Dos recursos educativos digitais aos objectos de aprendizagem em contexto escolar
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Dos recursos educativos digitais aos objectos de aprendizagem em contexto escolar

on

  • 468 views

 

Statistics

Views

Total Views
468
Slideshare-icon Views on SlideShare
468
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
11
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Microsoft Word

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    Dos recursos educativos digitais aos objectos de aprendizagem em contexto escolar Dos recursos educativos digitais aos objectos de aprendizagem em contexto escolar Document Transcript

    • DOS RECURSOS EDUCATIVOS DIGITAIS AOS OBJECTOS DE APRENDIZAGEM EM CONTEXTO ESCOLAR . Fernando Rui Pinheiro Campos Doutoramento em Tecnologias de Informação e Comunicação e Educação Integração Curricular das TIC Orientação: Professora Doutora Isabel Chagas Trabalho realizado no âmbito da disciplina Integração Curricular das TIC, 2007/08 versão 1.0Fernando Rui Campos pag. 1 de 25 12-07-2012
    • ÍndiceIntrodução..................................................................................................................................................3Secção 1......................................................................................................................................................5O que são objectos de aprendizagem ........................................................................................................5Os recursos educativos digitais (R.E.D.)...................................................................................................6Quais as diferenças entre O.A. e RED.....................................................................................................8Quais as semelhanças entre O.A. e RED.................................................................................................9 Problemáticas actuais dos O.A e REDs ...........................................................................................................9Secção 2....................................................................................................................................................11Gestão de conteúdos.................................................................................................................................11 Critérios de qualidade de O.A. e RED...........................................................................................................11 Avaliação dos RED...........................................................................................................................................................12 Os indicadores de Portais educativos................................................................................................................................13Os Metadados e a sua necessidade..........................................................................................................15.................................................................................................................................................................15 Criação de Metadados e forma de organização.............................................................................................15 O Dublin Core Metadata Set (DCMES)..........................................................................................................................16 O Learning Object Metadata Standard (LOM)............................................................................................17 A Gestão da Informação nos Agrupamentos.................................................................................................17Secção 3....................................................................................................................................................19Quadro de utilização dos recursos..........................................................................................................19 A formação específica e acompanhamento dos professores.........................................................................19 A Organização dos Recursos Educativos.......................................................................................................20 Validação interna dos Recursos Educativos Digitais....................................................................................21 Avaliação da aplicação dos REDs...................................................................................................................23Referências...............................................................................................................................................24Fernando Rui Campos pag. 2 de 25 12-07-2012
    • Introdução A utilização de recursos educativos digitais em educação e a necessária utilização das TIC,levanta questões pedagógicas. Do ponto de vista de utilização em contexto escolar pode levar apressupor que os resultados nos alunos serão; a) que um determinado conteúdo específico poderá sermelhor aprendido ou mais rapidamente, b) a novidade da utilização das TIC, como factor de motivaçãopara os alunos e como forma de utilização autónoma na escola e em casa, c)a criação de competênciasnos estudantes relativamente à utilização de ferramentas e de criação de produtos digitais. Para além da utilização das TIC, por parte dos alunos, a utilização de recursos educativosdigitais por parte dos professores como material de apoio às aprendizagens, em vez dos materiais deaprendizagem impressos em papel, têm a seu favor pelo menos cinco argumentos Hylén ( 2007 ): 1- Os recursos educativos digitais oferecem a possibilidade de maior individualização, nomeadamente de acompanhar o ritmo de aprendizagem do aluno, baseado nas suas capacidades. 2- Os recursos digitais são mais baratos e mais facilmente actualizados. Novos factos podem ser mais facilmente adicionados ou alterados. 3- A utilização das características multimédia pode oferecer a diferentes alunos, diferentes tipos de estímulos de aprendizagem. 4- Os recursos educativos digitais, permitem a utilização de maior interactividade e de feedback no momento e de forma individualizada. 5- A combinação de características multimédia, aumenta as oportunidades de mostrar experiências que seriam difíceis de realizar devido à perigosidade, materiais envolvidos ou necessidade de equipamento dispendioso. Como exemplo através de simulações, filmes ou imagens enquadradas num determinado recurso educativo, será possível essa realização. De acordo com os dados estatísticos do Ministério da Educação, (Freitas), a ausência deconteúdos é um dos factores limitativos à maior utilização de computadores nas escolas portuguesas.Segundo esse estudo e com a amostragem de 900 professores e 450 presidentes de Conselhosexecutivos, 24%, referiram como um dos motivos e inexistência de conteúdos para a não utilização doscomputadores.Fernando Rui Campos pag. 3 de 25 12-07-2012
    • No entanto a existência de computadores nas Escolas e Agrupamentos de Escolas e dosrespectivos recursos, não implica a sua maior utilização em contexto educativo. Mesmo existindo osREDs de qualidade, existem estratégias e práticas dos professores que têm de ser trabalhadas e devemestar enquadrados numa estrutura, que abranja toda a escola.Uma das formas de obter resultados na utilização dos REDs é a de se mudar as práticas dos professores,de modo a que se esperem os efeitos pretendidos nas aprendizagens dos alunos. Neste trabalho procura-se abordar, a utilização dos Recursos Educativos digitais, tendo comocentro a promoção das aprendizagens do aluno, mas abordando a temática da organização de recursoseducativos digitais, assim como de objectos de aprendizagem. Procura-se definir objecto deaprendizagem de acordo com vários autores, assim como recurso educativo digital, RED, característicase semelhanças. A qualidade dos sítios educativos em conjunto com os Recursos Educativos Digitais e a formacomo deve de ser organizado. A nível da organização dos recursos, são abordados os metadados e aforma de organização dos mesmos. É ainda é proposto um modelo de criação de um Portal de O.A. eRED em contexto educativo. A questão da formação específica dos professores e do seuacompanhamento e da validação interna dos REDs , assim como a avaliação da aplicação dos mesmos étambém enquadrada neste trabalho.Fernando Rui Campos pag. 4 de 25 12-07-2012
    • Secção 1 O que são objectos de aprendizagem A designação de objecto de aprendizagem (O.A.) foi utilizada pela primeira vez por WayneHodgins em 1994 (Wiley, 2000). De acordo com a organização internacional, IEEE, esta define O.A.como :“any entity, digital or non-digital, which can be used, re-used or referenced during technologysupported learning”. Ou seja esta organização, considera um O.A. como qualquer entidade digital ounão (pode ser analógica) que pode ser usada, reutilizada ou referenciada, quando se utilizam meiostecnológicos no processo de aprendizagem. São referenciados como meios tecnológicos os sistemas detreino baseado em computador, os sistemas LMS, entre outros. De acordo com (LOM, 2000) na designação dos O.A., podem-se incluir, o conteúdo multimédia,conteúdos instrucionais, software instrucional, ferramentas de software, pessoas, organizações oueventos referenciados durante a aprendizagem e suportados pela tecnologia.Os objectos de aprendizagem têm qualidades e características, que variam entre estes, permitindo assimcriar tipos diferenciados de O.A. Estas características devem manter-se mesmo quando os Objectos deaprendizagem, são colocados em livrarias digitais, LMS ou outros contextos. Outras das característicasde um objecto de aprendizagem, são a reutilização, adaptabilidade e escalabilidade (cf.Gibbons et al.,2000). Todas estas características, carecem no entanto de aplicação prática que esteja suficientementedisseminada, para que as potencialidades referidas sejam efectivamente possíveis em contexto escolar.Para obter todas estas características, torna-se no entanto demasiado complexo a realização de um O.A.sem o apoio de ferramentas específicas. Assim foi criado a ferramenta tecnológica Reload.Esta ferramenta tem como propósito a preparação de um ou mais recursos educativos digitais, de formaa poderem ser inseridos em repositórios digitais específicos. É uma ferramenta que pode apoiar acolocação de transformação de um recurso educativo digital num objecto de aprendizagem (ver Fig. 1 ).É também utilizada para a inserção de metadados (ver secção 2, gestão de conteúdos), e sistemas do tipoLMS.Fernando Rui Campos pag. 5 de 25 12-07-2012
    • Fig.1 – Exemplo de criação de um objecto de aprendizagem a partir de um RED A partir do conjunto de ficheiros, que incluem os recursos educativos digitais e inserindo os metadados (de acordo com a especificação IMS) pode ser criado o O.A. No exemplo (Fig. 1) é criado um O.A. a partir da utilização de um recurso educativo digital que se encontra disponível na Web. O sistema gera trinta e dois, ficheiros adicionais, necessários para a sua conversão para a norma SCORM 1.3 v3. Os recursos educativos digitais (R.E.D.) Embora não exista uma classificação única para os recursos educativos digitais existem algunsautores que o estabelecem através de categorias (Pinto,M.,2007) : Software Educativo, Plataformas Educativas, Portais de conteúdos, tutoriais de aprendizagem,dossiers electrónicos e directórios de recursos temáticos (subject gateway). De acordo com (Pinto, M., 2007) os REDs, têm características, que os tornam diferentes quando comparados com a utilização de documentos impressos de estes são facilmente manipuláveis, rapidamente transformável, transportado instantaneamente, infinitamente replicado.Fernando Rui Campos pag. 6 de 25 12-07-2012
    • De entre as características específicas dos RED, destacam-se a utilização do hipertexto, de conteúdos e de actividades, incluindo as que incluem a possibilidade da interacção com os alunos. Segundo (Pinto,M. Gómez,C., 2004, Marquês, P.,2000), a realização de actividades síncronas e assíncronas, a facilidade de acesso, a capacidade multimédia e a adaptação às características dos alunos (idade, nível ) e o estímulo à aprendizagem através de actividades interactivas, visitas guiadas, leitura de documentos são outras das características referenciadas. De acordo com (Ramos), deve considerar-se como Recurso Educativo Digital a existência cumulativa de quatro atributos: O RED deve de ter uma clara finalidade educativa; O RED deve responder a necessidades do sistema educativo português. O RED deve de apresentar uma identidade autónoma relativamente a outros objectos e serviços de natureza digital; A titulo de exemplo e enquadrada nas definições propostas pelos vários autores é apresentada uma actividade com a capacidade multimédia e que apresenta interactividade com os alunos (fig.2). Fig. 2 – Exemplo de um recurso educativo digitalFernando Rui Campos pag. 7 de 25 12-07-2012
    • Quais as diferenças entre O.A. e RED A designação de Objecto de aprendizagem, por vezes confunde-se com Recurso Educativo Digital, no entanto existem diferenças e semelhanças. Partindo da definição proposta pela (LOM, 2000), o O.A. é uma entidade digital ou não digital, isso quer dizer que não é necessário que o recurso produzido tenha um formato digital. De acordo com o conceito de O.A., pode-se considerar um O.A., um sistema puramente analógico (som gravado em gravadores analógicos p.ex.), que promova a aprendizagem e que seja transmitido por qualquer forma. No caso dos RED o mesmo deverá, ter um formato digital. Este formato pode ser som, imagem, texto, imagens estáticas ou dinâmicas, mas tem de ser digital, isso implica a representação através de 0’s e 1’s de acordo com a especificação da norma digital utilizada e respectiva codificação. Estabelecendo a comparação entre um O.A. e um RED, partindo do princípio que ambos têm o formato digital, existem diferenças tais como: O RED não necessita de inclusão de metadados, (embora seja possível e desejável) e não tem a necessidade de um conjunto de ficheiros de controlo definidos pelas normas (SCORM, p.ex.). Como exemplo, a distribuição de Software Educativo que é produzido no suporte de CDROM, não tem metadados, embora possua as outras características específicas do RED. No caso de um objecto de aprendizagem, este deve de ter metadados, de acordo com uma das especificações existentes. Outra das características importantes no O.A. é a reutilização, ou seja na construção, deve de se ter a preocupação de conceber, de modo a segmentar o recurso em si, colocando o máximo de elementos possíveis. Esta técnica permite, aumentar o nível de reutilização do O.A.. No caso de um RED , não existe esta necessidade, embora a nível da produção de Software Educativo realizado pela mesma identidade possa existir essa preocupação por uma questão de gestão de recursos físicos, humanos e financeiros. Os O.A. de acordo com a norma SCORM, podem ser colocados em plataformas do tipo LMS, existindo neste caso a possibilidade de obtenção de dados relativos à utilização do recurso como por exemplo o tempo de utilização da actividade e a percentagem de realização da mesma. No caso dos REDs não é obrigatório, e não é concebido para tal, embora seja possível. É o exemplo da utilização, de projectos realizados com a ferramenta tecnológica de autoria HotPotatoes, que permite, utilizando o LMS (Moodle p.ex. ) a obtenção desses resultados. Segundo (Ramos) um RED deve responder a necessidades do sistema educativo português. Num caso genérico o O.A. é cada vez mais utilizado, pelas forças de segurança nomeadamente as Forças militares, nomeadamente noFernando Rui Campos pag. 8 de 25 12-07-2012
    • treino de sistemas de armamento sofisticado, podendo aqui estabelecer-se uma diferença de utilização. Quais as semelhanças entre O.A. e RED Do ponto de vista da concepção e criação os O.A.e os RED, apresentam muitas semelhanças e têm muitas vezes, objectivos comuns, que passam pela aprendizagem de um conteúdo, tópico ou um conceito. Partindo da tecnologia de acesso via Web, escolhe-se em ambos, a forma e tecnologia específica para concretizar o recurso, o contexto em que vai ser utilizado, o recurso e os objectivos do mesmo. As características são neste caso definidas de acordo com os objectivos do recurso. Do ponto de vista de utilização por parte dos alunos estes recursos podem ser praticamente iguais, não se notando qualquer diferença na sua aplicação. No caso em que o O.A. é criado com um recurso digital, apenas os dados internos das normas, nomeadamente de ficheiros auxiliares serão diferentes (caso se trate da utilização de um só recurso digital). Do ponto de vista da utilização por parte dos alunos os O.A. e os RED, podem ser iguais na sua aplicação e não evidenciar qualquer diferença. No entanto este nível de semelhança apenas ocorre nesta situação particular. Outras formas de utilização, nomeadamente em plataformas LMS (não num sítio Web ) provoca situações de utilização diferenciada.Problemáticas actuais dos O.A e REDsUma das questões que se coloca é a da existência de critérios de qualidade dos recursos. Quem osdefine, realiza e quem os certifica? A certificação dos REDs existe em vários países, realizadas porentidades diversas. Estas entidades têm como responsabilidade e tarefa, a análise de um conjunto deespecificações técnicas, que por sua vez estabelecem um conjunto de características normativasdefinidas. Estas normas no entanto não garantem a sua utilização num contexto educativo. Muitos dosREDS, comerciais, são desenvolvidos a título de utilização individual, sem possibilidade de utilizaçãocooperativa ou colaborativa.Tanto nos O.A., como nos REDs, coloca-se a questão da utilização do recurso e dos seus efeitos naaprendizagem dos alunos. Será que após a sua aplicação por parte dos alunos, efectivamente provocanestes aquilo que se pretendia? Será que a utilização de um determinado RED ou O.A., aplicado emcontexto escolar utilizando o trabalho colaborativo resulta melhor que realizando o mesmo mas deforma independente por parte dos alunos?Fernando Rui Campos pag. 9 de 25 12-07-2012
    • No desenvolvimento dos REDs e O.A. estes têm de ter rigor científico e estar adequados, para a idadedos alunos, para o quais são propostos e procuram, desenvolver as competências nestes de acordo com ocurrículo formal ou informal?No caso especifico dos O.A., estão definidos caminhos alternativos que proponham a realização detarefas diferentes em função do resultado obtidos ao longo da utilização do O.A?O O.A., foi concebido com níveis de dificuldade diferentes, de modo a adaptar-se aos alunos?Relativamente à reutilização de recursos, os O.A., foram desenvolvidos de modo a que possam serreutilizados? Estas são algumas das questões que se levantam, ao qual este trabalho não poderá dartodas as respostas, dada a extensão da análise detalhada que cada uma destas questões exige.Fernando Rui Campos pag. 10 de 25 12-07-2012
    • Secção 2 Gestão de conteúdosA gestão de conteúdos educativos é um dos componentes a ter em conta na criação de um quadro deutilização dos recursos educativos digitais ou dos Objectos de Aprendizagem em contexto escolar. Agestão de conteúdos coloca num Agrupamento de Escolas um conjunto de problemas, nem sempre defácil resolução. Do ponto de vista da partilha dos recursos encontram-se, conteúdos que são colocadosnos sistemas LMS de forma protegida e apenas acessíveis internamente.No caso da utilização dos recursos publicados nos LMS de forma protegida, existe a impossibilidade departilha de recursos O.A. ou REDS. Não sendo assim possível qualquer reutilização por parte dosrestantes Agrupamentos ou Escolas.Uma outra forma de criar uma, plataforma de Gestão de conteúdos é utilizar ferramentas tecnológicasespecíficas (Joomla ou eq.), estas ferramentas têm no entanto o inconveniente de não serem desenhadasespecificamente para suportar REDs ou O.A., embora o façam parcialmente e de terem formataçõesespecificas de apresentação. Uma outra abordagem na gestão de conteúdos, é a utilização e organizaçãointerna através do sítio do Agrupamento, dos conteúdos (e-conteúdos). Este tipo de organização tem noentanto o inconveniente de utilizar ferramentas de transferência de dados, que necessitam de formaçãoespecífica e que são sujeitas a erros de utilização e configuração, sendo de difícil utilização por partedos professores de forma individual. Neste caso esta gestão deverá ser realizada por uma equipa restritacom um conhecimento profundo da organização do portal e dos procedimentos requeridos para apublicação de um novo recurso. Deverá ainda manter uma estreita ligação com os professoresenvolvidos não só na criação como também na sua utilização.Critérios de qualidade de O.A. e RED A utilização dos recursos educativos digitais ou de Objectos de aprendizagem, tem como porta de entrada, tipicamente um portal temático ou então uma biblioteca digital de recursos educativos. Nesse enquadramento tanto o portal como o próprio recurso em si deverá formar um todo, com critérios de qualidade que se encontram já definidos na literatura. De acordo com a literatura, existem critérios para que um determinado recurso seja reconhecido como um Recurso Educativo Digital de qualidade.Fernando Rui Campos pag. 11 de 25 12-07-2012
    • Avaliação dos RED O termo qualidade, aplicado à informação na Internet, é uma meta que implica um processo continuo de planificação, análise, desenho, implementação, promoção e inovação, para assegurar que a informação cubra as necessidades dos utilizadores relativamente ao Conteúdo, apresentação e utilização (Nielsen, 2000). A avaliação deve de ser um processo transparente e contínuo, que sirva para indicar que recursos são de valor reconhecidamente pedagógico, segundo determinadas dimensões de qualidade para orientar o seu uso como apoio às actividades de aprendizagem. O processo de avaliação implica só por si a utilização de um conjunto de ferramentas e métodos, das quais se destacam, utilização de listas de verificação desenhadas por especialistas; utilização de inquéritos e observação, supervisão e controle da informação publicada a nível da avaliação (Shaughnessy,M.R., 2002). Avaliação baseada no professor, no aluno e no design. No caso de avaliação baseada no professor devem de se utilizar guias de orientação que acompanham os recursos electrónicos. No caso da avaliação baseada no aluno, pode-se fazer realizando inquéritos de modo a se obter informações para melhorar o design do RED ou O.A.. O RED deve satisfazer critérios pré-definidos de qualidade nas suas dimensões essenciais. Uma outra aproximação de avaliação é a de melhoramento dos Recursos Educativos através do método de avaliação em espiral. Neste caso os Recursos educativos são aplicados aos alunos e através de questionários e observação é realizada a avaliação do Recurso. Após a realização desta avaliação dos RED ou O.A. estes são melhorados nos aspectos considerados pertinentes quer pelos alunos quer pelos professores, sendo novamente aplicados no ano seguinte ou em outra turma no mesmo ano. Existe neste momento uma dispersão de avaliações dos recursos educativos digitais que começam com o autor e podem ser diversos: professor, formador, pedagogos, técnicos, designers e outros. Em cada fase do processo de criação existem critérios que depende em parte da experiência pessoal e profissional dos seus criadores. De acordo com Costa, (2007), existe um outro critério de avaliação dos conteúdos On-Line e que tem a ver com a aprendizagem dos alunos. Neste critério um dos métodos de verificação da qualidade do conteúdo, tem a ver não só com as questões de ordem técnica, mas sim como foi concebido do ponto de vista do currículo, tendo em conta o contexto escolar os níveis de escolaridade. De entre estes critérios destacam-se: As tarefas propostas que promovem de forma interactiva, a actividade intelectual no aluno, em especial, o raciocínio, a reflexão critica e a criatividade.Fernando Rui Campos pag. 12 de 25 12-07-2012
    • Se o recurso engloba tarefas que promovam as actividades colectivas de aprendizagem em termos de comunicação e da construção do conhecimento. Se o recurso apresenta relativamente à avaliação, dispositivos de auto-avaliação e auto-regulação da aprendizagem. No caso de utilização destes recursos em bibliotecas digitais deverá ter-se em conta a Micronavegação, que analisa todos os aspectos relativos à navegação interna nos próprios conteúdos (Clauson, 1999), assim como a Macronavegação, esta relacionada com a ligação do sítio ao exterior, e a visibilidade do mesmo relativamente á Web.Os indicadores de Portais educativos A inclusão dos RED ou OA, acessível ao exterior e ao interior das escolas apresentam desafios à implementação de sistemas que possam ser facilmente utilizáveis e úteis. A criação de portais ou Bibliotecas digitais em que se possa aceder aos recursos educativos implica a sua criação de acordo com alguns critérios prévios que se torna necessário definir. De entre os critérios (Alexandre & Tate, 2000) destaca-se a: Autoria: Parâmetro que permite identificar o responsável do portal, criando-se assim um sentido de credibilidade ao sítio, tendo para isso que se incluir como informação adicional: Uma descrição do autor e da organização a que pertence, informação sobre o currículo académico e profissional. Incluir inclusão do correio, uma declaração de princípios e intenções com a finalidade do portal. Algum tipo de logótipo que represente a instituição. Actualização: Este critério tem como referência a actualidade dos conteúdos avaliados que existem no portal assim como a actualização dos mesmos. Deverá neste caso ser valorizado indicadores tais como; a indicação da ultima data de actualização do portal, a indicação explicita da data de actualização dos conteúdos, a presença de informação actualizada, a não existência de quebras de ligações Web . Conteúdos: Este critério, integra um conjunto de requisitos específicos dos conteúdos e dependente deste. Middleton, 1999; Zellouf, 2000 consideram os seguintes indicadores. Abrangência: Amplitude e nível de profundidade com que os conteúdos são abordados. Precisão, rigor e exactidão, os conteúdos devem de ser rigorosos, claros legíveis, correctamente formulados e devem de conter referências bibliográficas de acordo com o texto ou tema apresentado.Fernando Rui Campos pag. 13 de 25 12-07-2012
    • Pertinência: Este critério encontra-se relacionado com a utilidade e validade dos conteúdos contidos no portal. Objectividade: Deverá comprovar qual o nível de dependência ou de ausência de qualquer indicação de carácter comercial, religioso ou politico. Tem de se conhecer a perspectiva da autoria dos conteúdos face à proliferação de técnicas de marketing embebido nas páginas através dos vários operadores de Internet. Relativamente ao critério de acessibilidade, critério que obriga a que o portal tenha a capacidade de navegação por pessoas com algum grau deficiência, nomeadamente incapacidade física, a nível auditivo e visual. Segundo (Lawrence, 1999, Pinto e tal, 2004) os indicadores relativamente à análise de portais são os seguintes: Desenho compatível com os diferentes navegadores de Internet e diferentes resoluções de ecrãs. Verificação da existência de distorções da visibilidades das páginas do sítio Web, utilizando navegadores de mercado que tenham expressão em quantitativa de utilização. Cumprimento da norma WAI (Web Accebility Initiative) . Este critério passou a ser obrigatório a partir de 2007 de acordo com a lei sobre sítios públicos. Interactividade de utilização, nomeadamente a possibilidade de gravar, exportar e imprimir dados. Existência de ajuda para o utilizador do portal. Presença de outras Línguas dos conteúdos do portal. Funcionalidade: Este critério pretende medir a forma como um utilizador pode localizar num portal de conteúdos a informação de seu interesse, de forma rápida. De acordo com (Alexandre & Tate 1999) deve de ser criada: Estrutura lógica de conteúdos, organizada através de uma forma de tabela de conteúdos, menu hierárquico, ou outra organização para que o utilizador tenha a percepção de quais os conteúdos mais relevantes existentes. A pertinência e a adequação dos títulos existentes de forma organizada de forma a proporcionar coerência e homogeneidade. Existência de um mapa hierárquico com todas as ligações activas. A existência de um sistema de pesquisa de conteúdos apropriados. Existência de ferramentas de personalização. Navegabilidade Refere-se à facilidade com que o utilizador navega nas páginas que compõem o portal de forma à localização da informação e orientação do utilizador. Deve-se valorizar os seguintes indicadores (Holmes, 2002)Fernando Rui Campos pag. 14 de 25 12-07-2012
    • Presença de menu de conteúdo de forma sempre visível, e ser possível sempre o mesmo lugar e em cada página que compõe o portal. Presença de botões de navegação que permita ao utilizador utilizar o portal de forma lógica. Simplicidade no uso dos percursos de navegação e de fácil acesso às ferramentas. Desenho Neste caso valorizam-se as várias questões relacionadas com o aspecto físico e a ergonomia, que fazem com que o portal possa ser um recurso digital agradável à vista e fácil de ler. Neste aspecto os indicadores referidos são: Desenho de Web funcional e atractivo, adequada combinação de cores, formas e imagens, que facilitam a leitura dos conteúdos, Desenho da informação textual de forma a ter uma leitura fácil. Homogeneidade de estilo e formato em todas as páginas do conteúdo.Os Metadados e a sua necessidadeDevido a que um O.A. ou R.E.D. não é exclusivamente texto, mas incluir outro tipo de informação queinclui de imagem, Som, vídeo, são necessários a utilização de elementos que permitam a suareutilização, é o caso dos metadados.Metadata, é literalmente “data about data,” e pretende ser uma informação descritiva acerca de umRecurso. Neste caso estamos a falar de um RED ou de O.A.Os metadados descrevem qual é o conteúdo de um objecto de aprendizagem e identificam as suascaracterísticas mais importantes, como o título, o autor, a data de criação, descrição, palavras-chave, etc.A utilização do LOM facilita a busca, a avaliação e o uso dos objectos de aprendizagem pelos alunos epelos professores através das ferramentas de software automatizadas.Criação de Metadados e forma de organização De forma a se poderem inserir os Metadados nos O.A. a ferramenta Reload pode realizar essatarefa. Esta ferramenta suporta actualmente as especificações de Metadados : IMS Metadata 1.1, IMSMetadata 1.2.1, IMS Metadata 1.2.2, IMS Metadata 1.2.4 e IEEE LOM Metadata 1.0. De acordo com Duval (2002), existem três formas de relação entre os objectos de aprendizagem e osmetadados: os metadados embebidos, neste caso os metadados são inseridos no objecto deaprendizagem, quando os metadados acompanham o objecto de aprendizagem e quando os metadadosestão de forma separada em Bases de Dados (Fig1).Fernando Rui Campos pag. 15 de 25 12-07-2012
    • Fig. 3 – Organização metadados (Fonte :Biblioteca Nacional -http://metadados.bn.pt/Conceitos.html) Em A) temos os metadados embebidos, situação típica que deve corresponder aos actuais objectos de aprendizagem em que o O.A., por si só consegue ser identificado, surge normalmente associado, ao cabeçalho da própria página inicial do Objecto de aprendizagem. No caso do Recurso Educativo digital, nem sempre isso é possível. No caso de B) Neste caso é definido um recurso como um conjunto de ficheiros associados e ainda referências a outros ficheiros com outros conteúdos, nomeadamente imagens, som, texto. Em C) temos representado a situação típica de uma biblioteca digital em que a informação relativa aos recursos se encontram armazenados em bases de dados separados dos recursos. Os recursos de forma isolada não tem qualquer informação estruturada que permita conhecer os seus atributos. O Dublin Core Metadata Set (DCMES) É a estrutura que foi desenvolvida pela Dublin Core Metadata Initiative (DCMI). O início de desenvolvimento iniciou-se em 1995, tendo como base um núcleo “Core” de elementos. Estes elementos foram de raiz concebidos de forma a apresentarem características suficientemente abrangentes de modo a permitirem a sua utilização num conjunto de recursos diversos, nomeadamente livros, REDs e objectos de aprendizagem. A titulo de exemplo o “Core “ da especificação DCM é constituída por 15 elementos: Titulo, Criador, Assunto, Descrição, Editor, Contribuinte, Data, Tipo, Formato, Identificador, Fonte, Língua, Relação, Cobertura e Direitos. Os elementos foram traduzidos para Língua Portuguesa (Borbinha, 2000), existindo uma descrição completa aceite como norma.Fernando Rui Campos pag. 16 de 25 12-07-2012
    • 0__ _______O Learning Object Metadata Standard (LOM) Uma outra norma utilizada, na qualificação de um objecto de aprendizagem é o Learning Object Metadata Standard desenvolvido pelo IEEE . Esta norma tem a designação alternativa de IEEE 1484.12.1- 2002, tendo sido desenvolvido em torno do projecto ARIADNE e consórcio IMS e DCMI . Esta norma também tem como objectivo facilitar a pesquisa, avaliação, aquisição e utilização de Objectos de aprendizagem. A LOM engloba nove categorias e sessenta e oito elementos, encontrando-se uma tradução destes elementos em Língua Portuguesa MARQUES, C. G. C., & CARVALHO, A. A. A. (2007), pg. 437-439. Apesar da quantidade de elementos previstos nesta norma a sua utilização em ambiente educativo não contempla três aspectos importantes como é o caso do conteúdo, conhecimento e contexto (Murray 2003). Apesar da existência de várias especificações relativamente aos metadados ainda persistem problemas nomeadamente da fiabilidade dos dados inseridos nos O.A.e nos REDs e da sua utilização em contexto educativo. Segundo alguns autores (Farance 2003) e (Currier et al . 2004) consideram que os metadados devem também indicar, sempre que possível a teoria de aprendizagem subjacente; o nível de profundidade da temática; se o objecto inclui ou não actividades para o aluno resolver; se retratam domínios complexos e pouco estruturados ou domínios bem – estruturados (Spiro & Jehng, 1990; Spiro et al., 1991).A Gestão da Informação nos AgrupamentosComo referido anteriormente a criação de metadados de acordo com as actuais especificações não ésuficiente para a organização dos recursos educativos digitais. Teremos ainda a questão, de como seráconceber e gerir um sistema, que garanta os critérios não só dos portais educativos como dosrespectivos recursos.Existem actualmente uma multiplicidade de recursos educativos disponibilizados na Web. A nívelnacional existe uma dispersão de sítios de Internet, cada um com a sua organização onde encontrar eorganizar recursos por parte dos professores se torna uma tarefa fastidiosa e demorada.Através da gestão de conteúdos deverá ser possível pesquisar, encontrar e aceder aos recursos de acordocom determinados critérios e que permitam os professores, alunos e pais o acesso aos mesmos.As questões que se colocam relativamente à gestão de conteúdos têm várias vertentes, e prendem-se porpelo modo de organização dos conteúdos e pelos autores dos mesmos. Como organizar os vários tiposde conteúdos, que tipos de conteúdos devem de ser armazenados e quem o deve de fazer?Fernando Rui Campos pag. 17 de 25 12-07-2012
    • Deverão ser os professores a lidar com a gestão directa dos conteúdos de acordo com a sua organizaçãoafectando todo um portal, devido à sua concepção de organização de conteúdos? Esta não me parece sera melhor opção, por várias razões, entre elas a falta de conhecimento da utilização das ferramentasespecíficas para o realizar a falta de normas para a sua organização assim como a complexidade doprocesso.Para além da utilização e organização de um portal para a colocação dos recursos, existe ainda apossibilidade de utilização do LMS, em conjunto com o portal e que no caso dos projectos realizadoscom os O.A. ou com ferramentas de autoria de projectos de recursos educativos digitais, tais comoHOTPOTATOES, permite o conhecimento de forma centralizada da utilização desse mesmo recurso.Esta é uma outra forma complementar ao que se encontra num portal de conteúdos. Na próxima secçãoprocurarei dar algumas respostas relativamente a todas estas questões.Fernando Rui Campos pag. 18 de 25 12-07-2012
    • Secção 3 Quadro de utilização dos recursosA formação específica e acompanhamento dos professores A utilização e a criação de REDs necessitam de formação específica por parte dos professores.A formação na área das TIC deverá ter também em consideração os pontos de partida dos respectivosprofessores, quando se traçam objectivos de modalidades de oficinas de formação. Podemos aindadistinguir vários níveis de conhecimento e conforto de utilização de TIC e das suas ferramentas. Aindaque exista formação certificada, a mesma muito dificilmente conseguirá responder à especificidade dotrabalho desenvolvido nos Agrupamentos na área das TIC. O modo de organização das estruturas dossistemas de informação, das plataformas de aprendizagem (LMS) das metodologias e recursosdisponíveis, necessitarão sempre de formação complementar e acompanhamento. Na actual estruturaorganizativa do Ministério da Educação esse trabalho deverá ser realizado pelo Coordenador TIC ou porelementos da sua equipa. Esse acompanhamento terá de ser permanente através de sessões formais einformais de formação, dando ao professor a sensação de apoio, até este criar a sua própria autonomia epassar de não utilizador de RED a de utilizador de REDs e a para criador de recursos. No entanto nem todos os professores poderão atingir as competências para a criação de recursoseducativos próprios. Nesse caso deveria de existir pelo menos dois níveis de formação a nível dautilização e criação de REDs. Um nível básico para os docentes que necessitam de conhecer asferramentas tecnológicas especificas (ver fig. 4), que mediados por estas permitam a utilização derecursos educativos digitais, nomeadamente a sua pesquisa e utilização dos REDs. No segundo nível emque os docentes conseguem também criar os respectivos recursos. Estes recursos a serem criados pelosdocentes deverão ter em consideração, a idade dos alunos, a disciplina o currículo, quais os objectivos,as competências a trabalhar, a metodologia a utilizar (Webquest, unidade de avaliação, três cores) e oenquadramento da Escola ou Agrupamento. A formação específica deverá ser suportada através de parcerias com os actuais centros deformação, Universidades e outras entidades em colaboração com o Agrupamento.Fernando Rui Campos pag. 19 de 25 12-07-2012
    • Fig. 4 - Implementação e utilização de RED em contexto escolarA Organização dos Recursos Educativos A criação de conteúdos educativos para além dos aspectos referidos de qualidade deve de teruma preocupação de organização. Um bom recurso pode não ser localizado.De acordo com o descrito anteriormente uma das formas de encontrar um determinado recurso é autilização de metadados. Embora seja uma área em que existe ainda investigação a decorrer e em queexiste neste momento, movimentos da parte de várias entidades no sentido de criar umainteroperabilidade entre as várias especificações e adaptar melhor às exigências da área da educação detodos os níveis de ensino, actualmente a especificação DCMI é a mais utilizada.No actual quadro de funcionamento das escolas, esta é talvez a especificação que existindo a nível doselementos base uma tradução para Língua Portuguesa a que seria preferível de utilizar.Embora em alguns campos dos metadados embebidos, estes possam ser criados por quem inicialmenteproduz o recurso digital, deveriam estes ser analisados, através de uma equipa multidisciplinar que nãoo próprio. Nos casos em que não seja possível a utilização de metadados embebidos, devido porexemplo a um recurso externo que tenha sido criado por terceiros, deve o mesmo ser organizado atravésde metadados associados ou separados. Esta seria a forma de se conseguir referenciar todos os RecursosEducativos Digitais, com interesse independentemente da sua origem.A organização deverá de ter em conta a teoria de aprendizagem subjacente e o nível de profundidade datemática.Fernando Rui Campos pag. 20 de 25 12-07-2012
    • Fig. 5 – Exemplo de pesquisa utilizado em portal de recursos educativos digitais Neste caso teríamos uma solução mista com uma norma definida e em que os motores de pesquisa têm os seus algoritmos de pesquisa e depois no portal existiria uma base de dados, que ia sendo criada de acordo com dados complementares importantes para a aplicação e conhecimento do RED (ver fig.5). O portal deverá permitir uma metodologia de pesquisa de RED e AO em que a descrição dos atributos de catalogação dos objectos permita a sua pesquisa e recuperação por diferentes critérios.Validação interna dos Recursos Educativos DigitaisUma das questões que é necessário dar resposta quando da utilização dos REDs, num Agrupamento deescolas, tem a ver com a validade do próprio recurso do ponto de vista cientifico.Com o aumento donúmero de recursos disponíveis, deve de ser criado um procedimento de validação interna, processoesse que implica a revisão dos recursos educativos digitais realizados. Esta revisão e verificação deveráser realizada por outros professores, que não os autores. Pretende-se através da verificação dasactividades, o envolvimento de outros professores, nomeadamente os coordenadores de departamento,na sua validação. Deverá existir em permanência um procedimento, para a validação interna do pontode vista pedagógico e científico, dos recursos educativos utilizados. Este procedimento procurará criar emanter actualizada, ma base de dados com recursos Educativos digitais, que possa mais tarde serFernando Rui Campos pag. 21 de 25 12-07-2012
    • utilizada pelos diferentes actores, nomeadamente, alunos, professores e comunidade educativa. Estaestrutura, poderia ser integrada a nível de outras redes de Escolas que possuem REDs e que pretendamdisponibilizar esses recursos. A base de dados, complementaria a informação disponibilizada atravésdos metadados, que neste caso servia fundamentalmente para apoio à pesquisa do recurso.Os campos disponibilizados nesta validação interna serão: autor, nome da disciplina, nome daactividade, nome do ficheiro, ano de escolaridade, tipo de exercício, competências gerais, competênciasespecificas, conteúdos, data da criação, data da actualização, data da verificação, alterações efectuadas,autores, data de alteração e nome do professor que verificou a actividade, metodologia de aplicação edescrição da unidade/tópico, nível de dificuldade da actividade.Fernando Rui Campos pag. 22 de 25 12-07-2012
    • Avaliação da aplicação dos REDsPara que um RED possa ser potenciado deveremos conhecer os seus efeitos na aprendizagem dos alunose nomeadamente de que forma poderá contribuir para as aprendizagens destes.A possibilidade de um RED ser criado pelo professor, possibilita a alteração e melhoramento dorecurso. Mas como fazê-lo?Numa primeira fase e como referido anteriormente o RED deverá passar, pelo processo de validaçãointerna, no caso em que exista a possibilidade de validação externa essa hipótese seria de equacionar,embora o procedimento burocrático se possa revelar excessivo e apenas acessível a empresas que criamsoftware educativo. Mas a validação interna ou externa não é uma garantia que o RED, irá ter osresultados desejados nos alunos e para o qual foi desenvolvido.Uma forma de complementar a validação interna, é utilizando um modelo de investigação que permita aanálise da utilização dos recursos educativos. Assim seriam construídos instrumentos de medida,analisados resultados dos alunos de acordo com os resultados esperados pela aplicação do RED e seriamrecolhidas informações por parte dos professores que utilizassem esses recursos em contexto escolar. Apartir da informação recolhida e após análise, dos dados seria possível complementar as informaçõesconstantes na base de dados relativamente ao recurso e melhorar o próprio REDs . No ano a seguir seriarealizado o mesmo processo desta vez com o RED alterado de acordo com a experiência obtida no anoanterior.Fernando Rui Campos pag. 23 de 25 12-07-2012
    • ReferênciasBloom, B. S. (1956). Taxonomy of educational objectives, handbook 1: Cognitive domain. New York: Longmans Green.Gagne, R., Briggs, L. & Wager, W. (1992). Principles of instructional design (4th Ed.). Fort Worth, TX: HBJ College.Gibbons, A.S., Bunderson, C.V., Olsen, J.B., and Rogers, J. (1995). Work models: Still beyond instructional objectives. Machine-Mediated Learning, 5(3&4), 221-236.Gibbons, A. S., Nelson, J., & Richards, R. (2000). The nature and origin of instructional objects. In D. A. Wiley (Ed.), The instructional use of learning objects. Bloomington, IN: Association for Educational Communications and Technology.Hodgins, Wayne. (2000). Into the future [On-line]. Available: http://www.learnativity.com/download/MP7.PDFADL. (2000). Advanced distributed learning network website [On-line]. Available: http://www.adlnet.org/ALI. (2000). Apple learning interchange website [On-line]. Available: http://ali.apple.com/ARIADNE. (2000). Alliance of remote instructional authoring and distribution networks for Europe website [On-line]. Available: http://ariadne.unil.ch/Reload(2007),Reload reusable elearning Object Autoring & delivery web site[On-line].Available: http:// www.reload.ac.uk/editor.htmlMarques, P. Tecnologia Educativa, disponível em http://dewey.uab.es/pmarques , [visitado em 06 de Janeiro 2008]Campos,F, Plano TIC – Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, Amadora . 2006 .Nielsen,J. Designing Web usability, Indianapolis:New Rides, 2000 .Shaughnessy,M.R.:Educational Software Evaluation. A conceptual approach. Cincinaty University, 2002.Willey,D., Connecting learning objects to instructional design theory:A definition, a metaphor, and a taxonomy, Utah State University Digital Learning Environments Research Group,Logan,LOM (2000). LOM working draft v4.1 [On-line]. Available: http://ltsc.ieee.org/doc/wg12/LOMv4.1.htmLTSC. (2000a). Learning technology standards committee website [On-line]. Available: http://ltsc.ieee.org/Meirinhos,M.,Tese de Doutoramento, Estudos da Criança – Tecnologias da Informação e Comunicação, Universidade do Minho, 2006 .Marques,C., Carvalho,A. , A Pertinência dos Metadados nos Objectos de Aprendizagem,V Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação , 2007 . MARQUES,C. G. C., & CARVALHO, A. A. A. (2007). A Pertinência dos Metadados nos Objectos de Aprendizagem. In P. Dias, C. V. Freitas, B. Silva, A. Osório & A. Ramos (Orgs.), Actas da VFernando Rui Campos pag. 24 de 25 12-07-2012
    • Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação, Challenges 2007. Braga: Centro de Competência da Universidade do Minho, pp. 432-443. ISBN: 978-972-8746-52-0.Schibeci,R. e tal .,, Evaluating the use of learning objects in Australian and New Zealand schaools, 31 May 2006, ScienceDirect disponível em http://www.elsevier.com/locate/compedu .Borbinha,J.L.(2000). Elementos do Núcleo de Metadata “Dublin Core” , Versão 1.1 Consultado em 17 de Janeiro de 2008, http://dited.bn.pt/29256/289/454.pdfMaria,P., Evaluación de la cálidade de recursos electrónicos educativos para el aprendizaje significativo, Cadernos SACAUSEF nº. 2, 2007, pp.25-42.Costa,F.., A aprendizagem como critério de avaliação de conteúdos educativos On-Line, Cadernos SACAUSEF nº. 2, 2007, pp.45-54.Ramos,J.L.et al., Modelos e práticas de avaliação de recursos educativos digitais, Cadernos SACAUSEF nº. 2, 2007, pp.79-87.Freitas,C.., Prefácio, Cadernos SACAUSEF nº. 2, 2007, pp. 5.Hylén, (2007).Digital learning resources - possibilities and challenges for the school. Ed. Swedish Agency for School Improvement.disponível em : http://www.skolutveckling.se/publikationer/sokochbestall/_pid/publdbExternal/_rp_publdbExter nal_action/publicationDetails/_rp_publdbExternal_publ_id/568Fernando Rui Campos pag. 25 de 25 12-07-2012