Ergonomia e Gestão de Design
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  • Belo trabalho, Dr. Robson. Agradeço sua disponibilidade e permitir download... Usarei sua apresentação em sala de aula, o tema Ergonomia, na Disciplina de Gestão Ambiental, dentro do Curso de Administração.
    Lembrar-me-ei de atribuir-lhe os créditos. Parabéns!
    Obrigado.
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Ergonomia e Gestão de Design Ergonomia e Gestão de Design Presentation Transcript

  • Robson Santos, DSc. Ergonomia e Gestão em Design Ergonomia e Gestão em Design
  • Robson Santos Doutor em Design , PUC-Rio, Departamento de Artes e Design Mestre em Design, PUC-Rio, Departamento de Artes e Design Designer Esdi/Uerj Designer gráfico e de interfaces Pesquisador, Docente e Consultor em Ergodesign e Usabilidade
  • Ergonomia e Gestão em Design
    • Conceitos
    • Origens
    • Evolução
    • Ergodesign
    • Abordagem sistêmica
    Ergonomia e Gestão em Design
  • Conceitos
  • Definição ergon + nomos Estes termos gregos denominam a ciência do trabalho.
  •  
    • A Ergonomia promove uma abordagem holística na qual são levados em conta fatores :
    • físicos
    • cognitivos
    • sociais
    • organizacionais
    • ambientais
    • outros fatores relevantes
  •  
  • Ergonomia física
    • Refere-se às características humanas anatômicas, antropométricas, fisiológicas e biomecânicas, e como estas características se relacionam com a atividade física.
    Ergonomia física
    • Inclui:
    • posturas de trabalho
    • levantamento manual de carga
    • movimentos repetitivos
    • distúrbios muscoesqueléticos relacionados ao trabalho
    • layout do local de trabalho
    • segurança e saúde
    Ergonomia física
  • Ergonomia cognitiva
    • Relaciona-se com processos mentais, tais como:
    • percepção
    • memória
    • raciocínio
    • respostas motoras
    • Estuda também como esses processos afetam as interações entre pessoas e outros elementos do sistema.
    Ergonomia cognitiva
    • Entre os tópicos relevantes:
    • carga de trabalho mental
    • tomada de decisão
    • performance especializada
    • interação humano-computador
    • confiabilidade humana
    • estresse
    • treinamento de trabalho
    Ergonomia cognitiva
  • Ergonomia organizacional
    • Relaciona-se com a otimização de sistemas sociotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e processos.
    Definição Ergonomia organizacional
    • Tópicos relevantes [1]:
    • comunicação
    • gerenciamento de recursos humanos
    • projeto do trabalho
    • projeto de turnos de trabalho
    • equipe de trabalho
    • projeto participativo
    Definição Ergonomia organizacional
    • Tópicos relevantes [2]:
    • Ergonomia de comunidade
    • trabalho cooperativo
    • novos paradigmas do trabalho
    • organizações virtuais
    • teletrabalho
    • gerência de qualidade
    Definição Ergonomia organizacional
    • Ergonomistas colaboram para o projeto e para a avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas de maneira a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.
    • Os ergonomistas também podem trabalhar em setores particulares da economia ou em aplicações específicas, sempre em constante desenvolvimento.
    • Afinal, novos domínios são criados e os antigos passam a ser vistos por uma nova perspectiva.
    • A Ergonomia está interessada em utilizar as ciências para melhorar as condições de trabalho humano.
    • Entende-se por trabalho toda ação humana intermediada por uma interface física, eletrônica ou mecânica, como acionamentos de controles, utilização de um software ou direção um automóvel.
    • Segundo a Ergonomia tradicional, projetar significava adequar o objeto às limitações humanas de forma que seu operador não executasse nada além do projetado.
    • Uma visão crítica à Ergonomia contemporânea aponta que a ênfase da Ergonomia está em explorar ao máximo as capacidades humanas.
  • TRABALHADOR LOCAL DE TRABALHO ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
  • Origens
    • O desenvolvimento da Ergonomia está ligado à evolução da tecnologia, principalmente no início da revolução industrial, no final do século XIX, e início do século XX.
    • É nas duas décadas finais do Séc. XIX que surgem as “manifestações primitivas” da Ergonomia, a partir das idéias de gerentes como o norteamericano Frederick W. Taylor, que propunha um gerenciamento científico dos métodos de trabalho .
    • O termo "Ergonomia" foi aplicado inicialmente em estudo do polonês W. Jastrzebowski, sob o título " Esboço da Ergonomia ou ciência do trabalho baseada sobre as verdadeiras avaliações da ciência da natureza ", de 1857.
    • O nascimento oficial da Ergonomia, se deu logo após a Segunda Guerra, depois de se perceber que inúmeras falhas ocorridas com aviões e dispositivos como radares derivavam da inadequação dos mecanismos e áreas de acionamento às capacidades humanas .
  • Evolução
    • anos 1950 > Ergonomia militar
    • anos 1960 > Ergonomia industrial
    • anos 1970 > Ergonomia do consumo
    • anos 1980 > Ergonomia de software e interação humano-computador
    • anos 1990 > Ergonomia organizacional e cognitiva
    • Início do Séc. XXI > comunicação global e eco-Ergonomia.
  • Primeira geração
    • A chamada “engenharia humana” concentrou-se no projeto de trabalhos específicos, interfaces homem-máquinas, incluindo controles, painéis, arranjo do espaço e ambientes de trabalho.
    • A ergonomia cognitiva se inicia em função das inovações tecnológicas e do desenvolvimento e sistemas automáticos e informatizados.
    • O trabalho com computadores implica o processamento de informações e exige o projeto de programas adequados.
    Segunda geração
    • A terceira geração - macroergonomia - resulta do aumento progressivo da automação de sistemas em fábricas e escritórios, do surgimento da robótica.
    Terceira geração
    • Começou-se a perceber que é possível fazer um trabalho em microergonomia, projetando os componentes de um sistema, mas falhar no que diz respeito ao sistema como um todo, por desconhecimento do nível macroergonômico .
    • A maioria dos projetos das duas primeiras gerações de ergonomia enfocou trabalhos e interfaces humano-máquina específicos.
    Terceira geração
    • A macroergonomia parte de uma avaliação da empresa de cima para baixo e usa como ferramenta a análise sociotécnica e o enfoque de sistemas.
    Terceira geração
  • Ergodesign
    • Ergodesign nomeia a união da Ergonomia com o Design.
    • Se uma aplicação dos princípios da Ergonomia ao processo de Design é implementada, o resultado deve ser um produto atrativo e também amigável .
  • Henry Dreyfuss
  •  
    • Máquinas, equipamentos, estações de trabalho e ambientes de trabalho que integram a Ergonomia ao Design contribuem para a qualidade de vida, aumentam o bem-estar e o desempenho dos produtos.
    • Abordagem Sistêmica
  • Posição Serial O sistema alvo situa-se numa posição serial e recebe entradas de um sistema que lhe é anterior – o sistema alimentador – e, por sua vez, produz saídas para um sistema que lhe é posterior – o sistema ulterior. As entradas são processadas pelo processo característico do sistema alvo.
  • “ O que deve ter o sistema para funcionar?” META (Missão do sistema) “ Para que serve o sistema?” SAÍDAS Resultados do processo realizado pelo sistema alvo (produtos, informações, serviços...) SISTEMA ALVO Sistema Homem-Tarefa-Máquina recortado SISTEMA ULTERIOR Sistema que recebe as saídas do sistema alvo REQUISITOS SISTEMA ALIMENTA DOR Sistema que fornece as entradas para o sistema alvo RESTRIÇÕES Coações fixas que dificultam a implementação dos requisitos ENTRADAS Elementos que serão processados pelo sistema (matérias primas, informações, pessoas...) AMBIENTE DO SISTEMA:Coações fixas no entorno do sistemas: culturais, sociais, políticas, econômicas que obstaculizam o atingimento da meta do sistema Caracterização e posição serial do sistema Resultados Despropositados Resultados gerados pela falta de conformidade das entradas ou pelo não atingimento dos requisitos
  • Ordenação Hierárquica Posiciona o sistema alvo de acordo com sua continência ou inclusão em outros sistemas hierarquicamente superiores. Mais ainda: explicita os sistemas contidos no sistema alvo. Tem-se, portanto, a partir do sistema alvo, níveis hierárquicos superiores que são o supra sistema e o supra-supra-sistema, até o ecossistema, e níveis hierárquicos inferiores constituídos de subsistemas e subsubsistemas.
  • Ordenação Hierárquica ECOSSISTEMA SUPRA-SUPRA-SISTEMA SUPRA-SISTEMA SISTEMA ALVO Subsistema 2 Subsistema 1 Subsubsistema 1 Subsub subsistema 1 Subsub subsistema 2 Subsub subsistema 3 Subsubsistema 2 Subsub subsistema 1 Subsub subsistema 2 Subsub subsistema 4 Subsub subsistema 3 Subsubsistema 1 Subsub subsistema 1 Subsub subsistema 2 Subsub subsistema 5 Subsub subsistema 4 Subsub subsistema 3 Subsub subsistema 4
  • Expansão do Sistema Todo sistema apresenta outros sistemas paralelos a ele próprio e recebe como entrada produtos provenientes de sistema serial que o antecede e produz saídas para o sistema serial que o sucede. Tem-se, portanto, uma ordem hierárquica e uma posição em série.
  • Expansão do Sistema SUPRA-SUPRA-SISTEMA SUPRA-SISTEMA SISTEMA ALVO SISTEMA PARALELO SISTEMA SERIAL 2 SISTEMA PARALELO SISTEMA SERIAL 1 SISTEMA REDUNDANTE SISTEMA PARALELO 2 SISTEMA PARALELO 1 Subsist. 2 Subsist. 1
  • Modelagem Comunicacional Representa a transmissão de informação, compreendendo os subsistemas humanos de tomada de informação (sentidos humanos envolvidos), respostas humanas (através da palavra, gestos, postura e deslocamentos ) e componentes acionais (subsistemas da máquina).
  • Modelagem Comunicacional MÁQUINA HOMEM Respostas Humanas Posturas - Gestos - Palavras - Deslocamentos Comandos Ativados
    • Sistemas Humanos Envolvidos
    • Visão
    • audição
    • - tato/olfato
    Fontes de Informação - Sinais visuais - Sinais sonoros - Voz humana NEURÔNIOS TRANSMISSÕES Canais de Transmissão Acionamentos
  • Fluxograma Operacional Como parte do enfoque sistêmico tem-se o diagrama do fluxo de trabalho. Apresenta, seqüencialmente, as funções / operações / atividades - em série, simultâneas, alternativas, questionáveis - e as decisões implicadas.
  • Fluxograma Operacional 5.0 1 N S Função Operação Atividade Atividade Questionável Função Operação Atividade Bloco de Decisão 6.0 2 7.0 3.0 4.0 INÍCIO Função Operação Atividade 1.0 1 2a 2b OU Fun./Oper.Atividade Alternativa Fun./ Oper. Atividade em Série Função Operação Atividade Fun./Oper.Atividade Alternativa I FIM 2 Fun./ Oper. Atividade Simultânea Bloco de Referência Função Operação Atividade Função Operação Atividade Fun./ Oper. Atividade Simultânea 9.0 10a 10b 110 E I
    • Últimas palavras
    • É possível perceber a importância da Ergonomia como elemento conciliador de interesses e promotor da dialética entre capital e trabalho.
    • A Ergonomia procura atender às demandas de produção e de gestão e, ao mesmo tempo em que o faz, busca atender às necessidades dos usuários trabalhadores .
    • A partir da adoção de critérios ergonômicos para projeto, o usuário/consumidor também é beneficiado com a produção resultante mais adequada às suas necessidades, o que gera satisfação e pode agir como fator alavancador de vendas .
    • Pensar Gestão de Design implica adotar ações que incluam a Ergonomia como elemento essencial e estratégico para o sucesso efetivo de um produto ou de uma organização.
  • Robson Santos Usabilidade & Ergodesign www.robsonsantos.com http://interfaceando.blogspot.com [email_address] Muito obrigado!