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Dicas de treinamento

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É de conhecimento de todos que não basta o fornecimento do EPI, mas para que o trabalhador esteja protegido é preciso realizar treinamento sobre seu uso e fiscalizar se realmente está utilizando a proteção e de forma correta.

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Dicas de treinamento

  1. 1. PiadinhasPiadinhasPiadinhasPiadinhas evo tirar o dosímetro do trabalhador na hora do almoço? Eis aí uma questão que não tem uma resposta definitiva. Se o almoço ocorre em refeitório, e o trabalhador tem sua jornada de 8h na área produtiva, efetivamente o almoço não faz parte da jornada, sendo o caso de retirar o dosímetro ou colocá-lo em "pausa". Há pessoas que argumentam que o trabalhador está na empresa, e sua exposição é global, devendo-se deixar o dosímetro. É importante observar que essa postura em favor da segurança é enganosa, pois em um refeitório "silencioso", isto é, abaixo do limiar de integração do aparelho, em nada mudará à dose diária, com o inconveniente sério de reduzir o nível médio que, então, ficará diluído em 9h e não em 8h. Se o nível médio (Lavg) for o parâmetro de avaliação, estaremos agindo contra o trabalhador. Todavia, se o almoço faz parte da jornada, por acordos coletivos, por exemplo, e ainda mais se a refeição é feita na área industrial ("quentinha"), com certeza o dosímetro deve ficar instalado e operante. Apostila do Programa de Capacitação Continuada (PECE)/EAD – Mário Luiz Fantazzini - 5a edição – 2007. Uma Dose no Almoço Manaus, Agosto 2013 – Edição 83 – Ano 7 Boa Leitura! Para sugestões ou críticas : Prof. Mário Sobral Jr. sobraljr27@ibest.com.br Para quem quer ter uma visão técnica e prática de ruído e calor, este é o livro. Explica os conceitos, a legislação e a avaliação de forma clara e didática. - Mãe, sabia que o vermelho representa o amor? - Sabia meu filho. - Então toma meu boletim. Eu te amo. A dona de casa falando com o açougueiro: - Quanto está o quilo da carne de segunda? - R$ 12,90!!! - Credo, que roubo! O senhor não tem coração? - Tenho sim, dona! Tá R$10,50!!! Sabe quem acredita que as pessoas podem mudar? O dono da transportadora. TRAUMA ANTIGO Não entendo o que fiz de mal para atirarem o pau em mim e ainda tem essa tal de Dona Chica que eu nem conheço. Prezados Prevencionistas, Um dos assuntos mais comentados na área de segurança é o tal do Ruído, pensem em um bichinho barulhento! Esta edição vai tentar ajudá-lo a entender e dentro possível, a controlar, o nosso “amigo” Ruído. Para isso vamos falar sobre curvas de ponderação, resposta dinâmica, fator de dobra, NEN e o PPP, exames audiométricos e muito mais. Então corra para um canto silencioso e comece esta leitura do barulho. Prof. Mário Sobral Jr. MensagemMensagemMensagemMensagem ao Leitorao Leitorao Leitorao Leitor Você sabe como ouvimos? D stale os dedos no ar. O ruído percebido pelo seu ouvido é consequência da pressão sonora que é deslocada pelo ar, entra pelo pavilhão auditivo, é direcionada para o canal auditivo e por fim “bate” no tímpano. O tímpano pode ser entendido como uma “tampa de tambor” com o couro bem esticadinho, ou seja, um tambor vibra ao batermos, o tímpano também irá vibrar com o impacto do ruído. Atrás do tímpano temos três ossinhos: estribo, martelo e bigorna que funcionam como alavancas transferindo a energia mecânica para a cóclea. A cóclea, que parece um caracol, é preenchida por um líquido e tem as paredes composta de cílios. Após os ossinhos vibrarem, eles irão gerar uma onda no interior da cóclea. Essa onda, ao passar pelos cílios terão suas frequências reconhecidas e serão transformadas em impulso elétrico para que possam ser encaminhadas ao cérebro e entendidas. Acho que agora fica mais fácil de entender que os protetores auriculares funcionam como um anteparo, diminuindo a energia mecânica que chega ao tímpano e consequentemente à cóclea. Perícia e Avaliação de Ruído e Calor 2a Edição Giovanni Moraes de Araújo e Rogério Dias Regazzi E Canal Auditivo Cóclea Tímpano ideia é excelente, o problema é conseguir uma aplicação comercial mais diversificada e com um custo mais acessível. De acordo com a Wikipédia, como o som é uma onda de pressão que consiste em uma fase de compressão e uma fase de rarefação, o controle ativo do ruído seria obtido com um alto-falante de cancelamento de ruído, posicionado em um lugar específico, emitindo uma onda sonora com a mesma amplitude e fase invertida do som original. As ondas acabam se cancelando por um efeito chamado interferência. Ou seja, se tivermos uma única frequência, está fácil de anular o problema. No entanto, na prática, há a oscilação de intensidades e de frequências, o que dificulta a operacionalização do sistema. Além disso, será preciso tomar cuidado para não eliminar sons necessários como a própria voz e sinalizações de emergência. Porém, encontramos aplicações bem sucedidas em espaços fechados, tais como dutos, cabines de veículos, tubos de escape e fones de ouvido utilizados por pilotos de helicópteros e aviões. CONTROLE ATIVO DO RUÍDO A
  2. 2. Calibração x AjusteCalibração x AjusteCalibração x AjusteCalibração x Ajuste stamos em uma caminhada de conhecimento sobre o ruído, então vamos para mais um passo. Quem já pegou em medidor de nível de pressão sonora, o tal do decibelímetro, sabe o quanto é difícil fazer a leitura correta para determinados ambientes em que há mudanças abruptas nos valores. Para facilitar a nossa leitura “inventaram” a resposta dinâmica SLOW, ou seja, o equipamento irá mostrar os valores obtidos de forma mais lenta, a cada um segundo. Mas professor, no texto “Cuidado com as Curvas” o senhor escreveu que o ruído de impacto é mais rápido que um segundo. Desta forma não vamos acabar perdendo a sua leitura? Muito bem, é isto mesmo. Por isso que para o ruído de impacto utilizaremos a resposta dinâmica FAST, que irá mostrar o que está acontecendo a cada 125ms. Ou seja, com este texto e com o texto “Cuidado com as Curvas” conseguiremos configurar um decibelímetro simples. Relembrando, para ruído contínuo ou intermitente a configuração será curva “A” e resposta dinâmica SLOW e para ruído de impacto curva “C” e resposta dinâmica FAST. Cuidado com asCuidado com asCuidado com asCuidado com as CurvasCurvasCurvasCurvas uitos acreditam que ao fazer a calibração de um equipamento de medição, estamos com um equipamento preciso. Na verdade, não é bem isso. Vamos entender a diferença entre a calibração e o ajuste de um sistema de medição. Primeiro é bom apresentarmos os conceitos. De acordo com o VIM - Vocabulário Internacional de Metrologia - Conceitos fundamentais e gerais e termos associados. (1ª. edição luso-brasileira do VIM 2012), temos o seguinte: CALIBRAÇÃOCALIBRAÇÃOCALIBRAÇÃOCALIBRAÇÃO é a operação que estabelece, sob condições especificadas, numa primeira etapa, uma relação entre os valores e as incertezas de medição fornecidos por padrões e as indicações correspondentes com as incertezas associadas; numa segunda etapa, utiliza esta informação para estabelecer uma relação visando a obtenção de um resultado de medição a partir de uma indicação. AJUSTEAJUSTEAJUSTEAJUSTE é o conjunto de operações efetuadas num sistema de medição, de modo que ele forneça indicações prescritas correspondentes a determinados valores de uma grandeza a ser medida. Ou seja, ao calibrarmos estamos apenas comparando com um padrão e ao final teremos um valor que pode ter um erro que será apresentado no documento denominado Ceritificado de Calibração. Mas, pense bem, este procedimento pode ser executado e ao final apenas lhe informar que o equipamento possui um erro aceitável, sem a obrigação de realizar a correção deste erro. Porém, caso este erro seja muito elevado, de acordo com critérios estatísticos, é necessário fazer o ajuste, que seria “abrir” o aparelho e fazer com que ele, caso possível, volte a mostrar o valor padrão após a calibração. JORNAL SEGURITO DICAS DE TREINAMENTODICAS DE TREINAMENTODICAS DE TREINAMENTODICAS DE TREINAMENTO Lento ou RápidoLento ou RápidoLento ou RápidoLento ou Rápido AAAA EEEE ÉÉÉÉ PIADINHASPIADINHASPIADINHASPIADINHAS Enquanto isso, no CHAT: ELE: Passa o seu número de celular? ELA: Anota ai 7070-7070 ☺ ELE: Ué, mas só tem 70 ? ELA: Ahhann, se você não conseguir 70 de novo. As pessoas me perguntam porque eu não tenho tatuagem. Eu sempre respondo: - Você colocaria um adesivo em uma Ferrari? pesar da beleza do processo do aparelho auditivo, não temos a perfeição no recebimento do som e uma das características que comprova esta informação é a nossa percepção do ruído ser melhor na alta frequência (som mais agudo – “fino”) em relação à baixa frequência (som mais grave – “grosso”). Porém, um aparelho eletrônico não tem esta limitação. Sim professor, e daí? Então para utilizarmos um equipamento eletrônico para quantificar o ruído, o pessoal da engenharia produziu equipamentos que são capazes de simular esta limitação, ou seja, introduziu as famosas curvas de ponderação A e C. Professor, mas por que tem duas curvas? Bem, a curva “A” deve ser utilizada para ruído contínuo e intermitente e a curva “C” para ruído de impacto (ruído mais rápido que um segundo e que para ocorrer de novo, demora mais que um segundo). Vejamos como se comporta a curva A. Próximo a 20 Hz um ruído contínuo de 80 dB seria percebido pelo ouvido humano em uma intensidade de 30 dB, conforme a frequência aumenta nossa percepção também aumenta. Em 1000 Hz perceberíamos o ruído com a mesma intensidade que está sendo emitida. Importante observar que quando escrevemos a pressão sonora obtida igual a tantos dBA, estamos informando que utilizamos a curva “A”, o mesmo ocorre quando usamos a curva “C”, ou seja, devemos apresentar o valor seguido de dBC. Para gravar, lembre que para ruído ccccontínuo nãonãonãonão usamos a curva CCCC. Quando escrevemos apenas o valor seguido de “dB”, estamos indicando que não está sendo utilizada nenhuma curva de ponderação, ou seja, é um valor linear sem influência das frequências. de conhecimento de todos que não basta o fornecimento do EPI, mas para que o trabalhador esteja protegido é preciso realizar treinamento sobre seu uso e fiscalizar se realmente está utilizando a proteção e de forma correta. Quanto a fiscalização. quase sempre é realizada, porém nem sempre é feito o seu registro. No entanto, em relação ao treinamento do protetor auricular, gostaria de destacar alguns tópicos: 1) Pressão das hastes – tem muito trabalhador que por falta de conhecimento e para diminuir a pressão do abafador, alarga as suas hastes. Nem sempre é proposital, algumas vezes é por mal hábito de carregar o abafador preso nas pernas, nos ombros e até na barriga, como consequência, acaba diminuindo a pressão e a eficiência do equipamento. 2) Higiene das mão e do EPI – você já deve ter escutado a história de que determinado trabalhador não pode usar o protetor de inserção porque tem alergia ao material. Com raras exceções, o verdadeiro motivo da alergia é a falta de higiene. Como o trabalhador não lava as mãos e nem o próprio protetor, acaba inserindo sujeira no ouvido e pode vir a ter uma dermatite. 3) Óculos, brincos e cabelos compridos – o abafador para ter eficiência precisa envolver todo o pavilhão auditivo, mas para isso o trabalhador precisa ser orientado sobre a limitação ou o SESMT verificar a possibilidade de substituir o abafador por um protetor de inserção. 4) Troca da almofada – algumas vezes damos prioridade para os abafadores mais baratos e acabamos gastando mais. Isto ocorre porque os abafadores mais simples não permitem a troca das almofadas que envolvem o pavilhão auditivo. Estas desgastam com o tempo e acaba sendo necessário jogar fora todo o abafador ao invés de apenas trocar a almofada. MMMM
  3. 3. ogue uma pedra na água. Logo irão se formar ondas concêntricas a partir do ponto de choque. Nós não podemos ver, mas o mesmo acontece quando estalamos o dedo no ar. Uma “onda esférica” deslocando o ar será formada e este ar deslocado é que irá fazer com que escutemos. Ou seja, o som nada mais é do que a oscilação de pressão que nosso ouvido consegue detectar. Como assim? Movimente o dedo próximo ao seu ouvido, dependendo da velocidade você consegue ouvir algo, ou seja, a pressão foi suficiente para deslocar o ar e sensibilizar a membrana timpânica. O menor valor de pressão sonora que conseguimos perceber é algo em torno de 20 µPa, ou seja, 0,000002Pa e o máximo será em torno de 200Pa. Alguém deve estar se perguntando: mas a unidade de pressão sonora não é o decibel? Na verdade, o decibel é utilizado para facilitar um pouco a nossa vida. Pegaram o limiar auditivo de 20µPa e “logaritmaram”, aplicando a equação abaixo: L = 20 log P / Po L = Nível de Pressão sonora (dB) Po = pressão sonora de referência (20µPa) P = pressão sonora encontrada no ambiente. Para o valor inicial o resultado foi o seguinte: L = 20 log (20 µPa / 20 µPa ) = 0 Depois fizeram o mesmo com o valor máximo de 200Pa e obtiveram o seguinte: PiadinhaPiadinhaPiadinhaPiadinhassss tilizar o revestimento acústico (material, em geral, esponjoso, que reveste as paredes) sem uma análise técnica adequada pode ser apenas um alto investimento com baixo retorno. Isto ocorre porque em cada ambiente de trabalho temos um determinado perfil de frequências de ruído, ou seja, podemos ter máquinas e processos com ruídos mais graves ou mais agudos. E daí? O problema é que o revestimento acústico possui características específicas de absorção, tendo sua eficiência de atenuação JJJJ JORNAL SEGURITO Vendo o boletim vermelho do neto, o avô resolve passar-lhe um sermão: - No meu tempo, eu era o melhor aluno em história. - É vovô... Mas no seu tempo havia menos 60 anos de História para estudar. UUUU Revestimento Acústico Ruído é na pressão comum no dia a dia do profissional de SST, encontrarmos termos técnicos, os quais muitas vezes não sabemos o significado. No caso da avaliação de ruído ocupacional, as siglas LAVG, LEQ, TWA e NEN são rotineiras. Sabemos a diferença entre elas? Caso negativo, vamos aprender agora: LEQ significa Nível Equivalente (Equivalent Level) e representa o nível médio de ruído durante um determinado período de tempo, utilizando-se o incremento de duplicação de dose “3”. A regra do princípio da equivalência para avaliação de ruído considera que toda vez que a energia acústica em um determinado ambiente dobra, há um aumento de três decibéis no nível de ruído. Por este motivo, quando se usa a sigla LEQ, subentende-se que a avaliação foi realizada utilizando-se o Incremento de Duplicação de Dose “3”. Caso seja utilizado outro valor de incremento, não poderemos chamar o resultado de LEQ; LAVG – O termo significa Nível Médio (Average Level) e representa a média do nível de ruído durante um determinado período de tempo, utilizando-se qualquer incremento de duplicação de dose, com exceção do “3”. O anexo 1 da NR-15 não especifica qual o incremento de duplicação de dose utilizado para o cálculo dos limites de tolerância estabelecidos, porém, após a análise da tabela, verifica-se que toda vez que há um aumento de 5 decibéis em determinado nível, o tempo de exposição cai pela metade, concluindo-se assim, que os limites da legislação brasileira foram definidos utilizando-se o incremento de duplicação de dose “5”. TWA – O termo significa Time Weighted Average (Média Ponderada no Tempo), e representa a média ponderada do nível de pressão sonora para uma jornada de 08 horas. É importante salientar que o TWA só pode ser utilizado se o tempo de medição for exatamente 08 horas, e sempre utilizando o incremento de duplicação de dose “5”. Caso o tempo de medição seja superior ou inferior a 08 horas, haverá um resultado superestimado ou subestimado, respectivamente. Quando encontramos a sigla TWA (08h), significa que a fórmula original do TWA foi alterada e passou a ser idêntica a do LAVG, devendo os resultados de ambos serem idênticos. NEN – O termo significa Nível de Exposição Normalizado e representa o Nível Médio (LAVG, TWA, LEQ) convertido para uma jornada padrão de 08 horas, para fins de comparação com o limite de tolerância de 85 dBA. O cálculo do NEN é solicitado pelo INSS em suas Instruções Normativas para fins de lançamento no PPP. Caso o nível médio de exposição ao ruído seja referente a uma jornada de oito horas, o valor resultante, após a aplicação da fórmula do NEN, será idêntico ao valor do nível médio, não havendo alteração. Caso a jornada de trabalho seja diferente de oito horas (seis, doze, vinte e quatro horas e etc..), o NEN deve ser calculado e o resultado comparado com o limite de tolerância de 85 dBA. Um lembrete importante é que o cálculo do NEN na NHO-01 da FUNDACENTRO, está apresentada para o incremento de duplicação de dose “3”. Para se utilizar a fórmula da NHO-01 é necessário corrigi-la para o Incremento de duplicação de dose “5”. Guilherme José Abtibol Caliri – Engenheiro de Segurança do Trabalho e Higienista Ocupacional L = 20 log (200 Pa / 20 µPa ) = 140 dB Ou seja, aquela escala linear que ia de 0,000002 até 200Pa, transformou-se em uma escala logarítmica de 0 a 140dB. Pausa para quem não lembra do log:Pausa para quem não lembra do log:Pausa para quem não lembra do log:Pausa para quem não lembra do log: Por exemplo: 43 = 64, portanto log4 64 = 3. Ou seja, o logaritmo é o expoente que uma dada base deve ter para produzir certa potência. Lembrando que no nosso exemplo a base é 10, então: L = 20 log10 (200 Pa / 20 µPa ) = 140 dB Logo: Log10 (200 Pa / 20.10-6 Pa ) = 7 dB Log10 (107) = 7dB Então fica fácil descobrir o resultado de qualquer valor em Pa. Vejamos por exemplo 85dB em Pa: 20 log10 (X / 20 µPa ) = 85 dB log10 (X / 20 µPa ) = 4,25 X / 20.10-6 Pa = 104,25 X = 104,25 x 20.10-6 X = 0,355655882Pa Agora você prefere trabalhar com este número ou com 85dB? E qual a consequência dessa “artimanha” matemática? Imaginem que uma escala que ia de parede a parede da sala onde você está foi comprimida e agora cabe na palma da sua mão. Não é difícil de aceitar que cada tracinho desta nova escala agora está valendo muito. De forma bem grosseira, é isso que acontece quando convertemos de Pa para dB. Agora talvez fique mais fácil de aceitar quando o anexo 01 da NR 15 apresenta que o aumento de cinco unidades em decibéis, significa o dobro da intensidade de ruído. TRISTE REALIDADETRISTE REALIDADETRISTE REALIDADETRISTE REALIDADE LEQ x LAVG x TWA x NEN. É tudo a mesma coisa? relacionada ao perfil de frequências do ambiente aonde será utilizado, do tipo de material do revestimento, da forma deste revestimento e de sua espessura. No entanto, além destes critérios, temos que pensar em outros parâmetros como a questão estética, influência da retenção de poeiras, etc. Com isso, o ideal é iniciar as atividades realizando uma avaliação com um medidor de nível de pressão sonora com analisador de frequências, para definir qual o revestimento mais indicado para o seu ambiente de trabalho. ÉÉÉÉ
  4. 4. alvez você já tenha preenchido centenas de PPPs e nunca tenha se atentado sobre qual o valor correto, em relação ao ruído, para o campo 15.4 de Intensidade/Concentração. De acordo com o artigo 180 da IN 118 os parâmetros utilizados pelo INSS são os seguintes: Art. 180. A exposição ocupacional a ruído dará ensejo à aposentadoria especial quando os níveis de pressão sonora estiverem acima de 80dB(A), 90dB(A) ou 85dB(A), conforme o caso, observado o seguinte: I - até 5 de março de 1997, será efetuado o enquadramento quando a exposição for superior a 80dB(A), devendo ser anexado o histograma ou memória de cálculos; II - a partir de 6 de março de 1997 e até 18 de novembro de 2003, será efetuado o enquadramento quando a exposição for superior a 90dB(A), devendo ser anexado o histograma ou memória de cálculos; III – a partir de 19 de novembro de 2003, será efetuado o enquadramento quando o NEN se situar acima de 85dB(A) ou for ultrapassada a dose unitária, aplicando: a) os limites de tolerância definidos no Quadro Anexo I da NR-15 do MTE; b) as metodologias e os procedimentos definidos na NHO-01 da FUNDACENTRO, com as fórmulas ajustadas para incremento de duplicidade da dose igual a cinco. Ahh professor minha empresa tem menos de dez anos, não vou ter problema com esses valores antigos. Ok, então seu problema pode ser outro. Você percebeu no item III do artigo 118 há a indicação do conceito NEN? E não vá dizer que você não está NEN aí! Vamos entender. O INSS pede para seguirmos a metodologia da Fundacentro com os limites de tolerância da NR 15. No entanto a Fundacentro estabece o critério de Nível de Exposição Normalizada – NEN, ou seja, projeta qualquer medição obtida para PIADINHAPIADINHAPIADINHAPIADINHA PAIRO JORNAL SEGURITO omo apresentado no texto ao lado, para avaliar se a exposição ao ruído trouxe danos ao trabalhador da empresa, é estabelecida a necessidade da realização das audiometrias e exames complementares definidos pelo médico do trabalho. No entanto, em função das características do exame audiométrico, resultados alterados podem ocorrer mesmo sem o trabalhador ter perda auditiva. Isto ocorre por diversos motivos que devem ser observados: a) Algumas empresas não utilizam a cabine acústica ou mesmo utilizando, para facilitar a análise, realizam as avaliações na própria empresa, em locais onde o barulho externo acaba interferindo na avaliação do trabalhador; b) Caso o trabalhador esteja gripado, há a possibilidade de resultados alterados; c) Caso o trabalhador não tenha tido o descanso acústico de 14 horas, os valores não serão 100% confiáveis; d) O exame depende muito da atenção do avaliador e do avaliado; e) Nem sempre o avaliador realiza a meatoscopia, ou seja, visualiza o canal auditivo para verificar problemas, como por exemplo, “rolha de cera”; erda Auditiva Induzida pelo Ruído Ocupacional pode ser conceituada como uma doença resultante da destruição das células ciliares localizadas na cóclea (no ouvido interno) pela exposição ao ruído excessivo. Em geral é bilateral, cumulativa e manifesta-se depois de anos de exposição. Se você já fez um exame audiométrico deve lembrar dos sons emitidos pelo equipamento. Pois bem, cada som foi emitido em uma determinada frequência para avaliar a situação da sua audição. São considerados dentro dos limites aceitáveis os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB (NA -Nível de Audição), em todas as frequências examinadas. O perda inicial revela-se em 4000hz atingindo, a seguir, 3000 hz e 6000hz. O “entalhe” audiométrico (ver figura) em 4000hz aumenta e evolui para um achatamento da curva devido à desaceleração do efeito do ruído. No entanto, apenas a indicação de alguma perda na frequência de 4000hz, não pode ser considerada como PAIRO, para isso há critérios específicos que serão avaliados pelo Médico do Trabalho, por meio da comparação do audiograma sequencial com o de referência que preenche características especificas, como por exemplo: a) a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(A); b) a piora em pelo menos uma das frequências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 15 dB(A). PPPP CCCC PPP x Ruído “Mina, meu amor por ti é igual a obra do governo, nunca acaba.” Ex é que nem lixo, você joga fora e alguém recicla. - E aí doutor, tenho chances de sair dessa cirurgia com vida? - É claro que tem. Um em cada dez sobrevive e você tem a sorte de ser o meu décimo paciente. Meu sono é igual Rexona... Não me abandona No momento eu só preciso de seis coisas na vida. Os seis números da Mega Sena da virada Exame Audiométrico f) Algumas empresas não se preocupam em solicitar o certificado de calibração do audiômetro. Em função de todas estas variáveis acabamos tendo casos de perda auditiva sem que o trabalhador tenha realmente o problema. Eu mesmo já fiz um exame com indicação de perda auditiva e nos três exames posteriores os resultados não confirmaram a alteração. Com isso, seria interessante verificar junto ao médico do trabalho a necessidade de refazer os exames, principalmente nos resultados que dessem alterados pela primeira vez para podermos confirmar o problema. Caso ainda haja dúvida sobre o resultado, recomenda-se realizar exame mais preciso e lógico, mais caro. TTTT uma jornada de 8 horas de trabalho. Isto é feito porque quando colocamos o valor no PPP não informamos se o trabalhador está exposto a valor acima do LT. Como não professor, se estiver acima de 85 dB(A) está acima? Não é bem assim. Imagine que o trabalhador está exposto um pouco acima de 85 dBA, mas trabalha apenas 6 horas diárias. Neste caso o limite não terá sido ultrapassado. Para isto o INSS pede o cálculo do NEN, mas para calcular o NEN é preciso o NE (nível de exposição). Sem choro e continua lendo! Para calcular o NE precisamos da dose que entrará na fórmula abaixo em porcentagem e do tempo de exposição que entrará em minutos. Por exemplo, se você jogar dose de 50% em uma carga horária de 480 minutos, teremos 80 dBA (fórmula corrigida para fator de dobra = 5). NE = 16,61 x log 480 x D + 85 TE 100 E se pegarmos o valor do NE e jogarmos na fórmula do NEN abaixo, para este exemplo de 80 dBA em 480 minutos, teremos 80 mesmo (fórmula corrigida para fator de dobra = 5). NEN = NE + 16.61 x log TE . 480 Isto ocorre porque não foi feita nenhuma projeção, porém no caso de termos feito uma análise com um número menor ou maior de horas, teríamos um valor diferente que seria o valor a ser utilizado no PPP.

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