Panorama do AT - Revelação Progressiva
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Panorama do AT - Revelação Progressiva

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O presente estudo tem por objetivo apresentar aos professores da E.B.D. um panorama geral da revelação progressiva de Deus no antigo testamento, como elemento complementar ao estudo de teologia ...

O presente estudo tem por objetivo apresentar aos professores da E.B.D. um panorama geral da revelação progressiva de Deus no antigo testamento, como elemento complementar ao estudo de teologia bíblica a fim de embasar as lições da revista da escola dominical para o tema semestral dos profetas menores. De Genesis até os profetas.

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Panorama do AT - Revelação Progressiva Panorama do AT - Revelação Progressiva Document Transcript

  • 1 Estudo Bíblico – Introdução ao Antigo Testamento Panorama Geral da Revelação Progressiva de Deus no AT O presente estudo tem por objetivo apresentar aos professores da E.B.D. um panoramageral da revelação progressiva de Deus no antigo testamento, como elemento complementar aoestudo de teologia bíblica a fim de embasar as lições da revista da escola dominical para o temasemestral dos profetas menores. Mais do que mostrar o ofício de profeta e a profecia como exercício do sacerdote,pretendemos explicar de que forma os profetas são inseridos no contexto da revelação de Deus, apartir de que momento eles são elementos da manifestação divina e como se encaixam na históriado povo hebreu. O Antigo Testamento é rico de muitos modos – em seus vários tipos de literatura (história,lei, poesia, profecia), em seu período histórico (da criação a restauração de Israel do exílio), emseus detalhes proféticos concernentes a Primeira e Segunda Vinda de Cristo, e em seu temamultifacetado. Todo aquele que lê o Antigo Testamento percebe nitidamente a gama de temas,entre eles, falando em termos gerais: Deus, o homem, o pecado, a relação ligada a redenção ealiança de Deus com o homem, e o futuro governo messiânico do Filho de Deus, o Messias. Comoos vários segmentos da Bíblia se relacionam com estes temas e a função da Teologia Bíblica demostrar o que a Bíblia ensina teologicamente. (Zuck, Roy B., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991) Este estudo irá conduzir os professores da E.B.D. do Ministério Shalom ao longo do AntigoTestamento, partindo do Pentateuco e chegando a profecia, examinando a consistência e oconteúdo de seus livros nos ensinos doutrinais. Deus escolheu Abraão para ser o progenitor de uma nação por meio da qual Ele mediaria ogoverno do Reino; e o Filho de Deus, um descendente de Abraão, reinará sobre a humanidade e ouniverso. O caminho descendente da rebelião do homem contra Deus é por vezes cruzado pormisericórdia (Deus é misericordioso aos pecadores) e, outras vezes por julgamento (Deus julga opecado). Os indivíduos são sábios à medida em que aceitam a graça perdoadora de Deus, seguem ocaminha da vida justa, levantam-se em louvor ao Redentor amoroso e Soberano aterrador, eesperam com avidez o prometido estabelecimento do governo do Soberano sobre a Terra. (Zuck, RoyB., Biblical Theology ofthe Old Testament, 1991)
  • 2 Conceito de Teologia do Antigo Testamento O conceito de Teologia do Antigo Testamento está ligado ao conceito de “teologia”. Pordefinição, se entendermos “teologia” como sendo “o estudo de Deus e de sua revelação aohomem”, consequentemente a Teologia do Antigo Testamento será “o estudo de Deus e de suarevelação ao homem no Antigo Testamento”. Quando professamos a nossa fé, começamos dizendo: “Eu creio” ou “nós cremos”. A fé éuma resposta da pessoa humana a Deus que se revela e se doa, trazendo ao mesmo tempo umaluz superabundante à pessoa humana em busca do sentido último de sua vida. Nós cremos em umDeus, infinito e perfeito, o criador e sustentador do universo, que existe eternamente em trêspessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e deseja compartilhar o seu amor de uma maneira pessoal comcada um. Deus dirige a nós um convite para dialogar com ele. Esse diálogo começa com a nossaexistência. Se existimos é porque Deus nos criou por amor e, por amor, não cessa de nos dar o ser.Só vivemos plenamente se reconhecermos livremente este amor e nos entregamos ao Criador. No campo da fé, nós cremos em um Deus pessoal, com consciência, autoconsciência (que éa consciência que reflete sobre si própria), vontade, caráter e que fala e se comunica, Ele seexpressa com a sua criatura, e nesse campo da fé, cremos que Deus se revelou através de suapalavra, no caso, a Bíblia Sagrada ao longo de sua história junto ao homem e a nação escolhida porEle. Em um quadro de progressão podemos observar essa revelação de Deus ao longo da BíbliaSagrada.
  • 3Como Deus se revelou ? Tudo o que sabemos sobre o Cristianismo nos foi revelado por Deus. Revelar significa "tiraro véu." Tem a ver com remover a cobertura e descobrir algo que está encoberto. A Bíblia declara que Deus se revela de várias maneiras. Manifesta sua glória na natureza epor meio dela. Revelou-se nos tempos antigos por meio de sonhos e visões. As marcas da suaprovidência se manifestam nas páginas da História. Revela-se nas Escrituras inspiradas. O pontomais alto da sua revelação é visualizado em Jesus Cristo, tornando-se ser humano – o que osteólogos chamam de "encarnação". O autor da carta aos Hebreus escreveu: Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e demuitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho, a quemconstituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Hebreus 1.1,2.
  • 4Embora a Bíblia fale das "diversas maneiras" em que Deus se revela, distinguimos entre dois tiposprincipais de revelação – a geral e a especial. A revelação geral é chamada assim por duas razões:(1) ela é geral no conteúdo e (2) é revelada para uma audiência geral.Conteúdo Geral A revelação geral nos proporciona o conhecimento de que Deus existe. "Os céus proclamama glória de Deus", diz o salmista. A glória de Deus é manifesta nas obras das suas mãos. Essamanifestação é tão clara e visível que nenhuma criatura pode deixar de percebê-la. Ela revela opoder eterno de Deus e sua divindade (Rm.1.18-23). A revelação na natureza, porém, nãoproporciona uma revelação plena de Deus. Não nos dá informações sobre o Deus Redentor queencontramos na Bíblia. O Deus que se revela na natureza, entretanto, é o mesmo Deus que serevela na Bíblia.Público Geral Nem todas as pessoas no mundo já leram a Bíblia ou ouviram a proclamação do Evangelho.A luz da natureza, porém, brilha sobre todos, em todos os lugarem em todo o tempo. A revelaçãogeral de Deus acontece diariamente. Deus nunca fica sem um testemunho de si mesmo. O mundovisível é como um espelho que reflete a glória do seu Criador. O mundo é um palco para Deus. Ele é o ator principal, que aparece em primeiro plano e nocentro. Nenhuma cortina pode fechar-se para obscurecer sua presença. Basta um olhar de relancena criação para se perceber que a natureza não é sua própria mãe. Não existe a tal "Mãe Natureza".A natureza em si mesma não tem poderes para produzir qualquer tipo de vida. A natureza, em si éestéril. O poder de produzir a vida reside no Autor da natureza – Deus. Colocar a natureza como afonte de vida é confundir a criatura com o Criador. Todas as formas de adoração da natureza,portanto, são atos de idolatria e são abomináveis para Deus.``A luz da força da revelação geral,todo ser humano sabe que Deus existe. O ateísmo envolve a negação total de algo que éreconhecido como verdadeiro. Por isso a Bíblia diz: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus." (Sl. 14.1). Quando asEscrituras tratam tão severamente o ateu, chamando-o de "insensato", elas estão fazendo umjulgamento moral dele. Ser insensato, em termos bíblicos, não significa Ter pouco entendimento oufalta de inteligência; é ser imoral. Como o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, assim anegação de Deus é o máximo da loucura.
  • 5 Semelhantemente o agnóstico nega a validade da revelação geral. O agnóstico, porém, émenos berrante que o ateu. Ele não nega terminantemente a existência de Deus. Pelo contrário,ele declara que as evidências são insuficientes para se decidir de uma maneira ou de outra quanto àexistência de Deus. Prefere suspender seu julgamento, deixando o tema da existência de Deus umaquestão em aberto. À luz da clareza da revelação geral, entretanto, a posição do agnosticismo não émenos abominável para Deus do que a do ateísta militante. Para qualquer pessoa, porém, cuja mente e coração estão abertos, a glória de Deus émaravilhosa de se ver – desde os bilhões de universos no firmamento, até as partículassubatômicas que formam a menor das moléculas. Que Deus incrível nós servimos!Autor: R. C. Sproul
  • 6As cinco formas da revelação 1 – Revelação 2 – Revelação 3 – Revelação na 4 – Revelação 5 – Revelação Moral Natural História Final EspecialRm 2:14-15 Sl 19:1-4 Dt 26:7-8 Mc 1:9,16-17 Mc 1:9,16-17De fato, quando os Os céus declaram a glória Então clamamos ao Naquela ocasião Jesus E disse-lhes: "Foi issogentios, que não têm a lei, de Deus; o firmamento Senhor, ao Deus dos veio de Nazaré da que eu lhes falei enquantopraticam naturalmente o proclama a obra das suas nossos antepassados, e o Galiléia e foi batizado por ainda estava com vocês:que ela ordena, tornam-se mãos. Senhor ouviu a nossa voz João no Jordão. Era necessário que selei para si mesmos, Um dia fala disso a outro e viu o nosso sofrimento, Andando à beira do mar cumprisse tudo o que aembora não possuam a dia; uma noite o revela a a nossa fadiga e a da Galiléia, Jesus viu meu respeito estavalei; outra noite. opressão que sofríamos. Simão e seu irmão André escrito na Lei de Moisés,pois mostram que as Sem discurso nem Por isso o Senhor nos lançando redes ao mar, nos Profetas e nosexigências da lei estão palavras, não se ouve a tirou do Egito com mão pois eram pescadores. Salmos".gravadas em seus sua voz. poderosa e braço forte, E disse Jesus: "Sigam- Então lhes abriu ocorações. Disso dão Mas a sua voz ressoa por com feitos temíveis e com me, e eu os farei entendimento, para quetestemunho também a toda a terra, e as suas sinais e maravilhas. pescadores de homens". pudessem compreenderconsciência e os palavras, até os confins as Escrituras.pensamentos deles, ora do mundo. Nos céus ele E lhes disse: "Está escritoacusando-os, ora armou uma tenda para o que o Cristo haveria dedefendendo-os. sol, sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas.Ao longo da história do homem Deus estabelece um processo de revelação que podemos dividir emetapas sequenciais. 1. A criação, a sua presença, Deus e o homem no paraíso, a queda, o pecado e a expulsão do paraíso, o dilúvio e a primeira aliança, babel e a decadência humana. 2. Deus e a eleição dos patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó e José, estabelecimento do povo cativo no Egito e Moisés. 3. Moisés lidera a saída do Egito. 4. Moisés recebe o projeto de nação através das tábuas da lei. 5. Deus estabelece através das celebrações do povo hebreu o credo histórico. Patriarcas - O Sinai - Lei As celabrações e Criação - Queda - Moisés - Exodo Abraão - Isaque - Mosaica festas de Israel - Dilúvio - Babel (saida 1-19) Jacó - José (projetos) Credo histórico
  • 7 Projeto Projeto de Estado de Culto e e Nação Liturgia Projeto Ético Lei Mosaica - Apresenta 3 projetos de Deus para o homem As Festas de Israel Mês Dia Festa Retrospectiva Prospectiva Estabelecida Escritura Redenção do Morte Redentora de I Cor 5:7 -1 - Nissan 14 Páscoa Primogênito Cristo Lev. 23:4-5 I Pedro 1:18-19 Pães Separação de outras I Cor 5:7 -81 - Nissan 15-21 Ázimos nações Viver Santo dos crentes Lev. 23:6-8 Gálatas 5.9,16-17 Início da colheita na1 - Nissan 16 Primícias terra Ressurreição de Cristo Lev. 23:9-14 I Cor 15:20-23 Atos 2:1-473 - Sivan 6 Pentecostes Conclusão da Colheita Envio do Espírito Santo Lev. 23:15-22 I Cor 12:13O credo histórico – Deuteronômio 26:5-115 Então testificarás perante o Senhor teu Deus, e dirás: Arameu, prestes a perecer, foimeu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente, porém ali cresceu até vir aser nação grande, poderosa, e numerosa. 6 Mas os egípcios nos maltrataram e nosafligiram, e sobre nós impuseram uma dura servidão. 7 Então clamamos ao Senhor Deusde nossos pais; e o Senhor ouviu a nossa voz, e atentou para a nossa miséria, e para onosso trabalho, e para a nossa opressão. 8 E o Senhor nos tirou do Egito com mãoforte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres; 9 Enos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. 10 E eis queagora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então asporás perante o Senhor teu Deus, e te inclinarás perante o Senhor teu Deus, 11 E tealegrarás por todo o bem que o Senhor teu Deus te tem dado a ti e à tua casa, tu e olevita, e o estrangeiro que está no meio de ti.
  • 8CREDO HISTÓRICO EXPLICADO • ANTECEDENTES: Meu pai era arameu prestes a perecer, v.5; • AFLIÇÃO: Os egípcios nos afligiram, v.6; • SÚPLICA: Clamamos a Deus, v. 7a; • ATENDIMENTO: Deus nos ouviu e reparou na nossa miséria, v. 7b; • SALVAÇÃO. Deus nos conduziu para fora do Egito, v.8, e nos transferiu para este lugar, entregando-nos a terra, v.9; • RESPOSTA DO REDIMIDO: Portanto, eu ofereço...v, 10. Adorando e jubilando, v.11. A importância do credo histórico se dá através da realização das celebrações e festas deIsrael em obediência a Lei Mosaica, início da tradição oral onde Deus continua a sua revelação, nascanções, poesias, nos salmos, se fazendo conhecer pela sua presente atuação junto ao seu povo.Uma observação interessante e que infelizmente vemos acontecer no decorrer dessa relação comDeus, é a inconstância do povo hebreu em relação a Deus, esquema recorrente no livro de Juízes eReis, causado principalmente pela falta de conhecimento de Deus e dos seus feitos. No capítulo final (24) de Josué, o profeta chama a atenção do povo para o cuidado em seobservar essa tradição e o povo lhe responde: “Então o povo respondeu: "Longe de nós abandonaro Senhor para servir outros deuses! Foi o próprio Senhor, o nosso Deus, que nos tirou, a nós e anossos pais, do Egito, daquela terra de escravidão, e realizou aquelas grandes maravilhas diante dosnossos olhos. Ele nos protegeu no caminho e entre as nações pelas quais passamos. “ Mas infelizmente não é o que ocorre, no capítulo 2 do livro de Juízes temos a constatação “Depois que toda aquela geração foi reunida a seusdessa falha:antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e oque ele havia feito por Israel.”
  • 9Revelação de Deus na história por feitos heroicos e seus heróis • Elias e os profetas de baal – I Reis 18 • Davi e Golias – I Sm 17 • Daniel na cova dos leões – Daniel 6Revelação de Deus na história através dos profetas • Profetas maiores • Profetas menoresO percurso da Bíblia Sagrada na Revelação de Deus • Acontecimentos e Experiências • Interpretação e formulação • Assimilação (percepção de Deus) • Transmissão oral • Escritura • Cânon • TraduçõesPercepção de Deus Podemos observar no transcorrer do antigo testamento a construção da percepção humanado Divino através de suas narrativas, como elas são interpretadas e assimiladas, criando muitasvezes uma imagem distorcida de Deus e que somente na figura de Jesus podemos corrigir ospadrões estabelecidos. Um exemplo desta percepção, podemos observar no salmo 128 e no capítulo 5 do livro deMateus. O salmista externa a visão que ele tem de “bem-aventurado”, não está errado, mas nafigura de Jesus vemos a verdadeira interpretação de “bem-aventurado”, aos olhos de Deus.Vejamos:
  • 10
  • 11 Outra passagem interessante de se observar com relação a essa visão e interpretação dosantigos sobre Deus é a oração em precatória do salmista. Oração em precatória é uma oração emque se pede algo, em rogatória: Será que vocês, poderosos, falam de fato com justiça? Será que vocês, homens, julgam retamente? Não! No coração vocês tramam a injustiça, e na terra as suas mãos espalham a violência. Os ímpios erram o caminho desde o ventre; desviam-se os mentirosos desde que nascem. Seu veneno é como veneno de serpente; tapam os ouvidos, como a cobra que se faz de surda para não ouvir a música dos encantadores, que fazem encantamentos com tanta habilidade. Quebra os dentes deles, ó Deus; arranca, Senhor, as presas desses leões! Desapareçam como a água que escorre! Quando empunharem o arco, caiam sem força as suas flechas! Sejam como a lesma que se derrete pelo caminho; como feto abortado, não vejam eles o sol! Os ímpios serão varridos antes que as suas panelas sintam o calor da lenha, esteja ela verde ou seca. Os justos se alegrarão quando forem vingados, quando banharem seus pés no sangue dos ímpios. Então os homens comentarão: "De fato os justos têm a sua recompensa; com certeza há um Deus que faz justiça na terra". Salmos 58:1-11 "Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam. Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica. Dê a todo o que lhe pedir, e se alguém tirar o que pertence a você, não lhe exija que o devolva. Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles. "Que mérito vocês terão, se amarem aos que os amam? Até os ‘pecadores’ amam aos que os amam. E que mérito terão, se fizerem o bem àqueles que são bons para com vocês? Até os ‘pecadores’ agem assim. Lucas 6:27-33 Observe também o problema de Saul: I Samuel 15 Samuel disse a Saul: "Eu sou aquele a quem o Senhor enviou para ungi-lo como rei de Israel,o povo dele; por isso escute agora a mensagem do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos:‘Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito. Agora vão,ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não ospoupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos ejumentos". Vai, pois, fere Amalec e vota ao interdito tudo o que lhe pertence, sem nadapoupar: matarás homens e mulheres, crianças e meninos de peito, bois eovelhas, camelos e jumentos. Aparentemente a dura ordem de Deus ao rei Saul apresenta uma Deus irado e cruel, maspoucos se lembram da promessa feita a Abraão.
  • 12 Então o Senhor lhe disse: "Saiba que os seus descendentes serão estrangeiros numa terraque não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos.Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitosbens. Você, porém, irá em paz a seus antepassados e será sepultado em boa velhice. Na quartageração, os seus descendentes voltarão para cá, porque a maldade dos amorreus ainda nãoatingiu a medida completa". Depois que o sol se pôs e veio a escuridão, eis que um fogareiroesfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Naquele dia oSenhor fez a seguinte aliança com Abrão: "Aos seus descendentes dei esta terra, desde o ribeiro doEgito até o grande rio, o Eufrates: a terra dos queneus, dos quenezeus, dos cadmoneus,dos hititas,dos ferezeus, dos refains,dos amorreus, dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus". Gênesis 15:13-21Na quarta geração voltarão para cá, porque a taça da iniqüidade dos amorreus aindanão está cheia. Conquista da Josué Juizes Samuel Reis terra prometida
  • 13
  • 14 Introdução ao Antigo Testamento PENTATEUCO A Bíblia é a maior obra de literatura, história e teologia já escrita. EM sua produção,preservação, proclamação e resultado (mudou a história, tem mudado vidas), ela permanece sendoo mais singular livro em existência. É uma unidade numa diversidade de autores, extensão detempo e formas literárias. O Antigo e o Novo Testamentos se combinam agradavelmente para criarum copioso fluxo desde a eternidade passada até a eternidade futura, desde as altitudes do céu atéas profundezas do inferno. Nestes sessenta e seis livros, descobrimos nosso passado, entendemosnosso presente e granjeamos esperança quanto a nosso futuro. O Antigo Testamento é uma história redentora que lança o fundamento sobre o qual o NovoTestamento se edifica. Há uma revelação progressiva nas Escrituras, e o que se antecipa no AntigoTestamento é desvendado no Novo. O Antigo olha para frente e o Novo olha para trás, para oevento central de toda a história – a morte substitutiva do Messias. O Antigo Testamento foi originalmente dividido em duas seções: a Lei e os Profetas (vejam-se Mt 7.12; LC 16.16,29,31). Estas por fim, se expandiram numa tríplice divisão: a Lei, os Profetas eos Escritos (Lc 24.44). Todos os trinta e nove livros, em nosso Antigo Testamento, estão contidosnos vinte s quatro livros da Bíblia Hebraica. A tradução grega do Antigo Testamento organizou os livros nas quatro divisões que usamosatualmente: Lei (5); História (12); Poesia (5); e Proféticos (17). Os cinco livros da lei podem sercombinados os doze livros históricos para obter-se a estrutura a seguir. Os dezessete livros históricos traçam toda a história de Israel desde o seu início até o tempodo profeta Malaquias. No Pentateuco, Israel foi escolhido, redimido, disciplinado e instruído. Osdoze livros históricos restantes registram a conquista da terra, o período dos juízes, a formação deum reino unido e a divisão desse reino ao Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). Cada reinofoi levado para o cativeiro, muitas das pessoas, porém, eventualmente regressaram. Os cinco livros poéticos focalizam uma correta relação com Deus como a base para uma vidasignificativa, experiente e bela. Os dezessete livros proféticos contêm uma mensagem bifurcada de condenação (por causada iniquidade e idolatria de Israel) e consolação (futura esperança a respeito do juízo presente).Com frequência e a grande custo pessoal, estes homens se recusaram a abrandar as fortes palavrasde Deus.
  • 15 Do grego, "os cinco rolos", o pentateuco é composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia.Entre os judeus é chamado de Torá, uma palavra da língua hebraica com significado associadoao ensinamento, instrução, ou especialmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, osprimeiros cinco livros da Bíblia Hebraica, atribuído a Moisés. Os judeus também usam apalavra Torá num sentido mais amplo, para referir o ensinamento judeu através da história comoum todo. Neste sentido, o termo abrange todo o Tanakh, o Mishnah, o Talmud e aliteratura midrash. Em seu sentido mais amplo, os judeus usam a palavra Torá para referir-se a todoe qualquer tipo de ensino ou filosofia. A Teologia tradicional atribui a autoria a Moisés, entretanto existem outras teorias. A EdiçãoPastoral da Bíblia sustenta que o Pentateuco tem origem na Tradição oral e foi escrito durante seisséculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas. JuliusWellhausen (1844-1918) sustenta que o Pentateuco é uma obra redacional, composta de quatrodiferentes tradições (documentos): a Javista com textos compostos na época da Monarquia (950AC), a Eloísta com textos posteriores ao ano 750 AC, a Deuteronomista com textos escritosaproximadamente no ano 600 AC e a Sacerdotal com textos escritos no exílio babilônico (por voltado ano 500 AC). Genesis - Primeiro livro da Bíblia. Narra acontecimentos, desde a criação do mundo, naperspectiva judaica (o chamado "relato do Genesis"), passando pelos Patriarcas hebreus, até àfixação deste povo no Egito, depois da história de José. Genesis segundo a mitologia Judaica é oinício, é o principio da criação dos ceús, da terra, da humanidade e de tudo quanto existe vida,todos os seres. O livro é o primeiro dos cinco livros atribuídos a Moisés.
  • 16 Êxodo - O livro conta a história da saída do povo de Israel do Egito, onde foram escravosdurante 400 anos. Narra o nascimento, a vida e o ministério de Moisés diante do povo de Israel,bem como o estabelecimento da Lei e a construção do Tabernáculo. Mostra o início de umrelacionamento entre o povo recém-saído do Egito e Deus através de uma aliança proposta pelopróprio Deus. É a organização do Judaísmo. Levítico - Basicamente é um livro teocrático, isto é, tem caráter legislativo; apresenta emseu texto o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade eo calendário religioso entre outras normas e legislações que regulariam a religião. Números - Este livro é de interesse histórico, pois fornece detalhes acerca da rota dosisraelitas no deserto e de seus principais acampamentos. Pode ser dividido em três partes:• O recenseamento do povo no Sinai e os preparativos para retomar a marcha (1-10:10). O capítulo 6 relata o voto de Nazireu.• A história da jornada do Sinai até Moabe, o envio dos espiões e o relato que fizeram, e as murmurações (oito vezes) do povo contra as dificuldades do caminho (10:11-21:20).• Os eventos na planície de Moabe, antes da travessia do Jordão (21:21-cap. 36). Deuteronômio - Contém os discursos de Moisés ao povo, no deserto, durante seu êxodo doEgito à Terra Prometida por Deus. Os discursos contidos nesse livro, em geral, reforçam a idéia deque servir a Deus não é apenas seguir sua lei. O título provém do grego e quer dizer: Segunda Lei,ou melhor, Repetição da Lei. Em Êxodo, Levítico e Números, as leis foram dadas, conforme anecessidade da ocasião, a um povo acampado no deserto. Em Deuteronômio, essas leis foramrepetidas a uma geração que, dentro em breve, moraria nas casas, vilas e cidades da terraprometida.
  • 17 Introdução ao Antigo Testamento JOSUÉ Josué, o primeiro dos doze livros históricos (Josué – Ester), forma um elo de ligação entre oPentateuco e o restante da história de Israel. Através de três campanhas militares, envolvendo maisde trinta exércitos inimigos, o povo de Israel aprende crucial lição sob a capaz liderança de Josué: Avitória vem por meio da fé em Deus e na obediência à sua Palavra, e não propriamente do poderiomilitar ou da superioridade numérica. A primeira metade de Josué (caps. 1-12) descreve os sete anos de conquista da terra; asegunda metade (caps. 13-24) relata a partilha e assentamento da terra entre as doze tribos.
  • 18 Introdução ao Antigo Testamento JUÍZES O livro de Juízes está em completo contraste com Josué. Ali, um povo obediente conquistoua terra por meio da confiança no poder de Deus. Em Juízes, porém, um povo desobediente eidólatra é frequentemente derrotado em virtude de sua rebelião contra Deus. Em sete ciclosdistintos de pecado, Juízes mostra como uma nação se afastou da Lei de Deus, e em lugar disso“fizeram tudo o que era reto a seus próprios olhos” (21.25). Resultado: corrupção de dentro eopressão de fora. De tempos em tempos Deus suscita campeões militares para despedaçar o jugoda escravidão e restaurar a nação ao culto puro. Mas assim que o “ciclo de pecado” recomeça, atemperatura espiritual da nação imediatamente se torna mais fria. .
  • 19 Uma situação recorrente no livro de Juízes é a inconstante relação entre o povo de Israel eDeus pela falta de conhecimento desta geração dos muitos feitos do Senhor para a nação escolhida.Semelhante fato irá ocorrer também na geração dos reis de Israel, principalmente após a divisão doreino. Veja o quadro a seguir:
  • 20 RUTE Um livro que merece atenção pela sua positiva construção ética e pelo exemplo de relaçãocom Deus é o livro de Rute. Apropriadamente colocado segundo o cânon juntamente com o livro deJuízes, o livro de Rute contrasta positivamente com a decadência de Juízes, pois apresenta umacontraposição em vários aspectos: mostra a justiça e a pureza em contraste a imoralidade; afidelidade em contraste a idolatria; a devoção em contraste a deslealdade; e etc. Rute é um belo “interlúdio de amor” situado no período dos Juíze em Israel – uma eramarcada pela imoralidade, pela idolatria e pela guerra. Esta ardente história de devoção efidelidade registra a vida de Rute, uma viúva moabita que deixa a sua pátria para viver com suasolitária sogra judia em Belém. Deus honra seu compromisso guiando-a ao campo de Boaz (umparente próximo), onde ela colhe grãos e eventualmente encontra um esposo. O livro se encerracom uma breve genealogia na qual o nome de Boaz é proeminente como o bisavô do Rei Davi,através de quem adviria o Cristo. Uma magnífica história de amor, onde o cumprimento de um simples preceito de Deus –deixar algumas migalhas nos campos, para o suprimento dos pobres e miseráveis. Este simplespreceito coloca Boaz e Rute, nada mais, nada menos que, na genealogia de Jesus Cristo.
  • 21 A contribuição à Bíblia do Livro de Rute é inegável – (1) Literária – Rute é um livro simples,porém, profundo. É um dos melhores exemplos da literatura de amor e piedade filiais. (2) Histórica– Rute provê uma ponte entre os juízes e a monarquia (esta última palavra é “Davi”). Ilustra afidelidade em meio a infidelidade. (3) Doutrinária – Rute alcança os gentios que estão fora doescopo da redenção. (4) Moral – Rute comunica sublimes ideais de integridade em questão deparentescos e matrimônio. Rute é um dos dois livros bíblicos com um nome de mulher.
  • 22 Introdução ao Antigo Testamento I SAMUEL Samuel, o último Juiz e o primeiro grande Profeta de Israel, unge o primeiro rei. Ainda queas credenciais físicas de Saul sejam impressionantes, sua atitude de indiferença para com Deusresulta em que o reino é tirado de sua família. Em seu lugar, Samuel unge o jovem Davi como Rei-Eleito. Davi se transforma em crescente ameaça para Saul doentiamente ciumento, eeventualmente foge para o deserto a fim de salvar a própria vida. A mão protetora de Deus, porém,acha-se nitidamente estendida sobre Davi, ainda quando a mão Divina de juízo está sendo sentidapor Saul e sua família. Ao consultar insensatamente uma médium em Endor. Saul ouve sua própriaruína pronunciada. Segundo a fiel palavra da profecia, Saul e seus filhos são mortos no dia seguinteem combate.
  • 23 Introdução ao Antigo Testamento II SAMUEL Logo depois da morte de Saul, Davi, o Rei-Eleito, torna-se monarca primeiro sobre Judá(sobre o qual reina, com Hebron como sua capital, por sete anos e meio) e finalmente sobre todo oIsrael (quando faz de Jerusalém a sua capital e reina por trinta e trêis anos e meio. E assim, 2Samuel, relata os quarenta anos de reinado do homem que viveu exatamente a meio caminhoentre Abraão e Cristo – cerca de 1000 a.C. Os triunfos de Davi conduzem a nação ao próprio zênitede seu poder. Mas seus dois pecados, de adultério e homicídio, atraem o castigo pessoal e nacionaldo Senhor. Ao longo de sua vida, Davi busca zelosamente a Deus e confessa seus pecados comprontidão – atitude própria de alguém que é chamado por Deus de “homem segundo o meupróprio coração” (At 13.22).
  • 24 Introdução ao Antigo Testamento I REIS A primeira metade de I Reis delineia a vida de Salomão. Debaixo de sua liderança, Israelsobe os pícaros de sua magnitude e glória. Os grandes empreendimentos de Salomão, inclusive oinexcedível esplendor do templo que ele constrói em Jerusalém, granjeiam para ele fama e respeitomundiais. Mas o zelo de Salomão por Deus diminui em seus últimos anos, quando as esposas pagãsdesviam seu coração do culto no Templo de Deus. Resultado: o Rei, com o coração dividido, deixapara trás um reino dividido. Para o século seguinte, o Livro de I Reis delineia as histórias gêmeas deduas séries de reis e de duas nações de pessoas desobedientes que avançam indiferentes aosprofetas e preceitos de Deus.
  • 25 Introdução ao Antigo Testamento II REIS II Reis continua sem interrupção a “narrativa de dois reinos” iniciada em I Reis. Os reinosgêmeos de Israel e Judá prosseguem em curso que colide com o cativeiro, quando a glória do antigoreino unido se torna crescentemente remota. A divisão leva ao declínio, e finalmente termina nadupla deportação. Israel é capturado e disperso pelos assírios, enquanto Judá é levado ao exíliobabilônico. A despeito dos melhores esforços de profetas como Eliseu para trazer as nações devolta aos seus sentimentos religiosos, é tarde demais. O reino dividido em I Reis se torna o reinodissolvido em II Reis. A paciência de Deus é longa; o aviso de Deus é persistente; mas, quandoignorado, o amor de Deus pode ser também, severo.
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  • 27 Introdução ao Antigo Testamento OS PROFETAS MENORES Embora os dezessete livros proféticos do Antigo Testamento sejam o “continente obscuroda Escritura”, as pessoas têm ainda menor familiaridade com os doze profetas menores como umtodo do que com os cinco profetas maiores. Estes doze livros se tornaram conhecidos como osProfetas Menores no final do quarto século d.C., não porque foram considerados menosimportantes ou menos inspirados, mas porque são geralmente menores que do que os cincoProfetas Maiores, especialmente os livros de Isaías e Jeremias. Suas mensagens são mais sucintasdo que as dos Profetas Maiores, mas igualmente poderosas. Antes do tempo de Cristo, estes doze livros foram reunidos em um só rolo, coletivamenteconhecido como “Os Doze”, sua extensão combinada (sessenta e sete capítulos) éaproximadamente igual à de Isaías. A única importância cronológica da ordem dos ProfetasMenores na Bíblia portuguesa é que os seis primeiros foram escritos antes dos seis úlimos: Ordem Ordem Datas nr. Canônica Cronológica Aproximadas 1 Oséias Obadias 840 2 Joel Joel 835 3 Amós Jonas 760 4 Obadias Amós 755 5 Jonas Oséias 740 6 Miquéias Miquéias 730 7 Naum Naum 660 8 Habacuque Sofonias 625 9 Sofonias Habacuque 607 10 Ageu Ageu 520 11 Zacarias Zacarias 515 12 Malaquias Malaquias 430 Os profetas menores, de Obadias a Malaquias, cobrem quatro séculos de história atravésdos Impérios Assírio, Babilônico e Persa. Três foram profetas do reino do norte (Jonas, Amós,Oséias); seis foram profetas do reino do sul (Obadias, Joel, Miquéias, Naum, Habacuque); e trêsforam profetas pós-exílicos (Ageu, Zacarias, Malaquias). Embora todos os profetas menores sejamnomeados, muito pouco se conhece da maioria deles.
  • 28 OSÉIAS – A infeliz história de Oséias e sua infiel esposa, Gômer, ilustra o leal amor de Deus eo adultério espiritual de Israel. Oséias expõe os pecados de Israel e os contrasta com a santidade deDeus. A nação seria julgada por seus pecados, mas no futuro seria restaurada em virtude do amor efidelidade de Deus. JOEL – Este livro lembra uma recente praga de gafanhotos que dizimara a terra de Judá,para ilustrar o mais terrificante dia do Senhor. A terra será invadida por um terrível exército quefará os gafanhotos parecerem comparativamente suaves. Não obstante, Deus apela ao povo que searrependa a fim de evitar a iminente hecatombe. Visto que o povo não mudará, o juízo virá, masserá seguido por grande benção. AMÓS – O reino do norte estava em seu apogeu quando Amós advertiu o povo de suaiminente ruína. Em oito pronunciamentos de juízo, Amós perambula pelos países circunvizinhosantes de se deter em Israel. Ele então pronuncia três sermões para descrever os pecados da casade Israel e intimá-la ao arrependimento. O povo rejeita as advertências de Amós, e seu iminentejuízo é descrito numa série de cinco visões. Amós, porém, termina seu livro com uma breve palavrade esperança futura. OBADIAS – Este obscuro profeta do reino do sul dirige seu breve oráculo à nação de Edom,o qual fazia fronteira com Judá a sudoeste. Edom (descendente de Esaú) recusou-se agir comoguardador de seu irmão, Judá (descendente de Jacó). Visto que se vangloriou quando Jerusalém foiinvadida, seu juízo seria nada mais, nada menos que a total destruição. JONAS – Com uma mensagem profética de apenas uma linha, Jonas é o mais biográfico detodos os profetas. A penitente resposta do povo de Nínive ao conciso oráculo incita a misericórdiade Deus , que poupa a cidade. Mas o ensino central do livro é a lição de compaixão que Deus dá aseu relutante profeta. Jonas aprende a olhar para além de sua nação e a confiar no Criador detodos os povos. MIQUÉIAS – A profecia de Miquéias começa com uma palavra de retribuição divina contraIsrael e Judá em vista da radical corrupção em todos os níveis da sociedade: governantes, profetas,sacerdotes, juízes, homens de negócio e proprietários de terra. As promessas pactuais de Deus,porém, se cumprirão no futuro reino do Messias. O juízo por fim será seguido por perdão erestauração, e o livro termina com uma poderosa nota de promessa. NAUM – Cerca de 125 anos depois que Nínive se arrependeu ante a pregação de Jonas,Miquéias predisse a iminente destruição da mesma cidade. O povo da capital assíria voltou aidolatria e brutalidade, e a Assíria subverteu o reino do norte de Israel. Em virtude da santidade edo poder de Deus, Nínive indubitavelmente será destruída a despeito de sua aparenteinvencibilidade.
  • 29 HABACUQUE – Bem peto do fim do reino de Judá, Habacuque pergunta a Deus porque elenão cuida da perversidade de sua nação. Quando Deus lhe diz que está prestes a usar osbabilônicos como a vara de juízo, Habacuque formula uma segunda pergunta: Como o Senhorpoderia julgar Judá pela instrumentalidade de uma nação ainda mais perversa ? Após a segundaresposta do Senhor, o profeta exalta o nome de Deus por seu poder e propósitos. SOFONIAS – Sofonias desenvolve em termos bem definidos os tema da vinda do Senhorcomo sendo um dia de pavoroso juízo seguido de grande benção. Sofonias começa com o juízoiminente sobre Judá e amplia seu escopo para incluir também os gentios. Umas vez que Judá serecusa a buscar o Senhor, ele está condenado. Um Remanescente, porém, exultará quando Deusrestaurar os destino de seu povo. AGEU – Depois do exílio babilônico, os judeus começas a reconstruir o templo, masdeixaram que a obra fosse interrompida para a reconstrução de suas próprias casas. Em virtude deseu fracasso de dar a Deus o primeiro lugar, eles não estavam desfrutando de suas bênçãos naterra. Ageu insiste com o povo para concluir o templo, porquanto a promessa de Deus é que eleseria impregnado de glória. Depois de disciplinar o povo por sua contaminação, Ageu termina comuma promessa de futura benção. ZACARIAS – Contemporâneo de Ageu, Zacarias também exorta os judeus a completar aconstrução do templo. O método de Zacarias para motivá-los é o do encorajamento – o templo écentral à herança espiritual de Israel e está relacionado à vinda do Messias. A série de visões,mensagens e bordões oferece algumas das mais claras profecias messiânicas da Escritura. Deusrevela que seu programa para seu povo está longe de ser concluído. MALAQUIAS – Ao tempo do último profeta do Antigo Testamento, o clima espiritual e moraldo povo esfria. Seu culto é insípido e indiferente e, visto que eles estão cada vez mais distantes deDeus, são caracterizados por transigência religiosa e social. Um terrível dia de juízo virá quando“todo arrogante e cada malfeitor será palha” destinada ao fogo, “mas para aquele que teme o meunome nascerá o sol da justiça trazendo cura em suas asas”.
  • 30
  • 31Reis do Reino do Norte. Reis do Reino do Sul,Após a morte de Salomão após a morte de Salomão922–901 Jeroboão I 931 - 913 - Roboão, filho de Salomão901–900 Nadab 913 - 911 - Abias900–877 Baasa 911 - 870 - Asa877–876 Elá 870 - 848 - Josafá876 Zimri 848 - 841 - Jeorão876–869 Omri 841 - Acazias -869–850 Acab 841 - 835 - Atália (rainha usurpadora)850–849 Ocozias 835 - 796 - Joás849–842 Jorão 796 - 781 - Amazias842–815 Jeú 781 - 740 - Uzias815–801 Joacaz 740 - 736 - Jotão801–786 Joás 736 - 716 - Acaz786–746 Jeroboão II 716 - 687 - Ezequias746 Zacarias 687 - 642 - Manassés745 Salum 642 - 640 - Amom745–738 Menaém 640 - 609 - Josias738–737 Pecaías 609 - Jeoacaz737–732 Peca 609 - 598 - Jeoaquim732–722 Oséias 598 - Joaquim 598 - 587 - Zedequias Dos 19 Reis do Norte – nenhum serviu ao Senhor - Dos 20 Reis do Sul – somente 8 foram fiéis ao Senhor