Análise de viabilidade_de_implantação_de_centrais_de_reciclagem_de_resíduos_da_construção_e_demoliçã
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Análise de viabilidade_de_implantação_de_centrais_de_reciclagem_de_resíduos_da_construção_e_demoliçã Análise de viabilidade_de_implantação_de_centrais_de_reciclagem_de_resíduos_da_construção_e_demoliçã Document Transcript

  • UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO ANÁLISE DE VIABILIDADE DE IMPLANTAÇÃO DE CEN-TRAIS DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO EM PORTUGAL PARTE I - ESTIMATIVA DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO André Daniel Vital da Silva Coelho (Doutorado)ORIENTADOR: Doutor Jorge Manuel Caliço Lopes de Brito Abril 2009
  • i. Resumo No seguimento da crescente preocupação com a geração de resíduos da construção edemolição (RCD) no mundo em geral e, em particular, em Portugal, o presente trabalho (ParteI - Estimativa da geração de Resíduos da Construção e Demolição) pretende quantificar aprodução anual de RCD, a nível nacional, tanto globalmente como por categorias gerais degeração, relacionadas com o tipo de obras e natureza das intervenções. O estudo procura tam-bém prever a composição material dessa mesma geração de resíduos, no âmbito das catego-rias gerais consideradas, constituindo essa uma importante informação para possíveis estima-tivas de quantidades de resíduos de entrada, por exemplo, no projecto de centrais fixas oumóveis de reciclagem de RCD, conhecendo a ou as construções em cujas intervenções irá dar-se a geração de resíduos. A produção de RCD é estimada para o presente (ano 2008) e para um futuro próximo(até 2020), utilizando como base os dados estatísticos existentes para a construção, nomeada-mente a informação existente acerca da quantidade de licenças de construção, demolição ereabilitação emitidas pelas entidades municipais. A extrapolação é realizada utilizando fun-ções polinomiais de aproximação aos dados estatísticos, de forma a permitir calcular possíveisvalores de geração futura, seguindo certos parâmetros que definem cenários. A geração finalresultará de considerações acerca dos cenários gerados, face às indicações da evolução dosmercados da construção, demolição e reabilitação nos próximos anos. A comparação com ageração de RCD noutros países, citadas em publicações, indica que a produção de RCD emPortugal irá aumentar e tender para um valor na ordem de grandeza do actualmente geradonesses países. 2
  • ii. Abstract In line with the growing concern over construction and demolition waste (CDW) gen-eration around the world, and in Portugal in particular, the present work (Part I – EstimatingConstruction and Demolition Waste generation) aims at quantifying the national annual CDWgeneration, both globally and in general generation categories, related to building type andintervention. The study also provides material composition in CDW generation groups, re-lated to the referred categories, which constitutes important information when estimating in-put CDW quantities, for instance in designing fixed or mobile CDW recycling stations, know-ing which buildings are targeted for intervention. CDW generation is predicted in the present (year 2008) and for an immediate future(up to 2020), based on existing construction, demolition and retrofitting statistical data,namely the one concerning municipal permits. Extrapolation is achieved by approximatingpolynomial functions to the statistical data, allowing the calculation of future waste generationquantities, following parameters which define scenarios. The final generation figure will re-sult from certain considerations within the drawn scenarios, based on the construction, demo-lition and retrofitting market tendencies over the next few years. Comparing the CDW genera-tion calculated in this way with other countries numbers, as cited in several publications, indi-cates a steady increase in CDW generation in Portugal, which is expected to stabilize aroundsome value near these countries present generation quantities. 3
  • iii. AgradecimentosEis os agradecimentos devidos a salientar nesta fase:- Ao meu orientador, Prof. Jorge de Brito, por todo o trabalho de acompanhamento, análise, correcção e apoio generalizado na feitura deste trabalho;- Ao Engenheiro Brito Cardoso, da Ambisider, por todos os dados fornecidos e pela disponi- bilidade;- Aos técnicos da obra Polis Cacém (Ambisider), pelo acolhimento e fornecimento de infor- mação;- Ao Arquivo Municipal da Câmara Municipal de Lisboa, pela disponibilidade dos processos para consulta que permitiram a realização das medições. 4
  • iv. Índice geralI - Estimativa da geração de Resíduos de Construção e Demolição1. Introdução 1.1 Considerações preliminares 1.2 Objectivos do estudo 1.3 Organização do trabalho2. Situação presente da geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) em Portugal 2.1 Estimativas anteriores da geração de RCD 2.2 Geração de RCD em Portugal face à geração nos países da Comunidade Europeia (CE) e de outros países 2.3 Origens/fontes de geração de RCD e seu encaminhamento3. Metodologia para estimativa da geração de RCD - processo de amostragem 3.1 Definições e classificação da geração de materiais por tipo de obra, tipo de interven- ção e idade da construção 3.2 Recolha de dados para quantificação da geração de resíduos 3.2.1 Operações de demolição 3.2.2 Operações de reabilitação 3.2.3 Construções novas 3.3 Regras de medição sobre projectos existentes 3.3.1 Operações de demolição e reabilitação 3.4 Composição construtiva dos casos analisados 3.5 Classificação dos resíduos e geração por unidade de referência4. Metodologia para estimativa da geração de RCD - processo de extrapolação 4.1 Determinação da geração de RCD, por tipo de obra e de operação 4.1.1 Edifícios de habitação 4.1.2 Edifícios de serviços 4.1.3 Obras públicas 4.2 Geração global de RCD - presente e previsão futura 4.2.1 Geração global no presente 4.2.2 Metodologia utilizada para previsão futura e resultados de geração de RCD 4.2.2.1 Cenário 1 4.2.2.2 Cenário 25. Discussão dos resultados do processo de estimativa da geração de RCD 5.1 Limitações e aproximações inerentes à metodologia utilizada 5.2 Considerações para a obtenção de uma estimativa razoável da geração de RCD, no presente e a prazo 5.3 Análise sucinta da constituição média dos RCD gerados6. ConclusõesAnexosBibliografia 5
  • v. Índice de quadros pág.Quadro 1 - Relação global da geração de resíduos em Portugal 14 [5]Quadro 2 - Proporção de RCD em relação à produção total de resíduos em vários países 14Quadro 3 - Estimativa das percentagens de RCD geridos, por destino final 23Quadro 4 - Distribuição percentual dos fluxos de materiais constituintes dos RCD, tal como apresentada em [3] 24Quadro 5 - Redistribuição percentual da composição média dos RCD, sem inclusão dos solos e rochas não contaminados, a partir do Quadro 4 24 [13]Quadro 6 - Estimativas da geração de RCD por processo produtivo e por tipo de obra, nos EUA 24Quadro 7 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício anterior a 1919 28Quadro 8 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício construído entre 1946 e 1970 31Quadro 9 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício construído entre 1971 e 1990 32Quadro 10 - Dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de demolição em edifícios de habitação 37Quadro 11 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 1 dos edifícios de habitação - demolição 38Quadro 12 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 2 dos edifícios de habitação - demolição 39Quadro 13 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 3 dos edifícios de habitação - demolição 39Quadro 14 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 4 dos edifícios de habitação - demolição 40Quadro 15 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição Polis Cacém (habitação - caso 5), por tipo de resíduo (código LER) 40Quadro 16 - Dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de demolição em edifícios de serviços 41Quadro 17 - Resumo das medições dos elementos construtivos do Caso 3 dos edifícios de serviços - demolição42Quadro 18 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição do Shopping Center - Rio Sul (serviços - caso 1), por tipo de resíduo (código LER) 43Quadro 19 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição do edifício 82 - ANA (serviços - caso 2), por tipo de resíduo (código LER) 43Quadro 20 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição de um edifício de 17 andares (serviços - caso 4), por tipo de resíduo (código LER) 44Quadro 21 - Resumo dos dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de reabilitação em edifícios/fracções de habitação 44Quadro 22 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 1 de habitação - reabilitação 44Quadro 23 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 2 de habitação - reabilitação 45 6
  • Quadro 24 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 3 de habitação - reabilitação 45Quadro 25 - Resumo dos dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de reabilitação em edifícios / fracções de serviços 45Quadro 26 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 1 de serviços - reabilitação 46Quadro 27 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 2 de serviços – reabilitação 46Quadro 28 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 3 de serviços - reabilitação 46Quadro 29 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do Caso 4 de serviços - reabilitação 46Quadro 30 - Quantificação da geração de RCD em construção nova[18] 47Quadro 31 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase de construção da estrutura 47Quadro 32 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase de construção das paredes (não estruturais)47Quadro 33 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase da aplicação de revestimentos (tipicamente edifícios de habitação) 48Quadro 34 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase da aplicação de revestimentos (tipicamente edifícios de serviços) 48Quadro 35 - Densidades dos materiais soltos consideradas para o cálculo da percentagem da geração de RCD em peso (para construção nova) 49Quadro 36 - Regras gerais de medição de elementos construtivos em operações de demolição (incluindo operações de demolição em reabilitações) 50Quadro 37 - Estado de conservação dos edifícios existentes (com base em [19]) 53Quadro 38 - Percentagem de edifícios existentes, conseoante a sua idade e estado de conservação 53Quadro 39 - Percentagem de edifícios "marcados para demolição", por período de construção (dados de 2001) 53Quadro 40 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da demolição de edifícios de habitação 55Quadro 41 - Geração de RCD na demolição de edifícios de habitação (casos analisados), por área de superfície55Quadro 42 - Geração de RCD na demolição de edifícios de habitação, por tipo de material 57Quadro 43 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de habitação, por tipo de material 58Quadro 44 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de habitação (casos analisados), por área de superfície 58Quadro 45 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da reabilitação de edifícios de habitação 58Quadro 46 - Geração de RCD na demolição de edifícios de serviços, por tipo de material 62Quadro 47 - Geração de RCD na demolição de edifícios de serviços (casos analisados), por área de superfície 62Quadro 48 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da demolição de edifícios de serviços63Quadro 49 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de serviços, por tipo de material 64Quadro 50 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de serviços (casos analisados), por área de superfície 64 7
  • Quadro 51 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da reabilitação de edifícios de serviços 64Quadro 52 - Geração na área bruta da componente de construção nova em reabilitação de edifícios de serviços 65Quadro 53 - Geração de RCD na reabilitação/demolição de obras públicas (estradas) (dados de 2007) 68Quadro 54 - N.º de licenças concedidas para demolição de edifícios e respectivas taxas de variação 70Quadro 55 - Cálculo da média da relação entre as rubricas ‘alteração’ e ‘ampliação’ citadas na estatística, entre os anos 2002 a 2004 72Quadro 56 - Série estatística adaptada do n.º de licenças emitidas para obras de reabilitação, entre 1994 e 2006 72Quadro 57 - Número de edifícios concluídos, segundo o tipo de obra, em Portugal, por NUTS III - 2006 73Quadro 58 - Série de valores da quantidade de edifícios de habitação construídos nos anos de 2001 a 2006 e respectivas taxas de variação e de redução 74Quadro 59 - Relação entre quantidade de edifícios de serviços e o total, para os anos de 2001 a 2006 76Quadro 60 - Série de valores da quantidade de edifícios construídos nos anos de 2001 a 2006 e respectivas taxas de variação e de redução 77Quadro 61 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano presente 78Quadro 62 - Séries de tendência (valores estatísticos) para construção nova, demolição e reabilitação em Portugal, entre os anos de 1994 a 2006 79Quadro 63 - Extrapolação do número de licenças (construção nova, demolição e reabilitação) concedidas em Portugal, usando expressões de tendência* - 2006 a 2020, cenário 1 81Quadro 64 - Previsão da geração de RCD, para os anos 2008-2020 (cenário 1), com base em polinómios de tendência, kg/hab.ano 82Quadro 65 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano 2020 (cenário 1) 83Quadro 66 - Extrapolação do número de licenças (construção nova, demolição e reabilitação) concedidas em Portugal, usando expressões de tendência* - 2006 a 2020, cenário 2 84Quadro 67 - Previsão da geração de RCD, para os anos 2008-2020 (cenário 2), com base em polinómios de tendência*, kg/hab.ano 86Quadro 68 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano 2020 (cenário 2) 87Quadro 69 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 1 92Quadro 70 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 2 92Quadro 71 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 3 93Quadro 72 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 4 93Quadro 73 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 5 94Quadro 74 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 1 95Quadro 75 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 2 95Quadro 76 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 3 96Quadro 77 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 4 96Quadro 78 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 1 97Quadro 79 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 2 97Quadro 80 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 3 98Quadro 81 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 1 98 8
  • Quadro 82 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 2 98Quadro 83 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 3 99Quadro 84 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 4 99Quadro 85 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919) 100Quadro 86 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 1 101Quadro 87 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 2 102Quadro 88 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 3 103Quadro 89 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970) 104Quadro 90 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 1 105Quadro 91 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 2 106Quadro 92 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 3 107Quadro 93 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970) 108Quadro 94 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 1 109Quadro 95 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 2 110Quadro 96 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 3 111Quadro 97 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990) 112Quadro 98 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 1 113Quadro 99 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 2 114Quadro 100 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 3 115Quadro 101 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970) 116Quadro 102 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 1 117 9
  • Quadro 103 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 2 118Quadro 104 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 3 119Quadro 105 - Operação de demolição / reabilitação: obras públicas (estradas) 120Quadro 106 - Previsão da superfície de intervenção, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, m2/ano - cenário 1 128Quadro 107 - Previsão da expressão da actividade no total, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, % - cenário 1 128Quadro 108 - Previsão da superfície de intervenção, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, m2/ano - cenário 2 131Quadro 109 - Previsão da expressão da actividade no total, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, % - cenário 2 131 10
  • vi. Índice de figuras pág.Figura 1 - Abandono de resíduos de construção e demolição à beira da estrada, nos arredores de Lisboa 13Figura 2 - Diagrama síntese da metodologia de cálculo da geração global de RCD 15Figura 3 - Diagrama síntese da metodologia de cálculo da geração global de RCD 16Figura 4 - Primeira parte do formato-tipo do inquérito entregue a uma amostra de 48 empresas do sector da demolição e gestão de RCD em Portugal 18Figura 5 - Segunda parte do formato-tipo do inquérito entregue a uma amostra de 48 empresas do sector da demolição e gestão de RCD em Portugal 19Figura 6 - Geração de RCD nos vários países da CE (15), segundo o estudo [8] 22Figura 7 - Imagem geral do edificado a demolir (selectivamente), no âmbito de uma fase do Programa Polis Cacém 29Figura 8 - Pormenor construtivo de uma laje de esteira revestida inferiormente a tabuado (local da intervenção no âmbito do programa Polis Cacém) 29Figura 9 - Habitação (no mesmo local de intervenção) em fase final de demolição 30Figura 10 - Estado de conservação de edifícios existentes (a partir do Quadro 38) 53Figura 11 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área útil, na demolição de edifícios de habitação 54Figura 12 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta, na reabilitação de edifícios de habitação (total das componentes de construção e demolição) 59Figura 13 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta, na construção nova de edifícios de habitação 60Figura 14 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área útil, na demolição de edifícios de serviços 61Figura 15 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta, na demolição de edifícios de serviços 63Figura 16 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, na reabilitação / demolição de obras públicas (estradas) 67Figura 17 - Nº de licenças concedidas para demolição de edifícios, entre 1994 e 2006 70Figura 18 - Evolução do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demolição e reabilitação) - 1994 a 2006 80Figura 19 - Linhas de aproximação aos valores do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demolição e reabilitação) - 1999 a 2006, cenário 1 80Figura 20 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020, cenário 1) 82Figura 21 - Linhas de aproximação aos valores do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demolição e reabilitação) - 1999 a 2020 (cenário 2) 84Figura 22 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020, cenário 2) 86 11
  • Figura 23 - Proporção de geração de RCD, em percentagem, dos fluxos de materiais, para cada tipo de edifício e de intervenção 91Figura 24 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para os edifícios de habitação - cenário 1 129Figura 25 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para os edifícios de serviços - cenário 1 129Figura 26 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para as obras públicas (estradas) - cenário 1 130Figura 27 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para os edifícios de habitação - cenário 2 132Figura 28 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para os edifícios de serviços - cenário 2 132Figura 29 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020), para as obras públicas (estradas) - cenário 2 133 12
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoI - Estimativa da geração de Resíduos de Construção e Demolição1. Introdução 1.1 Considerações preliminares A indústria da construção em Portugal não tem tradição na reutilização ou reciclagemdos resíduos produzidos nas suas actividades de construção, demolição ou reabilitação.Enquanto que outras indústrias, como o sector das papeleiras e dos plásticos, já começaram aimplementar esquemas de recuperação e reciclagem dos materiais envolvidos na fabricaçãodos seus produtos, essencialmente devido a leis ambientais mais restritivas, nomeadamentereferentes à geração de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) (as lixeiras a céu-aberto só há pou-cos anos foram extintas, em território nacional), às empresas de construção e demolição aindamuito recentemente era permitida a deposição dos resíduos em aterros, quando não era feitade forma ilegal simplesmente à beira da estrada (Figura 1)[1].Figura 1 - Abandono de resíduos de construção e demolição à beira da estrada, nos arredores de Lisboa Os Resíduos de Construção e Demolição (RCD) são produzidos em enormes quanti-dades, comparáveis com a geração de resíduos sólidos urbanos (RSU), cuja quantidade esti-mada ronda 4.550.000 ton/ano (valor obtido com base em [2]). Com base num trabalho de investigação[3], uma projecção nacional da geração de RCD 13
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoascende a 6.440.000 ton/ano1, o que significa que, de um ponto de vista estritamente quantita-tivo, os RCD constituem um problema mais grave do que os RSU. Em termos de proporção global de geração de resíduos, nos quais estão incluídos osRSU, os Resíduos Industriais (RI) e os RCD, usando os números até agora citados e os relati-vos aos RI[4], conclui-se que a geração de RCD em Portugal está na mesma linha do que suce-de noutros países europeus, bem como noutros como a Austrália e os Estados Unidos daAmérica (EUA). Com efeito, mostra-se no Quadro 1 a relação global da geração de resíduosnos 3 grandes grupos referidos e, no Quadro 2, a proporção dos RCD em relação à produçãototal de resíduos nesses países, extraída directamente de [5]. Quadro 1 - Relação global da geração de resíduos em Portugal Ano 2002 Geração, ton/ano % em relação ao total 2 RI 22547406 67.2 RCD 6440000 19.2 RSU 4550000 13.6 Totais 33537406 100.0 Quadro 2 - Proporção de RCD em relação à produção total de resíduos em vários países[5] País % de RCD em relação ao global3 Holanda 26 Austrália 20-30 EUA 20-29 Alemanha 19 Finlândia 13-15 Apesar disso, as estimativas até agora realizadas da geração global são altamente dís-pares (ver capítulo 2.1), pelo que não exise, até à data, um valor consistente com a realidadeda geração de RCD em Portugal. É especialmente importante conhecer este valor de geração global e sua decomposiçãoem fluxos específicos (diferentes materiais gerados nas operações de construção, demolição ereabilitação), não só para ter noção dos impactes ambientais e económicos decorrentes da1 Esta quantidade inclui geração de solos, pelo que a quantidade sem solos se cifra aproximadamente, usandodados de 1998 (usados em [3]), em 3.604.000 ton/ano. No entanto, a componente dos solos (na sua maioria nãocontaminados) terá na mesma de sofrer alguma gestão, nomeadamente transporte e deposição em locais apro-priados, pelo que, para efeito da comparação com o valor global de RSU, apresenta-se o valor total.2 Valor calculado considerando uma variação linear entre os valores estimados para o ano 2000 e 2005, em [4].As quantidades geradas em RI consistem na soma dos valores obtidos para 19 sectores de actividade industrial,nos quais não se encontram os resíduos da indústria da construção (e demolição).3 RCD + RSU + RI. 14
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anogeração de RCD mas também para ganhar uma ideia mais concreta dos fluxos para o dimen-sionamento de centrais de reciclagem de RCD. Para tal, é importante vir a saber a geraçãoactual, bem como a progressão expectável dessa geração ao longo dos próximos anos, umavez que a indústria da construção e demolição está em acentuada mutação (capítulo 2.4),como mostram os dados estatísticos dos últimos anos (capítulo 4.1) e outros trabalhos deinvestigação recentes realizados no domínio da reabilitação[6] e demolição (selectiva e tradi-cional)[7]. 1.2 Objectivos do estudo Inserido no âmbito global da presente investigação, que também incide sobre a demo-lição selectiva e a instalação de centrais de reciclagem de RCD, a presente parte I tem comoobjectivo a quantificação da geração de RCD, globalmente e decomposta por tipos de resí-duos, tipos de obra e tipos de operações. Sistematizando, de modo muito geral, poderá obser-var-se na Figura 2 os tipos de operações realizadas para a caracterização da geração de RCD,para o ano corrente. Quantificação da geração a partir de Quantificação da geração a partir de médias da Quantificação da geração a projectos construídos (medições), geração em obra, kg/m2 partir de perfis-tipo, kg/m2 kg/m2 Edifícios de habitação Edifícios de habitação Obras públicas (estradas) Edifícios de serviços Edifícios de serviços Operações de demolição / reabi- litação Operações de demolição Operações de Operações de reabilitação construção nova Conversão em kg/hab.ano Conversão em kg/hab.ano Conversão em kg/hab.ano Somatório total, em kg/hab.ano Figura 2 - Diagrama síntese da metodologia de cálculo da geração global de RCD No seguimento deste cálculo, e porque importa realizar uma estimativa de qual a pro-gressão expectável dessa geração ao longo do tempo (para ganhar noção de qual a disponibili- 15
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anodade futura de resíduos passíveis de serem reciclados), apresenta-se muito sumariamente, naFigura 3, o esquema de cálculo para essa estimativa. Superfície bruta de inter- venção expectável no pre- sente, por tipo de edifício e Expressão da actividade no Extrapolação do nº de licenças total, no presente, % concedidas em Portugal, usan- por tipo de operação, m2 do expressões de tendência Superfície bruta de inter- venção expectável no futu- ro, por tipo de edifício e por tipo de operação, m2 Geração total no futuro, em kg/hab.ano Expressão da actividade no total, no futuro, % Edifícios de habitação Edifícios de serviços Geração total no presen- te, por tipo de edifício e operações de demolição por tipo de operação, em operações de reabilitação kg/hab.ano operações de construção nova Obras públicas (estradas) operações de demolição / reabilitação Figura 3 - Diagrama síntese da metodologia de cálculo da geração global de RCD 1.3 Organização do trabalho A presente parte I do trabalho organiza-se em capítulos, da seguinte forma: • 1º capítulo - apresenta-se a temática geral do estudo, seus objectivos e metodologias; • 2º capítulo - faz-se um enquadramento e estabelece-se um ponto da situação actual no que diz respeito à geração de RCD em Portugal, bem como à sua comparação com a situação de outros países; analisam-se também, de uma forma qualitativa, as origens 16
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano da geração de RCD e ainda o tipo de mudanças e evoluções que ocorrem na indústria da construção que poderão ter impacte na geração de RCD nos próximos anos; • 3º capítulo - caracteriza-se todo o processo de amostragem utilizado para servir de base à extrapolação que resulta na estimativa global de geração de RCD; são descritas as definições para classificação dos tipos de obra, os tipos de operações, os tipos de resíduos; além disso são definidas as regras de medição usadas para extrair a informa- ção dos projectos recolhidos, bem como os pressupostos utilizados na definição dos elementos construtivos; finalmente, são apresentados os resultados das medições de cada caso e respectiva geração de resíduos, globalmente e por tipo de fluxo material; • 4º capítulo - descreve-se toda a metodologia de extrapolação dos resultados obtidos no capítulo 3, usando dados estatísticos de referência, para obtenção dos valores da gera- ção de RCD para cada tipo de edificação e tipo de operação, no presente; segue-se a extrapolação futura desses valores de geração, em dois cenários bem definidos; • 5º capítulo - realiza-se uma discussão dos resultados obtidos, procurando evidenciar as vantagens e as limitações do método utilizado; • 6º capítulo - extraem-se as conclusões possíveis do estudo, com indicação de possíveis desenvolvimentos futuros.2. Situação presente da geração de Resíduos de construção e Demolição (RCD) em Portugal 2.1 Estimativas anteriores da geração de RCD Antes de realizados quaisquer estudos nacionais para quantificar a geração de RCD emPortugal, já se usavam estimativas, a propósito da necessidade da Comunidade Europeia (CE)de conhecer em maior profundidade a problemática da geração de RCD da Europa dos 15.Esse primeiro grande estudo, “Construction and demolition waste management practices, andtheir economic impacts”[8], usa para Portugal um valor amplamente citado desde então, de 325kg/hab.ano. Este valor provém originalmente de uma estimativa realizada para Espanha,fazendo uso dos valores publicados pela província da Catalunha, correspondendo à médiaentre 375 e 275 kg/hab.ano, valores referentes, respectivamente, à geração estimada nessaregião para zonas urbanas e rurais. Este valor, segundo o mesmo estudo, não inclui a parcelade solos e/ou terras não contaminadas nem os resíduos gerados na reabilitação ou demolição 17
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anode estradas. No trabalho de investigação [3], a estimativa dos 325 kg/hab.ano foi aplicada directa-mente para cálculo da geração global de RCD, uma vez que o trabalho desenvolvido para arecolha de informação mostrou-se sem resultados utilizáveis, o que denota, pelo menos à datada realização desse trabalho (2002), grande ausência de informação específica para a quantifi-cação da geração. Concretamente, no inquérito realizado, apenas 4.4% das empresas responde-ram com informação quantificada, enquanto que 91.2% das mesmas não responderam ou nãodispunham de informação. A consideração dos 325 kg/hab.ano resultou, nesse trabalho, numaquantidade global de geração para o país de 6440000 ton/ano, tal como citado em 1.1.. No presente trabalho, também se tentou realizar um inquérito junto das empresas dedi-cadas ao sector da demolição e gestão de RCD, com a mesma ausência de resultados. Mostra-se, na Figura 4 e na Figura 5, o formato do inquérito enviado para 48 empresas, ao qualnenhuma respondeu e, em contacto telefónico, apenas em 2 casos houve cedência de informa-ção quantitativa válida. Por este motivo, tomou-se a opção de seguir a via da medição de pro-jectos de edifícios reais para quantificar a geração de RCD, tanto em acções de demoliçãocomo de reabilitação.Identificação do Produtor ou DetentorNome:Morada:Localidade:Código Postal:Telefone:Nº CAE:NIF:Identificação da obraID Câmara Municipal:Morada: Valor total (€):Localidade: Área total de construção (m2):Código Postal: Nº de edifícios:Data de início:Data de fim:Tipo de edifício: Tipo de obra:Residencial ConstruçãoServiços ReabilitaçãoIndustrial DemoliçãoFigura 4 - Primeira parte do formato-tipo do inquérito entregue a uma amostra de 48 empresas do sector da demolição e gestão de RCD em Portugal 18
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Figura 5 - Segunda parte do formato-tipo do inquérito entregue a uma amostra de 48 empresas do sector da demolição e gestão de RCD em Portugal 19
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano No trabalho de L. Salinas em 2002[9], a quantificação da geração de RCD é tambémrealizada através de medições de edifícios existentes, embora apenas referentes a acções dereabilitação (consideradas de tipo intermédio entre reabilitações ligeiras e profundas). Nestetrabalho, são listados todos os materiais envolvidos nas soluções construtivas existentes emcada caso (edifício anterior a 1960, edifício da década de 1980 e edifício actual - do ano2000), estimando as quantidades geradas sabendo as medidas dos elementos a demolir / reabi-litar. São assim determinados, para cada caso, valores para o coeficiente de geração de RCD,medido em ton/m2 (geração na área de pavimento). Os casos analisados envolviam tambémtrabalhos nas coberturas, pelo que a geração/m2 entra em conta não só com o número de pisosmas também com a existência ou não de obras de reabilitação na cobertura, bom como a suanatureza (inclinada, em terraço e com vários tipos de revestimento). Neste trabalho, é usadoum valor médio de 0.1 ton/m2 (muito embora este valor não corresponda a um valor médio dosvalores do referido coeficiente calculado, mas a um valor citado numa referência bibliográfi-ca) para realizar a extrapolação da geração de RCD para o país, resultando num total de 25253ton/ano, geração esta apenas referente às operações de demolição e reabilitação em fogos dehabitação (no mesmo trabalho, é referido o valor de 235774 ton/ano, contabilizando, no entan-to, a geração de resíduos inertes pelas indústrias produtivas de materiais de construção). Como se pode constatar, a diferença entre os valores finais da geração de RCD paraPortugal obtidos em cada um dos estudos referidos é abismal (o valor referido em [3] é cercade 255 vezes superior ao referido em [9]). Outras estimativas são referidas, como em [10], porsua vez fazendo referência a números oficiais do INE (1997) e do INR (1999), corresponden-do respectivamente a 7690749 e 63614 ton/ano, o que mais uma vez enfatiza as diferençasentre as estimativas realizadas em Portugal. Foi ainda publicado, num relatório síntese do INR,em 2003[11], o valor de 1282673 ton/ano para a geração de RCD, muito embora nesse relatórioa indústria da construção não esteja representada (aparecendo, no entanto, a rubrica de códigoCER 17, correspondendo aos RCD). Daqui se conclui que os valores estimados, até ao momento, para a geração de RCDem Portugal, não oferecem uniformidade suficiente para garantir uma base de trabalho nodimensionamento de sistemas globais de gestão de RCD. 2.2 Geração de RCD em Portugal face à geração nos países da Comunidade Europeia (CE) e de outros países É conhecida a considerável diferença da geração de RCD entre os países europeus 20
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano(pertencentes à CE), que se deve principalmente às diferentes características do estado dedesenvolvimento das respectivas indústrias da construção, com nítida preponderância da reabi-litação nos países do Norte da Europa, contrastando com o relativamente pequeno (emboracrescente) papel da reabilitação de edifícios em Portugal, face ao esforço exercido em constru-ção nova. Num trabalho recente focado no estudo da reabilitação em Portugal[6], pode obser-var-se que, após contabilização dos trabalhos de reabilitação realizados informalmente (à mar-gem dos mecanismos oficiais), para o ano de 2006 (estimativa) e 2007 (projecção), a compo-nente do sector total da reabilitação compõe 21 e 22%, respectivamente, do sector total daconstrução. Embora os valores citados estejam bastante acima do que geralmente é referidopara o sector da reabilitação em Portugal (cerca de 6.5% em reabilitação de edifícios face àconstrução nova de edifícios e 4% em reabilitação total face à construção nova total), paísescomo a França, a Dinamarca, a Alemanha e a Suécia apresentam mais de 40% dos investimen-tos / gastos4 aplicados em reabilitação em relação ao total da construção nova, relação queaumenta para mais de 50% quando comparando reabilitação de edifícios com construção novade edifícios (com a Suécia a atingir cerca de 64%). Sendo assim, é de esperar que a geração de RCD em Portugal seja inferior à dos res-tantes países da CE, em especial aqueles em que a reabilitação tem maior incidência na activi-dade construtiva, já que a reabilitação tende a gerar mais RCD por unidade de superfície inter-vencionada do que a construção nova5, principalmente se a necessidade de demolição for ele-vada (com expoente máximo em obras de reconstrução pura, em que o ou os edifícios existen-tes são integralmente demolidos para dar origem a construção nova).No entanto, com o crescimento expectável do sector da reabilitação em Portugal, bem comocom o aumento da quantidade de demolições, à medida que muitos edifícios atingem o fim doseu tempo de vida útil, é de esperar que rapidamente a geração de RCD devida à demolição ereabilitação suplante a geração devida à construção nova, embora não seja provável que estaúltima abrande significativamente (ver resultados em 4.4.3). O crescimento global da geraçãode RCD em Portugal é, portanto, praticamente inevitável (a não ser que fortes políticas deincentivo à reutilização e reciclagem de materiais de construção sejam implementadas nospróximos anos, o que se considera improvável, mesmo com o advento da publicação da novalegislação específica para a gestão de RCD[15]), o que irá aproximar Portugal dos valores gera-4 As definições inerentes ao cálculo dos investimentos e gastos na indústria da construção variam de país parapaís, variando consequentemente os montantes globais contabilizados em construção nova e reabilitação (queainda pode ser dividida em actividades, por vezes de definição pouco clara, como a manutenção, a renovação e areconstrução), pelo que os números apresentados deverão ser encarados apenas como indicadores[6].5 Quantificação da geração por tipo de actividade, entre outros detalhes, no capítulo 3.5. 21
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anodos pela média dos restantes países da CE. Refira-se que esta análise não parte do pressupostode que a geração de RCD em Portugal tem um valor conhecido, tal como em [3], [8] e [10]. O estudo [8] tem sido amplamente citado quando surge a necessidade de comparar ageração global de RCD nos países da CE, no qual Portugal figura abaixo da média (502kg/hab.ano), com os já referidos 325 kg/hab.ano. A Irlanda aparece no extremo inferior comuma geração de 162 kg/hab.ano, enquanto que a Alemanha ocupa a posição superior, com cer-ca de 720 kg/hab.ano (Figura 6). Geração de RCD - kg/hab.ano 800 700 600 500 400 300 200 100 0 Fi nha Irl a da ia Ho ia Su l Áu a Bé ia a Es rca -B nça xe tália a Fr a Po go ga nd Di lgic h nh di éc c r an st an r ré rtu ân a bu a pa la ta I m G em nl re m na Al rã Lu G Países da CE (15) Figura 6 - Geração de RCD nos vários países da CE (15), segundo o estudo [8] Noutros locais, como em Hong Kong, a geração de RCD atinge cerca de 8561000ton/ano (dado de 2006), muito embora esse valor tenha descido consideravelmente em relaçãoa anos anteriores (21450000 ton/ano em 2005)[12]. Já nos Estados Unidos da América a gera-ção total de RCD é superior a 136000000ton/ano, o que corresponde a cerca de 464kg/hab.ano[13] (valores referentes ao ano de 1996). Na Austrália, a capitação de geração deRCD ascende a 400 kg/hab.ano, enquanto que no Japão a geração é aproximadamente de99000000 ton/ano (valor de 2001, incluindo RCD de obras públicas, contribuindo estas comcerca de 3/5 de toda a geração de RCD), o que se traduz numa capitação de 778 kg/hab.ano[14]. 2.3 Origens/fontes de geração de RCD e seu encaminhamento Embora todas as actividades no domínio da indústria da construção sejam geradoras deresíduos, é relativamente consensual que a actividade de demolição contribua com a maiorquantidade de resíduos por m2, tendo em conta que a esmagadora maioria dos materiais retira- 22
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anodos das demolições não é reaproveitada na obra ou fora dela. Apresenta-se, no Quadro 3, umaestimativa das quantidades de RCD geridas, por material e por destino final, com base na dis-tribuição por destinos finais apresentada em [3], considerando 361 kg/hab.ano de geração(para contabilizar os resíduos resultantes das operações de reabilitação de estradas, das quaisse extrai essencialmente asfalto e betão betuminoso), não contabilizando a parcela referenteaos solos e rochas não contaminados (não constituem, estritamente falando, um resíduo)6. Quadro 3 - Estimativa das percentagens de RCD geridos, por destino final Toneladas Total Reutilização Reciclagem Incineração Aterro betão, tijolos, alvenarias 2232680 334902 0 0 1897778 madeira 318954 31895 95686 95686 95.86 papel, cartão 63791 0 12758 19137 31895 vidro 31895 0 0 0 31895 plásticos 31895 0 3190 1595 27111 metais 318954 31895 191373 0 95686 isolamentos 31895 0 0 0 31895 asfalto, betuminoso 382745 38275 0 0 344471 outros resíduos 414641 0 41464 20732 352444 Totais 3827451 436967 344471 137150 2908863 % do total 11.4 9.0 3.6 76.0 Para este cálculo, foi utilizada a distribuição percentual de materiais que compõem emgeral os RCD, extraída directamente de [3] (Da leitura do Quadro 3 depreende-se que a maiorparte (> 75%) dos materiais resultantes da actividade da construção, reabilitação e demoliçãoacabam simplesmente aterrada, e, mesmo assim, nem sempre de modo controlado (em aterroslegalizados). Tendo em conta ainda que a incineração não deve ser considerada como recicla-gem, já que a combustão elimina a massa reciclável dos materiais, então conclui-se que apenas20% (provavelmente menos) são efectivamente recuperados e reinseridos de alguma forma noprocesso produtivo. Segundo [13], a distribuição dos RCD por processo de origem, construção nova, reabi-litação e demolição, e por tipo de obra, residencial e não residencial, é resumida no Quadro 6. Quadro 4) a partir do qual se compôs o Quadro 5, utilizado para composição do Qua-dro 3, excluindo os solos e rochas não contaminadas. Da leitura do Quadro 3 depreende-se que a maior parte (> 75%) dos materiais resultan-tes da actividade da construção, reabilitação e demolição acabam simplesmente aterrada, e,6 É natural que existam impactes e custos associados à sua gestão, principalmente relacionados com a necessida-de do seu transporte. No entanto, estes materiais não induzem impacte ambiental em si, não resultam na delapi-dação de recursos virgens, não são (em geral) produtos transformados e, em geral, são apenas relocalizados paraoutros fins, que puderão ir de enchimentos de taludes a recuperações paisagistas. Embora a questão ainda sejadiscutível, o facto é que a sua consideração distorce bastante os resultados, no conjunto de todos os resíduos,pelo que, para se ganhar melhor noção das proporções envolvidas (dos restantes materiais, esses sim, considera-dos RCD), se retiram da contabilização. 23
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anomesmo assim, nem sempre de modo controlado (em aterros legalizados). Tendo em conta ain-da que a incineração não deve ser considerada como reciclagem, já que a combustão elimina amassa reciclável dos materiais, então conclui-se que apenas 20% (provavelmente menos) sãoefectivamente recuperados e reinseridos de alguma forma no processo produtivo. Segundo [13], a distribuição dos RCD por processo de origem, construção nova, reabi-litação e demolição, e por tipo de obra, residencial e não residencial, é resumida no Quadro 6. Quadro 4 - Distribuição percentual dos fluxos de materiais constituintes dos RCD, tal como apresentada em [3] Materiais % betão, tijolos, alvenarias 35.0 madeira 5.0 papel, cartão 1.0 vidro 0.5 plásticos 0.5 metais 5.0 isolamentos 0.5 solos e britas 40.0 asfalto, betuminoso 6.0 outros resíduos 6.5Quadro 5 - Redistribuição percentual da composição média dos RCD, sem inclusão dos solos e rochas não contaminados, a partir do Quadro 4 Materiais % betão, tijolos, alvenarias 58.33 madeira 8.33 papel, cartão 1.67 vidro 0.83 plásticos 0.83 metais 8.33 isolamentos 0.83 asfalto, betuminoso 10.00 outros resíduos 10.83 Quadro 6 - Estimativas da geração de RCD por processo produtivo e por tipo de obra, nos EUA[13] Obras residenciais Obras não residenciais Total Processo produtivo ton (x103) % Ton (x103) % Ton (x103) % Construção nova 6.560 11 4.270 6 10.830 8 Reabilitação 31.900 55 28.000 36 59.900 44 Demolição 19.700 34 45.100 58 64.800 48 Total 58.160 100 77.370 100 135.530 100 % 43 57 100 É evidente a incidência que o sector da reabilitação e demolição tem na geração deRCD nos EUA, contando com mais de 90% da massa de resíduos. Para esta situação tambémcontribui o facto de os resíduos de madeira serem os mais abundantes em construção nova 24
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano(material com massa volúmica relativamente baixa), enquanto que na reabilitação e demoliçãopredomina o betão. Refira-se ainda que estes valores não incluem a contribuição para a gera-ção da construção, reabilitação e demolição de obras públicas (estradas, pontes, obras urbanís-ticas). Ainda segundo o estudo [13], apenas 20 a 30% de toda a geração de RCD é reciclada oureutilizada, sendo os restantes 70 a 80% enviados para aterros legais (exclusivos para RCD),aterros de RSU ou aterros ilegais. Em Itália[17], quantificou-se um total de 2225550 ton de RCD tratados em centrais dereciclagem (dados do ano 2001), comparado com uma geração que se estima ser na ordem de40000000 ton, ou seja, menos de 6%. Naturalmente que esta última relação não contabiliza aquantidade de materiais reaproveitados em obra ou noutros locais (sem a passagem pela cen-tral de reciclagem) mas dá em todo o caso uma ideia da pequena expressão que a valorizaçãodos RCD tem, neste caso, em Itália. Segundo [5], na Alemanha, cerca de 68% de toda a geração de RCD provém de demo-lições (inclui reabilitação), num total de cerca de 30 milhões de toneladas, com os resíduosprovenientes de construções novas a contabilizarem aproximadamente 14 milhões de tonela-das, ou seja, 32% (valores de 1994). Já ao nível da Europa Ocidental, cita-se no mesmo artigoque, no global, geram-se cerca de 40 milhões de toneladas em operações de construção e 175milhões de toneladas em demolição e reabilitação, números que correspondem, respectiva-mente, a 23 e 77% do total. Em Espanha[18], o acompanhamento de várias obras com o objectivo de quantificar ageração de RCD resultou num índice de 0.12 m3/m2 de resíduos produzidos na área de cons-trução nova, em contraste com o índice de 0.86 m3/m2 gerados em demolições, ou seja cercade 7 vezes mais. Embora o documento não faça referência às áreas de construção e demoliçãoenvolvidas, é evidente que a demolição de edifícios tem um impacte na geração de RCD bas-tante mais significativo, por cada m2 de área intervencionada, do que na construção nova.3. Metodologia para estimativa da geração de RCD - processo de amostragem A metodologia usada neste trabalho para estimar a quantidade de RCD a nível nacionalfoi baseada nos procedimentos do documento [13], onde foram usados dados reais de geraçãode resíduos em obra, quer em casos de construção nova quer em demolição. Nesse documento,para estimar as quantidade geradas devido à reabilitação e uma vez que os casos reais recolhi-dos nesse estudo mostraram-se muito heterogéneos, desde 16.2 a 352 kg/m2, escolheu-se aclassificação de tarefas típicas de reabilitação em habitação (renovação de cozinhas, acrescen- 25
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoto de quartos, renovação de instalações sanitárias, recuperação de coberturas), calculando ageração multiplicando um número estimado dessas operações típicas pela sua geração unitária. Ainda segundo [13], após calculada a média da geração em peso por unidade de super-fície em obras de construção, estimou-se a área respectiva de intervenção a partir do valortotal, em unidade monetária, do mercado da construção em determinado ano, sabendo tam-bém, a partir de dados estatísticos, qual o valor médio da unidade de área construída. Multipli-cando então a área construída estimada pela geração média por unidade de área, obtém-se aestimativa total da geração em obras de construção nova. Para a demolição, o procedimentobásico adoptado em [13] foi apenas obter uma estimativa do número de edifícios a demolir(com base em valores de anos anteriores), multiplicar pela área média de cada intervenção,necessariamente ligada à idade de construção do tipo de edificado a demolir (no referido estu-do, para edifícios construídos entre 1920 e 1969), para finalmente obter a geração de RCDmultiplicando a geração unitária baseada na média dos casos reais pela área total a demolir. No presente trabalho, na falta de suficientes obras reais monitorizadas para medição daquantidade de resíduos gerados, tanto para construções novas como para reabilitações e demo-lições, foram utilizados, ao invés, projectos reais de edifícios (pertencentes ao arquivo munici-pal de Lisboa) com idades variadas, desde o a primeira década do séc. XX aos anos 1960-70,dos quais se extraíram as medições necessárias para estimar as quantidades de RCD geradasem operações de demolição e reabilitação. Para estimar os resíduos em construção nova,foram utilizados os valores de geração em m3/m2 do documento [18], convertidos em kg/m2,multiplicando por fim pela área expectável a construir num determinado ano (no presentecaso, 2007, para o qual se fez uso dos valores publicados nas estatísticas de 2006). Uma vezque a indústria da construção espanhola tem muitas semelhanças com a portuguesa, conside-rou-se que a utilização dos dados provenientes de [18] era aceitável para uma estimativa dageração de resíduos em obras novas realizadas em território nacional. A parcela da geração deresíduos devido à reabilitação/demolição de obras públicas (estradas) foi estimada a partir dedados reais de geração, sabendo qual a quilometragem respeitante às intervenções. 3.1 Definições e classificação da geração de materiais por tipo de obra, tipo de intervenção e idade da construçãoObras de habitaçãoTipo de intervenção: demolição 26
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoEdifícios anteriores a 1919Descrição sumária: trata-se essencialmente de edifícios de estrutura resistente à base de pare-des exteriores de alvenaria de pedra, com paredes interiores de funções resistentes em alvena-ria de tijolo maciço inseridos em esqueletos de madeira tipo “gaiola”. As fundações são cons-tituídas basicamente por blocos de alvenaria de pedra (calcário duro), tipicamente com 1 m deprofundidade em relação à cota mais baixa das paredes exteriores e com uma sobre largura emrelação a esta de 40 cm. As paredes exteriores são revestidas, pelo exterior, com rebocos decal e areia, sendo o revestimento interior constituído por estuque tradicional (que serve derevestimento em ambas as faces das paredes interiores). Os pavimentos são constituídos porvigas de madeira encastradas nas paredes resistentes exteriores, revestidas superiormente portabuado de madeira e inferiormente por suportes de madeira revestidos a estuque tradicional.A cobertura é constituída por vigas, madres e ripas de madeira, simplesmente cobertas portelhas cerâmicas tradicionais, cobrindo uma laje de esteira leve em perfis e tabuado de madei-ra. O pavimento térreo é constituído por lajetas de pedra (mármore), assentes sobre uma basede alvenaria de pedra (calcário). As tubagens de abastecimento de água são em chumbo, comas tubagens de drenagem de águas residuais em perfis de grés cerâmico. Os vãos envidraçadostêm vidros simples, inseridos em caixilhos de madeira (pinho). As portas são consideradascomo placas simples em madeira de pinho, enquanto que as guardas exteriores (varandas) sãoem ferro fundido. Resumem-se, no Quadro 7, as soluções construtivas consideradas no tipo deedifício anterior a 1919.Edifícios construídos entre 1920 e 1945O caso utilizado para representar este período não teve como base a medição dos projectos deum ou mais edifícios mas sim os resultados de uma intervenção real, a demolição selectivarealizada pela empresa Ambisider, no âmbito do Programa Cacém Polis. As soluções constru-tivas envolvidas reflectem tanto o período anterior (edifícios anteriores a 1919) como posterior(construídos entre 1946 e 1970), compondo edifícios, neste caso, de qualidade corrente para aépoca, com poucos pisos e áreas pequenas. Mostram-se, de seguida, algumas fotografias tira-das no local da intervenção (Figura 7, Figura 8 e Figura 9).Edifícios construídos entre 1946 e 1970Descrição sumária: a estrutura resistente é agora essencialmente composta por pilares, vigas elajes de betão armado, muito embora paredes interiores de tijolo maciço desempenhem ainda 27
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anofunções estruturais, na maioria dos casos. As fundações são já constituídas por betão armado,na forma de sapatas unidas por lintéis, onde assenta o arranque das paredes interiores. Asparedes exteriores são revestidas a rebocos de cal e areia pelo exterior e com rebocos à base deestuque tradicional, pelo interior. As paredes interiores são também revestidas com rebocos deestuque tradicional, em ambas as faces. Os pavimentos interiores, já em betão armado, sãorevestidos superiormente por tabuado de madeira (tipo soalho ou taco), assentes sobre betoni-lha, sendo geralmente estucados inferiormente (estuque tradicional). Quadro 7 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício anterior a 1919 Materiais resultantes Código LER doElemento constru- Densidade Componentes Espessura da camada (m) da demolição (selecti- resíduo produzi- tivo (kg/m3) va) do elemento do Alvenaria de pedra Fundações 2000 1.0 (profundidade) (calcário duro) Lajedo de pedra Pedra não contamina- 2700 0.03 170504 (mármore) daPavimento térreo Alvenaria de pedra 2000 0.1 (calcário duro) Tabuado de madeira 600 0.02 superior Vigamento em madei- Madeira não contami- 600 0.16 (zona das vigas) 170201Pavimento inter- ra nada médio Tabuado de madeira 600 0.02 inferior Reboco interior - Argamassa à base de 1000 0.02 170802 estuque tradicional gesso Vigamento em madei- 600 0.08 (zona das vigas) ra Madeira não contami- 170201 Tabuado de madeira nada Laje de esteira 600 0.02 inferior Reboco interior - Argamassa à base de 1000 0.02 170802 estuque tradicional gesso Vigamento em madei- Madeira não contami- 600 0.16 (vigas principais) 170201 Cobertura ra nada Telhas 2000 - 2400 0.01 Materiais cerâmicos 170103 Reboco interior - Argamassa à base de 1000 0.02 170802 estuque tradicional gesso Alvenaria de pedra Pedra não contamina- 2000 0.3 - 0.8 170504 Parede exterior (calcário duro) da Reboco exterior Argamassa à base de (argamassa de cal e 1600 0.03 170107 cal areia) Reboco interior - Argamassa à base de 1000 0.02 170802 estuque tradicional gesso Alvenaria em tijolo 2200 0.08 - 0.16 Tijolo cerâmico 170102 maciçoParedes interiores 0.0048 (secção média dos Madeira não contami- Esquadria de madeira 600 170201 elementos, em m2) nada Reboco interior - Argamassa à base de 1000 0.02 170802 estuque tradicional gesso Vidro não contamina- Vidro simples 2200 0.004 170202 Envidraçados do Caixilho 600 0.04 Madeira não contami- Placa simples de 170201 Portas* 600 0.04 nada madeira Guardas de 0.00018 (secção média Ferro fundido 7500 Ferro 170405 varandas dos varões, em m2) Tubagens de 0.003 (espessura daabastecimento de Chumbo 11300 Chumbo 170403 secção circular) água Tubagens de 0.01 (espessura da sec- drenagem de Grés cerâmico 2200 Materiais cerâmicos 170103 ção circular) águas residuais 28
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Sanitas, lavatórios, Sanitários bidés, banheiras, bases de duches* - em especial interiores Figura 7 - Imagem geral do edificado a demolir (selectivamente), no âmbito de uma fase do Programa Polis Cacém Figura 8 - Pormenor construtivo de uma laje de esteira revestida inferiormente a tabuado (local da intervenção no âmbito do programa Polis Cacém) Nas zonas das cozinhas e instalações sanitárias, o revestimento superior final é geral-mente constituído por lajetas de pedra (tipo calcário duro). A laje térrea é assente sobre uma 29
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anocamada de enrocamento calcário, sobre a qual se constrói um massame (betão fracamentearmado), coberto por uma betonilha e revestimento final (madeira ou pedra). Na ocorrência deterraços, é provável encontrarem-se camadas de areão, asfalto e mosaico (terraços acessíveis).A cobertura inclinada, tal como anteriormente, é constituída por vigamentos sucessivos demadeira, revestidos com telha cerâmica.Os envidraçados e as portas são em tudo semelhantesaos encontrados em edifícios típicos do período anterior, bem como as guardas das varandas,as tubagens para abastecimento e recolha das águas residuais e os sanitários utilizados. Figura 9 - Habitação (no mesmo local de intervenção) em fase final de demolição Resumem-se, no Quadro 8, as soluções construtivas consideradas no tipo de edifícioconstruído entre 1946 e 1970.Edifícios construídos entre 1971 e 1990Descrição sumária: Toda a estrutura do edifício - fundações, pilares, vigas e lajes - é compostade betão armado, de tal forma que todas as paredes, interiores quer exteriores, não têm funçõesestruturais. As fundações são constituídas por sapatas isoladas, a partir das quais arrancam ospilares. As paredes exteriores são realizadas com tijolo cerâmico furado normal, em duplacamada, formando uma caixa-de-ar, geralmente não isolada. Interiormente, as paredes sãotambém constituídas por tijolo furado normal, em fiada única, rebocadas de ambos os lados 30
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anocom argamassa de cimento e areia. As lajes interiores, em betão armado, são revestidas combetonilha e tacos de madeira, rebocadas inferiormente com argamassa corrente (cimento eareia). As cozinhas e instalações sanitárias, em geral, são revestidas com elementos cerâmicos,enquanto que os elementos de revestimento em pedra (calcário duro e/ou mármore) ficamgeralmente reservados para as áreas de átrio e escadas. A cobertura é também, em geral, cons-truída em betão armado, não isolada, revestida a telha cerâmica tradicional, assente em varasde madeira. Também as chaminés são em betão armado, monolíticas com a laje de cobertura.Quadro 8 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício construído entre 1946 e 1970 Materiais resultantes da Código LERElemento constru- Densidade Espessura da camada Componentes demolição (selectiva) do do resíduo tivo (kg/m3) (m) elemento produzido Betão simples 2400 0.4 Betão 170101 Fundações armaduras 7800 Aço 170405 Lajedo de pedra (már- 2700 0.02 Pedra não contaminada 170504 more) Argamassa de cimento e betonilha 2000 0.04 170107Pavimento térreo areia Massame - betão 2400 0.1 Betão 170101 Massame - armaduras 7800 Aço 170405 Enrocamento calcário 2000 0.05 Pedra não contaminada 170504 Tabuado de madeira 600 0.02 Madeira não contaminada 170201 superior Argamassa de cimento ePavimento inter- Betonilha 2000 0.04 170107 areia médio Laje de betão 2400 0.1 Betão 170101 Reboco interior - estu- Argamassa à base de ges- 1000 0.02 170802 que tradicional so Argamassa de cimento e Betonilha 2000 0.04 170107 areia Laje de esteira Laje de betão 2400 0.1 Betão 170101 Reboco interior - estu- Argamassa à base de ges- 1000 0.02 170802 que tradicional so Vigamento em madeira 600 0.16 (vigas principais) Madeira não contaminada 170201 Cobertura Telhas 2000 - 2400 0.01 Materiais cerâmicos 170103 Reboco interior - estu- Argamassa à base de ges- 1000 0.02 170802 que tradicional so Parede exterior Tijolo maciço 2200 0.1 - 0.35 Tijolos 170102 Reboco exterior (arga- 1600 0.03 170107 massa de cal e areia) Argamassa à base de cal Reboco interior - estu- Argamassa à base de ges- 1000 0.02 170802 que tradicional so Alvenaria em tijoloParedes interiores 2200 0.11 - 0.25 Tijolo cerâmico 170102 maciço Reboco interior - estu- Argamassa à base de ges- 1000 0.02 170802 que tradicional so Vidro simples 2200 0.004 Vidro não contaminado 170202 Envidraçados Caixilho 600 0.04 Placa simples de Madeira não contaminada 170201 Portas* 600 0.04 madeira Guardas de 0.00018 (secção média Ferro fundido 7500 Ferro 170405 varandas dos varões, em m2) Tubagens de 0.003 (espessura daabastecimento de Chumbo 11300 Chumbo 170403 secção circular) água Tubagens de 0.01 (espessura da drenagem de Grés cerâmico 2200 secção circular) águas residuais Materiais cerâmicos 170103 Sanitas, lavatórios, Sanitários bidés, banheiras, bases de duches 31
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano* - em especial interiores Resumem-se as características construtivas gerais de edifícios construídos neste perío-do (1971 - 1990), no Quadro 9.Quadro 9 - Soluções construtivas consideradas no tipo de edifício construído entre 1971 e 1990 Código LERElemento cons- Densidade Espessura da camada Materiais resultantes da demoli- Componentes do resíduo trutivo (kg/m3) (m) ção (selectiva) do elemento produzido Betão simples 2400 1.5 Betão 170101 Fundações armaduras 7800 Aço 170405 Lajedo de pedra (már- 2700 0.02 Pedra não contaminada 170504 more) Pavimento Betonilha 2000 0.04 Argamassa de cimento e areia 170107 térreo Massame - betão 2400 0.1 Betão 170101 Massame - armaduras 7800 Aço 170405 Enrocamento calcário 2000 0.1 Pedra não contaminada 170504 Tacos de madeira 600 0.02 Madeira não contaminada 170201 Pavimento Betonilha 2000 0.04 Argamassa de cimento e areia 170107 intermédio Laje de betão 2400 0.12 Betão 170101 Reboco corrente 1000 0.02 170107 Argamassa de cimento e areia Betonilha 2000 0.05 170107Laje de esteira Laje de betão 2400 0.12 Betão 170101 Reboco corrente 1000 0.02 170107 Argamassa de cimento e areia Reboco corrente 1000 0.02 170107 Laje betão 2400 0.1 Betão 170101 Asfalto 2000 0.02 Alcatrão e produtos de alcatrão 170303 Cobertura betonilha 2000 0.04 Argamassa de cimento e areia 170107 0.0004 (secção média Varas de madeira 600 Madeira não contaminada 170201 das varas, em m2) Telhas 2000 - 2400 0.01 Materiais cerâmicos 170103 Reboco corrente 1000 0.02 Argamassa de cimento e areia 170107 Tijolo cerâmico furadoParede exterior 1000 0.07 - 0.15 Tijolos 170102 normal Reboco corrente 1000 0.02 170107 Argamassa de cimento e areia Reboco corrente 1000 0.02 170107Paredes interio- Tijolo cerâmico furado 1000 0.07 - 0.15 Tijolos 170102 res normal Reboco corrente 1000 0.02 Argamassa de cimento e areia 170107 Vidro simples 2200 0.004 Vidro não contaminado 170202 Envidraçados Caixilho 600 0.04 Placa simples de Madeira não contaminada 170201 Portas* 600 0.04 madeira 0.00018 (secção Guardas de Ferro fundido 7500 média dos varões, em Ferro 170405 varandas m2) Tubagens de 0.003 (espessura daabastecimento Ferro galvanizado 7870 Ferro e aço 170405 secção circular) de água Tubagens de 0.01 (espessura da drenagem de Grés cerâmico 2200 secção circular)águas residuais Materiais cerâmicos 170103 Sanitas, lavatórios, Sanitários bidés, banheiras, bases de duches 32
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoTipo de intervenção: reabilitação Os casos considerados para a estimativa da geração de resíduos em reabilitação, paraedifícios com utilização essencialmente de habitação (intervenções em fracções utilizadas ori-ginalmente como habitação ou espaços anexos à habitação (ex: arrecadações)), constituempequenas intervenções com vista à remodelação interior mantendo o uso da fracção comohabitação ou para a instalação de espaços comerciais. Este tipo de intervenções, muito fre-quente em edifícios antigos, foi considerado representativo de um universo de intervenções dereabilitação, extrapoláveis para o país. As actividades típicas envolvidas podem resumir-se nos seguintes itens: - demolição de paredes de alvenaria; - levantamento de revestimentos de piso, de paredes e tectos; - retirar portas e janelas; - substituição de instalações sanitárias, incluindo as redes de água e esgotos; - construção de novas paredes de alvenaria; - introdução de elementos resistentes para suporte de cargas (vigas metálicas e em betão); - colocação de novos revestimentos em elementos existentes (paredes, pavimentos); - introdução de portas e vãos envidraçados; - colocação de sanitários e redes de infra-estruturas. A reabilitação envolve, portanto, acções de demolição e de construção nova, pelo que,para cada um, foram contabilizados os resíduos resultantes de cada fase, usando métodos dis-tintos. A componente da demolição foi estimada, tal como para os casos estritamente de demo-lição, a partir da medição nos desenhos de projecto dos elementos efectivamente a demolir. Acomponente da construção nova, tal como referido no final de 3., é estimada usando os valorestípicos da geração apresentados em [18]. Escolheram-se, para este efeito, casos de intervenções tal que os edifícios intervencio-nados tivessem idades compreendidas entre 40 e 80 anos, cuja probabilidade de intervençãofoi considerada elevada (muito embora essa probabilidade não tenha sido calculada). Poroutras palavras, escolheram-se edifícios que, não sendo novos o suficiente para passarem semqualquer intervenção, também não são de tal forma antigos que se justifique uma demoliçãointegral. Obviamente que a necessidade de intervenção em edifícios existentes é uma questãoestatística, pelo que foram consultados os valores apresentados em documentos de recolha einterpretação estatística[19] (conforme pontos 3.2.1 e 3.2.2). 33
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoTipo de intervenção: construção nova A componente da geração de resíduos em construção nova considerou-se composta por3 parcelas principais: construção da estrutura (assumindo, por defeito, que é em betão armadoe com cofragem de madeira), construção das paredes (assumindo, para o caso geral, que sãoconstituídas por alvenaria de tijolo) e acabamentos, dentro dos quais se considerou uma subdi-visão entre acabamentos de base tradicional (rebocos e argamassas à base de cimento, que emhabitação constitui a solução preponderante) e à base de placas de gesso cartonado (a soluçãocorrente em edifícios de serviços). Para cada parcela, o documento [18] propõe determinadosvalores para a geração por metro quadrado de área construída (em m3/m2), bem como a com-posição média dos resíduos dessa parcela, em percentagem. A partir dos volumes de geração esabendo a densidade do material solto, calcula-se o peso de cada material por metro quadrado,valores a partir dos quais se determina a percentagem em relação ao todo do peso de cada um.A geração total em obras de construção nova é então igual à soma das 3 parcelas referidas,assumindo uma básica sequência lógica de construção: estrutura → paredes → acabamentos.Obras de serviçosTipo de intervenção: demolição A contabilização da geração de resíduos na demolição de edifícios de serviços foisemelhante à considerada para os edifícios de habitação, com a diferença de que 3 dos 4 casoscontemplados foram recolhidos de obras reais, realizadas pela Ambisider, introduzindo apenas1 caso de medição de projecto. Os edifícios demolidos ou potencialmente a demolir conside-rados nesta pequena amostra foram construídos entre 1946 e 1990. Os casos reais quantifica-dos correspondem, naturalmente, à demolição de edifícios existentes em locais onde se pre-tendia construir novas edificações e o caso medido em projecto a um edifício com 40 anos,constituído essencialmente por betão armado, paredes de alvenaria e argamassas cimentícias(% betão + cerâmicos > 95% em peso). Embora a amostra seja formada, em exclusivo, poredifícios cuja ocupação é ou era de serviços7, os resíduos gerados em demolição são essen-7 Segundo a filosofia adoptada nas tabelas estatísticas da construção do INE, entende-se que edifícios de serviçossão todos aqueles que não se encaixam na definição de edifícios de Habitação (muito embora, como muitas 34
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anocialmente à base de betão e elementos cerâmicos (cerca de 75%), o que, mais uma vez, subli-nha o domínio da aplicação desses materiais nas construções portuguesas, tanto em habitaçãocomo em serviços.Tipo de intervenção: reabilitação Tal como nas intervenções de reabilitação em fracções / edifícios cuja utilização prin-cipal é de habitação, os casos aqui considerados referem-se a fracções / edifícios ocupadosessencialmente com actividades de serviços (ou cujas actividades não se enquadram na defini-ção de uso de habitação). Também aqui os casos considerados referem-se a pequenas inter-venções, destinadas a inserir nos espaços intervencionados novas actividades de serviços ou aadaptar / melhorar os espaços a novas necessidades desses mesmos serviços. Devido à idadedos edifícios considerados (30 a 60 anos) e à constante necessidade de adaptação dos espaçoscomerciais a novas utilizações e/ou alterações da sua estrutura interna, este tipo de interven-ções foi também considerada como generalizada e representativa da actividade de reabilitaçãoem espaços utilizados para actividades de serviços. À imagem do sucedido para espaços usados para habitação, a componente de demoli-ção inerente à reabilitação em espaços usados para serviços implica basicamente as mesmastarefas. Embora, ao nível da geração de resíduos, a composição média final seja bastantesemelhante (com preponderância, em ambos os casos, dos materiais cimentícios e cerâmicos -> 85%), a componente de construção nova de espaços reabilitados destinados a actividades deserviços tem uma incidência superior em materiais não-cimentícios e não-cerâmicos, em parti-cular madeira, plásticos, placas de gesso cartonado e metais diversos. Tipo de intervenção: construção nova Devido ao facto citado no parágrafo anterior, a geração global de resíduos em constru-ção nova, por metro quadrado, de fracções / edifícios destinados a serviços é inferior à produ-zida na construção de edifícios de habitação. Essa redução cifra-se em cerca de 20% (compa-ração de gerações em peso). Por outro lado, dá-se um aumento proporcional da geração dosreferidos materiais não-cimentícios e não-cerâmicos que, caso não sejam devidamente separa-vezes acontece em edifícios de habitação, cujo espaço interior se destina principalmente à ocupação residencial,possam existir nestes pequenos espaços comerciais (lojas), essencialmente ao nível dos pisos térreos). 35
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anodos na origem, aumentarão o risco de contaminação dos agregados inertes, cuja separação emcentral, embora possível, é mais morosa e com maiores custos.Obras públicas A informação disponível no que diz respeito à demolição e reabilitação de obras públi-cas é muito escassa. No entanto, pelo facto de as obras públicas constituírem uma parcela nãodesprezível do esforço construtivo em Portugal, foi introduzida neste trabalho a quantificaçãopossível no que diz respeito a geração de RCD, limitada, no entanto, a operações de reabilita-ção / demolição (indistinguíveis, nesta fase, devido à falta de informação) em estradas, ou seja,na rede viária nacional. Fora desta contabilização ficam as pontes e viadutos, estradas no inte-rior de malhas urbanas e arranjos exteriores no espaço público. Também não foram contabili-zados os resíduos gerados na construção de novas obras públicas dos tipos referidos, emboraseja de prever que, na sua globalidade, a quantidade de RCD gerados nessa construção novaseja várias vezes inferior às quantidades geradas nas operações de reabilitação e demolição. 3.2 Recolha de dados para quantificação da geração de resíduos Segue-se a enumeração, descrição e quantificação dos casos analisados para cada tipode operação e tipo de obra. No que diz respeito a obras de demolição de edifícios, foram contabilizados explicita-mente os seguintes elementos (onde relevantes): fundações, pilares e vigas, lajes (térreas einteriores), paredes exteriores e interiores, coberturas (inclinadas e em terraço), vãos envidra-çados, estores exteriores, portas, guardas, tubagens de abastecimento de água e de drenagemde águas residuais e sanitários, bem como todos os revestimentos sobre ou sob os referidoselementos. Esta contabilização inclui a maior parte do peso dos materiais a demolir e que, deuma forma ou de outra, se transformam em resíduos. Ficam excluídos da contabilização, namedição de projectos, por falta de informação disponível (e pequeno impacte expectável nageração final de RCD, em peso), elementos cuja composição contribui para classes de resíduosincluídas nos códigos da Legislação Europeia de Resíduos (LER), no grupo dos RCD: cabla-gens eléctricas (plástico, mistura de metais), equipamentos diversos de base metálica (metaisdiversos) e mobiliário (madeira, metais diversos, vidro). Fora da contabilização (à excepçãodo caso 5, ver ponto 3.2.1) ficam também resíduos cuja classificação não se inclui, na LER, nogrupo dos RCD, nomeadamente tintas obsoletas (LER 8011), lamas oleosas (LER 130502), 36
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoáguas oleosas (LER 130507), embalagens contaminadas com resíduos de substâncias perigo-sas (LER 150110), pneus usados (LER 160103), mistura de resíduos contaminados com subs-tâncias perigosas (LER 160121), lâmpadas fluorescentes (LER 200201), resíduos verdes (LER200201) e mistura de resíduos urbanos equiparados (LER 200301). Embora parte destes fluxosnão contabilizados nas medições possa ser perigosa (ex: lamas oleosas, lâmpadas fluorescen-tes, tintas obsoletas), assume-se que contribui efectivamente com pouco peso para a quantifi-cação global, embora, obviamente, devam ser geridos com particular cuidado. Nos casos de reabilitação, dentro da extensão de trabalhos que os casos analisadosimplicam, a contabilização dos elementos a demolir segue a mesma regra do que a indicadapara os casos de demolição pura, pelo que se excluem os mesmos elementos mencionados,quando da medição dos projectos. 3.2.1 Operações de demoliçãoObras de habitação Foram quantificados 5 casos, 4 através de medições de projecto e 1 através de dadosenviados directamente da obra (caso Polis Cacém, pela Ambisider)8 - Quadro 10. Da medição respectiva, foram compostos os seguintes quadros (Quadro 11, Quadro 12,Quadro 13 e Quadro 14), cuja regra de medição é apresentada em 3.3, com a apresentaçãopormenorizada das soluções construtivas apresentada em 3.4. No Quadro 15, apresenta-se ainformação recebida para o caso 5, tal como enviada pela Ambisider. Quadro 10 - Dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de demolição em edifícios de habitação Caso Nº de Área Área Área habitá- Morada Localidade Idadeanalisado pisos bruta, m2 útil, m2 vel, m2 Caso 1 Av. Duque de Loulé, n.º 42 Lisboa anterior a 1919 6 1448 827.4 746.3 Caso 2 Edifício na R. de São Ciro, n.º 37 Lisboa entre 1946 e 1970 3 239,8 155.3 135.0 Caso 3 Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 Lisboa entre 1946 e 1970 8 1773 1417 1372 Caso 4 R. Prof. Santos Lucas, Lote F Lisboa entre 1971 e 1990 8 1517 1066 834 Caso 5 intervenção do Polis Cacém (2ª Fase) Cacém entre 1919 e 1945 2*** 13430 9137* 7790*** Calculada aproximadamente, com base na média da relação entre as áreas úteis e áreas brutas para os 4 primei- ros casos.** Calculada aproximadamente, com base na média da relação entre as áreas habitáveis e áreas brutas para os 4 primeiros casos.*** Em geral (r/c e 1º andar).8 Valores dos resíduos gerados para este caso são apresentados directamente no capítulo 3.5. 37
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoObras de serviços Apresentam-se no Quadro 16 os dados gerais dos casos de edifícios de serviços demo-lidos (obras da Ambisider) e potencialmente a demolir (projecto medido). Seguidamente, noQuadro 17, apresenta-se o resumo das medições realizadas para o único caso medido em pro-jecto. Dos restantes casos, apresentam-se os valores entregues directamente pela empresaAmbisider, conforme o Quadro 18, o Quadro 19 e o Quadro 20. Quadro 11 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 1 dos edifícios de habitação - demolição Elemento construtivo unidades Valor medido Fundações m3 47.6 Parede exterior - espessura = 0.85 m m2 92.7 Parede exterior - espessura = 0.60 m m2 330.3 Parede exterior - espessura = 0.35 m m2 213.8 Parede interior - espessura = 0.20 m m2 284.4 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 269.2 Parede interior - espessura = 0.12 m m2 846.5 Parede em contacto com edifício adjacente - espessura = 0.4 m m2 479.1 Parede em contacto com edifício adjacente - espessura = 0.2 m m2 86.6 Lajes intermédias (inclui escadas) m2 951 Laje de esteira m2 165 Laje térrea m2 191.6 Cobertura m2 212.3 Vãos envidraçados m2 246.1 Portas interiores m2 118 Portas exteriores m2 42.6 Varandas (guardas metálicas)* m 16.5 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 65.1 Tubagens de águas residuais - 90 mm m 218.2 Tubagens de águas residuais - 110 mm m 5.6 Tubagens de abastecimento de água m 258.7 Sanitários - sanitas Un. 21 Sanitários - lavatórios Un. 21 Sanitários - bidés Un. 7 Sanitários - banheiras Un. 10 Sanitários - duches Un. 10 Sanitários - pia da loiça Un. 6 38
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 12 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 2 dos edifícios de habitação - demolição Elemento construtivo unidades Valor medido Fundações m3 31.0 Parede exterior - espessura = 0.50 m m2 79.8 Parede exterior - espessura = 0.20 m m2 22.4 Parede interior - espessura = 0.25 m m2 15.5 Parede interior - espessura = 0.10 m m2 243.3 Parede em contacto com edifício adjacente - espessura = 0.5 m m2 142.8 Parede em contacto com edifício adjacente - espessura = 0.4 m m2 62.8 Lajes intermédias (inclui escadas) m2 123.2 Laje de esteira m2 60 Laje térrea m2 63.2 Cobertura m2 77.7 Vãos envidraçados m2 24 Portas interiores m2 59.2 Portas exteriores m2 2.4 Murete m 16.7 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 16.6 Tubagens de águas residuais - 90 mm m 17.4 Tubagens de águas residuais - 110 mm m 13.3 Tubagens de abastecimento de água m 92.2 Sanitários - sanitas Un. 6 Sanitários - lavatórios Un. 6 Sanitários - bidés Un. 6 Sanitários - banheiras Un. 1 Sanitários - duches Un. 6 Sanitários - pia da loiça Un. 6 Quadro 13 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 3 dos edifícios de habitação - demolição Elemento construtivo unidades Valor medido Fundações m3 43.2 Estrutura de betão - pilares m3 72.8 Estrutura de betão - vigas m3 46.4 Estrutura de betão - lajes intermédias m3 166.3 Estrutura de betão - escadas m3 4.77 Estrutura de betão - cobertura inclinada m2 101 Estrutura de betão - cobertura em terraço m3 11.0 Laje térrea (betão) m3 23.5 Clarabóia m2 13.13 Parede exterior - espessura = 0.4 m m2 615.2 Parede exterior - espessura = 0.15 m m2 104.9 Parede interior - espessura = 0.25 m m2 679 Parede interior - espessura = 0.20 m m2 461 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 1511 Vãos envidraçados m2 178.8 Portas interiores m2 198.4 Portas exteriores m2 9.60 Varandas (guardas metálicas)* m 5.00 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 189.8 Tubagens de águas residuais - 90 mm m 151.2 Tubagens de águas residuais - 160 mm m 83.7 Tubagens de abastecimento de água m 469.8 Sanitários - sanitas Un. 30 Sanitários - lavatórios Un. 30 Sanitários - bidés Un. 16 Sanitários - banheiras Un. 30 Sanitários - pia da loiça Un. 17* Desenvolvimento linear da varanda na fachada. O comprimento efectivo do varão de ferro considerado dependeda solução de guarda propriamente dita (ver 3.4). 39
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 14 - Resumo das medições dos elementos construtivos do caso 4 dos edifícios de habi- tação - demolição Elemento construtivo unidades Valor medido Fundações m3 109.5 Estrutura de betão - pilares m3 73.9 Estrutura de betão - vigas m3 73.1 Estrutura de betão - Lajes intermédias (inclui escadas) m3 212.7 Estrutura betão - cobertura em terraço m3 19.9 Laje térrea (betão) m3 19.8 Chaminés (betão) m3 2.00 Parede exterior - espessura = 0.25m m2 248.2 Parede exterior - espessura = 0.20m m2 42.8 Parede exterior - espessura = 0.18m m2 390.0 Parede exterior - espessura = 0.10m m2 33.67 Parede interior - espessura = 0.20m m2 409.4 Parede interior - espessura = 0.10m m2 1057 Vãos envidraçados m2 220.4 Portas interiores m2 219.2 Portas exteriores m2 13.5 Varandas (guardas metálicas)* m 175.0 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 192.2 Tubagens de águas residuais - 90 mm m 201.2 Tubagens de águas residuais - 160 mm m 2.5 Tubagens de abastecimento de água m 724.6 Estores (envidraçados exteriores) m2 216.1 Sanitários - sanitas Un. 27 Sanitários - lavatórios Un. 27 Sanitários - bidés Un. 15 Sanitários - banheiras Un. 15 Sanitários - pia da loiça Un. 15* Desenvolvimento linear da varanda na fachada. O comprimento efectivo do varão de ferro considerado dependeda solução de guarda propriamente dita (ver 3.4).Quadro 15 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição Polis Cacém (habitação - caso 5), por tipo de resíduo (código LER) Nome da Código Quantidade ano (ton) Local Designação Retomador operador obra LER 2004 2005 80111 Tintas obsoletas 0.26 Quimitécnica 130502 Lamas oleosas 30.02 Auto Vila 130507 Águas oleosas 102.08 Auto Vila Embalagens contaminadas com substâncias 150110 0.26 Quimitécnica perigosas 160103 Pneus usados 3.00 Transucatas Mistura de resíduos contaminados com subs- 160121 264.76 Auto Vila tâncias perigosas 170202 Vidro 22.5 Vidrologic Centro de reciclagem de 170405 Ferro e aço 20.1 67.6 Polis Palmela Cacém Cacém Centro de reciclagem de 170407 Mistura de metais 5.45 5.89 Palmela 170605 Materiais de construção contendo amianto 6.74 Citri Resíduos de demolição contendo substâncias 170903 66 (m3) Auto Vila perigosas 170504 Solos e rochas 862.76 Lobbe 200121 Lâmpadas fluorescentes 0.088 Ambicare 200201 Resíduos verdes 5.1 3.66 Citri 200301 Mistura de resíduos urbanos e equiparados 55.39 74.62 Citri 170201 / Madeira 131.3 224.52 Ecociclo 200138 40
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 16 - Dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de demolição em edifícios de serviços Caso Nº de Área bruta, Área Morada / nome Localidade Idadeanalisado pisos m2 útil, m2 Caso 1 Shopping Rio Sul Seixal entre 1971 e 1990 - 14100 9593* Caso 2 Edifício 82 - ANA - Aeroportos de Portugal, SA Portela, Lisboa entre 1946 e 1970 - 830.0 564.7* Caso 3 Camarins colectivos Gulbenkian Lisboa entre 1946 e 1970 2 1592 1107 Caso 4 n.d. Lisboa entre 1971 e 1990 17 7650 5205** Calculada aproximadamente, com base na média da relação entre as áreas úteis e áreas brutas para os 4 primei-ros casos de edifícios de habitação.n.d. - não disponível.Obras públicas (estradas) A geração de para obras públicas (estradas) não foi contabilizada a partir de elementosconstrutivos típicos e da medição de intervenções particulares, mas sim pelo somatório eextrapolação de dados concretos provenientes da indústria. Os valores são apresentados e dis-cutidos no final do capítulo 3.5. 3.2.2 Operações de reabilitação Foram medidos 3 casos de ocorrência de actividades de reabilitação, em edifícios dehabitação (com utilização essencialmente de habitação), resumidos no Quadro 21, com apre-sentação resumida das medições no Quadro 22 a Quadro 24. 41
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 17 - Resumo das medições dos elementos construtivos do Caso 3 dos edifícios de ser- viços - demolição Elemento construtivo unidades Valor medido Fundações - sapatas m3 75.3 Fundações - vigas de fundação m3 37.4 Estrutura betão - galerias subterrâneas m3 33.8 Estrutura betão - pilares m3 16.6 Estrutura betão - vigas m3 34.7 3 Estrutura betão - paredes m 245.7 Estrutura betão - lajes intermédias (inclui escadas) m3 58.47 Estrutura betão - cobertura em terraço m3 176.3 Laje térrea (betão) m3 176.3 Galerias - área de pavimento m2 23.1 Galerias - área de parede m2 55.4 Galerias - área de cobertura m2 23.1 Paredes exteriores - revestimento interior em reboco m2 361.1 Paredes exteriores - revestimento interior em azulejo m2 7.25 Paredes exteriores - área não revestida (com parede falsa) m2 232.9 Pavimentos interiores - área instalações sanitárias / camarins m2 231.1 Pavimentos interiores - área técnica (AVAC) m2 36.6 2 Pavimentos interiores - área lavandaria m 88.7 Pavimentos interiores - restantes áreas m2 567.7 Parede interior - espessura = 0,20 m m2 57.2 Parede interior - espessura = 0,15 m m2 202.8 Parede interior - espessura = 0,10 m m2 557.3 Cobertura - área com tecto falso m2 222.5 Cobertura - área sem tecto falso m2 161.5 Portas interiores m2 52.8 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 83.3 Tubagens de águas residuais - 76 mm m 77.9 Tubagens de águas residuais - 100 mm m 66.5 Tubagens de águas residuais - 127 mm m 13.8 Tubagens de águas residuais - 150 mm m 20.0 Tubagens de abastecimento de água - 12,7 mm m 33.2 Tubagens de abastecimento de água - 19 mm m 52.3 Tubagens de abastecimento de água - 25,4 mm m 101.4 Tubagens de abastecimento de água - 31,8 mm m 45.7 Tubagens de abastecimento de água - 38,1 mm m 42.4 Tubagens de abastecimento de água - 50,8 mm m 41.7 Tubagens de abastecimento de água - 63,5 mm m 27.9 Tubagens de abastecimento de água - 76,2 mm m 4.10 Sanitários - sanitas Un. 6 Sanitários - lavatórios Un. 17 Sanitários - bidés Un. 6 Sanitários - bases de duches Un. 10 42
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 18 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição do Shopping Center - Rio Sul (serviços - caso 1), por tipo de resíduo (código LER) Nome da Código Quantidade / ano (ton) Local Designação Retomador operador obra LER 2004 2005 170107 Mistura de betão 356.78 Citri Amarsul 200138 Madeira 10.64 Ecociclo 170202 Vidro 18.6 Vidrologic 170401 Cablagem de cobre 0.62 A.S. Fernandes & Filhos Shopping Centro de reciclagem de 170402 Alumínio 1.12Center - Rio Seixal Palmela Sul Centro de reciclagem de 170405 Ferro e aço 61.89 37.68 Palmela 170604 Materiais de isolamento 1.72 Citri 170802 Gesso cartonado 4.94 Citri Mistura de resíduos urbanos 200301 1.88 Citri equiparados Quadro 19 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição do edifício 82 - ANA (serviços - caso 2), por tipo de resíduo (código LER) Nome da Quantidade / ano (ton) Local Código LER Designação Retomador operador Obra 2004 2005 101112 Vidro 3.68 Vidrologic 170201 Madeira 89.04 Ecociclo Centro de reciclagem de 170405 Mistura de metais 10.38 Palmela Isolamento c/ substâncias 170603 7.94 Quimitécnica perigosasEdifício 82 - 170604 Isolamento 8.52 Citri Lisboa ANA Mistura de resíduos urba- 170903 22.44 Quimitécnica nos equiparados 200101 Papel e cartão 3.2 A.S.Simões 200121 Lâmpadas 0.13 Ambicare 200136 Equipamento electrónico 0.92 Ambitrena 200301 RSU 17.52 Citri 43
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 20 - Quantidades de RCD produzidas na obra de demolição de um edifício de 17 andares (serviços - caso 4), por tipo de resíduo (código LER) DESIGNAÇÃO Un Quantidade Factor de conversão kg Código LER 3 32- Demolição de betão em superstrutura m 6299 2400 (kg/m ) 15117456 1701014- Remoção e transporte do aço kg 377936 170405 3 3 16- Demolição de alvenaria de tijolo m 2733 1000 (kg/m ) 2732632 17010710- Demolição de elementos metálicos (aço)10.01- Perfis metálicos ton 1.73 170405 2 2 210.02- Portas e grades m 131.2 24.36 (kg/m ) 3196 17040511- Demolição de painéis de vidro kg 71281 17020212- Demolição de caixilharia de alumínio e grades ml 4804 2.78 (kg/ml) 13346 17040213- Demolição de produtos de madeira13.01- Elementos diversos ton 7.53 170201 2 313.06- Portas m 1566 500 (kg/m ) 23491 17020114- Demolição de louça sanitária un 842.0 38.84 (kg/un) 32700 170103 314.01- Kitchenete un 187.0 215.04- Alumínio tipo "LUXALON" m 2827 2.80 (kg/m2) 7916 170402 216- Remoção do revestimento do pavimento m16.01- Alcatifa m2 11600 4.00 (kg/m2) 46400 1702031 Considera-se que a alvenaria demolida é essencialmente constituída por tijolo furado normal.2 Considerando um tipo de guarda metálica semelhante à existente no Caso 1 de habitação (Av. Duque de Loulé,n.º 42), em que são medidos 18.38 m/m2 (metros de perfil circular simples de ferro por m2 de guarda), multipli-cados pela massa unitária de 1.33 kg/m (perfis com Ø15 mm, com uma massa volúmica de 7500 kg/m3).3 Não contabilizado, por falta de elementos.Quadro 21 - Resumo dos dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de reabilitação em edifícios/fracções de habitaçãoCaso anali- Idade do edifício Ano de ocorrência Área Área Área habitá- Morada Localidade sado de origem, anos da reabilitação bruta, m2 útil, m2 vel, m2 Av. Conde Val- Caso 1 Lisboa >60 1995 131.2 117.4 96.6 bom, 89, 2º Estrada de Caso 2 Lisboa 40 - 60 1984 96.8 80.4 34.3 Benfica, 482 R. Azevedo Caso 3 Lisboa 40 - 60 1960 77.5 63.4 44.8 Gneco, 69Quadro 22 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 1 de habi- tação - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Lajes intermédias (apenas revestimentos) m2 35.8 Paredes (exteriores e interiores) - para apoio de vigas m3 0.25 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 32.1 Vãos envidraçados m2 15.7 Portas interiores m2 9.60 44
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 23 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 2 de habi- tação - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Lajes intermédias (apenas revestimentos) m2 50.6 Paredes (exteriores e interiores) - para apoio de vigas - em betão m3 0.035 Paredes (exteriores e interiores) - para apoio de vigas - em alvenaria m3 0.058 Paredes exteriores - betão - espessura 0.25 m m3 0.25 Paredes exteriores - betão - espessura 0.15 m m3 4.45 Paredes exteriores - alvenaria pedra - espessura 0.8 m m2 2.00 Paredes exteriores - alvenaria pedra - espessura 0.4 m m2 2.13 Muro exterior - alvenaria - espessura 0.2 m m2 8.30 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 49.15 Parede interior - espessura = 0.10 m m2 4.23 Vãos envidraçados m2 9.14 Vedação metálica m2 8.78 Portas interiores m2 8.40 Sanitários - sanitas Un. 1 Sanitários - lavatórios Un. 1 Sanitários - bidés Un. 1 Sanitários - banheiras Un. 1 Tubagens de águas residuais - 50 mm m 6.50 Tubagens de águas residuais - 90 mm m 4.00Quadro 24 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 3 de habi- tação - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Paredes exteriores - alvenaria de tijolo furado - espessura 0.25 m m2 3.34 Parede interior - espessura = 0.20 m m2 17.9 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 44.2 Vãos envidraçados m2 2.90 Portas interiores m2 8.00 Em termos de edifícios de serviços (utilização original das fracções do tipo de servi-ços), foram contabilizados 4 casos, resumidos no Quadro 25 e cujas medições se apresentamno Quadro 26 a Quadro 29.Quadro 25 - Resumo dos dados gerais referentes aos casos analisados para a quantificação da geração de RCD em obras de reabilitação em edifícios / fracções de serviços Ano de ocorrên- Caso anali- Idade do edifício Área bruta, Área útil, Morada Localidade cia da reabilita- sado de origem, anos m2 m2 ção Caso 1 Av. da Igreja, 4F Lisboa > 50 1992 69.2 68.3 Caso 2 Av. Conde Valbom, 89A Lisboa > 50 1991 93.7 60.2 Caso 3 R. Ramalhão Ortigão, 47A Lisboa > 50 1964 154.3 134.9 R. Tenente Ferreira Caso 4 Lisboa > 35 1996 70.8 51.9 Durão, 55B 45
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 26 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 1 de servi- ços - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido 2 Paredes exteriores* - apenas reboco interior m 156.5 Paredes (exteriores e interiores) - para apoio de vigas m3 0.024 Parede interior - espessura = 0.10 m m2 10.36 Pavimento - apenas revestimento interior m2 32.86 Portas interiores m2 1.60 Vãos envidraçados m2 11.22 * inclui paredes da caveQuadro 27 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 2 de servi- ços – reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Paredes exteriores* - apenas reboco interior m2 76.7 Parede interior - espessura = 0.18 m m2 15.2 Pavimentos - cobertura m2 31.69 Apoios de vigas - betão m3 0.024 Apoios de vigas - tijolo m3 0.168 Portas interiores m2 4.80Quadro 28 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do caso 3 de servi- ços - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Paredes exteriores m2 1.40 Parede interior - espessura = 0.20 m m2 19.20 Parede interior - espessura = 0.15 m m2 6.70 Apoios de vigas - tijolo m3 0.05 Pavimento - laje térrea m2 122.9 Portas interiores m2 3.20 Sanitários - sanitas Un. 2 Sanitários - lavatórios Un. 2 Quadro 29 - Resumo das medições dos elementos construtivos (a demolir) do Caso 4 de ser- viços - reabilitação Elemento construtivo unidades Valor medido Paredes exteriores - apenas reboco interior m2 85.8 Parede interior - espessura = 0.10 m m2 46.7 Pavimento - apenas revestimento interior* m2 44.3 Pavimento - betonilhas e revestimento interior** m2 22.9 Portas interiores m2 9.60 Vãos envidraçados m2 7.78 Viga falsa (em gesso cartonado) m2 8.44 Pilar falso (em gesso cartonado) m2 5.36 Sanitários - sanitas Un. 1 Sanitários - lavatórios Un. 1 Sanitários - bidés Un. 1 * demolição do revestimento interior, para substituição do mesmo. ** demolição do revestimento interior e da betonilha de regalarização, para instalação de uma nova rede de saneamento. Para a contabilização da componente da geração de RCD em construção nova, durante 46
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoas operações de reabilitação, utilizaram-se os dados apresentados no capítulo seguinte, querpara edifícios de habitação, quer de serviços. 3.2.3 Construções novas No seguimento do já referido no capítulo 3.1, as 3 parcelas utilizadas para quantifica-ção da geração de RCD em construção nova estão quantificadas no Quadro 30, por sua vezcompostas pelos materiais apresentados no Quadro 31 aQuadro 34. Os valores do Quadro 30 eas percentagens em volume apresentadas nos referidos quadros seguintes têm origem directaem [18], referindo-se à geração por metro quadrado de área bruta construída. No entanto, pelofacto de se pretender realizar uma análise global da geração de RCD em kg/hab.ano, conver-teu-se estes valores para % em peso, usando as densidades dos materiais soltos, tal comogeralmente se apresentam quando descartados em obra. Quadro 30 - Quantificação da geração de RCD em construção nova[18] Produção de RCD em obras novas - estruturas, m3/m2 0.015 3 2 Produção de RCD em obras novas - paredes, m /m 0.055 Produção de RCD em obras novas - acabamentos, m3/m2 0.05 3 2 Total produção de RCD em obras novas, m /m 0.12Quadro 31 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase de construção da estrutura Material % em volume9 Densidade do material, kg/m3 Índice de vazios típico, % Peso do material, kg/m2 % em peso Betão 15 2400 0.39 3.29 54,2 Metais 8 1.080 17,8 Papel e cartão 5 0.075 1,23 Plásticos 12 0.0234 0,39 Madeira 60 1.602 26,4 Total 6.07Quadro 32 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase de construção das paredes (não estruturais) Material % em volume Densidade do material, kg/m3 Índice de vazios típico, % Peso do material, kg/m2 % em peso Betão / argamassa / cerâmicos 84 2400 0.39 67.64 97,6 Metais 1 0.495 0,71 Papel e cartão 7 0.385 0,56 Plásticos 4 0.0286 0,04 Madeira 3 0.294 0,42 Outros 1 0.457 0,66 Total 69.309 - Extraído directamente de [18]. 47
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 33 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase da aplicação de revesti- mentos (tipicamente edifícios de habitação10) Material % em volume Densidade do material, kg/m3 Índice de vazios típico, % Peso do material, kg/m2 % em peso Betão / argamassa / cerâmicos 40 2400 0.39 29.28 75,3 Metais 4 1.800 4,6 Papel e cartão 15 0.75 1,9 Plásticos 13 0.0845 0,2 Madeira 7 0.623 1,6 Gesso 20 5.933 15,3 Outros 1 0.415 1,1 Total 38.89 Quadro 34 - Distribuição da geração de RCD por materiais, na fase da aplicação de revesti- mentos (tipicamente edifícios de serviços11) Material % em volume Densidade do material, kg/m3 Índice de vazios típico, % Peso do material, kg/m2 % em peso Betão / argamassa / cerâmicos 40 2400 0.39 29.28 75,3 Metais 4 1.800 4,6 Papel e cartão 15 0.75 1,9 Plásticos 13 0.0845 0,2 Madeira 7 0.623 1,6 Gesso 20 5.933 15,3 Outros 1 0.415 1,1 Total 38.89 O valor da densidade do betão e o respectivo índice de vazios[22] foram utilizadospara calcular o peso por metro quadrado (de área bruta de construção) de resíduos debetão/argamassa/cerâmicos, através da seguinte expressão: Pb = Gac x pb /100 x ρb x (1-Iv) [kg/m2],em que Gac é a geração de RCD em obras novas na fase de revestimentos, pb corresponde àpercentagem em volume do betão (nessa fase da obra, para típicos edifícios de habitação oude serviços, respectivamente, em relação ao volume total produzido), ρb é a densidade dobetão simples (kg/m3) compacto e Iv o índice de vazios típico de um volume de controlo debrita angulosa solta[22]. Para quantificar o peso dos restantes materiais, foram aplicada a seguinte expressão: Pi = Gac x pi /100 x ρi ms [kg/m2],em que pi corresponde à percentagem volumétrica do material i no volume total produzido eρi ms é a densidade do material i solto (kg/m3).10 Revestimentos essencialmente à base de argamassas cimentícias.11 Revestimentos essencialmente à base de placas de gesso cartonado. 48
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano As densidades dos materiais soltos (depositados ao nível do solo, em pilhas, ou nointerior de contentores) utilizadas apresentam-se no Quadro 35. Quadro 35 - Densidades dos materiais soltos consideradas para o cálculo da percentagem da geração de RCD em peso (para construção nova) Massa volúmica Material kg/m3 12 Madeira 178.0 12 Gesso cartonado 207.7 Estuque (gesso)12 593.3 12 Alvenaria (de tijolo) 830.6 Mistura RCD (geral)12 830.6 Papel e cartão13 100 13 Plásticos 13 Metais13 900 3.3 Regras de medição sobre projectos existentes 3.3.1 Operações de demolição e reabilitação Para elementos efectivamente considerados em cada demolição (listados em 3.2),foram tidas em conta algumas regras de medição, aplicadas em todos os casos estudados, coma intenção de uniformizar os critérios e contabilizar, o mais rigorosamente possível, a quanti-dade de material resultante da demolição de cada elemento construtivo em cada edifício medi-do. Listam-se de seguida (na sua generalidade, independentemente do edifício em causa)noQuadro 36, as referidas regras de medição. Utilizam-se os mesmos critérios na medição dos elementos demolidos nos casos dereabilitação, embora nem sempre seja evidente quais os elementos a demolir, principalmenteao nível dos revestimentos. Considerou-se, no entanto, sempre que a informação disponível(desenhos e memórias descritivas) não o permitisse identificar, que os revestimentos dos ele-mentos da área de intervenção que não fossem integralmente demolidos, seriam retirados paradar lugar a novos revestimentos, adequados à nova funcionalidade.12 Fonte: Construction Materials Recycler, Lisle, Ill. Em: http://wasteage.com/mag/waste_news_briefs/13 Fonte:http://www.sustainability.vic.gov.au/resources/documents/Waste_Volume_to_Weight_Conversion_Table.pdf 49
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 36 - Regras gerais de medição de elementos construtivos em operações de demolição (incluindo operações de demolição em reabilitações) Elemento Unidade de Componentes Regra assumida Observações construtivo medição Betão simples m3 Volume da sapata, até ao arranque do pilar Não inclui volume de terra deslocada (apenas o betão correspondente ao elemento estrutural) % do volume volume de armadura total no interior do elemento, Contabilização da armadura do pilar de ancoragem na sapata. Introdução de um excesso de Armaduras de betão a dividir pelo volume total desse elemento 10%, para ter em conta os empalmes, as dobras e reforços pontuais Fundações Soma-se 0.4 m à espessura total da base da A consideração da sobrespessura prende-se com a necessidade, no caso geral, de degradar Alvenaria de parede exterior, considera-se 1m de profundida- as cargas a descarregar no solo de fundação. Na falta de informação específica para as fun- m3 pedra de, em geral, multiplicando-se então pelo períme- dações de edifícios antigos, tomou-se 1 m de profundidade como um valor aceitável, dada a tro dimensão dos mesmos (edifícios de pequeno a médio porte) Pilar com a altura do pé-direito interior. Compri- Betão simples m3 mento das vigas medido entre eixos estruturais. Média ponderada dos volumes de armaduraPilares e vigas Devido à maior complexidade de pormenores e maiores zonas de aplicação de reforços, con- % do volume medidos para cada elemento, contabilizando Armaduras siderou-se um acréscimo de 10% (na colocação, em relação ao apresentado no projecto) + de betão armadura longitudinal e transversal, com um 15% para os reforços e empalmes recobrimento uniforme de 2.5 cm Altura da laje sem revestimentos, medida pelo Betão simples m3 contorno exterior % do volume Contabilização de armadura numa das faces, em Armaduras Mesma que para pilares e vigas Pavimento de betão quadrícula térreo Alvenaria de 2 Área medida pelo interior, contando com área de Considera-se uma medição pelo interior pois as paredes exteriores continuam sem interrupção m pedra contacto de paredes interiores até à fundação Área medida pelo interior, descontando a área de Revestimentos m2 contacto das paredes interiores Betão simples m3 Mesma regra do que em pavimentos térreos % do volume Contabilização de armadura nas duas faces, em Armaduras Mesma do que para pavimentos térreos Pavimento de betão quadrícula intermédio Revestimentos m2 Mesma regra do que em pavimentos térreos Vigamentos de m2 Espaçamento entre vigas duplo da sua altura Secções rectangulares com espessura, em geral, igual a metade da altura madeira Betão simples Mesmo do que para pavimentos intermédios ArmadurasLaje de esteira Vigamentos de Mesmo do que para pavimentos intermédios madeira Vigamento em Espaçamentos: vigas principais = 0.5 m; madres Mesmo do que para pavimentos intermédios (com excepção das varas, consideradas de sec- m2 Cobertura madeira = 0.25 m; varas = 0.1 m ção quadrada) Telhas m2 Área medida pelo contorno exterior Alvenaria de Área da envolvente vertical exterior, descontando pedra ou tijolo m2 os vãos envidraçados resistenteParede exterior Área da envolvente vertical exterior, descontando Alvenaria de m2 os vãos envidraçados e as secções de viga e tijolo furado pilar 50
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Tijolo maciço e Área ocupada de esquadria de madeira, por m2, Consideram-se 2 perfis verticais de madeira por cada m2 de parede. Restante área ocupada esquadria de m2 igual a 12% (perfis de 0.06 x 0.08 m). Descon-Paredes inte- por tijolo maciço. Portas com dimensão média de 0.8 x 2.0 m. madeira tam-se as portas riores Descontada altura de vigas, quando existentes, Tijolo furado m2 Portas com dimensão média de 0.8 x 2.0 m. bem como área das portas 2 Vidros m Medição directa da área de vidro a partir dos vãos envidraçados apresentados em alçado.Envidraçados 2 Diferença entre área do vão envidraçado e área Caixilhos m de vidro medida Com elemen- tos envidraça- m2 Mesmos do que para os envidraçados Portas dos Opacas, de m2 Portas com dimensão média de 0,8 x 2,0m. madeira Determinação do comprimento do varão por Guardas de Varões de ferro m metro de desenvolvimento de guarda, multiplica- varandas fundido do pelo comprimento da guarda Tubagens de Em chumbo ou Medição explícita a partir de projecto de sanea- Usam-se os diâmetros explicitados no projectos, quando existente, caso contrário utiliza-se umabastecimento em ferro gal- m mento, quando existente. Traçado aproximado de diâmetro único (exterior) de 30 mm de água vanizado rede simplificada, caso contrário. Tubagens de Usam-se os diâmetros explicitados nos projectos, quando existentes, caso contrário conside- drenagem de Mesmo do que para tubagens de abastecimento ram-se diâmetros (exteriores) de 50 mm para ligações directas aos equipamentos sanitários, Grés cerâmico m águas resi- de água 90mm para tubos de queda e ligações entre as caixas de pavimento e 110 mm na recolha duais final em direcção ao colector predial Cerâmicos unidades Sanitários Aço inoxidável unidades Apenas considerados em cozinhas 3.4 Composição construtiva dos casos analisados A partir da recolha específica de informação em cada projecto analisado, suas soluções construtivas particulares e medições, compilaram- se, no Anexo 3, os resultados das quantidades obtidas para os edifícios de habitação, de serviços e em obras de reabilitação / demolição de estradas. No caso 5 da demolição de edifícios de habitação, referente à intervenção do Polis Cacém, os dados foram recebidos directamente em quan- tidades de RCD gerados na obra, já apresentados no Quadro 15. Nos casos 1, 2 e 4 da demolição de edifícios de serviços, foram quantificados directamente em RCD gerados, pelo que os dados já foram apresentados no Quadro 18 a Quadro 20. Já o caso 3, referente ao edifício dos Camarins Colectivos da Gulbenkian, é apresentado em pormenor citado Anexo 3. 51
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano 3.5 Classificação dos resíduos e geração por unidade de referência Todos os tipos de resíduos quantificados fazem parte da lista LER, a maior parte clas-sificada dentro do grupo específico dos RCD (grupo 170), com algumas quantidades de outrostipos de resíduos (enumerados e especificados em 3.2) que poderão ser encontrados juntamen-te com o fluxo global de RCD. Após a quantificação da geração de RCD para todos os casoscontemplados, em demolição, reabilitação e construção nova (cujos resultados particulares sãoapresentados nos Anexos 1 e 2), apresentam-se os resultados agregados por tipo de obra e tipode utilização. A agregação dos resultados para os casos de demolição foi realizada tendo em conta aidade dos edifícios analisados, considerando, naturalmente, que os casos mais antigos terãomaiores probabilidades de virem a ser demolidos do que os mais recentes. A partir dos dadosapresentados no já referido documento [19], foram obtidas as percentagens indicadas no Qua-dro 37, para as necessidades de reparação em edifícios, de entre todo o conjunto edificado àdata da realização do estudo (ano de 2001). A subdivisão destas percentagens consoante a ida-de dos edifícios (nos grupos considerados neste estudo) é apresentada no Quadro 38, no qualse considerou uma progressão linear da percentagem de edifícios com determinada necessida-de de reparação, entre aqueles construídos em datas anteriores a 1919 e aqueles construídosentre 1991 e 2000. Os edifícios a “necessitar de grandes reparações” e os “muito degradados” foram con-siderados “marcados para demolição”, o que significa que mais provavelmente serão simples-mente demolidos do que reabilitados14. A partir do Quadro 38 (do qual resulta a Figura 10), foientão composto o Quadro 39, somente indicando as percentagens de edifícios “marcados parademolição”, para as várias idades consideradas. Este último quadro serviu finalmente para rea-lizar uma média ponderada da geração de resíduos na área útil e na área bruta (Quadro 42), porfluxo de materiais, a partir dos quais foi traçada a Figura 11 (a distribuição na área bruta resul-ta num gráfico muito semelhante à da Figura 11), indicando a distribuição média das quanti-dades expectáveis dos materiais resultantes de demolições de edifícios de habitação.14 Esta assumpção não está ligada, no entanto, a um entendimento quantitativo de qual a fronteira, no que dizrespeito ao estado de conservação, que separa a opção da reabilitação da demolição. Essa fronteira, aliás, é bas-tante difusa e poderá depender de muitos factores, disponibilidade financeira, valor económico (sempre mutável)do(s) imóvel(eis)), avaliação da degradação, factores culturais, entre outros, pelo que a tentativa de a delimitarem concreto foi evitada. 52
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 37 - Estado de conservação dos edifícios existentes (com base em [19])15 % Sem necessidade de reparação 59.10 Com alguma necessidade de reparação A necessitar de pequenos trabalhos de reparação 22.38 A necessitar de reparações médias 10.45 A necessitar de grandes reparações 5.17 Muito degradados 2.90Quadro 38 - Percentagem de edifícios existentes, conseoante a sua idade e estado de conserva- ção Anterior a Entre 1919 e Entre 1946 e Entre 1991 e Entre 1971 e 1990 1919 1945 1970 2000 Sem necessidade de reparação 19.8 32.21 57.0 78.53 87.6 A necessitar de pequenos trabalhos de 38.17 32.49 21.15 11,33 7,19 reparação A necessitar de reparações médias 17.82 64.8 15.17 55.17 9.87 35,9 5,29 19,24 3,36 12,2 A necessitar de grandes reparações 8.81 7.50 4.88 2,62 1,66 Muito degradados 15.4 12.62 7.1 2.23 0.2 Quadro 39 - Percentagem de edifícios "marcados para demolição", por período de construção (dados de 2001) Muito degradados A necessitar de grandes reparações A demolir Anterior a 1919 41.07 34.59 38.45 Entre 1919 e 1945 33.64 29.45 31.95 Entre 1946 e 1970 18.80 19.17 18.95 Entre 1971 e 1990 5.96 10.27 7.70 Entre 1991 e 2001 0.53 6.51 2.95 Estado de conservação de edifícios existentes 100 90 sem necessidade de reparação Com alguma necessidade de reparação 80 Muito degradados 70 Percentagem, % 60 50 40 30 20 10 0 Anterior a 1919 Entre 1919 e 1945 Entre 1946 e 1970 Entre 1971 e 1990 Entre 1991 e 2001 Idade dos edifícios Figura 10 - Estado de conservação de edifícios existentes (a partir do Quadro 38)15 Os dados apresentados foram obtidos a partir da observação dos inquiridores (sem formação específica emconstrução), pelo que os resultados estão potencialmente subavaliados. 53
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Da análise do Quadro 42 e da Figura 11, conclui-se que são os materiais rochosos (nãocontaminados) que compõem a maior parte dos resíduos (51.1%), seguidos pelo betão, ladri-lhos, tijolos e outros elementos cerâmicos, com 37.2%. Apresenta-se no Quadro 40 uma listaaglomerada e ordenada, por ordem descendente, das quantidades dos resíduos resultantes, cla-rificando a proporção de cada fluxo de materiais no todo. Geração de RCD - proporção por materiais - Demolição de edifícios de habitação (em relação à área útil) Outros RCD contendo Outros resíduos* Materiais de construção substâncias perigosas 2,97% contendo amianto 0,30% 0,01% Materiais à base de gesso não Betão Tijolos contaminados 10,62% 15,37% 4,47% Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 0,67% Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não contaminadas 10,54% Madeira 3,33% Solos e rochas não contaminados Alumínio 51,05% 0,01% Chumbo 0,05% Alcatrão e produtos de alcatrão Vidro Mistura de metais Ferro e aço Plástico 0,01% 0,10% 0,02% 0,47% 0,02% Figura 11 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área útil, na demolição de edifícios de habitação Para a determinação da geração total de RCD na demolição de edifícios de habitação,somou-se simplesmente a quantidade total de materiais medidos e/ou fornecidos, para cadacaso, somando-se ponderadamente esses totais, finalmente, com base nas percentagens doQuadro 39, obtendo-se então o Quadro 41. Neste, poderá imediatamente notar-se que o valorobtido para o caso do Polis Cacém é cerca de 4-5 vezes inferior ao dos restantes casos. Estefacto poderá ser explicado, em parte, pelo facto de terem sido reaproveitados materiais direc- 54
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anotamente na obra (construção nova a ser realizada no local)16, bem como a relativa “leveza” dosedifícios demolidos nesse local (máximo 1 piso), em comparação com os restantes casos ana-lisados, o mais pequeno dos quais com 2 pisos de altura. O valor global final, representativoda geração da demolição de edifícios de habitação17, foi então calculado, também, somandoponderadamente (usando as mesmas percentagens do Quadro 39) os valores de geração paraos vários edifícios, resultando em 2189 kg/m2 de área habitável (1946 kg/m2 na área útil).Quadro 40 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da demolição de edi- fícios de habitação % Solos e rochas não contaminados 51.05 Betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos 37.20 Materiais à base de gesso não contaminados 4.47 Madeira 3.33 Resíduos potencialmente perigosos 2.57 Mistura de resíduos urbanos equiparados 0.71 Metais (excluindo o chumbo) 0.49 Vidro 0.10 Resíduos verdes 0.05 Plástico 0.02 Quadro 41 - Geração de RCD na demolição de edifícios de habitação (casos analisados), por área de superfície Geração na área bruta de construção, Geração na área útil, Geração na área habitável,Casos Identificação kg/m2 kg/m2 kg/m2 1 Avenida Duque de Loulé, 42 1129 1975 2189 2 Rua de São Ciro, 37 1759 2715 3125 3 Av. Oscar Monteiro Torres, 18 1376 1722 1778 4 R. Prof. Santos Lucas, Lote F 1285 1829 2338 5 Polis Cacém 315.3 463.4 543.6 Em obras de reabilitação, a determinação da geração de RCD total e por fluxo demateriais, para os edifícios de habitação, foi realizada pela média simples dos valores obtidosem cada caso analisado, já que se admite que, uma vez tomada a opção de reabilitar, será indi-ferente a idade do edifício em causa18, pelo que uns casos não foram considerados como tendo16 - Estas quantidades, por não abandonarem a área da obra, não são enviadas para transporte, pelo que não sãocontabilizadas pela empresa.17 - Não foram analisados, no âmbito da medição exaustiva de projectos que serviu de base à determinação dageração de RCD em causa (tanto para edifícios de habitação como de serviços), tanto em demolição como emreabilitação, um número de casos suficientes para constituir uma amostra estatística. No entanto, houve algumcuidado na selecção dos casos, de modo a representarem vários tipos de intervenção e várias idades.18 A idade influencia o grau de degradação de cada edifício, que por sua vez influencia a profundidade da inter-venção, que tem implicações na geração de resíduos (geralmente, quanto mais degradado, maior a quantidade deresíduos gerados). No entanto, por simplicidade, foi considerado que todas as obras de reabilitação seleccionadastêm a mesma probabilidade de ocorrer, independentemente da idade do edifício onde são realizadas. 55
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoprimazia ou prioridade sobre os outros. Sendo assim, apresenta-se, à imagem do já expostopara os casos de demolição, o Quadro 43, com a geração de RCD por tipo de material, a Figu-ra 12 (com quantidades relativas à área útil), com as percentagens de resíduos expectáveis aobter na componente de demolição. A componente de geração de resíduos na construção novaem obras de reabilitação obtém-se pela soma simples dos totais do Quadro 32 e Quadro 33(resultando num total de 108.2 kg/m2), já que a geração de RCD em construção nova de ele-mentos estruturais é pouco relevante na generalidade das obras de reabilitação. Finalmente, o Quadro 45, com a lista aglomerada de materiais (após somatório dascomponentes de demolição e construção nova em obras de reabilitação), resume o ordena-mento das parcelas de modo descendente. É de notar a maior incidência, em obras de reabilitação, de RCD constituídos porbetão e todo o tipo de elementos cerâmicos, do que em obras de demolição pura. Este factodever-se-á essencialmente a, em obras de demolição, um grande peso em materiais rochososnão contaminados ser gerado (paredes em alvenaria de pedra e fundações em pedra), enquantoque essa parcela, na reabilitação, é bastante menos expressiva, uma vez que, regra geral, oselementos massivos dos edifícios antigos a reabilitar (estruturas de suporte em pedra, alvena-ria de tijolo maciço ou em betão) não são demolidos. Também a geração de madeira é maisexpressiva em demolição que em reabilitação, já que, muitas vezes, os pavimentos em madei-ra são mantidos, bem como as coberturas19. Analogamente ao caso da demolição de edifício de habitação, mostra-se, no Quadro44, a geração total por unidade de área da componente de resídos de demolição em obras dereabilitação, para cada obra analisada. A média aritmética simples dos valores apresentadosnesse quadro resulta em 566 kg/m2 na área habitável, que, somado com a componente daconstrução nova (em obras de reabilitação), totaliza 746.2 kg/m2, ou seja, cerca de 2.9 vezesinferior à geração de RCD em obras de demolição (de edifícios de habitação), que, dadas assubstanciais diferenças operativas, era de esperar. Em construção nova, após o exposto no capítulo 3.2.3, a geração de RCD na constru-ção de edifícios de habitação corresponde à soma do valor total apresentado no Quadro 31,Quadro 32 e Quadro 33, resultando em 114.3 kg/m2 na área bruta de construção.19 Tendo em consideração, obviamente, que há situações em que a extensão da degradação do edifício é tal queobrigue à substituição integral ou grande parte dos elementos em madeira que compõem componentes estruturaisdo edifício (coberturas e pavimentos, essencialmente). 56
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 42 - Geração de RCD na demolição de edifícios de habitação, por tipo de material Geração na área Geração na área % geração na área útil, em % geração na área bruta, Lista de fluxos de materiais, por código LER associado útil, kg/m2 bruta, kg/m2 relação ao total em relação ao total 170101 Betão 211.38 160.13 10.62 12.37 170102 Tijolos 305.87 207.08 15.37 15.99 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 13.26 8.38 0.67 0.65 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não 170107 209.83 150.49 10.54 11.62 incluídas em 170106 170201 Madeira 66.36 41.05 3.33 3.17 170202 Vidro 1.93 1.26 0.10 0.10 170203 Plástico 0.44 0.31 0.02 0.02 170303 Alcatrão e produtos de alcatrão 0.11 0.09 0.01 0.01 170402 Alumínio 0.12 0.08 0.01 0.01 170403 Chumbo 0.95 0.62 0.05 0.05 170405 Ferro e aço 9.31 6.35 0.47 0.49 170407 Mistura de metais 0.41 0.28 0.02 0.02 170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 1015.94 617.96 51.05 47.73 170605 Materiais de construção contendo amianto 0.24 0.17 0.01 0.01 170802 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 170801 88.93 56.35 4.47 4.35 Outros resíduos de construção e demolição (incluindo misturas de resíduos) contendo substân- 170903 6.00 4.08 0.30 0.32 cias perigosas Códigos LER de outras categorias (não consideradas RCD) (APENAS COM BASE NO CASO POLIS) 8011 Tintas obsoletas 0.03 0.02 0.001 0.001 130502 Lamas oleosas 3.29 2.24 0.17 0.17 130507 Águas oleosas 11.17 7.60 0.56 0.59 150110 Embalagens contaminadas com residuos de substâncias perigosas 0.03 0.02 0.001 0.001 160103 Pneus usados 0.33 0.22 0.02 0.02 160121 Mistura de resíduos contaminados com substâncias perigosas 28.98 19.71 1.46 1.52 200121 Lâmpadas fluorescentes 0.01 0.01 0.0005 0.001 200201 Resíduos verdes 0.96 0.65 0.05 0.05 200301 Mistura de resíduos urbanos equiparados 14.23 9.68 0.71 0.75 57
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 43 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de habitação, por tipo de material Geração na área Geração na área % geração na área útil, % geração na área bruta, Lista de fluxos de materiais, por código LER associado útil, kg/m2 bruta, kg/m2 em relação ao total em relação ao total170101 Betão 8.59 7.13 3.00 2.98170102 Tijolos 195.11 162.96 68.10 68.14170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 5.90 5.20 2.06 2.17170107 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106 39.31 32.53 13.72 13.60170201 Madeira 5.38 4.57 1.88 1.91170202 Vidro 0.67 0.58 0.23 0.24170403 Chumbo 0.34 0.29 0.120 0.119170405 Ferro e aço 0.70 0.58 0.25 0.24170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 21.01 17.44 7.33 7.29170802 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 170801 9.50 7.88 3.31 3.30 Quadro 44 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de habitação (casos analisados), por área de superfície Casos Identificação Geração na área bruta de construção, kg/m2 Geração na área útil, kg/m2 Geração na área habitável, kg/m2 1 Av. Conde Valbom, 89, 2º 91.7 102.4 124.5 2 Estrada de Benfica, 482 449.0 541.0 1268 3 R. Azevedo Gneco, 69 176.8 216.1 305.8 Quadro 45 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da reabilitação de edifícios de habitação % Betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos 86.92 Solos e rochas não contaminados 5.53 Materiais à base de gesso não contaminados 4.25 Madeira 1.69 Metais (excluíndo o chumbo) 0.81 Papel e cartão 0.292 Mistura de resíduos urbanos equiparados 0.206 Vidro 0.18 Resíduos potencialmente perigosos 0.09 Plásticos 0.030 58
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Na área habitável20, esse valor de geração passa a 190.3 kg/m2. Note-se, desde já, adiferença deste valor em relação às quantidades calculadas para as intervenções de demoliçãoe reabilitação, ou seja, 19.2 e 5.9 vezes inferior, respectivamente. No entanto, como se verá nocapítulo 4.2, a geração de RCD em obras de construção nova tem bastante expressão no totaldos RCD gerados, embora essa preponderância tenha tendência a diminuir com o tempo. Asparcelas dos vários materiais na totalidade gerada em construção nova poderá ser observadana Figura 13, que nada contrasta, em termos dos agregados de betão e cerâmicos (cerca de83% do total), com a geração em reabilitação, variando substancialmente, por outro lado, nasproporções de materiais à base de gesso (93% mais), na madeira (218% mais) e nos metais(7.5 vezes mais). Geração de RCD - proporção por materiais - Reabilitação de edifícios de habitação - Componentes de resíduos de construção e demolição (em relação à área bruta) Solos e rochas não Materiais à base de Ferro e aço Mistura de metais contaminados gesso não contaminados 0,19% 0,62% 5,53% 4,25% Plásticos 0,03% Mistura de resíduos urbanos equiparados Vidro 0,21% 0,18% Betão Chumbo 2,26% 0,09% Papel e cartão 0,29% Madeira Tijolos 1,69% 51,69% Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não contaminadas 31,32% Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 1,65% Figura 12 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta21, na reabilitação de edifícios de habitação (total das componentes de construção e demolição)20 Calculou-se a área habitável como sendo igual a 60% da área bruta de construção, realizando a média aritméti-ca entre a relação área habitável/área bruta para cada um dos edifícios de habitação analisados, para os quaishouve a análise do projecto.21 A determinação realizada em relação à área útil resulta numa figura muito semelhante. 59
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Geração de RCD - proporção por materiais - Resíduos da construção de edifícios de habitação (em relação à área bruta) Materiais à base de Mistura de resíduos gesso não urbanos equiparados Madeira contaminados 0,75% 4,16% 6,36% Plásticos 0,16% Papel e cartão 1,21% Mistura de metais 4,48% Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não contaminadas 82,89%Figura 13 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta, na construção nova de edifícios de habitação Em relação aos edifícios de serviços e utilizando a mesma filosofia de cálculo quepara a demolição de edifícios de habitação, apresentam-se no Quadro 46 os valores da geraçãode RCD por tipos de materiais classificados (cuja representação gráfica se apresenta na Figura14), cuja síntese, por casos analisados, está presente no Quadro 47. No Quadro 48, mostra-seentão a ordenação percentual das quantidades geradas, mostrando claramente, ao contrário dada demolição de edifícios de habitação, que os agregados de betão e cerâmicos constituem aesmagadora maioria dos materiais resultantes (88.8%). Esta diferença deve-se ao facto de nosedifícios de serviços, mesmo os construídos nas décadas de 40 e 50, predominar já o betãoarmado como material estrutural e o tijolo como material de enchimento de paredes, ao invésda pedra como material estrutural (e de enchimento em simultâneo). Com a introdução massiva do betão como material estrutural, aparece também o açocomo elemento de reforço, o que faz crescer a proporção da quantidade de metais (que repre-senta 3.1% na demolição de edifícios de serviços e apenas 0.5% nos edifícios de habitação), à 60
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoqual também contribui a introdução do alumínio como elemento de caixilharia, em vez damadeira, mais característica dos edifícios de habitação, para as mesmas épocas de construção.Embora o vidro e o plástico representem, em ambos os casos, valores residuais, a sua incidên-cia nos edifícios de serviços é bastante maior que nos edifícios de habitação, ou seja, comgerações cerca de 3.1 e 25 vezes superiores, respectivamente. Geração de RCD - proporção por materiais - Demolição de edifícios de serviços (em relação à área útil) Outros materiais de Materiais de isolamento Mistura de metais isolamento contendo ou Materiais à base de não contendo 0,61% constituídos por gesso não contaminados substâncias perigosas substâncias perigosas 0,01% Ferro e aço 0,36% 0,34% 2,44% Outros resíduos contendo substâncias Alumínio perigosas 0,06% 1,00% Misturas betuminosas Outros resíduos* contendo alcatrão 0,18% 0,74% Plástico 0,14% Vidro 0,31% Madeira 5,06% Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não contaminadas 12,30% Betão Ladrilhos, telhas e 74,63% materiais cerâmicos 0,31% Tijolos 1,52% Figura 14 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área útil, na demolição de edifícios de serviços A soma ponderada, tal como realizada para o caso da demolição de edifícios de habi-tação, para a obtenção de um valor único de geração de RCD para a demolição de edifícios deserviços, resulta em 2982 kg/m2 (na área útil), ou seja, uma geração de resíduos cerca de53.2% superior. Em termos globais, é de esperar, portanto, que a demolição de edifícios deserviços produza mais peso total em resíduos, com particular incicência nos agregados debetão e cerâmica, incluindo também maiores quantidades de resíduos plásticos, metálicos ede vidro. 61
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 46 - Geração de RCD na demolição de edifícios de serviços, por tipo de material Geração na Geração na área % geração na área útil, % geração na área bruta, Lista de fluxos de materiais, por código LER associado área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 em relação ao total em relação ao total170101 Betão 2208.8 1523.2 74.63 74.71170102 Tijolos 44.9 31.2 1.52 1.53170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 9.3 6.4 0.31 0.32 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em170107 363.9 250.3 12.30 12.28 170106170201 Madeira 149.7 102.1 5.06 5.01170202 Vidro 9.2 6.2 0.31 0.31170203 Plástico 4.1 2.8 0.14 0.14170301 Misturas betuminosas contendo alcatrão 21.8 15.2 0.74 0.74170402 Alumínio 1.8 1.2 0.06 0.06170405 Ferro e aço 72.3 49.7 2.44 2.44170407 Mistura de metais 18.2 12.4 0.61 0.61170603 Outros materiais de isolamento contendo ou constituídos por substâncias perigosas 10.0 6.8 0.34 0.33170604 Materiais de isolamento não abrangidos em 170601 e 170603 10.8 7.3 0.36 0.36170802 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 170801 0.1 0.1 0.01 0.00170903 Outros resíduos de construção e demolição (incluindo misturas de resíduos) contendo substâncias perigosas 29.5 20.1 1.00 0.98 Códigos LER de outras categorias (não consideradas RCD) APENAS COM BASE NOS CASOS DO EDIFÍCIO 82 - ANA E SEIXAL RIO SUL200121 Lâmpadas fluorescentes 4.03 2.74 0.14 0.13200201 Resíduos verdes 0.16 0.11 0.01 0.01200301 Mistura de resíduos urbanos equiparados 1.22 0.83 0.04 0.04 Quadro 47 - Geração de RCD na demolição de edifícios de serviços (casos analisados), por área de superfície Casos Identificação Geração na área bruta de construção, kg/m2 Geração na área útil, kg/m2 1 Shopping Rio Sul 35.2 51.8 2 Edifício 82 - ANA 258.1 379.4 3 Camarins colectivos Gulbenkian 1637 2354 4 Edifício com 17 pisos 2410 3542 62
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 48 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da demolição de edi- fícios de serviços % Betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos 88.75 Madeira 5.06 Metais (excluindo o chumbo) 3.12 Resíduos potencialmente perigosos 2.21 Plástico 0.50 Vidro 0.31 Mistura de resíduos urbanos equiparados 0.04 Resíduos verdes 0.006 Materiais à base de gesso não contaminados 0.005 Seguem-se os resultados da reabilitação de edifícios de serviços, que, tal como consi-derado para os edifícios de habitação, foram calculados pela média aritmética dos valoresobtidos para cada caso estudado, tomados, portanto, com igual peso no valor final. No mesmoseguimento de apresentação de resultados, apresenta-se o Quadro 49, o Quadro 50, a Figura15 e o Quadro 51. Geração de RCD - proporção por materiais - Reabilitação de edifícios de serviços - Componentes de resíduos de construção e demolição (em relação à área bruta) Materiais à base de Solos e rochas não Mistura de metais gesso não Mistura de resíduos contaminados 1,33% contaminados urbanos equiparados 5,20% Ferro e aço 5,22% 0,40% 0,10% Betão Alumínio 14,55% 0,01% Plásticos Tijolos 0,10% 12,64% Vidro 0,13% Papel e cartão 0,60% Ladrilhos, telhas e Madeira materiais cerâmicos 1,69% 1,29% Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não contaminadas 56,72% Figura 15 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, em relação à área bruta22, na demolição de edifícios de serviços22 A determinação realizada em relação à área útil resulta numa figura muito semelhante. 63
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 49 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de serviços, por tipo de material Geração na área Geração na área % geração na área útil, % geração na área bruta, Lista de fluxos de materiais, por código LER associado útil, kg/m2 bruta, kg/m2 em relação ao total em relação ao total 170101 Betão 56.33 48.88 21.60 22.81 170102 Tijolos 55.97 42.47 21.46 19.82 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 6.71 4.33 2.57 2.02 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não 101.64 88.42 38.97 41.27 170107 incluídas em 170106 170201 Madeira 4.75 3.19 1.82 1.49 170202 Vidro 0.52 0.44 0.20 0.21 170203 Plástico 0.48 0.47 0.18 0.22 170402 Alumínio 0.05 0.05 0.02 0.02 170405 Ferro e aço 0.40 0.35 0.15 0.16 170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 22.06 17.46 8.46 8.15 170802 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 170801 11.92 8.20 4.57 3.83 Quadro 50 - Geração de RCD na reabilitação - componente de demolição - de edifícios de serviços (casos analisados), por área de superfície Casos Identificação Geração na área bruta de construção, kg/m2 Geração na área útil, kg/m2 1 Av. da Igreja, n.º 4F 190.2 192.6 2 Av. Conde Valbom, 89A 104.1 162.1 3 R. Ramalhão Ortigão, 47A 358.1 409.5 4 R. Tenente Ferreira Durão, 55B 204.6 279.2 Quadro 51 - Aglomeração e ordenação de fluxos de materiais resultantes da reabilitação de edifícios de serviços % Betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos 85.09 Materiais à base de gesso não contaminados 5.21 Solos e rochas não contaminados 5.19 Madeira 1.69 Metais (excluíndo o chumbo) 1.45 Papel e cartão 0.602 Mistura de resíduos urbanos equiparados 0.400 Vidro 0.13 Plásticos 0.10 64
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Globalmente (após somatório das quantidades de RCD de demolição e construçãonova em obras de reabilitação de edifícios de serviços), a proporção das várias categorias deRCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços são semelhantes aos gerados em obrasde reabilitação de edifícios de habitação. Em parte esta situação dever-se-á ao facto de, nesteestudo, 3 dos 4 casos analisados resultarem de intervenções em espaços de serviços, existentesem edifícios construídos originalmente para serem habitados. Em termos de agregados debetão e cerâmica, as percentagens são semelhantes e ambas elevadas (acima de 85%), estandoas diferenças sobretudo ao nível dos materiais à base de gesso (23% superior na reabilitaçãode edifícios de serviços), nos metais (79% superior) e nos resíduos de papel e cartão (106%superior). As componentes de geração de resíduos na construção nova e de demolição, envolvi-das em obras de reabilitação de edifícios de serviços, tal como feito para os edifícios de habi-tação, são simplesmente somadas para a obtenção de um valor global. A componente de cons-trução nova, no entanto, é calculada de forma ligeiramente diferente daquela considerada emedifícios de habitação, essencialmente devido ao facto das obras novas de edifícios de servi-ços (ou, melhor, dizendo, dos espaços utilizados para serviços) fazerem um uso mais extensodos revestimentos à base de elementos falsos, nomeadamente em gesso cartonado (capítulo3.2.3). No entanto, os casos analisados (para serviços) correspondem a situações diferentesem termos de acabamentos, consoante o encontrado nos elementos dos projectos. Desta for-ma, sintetiza-se no Quadro 52, o tipo de operação construtiva de acabamento (tradicional ou àbase de gesso cartonado), com a indicação da respectiva média ponderada na área bruta decada obra. Os valores apresentados para os casos 2 e 4 igualam os apresentados para os edifí-cios de habitação, enquanto que nos casos 1 e 3 foi considerada uma situação intermédia (tra-dicioanal/à base de gesso cartonado), de tal forma que para a fase de acabamentos foi calcula-da a média aritmética dos totais do Quadro 33 e do Quadro 34.Quadro 52 - Geração na área bruta da componente de construção nova em reabilitação de edi- fícios de serviços Casos Fase de acabamentos kg/m2 1 tradicional/à base de gesso cartonado 95.94 2 tradicional 108.18 3 tradicional/à base de gesso cartonado 95.94 4 tradicional 108.18 Média ponderada na área bruta 101.1 Média ponderada na área útil 148.7 65
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano A componente de demolição, por seu lado, calculando a média simples dos valoresapresentados no Quadro 50, na área útil, resulta em 260.8 kg/m2. Somando esta parcela à daconstrução nova, constata-se apenas uma pequena diferença - cerca de 9% - entre a geração deRCD em obras de reabilitação de edifícios de habitação e de serviços, com as primeiras agerarem 445.5 kg/m2 e as segundas 409.5 kg/m2, por m2 de área útil. Esta proximidade éexpectável, tendo em conta que muitas reabilitações de espaços presentemente utilizadoscomo serviços, com alguma antiguidade (neste estudo, tipicamente com mais de 30 anos),constituem remodelações de antigos espaços habitacionais. Que não se confunda esta deter-minação com a geração de resíduos em remodelação de espaços de serviços recentes23, locali-zados em edifícios de serviços construídos para o efeito, cujas características construtivas edefinições espaciais são completamente diferentes. Já no que diz respeito à relação da geração de resíduos em demolição e reabilitação deedifícios de serviços, nota-se uma diferença consideravelmente superior àquela observadapara os edifícios de habitação (4,4, para valores na área útil), sendo a primeira de cerca de 7.3vezes. Será de esperar, portanto, um incremento maior de geração de resíduos quando se passada reabilitação para a demolição de edifícios de serviços, que quando se trabalha com edifí-cios de habitação. A construção nova de edifícios de serviços, a partir do referido no capítulo 3.2.3, contacom uma fase de acabamentos quase exclusivamente à base de gesso cartonado, pelo que asoma da geração nas três fases construtivas, na área bruta, resulta em cerca de 89.8 kg/m2, ouseja 132 kg/m2 na área útil. Este valor é relativamente próximo daquele obtido para edifíciosde habitação, na área útil, com 167.9 kg/m2. A redução evidenciada (cerca de 21%) terá a ver,necessariamente, com a maior incidência de utilização de acabamentos à base de placas degesso cartonado, o que irá, no global, reduzir o peso médio dos resíduos das obras de constru-ção (de edifícios de serviços) resultantes. A composição dos resíduos resultantes da demolição/reabilitação de obras públicas(estradas), foi determinada com base em valores de geração de RCD de fontes produtorasreais24, que correspondem à intervenção em aproximadamente 245 km de estrada. Esses dadosapresentam-se sintetizados no Quadro 53, representado graficamente, em termos de propor-ções de resíduos, na Figura 16. Apresenta-se, no Quadro 53 a quantidade gerada de solos erochas não contaminadas mas na Figura 16 apresentam-se todos os items excepto esse, pois,como referido em 2.3, não se considera como sendo um resíduo.23 Que não são contemplados neste estudo.24 Cuja origem não foi permitida divulgar. 66
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Geração de RCD - proporção por materiais - Reabilitação / Demolição de Obras Públicas (estradas) - excluindo solos e rochas não contaminados Mistura de resíduos de Outros resíduos* Betão Solos e rochas contendo construção e demolição não Outros RCD contendo 0,546% 1,524% substâncias perigosas contendo substâncias substâncias perigosas Plástico 0,001% perigosas 0,002% 0,005% 0,040% Misturas ou fracções Solos e rochas não Ferro e aço Misturas betuminosas separadas de betão, tijolos, contaminados 0,297% contendo alcatrão ladrilhos, telhas e materiais 0,000% 0,000% cerâmicos não contaminadas Madeira 0,184% 0,022% Misturas betuminosas não contidas em 170301 97,379%Figura 16 - Proporção da geração de RCD por fluxos de materiais, na reabilitação / demolição de obras públicas (estradas) É evidente desde logo a esmagadora quantidade de misturas betuminosas relativa-mente a qualquer outro fluxo gerado em reabilitações/demolições de obras públicas. No total,esta distribuição corresponde a uma geração de cerca de 714600 kg/km.ano (por quilómetroalvo de intervenção).4. Metodologia para estimativa da geração de RCD - processo de extrapolação Para determinação das quantidades de RCD por habitante, em Portugal, foi necessáriorealizar uma recolha de dados estatísticos, tanto quanto possível para os edifícios de habita-ção e de serviços, nas vertentes de construção nova, reabilitação e demolição. Uma vezdeterminadas as quantidades geradas por m2 de área de intervenção (em edifícios, para cons-trução nova, reabilitação e demolição) e por metro limear (de estrada, para o caso das obraspúblicas), houve então que estimar quais as dimensões médias totais das superfícies e metroslineares, a nível nacional, expectáveis de serem intervencionados, em edifícios e estradas,objectos deste estudo. 67
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 53 - Geração de RCD na reabilitação/demolição de obras públicas (estradas) (dados de 200725) Geração por km, % geração, em relação % geração, em relação ao Lista de fluxos de materiais, por código LER associado Geração total, kg kg/km ao total, A total, B 170101 Betão 2666980 10891 0.076 1.52 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não 322190 1.316 0.009 0.184 170107 incluídas em 170106 170201 Madeira 39050 159.5 0.0011 0.022 170203 Plástico 7960 32.5 0.0002 0.0045 170301 Misturas betuminosas contendo alcatrão 560 2.29 0.00002 0.00032 170302 Misturas betuminosas não contidas em 170301 170407210 695875 4.85 97.38 170405 Ferro e aço 519170 2120 0.015 0.3 170503 Solos e rochas contendo substâncias perigosas 2.020 8.25 0.00006 0.0012 170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 3340308960 13640484 95.02 Outros resíduos de construção e demolição (incluindo misturas de resíduos) contendo substân- 3480 14.21 0.0001 0.002 170903 cias perigosas 170904 Mistura de resíduos de construção e demolição não abrangidos em 170901, 170902 e 170903 69408 283.4 0.002 0.04 Códigos LER de outras categorias (não consideradas RCD) 200304 Efluente doméstico 712416 2909 0.02 0.407 150106 Mistura de embalagens 41080 167.8 0.0012 0.023 130208 Outros óleos de motores, etc. 63010 257.3 0.0018 0.036 200301 Mistura de resíduos urbanos equiparados 88305 360.6 0.0025 0.050 150110 Embalagens contaminadas com residuos de substâncias perigosas 1420 5.80 0.0000 0.0008 150102 Embalagens de plástico 2765 11.29 0.0001 0.0016 150101 Embalagens de Papel e Cartão 8360 34.1 0.0002 0.0048 150104 Embalagens de metal 65 0.27 0.000002 0.00004 130507 Águas Oleosas 18480 75.5 0.00053 0.011 200125 Óleos e gorduras alimentares 184 0.75 0.000005 0.00011 150107 Embalagens de vidro 32 0.13 0.000001 0.00002 200136 Resíduos Eléctricos e Electrónicos 700 2.86 0.00002 0.00040 160103 Pneus usados 10575 43.2 0.0003 0.006 130502 Lamas provenientes de separadores de óleo/água 498 2.03 0.000014 0.00028 130508 Mistura de resíduos provenientes de separadores de óleo/água 7640 31.2 0.0002 0.0044A - % de cada tipo de resíduo no totalB - % de cada tipo de resíduo no total, descontado a quantidade de solos e rochas não-contaminados25 Para intervenções na quilometragem referida de 245 km. 68
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Para tal foram consultados os dados estatísticos disponíveis[23], divididos em váriassub-categorias. No entanto, nem todos os dados se apresentam numa forma pronta a usar, daía necessidade de terem sido tratados e por vezes complementados com algumas considera-ções, de forma a colmatar lacunas ou adaptar o formato da informação apresentada. A primeira fase da extrapolação assenta, portanto, na estimativa a nível nacional dasgrandezas pelas quais se multiplica a geração de RCD média por unidade construída (ou aconstruir), obtendo-se a geração de RCD global, para o ano presente, em cada categoria degeração; a segunda fase da extrapolação consiste na previsão, ao longo dos anos (foi estabe-lecido um limite temporal de previsão até ao ano 202026), da geração de RCD, no total e porcategorias, para dois cenários. Esses cenários corresponderam, basicamente, a evoluções distintas para as curvas degeração de resíduos, admitindo uma estabilização do crescimento da indústria da construção(nas suas vertentes de construção nova, reabilitação e demolição), ou, pelo, contrário, a pro-gressão não estabilizada das curvas ao longo do tempo. 4.1 Determinação da geração de RCD, por tipo de obra e de operação Segue-se a apresentação das considerações e cálculos realizados para a determinaçãoda geração de RCD, ao nível nacional, nos edifícios de habitação e serviços - demolições,reabilitações e construções novas - e intervenções de demolição/reabilitação em estradas. 4.1.1 Edifícios de habitação Demolição O primeiro valor importante a determinar, com vista à estimativa da geração de RCDem obras de demolição de edifícios de habitação, é qual a percentagem de edifícios de habi-tação que existe, face à totalidade de edifícios construídos. Os dados mais recentes (ano2006) indicam que essa percentagem é de 83.7%, resultando da relação entre os seguintesdados estatísticos: n.º de edifícios concluídos em Portugal, por NUTS III, ano 2006, em cons-26 No estabelecimento do período máximo de previsão, não tendo sido usada uma regra específica, procurou-seapenas evitar a utilização de um período (relacionado com o processo em estudo - geração de RCD à escalanacional) demasiado curto, de tal forma a não permitir a interpretação de uma tendência consistente, ou dema-siado longo, sob pena de estar a tentar prever com base em determinados critérios que, mais que provavelmente,irão sofrer alterações/ajustes ao longo do tempo, distorcendo completamente as previsões no longo prazo. 69
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anotrução nova para habitação familiar - 30760; n.º de edifícios total concluídos em Portugal,por NUTS III, ano 2006 - 36737. Seguidamente, a determinação do número de edifícios de habitação demolidos, nessemesmo ano de 2006, será portanto igual ao total do número de obras e demolição, 1.490,afectado por 83.7%, resultando em 1248 edifícios. A previsão dessa quantidade para 2007assenta sobre a média da taxa de variação dos edifícios demolidos entre os anos de 2002 e2006. Embora existam dados estatísticos para a quantidade de edifícios demolidos em anosanteriores a 2002, considera-se apenas este período devido à descontinuidade encontrada naprogressão da série estatística, e que se suspeita ter a ver com a actualização do método decontagem (e não tanto com um crescimento súbito das demolições realizadas em Portugal). OQuadro 54 e a Figura 17 mostram o desenvolvimento desta série estatística. Quadro 54 - N.º de licenças concedidas para demolição de edifícios e respectivas taxas de variação Ano 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Demolições, un. 313 181 230 195 290 388 372 409 2237 1964 2372 2103 2134 Taxa de variação, % -42.17 27.07 -15.22 48.72 33.79 -4.12 9.95 447 -12.2 20.8 -11.3 1.47 2.500 Nº de licenças concedidas para demolição 2.000 1.500 1.000 500 0 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 Ano Figura 17 - Nº de licenças concedidas para demolição de edifícios, entre 1994 e 2006 Sendo assim, a média da taxa de variação referida resulta em -0.32% (não conta como incremento brusco observado de 447%, no ano de 2002), o que significa que a quantidadeestimada de edifícios de habitação demolidos em 2007 é igual a 1.244. Para calcular a área de 70
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anosuperfície habitável a demolir em 2007, por outro lado, há que conhecer a área habitávelmédia por edifício, que, para o efeito (demolições), convém que corresponda ao ano maisrecuado para o qual existem dados estatísticos (neste caso, 1997). Esta última quantidaderesulta do produto dos seguintes dados estatísticos (ano 1997): • n.º de pavimentos por edifício = 2.05; • n.º de fogos por pavimento = 1.16; • n.º de divisões por fogo = 4.21; • área habitável media das divisões, m2 = 16.8. A área habitável média por edifício de habitação, para o ano de 1997 é igual, portanto,a 168.2 m2. Multiplicando este valor pela estimativa do número de edifícios demolidos em2007, obtém-se a área global de superfície habitável a demolir em Portugal, ou seja, 209213m2. Finalmente, multiplicando esse valor pela geração de RCD por m2 de área habitável (cal-culado em 3.5), e dividindo pelo número de habitantes residentes no território nacional, noano de 2006 (10599095 habitantes), obtém-se a geração de RCD per capita, 43.2 kg/hab.ano,para a categoria da demolição de edifícios de habitação. Reabilitação A lógica de cálculo da geração de RCD em edifícios de habitação para obras de reabi-litação é bastante semelhante ao apresentado para as demolições, com a particular diferençaque há que definir claramente ao que corresponde um acto de reabilitação, entre uma série determos usados, actualmente e ao longo dos últimos anos, em que foram compilados dadosestatísticos. Há que definir exactamente, portanto, o que é, dentro do termo genérico reabilita-ção, a alteração, a ampliação, a reconstrução, a restauração e a transformação. Até ao ano de 2001, as reabilitações eram quantificadas através rubricas ‘transforma-ções’ e ‘restaurações’. Esta divisão é lógica, já que ambas as rubricas envolvem trabalho dereabilitação, seja na modificação dos elementos construtivos de uma construção (‘transforma-ção’), seja na sua reparação (‘restauração’). Entre 2002 e 2004, a quantificação estatística dasreabilitações passou a ser divida em ‘alterações’ e ‘reconstruções’, sendo que ‘reconstrução’implica a construção de algo novo (novo sobre/em vez de antigo: re-construção). Mesmoassim, para dar seguimento aos números de ‘transformações’ e ‘restaurações’ até aí apresen-tados na estatística, considerou-se que a ‘reconstrução’ estaria inserida na reabilitação. A par-tir de 2004, no entanto, foi ainda acrescentada a rubrica ‘alterações e ampliações’, gerando 71
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoainda mais confusão na interpretação da estatística. ‘Ampliação’ é nitidamente construçãonova, pois assume aumento de tamanho de um dado edifício, necessariamente à custa de novaconstrução. Por este motivo, e de modo a separar a rubrica ‘ampliação’ das restantes (que,aliás, foi citada na estatística de 1994 a 2004), foi calculada a incidência da ‘ampliação’ nosanos de 2002 a 2004, usando posteriormente a média dessa incidência para os anos 2005 e2006 (Quadro 55).Quadro 55 - Cálculo da média da relação entre as rubricas ‘alteração’ e ‘ampliação’ citadas na estatística, entre os anos 2002 a 2004 2002 2003 2004 Rubrica ampliação (nº de licenças) 6487 5948 6245 Rubrica alteração (nº de licenças) 1899 1975 1616 relação alteração/(alteração+ampliação), % 22.64 24,93 20,56 média 2002-2004, % 22.71 Após estas considerações, apresenta-se a série estatística adaptada, entre os anos de1994 a 2006, no Quadro 56, com as respectivas taxas de variação anual. Foi finalmente calcu-lada a média das taxas de variação anual (da emissão de licenças de obras de reabilitação27)dos anos 2002 a 2006, servindo este valor para realizar uma estimativa dos edifícios reabilita-dos em 2007. Quadro 56 - Série estatística adaptada do n.º de licenças emitidas para obras de reabilitação, entre 1994 e 2006 Anos 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Transformações e restaurações Alterações Reabilitações (n.º de 4631 4365 4850 5017 5020 5069 4992 5040 4542 4446 3448 3645 3709 licenças) Variação em relação ao -5.74 11.11 3.44 0.06 0.98 -1.52 0.96 -9.88 -2.11 -22.45 5.71 1.77 ano anterior, % A taxa de variação das licenças emitidas para reabilitação de edifícios 2002-2006 éigual a -5.39%. O número de edifícios reabilitados em 2006 foi retirado directamente dos dados esta-tísticos, dos quais se apresenta um excerto no Quadro 57. No entanto, seguindo a lógica dostermos construtivos utilizados anteriormente e uma vez que ‘ampliação’ é construção nova e‘reconstrução’ é demolição seguida de construção nova, então o valor a retirar do Quadro 57 éapenas o referente à rubrica ‘alteração’, ou seja, 701 edifícios.27 No âmbito das definições discutidas neste capítulo. 72
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 57 - Número de edifícios concluídos, segundo o tipo de obra, em Portugal, por NUTS28 III - 2006 Alteração Ampliação Construção nova Reconstrução Habitação Total Habitação Habitação Habitação Habitação familiar Total Total Total Total familiar familiar familiar familiar Portugal, ano 36737 30760 1040 701 4665 3505 29777 25448 1255 1106 2006 Sendo assim, o número estimado de edifícios reabilitados em 2007 é de 663. Usando amesma área habitável média para os edifícios de habitação, 168.2 m2, obtém-se a área desuperfície habitável a reabilitar em 2007, ou seja, 111577 m2. Com a geração de RCD já cal-culada de 566 kg/m2, por unidade de área habitável, e o valor da população residente (tambémjá citado), chega-se a uma quantidade de geração per capita de RCD da componente de demo-lição em reabilitação igual a 5.96 kg/hab.ano. Sendo a componente da geração de construção nova em obras de reabilitação, na áreahabitável, igual a 180.2 kg/m2 (derivado do valor já apresentado em 3.5), o mesmo cálculopara o nível nacional conduz a 1.9 kg/hab.ano, consideravelmente menor, como era de espe-rar, que a componente de demolição (em reabilitação). Desta forma, a geração total em obrasde reabilitação, per capita, cifra-se em 7.86 kg/hab.ano. Construção nova Enquanto que, para a análise da demolição e reabilitação, importa conhecer a áreamédia dos edifícios no ano mais recuado possível, tendo em conta que os edifícios a demo-lir/reabilitar terão, em geral, mais de 30 anos, para a construção nova interessa, por outrolado, quantificar essa área média no ano mais actual possível, para conseguir prever, com omínimo rigor, qual a área a construir no ano seguinte, neste caso 2007 (os últimos dados esta-tísticos a este respeito datam de 2006). Para este cálculo, foram então utilizados os seguintesdados, de 2006: • n.º de pavimentos por edifício = 2.5; • n.º de fogos por pavimento = 0.90; • n.º de divisões por fogo = 4.90; • área habitável media das divisões, m2 = 19.2. Assim, a área média habitável por edifício construída em 2006 terá sido, aproxima-damente, 211.7 m2(29). De seguida, tal como determinado para a reabilitação e demolição, há28 Nomenclatura das unidades territoriais para fins estatísticos. 73
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoque realizar uma estimativa para o número de edifícios construídos em 2007, neste caso apartir dos dados estatísticos desde 2001. Apresenta-se, para este efeito, a sistematização des-ses dados noQuadro 58, com as respectivas taxas de variação anuais e de redução (devido aoabrandamento da indústria da construção nos últimos anos). Quadro 58 - Série de valores da quantidade de edifícios de habitação construídos nos anos de 2001 a 2006 e respectivas taxas de variação e de redução taxa de variação, % taxa de redução, % N.º de edifícios existentes em 2001 3192302 N.º de edifícios existentes em 2002 3237189 1.406 N.º de edifícios existentes em 2003 3275381 1.180 16.1 N.º de edifícios existentes em 2004 3305634 0.924 21.7 N.º de edifícios existentes em 2005 3336402 0.931 -0.8 N.º de edifícios existentes em 2006 3361210 0.744 20.1 A média da taxa de redução, calculada para os anos apresentados, resulta em 14.3%,pelo que, aplicando essa taxa de redução à última (mais recente) taxa de variação dos edifí-cios construídos, chega-se a um valor de 0.64% para a taxa de variação 2006-2007. Aplican-do essa variação ao número de edifícios existentes em 2006, estima-se então que terão sidoconstruídos 21422 edifícios em 2007. Com a área média habitável já apresentada, a área desuperfície global habitável cifra-se em 4534557 m2, o que com a geração de RCD em cons-trução nova de edifícios de habitação, na área habitável (190.3 kg/m2), resulta num valor percapita de 81.4 kg/hab.ano. Refira-se, desde já, que, apesar da quantidade relativamente baixa de geração de resí-duos por unidade de área de intervenção, a simples escala da construção nova de edifícios dehabitação em Portugal é suficiente para duplicar a quantidade de RCD gerados, per capita,em relação à demolição integral de edifícios (de habitação)30. A comparação com a situaçãoda reabilitação é ainda mais evidente, em que uma geração de resíduos na ordem dos 30%31,por unidade de área habitável, irá gerar, per capita, cerca de 13.7 vezes mais RCD, em cadaano.29 Constata-se, portanto, que à medida que a área global de superfície de construção nova diminui (menos edifí-cios construídos, de um ano para o outro), ao longo dos últimos anos (2000-2006), aumenta a dimensão médiados edifícios construídos.30 Estimaram-se, mesmo em plena recessão da indústria, a construção de 21422 novos edifícios de habitação em2007, em contraste com os 2360 estimados para a demolição, no mesmo ano.31 Da geração em construção nova, face ao produzido em reabilitação, por metro quadrado de área de intervenção. 74
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano 4.1.2 Edifícios de serviços Demolição Tal como para os edifícios de habitação, houve, em primeiro lugar, que estimar aquantidade de edifícios de serviços demolidos, para o ano mais recente, ponto de partida paraa extrapolação (temporal), o ano 2007. Uma vez que não existem dados estatísticos explícitos para a quantidade de edifíciosde serviços, foi calculada a relação entre a quantidade de edifícios de serviços e o total, quepara o ano de 2006 é de 16.3% (a partir dos dados existentes para o total e para os edifícios dehabitação). Sendo assim, de um total de 1490 edifícios demolidos em 2006, resulta a quanti-dade de 242 edifícios de serviços a serem demolidos no país, no mesmo ano. Utilizando amédia das taxas de variação da demolição de edifícios entre os anos de 2003 e 2006 (ambosinclusive), -0,32%, conlui-se que a quantidade de edifícios de serviços a demolir em 2007 semantém praticamente constante, assumino-se os mesmos 242 edifícios. A área útil média de um edifício de serviços em Portugal foi estimada a partir de umvalor para a área útil média per capita, apresentado no documento [24], ou seja, 12.2 m2/hab.Multiplicando, portanto, este valor pela população residente e dividindo pelo número de edifí-cios de serviços existentes em 2006, 767276, obtém-se uma área útil média de 168.5 m2.Daqui se extrai que a área total de edifício de serviços a demolir, para o ano de 2007, rondaráos 40772 m2, o que equivale a 11.46 kg/hab.ano, tendo em conta a geração média de RCD naárea útil na demolição de edifícios de serviços, ou seja, 2982 kg/m2. O facto de existirem bastantes mais edifícios de habitação do que serviços, (em 2006 adiferença superava as 4 vezes) irá implicar uma maior incidência mna geração de RCD, percapita, dos primeiros em relação aos segundos, numa proporção de cerca de 3.8. Reabilitação A partir dos dados estatísticos da quantidade de edifícios reabilitados em 2006 (rubrica‘Alteração’), total e apenas de habitação, calcula-se a quantidade de edifícios de serviços rea-bilitados nesse ano, 339. Utilizando a mesma taxa de variação de emissão de licenças parareabilitação de edifícios utilizada para os edifícios de habitação, -5.39%, estima-se a quanti-dade de edifícios de serviços a reabilitar em 2007, ou seja, 321. Sendo assim, a partir da mes-ma área média útil de cada edifício de serviços (168.5 m2), obtém-se a área de superfície útil a 75
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoreabilitar, 54051 m2. Seguindo a mesma linha de raciocínio já detalhada para os edifícios dehabitação, chega-se a um valor final de 1.33 kg/hab.ano para a componente de demolição dareabilitação de edifícios de serviços. Em termos da componente de construção nova (em reabilitação), com base na mesmaestimativa para a área de superfície útil a reabilitar, estima-se uma geração per capita de 0.76kg/hab.ano, a partir da quantidade de RCD gerada por m2 de área útil, determinada anterior-mente (Quadro 52). A totalidade per capita da geração em reabilitação de edifícios de serviços cifra-se,portanto, em 2.09 kg/hab.ano, o que representa apenas 21% da geração total em reabilitação,englobando tanto os edifícios de serviços como os de habitação, constituindo somente 1.32%da totalidade da geração calculada para o ano presente (as relações proporcionais de geraçãode resíduos apresentar-se-ão em maior detalhe no capítulo 4.2.1). Construção nova Tal como já realizado para os edifícios de habitação, analisou-se a série de valores dosedifícios de serviços construídos em cada ano (de 2001 a 2006), para calcular uma estimativado número de edifícios construídos em 2007. No entanto, na ausência de dados directos, essesvalores obtiveram-se indirectamente a partir dos dados do número de edifícios de habitação,já apresentados noQuadro 58. A relação entre o número de edifícios de serviços e o totalvaria, no entanto, de ano para ano (Quadro 59), pelo que o número de edifícios de serviçosreflete essa variação (Quadro 60).Quadro 59 - Relação entre quantidade de edifícios de serviços e o total, para os anos de 2001 a 2006 Ano % 2001 18.53 2002 15.70 2003 16.91 2004 18.18 2005 17.79 2006 16.27 média 2001-2006 17.23 A partir destes valores calcula-se então a taxa média de redução de 12.4%, o que equi-vale a uma taxa de variação expectável de 0.69% para 2007, conduzindo a 5275 novos edifí-cios de serviços construídos nesse ano. Com base na área útil média por edifício já calculadaanteriormente (168.5 m2), este número de edifícios representa uma área de construção nova de 76
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano889000 m2, o que, com uma geração de 132 kg/m2 na área útil de pavimento, irá gerar cercade 11.1 kg/hab.ano. Quadro 60 - Série de valores da quantidade de edifícios construídos nos anos de 2001 a 2006 e respectivas taxas de variação e de redução taxa de variação, % taxa de redução, % N.º de edifícios existentes em 2001 726024 N.º de edifícios existentes em 2002 735924 1.364 N.º de edifícios existentes em 2003 745284 1.272 6.7 N.º de edifícios existentes em 2004 753349 1.082 14.9 N.º de edifícios existentes em 2005 761299 1.055 2.5 N.º de edifícios existentes em 2006 767276 0.785 25.6 4.1.3 Obras públicas A partir da geração global de RCD quantificada acima (3.5), para o ano de 2007, ouseja, cerca de 175000 ton, para os quilómetros respectivos, neste caso, 245 km. No entanto,uma pesquisa às intervenções realizadas pela Estradas de Portugal32, resultou numa quilome-tragem extra de intervenção de 178 km, pelo que se considerou um total de quilómetros inter-vencionados de 422 km. Uma proporção directa da geração anterior na nova quilometragemresulta numa geração total de 301.840 ton, o que corresponde a 28.5 kg/hab.ano. Este valorrepresenta cerca de 15% de toda a geração de RCD estimada para o presente ano (2008). 4.2 Geração global de RCD - presente e previsão futura Pretende-se, neste capítulo, realizar uma quantificação da geração de RCD per capita,para cada um dos tipos de obra considerados, para o ano presente e para os anos seguintes, até2020. O objectivo é analisar as possibilidades das tendências, com vista a prever o crescimen-to da geração de RCD em Portugal, segundo dois cenários, já referidos no capítulo 4., cujadescrição pormenorizada é realizada em 4.2.2. 4.2.1 Geração global no presente Compilando todos os valores calculados nos capítulos anteriores, em termos de gera-ção de RCD per capita, criou-se o Quadro 61, para o ano presente (transmissão dos valores32 Através do sítio da Internet: https://www.portaldeempreitadas.pt/ListaConcurso.aspx. 77
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anocalculados para o ano de 2007). Este quadro mostra-nos que, de facto, a construção nova deedifícios de habitação continua a ter uma expressão bastante elevada, sendo responsável pormais de 40% da totalidade dos RCD gerados. Quadro 61 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano presente Superfície bruta de inter- Expressão da activi- Expressão da geração de Geração global, kg/hab.ano, previsão 2008 venção expectável, m2 dade no total, % resíduos no total, % Construção 81.41 7551929 49.34 43.87 Edifícios de Reabilitação 7.86 185823 1.21 4.23 habitação Demolição 43.2 639262 4.18 23.29 Construção 11.07 1306705 8.54 5.96 Edifícios de Reabilitação 2.09 79447 0.52 1.13 serviços Demolição 11.46 59856 0.39 6.17 Obras públicas Demolição 28.48 5483348 35.82 15.35 Total 185.6 15306371 100.00 100.00 Segue-se a demolição dos edifícios de habitação, que, juntamente com a sua constru-ção nova, prefazem 67.2% de todos os resíduos gerados. É significativo constatar que 71.4%do total dos RCD calculados são gerados em operações relacionadas com edifícios de habita-ção, o que põe em destaque qualquer medida de redução de geração de RCD neste segmentoprodutivo da indústria da construção. A geração devida aos edifícios de serviços, incluindoconstrução nova, demolição e reabilitação, conta apenas com 13.3% do total, embora seja dedestacar a semelhança de valores de geração entre o sector da construção e o da demolição deedifícios de serviços, muito embora a diferença entre as áreas brutas de superfície de interven-ção expectável seja de cerca de 21.8 vezes. As obras públicas contam com uma expressãoconsiderável na geração de resíduos total, neste caso 15.4%. Poderá observar-se que o valor calculado para a geração global per capita, para o anopresente, é cerca de 57% do valor geralmente citado para o caso português, 325 kg/hab.ano[8].No entanto, esta diferença poderá ter a ver com a grande incidência da construção nova aindapresente na indústria de construção em Portugal (com reduzida quantidade de RCD geradospor m2, em relação aos outros tipos de intervenção), que, no entanto, tende a diminuir, comose verá de seguida. 4.2.2 Metodologia utilizada para previsão futura O processo de extrapolação para previsão futura foi baseada nas séries estatísticas donúmero de licenças camarárias concedidas para obras de construção nova, demolições e reabi- 78
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anolitações33 (esta última, nos moldes descritos anteriormente, em 4.1.1), cujos valores definemcurvas cujas equações podem ser utilizadas para extrapolar os valores dos anos seguintes,continuamente (Cenário 1 - sem alteração da expressão analítica das curvas) ou por troços(Cenário 2 - assumindo três fases de variação das curvas, com estabilização das mesmas nofinal do período de estudo). 4.2.2.1 Cenário 1 Apresenta-se, no Quadro 62, as séries de tendência para a construção nova de edifícios(habitação e serviços), demolições e reabilitações e respectivas taxas de variação anual, bemcomo as relações percentuais entre o número de demolições e reabilitações em relação à quan-tidade de construções novas. O Quadro 62 constitui a base da Figura 18. Quadro 62 - Séries de tendência (valores estatísticos) para construção nova, demolição e rea- bilitação em Portugal, entre os anos de 1994 a 2006 Nº de licenças 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Construções 40927 40184 40581 43877 48274 52094 49932 48688 47638 42392 38953 37962 38602 novas Variação em relação ao ano -1.82 0.99 8.12 10.02 7.91 -4.15 -2.49 -2.16 -11.01 -8.11 -2.54 1.69 anterior, % Demolições 313 181 230 195 290 388 372 409 2237 1964 2372 2103 2134 Variação em relação ao ano -42.17 27.07 -15.22 48.72 33.79 -4.12 9.95 446.94 -12.20 20.77 -11.34 1.47 anterior, % Transformações e restaurações Alterações e reconstruções Reabilitações 4631 4365 4850 5017 5020 5069 4992 5040 4542 4446 3448 3645 3709 Variação em relação ao ano -5.74 11.11 3.44 0.06 0.98 -1.52 0.96 -9.88 -2.11 -22.45 5.71 1.77 anterior, % Relação entre demolições e 0.765 0.450 0.567 0.444 0.601 0.745 0.745 0.840 4.696 4.633 6.089 5.540 5.528 construções novas, % Relação entre reabilitações e 11.315 10.863 11.951 11.434 10.399 9.730 9.998 10.352 9.534 10.488 8.852 9.602 9.609 construções novas, % A partir do ano em que a curva da construção nova começa a decrescer, determinaram-se as linhas médias de tendência, de base polinomial de grau 2 (linhas médias com melhorajuste aos conjuntos de valores a aproximar). Sendo assim, para o intervalo de tempo entre osanos de 1999 a 2006, traçaram-se as curvas representadas na Figura 19, cujas expressões analí-ticas também se apresentam. Essas expressões analíticas foram então directamente usadas,33 A utilização do número de licenças camarárias para quantificação da geração de RCD já tem sido aplicadanoutros estudos (Touran et al., 2003)[26]. 79
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoneste cenário, para prever os valores de geração para os anos seguintes, até 2020. Esta previ-são está espelhada no Quadro 63, em que também se poderá também observar a variação dasrelações entre demolições e reabilitações e construções novas. 60.000 50.000 40.000 número 30.000 Construções novas 20.000 Demolições Reabilitações 10.000 0 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006 AnoFigura 18 - Evolução do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demo- lição e reabilitação) - 1994 a 2006 Evolução do nº de licenças concedidas em Portugal (construção nova e demolição) - 1999 a 2006 60.000 50.000 y = 0,0295x3 - 119,23x2 + 120531x + 1999 R2 = 0,9354 40.000 número Construções novas 30.000 Demolições Reabilitação Polinómio (Demolições) 20.000 Polinómio (Construções novas) Polinómio (Reabilitação) y = 0,1576x 2 - 315,78x + 1999 y = 1,3791x4 - 11031x3 + 3E+07x2 - 4E+10x + 2E+13 10.000 R2 = 0,6977 R 2 = 0,9189 0 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 AnoFigura 19 - Linhas de aproximação aos valores do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demolição e reabilitação) - 1999 a 2006, cenário 1 80
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 63 - Extrapolação do número de licenças (construção nova, demolição e reabilitação) concedidas em Portugal, usando expressões de tendência* - 2006 a 2020, cenário 1 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construções novas 36712 34456 32198 29937 27675 25410 23143 20873 18602 16328 14051 11773 9492 7209 4924 Demolições 2732 3049 3366 3683 4001 4319 4637 4956 5275 5594 5913 6233 6553 6874 7194 Reabilitações 3784 3665 3545 3425 3306 3185 3065 2945 2825 2704 2584 2463 2342 2221 2100 Relação entre demolições e construções 7.44 8.85 10.45 12.30 14.46 17.00 20.04 23.74 28.36 34.26 42.08 52.94 69.04 95.35 146.1 novas, % Relação entre reabilitações e construções 10.31 10.64 11.01 11.44 11.94 12.54 13.25 14.11 15.19 16.56 18.39 20.92 24.67 30.81 42.65 novas, %* - polinomiais Através da extrapolação do número de licenças, calculou-se (numa relação directa aovalor do número de licenças no ano 2008), para cada ano, o valor da superfície de intervençãoexpectável, que por sua vez serviu de base ao cálculo da expressão da actividade no total (taiscomo apresentados no Quadro 61). Estes cálculos parciais poderão ser consultados em anexo(Anexo 4), através do Quadro 106 e do Quadro 107. Finalmente, a partir dos valores anuais(previstos) da expressão da actividade no total (sua variação em relação ao ano presente),foram calculados as estimativas de geração nos anos futuros até 2020, apresentados no Quadro64 (representado na Figura 2034). Os valores obtidos para o ano de 2020 são então compilados no Quadro 65, na mesmaforma e organização do Quadro 61, para facilidade de comparação. Observa-se imediatamenteo aumento de quase 3 vezes na quantidade de RCD gerados per capita, neste cenário 1, entreos anos de 2008 e 2020. É também imediato constatar que a expressão da actividade da cons-trução nova no total e a sua correspondente geração de resíduos perdem a sua posição domi-nante, no decurso dos anos, passando a constituir a segunda actividade mais expressiva (emtermos de área de intervenção) e a terceira maior geradora de resíduos, atrás da demolição deedifícios de habitação e de serviços. As componentes de demolição, tanto de edifícios de habi-tação como de serviços, passam portanto a ser preponderantes, contando quase 50% da área deintervenção e mais de 80% da geração de resíduos. Registe-se o crescimento acentuado da geração per capita em operações de reabilita-ção, devido essencialmente à consideração de uma curva de 4º grau para o ajuste aos dadosrepresentados na Figura 19. Tanto a expressão da actividade no total como dos resíduos gera-dos aumentam consideravelmente, significando, no ano de 2020, 33% e 59% respectivamente.34 Poderá ser observada a variação da geração de RCD per capita mais claramente, por tipo de edifício e de obra,na Figura 24, Figura 25 e Figura 26, presentes no Anexo 4. 81
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 64 - Previsão da geração de RCD, para os anos 2008-2020 (cenário 1), com base em polinómios de tendência, kg/hab.ano 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 89.28 85.21 81.41 77.87 74.60 71.60 68.87 66.40 64.20 62.28 60.62 59.23 58.12 57.27 56,70 Edifícios de Reabilitação 5.14 5.99 7.86 11.09 16.09 23.30 33.23 46.39 63.39 84.85 111.44 143.88 182.93 229.41 284,17 habitação Demolição 34.76 38.98 43.2 47.5 51.7 55.9 60.2 64.4 68.7 73.0 77.2 81.5 85.8 90.1 94,3 Construção 12.14 11.59 11.07 10.59 10.14 9.74 9.36 9.03 8.73 8.47 8.24 8.05 7.90 7.79 7,71 Edifícios de Reabilitação 1.37 1.59 2.09 2.95 4.28 6.19 8.83 12.33 16.85 22.56 29.62 38.25 48.63 60.98 75,54 serviços Demolição 9.21 10.33 11.46 12.58 13.70 14.83 15.96 17.08 18.21 19.34 20.47 21.60 22.74 23.87 25,01 Obras públicas Reabilitação / demolição 22.90 25.69 28.48 31.27 34.06 36.86 39.66 42.46 45.27 48.08 50.89 53.70 56.52 59.34 62,16 Total 174,8 179.4 185.6 193.8 204.6 218.5 236.1 258.1 285.4 318.5 358.5 406.2 462.6 528.7 605.6Nota: os valores apresentados para os anos de 2006 e 2007 correspondem à aplicação das equações da Figura 19 para esses anos (e não em números reais de geração), utiliza-dos apenas estabelecer a ponte entre os dados existentes (até 2006) e o gráfico de previsão (desse ano até 2020). Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência Edifícios de habitação - construção 600 Edifícios de habitação - reabilitação Edifícios de habitação - demolição Edifícios de serviços - construção 500 Edifícios de serviços - reabilitação Edifícios de serviços - demolição Obras públicas - reabilitação/demolição Total 400 kg/hab.ano 300 200 100 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 Anos Figura 20 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020, cenário 1) 82
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 65 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano 2020 (cenário 1) Superfície de intervenção Expressão da actividade Expressão da geração de Geração global, kg/hab.ano, previsão 2020 expectável, m2 no total, % resíduos no total, % Construção 56.70 5259388 17.97 9,36 Edifícios de Reabilitação 284.17 6722052 22.97 46,92 Habitação Demolição 94.3 1395400 4.77 15,58 Construção 7.71 910028 3.11 1,27 Edifícios de Reabilitação 75.54 2873974 9.82 12,47 Serviços Demolição 25.01 130656 0.45 4,13 Estradas Reabilitação / demolição 62.16 11969202 40.91 10,26 Total 605,6 29260698 100.00 100.00 Também a componente da demolição, em termos de geração, aumentou bastante (cercade 2.2 vezes), muito embora a expressão da actividade no total se mantenha relativamenteconstante (este resultado tem a ver, principalmente, com o aumento bastante superior da acti-vidade de reabilitação). A linha da evolução global dos RCD gerados (linha vermelha na Figura 20), corres-pondendo ao somatório, em cada ano, dos vários componentes de geração, segue basicamentea forma da curva da geração para a reabilitação de edifícios de habitação (auxiliada, em certamedida, pela geração de resíduos na reabilitação de edifícios de serviços), pondo em evidênciaa sua preponderância no resultado final. No entanto, toda esta análise baseia-se na assumpção que a geração de resíduos, emcada componente, segue uma determinada curva evolutiva, derivada directamente da sérieestatística dos anos que a precederam, sem a inclusão de qualquer elemento estabilizador, ouseja, parte do princípio que as tendências actuais se manterão inalteradas no futuro próximo,pelo menos até 2020, o que poderá não ser realista. Daí a necessidade de se ter consideradoum segundo cenário de variação, descrito no capítulo seguinte. 4.2.2.2 Cenário 2 Partindo exactamente do mesmo conjunto de valores para o ano presente (Quadro 61),o cenário 2 é usado para calcular a progressão da geração até ao ano 2020, considerando queas progressões dos dados reais desde 1999 a 2006 se estendem até 2013 (metade do períodoentre 2007 e 2020), com as previsões até 2020 realizadas através de uma forma de estabiliza-ção, neste caso o valor de um dado ano ser igual à média aritmética dos valores dos dois anosanteriores. Esta descrição poderá ser melhor observada através da Figura 21, mostrando, paracada tipo de obra, a forma e equação da curva média. 83
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano Evolução do nº de licenças concedidas em Portugal (construção nova e demolição) - 1999 a 2020 Construções novas 50.000 Demolições Reabilitação 3 2 y = 0,0226x - 61,44x - 27534x + 1E+08 Polinómio (Construções novas) 2 R = 0,9841 Polinómio (Reabilitação) 40.000 Polinómio (Demolições) 30.000 número Progressão com base nas linhas de tendência dos dados dos anos anteriores Progressão de "estabilização" - 6 5 4 3 2 cada valor igual à média dos 2 y = 0,0167x - 200,82x + 1E+06x - 3E+09x + 4E+12x - 3E+15x + 1E+18 valores anteriores. 20.000 2 R = 0,9774 10.000 3 2 y = -0,5179x + 3110,4x - 6E+06x + 4E+09 2 R = 0,9602 0 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2017 2019 AnoFigura 21 - Linhas de aproximação aos valores do número de licenças concedidas em Portugal (construção nova, demolição e reabilitação) - 1999 a 2020 (cenário 2) Sendo assim, e usando as equações das curvas da Figura 21, calcularam-se os valoresde geração apresentados no Quadro 66. A partir daqui, tal como já realizado para o cenário 1,calcularam-se os valores previstos para a superfície expectável de intervenção e da expressãoda actividade no total (Quadro 108 e Quadro 109, apresentados no Anexo 4), culminando nasestimativas para a geração de RCD até 2020, como mostra o Quadro 67. A Figura 22, geradaa partir doQuadro 67, mostra o claro abatimento nas tendências anteriormente mostradas(Cenário 1), de forma a que todas estejam estabilizadas no final do período de estudo.Quadro 66 - Extrapolação do número de licenças (construção nova, demolição e reabilitação) concedidas em Portugal, usando expressões de tendência* - 2006 a 2020, cenário 2 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construções novas 37761 36222 34831 33589 32496 31552 30758 30114 29619 29274 29079 29034 29139 29394 29800 Demolições 2707 3026 3329 3613 3876 4113 4323 4501 4645 4751 4817 4839 4815 4740 4613 Reabilitações 1294 4366 9486 12558 15630 18702 20750 29966 28942 32014 30990 27918 26894 27918 29966 Relação - demolições / construções 7.17 8.35 9.56 10.76 11.93 13.04 14.05 14.95 15.68 16.23 16.57 16.67 16.52 16.13 15.48 novas, % Relação –reabilitações / construções 3.43 12.05 27.24 37.39 48.10 59.27 67.46 99.51 97.72 109.36 106.57 96.16 92.30 94.98 100.56 novas, %* composição de expressões de tendência polinomial (até 2013) com a média dos 2 anos anteriores (de 2014 a2020). Tendo em conta este abrandamento evidente das várias tendências mostradas ante- 84
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoriormente para o cenário 1, naturalmente que a quantidade global de resíduos gerada será bas-tante menor, neste caso, pouco mais de 220 kg/hab.ano, ou seja, cerca de 37% deste. Noentanto, é de salientar que, nesse cenário, a superfície de intervenção expectável total crescesubstancialmente (cerca de 1.9 vezes), enquanto que no cenário 2 mantém-se praticamenteconstante. Este facto explica-se com base na progressão das actividades de construção nova ede demolição, para ambos os casos de edifícios de habitação e serviços, discutidas em maiorpormenor no capítulo 5. Quanto aos resultados particulares obtidos no cenário 2, é nítida a convergência apro-ximada dos valores da geração de resíduos em construção nova de edifícios de habitação comos da demolição desse mesmo tipo de edifícios, muito embora a demolição não chegue aultrapassar o primeiro valor. A reabilitação também cresce bastante, embora permaneça fran-camente abaixo da geração das outras duas categorias. A diferença será maior na demoliçãode edifícios de serviços, em relação à sua construção nova, mas no global a diferença entre osdois campos de actividade é relativamente menor (quando na perspectiva de comparação como cenário 1). Em termos de forma de crescimento, a geração envolvida nas actividades rela-cionadas com os edifícios de habitação (principalmente demolição e construção nova) conti-nua a ser preponderante, condicionando a forma da curva do somatório total, muito embora aparte correspondente à demolição/reabilitação de obras públicas se mantenha expressiva. Emtermos de previsão final para o ano 2020, salienta-se desde logo o papel de peso da construçãonova no global, mesmo tendo em conta a sua tendência para o decrescimento. Essa contribuição, no que diz respeito à geração de RCD, ronda os 35% da geraçãototal (edifícios de habitação e de serviços), contando ainda com uma expressão da actividadede 45%, o que significa uma redução de 23% em relação à expressão que a actividade daconstrução nova tem no ano de 2008, muito embora a redução da expressão na geração deresíduos total tenha sido maior, atingindo cerca de 30%. Por outro lado, a actividade de demo-lição de edifícios, mesmo contando apenas com 5.7% da actividade global, contribui com33.6% de todo o resíduo gerado. Por último, a reabilitação, embora também alvo de uma (for-çada) tendência de estabilização, sofre um aumento de expressão da actividade de 185%, ouseja, quase triplica a sua área de intervenção. A quantidade de resíduos gerados por esta via,para os edifícios, cresce também substancialmente, num aumento de cerca de 160%, ou maisde 2.5 vezes o seu valor em 2008. 85
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 67 - Previsão da geração de RCD, para os anos 2008-2020 (cenário 2), com base em polinómios de tendência*, kg/hab.ano 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 88.26 84.66 81.41 78.51 75.95 73.75 71.89 70.38 69.23 68.42 67.96 67.86 68.10 68.70 69.65 Edifícios de habitação Reabilitação 1.07 3.62 7.86 10.40 12.94 15.49 17.18 24.81 23.97 26.51 25.66 23.12 22.27 23.12 24.81 Demolição 35.14 39.28 43.2 46.9 50.3 53.4 56.1 58.4 60.3 61.7 62.5 62.8 62.5 61.5 59.9 Construção 12.00 11.51 11.07 10.67 10.33 10.03 9.77 9.57 9.41 9.30 9.24 9.23 9.26 9.34 9.47 Edifícios de serviços Reabilitação 0.28 0.96 2.09 2.76 3.44 4.12 4.57 6.60 6.37 7.05 6.82 6.15 5.92 6.15 6.60 Demolição 9.32 10.41 11.46 12.43 13.34 14.16 14.88 15.49 15.98 16.35 16.58 16.65 16.57 16.31 15.87 Obras públicas Demolição 23.16 25.88 28.48 30.91 33.16 35.19 36.98 38.50 39.73 40.64 41.21 41.40 41.19 40.55 39.46 Total 169.2 176.3 185.6 192.6 199.5 206.1 211.4 223.8 225.0 230.0 230.0 227.2 225.8 225.7 225.8 * composição de expressões de tendência polinomial (até 2013) com a média dos 2 anos anteriores (de 2014 a 2020). Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência - Critério: demolição, construção nova e reabilitação estabilizam em 6 anos 350 Edifícios de habitação - construção Edifícios de habitação - reabilitação Edifícios de habitação - demolição 300 Edifícios de serviços - construção Edifícios de serviços - reabilitação Edifícios de serviços - demolição 250 Obras públicas - reabilitação/demolição Total 200 kg/hab.ano 150 100 50 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 Anos Figura 22 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008-2020, cenário 2) 86
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 68 - Compilação de valores da geração de RCD per capita, para o ano 2020 (cenário 2) Superfície de intervenção Expressão da activi- Expressão da geração de Geração global, kg/hab.ano, previsão 2020 expectável, m2 dade no total, % resíduos no total, % Construção 69,65 6.461.224 38,04 30,85 Edifícios de Reabilitação 24,81 586.988 3,46 10,99 Habitação Demolição 59,9 885.832 5,22 26,53 Construção 9,47 1.117.981 6,58 4,19 Edifícios de Reabilitação 6,60 250.963 1,48 2,92 Serviços Demolição 15,87 82.943 0,49 7,03 Estradas Demolição 39,46 7.598.329 44,74 17,48 Total 225,8 16.984.261 100,00 100,005. Discussão dos resultados do processo de estimativa da geração de RCD Pretende-se, neste capítulo, discutir os resultados e interpretar os possíveis significa-dos dos valores obtidos, para os cenários anteriormente definidos - cenário 1 e cenário 2. 5.1 Limitações e aproximações inerentes à metodologia utilizada Pode-se começar pela utilização das quantidades de licenças camarárias para servir debase à extrapolação da geração de resíduos. Está a assumir-se que o andamento do número delicenças até ao último ano para o qual foram utilizadas as estatísticas (2006) pode ser atribuídaao número de edifícios construídos, demolidos ou reabilitados, o que constitui, necessaria-mente, uma aproximação. No entanto, os dados relativos ao número de licenças reportam atéao ano de 1994, com dados explícitos relativos à construção nova, demolição e reabilitação35,enquanto os dados acerca do número de obras efectivamente concluídas geralmente aparecemdatados apenas a partir do ano 2000, com pouca ou nenhuma informação acerca das demoli-ções e reabilitações36. Por este motivo utilizaram-se as estatísticas disponíveis das licençascamarárias atribuídas para servir de base à extrapolação ao longo do tempo das superfícies deintervenção, expressão das várias actividades no total e, finalmente, a geração de RCD. Em relação ao Cenário 1, será evidente que a progressão simples das várias curvas,com base nos valores estatísticos dos anos 1994 a 2006, poderá não corresponder à realidade,tal como referido no final do ponto 4.2.2.1, já que, face à progressão dos indicadores gerais daindústria da construção nos últimos anos, é expectável atingir-se um certo equilíbrio, nem queseja por uma lógica de bom senso segundo a qual a tendência das curvas assim definidas nãopode continuar indefinidamente. Assume-se, portanto, que o valor final global da geração de35 Muito embora tenha sido necessário recorrer a alguma interpretação dos dados estatísticos, como apresentadono capítulo 4.1.1. 87
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoRCD desta forma calculado constitua um máximo. O cenário 2 poderá eventualmente consti-tuir um mínimo para a determinação da mesma quantidade, já que comporta uma completaestabilização de todas as curvas em 14 anos (de 2006 a 2020), o que poderá não ser um perío-do longo o suficiente para observar uma real estabilização das tendências (cuja estabilizaçãoserá sempre, aliás, temporária, devido ao carácter inerentemente volátil do equilíbrio econó-mico). Por estes motivos e por toda a incerteza ainda pendente em todo o processo de estima-tiva37, considera-se que o mais provável é o valor global da geração de RCD, estimado para2020, seja algo intermédio entre os valores gerados por ambos os cenários considerados, ouseja, 605.6 kg/hab.ano e 225.8 kg/hab.ano. O valor intermédio (média aritmética simples)situar-se-ia em 415.7 kg/hab.ano, que, face aos valores apresentados em [8] (em representadosna Figura 6) para os vários países Europeus, e respectiva média, faz sentido que a geração deRCD em Portugal evolua de tal forma, nos próximos anos (num horizonte temporal da ordemdos 10-15 anos), a atingir o valor citado. 5.2 Considerações para a obtenção de uma estimativa razoável da geração de RCD, no presente e a prazo O valor da geração global de RCD geralmente citado, 325 kg/hab.ano, refere-se,supostamente, a Portugal na altura em que foi publicado, ou seja, 1999. O valor apresentadono Quadro 61, 185.6 kg/hab.ano, no entanto, leva a crer que a produção real de RCD em Por-tugal até à data tem sido sistematicamente abaixo do valor citado. Isto mesmo tendo em con-sideração que a presente quantificação, espelhada no Quadro 61, não inclui uma avaliaçãocompleta das obras públicas, não contabilizando obras como pontes viadutos, túneis e arranjosurbanísticos. Considera-se, por este motivo, que a utilização para Portugal, no presente, destevalor (325 kg/hab.ano), não é realista, muito embora a geração futura (a 10-20 anos) venhaprovavelmente a atingir valores superiores, acima dos 400 kg/hab.ano.36 - A única informação explícita encontrada para o número de obras concluídas, incluindo construção nova, alte-rações, ampliações e reconstruções, refere-se exclusivamente ao ano de 2006.37 Além das limitações já citadas em 3.2, contribuem para a incerteza inerente o facto da maior parte das obrasanalisadas terem sido medidas em projecto (e não através de resultados obtidos nas próprias obras), para além daóbvia diminuta quantidade de elementos constituintes de cada amostra, bastante inferior aos que seriam necessá-rios para obter conjuntos estatisticamente relevantes. 88
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano 5.3 Análise sucinta da constituição média dos RCD gerados Em termos da constituição média dos resíduos a serem gerados, expectavelmente, paraqualquer tipo de obra, pelo menos 80% de todos os materiais são do tipo inerte - betão, arga-massa, cerâmicos e solos e rochas não contaminados (maiores percentagens nas demolições ereabilitações que nas construções novas), podendo ultrapassar 90%. Este resultado está deacordo com a prática corrente[25], bem como com alguns outros trabalhos[3][9]. Como sepode observar pela Figura 23, composta a partir dos resultados apresentados nos capítulosanteriores, as obras de construção geram, à partida, maior quantidade de materiais não inertes,nomeadamente madeira, metais e papel e cartão, o que também é expectável, já que, além dasembalagens, há sempre desperdícios associados à cofragem, à montagem das armaduras, àcolocação de revestimentos, entre outras actividades associadas ao acto de construir. A proporção de materiais de relativa dificultade em reciclar, como os plásticos e aque-la composta por materiais potencialmente perigosos (betume, alcatrão, tintas, vernizes, entreoutros) é, para edifícios em geral, muito pequena. Naturalmente que a quantidade massiva debetão betuminoso em estradas torna esta proporção preponderante (> 85%), muito embora,tecnicamente, seja possível reciclar in loco a maior parte da quantidade gerada. A quantidadede materiais à base de gesso, segundo a Figura 23, mantém-se, por outro lado, mais ou menosconstante, independentemente do tipo de obra e de edifício38.6. Conclusões Em resumo, enumeram-se de seguida as possíveis conclusões a extrair desta primeiraparte I - Estimativa da geração de Resíduos de construção e Demolição: • a resposta das empresas funcionando em território nacional, actualmente, é muito fra- ca, quando solicitadas ao fornecimento de informação acerca da geração de RCD; • é possível, dentro de certos limites, estimar a quantidade gerada de RCD, a nível nacional, utilizando dados existentes em projectos de edifícios existentes, dados esta- tísticos directamente relacionados com a indústria da construção e considerações diversas (como complemento aos dados recolhidos);38 Considera-se o baixo valor apresentado para a demolição de edifícios de serviços algo anómalo no que dizrespeito à geração de resíduos à base de gesso. 89
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º ano • a geração actual (ano de 2008) de RCD em Portugal - neste estudo calculado em cer- ca de 185.6 kg/hab.ano - está bastante abaixo do valor geralmente citado de 325 kg/hab.ano; • a geração futura - até ao ano de 2020 - tende a aumentar, possivelmente para um valor intermédio entre dois cenários, respectivamente com e sem a estabilização das actuais tendências registadas ao nível das licenças emitidas para os diversos tipos de inter- venções (construção nova, reabilitação e demolição) nos diversos tipos de obras (edi- fícios de habitação, de serviços e obras públicas (estradas)), para um valor superior àquele actualmente citado (ponto anterior); • no seguimento das tendências evidenciadas nos últimos anos, o ritmo de construção nova deverá continuar a abrandar, com a consequente redução de geração de RCD por essa via; por outro lado, a quantidade de demolições, tanto em edifícios de serviços como de habitação, deverá aumentar, obrigando a totalidade da geração a crescer; a geração de RCD devida a intervenções de reabilitação deverá também aumentar, embora com menos expressão que aquela resultante da demolição; • a maior quantidade (tipicamente acima de 80%) de todos os RCD gerados são inertes, constituídos essencialmente por betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos; • entre 10 a 20% de outros materiais são gerados, principalmente metais, madeiras e produtos à base de gesso; uma parcela ínfima é constituída por plástico e materiais potencialmente perigosos; • a geração de RCD devida às obras públicas, sejam estas estradas, pontes, túneis, ruas ou arranjos exteriores no espaço público, embora ainda não totalmente conhecida, conta com aproximadamente 15% da quantidade global actual, parcela essa que ten- derá a subir, num cenário que preveja uma estabilização a 10-15 anos das várias par- celas de geração. 90
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano 100,00 90,00 80,00 Proporção da geração de RCD, por fluxo de materiais, % 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 Ed. Habitação - const. nova Ed. Habitação - reabilitação Ed. Habitação - demolição Ed. Serviços - const. nova Ed. Serviços - reabilitação Ed. Serviços - demolição Obras públicas (estradas) - reabilitação/demolição Tipo de edifício e de actividade Solos e rochas não contaminados Betão, tijolos, ladrilhos, telhas e outros materiais cerâmicos Materiais à base de gesso não contaminados Madeira Resíduos potencialmente perigosos Mistura de resíduos urbanos equiparados Metais Vidro Papel e cartão Plásticos Figura 23 - Proporção de geração de RCD, em percentagem, dos fluxos de materiais, para cada tipo de edifício e de intervenção 91
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Anexo 1 Quadro 69 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 1 Vãos Massa total Geração na Geração na Funda- Paredes Paredes Pavimentos Pavimento Cober- Varan- saneamento + % face ao Geração na área Material (segundo códigos LER) envidra- Portas por material, área útil, área bruta, ções exteriores interiores intermédios térreo tura das sanitários total habitável, kg/m2 çados kg kg/m2 kg/m2170102 Tijolos 276521 276521 16.92 334.19 191.01 370.51 Ladrilhos, telhas e materiais170103 10616 1379 11995 0.73 14.50 8.29 16.07 cerâmicos Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e170107 30521 30521 1.87 36.89 21.08 40.89 materiais cerâmicos não incluídas em 170106170201 Madeira 10110 51596 5401 2081 3213 72402 4.43 87.50 50.01 97.01170202 Vidro 1402 18 1420 0.09 1.72 0.98 1.90170403 Chumbo 805.9 806 0.05 0.97 0.56 1.08170405 Ferro e aço 2983 2326 7 5315 0.33 6.42 3.67 7.12 Solos e rochas não abrangidos em170504 95256 638380 347866 53840 1135342 69.48 1372.13 784.4 1521.23 170503 Materiais de construção à base de170802 12717 67317 19643 99678 6.10 120.47 68.85 133.56 gesso não abrangidos em 170801 Massa total por elemento construtivo, kg 95256 681618 701815 71240 53840 16017 3483 6214 2326 2191 1633999 100 1975 1129 2189 % face ao total 5.83 41.71 42.95 4.36 3.29 0.98 0.21 0.38 0.14 0.13 100 Quadro 70 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 2 Vãos Massa total Geração na Geração na Funda- Paredes Paredes Pavimentos Pavimento Cober- saneamento % face ao Geração na área Material (segundo códigos LER) envidra- Portas Murete por material, área útil, área bruta, ções exteriores interiores intermédios térreo tura + sanitários total habitável, kg/m2 çados kg kg/m2 kg/m2170102 Tijolos 28264 28264 6.70 181.95 117.88 209.43 Ladrilhos, telhas e materiais170103 3885 287.4 4172 0.99 26.86 17.40 30.92 cerâmicos Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e170107 4906 1603 6509 1.54 41.90 27.15 48.23 materiais cerâmicos não incluídas em 170106170201 Madeira 1051 8072 1977 248 1478 12826 3.04 82.57 53.49 95.03170202 Vidro 120 120 0.03 0.77 0.50 0.89170403 Chumbo 287.2 287 0.07 1.85 1.20 2.13170405 Ferro e aço 7 7 0.00 0.04 0.03 0.05 Solos e rochas não abrangidos em170504 61920 78561 184747 17770 6346 349345 82.82 2248.90 1457.06 2588.51 170503 Materiais de construção à base de170802 2044 15013 3224 20281 4.81 130.56 84.59 150.27 gesso não abrangidos em 170801 Massa total por elemento construtivo, kg 61920 85511 229076 11295 17770 5862 368 1478 7949 581 421811 100 2715 1759 3125 % face ao total 14,68 20.27 54.31 2.68 4.21 1.39 0.09 0.35 1.88 0.14 100 92
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 71 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 3 Pavimen % Geração Geração Pavim Co- Vãos Massa total Geração Funda- Pilares e Paredes Paredes tos Va- saneamento face na área na área Material (segundo códigos LER) ento bertu- envidra- Portas por material, na área ções vigas exteriores interiores inter- randas + sanitários ao bruta, habitável, térreo ras çados kg útil, kg/m2 médios total kg/m2 kg/m2 170101 Betão 103681 286166 399134 56501 26407 871889 35.74 615.33 491.73 635.51 170102 Tijolos 862028 862028 35.33 608.37 486.17 628.33 Ladrilhos, telhas e materiais 170103 5478 2336 7814 0.32 5.51 4.41 5.70 cerâmicos Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas 170107 531324 10808 3927 546059 22.38 385.37 307.97 398.02 e materiais cerâmicos não incluídas em 170106 170201 Madeira 1238 234 2569 1464 4762 10266 0.42 7.24 5.79 7.48 170202 Vidro 116 1037 61 1213 0.05 0.86 0.68 0.88 170303 Alcatrão e produtos de alcatrão 391 391 0.02 0.28 0.22 0.29 170403 Chumbo 1463.5 1463 0.06 1.03 0.83 1.07 170405 Ferro e aço 242.2 6210 7592 1075 601 82 109 19 15930 0.65 11.24 8.98 11.61 Solos e rochas não abrangidos 170504 1373 6091 1173 8638 0.35 6.10 4.87 6.30 em 170503 Materiais de construção à base 170802 de gesso não abrangidos em 14401 96820 2750 113971 4.67 80.43 64.28 83.07 170801 Massa total por elemento construtivo, kg 103923 292376 545725 958848 422896 67828 36736 2500 4904 109 3818 2439664 100 1722 1376 1778 % face ao total 4.26 11.98 22.37 39.30 17.33 2.78 1.51 0.10 0.20 0.00 0.16 100 Quadro 72 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 4 Material (segundo códigos LER) Massa total por material, kg % face ao total Geração na área útil, kg/m2 Geração na área bruta, kg/m2 Geração na área habitável, kg/m2170101 Betão 1225856 62.86 1149.55 807.86 1469.85170102 Tijolos 257291 13.19 241.27 169.56 308.50170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 16031 0.82 15.03 10.56 19.22 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos,170107 391714 20.09 367.33 258.14 469.68 telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106170201 Madeira 18021 0.92 16.90 11.88 21.61170202 Vidro 1648 0.08 1.54 1.09 1.98170203 Plástico 5900 0.30 5.53 3.89 7.07170303 Alcatrão e produtos de alcatrão 820 0.04 0.77 0.54 0.98170402 Alumínio 1554 0.08 1.46 1.02 1.86170405 Ferro e aço 18878 0.97 17.70 12.44 22.64170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 12436 0.64 11.66 8.20 14.91 Massa total 1950148 100 1829 1285 2338 93
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 73 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de habitação - caso 5 % face ao Material (segundo códigos LER) Massa total por material, kg Geração na área útil, kg/m2 Geração na área bruta, kg/m2 total17010 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106 2293484* 54.16 251.01 170.77 717020 Madeira 355820 8.40 38.94 26.49 117020 Vidro 22500 0.53 2.46 1.68 217040 Ferro e aço 87700 2.07 9.60 6.53 517040 Mistura de metais 11340 0.27 1.24 0.84 717050 Solos e rochas não abrangidos em 170503 862760 20.38 94.43 64.24 417060 Materiais de construção contendo amianto 6740 0.16 0.74 0.50 517090 Outros resíduos de construção e demolição (incluindo misturas de resíduos) contendo substâncias perigosas 54820 1.29 6.00 4.08 3 Códigos LER de outras categorias (não consideradas RCD) 8011 Tintas obsoletas 260 0.01 0.03 0.0213050 Lamas Oleosas 30020 0.71 3.29 2.24 213050 Águas Oleosas 102080 2.41 11.17 7.60 715011 Embalagens contaminadas com residuos de substâncias perigosas 260 0.01 0.03 0.02 016010 Pneus usados 3000 0.07 0.33 0.22 316012 Mistura de resíduos contaminados com substâncias perigosas 264760 6.25 28.98 19.71 120012 Lâmpadas fluorescentes 88 0.00 0.01 0.01 120020 Resíduos verdes 8760 0.21 0.96 0.65 120030 Mistura de resíduos urbanos equiparados 130010 3.07 14.23 9.68 1 Massa total 4234402 100 463.4 315.3 * - Calculado a partir da percentagem média de geração de inertes a partir dos 4 casos anteriores de edifícios de habitação estudados (demolição). 94
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 74 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 1 Material (segundo códigos LER) Massa total por material, kg % face ao total Geração na área útil, kg/m2 Geração na área bruta, kg/m2 170101 Betão 356780 71.79 37.19 25.30 170201 Madeira 10640 2.14 1.11 0.75 170202 Vidro 18600 3.74 1.94 1.32 170401 Cobre, bronze e latão 620 0.12 0.06 0.04 170402 Alumínio 1120 0.23 0.12 0.08 170405 Ferro e aço 100692 20.26 10.50 7.14 170604 Materiais de isolamento não abrangidos em 170601 e 170603 1720 0.35 0.18 0.12 170802 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 170801 4940 0.99 0.51 0.35 200301 Mistura de resíduos urbanos equiparados 1880 0.38 0.20 0.13 Massa total 496992 100 52 35 Quadro 75 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 2 Material (segundo códigos LER) Massa total por material, kg % face ao total Geração na área útil, kg/m2 Geração na área bruta, kg/m2170107 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106 23020 10.74 40.77 27.73170201 Madeira 101060 47.17 178.97 121.76170202 Vidro 3680 1.72 6.52 4.43170405 Ferro e aço 10380 4.84 18.38 12.51170407 Mistura de metais 14440 6.74 25.57 17.40170603 Outros materiais de isolamento contendo ou constituídos por substâncias perigosas 7940 3.71 14.06 9.57170604 Materiais de isolamento não abrangidos em 170601 e 170603 8520 3.98 15.09 10.27170903 Outros resíduos de construção e demolição (incluindo misturas de resíduos) contendo substâncias perigosas 23440 10.94 41.51 28.24200101 Papel e cartão 3200 1.49 5.67 3.86200121 Lâmpadas fluorescentes 130 0.06 0.23 0.16200136 Equipamento electrónico fora de uso 920 0.43 1.63 1.11200301 Mistura de resíduos urbanos equiparados 17520 8.18 31.03 21.11 Massa total por elemento construtivo 214250 100 379 258 95
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 76 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 3 Massa total Geração na Geração na Saneamento Pilares Paredes Paredes Pavimentos Pavimento por material, % face área útil, área bruta, + sanitários Material (segundo códigos LER) Fundações e vigas exteriores interiores intermédios térreo Coberturas Portas kg ao total kg/m2 kg/m2170101 Betão 266220 122891 637536 140325 509501 439632 2116104 81.19 1910.82 1328.83170102 Tijolos 69891 69891 2.68 63.11 43.89170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 319.0 9149 2003 185.6 11657 0.45 10.53 7.32 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmi- 16623 55376 93579 63517 56235 285329 10.95 257.65 179.18170107 cos não incluídas em 170106170201 Madeira 28461 2337 950.4 31748 1.22 28.67 19.94170203 Plástico 332.8 2030 2363 0.09 2.13 1.48170301 Misturas betuminosas contendo alcatrão 13115 12703 8142 33961 1.30 30.67 21.33170303 Alcatrão e produtos de alcatrão 0 0.00 0.00 0.00170402 Alumínio 934.6 935 0.04 0.84 0.59170405 Ferro e aço 4198 7781 13174 3813 11864 11864 1723 54419 2.09 49.14 34.17 Massa total por elemento construtivo, kg 270418 130671 680767 125266 247199 630080 519144 950 1909 2606407 100 2354 1637 % face ao total 10.38 5.01 26.12 4.81 9.48 24.17 19.92 0.04 0.07 100 Quadro 77 - Quantidades de RCD gerados na demolição de edifícios de serviços - caso 4 Massa total por Geração na área Geração na área Material (segundo códigos LER) material, kg % face ao total útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170101 Betão 15117456 82.00 2905 1976 170102 Tijolos 0.00 0.00 0.00 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 32700 0.18 6.28 4.27 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladri- lhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170107 170106 2732632 14.82 525.04 357.21 170201 Madeira 31019 0.17 5.96 4.05 170202 Vidro 71281 0.39 13.70 9.32 170203 Plástico 46400 0.25 8.92 6.07 170402 Alumínio 21262 0.12 4.09 2.78 170405 Ferro e aço 382857 2.08 73.56 50.05 Massa total por elemento construtivo 18435606 100 3542 2410 96
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º anoAnexo 2 Quadro 78 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 1 Paredes Paredes Vãos envi- Massa total por % face ao Geração na área Geração na área Material (segundo códigos LER) exteriores interiores Pavimentos draçados Portas material, kg total útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170102 Tijolos 537.6 7768 8306 69.06 70.73 63.33 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 1647 1647 13.69 14.02 12.56 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladri- lhos, telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 1284 1284 10.68 10.93 9.79 170107 170106 170201 Madeira 430 56.4 172.8 659 5.48 5.61 5.02 170202 Vidro 110.25 110 0.92 0.94 0.84 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos 20.7 21 0.17 0.18 0.16 170802 em 170801 Massa total por elemento construtivo 558 9052 2076 167 173 12026 100 102 92 % face ao total 4.64 75.27 17.27 1.39 1.44 100 Quadro 79 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 2 Paredes Paredes Vãos envi- Redes saneamento Massa total por % face ao Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) exteriores interiores Pavimentos draçados Portas Varandas + sanitários material, kg total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170101 Betão 2071 2071 4.76 25.77 21.39 170102 Tijolos 18385 12545 30930 71.15 384.95 319.46 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 234 61.2 295 0.68 3.67 3.05 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos não 1023 850 1873 4.31 23.31 19.34 170107 incluídas em 170106 170201 Madeira 479 17.5 151.2 648 1.49 8.06 6.69 170202 Vidro 63.36 63 0.15 0.79 0.65 170403 Chumbo 83.0 83 0.19 1.03 0.86 170405 Ferro e aço 21,0 148.6 170 0.39 2.11 1.75 170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 5065 5065 11.65 63.04 52.31 Materiais de construção à base de gesso não 181.9 2093 2275 5.23 28.31 23.49 170802 abrangidos em 170801 Massa total por elemento construtivo 26747 14638 1562 81 151 149 144 43472 100 541 449 % face ao total 61.53 33.67 3.59 0.19 0.35 0.34 0.33 100 97
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 80 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de habitação - caso 3 Paredes Paredes Vãos envi- Massa total por % face ao Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) exteriores interiores draçados Portas material, kg total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170102 Tijolos 667.0 7550 8217 60.00 129.65 106.08 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, 334 4970 5303 38.73 83.68 68.46 170107 telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106 170201 Madeira 11.7 144.0 156 1.14 2.46 2.01 170202 Vidro 18.13 18 0.13 0.29 0.23 Massa total por elemento construtivo 1001 12520 30 144 13694 100 216 177 % face ao total 7.31 91.42 0.22 1.05 100 Quadro 81 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 1 Paredes Paredes Vãos envi- Massa total por % face Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) exteriores interiores Pavimentos draçados Portas material, kg ao total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170101 Betão 0 0.00 0.00 0.00 170102 Tijolos 52,8 725 778 5.91 11.39 11.24 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e 4695 622 6834 12151 92.32 177.80 175.58 170107 materiais cerâmicos não incluídas em 170106 170201 Madeira 28,80 29 0.22 0.42 0.42 170202 Vidro 60,37 60 0.46 0.88 0.87 170203 Plástico 131,5 131 1.00 1.92 1.90 170402 Alumínio 12,11 12 0.09 0.18 0.18 Massa total por elemento construtivo 4748 1347 6965 72 29 13162 100 193 190 % face ao total 36,08 10,23 52,92 0,55 0,22 100 Quadro 82 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 2 Paredes Paredes Massa total por % face ao Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) exteriores interiores Coberturas Portas material, kg total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170101 Betão 403 403 4.13 6.70 4.30 170102 Tijolos 4682 52.8 4734 48.53 78.67 50.51 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 1584 1584 16.24 26.33 16.90 170201 Madeira 806 86.40 893 9.15 14.83 9.52 Materiais de construção à base de gesso não 1534 608 2142 21.95 35.59 22.85 170802 abrangidos em 170801 Massa total por elemento construtivo 1534 5290 2847 86 9757 100 162 104 % face ao total 15.72 54.22 29.18 0.89 100 98
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 83 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 3 Pilares e Paredes Paredes Redes saneamento Massa total por % face Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) vigas exteriores interiores Pavimentos Portas + sanitários material, kg ao total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2170101 Betão 29498 29498 53.39 218.62 191.21170102 Tijolos 110 1078.0 8380 9568 17.32 70.91 62.02170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 24.3 24 0.04 0.18 0.16 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, 0 0.00 0.00 0.00170106 telhas e materiais cerâmicos contendo substâncias perigosas Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, 5.00 67.2 9833 9905 17.93 73.41 64.20170107 telhas e materiais cerâmicos não incluídas em 170106170201 Madeira 57.60 58 0.10 0.43 0.37170405 Ferro e aço 216.1 216 0.39 1.60 1.40170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 4916 4916 8.90 36.44 31.87 Materiais de construção à base de gesso não abrangidos em 28.0 1036 1064 1.93 7.89 6.90170802 170801 Massa total por elemento construtivo 115 1173 9416 44463 58 24 55249 100 409 358 % face ao total 0.21 2.12 17.04 80.48 0.10 0.04 100 Quadro 84 - Quantidades de RCD gerados na reabilitação de edifícios de serviços - caso 4 Pilares e Paredes Paredes Vãos envi- Redes saneamento Massa total por % face Geração na Geração na área Material (segundo códigos LER) vigas exteriores interiores Pavimentos draçados Portas + sanitários material, kg ao total área útil, kg/m2 bruta, kg/m2 170101 Betão 0 0.00 0.00 0.00 170102 Tijolos 3266 3266 22.54 62.92 46.12 170103 Ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 17.2 17 0.12 0.33 0.24 Misturas ou fracções separadas de betão, tijolos, ladrilhos, telhas e materiais cerâmicos 3432 2799 1832 8063 55.65 155.36 113.88 170107 não incluídas em 170106 170201 Madeira 172.8 173 1.19 3.33 2.44 170202 Vidro 63.07 63 0.44 1.22 0.89 170402 Alumínio 1.69 2 0.01 0.03 0.02 170504 Solos e rochas não abrangidos em 170503 2688 2688 18.55 51.79 37.96 Materiais de construção à base de gesso não 217.2 217 1.50 4.19 3.07 170802 abrangidos em 170801 Massa total por elemento construtivo 217 3432 6065 4520 65 173 17 14488 100 279 205 % face ao total 1.50 23.69 41.86 31.20 0.45 1.19 0.12 100 99
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoAnexo 3 Quadro 85 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919) 100
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 86 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 1 101
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 87 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 2 102
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 88 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 1 (Av. Duque de Loulé, n.º 42 - anterior a 1919), continuação 3 103
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 89 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970) 104
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 90 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 1 105
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 91 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 2 106
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 92 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 2 (edifício na R. de São Ciro, n.º 37 - entre 1946 e 1970), continuação 3 107
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 93 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970) 108
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 94 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 1 109
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 95 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 2 110
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 96 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 3 (Av. Óscar Monteiro Torres, n.º 18 - entre 1946 e 1970), continuação 3 111
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 97 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990) 112
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 98 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 1 113
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 99 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 2 114
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 100 - Edifícios de habitação, operação de demolição: caso 4 (R. Prof. Santos Lucas, lote F - entre 1971 e 1990), continuação 3 115
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 101 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970) 116
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 102 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 1 117
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 103 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 2 118
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º anoQuadro 104 - Edifícios de serviços, operação de demolição: caso 3 (camarins colectivos Gulbenkian - entre 1946 e 1970), continuação 3 119
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Quadro 105 - Operação de demolição / reabilitação: obras públicas (estradas) 120
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º anoAnexo 4 Quadro 106 - Previsão da superfície de intervenção, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, m2/ano - cenário 1 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 8282323 7904767 7551929 7223844 6920550 6642085 6388487 6159792 5956039 5777265 5623507 5494803 5391190 5312705 5259388 Edifícios de Habita- Reabilitação 121676 141777 185823 262233 380500 551192 785949 1097489 1499602 2007155 2636088 3403418 4327233 5426698 6722052 ção Demolição 514111 576656 639262 701931 764663 827456 890312 953230 1016210 1079253 1142358 1205525 1268754 1332046 1395400 Construção 1433085 1367757 1306705 1249937 1197458 1149276 1105396 1065825 1030570 999636 973032 950762 932834 919254 910028 Edifícios de Servi- Reabilitação 52022 60616 79447 112116 162681 235659 336028 469225 641146 858147 1127044 1455111 1850083 2320153 2873974 ços Demolição 48138 53994 59856 65724 71598 77477 83363 89254 95151 101054 106962 112877 118797 124724 130656 Obras públicas Reabilitação / demolição 4409850 4946332 5483348 6020899 6558983 7097601 7636754 8176440 8716661 9257416 9798705 10340528 10882885 11425776 11969202 Quadro 107 - Previsão da expressão da actividade no total, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, % - cenário 1 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 55.73 52.52 49.34 46.20 43.10 40.06 37.09 34.20 31.42 28.77 26.27 23.93 21.76 19.78 17.97 Edifícios de Reabilitação 0.82 0.94 1.21 1.68 2.37 3.32 4.56 6.09 7.91 10.00 12.31 14.82 17.47 20.20 22.97 Habitação Demolição 3.46 3.83 4.18 4.49 4.76 4.99 5.17 5.29 5.36 5.37 5.34 5.25 5.12 4.96 4.77 Construção 9.64 9.09 8.54 7.99 7.46 6.93 6.42 5.92 5.44 4.98 4.55 4.14 3.77 3.42 3.11 Edifícios de Reabilitação 0.35 0.40 0.52 0.72 1.01 1.42 1.95 2.61 3.38 4.27 5.26 6.34 7.47 8.64 9.82 Serviços Demolição 0.32 0.36 0.39 0.42 0.45 0.47 0.48 0.50 0.50 0.50 0.50 0.49 0.48 0.46 0.45Obras públi- Reabilitação / 29.67 32.86 35.82 38.50 40.85 42.81 44.33 45.40 45.99 46.10 45.77 45.03 43.93 42.54 40.91 cas demolição 121
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência Edifícios de habitação 300 Edifícios de habitação - construção Edifícios de habitação - reabilitação 250 Edifícios de habitação - demolição 200 kg/hab.ano 150 100 50 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 24 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para os edifícios de habitação - cenário 1 Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência Edifícios de serviços 80 Edifícios de serviços - construção Edifícios de serviços - reabilitação 70 Edifícios de serviços - demolição 60 50 kg/hab.ano 40 30 20 10 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 25 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para os edifícios de serviços - cenário 1 122
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência Obras públicas (estradas) 70,0 Obras públicas - reabilitação/demolição 60,0 50,0 40,0 kg/hab.ano 30,0 20,0 10,0 0,0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 26 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para as obras públicas (estradas) - cenário 1 123
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demolição em Portugal - Relatório do 1º anoAnexo 5 Quadro 108 - Previsão da superfície de intervenção, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, m2/ano - cenário 2 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 8187344 7853499 7551929 7282663 7045731 6841162 6668985 6529231 6421927 6347104 6304791 6295017 6317811 6373204 6461224 Edifícios de Reabilitação 25356 85531 185823 245997 306172 366347 406463 586988 566930 627104 607046 546871 526813 546871 586988 Habitação Demolição 519832 581052 639262 693867 744268 789869 830074 864286 891907 912342 924994 929265 924560 910281 885832 Construção 1416651 1358886 1306705 1260114 1219118 1183722 1153930 1129749 1111182 1098235 1090914 1089223 1093167 1102751 1117981 Edifícios de Reabilitação 10841 36568 79447 105175 130902 156629 173781 250963 242387 268115 259539 233812 225236 233812 250963 Serviços Demolição 48673 54406 59856 64969 69688 73958 77.22 80926 83512 85425 86610 87010 86569 85232 82943Obras públi- Reabilitação / 5951722 6384044 6775195 7120056 7413510 7650438 7825722 7934243 7970882 7930522 7808044 7598329 cas demolição 4458917 4984040 5483348 Quadro 109 - Previsão da expressão da actividade no total, para os anos 2008-2020, com base em polinómios de tendência, % - cenário 2 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Construção 55.82 52.52 49.34 46.67 44.31 42.26 40.59 38.74 37.85 36.98 36.64 36.70 36.94 37.36 38.04 Edifícios de Reabilitação 0.17 0.57 1.21 1.58 1.93 2.26 2.47 3.48 3.34 3.65 3.53 3.19 3.08 3.21 3.46 Habitação Demolição 3.54 3.89 4.18 4.45 4.68 4.88 5.05 5.13 5.26 5.32 5.38 5.42 5.41 5.34 5.22 Construção 9.66 9.09 8.54 8.08 7.67 7.31 7.02 6.70 6.55 6.40 6.34 6.35 6.39 6.46 6.58 Edifícios de Reabilitação 0.07 0.24 0.52 0.67 0.82 0.97 1.06 1.49 1.43 1.56 1.51 1.36 1.32 1.37 1.48 Serviços Demolição 0.33 0.36 0.39 0.42 0.44 0.46 0.47 0.48 0.49 0.50 0.50 0.51 0.51 0.50 0.49Obras públi- Reabilitação / 30.40 33.33 35.82 38.14 40.15 41.86 43.33 43.98 45.09 45.59 46.11 46.47 46.36 45.77 44.74 cas demolição 124
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência - Critério: demolição, construção nova e reabilitação estabilizam em 6 anos Edifícios de habitação 100 Edifícios de habitação - construção 90 Edifícios de habitação - reabilitação Edifícios de habitação - demolição 80 70 60 kg/hab.ano 50 40 30 20 10 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 27 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para os edifícios de habitação - cenário 2 Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência - Critério: demolição, construção nova e reabilitação estabilizam em 6 anos Edifícios de serviços 25 Edifícios de serviços - construção Edifícios de serviços - reabilitação Edifícios de serviços - demolição 20 15 kg/hab.ano 10 5 0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 28 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para os edifícios de serviços - cenário 2 125
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção e Demo-lição em Portugal - Relatório do 1º ano Previsão da geração de RCD, 2008-2020, com base em polinómios de tendência - Critério: demolição, construção nova e reabilitação estabilizam em 6 anos Obras públicas (estradas) 50,0 Obras públicas - reabilitação/demolição 45,0 40,0 35,0 30,0 kg/hab.ano 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018 2020 AnosFigura 29 - Previsão da geração de RCD para Portugal, com base em polinómios de tendência (2008- 2020), para as obras públicas (estradas) - cenário 2 126
  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoBibliografia[1] Coelho, André; Brito, Jorge de; Construction and demolition waste management in Portugal, Conferen- ce “Portugal SB07 - Sustainable construction, materials and practice”, L. Bragança et al. (eds.), Sep- tember 2007, pp. 767-774 (em inglês)[2] Instituto dos Resíduos, sítio da Internet: http://www.inresiduos.pt[3] Pereira, Luís C.H.; Construction and demolition waste recycling: the case of the portuguese northern region, Dissertação de Mestrado em construção, Universidade do Minho, Fevereiro 2002[4] PNAPRI - Plano Nacional de Prevenção de Resíduos Industriais, Lisboa, Novembro 2001[5] Bossink, B.A.G.; Brouwers, H.J.H; Construction waste: quantification and source evaluation, Journal of construction engineering and management, March 1996 (em ingles)[6] Ferreira, Ana S..; Implementação de uma política de manutenção e reabilitação em Portugal, Disserta- ção de Mestrado em construção, Instituto Superior Técnico, Setembro 2007[7] Lourenço, Cristina I.; Optimização de sistemas de demolição - demolição selectiva, Dissertação de Mestrado integrado em Engenharia Civil, Instituto Superior Técnico, Outubro 2007[8] Symonds Group, Ltd., Construction and demolition waste management practices, and their economic impacts, Report to DGXI, European Commission, Final Report, Fevereiro 1999 (em ingles)[9] Salinas, Lilibeth A., Gestão de resíduos de construção e demolição - contributo para a avaliação e ges- tão municipal dos resíduos de construção em Portugal, Dissertação de Mestrado em construção, Uni- versidade de Coimbra, Dezembro 2002[10] Carvalho, Pedro L.G., Gestão de resíduos na construção, Dissertação de Mestrado em construção, Insti- tuto Superior Técnico, Maio 2001[11] Instituto dos Resíduos, Estudo de inventariação de resíduos industriais - relatório síntese, Julho 2003[12] Hao, J.L.; Tam, Vivian W.Y.; Hills, M.J.; The construction waste disposal charging scheme in Hong Kong, Fourth International Conference on Construction in the 21st Century, Julho 2007, Austrália (em inglês)[13] Franklin Associates, Characterization of building-related construction and demolition debris in the United States, Prepared for the U.S. Environmental Protection Agency, Municipal and Industrial Solid Waste Division, Junho 1998 (em inglês)[14] CIB Report, Deconstruction and materials reuse - an international overview, TG39 Deconstruction, Publication 300, 2003 (em inglês)[15] Decreto-Lei 46/2008 de 12 de Março - Gestão de Resíduos de construção e Demolição[16] Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Instituto Nacional dos Resíduos (INR), PNAPRI - Plano nacional de prevenção de resíduos industriais, Lisboa, Novembro 2001[17] Costa, Umberto; Ursella, Paolo; Construction and demolition waste recycling in Italy, Conference Sus- tainable Construction - SB05, 2005 (em inglês)[18] Reixach, Fructuós M.; Cuscó, Albert S.; Barroso, Josep Mª G.; Situatión actual y perspectives de futuro de los resíduos de la construcción, Intitut de Tecnologia de la Construcció de Catalunya (IteC), 2000 (em castelhano) 127
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  • Análise de viabilidade de implantação de centrais de reciclagem de Resíduos de Construção eDemolição em Portugal - Relatório do 1º anoLisboa, 26 de Fevereiro de 2010 Autores André Coelho Jorge de Brito Investigador Professor Catedrático Vistos Fernando Branco Jorge de Brito Professor Catedrático Professor Catedrático Coordenador do Presidente do ICIST Núcleo da ConstruçãoA assinatura do Presidente do ICIST enquadra-se na obrigação dos Estatutos do ICIST - Cap. III, Art.º 9, n.º 3 apenas significando que foitomado conhecimento da apresentação do presente relatório uma vez que a qualidade científica e ético-profissional é de única responsabili-dade dos autores. 129