Memento Mori V Noite De Poesia Arádia Raymon

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    Memento Mori V Noite De Poesia Arádia Raymon - Presentation Transcript

    1. Memento Mori V Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 23/07/2008 A Literatura vista com outros olhos http://www.mementomori.com.br
    2. Arádia Raymon
      • Arádia Raymon, membro da REBRA – Rede de Escritoras Brasileiras, é poetisa, cronista, contista, romancista e jornalista.
      • Profundamente mística, romântica e amante das letras, seu estilo literário não se prende a nenhuma escola, segue o curso livre da literatura brasileira.
      • Escreve desde os 14 anos de idade, quando adotou este pseudônimo, sendo que os poemas desta fase estão nos seus livros "Fragmentos" e "Poemas ao Silêncio".
      • Descendente de portugueses pelo lado materno e natural da prosaica cidade de Urutaí, no interior de Goiás, Arádia Raymon é o nome literário da jornalista Maria Fernandes Novaes, que é Diretora/Editora do Jornal do Cerrado.
      • Embora atue também profissionalmente como jornalista nos últimos anos tem se dedicado com afinco ao romance e ao conto.
    3. Arádia Raymon
      • LIVROS INDIVIDUAIS
      • PASSEIO AO REINO ENCANTADO DAS FORMIGAS CORTADEIRAS. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007
      • OS CINCO DEDOS DA MÃO. Infanto-Juvenil. Goiânia - Hagaprint, 2007
      • LIVROS COLETIVOS
      • TALENTO BRASILEIRO EM PROSA E VERSO – Antologia SER-Selo Editorial REBRA – lançada em 8 de março de 2008 - Antologia com outras autoras sob a chancela da REBRA-Rede de Escritoras Brasileiras. Essa obra terá seus textos traduzidos em inglês, espanhol e francês.
      • OBRAS INÉDITAS
      • O Peixinho e a Minhoca. Infanto-Juvenil.
      • PASSEIO AO REINO DAS FORMIGAS ESCRAVISADORAS. Infanto-Juvenil.
    4. Memento Mori Arádia Raymon É Poetisa da Noite...
    5.  
    6. Fogo
      • Fogo, elemento máximo da natureza, especialmente criado.
      • Luz incandescente de avermelhadas labaredas matizando o alaranjado das brasas.
      • Fascinante luminosidade rubra que me hipnotiza a alma.
      • Luz purpúrea que, às vezes, se eleva acima das matas iluminando a escuridão da noite em terríveis incêndios noturnos de alaranjados matizes; de cores fenomenais que irresistivelmente atrai e fascina o expectador com sua perigosa beleza incandescente.
      • Sua ígnea beleza é como um mistério pleno de energia, seja na luz da fogueira que arde alumbrando a noite escura, seja na magnífica explosão do vulcão jogando aos ares rochas rubras e chamejantes despejando sobre as encostas crestadas pelas cinzas indescritíveis rios de lavas alaranjadas e luminescentes de fogo, como se de ouro derretido fossem feitas.
      • ...
    7. Fogo
      • Fogo, luz fascinante que me entorpece a alma diante de descomunal beleza.
      • Que me fascina atraindo meus olhos como se naquele espetáculo incandescente o perigo não estivesse latente.
      • No crepitar das brasas pode se ouvir a voz melodiosa das deidades ígneas, labaredas salamandras, que povoam a sua luz incandescente em infinita combustão.
      • Sois partícula do criador e parte da criação,
      • Oh fogo áureo, que em si encerra todo o mistério da estrela cadente que corta o céu nas noites luminescentes e também o calor abrasador de infinitos sóis que iluminam os planetas neste universo imenso possibilitando o surgimento da vida.
      • Ao teu calor, deverás abrasador, e à tua fascinante beleza ígnea rendo tal qual antiga sacerdotisa, minha singela homenagem em forma de versos.
    8. Uma Lágrima do Cerrado
      • Aqui nesta chapada, outrora, vicejava em toda a sua exuberância luxuriante vegetação nativa do cerrado, com suas árvores de beleza singular, de troncos tortuosos, folhas grossas e espessas cascas, amostras vivas da mais rica biodiversidade existente no planeta.
      • Mas, um dia... Oh! Surpresa!
      • Que inóspita sensação de impotência diante da força inconteste do mais abrasador dos elementos.
      • O fogo crepitante, em altas labaredas, a tudo consumia com suas chamas alaranjadas como em imensa fogueira.
      • Espetáculo inebriante, porque o fogo é lindo de se ver, embora devastador.
      • O cerrado, antes, tão verde, ia sendo devastado pelas gigantescas línguas de fogo que a tudo devoravam sem piedade alguma das vidas silvestres que ceifavam.
      • Ante o espetáculo inaudito do fogo abrasando, impiedoso, a vegetação da chapada, me doía na alma aquela incandescente devastação.
      • Quando a fúria do fogo aplacou contemplei admirada e triste o cinzento da destruição que as chamas causaram naquele antes verdejante cenário.
      • ...
    9. Uma Lágrima do Cerrado
      • E julguei aquela beleza nativa perdida para sempre, naquele instante.
      • Qual não foi minha surpresa, alguns meses mais tarde, quando as primeiras gotas de chuva vieram molhar a terra naquela inóspita chapada calcinada pelo fogo abrasador, pois brotava, com toda a força da vida, verdes rebentos naquelas árvores enegrecidas.
      • Meu coração pulou no peito de sincera emoção ao ver que a vida superava imbatível a destruição.
      • Todas as árvores brotavam com vigor e em pouco tempo a chapada era de novo verde e acolhedora como sempre fora.
      • Porém, meses mais tarde, passando de novo por aquelas paragens levei um susto tremendo: toda a área estava desmatada, a terra nua, revolvida e o que restou daquelas árvores guerreiras, que tanto venceram fogo, eram apenas galhos e raízes expostos, amontoados para desta vez ser definitivamente calcinado.
      • Misto de dor e revolta apertou meu coração. Como aceitar tamanha destruição?
      • Aquela verdejante chapada, tantas vezes fora açoitada, mas heróica, vencera o fogo e, qual fênix, das cinzas renascera e de novo verdejava na austera beleza de cerrado puro que era.
      • ...
    10. Uma Lágrima do Cerrado
      • Agora... Tudo acabado, jogado ao chão, pelas mãos do homem para sempre mutilada aquela importante vegetação.
      • Segui meu caminho como se arrastasse às costas o peso imenso de triste desilusão, por ver destruído toda aquela nativa vegetação.
      • O coração apertava quando por ali novamente passava. E eis que um dia, talvez porque era irremediável, ou porque a beleza reside em tudo que há, descobri que também me fascina a terra arada, nua, recém desmatada, mostrando ao mundo suas nuanças diversas, ora avermelhada, ora amarronzada, branca, amarelada ou cinzenta, como se fosse amostras de pó-de-arroz para enfeitar a tez morena, branca, negra, rosada ou mulata.
      • E embora a lembrança daquele cerrado nativo more ainda na minha alma encerrada, descobri que realmente “nada se perde, tudo apenas se transforma”, ainda que o preço de tudo isso seja a morte definitiva de espécies mil.
      • Hoje, como outrora, me fascina a beleza silvestre do cerrado e me fascinam também os campos verdejantes, onde crescem o milho, a soja, o sorgo e o milheto, abrangendo o horizonte distante até onde alcança a vista. E não há como negar que também me encantam estas verdes nuanças da lavoura em pleno viço. Mas a que alto preço... Do cerrado nativo nestas paragens, quase nada mais existe.
    11. Uma Lágrima do Cerrado
      • Em nome de uma visão de progresso em curto prazo vai-se devastando florestas, cerrados, campos e inundando terras com novas represas e usinas hidrelétricas, contaminando o solo, destruindo a natureza...
      • E quem sabe um dia, talvez até muito breve, já não exista mais a beleza silvestre aqui nestes confins de Goiás.
      • ***
      • Este texto está publicado nas páginas 20 a 22 do livro "Antologia Talento Brasileiro em Prosa e Verso" produzido pela REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras e lançado no último dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, em São Paulo, pela Scortecci Editora.
    12. Memento Mori V Noite de Poesia Carpe Diem – Brasília / DF 23/07/2008 A Literatura vista com outros olhos http://www.mementomori.com.br

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