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Universidade Potiguar
Curso de Medicina
PAAB II

  “Abordagem epidemiológica
             da Dengue”

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O que é a dengue ?

 Doença infecciosa causada por um vírus,
 com curso benigno ou grave, dependendo
 da forma que se apr...
Agente Etiológico: é um vírus RNA.
 Conhecidos 4 sorotipos diferentes:
 DEN-1,

 DEN-2,

 DEN-3

 DEN-4.
Nos países tropicais, a dengue é um
 sério problema de saúde pública, pois
 as condições do meio ambiente
 favorecem o de...
Reservatório
   Fonte de infecção e reservatório
    vertebrado é o ser Humano


Foi descrito na Ásia e na África um
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Quem é o agente transmissor?
  Aedes aegypti – é o principal agente
  Aedes albopictus - este não participa da
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Como a dengue é transmitida ?
 A transmissão se faz pela picada dos mosquitos

 (fêmeas) Aedes aegypti.

 No ciclo ser h...
Quem pode quot;pegarquot; dengue?
                                          Infecção pelo Vírus                           ...
Os mosquitos do gênero
 Aedes apresentam 2 fases
 de desenvolvimento:
 aquática e terrestre.

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• É escuro,rajado de
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Quais os hábitos do Aedes aegypti e
 por que é importante conhecê-los ?




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 mosquito Aedes aegypti é uma espécie doméstica.

 nasce e se reproduz em água parada, limpa,    de

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Qual o tempo de vida do
Aedes aegypti ?
A vida média de uma fêmea adulta
          é de 45 dias.
É importante lembrar que,...
•A incidência da dengue coincide com o verão, devido
a maior ocorrência de chuvas e aumento da
temperatura nessa estação.
...
Onde existe dengue ?

Existe nas

Américas há
mais de 200
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no Sudeste
Asiático e
Ásia e Américas:
   Década de 50 - FHD descrita 1ª vez -
                     Filipinas e Tailândia.
   Década de 60, ci...
Quando começou a dengue no Brasil?
 século XIX: referências a dengue no Brasil

 1852 e 1853 e em 1916: epidemias em S. ...
Quando ocorre o maior número de
          caso de dengue?
 Padrão sazonal de incidência coincidente com o
 verão, devido ...
Re-emergência
1957: Anunciou-se que a doença estava erradicada
do Brasil


1982: Epidemia em Boa Vista /RR


1995: Dengue ...
Causas da Re-emergência

 Mudanças demográficas
 Inchaço das cidades
 Falta de saneamento básico
 Dificuldade no abast...
Casos notificados e hospitalizações por dengue, Brasil,
                                   1986-2005
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•   evitar ocorrência das infecções pelo vírus da
    dengue em áreas livres de circulação
• detectar precocemente epidemi...
Notificação
 doença de notificação compulsória, notificar todo
  caso suspeito e/ou confirmado

 comunicar ao Serviço de...
1ª medidas a serem adotadas
 Atenção médica ao paciente
 Melhorar a qualidade da assistência
 Proteção individual para ...
Municípios Prioritários das Ações da Dengue
                    no RN




                                MUNICÍPIOS
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Nº DE CASOS
1200
            CASOS NOTIFICADOS DE DENGUE SEGUNDO
            SEMANA DO INICIO DOS SINTOMAS - R N
1000
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Casos Notificados de Dengue, por faixa etária, no RN
                          2000 a 2006

Faixa Etária           2002   ...
Incidência de Casos Notificados
     Dengue - RN - 2005

                                  Incidência de Casos Notificados...
Resumo epidemiológico dos casos de dengue.

•Início da Dengue no RN: 1994

•Municípios mais atingidos 2006: Natal, Macaíba...
PREVENÇÃO & CONTROLE
• o combate à dengue é uma responsabilidade
  dos governos: federal, estadual ou municipal,
  e da coletividade.
• só a at...
Vigilância entomológica
 Determinação e/ou acompanhamento dos
 níveis de infestação vetorial (índices
 nunca superior a 1...
Troque diariamente
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Eliminação de locais de reprodução do mosquito
 Cobrir recipientes, Caixa d´agua e Fossas

 Remoção do lixo

 Controle ...
Como impedir as picadas ?

 espirais ou vaporizadores

 mosquiteiros

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Eliminar os
criadouros do Aedes
aegypti é a ÚNICA
maneira de evitar a
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Controle de surtos de Dengue
 Bom fornecimento de água

 Campanhas de remoção do lixo

 Inspeção domiciliar para contro...
Vacina
 não se dispõe de uma vacina efetiva, segura
 e econômica para um futuro imediato.

 uma vacina efetiva deverá se...

    Muito obrigada !!!
Abordagem Epidemiológica da Dengue Professora Goretti Morais
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    1. 1. Universidade Potiguar Curso de Medicina PAAB II “Abordagem epidemiológica da Dengue” Profa. Goretti Morais Natal, outubro 2008.
    2. 2. O que é a dengue ?  Doença infecciosa causada por um vírus, com curso benigno ou grave, dependendo da forma que se apresente: 3.Infecção inaparente 4.Dengue clássica 5.Febre hemorrágica da dengue 6.Síndrome do choque da dengue
    3. 3. Agente Etiológico: é um vírus RNA. Conhecidos 4 sorotipos diferentes:  DEN-1,  DEN-2,  DEN-3  DEN-4.
    4. 4. Nos países tropicais, a dengue é um sério problema de saúde pública, pois as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal mosquito transmissor da doença.
    5. 5. Reservatório  Fonte de infecção e reservatório vertebrado é o ser Humano Foi descrito na Ásia e na África um ciclo selvagem envolvendo o macaco
    6. 6. Quem é o agente transmissor?  Aedes aegypti – é o principal agente  Aedes albopictus - este não participa da cadeia de transmissão de dengue no Brasil.  Como se dá a transmissão? Mosquito sadio => Homem infectado => Mosquito infectado => Homem Susceptível = > Infectado
    7. 7. Como a dengue é transmitida ?  A transmissão se faz pela picada dos mosquitos (fêmeas) Aedes aegypti.  No ciclo ser humano - Aedes - ser humano.  Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus.
    8. 8. Quem pode quot;pegarquot; dengue? Infecção pelo Vírus  A suscetibilidade é do Dengue universal, isto é, todo mundo pode quot;pegarquot; dengue, independentemente do sexo e idade. Assintomático Sintomático  Observa-se que grupos mais Síndrome de Febre não diferenciada Infecção pelo expostos ao vetor adquirem Febre do Vírus do mais a doença. (Síndrome Dengue Dengue Viral)  É o caso das mulheres que, em razão do maior tempo de Síndrome Com Sem Sem do Choque hemorragia hemorragia choque do Dengue permanência no ambiente Dengue Clássico FHD
    9. 9. Os mosquitos do gênero Aedes apresentam 2 fases de desenvolvimento: aquática e terrestre. 4.Fase aquática: ovo, larva e pupa. 5.Fase terrestre: mosquito adulto.
    10. 10. • É escuro,rajado de branco • É menor que um pernilongo comum • Pica durante o dia • Se desenvolve em água parada e limpa Ovos de mosquito na água Diferenças entre o Aedes aegypti, (no potinho), e outro mosquito inofensivo Larvas de mosquito (na mão)
    11. 11. Quais os hábitos do Aedes aegypti e por que é importante conhecê-los ? É importante conhecer os hábitos do mosquito para melhor combatê-lo.
    12. 12.  mosquito Aedes aegypti é uma espécie doméstica.  nasce e se reproduz em água parada, limpa, de preferência recipientes: latas, pneus, vasos  dentro ou perto das habitações humanas.  Encontrado em ocos de árvores, desde que estejam próximos às casas.  Dificilmente é encontrado a mais de 100m das
    13. 13. Qual o tempo de vida do Aedes aegypti ? A vida média de uma fêmea adulta é de 45 dias. É importante lembrar que, uma vez infectada pelo vírus, a fêmea permanecerá assim até o fim de sua vida.
    14. 14. •A incidência da dengue coincide com o verão, devido a maior ocorrência de chuvas e aumento da temperatura nessa estação. Frequência: •mais comum nos núcleos urbanos, onde é maior o número de criadouros naturais ou resultante da ação humana •ocorre em qualquer localidade, desde que exista população humana suscetível, presença do vetor e o
    15. 15. Onde existe dengue ? Existe nas Américas há mais de 200 anos, também no Sudeste Asiático e
    16. 16. Ásia e Américas:  Década de 50 - FHD descrita 1ª vez - Filipinas e Tailândia.  Década de 60, circulação vírus intensificou-se nas Américas.  1963 - circulação comprovada dos sorotipos: 2 e 3 em vários países.  1977 - sorotipo 1 introduzido nas Américas, inicialmente pela Jamaica.
    17. 17. Quando começou a dengue no Brasil?  século XIX: referências a dengue no Brasil  1852 e 1853 e em 1916: epidemias em S. Paulo  1923: ocorreu epidemia em Niterói.  1981 - 1982: 1ª epidemia documentada clínica e laboratorialmente Boa Vista - Roraima, causada pelos sorotipos 1 e 4.  1986: a epidemia de dengue atinge o R. Janeiro, Ceará e
    18. 18. Quando ocorre o maior número de caso de dengue?  Padrão sazonal de incidência coincidente com o verão, devido maior ocorrência de chuvas e aumento da temperatura nessa estação.  é mais comum nos núcleos urbanos, onde é maior a quantidade de criadouros naturais ou resultantes da ação do ser humano.  a doença pode ocorrer em qualquer localidade desde que exista população humana susceptível,
    19. 19. Re-emergência 1957: Anunciou-se que a doença estava erradicada do Brasil 1982: Epidemia em Boa Vista /RR 1995: Dengue em todas as regiões do País
    20. 20. Causas da Re-emergência  Mudanças demográficas  Inchaço das cidades  Falta de saneamento básico  Dificuldade no abastecimento de água e coleta de lixo precários  Armazenamento precário de água
    21. 21. Casos notificados e hospitalizações por dengue, Brasil, 1986-2005 900000 60000 800000 Casos notificados Hospitalizações 50000 700000 Casos notificados Hospitalizações 600000 40000 500000 30000 400000 DENV3 300000 20000 200000 DENV1 DENV2 10000 100000 0 0 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 Ondas epidêmicas Endêmico / Epidêmico em areas localizadas Circulação do vírus em todas regiões
    22. 22. • evitar ocorrência das infecções pelo vírus da dengue em áreas livres de circulação • detectar precocemente epidemias => diagrama de controle • controlar as epidemias em curso • reduzir o risco de transmissão da dengue nas áreas endêmicas • reduzir a letalidade de FHD/SCD, mediante
    23. 23. Notificação  doença de notificação compulsória, notificar todo caso suspeito e/ou confirmado  comunicar ao Serviço de Vigilância Epidemiológica - SVE, o mais rápido possível.  SVE deverá informar o fato à equipe de controle vetorial local para a adoção das medidas necessárias ao combate do vetor.  em epidemias, a coleta e o fluxo dos dados permitem o acomnhapar a curva epidêmica, com vistas desencadear e avaliar as medidas de controle.
    24. 24. 1ª medidas a serem adotadas  Atenção médica ao paciente  Melhorar a qualidade da assistência  Proteção individual para evitar circulação viral  Coletar material para confirmação diagnóstica  Proteção da população através de bloqueios nas áreas d transmissão  Integração entre as vigilâncias epidemiológica e entomológica( controle vetorial)
    25. 25. Municípios Prioritários das Ações da Dengue no RN MUNICÍPIOS PRIORITÁRIOS
    26. 26. Nº DE CASOS 1200 CASOS NOTIFICADOS DE DENGUE SEGUNDO SEMANA DO INICIO DOS SINTOMAS - R N 1000 - 2003-2007* 2003 800 600 400 2005 200 0 2007 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 2003 123 188 237 266 343 449 543 602 626 760 942 911 931 1041 1158 2004 96 63 76 54 81 91 57 96 144 96 106 93 84 84 109 2005 53 70 82 109 96 128 126 140 221 234 193 206 175 212 198 2006 37 58 70 66 106 79 82 69 103 129 124 123 154 148 165 2007 62 94 125 106 109 132 113 118 142 146 174 159 65 7 2 SEM.EPIDEM. fonte:SINAN-SUVIGE/CPS/SESAP-RN - 19/04/2007 * DADOS ATÉ A SEM.EPIDEM. 15 TÉRMINO EM 14/04/2007 - SUJEITOS A REVISÃO
    27. 27. Casos Notificados de Dengue, por faixa etária, no RN 2000 a 2006 Faixa Etária 2002 2003 2004 2005 2006 Total < 1 ano 183 216 53 108 115 675 1-4 anos 667 533 107 206 306 1.819 5-9 1.105 953 169 324 386 2.937 10-14 1.640 1.509 245 458 455 4.307 15-19 2.351 2.229 351 678 616 6.225 20-34 8.216 7.617 1.085 2.155 2.132 21.205 35-49 5.863 5.715 841 1.696 1.687 15.802 50-64 2.792 2.645 393 809 687 7.326 65-79 1.076 927 162 301 259 2.725 80 e+ 156 173 29 69 32 459 Total 24.049 22.517 3.435 6.804 6.675 63.480 Fonte: SESAP /SINAN 13/09/2006
    28. 28. Incidência de Casos Notificados Dengue - RN - 2005 Incidência de Casos Notificados Dengue - RN - 2006
    29. 29. Resumo epidemiológico dos casos de dengue. •Início da Dengue no RN: 1994 •Municípios mais atingidos 2006: Natal, Macaíba, Ceará Mirim, Parnamirim e Santa Cruz Sexo: maior número de casos do sexo feminino •Faixa etária mais atingida: 15 a 49 anos •Letalidade: maior em 1998 e 2005 = 25%,
    30. 30. PREVENÇÃO & CONTROLE
    31. 31. • o combate à dengue é uma responsabilidade dos governos: federal, estadual ou municipal, e da coletividade. • só a atuação conjunta do governo e da população levará ao controle da dengue. • todos devem eliminar os criadouros do Aedes aegypti.
    32. 32. Vigilância entomológica  Determinação e/ou acompanhamento dos níveis de infestação vetorial (índices nunca superior a 1%)  Intensificação do combate ao vetor
    33. 33. Troque diariamente Não deixe acumular água a água de em pratos de vasos de bebedouros de plantas e xaxins. Na hora de lavar o recipiente, passe animais. Lave bem o um pano grosso ou bucha recipiente com uma nas bordas. Substitua a escova ou bucha. água dos vasos de plantas Mantenha as caixas d por areia grossa umedecida. ´água, poços, latões e Todo material descartável filtros bem fechados. que acumula água, como Mantenha as calhas, copos de plástico, latas e tampinhas de garrafa, lajes e piscinas limpas. deve ser jogado no lixo. Elimine a água acumulada Esvazie as garrafas em bambus, bananeiras, sem uso. Elas devem bromélias, etc. Evite ser guardadas de plantas que acumulem água, boca para baixo, de como gravatás, babosa, preferência em espada-de-São-Jorge,
    34. 34. Eliminação de locais de reprodução do mosquito  Cobrir recipientes, Caixa d´agua e Fossas  Remoção do lixo  Controle Biológico:  Controle Químico: temefós – elimina larvas  Carro Fumacê: Cipermetrina – elimina alados  Controle Físico
    35. 35. Como impedir as picadas ?  espirais ou vaporizadores  mosquiteiros  telas  repelentes
    36. 36. Eliminar os criadouros do Aedes aegypti é a ÚNICA maneira de evitar a dengue.
    37. 37. Controle de surtos de Dengue  Bom fornecimento de água  Campanhas de remoção do lixo  Inspeção domiciliar para controlar a reprodução de mosquitos  Campanhas de educação em saúde e campanhas escolares, com objetivo de informar sobre a dengue e quais as medidas podem ser tomadas
    38. 38. Vacina  não se dispõe de uma vacina efetiva, segura e econômica para um futuro imediato.  uma vacina efetiva deverá ser tetravalente  existem pesquisas em desenvolvimento de vacina tetravalente atenuada
    39. 39.  Muito obrigada !!!
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