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    TypeZine TypeZine Document Transcript

    • ESCOLA SUPERIOR DE PROPAGANDA E MARKETING ROMOLO MEGDAO USO DAS REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO PEDAGÓGICO:TypeZine, O ESPAÇO DE APRENDIZAGEM DE TIPOGRAFIA NAS REDES SOCIAIS SÃO PAULO 2012
    • ROMOLO MEGDAO USO DAS REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO PEDAGÓGICO:TypeZine, O ESPAÇO DE APRENDIZAGEM DE TIPOGRAFIA NAS REDES SOCIAIS. Produto pedagógico apresentado ao curso de especialização da Teoria e Prática da Educação de Nível Superior da Escola Superior de Propaganda e Marketing, como requisito para a obtenção do título de Especialista, sob a orientação do Prof. Ms. Wilson Roberto Bekesas. SÃO PAULO 2012
    • ROMOLO MEGDA O USO DAS REDES SOCIAIS COMO ESPAÇO PEDAGÓGICO: TypeZine, O ESPAÇO DE APRENDIZAGEM DE TIPOGRAFIA NAS REDES SOCIAIS. _____________________________________ Professor Orientador _____________________________________ Professor QualificadorAprovado em ___ / ___ / ____. SÃO PAULO 2012
    • Dedico este trabalho à minha esposa, Fabiana. Alémde me dar dois filhos lindos (Pedro e João), me deutodo o incentivo, espaço e força necessários para arealização deste trabalho.
    • RESUMO Este trabalho consiste na apresentação de um produto pedagógico e as implicaçõesque ele representa na criação de um novo espaço para a disseminação de conteúdos acadêmicos –TypeZine, o ensino de tipografia através das redes sociais. Esta experiência tem como objetivodiscutir o conceito de Aprendizagem Aberta Colaborativa na web 2.0 com foco em RecursosEducacionais Abertos (REA) e experimentar a utilização das redes sociais já existentes para o usopedagógico. Através de dados levantados com ferramentas da própria internet foi possívelmensurar a eficácia de algumas estratégias e propor novos espaços que complementem a sala deaula e os ambientes digitais de aprendizagem (e-learning) associados ao conceito de Educação aDistância (EAD). Não se busca, aqui, a validação ou não desta plataforma como ferramentapedagógica, mas sim, uma aferição de alcance da proposta através da plataforma deaprendizagem aberta, colaborativa e digital com posterior análise dos dados.Palavras-chave: Redes Sociais, Produto Pedagógico, Recursos Educacionais Abertos (REA)
    • LISTA DE FIGURASFIGURA 1 – BRASIL: SÉTIMO COLOCADO NO ACESSO À INTERNET ...................... 11FIGURA 2 – BRASIL: O QUINTO PAÍS QUE FICA MAIS TEMPO NA INTERNET .... 12FIGURA 3 – O AUMENTO DO ACESSO ÀS REDES SOCIAIS NO MUNDO ................... 13FIGURA 4 – TABELA DE DIFERENÇAS ENTRE WEB 1.0 E WEB 2.0 .............................. 14FIGURA 5 – PARTICULARIDADES DO BRASIL NA INTERNET ..................................... 15FIGURA 6 – O RÁPIDO CRESCIMENTO DAS REDES SOCIAIS NO BRASIL .............. 16FIGURA 7 – QUEM MAIS GASTA TEMPO NAS REDES SOCIAIS NO BRASIL........... 17FIGURA 8 – GRÁFICO DA PERFORMANCE DO FACEBOOK NO BRASIL .................. 18FIGURA 9 – BRASIL: LÍDER NO ACESSO A BLOGS ............................................................. 18FIGURA 10 – LOGOMARCA ........................................................................................................... 20FIGURA 11 – DADOS INTERNOS DO FACEBOOK E NIELSEN ......................................... 25FIGURA 12 – DADOS SOBRE O FACEBOOK TYPEZINE. ..................................................... 30FIGURA 13 –PÁGINA INICIAL DO FACEBOOK TYPEZINE. .............................................. 32FIGURA 14 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO FACEBOOK TYPEZINE. ........................ 33FIGURA 15 – ESTATÍSTICAS DO TYPEZINE NO FACEBOOK ........................................... 34FIGURA 16 – DADOS DEMOGRÁFICOS DO TYPEZINE NO FACEBOOK...................... 35FIGURA 17 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO FACEBOOK TYPEZINE. ........................ 36FIGURA 18 –FACEBOOK TYPEZINE ............................................................................................ 37FIGURA 19 –FACEBOOK TYPEZINE ............................................................................................ 37
    • FIGURA 20 –FACEBOOK TYPEZINE ............................................................................................ 38FIGURA 21 – PÁGINA DO TYPEZINE NO TWITTER ............................................................ 38FIGURA 22 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TYPEZINE NO TWITTER ...................... 39FIGURA 23 – ESTATÍSTICAS DO TYPEZINE NO TWITTER ............................................... 40FIGURA 24 – PÁGINA DO TYPEZINE NO TUMBLR ............................................................... 41FIGURA 25 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TYPEZINE NO TUMBLR ....................... 42FIGURA 26 – PAGINA INICIAL DO TYPEZINE NO PINTEREST....................................... 42FIGURA 27 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TYPEZINE NO PINTEREST ................ 43FIGURA 28 – PAGINA INICIAL DO TYPEZINE NO INSTAGRAM ..................................... 44FIGURA 29 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TYPEZINE NO INSTAGRAM ............... 45
    • SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 92. CONTEXTUALIZAÇÃO ....................................................................................................... 113. O PRODUTO PEDAGÓGICO – TypeZine ........................................................................... 194. INFORMAÇÕES SOBRE AS REDES SOCIAIS ONDE O TypeZine ESTÁ PRESENTEE SUAS JUSTIFICATIVAS ....................................................................................................... 24 4.1. FACEBOOK ....................................................................................................................................24 4.2. TWITTER ........................................................................................................................................25 4.3. TUMBLR .........................................................................................................................................26 4.4. PINTEREST ....................................................................................................................................27 4.5. INSTAGRAM ...................................................................................................................................285. TypeZine. ESTUDO DE CASO E RESULTADOS ............................................................... 29CONCLUSÃO.............................................................................................................................. 46REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................................... 48
    • 1. INTRODUÇÃO Em Outubro de 2004 pela primeira vez foi usado o termo web 2.0 pela O’ReillyMedia e pela MediaLive International, popularizando-se rapidamente a partir de então. Mais doque falar de recursos tecnológicos, o termo foi cunhado para designar uma segunda geração decomunidades e serviços, tendo como conceito a “Web como plataforma”, envolvendo wikis, redessociais e tecnologia da informação. O termo, portanto, não se refere à atualização nasespecificações técnicas da web, mas a uma mudança de comportamento dos usuários na rede. Segundo Tim O’Reilly, fundador da O’Reilly Media e inventor do termo, a Web 2.0: [...] é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva1. (O’REILLY RADAR, 2006, tradução nossa) Passamos da web 1.0 para a web 2.0 e isso transformou a maneira como nosrelacionamos e modificou o nosso papel de consumidores de informação, nos possibilitando atuarefetivamente como agentes transformadores de conteúdos em contraposição a uma posturapassiva, vivenciada na fase anterior do desenvolvimento do ambiente digital. Como destaca O’Reilly (2007), a grande marca da web 2.0 é ter se tornado umaplataforma participativa diferente da web anterior, a web 1.0, que era utilizada como umainterface de navegação simplesmente. Redes de usuários, sejam acadêmicas ou informais, agorapodem criar as suas próprias comunidades divididas por assuntos, trocar informações emconjunto e dividirem conteúdos seguindo princípios de “acesso aberto” (Willinsky, 2006),criando assim novas oportunidades para o processo de aprendizagem. Outro conceito importante no desenvolvimento deste trabalho é o de “RecursosEducacionais Abertos” (REA) que trata de uma plataforma aberta de ensino e aprendizagem.Recursos Educacionais Abertos, REA ou OER (Open Educational Resources) são recursos1 Texto original: Web 2.0 is the business revolution in the computer industry caused by the move to the internet asplatform, and an attempt to understand the rules for success on that new platform. Chief among those rules is this:Build applications that harness network effects to get better the more people use them. (This is what I’ve elsewherecalled “harnessing collective intelligence”). Disponível em <http://radar.oreilly.com/2006/12/web-20-compact-definition-tryi.html> Acessado em 01 de ago. de 2012. 9
    • voltados para o ensino, aprendizagem e pesquisa, oferecidos de forma livre, aberta e gratuita paratoda comunidade. Abrange qualquer material educativo que seja oferecido livremente e comlicenças para intervenções, remixagens e redistribuição. Segundo a Fundação William e Flora Hewlett; REA são recursos para o ensino, a aprendizagem e a pesquisa que residem no domínio público ou foram publicados sob uma licença de propriedade intelectual que permite seu livre uso e remixagem por outros. Os REA incluem cursos completos, conteúdo para cursos, módulos, livros, vídeos, testes, softwares e qualquer outras ferramentas, materiais ou técnicas usadas que suportem e permitam o acesso ao conhecimento. (HEWLETT, 2012, tradução nossa). O conceito de REA surgiu para diferenciar a produção de conteúdo com objetivoseducacionais e, desta forma, se diferenciar do termo “conteúdo aberto” que é usado para se referira todos os tipos de materiais (músicas, vídeo, som e texto) que estão disponíveis para uso noambiente digital, com licença para utilização, adaptação e compartilhamento. A professora daUniversidade de Harvard, Carolina Rossini, em entrevista disse que: “para ser considerado umRecurso Educacional Aberto é preciso ter três elementos livres e abertos: o conteúdo, aplataforma e a licença”. Ou seja, além do conteúdo ser passível de intervenção e remixagem porparte do estudante ou de outros professores, é necessário que a plataforma digital que o suportaseja democrática e aberta de maneira que todos tenham acesso. E a licença do conteúdo precisaser aberta, o que implica em um outro conceito, o de “Creative Commons2” (cc) o que significaque qualquer produção sob licença de uso (cc) na web pode ser abertamente reutilizadagratuitamente desde que os usuários citem os autores.2 Creative Commons é uma organização não governamental sem fins lucrativos localizada em São Francisco,Califórnia, nos Estados Unidos, voltada a expandir a quantidade de obras criativas disponíveis, através de suaslicenças que permitem a cópia e compartilhamento com menos restrições que o tradicional todos direitos reservados.Para esse fim, a organização criou diversas licenças, conhecidas como licenças Creative Commons. A organizaçãofoi fundada em 2001 por Larry Lessig, Hal Abelson, e Eric Eldred com apoio do Centro de Domínio Público. Siteoficial <http://creativecommons.org.br/>. O primeiro conjunto de licenças copyright foi lançado em dezembro de2002. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons> Acessado em 31 de jul. 2012. 10
    • 2. CONTEXTUALIZAÇÃO O Brasil é um dos países líderes em acesso à internet de um modo geral é um dospaíses onde a população gasta mais tempo nas redes sociais. É também líder em acessos a blogs,ou seja, conteúdos abertos e colaborativos característicos da web 2.0. Segundo dados do maisrecente estudo da comScore3, o Brasil tem a sétima maior audiência no ambiente digital,atingindo a marca de 46 milhões de pessoas acima de 15 anos que tem acesso à internet,conforme consta no gráfico apresentando na Figura 1, sendo que, juntamente com a Rússia, foi opaís que mais cresceu em audiência no ambiente digital dentro deste bloco. FIGURA 1 – BRASIL: SÉTIMO COLOCADO NO ACESSO À INTERNET Fonte: comScore Media Metrix3 comScore: empresa multinacional líder em estudos do ambiente digital, cobrindo mais de 170 países ao redor domundo. Fonte: <http://www.comscore.com/> Acessado em 01 de jul. de 2012. 11
    • Segundo o mesmo estudo, o Brasil é o 5º maior país quando se mede oengajamento, ou seja, o tempo médio gasto na internet, com 26.7 horas/mensais, conforme figuraabaixo. FIGURA 2 – BRASIL: O QUINTO PAÍS QUE FICA MAIS TEMPO NA INTERNET Fonte: comScore Media Metrix Se o país ainda apresenta um desafio enorme em questões de infraestrutura paraampliar a acessibilidade ao ambiente digital, está claro, por outro lado, que o Brasil é um dospaíses que mais rápido vem crescendo neste mercado e que apresenta um dos maiores potenciaispara se consolidar com uma das lideranças globais no acesso e uso da internet. Há um aumentosignificativo do acesso das populações à internet no mundo inteiro, mas nota-se um aumentoespantoso no acesso e uso das redes sociais (web 2.0). E isso é ainda mais significativo no Brasil.De acordo com a Figura 3, no mundo, desde 2007 até começo de 2012, o aumento do acesso àinternet foi de 88%, enquanto que no mesmo período o crescimento dos acessos às redes sociaisatingiu a marca de 174%. 12
    • FIGURA 3 – O AUMENTO DO ACESSO ÀS REDES SOCIAIS NO MUNDO Fonte: comScore Media Metrix Isto mostra claramente a consolidação de um novo modelo comunicacional nainternet, passando da web 1.0 para o conceito coletivo, colaborativo, construindo espaços abertosonde há pontes de mão-dupla no processo de troca de conteúdos e informações, características daweb 2.0. Neste novo cenário os usuários são “convidados” a participar, a trazer a sua visão demundo e a fazer a sua colaboração a partir de espaços livres onde podem construir conteúdosparticipativos em detrimento à postura adotada na web 1.0, onde eram apenas leitores passivosque navegavam pelas páginas. A professora Alexandra Okada, da The Open University de Londres, construiuuma tabela (Figura 4) onde aponta as diferenças entre web 1.0 e web 2.0 a partir dos conceitosestabelecidos por Tim O’Reilly (2007). 13
    • FIGURA 4 – TABELA DE DIFERENÇAS ENTRE WEB 1.0 E WEB 2.0 Fonte: E-book: BARROS, D.M.V As redes sociais, uma manifestação típica deste novo movimento dos usuários daweb 2.0, estão redefinindo a maneira como nos comunicamos e trocamos conteúdos einformações, tanto no mundo virtual como real. Voltando às estatísticas de acesso e uso da rede, no caso do Brasil, quandoaprofundamos a análise do comportamento do usuário na internet, notamos que estamos acima damédia mundial em alguns quesitos. Temos um comportamento particular na rede, sendo que issose reflete na maneira como compartilhamos conteúdos através do ambiente digital. Várias vezes oBrasil assumiu o primeiro ligar nos trend topics mundiais (assunto mais comentado na redemicroblog Twitter). Estamos acima da média quando se trata de usar sites de buscas, tambémusamos mais a ferramenta de e-mail do que o restante do planeta e temos números bem maisexpressivos no que se refere a acesso a blogs e trocadores de mensagens instantâneas, vide Figura5. No caso de uso de redes sociais estamos um pouco abaixo da média mundial, mas temos poucoa crescer, já que beiramos os 100% dos usuários da internet. 14
    • FIGURA 5 – PARTICULARIDADES DO BRASIL NA INTERNET Fonte: comScore Media Metrix Apesar de, no Brasil, ainda termos mais audiência nos sites do que nas redessociais (web 1.0 versus web 2.0), todas as curvas mostram uma tendência para que essa situaçãose inverta em breve, principalmente quando se leva em consideração o engajamento da audiência,ou seja, o tempo gasto nas páginas. 15
    • FIGURA 6 – O RÁPIDO CRESCIMENTO DAS REDES SOCIAIS NO BRASIL Fonte: comScore Media Metrix Um outro dado relevante para este trabalho é qual o perfil dos heavy-users(usuários mais assíduos e que gastam mais tempo) das redes sociais. Ainda segundo o mesmoestudo da comScore, os internautas que gastam mais tempo nas redes sociais são os que estão nafaixa etária entre 15-24 anos conforme é possível notar na Figura abaixo. 16
    • FIGURA 7 – QUEM MAIS GASTA TEMPO NAS REDES SOCIAIS NO BRASIL Fonte: comScore Media Metrix Este público, conforme mostra o gráfico, gasta em média, 8,5 horas mensais emredes sociais (dados de dezembro de 2011), bem acima dos outros públicos e da média dosusuários em geral. Para terminar o estudo dos dados disponíveis sobre a web colaborativa noBrasil (e no mundo), vamos olhar a performance de dois tipos específicos de redes sociais, oFacebook e os blogs. Em ambos os casos, o Brasil tem uma performance destacada, sendo quesomos os líderes mundiais em acesso a blogs, e o país onde o Facebook mais cresce, sendo que jáé a maior rede social do país, tendo ultrapassado o Orkut em dezembro de 2011 (Figura 8). Nocaso dos acessos a blogs, o Brasil é o líder mundial atingindo 96% dos internautas, sendo queteve um crescimento no ano de 2011 de 44% em relação ao ano anterior (Figura 9). 17
    • FIGURA 8 – GRÁFICO DA PERFORMANCE DO FACEBOOK NO BRASIL Fonte: comScore Media Metrix FIGURA 9 – BRASIL: LÍDER NO ACESSO A BLOGS Fonte: comScore Media Metrix 18
    • A partir da análise destes dados, nota-se que o comportamento do usuário na webhoje é bem diferente daquele apresentado na web 1.0, inclusive, e sobretudo, no Brasil. Existeespaço para que cada usuário seja um disseminador de conteúdo e um curador de informaçõesque são coletadas, remixadas e redistribuídas com um olhar particular. Cada individuo é umveículo de comunicação em potencial na web 2.0. A informação não é mais exclusividade dosgrandes portais e boa parte dos conteúdos são frutos das iniciativas individuais e coletivas dagrande massa de anônimos. George Gilder (1990, p. 28 ), afirma que: “a informática da comunicação tem umsentido libertador para o indivíduo, vivemos uma nova era, em que não haverá mais lugar para atirania da comunicação de cima para baixo, uma época, menos padronizada e maisdemocrática”.3. O PRODUTO PEDAGÓGICO – TYPEZINE O estudo da comScore traz algumas reflexões e conclusões a respeito deste cenáriopresente no Brasil. Uma delas é que o Brasil é um dos líderes mundiais incontestes na audiênciaonline, tanto em número absoluto de acessos, quanto no crescimento percentual. Outracaracterística do internauta brasileiro é o alto engajamento na web, (tempo gasto nas páginas),sendo que boa parte deste tempo é gasta fazendo uso das redes sociais para se comunicar ecompartilhar conteúdos e arquivos (vídeos, músicas, imagens, etc.). Entretanto, a evolução e oavanço da web 1.0 para web 2.0 - O’Reilly (2007) -, não garantem que temos avançadoigualmente nas práticas de Ensino à Distância (EAD). Muitas das interfaces da web 2.0 são subutilizadas porque em muitos casos osreferenciais adotados tem como base a concepção da web 1.0. Ou seja, muitas vezes, nas práticaseducacionais que se utilizam de recursos digitais, temos apenas interfaces de acesso e navegaçãorestritas ao uso e consumo de conteúdos pedagógicos de uma forma unidirecional, passiva.Transportar os conteúdos para uma plataforma digital por si só não traz um novo conceito deaprendizagem. É preciso mais, é preciso criar estratégias de aproximação e engajamento dosestudantes usando todos os recursos disponíveis na web 2.0. 19
    • Esta nova plataforma surge para romper o velho paradigma de “transmissão” e“passividade”, pois é caracterizada por tecnologias com interfaces abertas para colaboração, co-construção, co-parceria, e conhecimento coletivo. Paulo Freire (1996, p. 47) diz que: “Saber queensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produçãoou a sua construção”. Este pensamento, que não está ligado diretamente a EAD serveperfeitamente para nos lembrar que, no ambiente digital, o estudante também não é merorepositório de conteúdo. O importante é criar estratégias para fazer melhor uso desta ferramentapoderosa e que tem o jovem estudante universitário seu consumidor por excelência. MORAN(2003) questiona: “Como combinar, integrar, gerenciar a interação presencial e a virtual? Como"dar aula" quando os alunos estão distantes geograficamente e podem estar conectadosvirtualmente?” É desta premissa – utilizar de ferramentas disponíveis na web 2.0, através deespaços colaborativos e abertos para ampliar as possibilidades de aprendizagem – que surgiu aideia presente neste trabalho, a criação de um espaço para o ensino da tipografia 4 nas redessociais, denominado TypeZine. FIGURA 10 – LOGOMARCA Fonte: o próprio autor4 A tipografia vem do grego typos — "forma" — e graphein — "escrita". É a arte e o processo de criação nacomposição de um texto, física ou digitalmente. 20
    • TypeZine tem como objetivo criar espaços para difundir, debater e ensinartipografia de uma forma aberta, livre, colaborativa, dialógica, dentro das redes sociais jáexistentes. Lembrando das características das redes socais, que, como define Raquel Recuero(2009, p. 82), “A cooperação, a competição e o conflito não são, necessariamente, processosdistintos e não relacionados. São, sim, fenômenos naturais emergentes das redes sociais.” Aintenção, portanto, não é repetir a experiência educacional vivenciada dentro da sala de aula nasredes sociais; é, por outro lado, levar conteúdo pedagógico para estes espaços respeitando-se ascaracterísticas inerentes das redes sociais, assumindo, inclusive, suas qualidades e defeitos. Partindo da minha experiência como professor de Criação e Direção de Arte,desde 2002 na Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM, em São Paulo, sempre ouvidos alunos o pedido para que fosse ampliado o espaço para o ensino de Tipografia, especialmentepara as turmas da Optativa de Criação. O problema é que o espaço previsto no calendárioacadêmico e o currículo das disciplinas, não permitiam que houvesse um aprofundamento dotema. A grade do curso ainda não contempla uma disciplina de “Tipografia” mesmo para osalunos que optaram por Criação. E este é um dos temas mais pedidos pelos alunos a cada ano. O insight para a criação do TypeZine partiu na própria instituição, onde notei, aochegar na sala de aula, que os alunos, conectados, faziam uso das redes sociais, especialmente doFacebook enquanto aguardavam o começo da aula. Este espaço – redes sociais –, como nosmostraram os dados que vimos anteriormente, é onde os jovens entre 15 e 24 anos passam maistempo na internet. Os alunos da disciplina “Criação em Propaganda I – Ênfase em Direção deArte”, ministrada por mim, estão no centro deste universo demográfico, pois tem, em geral, entre18 e 22 anos. Compartilhar, comentar, criar, remixar e distribuir conteúdos é algo que faz partedo dia a dia destes jovens universitários, que não distinguem mais o mundo “virtual” do “real”.Estar nas redes sociais é o mesmo que estar no mundo para a maior parte deles. A intenção, aocriarmos o TypeZine, foi justamente ir de encontro ao jovem no ambiente em que ele já está, enão criar um espaço novo. Meio também é mensagem, e ao nos aproximarmos do seu universo,buscamos levar o assunto da forma mais amigável possível. Phillipe Perrenoud (2000) destacaque: 21
    • Organizar e dirigir situações de aprendizagem é manter um espaço justo para tais procedimentos. É, sobretudo, despender energia e tempo e dispor das competências profissionais necessárias para imaginar e criar outros tipos de situações de aprendizagem, que as didáticas contemporâneas encaram situações amplas, abertas, carregadas de sentido e de regulação, as quais requerem um método de pesquisa, de identificação e de resolução de problemas. (PERRENOUD, 2000, p. 25-26) O que buscamos com o TypeZine foi isso: um espaço novo, uma nova situação deaprendizagem, “disfarçada” de entretenimento, misturada a outros conteúdos não-pedagógicos. Por isso, inclusive, a escolha do nome. TypeZine usa uma característica comum aalgumas redes sociais, a mistura de duas palavras com conceitos distintos e complementares. Nocaso Type (Tipo), e Zine, de Fanzine5. Ou seja, TypeZine é como se fosse uma revista amadora,feita por e para estudantes, só que neste caso não é impressa e nem distribuída nos corredores daescola, é digital e distribuída nas redes sociais. TypeZine está presente em cinco redes sociais diferentes – Facebook, Twitter,Tumblr, Pinterest e Instagram. Cada um deles conta com uma característica particular que nosinteressava e tem uma serventia diferente para o projeto e para a disseminação dos conteúdossobre tipografia. MORAN (2003) diz que: Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação online (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Os cursos são muito empacotados, seguem fórmulas semelhantes, dão ênfase excessiva ao conteúdo e pouca à aprendizagem em pequenos grupos, à pesquisa significativa, à produção de conhecimento adaptado à realidade de cada aluno e grupo. (MORAN, 2003) TypeZine não deixa de ser uma experiência de Educação à Distância (EAD) e deaprendizagem por meios eletrônicos (e-learning), só que neste caso, usa de uma plataformaaberta – as redes sociais – e que não foi criada para este fim. O que se buscou foi uma novaplataforma para aplicar EAD, uma plataforma aberta e colaborativa, com múltiplas possibilidadesde interação, remixagem e edição de conteúdos. Ao implementar o TypeZine, a proposta não era de colocar “aula” nas redessociais, mas sim, complementar o conteúdo do curso, levando informações relevantes sobretipografia para o ambiente dos alunos. É, portanto, um produto pedagógico que visa debater,5 Fanzine já é uma mistura de duas palavras em inglês: Fan, ou seja, fã e Magazine, Revista – definição do autor. 22
    • estimular e fomentar o interesse sobre o assunto Tipografia nas redes sociais, colocando-o emuma linguagem mais próxima da realidade dos estudantes. A definição de TypeZine nas redes é: TypeZine. Uma Fanzine de Tipografia. Nasceu de uma necessidade. Mas também de uma paixão. Posts anárquicos sobre tipografia. Referências, dicas, vídeos, textos, links, o que pintar. Pequenos conteúdos espalhados pela rede. Para estudantes. Para estudiosos. TypeZine. A tipografia ao alcance de todos. (TypeZine, 2012) Ao colocar os conteúdos em plataformas abertas e colaborativas, TypeZine fazparte, também, de uma experiência de Recursos Educacionais Abertos (REA), já que não háqualquer restrição sobre os direitos autorais. Algumas instituições educacionais ao redor do mundo já possuem projetosrelacionados a Recursos Educacionais Abertos, sejam eles na forma de projetos de EAD ou naforma de plataformas colaborativas de aprendizagem. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts- MIT foi uma das instituições pioneiras no conceito de conteúdo aberto e oferece o acesso on-line a diversos cursos e conteúdos de forma livre e aberta para os alunos da instituição,pesquisadores e demais interessados espalhados pelo planeta. Outras universidades ao redormundo também contam com projetos na mesma direção, como a conceituada Universidade deHarvard e a Universidade Aberta do Reino Unido - The Open University que existe apenas noambiente virtual. Notamos, porém, que nenhuma destas instituições faz uso das redes sociais paragerar e difundir conteúdos acadêmicos. As três universidades tem páginas no Facebook6, mas emtodos os casos o espaço é usado apenas para falar da instituição, dos cursos disponíveis, dealgumas curiosidades relacionadas a eventos ocorridos nos campus e mesmo sobre notícias domundo em geral. No caso das universidades brasileiras mais renomadas, como USP e Unicamp,por exemplo, nem contam com páginas oficiais no Facebook.6 Universidade de Harvard - https://www.facebook.com/Harvard Instituto de Tecnologia de Massachusetts - https://www.facebook.com/MITnews Universidade Aberta do Reino Unido - https://www.facebook.com/theopenuniversity 23
    • 4. INFORMAÇÕES SOBRE AS REDES SOCIAIS ONDE O TYPEZINE ESTÁPRESENTE E SUAS JUSTIFICATIVAS4.1. FACEBOOK - Site oficial: www.Facebook.com De acordo com dados de 2011 do estudo da comScore , o Facebook é a maior redesocial do mundo com mais de 800 milhões de usuários. É também a maior rede social do Brasil,com mais de 36 milhões de usuários, ultrapassando o Orkut, que está em franco declínio, tantoem número de usuários quanto no tempo gasto na rede. Analisando a Figura 11 podemos notaralguns dados interessantes sobre o Facebook no Brasil: mais de 50% dos usuários retornadiariamente ao site; o maior público está na faixa etária entre 18 e 24 anos (33%) e a distribuiçãopor sexo é de 54% mulheres e 46% homens. O número médio de amigos de cada usuáriocadastrado é de 206 pessoas e o tempo médio gasto nas páginas do Facebook por mês é de06:57h. O Facebook se caracteriza por ter a plataforma mais amigável e fácil de usar entretodas as redes sociais. Permite o compartilhamento de vídeos, textos, links de internet, fotos etc.Tem espaços para comentários em cima das atualizações. Um conteúdo colocado no Facebookpode ser “curtido” pelos amigos ou fãs, pode receber comentários e pode ser compartilhado paraoutras pessoas (amigos dos amigos) gerando um efeito viral e potencializando a audiência. Aspossibilidades são quase infinitas. Além dos computadores, funciona também nos tablets e emsmartphones. Tem a possibilidade de criar páginas de empresas, de grupos de interessesespecíficos e de instituições de ensino, entre outros. Neste caso a página conta com “fãs” e nãocom “amigos”. Desta forma para acompanhar a atualização das páginas é preciso que as pessoas“curtam” a instituição, grupo de afinidade ou empresa em questão.JUSTIFICATIVA O Facebook foi escolhido porque hoje é de longe o site (rede social) com a maioraudiência entre os jovens que compõem o nosso público-alvo do produto pedagógico. Por suainterface amigável e múltiplas ferramentas, serviu também como uma espécie de “central de 24
    • informações (hub), de onde todo o conteúdo era originado. Foi o pilar central na estrutura dedistribuição de conteúdos gerados pelo TypeZine. FIGURA 11 – DADOS INTERNOS DO FACEBOOK E NIELSEN Fonte: Dados Internos do Facebook (2011) e dados da Nielsen BR (2011)4.2. TWITTER - Site oficial: www.twitter.com É a segunda maior rede social do mundo, perdendo apenas para o Facebook. Temmais de 500 milhões de usuários no mundo7, sendo que no Brasil conta com 12,5 milhões depessoas cadastradas. Os dados demográficos sobre o usuário brasileiro mais completosencontrados são de abril de 2009 em uma pesquisa feita pela agência de publicidade Bullet com3.268 brasileiros por meio da própria rede de microblog. Portanto, é possível que haja uma7 Fonte: The 2012 Font Channel Survey. Disponível em<http://resources.exacttarget.com/rs/exacttarget/images/SFF14_The2012ChannelPreferenceSurvey_WEB.pdf)>Acessado em 31 de jul. de 2012. 25
    • diferença para os dias de hoje. Mesmo assim, vale o registro do perfil dos usuários brasileiros. OTwitter é formado em sua maioria por homens (61%) sendo que 65,1% têm entre 21 e 30 anos. Amaioria esmagadora está no estado de S. Paulo (46%) e tem ensino superior (37,6%)8. É uma rede de microblogs, ou seja, conta com um espaço com conteúdo limitado a140 caracteres. Permite que os usuários leiam atualizações pessoais dos outros usuários e enviemmensagens privadas. Diferente do Facebook, no Twitter o usuário tem seguidores e não amigos.Devido à limitação da quantidade de caracteres, tem um perfil de mensagens curtas einstantâneas. Hoje é mais usado por empresas como uma espécie de SAC Online e porcelebridades. É uma poderosa ferramenta de informação e atualização instantânea.JUSTIFICATIVA O Twitter foi escolhido pela rapidez com que leva a informação aos usuários epelo grande alcance em audiência. Pelas limitações da plataforma, serviu mais como um suportepara as outras redes sociais, redirecionando o usuário sobretudo para o Facebook.4.3. TUMBLR - Site oficial: http://www.tumblr.com É a rede social de mais rápido crescimento no Brasil. Só no ano passado cresceu500% em número de acessos no país, representando o segundo maior mercado mundial para arede. E é aqui no Brasil onde os usuários gastam mais tempo – 32 minutos por visita contra umamédia mundial de 23 minutos9. No mundo conta com mais de 33 milhões de páginas diferentes(Tumblrs) sendo que a maior parte dos usuários se encontra na faixa entre 18 e 34 anos (36%)10. É uma espécie de blog, mas com algumas características comuns ao Twitter e aoFacebook. Enquanto em um blog comum (blogspot ou wordpress, por exemplo, que são dois dos8 Fonte: Twitter no Brasil. Conhecendo um pouco dos @’s brasileiros. Agência Bullet. Abril 2009. Disponível em<http://www.slideshare.net/bullet_promo/twitter-no-brasil-1453989)> Acessado em 31 de jul. de 2012.9 Fonte: Dados do Tumblr no Brasil. Disponível em <http://equipebrasil.tumblr.com/post/24739483987/olha-so-o-infografico-que-nossa-equipe-montou> Acessado em 31 de jul. de 2012.10 Fonte: Tumblr Numbers: The Rapid Rise of Social Blogging. Disponível em<http://mashable.com/2011/11/14/tumblr-infographic/> Acessado em 01 de ago. de 2012. 26
    • mais usados na rede) você tem de ir até a página original para ler o conteúdo ou ver a imagem, noTumblr, uma ferramenta que permite curtir qualquer página, inverte esta lógica. Desta forma, aoentrar na página inicial do seu blog, o usuário recebe diretamente na sua página todas asinformações de todos os blogs que foram “curtidos”. Dá ainda para salvar as publicações quevocê mais gostou (stuff that I like), separar e pesquisar por tipo de conteúdo. Só como exemplo,ao procurar as palavras mais populares no Tumblr (tags), aparecem várias categorias – eTypography está entre as mais populares. Permite que se coloquem links de outros sites, vídeos efotos, e permite textos sem limites de caracteres. É predominantemente visual, pois geralmente osusuários optam por imagens e textos curtos, mas, como dito antes, permite textos longos, se fornecessário.JUSTIFICATIVA O Tumblr foi escolhido por ser uma das redes sociais que mais crescem entre osjovens, principalmente entre os jovens urbanos e “antenados”. Algumas ferramentas são muitointeressantes para o compartilhamento de conteúdos específicos, como o sistema de busca atravésdo símbolo # e alimentação de conteúdos de diferentes páginas na sua própria página.4.4. PINTEREST - Site oficial: http://pinterest.com/ Uma das mais novas redes sociais. Foi lançada em março de 2010 e já é a 5ª maiorrede social do planeta com mais de 17 milhões de contas registradas11. Não há dados precisossobre a participação do Pinterest no Brasil, mas alguns artigos existentes na web dão conta queno final de 2011 e começo de 2012 houve um forte crescimento nos acessos da rede social nopaís. Nos EUA, principal país da rede, conta com um público majoritariamente feminino, sendoque dados do começo de 2012 apontam que 83% dos usuários são deste sexo. O nome Pinterest é a junção de duas palavras Pin – de “Pinboard” – e Rest – de“Interest”. É, portanto, um “quadro de interesses”. É uma rede social puramente imagética. Nela,11 Fonte: The 2012 Channel Preference Survey. Disponível em<http://resources.exacttarget.com/rs/exacttarget/images/SFF14_The2012ChannelPreferenceSurvey_WEB.pdf>Acessado em 03 de ago. de 2012. 27
    • o usuário ao navegar por qualquer página da web pode marcar uma imagem ou um vídeo ecolocar dentro de um espaço determinado criado pelo próprio usuário. Ou seja, é possível agrupartodo o conteúdo dentro de assuntos específicos como, por exemplo, Design, Tipografia,Fotografia, Moda, Decoração, etc. É um espaço de curadoria de imagem que fica aberto a todosos usuários da rede. Desta forma, não só o usuário, mas todas as pessoas que forem “seguidoras” dapágina podem ver, curtir e replicar o conteúdo na sua própria página. A diferença essencial doPinterest para as outras redes sociais é que o Pinterest forma um mosaico só com imagens evídeos, não havendo espaço para textos.JUSTIFICATIVA O Pinterest foi escolhido por ser uma rede social puramente imagética e decuradoria de conteúdos. Apesar de ainda ter baixa penetração no público-alvo do trabalho, temessa característica marcante e favorável a disseminação de conteúdos tipográficos.4.5. INSTAGRAM - Site oficial: http://www.instagram.com Lançado em outubro de 2010 o Instagram já conta com 15 milhões de usuários nomundo12. Não há dados disponíveis confiáveis sobre sua performance no Brasil. O Instagram,assim como o Pinterest, tem o nome a partir de uma junção de duas palavras: Instant (Instante) ePhotogram (Fotograma). É uma rede social, mas é também um aplicativo, só disponível paracelulares. Começou apenas para usuários do iPhone da Apple (sistema iOS) e agora também temuma versão para smartphones que tenham o sistema operacional Android, do Google. Trata-se deuma rede de compartilhamento de fotos onde você pode colocar diversos filtros que lembram osefeitos das antigas câmeras Kodak. Ao compartilhar suas fotos, seus “amigos” podem curtir edeixar comentários. É um aplicativo multiplataforma, ou seja, ao colocar uma foto no Instagramvocê tem também a opção de compartilhar a mesma imagem em outras redes sociais, como oTwitter e o Facebook, por exemplo.12 Fonte: The Realtime Report. Disponível em <http://therealtimereport.com/2012/01/27/social-networking-stats-tumblr-reaches-15-billion-monthly-pageviews-rltm-scoreboard/> Acessado em 25 de jun. de 2012. 28
    • Uma curiosidade sobre o Instagram é que um dos inventores é um brasileiro, MikeKrieger, e recentemente a empresa foi adquirida pelo Facebook por US$1 bilhão13, sendo queconta com uma estrutura modesta, tendo apenas 10 funcionários. O Instagram conta com ferramentas úteis no trabalho de curadoria de conteúdo,pois tem um sistema de busca por assunto através do símbolo # (jogo da velha, ou hashtag). Aocolocar o símbolo # na frente de alguma palavra, esta, automaticamente, passa a fazer parte deum banco de dados de imagens que tenham sido marcadas com a mesma palavra. Exemplo:#typography é um termo que até o momento de realização deste trabalho contava com mais de130.000 imagens, dados de Julho de 2012. Ou seja, além de um ótimo espaço para divulgardeterminadas imagens também é um excelente espaço para pesquisa visual e curadoria deconteúdo.JUSTIFICATIVA O Instagram foi escolhido porque permite pesquisa rápida sobre conteúdo e,principalmente, porque possibilita o compartilhamento de um conteúdo diferente das demaisredes. O que se buscou através do Instagram foi mostrar imagens tipográficas das cidades,sobretudo São Paulo. Vale ressaltar que todas as redes sociais foram escolhidas pela relevânciajunto aos estudantes da ESPM e por características inerentes às ferramentas (possibilidade deinteração, alternativas no compartilhamento dos conteúdos, plataforma amigável e deconhecimento prévio dos estudantes, recursos gráficos e etc).5. TYPEZINE. ESTUDO DE CASO E RESULTADOS Por estar no ambiente das redes sociais, a intenção foi usar as características daprópria rede na geração dos conteúdos. Buscou-se, desta maneira, abordar o tema Tipografia daforma mais aberta, ampla e solta possível, utilizando todos os recursos disponíveis na web 2.0 –textos, vídeos, imagens, links, etc. RECUERO (2009, p. 89) diz que: “Redes sociais, portanto,13 Fonte: Wikipedia. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Instagram> Acessado em 01 de ago. de 2012. 29
    • precisam ter capacidade de adaptação, pois tem um equilíbrio dinâmico, constantementeredirecionado entre caos e ordem.” Como já foi dito, TypeZine foi ao ar em 5 diferentes redessociais – Facebook, Twitter, Tumblr, Pinterest e Instagram. O nosso estudo compreende o período entre dia 01 de maio de 2012 e 31 de julhode 2012 (Figura 12). Os alunos do 5º semestre, que cursavam optativa de Criação na matéria“Criação de Prop. I - Ênfase em Direção de Arte” são o objeto primeiro do estudo. Em segundolugar os ex-alunos deste mesmo curso (serão considerados ex-alunos aqueles que já cursaram amatéria Criação de Prop. I - Ênfase em Direção de Arte, independentemente de já terem seformado ou não, isso não é relevante para esta pesquisa especificamente). E por fim, iremos olharo alcance e dispersão das informações, tendo em vista que trabalhamos em ambientes abertos daweb e não um espaço fechado de uma ferramenta disponível em intranet, como o BlackBoard, porexemplo. FIGURA 12 – DADOS SOBRE O FACEBOOK TypeZine. Fonte: o próprio autor Para manter o espírito livre da web 2.0 e por se tratar de uma experiência inéditano formato da aula, os alunos não foram “obrigados” a acessar nenhuma das páginas doTypeZine, ou seja, não valia nota, sequer tinha um conteúdo para prova ou algo do gênero. Osalunos apenas foram “convidados” a acessar a acompanhar as páginas do TypeZine. O convite foi enviado por e-mail via plataforma BlackBoard, publicação emminha página pessoal do Facebook e anúncios feitos em sala de aula. 30
    • DIZERES DO CONVITEDesculpem o post longo. Não é muito minha praia. Mas neste caso, se faznecessário.Estou fazendo uma Pós em educação na ESPM.E resolvi pegar a obrigação de fazer um trabalho de conclusão e transformarnuma oportunidade para fazer algo que eu sempre quis.Abrir um espaço para falar sobre Tipografia. Um, não, vários.Daí nasceu a ideia do projeto Typezine.Uma fanzine de Tipografia.Uma fanzine que não vai circular nas salas do CA, mas nas redes sociais.Assim como qualquer fanzine, é feita de forma amadora, mas com olhar deprofissional.Não pretendo tentar esgotar o assunto (que é inesgotável) nem assumir algumlugar de autoridade sobre o tema.Quero apenas compartilhar ideias, conceitos, experiências e referências que euvenho acumulando ao longo destes 20 anos como profissional das artes gráficas.Posts anárquicos sobre tipografia.Referências, dicas, vídeos, textos, links, o que pintar.Pequenos conteúdos espalhados pela rede.Para estudantes e para estudiosos.TypeZine é a tipografia ao alcance de todos.Por enquanto, aqui no Facebook, twitter e tumblr.http://typezine.tumblr.com/ https://twitter.com/Daqui a pouco, no Instagram e no Pinterest.Se curte o tema e curtiu a ideia, curta a página (e siga no twitter e visite otumblr).E muito obrigado por ler o post até o final. Ele nada mais é do que um anúncioAllType. ;-)” 31
    • FIGURA 13 – PÁGINA INICIAL DO FACEBOOK TypeZine. Fonte: https://www.Facebook.com/Typezine A página atingiu um total de 158 pessoas que “curtiram”, ou seja, 158 pessoas querecebem em suas páginas do Facebook as atualizações do TypeZine. Destas, 33 são alunos (de umuniverso total de 57 alunos matriculados na matéria, ou seja, 57,89% dos alunos) e 52 ex-alunosda matéria (dois professores da ESPM também se tornaram “fãs” da página). A página teve,portanto, 73 pessoas de “fora” do universo acadêmico que passaram a acompanhar os conteúdosdo TypeZine no Facebook, sendo que são a maioria do público. 32
    • FIGURA 14 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO FACEBOOK TypeZine. Fonte: o próprio autor O Facebook, como se imaginava, se mostrou a rede social com a maiorpenetração, tanto entre os estudantes, como entre os internautas em geral. Por ter a maioraudiência da internet entre 18 e 24 anos e por oferecer o maior número de ferramentas paracompartilhamento de conteúdos, o Facebook acabou se tornando o centro das ações do TypeZineenquanto as outras redes sociais “orbitaram” em volta. Outra vantagem do Facebook são as suasferramentas próprias de mensuração de alcance, viralização, “page-views”, etc. Usamos uma ferramenta chamada “SproutSocial” para aferir o alcance doTypeZine no Facebook e levantar dados demográficos genéricos a respeito dos usuários queacessaram a página, conforme a Figura 15, juntamente com ferramentas disponíveis no próprioFacebook. Tanto no SproutSocial quanto no Facebook, pudemos analisar em profundidade dadosdemográficos e interatividade com os conteúdos do TypeZine. Apesar da página contar com“apenas” 158 “fãs”, o número de pessoas que tomou contato com os conteúdos do TypeZineatingiu a marca de 15.063 pessoas. Destes, a maioria é formada por mulheres (54%) e o públicomajoritário se encontra na faixa entre 18 e 24 anos (48,4%, ou seja, 7.300 pessoas de um total de15.063). 33
    • FIGURA 15 – ESTATÍSTICAS DO TypeZine NO FACEBOOK Fonte: SproutSocial Outro número relevante no estudo do caso é o de impressões por página (pageimpressions), que atingiu a marca de 43.917 (Figura 15). “Impressões por página” significa, emum site convencional, o total de cliques que dentro do site (1 visita + 1 clique em determinadoconteúdo + 1 clique em um link interno = 3 impressões). No Facebook, “impressões por página”é o número de vezes que qualquer usuário (fã ou não) entrou em contato com o conteúdo da 34
    • página, seja acessando diretamente o conteúdo disponibilizado no mural, vendo algumapublicação compartilhada ou recebendo notificação de que alguém comentou algo na página. Onúmero de “impressões por página”, portanto, mede a interação de todas as pessoas com todos osconteúdos, seja de forma direta ou indireta. Esses dados coletados através do SproutSocialmostram números abrangentes, genéricos. Através das ferramentas do Facebook, podemosanalisar dados demográficos que referem especificamente aos “fãs” da página. FIGURA 16 – DADOS DEMOGRÁFICOS DO TypeZine NO FACEBOOK Fonte: http://Facebook.com/typezine Das pessoas que “curtiram” a página, a grande maioria (56,9%) está entre 18 e 24anos e é constituída por homens (65,8%), conforme é possível notar na Figura 16. Um dadocurioso e que chamou a atenção foi o alcance e a dispersão da página, que atingiu pessoas denove países diferentes. Vamos analisar alguns dados que mostram o potencial da plataforma como umambiente favorável ao diálogo “professor-aluno”, trazendo a possibilidade de remixagem, re-uso,re-distribuição de conteúdos e, portanto, co-aprendizagem (colearn), características comuns nosesforços de “Recursos Educacionais Abertos” (REA) presentes na web 2.0. 35
    • Durante o período (01 de maio a 31 de julho de 2012), foram publicados 50conteúdos diferentes no mural do TypeZine no Facebook, o que dá quase uma publicação a cadadois dias (≈ 1,8). Deste total, quarenta e duas publicações foram feitas pelo professor, enquantooito foram compartilhadas no mural do TypeZine por outras pessoas, voluntariamente. Destes oitocompartilhamentos, seis foram feitos pelos estudantes da matéria, conforme figura abaixo. FIGURA 17 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO FACEBOOK TypeZine. Fonte: o próprio autor Estratégias diferentes foram usadas para levar os conteúdos para os estudantes:publicações somente com texto, publicações com fotos, com vídeos e com links de outros sitesforam feitas no mural do TypeZine. Todos recursos disponíveis nas redes sociais e característicosda web 2.0. Seguindo aferição de resultado através de ferramentas disponibilizadas pelo próprioFacebook, podemos afirmar que as publicações que tinham só imagens ou as que tinham imagense textos foram as que obtiveram melhor performance. Há três métricas diferentes para se analisar o resultado dos conteúdosdisponibilizados no mural do Facebook: “Alcance”14, “Usuários Envolvidos”15 e “Falando Sobreisso”16. O Facebook disponibiliza ainda dados sobre “Viralização”, mas esses dados não temrelevância para o nosso estudo.14 “Alcance”, no Facebook, mede o número de pessoas únicas que viram sua publicação.15 “Usuários Envolvidos” trata da quantidade de pessoas que clicaram em determinada publicação.16 “Falando sobre isso” mede a quantidade de pessoas que “curtiu”, comentou ou compartilhou sua publicação. 36
    • A publicação que obteve o maior alcance atingiu 378 pessoas e a segundacolocada atingiu 338 pessoas. A primeira era uma publicação que utilizava de texto e imagem e asegunda era puramente imagética (Figura 18). Já no quesito “Usuários Envolvidos” tivemos duaspublicações empatadas em primeiro lugar, com 61 pessoas cada. Ambas foram publicaçõesutilizavam exclusivamente de imagens (Figura 19). Em “Falando Sobre Isso”, a primeirapublicação teve 26 pessoas que “curtiram”, comentaram ou compartilharam o conteúdo; e asegunda colocada contou com 15 pessoas que fizeram a mesma coisa. A primeira era compostaapenas por imagem e a segunda continha um texto (longo) e uma imagem (Figura 20). Valereafirmar que “Falando sobre isso” mostra dados que representam maior interação com oconteúdo. FIGURA 18 –FACEBOOK TypeZine Fonte: facebook.com/typezine FIGURA 19 –FACEBOOK TypeZine Fonte: facebook.com/typezine 37
    • FIGURA 20 –FACEBOOK TypeZine Fonte: facebook.com/typezine O Facebook, como já dissemos, foi a rede social que apresentou os números maisrelevantes no nosso trabalho, tanto em engajamento, quanto em número de pessoas atingidas, sejado público primário (alunos matriculados na disciplina Criação de Prop. I da ESPM), do públicosecundário (ex-alunos da mesma matéria) ou o público em geral, ou seja, pessoas de fora docírculo acadêmico da ESPM. Vamos aos resultados do TypeZine nas outras redes sociais. FIGURA 21 – PÁGINA DO TypeZine NO TWITTER Fonte: twitter.com/typezine 38
    • O desempenho do Twitter foi bem diferente do Facebook. O número de“seguidores” da página atingiu a marca de apenas 11 pessoas nestes três meses. Entretanto, adispersão foi bem menor: destes, 08 são alunos da disciplina mencionada anteriormente (Figura21). O TypeZine no Twitter não teve nenhum ex-aluno entre seus seguidores. Foram publicados21 conteúdos (tweets) neste período, o que dá uma média de um a cada 4,2 dias. Apesar da baixadispersão (72,7% dos seguidores do TypeZine no Twitter são alunos matriculados na aula Criaçãode Prop. I), a interatividade foi muito pequena. Apenas duas mensagens foram direcionadas aoTypeZine, uma de um ex-aluno e outra de uma pessoa de “fora” do nosso foco da pesquisa. Sobreos dados demográficos, 100% dos seguidores tem entre 18 e 20 anos e a predominância também émasculina (55%) (Figura 22). Por uma particularidade do Twitter, que permite textos e links com no máximo140 caracteres, os conteúdos do TypeZine neste espaço foram também mais limitados, muitasvezes, inclusive, eram redirecionamentos para as outras redes sociais onde o TypeZine estápresente, sobretudo o Facebook. FIGURA 22 – COMPILAÇÃO DOS DADOS do TypeZine NO TWITTER Fonte: twitter.com/typezine 39
    • FIGURA 23 – ESTATÍSTICAS DO TypeZine NO TWITTER Fonte: SproutSocial O Twitter, desta forma, não se mostrou uma plataforma com grande penetraçãojunto ao público, e com possibilidades de estratégias tão variadas quanto o Facebook. Teve umdesempenho aquém do que se esperava, sendo que atingiu um número baixo de pessoas e combaixa interatividade. Como não temos acesso a números referentes a quantidade de pessoas queforam impactadas por cada publicação, em tese, todas as 11, também fica difícil mensurar eeficácia deste canal de comunicação. O que dá para afirmar é que o engajamento foi baixo, já quenão tivemos nenhuma mensagem ou conteúdo compartilhado por alunos e também nenhum“retweet” (republicação) dos conteúdos publicados na página. Desta forma, o conteúdo ficourestrito aos seguidores da página, pois não foi compartilhado por nenhum seguidor para seusseguidores. 40
    • FIGURA 24 – PÁGINA DO TypeZine NO TUMBLR Fonte: http://www.typezine.tumblr.com/ O Tumblr teve um bom desempenho, porém não atingiu o nosso público primário,que são os alunos matriculados na disciplina. Apenas um aluno deste público se tornou“seguidor” da página. E somente dois ex-alunos também acompanharam as publicações doTypeZine no Tumblr (Fig. 25). Sendo assim, nos parece que este canal não proporcionou massacrítica suficiente para fazermos uma análise mais aprofundada sobre os resultados junto aosnossos públicos primário e secundário. Soma-se a isso o fato de ainda não termos ferramentasespecíficas para a mensuração dos dados do Tumblr. Só dá para analisar a partir do conteúdogerado na página, contando manualmente os dados de interação – “likes” e “reblogs”–, semnenhum acesso a outros números, como viralização, total de pessoas atingidas e dadosdemográficos, por exemplo. Entretanto, vale registrar que foram feitos 36 publicações neste período (uma acada 2,5 dias) e que várias delas foram “curtidas” e muitas outras também tiveram seus conteúdos“re-publicados” em outros blogs (reblogs). Se analisarmos toda a base de pessoas queacompanharam TypeZine no Tumblr, percebemos que os conteúdos que tiveram mais interação“likes” e “reblogs” foram os conteúdos puramente imagéticos, apesar de a plataforma contermúltiplas ferramentas e possibilidades, assim como o Facebook. 41
    • FIGURA 25 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TypeZine NO TUMBLR Fonte: typezine.tumblr.com A rede social Tumblr se mostrou mais útil ao professor do que aos alunos, pois osistema de marcação das publicações por palavras-chave (tags) é uma eficiente ferramenta nabusca de conteúdos específicos. Desta forma, ao publicar um conteúdo e colocar uma palavra-chave como Typography ou Tipografia, por exemplo, este conteúdo vai parar no repositório ondetodos os conteúdos que contenham a mesma palavra-chave se encontram. O Tumblr, portanto, éum excelente espaço para curadoria de conteúdo, o que ajuda muito o exercício e a atualizaçãodocente. FIGURA 26 – PAGINA INICIAL DO TypeZine NO PINTEREST Fonte: pinterest.com/typezine/ 42
    • O Pinterest, como já foi dito anteriormente, é uma rede social puramenteimagética. Não existe espaço para textos. É uma espécie de “fichário” digital onde é possívelmarcar qualquer tipo de imagem (vídeo ou foto) em qualquer página da internet. Para isso bastainstalar no navegador uma ferramenta (“Pin”) para fazer essas marcações. E é possível criarespaços específicos (“Board”) para guardar esses conteúdos. No nosso caso, foram criados 4espaços diferentes: Advertising, Design, Fashion e Typography. No período foram publicadas 23 imagens (uma a cada 3,9 dias) dentro dos 4espaços diferentes, sendo que a maior parte era em Typography (20), atingindo um total de 1.256pessoas quando considerados seguidores dos seguidores17. Para se chegar a esse número, sãolevadas em conta as imagens que foram “curtidas” (likes) e as que foram re-marcadas (“repins”).No total de 23 imagens, tivemos 14 “repins” e 11 “likes”. Novamente, este foi um canal com baixíssima adesão por parte dos alunos.Somente um aluno matriculado no curso de Criação de Prop. I e um ex-aluno da matéria setornaram “seguidores” desta página no período (Figura 27). FIGURA 27 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TypeZine NO PINTEREST Fonte: pinterest.com/typezine17 Fonte: http://pinterest.com/typezine 43
    • FIGURA 28 – PAGINA INICIAL DO TypeZine NO INSTAGRAM Fonte: Instagram: @typezine O Instagram é uma rede social diferente das demais. É uma rede social de fotos sópara celulares. Até bem pouco tempo atrás só funcionava em celulares que tivessem o sistemaiOS da Apple (iPhone) e recentemente começou a funcionar também em celulares que tenham osistema Android, do Google. Assim como é uma rede social diferente, aqui a ideia de uso e compartilhamentode conteúdos também foi diferente. Buscamos trazer imagens das cidades que contenham algumarelevância tipográfica. Um olhar mais atento às manifestações tipográficas espalhadas pelascidades e o simples compartilhamento através da rede social. A intenção é abrir os horizontespara a discussão sobre o assunto. 44
    • FIGURA 29 – COMPILAÇÃO DOS DADOS DO TypeZine NO INSTAGRAM Fonte: o próprio autor Foram publicadas 46 fotos neste período (uma média de uma foto a quase doisdias, 1,96 para ser exato) e a imagem que atingiu o maior número de pessoas que “curtiram” foi aque teve 19 “likes”. Tivemos um número baixo de adesões de alunos e um pouco maior de ex-alunos, mas, ainda assim, um número baixo comparado ao total. Curiosamente, por ser uma redesocial que usa como plataforma smartphones, foi o espaço onde o TypeZine teve mais seguidoresde outros países (49 pessoas). Em termos de disseminação de conteúdo, o Instagram teve muito mais o papel deum complemento, uma curiosidade, quase um hobby, do que necessariamente um espaço propíciopara o uso pedagógico. 45
    • CONCLUSÃO As redes sociais são um fato na vida do estudante universitário de hoje e nãopodem ser simplesmente ignoradas pelos docentes. Elas são fruto da web 2.0 e se apresentamcomo um espaço colaborativo e democrático, com intensa troca de conteúdos e remixagem dosmesmos. Essas características fazem das redes sociais espaços com potencial para aimplementação de estratégias educacionais diferenciadas. “Na perspectiva de uma escola mais eficaz para todos, organizar e dirigir situações de aprendizagem deixou de ser uma maneira ao mesmo tempo banal e complicada de designar o que fazem espontaneamente todos os professores. Essa linguagem acentua a vontade de conceber situações didáticas ótimas, inclusive e principalmente para os alunos que não aprendem ouvindo lições. As situações assim concebidas distânciam-se dos exercícios clássicos, que apenas exigem a operacionalização de um procedimento conhecido.” (PERRENOUD, 2000, p.85) Buscar “situações didáticas ótimas”, como define Perrenoud (2000), é parte daatribuição docente. E cogitar o uso das redes sociais é algo que pode (e deve) ser consideradonessa busca. O ambiente digital, a web 2.0, as redes sociais, os Recursos Educacionais Abertos(REA) não são conceitos ou fundamentos distantes, externos à sala de aula. São possibilidadesreais de um mundo presente, virtual na plataforma, mas real na vida cotidiana contemporânea,onde todos estão conectados, “disponíveis”, mesmo quando não presentes fisicamente. Comoafirma Paulo Freire (1996, p. 50): “Como professor crítico, sou um “aventureiro” responsável,predisposto à mudança, à aceitação do diferente. Nada do que experimentei em minha atividadedocente deve necessariamente repetir-se.” Os resultados da experiência de ensino de Tipografia nas redes sociais através doTypeZine mostrou que, se por um lado, há uma grande dispersão e uma grande dificuldade emestabelecer padrões formais de aprendizagem, por outro, apresenta múltiplas possibilidades deaproximação de conteúdos pedagógicos dentro dos espaços digitais já frequentados pelos jovens.O comportamento dos usuários da web 2.0, e em particular, o comportamento do internautabrasileiro, abre as portas para se pensar em novas estratégias de disseminação de conteúdopedagógico. Experiências de REA (Recursos Educacionais Abertos) já mostram esse caminho, eas Redes Sociais, amplificam as possibilidades e ferramentas para aplicar este conceito. O que a 46
    • experiência do TypeZine nos mostrou é que uma linguagem próxima, dentro de um ambiente quejá lhes é familiar, instiga o comportamento colaborativo, de mão dupla, de co-aprendizagem(colearn) tanto entre os alunos quanto entre os professores. Entender a natureza das redes sociaise respeitar suas características traz uma possibilidade de diálogo difícil de ser reproduzida emsala de aula. A vontade e a curiosidade em explorar um novo território para dialogar com osestudantes, por si só, já mostra uma disposição em ensinar, mas também em aprender em umnovo espaço, sendo que o professor abre, desta forma, um novo canal de troca mútua deexperiências. No ambiente digital, sobretudo na web 2.0 e nas redes sociais, um aluno que étímido em sala de aula, por exemplo, tem a possibilidade de se expressar, de compartilhar ideias,saberes e conteúdos que não seriam possíveis no espaço formal de aprendizagem. E o professor,com isso, mostra-se curioso e disposto a co-habitar um espaço que não necessariamente lhe éconfortável. Com isso, se estabelece um novo paradigma na relação professor-aluno, onde aabertura de um novo espaço dialógico colabora para “situações didáticas ótimas” e assim,contribui na memorização e no processo de aprendizagem de novos conteúdos. Para terminar, mais uma citação do Paulo Freire (1996) acerca da curiosidade doprofessor. Ele afirmava que: Como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino. Exercer a minha curiosidade de forma correta é um direito que tenho como gente e a que corresponde o dever de lutar por ele, o direito à curiosidade. Com a curiosidade domesticada posso alcançar a memorização deste ou daquele objeto, mas não o aprendizado real ou o conhecimento cabal do objeto. (FREIRE, 2009, p. 85). 47
    • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASFREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. EditoraEGA. 1996.GILDER, George. A Vida após a televisão: tudo sobre os últimos progressos em torno datelevisão interativa. Trad. Ivo Korytowski. R. Janeiro: Ediouro, 1990.JENKINS, Henry. Cultura da convergência : a colisão entre os velhos e novos meios decomunicação / Henry Jenkins; tradução Susana Alexandria. – 2a ed. – São Paulo : Aleph, 2009.MORAN, José Manuel. Educação inovadora presencial e a distância. 2003. Disponível em<http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov_1.htm> Acessado em 01 de agosto de 2012.O´REILLY, Tim. What is Web 2.0. Design Patterns and Business Models for the NextGenerationof Software, 2007. Disponível em <http://mpra.ub.uni-muenchen.de/4580/1/MPRA_paper_4580.pdf> Acessado em jul. de 2012.PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar / Ten new skills to teach. PortoAlegre; Artes Médicas; 2000.SILVA, Marco (org.). Educação online. São Paulo: Loyola, 2003.RECUERO, Raquel. Redes Sociais na internet. Porto Alegre. Editora Meridional, 2009.WILLINSKY, J. (2006). The access principle: The case for open access to research andscholarship. Cambridge, MA: MIT Press.SITES CONSULTADOShttp://saladosprofessores.ning.com/profiles/blogs/recursos-educacionais-abertoshttp://equipebrasil.tumblr.comhttp://mashable.com/2011/11/14/tumblr-infographic/)http://resources.exacttarget.com/http://www.harvard.edu/http://www.open.ac.uk/http://web.mit.edu/http://tudosobremarketingdigital.wordpress.comhttp://www.slideshare.net/bullet_promo/twitter-no-brasil-1453989.http://resources.exacttarget.com/http://wikipedia.org/ 48