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Acessibilidade e Sustentabilidade: As Experiências da Hotelaria de Brasília frente aos Megaeventos

Profª. Drª. Donária Coelho Duarte - Pesquisadora do Observatório das Metrópoles.

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  1. 1. ACESSIBILIDADE E SUSTENTABILIDADE: AS EXPERIÊNCIAS DA HOTELARIA DE BRASÍLIA FRENTE AOS MEGA EVENTOS Profa. Dra. Donária Coelho Duarte Centro de Excelência em Turismo CET-UnB donaria@unb.br Prof. Dr. Gilson Zehetmeyer Borda Centro de Excelência em Turismo CET-UnB gborda@unb.br Seminário Regional Metropolização e Megaeventos – Impactos da Copa do Mundo em Brasília
  2. 2. PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E MOBILIDADE REDUZIDA NO BRASIL 1 – O mundo abriga 650 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, 9,3% da população mundial (ONU, 2011). 2 – 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento 3 – No Brasil, em 2000, P.D.M.Rs. representavam 14,5% da população brasileira (IBGE, 2000) 4 – No Brasil (IBGE, 2011) 23,9% da população tem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida - 45 milhões de pessoas.
  3. 3. - O Turismo é considerado como uma atividade econômica de inclusão social na medida em que possui um alto grau de empregabilidade. - - A inclusão social é vista...como um processo, sobretudo, de reconhecimento e acesso a direitos. (NASCIMENTO, 2011) REFLEXÃO TEÓRICA
  4. 4. ACESSO AO ENTORNO FÍSICO • autônoma: de maneira independente, sem ajuda; • segura: com confiança na impossibilidade de sofrer danos; • cômoda: de fácil uso e sem empecilhos. (GRÜNEWALD et al, 2003).
  5. 5. TURISMO E ACESSIBILIDADE Fialho (2009) defende que o turismo é um bem social e que deve estar ao alcance de todos os cidadãos, entre os quais as pessoas portadoras de deficiência. “Turismo inclusivo” é aquele que acompanha o movimento da sociedade inclusiva (BÓIA, 2000).
  6. 6. TURISMO E ACESSIBILIDADE García-Caro, Waal e Buhalis (2012) consideram que acessibilidade e turismo são dois conceitos relacionados e que o turismo acessível é uma importante oportunidade de negócios. Obs.: Uma P.D.M.R. raramente viaja sozinha.
  7. 7. TURISMO ACESSÍVEL: PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, MOBILIDADE REDUZIDA – AS PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS Pessoas que, em razão de alguma deficiência, têm necessidades especiais para se tornar parte ativa na sociedade com oportunidades iguais às da maioria da população (SASSAKI, 1999). O termo também pode ser utilizado para pessoas que, em determinado momento de suas vidas, vivenciam situações especiais não permanentes, como aquelas ligadas à gravidez, ao uso de aparelhos ou gessos imobilizadores de membros (pernas ou braços) ou momentos ligados a adaptações de situações próprias da velhice (BOIA, 2000).
  8. 8. CONCEITO AMPLIADO Pertencem também a esse grupo pessoas que sofrem temporariamente os efeitos de um acidente, pais que transportam carrinhos de bebês, viajantes com bagagens pesadas, famílias acompanhadas de crianças ou de idosos (DEVILE, 2009). Papamichail (2012) ainda complementa esse segmento com pessoas alérgicas, aquelas com dificuldade de aprendizado, pessoas muito baixas ou obesas, pessoas com problemas de saúde, como, por exemplo, problemas circulatórios, dentre outros. Além disso, pessoas com restrições alimentares.
  9. 9. Fontes e Monteiro (2009) argumentam que, contrário às abordagens clássicas do turismo, inspiradas em metodologias de marketing que segmentam os produtos turísticos em função das motivações de mercados, o turismo acessível parte de uma condição do turista, na medida em que busca ofertar soluções que permitam ultrapassar as limitações físicas, sensoriais, mentais – ou de outro tipo de incapacidade – que são condição limitativa do turista. TURISMO E ACESSIBILIDADE
  10. 10. Com a Copa Mundial de Futebol no Brasil (FIFA 2014), espera-se a geração de 2 milhões de empregos formais e informais e crescimento de 55% da entrada de reservas internacionais, aumentando-as de U$ 3,94 bilhões para U$ 5,56 bilhões de 2010 a 2014 (MTUR, 2010). TURISMO NO BRASIL E FIFA WORLD CUP 2014
  11. 11. QUESTÃO DE PESQUISA Com base nos desafios previstos para a economia global de forma geral e o turismo em particular, se apresentou a questão: Tendo em vista que Brasília será uma das cidades sede da Copa do Mundo em 2014, como o setor hoteleiro da capital federal está preparada para receber P.D.M.R.?
  12. 12. A PESQUISA FOI REALIZADA NA REDE HOTELEIRA DE BRASÍLIA EM 2012.
  13. 13. C O N T E X T U A L I Z A Ç Ã O
  14. 14. METODOLOGIA DO ESTUDO • Pesquisa bibliográfica • Estudo exploratório, descritivo e qualitativo • Pesquisa de campo – entrevista – em 29 hotéis de Brasília • Amostragem não probabilística, por acessibilidade (conveniência)
  15. 15. ROTEIRO DE ENTREVISTA: • Caracterização do respondente; • Caracterização do estabelecimento; • Contexto atual; • Adaptação do estabelecimento; • P.D.M.R. como segmento de mercado/clientes em potencial; • P.D.M.R. e o mercado de trabalho turístico (hoteleiro); • Hóspedes pertencentes a terceira idade. METODOLOGIA DO ESTUDO
  16. 16. RESULTADOS DA PESQUISA DE CAMPO
  17. 17. CARACTERIZAÇÃO DOS RESPONDENTES • 15 do sexo masculino e 14 feminino; • Predominância da faixa de 30 a 40 anos (14 entrevistados); • Maioria trabalha na recepção (13 respondentes), 8 são gerentes; • Predominância de profissionais que possuem entre 2 a 4 anos (9 entrevistados); seguida dos que trabalham há 11 anos ou mais (7 entrevistados).
  18. 18. CARACTERIZAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS PESQUISADOS • Estabelecimentos menores: entre 40 a 80 unidades/apartamentos; • 7 hotéis possuem entre 81 a 160 apartamentos; • 7 hotéis possuem de 161 a 260 apartamentos; • 6 hotéis mais de 260 apartamentos; • Classificação como 4 estrelas (9 estabelecimentos); 3 estrelas (8 estabelecimento), e 5 estrelas (5
  19. 19. CONTEXTO MUNDIAL • Maioria (20 respondentes) considera que o contexto atual de instabilidade é positivo para o seu estabelecimento; • 5 entendem que o contexto atual de instabilidade mundial pode influenciar negativamente o desempenho do seu estabelecimento; • 1 considera que “não modifica, permanece constante”
  20. 20. ACESSIBILIDADE • 12 hotéis: 4 a 6 apartamentos adaptados; • 8 hotéis: 1 a 3 apartamentos adaptados; • 3 hotéis: mais de 6 apartamentos adaptados; • 3 estabelecimentos afirmaram que não possuíam apartamentos adaptados; • 3 estabelecimentos não forneceram esta informação.
  21. 21. ACESSIBILIDADE • 21 possuem rampa(s) para ingresso no estabelecimento/recepção; • 20 possuem elevador(es); • 18 possuem estacionamento com vagas para deficientes e/ou idosos; • 17 possuem banheiro(s) público(s) no hall adaptados; e 11 recepção mais baixa; • 1 entrevistado afirmou que possui braile para deficiente visuais; 1 afirmou que possui acessibilidade também no restaurante.
  22. 22. DEMANDA DE P.D.M.R. • 15 consideram que há uma procura muito frequente (acima de 2 vezes a cada semestre ou a cada ano); • 6 consideram que há uma procura frequente (geralmente 1 vez a cada semestre ou a cada ano); • 5 considera que procuram raramente (geralmente 1 vez a cada 2 ou 3 anos); • 2 consideram tal demanda pouco frequente (1 vez a cada 4 anos ou mais); • 1 não soube informar.
  23. 23. INSTALAÇOES ADAPTADAS X DEMANDA • 16 entrevistados consideram que o fato de ter suas adaptações adaptadas tem propiciado a procura dos seus serviços pelas P.D.M.Rs e/ou suas famílias; • 9 pesquisados relatam que o fato de ter suas adaptações adaptadas não tem influenciado ou aumentado a procura dos seus serviços pelas P.D.M.Rs e/ou suas famílias.
  24. 24. COPA DO MUNDO DE DEMANDA P.D.M.R. • 14 disseram que, apesar do seu estabelecimento não estar devidamente adaptado, está prevista uma reforma para melhor atender esse público; • 12 afirmaram não estarem preocupados, pois seu estabelecimento já possui instalações adaptadas para receber um eventual aumento de P.D.M.R.
  25. 25. ACESSIBILIDADE • A maioria (20 entrevistados) adaptaram suas instalações apenas para atender a legislação; • 9 adaptaram para atender as P.D.M.R., um segmento em potencial. • 21 entrevistados afirmam que divulgam no seu endereço na web que suas instalações são adaptadas; 7 estabelecimentos não divulgam; • 3 consideram necessária a divulgação, embora isso ainda não seja feito.
  26. 26. MERCADO DE TRABALHO PARA P.D.M.R. • 19 entrevistados mencionaram que não possuem ou nunca possuíram empregados com deficiência no seu quadro de funcionários (motivo: para 13 entrevistados, nunca houve procura por parte das P.D.M.R.; 2 relataram que não há vagas disponíveis no seu quadro de funcionários); • 10 responderam afirmativamente (9 possuem uma política organizacional de inclusão social/inserção, sendo que 1 destes justificou também o cumprimento da legislação).
  27. 27. DOS QUE EMPREGAM OU JÁ EMPREGARAM... • 7 possuem ou possuíam deficiência física; • 6 deficiência auditiva; • 4 deficiência mental; • 1 não informou.
  28. 28. • 5 ocupavam o cargo de serviços gerais; • 3 trabalhavam no restaurante; • 2 no administrativo; • 2 na portaria; • 1 como telefonista. DOS QUE EMPREGAM OU JÁ EMPREGARAM...
  29. 29. • 25 entrevistados consideram que essas pessoas, apesar de suas limitações, podem estar inseridas como funcionárias no setor hoteleiro; • 3 não responderam essa questão. MERCADO DE TRABALHO PARA P.D.M.R.
  30. 30. DEMANDA POR HÓSPEDES DA TERCEIRA IDADE • 21 consideram que há uma procura frequente (geralmente 1 vez a cada semestre ou a cada ano); • 4 consideram tal demanda pouco frequente (1 vez a cada 4 anos ou mais); • 3 consideram que procuram raramente (geralmente 1 vez a cada 2 ou 3 anos).
  31. 31. INSTALAÇÕES ADAPTADAS E TERCEIRA IDADE • Para 12 entrevistados o fato de ter suas adaptações adaptadas tem propiciado a procura dos seus serviços por hóspedes de terceira idade e/ou suas famílias; • entretanto, para 11 pesquisados o fato de ter suas adaptações adaptadas não tem influenciado ou aumentado a procura dos seus serviços por hóspedes de terceira idade e/ou suas famílias.
  32. 32. CONCLUSÃO • Acessibilidade entendida no sentido mais amplo; • A maioria dos estabelecimentos pesquisados (23 hotéis) possuíam instalações adaptadas; • A maioria (20 respondentes) considera que o contexto atual de instabilidade é positivo; • A maioria dos estabelecimentos pesquisados (25 hotéis) aparenta estar preocupada ou já preparada para um potencial aumento de demanda em função da Copa do Mundo;
  33. 33. CONCLUSÃO • 20 estabelecimentos adaptaram seu estabelecimento apenas para atender a legislação; • 21 entrevistados afirmam que divulgam no seu endereço na web que suas instalações são adaptadas e 7 não divulgam.
  34. 34. ESTUDOS FUTUROS • Ampliação da amostra, inclusive para outras capitais; • Pesquisa em outros setores relacionados ao turismo, como bares, restaurantes, transporte, atrativos turísticos, entre outros – em virtude da legislação internacional sobre acessibilidade; • Manual de acessibilidade (em elaboração).
  35. 35. OBRIGADO! donaria@unb.br donaria@hotmail.com gborda@unb.br gborda@cnpq.br

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