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projeto Agá o quê - ETEC Anna de Oliveira Ferraz - Araraquara.

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  • 1. Agá o quê? Cartoons em revista Alunos participantes: Allan Barbosa de Vasconcelos Nº 1 Ariadny Fukunaga Nº 4 Beatriz Marques da Silva Nº 5 Daniel Ribeiro Nº 7 Maiary Souza Nº 25 Marcos Melo N º 26 Mariana Cayres Simão Nº 27 Roberto Campos dos Reis Junior Nº 34 Professores coordenadores do projeto: Eliana Orlando Fais Disciplina: Língua Portuguesa Laís Miriam Sanchs Z. de Campos Disciplina: Inglês Richard Luís Valladão Disciplina: Artes Centro Paula Souza/ Etec Anna de Oliveira Ferraz Alunos integrantes do 1º ano B/ Sala 10
  • 2. Sumário Introdução.................................................................... 1 History of comics ............................................................ 2 Background of comics ........................................................................................................... 2 Rise of Comic Books ......................................................... 4 Comics in Brazil ..................................................................................................................... 5 Who invented the comics?.................................................................................................... 6 The Press in Comics............................................................................................................... 7 How came the comic strips in the world and in Brazil?........................................................ 8 Comentários................................................................... 8 Ideograma ............................................................................................................................. 8 XILOGRAVURA....................................................................................................................... 9 Xilogravura popular brasileira............................................................................................... 9 The evolution of the comics............................................... 10 Superheroes and the Golden Age ....................................................................................... 10 The comics Code ................................................................................................................. 12 The Silver Age of The Comics .............................................................................................. 12 Underground comics........................................................................................................... 13 The Bronze Age ................................................................................................................... 14 The Modern Age.................................................................................................................. 15 Comentários................................................................. 16 The structure and production of comic Books ........................... 17 Structure of the HQs: ........................................................................................................... 17 Production of The HQs:....................................................................................................... 23 Comentários................................................................. 24 Steps of comics ............................................................ 25 Comentários................................................................. 27 História em quadrinhos no Brasil ......................................... 28 Precursores e primeiros passos (1837 - 1895).................................................................... 28 Século XX............................................................................................................................. 29 O Tico-Tico (1905 - 1957) .................................................................................................... 29 Os suplementos de jornais e o surgimento das editoras (1929 - 1959) ............................. 30 Década de 1960................................................................................................................... 37
  • 3. 2 Década de 1970................................................................................................................... 42 Década de 1980................................................................................................................... 48 Década de 1990................................................................................................................... 51 Século XXI............................................................................................................................ 54 Década de 2000................................................................................................................... 54 Comentários................................................................. 55 Cartoonists ................................................................. 56 Maurício de Souza............................................................................................................... 56 Walt Disney ......................................................................................................................... 58 Ziraldo.................................................................................................................................. 61 Henfil ................................................................................................................................... 65 Jim Davis.............................................................................................................................. 68 Bill Watterson...................................................................................................................... 71 Calvin and Hobbes............................................................................................................... 72 Autobiografias.............................................................. 74 Allan..................................................................................................................................... 74 Ariadny ................................................................................................................................ 76 Beatriz ................................................................................................................................. 76 Daniel .................................................................................................................................. 77 Mariana ............................................................................................................................... 78 Maiary ................................................................................................................................. 79 Roberto................................................................................................................................ 81 Marcos................................................................................................................................. 83 SNOW WHITE............................................................. 85 OS TRÊS PORQUINHOS.................................................. 88
  • 4. Introdução Este trabalho tratará sobre as histórias em quadrinhos, origens, criadores, evolução, produção e estética, visando aprofundamento sobre o assunto vinculado a atividades em sala de aula, sendo tal projeto exercido pelo grupo de alunos do 1º ano B – sala 10 do Centro Paula Souza/ Etec Anna de Oliveira Ferraz, associado às disciplinas de Artes com o coordenador Richard Luís Valladão, Língua Portuguesa com a coordenadora Eliana Orlando Fais e Inglês com a coordenadora Laís Miriam Sanchs Z. de Campos. Cada integrante da equipe desempenhou papel fundamental para o projeto, sendo de responsabilidade do grupo a apresentação do conteúdo e uma história em quadrinhos para ser avaliado pela coordenadora do curso de inglês, comentários sobre o assunto, outra história em quadrinhos e a biografia pessoal de cada integrante do grupo para avaliação da coordenadora do curso de língua portuguesa e a estética do trabalho, associado à produção artística dos textos e todos os elementos artísticos do projeto para avaliação do coordenador do curso de artes. Cumprido tais objetivos, fica a critério pessoal a participação do aluno no projeto, sendo de responsabilidade total da pessoa a autobiografia, pois está relacionada ao critério pessoal, tendo de ser respeitado. No trabalho deve-se manter o conteúdo em língua inglesa e os comentários finais de cada tópico em língua portuguesa, assim foi estabelecido que os comentários, que são observações extras sobre o assunto, ficariam ao final do assunto abordado, facilitando análise, entendimento e produção do texto. Nesse livro visamos aplicar todos os conhecimentos pesquisados em fontes diversas, para criação de algo original, único e criativo, desvinculados a plágios ou conteúdo ofensatório ou degradante, possuindo ao final, todas as fontes de busca e pesquisa para criação do projeto.
  • 5. 2 History of comics ince the first drawing in stone until his great artistic influence: the comic marked history, counting in an informal way and always innovative, the stories of the people, their culture, their passions, their idols. Bringing heroes and structuring an intense social criticism, the Comics adaptations faced artistic varied formats, commerce and public industry. In Brazil, comics, comics struggled to survive and excel in the global market. The Comics have a lot of history to tell. Background of comics With a flash-back by antiquity, we can think that the first men began a phase of contemplation of the world where they lived from the time that gave wings to imagination. The graphic communications may have taken the first steps with stone drawings of animals with six legs, giving a poor (but perceptible) idea of movement. The idea of telling stories through images can be observed from pre-history. At that time, humans drew the rocks the events of your day-to-day, as the fighters they performed. Drawings of this type exist in the caves of Lascaux in France, as elsewhere in the world, and are called rock art. Whoever has the chance to see these paintings may notice that the images follow a sequence - like the comics we know today. The Egyptians stepped more convincing developing one of the first form of written language (hieroglyphs - an orderly reading through pictures). Egyptian artists thus created the concept of continuity, a series of grouping pictures compositions - similarly to HQs (Comics). Likewise, the Babylonians represented in relief, sculptures and bas-reliefs detailed their stories. The Greeks were responsible for the next step in the development of art: the human figure became the center of attention, resulting in their refinement and emphasis of the narrative element. S
  • 6. 3 Already in antiquity we have the example of Trajan, the Roman emperor who, in the year 113d.c. he built a column where their battles were counted in several drawings spiral. The column today takes its name and the beholder can see that the images obey an order and are related to each other, telling a story. Already the Romans gave rise to satirical drawings that achieved great popularity. The Vikings also built pictures that adorned carpets and manuscripts. More and more the graphical interpretation was being developed and the art of storytelling through images was becoming a universal language. In the Middle Ages from the 14th century we have another example of a story that recalls the comic: the Way of the Cross Christian - the story of the trial and crucifixion of Jesus told by the Catholic Church, which is narrated in various styles. In some churches it is made of stone, in others, in paintings or handmade panels. But the author of the comic, which was closer to the one we know today was the Swiss teacher Rodolphe Töpffer who designed M. Vieux-Bois perhaps the first comic book in the world created in 1827 However the first comic published in the format set out today was the Yellow Kid comic strip published on May 5, 1895 in the World Journal New York United States. Its author Richard F. Outcault was the first to use lines in your drawings - those balloons we see in current comics. "But long before that several other authors have produced stories illustrated in the drawings appeared in sequence with the text corresponding to the narrative or characters to speak of just below the illustration. In Brazil the comic appeared at the same time around 1869 with the cartoonist Angelo Agostini who created The Adventures of Nho Quim and Ze-Caipora in Life magazine Fluminense of Rio de Janeiro although they were not the same comic books we know today as the Yellow Kid why are
  • 7. 4 not considered the first comics. In the early 20th century magazines for children as Tico-Tico and Sesinho - relaunched in 2001 - brought comic blockbuster. Later in 1960 comic books famous as the Panel of Pererê cartoonist Ziraldo and the Monica's Gang Maurício de Sousa arriving at newsstands Rise of Comic Books The first comic book manufactured in weight emerged in England in the XVII century. With time onwards new comics and publications in Europe and USA, with the improvement of certain techniques comparison. However, the comics were considered an art "minor", and its greater acceptance among lay people. Taking advantage of this, the comic went into the common man's life through the newspaper, taking the form of "strips". Humor became the more unexceptional theme in comics from the XIX century thanks to this new format found among journalists. Of the newspapers, comic strips emerged (Yellow Kid, Mutt and Jeff, and others) who have done long careers at the press. In the early twentieth century, the "fantastic" became a common theme in comics, as well as the concerns with reference and presentation. With the emergence of publishers Comics, these consecrated and adopted a new style of publishing, with an aspect created by the union of different unique strips (no more "newspaper strips"). It seemed that the comic had found the right path, but this was not enough to assure autonomy. Along with the progressive removal of the old features of "newspaper strips", the theme of HQ has undergone changes, containing most of the time, adventure stories. However, the quality of thematic magazines still remained below the "newspaper strips." It was evident that the comics needed a renewal theme, seeking a new focus. The solution found was the old non-illustrated novels, and the success was surprising.
  • 8. 5 Comics in Brazil The children's magazine “The Tico- Tico” was the first comic printed in Brazil in 1905, highlighting local artists when original U.S. no longer held. Gradually, the Brazilian artists were standing out with their own comics. Until the 60s, the national HQs had as its main theme the superheroes, trend due to the influence of North American comics in Brazil. However, the "competition" between national comics and Americans was unfair: the imported product was better and cheaper than the national. The consequence was that few superheroes stayed firm - "Captain 7" is a proud exception. Around the 70's came a new copyright law, eliminating many plagiarisms among Brazilian HQs. With the end of the "golden age" of superheroes national Brazilian authors left to the path of humor, horror and erotic. Today, the Brazilian HQs are among the best in the world in many of the factions in the market.
  • 9. 6 Who invented the comics? The first modern comic book (HQ) was created by the American Artist Richard Outcault in 1895. "The language of comics, with the adoption of a fixed character, action and fragmented frameworks balloons texts, appeared in the New York tabloids with the Yellow Kid, says historian and journalist Álvaro Moya , author of History of Comic Books. The strip of Outcault was so successful that the big New York newspapers went on the warpath to have the Yellow Kid in its pages. But it is clear that this original format to tell a story not appeared at the head of Outcault of a sudden. If we look for the first roots of the comic, we can reach the cave paintings made by prehistoric men that served to tell, for example, as were his adventures in hunting. The paintings of medieval churches who depicted Sacred Way - the last moments of Jesus' life on earth - can also be considered ancestors of the strips. The big difference is that these ancestors of comics had no text, the plots were developed only a sequence of drawings. "The comics are a means of mass communication that combines two different codes to convey a message: the linguistic (text) and pictorial (image)," says the researcher Waldomiro Vergueiro, coordinator of research Comic, University of São Paulo (USP). It was only in the 19th century that things began to change, with pioneers such as Swiss Töpffer Rudolph, the Frenchman Although these artists have created works combining text and image years before Yellow Kid, important characteristics of modern comics, such as the use of baloons with the "lines", for example, really only appear in American comic strip character. Georges Colomb and even the italian Angelo Agostini, settled in Brazil since the age of 16.
  • 10. 7 The Press in Comics Strips are like little comic book, only much minors who narrate facts of various styles. We can find them in newspapers, magazines and comic books. What are we talking about here is the funny comic strips of usually cause laughter to those who read. Some strips are already so popular of turned up book as the case of Mafalda, a girl of about seven years old, who hates soup and loves the Beatles and the animations of the woodpecker, it behaves like a boy of his age, but lives questioning the world in which he live and the life he has. Helga and Hagar Another famous strip is Helga and Hagar, the couple vicking. Helga a housewife and bossy, being the essence of the perfect figure "super mom" who often argues with Hagar about his habits like forgetting to wash your hands, do not wipe your feet before entering or even when of it will grow and Hagar, the Viking protagonist, he's a warrior who often tries to invade England and other countries, takes a personal frustrated life is both a fierce warrior, as a family man. His personal hygiene is exceptionally poor and his annual bath is a time of celebrations.
  • 11. 8 How came the comic strips in the world and in Brazil? The strips can also be made of events in sports, in politics, among other topics which are criticized and ironized through bizarre drawings . In the nineteenth century was the United States who began publishing in newspapers weekly colored strips each Sunday. They followed the newspapers as if children's supplement. Adolfo Aizen brought this idea to Brazil only in 1930. The strip came the idea of short stories, so that the reading of the text was fast, efficient and good-natured. Classes are used in Portuguese and in almost all textbooks found strips for analysis and study. Comentários Ideograma Ideograma é um símbolo gráfico utilizado para representar uma palavra ou conceito abstrato. Os sistemas de escrita ideográficos originaram-se na antiguidade, antes dos alfabetos e números. Como exemplos de escritas ideográficas, podemos citar os hieróglifos do antigo Egito, a escrita linear B de Creta e a escrita maia, assim como os caracteres Hanzi utilizados em chinês e japonês.
  • 12. 9 XILOGRAVURA Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo. Foi muito usada na produção das primeiras histórias em quadrinho, pois podiam produzir muitas copias, sendo o único meio de se transmitir uma ideia para diversas pessoas. Graças a xilogravura as tirinhas passaram a ser conhecidas e logo depois os quadrinhos se tornaram cada vez mais famosos. É uma técnica em que se entalha na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Após este procedimento, usa-se um rolo de borracha embebida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Xilogravura popular brasileira A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilografos populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel. Entre os mais importantes presentes no acervo da Galeria Brasiliana estão Abraão Batista , José Costa Leite,J.Borges,Amaro Francisco, José Lourenço e Gilvan Samico. Abraão Batista
  • 13. 10 The evolution of the comics Superheroes and the Golden Age n 1938, after Harry Donenfeld’s partner, Wheeler-Nicholson quited , the editor Vin Sullivan's from National Allied brought a creation of Siegel / Shuster for the cover page (although the story is secondary in the magazine) 10 in Action Comics # 1 (June 1938.) Was the disguised alien hero, Superman, wearing colorful clothes and a cape like the circus performers, and that would become the archetype of the "super-heroes" who would follow. The issue of Action Comics would become the American comic book with the second highest number of copies, close to Dell's Four Color Comics which is the record holder with approximately 860 publications. The fans call the period from the late 1930s to the late 1940s the "Golden Age" of American comics. Action Comics Marvel and Captain Marvel sold half a million copies every month and 11 comics have become a popular and cheap means of entertainment during the World War. With the end of the war, the popularity of superheroes declined rapidly. Editors began, around 1945, replacing them with adventures of juvenile humor (symbolized in Archie Comics), animals such as Walt Disney, science fiction, westerns, romance and parodies. The Timely superheroes were canceled in 1950 to the latest figures of Captain America. Only National Heroes (Superman, Batman and Wonder Woman) continued, but were close to extinction in 1952. The "comics" continued to have high bandages. The magazine Walt Disney's Comics and Stories has sold nearly three million copies per month in 1953. I
  • 14. 11 Nearly a dozen titles with animals Dell sold a million copies every month while the horror comics of EC Comics, geared towards adult audiences, 400.000 monthly. Mary Marvel in the cape of the magazine Wow Comics #38, one of the most popular characters of the Marvel Family
  • 15. 12 The comics Code Between the end of the 1940s, and the beginning of the 1950s, the comic books of Horror and Crime Grew up mostly Especially for violent content and blood. The EC ("Educational Comics" then called "Entertaining Comics") owned by Max Gaines, after his death passed to his son Bill Gaines and became a major commercial success and brought a creative art. The careers of many famous artists like Al Feldstein, Wallace Wood, Reed Crandall, Jack Davis, Will Elder and others began in the offices of EC13. Despite the clear quality of the work, the psychiatrist Fredric Wertham accused Gaines of publishing comics more infamous. Wertham's book called Seduction of the Innocent (1954), held that there was sadistic and homosexual perversions in horror stories and superheroes. Then a moral crusade blamed comic books for juvenile delinquency in the lower classes of the population, and the use of drugs and, ultimately committing crimes. A Senate subcommittee discussed the comics (April- June 1954). The Silver Age of The Comics The Silver Age of Comics was the period in which superheroes returned and dominated the publications of two major American comics publishers, Marvel and DC. In mid-1950, following the popularity of the TV series The Adventures of Superman, editors experienced the genre of superheroes again. The magazine Showcase # 4 (National, 1956) reintroduced the superhero The Flash reformatted and started a second wave of popularity of the genre that would become known as the Silver Age. The National expanded line of superheroes over the next six years, introducing new versions of Green Lantern, Elektron, Hawkman and others.
  • 16. 13 In 1961 the editor / writer Stan Lee and his co- writer Jack Kirby created the Fantastic Four for Marvel Comics. This magazine started a wave naturalistic literature of superheroes that were humanized, sense fear and facing inner demons, they had difficulties such as lack of money. Illustrated by the dynamic art of Kirby, Steve Ditko, Don Heck and others who completed the colorful prose of Lee, the new style has created a revolution that made fans than children college students. Marvel has been restricted to a few titles that were distributed by the National rival, a situation that would continue for the entire decade of 1960. Other publishers followed the new strand as the American Comics Group (ACG), the small Charlton, initial home of many professionals like Dick Giordano; Dell, Gold Key, Harvey Comics (famous for the characters of the class of Casper) and Tower. Underground comics In the ending of 1960s and early than 1970s was the popularization of so- called underground comics. Launched in independent publications and outside of the circuit of major publishers, was a reflection of the counterculture of the time. The characters were misfits, irreverent, as had been the first comic. A milestone was the publication of Robert Crumb called Zap Comix # 1 in 1968, which had as its background the comic porn dubbed "Tijuana bibles", dating from the year 1920 and The Adventures of Jesus, Frank Stack, published in 1962. Although many of the artists continue their work with the underground movement, which would have ended in the ending of 1980s, being replaced by alternative comics and aimed for adult audiences.
  • 17. 14 The Bronze Age The magazine “Wizard” used the term "Bronze Age" in 1995 to identify the Era of Contemporary Horror. Already historians and fans call the "Bronze Age" to describe the period of American comics in which there were significant changes from the 1970s. Unlike the transition Golden Age / Silver Age, the Bronze Age came without magazines had interrupted the continuity, yet no magazine entered the Bronze Age at the same time. Changes that are routinely cited as landmarks of the transition between the Silver Age and the Bronze Age are:  An explosion of heroes without powers or anti-heroes like Conan, Tomb of Dracula, Kamandi, Swamp Thing, Man-Thing and Ghost Rider.  Comics that introduced social issues like drug abuse in Spider-Man and Green Lantern / Green Archer.  Reconfiguration of many popular characters, as a "dark" Batman would approach the original conception of the 1930s, several changes in Superman such as the disappearance of Kryptonite and the temporary loss of powers of the Wonder Woman.  The death of important characters such as Spider-Man's girlfriend (Gwen Stacy), the Doom Patrol and several members of the Legion of Super-Heroes.
  • 18. 15 The Modern Age The development of a new distribution system in the 1970s, and specialized bookstores frequented by collectors and coincided with the appearance of magazines with special stories. The comics in continuity had an increase of complexity, requiring readers they spent more magazines to reach the end of the story. The price of magazines rose enough, causing the lack of paper in United States. In the mid of the 1980, two mini-series published by DC Comics, Batman: The Dark Knight Returns and Watchmen, caused a profound impact on the American comic book industry. The popularity and attention from the mainstream media that rose, combined with the social changes caused a change of themes that have become more mature and dark. The growing popularity of anti-heroes like Punisher and Wolverine were against that produced so independent counsel, as the comic nihilists and obscure the First Comics, Dark Horse Comics (founded in 1990) and Image Comics. The DC followed the wave with the publication of "A Death in the Family," the story in which the Joker brutally murders Robin. Marvel managed to keep up with the various titles of the X-Men with stories that approached genocide of mutants and allegories about religion and ethnic persecution. In 2000, the tide had already exhausted and despite the Marvel and DC still launches the special stories, magazines ceased to be consumed in mass, as in the past decades. D espite publications have fallen, the licensing of characters to new markets such as electronic games and feature films, perpetuated their image in the general public. Continued the special stories promoted as major events such as the wedding of Spider-Man (with Mary Jane), Superman's death and the death of Captain America, with extensive press coverage. justiceiro and Wolverine
  • 19. 16 Comentários O Capitão-América foi um personagem criado durante o período da segunda guerra mundial (1939-1945) influenciado pela grande produção de HQs nos Estados Unidos para arrecadação de fundos para o governo, e sendo um símbolo norte-americano. Após o fim da guerra esse herói entrou em queda e retornou vinte anos depois na Marvel Comics, sendo usado sempre como ideal político, em revistas que retratavam a guerra fria. Ao longo do tempo perdeu seu caráter político e passou a ser um símbolo americano, e passou a integrar o grupo Os vingadores, que devido ao sucesso criou-se um filme. Apesar disso, esse herói é mal visto por outros países atuais e sendo reportado como na China e Coréia do sul, sendo que na Rússia o nome completo do filme (“Capitão América o primeiro vingador”) foi substituído por “O primeiro vingador”. Atualmente, devido ao desenvolvimento tecnológico e criação de jogos eletrônicos, a fabricação de HQs perdeu impulso e foco e para não perder o negócio empresas como a Marvel e a DC passaram a integrar o universo dos jogos. Influenciados pelos nomes dos heróis famosos e interligado a tecnologia, o publico passou a adquirir cada vez mais os produtos dessa área, fornecidos por empresas que apostam nesse ramo agora. jogo liga da justiça – ps3
  • 20. 17 The structure and production of comic Books any wonder how it is elaborated a comic book and think that is a hard-work to its creation. Unlike what people think, it is simple to create comic books, but for that you must respect some elements, and then produce the HQ. Structure of the HQs: 1º - Frames: is the space where it mounts the stage of history. Several frames are needed to make a comic. They are not always sq., according to the scene are rectangular, long or high, round or even without the frame. This element varies with the type of structure and timing of the book, and at the beginning of the creation of this model magazine, simple frames or even without them being little or, as in simple caricatures and comic strips (like a newspaper). Note: Simple frame Two frames. The first one isn’t closed delimiting the bottom and the water in the scene. In this case the frames has different sizes and tension expressed in the scene, divided into several parts and superimposed. M
  • 21. 18 2º - Chute: is the space between the frames, the lower a chute faster the scene, and the further away, the slower is the scene. To decorate the design, many artists paint the gutters with contrasting colors or similar, depending on the scene. See the examples: 3º - Balloon and reminders: Balloon is the speech bubble which presents all the characters' speeches. For the speech bubbles do not stay long the authors typically use short sentences , using objectives and easy words for the simple understand _ . Before the drawing is created which will position the balloon speech, so it is avoided that the pattern occupies more space than the desired speech. There are several speech bubbles to represent many expressions varying in color, shape and position. There are also reminders which are the closed balloons _ , usually square or rectangular, staying in the top left corner, but may vary from position. Show the tells of the narrator, but also can show the character's thoughts. Chute
  • 22. 19
  • 23. 20 4º - Letters, title and onomatopoeia: the letters are uppercase, varying with the situation changes the color and structure of the source, especially in the title. Onomatopoeia words are sounds represented by expressing natural phenomena, feelings, sensations, sounds of various objects and actions. When represented out of a balloon transmit idea of effect suffered by the person or the environment when they are in the balloon show an action of the person, usually: Outer effects Besides the letter in each different situation, it also changes the balloon used 5 - Drawing and characters: to create a comic, it is not necessary to know to draw perfectly, but knowing how to use diverse elements, inanimate objects, feelings, body parts and scenes to
  • 24. 21 create something creative. In addition, there are techniques to convey ideas and feelings conveyed by the characters, like the focus on character, using quotes, dripping sweat, air displacement effect to suggest movement or sensation in character, play of light and shadow, the varying role the character in the story (villain, hero, neutral) physical characteristics are important, bodily expressions, proportions and feature. The setting depends on the intention of the author, can show the environment that the story develops, or can be a colored background when the site does not have much importance. Assists greatly in the design and actions of the characters. The scenery is present in the first frame, showing where the scene unfolds, but to focus on the comic situation following the detailed background and some uses a colored background with cold colors and evolving to hot colors in order to show a conflict in scene.
  • 25. 22 6 - Visual Narrative: is the way we read the comic strip, being from left to right, top to bottom. The character who speaks or greater prominence, usually is left, but can also stay at another angle, long as it receives prominence in the scene. Movements and glances are positioned according to the action, in other words, if a character points to the sky and asks to look at, the other will not stay looking at the reader, for example
  • 26. 23 But there is variation in the creation of visual narratives like the Manga, who are Japanese comics, which due to reading from right to left, top to bottom, changes the entire structure. Production of The HQs: Production of HQs: To create the comics, the artist follows the structures mentioned above and before starting work, thinks of the story, even creating scripts for the story. Soon after this script, is also produced the outline of the characters, associated with the script. Then it creates the title where it is bordered along the frames is, and next to the frames is measured the space balloon and chute. After that, the characters are drawn in embedded speech and onomatopoeia. After the fitting and design, the story is decorated with colors, effects and finally, uses the word END indicating the end of the story. - “Hi, guys.” -“mother,let´s play?”
  • 27. 24 Comentários Você sabe o que é um Mangá? Não é uma fruta, muito pelo contrário, são na verdade as historias em quadrinhos japonesas, que tiveram início na Idade-Média feudal, onde artistas passavam em vilas apresentando teatros de fantoches. Devido a popularidade das historias, essas passaram a serem escritas em rolos de papel, assim surgiram os mangás. Com o surgimento da imprensa no século XV, ganhou impulso a divulgação dos mangás, mas na segunda guerra mundial sua fabricação foi suspensa. Retornou em 1945, sendo um dos poucos atrativos da cultura japonesa,o que lhe garantiu impulso, sendo que devido a fama das histórias e modo de desenhar (personagens expressivos, olhos grandes, personagens com características muito diferentes da cultura de massa) fez com que esse sucesso fosse mundial e se transforma-se em desenhos (animes, que são a derivação de um mangá para um desenho animado) e mais tarde filmes. Exemplos de mangás famosos são Dragonball Z, Pokemon, :Yu-gi oh, Naruto entre outros, mas já ocorreu o inverso onde filmes ou desenhos viraram mangás como Bob Esponja, Os Simpson, mas também há HQs que foram adaptados para mangá como a Turma da Mônica, isso devido ao sucesso que teve no japão.
  • 28. 25 Steps of comics he comics have more parts before your creation. These parts together create great comics. 1.Argument: the idea of the plot briefly beginning, middle and end. 2.Melódica: The melódica is nothing more than the structure of the script, which will include the scenes in order and what happens in each scene. The way of writing the melódica can vary from writer to writer, but usually not usually very detailed, containing only basic information to guide the final written later. 3.Screenplay: All the scenes with scenes, dialogues, presentation of characters, plot development, dramas and finalization. To produce a good script there are four very important tips: Writing: Write a lot. Write all the time thinking. Cannot come to make sense in the end, but part of the creation process. No excuse: you can pick up a single sheet of paper and write, for those who have access to a computer, the easier it is still easy to cut, rewrite, rearrange, edit, anyway… Organize ideas: Many of them are good, but do not fit into a story. Ideas have to make sense - actions have consequences, as in real life, and it is expected that there is a beginning, middle and end. Even if the HQ is told out of chronological order. Valley use the following order: Who? What? How? Why? When? Where? While you work out answers to these questions, go outlining the story in your head (and on paper or on the computer screen). Do not write for yourself: A script is a working tool. You should explain clearly what you want to draw. The designer will be your first reader. If you cannot capture his interest, let alone the other? Give as much detail about the scenes: if not, he will have to "guess" what went through his head. Moreover, the language used to write correctly. T
  • 29. 26 Show the action: It is important to think about what you are writing will turn into pictures. Instead of putting a box of narration explaining that a character is evil, create a situation in which he can demonstrate his wickedness. The more important the action, the more details you have to include the script, which will serve as guidance for the designer. Remember that, in a script, you identify text that should come in the box (in balloons or in tables of narration). This text should always be complementary to action. 4.Trait: defining the design style to be used, as well as the hue and color of light along with the density. 5.Format: Setting number of pages, as this procedure will indicate the pace of the narrative. 6.Space distribution chart / sketch: defines the format of HQ through scribbles history, reserving space for dialogue and subtitles. 7.The Pencil: used for designer show your dash with greater definition. A drawing done in pencil and is considered good progress in the construction of comics 8.Artwork: is the stage of completion that goes from the dash to the paint time to give color to the illustrations. 9.Lettering: term originated in the English language, refers to the time to edit the text. 10.Cover: considered as a major way to draw attention of the reader must be extremely planned.
  • 30. 27 11.Back Cover: Displays credits and additional texts. 12.Overhaul of text and pictures: key to avoid frequent errors found in HQ. 13.Graphic test: Time to check if everything is represented on paper as requested. 14.Printing: When facing commercial production is established a budget, schedule and forecast draft that is pre-set by the publisher responsible for publishing rights. 15.Distribution: will depend on an agreement among the major companies in the industry. Comentários Muitas histórias em quadrinhos derivam de longos processos, criadas a partir da imaginação e observação do autor sobre animais, seres da natureza, a sociedade, sentimentos, mas alguns autores inovam o modo de pensar anexando histórias em quadrinhos em livros escritos. Isso o ocorre, por exemplo, no livro “Diário de um Banana”, no qual o autor criou um livro cômico, contando a vida de um personagem que a narra e precisa mostrar as cenas, por isso utilizou-se o meio gráfico, não só como forma de ilustrar o livro, mas também para explicar ele. No final isso mostra o porquê dos HQs serem um dos grandes meios de linguagem da nossa sociedade, crítica, humor, amor, aprovação ou revolta, tudo isso expresso todos os dias nos jornais e revistas do mundo, tornando tal objeto um grande meio de comunicação e utilizado até em concursos e provas para interpretação. Isso prova que o filósofo chinês Confúcio (470 a.c.) estava certo ao dizer que “uma imagem vale mais do que mil palavras”.
  • 31. 28 História em quadrinhos no Brasil s histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas e que depois se estabeleceria com as populares tiras. A edição de revistas próprias de histórias em quadrinhos no país começou no início do século XX. Mas, apesar do Brasil contar com grandes artistas durante a história, a influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área, com o mercado editorial dominado pelas publicações de quadrinhos americanos, europeus e japoneses. Precursores e primeiros passos (1837 - 1895) As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX. Em 1837, circulou o primeiro desenho em formato de charge, de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre, que foi produzida através do processo de litografia e vendida em papel avulso. O autor criaria mais tarde, em 1844, uma revista de humor político. No final da década de 1860, Angelo Agostini continuou a tradição de introduzir nas publicações jornalísticas e populares brasileiras, desenhos com temas de sátira, política e social. Entre seus personagens populares, desenhados como protagonistas de histórias em quadrinhos propriamente ditas, estavam o "Nhô Quim" (1869) e "Zé Caipora" (1883). Agostini publicou suas obras nas revistas: “Vida Fluminense”, “O Malho” e “Don Quixote”. A
  • 32. 29 Século XX O Tico-Tico (1905 - 1957) Lançada em 11 de outubro de 1905, a revista “O Tico-Tico” é considerada a primeira revista em quadrinhos do país, concebida pelo desenhista Renato de Castro, tendo o projeto sido apresentado a Luiz Bartolomeu de Souza, proprietário da revista “O Malho”. Após aprovada, a revista teve a participação de Angelo Agostini, que criou o logotipo e ilustrou algumas histórias da revista. O formato de “O Tico-Tico” foi inspirado na revista infantil francesa “La Semaine de Suzette”; a personagem Suzette foi publicada na revista brasileira com o nome de Felismina; Bécassine, outra personagem da revista, foi chamada de Chiquita. “O Tico-Tico” é considerado a primeira revista em quadrinhos no Brasil, e teve a colaboração de artistas de renome como J. Carlos (responsável pelas mudanças gráficas da revista em 1922), Max Yantok e Alfredo Storni. Em 1930, alguns personagens das tiras americanas foram publicados na revista como Mickey Mouse (chamado de Ratinho Curioso), Krazy Kat, (chamado de Gato Maluco) e Gato Félix. J. Carlos foi o primeiro desenhista brasileiro a desenhar personagens da Disney nas páginas de “O Tico-Tico”. A revista não teve rival à altura até a década de 1930, quando vários quadrinhos norte-americanos passaram a ser publicados no Brasil, principalmente depois do lançamento do “Suplemento Juvenil” de Adolfo Aizen em 1934. Perdeu ainda mais espaço quando começaram as publicações de histórias de super-heróis em 1939. A revista deixou de manter a periodicidade semanal em 1957 e após, circulava apenas em almanaques ocasionais até que finalmente foi fechada, em 1977.
  • 33. 30 Apesar da decadência de seus últimos anos, no geral a revista foi bastante popular, com uma tiragem que variou entre 20 mil e quase 100 mil exemplares, abrangendo várias classes, inclusive a intelectual. Os suplementos de jornais e o surgimento das editoras (1929 - 1959) Em Setembro de 1929, o jornal “A Gazeta” cria um suplemento de quadrinhos no formato tabloide “A Gazetinha”, baseado nos Suplementos dominicais de quadrinhos americanos; no mês seguinte, a Casa Editorial Vecchi (uma editora de origem italiana) lançou a revista “Mundo Infantil” (publicada por apenas um ano), porém o sucesso dos suplementos se deu em 1934 com a criação do “Suplemento Infantil” (mais tarde passa a se chamar “Suplemento Juvenil”) de Adolfo Aizen. O ramo editorial descobriu o potencial dos quadrinhos de massa quando um ainda jovem Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, enviou um de seus repórteres, Adolfo Aizen, para uma empreitada aos Estados Unidos, no que foi chamado de Cruzeiro Turístico e Cultural a América do Norte, no ano de 1933. Nessa viagem, patrocinada pelos clubes de turismo norte-americanos para estimular a ligação entre os países das Américas, Aizen teve seu primeiro contato com as revistas de quadrinhos, ficando fascinado pelo formato e pelas histórias, trazendo a ideia para o Brasil e para Roberto Marinho. Marinho não lhe deu muita atenção, porém Aizen, sem se dar por vencido, levou sua novidade para o capitão João Alberto Lins de Barros, chefe de polícia do governo de Getúlio Vargas e diretor do jornal “A Nação”.
  • 34. 31 João Alberto não só gostou da ideia, como fez um suplemento para cada dia útil da semana, seguindo o modelo norte-americano de comic book, a revista de histórias em quadrinhos propriamente dita. “Suplemento Infantil”, lançado em março de 1934, a primeira edição teve capa de J. Carlos (assim como “O Tico-Tico”, o “Suplemento Infantil” misturava tiras estrangeiras e brasileiras, desenhadas por artistas como Monteiro Filho) tendo quinze edições, pela recém-formada editora de Aizen, a Grande Consórcio de Suplementos Nacionais. As tirinhas e os suplementos de jornais faziam muito sucesso entre crianças e jovens, e isso não passou despercebido por Marinho. Após os lançamentos de Aizen, “Suplemento Juvenil” (1934) e “Mirim” (1941), Marinho lançou o “Globo Juvenil” (1937) e “Gibi” (1939), termo que se tornou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. Enquanto nos produtos de Aizen havia histórias e passatempos de artistas nacionais e estrangeiros, Marinho optou por ter apenas material estrangeiro. Nessa mesma época, um ainda desconhecido Nelson Rodrigues, fazia adaptações de obras clássicas, como “O Fantasma de Canterville”, de Oscar Wilde. Em 1940, o jornalista Assis Chateaubriand, lança a revista “O Gury” (mais tarde teria a grafia alterada para “O Guri”) com o subtítulo “O Filhote do Diário da Noite”, para ser publicada no jornal “Diário da Noite”, embora tenha registrado o nome da publicação desde 1938. A revista era composta de várias publicações da editora americana Fiction House, que publicava revistas especificas para cada gênero: aventuras espaciais, aventuras nas selvas, lutas, etc., foi a primeira revista impressa em quatro cores. Chateaubriand havia adquirido modernas impressoras diretamente dos Estados Unidos, e a primeira edição era uma cópia exata da revista “Planet Comics #1” da Fiction House; posteriormente, a revista publicou histórias da Fawcett, da King Features e da Timely Comics; o então adolescente Millôr Fernandes trabalhava como ajudante de arquivo na revista “O
  • 35. 32 Cruzeiro” e, como muitos adolescentes dessa época, era leitor de histórias em quadrinhos (Millôr colecionava o “Suplemento Juvenil” de Adolfo Aizen) e acabaria sendo um colaborar da revista “O Guri”. Em 1941, o grupo de comunicação de Chateaubriand cria a editora O Cruzeiro; na revista “O Cruzeiro” surgem os cartuns de “O Amigo da Onça” de Péricles. Péricles também publicava em “O Guri” a tira “Oliveira Trapalhão”; “O Amigo da Onça” também foi ilustrado por Carlos Estêvão, que desenhou o personagem após a morte de Péricles (que cometera suicídio). Em março de 1952, a editora O Cruzeiro lança uma nova versão da revista “O Guri”, impressa em preto e branco, através do processo de rotogravura; na primeira edição foram publicados os heróis da Fox Feature Syndicate: “Dagar, o rei do deserto”, “O Falcão dos sete mares” e “Rulah, a deusa da selva”. Após 1942, Aizen passou a ter dificuldades financeiras, e logo vendeu sua editora (Grande Consórcio de Suplementos Nacionais) para o governo Vargas, mas continuou prestando serviços para o jornal “A Noite”; em 1945, Aizen pede a João Alberto, diretor do jornal para que o ajude a conseguir um empréstimo no Banco do Brasil, e com um capital de dois milhões de cruzeiros, funda a Editora Brasil-America Ltda. (mais conhecida pela sigla EBAL), tendo como sócios o próprio João Alberto Lins de Barros e Claudio Lins de Barros. Aizen lança a revista “Seleções Coloridas”, trazendo personagens da Walt Disney Company, a revista foi publicada em parceria com a revista argentina Editorial Abril de Cesar Civita. A revista teve 17 edições e foi publicada até 1948. Em Julho de 1947, Aizen publica a primeira revista publicada apenas pela EBAL, “O Heroi” (grafada sem acento), que publicou os heróis das selvas da Fiction House, além de histórias de faroestes. Também é lançada a primeira revista do “Superman” no país (o nome Superman, era usado apenas no título, dentro da revista era usada a grafia Super-Homem); no ano seguinte lança a revista “Edição Maravilhosa”, inspirada nas revistas americanas “Classics Illustrated” e “Classic Comics” que traziam adaptações de livros em quadrinhos.
  • 36. 33 Na época, os quadrinhos eram vistos como má influência por educadores e religiosos, e durante 23 edições, a revista publicou histórias produzidas nos Estados Unidos; na edição 24, Aizen encomendou a André LeBlanc uma adaptação de “O Guarani” (romance escrito por José de Alencar). Para aproveitar o sucesso dos quadrinhos entre as crianças, foram criadas as revista “Sesinho” (1947) do Serviço Social da Indústria (o Sesi) e “Nosso Amiguinho” (década de 1950), da Casa Publicadora Brasileira. Apesar de “Seleções Coloridas” serem impressas em cores, todas as publicações posteriores da EBAL eram em preto e branco; em 1951, uma edição especial da revista “Superman” foi publicada em cores, porém a editora só investiria em publicações coloridas na década de 1970. Em março de 1947, o ilustrador português Jayme Cortez se muda para o Brasil. Cortez havia colaborado na revista portuguesa “O Mosquito” e no semanário feminino “A Formiga”. Ao chegar ao país, começa a produzir charges políticas para o jornal “O Dia”; e em maio do mesmo ano, produz a tira semanal “A Caça dos Tubarões”, publicada pelo “Diário da Noite”, e logo em seguida adapta o romance “O Guarani”, no formato de tiras diárias para o mesmo jornal; em 1949, passa a trabalhar em “A Gazeta Juvenil” do jornal “A Gazeta”, onde adapta o livro “O rajá do Pendjab” de Coelho Neto. Em 1950 Victor Civita, imigrante italiano, juntamente com seu irmão que já morava na Argentina, Cesar Civita, fundam a Editora Primavera (em julho do mesmo ano, é rebatiza como Editora Abril). Sua primeira publicação foi a revista em quadrinhos “Raio Vermelho”, uma revista no formato horizontal (21,5 x 28,5 cm) e composta por quadrinhos originários da Itália; em Junho do mesmo ano, já com o nome Editora Abril, publicou a revista “O Pato Donald”. A revista “O Pato Donald” foi publicada inicialmente no formato americano, mas a partir da 22ª edição, publicada em março de 1952, passou a ser publicada em Formato Pato ou como também é conhecido, como formatinho (formato de revistas muito usado em histórias em quadrinhos infanto- juvenis no Brasil).
  • 37. 34 Em Janeiro de 1950, a Casa Editorial Vecchi, lança a revista “O Pequeno Xerife” no formato de talão de cheque, outro formato importado da Itália; em julho do mesmo ano, O Globo também lançaria uma revista nesse formato, “Júnior”, que em sua 28ª edição publicaria, pela primeira vez no país, o cowboy Tex Willer, da Sergio Bonelli Editore. Também em 1950, a “La Selva”, distribuidora de jornais e revistas, torna-se uma editora com o lançamento da revista “Seleções de Rir Ilustrada”. A editora não demoraria a investir em quadrinhos, comprando a revista “O Cômico Colegial”, de Auro Teixeira, criada em 1949, que foi vendida pelo seu editor, em dificuldades financeiras. Para publicá-la, em julho de 1950, a La Selva adquire, através da Distribuidora Record de Serviços de Imprensa (Record), os direitos de publicação do personagem The Black Terror da Nedor Comics. E em julho de 1950 lança a revista “O Terror Negro” como suplemento extra da revista “O Cômico Colegial”. a revista publicou heróis como o personagem título, Black Terror, e de outros heróis como Doc Strange e Homem-Maravilha; na edição seguinte, foi usada uma capa desenhada por Jayme Cortez, típica de histórias de terror. Apenas na 9º edição (Março de 1951), a revista deixou de trazer o nome da revista “Cômico Colegial”, trazendo apenas o nome “O Terror Negro”, chegando a fazer sucesso. Por não possuir, porém, mais histórias do personagem principal para publicar, os editores da revista resolveram comprar direitos de quadrinhos de terror, como a revista “Beyond”, da editora Ace Publication. Em 1953, “O Terror Negro” passou a ser quinzenal, e surgem outras revistas do gênero Sobrenatural, tais como “Contos de Terror”, “Frankenstein” (no ano seguinte); as revistas eram todas compostas de matéria estrangeira, e os artistas brasileiros eram responsáveis apenas pelas capas. Ainda em 1953, Cláudio de Souza (uns dos primeiros funcionários da Editora Abril), que trabalhava na Abril, passou a colaborar na La Selva, editando as revistas policiais “Emoção” e “Conto de Mistério” e produzindo roteiros para os quadrinhos de “Arrelia e Pimentinha”, “Fuzarca e Torresmo”, “Oscarito e Grande Otelo”, “Fred e Carequinha” e “Mazzaropi”. Na Abril, Souza ajudou a criar a Distribuidora Nacional de Publicações (DINAP) e as revistas “Capricho”, “Cláudia” e “Placar”, além de criar o Centro de Criação, responsável pela formação de roteiristas e desenhistas para a editora.
  • 38. 35 Os quadrinhos de terror da editora instigaram ainda mais a discussão sobre o papel das histórias em quadrinhos na mente das crianças e jovens. Em 1967 morre Vito Antonio La Selva, e a editora é fechada em 1968, motivada por uma crise financeira e por brigas entre os filhos de Vito. Em 1951, Miguel Penteado, Reinaldo de Oliveira, Álvaro de Moya, Jayme Cortez e Syllas Roberg organizam a Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, onde foram expostas várias artes originais dos autores das tiras de jornal como Alex Raymond desenhista de “Flash Gordon”, Milton Caniff desenhista de “Terry e os piratas” e “Steve Canyon”, Hal Foster desenhista de “Tarzan e Príncipe Valente” e Al Capp desenhista de “Ferdinando”. No ano seguinte, os artistas criam a ADESP (Associação dos Desenhistas de São Paulo), uma das principais bandeiras da entidade, era a nacionalização dos quadrinhos, ou seja, a criação de cotas para quadrinhos produzidos por artistas brasileiros. Em 1952, Roberto Marinho resolveu cria uma editora, de início escolheu o nome Editora Globo para fazer alusão ao seu jornal, porém foi impedido, já que a Livraria do Globo de Porto Alegre também atuava como editora, assim Marinho cria a Rio Gráfica Editora (mais conhecida pela sigla RGE). Na segunda metada da década de 1950, surgiram também os primeiros trabalhos independentes de Carlos Zéfiro, autor dos catecismos (quadrinhos eróticos); Zefiro era o pseudônimo do carioca Alcides Aguiar Caminha, cuja verdadeira identidade só seria revelada em 1991, pelo jornalista Juca Kfouri nas Revista Playboy.
  • 39. 36 A Editora Continental (mais tarde chamada de Taíka), foi fundada em 1959 por Miguel Penteado, José Sidekerskis, Victor Chiodi, Heli Otávio de Lacerda, Cláudio de Souza, Arthur de Oliveira e Jayme Cortez. Os quadrinhos da Continental eram totalmente produzidos no país. Passaram pela Editora Nomes com: Gedeone Malagola, Júlio Shimamoto, Flavio Colin, Gutemberg Monteiro, Nico Rosso, Paulo Hamasaki, Wilson Fernandes entre outros. A editora lançou alguns títulos licenciados: “Capitão 7” (baseado em uma série de televisão da Rede Record), “Capitão Estrela” (um super-herói pertencente à Manufatura de Brinquedos Estrela, cujo seriado era exibido pela TV Tupi), “O Vigilante Rodoviário” (da TV Excelsior), desenhado por Flavio Colin, entre outros. A Continental também foi a primeira editora a publicar o cãozinho Bidu, de Mauricio de Sousa, que havia estreado em tiras diárias publicadas no jornal “Folha da Manhã” (atual Folha de São Paulo) no mesmo ano de fundação da editora. Outras editoras passaram a publicar personagens licenciados; do rádio vieram “As aventuras do Anjo”, pela RGE (Rádio Gravações Especializada, também desenhada por Flavio Colin e por Walmir Amaral), “Jerônimo, o Herói do Sertão” e “Capitão Atlas” pela Editora Garimar (este último também trazia histórias de Morena Flor de LeBlanc); a editora Garimar também publicou o “Falcão Negro”, uma espécie de Zorro medieval , personagem de um seriado televisivo produzido e exibido pela TV Tupi.
  • 40. 37 Década de 1960 m 1960, Ziraldo lança a revista “Pererê”, pela editora O Cruzeiro; “Pererê” surgira um ano antes nas páginas da revista “O Cruzeiro” em uma série de cartuns, a revista é publicada até 1965. A ADESP (Associação dos Desenhistas de São Paulo), composta por Mauricio de Sousa (presidente), Ely Barbosa (vice), Lyrio Aragão Dias (secretário-geral), Luiz Saidenberg (primeiro-secretário), Daniel Messias (segundo-secretário), Júlio Shimamoto (tesoureiro), José Gonçalves de Carvalho (primeiro tesoureiro) e Ernan Torres, Gedeone Malagola e Enersto da Mata (conselho fiscal), continua sua campanha pela nacionalização dos quadrinhos. Em 1961, o presidente eleito Jânio Quadros, chega a elaborar uma lei de reserva de mercado para quadrinhos; temendo represálias, as principais editoras de quadrinhos da época: EBAL (Editora Brasil-America Ltda), Rio Gráfica Editora, Abril, Record e O Cruzeiro criam “Código de Ética dos Quadrinhos”, a versão brasileira do Comics Code, tendo como base o código americano e os “Mandamentos das histórias em quadrinhos” da EBAL. Tais mandamentos foram criados por Aizen ainda em 1954, e foram usados na série inglesa “Romeu Brown” (as mulheres sensuais da série ganharam roupas mais comportadas) e na adaptação de “Casa-Grande & Senzala” de Gilberto Freyre. Até mesmo séries americanas submetidas ao Comics Code eram reavaliadas pelo código da editora, porém Jânio acaba renunciando no mesmo ano, e o projeto de lei é abandonado. Seu cunhado Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, resolve criar a CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre- RS), e a CETPA funcionaria não só como editora, como também atuaria como sindicato, distribuindo tiras de artistas brasileiros. A ideia foi proposta por
  • 41. 38 José Geraldo (que já havia desenhado para a EBAL), e a editora publicou os trabalhos de Júlio Shimamoto, Getúlio Delphin, João Mattini, Bendatti, Flávio Teixeira, Luiz Saidenberg e Renato Canini; a CETPA, porém, duraria apenas dois anos. Com a instauração do Regime Militar (1964), Mauricio de Sousa se retira da ADESP, alegando que a entidade estaria ganhando conotação política. Mauricio de Sousa começa a ampliar seus personagens infantis, surge então o Cebolinha (1960), Cascão (1961) e Mônica (1963), esta última baseada em sua própria filha, Mônica Spada; logo em seguida o núcleo de personagens iniciados com Bidu e Franjinha passariam a ser conhecido como “A Turma da Mônica”. Enquanto publica “A Turma da Mônica” no jornal “Folha de São Paulo”, Sousa também lança o herói espacial Astronauta (1963) e homem das cavernas Piteco (1964) pelo jornal paulista “Diário da Noite”, que também pertence aos conglomerados ”Diários Associados”, logo em seguida criaria um sindicato para publicar suas próprias tiras. Em setembro de 1963, Lenita Miranda de Figueiredo cria a “Folhinha”, suplemento infantil do jornal “Folha de São Paulo”. Mauricio de Sousa auxilia Lenita na produção do jornal, publicando tiras de seus personagens, além de criar a mascote Augustinha. A pedido de Mauricio de Sousa, Julio Shimamoto cria a tira “O Gaúcho” para ser publicada no suplemento, uma espécie de Zorro brasileiro; inicialmente Julio Shimamoto tinha duas opções: fazer um cangaceiro ou um gaúcho acabou escolhendo um gaúcho, pois na época os cangaceiros eram retratados como bandidos, e, além disso, enquanto trabalhou na CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre- RS), Shimamoto se interessara pela história sobre o Rio Grande do Sul e adquiri vários livros, que serviriam como pesquisa para a criação da tira, que foi publicada pelo jornal até 1965 , o suplemento também publicou a tira Vizunga de Flavio Colin.
  • 42. 39 Em 1964, o italiano de mãe brasileira Eugênio Colonnese se muda para o Brasil. Colonnese iniciou a carreira como quadrinista na Argentina em 1949, e ao visitar a mãe em 1957, publica pela EBAL (Editora Brasil-América) uma adaptação de “O Navio Negreiro” de Castro Alves. Ao estabelecer residência no Brasil, começa a desenhar quadrinhos românticos para a Ediex (Editormex), uma editora de origem mexicana, e logo retomaria parcerias com artistas com quem trabalhou na Argentina: o roteirista Osvaldo Talo e o desenhista Rodolfo Zalla. Zalla havia chegado ao Brasil no ano anterior, e seus primeiros trabalhos foram tiras diárias do personagem Jacaré Mendonça para o jornal “Última Hora”; posteriormente, desenhou para a Taika o Targo (um herói tipo Tarzan) e O Escorpião (uma espécie de Fantasma brasileiro criado por Wilson Fernandes; coube a Zalla mudar o visual do personagem para evitar um processo de plágio pela King Features Syndicate). Em 1966, Zalla e Colonnese fundaram o Estúdio D-Arte, que prestaria serviços a várias editoras brasileiras; em 1967, Colonesse cria para a Editora Jotaesse, de José Sidekerskis, a sensual Mirza, a mulher vampiro. Zalla e Colonnese foram responsáveis pela utilização da linguagem dos quadrinhos em livros didáticos. Ainda em 1964, o desenhista Minami Keizi resolve apresentar seu personagem Tupãzinho, o guri atômico, em editoras paulistas. Inspirado em “Astro Boy”, de Osamu Tezuka, o personagem apresentava as características típicas dos mangás (quadrinhos japoneses). Ao ver os desenhos do personagem, o desenhista Wilson Fernandes aconselha Keizi a mudar a anatomia para um estilo mais próximo dos quadrinhos americanos; no ano seguinte, Keizi publica tiras diárias do “Tupãzinho” no
  • 43. 40 Minami Keizi era bastante influenciado pelos mangás, porém, como estilo ainda era desconhecido no país, seguiu o estilo cartoon da Harvey Comics. jornal “Diário Popular” (atual Diário de São Paulo), e desta vez Keizi passa a se basear no estilo dos personagens da Harvey Comics: Gasparzinho; Riquinho; Brasinha. No ano seguinte, publica uma revista do “Tupãzinho” pela editora Pan Juvenil, dos donos Salvador Bentivegna e Jinki Yamamoto, quando Keizi se torna supervisor da editora. A Pan Juvenil não andava bem financeiramente, e ainda em 1966 Keizi publica o “Álbum Encantado”, pela Bentivegna Editora, com adaptações de fábulas infantis escritas pelo próprio Keizi. O que diferencia essa publicação é que Keizi orientou os desenhistas Fabiano Dias, José Carlos Crispim, Luís Sátiro e Antonio Duarte a seguirem o estilo mangá; logo em seguida Bentivegna e Yamamoto convidam Keizi para ser sócio na EDREL (Editora de Revistas e Livro); o Tupãzinho virou símbolo da EDREL. A editora também foi responsável por revelar outro descendente de japoneses influenciado pelos mangás, Claudio Seto que publicou vários outros personagens inspirados em “Astro Boy”. Em 1965, Edson Rontani lança “Ficção” (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond), o primeiro fanzine (revista para fãs) brasileiro dedicado a histórias em quadrinhos, que trazia informações sobre os quadrinhos brasileiros desde a publicação de “O Tico- Tico” em 1905. Em 1967, a Rede Bandeirantes, compra a série de desenhos animados “The Marvel Super Heroes”, e com isso a EBAL (Editora Brasil-América) resolve lançar os quadrinhos da Marvel Comics, que era representada no Brasil pela Apla (Agência Periodista Latino-Americana). A editora estabelece uma parceria com os postos Shell, que distribuem edições promocionais gratuitamente para quem abastecesse nos postos da empresa, porém a EBAL não adquire todos os títulos da editora americana, e prefere lançar os personagens que apareciam nos desenhos animados: Capitão América, Hulk, Thor, Namor e Homem de Ferro, enquanto outras editoras pequenas lançam os títulos restantes: a GEP (Gráfica Editora Penteado) lançou X-Men, Surfista Prateado e Capitão Marvel, publicadas na revista “Edições GEP” e a editora Trieste lançou Nick
  • 44. 41 Fury. O Homem-Aranha, só seria lançado pela EBAL em 1969, também por decorrência de um desenho animado. Muitos personagens cujas histórias haviam sido canceladas nos Estados Unidos tiveram novas histórias produzidas por artistas brasileiros. Foi esse o caso do “Homem-Mosca”, da Archie Comics, de Jack Kirby e Joe Simon (criadores do Capitão América), publicado pela La Selva; e “Tor”, de Joe Kubert. A editora Malagola também publicou seus super- heróis Raio Negro (cujos poderes e origem eram similares ao Lanterna Verde), o Homem-Lua (criado a partir de um roteiro recusado pela RGE para “O Fantasma de Lee Falk”), e o Hydroman (inspirado no personagem Namor da Marvel). Raio Negro teve uma revista própria (onde também eram publicados Homem-Lua e Hydroman), e algumas histórias publicadas na revista “Edições GEP”, além de protagonizar um curioso crossover (encontro) com Unus, um vilão dos “X-Men”. Na história, Unus era retratado como um herói (algo que nunca ocorreu em histórias da Marvel). No final de 1969, a EBAL (Editora Brasil- América), por conta do cancelamento da Revista do “Mestre Judoca” (personagens da Charlton Comics nos EUA), encomenda a Pedro Anísio e Eduardo Baron um novo herói brasileiro: o artista marcial mascarado Judoka. O personagem tinha roteiros escritos por Pedro Anísio e desenhos de Eduardo Baron, Mário José de Lima, Fernando Ikoma e Floriano Hermeto. (Em 1973, foi adaptado para os cinemas em um filme estrelado por Pedro Aguinaga e Elisângela); apesar do filme, a revista do herói foi cancelada no mesmo ano. A Rio Gráfica Editora também deu continuidade a personagens de faroeste, que tiveram suas histórias encerradas: “Rocky Lane” (revista
  • 45. 42 licenciada baseado em um ator de filmes do gênero) e “Cavaleiro Negro” da Marvel Comics; neste último, para suprimir material, a editora adaptou história do personagem espanhol Gringo, algumas delas produzidas pelo brasileiro Walmir Amaral e pelo italiano Primaggio Mantovi. Ainda pela editora, seriam produzidas histórias do “Recruta Zero”, de Mort Walker. Em junho de 1969, é lançado o semanário “O Pasquim” criado pelo cartunista Jaguar, em parceira com os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral. Também participaram da revista artistas como Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Prósperi e Fortuna (Reginaldo José Azevedo Fortuna); no semanário tinha um enfoque comportamental, e com a implementação do Ato Institucional Número Cinco (decretos emitidos pelo regime militar brasileiro), a publicação ganhou conotação política. Década de 1970 No início dos anos 1970, os quadrinhos infantis no país predominaram, com a publicação das revistas de Maurício de Sousa e a montagem pela Editor Abril de um estúdio artístico, dando oportunidade a que vários quadrinistas. Começassem a atuar profissionalmente, produzindo principalmente histórias do Zé Carioca e de vários personagens da Disney, e também trabalhando com todos os personagens dos quais a editora adquirira os direitos, como os da editora Hanna-Barbera. Em 1970, Primaggio Mantovi se torna diretor de arte da RGE (Rio Gráfica Editora); em 1972, lança pela editora a revista de um personagem criado por ele, o palhaço “Sacarrolha”; no ano seguinte, começa a trabalhar na Editora Abril, produzindo história dos personagens Disney (roteirizando ou desenhando roteiros de outros artistas : Pato Donald, Mickey, 00-Zero, Superpateta, Peninha) e logo assume o comando do
  • 46. 43 “Centro de Criação do Grupo de Publicações Infanto-Juvenis”. Em 1975, “Sacarrolha” passa a ser publicado na Editora Abril e nos suplementos “Folhinha” da Folha de São Paulo e “Hojinho” do “Jornal de Hoje”, do Rio de Janeiro. Rimaggio Mantovi, também roteirizou histórias do “Zorro”, um personagem surgido nos pulps (revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início da década de 1900) e que não pertencia a Walt Disney Company, mas que chegou a ser licenciado pela empresa. Em 1957, a Walt Disney produziu um seriado live-action (animação onde atores reais são os personagens. Ex.: filme Os Flinstons) baseado na criação de Johnston McCulley (criador das histórias do Zorro); no ano seguinte a Dell Comics publicaria histórias na revista “Four Color”, desenhada por Alex Toth. Não era a primeira vez que a revista publicava histórias do personagem: em 1949 (no Brasil, a história saiu na primeira versão da revista Edição Maravilhosa), já havia publicado uma adaptação do livro de McCulley. O sucesso da série de televisão no Brasil, fez com que a Abril publicasse essas histórias produzidas por Alex Toth e por outros artistas como Warren Tuffs; o sucesso do personagem fez com que a editora encomendasse histórias produzidas por artistas brasileiros. Ivan Saidenberg e Primaggio Mantovi eram responsáveis pelos roteiros e os desenhos eram executados por artistas como Rodolfo Zalla, Walmir Amaral, Moacir Rodrigues Soares e Rubens Cordeiro. Logo depois, em 1979, o personagem teria outras revistas publicadas pela EBAL (Editora Brasil-América), inicialmente publicando material estrangeiro, mas dois anos depois a editora encomendou uma série produzida por artistas brasileiros, com roteiros de Fernando Albagui e Franco de Rosa e arte de Sebastião Seabra. Em 1984, Franco de Rosa produziria uma nova revista do Zorro para a Press Editora, pois, segundo Rosa, o personagem havia se tornado de domínio público. Nessa década, também são realizadas exposições sobre como o “Primeiro Congresso Internacional de Quadrinhos”, realizado em 1970 no Museu de Arte de São Paulo. O evento foi realizado pela Escola Panamericana de Artes e a Prefeitura de São Paulo, e teve exposições de originais e palestras de artistas brasileiros e estrangeiros. Em 1974, surge o
  • 47. 44 primeiro Salão Internacional de Humor de Piracicaba, sendo tal evento uma evolução dos “salões de caricaturas” criados por Edson Rontani. Em 1972 com a saída de vários diretores da companhia EDREL (Editora de Revistas e Livro), ela é desativada. No mesmo ano, Minami Keizi (um dos fundadores da EDREL) cria uma nova editora, Minami & Cunha Editores (M & C Editores), em parceira com Carlos da Cunha; pela editora, são publicadas duas revistas escritas por Gedeone Malagola, “Múmia” (desenhado por Ignacio Justo) e “Lobisomem” (desenhado por Nico Rosso, a série que fora publicada inicialmente pela GEP, onde era desenhada por Sérgio Lima). A editora também publicaria quadrinhos da Marvel Comics: “Doutor Estranho”, publicado na revista “Dr. Mistério”, e “Conan, o Bárbaro” um personagem de espada e feitiçaria, criado por Robert E. Howard em 1932, nas páginas da revista pulp “Weird Tales”. Ainda em 1973, a editora O Cruzeiro publicou histórias em quadrinhos do Capitão Aza na revista “O Cruzeiro Infantil”, personagem interpretado por Wilson Vianna em um programa da TV Tupi Rio (uma das empresas pertencente ao grupo Diários Associados). Em 1975, a editora “O Cruzeiro” é fechada e por conta disso a revista é cancelada. No mesmo ano a Bloch Editores assume os títulos Marvel no Brasil; diferente da EBAL (Editora Brasil- América), que publicava apenas alguns títulos, a Bloch assumiu todos os títulos, evitando que fossem negociados com as editoras menores, e com isso publicou os principais personagens e outros títulos recentes como “Conan” e “Mestre do Kung Fu” (criado para se aproveitar o sucesso dos filmes estrelados por Bruce Lee). A editora usou a mesma estratégia da EBAL, a série animada “The Marvel Super-Heróis”, era exibida no programa do Capitão Aza, e Wilson Viana (o próprio Capitão Asa) criou o “Clube do Bloquinho” para os fãs.
  • 48. 45 As revistas da Bloch foram muito criticadas, pois a editora adotou o formatinho ao invés do formato americano; além de serem impressas em baixa qualidade, as cores de vários personagens apareciam trocadas, e a editora optou por publicar histórias inéditas de vários personagens, menos do Homem-Aranha, pois as mesmas já haviam sido publicadas pela EBAL. A parceira com a TV Tupi duraria até 1978. Entre 1976 e 1987, a Bloch Editores publicou revistas baseadas no grupo de humoristas “Os Trapalhões”, e a publicação foi produzida pelo estúdio do quadrinista Ely Barbosa. Outro desenho exibido no programa do Capitão Aza, e que ganharia uma revista em quadrinhos no Brasil, era Speed Racer (Mach Go Go Go no original), série de animação japonesa. A Editora Abril publicou a revista “Speed Racer”, mas ao invés de publicar o mangá original, produzido pelo seu criador Tatsuo Yoshida, optou por importar da Argentina revistas produzidas pela Editorial Abril de Cesar Civita; tanto na Argentina, quanto no México, o personagem é conhecido como Meteoro. A metade da década é marcada pelo lançamento de diversos títulos de terror; em 1976, a Rio Gráfica Editora lança a revista “Kripta”, uma revista no formato americano e em preto e branco, baseada nas revistas “Eerie” e “Creepy”, da empresa americana Warren Publishing. A editora iniciou sua linha de terror em 1964, adotou o formato magazine (formato de revistas grandes como a brasileira Veja) e impressa em preto e branco. No mesmo ano, a editora Vecchi publica a revista “Mad”, sob o comando do cartunista Ota, que iniciou a carreira na EBAL (Editora Brasil-América). “Mad” mesclaria material americano e brasileiro, e no ano seguinte é lançada a “Spektro”, que publica histórias das editoras Gold Key (de onde tirou o título, baseado na revista “Dr. Spektro”), da editora Charlton (“Dr.Graves”) e da editora Fawcett (“Dr. Morte” e “Dr. Mistério”), e logo publicaria histórias locais, inicialmente republicando histórias da revista “Clássicos do Terror” da editora Taika, mas logo encomendaria novas histórias criadas por artistas como Manoel Ferreira, Itamar, Cesar Lobo, Eugênio Colonnese,
  • 49. 46 Julio Shimamoto e Flavio Colin. Esses dois últimos já estavam afastados dos quadrinhos, trabalhando em publicidade. As histórias americanas e brasileiras apresentavam notável diferença: as histórias brasileiras traziam conteúdo mais adulto, podendo até trazer cenas de sexo, caso fosse necessário. A Marvel Comics passou a publicar títulos de terror e em meados da década de 1970, a Bloch Editores, que na época possuía licença dos Quadrinhos Marvel, resolveu publicar esses títulos no Brasil. Tal como acontecera com os títulos anteriores de terror, essas revistas também deram espaço para a produção local. A década também foi marcada pelo surgimento de revistas em quadrinhos de humor que mesclaram material estrangeiro e brasileiro e revista que resgataram tiras brasileiras e publicaram material inédito. Em 1971, surge à revista “Grilo”, uma revista no formato tabloide, as primeiras 24 edições da revista traziam tiras de jornal dos Estados Unidos: “Peanuts”, “O Mago de Id”, “Pogo”, entre outras, a partir da edição 25, a linha editora da revista sofre uma mudança, o formato tabloide é substituído pelo formato magazine e as tiras trocadas pelas histórias adultas: os Underground comix de artistas como Gilbert Shelton e Robert Crumb . Ocorre também a mudança das tiras por material europeu como “Paulette” do francê Georges Wolinski e “Valentina” do italiano Guido Crepax, a revista foi publicada até 1972 e teve 48 edições . Em 1973, surge à revista “Patota”, publicada no formato magazine, a revista publicou as páginas domínicas de Mafalda, Snoopy, Zé do Boné, Kid Farofa, O Mago de ID, Hagar, o Horrível, Nancy, Kelly, Pernalonga, entre outras; e as brasileiras Marly, de Milson Abrel Henriques e Dr. Fraud, de Renato Canini. A revista foi publicada até 1975 e teve 27 edições.
  • 50. 47 Em 1974, surge a “Eureka” da Editora Vecchi, editada pelo cartunista Ota, a revista também seguia o formato magazine e trazia as tiras “Versus”, de Jack Wohl; “Os Bichos”, de Rog Bollen; “Feiffer”, de Jules Feiffer; “Manhê”, de Mell Lazarus; “Pafúncio e Marocas”, de Kavanagh; entre outras. Na edição 11, passou a publicar tiras que haviam sido publicadas na “Patota”: “O Mago de ID” e “Marly”, além de “Vizunga” de Flavio Colin; “Jeff Hawke”, de Sydney Jordan; “A Morte do Samurai”, de Julio Shimamoto; “Iznogou”, de Goscinny (autor de Asterix) e desenhada por Tabary, entre outras. A revista também publicou biografias de autores e análise de lançamentos brasileiros e estrangeiros e foi publicada até 1979. Em 1974, – Ivan Pinheiro Machado e Paulo de Almeida Lima criam a L&PM Editores, o primeiro título da editora, é uma coletânea das tiras “Rango” de Edgar Vasques. Em 1975, surge a revista “O Bicho” criada por Fortuna (Reginaldo José Azevedo Fortuna), a revista era publicada pela Codecri (mesma editora do jornal Pasquim), a revista publicou histórias de Márcio Pitliuk e Paulo Caruso, do próprio Fortuna, Jorge Guidacci, Nani (Ernani Diniz Lucas) e Coentro, além de resgatar os trabalhos de artistas veteranos. A revista só foi publicada até 1976 e teve apenas nove edições. Em 1977, a Editora Três, publica uma revista baseada no boneco Falcon da Estrela, a versão brasileira dos GI JOE da Hasbro. “Falcon” teve roteiros de Teresa Saidenberg (esposa de Ivan Saidenberg) e Walter Negrão, e arte de Antonino Homobono e Michio Yamashita. Em 1982, a Marvel Comics publicaria uma série de quadrinhos baseada na franquia GI JOE; a séria foi publicada no Brasil pela Editora Globo (1987) . Em 1979, a Rio Gráfica Editora e a Editora Abril passam a publicar os títulos da Marvel Comics (usando o formatinho, adotado pela Bloch, usado até mesmo pela EBAL nos títulos da DC).
  • 51. 48 Década de 1980 Em 1980, o cartunista Ziraldo lançou o livro “O Menino Maluquinho”. O personagem também foi adaptado para os quadrinhos pela Editora Abril, onde foi publicado entre 1989 e 1994. Em 1981, Rodolfo Zalla e Eugênio Colonnese transformam o Estúdio D-Arte em editora, que foi responsável pelos títulos “Calafrio” e “Mestres do Terror”. Para imprimir as revistas, Zalla utilizava as gráficas da IBEP (Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas), onde trabalhava na época. A editora também publicou uma nova revista do palhaço “Sacarrolha”, de Primaggio Mantovi. Em 1982, Claudio Seto elaborou uma nova tentativa de publicar mangás brasileiros pelo selo Bico de Pena da editora Grafipar e criou as revistas “Super-Pinóquio” (inspirado em Astro Boy e Pinóquio de Carlo Collodi) e “Robô Gigante”, uma história ilustrada por Watson Portela. Na mesma revista também foi publicada uma história do “Ultraboy” (uma espécie de Ultraman brasileiro), de Franco de Rosa, mas ambas as revistas só tiveram apenas uma edição. Nesse mesmo ano, a editora lançou a revista “Almanaque Xanadu”, que trazia influência do quadrinho europeu: Watson Portela apresentava notável referência ao trabalho do francês Moebius. A publicação trazia matérias sobre a revista “Heavy Metal” (uma versão americana da revista francesa “Métal Hurlant”, sendo esta uma revista adulta) e de um filme animado baseado nos quadrinhos publicados pela revista. Em 1983, a Editora Abril assume completamente os títulos da Marvel Comics; logo em seguida, no mesmo ano, consegue os direitos dos personagens da DC, até então publicados pela EBAL . Com a finalidade de situar os leitores da Marvel, após tantas mudanças da editora, lança o projeto do Dicionário Marvel, um dicionário enciclopédico encartado em forma de fascículos (uma ou duas páginas) nas edições das revistas “Heróis da TV”, “Capitão América”, “Superaventuras
  • 52. 49 Marvel”, “Incrível Hulk” e “Homem-Aranha”. Em 1984, a Grafipar é encerrada, e Franco de Rosa passa a trabalhar na “Folha da Tarde” e na editora NG (que passaria a ser conhecida como Editora Maciota e depois como Editora Press). Nesse mesmo ano, é criado o “Dia do Quadrinho Nacional”, comemorado no Dia 30 de Janeiro; a data foi instituída pela Associação dos Cartunistas de São Paulo em homenagem à data da primeira publicação de “As Aventuras de Nhô Quim” ou “Impressões de Uma Viagem à Corte” em 1869. A associação também cria o Prêmio Angelo Agostini, um prêmio para artistas brasileiros realizado no dia 30 de Janeiro. Em 1989, surge outra premiação, o Troféu HQ Mix. Em 1986, as Organizações Globo compram a Livraria do Globo, e com isso a Rio Gráfica Editora pode ser chamada de Editora Globo. Em 1987, Mauricio de Sousa transfere os títulos da “Turma da Mônica” para a editora. Além da Grafipar, outras editoras investiram em revistas baseadas em séries de ação japonesas, chamadas de tokusatsu. Entre 1982 e 1986, a Bloch Editores publicou uma revista não licenciada de “Spectreman”; desenhada por Eduardo Vetillo, a revista era produzida no estilo dos comics de super-heróis. No final da década de 1980 foi a vez da EBAL (Editora Brasil-América) lançar revistas baseadas em séries da Toei Company: “Jaspion”,“Changeman”, “Machine Man”, “Sharivan”, entre outros. As revistas foram produzidas pelo Studio Velta, e no início da década seguinte, os títulos foram transferidos para a Editora Abril. A Editora Abril também publicou revistas baseadas nos desenhos animados da Filmation: “He-Man” e “BraveStarr”. Inicialmente a revista “He-Man” publicou histórias da Marvel Comics/Star Comics, e posteriormente publicou histórias produzidas pelos brasileiros Gedeone Malagola (roteiros), Watson Portela, Marcelo Campos (desenhos), entre outros.
  • 53. 50 Em Junho de 1985, o cartunista Ziraldo assume a presidência da Funarte (sigla de Fundação Nacional de Artes). O órgão fora criado dez anos antes pelo Governo Federal, com o objetivo de promover atividades culturais do país, sobre o comando de Ziraldo, atuaria também como sindicato de tiras brasileiras; em 1990, o então presidente do país Fernando Collor de Mello fecha a Funarte e, com isso, o jornalista Ricky Goodwin cria um novo sindicato para distribuir tiras brasileiras, a Pacatatu. Em 1986, a Editora Abril inicia uma série de publicações adultas; a primeira delas foi a revista “Aventura & Ficção”, inicialmente composta por títulos adultos da Marvel Comics, e a partir da 14ª edição, passou a publicar títulos de artistas brasileiros e europeus. Em 1987, é a vez da revista “Epic Marvel”, baseada na revista “Epic Illustrated” da Epic Comics, selo adulto da Marvel; a revista publicou, pela primeira vez no país, a série “Dreadstar”, de Jim Starlin. No ano seguinte, é a vez da série “Graphic Novel”: graphic novel é um termo atribuído ao quadrinista Will Eisner, para definir histórias em quadrinhos de conteúdo mais sério. Inicialmente a série da Editora Abril publicou histórias das editoras Marvel e DC, logo em seguida publicou autores europeus. A editora publicaria também a série “Graphic Marvel”, e outras editoras investiriam no gênero, como a Editora Globo que lançou a Graphic Globo (onde a série Dreadstar seria publicado novamente no país) e a editora Nova Sampa, a sua Graphic Sampa. Em 1988, é publicado pela Cedibra, o primeiro mangá original do Japão, “Lobo Solitário” de Kazuo Koike e Goseki Kojima. Nesse mesmo ano, “Os Trapalhões” passam a ser publicado pela Editora Abril, desta vez produzidos pelo estúdio de César Sandoval, criador da “Turma do Arrepio”. A editora VHD Diffusion, lança a revista “Animal”, revista de conteúdo adulto inspirada nas revistas estrangeiras do gênero: a norte-americana “Heavy Metal”, a francesa “L'Echo des Savanes”, a espanhola “El Víbora” e a italiana “Frigidaire”. No final da década, o estúdio Artecomix passa a se chamar Art & Comics e começa a agenciar desenhistas brasileiros para o mercado americano.
  • 54. 51 Década de 1990 Na década de 1990, a História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso com a realização da 1ª e 2ª Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, em 1991 e 1993, e a 3ª em 1997, em Belo Horizonte. Estes eventos, realizado em grande número dos centros culturais da cidade, em cada versão contaram com público de algumas dezenas de milhares de pessoas, com a presença de inúmeros quadrinistas internacionais e praticamente todos os grandes nomes nacionais, além de exposições cenografadas, debates, filmes, cursos, RPG e todos os tipos de atividades. Em 1990, a Editora Globo lança a revista “Dreadstar: O Guerreiro das Estrelas”, de Jim Starlin, mas a revista durou apenas 10 edições. Em 10 de maio de 1990, morre aos 93 anos o jornalista Adolfo Aizen (pioneiro das histórias em quadrinhos no Brasil), mas a sua editora a EBAL (Editora Brasil-América) ainda existiria até 1995, quando publicaria o décimo quinto álbum do “Príncipe Valente”. Em 1991, a Bloch Editores publicou a revista “Mestre Kim”, a revista era inspirada em “Yong Min Kim”, coreano naturalizado brasileiro, mestre de “Tae- Kwon-Do”, Kim, ensinou defesa pessoal a membros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Federal e se apresentava em programas da Rede Manchete (empresa do mesmo grupo do qual fazia parte a Bloch Editores), a revista teve como roteiristas o próprio Yong Min Kim, Antônio Ribeiro (assinando como Tony Carson) e desenhos de Eugênio Colonnese e Marcello Quintanilha. Graças ao sucesso de “Os Cavaleiros do Zodíaco” e outros animes na TV aberta, começam a surgir novas revistas informativas, surgem a Revista “Herói” publicada em conjunto pela Acme (atualmente Conrad Editora) e pela Nova Sampa, surge também “Heróis do Futuro” da Editora Press, além das revistas que traziam exclusivas sobre anime e mangá “Japan Fury” da Nova Sampa, e “Animax” da Editora Magnum. Surgem também as revistas em quadrinhos inspiradas na estética mangá, como adaptações dos Video games da Capcom “Street Fighter”, escrita por Marcelo Cassaro, Alexandre Nagado e Rodrigo de Góes, pela Editora Escala; “Megaman” e “Hypercomix” pela Editora Magnum (editora que publicava revistas sobre armas de fogo),
  • 55. 52 que teve a participação de artistas como Daniel HDR (que desde 1995, desenhava para o mercado americano, personagens como “Glory” da Image Comics), Eduardo Francisco e Érica Awano (onde os dois últimos fizeram suas estreias no mercado editorial). Em 1995, surge a primeira versão brasileira da revista “Heavy Metal”, publicada pela Editora Homônima, a editora publicou as séries “Druuna” de Paolo Eleuteri Serpieri e “Gullivera” de Milo Manara. No ano seguinte, Carlos Mann, dono da gibiteria Comix Book Shop e o jornalista Dário Chaves, publicam o álbum “Brasilian Heavy Metal”, o álbum teve 200 páginas e publicou apenas histórias produzidas por brasileiros, tais como “Leão Negro” de Cynthia Carvalho (roteiro) e Ofeliano de Almeida (desenhos), além de histórias produzidas por artistas como Júlio Shimamoto, Marisa Furtado, entre outros, o lançamento surgiu em decorrência das comemorações de 10 anos da gibiteria Comix. No mesmo ano, Sergio Guimarães, dono da Editora Press convida Carlos Mann para ser editor da revista “Heróis do Futuro”, a revista contou com a colaboração de Dário Chaves. Posteriormente, a editora Heavy Metal (uma das editoras que publicava as histórias da revista “Heavy Meta”) é dividida, e parte da editora é vendida para a Editora Escala e outra parte torna-se da Editora Metal Pesado, a revista “Metal Pesado” publicada pela editora ganhou em 1997, os prêmios Angelo Agostini e HQMix , a revista “Metal Pesado” só publicava histórias de artistas brasileiros, a revista teve uma edição especial publicada em comemoração dos 15 anos da Gibiteca de Curítiba, nela foi publicada histórias do herói “O Gralha” produzidas por Alessandro Dutra, Gian Danton, José Aguiar, Antonio Eder, Luciano Lagares, Tako X, Edson Kohatsu, Augusto Freitas e Nilson Müller. Em 1996, a Editora Globo publicava os títulos da Sergio Bonelli Editore, e lançava no Brasil “Sin City”, de Frank Miller, além da versão brasileira da Revista “Wizard” (encerrada na 15ª edição, em 1998). Os títulos da Image Comics: “Gen¹³”, “Wildcats”, “Cyberforce”,“Witchblade”, “Savage Dragon” e “Spawn” eram publicados pela Editora Abril, e não durariam muito tempo na editora, sendo cancelados. Os títulos da Image Comics, antes publicados pela Globo, retornariam às bancas brasileiras pela Editora Abril.
  • 56. 53 Ainda no ano de 1996, Dorival Vitor Lopes, Hélcio de Carvalho e Franco de Rosa criam a Mythos Editora, que assume títulos da Sergio Bonelli Editore. No ano seguinte, Jotapê Martins cria a editora Via Lettera, e em 1998, Franco de Rosa e Carlos Mann criam a editora Opera Graphica, inicialmente a Opera Graphica funcionou como estúdio, Mann, Rosa e Chaves produziram as revistas “HQ - Revista do Quadrinho Brasileiro” (outra revista inspirada na americana “Heavy Metal”), “Graphic Talents”, “Comix Book Shop Magazine”, além de revista que ensinavam técnicas de desenho, todas publicadas pela Editora Escala, além de quadrinhos eróticos publicados pela Editora Xanadu (um selo da Editora Escala). Entre 1997 e 1998, Marcelo Cassaro consegue licença para lançar adaptações de “Street Fighter Zero 3”, “Mortal Kombat 4” e lança suas HQs autorais “Holy Avenger”, “U.F.O. Team”. Belo Horizonte tem se revelado um polo brasileiro para eventos ligados à nona arte, recebendo a Bienal Internacional de Quadrinhos em 1997, em sua terceira edição, durante as comemorações do centenário da cidade, uma efervescência profissionalizante tomou conta da cidade, interessando diversos grupos e empresas ligadas aos quadrinhos. Atualmente, Belo Horizonte conta com a Associação Cultural Nação HQ, que implementa o Centro de Pesquisa e Memória do Quadrinho, além de promover encontros e festivais anualmente. O Festival Internacional de Quadrinhos foi criado em 1999, substituindo a Bienal Internacional de Quadrinhos, vindo a atender à demanda por um evento que abrigasse a produção constante da cidade. Em 1999 a Acme, de Cristiane Monti, André Forastieri, Renato Yada e Rogério de Campos, se transforma em Conrad Editora e publica o primeiro mangá japonês no formato livro e com leitura oriental (da direita para a esquerda): “Gen Pés Descalços”, de Keiji Nakazawa
  • 57. 54 Século XXI Década de 2000 No fim da década de 1990 e começo da década de 2000, surgiram na internet diversas histórias em quadrinhos brasileiras, ganhando destaque a webcomics (quadrinhos cuja publicação é veiculada exclusivamente pela Internet) dos “Combo Rangers”, criados por Fábio Yabu, e que tiveram três fases na internet (Combo Rangers, Combo Rangers Zero e Combo Rangers Revolution, que ficou incompleta), uma minissérie impressa e vendida nas bancas (Combo Rangers Revolution, Editora JBC, 2000, 3 edições) e que ganhou, posteriormente, uma revista mensal pela mesma JBC (12 edições, agosto de 2001 a julho de 2002) e continuada pela Panini Comics (10 edições, janeiro de 2003 a fevereiro de 2004) e os “Amigos da Net”, criado por Lipe Diaz e Gabriela Santos Mendes, premiados pela Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação) e veiculados pelos portais Ibest e Globo.com. Nessa época são publicados os primeiro mangás japoneses para o público adolescente, a Editora JBC (Japan Brazil Communication) publica “Samurai X” no formato tankōbon (livro de bolso) e a Conrad Editora publica “Os Cavaleiros do Zodiaco” e “Dragon Ball” em formatinho. Cada volume dos mangás publicados pela JBC e pela Conrad equivalia à metade de um volume japonês. Em 2006, a Editora Globo começa a lançar a revista da “Cuca”, assim como as demais do “Sítio do Picacau amarelo” cobrindo o espaço infantil. Em 2007, a Panini Comics passa a publicar títulos da “Turma da Mônica” (anteriormente lançados pela Editora Globo). No mesmo ano a editora lança a série “Turma da Mônica Coleção História”, uma coleção de edições fac-símiles (edições novas que apresentam uma reprodução exata das edições originais) de revistas publicadas pelas editoras Abril e Globo, no mesmo ano, a editora lança a série “As Tiras Clássicas da Turma da Mônica”. Em 2008 é lançada a webcomic “XDragoon” de Felipe Marcantonio que inicialmente era baseada nas séries de jogos do “Sonic”, mas que com o tempo foi ganhando uma história própria e inclusive ganhou uma animação.
  • 58. 55 Também em 2008, a “Turma da Mônica” ganha uma versão adolescente em estilo mangá: “Turma da Mônica Jovem” pela Panini Comics. No mesmo ano, a Editora Globo resolve se retirar do mercado de quadrinhos; as Organizações Globo publicavam quadrinhos desde de 1937, ano do lançamento de “O Globo Juvenil”. Ainda em 2008 a Panini Comics lança no formato de bolso, a coleção “As Melhores Tiras”, contendo as tiras dos personagens Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Bidu e Penadinho, no ano seguinte, uma nova coleção de bolso, é lançada pela L&PM, editora que criou uma linha de livros de bolso em 1997. Comentários Maurício de Souza foi um dos grandes cartunistas brasileiros, sendo seu maior trabalho A Turma da Mônica. O que poucos sabem é que esse projeto foi inspirado a partir da observação de pessoas próximas ao autor. Ele procurou usar da realidade para criar personagens que se identificassem com o publico, não utilizando somente da imaginação para criar personagens fictícios. Um grande exemplo disso foi o cachorrinho Bidu, inspirado no seu animal de estimação de infância ou na Mônica, baseada nos aspectos físicos e psicológicos de sua filha. O cebolinha era a representação de um de seus dez filhos, que realmente trocava o “R” pelo “L” nas palavras. Também há o personagem Cascão, que foi inspirado na infância de um dos colegas de trabalho de Maurício. Outro aspecto interessante é quanto ao formato das tirinhas, em geral na vertical e não na horizontal, como muitas outras tirinhas. Isso derivou-se desde o início da produção dessa HQ, pois quando ele começou a trabalhar, criou tiras verticais para o jornal, inovando no estilo.
  • 59. 56 Cartoonists Maurício de Souza auricio de Sousa is a Brazilian cartoonist who has created over 200 characters for his popular series of children's comic books. Born in Santa Isabel on October 27, 1935. His father, Antonio Mauricio de Sousa, was a poet, and his mother, Petronilla de Sousa Araújo, also delved into poetry. Mauricio developed an interest in cartoons at a young age, and began designing posters and magazine illustrations. Today, he is the father of ten children, and was inspired by new characters, like Monica, Magali, Marina, Maria Angela, Nimbus and Nick No. Mauricio began his career as an illustrator in the region of Mogi das Cruzes, near Santa Isabel, where he was born. At 19, he moved to São Paulo, and for five years worked Folha da Manha (current FSP), writing police reports. In 1959, he created his first character, the dog Bidu. From there came, Chives, Smudge, Monica, and many others. In 1970, Monica launched the magazine, with a circulation of 200,000 copies. In the 80s, Maurice witnessed the invasion in the Brazilian market of Japanese anime and it eventually lost much of its market, because at that time he still had no television product. Thinking about it, Mauricio founded the animation studio "Black & White" and it created a great team who designed eight features to regain the market, but it all happened in a terrible time in our history, because Brazil had now a galloping inflation, excluding the law reserve the computing market that prevented any kind of modernization to cope with the new products. M
  • 60. 57 Thus, left with no other option but to return the comics, at least until the Brazilian economic situation improved. In 1987 the comic books began to be published by Editora Globo, in conjunction with the studio Mauricio de Souza. The author has achieved the extraordinary number of magazines published 1 billion. Over 100 national and international companies are licensed to produce almost 3000 items with the characters of Mauricio de Sousa, his creations have already reached more than 120 countries in 50 languages. In 2005, launched the character Ronaldinho Gaúcho, in less than a year gained publications in more than 20 countries and hundreds of children's products launched in Europe. Last year, in an unprecedented feat, UNICEF (United Nations Fund for Children and Adolescents) has appointed an ambassador's character Monica, Mauricio creation inspired by her second daughter. On occasion, Mauricio was named Writer for Children organization. His latest creations are Tikara Keika and characters created especially for the celebrations of the centenary of Japanese immigration to Brazil that are already part of the stories of Monica. Comics Mauricio de Sousa has gained international fame, was featured on licensed products, and have even been adapted for cinema, television, video games, and even an amusement park in Sao Paulo, Parque da Monica (" Parque da Monica "). Two other facilities Monica Park were also located in Curitiba and Rio de Janeiro, but both closed in 2000 and 2005, respectively. In 2007, all securities Monica went to the multinational Panini, who at the time also owned the rights to the publications of the superheroes of Marvel and DC Comics. Still in the same year, Mauricio de Souza received honors for samba school, Unidos do Peruche, who sang the theme song "With Mauricio de Sousa to the States Peruche open wings, open books, open minds and makes you dream." In 2008, Mauricio began publishing Monica Young ("Teen Monica"), a series of unfolding of "Monica", with Monica and her friends now as teenagers, taking pages in black and white, as well as art style heavily influenced manga. Issue # 34 of "Monica teen" comics, featuring the first real kiss between Monica and Jimmy (who had kissed on two previous occasions, but in a different context) had 500,000 sales.
  • 61. 58 In 2011, he was honored at the seventh annual International Comics Festival, in Belo Horizonte. Public service work of Mauricio has earned him international recognition. Among the honors he has received are the Presidential Medal of Honor for his Brazilian promotion of human rights, an honorary doctorate in public service from La Roche College of Pittsburgh, Pennsylvania, and a Lifetime Achievement Award from the Brazilian International Press Association. Meet some of the characters Mônica (1963) - The self-proclaimed "mistress of the street." Her stuffed bunny is the terror of his classmates when arm against her or speak of her (call her "shorty", "chubby" and "toothy"). It popped, but affectionate. She is the best friend of Magali. Owner of a force that is sometimes carried to exaggeration. Originally it was the younger sister of Zé Luis, but the idea was abandoned soon after. Based on a daughter's namesake Mauricio. Cebolinha (Chives) - (1960) - the main friend and 'opponent' of Monica. Loves pestering friends and has only five strands of hair and a speech impediment: change the "R" with "L"). Normally is plotting his "infallible plans" in vain attempts to usurp the title of Monica's "the lady of the street" or see where he gets his superhuman strength. Always ends up paying with coelhadas deserved in the end. Cascão (Smudge) - (1961) - due to his irrational fear of water, NEVER bathed in life (or fails to understand this). It is the best friend of chives. Based on other known Mogi das Cruzes. His personality was originally that of a boy who loved and lived in a garbage dump but she was moving into a playful personality that recycles old objects to make toys, but with the same fear of water. Magali (1963) - Sweet girl, sweet and simple but great hunger. He wants to eat everything in sight. It was also created based on a namesake daughter of Mauricio. Likes to eat a lot, and everyone, making it sometimes even selfish. It's best friend Monica. Walt Disney
  • 62. 59 alt Disney was born on December 5, 1901 in Chicago Illinois, to his father Elias Disney, and mother Flora Call Disney. Walt was one of five children, four boys and a girl. After Walt's birth, the Disney family moved to Marceline Missouri, Walt lived most of his childhood here. Walt had very early interests in art, he would often sell drawings to neighbors to make extra money. He pursued his art career, by studying art and photography by going to McKinley High School in Chicago. Walt began to love, and appreciate nature and wildlife, and family and community, which were a large part of agrarian living. Though his father could be quite stern, and often there was little money, Walt was encouraged by his mother, and older brother, Roy to pursue his talents. During the fall of 1918, Disney attempted to enlist for military service. Rejected because he was under age, only sixteen years old at the time. Instead, Walt joined the Red Cross and was sent overseas to France, where he spent a year driving an ambulance and chauffeuring Red Cross officials. His ambulance was covered from stem to stern, not with stock camouflage, but with Disney cartoons. Once Walt returned from France, he began to pursue a career in commercial art. He started a small company called Laugh-O-Grams, which eventually fell bankrupt. With his suitcase, and twenty dollars, Walt headed to Hollywood to start anew. After making a success of his "Alice Comedies," Walt became a recognized Hollywood figure. On July 13, 1925, Walt married one of the first employees, Lillian Bounds, in Lewiston, Idaho. Later on they would be blessed with two daughters, Diane and Sharon. W
  • 63. 60 In 1932, the production entitled Flowers and Trees (the first color cartoon) won Walt the first of his studio's Academy Awards. In 1937, he released The Old Mill, the first short subject to utilize the multi-plane camera technique. On December 21, 1937, Snow White and the Seven Dwarfs, the first full-length animated musical feature, premiered at the Carthay Theater in Los Angeles. The film produced at the unheard cost of $1,499,000 during the depths of the Depression, the film is still considered one of the great feats and imperishable monuments of the motion picture industry. During the next five years, Walt Disney Studios completed other full-length animated classics such as Pinocchio, Fantasia, Dumbo, and Bambi. Walt Disney's dream of a clean, and organized amusement park, came true, as Disneyland Park opened in 1955. Walt also became a television pioneer, Disney began television production in 1954, and was among the first to present full-color programming with his Wonderful World of Color in 1961. Walt Disney is a legend; a folk hero of the 20th century. His worldwide popularity was based upon the ideals which his name represents: imagination, optimism, creation, and self-made success in the American tradition. He brought us closer to the future, while telling us of the past, it is certain, that there will never be such as great a man, as Walt Disney.
  • 64. 61 Ziraldo iraldo Alves Pinto was born on October 24, in the town of Caratinga, in the State of Minas Gerais. He is the eldest of a family of seven brothers. His name comes is a combination of the names of his mother Zizinha and his father Geraldo. This is how Zi-raldo was conceived - a unique name. He spent his childhood in Caratinga, going to school at the Grupo Escolar Princesa Isabel. In1949 he went to Rio de Janeiro with his grandfather, and he studied for two years at MABE (Modern Teaching Association). In 1950 he went back to Caratinga for the mandatory military service. He finished lower school in the Colégio Nossa Senhora das Graças. He graduated in Law School in 1957 at the Faculty of Law of Minas Gerais in the capital of Belo Horizonte. In the following year he got married to Dona Vilma, after seven years of courtship. The couple has three children, Daniela, Fabrizia and Antônio, and four grandchildren. Ziraldo loves drawing since a very tender age. He used to draw everywhere - on the sidewalks, walls, classrooms... Another passion of his since childhood is reading. He would read whatever fell into his hands: Monteiro Lobato, Viriato Correa, Clemente Luz (The Magician), and all the comics that were then published. By that time, upon reading the pages of his first comic book, he felt that this is where his future would be. Ziraldo's career started in the magazine ''Era Uma Vez'' with monthly contributions. In1954 he started working in the newspaper A Folha de Minas with a humor page. Coincidentally, this was the same newspaper to publish his first drawing in 1939, when he was just six years old! In 1957, he started publishing his works in magazine A Cigarra, and later in O Cruzeiro. In 1963 he started working with Jornal do Brasil, where he still has comics strip. He also worked at magazines Visão e Fairplay. Z
  • 65. 62 Ziraldo made posters for several Brazilian movies including Os Fuzis, Os Cafajestes, Selva Trágica, Os Mendigos, etc. In Rio de Janeiro Ziraldo became one of the most well-known and acclaimed graphic artists in Brazil and around the world. Due to its diversity, it is not possible to limit his work to the graphic arts alone, though. He is an artist that along the years developed several facets of his talent. Ziraldo is also a painter, poster artist, cartoonist, caricaturist, journalist, author of plays, and writer. In the 60's his cartoons and political strips started showing in magazine O Cruzeiro and newspaper Jornal do Brasil. Characters like Jeremias, o Bom, the Supermãe and later the Mineirinho, became extremely popular. Also in the early 60's his childhood dream came true: Ziraldo became a comics author and launched the first Brazilian comics book by a single author. The main character was one-legged Saci Pererê, an important mythical figure in the Brazilian folklore. Other characters of this gang included a small Indian and several animals of the Brazilian fauna such as a leopard,a jabuti (land turtle), an armadillo, a rabbit and an owl. Turma do Pererê was a landmark in the history of comics books in Brazil. In 1964, when the military took over the government, the magazine was closed down. It was too nationalistic to survive the fascist coup censorship that happened in Brazil. Nevertheless, these characters were so typically Brazilian that they resisted the hard military years. In 1973 Editora Primor, a publishing house in Rio de Janeiro would re-edit in3 albums a selection of the best stories of Saci Pererê and his gang under the name- A Turma do Pererê. The stories were incorporated into the best teaching books published in the country, helping the Brazilian children to better know and understand their own culture.
  • 66. 63 During the Military Dictatorship period ( 1964-1984 ), Ziraldo participated was part of an intense resistance effort against repression. Together with other humorists he founded the most important non-conformist newspaper in the history of Brazilian press, O Pasquim. Ziraldo considers O Pasquim to be the best seller of post-'68 humorists. With the edition of the AI - 5, an act that restrained civil liberties during the Military Revolution, many Brazilians that were against the regime tried to hide and escape from imprisonment. Ziraldo spent the night helping to hide his friends and did not worry about himself. On the day right after the enactment of the infamous AI-5 he was arrested in his home, and taken to the Forte de Copacabana,accused of being a dangerous element. In 1968 Ziraldo's talent was acclaimed internationally with the publication of his productions in the Graphis magazine, a sort of Panthéon of the graphic arts. His works were also published in international magazines including Penthouse and Private Eye in the U.K., Plexus and Planète in France and Mad Magazine in the U.S.. In the year of 1969 the artist received very important awards. He won the International Oscar of Humor in the 32nd International Exposition of Caricatures in Brussels, and the Merghantealler Award, the highest honor granted to the free press in Latin America by the International Press Association in Caracas, Venezuela. He was invited to draw the annual UNICEF poster -- the first time a Latin artist was granted the honor. Ziraldo made a mural for the opening of nightclub Canecão, in Rio de Janeiro, on a wall with over 200 square yards. This work of art was reproduced in magazines all over the world. Today it is unfortunately hidden behind a wooden panel. Also in the year of 1969 he published his first book for children, FLICTS. It is the story of a color that could not find its place in this world. In this booked he used lots of colors and a minimum of words. The U.S. Embassy in Brazil gave a copy of the book to the American astronauts that first stepped on the moon when they visited Brazil. Neil Armstrong, one of the astronauts, was touched when he read the book, and wrote to the author: "The moon is FLICTS".
  • 67. 64 In the 70's, when his work was already acclaimed, Ziraldo went on opening new doors in Brazil and around the world. Since 1972 his works have always been selected by magazines Graphis Annual and Graphis Porter. Several international magazines have used Ziraldo's drawings on their covers, including Vision, Playboy, and GQ ( Gentlemen's Quarterly). His material can be seen in magazines all over the world. Some of his drawings were selected to become a part of the collection of The Cartoon Museum of Basel in Switzerland. In 1980 Ziraldo received his greatest honor as an author of children's books at the Bienal do Livro in São Paulo, with the release of O Menino Maluquinho. The book became the biggest editorial hit in the Fair and was awarded the Prêmio Jabuti by Câmara Brasileira do Livro in São Paulo. This book has been adapted for the theater, movies, Internet, and children's opera by Maestro Ernani Aguiar. O Menino Maluquinho became a true symbol of the Brazilian Kid. In 1980 Ziraldo received his greatest honor as an author of children's books at the Bienal do Livro in São Paulo, with the release of O Menino Maluquinho. The book became the biggest editorial hit in the Fair and was awarded the Prêmio Jabuti by Câmara Brasileira do Livro in São Paulo. This book has been adapted for the theater, movies, Internet, and children's opera by Maestro Ernani Aguiar. O Menino Maluquinho became a true symbol of the Brazilian Kid. In 1994 the Brazilian Post Office minted stamps with O Menino Maluquinho, o Bichinho da Maçã (The Apple Worm), the Turma do Pererê and Saci Pererê himself. With this tribute by the Brazilian Correios e Telégrafos to the artist's work was spread all over the planet with wishes of a Happy Xmas, Season's Greetings and Happy New Year. Ziraldo's books have already been translated into several languages, including Spanish, Italian, English, German, French and Basque.
  • 68. 65 Ziraldo's art is part of our everyday life, and his works can be identified in famous logos such as the one used by Telerj (Rio de Janeiro's phone company), in matchboxes that soon became collector's items, posters for the charity fund-raising Feira da Providência, hundreds of T-shirts, symbols for campaigns, etc. Ziraldo is always involved in new projects, and one of the novelties to come is the magazine Bundas (Buttocks), a humorous counterpart to the ostentatious Caras, a magazine dedicated to the lifestyle of the rich and famous. "Those who showed their butts in Caras will never show their faces in Buttocks"... Henfil enfil represented a major reference in the Brazilian scene during the decade of 60 until 80. During this time, he was part of the famous newspaper "The Quibbler" and was the author of several unforgettable characters as "Ceferino", "Blackbird", "Bode Orellana", "Rice Powder," among others without forgetting the terrible "Fradinhos" moreover also excelled as a journalist and writer. Henrique de Souza Filho was the real name of Henfil. Born in Ribeirao das Neves, Minas Gerais, on February 5, 1944, but grew up on the outskirts of Belo Horizonte. Arnold studied at the College of the Order of the Divine Word, then did the supplementary night and finally came to the university where he studied Sociology nearly, if he had not abandoned two months later. In 1970, Henfil launched its first magazine "The Fradinhos" with his most famous, with its characteristic and striking. His amazing drawings had that magic touch. With a few simple strokes, like a doodle or sketch of a character to be drawn, Henfil could build the world of his caricatures using political humor, critical, severe his characters typically Brazilian. Henfil was a man tremendously politicized and its engagement in favor of the return of democracy and amnesty for political prisoners was well clear. He fought for the "Direct Elections Now" and was always participating in all demonstrations for freedom. H
  • 69. 66 An example of this was when the singer Elis Regina in 1972, agreed to do a presentation to the Brazilian Army. Henfil wasted no time in "The Quibbler" published a cartoon burying the singer, calling her a "ruler" along with other personalities, who according to his viewpoint, were also treats the regime because of their personal interests, such as Roberto Carlos, Pelé, Paul Gracindo Tarcisio Meira and Marilia Pera. Naturally, Elis disliked and protested vehemently against the charge. Sure enough, the Henfil buried again. Chronicles the famous "Letters from Mother," for example, made several references to the brother who was exiled Valek. Publicly exposing your family drama, the dark side of the country and also with the false impression that the military went from persecuted for political opinion. In 1977, Henfil began collaborating with the magazine "Isto É", weekly, and recalled in its articles of Valek, her brother. Henfil also not confined to the drawings, dabbled with cinema, theater and television, getting to work on Rede Globo, one of the editors of the defunct TV program Woman. He also wrote several publications, always marking its social and political, such as: "Diary of a cururacha" (1976), "Hiroshima, my mood" (1976), "Ten in mood" (compilation, 1984), "Direct Elections Now " (1984), "Fradim Liberation" (1984) and "How do political humor" 1984. From his youth he worked in several departments as a packer of cheese, boy and later in 1964 began as a cartoonist and comic artist for "Magazine Alterosa" of Belo Horizonte, through an invitation from the then editor Robert Drummond and which first appeared " The Fradinhos ". A year later, in 1965, began collaborating with the newspaper "Diário de Minas" and gradually their work began to be published in other cities such as Rio de Janeiro in the "Journal of Sports" and also in large circulation magazines of the time as "Reality", "view", "Score" and "The Cruise." According to the authors, it was Henfil monitored, since that time, the security organs of the dictatorship, being brother of Valek (Herbert José de Sousa), who was then a leader of the "Popular Action" and had been arrested several times. In 1969, he left and came to Minas Rio de Janeiro to work in the "Journal of Brazil" and the newspaper "The Quibbler" when his name came to be really known throughout Brazil.
  • 70. 67 At that time the country was going through a political turmoil with the military taking power and imposing a dictatorship fierce especially in art class and it was in this scenario that Henfil began to stand out, along with other cartoonists and journalist of "The Quibbler" as Jaguar, Ziraldo, Millor Fernandes, Sérgio Cabral, Tarso de Castro, among others. Henfil was a hemophiliac, like his two brothers Herbert (Valek) and Mário Francisco (Chico Mario), who through the blood transfusion ended up contracting the AIDS virus. Because of this, Henfil, over the years became increasingly with his failing health. Because of this, he moved to the United States, where he spent almost two years doing health treatments and took the opportunity to try a career in newspapers also Americans, but was disowned the only holdings in publications "underground". It was during this time that he wrote his book "Diary Cucuracha". He also wrote, directed and played the movie "Tanga gave the New York Times." After treatment he returned to Brazil and continued to write. On January 4, 1988, Henfil left us at 43 years old, in Rio de Janeiro, at the height of his career, where his work appeared in major magazines and Brazilian fortunately when the rot of the military regime, he fought against both , already had its days numbered and ready to be buried. Also that year, the other brother died Henfil, the violinist and composer Chico Mario who fought hard for the Brazilian instrumental music. He died on March 14, 1988. But the struggle Henfil somehow also continued at the hands of his brother, Joseph Valek or Herbert de Souza, who joined the forces that resulted in the "impeachment" of President Fernando Collor and struggled immensely by "Citizen Action against Poverty and for Life, "a movement in favor of the poor and excluded. Betinho died in 1997, has also severely debilitated by AIDS.
  • 71. 68 Jim Davis as born in July 14, 1945 in Marion, Indiana, Jim Davis grew up on a small farm with his dad, Jim Sr., who raised Black Angus cows, his brother Dave, and 25 cats that relied on the hospitality of Jim's mother, Betty. When asthma forced him inside, away from his regular farm chores, the young Davis spent hours drawing. With little more than his pencil, paper and imagination, he created pictures, which he soon discovered were more fun when accompanied by words. Jim attended Ball state University in Muncie. As an Art and Business major he distinguished himself by earning one of the lowest accumulative grade point averages in history of the University. After college, Davis did a two-year stint with a local advertising agency and met and married his wife, Carolyn, a gifted singer and elementary school teacher. In 1969, he joined Tumbleweeds creator Tom Ryan as his cartoon assistant. In addition to cartooning, Jim maintained a career as a free- lance commercial artist, copywriter, and radio-talent and political-campaign promoter. Then he created a comic strip about a character named Gnorm Gnat. The strip ran in one Indiana newspaper, but when Davis tried to sell it to a national comic strip syndicate he was told, "It's funny. But bugs? Who can relate to a bug?" After five years of drawing Gnorm, Davis drew a giant foot that fell out of the sky, crushing Gnorm in his last comic appearance. Davis noticed that there were numerous comic strips about dogs, but few about cats -- even though the world is full of cat lovers. He combined that knowledge with his own memories of the 25 farm cats he grew up with, and Garfield, a fat, lazy, lasagna-loving, cynical cat became his formula for success. Garfield began syndication in 41 newspapers June 19, 1978. Ironically, Davis has no cats; his wife, Carolyn, is allergic. W
  • 72. 69 Early on, Davis decided against using topical references in the strip. "It was a conscious effort to include everyone as readers," he explains. For that reason, Garfield avoids any social or political comment, as well. "Besides," says Davis, "my grasp of the world situation isn't that firm anyway. For years I thought OPEC was a denture adhesive." Davis adds, "Garfield is an international character. I don't use rhyming gags, plays on words, or colloquialisms in an effort to make Garfield apply to virtually any society where he may appear." The most important part of the formula? "To keep the gags broad and the humor general and applicable to everyone, I deal mainly with eating and sleeping." Garfield, the fat, lazy, wise-cracking lasagna-eating cat would celebrate his 20th birthday on June 19th 1998, as one of the most popular cartoon characters in the world. When Davis created Garfield in 1978, he never imagined the phenomenal success and worldwide following that Garfield and friends would command. Garfield is the most widely syndicated Sunday comic in the United States, and worldwide, has more than 220 million readers daily. For Davis, life with Garfield is very simple: "If we take care of the cat, the cat will take care of us." And, by nurturing and keeping fresh every aspect of Garfield's design, attitude and entertainment quality, Davis has created not only the fastest-growing comic strip in the world, but also dozens of best-selling books that have been translated into 26 languages, a CBS television series and 13 prime-time specials, and a wide range of Garfield merchandise sold in 69 countries. The strip is pumped out daily, in a cheerful atmosphere among friends. Valette Hildebrand is assistant cartoonist, Brian Strater is art director for merchandising, Neil Alterkruse is production director, Jill Hahn is office manager, and Julie Hamilton is president of Paws, Incorporated. Paws, Inc., was formed in 1981 to handle the merchandising of the characters in the strip. Paws operates under the strict eye of Davis, who
  • 73. 70 approves each piece of Garfield art before it leaves the studio. With such attention to detail, Davis has been able to maintain the quality of the Garfield character that now appears on thousands of products sold all over the world. Of all the Garfield books published by Ballantine Books, 33 have appeared on The New York Times Best Sellers list; 11 titles hit number one and seven books appeared simultaneously on The New York Times list in 1983. In 1982 Davis' son, James Alexander, was born. Spending time with his teen-age son is one of the things Jim does when he isn't at the drawing board. His other hobbies are golf, fishing, chess, sandwiches and good friends. In 1981 and 1986, the National Cartoonists Society named Davis Best Humor strip Cartoonist of the Year. In 1985, the NCS gave him the Elzie Segar award for outstanding contributions made in the cartoon industry, and in 1990, the NCS bestowed upon Davis the prestigious Reuben award for outstanding strip of the year. Davis has won four Emmy awards from the Academy of Television Arts and Sciences for writing in the Outstanding Animated Program category for "Garfield on the Town" (1983), "Garfield in the Rough" (1984), "Garfield's Halloween Adventure" (1985), and "Garfield's Babes & Bullets" (1989). Each one of the 13 Garfield prime-time specials created for CBS-TV has been nominated for an Emmy. On top of all that, "Garfield and Friends," a popular animated series created for Saturday morning television, debuted in 1988. "Garfield and Friends" can be seen in syndication around the globe. Davis' time and energy have not been devoted exclusively to cartooning and Garfield. He is also an active environmentalist: In 1990, the National Arbor Day Foundation awarded him the Good Steward award for his efforts in reforestation in his native state of Indiana. Davis is also involved with the U.S. Fish and Wildlife Service in a campaign promoting the restoration of wetlands, as well as The National Wildlife Federation's "Build a Schoolyard Habitat" campaign that encourages students to provide wildlife environments on their school grounds. The American Association of State Colleges and Universities awarded Davis the Distinguished Alumnus award for 1985 for his dedication to the promotion of higher education. In 1991, both Ball State University and Purdue University awarded Jim honorary doctorate degrees.
  • 74. 71 Bill Watterson ill Watterson was born July 5, 1958 in Washington, D.C. While attending Kenyon College, Watterson drew cartoons for the college paper, leading to a position at the Cincinnati Post. Watterson wanted to draw comic strips and began trying to syndicate his original creation, Calvin and Hobbes, a cartoon about a rambunctious boy and his imaginary friend. Cartoonist, was Born July 5, 1958, in Washington, D.C. When he was 6 years old, Bill Watterson moved with his father James, a patent attorney, and his mother, Kathryn, to Chagrin Falls, Ohio. After the family settled in, Kathryn soon won a seat on the city council. James Watterson would also serve on the Chagrin Falls city council, but not until some 30 years later. As a child, Bill Watterson—unlike his creation Calvin—"never had imaginary animal friends," he later remembered. "I generally stayed out of trouble, I did fairly well in school." He developed an early interest in drawing, and was inspired by classic cartoonists like "Peanuts" creator Charles Schulz and "Pogo" illustrator Walt Kelly. In 1976, Watterson enrolled at Ohio's Kenyon College, where he spent four years drawing political cartoons for the Collegian campus newspaper (and a few weeks during his sophomore year painting a copy of Michelangelo's "Creation of Adam" on his dorm room ceiling). Following his 1980 graduation, Watterson was immediately offered a job as an editorial cartoonist at the Cincinnati Post. His editors were unimpressed with his work, however, and less than a year later Watterson found himself unemployed and living back home with his parents. He decided to abandon political cartoons (he was not particularly interested in politics anyway) and return to his first love: comic strips. The next few years proved mostly discouraging. Watterson sent his strips to countless newspapers and received nothing but rejection slips. For a time, he took an unhappy job designing advertisements for car dealerships and grocery stores. This period in his life was important, he later said, because it proved to him that the substance of his work mattered more than money. "To endure five years of rejection to get a job requires either a faith in oneself that borders on delusion, or a love of the work," he told B
  • 75. 72 the 1990 graduates of his alma mater in a commencement speech. "I loved the work." Calvin and Hobbes fter experimenting with several different characters, Watterson developed a strip called "Calvin and Hobbes." It starred Calvin, a rambunctious first-grader who sounded "like a 6-year-old psychotic on Ritalin one day and a Yale lit grad the next," as one journalist put it, and Hobbes, a stuffed tiger who came to life only when alone with Calvin. Universal Press Syndicate bought the strip in 1985, giving Watterson a national audience. Readers loved "Calvin and Hobbes"—Calvin's flights of wild imagination, often undertaken while clad in rocket-ship underpants; Hobbes's wry observations; and the sensitive, wise, literary voice of the strip itself (the main characters were named after philosophers John Calvin and Thomas Hobbes). In 1986, Watterson became the youngest cartoonist ever to receive the National Cartoonists Society's Reuben Award—the industry's highest honor. With the strip's popularity exploding, Universal Press Syndicate was eager to produce and sell "Calvin and Hobbes" merchandise. Watterson refused. Merchandising, he said, "would turn my characters into television hucksters and T-shirt sloganeers and deprive me of characters that actually expressed my own thoughts." That's why there are no official "Calvin and Hobbes" toys or t-shirts, though unauthorized reproductions of the characters still abound. "I clearly miscalculated how popular it would be to show Calvin urinating on a Ford logo," Watterson once quipped, referring to the popular bootleg car window decals. After 10 years of writing delighting readers, Watterson announced in 1995—to the heartbreak of fans—that he was ending the strip, saying that he had done all he could with "Calvin and Hobbes." The final "Calvin and Hobbes" ran on December 31, 1995. Bill Watterson and his wife live in Cleveland, where Watterson keeps a low A
  • 76. 73 profile and declines most interview and media requests. He says he has no regrets about ending the strip when he did. "It's always better to leave the party early," he said in a rare email interview with the Cleveland Plain Dealer in 2010. "If I had rolled along with the strip's popularity and repeated myself for another five, 10 or 20 years, the people now 'grieving' for 'Calvin and Hobbes' would be wishing me dead and cursing newspapers for running tedious, ancient strips like mine instead of acquiring fresher, livelier talent. And I'd be agreeing with them."
  • 77. 74 Autobiografias Allan ou Allan Barbosa de Vasconcelos, tenho 16 anos, nasci na cidade de Araraquara no estado de São Paulo. Sobre mim, ainda não são grandes as aventuras e as ações que eu fiz que dessem grandes relatos ou bons livros, mais tentarei descrever um pouco de quem eu sou, do que gosto e do que eu planejo para o meu futuro (fatos que até mesmo eu desconheça, irônico a vida). Minha Família é extensa, sendo que a maior parte dela mora em Japaratinga, uma pequena cidade localizada no estado de Alagoas, sendo desta mesma cidade o lugar em que nasceu meus pais, é dessa pequena cidade em que se da início a minha história, a dos meus pais e a de meus irmãos. Foi nessa pequena cidade em que meus pais um dia saíram e vieram para Araraquara e aqui se fixaram, formando uma família (dando início a nossa família). Minha família é formada por minha mãe (Ozinete), meu pai (Adeilson), meus dois irmãos (Adaías e Adriel), minha irmã (Erica) e eu. Nossa família sempre foi unida, mesmo com as pequenas desavenças que às vezes temos, sempre estamos juntos. Lembro-me de que na minha infância eu e meus dois irmãos quase sempre soltávamos pipa, esse é um dos pequenos momentos que eu sinto falta, já que hoje nem sempre podemos estar juntos. Meus irmãos para mim são como professores que eu tento seguir seus passos, eles e meus pais são pessoas em que eu sempre tentei me espelhar. Atualmente estou no ensino médio (sendo essa a 2º vez que eu faço o mesmo, pois considerei que refaze-lo era a melhor opção que eu tinha para o meu futuro, apesar de não ser necessário), considero isso como um longo passo que todos devemos dar para um futuro melhor, embora eu ainda não tenha decidido o meu futuro, pois considero chato saber o que te espera lá na frente, o que eu vou ter de enfrentar, prefiro ir levando a vida um passo de cada vez. S
  • 78. 75 Considero-me uma pessoa eclética, gosto de diversos estilos musicais. Chato ou legal isso eu já não sei, é meio difícil se auto definir, prefiro que me conheçam e depois formem suas opiniões. Gosto de praticar esportes acho difícil de eu não gostar de algum, isso se deve porque eu sempre gostei de aventuras e novos desafios. Para mim não existe coisas difíceis, só existe coisas em que precisa ser aprimoradas para alcança-las ou conseguir os resultados desejados. Eu pratico futsal (jogo como goleiro) e vôlei, gosto desses dois esportes e sempre quando eu estou praticando-os, sempre tento fazer meu melhor. Gosto de ler gibis, mangas, jornais, dentre outros, porém não gosto muito de ler livros embora eu gosto muito de histórias com o tema medieval, faroeste e mitológico, não consigo pegar grande gosto pela leitura (para mim, acho difícil segurar o suspense de um livro). Também gosto de assistir filmes, séries, dentre outros. Atualmente as séries que eu estou assistindo são: The Walking Dead e Game of Thrones. Acho interessante os animais, sempre fies e só querendo um pouco de amor em troca. Gosto bastante da vida selvagem, meu sonho sempre foi ter um leão como um animal de estimação (acho que esse é um sonho que nunca vai se realizar, deve ser triste ter um animal tão belo fora do seu lugar de origem). Sobre minha vida social, tenho vários amigos incluindo os muitos da escola. É sempre bom estar com os amigos (mesmo com os “retardados”), pensar como eu seria sem eles é meio difícil. Também tenho vários amigos da igreja (a princípio, sou cristão), os quais não são tão diferentes dos demais. Acho que consegui descrever um pouquinho de quem sou eu, fico grato por você ter conseguido chegar até aqui para tentar desvendar o “mistério” de Allan Barbosa de Vasconcelos, penso que mais para frente poderei completar essa biografia e que isso é só o começo.
  • 79. 76 Ariadny ou Ariadny Fukunaga Vicente da Silva, nasci no dia dezesseis de março de 1998, tenho 15 anos, nasci em Araraquara-SP. Minha família é descendente de baiano e japonês e é formada por minha mãe, meu pai, meu irmão e eu . Moro em Gavião Peixoto, mas estudo na ETEC Profª Anna de Oliveira Ferraz .Resolvi Estudar em Araraquara pelo fato do ensino Médio ser melhor do que na minha cidade. Meu pai é professor de mecânica industrial e minha mãe balconista em uma loja de roupas. Tenho uma vida muito ativa, pratico vários esporte como vôlei, Karatê, futsal, judô e jiu-jitsu , mas gosto de ficar com minha família, que pra mim é a base de tudo. Beatriz eu nome é Beatriz Marques da Silva tenho 15 anos e nasci no dia 26 de janeiro de 1998, na cidade de Araraquara, estado de São Paulo, Brasil. Moro com meus pais Francisco Narcisio da Silva Filho e Áurea Alves Marques da Silva na Rua Antonio Felipe, Jardim Universal, sou filha única. Estudo na Etec Profª Anna de Oliveira Ferraz no 1º Ano do Ensino Médio, faço curso de inglês há um ano e as minhas matérias preferidas na escola são: Matemática, Inglês e Artes, adoro desenhar e me expressar. Sou muito eclética no estilo musical, pois gosto de diferentes gêneros, entre meus preferidos está o country. As musicas que mais escuto são: Enchanted (Taylor Swift), Highway don't Care (TIM McGraw) e You and Me (Lifehouse). S M
  • 80. 77 O que eu mais gosto de fazer no meu tempo livre é assistir filmes, amo o gênero ação, e os filmes de super heróis são os meus prediletos. Eu realmente odeio filmes de terror, porque acho que a maioria deles não conta uma história e que só tem mortes. Na minha lista de filmes preferidos estão: Homem de Ferro, Os Vingadores e Capitão América. Eu também adoro assistir séries policiais como CSI e Criminal Minds, mas acho que as melhores séries são as de ficção, entre elas estão The Walking Dead e The Vampire Diaries. Não sou viciada em redes sociais muito menos em computador, mas passo boa parte do tempo nelas isso porque sempre fico muito entediada. Adoro me maquiar e acho que tenho muita habilidade para isso. O meu maior sonho é viajar para Paris, e espero um dia poder realizá-lo. Vivo o dia a dia e procuro ser sempre positiva perante meus pequenos problemas. Daniel eu nome é Daniel Lopes Ribeiro eu nasci dia cinco de dezembro de mil novecentos e noventa e sete aqui mesmo em Araraquara,tenho quinze anos,estudei no Caic da primeira á quarta série,no Gilda na quinta série e no Maria Isabel da sexta á oitava série tenho um irmão que se chama Danilo e uma irmã que se chama Daiane,minha mãe se chama Rosana meu pai Luis Claudio,meus avós paternos Osorio e Ivone meus ávos maternos Elza e José. Vim para o Industrial com a intenção de ter uma melhor preparação para o vestibular. Neste trabalho pretendo melhorar meu conhecimento na matéria de português,inglês e educação artistica. Gosto de viagens,passeios,andar de bicicleta minhas comidas favoritas são lasanha,macarrão,batata frita e nos esportes gosto da natação. Não gosto de beterraba,mocoto e nos esportes não gosto muito do basquete. M
  • 81. 78 Para meu futuro pretendo entrar no técnico ano que vem e é quase certeza que vou fazer Mecatrônica e depois de completar o Ensino Médio pretendo entrar em uma universidade pública ainda não sei que faculdade quero fazer mais até acabar o Ensino Médio penso em uma, depois da faculdade pretendo arrumar um bom emprego onde eu goste do que eu faça e também ganhe bem. Isso é tudo o que tenho para descrever na minha autobiografia, família, história, sonhos e expectativas para o futuro. Mariana eu nome é Mariana Cayres, tenho 14 anos e faço aniversário dia 12 de novembro. Nasci em Campinas, vivi até meus 11 anos lá, e, quando meus pais resolveram se separar, me mudei com minha mãe pra cá, onde mora a maioria dos parentes dela. Atualmente, moro com minha mãe Silvia e minha cachorra Mel em um bairro chamado Jardim Dumont, que fica próximo ao aeroporto. Já faz 3 anos e alguns meses desde que me mudei, e nesse meio tempo, meu pai Paulo chegou a falecer de câncer. Ás vezes, eu sinto falta de conviver mais com minha família de Campinas, mas, sinceramente, morar em Araraquara é muito melhor, pela tranquilidade e sossego em qual aqui me encontro. Para me definir melhor, tenho cabelos e olhos castanhos, pele clara e digamos que uma estatura não muito alta; sendo sempre alvo de piadas pelo meu tamanho. Em gostos, adoro a cantora Nicki Minaj, assim como outros cantores de rap; o meu estilo musical mais escutado. Sou fascinada por filmes de terror, sendo: ''A Hora do Pesadelo'' e ''Premonição'' os meus escolhidos. De livros tenho vários preferidos, destacando-se: ''A menina que roubava livros'' e ''A culpa é das estrelas''. Possuo um personagem de desenho como meu ídolo, o Bob Esponja. A cor que mais gosto é o roxo, e matérias são história, matemática e biologia. M
  • 82. 79 Amo sair com meus amigos ou chamá-los para vir em casa. Sempre sou considerada a ''nervosinha'' do grupo, pois é raro eu ter calma em algo que eu faça. As minhas qualidades não sei dizer ao certo, só sei que sou bastante confiável e honesta. Meus defeitos com certeza são a minha falta de paciência e minha mudança de humor repentino. Estudava no Pedro José Neto até ano passado, onde eu tinha vários amigos. Entrar no Industrial foi muito estranho e diferente para mim nos primeiros dias, mas com o tempo, conheci ótimas pessoas e consegui me acostumar com o estudo puxado que eles oferecem. Eu me considero uma menina bastante solitária ás vezes, mas tenho minha mãe a qual conto todos os meus problemas e segredos. Um lema para vida: ''Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome. '' - Clarice Lispector Maiary asci em Araraquara-SP, aos 23 de abril de 1998 em torno das 13h. Já tinha uma irmã, Rosimeire Martins de Souza, com 4 anos de idade, tal nome escolhido pela minha mãe, Rosely Nunes Martins, e como se fosse um “revezamento” era a “vez” de meu pai, Mario Tiburcio de Souza, escolher o meu. Maiara, foi esse que ele quis, porém na época já havia muitas meninas com esse nome, minha mãe achou muito comum. A mudança veio na hora de registrar, resolveu trocar o último “A” do nome por “Y” e assim ficou: Maiary Martins de Souza. Cresci na cidade vizinha, Americo Brasiliense, casa na qual habito até hoje. É nela que tenho muitas histórias, onde passei maior parte da minha vida, aprendi a conviver com as pessoas, com o vizinho rabugento, com a mulher que lava a calçada todo dia, com fulano, com ciclano, enfim, todas as coisas e pessoas comuns e naturais que há em todo bairro. Também foi nessa casa que dei meus primeiros pacinhos, falei minhas primeiras palavras e conheci meu time do coração: Corinthians! Foi através de times, que aos 3 anos de idade falei minha primeira mentira. Meu tio Erinaldo residia conosco e era são paulino, sempre gostou muito de crianças. Ele sempre me fazia chantagens, dizia que se eu torcesse pro São Paulo ganharia doces e dinheiro, como não era nada boba, mentia dizendo ser sao paulina pra ganhar minhas guloseimas. Logo ele se casou, parei de mentir mas também perdi meus doces. N
  • 83. 80 O tempo passou, comecei a ir para a escola. Essa foi uma nova fase em minha vida onde descobri várias coisas que me acompanharam de lá até aqui. Desde criança era uma aluna responsável e estudiosa, não aceitava notas ruins e sempre queria ganhar o carimbo da professora no jardim primário. Aos 6 anos de idade descobri minha primeira paixão: Voleibol. Considero essa descoberta umas das coisas mais importantes e felizes da minha vida. Comecei brincando com a minha irmã no corredor de casa, com ela me ensinando os fundamentos principais. Ela mesmo me inscreveu na escolinha que existe aqui na cidade e a partir daquele momento o vôlei se tornou mais que um esporte para mim, era a minha vida, o lugar onde esquecia do mundo afora e só me concentrava em fazer o melhor. Na escolinha fiz várias amizades que conservo até hoje, ganhei varias medalhas de primeiros, segundos e terceiros lugares sem contar com 3 de melhor jogadora. Evolui muito e além do dom de saber jogar tinha muita sorte. Fui ficando mais velha e com 12 anos ganhei meu primeiro salário jogando para o time de Araraquara. Tive um contrato de alguns meses para fechar um campeonato e logo depois voltei para o time da cidade que jogo até hoje. Sempre sonhei em ser jogadora de vôlei mas nunca tive o apoio de meus pais, então quando completei meus 13 anos resolvi me conformar e procurar outra profissão para seguir. Sempre fui determinada e gostava muito de conseguir e alcançar meus objetivos com meu próprio esforço. Com 13 anos trabalhei em uma loja no final de ano como dobradeira e com esse salário comprei o celular que tanto queria. Por mais que me dedicasse ao vôlei e ao trabalho nunca deixava a escola de lado, ao contrário, quanto mais os anos se passavam mais eu me cobrava em relação às notas. Minhas metas passaram a ser 10 e não 9,8. Durante esse período, também, várias coisas no meio social, como o primeiro amor, o primeiro beijo, amizades não tão verdadeiras e a difícil realidade de que nem tudo no mundo é como queremos. Completando meus 14 anos, passei a me dedicar totalmente aos estudos e fechei minha 8ª serie com excelentes notas. Nesse ano também descobri e aprendi mais uma coisa: Deus leva pessoas que amamos nas horas que menos esperamos. Perdi minha amiga de classe de uma forma inesperada, descobriu-se que ela tinha leucemia. Eu e minhas amigas fizemos o possível por ela, arrecadamos dinheiro nas ruas e na escola para auxiliar no custo de seus medicamentos, fizemos rifas e oramos muito. Nada foi suficiente e em dois meses de tratamento ela veio a falecer. Pela primeira vez senti a dor de perder uma amiga o que me afetou no Vestibulinho por ter acontecido o fato quatro dias antes da prova. Graças a Deus consegui passar e conquistar mais um objetivo que havia traçado no meu caminho.
  • 84. 81 Depois de alguns meses comecei a trabalhar em uma academia, mas logo saí para me dedicar novamente à escola. Encontrava-me meio perdida, pois ainda não havia escolhido a minha profissão. Pensei, então, em engenheira, arquiteta, enfermeira, enfim, algumas profissões que considero bacanas mas nenhuma me completaria por inteira, aliás temos de trabalhar com algo que gostamos para que não seja um trabalho cansativo psicologicamente e não valorizado por si mesmo. A última coisa que vim a pensar foi ser publicitária. Pesquisei bastante sobre essa profissão e venho bastante contente com os comentários. Enfim, aqui estou. 2013. No dia 27 de abril, mais um sonho realizado: minha festa de 15 anos. Foi tudo como sonhei tudo como esperei. Agora todos meus sonhos e objetivos traçados já foram alcançados, só me restam apenas dois: Conhecer a neve e me tornar uma grande publicitária e logicamente, o que todos nós queremos: ser feliz! Roberto eu nome é Roberto Campos dos Reis Junior, possuo 15 anos sendo que nasci em 1998 no dia 14 de março, na cidade de Araraquara, SP. Minha vida não possui muitas aventuras, nem peripécias ou algo que derive um bom livro, também não sou nenhum gênio ou filósofo, mas uma coisa posso afirmar, tenho uma família incrível que não trocaria por nada e que causa inveja em muitos. Moro com meu pai, Roberto Campos dos Reis e sua esposa (minha madrasta) Gilvania Grasiele Modena que têm três filhos, Dário, Dérick e Douglas. Sou o caçula da família e por isso sou privilegiado, pois aprendo muitas experiências de vida com todos eles. Minha mãe é uma longa história e prefiro não comentar, mas não mantenho contato com ela atualmente. Meus avós paternos faleceram quando eu era muito pequeno, mas meus avós maternos me adoram e eu amo eles, meu avô Pedro e minha avó Neusa são uma dadiva para mim. Por parte de mãe possuo três tias, Rafaela, Raquel e Rebeca e por parte de pai tenho uma tia chamada Vilma e um tio chamado M
  • 85. 82 Rogério, infelizmente outra tia minha faleceu faz muito tempo, eu a adorava, era a Vânia. Sobre minha aparência física, acho-me normal, mas as pessoas devem me achar feio, pois sou branco, mas devido ao sol meus antebraços e canelas são bronzeados, isso a meu ver fica estranho. Meus olhos são castanhos e meu cabelo é um enigma porque ele era liso e um dia resolveu ficar liso de manhã e um pouco crespo à noite, por isso prefiro ele curto, mas na foto estou com o cabelo grande. Não sou muito atraente, acho, pois uso óculos, aparelho e meu rosto é cheio de espinhas, meus braços são finos e tenho “pneu” na barriga e minha voz hora afina hora engrossa , mas graças a Deus sou saudável, inteligente e “grosso” de futebol. Eu adoro futebol apesar de não ser habilidoso, embora meu pai tenha sido jogador. Também gosto de boxe e andar de bicicleta. Gosto de correr, mas me cansa quando começo a perder o fôlego, pois não tenho muito. Já pratiquei futebol, karatê, natação e Boxe, mas atualmente me exercito no Parque Infantil. Adoro comer, principalmente doces, sendo assim amo doce de leite, chocolate, cocada, mousse, pavê, amendoim doce e meu favorito é paçoca. Adoro entre as comidas salgadas esfiha, coxinha, pastel, hambúrguer e tudo que faz mal, mas me alimento bem, comendo isso às vezes e controladamente, pois engordo facilmente. Adoro gatos, são bichos muito carinhosos, em minha opinião, e possuo na minha casa atualmente uma gata chamada Juma Marruá, e uma “cachorrinha” chamada Cloe, que na verdade é um rottweiler. Vou iniciar um técnico em mecatrônica em 2014, se eu puder, e ter uma base e acima de tudo ver o que escolherei para trabalhar. Escolhi isso, pois gosto de matemática, química e física, embora tenha um pouco de dificuldade. Apesar de não me interessar, tenho facilidade em biologia e possuo dificuldade em inglês e língua portuguesa. Interesso-me por informática e se necessário leio sobre o assunto. Também adoro ler gibis, principalmente da Turma da Mônica, mas não gosto de ler livros, embora já li alguns que adorei como Desventuras em série e Drácula. Eu estudei no C.E. SESI Araraquara da 1ª à 8ª série e devido a muitos fatores resolvi buscar conhecimento no Centro Paula Souza, no qual avalio como um sistema de ensino competente que possui ótimos professores.
  • 86. 83 Espero que nesses três anos que passarei lá, eu consiga aprender muito e conseguir uma grande experiência de vida. Tenho alguns amigos na escola, como o Vinicius Guerso, Marcos Mello, Allan Barbosa, Pedro Góes e Danilo Fernandes (esses são da escola) Bruno Carioca da academia de boxe, Tarcio Costa (poeta) entre muitos outros. Converso muito com as pessoas, mas não gosto muito de sair para jantar, ir a aniversários ou outra coisa, me sinto desconfortável, prefiro conversar com a pessoa, ou fazer algo como jogar futebol, acho mais interessante. Mas adoro passear com meu pai, falar com ele e fazer um monte de coisas. Acho que isso é devido ao pouco tempo que passei com ele na infância. Não desejo luxo nem sou esnobe, gosto dos prazeres da vida simples, como jogar videogame, comer uma paçoca ou conversar com alguém, nunca desejei ser rico, apenas gostaria de nunca passar fome ou frio. Devido a muitas coisas que passei em vida e que não caberiam nessa biografia, mas que não são os piores problemas do mundo, adotei uma postura muito extrovertida, até demais, para me livrar dos “meus fantasmas” e por isso não gosto de pessoas de temperamento forte ou contraditórias. Não tenho religião definida, mas acredito em Deus. Agradeço tanto pelos meus amigos quanto pelos inimigos, pois aprendo muito com ambos, pois sempre me transmitiram algo importante para vida. Minhas considerações finais são de agradecimento a minha família que nunca me abandonou, a meus conhecidos, membros da escola, amigos e todos que fizeram parte da minha vida, em especial meu pai e minha madrasta. E por último agradeço a você leitor, por ter tido a paciência de ler toda essa autobiografia, obrigado! Marcos eu nome é Marcos Melo, tenho 15 anos e nasci em 27 de Setembro de 1997 na cidade de Araraquara – SP. Minha vida é algo que eu não falo para pessoa nenhuma... o que me deixa ainda mais relutante de tentar dizer ela nesse texto para que todas as pessoas que verem isso possa saber dela. O que posso dizer para vocês é simplesmente o básico, como a minha família, meu lar, o que faço no dia-a-dia, etc. M
  • 87. 84 Minha família... Não é o exemplo de família feliz, tendo sempre conflitos entre os membros, sempre com uma desculpa esfarrapada para discussão em vez de tentar fazer algo para acabar com ela. Moro somente com a minha avó Divina Neuza Gaudêncio, no qual o motivo eu não quero comentar. Sobre a minha pessoa em si, não sou algo que agrada todas as pessoas nem algo que as desagrada. Sou uma pessoa fechada e que analisa as outras pessoas, vendo como se comportam a certas reações minhas. Não gosto muito de esportes, sendo isso uma desgraça para todos os professores de Ed. Física, pois raramente vou fazer algo na aula deles. Gosto muito de animais, principalmente cães e gatos, sendo que sempre que paro um pouco para dar atenção pra eles quase sempre fico feliz, mesmo que não expressando isso. Tenho um cachorro bassê inútil que não faz nada além de dormir e latir de noite, mas que por pior que seja ainda gosto dele, considerando-o meu amigo e não somente meu animal de estimação. Não gosto muito de ler livros, somente os de mitologia e de tema medieval, pois acho simplesmente épico e fascinante todo o universo no qual esses tipos de livros envolvem. Aprendi a ler com os gibis da Turma da Mônica, do Maurício de Souza, e meu respeito por ele é gigantesco não só pelos gibis, mas sim por tudo o que ele fez pelos quadrinhos brasileiros. Antes de ir para o industrial eu estudei no EEBA (Escola Estadual Bento de Abreu), na qual era considerada uma boa escola antigamente... mas hoje é bem diferente, sendo até mesmo ridículo tentar dizer que é uma boa escola. Nunca desejei luxo nem riqueza, sendo que quando algumas pessoas falam sobre dinheiro na minha família, como “preciso de dinheiro” ou “com dinheiro da pra fazer isso”, eu acho isso simplesmente ridículo, pois ficar pedindo dinheiro não vai adiantar nada... se quer uma coisa vai trabalhar pra conseguir isso, não ficar rogando aos céus esperando Deus fazer chover dinheiro. Mesmo não gostando de todas as discussões que se tem na minha família ainda assim só tenho o que agradecer, pois mesmo com todas as dificuldades, mesmo sendo difícil o que seja sempre abraçaram as causas nas quais querem conquistar e sempre ajudaram a todos da família mesmo com todos os conflitos entre si mesmos. Muito obrigado por ter lido essa baboseira até aqui.
  • 88. 85 SNOW WHITE t the beginning of the story, a queen sits sewing at an open window during a winter snowfall when she pricks her finger with her needle, causing three drops of blood fall onto the snow on the ebony window frame. Admiring the beauty of the resulting color combination, she says to herself: "Oh, how I wish that I had a daughter that is as white as snow, as red as blood, and as black as that wood of the window frame". Soon after, the queen indeed gives birth to a baby girl as white as snow, as red as blood, and with hair as black as ebony. They name her Snow White, and not long after, the queen dies. After a year has passed, the King takes a new wife, who is beautiful but also unutterably wicked and vain. The new Queen possesses a Magic Mirror which she asks every morning: "Magic mirror in my hand, who is the fairest in the land?". The mirror always replies: "My Queen, you are the fairest in the land." The Queen is always pleased with that, because the magic mirror never lies. But, when Snow White reaches the age of seven, she becomes as beautiful as the day and even more beautiful than the Queen and when the Queen asks her mirror, it responds: "My Queen, you are the fairest here so true. But Snow White is a thousand times more beautiful than you. This gives the queen a great shock, and she becomes yellow and green with envy, and from that hour her heart turns against Snow White, and with every following day she hates Snow White more and more. Envy and pride, like ill weeds, grow in her heart taller every day, until she has no peace day or night. The Queen orders a huntsman to take Snow White into the deepest woods to be killed. She demands as proof that Snow White is dead, he returns with her lungs and liver. The huntsman takes Snow White into the forest. After raising his knife, he finds himself unable to kill her as she sobs heavily and begs him: "Oh, dear huntsman, don't kill me! Leave me with my life, I will run into the forest and never come back!". The huntsman leaves her behind alive, convinced that the girl would be eaten by some wild animal. He instead brings the Queen the lungs and liver of a young boar, which is prepared by the cook and eaten by the Queen. A
  • 89. 86 After wandering through the forest for days, Snow White discovers a tiny cottage belonging to a group of seven Dwarfs. Since no one is at home, she eats some of the tiny meals, drinks some wine and then tests all the beds. Finally the last bed is comfortable enough for her and she falls asleep. When the Seven Dwarfs return home, they immediately become aware that someone sneaked in secretly, because everything in their home is in disorder. During their loud discussion about who sneaked in, they discover the sleeping Snow White. The girl wakes up and explains to them what happened and the Dwarfs take pity on her, saying: "If you will keep house for us, and cook, make beds, wash, sew, and knit, and keep everything clean and orderly, then you can stay with us, and you shall have everything that you want." They warn her to be careful when alone at home and to let no one in when they are away delving in the mountains. Next morning the Queen consults her mirror anew and the mirror reveals Snow White's survival. Now infuriated, the Queen dresses as a comb seller and convinces Snow White to take a beautiful one as a present. She brushes Snow White's hair with a poisoned comb and the girl faints again, but she is revived by the Dwarfs. And the next morning the mirror tells the Queen, that Snow White is still 'a thousand times more beautiful' than its mistress. Now the Queen nearly has a heart attack in shock and rage. As a third and last try, she secretly consults the darkest magic and makes a poisoned apple, and in the disguise of a farmer's wife, she offers it to Snow White. The girl is, at first, hesitant to accept it, so the Queen cuts the apple in half, eating the white (harmless) part and giving the red (poisoned) part to Snow White. The girl eagerly takes a bite and falls into a state of suspended animation, causing the Queen to triumph. This time, the Dwarfs are unable to revive the girl, because they can't find the source of Snow White's poor health and, assuming that she is dead, they place her in a glass coffin. Time passes, and a Prince traveling through the land sees Snow White. He strides to her coffin, and enchanted by her beauty, instantly falls in love with her. The Dwarfs succumb to his entreaties to let him have the coffin, and as his servants carry the coffin away, they stumble on some roots. The tremor caused by the stumbling causes the piece of poisoned apple to
  • 90. 87 dislodge from Snow White's throat, awakening her. The Prince then declares his love for her, and soon a wedding is planned. The couple invites every Queen and King to come to the wedding party, including Snow White's stepmother. Meanwhile, the Queen, still believing that Snow White is dead, again asks her magical mirror who is the fairest in the land. The mirror says: "You, my Queen, are fair so true. But the young Queen is a thousand times fairer than you." Appalled in disbelief and with her heart full of fear and doubts, the Queen is, at first, hesitant to accept the invitation, but she eventually decides to go. Not knowing that this new queen was indeed her stepdaughter, she arrives at the wedding, and her heart fills with the deepest of dread when she realizes the truth. As a punishment for her attempted murders, a pair of glowing-hot iron shoes are brought forth with tongs and placed before the Queen. She is forced to step into the burning shoes and to dance until she drops dead
  • 91. 88 OS TRÊS PORQUINHOS ra uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe. A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar. Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse: - Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos. A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar materiais e construírem uma casa. Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos: - Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe. Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar. Cada porquinho queria usar um material diferente. O primeiro porquinho, um dos preguiçosos foi logo dizendo: - Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas. O porquinho mais sábio advertiu: - Uma casa de palha não é nada segura. O outro porquinho preguiçoso, o irmão do meio, também deu seu palpite: - Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar. - Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o mais velho- Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger? - Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa? - Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. –Respondeu o mais velho. E
  • 92. 89 O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar. Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando. - Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos. Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas. O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa. Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada. - Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio. O porquinho mais velho, porém não ligou para os comentários, nem par a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda! Os dias foram passando, até que um lobo percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos. Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo. O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo: - Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o grande leão!- mentiu o porquinho cheio de medo. - Leão é? Não sabia que leão era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador. O porquinho continuou quieto, tremendo de medo. - Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar vou soprar muito forte e sua casa irá voar.
  • 93. 90 O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou um a vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão. O lobo correu atrás. Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha. - Corre, corre entre dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo. Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta. Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo: - Porquinhos, me deixem entrar só um pouquinho! __ De forma alguma Seu Lobo, vá embora e nos deixe em paz. - disseram os porquinhos. - Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não aguentou e caiu. Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho. Chegando lá pediram ajuda ao mesmo. - Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho. Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los: - Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho! - Pode esperar sentado seu lobo mentiroso. - respondeu o porquinho mais velho. - Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! - O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu. Soprou novamente mais forte e nada. Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa. O lobo resolveu então voltar para a sua toca e descansar até o dia seguinte. Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora. - Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprende ruma lição. - Advertiu o porquinho mais velho. No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.
  • 94. 91 - Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos. Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: - Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do lobo, surja um vendedor? Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco. O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou: - Frutas fresquinhas, quem vai querer? Os porquinhos responderam: - Não, obrigado. O lobo insistiu: Tome peguem três sem pagar nada, é um presente. - Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui. O lobo furioso se revelou: - Abram logo, poupo um de vocês! Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor. De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado. Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes. O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinhos entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo. - AUUUUUUU! - Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto por aquelas terras. Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar. Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não aguentando as saudades, foi morar com os filhos. Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos.
  • 95. 92