança da IBM,inspirando uma série de clones, muitos deles melhorados e com menorespreços.
    • 85 São do padrão IBM-PC AT que descendem os nossoscomputadores da plataforma PC da atualidade. De 1984 a 1987, a IBM não fez mudanças de grande escalana linha PC. Houve novos modelos do PC AT, mas foram apenas umavariação do mesmo tema. A mudança mais significativa foi a introdução doteclado melhorado de 101 teclas, que desde então se tornou padrão daindústria de microcomputadores PC. As principais características do PC AT foram: • Utilizava-se do processador Intel 80286 que operava a uma freqüência de 8 a 12,5 MHz; • 1 MB de memória RAM; • 64 KB de memória ROM; • Unidade de disquete de 5,25 polegadas com capacidade de 360 a 720 KB de armazenamento; • Monitor CGA monocromático (fósforo verde, âmbar ou branco) ou colorido EGA; • Slots de expansão ISA de 8 ou 16 bits; 11.5. IBM-PS/2 Em 1987 a IBM mudou de forma radical os rumos damicrocomputação introduzindo a nova plataforma denominada IBM-PS/2. O PS/2 (Personal System/2) revolucionou ao utilizar-se daarquitetura de Microcanal (MCA), superior à utilizada pelo PC, a arquiteturapadrão da indústria (ISA). Devido a uma mudança radical em sua estrutura dehardware o PS/2 apresentava grande incompatibilidade com a maioria desoftwares e periféricos da época, compatíveis com o antecessor IBM-PC. Diferentemente do PC a IBM gastou muito mais tempo noprojeto de desenvolvimento do PS/s do que o PC. Os novos computadores dalinha PS/2 ostentavam um projeto completamente novo que incorporava uma
    • 86poderosa tecnologia que continha muito menos peças de domínio público.Essa atitude tomada pela IBM dificultava que outras empresas viessem adesenvolver clones compatíveis com o PS/2. O Microcanal, arquitetura básica de construção doIBM-PS/2 oferecia uma melhoria significante sobre o ISA, pois mudava anatureza das placas adaptadoras que poderiam ser inclusas no computador,fazendo com que as antigas placas existentes no mercado não funcionassemno PS/2 que continha a arquitetura MCA. Infelizmente a introdução destes computadores teve umefeito prejudicial no mundo dos computadores, que puçás pessoasesperavam. A IBM esforço-se ao máximo para assegurar que o PS/2 pudesserodar todo o software antigo, que já estava nesta altura de uso amplamenteaceito e difundido. Entretanto como já foi dito, o projeto de hardware eratotalmente diferente do utilizado por toda a indústria, que recusou-se a mudar. Até então a IBM tinha dado partida em quase todos osnovos padrões na indústria de microcomputadores, padrões estes que foramseguidos pela grande maioria de empresas que estiveram a vender e fabricaros microcomputadores IBM-PC compatíveis, sendo entre estas a maisimportante a Compaq. Naturalmente, os padrões de hardware mais importanteseram aqueles que tinham a ver com o projeto do próprio computador. Emboraa IBM definisse estes padrões, ela relaxou-se por não exigir os seus direitos,e milhares de empresas em todo o mundo aproveitaram a deixa e imitaramcom impunidade os computadores IBM-PC. Com os novos IBM-PS/2 e a arquitetura Microcanal, a IBMdecidiu impor rígidas taxas de autorização, em alguns casos pedindo àsempresas para pagarem de volta royalties sobre os computadores maisantigos que foram copiados sem autorização da IBM. Desta vez as outras empresas, lideradas pela Compaq,recusaram-se a ceder as pressões da IBM, preferindo não se utilizarem danova tecnologia por melhor que fosse esta, antes preferindo ficar com a
    • 87tecnologia antiga padrão dos computadores plataforma IBM-PC, criando elaso termo do qual já foi utilizado neste texto, o termo ISA – Arquitetura Padrãoda Indústria. Estas empresas afirmavam que a mudança para o MCA porparte da IBM havia sido desnecessário e que elas continuariam a montarcomputadores baseados no IBM-PC e ignorariam o MCA. Mais tarde estas empresas se juntaram e criaram o EISA(Extended ISA), uma alternativa de alta performance para o Microcanal. Devido a este problema entre a tecnologia MCA e ISA, ocampo da informática baseada em PC’s ficou divido até o início dos anos 90em dois campos: a IBM com seus PS/2 e as outras empresa com o PC.Porém devido a alguns avanços tecnológicos, a maioria dos programassofreram alterações de maneira a poderem ser utilizados por PC’s e PS/2’s. 11.6. IBM-PC’s Portáteis Como sabemos os PC’s são muito pequenos secomparados aos seus ancestrais de grande porte e minicomputadores.Entretanto, pouco tempo depois que o primeiro PC foi laçado, os engenheirospassaram a trabalhar afincamente para tornar as coisas menores o suficientepara que fosse possível levá-los para qualquer lugar. Atualmente existem PC’s portáteis o suficiente para seremlevados para qualquer lugar sem esforço. Porém naquela época haviadificuldades para tornar um computador leve o bastante para ser repousadosobre o colo, principalmente por causa da fonte de tensão que começava aser reduzido em tamanho e com maior potência, porém longe de proporçõesportáteis. Como solução surgiram os computadores conhecidos como“arrastáveis”, por razão de não serem tão pequenos e exigirem uma ligaçãoem tomada. E pouco mais tarde foi possível a miniaturização de umcomputador com tamanho para ser repousado sobre o colo, com tamanhopróximo a um grande bloco de anotações, porém perdiam consideravelmente
    • 88em desempenho e versatilidade de componentes dos computadores de mesa.Eram ligados a tomada ou utilizavam-se de pilhas que ofereciam baixacapacidade de tensão. Desde então houveram muitos computadores portáteis,porém todos eles não eram não-IBM. O primeiro computador portátil PC foi o Portable PC em1983, pesando cerca de 14 quilos, e o PC Conversível em 1987, ambos umfracasso que foram retirados logo do mercado. Porém em 1989, foi desenvolvido o portátil IBM-PS/2 P70que teve ampla aceitação no mercado, que ao contrário de seusantecessores, oferecia as mesmas funcionalidades do computador de mesa,tais como: disco rígido, teclado maior, mais memória, tela maior entre outras,pesando menos de 10 quilos. 11.7. A atualidade Atualmente os computadores baseados em PC, dominam amaior parte de microcomputadores do mundo. Muito evoluíram desde 1981,quando houve o lançamento do IBM-PC. Hoje os computadores IBM-PC estão presentes nos maisdiversos campos da humanidade, possuindo uma gigante compatibilidadecom softwares e hardware. Hoje é possível até que pessoas com um conhecimentobásico montem seus próprios computadores sem grandes dificuldades, devidoa facilidade que o PC proporcionou aos usuários domésticos. Embora possuam estas facetas boas, o PC’s possui asmais diversas desvantagens em relação aos computadores de outrasplataformas tais como: componentes de qualidade inferior apresenta falhas deestabilidade constantemente, não sendo uma plataforma muito confiável, têmcomo principal sistema operacional o Microsoft Windows que apresentamuitas instabilidades, apresenta performance inferior para aplicações gráficas,
    • 89estrutura de organização interna de seu gabinete desorganizada entre outrosinconvenientes.12. FAMÍLIA DE PROCESSADORES INTEL 12.1 Origens – 8086/8088 Uma das palavras chave para entender melhor a família decomputadores IBM-PC é necessário entender também a família deprocessadores Intel, uma vez que eles foram baseados no uso desteprocessadores. Na verdade os computadores modernos apresentam váriosprocessadores, cada um deles dedicado a uma tarefa especial, no entantosempre há um processador principal, simplesmente denominado deprocessador do computador. Com os PC’s da época, eles sempre erma baseados emprocessadores da família Intel 86. Alguns computadores, porém possuíam umco-processador que atuavam como auxiliadores do processador principal demaneira a conferir para este, maior desempenho. Geralmente esses co-processadores matemáticos pertenciam à família Intel 87. A princípio todos tinham o nomes que começavam com“80”. Na verdade, havia vários ancestrais da família 8086. Eles eram do maisantigo ao mais novo, respectivamente: 4004, 8008, 8080A e 8085A. Levando adiante a tradição, os nomes originais dosmembros da família 86 eram: 8086, 8088, 80186, 80188, 80286,80386 e80486. Mas um fato a ser destacado é que não há uma relaçãodireta entre a história do PC e dos microprocessadores que por ele foramutilizados. Isso poder ser verificado com a ausência dos processadores 8086,80186 e 80188 na linha dos microcomputadores PC. O modelo 8086 foi usado
    • 90em apenas um ou dois modelos, enquanto o 8088, 80286, 80386 e 80486 foiutilizado em uma séries deles. O motivo para que os processadores Intel 8086, 80188 e80186, não fossem utilizados largamente pelos computadores PC da época,não era por serem ruins, como alguns o pensam, pois eles desempenhavambem a função para a qual foram criados, eles geralmente nunca estavamdisponíveis em grande quantidade para atender a demanda de vendas ou nomomento correto para se projetar um computador campeão de vendas. O seupapel foi usurpado pelo mais novo e mais poderoso processador Intel 80286ou simplesmente 286. Porém não é correto afirmar que eles não foramutilizados, pois tanto a Intel quanto a IBM e até mesmo utilizaram-se destemicroprocessadores em suas empresas, porém com o lançamento do 286,podemos dizer que eles caíram aos pedaços. Para compreender melhor a história dosmicrocomputadores da plataforma IBM-PC e como eles dependeram destesprocessadores, é necessário voltar um pouco no tempo, mais precisamenteno início da década de 80 quando os microcomputadores PC foramconstruídos. Os projetistas já enfrentavam logo de primeira um dilema, poistinham que optar pelo 8088 ou 8086. Esses processadores eram idênticos,exceto pela quantidade de dados que podiam enviar de uma só vez. Os computadores armazenam e manipulam informaçõescomo bits, que formam a cada 8 unidades 1 byte. Para caracterizar umprocessador, dizemos quantos bits ele é capaz de trabalhar de uma só vez, equantos bits ele pode enviar ou receber de uma vez. Tanto o 8086 quanto o8088 trabalhavam com 16 bits de uma vez, no entanto enquanto o 8086 podiaenviar ou receber 16 bits de cada vez, o 8088 comunicava-se com 8 bits decada vez. Um outro modo de colocar a afirmação acima, é deixandoexpresso que ambos os processadores trabalhavam com 16 bitsinternamente, mas comunicavam-se com 16 bits (8086) ou 8 bitsexternamente (8088). Isso significava que um computador baseado no 8086
    • 91usaria dispositivos (como drives de disco) e circuitos eletrônicos que secomunicassem com 16 bits de cada vez, que eram escassos no mercado emrelação aos que trabalhavam com 8 bits, que haviam sido desenvolvidos paraos computadores antigos e mais lentos que eram utilizados na época. Para seadaptar a esse mercado, a Intel projetou o processador 8088 que fossefuncionalmente equivalente ao 8086, mas pudesse, no entanto tirar proveitodos componentes antigos feitos para 8 bits, que no momento existiam commais disponibilidade e com custo muito menor. Fazendo-se um retrospecto, parece que o 8086, teria sido aescolha lógica para o IBM-PC original. Entretanto, na ocasião, os projetistasda IBM não tinham a idéia de que o PC seria tão popular, e nem logo definiriapadrões mundiais. Na realidade o PC não era visto a princípio como umcomputador especialmente importante importante. Tudo o que a IBM queriaera um computador pequeno que atuasse como máquina de entrada paraseus clientes, possuindo para isso até um departamento especial, o EntrySystems Division – Divisão de Sistemas de Entrada. Porém em face à utilização ampla do 8088 não significavaque de fato que o 8086 havia sido abandonado, a Compaq o usou para oDeskpro, seu primeiro computador de caráter não portátil e a IBM, mais tardeo usou para modelos de menor potência dos PS/2. 12.2. Melhoria – 80186/80188 Não muito tempo após a introdução dosmicroprocessadores 8086 e 8088, a Intel começou a trabalhar sobre asmelhorias destes. Até então, todos os microprocessadores baseavam-se nosuporte de outros circuitos eletrônicos. Entretanto os projetistas da Intelnotaram que havia importantes desvantagens em ter estas funções de suportesendo executadas por circuitos separados. Incorporando muito destasfunções em um só circuito para um processador mais poderoso, faria com que
    • 92computador trabalhasse mais rápido. Além destes benefícios, o uso de menoscircuitos diminuiria o custo geral do computador. Os resultados destas melhorias foram os processadoresIntel 80186 e 80188, simplesmente conhecidos como 186 e 188. A principalcaracterística presente em ambos é que eles integravam diversas funções desuporte no próprio processador. Havia também outras novas capacidades,porém menos importantes. De maneira análoga aos processadores 8086 e 8088, elestambém trabalhavam com 16 bits internamente e se comunicavam com 16 e 8bits respectivamente. Embora o 186 e 188 fossem uma extensão importante dafamília 86, porém pouco usada, eles na realidade não tiveram um impacto emelhorias dramáticas para os processadores mais antigos. 12.3. Evolução – 80286 A Intel visto que havia a necessidade de introduzir umprocessador mais poderoso, devido ao crescimento da demanda por maiordesempenho em microcomputadores, trabalhou e investiu bastante, queresultou na sua realização mais ousada: o 80286, ou simplesmente 286. O 286 era mais que apenas uma melhoria dosprocessadores antigos, era uma revolução em forma de processador, já queapresentou em relação aos seus antecessores enormes vantagens, dentre asquais podemos destacar: • Poderia utilizar mais memória em relação ao 186 e 186, que utilizavam no máximo 1 MB, utilizando-se de até 16 MB de memória; • Pela primeira vez, um processador destinado ao uso em um plataforma PC poderia utilizar-se do recurso conhecido como memória virtual, já utilizada pelo Unix e Macintosh;
    • 93 • Outra inovação foi a capacidade “multitarefa de hardware” que permitia que o processador fosse rápido o bastante para ir e voltar diversas vezes em vários programas, recurso este já presente nos computadores Macintosh e os com o sistema Unix; • Poderia trabalhar com a divisão de tempo em “modalidade real” e “modalidade virtual”, diferentemente dos processadores mais antigos que trabalhavam da mesma forma o tempo inteiro; • Para o uso da capacidade de multitarefa, ele trabalhava na modalidade de proteção, que impedia que problemas com um programa afetassem todo o sistema; Sendo assim essas novidades aumentaram bastante aescala de trabalho do 286. Porém o 286 foi inserido na plataforma PC com osurgimento do IBM-PC AT. Logo após esta inclusão passou a serdesenvolvido uma enorme variedade de computadores baseados no PC comprocessadores 286. A modalidade real é quando um programa rodaisoladamente, e qualquer problema com ele pode comprometer seriamentetodo o sistema, ao contrário da modalidade virtual de proteção, quecompartilha tempo entre diversos programas e evita que programas afetem osistema, a única coisa que um programa pode fazer é afetar-se a si próprio. 12.4. Tecnologia – 386 O seguinte membro da família Intel de processadores foi o80386, ou simplesmente 386. Além de reter total compatibilidade com os processadoresantigos, e oferecer a modalidade real que emulava o 8086. Sua modalidadede proteção também trouxeram melhorias significativas uma vez que podia
    • 94lidar com até 32 MB de memória real e até 128 MB de memória virtual, contra16 MB e 1 MB do 286 respectivamente. Uma das inovações porém mais importantes foi o novomodo de operação denominado “modo 386 virtual”. Isso permitiu que oprocessador executasse em multitarefa mais de um programa do DOS, queembora fosse muito limitada, era o principal sistema operacional utilizado naépoca, devido ao alto preço de sistemas operacionais com interface gráfica. Diferentemente dos processadores que o antecederam, o386 era um processador de 32 bits completo, ou seja, processava 32 bits deum só vez internamente e externamente. Entretanto a desvantagem inicialconsistia em que a maioria dos dispositivos da época se comunicavam com16 bits, não podendo tirar o proveito das capacidades do 386. A Intel reconhecendo que esta mudança era um poucoradical para a época, desenvolveu uma nova versão do 386, cuja únicadiferença era que comunicava-se com 16 bits de cada vez. As vantagensdeste novo processador eram bem menores em relação ao 386 completo econsequentemente mais barato. Para distinguir os dois modelos a Inteldenominou o antigo e mais poderoso de 386 DX e o novo 386SX, fazendouma analogia em Duplo e Simples respectivamente. 12.5. Inovação – 486 Logo após o sucesso do microprocessador 386 e suasfuncionalidades que trouxeram maior poder de desempenho noscomputadores da família PC, a Intel desenvolveu o processador 80486 ousimplesmente 486. Funcionalmente ele incorporava, em um circuito, o 386mais dois outros componentes importantes: o co-processador matemáticoembutido e um controlador de cache especial, que tinha a função de dirigir amemória de uma maneira especial, ou seja em alta velocidade). Em face a estas e outras inovações que trouxeram mais poder aos
    • 95microcomputadores PC, o 486 poderia operar numa freqüência de até 66 MHzcontra os 4,77 MHz do 8088, utilizado no PC original, e ainda possuindo até512 KB de memória de cache. Devido as suas características de alta tecnologia, foi à partirdele que os computadores começaram, de uma maneira mais difundida, aapresentar a capacidade multimídia, pois devido ao seu alto poder deprocessamento apresentava melhor desempenho para trabalhar com drivesde cd, placas de som, de vídeo etc. 12.6. Tecnologia dos Co-processadores Matemáticos O processador atua como “cérebro” do computador.Entretanto havia nesta época processadores especiais, os chamados de co-processadores, que poderiam ser usados para estenderem os poderes doprocessador principal. Eles eram dedicados principalmente a operaçõesmatemáticas, sendo referenciados como “co-processadores matemáticos”. Entretanto os co-processadores não vinham inclusos comos processadores, eles eram opcionais. Porém se o computador não tivesseum co-processador, isto não haveria de representar um problema, pois oprocessador principal por si só era capaz de fazer todo o trabalho, incluindoos cálculos matemáticos. Mas ao optar por obter um processador quetrabalhasse em ação conjunta com um co-processador, ele seria capaz delidar com a maioria das demandas de cálculo dos seus programas. Porém muitos pensavam, que ele era uma utilidade maisprecisa para quem usasse o computador para lidar com maior parte das vezespara uso matemático, porém este é um conceito errôneo, pois a maioria dosprogramas, principalmente os de cálculos e os de edição de imagensvetoriais, são os que mais trabalham com cálculos, trazendo assim umaconsiderável diferença em relação aos que não tinham incluso o co-processador.
    • 96 À partir da linha de processadores 80486, osco-processadores passaram a ser incluídos em todos os processadores, umavez que este agora era embutido no processador principal. 12.7. Performance – Pentium Nesta altura, a tecnologia de processadores de 32 bits maisdesenvolvida e difundida no mercado, possibilitou a Intel a desenvolver umprocessador muito mais poderoso e ambicioso que os 486. Podendo operar inicialmente a mais de 100 MHz, elesrepresentaram uma verdadeira revolução na linha de processadores quedominam a maioria dos computadores do padrão IBM-PC. Foi nesta época que surgiram outros processadores quevisavam competir com o Pentium e oferecer uma performance análoga a umpreço muito mais acessível. Porém eles não chegavam atingir a tecnologia doonipresente Pentium, mesmo operando a velocidades maiores que ele, maissendo semelhantes a 486 melhorados. Dentre eles podemos destacar o 586da Cyrix e AMD. A Intel iria nomeá-lo como 80586, porém ele não teria umcaráter de superioridade que merecia, uma vez que não era uma simplesmelhoria do 486 e sim um processador muito diferente. Outra inovação na tecnologia dos processadores da novalinha Pentium foi a introdução de três variantes, o Pentium Clássico, oPentium Pro e o magnífico Pentium MMX (MultiMedia EXtended – MultimídiaEstendida). A partir de então iníciou-se uma corrida rumo aodesenvolvimento de processadores cada vez mais poderosos e com maiorconcorrência, principalmente da AMD, que passou a desenvolverprocessadores com uma boa relação custo-benefício. Dentre as inovações que partiram da nova linha doPentium, surgiram o Pentium II, o Pentium III e o Pentium IV. Destes, o último
    • 97continua reinando absoluto como a maior tecnologia para computadoresbaseados em IBM-PC, superando todas as expectativas. Na época do 486, esperava-se um dia, um processador dafamília 86 da Intel, o 80786, ou simplesmente 786 de 250 MHz, e hojepossuímos os processadores Pentium 4 de 3,6 GHz com tecnologia debi-processamento. 12.8. A tecnologia MMX Com o desenvolvimento de computadores da linhaPentium, a Intel desenvolveu uma tecnologia especial, que denominou MMX –Multimídia Estendida. PC de escritório com até 20% de aumento no desempenhode aplicativos Microsoft Windows, era a proposta da tecnologia MMX, emboraos principais softwares e pacotes de produtividade não estivessem otimizadosainda para a nova tecnologia MMX. PC doméstico com aumento de até 16 vezes nodesempenho de determinados filtros de edição de imagem era outra daspropostas do Pentium MMX, e certamente uma das mais atraentes. O conjunto de instruções incorporados no MMX foiprojetado especificamente para aumentar a velocidade de processamentodestes tipos de dados, vários testes provaram que ele aumentavasignificativamente o desempenho reduzindo a utilização da CPU. À partir deste momento surgiram no marcado uma amplagama de softwares compatíveis e muitos deles otimizados para a tecnologiaMMX, tais como: jogos, pacotes de edição de imagem, reprodutores de MPEGe software de reconhecimento de voz. A CPU de quinta geração da Intelrecebeu assim 57 novas instruções para acelerar aplicações multimídia. Até então a Intel conservou uma identidade de sempremelhorar os processadores da geração seguinte e aumentar a sua velocidadepara satisfazer as necessidades finais de cada usuário, fosse esse
    • 98profissional ou não, podendo ser facilmente identificadas as gerações demicroprocessadores através da velocidade de seus clock. Porém estaidentidade entrou em crise com o surgimento do Pentium, mais precisamentecom a introdução das tecnologias Pentium Pro e Pentium MMX. Além deatingir velocidades exorbitantemente maiores que os seus antecessores,podendo chegar a princípio a 166 MHz, possuía a tecnologia 3D eapresentava aprimoramentos surpreendentes em tarefas de execução deáudio e vídeo e processamento de imagens. Através da introdução da tecnologia MMX, os Pentiumclássicos passaram a serem utilizados no mercado de computadores deentrada, pois a tecnologia que o MMX e o Pro ofereciam eramsurpreendentemente melhor. Depois da introdução da tecnologia MMX que permitia ummaior desempenho de aplicações multimídia, todos os processadoressubseqüentes, a saber, os processadores: Pentium II, Pentium III, Pentium 4,Pentium M, Celeron e Celeron M, passaram incluir, ainda que de maneira nãoexpressa ao pública a tecnologia MMX, sempre melhorada a cada novoprocessador, uma vez que hoje basicamente todos os novos computadorespossuam capacidade multimídia, e para tanto exija um desempenho maior.13. HISTÓRIA DOS COMPUTADORES APPLE MACINTOSH 13.1. Apple II Em 1976, Steve Wosniak, filho de um engenheirodesenvolve o microcomputador que denomina Apple, segundo alguns dizem,em razão de Wosniak haver trabalhado em um pomar de maçãs. O computador Apple I não podia ser considerado sobnenhum aspecto um fruto de tecnologia avançada, uma vez que suaconstrução foi bastante rudimentar. Porém foi o suficiente para gerar umprecursor rumo no campo da informática através dos futuros Apple Macintosh.
    • 99 A configuração do Apple I de madeira era a seguinte: • Utilizava-se de microprocessador da MOS Tech 6502 de 1 MHz com1 MHz de freqüência Bus; • Possuía 8 KB de RAM expansíveis para 32 KB; • Possuía 1 KB de VRAM; • Resolução máxima de 40x24 caracteres; • 58 W de consumo de energia elétrica por hora; • Introduzido em Abril de 1976 e descontinuado em 1977; • O custo de desenvolvimento foi aproximadamente de US$ 700,00; Amigo de Steve Jobs, que também era entendido emcomputadores, porém muito mais dado à estratégias de negócios, eles seassociam e desenvolvem em 1977 o computador que chamam de Apple II,que passa a ser produzido na garagem de Steve Jobs. Porém ao passo que Jobs tinha uma ampla visãoempresarial ampla e desejava junto de Wosniak criar um computador“perfeito” para tornar-se um novo e revolucionário padrão de mercado, esteúltimo, só queria sair com sua banda de rock e tocar por aí, porém aindaassim, ainda que um pouco ausente, permanecia ao lado de Jobs naempreitada que a Apple Computer começava a enfrentar. Os incríveis computadores Apple II começam a vender maisque o esperado e acontece na Apple algo semelhante ao que aconteceu como Altair 8800, e a Apple tem dificuldades para a atender a demanda depedidos. Os computadores Apple II revolucionaram o mercado demicrocomputadores, pois eram um dos primeiros a se utilizarem de corpo deplástico para abrigarem a CPU, que era incrivelmente poderosa. Osmicrocomputadores Apple II possuíam monitor de fósforo colorido e unidadesde disco de alta capacidade, além de ser altamente expansível. Suasconfiguração básica era a seguinte:
    • 100 • Utilizava-se do mesmo processador da MOS Tech de 1 MHz com freqüência de Bus de 1MHz de 8 bits; • Possuía memória RAM de 4 KB expansível para 64 KB; • Possuía 8 slots de expansão de alta capacidade; • Possuía 12 KB de memória ROM; • Tinha drive de disquete como opcional; • Vinha opcionalmente com cartão de expansão serial; • Tinha alto-falantes mono; • Possuía monitor de até 6 cores com resolução máxima de 280x192 com 4 bits de cor a 40x48, incrivelmente alto para a época; • Foi introduzido em 1977 e descontinuado somente em 1980; Iniciou-se assim o desenvolvimento em série doscomputadores Apple, custando aproximadamente 1,5 mil dólares. Surgiram posteriormente outras variações deste modelonos anos subseqüentes: • 1979: Apple II+; • 1983: Apple IIe • 1984: Apple IIc / IIc+ • 1985: Apple IIe Platinum/Enhanced; • 1986: Apple IIgs; 13.2. Outros Modelos Apple Durante os anos que se seguiram ao fantástico lançamentodo Apple II, surgiram outros modelos que eram apenas uma variação domesmo. A única versão diferente antes da consagrada plataforma Macintosh,
    • 101surgiram apenas o Apple III e o Lisa, que não atingiram o nível de sucesso doApple II, ainda que melhores. O modelo Apple III, foi anunciado em Junho de 1980, entreas suas principais inovações podemos destacar: • Utilizava-se do processador Syner Tec 6502A em vez do processador da MOS Tech, operando a taxa de 2 MHz com freqüência de BUS de 2 MHz de processamento de 8 bits, contra 1 MHz do MOS; • Possuía 4 KB de memória ROM; • O primeiro a possuir a altíssima capacidade de 128 KB de RAM na versão III e 256 KB na versão III+; • Possuía 4 slots de expansão compatíveis com o Apple II; • Foi o primeiro a incluir em sua CPU um drive de disquete de 5,25 polegadas; • Possuía como opcional um cartão serial de expansão serial; • Assim como o Apple II tinha caixas acústicas mono; • Foi introduzido em 1980 e descontinuado em 1985; Outro modelo da Apple foi o Lisa, uma plataforma destinadaa uso corporativo, com um poder de processamento alto, interface gráfica,porém com um preço muito elevado. Suas principais características eram: • Foi o primeiro Apple a utilizar-se do processador de 16 bits da Motorola, o MC68000, com a alta velocidade de 5 MHz; • Possuía 16 KB de ROM com diagnóstico de código presente; • Tinha a extrema capacidade de memória RAM de 1 MB; • Incluía 2 unidades de disquete interno de 3,5 polegadas, uma novidade de alta tecnologia em armazenamento para a época com capacidade de armazenamento de 400 KB a 2400 KB da Sony no Lisa II e as famigeradas unidades de
    • 102 5,25 polegadas com capacidade 871 KB no primeiro modelo; • Possuía HD de 5 MB, expansível para 2HD’s de 10 MB; • Possuía saída de áudio CVSD – Continuously Variable Slope Demodulador; • Incluía caixas acústicas mono; • Gestão de ID: 2; • Possuía interface gráfica, proporcionada pelos Sistemas Operacionais suportados por ele: Lisa OS e Mac Works; • Foi introduzido em Janeiro de 1983 e descontinuado em 1986; • Primeiro a usar o mouse; Infelizmente a tentativa da Apple de entrar com força nomercado corporativo com o Apple Lisa, não tiveram sucesso, por razão deque ele era excelente, mas custava muito caro, chegando a custar mais de 11mil dólares contra os modelos Macintosh e Apple II que custavam entre 1,5 e2,5 mil dólares. No mesmo ano surgiu o Mac XL, com capacidadessemelhantes ao Lisa, porém ele não é considerado o verdadeiro Macintoshque deu origem aos computadores Apple que são vendidos até hoje, masconsiderado uma pré-versão do Macintosh de 1984. 13.3. Revolução Macintosh Em 21 de janeiro é feito o evento fechado de lançamentodo novo computador da plataforma Apple Macintosh, e em 24 de janeiro aestréia em público. Uma semana antes, o comercial 1984, dirigido por RidleyScott, fora apresentado na TV (pela única vez em toda a história) durante oSuper Bowl (final do campeonato de futebol americano, a maior audiência da
    • 103TV no ano), virando um dos anúncios mais premiados e influentes da históriada publicidade. O Macintosh não é primeiro computador a utilizar aInterface Gráfica com Usuário (GUI), mas o primeiro deste tipo com preçoacessível, embora caro, custando aproximadamente 2,5 mil dólares,quebrando a meta original de 500 dólares, quando foi inflacionado na tentativade criar o computador perfeito proporcionado por Steve Jobs. A sua configuração básica era a seguinte: • Utilizava-se do processador Motorola MC68000 de 16 bits operando na rápida freqüência de 8 MHz; • Possuía uma memória ROM incrivelmente alta: 64 KB. • Vinha com 128 KB de memória RAM. • Possuía monitor de 9’ com VRAM de 1 bit à resolução de 512x342; • Vinha com a nova unidade de disquete de 3,5 polegas com capacidade de 400 KB de armazenamento; • Gestão de ID: 1; • Alto-falantes mono; • Suportava o sistema operacional do Mac OS 1.0 ao 6.0.8; • Introduzido em janeiro de 1984 e descontinuado em outubro de 1985; Em 1984, a Apple ainda é o principal fabricante decomputadores pessoais do mundo, com uma base instalada de mais de 2milhões de Apples II, mas perde terreno rapidamente para os clones do IBM-PC e seu MS-DOS. O Mac, que tinha começado como um projeto paralelo deuma pequena equipe, virou a grande esperança da empresa para combater oavanço da IBM, considerada o Grande Inimigo. Um fato curioso era queBill Gates e a Microsoft, por outro lado, eram considerados aliados. O Mac 128K era revolucionário, mas estava longe daperfeição. O principal problema é a falta inicial de software, o que muito
    • 104comprometeu as vendas do computador, mas mesmo assim, mais de 50 milMacs são vendidos nos primeiros 100 dias. Em setembro é lançado o Mac512K com 512 K de memória RAM. Em Dezembro de 1984, a Apple lança uma campanha demarketing intitulada: “Teste Drive a Mac”. Várias celebridades como MickJagger, Michael Jackson e Andy Warhol são presenteadas com Mac’s. 13.4. Viagem através dos anos na história do Apple MacintoshEm 1985, o embalo inicial do Macintosh acaba muito depressa, devido à faltade um "programa matador" que o tornasse realmente imprescindível. Quando o “barco” do Macintosh parecia prestes a virar, eisque surgem dois produtos que salvam a todos. A Apple LaserWriter(US$ 7 mil) e o programa Aldus PageMaker mostraram ao Mac o problemapara o qual ele era a solução. Graças à possibilidade de ver na tela umareprodução aproximada do que seria impresso, o Mac era capaz de substituircaríssimos sistemas fechados e agilizar os métodos convencionais deprodução gráfica. Estava inaugurada a revolução do Desktop Publishing, querendeu anos de margens de lucro exorbitantes para a Apple. São vendidos500 mil Macs em 1985, ano em que a Microsoft lança a primeira (e hojeirreconhecível) versão do Windows. O CEO John Sculley comete dois erros fatais. Chega a eleum recado secreto de (veja bem) Bill Gates, pedindo a liberação dos clonesde Mac para transformá-lo na plataforma padrão do mercado, substituindo oIBM-PC. Sculley ignora o conselho. Meses depois, assina um malfadadoacordo com a Microsoft que abre caminho para que as inovações do Macsejam clonadas a impunemente pelas versões posteriores do sistemaopercional Microsoft Windows. O sucesso do Mac no nicho do DTP vem tarde demais parasalvar a pele de Steve Jobs. Ele sai da Apple em setembro, ao cabo deprolongada disputa política em que tenta tomar o poder da empresa e acaba
    • 105sendo traído pelo ex-amigo John Sculley. Junto com Steve vão embora cincofuncionários-chave, com os quais ele irá fundar a NeXT. Jonh Sculley, CEOda Apple chega a tentar processá-lo, mas desiste Em 1986, O Macintosh Plus elimina o grande problema doMac original, saindo de fábrica com 1 MB de RAM e podendo ser expandidopara 4 MB. Ele introduz também o SCSI, a porta serial e o drive de disquetede 800K. Em Setembro é lançado o Apple IIgs, o último Apple de 8 bits(tirado de linha em 1992), com um sistema operacional muito similar ao doMac, como uma solução integrada para aplicação em problemas poucocomplexos.Em março de 1987, a Apple vende seu milionésimo Mac. No mesmo anosurge o Macintosh SE, com HD interno, mouse, teclado ADB e slot deexpansão para placa de rede. O Macintosh II é o primeiro modelo com CPU separada domonitor e ampla capacidade de expansão, contrariando a idéia original deJobs de fazer do Mac um sistema fechado e monobloco. A Apple funda a Claris, sua divisão de software. O System 5, ou Mac OS 5, pode abrir mais de um programaao mesmo tempo, exibindo assim a capacidade mutitarefa, copiada pelosmodelos IBM-PC com processadores Intel. Em agosto surge o HyperCard, programa idealizado parapermitir a criação de softwares sem a necessidade de escrever código. Elefoge das normas de interface tradicionais do sistema e antecipa o estilo daWeb, com organização por páginas, links de hipertexto e multimídia integrada. O Macintosh IIx traz como novidade o processadorMotorola 68030 e disquetes de 1,4 MB. Sai também o System 6 ou Mac OS 6. A NeXT, nova empresa de Steve Jobs, lança o computadorNeXT, um (adivinhou) cubo com drive óptico, monitor de 17" de alta resolução(porém ainda não colorido) e sem drive de disquete (antecipando a moda em10 anos), para o mercado educacional.
    • 106 Em 1989, é lançado o Macintosh SE/30, o Mac originalmelhorado pelo chip 68030 de 50 MHz. Saem também o Macintosh IIcx e oIIci - este, o primeiro Mac modular com vídeo integrado e resolução de 480 x640 pixels a 256 cores. O Mac Portable, primeira tentativa da empresa de fazer umMac portátil, não dá muito certo. Ele não deixa a desejar quando comparadocom os modelos de mesa. Mas, pesando cerca de 8 kg, não é exatamente umportátil. A NeXT lança o NeXTStep, seu sistema baseado em Unixcom jeitão de Macintosh, que dez anos depois viraria o Mac OS X. Em 1990, tentando sair do nicho do DTP e conquistar osusuários domésticos, a Apple lança três modelos de baixo custo: o MacintoshClassic (US$ 1 mil, sem HD); o Macintosh LC (US$ 2,400), um modular commonitor Sony Trinitron colorido de 12"; e o Macintosh IIsi (US$ 4.000),basicamente um Macintosh IIci sem slots de expansão e processador maislento. Em abril de 1991, John Sculley faz um acordo de troca detecnologias com a ex-rival IBM. A IBM desenvolverá a plataforma PowerPCpara a Apple, e esta ajudará a criar um novo sistema operacional (chamadoTaligent) para as duas empresas. O PowerPC sairia dali a três anos; o talsistema operacional, jamais. É lançado Macintosh o System 7, com ícones coloridos,memória virtual e a possibilidade de usar mais de 8 MB de RAM. A Apple dá início a uma nova revolução - a da multimídia edo vídeo digital - com o o QuickTime e posteriormente o iTunes, quepossibilitaram o desenvolvimento do iLife. Chegam ao mercado os Macintosh Quadra, com chipPowerPC 68040, e os primeiros PowerBooks, criados em parceria com aSony e trazendo inovações que hoje são consideradas lugar-comum, como oteclado recuado (deixando espaço para apoiar as mãos) e a trackball(posteriormente trocada pelo trackpad, também introduzido pela Apple).
    • 107 Na tentativa de concorrer com os PCs em preço e tentandodesesperadamente aumentar sua fatia de mercado, a Apple lança a linhaPerforma, que não é nada mais do que modelos antigos reciclados. O topo delinha, o Performa 600, perdia em velocidade para o Macintosh IIx. Mas emcompensação foi o primeiro computador a vir com drive de CD-ROM. Enquanto isso, a Microsoft consolida seu caminho para adominação do mundo com o lançamento do Windows 3.1. Em 1992, a ânsia de ganhar mercado a qualquer custotoma proporções dantescas. A Apple lança nada menos que 19 modelos deMacintosh, entre as linhas LC, Centris, Quadra e PowerBook. Um modelo deCentris dura apenas três meses do lançamento à descontinuação. A Apple éacusada de "estufar" o canal de vendas, contando máquinas entregues pararevendas e devolvidas como máquinas vendidas. Em 1993, em fevereiro, já haviam sido vendidos 10 milhõesde Macintosh. Surgem no mesmo ano o Macintosh Color Classic, o primeiroPowerBook colorido, os Quadras AV (com saída e entrada de áudio e vídeo) eo bizarro Mac TV, um LC 520 pintado de preto com uma placa para sintonizarcanais de TV. Em agosto sai o Newton, o primeiro PDA (Personal DigitalAssistant) do mundo. Custando quase US$ 1 mil e com reconhecimento deescrita deficiente (que só ficaria satisfatório na terceira geração), olançamento é um megafracasso, com 25% das unidades vendidas sendodevolvidas. John Sculley, esgotado, cai do posto de CEO. Em seu lugarassume Michael Spindler. No ano de 1994, chegam ao mercado os novos modelosdenominador Power Mac’s, a maior mudança na plataforma desde a criaçãodo Macintosh. O chip PowerPC foi desenvolvido pela trinca IBM-Apple-Motorola. Ironicamente, essa transição foi muito mais tranquila que atransição do Mac O6 para o Mac OS 7, graças a um emulador do chip 68K
    • 108embutido no PowerPC. O resultado desta inovação foi: 1 milhão de PowerMac’s vendidos em um ano! Para cortar custos, a Apple começa a adotar tecnologiaspadrão no mundo PC, como os discos IDE. É uma mudança radical: a Appleera conhecida como "a empresa que diz NIH" ("Not Invented Here" - NãoInventado Aqui), por desprezar qualquer tecnologia que não houvesse sidodesenvolvida em seus laboratórios. O Quadra (ou Performa) 630 foi o primeiroMacintosh com HD IDE, que hoje é padrão em todos os Mac’s. Apple lança a QuickTake 100, a primeira câmera fotográficadigital do mundo, co-projetada com a Kodak. Mas não tira vantagem dopioneirismo., que fica a cargo de grandes corporações como Sony, Kodak,Cânon, Olympus, Samsung Panasonic entre outras de menor expressividade. A recém-fundada Netscape, comprada mais tarde pela AOL(América On Line) lança seu browser (baseado no Mosaic, que por sua vezfora criado junto com a World Wide Web num computador NeXT) e dá início àexplosão da Internet, sendo este o primeiro navegador incluso no sistema doMacintosh. Em 1995, os planos originais da trinca Apple-IBM-Motorolaque eram de transformar o PowerPC numa plataforma aberta (ou semi-aberta)que pudesse rodar vários sistemas operacionais (incluindo OS/2 e WindowsNT) e fosse clonada por fabricantes autorizados, depois de muita discussão, atal "Plataforma Comum de Referência" (CHRP) ainda estava longe de virarrealidade, mas a Apple já tinha algumas empresas credenciadas para fazeremclones, como a Power Computing, a Radius, a Unitron. O objetivo era ampliara fatia de mercado da Apple de 10% para 20% ou mais. Mais uma tecnologia Windows – Intel tomam um espaço noscomputadores Macintosh - o barramento PCI – que foi adotado pela Apple. É lançado o Power Mac 9500, o primeiro a usar omicroprocessador PowerPC 604 (com capacidade de sofrer upgrade), sendoeste o maior Mac de todos os tempos (até o G5). A Apple estava à frente na
    • 109corrida dos megahertz: um 8500/132 MHz era quase duas vezes mais rápidoque um Pentium 133 MHz, que vigorava no mundo dos PC’s da época. O sistema operacional de 32 bits da Microsoft, o Windows95 é lançado, diminuindo ainda mais as diferenças entre PC’s e Mac’s. A Apple aposta na linha Performa e vê sua margem delucro ser esmagada pela concorrência com os PC’s. Entra no vermelho nofinal do ano e quase é vendida a preço extremamente baixo para aSun Microsystems , fabricante de workstations Unix. Spindler, CEO da Apple cai e em seu lugar assume GilAmelio, famoso na época por ter “ressuscitado” a National Semiconductor. Em 1996, de maneira assustadora a Apple assume umprejuízo de quase US$ 800 milhões no primeiro trimestre. Em fevereiro do mesmo ano, Steve Jobs, um dosfundadores da Apple Computer dá uma entrevista para a revista Wired edeclara: "A guerra das plataformas acabou. A Apple perdeu." Precisamente no mesmo momento, a Business Week"mata" a Apple em matéria de capa. Isso é só o começo do massacre que aApple começa a sofrer diariamente na imprensa. Gil Amelio faz uma nova reestruturação da empresa,reduzindo o número de produtos, e cancela o Copland, o sistema "moderno"que viria substituir o velho System 7.5 e não havia saído da prancheta apósvários anos e milhões de dólares investidos. Começa a procura pelo sucessordo Mac OS fora da empresa. O principal candidato é o BeOS, criado porJean-Louis Gassée, ex-engenheiro-chefe da Apple, porém como a Apple nãose interessou, Jean o tornou um sistema operacional livre para uso em PC’scom processadores Intel e mais tarde também AMD, porém em meados doúltimo ano a Palm comprou os direitos dele, encerrando as suas atualizaçõese declarando não ter interesse em investir no sistema e nem comercializá-lo. Em abril, a Apple lança o 20th Anniversary Mac("Spartacus"), provando que ao menos no campo do design não está morta.
    • 110Mas o Macintosh mais vendido no Brasil é o da linha Performa comdesempenho inferior aos computadores mais antigos da Apple. Em dezembro, a Apple compra a NeXT e traz Jobs de volta,como consultor. A idéia é continuar desenvolvendo o Mac OS e ao mesmotempo adaptar o sistema da NeXT (que roda em PCs com processador Intel)à plataforma da Apple. A previsão é de que o novo sistema estaria pronto nofinal de 1998. Porém este sistema anunciado só veio a ser lançado anos maistarde. Em março de 1997, depois de um ano tentando reerguer aApple sem conseguir tirá-la do “vermelho”, Amelio demite 2.700 funcionários,acaba com a linha Performa e reduz a verba de pesquisa e desenvolvimento. Em uma articulação de bastidores, Jobs consegueconvencer o board (conselho diretor) da Apple de que Amelio não é o homemcerto para estar no comando da empresa. O homem certo seria... Steve Jobs. Em julho, já com plenos poderes, Jobs comanda a feiraMacworld de Nova York e apresenta em um telão, para espanto e horror dosmacmaníacos, Bill Gates para anunciar uma aliança com a arqui-rival. Eleanuncia que a Microsoft adquiriu US$ 150 milhões em ações da Apple (semdireito a voto) e assinou um acordo de partilha de patentes durante cincoanos, que beneficiou a Apple financeiramente, mas não a nível de empresa,uma vez que a Microsoft utilizou-se deste acordo para ganhar ainda maismercado com as inovações do Macintosh no sistema operacional Windows. Em setembro, Jobs finalmente assume o posto de "CEOinterino" (para só tirar o "interino" em 2000). Uma de suas primeiras medidasé acabar com os clones, que em vez de ampliarem o mercado do Mac OSestavam roubando as vendas da Apple. A seguir, lança o Mac OS 8. Em novembro, a Apple inaugura a AppleStore, sua lojaonline. Também no mesmo ano saem o Power Mac G3 e oPowerBook G3. Mais rápido e consumindo menos energia, o chip G3 logo éadotado em todos os Macintosh.
    • 111 Estréia a impactante campanha publicitária "ThinkDifferent", que associa o Mac a gênios, inventores e artistas famosos. No último trimestre do ano, a Apple finalmente sai do“vermelho”. A Grande Crise passou. Em 1998, Steve Jobs toma uma das suas decisões maispolêmicas: acaba com o Newton, PDA criado há vários anos, como umasolução para computadores portáteis que coubessem na palma da mão."Filho" de seu arquiinimigo Sculley, Jobs nunca foi com a cara "daquele trecode rabiscar". A fim de focar a Apple em seus negócios centrais, defenestra oNewton (e seu irmão eMate) justo quando ele se firmava no mercado, queacaba ficando todinho para o Palm. Em agosto, a Apple finalmente lança o computador-símbolode sua volta por cima: o iMac. Colorido, curvilíneo, totalmente diferente domarasmo dos PC’s beges. Durante meses, é o computador mais vendido nosEUA. Depois dele, a Apple nunca mais seria a mesma. Em 1999, seis meses depois de lançar o iMac, a Apple aoinvés de apenas aumentar a sua velocidade, ela o lançou em cinco cores,misturando conceitos de decoração, design e usabilidade. A moda (ou praga, para alguns) das cores chega aosmodelos profissionais, com o Power Mac G3 azul e branco. Em agosto,chegam os Power Macs G4, com um tom mais sóbrio, acinzentado. Graças a instruções embutidas que aceleram cálculosmatemáticos (chamadas de Velocity Engine ou AltiVec), o processadorPowerPC G4 dá uma boa vantagem aos Macintosh em relação aoprocessador Intel Pentium da época. Em setembro chega o iBook, o primeiro laptop da histórianão direcionado a executivos ou “nerds milionários”. Junto com ele a Appleestréia a Internet sem fio: AirPort. Um clássico até hoje (e sim, dá para rodar oPanther nele!). O iMac DV dá a partida na segunda revolução promovidapela Apple: o Desktop Video. É o primeiro computador para uso doméstico
    • 112capaz de editar vídeos, graças ao FireWire e ao iMovie. Em 1999, 52% de todas as máquinas vendidas pela Applesão iMacs. No hardware as coisas vão bem, mas o sistemaoperacional continua atrasando. Rebatizado de Mac OS X, ele é previsto parachegar às mãos dos consumidores no final de 1999, porém mais uma vez nãofica pronto no tempo previsto. Em meados do ano de 2000, o Power Macintosh comprocessador PowerPC G4 começa a perder a batalha dos megahertz,resultado do desinteresse da Motorola em investir no chip. O modelo de 500MHz, anunciado em agosto de 1999, só chega em fevereiro de 2000, quandoa Intel já anunciava a quebra da barreira do Gigahertz pelo Pentium. Em julho sai o G4 Cube, obra-prima do design eretumbante fracasso comercial. Ninguém queria pagar mais por uma máquinacom menos capacidade de expansão e processamento, por mais maravilhosaque fosse. Seis meses depois, a Apple baixa o preço do Cube a níveisatraentes, mas aí já é tarde demais. O iMac muda de cores, mais transparentes e vistosas,ganha várias faixas de preço, de acordo com o processador. O iMac 350 MHzIndigo é vendido a US$ 799 - o Mac mais barato de toda a história da Apple ebem próximo da meta de US$ 500 do Macintosh original. A Apple troca o famigerado mouse redondo pelo mouseóptico transparente sem botões, sensível à pressão da mãe. Finalmente o Mac OS X dá o ar da sua graça, em umaversão beta pública, no final do ano. Mais de 100 mil cópias são distribuídas.O futuro é Aqua, denominação para a interface obra prima do designdesenvolvido pela Apple. Em 2001, depois de anos de preto, os PowerBook’sganham o primeiro “revamp” da Era Jobs: nasce o Titanium. Com chipPowerPC G4, tela de 15’ widescreen e design digno de um “Mies van der
    • 113Rohe”, o laptop é um sucesso estrondoso, mesmo esquentando horrores edescascando depois de um tempo. Surge também o SuperDrive, incluído no Power Mac G4733 MHz - drive que lê e grava DVD’s e CD’s. Reconhecendo que “apostouno cavalo errado (ou no certo na corrida errada)”, Steve Jobs faz umaautocrítica e assume a culpa por não ter embutido um gravador de CD-R nosiMacs logo em 1999, preferindo o drive de DVD. Além do drive que o povo queria, os iMacs coleção 2000trazem dois modelos que marcam época: o Flower Power e o Blue Dalmatian,com design bastante extravagante. Em janeiro de 2002, Jobs fala pela primeira vez no conceitode "Hub Digital" e lança o iTunes, o primeiro passo da Apple rumo àdominação do mercado de música online. Em outubro é lançado o iPod, osegundo passo, considerado até os dias de hoje o melhor tocador de MP3 domercado, atingindo atualmente capacidade de até 40 GB em um pequenoaparelho que cabe na palma da mão sendo capaz de gravar mais de 13.000músicas de 128 kHz contra 96 e 72 e 48 kHz dos concorrentes, e ainda gravare exibir em seu monitor, fotografias digitais em cores! O Mac OS X começa a ser vendido em março (aindafaltando uns pedaços que vão sendo incluídos no meio do caminho). Areclamação de lentidão é geral, os softwares incompatíveis são vários, osbugs muitos, mas o Aqua é lindo. O 10.1 (em setembro) dá uma recauchutadageral no sistema, conferindo a ele maior estabilidade. Em maio chegam os iBooks branquinhos, dando início à"Era Linha Branca" do design Apple. Ainda em 2002, a "linha branca" incorpora o iMac com olançamento do iMac G4 "abajur", que leva o aspecto alienígena do iMac aníveis nunca antes imaginados. É lançado o eMac, modelo básico da Apple quesemelhantemente aos iMac’s G3, incorporam a CPU e monitor em um únicoequipamento, porém seguindo o estilo de cor branca brilhante do novo iMac.
    • 114Mesmo sendo designado como modelo de entrada da Apple, o eMac oferecedesempenho muito superior à PC’s do mesmo segmento. O susto com o design do novo iMac é tanto que olançamento do Power Mac G4 "QuickSilver" com dois processadoresPowerPC G4 de 1 GHz, passa quase despercebido. O Jaguar (Mac OS X 10.2) sai em outubro, transformando oMac OS X em um sistema maduro, mais rápido e com muitas novas funções. A Apple entra no ramo dos servidores profissionais com alinha Xserve. Em janeiro de 2003 é lançado o primeiro funcional e versátilbrowser (navegador de internet) desenvolvido pela Apple, trazendo assim asubstituição do Microsoft Internet Explorer para Macintosh. No campo do hardware, o ano batizado por Steve Jobs de"Ano do Laptop" começa com o lançamento dos PowerBooks de alumínio de12 e 17 polegadas. Em julho chegam os Power Mac’s G5 , que além dedesign extremamente elegante, fez novamente a Apple ficar a frente nacorrida das plataformas, uma vez que o novo lançamento superava em váriosaspectos os computadores PC de configuração semelhante. Em março, a Apple lança com enorme sucesso a suaiTunes Music Store e prova que é possível a venda de música online. O iPodchega aos 40 GB. O final do ano traz os novos iBooks G4, o PowerBook dealumínio de 15’ e o iMac com tela de 20". Neste ano são feitas várias melhorias na linha decomputadores existentes, a introdução de versões especiais do iPod e aintrodução do novo Mac OS X Panther versão 10.3. Durante 20 anos, o fim da Apple e do Macintosh foianunciado inúmeras vezes. Mas ambos continuam aí, liderando a indústria deinformática no design, na tecnologia e na facilidade de uso, provando quesempre há espaço para idéias criativas e inovadoras.
    • 11514. HISTÓRIA DOS SISTEMAS OPERACIONAIS 14.1. Definição O sistema operacional de um computador é a interface decomunicação entre usuários, programas e hardware, de maneira a executarinstruções e através de resultados executar tarefas determinadas pelooperador. Ao introduzirmos alguma informação ou dar algumcomando para a execução de uma tarefa o computador basicamente faz agestão de controle da memória, supervisão de entradas e saídas de dados,organização e carregamento de programas, criação, manipulação, edição eeliminação de arquivos. Há dois tipos de sistemas operacionais, o CLI (CommandLine Interface – Interface por linha de comando) e o GUI (Graphics UserInterface – Interface gráfica com o usuário). Porém para cada tipo de conjunto de ações e para tipos deplataformas com desempenho diferentes, há sistemas operacionaisdiferentes. 14.1.1. CLI Os sistemas operacionais que se comunicam através dainterface CLI, operam e manipulam informações e executam ações através decomandos digitados pelo usuário através do teclado. Alguns exemplos de sistemas operacionais por linha decomando são: Microsoft DOS, Apple DOS, Digital Researsh DOS, IBM PC-DOS, CP/M entre outros. São bastante limitados em execução de tarefas e utilizam-se do mínimo de desempenho dos computadores e são muito pouco
    • 116versáteis. Trabalham com o sistema monotarefa, monousuário,monoprocessamento etc. 14.1.2. GUI Os sistemas operacionais gráficos (GUI) proporcionam aosusuários, maior facilidade na operação e comunicação com os gráficos. Assuas principais características eram: • Formato de comunicação gráfico; • É voltado ao usuário que não se utiliza da informática; • Interação com o sistema feita através do mouse; • Utilização da metáfora da mesa de trabalho (desktop) que representa uma mesa de trabalho eletrônica constituída de objetos como ícones, janelas, cortinas, caixas de diálogo, elevadores, botões etc. • Navegador para acesso a Internet; Alguns exemplos de sistemas operacionais que se utilizamda interface gráfica podemos destacar: o Microsoft Windows, o Apple MacOS, o Conectiva Linux, o Sun Unix, o IBM OS/2 entre outros. 14.1. CP/M Voltando ao passado distante do início do uso dosmicrocomputadores na década de 70, o sistema operacional que reinava era oCP/M da Digital Research. Sua interface era por linha de comando. A quantidade deprogramas existentes para ele era ampla e destinada ao uso em plataformasde 8 bits de processamento.
    • 117 Sua versatilidade era muito baixa e seu desempenho assimcomo muitos outros sistemas que se utilizavam da interface por linha decomando. Quando a IBM iniciou os projetos para desenvolvimento doPC, procurava por um sistema operacional que pudesse acompanhá-lo, e oCP/M era uma potencial alternativa. Porém o maior problema era que o CP/M era somentecompatível com computadores com sistema de processamento de 8 bits eembora o IBM fosse utilizar-se do processador Intel 8088 que processava 8bits de informações por vez, este era um processador de 16 bis e eraincompatível com o CP/M. Nesta época que começavam a surgir computadores comunidades de processamento de 16 bits, uma possível alternativa foi portar oCP/M para esta plataforma, criando assim o CP/M 16, que mesmo compatívelcom sistemas de 16 bits, não apresentava nenhuma melhoria significativa. Há uma história a respeito da queda do CP/M que consistenos seguintes e possíveis fatos: a IBM estava a procura de um sistemaoperacional para o seu novo projeto. Visto que o CP/M era o dominante, aIBM preferia não trocar o certo pelo duvidoso e com isso os seus executivosforam negociar com a Digital Research. Porém o seu presidente os tratou comtanto desdém, deixando os executivos furiosos a esperar, enquanto ele, opresidente da Digital Research, viajava de avião na hora da reunião.Enfurecidos, os executivos da IBM foram a procura de outra empresa, e estanão era nada menos que a Microsoft, pequena empresa de processamento dedados que desenvolvia softwares através das linguagens de programação daépoca, porém não desenvolvia sistemas operacionais. Ao passo que a DigitalResearch tratou a IBM com total indiferença, usando a estratégia errada parao momento, a Microsoft de Bill Gates e Paul Allen, “estenderam o tapetevermelho” para a IBM, que veio a desenvolver o sistema operacionalMS-DOS.
    • 118 14.2. Microsoft DOS Ao final da década de 70, após negociar de maneira corretacom a IBM, que necessitava de um sistema operacional para seu novoprojeto, o IBM-PC, a Microsoft desenvolveu de maneira rápida e eficiente oMS-DOS. Na verdade o MS-DOS não era nenhum fruto decriatividade da Microsoft, era apenas uma cópia do CP/M, só que comalgumas melhorias leves. Também se utilizando da interface de linha de comando, oMS-DOS, reinou absoluto nos PC’s até o início da década de 90. Por razão de ser monotarefa e monousuário processandoapenas 8 bits de informações por vez, o DOS era um sistema pouco confiávelque “cortava” de maneira surpreendente o desempenho que as novastecnologias conferiam aos novos microprocessadores, tais como modalidadede segurança, capacidade multitarefa, uso de memória virtual,co-processamento matemático otimizado para atividades gráficas. Como os Mac’s eram caros e o Microsoft Windows, tambémcaro e cheio de falhas, muitos usuários estavam confinados ao uso do DOS. Em relação as suas desvantagens, pelo menos em algo eleera bom, pois possuía compatibilidade com uma ampla gama de softwares,todos compatíveis com ele. 14.3. Unix Desenvolvido pela Bell Laboratories da AT &T na décadade 70, o Unix é considerado o melhor sistema operacional, o mais confiável,estável e seguro que há no mundo. A princípio o Unix poderia ter versões desenvolvidas porvários fabricantes ou modificados por especialistas, uma vez que a suaplataforma de programação era aberta. Porém o Unix se tornou rapidamente
    • 119um sistema operacional que para ser utilizado era necessário adquirir umalicença de uso, muito cara, o que tornava o seu uso inviável para a maioriados usuários. Atualmente a principal fabricante do sistema operacionalUnix é a Sun Microsystems, que desenvolveu a plataforma de computadoresworkstations Sparc. Porém devido ao seu alto custo, outras empresasfabricaram variantes mais acessíveis como a própria Microsoft quedesenvolveu o Xenix. Outras entretanto desenvolveram outros sistemasoperacionais diferentes, porém baseados nas tecnologias do Unix, como aApple que desenvolveu o Mac OS e Linus Torvalds que desenvolveu o Linux. Uma de suas principais características é a capacidade avançadade multitarefa, tempo compartilhado entre usuários, tecnologias avançadas derede, fácil administração remota, boa solução para problemas corporativos dealto nível, ferramentas adequadas para a administração de grandes banco dedados entre outras. Porém o Unix tem uma reserva muito maior de mercadopara servir aplicações, e seu uso é mais difundido em sofisticadasworkstations ou computadores simples e básicos. Falta ao Unix uma reservapara entrar no segmento intermediário de aplicações do qual o MicrosoftWindows NT e atualmente o 2000 ocuparam espaço. Outra característica importante do Unix é a capacidade depoder ser utilizado em uma ampla quantidade de tipos de plataformas.
    • 12014.4. Microsoft Windows 14.4.1. O sistema O sistema operacional Windows da Microsoft é o maispopular entre os usuários de microcomputadores e o mais compatível com aampla gama de softwares e equipamentos de hardware do mercado. Porémnão é o melhor sistema operacional para computadores PC, uma vez que asua estrutura interna é desorganizada, o que confere a ele menor estabilidadee uma maior probabilidade a apresentar erros que são muito difíceis ouimpossíveis de serem localizados para uma possível solução. Embora atualmente ele tenha melhorado muito, suasprincipais características no que diz respeito a aplicação de novastecnologias, foi muitas vezes copiadas de outros sistemas operacionais. Porém o Microsoft Windows é o sistema operacional maisversátil para microcomputadores da atualidade, e apresenta entre algumas desuas vantagens a de possuir várias versões destinadas para certas rotinas deuso, todas elas oferecendo alguma vantagem na área em que são destinados. A seguir será mostrada de um forma objetiva a evoluçãodeste sistema operacional que atende às expectativas de milhões usuáriosem suas tarefas diárias: 14.4.2. Windows 1.0 Lançado em 1985, esta versão do Windows apresentavamuitas falhas e poucos softwares compatíveis para serem executados sob oseu gerenciamento. Como os processadores da época eram lentos, estaversão era muito limitada. Denominado ambiente operacional gráfico, esta versão nãochegava a ser um sistema operacional completo. Era apenas uma soluçãográfica que rodava sobre o sistema operacional principal: o MS-DOS.
    • 121 Porém seu custo era alto e os benefícios, poucos, o que fezdesta, uma versão muito pouco utilizada. 14.4.3. Windows 2.0 Lançado em 1987, esta versão do ambiente Windowsestava começando a se tornar adequada para a plataforma de computadoresIBM-PC graças aos novos recursos disponibilizados pela nova geração demicroprocessadores. A nova versão dispunha de recursos adicionais demanipulação de memória, discos rígidos mais rápidos e uma eletrônica deprocessamento muito mais veloz. Havia versão para computadores compatíveis com IBM-PCcom versões para os microprocessadores Intel 80286 e 80386. Começaram nesta época a surgir versões de programasque rodavam sob o sistema operacional DOS, compatíveis com o Windows,mais simples e fáceis de serem usadas que em versões para DOS. Foi nesta versão que foi introduzido o uso da tecnologiaDDE (Dynamic Data Exchange) que era uma forma de transferência de dadosentre aplicativos. Nesta versão um dos pontos versáteis a serem destacadosera a capacidade de rodar múltiplos programas do MS-DOS combinados comos programas de Windows. 14.4.4. Windows 3.0 Lançada em 1990, esta versão passou a se tornar maispopular entre usuários que dispunham de recursos necessários para sustentaros altos custos do Windows em relação ao Microsoft DOS. Esta nova versão melhorou de maneira significativa ogerenciamento de memória e combinou as versões voltadas para 286 e 386,
    • 122tornando possível a examinação do hardware como um todo e inicializandocom a melhor configuração possível. À partir desta versão é que houve uma migraçãoquantitativa da maioria de softwares que rodavam até então sob o MS-DOS. As versões de novos programas passaram então a seremcomercializados em versões para Windows e ainda para o DOS, haja vistoque ainda uma grande maioria de utilizava deste último. 14.4.5. Windows 3.1 e 3.11 Lançado em 1992, esta foi uma versão que foi muitovendida e iniciou uma maior difusão do ambiente Windows para usuários demicrocomputadores PC. Além de otimizar os melhoramentos da versão 3.0, estaversão do Windows melhorou o gerenciamento de memória, que possibilitouum maior desempenho da capacidade multitarefa. Foi inclusa à partir desta versão, as fontes denominadasTrue Type que eram exibidas na interface e impressão. Os programasbaseados em DOS, poderiam rodar em modo gráfico em uma janela. Outra mudança radical foi a incorporação da tecnologiaOLE (Object Linking and Embedding), que possibilitava a ligação eincorporação de objetos sua distribuição entre aplicativos. Também apresentava a inclusão de vários programas queacionavam outros dispositivos, conhecidos como drivers e suporte inicial acapacidade multimídia. A versão 3.11 para Workgroups, apresentava a capacidadede trabalhar em pequenas redes domésticas ou de escritórios. Sendo estalançada em meados de 1993 e 1994.
    • 123 14.4.6. Windows 95 Lançado em 1995, foi lançado o mais ambicioso projeto daMicrosoft, o Windows 95. Sendo executado através do processamento de 32 bitscontra os 16 bits de seus antecessores, sua interface foi mudada de maneiraradical , de maneira a tornar a sua utilização mais intuitiva e eficientementefuncional. Dentre as principais mudanças, podemos destacar o trivialmenu “Iniciar” e a “barra de tarefas”, que se encontra presente em todas asversões posteriores do Windows 95. O sucesso foi tão grande que esta verão do Windowsvendeu mais de um milhão de cópias no primeiro mês. Dentre algumas das muitas tecnologias e inovações doWindows 95, foi a capacidade de trabalhar com a internet de uma maneirasimplicada, com a incorporação de ferramentas que facilitavam o acesso e ouso dos serviços oferecidos pela Internet. Em 1997 ele foi otimizado com o lançamento da verãoWindows 95 OSR2. 14.4.7. Windows NT O Windows NT (New Tecnology) foi uma versão sofisticadadesenvolvida para uso corporativo, concorrendo com o Unix ao propor umanova tecnologia cliente /servidor. Otimizado para uso em plataformas de grande porte(RISC), inicialmente foi pouco usado no início de seu lançamento por razão deapresentar uma incompatibilidade grande com softwares e sofria com a faltade drivers, uma vez que se utilizava de uma instrução que não permitia que osaplicativos utilizassem todo o desempenho do hardware, e nem tomassematalhos através destes para executar suas tarefas. Para que qualquer item
    • 124fosse disponibilizado para ele, deveria conter o mesmo tipo de instrução,incomum aos sistemas operacionais domésticos. Porém esta tecnologiagarantia ao Windows maior segurança e confiabilidade para o mercado deaplicações corporativas, até então dominados pelo Unix. Como apresentava custos maiores, eram utilizados parafins destinados a grandes empresas. Porém com o tempo o seu uso foi bastante difundido, e acompatibilidade aumentou ao passo que os custos de sua administraçãodiminuíram. Possuía versões para servidores e para workstations. 14.4.8. Windows 98 Sem sombra de dúvida esta foi uma das mais inovadorasformas de sistema operacional Windows, pois trouxe a possibilidade de ummundo de possibilidades aos usuários de PC. Sua interface era muito semelhante com a do Windows 95com exceção dos motivos de integração da Internet na interface de trabalho,gerada pelo grande “Boom” da internet. Dentre as principais inovações apresentadas por estaversão podemos destacar as seguintes: maior interatividade com o usuárioatravés da internet, suporte a tecnologia versátil proporcionada pelas portasUSB e FireWire, suporte a nova tecnologia Plug & Play, capacidademultimídia ampliada, suporte aos gráficos AGP, suporte ao DVD entre outros. Porém devido a primeira versão apresentar muitasinstabilidades, a Microsoft lançou em 1999 a versão Windows 98 SE (SecondEdition). Atualmente é comum a instalação do Windows 98 emcomputadores novos, por ainda atender as necessidades de integração ebaixo gastos do usuário.
    • 125 Devido ter sofrido ao longo de sua vida melhoriasconsideráveis, hoje ele é um sistema muito estável e seguro, chegando a sertão estável quanto o atual Windows XP. 14.4.9. Windows Millennium Edition A versão do Windows Me, trouxe grandes inovações nocampo da multimídia, ampliando ainda mais os horizontes de capacidademultimídia já existente no PC. Com o Windows Me, além de uma maior integração dasinovações do Windows 98, havia uma grande expansão em interatividade,proporcionada também pela sua interface intuitiva e customizada. O Windows Me incluiu softwares de edição de vídeosdomésticos, integração das tecnologias proporcionadas por equipamentos deáudio e vídeo, DVD, câmeras e filmadoras digitais e ainda incluiu ferramentasde sistema muito eficientes como restauração de sistema, assistente deconexões entre outras. Porém o Windows Me desagradou e muito desagrada osusuários devido as suas falhas de segurança que permitiram maiorvulnerabilidade à bugs. Mesmo favorecendo a multimídia, ele foi o sistema maisinstável da última década na família Windows. 14.4.10. Windows 2000 Professional Desenvolvido sobre a base e tecnologias robustas econfiáveis do NT, o Windows 2000 é largamente utilizado até os dias de hojepara o mercado corporativo de aplicações. Com a interface interativa do Me e a robustez do NT, oWindows 2000 é um dos sistemas mais seguros, confiáveis e estáveis daatualidade.
    • 126 Em razão de o Windows NT ter atingido níveis decompatibilidade e drivers, o uso dele não implicou em custos exorbitantes deaplicação, o que muito facilitou a sua popularização. 14.4.11. Windows XP Desenvolvido sobre a estável base do Windows 2000, oWindows XP, lançado em 2002 é uma versão mais segura e confiável que seuantecessor Windows Me. Com uma interface gráfica moderna e mais fácil de serutilizado, esta nova versão proporcionou significativas melhorias no trabalhomultimídia, trabalhos gráficos e aplicações mais poderosas. A interface pulg & play foi otimizada de maneira a oferecermaior compatibilidade. Também foi inovador ao trazer um maior controle paraalternância de usuários, maior facilidade no trabalho em redes, trabalho commúsicas, vídeos, TV, DVD, áudio avançado de cinema, fotos animaçõesinternet e segurança com o lançamento recentemente do Service Pack 2,pacote de atualizações e serviços que visam aumentar a segurança econfiabilidade do sistema. Atualmente é comercializado nas versões Windows XPHome, Windows XP Professional e Windows XP 64-bit Edition. 14.4.12. Windows 2003 Uma versão nova baseada no Windows 2000, com ainteratividade do XP e segurança do NT. Atualmente este novo sistema estádentro dos planos de estratégia .NET da Microsoft. Mais poderoso e confiável que o Windows 2000, estaversão possui vária versões direcionadas a diversos usos, tais comoEnterprise Edition, Web Edition, entre outras.
    • 127 14.5. Mac OS Este é o sistema operacional para uso destinado aoscomputadores da plataforma Apple Macintosh. Baseado no Unix, é um sistema seguro e confiável.Desenvolvido pela Apple, especialista em design, este sistema operacionalapresenta uma interface considerada muito intuitiva, versátil e linda, uma vezque é uma obra primor do design. Em detrimento dos computadores Macintosh seapresentarem como uma plataforma mais estável para a execução deaplicativos gráficos que exigem um alto poder de processamento, estesistema é otimizado para a execução de tais aplicativos, dos quais sedestacam os da própria Apple, Adobe, Corel, Quark e Macromedia. Possui uma estrutura orientada para objetos multimídiapoderosa, principalmente porque nesta última versão foram inclusosaplicativos multimídia que formam a estratégia Apple iLife. Apresentam grande compatibilidade com os softwares derenome no mercado, porém um mercado muito restrito de aplicativossecundários, como freewares e sharewares. 14.6. IBM OS/2 Este sistema operacional foi desenvolvido pela IBM em1987, como uma solução em sistema operacional para uso empresarial,visando tomar parte do mercado até então dominado pelo DOS da Microsoft,que não era capaz de utilizar todo o desempenho que as novas máquinaspodiam oferecer. Diferentemente dos sistemas operacionais gráficos daépoca, incluindo o Windows, que utilizavam da tecnologia de 16 bits, o OS/2(Operacional System 2), visando oferecer uma maior performance e
    • 128maturidade em matéria de sistema operacional trabalhava integralmente coma nova tecnologia de 32 bits. Em razão de seu uso ser pouco difundido com usuáriosdomésticos e pequenas empresas, havia uma quantidade menor de softwarese equipamentos de hardware, que o seu uso foi ficando cada vez mais restritoa grandes empresas. Desde meados de 1996 a 1998 o OS/2 em sua versãoWarp, deixou de ser comercializado no Brasil, embora a IBM continue aproduzí-lo. A IBM garante que já vendeu mais de um milhão deunidades do sistema operacional OS/2, porém isto não é verdadeiramentecomprovado. 14.7. Linux 14.7.1. O sistema Baseado no onipresente Unix, o Linux apresenta umasolução integrada em uso de sistema operacional de qualidade profissional ecaráter gratuito, que permite uma drástica redução de custos em empresas, einstituições acadêmicas e governamental. Estruturalmente superior, mais estável e seguro que seuprincipal concorrente Windows, apresenta um grande cotigente de softwaresgratuitos compatíveis, o que está tornando o seu uso bastante difundido emtodas as classes de usuários. Há algum tempo atrás ele era bastantecompleto em relação com os softwares que o acompanhavam, porém tinhapoucos softwares de terceiros, o que hoje deixou de ser um problema. Ele é gratuito, porém há empresas especializadas em fazera distribuição industrializada de pacotes, como manuais, CD’s de instalação,programas entre outros, cobrando valores bem mais acessíveis que as
    • 129licenças de softwares não gratuitos. No Brasil a empresa autorizada a fazer adistribuição Linux é a Conectiva. 14.7.1. História Estávamos em 1991 e no mundo dos computadorescomeçava a surgir um grande futuro, já que o hardware puxava os limites doscomputadores para além do que alguém poderia esperar. Mas ainda faltavaalguma coisa... Faltavam sistemas operacionals para PC, onde um grandevazio existia. O DOS nesse tempo reinava com um grande império nosPCs. Os utilizadores de PC não tinham outra alternativa. Os Macintosh daApple eram melhores mas com preços astronômicos que ninguém conseguiasuportar e, como tal, permaneceram uma miragem para os milhões deutilizadores comuns. Outra hipótese era o mundo UNIX. Mas o UNIX era muitomais caro. Para obterem bastante dinheiro, os vendedores de UNIXpraticavam um preço muito alto para se assegurarem que os utilizadorespequenos não o utilizavam. O código fonte do UNIX, em tempos divulgado emuniversidades por cortesia da Bell Labs, era agora guardado cuidadosamentee não era publicado. Para aumentar a frustração dos utilizadores de PCs emtodo o mundo, as grandes empresas do mercado de software falharam afornecer uma solução para este problema. Uma solução parecia surgir na forma do MINIX. Foidesenvolvido de início por Andrew S. Tanenbaum, professor holandês nascidonos Estados Unidos, que queria ensinar aos seus alunos como era por dentroum sistema operacional real. Foi desenhado para correr nosmicroprocessadores Intel 8086 que reinavam em todo o mundo. Como sistema operacional, o MINIX não era o ideal. Mastinha a vantagem de que o código estava disponível. Quem tivesse o livro“Operating System” de Tanenbaum podia ver o código de 12000 linhas escrito
    • 130em C e Assembly. Pela primeira vez, um programador ou “hacker” podia ler ocódigo fonte do sistema operacional, que até então os vendedores desoftware guardavam vigorosamente. Um autor ideal, Tanenbaum, cativou asmentes mais brilhantes das ciências da computação com uma discussãoelaborada sobre a arte de criar um sistema operacional. Estudantes em todo omundo analisavam extensivamente o livro lendo as linhas de código parasaberem como o sistema operacional corre nos seus computadores.E um deles era o Linus Torvalds. Em 1991, Linus Benedict Torvalds era um estudante dosegundo ano de Computer Science (Ciência da Computação) na Universidadede Helsínquia e um “hacker” auto-didata. Este finlandês de 21 anos adoravamexer com o poder dos computadores e os limites a que um sistema pode serpuxado. Mas faltava um sistema operacional que pudesse responder àsexigências dos profissionais. O MINIX era bom, mas era um sistemaoperacional para estudantes, desenhado como uma ferramenta para aaprendizagem e não um sistema com força industrial. Nesse tempo, os programadores em todo o mundo estavammuito inspirados pelo projecto GNU de Richard Stallman, que era um projetoque visava fornecer software livre e de qualidade. Referenciado como umherói de culto no domínio da computação, Stallman começou a sua carreirano famoso Artificial Intelligence Laboratory no MIT, e nos meados e fim dosanos setenta criou o editor "emacs". No princípio dos anos oitenta, as companhias de softwarecomercial contrataram muitos dos programadores brilhantes do laboratório AIe negociaram acordos para proteger os seus segredos. Mas Stallman tinhauma visão diferente. A sua ideia era que, ao contrário de outros produtos, osoftware devia ser livre de restrições de cópia e modificação para se obterprogramas de computador melhores e mais eficientes. Com o seu famoso manifesto de 1983 que declarou oprincípio do projeto GNU, ele deu início a um movimento para criar e distribuirsoftware segundo a sua filosofia (GNU é um acrônimo recursivo que significa
    • 131“GNU is Not Unix” ou seja “GNU Não é Unix”). Mas para alcançar este sonhode criar um sistema operacional, ele precisava criar as ferramentas primeiro.Então, no início de 1984, Stallman começou a codificar o GNU C Compiler(GCC), um feito extraordinário para um programador individual. Com os seusconhecimentos técnicos, fez sozinho o trabalho de grupos inteiros deprogramadores de vendedores comerciais de software, na criação do GCC,considerado um dos compiladores de C mais eficientes e robustos de sempre. Em 1991, o projecto GNU já tinha criado muitasferramentas. O muito esperado compilador de C estava disponível então, masainda não havia um sistema operacional. Até o MINIX tinha de ser licenciado.Desenvolvia-se trabalho no kernel GNU, o HURD, mas ainda faltava uns anospara sair. Isso era muita espera para o Linus. Em 25 de Agosto de1991, uma mensagem histórica foi enviada para o grupo de notícias do MINIXpelo Linus, falando sobre o novo sistema. A versão 0.03 saiu depois de poucas semanas. Em Dezembro veio a versão 0.10 e ainda o Linux estavapouco mais que uma forma de esqueleto. Apenas tinha suporte para discosrígidos AT, não tinha “login” (iniciava directamente na “bash”). A versão 0.11 já era muito melhor com suporte parateclados multilingues, drives de disquetes, suporte para VGA, EGA, Hercules,etc. Os números de versões foram directamente de 0.12 para 0.95 e 0.96 epor aí a diante. Depressa o código estava em todo o mundo via “sites” ftp naFinlândia e outros sítios. Depressa Linus teve de enfrentar alguma confrontação eesta vinha de Andrew Tanenbaum, o grande professor que escreveu o MINIX.Numa mensagem que envou para o Linus, contra o sistema. Mas ele estava errado com o Linux, porque Linus era umrapaz teimoso que não admitia a derrota. Tanenbaum também disse: “OLinux está obsoleto”
    • 132 E o trabalho prosseguiu. Depressa mais de 100 pessoasjuntaram-se ao campo Linux. Depois milhares. Depois centenas de milhares.Isto não era mais um brinquedo de “hackers”. Junto com um bom conjunto deprogramas do projecto GNU, o Linux estava pronto para ser mostradorealmente. Foi licenciado sob General Public License da GNU, o queassegura que todos os códigos fonte estão livres para todas a pessoascopiarem, estudarem e modificarem. Os estudantes e programadorespegaram nisto. Depressa, os vendedores comerciais entraram. O Linux emsi é livre. O que os vendedores fizeram foi compilar vários pacotes desoftware e juntá-los num formato distribuível, como os outros sistemasoperacionais que as pessoas estão mais familiarizadas. Red Hat, Caldera,Debian, SuSE e outras companhias obtiveram uma receptividade substancialem todo o mundo. Com as novas interfaces gráficas (como o X-windows,KDE, GNOME) as distribuições de Linux tornaram-se mais populares. Entretanto, coisas espantosas ocorrem com o Linux. Alémdo PC, o Linux foi adaptado para muitas plataformas diferentes, como porexemplo o computador PalmPilot da 3Com. A tecnologia de “clustering”permitiu a combinação de um grande número de máquinas, a correr o Linux,numa única entidade de computação, um computador paralelo. Em Abril de1996, investigadores no Los Alamos National Laboratory usaram o Linux paracorrer 68 PCs como uma única máquina de processamento paralelo parasimular ondas de choque atômicas. A melhor coisa sobre o Linux é a onda de entusiasmo que osegue. Quando sai uma nova peça de hardware, o kernel do Linux édesenvolvido para tirar vantagem desta. Por exemplo, depois de poucassemanas da introdução do Microprocessador Intel Xeon, o kernel do Linux foiarranjado e estava preparado para este. Também foi adaptado para ser usadono Alpha, Mac, e até Palmtops, um feito que é dificilmente comparável poroutro sistema operacional. E ainda continua a sua jornada para o novomilénio, com o mesmo entusiasmo que começou num belo dia de 1991.
    • 133 Linus continua um homem simples. Diferente de Bill Gates,ele não é um bilionário. Tendo completado os estudos, ele mudou-se para osEUA para trabalhar na Transmeta Corporation. Depois de realizar um projetode desenvolvimento e investigação ultra secreto, a Transmeta lançou oprocessador Crusoe. Linus era um membro ativo da equipe de investigação. Casou-se com a Sra. Tove e é um pai orgulhoso de umamenina, a Patrícia Miranda Torvalds. Mas continua o programador maisfamoso e favorito do mundo até hoje. Aclamado por comunidades decomputadores em todo o mundo, Linus é de longe o programador maispopular do mundo.15. A INTERNET 15.1. As Origens - ARPANET A Rede Mundial de Computadores foi criada na década de60 a pedido do ministro de defesa dos Estados Unidos da América. O objetivoera transmitir documentos e informações de forma não centralizada, ou seja,as transmissões não seriam feitas sempre de um mesmo lugar. Deste modo,as informações estariam protegidas dos soviéticos em razão da Guerra Fria,guerra de poder e armamento entre os Estados Unidos e a União Soviética. Esta rede de longa distância criada em 1969, foidenominada ARPANET, onde ARPA era acrônimo de “Advanced ResearchProjects Agency Network, e foi criada em consórcio com as principaisuniversidades e centros de pesquisa estado-unidenses. Conhecida como a rede-mãe da Internet, foi desativada em199, posto que as estruturas alternativas das redes já cumpriam seu papelnos Estados Unidos. No início da década de 70 a rede foi usada exclusivamentepor universidades e centros de pesquisa para a troca de experiências técnicase científicas.
    • 134 Com o aumento significativo do número de computadorespessoais na década de 80, a Internet se expandiu para usuários de todos ostipos, porém de uma maneira essencialmente restrita uma vez que ainda erausada para fins técnicos e científicos com o leve introdução de seu uso porgrandes corporações, devido ao seu alto custo. 15.2. As Origens – WWW A World Wide Web (Rede de Alcance Mundial) teve o seuínicio através da física. Tudo começou em março de 1989, quando TimBerners Lee da European Participle Physics Labotory (um grupo europeu defísicos pesquisadores) teve a idéia de desenvolver um projeto para criação deum meio de transporte para pesquisas e idéias de forma visualmente maisatrativa para toda a organização (que é conhecida com CRN – Eurpean póurRécherche Nucleaire). No final de 1990, o primeiro software Web foi lançado. Elepermitia visualizar e transmitir documentos em hipertexto para outras pessoasda internet. Com o tempo o software foi melhorando e ele foramacrescentadas outras capacidades. Porém o número de pessoas que seutilizavam desta nova tecnologia para visualização de documentos eramextremamente pequeno. Aproximadamente nesta época que foi criado oprotocolo HTTP (Hiypertext Transfer Protocol – Protocolo de Transferência deHipertexto), que estabeleceu a fundação da Web e que se encontra presenteaté os dias de hoje em sua verão mais avançada 1.1. O software que era utilizado para a visualização dehipertexto era chamado de browser ou navegador, sendo este primeiro criadoem 1993 o MOSAIC, do qual descendem todos os navegadores daatualidade, sendo também o primeiro a usar a interface gráfica da World WideWeb. Desenvolvido pela National Center for Supercomputing Applications –Centro Nacional para Aplicação em Supercomputadores (NCSA), na
    • 135Universidade de Illinois (E.U.A.), a principio ele foi distribuído gratuitamentepor razão de ter sido desenvolvido com financiamento público. Derivado do MOSAIC surgiu o Netscape, que eradistribuído gratuitamente em suas versões menos sofisticadas. Em 1995, surge então o navegador da Microsoft, inclusoem seu mais novo sistema operacional, o Internet Explorer para Windows 95. É atribuído o ano de 1993, como o ano de explosão de usoda Internet, sendo 1995 o ano em que mais cresceu o número de usuários. 15.3. Definições É designado como Internet toda a rede mundial decomputadores e seus serviços. É designado internet com “i” minúsculo uma rede de redes,e não propriamente a rede mundial. É designado como Web um dos serviços oferecidos pelaInternet, como por exemplo a visualização de páginas. 15.4. A Internet De todas as tecnologias lançadas no último século, aInternet foi a maior responsável por esta interligação global e a crescentedemanda do crescimento da velocidade da informação. Com sua primeira fase, com uso restrito a técnicos ecientistas que desejavam compartilhas documentos de estudo e caráterprofissional, com a segunda sendo utilizada para fins comerciais de grandescorporações e mais atualmente expandida a todos, é uma fonte deentretenimento, informação, conhecimento e comunicação. Embora tenha o seu lado bom, também possui seu ladoruim uma vez que não há leis específicas que regem o seu uso e as poucasque são tentadas ser implantadas são de alta ineficiência.
    • 136 Atualmente é possível fazer compras, conversar compessoas do outro lado do mundo a um custo acessível , visualizar sites deentretenimento, obter informações de pesquisas e estudos acadêmicos eprofissionais entre outras mil possibilidades. Na Internet é possível encontrar tecnologias que permitema visualização de páginas, upload e download de arquivos, sejam estesarquivos de textos, programas gratuitos, músicas, vídeos, animações entretantos outros, enviar e receber mensagens eletrônicas, conversar em temporeal vendo ou não a outra pessoa com o periférico de captura de imagem,entrar em fóruns, grupos de notícias entre outros serviços disponíveis. 15.5. A Internet e as empresas Há algum tempo algumas empresas se questionavam seera realmente essencial possuírem os seus próprios sites na Internet. O usoda internet pelas empresas possibilitou a quebra de várias barreiras e trouxeuma grande movimentação econômica a nível mundial. Quando uma empresa entra no competitivo mercado daInternet, abre-se um grande número de portas de oportunidade. As principais vantagens de ser uma empresa .COM são: • Quebra de barreiras regionais, podendo trazer atuação mundial. • Competitividade com empresas do mesmo segmento; • Melhor atendimento ao cliente; • Novas oportunidades de negócios; • Redução de custos;
    • 137 15.6. Gerações de Sites 15.6.1. Definição Desde o seu lançamento e o início de seu uso na décadade 90, os sites evoluíram demais em tecnologia. Não há um consenso em respeito a gerações de sites, poishá quem diga que estamos na segunda, outros na terceira ou quarta e aindahá quem diga que estamos na sexta geração, porém convencionou-seexpressar aqui quatro gerações. 15.6.2. Sites de 1ª Geração Devido a limitação imposta por modem’s lentos e monitoresmonocromáticos os web sites de primeira geração eram muito simples. Asprimeiras paginas que circularam pela web foram criadas por cientistas epesquisadores que desejavam compartilhar suas idéias, documentos, tesesentre outros. Essas páginas caracterizadas por longos textos, comseqüência do topo para a base e da esquerda para a direita e usava recursosbásicos de formatação de textos, como negrito, itálico, marcadores de textosetc. Os web sites de primeira geração eram criados por técnicos e muitosutilizavam texto preto em fundo cinza. 15.6.3. Sites de 2ª Geração Os sites de segunda geração trouxeram algumas novidadesvisuais que foram possibilitadas pelos recursos incorporados nas novasversões dos navegadores. Incluem estas melhorias visuais: ícones substituindopalavras, imagens “ladrilhadas”, substituindo o fundo cinza, botões com
    • 138chanfros e banners substituindo os títulos. Uma outra característica dos sitesde segunda geração é a utilização de menus verticais com opções dispostasde cima para baixo e com listas para apresentar uma hierarquia deinformações. A tecnologia teve grande influência nos sites de segundageração. Isto trouxe como resultados tantos sites com uma melhoria visualatravés do uso de ícones e menus. Neste momento a Internet estava sendo utilizada para finscomercias, porém as páginas ainda eram construídas por técnicos. 15.6.4. Sites de Terceira Geração Os sites de terceira geração apresentam uma mudançaradical em sua aparência. Apesar da contínua evolução dos navegadores etecnologias que sempre influenciam o design, a principal característica dosweb sites de terceira geração não é a tecnologia e sim o design. Estamudança foi conseqüência, sobretudo, da vinda de designers que játrabalhavam com artes gráficas para o mundo das páginas web. Começarama aparecer páginas mais criativas, com melhor combinação de cor, maisharmonia na composição dos elementos, enfim, com planejamento visual. A maioria dos web sites que conhecemos atualmente éclassificado como sendo da terceira geração. 15.6.5. Sites de Quarta Geração Os sites de quarta geração constituem um novo tipo desites com fortes estruturas multimídia. Essas criações estão se tornandopossíveis graças as novas tecnologias que estão surgindo a cada dia comouma solução bastante integrada para aplicações gráficas e multimídia. Uma dessas tecnologias é o Shockwave Flash. Através dosrecursos multimídia disponíveis nesta tecnologia, pode-se criar web sites com
    • 139interfaces animadas, com efeitos sonoros, imagens 3D, fotos, vídeos,músicas, jogos entre outros. O design ganha novas dimensões, facilitando ainteração do internauta com a interface e a informação. Em um futuro próximo a tecnologia VRML (RealidadeVirtual das páginas web) poderá apresentar uma evolução na interação comos web sites à medida que se poderá navegar em interfaces tridimensionaisque reagirão às escolhas do internauta, levando-o por salas, ambientes egalerias tridimensionais. 15.6.6. W3C Existe desde 1994, um consórcio de empresas chamadoW3C ou World Wide Web Consortium, que regulamenta e define os padrõesque serão usados nas novas tecnologias. O problema que o comitê W3Cenfrenta é o tempo a apreciação de uma nova tecnologia e sua aprovaçãopara uso pelo mercado. A velocidade da criação de novas tecnologias e ademanda do mercado acabam levando as empresas de tecnologia,principalmente a Microsoft e a Netscape, a lançarem novas versões denavegadores e programas que suportam novas tecnologias ainda nãoaprovadas pelo W3C. 15.6.7. Guerra dos Browsers Apesar dos inumeráveis processos que a Microsoftacumula por falta de ética profissional ao não esperar o aval para odesenvolvimento de novas tecnologias desde o lançamento do InternetExplorer, e da venda da Netscape para a AOL, a guerra dos browserscontinua. Há diversos navegadores no mercado, porém os que maissão utilizados são o Microsoft Internet Explorer e o Netscape Navigator, e
    • 140outros de menor expressividade como o Opera Browser, Mozill FireFox, AppleSafari etc. Na tentativa de estarem a frente, a Netscape e Microsoftlançam tecnologias sem o aval do W3C, que para pânico de quem acessa oudesenvolve só são suportados por eles, sendo extensões de tecnologia. A Microsoft muito foi processada em 95, por incluir oInternet Explorer no sistema Windows, numa tentativa de monopolizar omercado dos browsers, pois se o usuário já tem em seus sistema umnavegador que atenda as suas necessidades, não irá se preocupar em pagare experimentar outro modelo, mesmo nos dias de hoje, em que a maioria sãogratuitos. Inicialmente os navegadores da Netscape eram maisrápidos, depois superados pelos da Microsoft, e hoje relativamente maisrápidos. Porém, ainda que a ultima versão, a 7.2 do Navegador seja umpouco mais rápido e apresente mais recursos que o IE 6.0, este não é maisdesenvolvido pela AOL no Brasil e para tanto não há mais versõescomercializadas no Brasil. O navegador porém que vêm ganhando espaço é o MozillaFireFox, baseado no Netscape.16. CONCLUSÃO Assim sendo, em face as tecnologias aqui apresentadasque envolveram a informática, podemos vislumbrar os sucessos e fracassosde cada uma delas, a falta de ética com que agiram algumas delas paradescobrirmos que tecnologias muitas vezes poderia ter atendido alguma denossas necessidades, porém foram esmagadas por uma desta corporações,que demonstraram somente a ânsia de obter hegemonia. Por conhecer mais, possamos escolher melhor astecnologias que farão parte de nosso cotidiano na execução de tarefas que senos constituem em necessidades, sabendo dizer “não” as regras ditadas por
    • 141estas empresas que muitas vezes retêm tecnologias novas e criativa somentepara não ameaçar a sua obsoleta tecnologia consolidada no mercado.Sabermos a existência de projetos criativos que por falta de condiçõesfinanceiras não pode ir de encontro as poderosas corporações bilionárias. Ainda que seja difícil, sejamos tão profissionais e tãosomente bons profissionais que não se preocupam em ganhar grandes somasde dinheiro, mas introduzir no mundo uma tecnologia que venha auxiliar atodos, como o fez Linus Torvalds. Porque conforme afirmado por um dos CEO’s destasgrandes corporações, elas tem medo dos jovens cheios de idéias em sua“garagem”. E para assegurar que não serão ameaçadas absorvem estaspequenas empresas e tecnologias, mas não para se utilizar delas ou investirnelas, mas tão somente para apagá-las para mão oferecerem risco. Assim conclui-se então uma pequena parte de vasto e ricomundo da informática, expresso nestas páginas, e nas nossas vidas.
    • 142BIBLIOGRAFIACASTILLO, R. A. F.; Introdução à Internet. 2. ed. Campinas: People BrasilEducação LTDA, 1999.CASTILLO, R. A. F.; NETO, J. A. R. Windows 98 1. ed. Campinas: People BrasilEducação LTDA, 1999.DIAS, E. M.; BRANDÃO, A. F. Introdução ao processamento de dados fortranbbásico 1. ed. Perdizes: Livraria Ciência e Tecnologia Editora LTDA, 1980.HELP! SISTEMA DE CONSULTA INTERATIVA. São Paulo: Klick Editora, 1995http://lists.debian.org/debian-user-portuguese/200/04/msg00496.html Acesso em: 20de novembro de 2004.http://www.apple.com.br/macosx Acesso em: 12 de novembro de 2004.http://www.apple-history.com Acesso em: 2 de dezembro de 2004.http://www.ibm.com/br/ibm/history/ibm_brasil.phtml Acesso em: 1 de dezembro de2004.http://www.intel.com.br Acesso em: 20 de setembro de 2004.http://www.macmania.com.br Acesso em: 21 de setembro de 2004.http://www.sun.com.br Acesso em: 10 de outubro de 2004.http://www.widesoft.com.br Acesso em: 22 de novembro de 2004.http://www.wikipedia,com.br Acesso em: 25 de novembro de 2004.INFOEXAME. São Paulo: Abril, 2001INFOEXAME. São Paulo: Abril, 2002INFOEXAME. São Paulo: Abril, 2003INFOEXAME. São Paulo: Abril, 2004MASSANO, Luiz. H..; Introdução ao Web Design. Campinas: People BrasilEducação LTDA, 1999.NORTON, Peter Desvendando o PC e PS/2. 3. ed. São Paulo: Campus, 1990.SCHIMIZU, Tamio Processamento de dados conceitos básicos. 3. ed.São Paulo: Atlas, 1988.