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Apostila refrigeracao domestica
 

Apostila refrigeracao domestica

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    Apostila refrigeracao domestica Apostila refrigeracao domestica Document Transcript

    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” CURSO DE REFRIGERAÇÃO MECÂNICO NÍVEL “A” - REFRIGERADOR - FREEZER -CONDICIONADOR DOMÉSTICO MANUTENÇÃO E CONSERTO Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 1 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” ÍNDICEÍNDICE .............................................................................................................................................................................. 2INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................. 7Refrigeração ....................................................................................................................................................................... 7Ar-condicionado................................................................................................................................................................. 7OBJETIVO DO CURSO.................................................................................................................................................... 7CONCEITOS E DEFINIÇÕES.......................................................................................................................................... 8Mecânica ............................................................................................................................................................................ 8 • Massa ......................................................................................................................................................................... 8 • Meio........................................................................................................................................................................... 8 • Força .......................................................................................................................................................................... 8 • Área............................................................................................................................................................................ 8 • Volume ...................................................................................................................................................................... 9 • Pressão ....................................................................................................................................................................... 9 • Vácuo....................................................................................................................................................................... 10Calorimetria...................................................................................................................................................................... 10 • Temperatura ............................................................................................................................................................. 10 • Estados físicos da matéria - fases............................................................................................................................. 10 » Sólido ................................................................................................................................................................. 11 » Líquido ............................................................................................................................................................... 11 » Gasoso................................................................................................................................................................ 11 • Mudança de estado físico......................................................................................................................................... 11 » Solidificação....................................................................................................................................................... 11 » Fusão .................................................................................................................................................................. 11 » Condensação ...................................................................................................................................................... 11 » Vaporização ....................................................................................................................................................... 11 » Sublimação......................................................................................................................................................... 11 » Sublimação (cristalização) ................................................................................................................................. 12 • Energia ..................................................................................................................................................................... 12 • Calor ........................................................................................................................................................................ 12 » Calor total........................................................................................................................................................... 12 » Calor latente ....................................................................................................................................................... 12 » Calor sensível ..................................................................................................................................................... 12 • Equação fundamental da calorimetria...................................................................................................................... 12 • Transmissão de calor................................................................................................................................................ 13 » Condução Térmica ............................................................................................................................................. 13 » Convecção Térmica............................................................................................................................................ 13 » Irradiação Térmica ............................................................................................................................................. 14 » Troca Direta ....................................................................................................................................................... 14 » Troca Indireta ..................................................................................................................................................... 14 » Expansão Direta ................................................................................................................................................. 14 » Expansão Indireta............................................................................................................................................... 14 • Trocador de calor ..................................................................................................................................................... 14 • Potência frigorífica................................................................................................................................................... 14 • Carga Térmica.......................................................................................................................................................... 15 • Saturação.................................................................................................................................................................. 15 » Superaquecimento .............................................................................................................................................. 15 » Sub-resfriamento ................................................................................................................................................ 15Termodinâmica................................................................................................................................................................. 16 • Trabalho nos gases................................................................................................................................................... 16 • Energia interna......................................................................................................................................................... 17 • 1ª Lei da Termodinâmica ......................................................................................................................................... 17 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 2 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Transformação Isobárica.....................................................................................................................................17 » Transformação Isocórica (Isométrica) ................................................................................................................18 » Transformação Isotérmica...................................................................................................................................18 » Transformação adiabática ...................................................................................................................................18 » Transformação cíclica.........................................................................................................................................19 • 2ª Lei da Termodinâmica..........................................................................................................................................19Eletricidade .......................................................................................................................................................................19 • Corrente elétrica .......................................................................................................................................................19 • Tensão.......................................................................................................................................................................20 • Resistência elétrica ...................................................................................................................................................20 • Sistemas elétricos .....................................................................................................................................................20 » Sistema monofásico (2 fios)................................................................................................................................20 » Sistema bifásico (3 fios)......................................................................................................................................20 » Sistema trifásico (4 fios) .....................................................................................................................................20 • Motores elétricos ......................................................................................................................................................20 • Temperatura de bulbo seco(TBS) .............................................................................................................................21 • Temperatura de bulbo úmido(TBU) .........................................................................................................................21 • Umidade relativa(UR) ..............................................................................................................................................21 • Temperatura de ponto de orvalho(TPO) ...................................................................................................................21 • Entalpia (h) ...............................................................................................................................................................21Instrumentos......................................................................................................................................................................23 • Manômetro ...............................................................................................................................................................23 • Amperímetro.............................................................................................................................................................24 • Reguladores de pressão.............................................................................................................................................24 • Voltímetro.................................................................................................................................................................24 • Ohmímetro................................................................................................................................................................24 • Multímetro ................................................................................................................................................................24 • Megôhmetro..............................................................................................................................................................24 • Vacuômetro ..............................................................................................................................................................24 • Capacímetro..............................................................................................................................................................24 • Anemômetro .............................................................................................................................................................24 • Termômetro ..............................................................................................................................................................25 • Tacômetro.................................................................................................................................................................25 • Chave de Teste Néon ................................................................................................................................................25 • Lâmpada-série ..........................................................................................................................................................25REFRIGERAÇÃO ............................................................................................................................................................27Ciclo básico teórico...........................................................................................................................................................27 • Compressor...............................................................................................................................................................27 • Condensador .............................................................................................................................................................28 • Válvula de expansão .................................................................................................................................................28 • Evaporador ...............................................................................................................................................................28 • Descrição do ciclo ....................................................................................................................................................28Ciclo básico real................................................................................................................................................................29 • Processo de compressão ...........................................................................................................................................29 • Processo de condensação..........................................................................................................................................29 • Processo de expansão ...............................................................................................................................................29 • Processo de evaporação ............................................................................................................................................30COMPONENTE DO CIRCUITO DE REGRIFERAÇÃO ...............................................................................................30Compressor .......................................................................................................................................................................30 • Conceito....................................................................................................................................................................31 • Classificação.............................................................................................................................................................31 • Funcionamento .........................................................................................................................................................31 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 3 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Compressor alternativo ...................................................................................................................................... 31 » Compressor rotativo ........................................................................................................................................... 32 » Compressor centrífugo ....................................................................................................................................... 32 » Compressor de parafuso ..................................................................................................................................... 32 » Compressor hermético........................................................................................................................................ 32 » Compressor semi-hermético............................................................................................................................... 32 » Compressor aberto ............................................................................................................................................. 33Trocadores de calor – Condensador e Evaporador ........................................................................................................... 33 • Conceito ................................................................................................................................................................... 33 • Condensador ............................................................................................................................................................ 33 » Condensadores resfriados a ar............................................................................................................................ 34 • Evaporador............................................................................................................................................................... 34Dispositivos de expansão ................................................................................................................................................. 36 » Restritores .......................................................................................................................................................... 36 » Tubos capilares................................................................................................................................................... 37 » Válvulas de expansão termostáticas ................................................................................................................... 37DIAGNÓSTICO DE DEFEITOS..................................................................................................................................... 38Compressor ...................................................................................................................................................................... 38 » Identificação dos bornes do compressor............................................................................................................. 39 » Teste de Isolação ............................................................................................................................................... 40 » Compressor não comprime................................................................................................................................. 41 » Compressor não parte......................................................................................................................................... 41 » Compressor arranca e apresenta alta corrente (amperagem) .............................................................................. 42 » Outras considerações.......................................................................................................................................... 43CONDICIONADORES DE AR DOMÉSTICO............................................................................................................... 44Conceito ........................................................................................................................................................................... 44Gabinete ........................................................................................................................................................................... 44 • Conceito ................................................................................................................................................................... 44Estrutura ou chassi ........................................................................................................................................................... 45 • Conceito ................................................................................................................................................................... 45Sistema de ventilação ....................................................................................................................................................... 46 • Conceito ................................................................................................................................................................... 46Sistema elétrico ................................................................................................................................................................ 47 • Conceito ................................................................................................................................................................... 47 » Rabicho .............................................................................................................................................................. 48 » Chave seletora ou de operação ........................................................................................................................... 48 » Termostato ......................................................................................................................................................... 49 » Capacitor ............................................................................................................................................................ 50 » Timer.................................................................................................................................................................. 51 » Protetor térmico.................................................................................................................................................. 51 » Relé voltimétrico................................................................................................................................................ 52 » Motor do ventilador............................................................................................................................................ 52 » Motor do air-cycle.............................................................................................................................................. 53 » Teste da chave do air-cycle ................................................................................................................................ 53 » Válvula reversora ............................................................................................................................................... 53 » Testar a bobina na própria válvula ..................................................................................................................... 53 » Teste da válvula.................................................................................................................................................. 53Sistema de refrigeração .................................................................................................................................................... 54 • Instrumentos básicos para diagnóstico..................................................................................................................... 54 » Válvula Perfuradora ........................................................................................................................................... 54 » Pressões.............................................................................................................................................................. 54Principais defeitos e suas possíveis causas - Aparelhos Condicionadores de Ar ............................................................. 55 • MANUTENÇÃO DOS CONDICIONADORES DE AR ........................................................................................ 56Gabinete ........................................................................................................................................................................... 57 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 4 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”Estrutura............................................................................................................................................................................57Sistema de ventilação........................................................................................................................................................58CONSERTOS ...................................................................................................................................................................58 • Processamento do sistema ........................................................................................................................................58 • Desmontagem do sistema .........................................................................................................................................59 • Lavagem dos componentes.......................................................................................................................................59 • Processo de vácuo.....................................................................................................................................................60 • Operação de vácuo....................................................................................................................................................60Teste de vazamento do sistema .........................................................................................................................................60 • Processo de carga de gás com o aparelho desligado.................................................................................................60 • Teste de funcionamento............................................................................................................................................61 • Controle de qualidade ...............................................................................................................................................61Recomendações gerais sobre a instalação de aparelhos de ar condicionado.....................................................................61Refrigerador (geladeira)....................................................................................................................................................62FLUIDOS REFRIGERANTES.........................................................................................................................................63Controle de Qualidade ......................................................................................................................................................64 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 5 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” FUNDAMENTOS Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 6 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” INTRODUÇÃO De há muito, o mercado consumidor de refrigeradores, freezers e ares-condicionadosdomésticos no Estado do Ceará, se ressente pela falta de bons profissionais que possam atender aosconsumidores e/ou usuários desses equipamentos domésticos que equipam muitos dos escritórioscomerciais, médico-odontológicos, escolas, indústrias, e quase todos os segmentos da sociedade,inclusive residências. Profissionais que, utilizando-se somente de técnicas apropriadas, interfeririam no aparelhopara executar a manutenção preventiva, ou consertos e reparos. Manutenção feita de forma segura, íntegra, com baixo consumo de material e ferramentaladequado visando à integridade física da máquina, de terceiros e de si próprio como profissional. A substituição de peças feita apenas quando último recurso. Tudo isso propiciando um serviço eficaz, honesto, rápido, limpo e barato. Refrigeração A população emprega sem o propósito mais técnico o termo refrigeração para indicar aperda de calor, todavia, para aqueles que se ensejam para essa atividade tecnológica, o significadodeve ganhar uma dimensão mais real. A refrigeração é, normalmente, conseguida com auxilio de equipamento que remove calordos corpos, quaisquer que sejam seus estados físicos, com o propósito de baixa sua temperatura e oumantê-los em temperatura mais baixa que o ambiente externo ao equipamento onde se encontram. Neste sentido, abre-se um campo muito grande de aplicações, como por exemplo:conservação de alimentos, fabricação de bebidas, conservação de corpos de seres vivos,conservação de corpos orgânicos e inorgânicos, fabricação de tecidos, sapatos, computadores,dentre outros. Ar-condicionado Preferimos destacar o ar-condicionado neste item para informar que é uma aplicação derefrigeração, cujo campo de utilização é muito grande, e no nosso curso trataremos dos conceitosbásicos e das máquinas de uso doméstico. Da manutenção adequada e criteriosa depende a conservação das condições defuncionamento das máquinas e conseqüentemente, a qualidade do ar interno com reflexos diretos naqualidade de vida das pessoas usuárias dos ambientes condicionados. OBJETIVO DO CURSO Durante o transcurso do treinamento profissional para a formação de Mecânico deRefrigeração - Nível A, serão desenvolvidos o programa de embasamento teórico, e prática deoficina, que resultará, como certo, na qualificação adequada do Mecânico de Refrigeração paratrabalhar em refrigeradores domésticos, freezers e condicionadores de ar domésticos (janeleiro). Ao final do Curso, o aluno será capaz de não somente trabalhar no mercado formal emempresas já estabelecidas, como também poderá abrir seu próprio negócio, se para tal receber apoiofinanceiro de Instituições governamentais que promovem o desenvolvimento do Estado. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 7 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Este treinamento tem como meta, também, tornar a relação do homem com os tipos demáquinas já descritas de tal forma estreita, que ele sinta-se realizado profissionalmente com estanova oportunidade. Para bem cumprir os objetivos sociais, as entidades promotoras e financiadoras doTreinamento deverão efetivar um processo de seleção justo que pese a aptidão do indivíduo e suarelação social com a comunidade, para que o investimento financeiro e social surta o efeitoesperado. Consoante filosofia desenvolvimentista vivenciada no Estado do Ceará, mister se fazmelhorar o nível dos profissionais que militam pela refrigeração, porque a sociedade está sob estaótica, completamente desassistida, e, considere-se que as empresas do ramo não têm alternativaspara melhoria de sua qualidade senão pela qualificação da mão-de-obra. CONCEITOS E DEFINIÇÕES É necessário que se faça um mostruário de termos e se dê o significado de algumas palavrasutilizadas na refrigeração doméstica e no condicionamento de ar. Mecânica Parte da Física que estuda as relações das forças e seus equilíbrios, é a mecânica, por issotrataremos dos conceitos que mais utilizaremos nos trabalhos de refrigeração. O leitor irá encontrar alguns termos que não são propriamente da mecânica, mas foi o localmais adequado que encontramos para alocá-los sem criar novos itens de descrição. •Massa É a própria matéria, o corpo ou substância. Tudo que está sujeita à ação da gravidade. •Meio Para a nossa necessidade o meio é a matéria, o corpo ou substância a qual se quer aquecer ouresfriar. Pode ser o ar, a água ou outro qualquer. •Força É a ação que tem tendência de movimentar um corpo (massa), cessar seu movimento, mudá-lo de direção ou ainda, mudá-lo de forma. A unidade mais freqüente é o quilograma-força (kgf) ou alibra-força (lbf). Matematicamente, a grandeza de uma força é proporcional à massa do corpo e àvelocidade que ela produz no deslocamento do ponto de sua aplicação: F = m . a, onde F é agrandeza da força; m a massa deslocada e a, a aceleração provocada. •Área É a medida total de uma superfície. Quando se deseja a área de uma sala, basta multiplicar oseu comprimento pela sua largura, o resultado é a medida dela. O conhecimento disto é muito útilpara os trabalhos de refrigeração, haja vista que posteriormente trabalharemos com o conceito depressão. Exemplo 1: Uma sala com 5m de comprimento e 3 m de largura tem 15 m2 de área. (5 m x 3m = 15 m2). Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 8 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Exemplo 2: O tampo de uma mesa com 50 pol de comprimento e 10 pol de largura tem umaárea de 500 pol2 (50 pol x 10 pol = 500 pol2). •Volume É o produto de três dimensões: comprimento x largura x altura, ou ainda, o produto da áreapela altura. No exemplo “1”, anterior, se considerarmos a altura da sala igual a 3 m, o seu volumeserá: V = 5 m x 3 m x 3 m = 45 m3, ou V = 15 m2 x 3m = 45 m3. •Pressão O conceito de pressão mais simples está associado ao que vamos dizer agora. Imagine umhomem de peso igual a 70 kg em pé sobre uma cerâmica medindo 10 cm por 10 cm (100 cm² = 10cm x 10 cm), embaixo da cerâmica há areia, então a areia está suportando uma pressão de 0,7 kg /cm² (70 kg ÷ 100 cm²), ou seja, por cada centímetro quadrado que possui a cerâmica, há 0,7 kg depeso do homem sobre a areia. Assim podemos dizer que a pressão é a distribuição uniforme de uma Fforça em uma área determinada. Portanto se calcula a Pressão pela seguinte fórmula: p = . A Em refrigeração isto é muito útil porque o gás refrigerante quando preso nos cilindros oumesmo nos circuitos de refrigeração exerce uma força sobre as paredes das tubulações e doscilindros que se traduzem em uma pressão, considerando que a força é exercida sobre a área internadas paredes. Pode-se ver na própria natureza que todos os corpos estão submetidos à pressão atmosféricaque é a pressão que o ar atmosférico exerce sobre os corpos na superfície terrestre. Ao nível do mar,a pressão atmosférica corresponde a 1 atm ou 1,033 kg/cm2 ou a 14,7 psi (Pound for square inch =libras por polegada quadrada). É comum se utilizar como unidade de pressão o kg/cm² (quilograma por centímetroquadrado) e a psi (libra por polegada quadrada). Uma libra equivale a 0,454 kg ou 454 g e umapolegada equivale a 2,54 cm, e, 1 kg / cm² = 14,2 psi. Quando se trata de vácuo a unidade passa a ser o mmHg (milímetro de mercúrio) e seusubmúltiplo µHg (mícron de mercúrio) ou a polHg (polegada de mercúrio). A pressão atmosféricaao nível do mar equivale a 760 mmHg ou 29,92 polHg. Às pressões nas quais ocorrem as mudanças de fases dão-se os nomes daquelas mudanças.Exemplo: Pressão de condensação, Pressão de solidificação, Pressão de fusão, Pressão devaporização, Pressão de sublimação. FATORES DE CONVERSÃO pol de água pol de Hg mmHg Psi atmosfera bar kgf/cm² Pascal (60°F) (32°) (32°)1 27,708 2,0360 0,068046 51,715 0,068948 0,07030696 6894,80,036091 1 0,073483 2,4559x10-3 1,8665 2,4884x10-3 2,537x10-3 248,840,491154 13,609 1 0,033421 25,400 0,033864 0,034532 3386,414,6960 407,19 29,921 1 760,00 1,01325* 1,03323 1,01325x105*0,0193368 0,53578 0,03937 1,31579x10-3 1 1,3332x10-3 1,3595x10-3 133,3214,5038 401,86 29,53 0,98692 750,062 1 1,01972* 105*14,223 394,1 28,959 0,96784 735,559 0,980665* 1 9,80665x104*1,45038x10-4 4,0186x10-3 2,953x10-4 9,8692x10-6 7,50x10-3 10-5* 1,01972x10-5* 1 Extraído de ASHRAE (*) valores exato Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 9 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Vácuo Este termo é utilizado para explicitar a ausência parcial ou total (vácuo absoluto) de matéria,isto é, define o valor da pressão, abaixo da pressão atmosférica. Portanto, quando especificamosvácuo em um sistema fechado, estamos nos referindo a um valor negativo de pressão. Calorimetria Aqui, também, verifica-se uma divisão da Física. Neste caso específico, esta área estuda ascircunstâncias da transmissão de calor e tudo que for pertinente. •Temperatura É o grau de agitação térmica das moléculas de um corpo. Uma elevada temperatura indicaum alto grau de agitação ou de pressão térmica, e uma baixa temperatura indica um baixo grau deagitação ou de pressão térmica. Os termos quente e frio são relativos, um ao outro, e só poderão existir em comparação,portanto, quando um corpo está quente é porque temos outro de menor temperatura para compararcom ele e dizermos que este está frio. Pelo dito, é correto afirmar que um corpo que está a umatemperatura de - 20 ºC (20 graus negativos) está quente se comparado com outro que está a - 25 ºC(25 graus negativos). Isto é muito importante e necessário que o mecânico de refrigeraçãocompreenda. Às temperaturas nas quais ocorrem as mudanças de fases dão-se os nomes daquelasmudanças. Exemplo: Temperatura de condensação, Temperatura de solidificação, Temperatura defusão, Temperatura de vaporização, Temperatura de sublimação. O instrumento que se utiliza para medir a temperatura é o termômetro, e normalmente setrabalha com a escala Celsius (°C) ou centígrada e a Fahrenheit (ºF). Para se converter uma temperatura em outra basta utilizar as equações: °C = 5 ÷ 9 (ºF -32) e ºF = 9 ÷ 5 ºC + 32. Exemplos: 50 ºC ºF = 9 ÷ 5 x 50 ºC + 32 => ºF = 1,8 x 50 + 32 => ºF = 90 + 32 => ºF = 122 50 ºF ºC = 5 ÷ 9 x (50 ºF - 32) => ºC = 5 ÷ 9 x 18 => ºC = 5 x 18 ÷ 9 => ºC = 10 EXERCÍCIOS Transformar: 1) 30°C, para °F; 5°C, para °F; 100°C, para °F; 0°C, para °F; -40°C, para °F. 2) 41°F, para °C; 104°F, para °C; - 4°F, para °C; - 40°F, para °C. GABARITO 1) 86ºF; 41ºF; 212ºF; 32ºF; -40ºF 2) 5°C; 40°C; -20°C; -40°C •Estados físicos da matéria - fases Sólido, Líquido e Gasoso (vapor) são as formas mais comuns como a matéria se apresentadependendo da temperatura e da pressão onde se encontra. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 10 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Sólido É o estado de agregação da matéria onde as moléculas estão mais fortemente atraídas umaspelas outras. Isto é, as forças de coesão entre as moléculas são as maiores. Possui volume e formabem definidos. » Líquido No estado líquido, as forças de coesão entre as moléculas são menores do que no estadosólido. Neste estado, a matéria não possui forma definida, mas possui volume definido. » Gasoso É o estado de agregação da matéria onde as forças de coesão entre as moléculas sãoextremamente fracas, muito menores que no estado líquido, e isto permite uma grande liberdade demovimentação às moléculas. Neste estado, a matéria não apresenta nem forma e nem volumedefinidos. •Mudança de estado físico A mudança de estado físico é a passagem de uma fase para outra, e depende exclusivamenteda temperatura e da pressão. » Solidificação É a passagem do estado líquido para o estado sólido. A temperatura na qual a matéria sesolidifica é chamada de temperatura de solidificação, e a pressão correspondente, de pressão desolidificação. » Fusão É a passagem do estado sólido para o estado líquido. A temperatura na qual a matéria sefunde é chamada de temperatura de fusão, e a pressão correspondente, de pressão de fusão. » Condensação É a passagem do estado gasoso (vapor) para o estado líquido. A temperatura na qual amatéria condensa é chamada de temperatura de condensação, e a pressão correspondente, depressão de condensação. » Vaporização É a passagem do estado líquido para o estado vapor. Existem duas formas de vaporização: aevaporação e a ebulição. A evaporação é a passagem lenta do estado líquido para o de vapor, que seefetua exclusivamente na superfície livre do líquido, com absorção de calor. Ebulição é a passagemtumultuosa do estado líquido para o de vapor, mediante criação de bolhas originada pela convecçãorápida, e estar relacionada com a pressão de saturação. A temperatura na qual a matéria vaporiza échamada de temperatura de vaporização, e a pressão correspondente, de pressão de vaporização. » Sublimação É a passagem do estado sólido para o estado vapor. A temperatura na qual a matéria sublimaé chamada de temperatura de sublimação, e a pressão correspondente, de pressão de sublimação. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 11 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Sublimação (cristalização) É a passagem do estado vapor para o estado sólido. •Energia Em sua expressão mais simples, energia é capacidade de realizar trabalho. Ela pode existirsob diversas formas, tais como a energia elétrica, a energia mecânica, a energia térmica (calor), aenergia química, etc., e pode ser transformada de uma forma para outra, porém não pode ser criadanem destruída. A unidade em que é medida a energia é o Joule (J), embora, por razões históricas,em refrigeração utiliza-se mais freqüentemente da caloria (cal). 1 cal = 4,186 J. •Calor Pode-se definir o calor como sendo a energia térmica em trânsito de um corpo ou substânciapara outro como resultado de uma diferença de temperatura entre os dois. Poderá ser entre duasregiões de um mesmo corpo com diferentes temperaturas. Quando o “meio” recebe calor, diz que se aqueceu, e inversamente, quando cede calor, dizque se esfriou. De qualquer modo, pelo conceito acima, quando uma substância (meio) se aquece, a outra seresfria, e vice-versa. Para medir o calor utiliza-se comumente, em refrigeração, três unidades a kcal(quilocaloria), o kJ (quilojoule), e o BTU (British Thermal Unit ou Unidade Térmica Britânica). Uma kcal é a quantidade necessária de calor para mudar a temperatura de 1 kg de água de 1grau Celsius (1º C). Um kJ equivale a 0,23889 kcal. Uma BTU é a quantidade necessária de calor para mudar a temperatura de 1 libra de água de1 grau fahrenheit (1º F). 1 kcal ≅ 4 BTU 1 kJ = 0,23889 kcal » Calor total É a quantidade total de calor que a substância recebe ou cede, durante a transformação,mudando ou não de fase. Calor total = calor latente + calor sensível » Calor latente É a quantidade de calor que a substância recebe ou cede, durante a transformação,mantendo-se a temperatura constante, e é a parcela de calor que faz a substância mudar de fase. » Calor sensível É a quantidade de calor que a substância recebe ou cede, durante a transformação, que a fazvariar somente a temperatura. •Equação fundamental da calorimetria A quantidade de energia térmica recebida ou cedida por uma substância é medida através da“Quantidade de Calor”, que é diretamente proporcional à massa da substância e a sua variação detemperatura, sendo que este valor é determinado pela seguinte equação: Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 12 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Q = m . c. (Tf – Ti) Onde: Q = quantidade de calor (cal) m = massa da substância (g) Observação: 1.000 cal = 1 kcal c = calor específico da substância (cal/g°C) Tf = temperatura final (°C) Ti = temperatura inicial (°C) EXERCÍCIOS: 01. Um recipiente contém 200g de água à temperatura de 20°C. O conjunto é entãoaquecido, até atingir a temperatura de 70°C. Sendo o calor específico da água igual a 1 cal/g. °C,determine a quantidade de calor recebida pela mesma. 02. Determine a quantidade de calor necessário para elevar até o ponto de ebulição, 1 litrode água, que está inicialmente a uma temperatura de 30°C. (c =1 cal/g. °C). 03. Qual a quantidade de calor necessário para resfriar 1 m3 de água, de 90°C para 5°C? (c =1 cal/g. °C)? 04. Uma placa de alumínio pesando 500g é aquecida e sofre um acréscimo de temperaturade 10°C. A quantidade de calor fornecida à placa foi de 1,1 kcal. Determine o calor específico doalumínio. GABARITO: 01. 10.000cal ou 10kcal ou 40BTU ou ainda, 41.868J 02. 70.000cal ou 70kcal ou 280BTU ou ainda, 293.076J 03. 85.000 kcal ou 340.000BTU ou 355.878kJ 04. 0,22cal/g.°C •Transmissão de calor São três os processos fundamentais de transmissão de calor, e estes estão presentes narefrigeração: CONDUÇÃO, CONVECÇÃO e RADIAÇÃO. A troca de calor pode ser classificada como DIRETA e INDIRETA. » Condução Térmica É o processo de propagação da energia térmica através da agitação molecular de um corpo.Isto é muito importante para se conhecer a diferença entre um material bom ou mau condutor decalor ou isolante térmico, uma vez que os isolantes térmicos são largamente aplicados nos diversosequipamentos de refrigeração, quando se deseja manter alguma coisa a uma temperatura maior oumenor que a temperatura ambiente. » Convecção Térmica Consiste no transporte de energia térmica, de uma região para outra, através do transporte dematéria e, portanto, esse é um fenômeno que só pode ocorrer nos líquidos e nos gases. Esse conceito Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 13 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”é importante para se perceber, por exemplo, o por quê do congelador de uma geladeira ser colocadona parte superior da mesma. » Irradiação Térmica Esse fenômeno efetua-se através das ondas eletromagnéticas que se propagam no meio emque vivemos. Dessa forma, é que o calor do sol chega até a terra, uma vez que a ausência de matériaem algum ponto entre ambos (gravidade zero), impossibilita a existência dos outros dois processos. » Troca Direta É assim chamada quando a troca de calor é feita entre duas substâncias sem a interveniênciade outra, isto é, o calor de uma se transmite diretamente para a outra. Exemplo: a mistura desubstâncias com temperaturas diferentes (café e leite). » Troca Indireta Diz-se quando a troca de calor é feita entre duas substâncias com a interveniência de outra,isto é, o calor de uma se transmite para a outra através de uma parede, geralmente metálica ou boacondutora de calor. Exemplo: o aquecimento do refrigerante nos evaporadores dos refrigeradores. OBSERVAÇÃO Em condicionamento de ar utilizam-se as expressões EXPANSÃO DIRETA e EXPANSÃOINDIRETA, que significam: » Expansão Direta Quando a troca de calor é feita entre o ar e a substância refrigerante através da parede dotrocador de calor, é o que acontece no ar-condicionado tipo doméstico: o calor da sala, através doar, aquece o refrigerante no evaporador da máquina. » Expansão Indireta Quando entre o ar e a substância refrigerante existe outra substância de transporte térmico, éo que acontece no sistema de ar-condicionado que utiliza um condicionador tipo fan-coil com águagelada: o calor da sala, através do ar, aquece a água na serpentina do fan-coil e esta aquece fluido orefrigerante no evaporador da máquina. •Trocador de calor É o componente, aparelho a peça do sistema de refrigeração que tem como função conter osfluidos que trocarão calor e permitir que esta energia seja transferida, por condução térmica, de umpara o outro. Existem muitos tipos e modelos de trocadores de calor como exemplo: Trocador a placas;trocador de serpentina; trocador de serpentina aletada; trocador de casco e tubo (Shell and tube);trocador tubo e tubo (tube and tube), dentre outros. •Potência frigorífica É a quantidade de calor que a máquina retira ou acrescenta a uma substância (ar, alimento,pessoas, etc.), na unidade de tempo (1 hora). Nas máquinas de refrigeração como as do nosso curso,temos a potência frigorífica expressa em kcal / h; kJ / h, kW (quilowatt); BTU / h ou TR (Toneladade Refrigeração). Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 14 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” kW é a potência energética correspondente a 860 kcal/h. Uma TR (Tonelada de Refrigeração) corresponde à quantidade necessária de calor parafundir ou formar uma tonelada curta de gelo a 0°C, em 24 horas. 1 kcal/h ≅ 4 BTU/h 1 TR = 3.024 kcal/h = 12.000 BTU/h 1 kW = 860 kcal/h 1 kW = 3.600 kJ/h •Carga Térmica Agora, que já conhecemos o conceito de temperatura, calor e suas formas de transmissão,calor sensível, calor latente e potência frigorífica, vamos apresentar o conceito de Carga Térmicapara, no momento oportuno, adotar-se o procedimento para definir a CAPACIDADE que deve terum equipamento frigorígeno a ser instalado em determinado ambiente. A Carga Térmica é entendida como a quantidade de calor que deve ser removida peloequipamento de refrigeração, de modo a proporcionar as condições de temperatura, umidade, etc.no espaço a ser refrigerado ou condicionado em concordância com as exigências do projeto e/oudefinições do usuário. Considerando que o calor flui de forma contínua através das paredes dos ambientes e dascâmaras, vencendo a resistência térmica do isolamento, o equipamento, também, deverá funcionarde forma continuada, e, por isso a carga térmica é estimada ou estabelecida num valor unitário detempo. Por exemplo: 3.750 kcal/h (três mil, setecentas e cinqüenta, quilocalorias por hora). O cálculo da Carga Térmica baseia-se em um conjunto de fatores, dentre os quaisdestacamos: transmissão de calor, irradiação solar, pessoas, iluminação e equipamentos elétricos,etc. •Saturação A saturação pode ser entendida sob dois aspectos, quais sejam: 1 - quando uma substância esta diluída (soluto) em outra (solvente) ao ponto desta últimanão suportar mais a diluição, fazendo com que a primeira se precipite no fundo do recipiente. 2 - quando uma substância apresenta duas fases ao mesmo tempo, por exemplo: vapor elíquido. Neste caso diz-se, saturação entre fases. No caso do segundo conceito, a saturação depende da temperatura e da pressão, e diz-se quea substância está na temperatura de saturação e na pressão de saturação. Considerando o caso da água fervendo (ebulindo ou vaporizando) em Fortaleza, a pressão desaturação é l atm, porque estando a cidade ao nível do mar a pressão é a indicada e é nela que aágua está vaporizando. Também, diz-se que a temperatura de saturação é 100 °C, o que se podecomprovar medindo-a com um termômetro. » Superaquecimento Diz-se que um vapor está superaquecido quando se encontra com temperatura acima dasaturação. » Sub-resfriamento Diz-se que um líquido está sub-resfriado quando se encontra com temperatura abaixo dasaturação. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 15 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Todavia, quando um vapor (ou líquido) se encontra na temperatura de saturação, isto é,mudando de fase, diz-se que ele está saturado, portanto apresenta as duas fases juntas, líquida evapor. Termodinâmica As relações das transformações de calor em trabalho e vice-versa, são estudas pelo ramo daFísica denominado de Termodinâmica. •Trabalho nos gases Consideremos um cilindro dotado de um êmbolo móvel(exemplo: uma bomba de encher pneu de bicicleta) e, ao tempo queempurramos esse êmbolo fechemos também a saída de ar. Dessa Fforma, estaremos comprimindo o ar contido dentro do cilindro. Assim,devido à intensidade da força “F” que aplicamos, o êmbolo sedeslocará de um determinado valor, que chamaremos de “∆L”. O ∆LTrabalho realizado no gás (ar) é dado por: F Como já vimos anteriormente, a pressão é obtida através da expressão: p = , logo, se se Aconsiderar a pressão constante, a força será: F=p.A Desse modo, o trabalho realizado “no” gás (ar) será: T = p . A . ∆L O produto “A . ∆L” é igual à variação de volume (∆V = Vi - Vf), uma vez que o mesmodiminuiu, de onde podemos concluir que: Trabalho = pressão . variação de volume (T = p . ∆V) Com isso, podemos tirar duas conclusões importantíssimas: 1. Se houver uma redução de volume (Vf < Vi), haverá uma compressão. 2. Se houver um aumento de volume (Vf > Vi), haverá uma expansão (trabalho realizado“pelo” gás). EXERCÍCIOS: 01. Um gás ideal sofre transformação a uma pressão constante de 10 N/m2. Qual o trabalhorealizado pelas forças de pressão, durante o deslocamento do pistão, sabendo que o volume inicialdo gás era de 4m3 e que o volume final é de 10m3? 02. Numa transformação à pressão constante, um gás ideal inicialmente ocupando umvolume de 10m3 expande-se até o volume de 15m3. Qual o valor da pressão do gás, se o trabalhorealizado foi de 100 J? GABARITO: 01. 60J 02. 20N/m2 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 16 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Energia interna A energia interna de um gás (sistema) não pode ser medida, mas é importante se conhecer asua variação (“∆U”) durante um processo termodinâmico, uma vez que ela está diretamenterelacionada com a energia térmica e, é alterada em função da temperatura em que se encontra o gás. •1ª Lei da Termodinâmica O enunciado da 1ª Lei da Termodinâmica ou 1° Princípio da Termodinâmica é o seguinte: “O trabalho realizado num processo termodinâmico é igual à diferença entre a quantidade de calor trocada com o meio exterior e a variação da energia interna do sistema”. Este enunciado se traduz na seguinte expressão matemática: T = Q – ∆U A análise da relação entre o trabalho realizado e o calor trocado em um processotermodinâmico é feita tomando-se como base a 1ª Lei da Termodinâmica, e levando-se em conta astransformações por que passa o gás durante esse processo. Essas transformações, denominadas de “transformações gasosas”, levam em conta a pressão,a temperatura e o volume, e são analisadas da seguinte forma: » Transformação Isobárica É uma transformação realizada à pressão constante, isto é a pressão é a mesma durante todoo processo. Exemplo 01: Uma amostra de gás sofre uma transformação isobárica, a uma pressão de 20N/m2, recebendo do meio exterior uma quantidade de calor igual a 100 cal. O volume de gás que erade 6 m3, passou para 20 m3. Qual a variação da energia interna do Sistema? Solução: A variação de volume do gás será: ∆V = Vf - Vi = 20 m3 - 6 m3 = 14 m3. O trabalho realizado pelo gás será: T = p . ∆V = 20 N/m2 . 14 m3 = 280 J. 1 cal = 4,186 J ou 1 J = 0,239 cal, logo, 280 J = 66,92 cal. Pela 1ª Lei da Termodinâmica temos: T = Q – ∆U ⇒ ∆U = Q – T = 100 – 66,92 = 33,08 cal. No exemplo acima, podemos fazer as seguintes considerações: 1. O volume do gás aumentou, portanto, houve uma expansão isobárica. 2. Em uma expansão isobárica, há um aumento (∆U > 0) da energia interna do gás. 3. Em uma expansão isobárica, a quantidade de calor recebida é maior que o trabalho realizado(Q > T). Exemplo 02: Um cilindro contém 5m3 de gás a uma temperatura de 30 °C. Quando atemperatura do cilindro é aumentada para 70 °C, seu volume aumenta para 10m3, enquanto que apressão permanece constante e igual a 20N/m2. Sabendo que a energia interna do sistema aumentoude 15 cal e que o calor específico do gás é de 0,03 cal/g. °C, qual a massa de gás contida nocilindro? Resposta: 32,4 g. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 17 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Transformação Isocórica (Isométrica) É uma transformação realizada a volume constante, isto é, o volume é o mesmo durante todoo processo. Exemplo: Um recipiente, hermeticamente fechado, contém 32 g de um gás, cujo calorespecífico é de 0,094 cal/g. °C. Sabendo que sua temperatura inicial é de 27 °C e que o volume domesmo permanece constante, determine: a) A quantidade de calor necessária para duplicar a temperatura do gás. b) A variação da energia interna do gás, na transformação. Solução: a) Q = m . c . ∆T ⇒ Q = 32 . 0,094 . 27 ⇒ Q = 81,21 cal. b) Como Vf = Vi ⇒ ∆V = 0, logo, T = p . ∆V = 0, portanto, Q = T + ∆U ⇒ Q = ∆U ⇒∆U = 81,21 cal. No exemplo acima, podemos fazer as seguintes considerações: 1. Em uma Transformação Isocórica, o trabalho realizado é nulo. 2. Em uma Transformação Isocórica, o calor recebido aumenta a energia interna e atemperatura do gás. 3. Em uma Transformação Isocórica, a variação da energia interna do gás é igual àquantidade de calor trocada com o meio exterior. » Transformação Isotérmica É uma transformação realizada à temperatura constante, isto é a temperatura é a mesmadurante todo o processo. Exemplo: Cinqüenta gramas de um gás, cujo calor específico é de 0,08 cal/g. °C, sofre umatransformação isotérmica a uma pressão de 40 N/m2, quando então seu volume duplica para 6 m3.Qual a temperatura externa final da transformação, sabendo que no início a temperatura era de30 °C? Solução: a) O trabalho será: T = p . ∆V ⇒ T = 40 N/m2 . 3 m3 ⇒ T = 120 J = 28,68 cal. Q 28,68 b) A variação de temperatura externa, será: ∆T = ⇒ ∆T = ⇒ ∆T = 7,17 °C. m.c 50 x 0,08 c) A temperatura final será: Tf = Ti + ∆T ⇒ Tf = 30 °C + 7,17 °C = 37,17 °C. » Transformação adiabática Em uma transformação adiabática não há trocas de calor com o meio exterior. Portanto,Q = 0 e ∆U = - T. Em uma expansão adiabática, o trabalho é realizado pelo gás, sendo que o seu volume aumentae sua temperatura diminui, pois há uma diminuição da sua energia interna. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 18 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Transformação cíclica Ciclo ou transformação cíclica de uma determinada massa gasosa é um conjunto detransformações após as quais o gás volta a apresentar a mesma pressão, o mesmo volume e a mesmatemperatura que possuía anteriormente. Em um ciclo, o estado final é igual ao estado inicial. p p Q→T T→Q A B A B P2 P2 P1 P1 D C D C 0 V 0 V V1 V2 V1 V2 Ciclo em sentido horário: Ciclo em sentido anti-horário: Conversão de Calor em Trabalho Conversão de Trabalho em Calor •2ª Lei da Termodinâmica O enunciado da 2ª Lei da Termodinâmica ou 2° Princípio da Termodinâmica é o seguinte: “O calor não passa espontaneamente de um corpo para outro de temperatura mais alta”. Este enunciado é muito importante para a compreensão do princípio de funcionamento dasmáquinas térmicas, incluindo-se aí, os equipamentos de refrigeração. Eletricidade A eletricidade é também uma forma de energia e pode ser transformada em outras formas deenergia, principalmente a energia mecânica. Quanto à natureza da energia elétrica, as experiências já demonstraram que a menorquantidade de eletricidade encontrada na natureza é a carga elétrica elementar, que é denominada de“elétron”. Os materiais metálicos, como por exemplo, o aço, o alumínio, o ouro, a prata, o cobre, têmfacilidade de gerar elétrons e permitir o livre movimento dessas cargas em sua estrutura. Nos trabalhos de refrigeração estão sempre presentes motores elétricos, quadros de comandoe força que deverão ser inspecionados, montados ou mantidos pelo mecânico de refrigeração. •Corrente elétrica É o movimento dos elétrons no interior dos materiais. A intensidade com que esses elétrons movimentam-se é medida em Ampères (A) e oaparelho destinado à sua medição é o Amperímetro. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 19 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Tensão É a força que impões movimento aos elétrons. A tensão é medida em Volts (V) e o aparelho destinado à sua medição é o Voltímetro. •Resistência elétrica É a maior ou menor dificuldade que os materiais oferecem à passagem da corrente elétrica. A resistência elétrica é medida em Ohms (Ω) e o aparelho destinado à sua medição é oOhmímetro. •Sistemas elétricos As empresas concessionárias fornecem ao consumidor, a energia elétrica da seguinte forma: » Sistema monofásico (2 fios) É o sistema formado por dois condutores, sendo um deles denominado de “FASE” e o outrode “NEUTRO”. O condutor neutro não possui tensão, ou seja, tem 0 (zero) volt, enquanto que ocondutor fase possui uma tensão de 220 volts em relação ao condutor neutro (em Fortaleza). » Sistema bifásico (3 fios) É o sistema formado por dois condutores fases e um condutor neutro. O sistema bifásico tem a grande vantagem de se poder utilizar dois níveis de tensão: 127volts e 220 volts, quando a tensão de 220V é verificada entre duas fases. » Sistema trifásico (4 fios) É o sistema formado por quatro condutores, sendo três condutores fases e um condutorneutro. Emprega-se esse sistema onde há necessidade de se alimentar equipamentos trifásicos emgeral. A tensão entre fases é de 380 volts e entre fase e neutro é de 220 volts (em Fortaleza). •Motores elétricos O motor elétrico é constituído de duas partes distintas e principais que são, rotor e o estator.Podem ser alimentados por energia monofásica ou trifásica. Antes de darmos prosseguimento ao assunto, é necessário se estabelecer noções para auxiliarna compreensão. a) Todo condutor elétrico, quando energizado cria ao redor de si um campo magnético, tantomais intenso quanto for o valor da corrente (I) que o atravessa. b) Quando se faz uma volta com um condutor, fazendo o começo coincidir com o fim, tem-se uma espira. c) Juntando-se várias espiras, forma-se uma bobina. d) Várias bobinas reunidas formam um “enrolamento”. Pois bem, existem muitos projetos de motores elétricos, cada um apresenta vantagens sobreo outro e tem uma aplicação mais apropriada. Neste trabalho voltaremos nossa atenção para os motores elétricos que estão presentes numcondicionador de ar doméstico. O motor do ventilador e o motor do conjunto compressor, ambosmonofásicos. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 20 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” O torque, a força, do motor está associado ao enrolamento principal, de trabalho, efetivo,conforme o nome que se queira dar. É construído de fio grosso com resistência baixa e por issopermite a passagem de corrente de intensidade maior. Todavia, há também, nesse motor um enrolamento de fio mais fino, que apresenta granderesistência elétrica, e quando energizado, a corrente por ele é baixa. É o enrolamento de partida,start ou arranque. Tem a finalidade de aumentar o torque inicial do motor na partida e orientar ocampo magnético para dar o sentido para o qual o rotor vai girar. Psicrometria Psicrometria é o estudo das misturas de ar e vapor de água. O ar atmosférico é constituído de Oxigênio, Nitrogênio, outros gases e vapor dágua e comotudo está aquecido e o homem sofre suas influências, resulta daí a importância da psicrometria nocondicionamento de ar. As propriedades térmicas do ar atmosférico se encontram indicadas num gráfico oudiagrama conhecido como “Carta Psicrométrica”, a qual é utilizada para nos auxiliar na obtençãodessas propriedades, das quais destacamos: •Temperatura de bulbo seco(TBS) É a temperatura ambiente, do ar, medida com um termômetro comum. •Temperatura de bulbo úmido(TBU) É a temperatura ambiente, do ar, medida com um termômetro comum, porém, com o bulbocoberto com uma mecha (gaze ou algodão) umedecida. •Umidade relativa(UR) Umidade do ar é a quantidade de vapor d’água que participa da mistura atmosférica.Umidade relativa é a proporção de vapor d’água contido em um determinado volume de ar, emrelação à quantidade total que este mesmo volume poderia absorver ficando saturado. •Temperatura de ponto de orvalho(TPO) É a temperatura de saturação do ar. De uma forma bem simples, podemos dizer que é atemperatura à qual a umidade condensa sobre uma superfície. •Entalpia (h) É uma propriedade que as substâncias possuem e que traduz uma medida do seu calorinerente. Para o ar, esta grandeza representa a quantidade de calor recebida ou cedida, por unidadede massa (kcal/kg) Em relação à carta psicrométrica, os termos abaixo podem explicar, rapidamente, algunsconceitos referentes a determinadas condições do ar. Se as temperaturas de bulbo seco e bulbo úmido são conhecidas, a umidade relativa atemperatura do ponto de orvalho podem ser determinadas. Se a temperatura de bulbo seco e a umidade relativa são conhecidas, a temperatura de bulboúmido e a temperatura do ponto de orvalho podem ser determinadas. Se a temperatura de bulbo úmido e a umidade relativa são conhecidas, a temperatura debulbo seco e a temperatura do ponto de orvalho, podem ser determinados. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 21 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 22 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”EXERCÍCIOS: 01. Dados: TBS = 30 °C; UR = 60%; Encontrar: a) TBU; b) TPO; c) volume específico; d) entalpia. 02. Dados: TBU = 20 °C; TBS = 25 °C; Encontrar: a) UR; b)TPO; c) entalpia. 03. 30% de ar com TBS = 30 °C e UR = 60%, serão misturados com uma massa de aratmosférico com TBU = 20 °C e TBS = 25 °C. Nessas condições qual o resultado da mistura? 04. O ar de um ambiente está a uma TBS igual a 30°C e UR de 70%. Queremos condicionareste ambiente e deixá-lo nas condições de conforto, isto é, TBS igual a 24°C e UR de 50%. a) Quantas gramas de umidade deverão ser retiradas do ar? b) Qual o diferencial de TBU? 05. O ar ambiente de um laboratório químico está nas seguintes condições: TBS = 22°C e UR = 40%. Ele deverá ser misturado com ar de renovação externo, com as seguintes condições: TBS = 35°C e UR = 60%. Qual o resultado da mistura? 06. Observe a seguinte situação: a) O ar de um ambiente condicionado, retorna para o condicionador de ar, com TBS igual a24°C e UR de 45%. b) Nele, é misturado ar externo com TBS igual a 30°C e UR de 60%. c) O ar é insuflado através do aparelho a TBS igual a 13°C. Determine as condições que o ar é misturado no condicionador. Instrumentos Neste item procuraremos listar os principais instrumento de medidas que o mecânico derefrigeração deverá utilizar em seu trabalho diuturno. •Manômetro Instrumento apropriado para medir pressão, pode ser mecânico ou eletrônico. No trabalho derefrigeração o utilizado é o mecânico do tipo Bourbon, cujo mecanismo se assemelha ao brinquedolíngua de sogra. Quando a língua de sogra estira leva o ponteiro para um valor mais alto nomostrador onde está gravada a escala. Os manômetros utilizados pelo mecânico de refrigeração estãoconjugados em um suporte tipo tubo de orifícios conhecido pelo nome de“manifold” ou analisador de pressão. O manômetro da esquerda possui duas escala com uma a mesmaorigem, uma para medir pressão abaixo da pressão atmosférica, ou seja,vácuo, e outra para pressões acima da atmosfera e por isso ele é chamado demanovacuômetro, e é extremamente útil de vez que, em muitas ocasiões, apressão de serviço ou de trabalho de alguns equipamentos está abaixo dapressão atmosférica. Também se utiliza este manovacuômetro para medir o MANIFOLD ROBINAIRvácuo que se faz para a desidratação do sistema em processamento. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 23 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Amperímetro Aparelho destinado à medição da intensidade de corrente (I) cuja unidade é oAmpère (A). Modelo da MINIPA •Reguladores de pressão Nos trabalhos que envolvem gases acondicionados em cilindros aaltas pressões, se utilizam reguladores de pressão com a finalidade abaixa apressão para valores que são suportados pelos sistemas, de forma segura.Normalmente há um manômetro para medir e indicar a pressão do cilindro eoutro para a pressão de trabalho. Mod. SA White Martins. Pode-se ver isto claramente nos conjuntos de solda oxiacetilênica. Háum regulador para o oxigênio e outro para o acetileno. •Voltímetro Aparelho destinado à medição da tensão elétrica (U) cuja unidade é o Volt(V). •Ohmímetro Aparelho construído para a medição da resistência elétrica (Ω) de baixo valorcuja unidade é o Ohm (Ω). •Multímetro Há um instrumento que reúne muitas funções como amperímetro, voltímetro,ohmímetro, e em alguns casos outros instrumentos, é o multímetro. •Megôhmetro Para medir resistências de valores altos, como por exemplo, a resistência do isolamento dafiação de motor elétrico, utiliza-se o megôhmetro. A unidade é o megaohm (MΩ). •Vacuômetro As pressões de vácuo devem ser medidas com um instrumento de precisão, eletrônico ou amercúrio, com escala apropriada para informar a pressão em mícron de mercúrio. Um milímetrovale 1.000 mícrons. •Capacímetro O capacímetro é o instrumento adequado para se medir a capacitância doscapacitores. A capacitância é medida em submúltiplo do Farad. Microfarad (µfd) epicofarad (ρfd). •Anemômetro Este aparelho é utilizado para medir a velocidade do ar. Em condicionamentode ar, divide-se a entrada do ar na serpentina (retorno) em, no mínimo, 20 partes, e secoloca o sensor em carda uma das partes, anotando-se a velocidade em m/s, para aofinal calcular a média aritmética de todas as medições. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 24 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Termômetro O termômetro é o instrumento utilizado para medir a temperatura do ar ou deoutros elementos. O indicado para o uso na refrigeração é um eletrônico de cincosensores para permitir a medição das linhas de refrigerante e outros, no processo debalanceamento. •Tacômetro Para medir o número de rotações desenvolvidas num minuto pelos diversoselementos girantes de uma máquina de ar-condicionado, por exemplo, um ventiladorcentrífugo, se utiliza o instrumento chamado de tacômetro, que poderá ser mecânicoou eletrônico. •Chave de Teste Néon Esta ferramenta é imprescindível para a localização do pólo fase. É uma chave de fenda,apresentando, no interior do cabo, uma lâmpada de “Néon”. No extremo do cabo tem um botão metálico, encostando-se a ponta metálica da chave noponto a ser verificado e, tocando com o dedo o botão, a lâmpada acenderá no caso de havercorrente. •Lâmpada-série É de fácil montagem, pois, simplesmente, cortando uma faseentre uma lâmpada e plug, ficam duas pontas de prova A e B. Com as pontas A e B é possível testar a continuidade doscircuitos dos componentes elétricos do condicionador de ar. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 25 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TECNOLOGIA Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 26 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” REFRIGERAÇÃO Ciclo básico teórico Os equipamentos de refrigeração objetos desse curso, funcionam segundo o ciclotermodinâmico de compressão de vapor, que é constituído na sua forma mais simples por quatroelementos distintos: 1) Compressor. 2) Condensador. 3) Válvula de expansão ou capilar. 4) Evaporador. Na figura abaixo está representado um esquema do ciclo básico de um sistema derefrigeração, onde estão indicadas as posições relativas ao ciclo do compressor, do condensador, daválvula de expansão e do evaporador. Chama-se de linhas às tubulações que unem os diversos elementos. A linha que vai doevaporador para o compressor é a de sucção ou aspiração. Do compressor até o condensador, tem-sea linha de descarga ou de gás quente. E do condensador para o evaporador, está a linha de líquido. Antes de iniciarmos a descrição do ciclo de refrigeração, é conveniente que se conceitue oselementos já listados. •Compressor É um conjunto de peças mecânicas, desenhadas e construídas de tal maneira que aofuncionar possa provocar um deslocamento de massa (escoamento) necessário para oreaproveitamento do fluido refrigerante, e como o escoamento de massa só se realiza devido a umadiferença de pressão, o compressor, também, causa ao mesmo tempo, essa diferença de pressão,elevando a pressão de saída (descarga) a um valor muito alto, comparado com a pressão de entrada(sucção). CONDENSADOR LINHA DE ALTA PRESSÃO LINHA DE ALTA PRESSÃO LINHA DE LÍQUIDO LINHA DE GÁS QUENTE LÍQUIDO SUBRESFRIADO VAPOR ALTA TEMPERATURA SAÍDA DO CONDENSADOR DESCARGA DO COMPRESSOR HP = ALTA PRESSÃO HP = ALTA PRESSÃO SENTIDO DO FLUXO COMPRESSOR VÁLVULA DE EXPANSÃO LINHA DE BAIXAPRESSÃO LINHA DE SUCÇÃO VAPOR BAIXATEMPERATURA SUCÇÃO DO COMPRESSOR LP = BAIXA PRESSÃO EVAPORADOR CICLO BÁSICO DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 27 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Condensador O condensador é um trocador de calor no qual o calor que foi absorvido pelo fluidorefrigerante durante a sua passagem pelo evaporador e no processo de compressão é expelido para oexterior, motivado por ventilação natural ou forçada. Nesse processo, o fluido refrigerante passa doestado gasoso para o estado líquido (condensa). •Válvula de expansão Válvula de expansão ou tubo capilar é uma restrição à passagem do fluido refrigerante quese encontra no estado líquido, e uma vez forçado a passar por ela o fluido aumenta de velocidade eperde pressão, criando condições ao processo de expansão (reduz a pressão). •Evaporador Evaporador é também um trocador de calor cuja função é absorver o calor do espaçorefrigerado ou condicionado. No processo de passagem pelo evaporador, o fluido refrigeranteabsorve calor do ambiente e é gradualmente transformado do estado líquido para vapor(evaporação). Quando o fluido refrigerante, ainda no estado líquido, penetra na serpentina do evaporador,e devido ao aumento do diâmetro do tubo em relação à válvula, forma uma zona de baixa pressão e,assim, há uma queda acentuada na temperatura do mesmo. •Descrição do ciclo Pois bem, o objetivo da máquina de refrigeração é retirar o calor do “meio” que se querresfriar, seja ele sólido, líquido ou gasoso. Assim é necessário que se produza uma “situação” maisfria que ele. Analisemos duas formas de transferência de calor, já vistas, até. Uma, onde a transferência de calor produza apenas uma variação de temperatura dorefrigerante. Dessa maneira, considerando que o calor específico do refrigerante na fase líquida ébaixo, para transferir a quantidade de calor do processo seria necessária muita massa do agente detransporte térmico (refrigerante). Na outra, a transferência produza além da variação de temperatura, também, faça umamudança de fase do agente refrigerante. Com esta alternativa, considerando que a quantidade decalor envolvida na mudança de fase, calor latente de vaporização, é muito maior que o calorespecífico, se reduziria a quantidade de massa de refrigerante para a mesma quantidade de calortransferido. Pois é assim que acontece. O compressor bombeia o fluido refrigerante sob a forma de vapor, aspirando-o através dalinha de sucção e comprimindo-o pela linha de descarga. O fluido refrigerante no estado gasosofortemente comprimido tem sua temperatura de saturação aumentada para o processo de liquefação(condensação), no condensador. O objetivo da elevação da pressão é, também, elevar a temperatura de saturação dorefrigerante para valores mais altos que o meio para o qual o calor será transferido. Se atransferência de calor for para o ar atmosférico, em Fortaleza, onde a temperatura é 32ºC, atemperatura de saturação (ebulição do refrigerante) deverá ser cerca de 50ºC. O refrigerante chega ao condensador com temperatura bastante alta em relação ao ambienteexterno ao ciclo. Com a remoção do calor a temperatura baixa, e ao chegar na temperatura de Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 28 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”saturação, continua a perder calor e muda de fase passando para o estado líquido (condensa). Oprocesso de remoção de calor ainda continua, e o refrigerante nessa etapa muda de temperatura,novamente, saindo do condensador no estado líquido, com temperatura abaixo da saturação (sub-resfriado). Saindo do condensador pela tubulação de líquido, o refrigerante chega à válvula deexpansão ou tubo capilar, onde é forçado a atravessar uma restrição que o faz aumentar avelocidade e como conseqüência, perde pressão. Do outro lado da válvula de expansão, o refrigerante ainda está líquido, mas apresenta-secom pressão reduzida. Desta feita, acontece o inverso do processo de compressão, o refrigeranteperde calor e temperatura. Ao entrar no evaporador, o refrigerante recebe calor do meio a resfriar, aquecendo-se (atemperatura continua baixa) e vaporizando-se. Inversamente ao condensador, o refrigerante éaquecido até a temperatura de saturação donde muda de fase. Ao mudar de fase, eleva-se atemperatura até o ponto que entra no compressor novamente (superaquecido). O ciclo se inicia novamente. Ciclo básico real Ao descrever o ciclo real procuraremos utilizar a linguagem mais técnica e colocar oselementos reais com sua função no ciclo. •Processo de compressão O vapor de refrigerante formado no evaporador, à baixa pressão e baixa temperatura, éaspirado quando o pistão do compressor se desloca do ponto morto superior para o ponto mortoinferior, e é comprimido quando o pistão se desloca em sentido contrário. A elevação da pressãodesloca para cima o ponto de saturação do refrigerante permitindo ao vapor a condição de fácilliquefação, ou seja, à alta pressão o vapor de refrigerante poderá ser resfriado por ar ou água comtemperaturas próximas da temperatura ambiente (em Fortaleza 32°C) voltando novamente à faselíquida. O processo de compressão é adiabático, todavia o trabalho da compressão tem umcomponente mecânico de energia que se transforma em calor aumentando a temperatura do gás. •Processo de condensação O vapor de fluido refrigerante que sai do compressor, a alta pressão e alta temperatura, podeser facilmente condensado pela rejeição de calor ao ar de resfriamento (ou à água de resfriamento,no caso de condensação à água), à temperatura ambiente. Ou seja, no condensador, o vaporsuperaquecido é resfriado até a temperatura de saturação e depois condensado pela água (ou ar) deresfriamento e em seguida é sub-resfriado, cuja temperatura ficará cerca de 15°C abaixo datemperatura de saturação. •Processo de expansão A válvula de expansão, pela grande restrição que causa faz aumentar a pressão do fluido nosistema antes dela e ao passar por ela, o fluido para manter a vazão do sistema aumenta muito develocidade e cai de pressão, pós-válvula . Como dispositivo de redução de pressão, para diminuir apressão do fluido refrigerante liquefeito no condensador (280psig para R22, condensação a ar), atéuma pressão adequada à evaporação (70psig para ar-condicionado, conforto), usa-se uma válvula deexpansão ou um tubo capilar. Esses dispositivos são calibrados para uma determinada queda de Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 29 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”pressão conforme a aplicação da máquina, refrigerante, meio de condensação, dentre outros. Comoválvula de expansão, usa-se geralmente uma válvula de expansão termostática, que controla a vazãode refrigerante e mantém constante o grau de superaquecimento do vapor de refrigerante na saídado evaporador. Nas unidades pequenas, usa-se um tubo capilar, cujo diâmetro interno ecomprimento são determinados em função da diferença de pressão entre os pontos de alta e baixapressão e da vazão do fluido refrigerante. •Processo de evaporação O líquido refrigerante do ciclo, cuja pressão é reduzida na válvula de expansão, é distribuídoaos tubos do evaporador por meio de um distribuidor (pode ser pelo próprio formato doevaporador). Ao escoar no interior dos tubos, o fluido refrigerante se aquece e se vaporiza, ebule,enquanto líquido, retirando o calor do ar (ar do ambiente refrigerado ou condicionado), quecircunda a superfície externa, e torna a se aquecer, como vapor (superaquecimento). Analisando-se o ar no meio resfriado, o calor transferido no processo pode ser sensível,quando baixa a temperatura do ar, e latente, quando o ar é resfriado à temperatura abaixo do pontode orvalho (TPO), e faz condensar a água. Uma vez líquida, a água é drenada para fora docompartimento do evaporador, no caso do condicionador de ar, e na geladeira, a água forma-se emgelo sublima ou cristaliza. COMPONENTE DO CIRCUITO DE REFRIGERAÇÃO Os ciclos de refrigeração à compressão simples, são uma execução prática, consistindo dequatro elementos fundamentais, conforme mostrado. O compressor succiona os vapores derefrigerante do evaporador, comprimindo-os até à pressão de condensação; o condensador onde orefrigerante se condensa rejeitando calor; o tubo capilar que promove a queda de pressãonecessária a ser atingida no evaporador; e o evaporador onde a vaporização do refrigerante absorvecalor da câmara (espaço interno da geladeira, freezer, etc. ou da sala, no caso de ar condicionado). Um sistema de refrigeração é dividido, quanto à pressão, em duas partes conhecidas por ladode alta e lado de baixa pressão. A alta pressão existe no sistema desde a válvula de descarga nocompressor, passando pela linha de descarga, condensador e linha de líquido até o tubo capilar. Olado de baixa pressão começa no tubo capilar e continua através do evaporador, linha de sucção ecompressor até a válvula de admissão. O vapor de refrigerante é aspirado do evaporador à baixa pressão e comprimido no lado dealta pressão para ser transformado em líquido e assim ser mantido pronto para uso, tão logo arefrigeração seja solicitada. O calor do ar é absorvido pelo refrigerante no evaporador fenômenoque gera o “frio ou produz a refrigeração”. De forma simplificada, podemos resumir o que ocorre durante o ciclo de refrigeração doseguinte modo: Compressor Entre os órgãos que compõem o sistema de refrigeração que trabalha por compressão,destacam-se os compressores com singular importância e características que devem ser observadaspara um completo êxito da instalação. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 30 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Conceito A função do compressor na refrigeração mecânica é dupla, isto é, deve fazer a sucção dovapor de refrigerante proveniente do evaporador e comprimi-lo à pressão de condensação (altapressão, aproximadamente quatro vezes mais que a pressão de sucção), e, como conseqüência disto,proporcionar o deslocamento de massa necessário à recirculação do refrigerante. Como há vários refrigerantes usados em refrigeração, com diferentes propriedades eaplicações, encontramos, conseqüentemente, variações nos tipos de compressores. Algunsrefrigerantes requerem deslocamento de grandes volumes e pequena compressão, enquanto outros,pequenos volumes e grandes pressões. Os compressores são construídos para bombear fluido somente no estado de vapor, daí anecessidade do superaquecimento do fluido refrigerante ao sair do evaporador, pois jamais devepenetrar líquido na câmara de compressão. Os compressores são classificados quanto ao processo de compressão e à posição do motor deacionamento em relação ao próprio compressor. •Classificação Quanto ao processo de compressão podem ser: - Alternativos ou de pistões (recíprocos); - Rotativos (scroll); - Rotativo de palheta; - Rotativos centrífugos; - Parafuso. Quanto ao posicionamento do motor elétrico em relação ao fluxo de refrigerante, podem ser: - Herméticos. - Semi-herméticos ou semi-abertos. - Abertos. •Funcionamento Nesse ponto da apostila iremos fazer uma breve descrição dos tipos de compressores quenos referimos, e o leitor irá perceber uma certa junção dos assuntos classificação e funcionamento. » Compressor alternativo O compressor alternativo, fundamentalmente, é constituído de um cilindro e um pistão quese desloca alternativamente dentro desse cilindro, de um ponto chamado “ponto morto superior”para o “ponto morto inferior”. É uma máquina de deslocamento positivo. Durante o cursodescendente do pistão abre-se uma passagem chamada de válvula de sucção e o gás flui, então, dalinha de sucção para o interior do cilindro, ao chegar no ponto morto inferior, fecha-se a válvula desucção e abre-se a válvula de descarga.O gás é forçado para fora, para a linha de descarga, durante ocurso ascendente que ora se inicia. Cada volta do eixo-manivela (virabrequim) corresponde a um ciclo de trabalho. Chamamos de câmara de compressão ao espaço entre o fechamento superior do cilindro e oponto mais alto da cabeça do pistão. O curso do pistão será o caminho percorrido por ele, desde oponto morto superior até o ponto morto inferior. O volume correspondente a esse deslocamento, é Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 31 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”chamado de cilindrada, e o volume de refrigerantescapaz de ser deslocado num ciclo de trabalho é PONTO MORTOchamado de deslocamento volumétrico. SUPERIOR CILINDRO De maneira geral os compressores PONTO MORTOalternativos são, atualmente, os mais utilizados e por INFERIORisso trataremos mais particularmente dessescompressores, os quais proporcionam pequenosdeslocamentos volumétricos e relativamente grandes VIRABREQUIMcompressões. » Compressor rotativo São compressores compactos e têm a vantagem de apresentarem pouca vibração e poucoruído. Normalmente são de palhetas rotatórias montadas em um cilindro deslocado do centro dacarcaça, de modo a permitir a compressão do gás. Durante o seu funcionamento, o gás succionadopenetra nos espaços entre as palhetas, sendo comprimido pela redução de volume provocado pelaexcentricidade do cilindro em relação à carcaça. » Compressor centrífugo Os compressores centrífugos giram entre 3.600 rpm a 25.000 rpm. Com esta velocidade, ogás é succionado e descarregado com uma aceleração tal que imprime ao gás uma pressão adequadaao funcionamento do ciclo. O elemento do compressor que succiona e comprime o gás é formadopor um ou dois rotores semelhantes aos rotores de bombas centrífugas. Esse tipo de compressor éem geral utilizado em resfriadores de água, com capacidade superior a 200TR, de refrigeração. » Compressor de parafuso Os compressores de parafuso são concebidos para grandes deslocamentos de massa compressão relativamente baixa. O gás é succionado e descarregado pela impulsão ocasionada pelo girode dois parafusos que se desenroscam um sobre o outro. » Compressor hermético Aos compressores herméticos dá-se o nome vulgar de unidades seladas. Compressor hermético é um conjunto motor-compressor encerrado em um único invólucrode chapa de aço estampado e hermeticamente fechado através de solda, e apresenta a vantagem doacionamento direto do motor-compressor e nível baixo de ruídos. Trabalham a cerca de 3.500 rpm e não permitem conserto mecânico, pois suas peças sãomontadas em lotes, por faixa de tolerância, impedindo a substituição de peças do mesmo. Este tipode compressor não possui bomba de óleo externa, sendo sua lubrificação feita pelo própriomovimento do eixo de manivelas. » Compressor semi-hermético São compressores herméticos, mas podem ser desmontados para reparos. Construídos emcarcaças de ferro fundido, trabalham a cerca de 1.750rpm e têm uma vida útil cerca de três vezesmaior que a dos compressores herméticos. Suas principais características são: resfriamento pelo gásde sucção, baixo nível de ruído e lubrificação forçada através de uma bomba de óleo deengrenagens montada externamente. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 32 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Compressor aberto São compressores de capacidades variadas como os compressores herméticos e Semi-herméticos, mas necessitam de um motor externo para acioná-los. Esses motores normalmente sãoelétricos, todavia podem também ser acionados por motores de combustão interna, turbinas a vapor,etc. Neste tipo, o motor fica isolado do compressor, sendo a transmissão de potência feita comauxílio de correias ou juntas elásticas de transmissão. Considerando que o eixo do compressor tem uma extremidade externa para receber oselementos de transmissão, há necessidade de um elemento de vedação que é um selo mecânico oqual apresenta com o desgaste vazamentos de gás refrigerante. Trocadores de calor – Condensador e Evaporador •Conceito Trocadores de calor são peças, normalmente metálicas, com a finalidade de proporcionar atransferência de calor entre uma fonte quente e outra fria. No caso da refrigeração que estamosestudando, o trocador de calor faz a interface entre o fluido refrigerante e o ar ou a água. •Condensador O condensador é a parte básica do sistema de refrigeração que tem como finalidade dissiparo calor absorvido pelo fluido refrigerante durante sua passagem pelo evaporador acrescido ao calororiginado na compressão. Essa liberação de calor dá-se através do resfriamento do fluido (calorsensível) e da mudança de estado gás-líquido (calor latente). O calor é expelido para o exteriormotivado por ventilação natural ou forçada. Nos refrigeradores domésticos oscondensadores são fabricados em forma deserpentina cujas voltas do tubo são unidas por meiode placa ou arames, simulando uma grade. O calordo refrigerante passa por condução para o tubo quepor sua vez o transmite para a grade e nessemomento o ar que circunda a grade é aquecido e porconvecção natural vai se renovando e porconseguinte, resfriando o refrigerante que passa acondensar-se. Nos condicionadores de ar domésticos oscondensadores são fabricados em forma deserpentina com tubos de cobre e aletados com aletasde alumínio levemente onduladas para forçar o ar atoca-las. Nessa construção, o ar é forçado a passarpela serpentina tocando as aletas, e neste momento,receberá calor das aletas, que por sua vez recebemcalor dos tubos, os quais recebem o calor dorefrigerante. Um ventilador, normalmente axial, é CONDENSADORutilizado para ventilar o condensador. A capacidade de transferência de calor no condensador depende da superfície, da diferençade temperatura existente entre o refrigerante que se condensa e o meio ambiente externo ao Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 33 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”condensador, da quantidade de refrigerante e condição da transmissão de calor. Podemos, então tercondensadores resfriados a ar, à água, e evaporativos. » Condensadores resfriados a ar Os condensadores resfriados a ar que são os mais usados em refrigeração doméstica, têmcomo agente de resfriamento o ar. A circulação do ar através do condensador pode dar-se de duasmaneiras como segue: a) por circulação natural (convecção). b) por circulação forçada Nos condensadores desse tipo, que são colocados na parte traseira. externa dosrefrigeradores, o refrigerante superaquecido vindo do compressor transmite seu calor ao ar que estarem contato com as aletas tornando-o menos denso. Os condensadores resfriados a ar com circulação natural são normalmente constituídos poruma série de aletas de aço através das quais passa a tubulação. A finalidade dessas aletas é aumentara superfície de contato com o ar. O ar quente por ser mais leve sobe e, seu lugar é ocupado por armais fresco que, por sua vez também se aquece e sobe produzindo desta maneira uma circulaçãonatural e contínua pelo condensador. É o que se chama extração de calor por convecção natural doar. Também são usados condensadores do tipo “chaminé” que consiste de um certo número detubos de cobre presos a uma chapa de aço por canaletes que são soldadas à mesma. Como podemos facilmente compreender, a quantidade de ar que circula dessa forma é muitopequena, não sendo portanto, suficiente para retirar grandes quantidades de calor. Para refrigeradores de grande capacidade torna-se necessário aumentar a circulação de aratravés do condensador. Isso é conseguido com a chamada circulação forçada. Esses condensadores são semelhantes em construção aos condensadores de aletas comcirculação natural, com a diferença de que um ventilador é acrescentado a fim de forçar a circulaçãode ar através dos mesmos. Um outro detalhe de construção dos condensadores com circulação de ar forçada é que adistância entre aletas é sensivelmente menor do que nos de circulação natural pois, o ar circulamuito mais rapidamente. •Evaporador Evaporador, é também um trocador de calor cuja função é absorver o calor do espaçorefrigerado ou condicionado. Quando o fluido refrigerante, ainda no estado líquido, sai da válvulade expansão, penetra na serpentina do evaporador, e devido ao aumento do diâmetro do tubo emrelação à válvula, forma uma zona de baixa pressão e, assim, há uma queda acentuada natemperatura do mesmo. No processo de passagem pelo evaporador, o fluido refrigerante absorvecalor do ambiente e é gradualmente transformado do estado líquido para vapor. Desse modo, ao sair do evaporador, o fluido refrigerante é novamente bombeado pelocompressor, completando-se, então, o ciclo. Nos refrigeradores domésticos os evaporadores são fabricados em forma de placas dealumínio unidas por solda, cujas passagens de refrigerante são feitas entre uma placa e outra porconformação. O calor do meio passa por condução, para a placa, que por sua vez o transmite para orefrigerante e nesse momento o ar que circunda o evaporador é resfriado, e por convecção naturalvai se renovando e por conseguinte, aquecendo o refrigerante que passa a vaporizar-se. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 34 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Nos condicionadores de ar domésticos os evaporadores são fabricados em forma deserpentina com tubos de cobre e aletados com aletas de alumínio levemente onduladas para forçar oar a toca-las. Nessa construção, o ar é forçado a passar pela serpentina tocando as aletas, e nestemomento, aquecerá as aletas, que por sua vez aquecem os tubos, os quais transmitem o calor aorefrigerante. Um ventilador, normalmente centrífugo, é utilizado para ventilar o evaporador. Anteriormente já estudamos as mudanças de estado físico, e vimos que a condensação se dácom a rejeição de calor pelo ciclo e a evaporação com a absorção deste, e, distinguimos calorlatente (parcela do calor total responsável pela mudança de fases). Na figura abaixo, resumimos astransformações de estado que são utilizadas em refrigeração e que constituem um ciclo simples. O evaporador é a parte do sistema de refrigeração onde o refrigerante muda do estadolíquido para o estado de vapor. Essa mudança, como vimos, é chamada de evaporação e daí o nome desse componente. Afinalidade do evaporador (no refrigerador) é absorver o calor proveniente de três fontes; o calor depenetração através da isolação; o calor da infiltração devido à abertura de portas e o calor dosprodutos guardados. Existem diversos tipos de evaporadores, com características especiais de acordo com o uso aque se destinam como, por exemplo, fabricar cubos de gelo, resfriar balcões ou câmaras frigoríficas,resfriar líquidos, resfriar o ar atmosférico, etc. EVAPORADOR LINHA DE SUCÇÃO/RETORNO INTERCAMBIADOR DE CALOR CAPILAR CONDENSADOR LINHA DE DESCARGA FILTRO PASSADOR DE SERVIÇO PASSADOR DE SUCÇÃO PASSADOR DE DESCARGA COMPRESSOR Quanto à superfície, os evaporadores podem ser: primários (desprovidos de aletas) ealetados. Quanto à circulação de ar, ele pode ser: de ventilação natural ou ventilação forçada. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 35 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Devem ser observadas cuidadosamente, a escolha, a posição e a colocação do refrigerador,assim como a distribuição dos produtos, quando este utiliza evaporadores com transmissão de calorpor convecção natural . As condições externas dos evaporadores afetam a transmissão de calor de forma bastanteacentuada. Por exemplo: a formação de camada de gelo em evaporadores de congelamento funcionacomo isolante, devendo-se restringir essa camada de gelo até a espessura de 0,5 cm. Evaporadorescom aletas devem ser limpos constantemente para retirar depósito de poeira e fuligem entre asaletas (condicionador de ar). Os evaporadores em geral são fabricados de alumínio, cobre, aço inoxidável, etc. Dispositivos de expansão Depois da análise do compressor, do condensador e do evaporador, resta somente a análisedo dispositivo de expansão para completar o estudo dos elementos básicos do ciclo de refrigeração(compressão de vapor), é uma restrição à passagem do fluido refrigerante que se encontra no estadolíquido, e uma vez forçado a passar por ela o fluido aumenta de velocidade e perde pressão, criandocondições ao processo de expansão. Os dispositivos de expansão têm, basicamente, duas finalidades: 1. reduzir a pressão do refrigerante líquido; 2. regular a vazão do refrigerante que entra no evaporador; Conforme já explicado anteriormente, um sistema de refrigeração se divide em duas seçõesdo ponto de vista das pressões reinantes no mesmo: a parte de alta pressão e a parte de baixapressão. Os pontos de divisão são: (1) o compressor, que eleva a pressão do refrigerante e (2) umdispositivo de expansão, cuja principal função é reduzir a pressão do refrigerante a fim de permitirque o mesmo evapore a uma temperatura baixa. Os principais tipos de dispositivos de expansão são os seguintes: a) restritores. b) tubos capilares. c) válvulas termostáticas. » Restritores Podemos, facilmente observar que, quando temos uma instalação hidráulica longa e comcanos muito finos, a água que entra por uma extremidade, com pressão elevada chega na outraextremidade com uma pressão muito reduzida devido ao atrito da água com as paredes dos canos, oque faz com que se produza uma queda de pressão. É sob este mesmo princípio que funcionam os restritores. O restritor consiste de um cilindro de latão no qual é torneada, com grande precisão, umcanalete em espiral. Esse cilindro é posteriormente colocado dentro de um tubo de cobre, sobpressão, de forma a se ajustar perfeitamente. Dessa maneira, o refrigerante que entra por uma extremidade é forçado a percorrer essecanalete, que é um caminho muito longo e apertado, provocando uma queda de pressão norefrigerante. Os restritores são desenhados especificamente para cada aparelho e são calibrados demaneira a dar uma determinada queda de pressão quando a unidade estiver em funcionamento. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 36 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Tubos capilares Durante os últimos anos, em conseqüência de sua simplicidade e reduzido custo,generalizou-se o uso do tubo capilar como dispositivo regulador de refrigerante nos sistemasdotados de unidades seladas. Os tubos capilares são usados em todos os sistemasfrigoríficos pequenos, com um comprimento de 1 a 6 metros ediâmetro interno variando de 0,5 a 2 mm. O refrigerante líquidoque entra no tubo capilar perde pressão à medida que escoa por ele,em virtude do atrito e da aceleração do fluido resultando naevaporação de parte do refrigerante. Diversas combinações de diâmetro interno e comprimentode tubo podem ser feitas para se obter o efeito desejado. Ocompressor e o dispositivo de expansão atingem uma condição deequilíbrio na qual as pressões de aspiração e de descarga são taisque o compressor bombeia exatamente a quantidade de refrigerantecom que o dispositivo de expansão alimenta o evaporador. O projetista de uma unidade frigorífica nova, dotada de tubo capilar, deve escolher odiâmetro e comprimento do tubo de modo que o ponto de equilíbrio corresponda à temperatura deevaporação desejada. O comprimento definitivo do tubo capilar é, na maioria das vezes, obtido portentativas, embora existam equações e gráficos apropriados para defini-los. A queda de pressão necessária para o sistema é causada pelo comprimento do tubo, queobriga o refrigerante a perder pressão, e seu pequeno diâmetro regula a vazão do líquido. O tubocapilar não contém peças móveis, o que é grande vantagem. Assim ele é empregado simplesmentecomo tubo de líquido. Apesar de sua simplicidade, devem ser tomados cuidados na sua instalação para que seobtenha bons resultados, principalmente quando se trata de mudar qualquer sistema de expansãopara tubo capilar. Fica mais fácil a mudança quando se conhecem bem todos os seus elementos, taiscomo pressão, vazão, e outros. Graças ao emprego de tubos capilares, pode-se reduzir o depósito de líquido e, portanto acarga do sistema. O capilar é simplesmente um tubo de pequeno diâmetro que se usa no lado de altapressão e que geralmente vem soldado à tubulação para um intercâmbio de calor. Outra vantagem dos tubos capilares consiste no equilíbrio de pressão que ele oferece quandoo compressor pára, permitindo assim que este compressor possa partir novamente sem sobrecarga.Além disso, a carga do fluido refrigerante é reduzida e emprega-se rotor com pequeno arranque(mais econômico), eliminando-se os dispositivos de segurança do compressor e simplificando-se osistema elétrico. O tubo capilar deve conservar alta pressão do líquido para que o refrigerante permaneça emestado líquido e no mesmo tempo, permitir a chegada de refrigerante no evaporador. O tubo capilardeve regular a quantidade de líquido admitido do evaporador para que este seja eficiente naremoção do calor do interior do refrigerador ou condicionador de ar. » Válvulas de expansão termostáticas Essas válvulas são um dos mais perfeitos dispositivos de expansão de que dispomos nomomento, pois, controlam de maneira precisa e imediata a quantidade de refrigerante que penetrano evaporador, acompanhando as variações da carga de calor. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 37 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Um detalhe importante da construção dessa válvula é a maneira pela qual ela responde àvariação de temperatura. O bulbo é carregado com um carvão especial que tem a propriedade de absorver gáscarbônico. A quantidade de gás carbônico que esse carvão é capaz de absorver depende datemperatura. Quando a temperatura sobe, ele expulsa o gás carbônico fazendo com que aumente apressão do mesmo no tubo de ligação e sobre a sanfona, determinado a abertura da válvula deagulha. Como sabemos, existe uma relação definida entre a pressão e a temperatura de evaporaçãode um refrigerante, ou seja, para uma determinada pressão existe uma temperatura de evaporaçãodefinida. O controle é feito através do superaquecimento do gás de aspiração que deixa o evaporador.A válvula de expansão por superaquecimento regula a vazão de refrigerante líquido em função dataxa de evaporação. A válvula de expansão termostática opera no sentido de manter aproximadamente a mesmaquantidade de líquido no evaporador, uma vez que, se a quantidade de líquido diminuir, umasuperfície maior do evaporador será exposta ao vapor, superaquecendo-o em maior grau e, portanto,propiciando a abertura da válvula. DIAGNÓSTICO DE DEFEITOS Compressor No sistema de refrigeração mecânica por compressão de vapor o compressor é o elementomais complexo, de maior custo, e que exige cuidados do mecânico no manuseio e no diagnóstico dedefeitos. O tipo de compressor utilizado nos condicionadores de ar domésticos e nos refrigeradorese freezers é o recíproco ou rotativo, hermético. O compressor é uma unidade selada, segura, silenciosa e de longa duração. Seu motorelétrico foi calculado rigorosamente por seus fabricantes, para que acione o compressor no melhorfator de rendimento, com funcionamento normal. O motor do compressor está protegido por um preciso protetor térmico, interno ou externo,que corta o funcionamento do mesmo quando a combinação de corrente e temperatura atingiremvalores anormais, impedindo a queima de seus enrolamentos. As peças do compressor são elaboradas com elevada precisão, com ajustes de centésimos demilímetros entre as peças móveis, as quais se friccionam milhares de vezes em cada minuto. Elas foram especialmente tratadas e montadas em temperaturas controladas, a fim de seobter um grupo mecânico homogêneo, de tal forma que possa suportar dilatações, sem ultrapassaras tolerâncias do projeto. O óleo que lubrifica permanentemente estes mecanismos foi escolhido, após experiências epesquisas realizadas nos melhores laboratórios das indústrias petrolíferas. Assim, os fabricantes dos compressores que se utilizam, tiveram a preocupação de entregaruma máquina ajustada, precisa e bem lubrificada. Senhor mecânico considere o compressor com todo o respeito e atenção que merece. É bom lembrar que não há como fazer a manutenção do compressor, se faz a manutenção doaparelho como um todo e se preserva a vida útil desse elemento. É um conjunto eletromecânico onde o motor elétrico tem seu eixo coincidindo com o eixovirabrequim do compressor propriamente dito, de tal forma que qualquer movimento do motor, faz Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 38 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”rodar o compressor. Está dentro de uma carcaça de aço de baixo teor de carbono, moldada porconformação, que após a montagem do conjunto é soldada hermeticamente ficando como acessopara seu interior apenas três passadores, que são tubos onde se ligam o evaporador, o condensador eo processo. Durante a manutenção do condicionador o compressor deverá ser limpo externamente epintado para evitar a oxidação da carcaça, além disso deverá, também, passar pelos testes dediagnóstico elétrico. IMPORTANTE: Há duas razões gerais pelas quais o compressor de um condicionador de ar deve sersubstituído. 1 - Falhas elétricas; 2 - Falhas mecânicas. Examinaremos em primeiro lugar as falhas elétricas, todas, facilmente identificáveis peloprocesso de testes comuns feitos em oficinas. Primeiramente se identificam os bornes elétricos do compressor, porque tendo ele um motormonofásico possui dois enrolamentos elétricos, um de trabalho, principal, efetivo, e o outro departida, arranco, start, auxiliar, etc., os quais necessitam de energia elétrica. Existem três pinosexternos na carcaça do compressor onde se deve ligar a energia, e são: um pino é comum aos doisenrolamentos, no qual deve ser ligada energia (fase ou neutro), noutro deve ser ligada a energia parafazer movimentar o motor, é o enrolamento de trabalho, e no outro, deve ser ligada a energia para oenrolamento auxiliar cuja função é dar a partida no funcionamento do compressor e ajudar notorque do motor durante o funcionamento. Esta ligação só poderá ser feita de uma única maneira,caso contrário o motor se aquecerá muito e queimará tornando imprestável o compressor. » Identificação dos bornes do compressor 1 - Levante a tampa de caixa de bornes. 2 - Retire os terminais com toda a fiação. 3 - Identifique os bornes medindo as resistências ôhmicas dos fios internos que constituemos enrolamentos do motor. PADRÃO BORNES ARGENTINO FRANCÊS AMERICANO COMUM C C C C ARRANQUE A A A S MARCHA M M M R A resistência ôhmica de um condutor (fio) é a resistência elétrica que ele opõe à passagemda corrente elétrica e depende do material de que ele é feito, do comprimento e do diâmetro do fio. A resistência ôhmica é medida em ohms cujo símbolo de ohms é Ω (Omega) 4 - Usar o ohmímetro na escala Rx1. 5 - Verificar o ajuste a zero. 6 - Fazer um desenho dos pinos (bornes) do compressor, numa folha de papel, observando aposição deles para facilitar o trabalho, e anotar em cada ponto um número qualquer, 1 - 2 e 3, emqualquer posição, por Exemplo: Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 39 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” 7 - Ter em mãos a tabela de resistências ôhmicas. 8 - Tocar com as pontas de prova do ohmímetro os bornes 1-2 9 - Tocar com as pontas de prova do ohmímetro os bornes 1-3 10 - Tocar com as pontas de prova do ohmímetro os bornes 2-3. Cada medida dessa deve seranotada na folha de papel entre os pontos correspondentes. 11 - Comparar os valores obtidos da seguinte maneira. Há três valores diferentes, umpequeno, um médio e outro grande que é a soma dos valores pequeno e médio (aproximadamente). 12 - Faça um desenho como mostra a figura: A maior medida estará entre os extremos e, portanto há um borne no meio desses extremos,é o borne comum aos enrolamentos. Coloque nesse borne a letra C, representativa do comum. Do borne comum para um dos extremos tem-se o menor valor de resistência, então esseborne é o extremo do enrolamento de trabalho, anote aí a letra M ou outra que represente o borne. Do borne comum para o outro extremo tem-se o médio valor de resistência, então esse borneé o extremo do enrolamento de partida, anote aí a letra S ou outra que represente o borne. S C M MÉDIO VALOR MENOR VALOR MAIOR VALOR Feito a eleição dos bornes, prossiga com as verificações. CS - Medida da resistência da bobina de arranque (start) comum - arranque. Verificar ovalor que tem a resistência desta bobina e comparar com o valor da tabela. CM - Medida da resistência da bobina de marcha, comum-marcha. Verificar o valor que tema resistência desta bobina e comparar com o valor da tabela. SM - Medida da soma das bobinas de arranque-marcha. Neste teste é medido o valor dasoma das resistências das bobinas de arranque e marcha. Verificar o valor que tem a soma das duasresistências e comparar com o valor da tabela. Conforme especifica a tabela, todas as resistências têm uma tolerância de +/- 5%. As resistências que tenham valores mais altos que esta tolerância devem ser rejeitadas, o quedeterminará a troca do compressor. OBS: A determinação das resistências acima deve sempre ser feita com o compressor frio(temperatura ambiente 25º C). No momento de medir as resistências ôhmicas das bobinas, estas deverão ser rejeitadasquando, em qualquer um dos testes CS, CM e SM, acontecer o seguinte: 1 - O ponteiro não se movimenta, fica no infinito, a bobina aberta. Troque o compressor. 2 - O ponteiro se movimenta, marcando valores abaixo das especificações da tabela, abobina está em curto. Troque o compressor. » Teste de Isolação A carcaça e o motor elétrico do compressor devem estar totalmente isolados entre si. A falta de isolação poderá ser detectada com o procedimento a seguir: O procedimento padrão para este teste se faz utilizando um megôhmetro de manivela oueletrônico de 500 V e 1.000 MΩ. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 40 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Ponha uma garra na carcaça do compressor num local sem tinta ou sem isolamento, para nãoatrapalhar o teste. Ponha a outra garra nos bornes do compressor, um de cada vez. Gire a manivela e anote o valor lido. O valor mínimo a ser alcançado é de 5 MΩ, caso esteja abaixo disto faça vácuo nocompressor para eliminar umidade que é uma das causas de leitura baixa, e, se após esseprocedimento, com uma nova leitura ainda continuar com valor baixo, troque o compressor. Uma alternativa para esse teste será apresentada a seguir, porém deve ser utilizado emúltimo recurso quando não se dispões do megôhmetro, e saiba isto não oferece a confiabilidadenecessária. Usar o ohmímetro na escala 20MΩ; Fixar na carcaça do compressor uma porta do ohmímetro, com a outra ponta de prova tocaros bornes já identificados - C - S - M - tocando um de cada vez; Se o marcador não se movimentar em nenhum dos três testes de bornes, considerar ocompressor isolado, portanto, “bom”, quanto à isolação. No caso do marcador movimentar-se em qualquer um dos três testes, estará marcandoevidente vazamento entre a carcaça do compressor e os enrolamentos do seu motor elétrico. Istocondenará o compressor. Examinaremos, agora as falhas mecânicas, todas igualmente fáceis de identificar peloprocesso de testes comuns feitos em oficinas. » Compressor não comprime Verifique se a carga de gás está correta: 1- Instalar a válvula perfuradora nas linhas de alta e baixa pressão, com suascorrespondentes mangueiras e manômetros (manifold); 2- Faça a leitura da pressão de equilíbrio do refrigerante através do manifold e a leitura datemperatura ambiente através de um termômetro que se deve ter permanentemente no local detrabalho, e compare a pressão com a pressão do refrigerante fornecida pela tabela de pressões deequilíbrio. Anote os valores. O aparelho deverá está desligado e frio, i.e., na temperatura ambiente,sem funcionar antes do teste; 3- Ligar o aparelho e ler as pressões de funcionamento. Anote os valores. Caso as pressões se mantenham iguais, ou tendam a isto, i.e., a “alta” não sobe ou sobepouco, e a “baixa” não desce ou desce pouco, o compressor estará evidenciando uma falta decompressão. Neste caso, o compressor deverá ser substituído. » Compressor não parte Há várias causas BAIXA TENSÃO NA REDE 1-. Revise a rede e confira se os fios estão dentro das bitolas (olhar tabela de fios e cabos)exigidas pelo consumo do aparelho; 2- Com um voltímetro meça a tensão entre fase e neutro na tomada e verifique se a tensãoestá nos seguintes níveis: Tensão nominal do aparelho 220V, a tensão máxima 242V e a tensãomínima 198V; Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 41 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” 3- Ligue o aparelho. Meça a queda de tensão na partida do compressor. A tensão mínimadeverá ser 198V. TERMINAL FOLGADO 1- Verifique se há algum terminal folgado nos bornes do compressor, corrija se houver. CAPACITOR DEFEITUOSO. 1- Com um capacímetro verifique a capacitância do capacitor, se estiver fora da tolerância osubstitua. PRESSÕES DESEQUILIBRADAS 1- Com o compressor desligado instalar a válvula perfuradora nas linhas de alta e baixapressão, com suas correspondentes mangueiras e manômetros (manifold); 2- Faça a leitura das pressões do refrigerante através do manifold. O aparelho deverá estádesligado e frio, i.e., na temperatura ambiente, sem funcionar antes do teste. Em máquinas comexpansão a capilar, se as pressões estiverem desequilibradas, possivelmente há obstrução. COMPRESSOR TRANCADO - Mantenha as ligações normais do condicionador (ventilador e compressor) com seusrespectivos capacitores normais (valores corretos); - Utilizar uma fonte com capacitores eletrolíticos de até 350 µF, ligados em paralelo e comum interruptor manual ou automático (relé voltimétrico) normalmente fechado em série; - Após ligar o condicionador (ventilador e compressor), pressionar o botão de interruptornão esperar mais que 2 ou 3 segundos; - Caso não arrancar, repetir a operação: não arranca - condenar o compressor; arranca - deixe o compressor funcionando durante 2 horas, trabalhando sempre com seucapacitor normal. - Verifique se a amperagem de funcionamento é a especificada na placa da identificação doaparelho; - Caso apresente uma alta amperagem, condene o compressor; - Caso a amperagem seja normal, desligue o aparelho, deixe equilibrar as pressões dosistema e esfriar o compressor; - Faça um novo teste de arranque com o capacitor normal do compressor. Se arrancar, o compressor estará aprovado. Se não arrancar, condene o compressor. » Compressor arranca e apresenta alta corrente (amperagem) As causas podem ser: - Baixa ou alta tensão; - Defeito no sistema de ventilação; - Excesso de gás; - Problemas mecânicos no compressor. DEFEITO NO SISTEMA DE VENTILAÇÃO verificar os itens relacionados. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 42 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” EXCESSO DE GÁS Procedimentos: 1- Criar um ambiente para teste com uma temperatura de 25ºC; 2- Manter instalada a válvula perfuradora no passador de serviço ou carga; 3- Constatar a pressão de equilíbrio com o manômetro; 4- Verificar se a pressão está dentro dos níveis corretos de tabela, pressão e carga de gás. 5- No caso em que a pressão de equilíbrio estiver acima dos níveis da tabela, descarreguetotalmente o gás do sistema recolhendo-o para um cilindro e injete uma nova carga, de acordo coma tabela da carga de gás e as instruções para a carga (considerando o peso do gás). No caso de não possuir uma balança ou cilindro carregador. Descarregue um pouco de gás eajuste a pressão com o aparelho em funcionamento de acordo com a tabela de saturação. » Outras considerações COMPRESSOR QUE TRABALHOU SEM GÁS Após ter diagnosticado, ao medir a pressão, que o sistema estava totalmente sem gás e ocompressor não apresentar defeitos no teste elétrico, adota-se o seguinte procedimento: 1- Aplicar uma carga de gás igual a 20% da carga normal para o aparelho; 2- Manter instalada a válvula perfuradora na linha de sucção ou passador de serviço e aoutra no tubo de alta pressão; 3- manter ligadas as válvulas perfuradoras em seus correspondentes manômetros de alta ebaixa pressão, por meio das mangueiras de teste; 4- com o aparelho desligado e o compressor frio, abrir as válvulas perfuradoras:constatando pressões equilibradas, ligar o aparelho; Se a pressão de alta aumenta e a de baixa diminuiu, completar a carga de gás; 5- Fazer funcionar o aparelho durante 5 minutos; 6- Verificar novamente as pressões; 7- Verificar se apresenta um retorno na linha de sucção (tubulação sensivelmente mais fria): 8- Verificar no amperímetro, se a corrente se mantém na medida especificada na placa deidentificação do aparelho; 9- Verificar o diferencial de temperaturas; 10- Quando as pressões, corrente e diferencial de temperaturas estiverem normais, desligar oaparelho e processar o sistema, aproveitando o mesmo compressor; 11- Se a corrente apresentar valor mais alto que o da placa de identificação, trocar ocompressor. DEFEITOS NO SISTEMA Baixo rendimento: consideramos aparelho com baixo rendimento, quando produz menos frioou menos calor do que nas suas condições normais de funcionamento. Medir Diferencial - Isto significa diferença de temperatura do ar entre à saída e entrada doevaporador. Esta medição deverá ser feita ou com a frente plástica colocada ou com o uso de umdefletor. O diferencial deve estar situado entre 8ºC e 14ºC dependendo da temperatura ambiente, daumidade e do modelo do aparelho. Constatado baixo rendimento verifique os seguintes itens: 1- O estado das vedações da frente plástica na boca de insuflamento; Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 43 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” 2- O estado do filtro de ar (obstruído ou sujo); 3- Se as pás hélice estão deformadas; 4- Estado do condensador (obstruído ou sujo); 5- Se a rotação do motor do ventilador está baixa; 6- Hélice da turbina frouxa; 7- Aletas do condensador ou evaporador amassadas; 8- Bulbo do termostato não está situado na posição correta. 9- Falta de gás; 10- Compressor não comprime; 11- Baixa tensão na rede; 12- Entupimento do tubo capilar ou filtro de gás. CONDICIONADORES DE AR DOMÉSTICO Conceito O condicionador de ar doméstico é um projeto feliz e bem sucedido de uma máquina quetem por finalidade resfriar ou aquecer o ar de determinada ambiente para manter as condições deconforto dos seus ocupantes. E por falar em conforto, ela também filtra o ar, retira umidadedeixando o ar mais seco, faz a movimentação do ar dentro da sala imprimindo a ele, a velocidadetão necessária para a remoção do calor das pessoas, e finalmente, é uma máquina silenciosa, queintroduz no recinto um baixo nível de ruído. O condicionador de ar doméstico, fig. 1, tem todas as peças e mecanismos que necessitapara funcionar, bastando apenas ligá-lo numa tomada elétrica de potência adequada e manusear osseus knobs (botões) de controle para ter o resultado desejado. Os seguintes componentes fazem o ar condicionado doméstico Gabinete Estrutura ou chassi Sistema de ventilação Sistema elétrico Sistema de refrigeração Gabinete Figura 1 •Conceito A caixa que abriga o condicionador fazendo o fechamento externo, o acabamento visual e aproteção das partes elétricas e mecânicas contra as intempéries, é o Gabinete. Esta peça faz a proteção, barrando a entrada de pequenos animais como passarinhos, ratos,etc., e a um tempo permite a entrada de ar para o condensador e a fixação do frente plástica, peça Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 44 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”de fundamental importância no rendimento energético doaparelho. O acabamento visual e o direcionamento do ar dentro doespaço condicionado se faz com uma peça de plástico de desenhoapropriado e cores sóbrias que compõe com a decoração doambiente. Esta peça é a frente plástica. Cada fabricante marca oseu estilo, faz a sua logomarca. A manutenção do gabinete é feita com a sua retirada dolocal de funcionamento do aparelho e submetendo-o a umalavagem com água e sabão neutro. Raramente se necessita de Figura 2solventes como querosene ou aguarrás, mas pode ser utilizado. Após lavagem, se houver ferrugem, esta deve ser removida com lixamento adequado ou comremovedor de ferrugem, em seguida deve ser limpa a superfície lixada para retirar todo o pó, ou sefoi utilizado removedor deve-se fazer a neutralização conforme indicado pelo fabricante do produto.Antes da pintura deve ser feito o desengraxamento com desengraxante apropriado, e ai sim, pode-seaplicar a tinta com pincel, rolo de pintura ou pistola apropriada. O acabamento superficial dependedo processo utilizado na pintura. Até que a tinta seque não se deve manusear a peça, mesmo queseja para a montagem, pois isso introduz defeitos na superfície como mancha, arranhões, etc. Se o processo de corrosão (ferrugem) estiver muito acentuado, ou se procede ao concerto dapeça com a remoção da parte estragada e aplicação de uma chapa apropriada ou se substitui ogabinete inteiro. As aletas do gabinete não devem ser eliminadas porque elas evitam os respingos de água nosmotores e o conseqüente agravamento dos problemas. Estrutura ou chassi •Conceito Chassi é a estrutura de aço sobre a qual se montam todas as peças do aparelho, é a base, oestrado. A estrutura do aparelho condicionador de ar ou chassi é construída de chapa de aço. namaioria das vezes, galvanizadas devidamente tratada em todas as suas partes, com aplicação depinturas e anticorrosivos de condições inalteráveis, dentro de períodos de vida e usos normais. Há uma forração que isola térmica e acusticamente as diversas partes do aparelhomelhorando seu rendimento energético e tornando o uso agradável pela diminuição do ruído dentrodo espaço condicionado. O material normalmente utilizado deverá atender aos requisitos da|Portaria 3523 de 1998 do Ministério da Saúde. As peças da estrutura são algumas vezes soldadas por processo de resistência (solda aponto), aquelas que precisam ser desmontadas, juntam-se às outras por parafusos de fendaautoatarraxantes (AA) de cabeça panela para fenda reta e cabeça lentilha para fenda phillips.Algumas concepções de projeto utilizam presilhas e encaixes. A manutenção do chassi consiste em lavá-lo à semelhança do gabinete, porém, se há peçasisoladas termicamente com um material absorvedor de água, elas devem ser escovadas ou aspiradaspara a remoção da poeira, se forem lavadas, deve-se esperar até que sequem. Quanto à ferrugemdeve-se proceder como para o gabinete. Caso haja pontas de isolamento descoladas, proceder arecolagem com cola apropriada. Cuidado! Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 45 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Peças de isopor não podem ser coladas com cola fórmica, há no mercado cola especial(branca) para isopor. Onde houver massa de calafetar, na montagemoriginal, deve ser reposta. As calhas do evaporador e docondensador não podem ser eliminadas, portanto as reponhado mesmo jeito, se estiverem quebradas coloque outrasnovas. O dreno que leva água condensada da calha doevaporador para o compartimento do condensador deve serposicionado de forma que a água possa fluir normalmentesem acumular-se no evaporador. Figura 3 .Esta água deve permanecer no compartimento do condensador, pois o ventilador bate nasuperfície e a borrifa sobre o condensador retirando melhor o calor. Nunca fure o chassi para a retirada completa dessa água, pelo contrário, recupere o chassipara que ele possa acumular água corretamente. Os parafusos estragados e enferrujados devem ser substituídos por novos. Nunca reaperte osparafusos em demasia porque danifica o furo e dificulta a montagem. Utilize sempre parafusos dedimensões originais e de mesmo tipo de fenda (Phillips ou reta), e se porventura a chapa estragarutilize uma porca rápida para a correção do problema. Use massa de calafetar para melhorar avedação nesse ponto. E recomendado que a pintura a bandeja do chassi seja feita com uma demão grossa de tinta,algumas demãos de produto para emborrachamento, como batida de pedra, underseal, ou outro quepossa isolar a chapa do contato com a água. Isto dá uma maior vida ao aparelho. Para diminuir o ruído das vibrações e a transmissão dos ruídos dos motores, algumas partesdo chassi devem ser isoladas, sobretudo na saída do ar ou descarga do ventilador. Sistema de ventilação •Conceito Vento 1. O ar em movimento, fenômeno ocasionado sobretudo pelas diferenças detemperatura (e, portanto, de pressões) nas várias regiões atmosféricas. 2. Ar posto artificialmenteem movimento, por leque, ventilador, etc., portanto o sistema de ventilação é o responsável pelamovimentação do ar no espaço condicionado passando pelo evaporador, e a circulação do arexterno passando pelo condensador. Podemos dividir o sistema de ventilação de um condicionador de ar em doiscompartimentos, nos quais se realizam duas operações simultâneas e diferentes: A) Circulação Interna. B) Circulação Externa. Na circulação interna o ar é retirado do ambiente e para ele devolvido (isto é, re-circulado)após ter sido filtrado, resfriado e desumidificado pela sua passagem através das aletas doevaporador. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 46 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Na circulação externa o ar é admitido através das venezianas laterais do gabinete, passandopelo compartimento do compressor, motor do ventilador e lançado ao exterior, atravessando asaletas do condensador. O sistema de ventilação está constituído pelos seguintes componentes: Motor do ventilador,Ventilador axial (hélice), Ventilador centrífugo ou radial (turbina), Vane-cicle (aire-cycle) e Portasde ventilação. O motor do ventilador é o conjunto eletromecânico que recebendo energia elétricatransforma-a em energia mecânica rotativa e impulsiona os dois ventiladores para a movimentaçãodo ar interno e externo. Na montagem do motor sobre a base do chassi, verifica-se a necessidade de calços deborracha (coxins) e a maneira correta de fixação, com parafusos, presilhas, etc. A hélice e a turbina estão montadas no eixo do motor do ventilador, dentro doscompartimentos do condensador e da voluta ou caracol, respectivamente, provocando umacirculação forçada do ar. A hélice movimenta o ar da circulação externa, enquanto a turbina movimenta o ar dacirculação interna. Alguns condicionadores possuem portas de ventilação, normalmente em número de duas eestão montadas na parede intermediária do chassi. Ambas estão em comunicação direta com acâmara de sucção e câmara de pressão. Estas portas de ventilação trabalham alternadamente ecumprem as seguintes funções: Porta de ventilação na câmara de sucção - permite a admissão de ar do ambiente externopara renovação do ar interno. Porta de ventilação na câmara de pressão - permite a exaustão do ar viciado do ambienteinterno levando-o para fora (ambiente externo). Alguns condicionadores possuem um mecanismo direcional que permite a orientaçãoautomática do ar, distribuindo-o uniformemente em todo o ambiente. Há um conjunto motor-redutorque impulsiona o mecanismo do Vane-Cicle (Aire-cycle). Sistema elétrico •Conceito É o sistema composto por todos os componentes elétricos, os quais são calculados paratrabalharem dentro das medidas de tensão e corrente que identificam cada aparelho, observadas astolerâncias máximas e mínimas estabelecidas pelas normas técnicas, e de modo geral são estes:Rabicho; chave seletora ou de operação; termostato; capacitor de marcha do compressor; capacitorde partida do compressor (em alguns casos); capacitor de marcha do ventilador; protetor térmico;compressor; motor do ventilador; timer; leds de sinalização; relé voltimétrico; e a própria fiação. Lembre-se de tomar precauções quando testar componentes elétricos, a fim de evitar acidentes. Antes de qualquer serviço no condicionador de ar desligue-o da tomada para abrir o painelde comando. Posicionar a chave seletora no ponto designado. Desligue o disjuntor. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 47 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Desconecte o rabicho da tomada. Abra o painel de comando. Descarrege os capacitores, fechando o circuito entre os bornes por meio de uma resistênciade 1000 ohms - 5 watts. » Rabicho É a fiação condutora de energia da tomada (arstop) ao aparelho. Em uma extremidade háum plug de ligação, normalmente já conformado no próprio cabo, mas poderá ser instalado pelomantenedor do condicionador montando um plug adquirido no comércio. Na outra extremidade háem cada condutor (fio) um terminal de encaixe curvo 90º, de latão, às vezes prensado, noutras,soldado. Os terminais deverão estar apertados, livres de oxidação e limpos para evitar que um maucontato cause queda de tensão, abra o circuito; aquecimento nos bornes, etc., que danificam ocompressor. Para testar o rabicho faça: Utilize o ohmímetro na escala R-1 ou, na sua falta, a lâmpada-série. Verificar se existe continuidade entre cada um dos terminais da flecha, com seucorrespondente no rabicho. No caso de não haver continuidade, condenar o rabicho. Examinar Todos os Terminais. » Chave seletora ou de operação A chave seletora é um componente elétrico que seleciona as diferentes operações defuncionamento do aparelho. Existem vários modelos de acordo com a marca do aparelho e ainda domodelo do aparelho, por isso se for necessário a substituição dessa chave, o faça por outra demesma referência ou modelo para não causar problemas ou desconforto para o usuário. O teste da chave deve estar associado às posições do painel de operação do aparelho, entãocom o botão indicando a posição “desligado”, faça: Retirar todos os terminais, deixando livre os bornes da chave. Usar o ohmímetro na escala Rx1 ou a lâmpada-série. Fixar uma das pontas de prova do ohmímetro ou da lâmpada-série nos bornes de“alimentação” da chave. Com a outra ponta de prova, tocar os demais bornes, um por um. Neste teste, o marcador doohmímetro não deverá movimentar-se ou a lâmpada-série acender, portanto, passe ao teste seguinte. Caso a lâmpada acenda ou o marcador movimente-se, troque a chave. Girar o botão para a primeira posição “ventilador”. Manter a ponta de prova nos bornes de “alimentação”. Tocar com a outra ponta de prova o borne que corresponde à posição “ventilador”. O marcador do ohmímetro deverá movimentar-se ou a lâmpada-série acender-se. Girar o botão para a segunda posição e assim, ir testando todas as posições, até chegarnovamente ao ponto “desligado”. Se o ohmímetro movimentar-se e a lâmpada-série acender em todos os testes, a chave estaráboa. Se acaso em alguns dos testes o ohmímetro não se movimentar ou a lâmpada-série nãoacender, trocar a chave. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 48 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” OBS: é aconselhável que, ao fazer este teste, o técnico acompanhe as conexões internas dachave, conforme consta no esquema elétrico do aparelho. Caso não seja conhecido o esquemainterno da chave deve-se levanta-lo, para então ligar a chave ao aparelho com segurança. » Termostato Serve para controlar a temperatura do ar do ambiente. Ele desliga o compressor quando o ardo ambiente atinge a temperatura desejada. Girando-se o botão para a esquerda diminui o tempo deoperação do compressor e para a direita se aumenta esse tempo. Internamente o termostato possui um diafragma numa cápsula associada a um rabicho detubo capilar (sensor) na qual está confinado um gás sob pressão. Contrapondo a ação do gás estáuma mola agindo através de um conjunto de alavanca sobre um micro-swith. Quando o gás éresfriado se contrai e a mola vence a sua ação desligando o micro-swith, e quando ele se aquece,expande-se e sua ação, agora vence a mola ligando o micro-swith, e dessa forma o compressor vaioperando conforme a temperatura do ambiente onde está o termostato. A posição do termostato é interna ao condicionador, porém o rabicho fica na parte externana frente do evaporador para sentir a temperatura do ar que está retornando ao aparelha e serresfriado novamente. O sensor do termostato não pode encostar-se à serpentina porque fará umaoperação defeituosa. O termostato possui normalmente dois terminais (bornes) para ligação que poderão serutilizados indistintamente, não tem pólo definido. Existem dois tipos de termostato: Termostato CF - (para aparelho de ciclo frio) Termostato CR - (para aparelho de ciclo-reverso) Para testar o termostato faça os dois procedimentos: Teste prático - Girar o botão do termostato para a direita e para a esquerda, até ouvir um“click”. Neste caso estará operando corretamente. Este teste está indicado para temperaturaambiente acima de 18°C (para termostato frio) e abaixo de 26°C (para termostato CR). Teste técnico - Girar o botão para a direita. Tocando com as pontas de provas do ohmímetroou da lâmpada-série, o marcador se movimentará ou a lâmpada se apagará, no momento em que otermostato se desligar. O termostato poderá ser ajustado através de um parafuso interno que age sobre a mola járeferida. Com o termostato no local, no painel de controle do aparelho, posicione a marca dereferência na posição média; retire o termostato do alojamento; coloque o sensor num recipientecom gelo e água na temperatura de 24º C; coloque as pontas de prova do ohmímetro ou da lâmpada-série ligada, e com uma chave de fenda de 1/8” acesse o furo do alojamento do parafuso deajustagem do termostato gire o parafuso para a esquerda ou para a direita até ouvir um click, daívolte um pouco o parafuso e estará ajustado o seu termostato. Lubrifique o termostato internamente com micro óleo em spray. Monte o termostato. Nos aparelhos de ciclo-reverso há um termostato anticongelamento ou descongelante, o qualtrabalha normalmente fechado nas temperaturas altas. Sua função é inverter o ciclo calor para o frio,quando houver um início de congelamento no condensador. Está fixado na parte lateral esquerda docondensador. Para testá-lo localize seus terminais no painel de comando e, retirando-os, realize asseguintes operações: Com as pontas de prova do ohmímetro na escala Rx1 ou lâmpada-série, toque os terminais,o termostato estará bom se apresentar as duas condições seguintes: Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 49 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” a) em ambiente acima de 10°C, o marcador do ohmímetro deve se movimentar ou a lâmpadasérie deve se acender; b) em ambiente abaixo de -4°C° (quatro graus negativos), o marcador do ohmímetro nãodeve se movimentar ou a lâmpada-série não deve acender. Caso uma destas condições não se realizar, troque o termostato ou tente ajustá-lo. OBS: para se conseguir ambiente abaixo de -4° (graus negativos), coloque um copo comálcool etílico no congelador de uma geladeira e meça a temperatura com um termômetro, o jato derefrigerante recomendado por algumas pessoas polui a atmosfera. » Capacitor O capacitor é componente elétrico cuja função é auxiliar o arranque do motor do ventiladore do compressor, dando-lhes o torque e o sentido de rotação. Há dois tipos de capacitores o eletrolítico que é utilizado apenas para a partida de motores, eo de óleo que além de dar a partida dos motores auxilia durante o funcionamento mantendo o torquee reduzindo o consumo de energia. O capacitor eletrolítico é utilizado no condicionador de ar noscasos onde o compressor apresente dificuldades na partida como, onde há baixa tensão (voltagem),o sistema de refrigeração não equilibra a pressão porque a parada do compressor é por tempoinferior a 3 minutos, quando o condicionador fica instalado num lugar de acesso difícil e a ligação éfeita de um ponto distante, etc., na maioria dos casos se usa apenas o de óleo. Em geral, estãolocalizados no compartimento atrás do painel de comando. Para testar o capacitor faça: Verificar inicialmente se o capacitor, é o correto para o aparelho, através das tabelascorrespondentes. O capacitor de marcha do compressor tem uma capacitância alta comparada com odo ventilador, geralmente fica entre 15 e 45 µF (microfarad). O borne do capacitor, identificado por um ponto, corresponde sempre ao rabicho do bornede marcha do compressor. Utilizar um capacímetro para medir a capacitância do capacitor com uma escala apropriada. Considere o capacitor defeituoso quando apresentar: a) deformações; b) vazamento de líquido; c) circuito interno aberto; d) curto-circuito. e) quando a capacitância apresentada no capacímetro estiver fora da tolerância indicada. Para detectar os defeitos (c) e (d) usaremos o ohmímetro, com os seguintes procedimentos: Posicionar o seletor do ohmímetro na escala R x 100; Ligar as duas pontas de prova do instrumento nos bornes do capacitor e verificar o seguinte: 1- Sempre que o marcador da escala se movimentar para o nível mais baixo da escala evoltar lentamente para o nível mais alto, o capacitor estará bom. 2- Quando o marcador se movimentar para a medida mais baixa e lá permanecer, o capacitorestá em curto circuito. Troque o capacitor. 3- Quando o marcador não se movimentar em nenhum sentido, o capacitor está aberto.Troque o capacitor. 4- Quando se toca com as pontas de prova nos terminais do capacitor ele se carrega, evoltando a tocar os mesmos terminais com as mesmas pontas de prova o ponteiro do ohmímetro nãomais deflexionará, se invertermos as pontas de provas, o ponteiro terá um deslocamento muito Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 50 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”grande que poderá, inclusive danificar o instrumento. É necessário, porém, que se descarregue ocapacitor antes da nova comprovação, e isso poderá ser feito com um resistor de 1000 ohms - 5watts ou com uma chave de fenda. Pode ser utilizada, também, uma lâmpada-série para testar o capacitor, porém este teste nãoé preciso e depende muito da sensibilidade do mecânico. Coloque no receptáculo do teste uma lâmpada de potência apropriada. Fixando uma das pontas de prova no capacitor, toque com a outra no terminal livre. Observe o brilho da luz. Potência da lâmpada Capacitor µF (W) 15 3- 5 40 5- 8 60 8- 11 100 11 - 30 200 30 - 45 Agora movimente lentamente uma chave de fenda de modo que ela toque os terminais docapacitor, colocando em curto circuito a ligação da lâmpada-série, e veja novamente o brilho da luz.Se houver mudança no brilho, o capacitor estará bom se não houver mudança, troque o capacitor. » Timer O controle "timer", utilizado em alguns aparelhos condicionadores de ar, é mais umainovação que permite ao usuário utilizar o condicionador de ar de forma eficiente e econômica.Permite ao usuário programar, com antecedência, a hora que o condicionador deverá ser desligado.Ao atingir a hora programada, o aparelho desligará automaticamente. O teste do timer consiste em medir a resistência do motor de acionamento e comparar com aindicação do fabricante. Se na leitura do ohmímetro a indicação for zero, a bobina estará em curto-circuito e ser for infinito, ela estará aberta. Em ambos os casos deverá ser substituído o motor e,também ser a resistência do enrolamento estiver alterada. » Protetor térmico O protetor térmico é um componente elétrico que serve para proteger o compressor desobrecarga e superaquecimentos, normalmente está fixado na parte extrema da carcaça e, em algunsmodelos de compressor, está colocado internamente, isto garante o aquecimento, também, pelocalor do próprio compressor. Para testar o protetor térmico quando ele é do tipo externo, faça: Retire os terminais e desaloje o protetor térmico; Toque com as pontas de prova do ohmímetro - na escala Rx1 ou com a lâmpada-série; Quando o marcador do ohmímetro se movimentar ou a lâmpada acender, o protetor estarábom. Caso contrário, troque-o. Com o protetor conectado ao motor, dê partida no compressor e meça a corrente. Se o protetor abrir o circuito com uma corrente abaixo da corrente normal de partida ou detrabalho do compressor/motor, toque-o por outro de referência/capacidade adequada. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 51 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” » Relé voltimétrico Nos aparelhos condicionadores de ar, pode ser utilizado um relé voltimétrico, juntamentecom um capacitor eletrolítico, a fim de partir o compressor. O teste deste elemento se verificando a bobina dele, quanto à continuidade e valor deresistência e quanto à abertura do contato quando ele é energizado. Portanto, faz parte da avaliação,ligar o relé e com um ohmímetro ou lâmpada série ligada ao contato de abertura e constatar o seucorreto funcionamento. » Motor do ventilador É um motor elétrico, de eixo duplo, que movimenta a turbina e a hélice do ventilador. Está fixado na parte central do aparelho, entre o condensador e o evaporador. Possui um eixo com duas pontas, o qual é montado sobre buchas de bronze poroso. Essasbuchas são lubrificadas com óleo mineral SAE 30 (normal para motor). Normalmente apresenta duas ou três rotações que são comutadas pelo usuário docondicionador quando necessitar de frio máximo (alta rotação), frio médio (média rotação) e friomínimo (baixa rotação), respectivamente. Após ter testado e aprovado a chave seletora e ocapacitor, fazer um teste prático no motor, sem desmontá-lo do aparelho. Dependendo do modelo do aparelho, os motores estarão ligados nas seguintes velocidades: ALTA - MÉDIA ALTA - BAIXA ALTA - MÉDIA - BAIXA Ligar somente os terminais do motor na chave seletora; identificando-os pelo esquemaelétrico. Os rabichos do motor que ligam no capacitor, e que foram desligados quando do teste domesmo, serão ligados novamente ao capacitor, de acordo com o esquema afixado na carcaça domotor. Acionar a chave seletora em uma e outra velocidade e, caso o motor não arrancar em algumadelas, está com defeito e deverá ser recuperado ou substituído. A manutenção do motor se faz desmontando-o, lavando todas as suas partes exceto o estator,com querosene, inclusive os feltros de retenção de óleo utilizados na lubrificação. Quando tudoestiver perfeitamente limpo, se inicia a montagem com a substituição das buchas quandoapresentarem folgas excessivas no sentido radial. A bucha deve sobressair o alojamento pela parteinterna da tampa aproximadamente 1mm. Embeber o feltro com óleo lubrificante SAE 30. Colocá-los no alojamento, e proceder ao fechamento das tampas pressionando-as com cuidado para nãoamassá-las. Na montagem do motor faz-se o seguinte: Coloca-se uma tampa no seu lugar; monta-se orotor no estator pelo lado sem a tampa; compara-se ao nível da borda de aço do rotor (da gaiola deesquilo) e o da borda de aço do entreferro do estator se o rotor estiver abaixo, deve-se retirar o rotore colocar arruelas de fibra na ponta do eixo que estava na tampa e introduzi-lo novamente,comparando os níveis mais uma vez, se precisar de nova ajustagem deve-se fazer. Se o rotor estiveracima do entreferro deve-se retirar a tampa e botar a bucha um pouco mais para dentro, e prosseguiro trabalho. Após a conclusão de um dos lados do motor, retirar a tampa, colocá-la num lugardeterminado e repetir a operação com a outra tampa e o outro lado do rotor, quando tudo estiverajustado, faz-se a montagem do motor. Se, entretanto, o rotor ficar preso, abrir o motor e retirar umaarruela de um dos lados, e fazer a montagem definitiva. Não apertar os parafusos em demasia paranão quebrar a tampa de alumínio. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 52 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Quando o motor apresenta uma folga radial grande deve-se substituir o eixo do rotor. Ao terminar toda a montagem, faz-se o teste elétrico do motor colocando-o para rodar.Mede-se a corrente de trabalho do motor a qual fica em torno de 1,0 A, dependendo da potência domotor e da rotação que ele apresentar. » Motor do air-cycle O motor aire-cycle movimenta o eixo do conjunto vane, que regula a direção do fluxo de ar. É um motor com redutor incorporado e está ligado a uma resistência elétrica (na maioria dosmodelos) e comandado por uma chave unipolar (um só pólo). Em raras ocasiões poderá aparecer um motor defeituoso, no entanto, verifique acontinuidade da sua bobina: Usar ohmímetro na escala Rx100 e tocar com as duas pontas de prova nos terminais dabobina: Se o marcador se movimentar, a bobina estará correta (boa); caso contrário, trocar o motor. No caso de haver resistência no circuito do air-cycle Usar ohmímetro na escala Rx100. Nos casos em que se apresentarem mais do que uma resistência deve-se dessoldá-las parapoderem ser testadas uma por uma. Tocar com as duas pontas de prova nos fios de ligação da resistência e verificar noohmímetro se o marcador se movimentar. Se não se movimentar, a resistência está interrompida, deverá ser trocada. » Teste da chave do air-cycle Usar o ohmímetro na escala Rx100, tocar com as duas pontas de prova nos bornes da chavee acioná-la. Se o marcador se movimentar, a chave estará boa; caso contrário deverá ser trocada. » Válvula reversora A válvula reversora é componente mecânico do sistema de refrigeração dos condicionadoresde ar que operam em ciclo reverso, e é acionado pela “bobina da válvula reversora”. Sua função épermitir a movimentação da haste interna da válvula, para que esta opere no ciclo de calor » Testar a bobina na própria válvula Aplicar nos terminais da bobina a tensão correspondente da sua tensão de trabalho. A bobinaficará energizada e a haste da válvula se movimentará, provocando um “estalo”, neste caso, abobina estará boa. Quando a válvula estiver trancada, em vez do estalo, será percebida uma vibração e a bobinaestará boa. O defeito está localizado na válvula. » Teste da válvula Somente nos aparelhos de ciclo-reverso, quando apresentam pressões normais, proceder aoteste da válvula reversora: 1- Ligue o aparelho no ciclo de calor e constate se o aparelho está produzindo ar quente; 2- Reverta o ciclo para frio, colocando o termostato nesta posição e verifique se o aparelhoestá produzindo ar frio; 3- Se estiver produzindo calor e frio, a válvula reversora estará boa. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 53 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Sistema de refrigeração •Instrumentos básicos para diagnóstico » Válvula Perfuradora Esta é uma válvula manual de duas vias, com a entrada no pino de perfuração do tubo ondeela deverá ser instalada e a saída com niple para receber uma mangueira, que posteriormente seráligada ao manômetro. A válvula perfuradora deve ser instalada e acionada de acordo com as especificações. Válvula de Engate Rápido - Esta válvula é formada por um conjunto de duas válvulas: Válvula - MACHO - PLUG Válvula - FÊMEA - SOQUETE A válvula-macho sempre deverá ser instalada em tubos e, para nosso uso em refrigeração, ostubos serão de ¼” de diâmetro. Para fixar a válvula macho ao tubo é necessário acoplar uma porcaborboleta que, enroscando-se no corpo da válvula, vede a superfície externa do tubo com o furo daporca borboleta. A boca de saída do tubo ficará dentro da válvula que, por sua vez, fará a vedação do tubo. A válvula fêmea será instalada na mangueira e fixada, através de um níple, entre amangueira e o corpo da válvula. Desta forma conseguiremos fechar a boca de saída da mangueira. No momento da operação de carga, injeção de nitrogênio ou qualquer teste, acoplar-se-á aválvula - MACHO com a válvula FÊMEA fazendo pressão manual, uma de encontro à outra. Manômetros - Este instrumento é de grande importância para o técnico no momento deverificar as pressões do sistema de refrigeração. Geralmente os manômetros para refrigeraçãoconstam de duas escalas no mesmo visor, com unidades de pressão diferentes. Escala Kg/cm2 - quilograma por centímetro quadrado Escala PSI - libra por polegada quadrada. Em refrigeração são usados manômetros para BAIXA PRESSÃO em escala 0-250 PSI emanômetros para ALTA PRESSÃO em escala 0-500 PSI. Termômetro - O uso deste instrumento é fundamental na refrigeração para medirtemperatura. Dos diferentes tipos de termômetros, o aconselhável é o termômetro a mercúrio com escalade –10°C a +100°C. Ao final da apostila tem uma lista completa de ferramentas que o mecânico deve possuir. Para diagnosticar o sistema de refrigeração é importante obedecer a seguinte ordem do teste: - medir pressões de equilíbrio; - medir pressões de funcionamento. » Pressões Pressão de equilíbrio - É a pressão que tem o gás dentro do sistema de refrigeração, quandoo compressor estiver desligado e frio e se procede assim, para se medi-la. Deve ser feita com o compressor frio sem funcionar: 1- Instale a válvula perfuradora no tubo de carga; 2- Acople a luva da mangueira na válvula perfuradora; 3- Acople a outra luva da mangueira no manômetro de baixa pressão; 4- Girar a borboleta da válvula perfuradora para direita, até furar o tubo de carga; Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 54 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” 5- Girar a borboleta da válvula perfuradora para a esquerda, permitindo a passagem do gáspara o manômetro através da mangueira; 6- Faça a leitura da pressão de equilíbrio no manômetro e compare com a tabela de pressãona Se, entretanto, a pressão de equilíbrio for: 1- Igual à pressão da tabela - a carga de gás estará correta. 2- Maior que a da tabela - gás em excesso. 3- Menor que a da tabela - insuficiência de gás. A insuficiência de gás estará indicandovazamento no sistema. Neste caso, o sistema deve ser processado. Lembre-se de que a pressão de equilíbrio depende da temperatura ambiente, conformeconsta na tabela. Pressão de funcionamento - É a pressão que o gás apresenta quando o sistema derefrigeração está em funcionamento, e frio e se procede assim, para se medi-la. 1- Verifique a tensão (voltagem) do aparelho na placa de identificação; 2- Mantenha ligado o instrumento de teste da pressão; 3- Ligue o aparelho na tensão correta; 4- Gire a chave seletora, colocando o condicionador em funcionamento (ventilador ecompressor); 5- Verifique a pressão de sucção no manômetro; 6- Caso a carga de gás esteja correta e a pressão de sucção muito baixa, significará umentupimento no sistema. Neste caso, o sistema deverá ser processado. Principais defeitos e suas possíveis causas - Aparelhos Condicionadores de ArAPARELHO NÃO LIGA O MOTOVENTILADOR CONGELAMENTO NO EVAPORADOR:NEM O COMPRESSOR: • Sistema de refrigeração com problemas• Disjuntor desarmado • Filtro de ar e/ou evaporador sujo• Falta de tensão na rede • Óleo no evaporador• Rabicho com defeito • Entupimento no capilar ou filtroO COMPRESSOR PARTE, MAS O CONDICIONADOR DANDO “CHOQUE”:MOTOVENTILADOR NÃO FUNCIONA: • Compressor aterrado• Chave seletora defeituosa • Fios ou terminais soltos• Motor “queimado” • “Fio terra” desligado• Capacitor defeituoso • Motoventilador aterrado• Fios ou terminais soltos • Rabicho ligado direto na massaO MOTOVENTILADOR FUNCIONA, MAS O COMPRESSOR FUNCIONA CONTINUAMENTE:COMPRESSOR NÃO PARTE: • Termostato defeituoso• Tensão muito baixa • Dimensionamento incorreto• Compressor defeituoso • Sistema de refrigeração com problemas• Termostato defeituoso• Protetor térmico com defeito CORRENTE(AMPERAGEM) MUITO ALTA:• Capacitor defeituoso • tensão muito baixa• Fios ou terminais soltos • Condensador exposto ao sol• Chave seletora defeituosa • Compressor com defeito Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 55 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”BAIXO RENDIMENTO DO APARELHO: • Condensador sem ventilação• Condicionador mal instalado • Capacitor defeituoso• Filtro de ar sujo • Excesso de fluido refrigerante• compressor com defeito• Termostato defeituoso CONDICIONADOR MUITO BARULHENTO:• Obstrução à saída do ar • Aparelho mal instalado• Condensador sujo • Ventiladores desbalanceados ou roçando• Evaporador sujo • Compressor com problema mecânico• Motoventilador com defeito • Buchas do motoventilador• Sistema de refrigeração com problemas • Tubulações vibrando VAZAMENTO D’ÁGUA PARA DENTRO DO AMBIENTE: • Inclinação inadequada do aparelho • Dreno entupido • Evaporador congelando •MANUTENÇÃO DOS CONDICIONADORES DE AR Aconselhamos Sempre que for consertar um aparelho condicionador de ar, siga esta seqüência deprocedimento: Diagnóstico Processamento Controle Recomendamos Revisar todos os fatores que podem causar defeitos a um aparelho condicionador de ar. ALERTAMOS Que o compressor dificilmente é causador de defeitos e, antes de substituí-lo, responda aestas três perguntas: Deve o compressor ser substituído? Antes de condená-lo, realizei os testes indicados neste manual? Como evitar a repetição do defeito? Deve-se proceder a limpeza periódica dos filtros de poeira, pois a pureza do ar no ambientecondicionado, depende da limpeza dos filtros. A limpeza dos filtros é também responsável pelo perfeito funcionamento à máximacapacidade do condicionador. Atenção: O período de limpeza depende da intensidade de uso do aparelho e da pureza de ardo ambiente. Aconselha-se limpar uma vez por semana. A lavagem é feita com água morna e sabãoem pó (sabão neutro) e em seguida deixa-se secar bem antes de recolocar no aparelho. Não deixe oaparelho funcionar sem os filtros. O conjunto de condensador e evaporador de ar deve ser limpo pelo menos uma vez por ano. O condensador e o evaporador devem ser limpos de pós e detritos que ali são retidos eacumulados, prejudicando o seu bom desempenho. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 56 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Esta tarefa deve ser executada com o máximo de atenção, pois é necessária a remoção doconjunto chassi do gabinete. O motor de ventilador deve ser limpo uma vez por ano, também se faz necessária alubrificação. Manutenção anti-corresiva do gabinete do condicionador Os condicionadores que são instalados em locais de atmosfera com salinidade elevadatornam necessário proceder ao tratamento na chapa do gabinete. Esta tarefa é executada pelosreparadores de solda, todavia se faz necessário que o aparelho seja removido do gabinete pelaequipe de refrigeração. Gabinete A manutenção do gabinete é feita com a sua retira do local de funcionamento do aparelho esubmetendo-o a uma lavagem com água e sabão neutro. Raramente se necessita de solventes comoquerosene ou aguarrás, mas pode ser utilizado. Após lavagem, se houver ferrugem deve se removida com lixamento adequado ou comremovedor de ferrugem, em seguida deve ser limpa a superfície lixada para a retirada de todo o pó,ou se foi utilizado removedor deve-se fazer a neutralização conforme indicado pelo fabricante doproduto. Antes da pintura dever ser feito o desengraxamento com desengraxante apropriado, e aisim, pode-se aplicar a tinta com pincel, rolo de pintura ou pistola apropriada. O acabamentosuperficial depende do processo utilizado na pintura. Até que a tinta seque não se deve manusear apeça, mesmo que seja para a montagem, pois isso introduz defeitos na superfície como mancha,arranhões, etc. Se o processo de corrosão (ferrugem) estiver muito acentuado, ou se procede o concerto dapeça com a remoção da parte estragada e aplicação de uma chapa apropriada ou se substitui ogabinete inteiro. As aletas do gabinete não devem ser eliminadas porque elas evitam os respingos de água nosmotores e o conseqüente agravamento dos problemas. Estrutura A manutenção do chassi consiste em lavá-lo àsemelhança do gabinete, porém, como há muitas peças queestão isoladas termicamente com um material conhecido porbibim, ele deve ser escovado ou aspirado para a remoção dapoeira, se for lavado, deve-se esperar até que seque. Quanto àferrugem deve-se proceder como para o gabinete. Caso hajapontas de bidim descoladas, proceder a recolagem com colafórmica; o bidim deve estar seco e é necessário passar a colanas duas peças, esperar que elas sequem e uni-las, em seguida Figura 3deve-se bater leve para acelerar a colagem. Cuidado!. Peças de isopor não podem ser coladas com cola fórmica, há no mercado cola especial(branca) para isopor. Onde houver massa de calafetar, na montagem original, deve ser reposta. As calhas doevaporador e do condensador não podem ser eliminadas, portanto as reponha do mesmo jeito, seestiverem quebradas coloque outras novas. O dreno que leva água condensada da calha do Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 57 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”evaporador para o compartimento do condensador, deve ser posicionado de forma que a água possafluir normalmente sem acumular-se no evaporador. Esta água deve permanecer no compartimento do condensador, pois o ventilador bate nasuperfície e a borrifa sobre o condensador retirando melhor o calor. Nunca fure o chassi para aretirada completa dessa água, pelo contrário, recupere o chassi para que ele possa acumular águacorretamente. Os parafusos estragados e enferrujados devem ser substituídos por novos. Nunca reaperte osparafusos em demasia porque danifica o furo e dificulta a montagem. Utilize sempre parafusos dedimensões originais e de mesmo tipo de fenda (phillips ou reta), e se porventura a chapa estragarutilize uma porca rápida para a correção do problema. Use massa de calafetar para melhorar avedação nesse ponto. É recomendável que a pintura na bandeja do chassi seja feita com uma demão grossa detinta, algumas demãos de produto para emborrachamento, como batida de pedra, underseal, ououtro que possa isolar a chapa do contato com a água. Isto dá uma maior vida ao aparelho. Para diminuir o ruído das vibrações e a transmissão dos ruídos dos motores, algumas partesdo chassi devem ser isoladas com bidim, sobretudo na saída do ar ou descarga do ventilador. Sistema de ventilação Durante a manutenção do condicionador de ar deve ser verificado o estado da hélice e daturbina quanto ao balanceamento e alinhamento, pois caso estes parâmetros estejam fora do normalo aparelho apresentará vibração e ruído excessivos. Passar graxa no eixo do motor e no cubo dosventiladores após montagem para evitar corrosão. Não se deve pintar ventiladores porque causadesbalanceamento do conjunto. A manutenção das portas de ventilação se resume em lubrificar os mecanismos deacionamento. Na maioria dos casos estas portas são eliminadas porque os usuários não fazendo usoadequado, introduz uma carga de calor muito grande no ambiente, muitas vezes sacrificando oaparelho. CONSERTOS •Processamento do sistema Teste de vazamento O sistema do condicionador de ar será processado nos seguintes casos: - vazamentos; - entupimentos (capilar); - troca de compressor; - troca de válvula reversora. Após ter constatado a falta de gás no sistema, deve-se fazer o teste de vazamento. Aplicar o seguinte procedimento: - cortar o tubo de carga próximo ao ponto onde foi amassado para selar o sistema, deixandoa boca do cano livre para permitir a saída do gás; OBS.: permitir que o gás saia do sistema aos poucos, para evitar o arraste de óleo docompressor. - colocar no tubo de carga o macho da válvula de engate rápido; - usar uma mangueira de alta pressão de diâmetro 3/8”; Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 58 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” - instalar em um extremo da mangueira a fêmea da válvula de engate rápido, e ligar o outroextremo em um tubo de nitrogênio; - ligar a válvula fêmea da mangueira com a válvula macho do tubo de carga (engatar). CUIDADO: assegurar-se de que as ligações estejam corretas e ajustadas. - abrir lentamente a válvula do tubo de nitrogênio até o manômetro atingir 200 PSI,fechando-a em seguida; - desengatar a mangueira; - fazer a imersão do sistema em um tanque com água, até cobri-lo totalmente; - verificar e localizar o possível vazamento. •Desmontagem do sistema Após ter localizado o vazamento, proceder a desmontagem do sistema, da seguinte forma: - quebrar o capilar no ponto de solda junto ao filtro (descarga do condensador), a fim defazer um expurgo pelo capilar e eliminar impurezas; - preparar o sistema para remover as soldas, injetando novamente nitrogênio a uma pressãode 5 PSI (isto evitará possíveis oxidações internas dos componentes); - recomendamos, para soldar e dessoldar tubo de cobre com cobre, usar bico de solda n.º 70,com a chama bem regulada. Se o compressor trabalhou sem gás e não estiver queimado, retire uma amostra de óleo eexamine-o. óleo limpo - montar o mesmo compressor sem levar os componentes do sistema. óleo sujo - montar um novo compressor . Lavar os componentes do sistema obs: quando o compressor estiver queimado e o óleo sujo é importante a lavagem dosistema. lembre-se: o cliente deverá ser consultado quanto à troca, através de orçamento. •Lavagem dos componentes - lavar os componentes do sistema, fazendo recircular por todas as suas tabulações um fluxode CLOROTENO (olhar a figura). - o CLOROTENO deverá ser recirculado sob pressão e recolhido no próprio reservatório,passando por um filtro interno; - manter a recirculação do CLOROTENO até este sair completamente limpo; - desligar as mangueiras; - ligar a mangueira de nitrogênio e abrir a válvula do tubo, para dar um jato e eliminar osresíduos de CLOROTENO e umidade. RECOMENDAÇÕES Antes de montar o sistema - verificar na placa de identificação do novo compressor se este é igual ao retirado; - verificar se o compressor está com sua carga de óleo; - o capilar e o filtro correspondente sempre deverão ser substituídos , para um corretoprocessamento do sistema. (Verificar a cor de codificação conforme a tabela de capilares). Atenção: umidade e impurezas são muito prejudiciais ao sistema e principalmente aocompressor. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 59 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” •Processo de vácuo Após ter montado o aparelho completamente: - sistema de refrigeração; - sistema de ventilação; - componentes de chassis; - circuito elétrico, painel de controle e filtro, proceder a operação de vácuo. Os equipamentos para esta operação são: - mangueiras; - bomba de vácuo; - medidor de vácuo (vacuômetro); - válvula de engate rápido; - manifold. •Operação de vácuo - Instalar no tubo de serviço do compressor a válvula macho de engate rápido; - Caso o aparelho tiver dois tubos de processo (na alta e baixa), fazer vácuo por ambos. - Engatar a válvula fêmea na válvula macho, no tubo de carga; - ligar a bomba de vácuo, abrir a válvula nº 2, verificando se o marcador do medidor devácuo se mantém nos seguintes níveis: - alto vácuo - a bomba está boa; - baixo vácuo - (quando o nível descer lentamente) - a bomba está com defeito. Consertá-la. - Caso a bomba estiver boa, manter a válvula nº 1 aberta e abrir a válvula nº2. - Quando o vácuo tiver atingido, no mínimo, a marca de 200 microns, o sistema estará emcondições de receber a carga de gás. Teste de vazamento do sistema - leitura de instrumentos - Televac eletrônico: 200 microns (mínimo) - medidor de coluna de mercúrio entre zero e 0,5 mm na escala. - O medidor de vácuo está ligado em paralelo com a bomba de vácuo e em série com asválvulas manuais. - Quando o vácuo estiver atingido a marca de 500 microns, aproximadamente, fecha aválvula manual nº 1, isolando a bomba do sistema para verificar: - o nível de vácuo se mantém: aparelho sem vazamento, continue o processo; - o nível de vácuo baixa: aparelho com vazamento. - Refazer o teste de vazamento, consertando-o. •Processo de carga de gás com o aparelho desligado - fechar a válvula nº 2; - abrir a válvula nº 3, ligando o cilindro da carga; - manter uma carga de 10% da carga total e fechar a válvula nº 3; - expurgar o sistema abrindo a válvula de engate rápido; - ligar novamente a válvula de engate rápido; - abrir a válvula nº 1 e nº 2 e fazer novo vácuo até os 200 microns; Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 60 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” - fechar a válvula nº 2; - abrir a válvula nº 3 e aplicar a carga completa de gás de acordo com a tabela , fechando-odepois; - passar pelo primeiro teste de funcionamento. •Teste de funcionamento - verificar a tensão especificada na placa de identificação do aparelho; - verificar a tensão da rede no voltímetro; - ligar o aparelho; - verificar no manômetro de baixa, se a pressão de sucção corresponde ao valor indicado natabela; - verificar no amperímetro, se a amperagem corresponde à especificada na placa deidentificação do aparelho; - quando tudo estiver correto (pressão e amperagem), o sistema de refrigeração estará prontopara ser selado; - selar o tubo de carga com o alicate de selar tubos; - retirar a válvula macho do tubo de carga; - soldar a boca do tubo de carga; - soldar a área do tubo, amassada pelo alicate de selar; - passar o aparelho para teste final - Controle de Qualidade; - Caso o aparelho apresentar, no início do teste de funcionamento, pressão e amperagem forado normal, deverá ser processado. •Controle de qualidade Antes de entregar o aparelho à expedição, faça as seguintes verificações: 1 - Revisão dos componentes. Ajuste das peças (turbina, hélice, motor, etc.). 2 - Tubulações encostando ou batendo em partes metálicas. 3 - Capilar (verificar tubo plástico de cobertura do mesmo). 4 - Filtro de ar (espuma de poliuretano). 5 - Painel de controle. 6 - Vedação de espuma de poliuretano da frente plástica com o chassis. 7 - Esquema elétrico (trocar, se rasgado). 8 - Medir diferencial de temperatura. 9 - Nos aparelhos com ciclo-reverso (ACR), testas os dois ciclos. 10 - Ruídos: - Externos (chassis - suspensão ou compressor); - Internos ( compressor - passagem do gás na descarga). Recomendações gerais sobre a instalação de aparelhos de ar condicionado A- Verifique se a capacidade do condicionador (kcal/h) corresponde à do ambiente a sercondicionado. O levantamento de carga térmica por um técnico é indispensável para uma perfeitainstalação de aparelho. B- Verifique se a voltagem de aparelho coincide com a tensão da tomada onde será instalada(110 ou 220 volts). Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 61 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” C- O condicionador deverá ser instalado em local que permita o contato direto dasvenezianas laterais com o exterior. D- Como o ar frio desce e o ar quente sobe, recomenda-se instalar o condicionador na alturamédia da sala (entre 1,5 a 1,8 de piso). E- Quando o aparelho deve ser instalado próximo ao canto das paredes, manter afastado nomínimo 50 cm para uma melhor distribuição de ar frio dentro do ambiente. F- Instale o condicionador longe de cortinas ou de qualquer outro obstáculo grande queimpeça a perfeita circulação de ar. G- Procure instalar em local de fácil acesso aos controles de aparelhos, facilitando também aretirada de filtro de ar para a limpeza. H- A caixa recipiente de aparelho de ar condicionado de ser instalada desnivelada(inclinação de aproximadamente 6 a 7mm), para o lado externo. I- A instalação elétrica é um fator importante, o funcionamento do condicionador dependeexclusivamente de uma perfeita alimentação, por isto recomenda-se o máximo de cuidado eobservação com, todas as normas de instalação elétrica. REFRIGERADOR (GELADEIRA) No refrigerador, o ciclo de refrigeração é idêntico ao de aparelho de ar condicionado,entretanto, encontramos algumas diferenças: 1) o fluido refrigerante (R 12); 2) No circuito elétricodispensa os componentes de ventilação existente no ar-condicionado. Os condensadores resfriados a ar que são os mais usados em refrigeração doméstica, têmcomo agente de resfriamento o ar. A circulação do ar através do condensador pode dar-se de duasmaneiras como segue: a) por circulação natural. b) por circulação forçada Nos condensadores desse tipo, que são colocados na parte traseira. externa dosrefrigeradores, o refrigerante superaquecido vindo do compressor transmite seu calor ao ar que estaem contato com as aletas tornando-o menos denso. Os condensadores resfriados a ar com circulação natural são normalmente constituídos poruma série de aletas de aço através das quais passa a tubulação. A finalidade dessas aletas é aumentara superfície de contato com o ar. O ar quente por ser mais leve sobe e, seu lugar é ocupado por armais fresco que, por sua vez também se aquece e sobe produzindo desta maneira uma circulaçãonatural e contínua pelo condensador. É o que se chama extração de calor por convecção natural doar. Também são usados condensadores do tipo “chaminé” que consiste de um certo número detubos de cobre presos a uma chapa de aço por canaletas que são soldadas à mesma. Como podemos facilmente compreender, a quantidade de ar que circula dessa forma é muitopequena, não sendo portanto, suficiente para retirar grandes quantidades de calor. Para refrigeradores de grande capacidade torna-se necessário aumentar a circulação de aratravés do condensador. Isso é conseguido com a chamada circulação forçada. Esses condensadores são semelhantes em construção aos condensadores de aletas comcirculação natural, com a diferença de que um ventilador é acrescentado a fim de forçar a circulaçãode ar através dos mesmos. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 62 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Um outro detalhe de construção dos condensadores com circulação de ar forçada é que adistância entre aletas é sensivelmente menor do que nos de circulação natural pois, o ar circulamuito mais rapidamente. Os compressores usados em refrigeradores domésticos são, geralmente, de potência variávelentre 1/10 HP a 1/3 HP, monofásicos, de dois ou quatro pólos, 110V/220V e 50/60 Hz/seg. FLUIDOS REFRIGERANTES As unidades de refrigeração são utilizados num intervalo de temperatura consideravelmenteamplo em processos que vão do condicionamento do ar ao de refrigeração de baixíssimatemperatura. O fluido refrigerante adequado para uma unidade de refrigeração é selecionado entremuitos fluidos, de acordo com os diversos fatores, entre os quais a temperatura e a pressão deevaporação e a temperatura e a pressão de condensação. As características desejáveis de um fluido refrigerante são: 01. pressão de evaporação não muito baixa - evitar vácuo no evaporador. 02. pressão de condensação não muito elevada - melhora o desempenho do compressor. 03. calor latente (entalpia) de evaporação elevado - menor vazão de refrigerante para umadada capacidade de refrigeração. 04. condutibilidade térmica elevada - melhoria nas propriedades de transferência de calor. 05. baixa viscosidade na fase líquida e gasosa - perdas de carga menores. 06. não corrosivos. 07. não tóxicos. 08. não inflamáveis e não explosivos. 09. devem ser de fácil detecção, quando houver vazamentos. 10. devem ser de preços moderados e facilmente disponíveis. Os fluidos refrigerantes mais utilizados são: * R 11 - Tricloromonofluormetano - CCl3F * R 12 - Diclorodifluormetano - CCl2F2 * R 22 - Monoclodifluormetano - CHClF2 * R717- Amônia - NH3REFRIGERAN PONTO DE TIPO DE APLICAÇÕES TE EBULIÇÃO A COMPRESSOR 1ATM ( °C) UTILIZADO R 11 23,8 Centrífugo Resfriamento de água. R 12 - 29,8 Alternativo e Refrigeração doméstica e comercial, rotativo condicionamento de ar em automóveis. Centrífugo Grande resfriador de água. R 22 - 40,8 Alternativo e Condicionamento de ar em geral, unidades de rotativo refrigeração de baixa temperatura. Centrífugo Grandes instalações com água gelada. Amônia - 33,3 Alternativo Fabricação de gelo, resfriadores de salmoura, câmaras frigoríficas. Centrífugo Rinque de patinação, unidades de resfriamento em processos químicos Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 63 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”CONTROLE DE QUALIDADEAntes de entregar o aparelho à expedição, faça as seguintes verificações:1 - Revisão dos componentes.Ajuste das peças (turbina, hélice, motor, etc.).2 - Tubulações encostando ou batendo em partes metálicas.3 - Capilar (verificar tubo plástico de cobertura do mesmo).4 - Filtro de ar (espuma de poliuretano).5 - Painel de controle.6 - Vedação de espuma de poliuretano da frente plástica com o chassis.7 - Esquema elétrico (trocar, se rasgado).8 - Medir diferencial de temperatura.9 - Nos aparelhos com ciclo-reverso (ACR), testas os dois ciclos.10 - Ruídos:- Externos (chassis - suspensão ou compressor);- Internos (compressor - passagem do gás na descarga). Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 64 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELAS Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 65 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 66 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 67 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 68 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELA DE SATURAÇÃO DE REFRIGERANTES, TEMPERATURA X PRESSÃOTEMPERATURA R 22 R 12 TEMPERATURA R 22 R 12 °C °F psig kg/cm²g psig kg/cm²g °C °F psig kg/cm²g psig kg/cm²g -30 -22,0 9,20 0,64 0,059 0,004 16 60,8 103,28 7,27 58,85 4,14 -29 -20,2 10,22 0,71 0,69 0,04 17 62,6 106,70 7,51 61,01 4,29 -28 -18,4 11,27 0,76 1,34 0,09 18 64,4 110,21 7,76 63,21 4,45 -27 -16,6 12,35 0,86 2,01 0,14 19 66,2 113,78 8,01 65,46 4,60 -26 -14,8 13,48 0,94 2,70 0,19 20 68,0 117,43 8,26 67,75 4,77 -25 -13,0 14,64 1,03 3,45 0,24 21 69,8 121,16 8,53 70,10 4,93 -24 -11,2 15,83 1,11 4,17 0,29 22 71,6 124,97 8,80 72,49 5,10 -23 -9,4 17,06 1,20 4,94 0,34 23 73,4 128,85 9,07 74,94 5,27 -22 -7,6 18,83 1,29 5,73 0,40 24 75,2 132,82 9,35 77,43 5,45 -21 -5,8 19,65 1,38 6,54 0,46 25 77,0 136,86 9,63 79,98 5,63 -20 -4,0 21,00 1,47 7,38 0,51 26 78,8 140,98 9,92 82,58 5,81 -19 -2,2 22,39 1,57 8,23 0,57 27 80,6 145,20 10,22 85,23 6,00 -18 -0,4 23,82 1,67 9,14 0,64 28 82,4 149,48 10,52 87,93 6,19 -17 1,4 25,29 1,78 10,05 0,70 29 84,2 153,85 10,83 90,69 6,38 -16 3,2 26,81 1,88 11,00 0,77 30 86,0 158,32 11,14 93,51 6,58 -15 5,0 28,37 1,99 11,97 0,84 31 87,7 162,86 11,46 96,37 6,78 -14 6,8 29,98 2,11 12,97 0,91 32 89,6 167,50 11,79 113,80 8,01 -13 8,6 31,63 2,22 14,00 0,98 33 91,4 172,23 12,12 116,78 8,22 -12 10,4 33,33 2,34 15,06 1,06 34 93,2 177,04 12,46 105,32 7,41 -11 12,2 35,07 2,46 16,15 1,13 35 95,0 181,94 12,81 108,41 7,63 -10 10,0 36,87 2,59 17,27 1,21 36 96,8 186,93 13,16 111,57 7,85 -9 15,8 38,71 2,72 18,12 1,29 37 98,6 192,02 13,52 114,78 8,08 -8 17,6 40,60 2,85 19,60 1,38 38 100,4 197,21 13,88 118,06 8,31 -7 19,4 42,55 2,99 20,81 1,46 39 102,2 202,49 14,25 121,39 8,54 -6 21,2 44,54 3,73 22,06 1,55 40 104,0 207,85 14,63 124,79 8,78 -5 23,0 46,59 3,28 22,33 1,64 41 105,8 213,32 15,02 128,25 9,03 -4 24,8 48,69 3,42 24,65 1,73 42 107,6 218,89 15,41 131,77 9,27 -3 26,6 50,85 3,58 25,99 1,83 43 109,4 224,56 15,81 135,35 9,53 -2 28,4 53,06 3,73 27,37 1,92 44 111,2 230,33 16,22 139,01 9,78 -1 30,2 55,32 3,89 28,79 2,02 45 113,0 236,20 16,63 142,72 10,05 0 32,0 57,65 4,05 30,24 2,12 1 33,8 60,03 4,22 31,73 2,23 46 114,8 242,17 17,05 146,50 10,31 2 35,6 62,47 4,39 33,26 2,34 47 116,6 248,25 17,48 150,35 10,58 3 37,4 64,92 4,57 34,82 2,45 48 118,4 254,35 17,91 156,26 11,00 4 39,2 67,52 4,75 36,42 2,56 49 120,2 260,73 18,36 158,23 11,44 5 41,0 70,14 4,93 38,06 2,68 50 122,0 267,13 18,81 162,29 11,42 6 42,8 72,83 5,12 39,75 2,79 51 123,8 273,64 19,27 166,41 11,71 7 44,6 75,57 5,32 41,47 2,92 52 125,6 280,25 19,73 170,60 12,01 8 46,4 78,38 5,51 43,23 3,04 53 127,4 286,99 20,21 174,87 12,31 9 48,2 81,26 5,72 45,03 3,17 54 129,2 293,84 20,69 179,20 12,61 10 50,0 84,20 5,92 46,87 3,30 55 131,0 300,78 21,18 183,61 12,93 11 51,8 87,20 6,14 48,76 3,43 56 132,8 307,86 21,68 188,09 13,24 12 53,6 90,28 6,35 50,69 3,56 57 134,6 315,05 22,18 192,64 13,56 13 55,4 93,42 6,57 52,66 3,70 58 136,4 322,36 22,70 197,27 13,89 14 57,2 96,64 6,80 54,68 3,85 59 138,2 329,80 23,22 201,97 14,22 15 59,0 99,92 7,03 56,74 3,99 60 140,0 337,35 23,75 206,75 14,55 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 69 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 70 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 71 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 72 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELA PRÁTICA DE TESTE DE BALANCEAMENTO DE CIRCUITOS FIRIGORÍFICOS AJUSTAGEM DA VÁLVULA DE EXPANSÃO TERMOSTÁTICA (SUPERAQUECIMENTO E SUB-RESFRIAMENTO)∆3°C SA = ∆1°C SR SUPERAQUECIMENTO - SA SUB-RESFRIAMENTO - SR PROVIDÊNCIA AUMENTA DIMINUI AUMENTA DIMINUIABRIR VÁLVULADE EXPANSÃO x xFECHAR VÁLVULADE EXPANSÃO x xADICIONARREFRIGERANTE x xRETIRARREFRIGERANTE x xSA = TL (sucção) – Tsat (baixa pressão)SR = Tsat (alta pressão) – TL (líquido)PARA SUPERAQUECIMENTO: MANÔMETRO DE BAIXA NA SUCÇÃO DO COMPRESSORPARA SUB-RESFRIAMENTO: MANÔMETRO DE ALTA NA DESCARGA DO COMPRESSORCONDIÇÕES NORMAIS DE OPERAÇÃO:• VISOR DE LÍQUIDO: LIMPO, SEM BOLHAS• NÍVEL DE ÓLEO: VISÍVEL NO VISOR• PRESSÃO DE ALTA PARA CONDENSAÇÃO: A AR DE 14,0 A 23,5 BAR (203 - 340 PSIG) A ÁGUA DE 12,5 A 17,0 BAR (181 - 246 PSIG)• PRESSÃO DE BAIXA: 4,1 A 6,0 BAR (59 - 87 PSIG)• PRESSÃO DE ÓLEO: 1,6 A 2,7 BAR (23 - 40 PSIG) ACIMA DA PRESSÃO DE SUCÇÃO• SUPERAQUECIMENTO: 6 A 9°C PARA MÁQUINAS A AR E ÁGUA• SUB-RESFRIAMENTO: 7 A 11°C PARA MÁQUINAS A ÁGUA 11 A 15°C PARA MÁQUINAS A AR• TENSÃO ELÉTRICA: DE PLACA ± 10 %• CORRENTE ELÉTRICA: OBSERVAR O CATÁLOGO DO EQUIPAMENTO Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 73 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ LABORATÓRIO DE MÁQUINAS TÉRMICAS - LMT CÁLCULO DE CARGA TÉRMICA - ABNT NBR 5858/1983.LOCAL A CONDICIONAR: GANHOS DE CALOR UNIDADES FATOR POTÊNCIA OBSERVAÇÃO m² kcal/h kcal/h1 - JANELAS - INSOLAÇÃO SEM PROTEÇÃO1.1 - Norte 2401.2 - Nordeste 2401.3 - Este 2701.4 - Sudeste 2001.5 - Sul 01.6 - Sudoeste 4001.7 - Oeste 5001.8 - Noroeste 350 PROTEÇÃO INTERNA1.1a - Norte 1151.2a - Nordeste 951.3a - Este 1301.4a - Sudeste 851.5a - Sul 01.6a - Sudoeste 1601.7a - Oeste 2201.8a - Noroeste 150 PROTEÇÃO EXTERNA1.1b - Norte 701.2b - Nordeste 701.3b - Este 851.4b - Sudeste 701.5b - Sul 01.6b - Sudoeste 1151.7b - Oeste 1501.8b - Noroeste 952 - JANELAS - TRANSMISSÃO2.1 - Vidro comum 502.2 - Tijolo de vidro ou vidro duplo 253 - PAREDES CONSTRUÇÃO LEVE3.1 - Externas voltadas para o sul 133.2 - Externas voltadas para outras orientações 20 CONSTRUÇÃO PESADA3.1a - Externas voltadas para o sul 103.2a - Externas voltadas para outras orientações 123.3 - Internas voltadas para ambientes não condicionados 84 - TETO4.1 - Em laje 75 Laje 2,5 cm ou mais4.2 - de isolação 604.3 - Entre andares 134.4 - Sob telhado isolado 184.5 - Sob telhado sem isolação 405 - PISO5.1 - Piso não colocado diretamente sobre o solo 136 - PESSOAS6. - Número de pessoas 1507 - PORTAS OU VÃOS7.1 - Abertos constantemente para áreas não condicionadas 150 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 74 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”8 - ILUMINAÇÃO E APARELHOS WATT8.1 - Lâmpadas ou aparelho elétrico 0 1 0 SUBTOTAL 0 FATOR CLIMÁTICO DA REGIÃO 0,95 CARGA TÉRMICA TOTAL (kcal/h) 0 BTU/h 0Responsável pelo levantamento: Data: Equipamento Potência (W) Quant. Dissip.Térmica (kcal) Lâmpadas Computador Impressora Frigobar Televisão TOTAL 0 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 75 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”TABELA DE APLICAÇÃO DE CONDUTORES ELÉTRICOS - SÉRIE MÉTRICA (mm²)CORRENTE DISTÂNCIA EM METROS(AMPÈRE) 6 9 12 15 18 21 24 27 30 36 42 48 54 60 70 80 90 100 0,45 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 0,91 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,36 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,82 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,27 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,72 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 3,18 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 3,64 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4,09 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,55 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 5,00 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 5,45 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 6,0 6,82 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 9,09 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 11,35 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 13,60 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 15,90 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 10,0 18,20 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 20,40 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 22,70 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 25,00 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 27,30 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 29,50 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 31,80 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 34,10 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 36,40 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 38,60 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 25,0 40,90 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 50,0 43,20 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 10,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 25,0 50,0 45,50 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 16,0 25,0 25,0 25,0 50,0 50,0 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 76 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”TABELA DE APLICAÇÃO DE TUBOS - CONDICIONADOR DOMÉSTICO POTÊNCIA MODELO DIMENSÕES EM mmAPARELHO COMPRESSOR ALTA BAIXA EXPANSÃO 7 100 AE 240 455 - 1/4 520 - 5/16 395 - 5/16 AE 5470 10 000 AK 5510 500 - 5/16 550 - 3/8 340 - 1/4 AJIT 635 - 5/16 525 - 3/8 430 - 1/4 AJ 5610 FA 635 - 6/16 525 - 3/8 430 - 1/4 AJ 5510 FD JRH4 600 - 5/16 540 - 3/8 340 - 1/4 TCM 2 100 430 - 5/16 650 - 3/8 350 - 1/4 AK 100 500 - 5/16 550 - 3/8 380 - 1/4 AK 100 111 500 - 5/16 660 - 3/8 420 - 1/4 AJI RA 12 000 AK 5512 480 - 5/16 700 - 3/8 345 - 1/4 AK 111 AJT 12 530 - 5/16 530 - 3/8 320 - 1/4 JRR4 540 - 5/16 680 - 3/8 345 - 1/4 TCM 2 180 E 5/16 3/8 1/4 AK 111 ES 111 14 000 AJ 5515 550 - 5/16 550 - 3/8 AJ 600 AJ T 12 635 - 5/16 530 - 3/8 AJ 5515 F 550 - 5/16 750 - 3/8 REB 3 550 - 5/16 990 - 3/8 AJ 5515 E 620 - 5/16 530 - 3/8 AK 115 ES 111 480 - 5/16 820 - 3/8 200 - 1/4 18 000 AJ 5519 ED 530 - 5/16 530 - 1/2 AJ 5518 E 520 - 5/16 530 - 1/2 REY 3 540 - 5/16 620 - 1/2 30 000 AH 5531 ED 710 - 3/8 1270 - 1/2 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 77 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A”TABELA DE APLICAÇÃO DE CAPILAR - CONDICIONADOR DOMÉSTICO POTÊNCIA MODELO CAPILAR VAZÃO COR CARGA CARGA APARELHO COMPRESSOR Diâm. x Comp. MÁXIMA MÍNIMA CÓDIGO REFRIG. ÓLEO 1.750 kcal/h AE 240 ES 397 7.000 BTU/h AE 5470 ED 0,054" x 54" 7,0 6,6 MARROM 340 AE 5470 EA 426 384 2.125 kcal/h AJ1Q-D 524 887 8.500 BTU/h UFC92-D 0,054" x 40" 7,7 7,3 LARJ/MARR. 524 800 AK5510E-D 524 502 AJ1T-D 510 887 AJ1P12-D 0,064" x 54" 9,6 9,1 PRETO 510 769 2.250 kcal/h UFC93-D 510 800 9.000 BTU/h AJ1Q-D 570 887 UFC92-D 0,064" x 64" 8,8 8,3 VERDE 570 800 AK5510E-D 454 502 JRH4 0100 PAV 0,054" x 40" 7,7 7,3 LARJ/MARR. 482 AJ1T-D 570 887 AK 100 ES 111 545 UFC93-D 570 800 AJ 5510 F 0,064" x 54" 9,6 9,1 PRETO 454 2.500 kcal/h AJ 5510 FD 650 10.000 BTU/h TCM 2 100 E 567 AK5510E-D 650 502 AK 100 ES 545 UFC92-D 0,064" x 64" 8,8 8,3 VERDE 650 800 AJ1Q-D 650 887 AJ1T-D 0,064" x 60" AMARELO 740 887 UFC93-D OURO 740 800 AJR13-D 0,070" x 55" 11,9 11,3 AZUL ESCURO 625 769 AK 5512 ED 710 502 AK 111 ES 539 3.000 kcal/h JRH4 PAV 0,070" x 72" 10,2 9,7 BRANCO 525 12.000 BTU/h AJT 12D 625 887 AK 111 ES 111 539 AJ 5512 E 553 TCM 2 120 E 0,064" x 54" 9,6 9,1 PRETO 662 AJ 5515 F 794 3.500 kcal/h AJT 12D 0,070" x 60" 11,3 10,8 VERMELHO 808 887 14.000 BTU/h REB 3 PFV 879 AJ 5515 E 850 AK 115 ES 111 0,070" x 55" 11,9 11,3 AZUL ESCURO 780 AJR13-D 808 769 AJ 5518 ED 0,054" x 40" 7,7 7,3 LARJ/MARR. 964 4.500 kcal/h AJ 5519 ED 907 18.000 BTU/h REY 3 PFV 0,054" x 54" 7,0 6,6 MARROM 964 AJ 5518 E 0,070" x 72" 10,2 9,7 BRANCO 751 AJ 5518-D 0,070" x 60" x 2 11,3 10,8 VERMELHO 990 769 AJT15-D 990 887 AH 5524 ED 964 1331 5.250 kcal/h H206243AB 850 21.000 BTU/h SRC5-0200 0,054" x 54" 7,0 6,6 MARROM 794 AH 5524 E AB 5524 ED 794 AB 5524 FD 0,070" x 60" x 2 11,3 10,8 VERMELHO 964 1090 6.875 kcal/h AH 5531 E 1162 27.500 BTU/h AH 5531 ED 0,070" x 72 x 2 10,2 9,7 BRANCA 1900 1300 7.500 kcal/h AB 5530 GD 30.000 BTU/h SRA 4 0250 PFV 0,070" x 55" x 2 11,9 11,3 AZUL ESCURO 1106e central compacto H2O A303 AB 1830 1387 7.875 kcal/h AH 5534 EB 1446 31.500 BTU/h SRN4 0275 PFV 11919.000 kcal/h (CC) AH 5540 ED 0,080" x 65" x 2 ROSA 1928 1331 36.000 BTU/h H2 0A403AB 1276 TRIFÁSICO A5540EF 1928 1331 Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 78 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELA DE PRESSÕES DE EQUILÍBRIO TEMPERATURA PRESSÃO DE PRESSÃO AMBIENTE °C EQUILÍBRIO (psig) R 22 15 91 100 16 97 103 20 114 117 22 120 125 25 124 137 30 140 158 35 163 182 40 195 2071. Para teste de pressão de equilíbrio deve-se manter a temperatura constante e o sistema frio.2. A pressão de equilíbrio deve ser sempre mais baixa que a pressão do R 22.3. Quando a pressão de equilíbrio for mais alta que a pressão do R 22, o sistema está contaminado de ar (incondensável).4. A pressão de equilíbrio registrada na tabela, tem uma tolerância de 5 psig para mais ou menos. DIÂMETRO INTERNO COMPRIMENTO CÓDIGO 0,064 pol. 80 pol. AMARELO 152,40 cm OURO 0,064 pol. 54 pol. PRETO 137,16 cm 0,070 pol. 60 pol. VERMELHO 152,40 cm 0,080 pol. 65 pol. ROSA 165,10 cm 0,070 pol. 72 pol. BRANCO 182,88 cm 0,064 pol. 64 pol. VERDE 162,56 cm 0,064 pol. 48 pol. CINZA 121,92 cm 0,070 pol. 55 pol. AZUL 139,70 cm ESCURO 0,054 pol. 54 pol. MARRON 137,16 cm 0,054 pol. 45 pol. LARANJA 114,30 cm 0,054 pol. 40 pol. LARANJA 101,60 cm MARRONTolerâncias: 3,2 cm no comprimento. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 79 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” VALORES DAS RESISTÊNCIAS ÔHMICAS DOS COMPRESSORES COMPRESSOR RESISTÊNCIA ÔHMICA AMPERAGEM CAPACITOR MODELO ORIGEM ARRANQUE MARCHA SOMA (AMPÈRE) (µF) AE5470E FR 10,90 3,90 13,99 4,12 15/17,5 AH5524E FR 3,30 0,78 4,08 11,60 35/45 AH5524E TC 3,40 0,79 4,19 12,20 35 AH5531E FR 2,84 0,60 3,44 16,13 35/45 AH5531E TC 3,76 0,67 4,43 16,15 35 AJ1P12 FR 9,66 1,55 11,21 7,40 15/17,5 AJ1P12 TC 10,60 1,53 11,59 8,00 15 AJ1P13 FR 9,85 1,59 11,44 7,20 17,5/20 AJ1Q FR 8,08 2,57 10,65 5,48 15/17,5 AJ1QD AR 11,25 2,15 13,40 6,10 15 AJ1TD AR 8,75 1,74 10,49 7,80 20 AJR13 FR 7,40 1,35 8,75 8,80 25/30 AJR13 TC 7,00 1,35 8,35 8,50 25 AJT12D AR 8,90 1,38 10,20 9,00 25 AJT15D AR 6,04 1,02 7,06 11,50 35 AJT15 FR 5,20 0,91 6,11 12,40 25/30 AK5510E TC 7,50 2,45 9,95 5,70 15 AK5512E TC 10,10 1,72 11,82 6,80 15H20A243AB ST 3,78 0,92 4,70 12,00 35H20A303AB ST 3,14 0,66 3,80 15,20 35TC = TECUMSEH FR = FRANCÊS AR = ARGENTINO ST= SUNDSTRAND Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 80 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELA DE APLICAÇÃO DE COMPRESSOR - CONDICIONADOR DOMÉSTICOPOTÊNCIA MODELO REFERÊNCIA FABRICANTEAPARELHO COMPRESSOR PROT. TÉRMICO COMPRESSOR1.750 kcal/h AE 240 ES NRP 22APK 5018 SICOM7.000 BTU/h AE 5470 ED KLIXON MRT 22APK LUNITE HERMETIQUE AK 5510 ED NRA 7983 111 TECUMSEH 8300 MRA B28 AJ 5510 F MRT 18 AKN 3021 LUNITE HERMETIQUE 2.500 kcal/h AJ 5510FD CSM 50 AIN TOOL10.000 BTU/h AK 100 ES TIO 100/44 SICOM NSP 24AKN 5018 AJ1 TD CSM 32 ALN TOOL JRH4 0100 PAV MRA 8949 207 COPELAND TCM 2 100 E MR 10 Jx / 5008 ELGIN AK 5512 ED NST OOAJ W 5001 TECUMSEH AK 111 ES NST OOAJ W 5001 SICOM AK 111 FS TIO 100 144 SICOM 3.000 kcal/h AJT 12 D CSM 30 AGN TOOL12.000 BTU/h AJ 5512 E MST 16 AHN 3021 LUNITE HERMETIQUE JRR 4 PAV MRA 1703 207 COPELAND TCM 2 120 E MRT OOJx 5008 ELGIN AK 111 ES 111 SICOM AJ 5515 F CST 16 AKN 132 TECUMSEH 3.500 kcal/h REB 3 0150 PFV INTERNO COPELAND14.000 BTU/h AJT 12 D KLIXON CSM 30 AGM TOOL AJ 5515 E CST OO AJN 3006 LUNITE HERMETIQUE AK 115 ES T19031/44 SICOM AJ 5518 ED CST 00 AHSF 3006 TECUMSEH 4.500 kcal/h CRA 1718 - 13518.000 BTU/h AJ 5518 E CST OO AHPH 3006 LUNITE HERMETIQUE REY3 0175 PFV INTERNO COPELAND AJ 5519 ED KLIXON CSM OO AHN AH 5524 ED TECUMSEH 5.250 kcal/h H2 OB243AB SUNDSTRAND21.000 BTU/h SRC5 0200 INTERNO COPELAND AH 5524 ED LUNITE HERMETIQUE AB 5524 ED TECUMSEH AH 5531 E TECUMSEH 6.875 kcal/h AB 5530 GD27.500 BTU/h AH 5531 ED INTERNO TECUMSEH / LUNITE H2O A303 AB SUNDSTRAND SRA 4 0250 PFV COPELAND 7.875 kcal/h AH 5534 EB INTERNO TECUMSEH31.500 BTU/h SRMA 0275 PFV COPELAND 9.000 kcal/h AH 5540 ED INTERNO TECUMSEH36.000 BTU/h H2 0A403AB SUNDSTRAND Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 81 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” TABELA DE APLICAÇÃO DE CAPACITOR - CONDICIONADOR DOMÉSTICO POTÊNCIA COMPRESSOR CAPACITOR DO MOTOR APARELHO TIPO CAPACITOR EBERLE BRASIL 1.750 kcal/h AE 240 ES 20 / 380 7.000 BTU/h AE 5470 ED 15 / 380 3 / 380 DE 240 ES 20 / 380 AK 5510 ED 15 / 380 AJ 5510 F 17,5 / 380 AJ 5510 FD 25 / 440 2.500 kcal/h AK 100 ES 20 / 440 3 / 440 10.000 BTU/h AJ1 TD 20 / 380 JRH4 0100 PAV TCM 2 100 E 20 / 380 AK 100ES 111 20 /440 AK 5512 ED 15 /380 AK 111 FS JRR 4 PAV 17,5 /380 3.000 kcal/h AJT 12 /D 25 /380 3 / 440 12.000 BTU/h AJ 5512 E 17,5 /380 AK 111 ES 17,5 /440 TCM 2 100 E 17,5 /440 AK 111 ES 111 20 /380 AJ 5515 F 3.500 kcal/h REB3 0150 PFV 25 /380 14.000 BTU/h AJT 12 D 3 / 440 AJ 5515 E 30 /380 AK 115 ES 25 /380 AJ 5518 ED 25 /380 4.500 kcal/h AJ 5518 E 30 /380 3 / 440 18.000 BTU/h REY3 0175 PFV 35 /380 AJ 5519 ED AH 5524 ED 5.250 kcal/h H206243AB 21.000 BTU/h SRC5-0200 AH 5524 E AB 5524 ED AB 5524 FD 6.875 kcal/h AH 5531 E 27.500 BTU/h AH 5531 ED 7.500 kcal/h AB 5530 GD 30.000 BTU/h SRA 4 0250 PFVe central compacto H2O A303 AB 7.875 kcal/h AH 5534 EB 31.500 BTU/h SRM4 02759.000 kcal/h (CC) AH 5540 ED 36.000 BTU/h H2 0A403AB TRIFÁSICO A5540EF Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 82 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” RELAÇÃO DE MATERIAL E FERRAMENTAS PARA OFICINA DE REFRIGERAÇÃO. ANEXO 02 - PROJETO . PREÇOITEM QTE UND ESPECIFICAÇÃO UNITÁRIO TOTAL 1 1 um Alicate de pressão 200 mm, BELTZER. 2 1 um Alicate para desencapar fios, CONEXEL, CORNETA ou similar. 3 1 um Alicate para prensar terminal elétrico pré-isolado BURNDY ou CORNETA. 4 1 um Alicate para selar tubos, comprimento 200 mm, BELTZER. 5 1 um Alicate universal cabo isolado para 1.000 V, 200 mm de comprimento. BELTZER 6 1 um Alicate volt-amperímetro com escala para tensão até 1.000 V, escala para corrente até 300 A e escala para resistência para continuidade, SNAP, YOCOGAWA ou similar. 7 1 uma Almotolia 250 ml 8 1 um Araldite ultra-rápido 9 1 um Arco de serra manual, cabo de metal, comprimento 300 mm. 10 50 uma Arruela de fibra para encosto de motor 11 1 um Balde de plástico, capacidade 10 litros 12 2 uma Bancadas para trabalhos 13 L Batida de pedra (quantil, underseal ou similar) 14 kg Bidim 15 1 um Bomba de alto vácuo, vazão 7,5 m³/h e pressão residual final de 20 µHg, ROBINAIR ou similar. 16 1 uma Bomba lava-jato 17 1 um Botijão de gás butano capacidade 13 kg 18 2 uma Broca de aço rápido Ø 1/8” 19 2 uma Broca de aço rápido Ø 9/64” 20 par Bucha de bronze para motor de 1/8 CV 21 1 uma Calculadora de bolso simples, 8 dígitos. 22 4 um Cap de latão de Ø1/4”. 23 1 um Capacitor eletrolítico para partida de motor monofásico de 1,5 CV. 24 2 um Carro para transporte 25 1 um Cavalete articulado em alumínio altura 1,5 m 26 1 uma Chave allen 5/32” com haste longa 27 2 uma Chave canhão de Ø 1/4” 28 1 uma Chave catraca para refrigeração, de 1/2” ROBINAIR. 29 1 uma Chave catraca para refrigeração, de 1/4” ROBINAIR. 30 1 uma Chave catraca para refrigeração, de 3/8” ROBINAIR. 31 1 uma Chave catraca para refrigeração, de 5/16” ROBINAIR. 32 1 uma Chave de fenda phillips tipo cotoco 3/16 x 12”. 33 1 uma Chave de fenda reta tipo cotoco 3/16 x 12”. 34 1 uma Chave de regulagem 8” 35 1 um Cilindro para nitrogênio capacidade 6,6m³ 36 1 uma Coil cleaner (bambona com 30 kg) 37 L Cola Fórmica (para bidim) 38 1 uma Coluna de empilhar altura 2,5 m 39 1 um Compressor de ar 40 1 um Conjunto analisador de pressão (manifold) ROBINAIR, JB ou IMPERIAL, completo (com 3 mangueiras de alta pressão). 41 1 um Conjunto de chave de boca fixa, de ¼ a 1.1/4” BELTZER Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 83 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” PREÇOITEM QTE UND ESPECIFICAÇÃO UNITÁRIO TOTAL 42 1 um Conjunto de chave de fenda phillips de 1/8 x 5”; 3/16 x 8” e ¼ x 8”. 43 1 um Conjunto de chave de fenda reta de 1/8 x 5”; 3/16 x 8”; ¼ x 8” e 3/8 x 12”. 44 1 um Conjunto de chave estrela (anel) de 6 a 38 mm. BELTZER 45 1 um Conjunto de pintura (compressor, pistola e mangueira) 46 1 um Conjunto de vazadores STARRETT 47 1 um Conjunto flangeador para refrigeração, completo (morsa para Ø 1/8” a 1/2” e de 5/8”a 3/4”,e o cone flangeador). 48 1 um Conjunto para solda oxiacetilênica SA White Martins, AGA ou RECORD, com capacidade para 1m³ de oxigênio e 1 kg de acetileno, completo com maçarico, mangueiras e etc. 49 1 um Cordão de luz (gambiarra) com cabo de 5 m 50 1 um Cortador para tubo de cobre (corta frio) Ø até 1”, ROBINAIR 51 1 um Curvador para tubos de cobre de Ø ¼ a 5/8” 52 1 uma Escala articulada de plástico de 2 m. 53 1 uma Escova de aço para soldador com cabo 54 1 uma Espátula de aço para pintura 55 1 um Espelho de aumento (tipo odontológico). 56 1 um Espelho plano de 100 x 500 mm. 57 1 uma Esponja para cozinha 58 1 um Esquadro de serralheiro 90º 59 1 uma Extensão elétrica de cabo pirastic 2 x 2,5 mm² de 10 m, com pino e tomada monofásica para 15 A. 60 1 uma Extensão para teste (3 pinos) 61 1 uma Faca pequena 62 1 um Ferro de solda para eletrônica de 100 W x 220 V bico reto. 63 1 um Ferro de solda para rádio 100 W, 220V 64 Filtro de poliuretano (para reposição) 65 1 uma Fita isolante de papel crepom 66 1 uma Fita isolante de plástico 50 m 67 1 um Fluxo para solda prata 68 1 uma Furadeira elétrica portátil (besouro) Ø ½” 69 1 uma Furadeira manual 70 500 g Graxa 71 1 um Isqueiro a gás (tipo Bic chama) 72 1 um Jogo completo de ferramentas 73 5 uma Lâmina de serra RS 1218 STARRETT 74 5 uma Lâmina de serra RS 1232 STARRETT 75 1 uma Lâmpada incandescente 100 W x 220 V. 76 1 uma Lâmpada incandescente 60 W x 220 V. 77 1 um Lampião a gás 300 W 78 1 uma Lima chata bastardinha, picado cruzado, 10” de comprimento 79 20 uma Lixa para ferro G 100 80 1 um Loctite para buchas 81 3 m Mangueira de plástico transparente (cristal) Ø 3/8” x 0,8 mm 82 1 uma Manta de plástico de 2 x 2 m 83 1 um Martelo de bola 250 g. 84 1 um Martelo de bola 500 g. 85 1 um Martelo picotador 86 1 kg Massa de calafetar 87 1 um Meghometro de manivela com escala de 1.000 MΩ e 500 V YOCOGAWA ou similar. Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 84 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” PREÇOITEM QTE UND ESPECIFICAÇÃO UNITÁRIO TOTAL 88 Morsa n°. 3 89 1 um Multímetro com escala de resistência para baixos valores. Digital. Se for analógico que tenha o valor 10 Ω, no centro da escala (para ter precisão). 90 4 um Niple de latão SAE Ø1/4”. 91 1 par Óculos de proteção para solda oxiacetilênica 92 1 um Ohmímetro 93 2 um Óleo M1 STARRETT 94 1 L Óleo para motor 95 1 um Paquímetro 96 500 um Parafuso AA 4,2 x 9 mm 97 1 um Pente para aletas de serpentina. ROBINAIR 98 4 uma Porca curta de latão Ø1/4”. 99 30 uma Porca rápida100 1 um Punção alargador de bater Ø 1/8” a 3/4”, ROBINAIR101 1 um Punção de marcar ponta com 60º102 1 um Punção para desmontar bucha de bronze em motores103 1 uma Rebitadeira para rebite de compressão de alumínio.104 kg Refrigerante R 11105 kg Refrigerante R 12106 kg Refrigerante R 22107 1 um Regulador de pressão para nitrogênio SA White Martins, AGA ou RECORD.108 1 um Riscador para serralheiro109 1 um Rolo de lã para pintura de 9 cm110 Sabão para limpeza (líquido)111 500 g Solda phoscoper112 250 g Solda preparada para rádio, 50 x 50, Ø 1 mm.113 1 uma Talhadeira de aço cromo-vanadium lâmina de ½”114 1 um Tanque para água de cimento-amianto capacidade de 1000 litros115 1 um Tanque para inspeção de vazamentos116 50 um Terminal de encaixe, latão, tipo bandeira (90º)117 20 um Terminal tipo olhal pré-isolado, 2,5 mm²118 2 um Termômetro de vidro a álcool de -20 a +60°C.119 1 um Termômetro eletrônico com capacidade para 5 sensores e faixa de medição de -50°C a 150°C.120 1 uma Tesoura para chapa de aço121 1 uma Tesoura para tecido122 L Tinta automotiva branco lótus, duco123 kg Trapo ou pano para limpeza124 2 uma Trincha para pintura de 1.1/2”125 2 uma Trincha para pintura de 1/2”126 1 um Vacuômetro eletrônico com faixa de medição de 20 a 20.000µHg, 220 V.127 2 uma Válvula para engate rápido em tubo de Ø1/4”128 5 uma Vareta de solda prata129 1 uma Vassoura para bidê Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELO Página 85 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA
    • REFRIGERAÇÃO CURSO PARA MECÂNICO NÍVEL “A” ANEXOS Curso: MECÂNICO DE REFRIGERAÇÃO – NÍVEL “A” Professores: PEDRO DO NASCIMENTO MELOPágina 86 Rev. 02/2002 Refrigeração e Ar-Condicionado domésticos Fone - 55 0xx85 9982-5275; e-mail: penmelo@cefetce.br ou jucimar@cefetce.br JUCIMAR DE SOUZA LIMA